sábado, outubro 03, 2015

Sinto-me baralhado de um todo

Se me permitem vou fazer uma reflexão em voz alta, eu sei que a lei proíbe campanhas e sondagens neste dia, mas como eu não sou nem um partido, nem os jornais que fazem sondagens, nem sequer vou fazer palpites ou falar em nome de fonte da presidência posso mandar uns bitaites e contar o que me vai na alma.
  
Como diz o título do post estou baralhadinho de um todo, sinto-me tripolar, ja não sei se sou de esquerda ou de direita, não faço ideia de onde querem que eu vote e muito menos em quem a Eurosondagens, a Intercampus, a Aximage, a sacristia eleitoral da Católica ou a Markteste me puseram a votar e muito menos se votei sempre no mesmo partido, o quantas vezes mudei de intenção de voto nestas duas semanas.
  
Antes deste circo começar eu diria que era de esquerda e não sentia motivos para marcar uma consulta a um ou a uma psicóloga para me ajudar a saber o que era. Agora ando com uma grave crise de personalidade, segundo o PS sou de esquerda, ara o BE sou da direita porque sou um pecador que não aceita o "não pagamos" e ara o PCP há muito que estou excomungado, devo andar entre o fascista e o anti-comunista primário. Por aquilo que vou sentindo a direita prece querer que eu seja do BE ou do PCP, digamos que entre o inferno e o Purgatório a direita sugere-me o segundo. Acho que vou a uma consulta de psicologia e elo sim, pelo não, vou já marcar uma no consultório da Joana Amaral Dias pois imagino que por ali os doentes já devem ser mais do que as mães, podem ão sair curados, mas certamente saem mais arrebitados, o que nos tempos que correm já não é mau, somos pobres, lavadinhos e arrebitadinhos como poucos.
  
Quanto à orientação do meu voto pressinto que nas sondagens da Intercampus terei sido um de entre quase um milhão que votam em branco ou que anulam o voto, o que me faz sentir um idiota, ir de propósito a uma mesa de voto para não votar é a mesma coisa que ir a um comício do PAF e não ver a criança da Cristas. Na sondagem da Católica, talvez porque o pessoal da sacristia ainda não me deu por perdido devo ter votado na direita. Na da Markteste comecei no PS, passei pelo PAF e agora devo andar indeciso entre o Jerónimo de Sousa e a Catarina Martins, mais um dia e ainda ia ter com o Marinho.
  
No meio de toda esta confusão eleitoral em que me meteram quase pedi ao Cavaco que já que se está borrifando para o 5 de Outubro podia muito bem adiar as eleições para essa data, talvez o Passos Coelho pedisse autorização ao FMI e desse um friadinho aos portugueses em substituição da terça-feira de Entrudo, porque em matéria de mascaradas a diferença entre as sondagens e o Carnaval não são muito grandes.
  
Resta-me agora esperar que no momento do voto tenham a lucidez suficiente para votar onde acho que devo votar e não onde um qualquer estatístico feito à pressa enfiado numa sacristia quer que eu vote.
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Grafitti, Lisboa
    
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Cavaco não é apenas o pior presidente em democracia é também o pior presidente desde a implantação da República e se fosse monarca há muito que teria sido destronado pois o reino não resistiria a um rei absolutista tão incompetente.

Há muito que Cavaco se envolve em jogos políticos, fez tudo para derrubar um governo e agora faz tudo que para um partido seja excluído de qualquer governo ou de governar sem a direita. Quando a direita era dada por perdida exigia um governo com apoio alargado, agora que pensa que a direita vai ganhar já aposta na crise institucional e deixa cair o que andou a exigir há mais de dois anos.

A sorte deste senhor é que muitos portugueses não podem dizer o que pensam de em público, está protegido por um artigo do Código Penal e todos os portugueses se manifestassem uma boa arte deles seriam condenados a três aos de prisão.

 O escândalo VW

Se os carros da VW vendidos em Portugal continham dados viciados em relação às emissões isso significa que não foram apenas os consumidores e o ambiente os lesados, também o fisco foi penalizado por um crime de evasão fiscal. Porque ser´sa ue ainda não ouvimos o Núncio Fiscoólico?

 Para desenjoar da intoxicação das sondagens



 Uma vergonha para a democracia

Aquilo que se passou em Portugal nas duas últimas semanas foi uma vergonha, jornalistas e empresas de sondagens digas de um país miserável decidiram transformar a campanha eleitoral num jogo de manipulação dos sentimentos numa tentativa clara de condicionar as opções dos portugueses.
  
 Efeitos do vinho?

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Passos bebe vinho e fala em amancebar os grupos parlamentares, Portas bebe laranjada e diz que não, a conclusão é óbvia, o Passos estava com os copos.Por este andar ainda vamos voltar a ouvir falar de submarinos.

      
 Nunca gostei nem vou gostar dele
   
«António Costa percorreu na quinta-feira o centro do Porto, discursou em Coimbra e regressou a Lisboa sem saber ainda se António José Seguro vai comparecer no habitual almoço de encerramento da campanha socialista. Até momentos antes do almoço, o líder socialista continuava sem confirmação sobre a presença do seu antecessor.

O director da campanha de António Costa confirmou não ter recebido, na véspera do último dia de campanha, “nenhuma indicação” de resposta ao convite enderaçado ao anterior secretário-geral para participar no encontro que tradicionalmente junta todos os antigos secretários-gerais e presidentes do partido.» [Público]
   
Parecer:

Sem comentários.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 Sinais de crise no grupo Impresa
   
«No domingo vou votar Portugal à Frente e vou fazê-lo com a esperança cada vez mais forte que para o bem do nosso país e de uma governação eficiente, a bem do meu futuro e sobretudo do futuro dos meus filhos e dos meus netos, que no domingo alcancemos a maioria absoluta", afirmou Francisco Pinto Balsemão.» [Expresso]
   
Parecer:

Fica-se com a sensação de que sem este governo o grupo de Balsemão passará por um mau bocado, nunca se viu os seus órgãos de comunicação social tão empenhado em apoiar um governo, os seus assalariados até parece serem da JSD.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  

   
   
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sexta-feira, outubro 02, 2015

Realidades

Fez por estes dias dois anos que sai de um coma induzido e durante um bom par de dias vivi uma realidade que não era a dos outros, uma overdose de químicos fizeram-me perder a lucidez mas não me retiraram as capacidades intelectuais, levando-me a reinterpretar os acontecimentos e o mundo que me rodeava criando a minha própria realidade. Todas as sensações, tudo o que via, todos os que me rodeavam tinham explicação lógica num mundo que criei, um outro mundo em que me sentia estar.
  
Desta vez não foram necessários químicos sedativos para voltar a ter a sensação de que vivo numa realidade, desta vez criada por terceiros. O país não vive uma crise financeira, económica e social, vivem num estado de graças, é um dos países mais competitivos do mundo e até a Alemanha já aldraba o software dos seus carros com medo que algum fabricante de sapatos decidas exportar carros. O aumento do turismo não se deve ao desaparecimento de vários Estados do médio Oriente e a uma guerra fratricida em país que eram destinos turísticos ou ficavam nas suas imediações, multidões de turistas invadem o país para se deliciarem com o sorriso de Porta e para conhecer o último rebento da Assunção Cristas. Os cofres estão a abarrotar e graças às receitas fiscais já deitam por fora ao ponto de n os reembolsarem o que nos cobraram a mais.
  
Há doía anos era eu que delirava e não percebia o porquê de todos à minha volta não se aperceberem do que se estava a passar. Agora tenho a sensação de que o único que está acordado e todos À minha volta vivem momentos de felicidade que eu não consigo sentir.
  
A direita decidiu muito antes da campana que ia ganhar e muito antes das sondagens da Intercampus já a Maria Luís e o pequeno Marco António, agora convenientemente desaparecido em parte incerta porque se olho não ê o Alexandre não prende, diziam a empresários convocados para uma reunião que estavam na posse de uma sondagem que dava à direita um avanço de 60% sobre o PS.
  
Algo está errado na realidade que me dizer ser a que me rodeia. Vejo um país que sem o colinho do BCE estaria condenado a um segundo resgate e a uma saída compulsiva do euro mas dizem que os cofres estão cheios. Vejo um país arruinado, a perder os melhores jovens e sem investimento mas dizem ser o tigre da Europa. Vejo velhos sem medicamentos, mães que os filhos partiram, trabalhadores sem esperança de o voltarem a ser, mas dizem-se que estão todos felizes e vão votar na direita.
  
Há dois anos atrás fui e que estive em coma induzido, agora foi todo um país que esteve em coma depois de uma overdose de troika, talvez seja por isso que uma boa parte do país esteja a delirar e a viver numa realidade criada artificialmente.
  


Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
José Cesário, secretário de Estado do Paf! aos jovens

Nem no tempo de Salazar se assistiu a tanta mentira e manipulação de dados, isto é gente sem escrúpulos e sem nível para governar um país.

«Os portugueses continuam a deixar o país e em grande número, 110 mil em 2014, tantos como em 2013. Dados do Observatório da Emigração (OE) e que foram entregues à secretaria de Estado das Comunidades em julho, já que, habitualmente, o relatório é apresentado na Assembleia da República antes das férias. O governo justifica o atraso com a falta de informação, nomeadamente do Observatório, ao qual pediram um quadro da evolução da emigração portuguesa comparada com outros países. Mas o coordenador nega o pedido de elementos adicionais.

"Ainda estamos à espera de dados, nomeadamente um quadro comparativo da emigração dos portugueses e dos restantes europeus. E há outros dados que falta reunir, também da Direção-Geral dos Assuntos Consulares. O Relatório da Emigração é muito vasto e não o podemos divulgar só com um quatro ou dois", justifica o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, para não ter publicado o relatório em julho, como aconteceu o ano passado. Em viagem pelo Canadá, acrescenta que o documento será apresentado quando regressar a Portugal, depois das eleições legislativas.» [DN]

      
 Manobra de diversão
   
«A proposta apresentada pelo Novo Banco aos emigrantes que detêm aplicações em vários produtos do BES foi aceite por 80% dos clientes, o que permite dar seguimento às alterações necessárias para a concretização da solução, anunciou esta quinta-feira a instituição.

A solução, que passa pela extinção de várias empresas e que, por isso, implicava a sua aceitação por uma maioria dos clientes, vai permitir a recuperação da quase totalidade das poupanças mas em vários anos (pelo menos seis)  e sujeita a um conjunto de condições. Em causa estão 750 milhões de euros, detidos por sete mil clientes.

A solução apresentada aos emigrantes abrange os clientes detentores de acções preferenciais dos veículos Poupança Plus, Top Renda e EuroAforro 8, sedeadas na Ilha de Jersey e classificados de veículos, que foram objecto de comercialização pelo BES. Há ouros produtos financeiros detidos também por emigrantes que os clientes não podem levantar e para os quais ainda não há uma solução.» [Público]
   
Parecer:

Perante a notícia de que um relatório da Comissão confirma que o Novo Banco será suportado pelos contribuintes este banco, certamente por ordem de alguém, divulga a informação de que 80% dos lesados cederam à sua chantagem.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 Juiz e procurador não respeitam o tribunal
   
«A mesma questão, os mesmos protagonistas: há cinco anos, o procurador Rosário Teixeira e o juiz Carlos Alexandre tentaram justificar a manutenção do segredo de justiça num processo ligado ao BPN como "medida cautelar", dado que ainda não estava decretada a especial complexidade da investigação. Em março de 2010, o Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) considerou "ilegal" esse argumento. Cinco anos mais tarde, e agora no caso de José Sócrates, os mesmos protagonistas insistiram na receita, mas o resultado acabou por ser o mesmo, com o TRL a rejeitar tal modo de atuar.

Foi já depois do final do prazo legal para a fase investigação do processo que envolve o empresário Ricardo Oliveira e o antigo ministro da Saúde Arlindo Carvalho (suspeitos de burla ao BPN) que se encontra em julgamento, que o procurador Rosário Teixeira pediu ao juiz Carlos Alexandre, em novembro de 2009, para decretar o segredo de justiça (isto é, mantendo os arguidos sem acesso aos autos), enquanto não estava declarada a especial complexidade dos autos, o que iria alargar tal prazo. O juiz acabou por concordar com o procurador, decretando "à cautela" a manutenção do segredo de justiça.» [DN]
   
Parecer:

Estão-se marimbando para a lei.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»

 Um presidente cheio de preconceitos
   
«O Presidente da República decidiu não estar presente nas comemorações do 5 de Outubro por considerar que este é um momento particularmente delicado da situação política. A decisão não tem nada que ver com as celebrações do 5 de Outubro que a Câmara de Lisboa organizará.

Não é a primeira vez que um Presidente não intervém nessa data, nomeadamente devido à ocorrência de campanhas eleitorais. Em Belém, o momento atual é comparado a uma situação desse tipo.» [Expresso]
   
Parecer:

O melhor que ele fazia era resignar e fazer como fez com os portugueses dos EUA, despedir.-se dos da Europa e recolher-se na Quinta da Coelha.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se.»

   
   
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quinta-feira, outubro 01, 2015

Maioria no parlamento ou maioria na rua?

A esquerda conservadora tenta passar a ideia de que tudo o que neste país são consideradas conquistas sociais se devem às gloriosas lutas na rua, desde a Constituição que em nada se assemelhava à proposta pelos comunistas na Assembleia Constituinte, até ao Serviço Nacional de Saúde, tudo se deve às lutas de rua. Isto é, há uma suposta maioria absoluta na rua que obriga os governos de direita, do PS ou do PSD, a adoptarem o que a esquerda conservadora defende para o país.
  
Desde há uns anos que é frequente ouvir deputados desvalorizarem o parlamento defendendo que a verdadeira maioria é a das ruas.  Num tempo em que os cidadãos já não estão dispostos a perder a vida em luta por amanhãs que cantam é preciso contrariar a ideia de que o voto em deputados que nada aprovam e que ainda ajudam a direita a derrubar governos é um voto inútil. Tentam enganar os mais incautos tentando passar a ideia de que a força nas ruas impede uma maioria parlamentar de adoptar medidas que visem destruir o Estado Social ou mudar o modelo económico.
  
Se esta tese é verdadeira e vale a pena votar nos deputados que serão os porta-vozes da maioria absoluta nas ruas porque razão os professores são avaliados, perderam direitos, têm turmas cheias de alunos para que os colegas possam ser despedidos, o que é feito do grande Mário Nogueira, o sindicalista que mal a direita ganhou as legislativas foi para a Madeira para uma lua-de-mel com o Alberto João?
  
Se a maioria absoluta na rua é a garantia do progresso porque razão não impediu os cortes nos vencimentos, o aumento do horário de trabalho dos funcionários públicos ou os cortes das pensões, dos apoios sociais ou dos subsídios de desemprego? Se a maioria absoluta na rua é a grande defesa das conquistas sociais porque motivo não conseguiu impedir as muitas medidas com que Passos Coelho governou?
  
O que ganhou o país com as grandes vitórias eleitorais da esquerda conservadora ou com as suas grandiosas amiroias absolutas na rua? Nada, absolutamente nada.
  
Votar em quem odeia governos de esquerda que não sejam os seus, que ajuda a direita a derrubar governos de esquerda, que não serve de nada na hora de se opor a um governo de direita com maioria absoluta é jogar um voto no caixote do lixo. Não admira que o eleitorado do antigo PCF vote hoje na Le Pen da extrema-direita. A estratégia política da esquerda conservadora apenas serve a direita, essa direita com que se aliou em Loures ou de quem recebe ajudas em período eleitoral, como noticiou o bem informado Expresso.
  
Os portugueses que se opõem a este governo e desejam outro governo só podem votar naqueles que viabilizem um governo que não seja o do PAF e todo o país já percebeu que a esquerda conservadora apenas aceita governos de direita com maioria absoluta, apenas esses lhe servem os objectivos estratégicos e lhes dá a sensação de mandarem na rua. Votar nesta esquerda conservadora é votar na continuação deste governo, é  ter uma maioria de direita no parlamento e uma falsa e inútil maioria na rua.
  

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Responsáveis da Intercampus

É ridículo uma sondagem prever os votos brancos e nulos, principalmente os segundos, mas apostar numa projecção destes votos acima dos 9%, 5% acima do máximo histórico e mais do dobro do valor ocorrido nas ultimas eleições não e um erro, é claramente uma manipulação desonesta dos resultados. Esses mais de 5% dão para alterar as projecções de resultados, permitindo todos os cenários.

Os erros são humanos, mas as vigarices e as manipulações são igualmente humanas, a diferença está no facto de ser normal os humanos corrigirem os erros enquanto preferem persisti nas manipulações. No caso das sondagens as empresas que as produzem e vendem não estão sujeitas a qualquer controlo, não são auditadas por uma entidade independente que assegure a sua imparcialidade eleitoral, tal como todas as empresas dependem dos seus clientes e do poder financeiro daqueles que durante o ano lhes encomendam serviços. No mercado das sondagens não á controlo para a mentira, tudo pode ser feito sem quaisquer consequências.

O objectivo das empresas de sondagens são os lucros e tal como todas as empresas sofrem das mesmas tentações. Num temo em que a VW aldrabou os mercados com um software que viciava os resultados, quem nos garante a honestidade de uma pequena empresa portuguesa em temos de crise?

As sondagens da Intercampus publicadas pela TVI, TSF e Público apresenta conclusões muito duvidosas, não havendo qualquer dúvida de que os resultados dos brancos e nulos são um verdadeiro gato com o rabo de fora. Ate que me convençam do contrário considerarei estas sondagem como vinho a martelo e tão saudáveis para a democracia como os produtos "Origem Transmontana" sã para a saúde pública. Nestas eleições não estão apenas em causa os votos, estão também em causa muitos milhões, milhares de milhões de euros e grupos de pressão como os da banca, da saúde, do ensino privado, grupos interessados na política de direita e que não hesitam em desvirtuar as regras do jogo da democracia, como temos vindo a assistir de forma clara nestas eleições.

A Intercampus arrisca-se a vir a ser um case study destas eleições.

 A campanha onde valem todos os golpes sujos

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Uma vergonha!

 Azar

Cavaco despediu-se dos emigrantes portugueses nos EUA, falando-lhes pela ultima vez. Nós por cá estamos com azar, ainda vamos ter de o aturar durante mais uns meses. Mas alegremo-nos, faltam poucos mais do que cem dias para nos livrarmos de tal personagem.

 As saudades que eu já tenho dele

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Marco António, o pequeno imperador do PSD, era uma presença constante nas televisões, cabia-lhe assegurar os ataques que agora são feitos pelo Paulinho, era o número dois e braço direito do traste. Mas veio um desmancha prazeres que decidiu usar o Facebook à Bruno de Carvalho e foi o que se viu, foi um Paf! que lhe deu, nunca mais foi visto.

Diz o povo que olho não vê, coração não sente. Por cá político de direita não aparece e o MP não investiga.

Com o desaparecimento de Marco António Costa o seu papel tem vindo a ser desempenhado por um Paulo Portas que é cada vez menos líder do CDS e cada vez mais número dois do PSD. Convenhamos que, apesar de tudo o que sabemos dele, Marco António irrita e enoja menos do ue as poses esganiçadas do Paulinho dos chapéus.

      
 Desespero
   
«Está em marcha a arrancada final para pescar os votos do centro direita que fugiram. Enquanto Paulo Portas dava uma entrevista à Rádio Renascença em que admitia aliviar a carga fiscal, Pedro Passos Coelho retirava do bolso um crucifixo que lhe ofereceram em Leiria e que confessa trazer no bolso até "chegar a casa na sexta-feira".

"Tenho muita fé nas pessoas", afirmou aos jornalistas, com o crucifixo na mão a ser filmado pelas TV. O "cenário" que o esperava num dos quartos do lar que visitou - precisamente um crucifixo e uma Nossa Senhora de Fátima - deu o pretexto. "Tem fé nos resultados?", pergunta o repórter. Passos agarra a chance e vai ao bolso. Exibe. A cruz. A direita gosta disto.» [Expresso]
   
Parecer:

Com  sondagens tão favoráveis não se entende o desespero de Passos Coelho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Obrigadinho dr. Macedo
   
«Um total de 107 doentes com hepatite C ficaram totalmente curados através do programa de tratamento lançado em fevereiro, após meses de negociações entre o Governo e a indústria e de reivindicações de doentes e familiares, anunciou o Infarmed. Apenas dois dos que já finalizaram os tratamentos não ficaram curados.

De acordo com uma nota do organismo que regula o setor do medicamento em Portugal, foram autorizados 6 815 tratamentos, dos quais 4 060 foram já iniciados pelos hospitais.» [DN]
   
Parecer:

Há políticos que chegam a ser sinistros, o dr. Macedo só iniciou o tratamento dos doentes com hepatite C perante a indignação colectiva, agora vem cobrar votos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 Até Bruxelas já admite o óbvio
   
«Um documento técnico divulgado pela Direção-Geral de Economia e Finanças da Comissão Europeia adverte para a possibilidade de os contribuintes portugueses virem a suportar eventuais perdas do Novo Banco.

As autoras do estudo sobre a resolução transfronteiriça de bancos -- no figurino de "documento de discussão", que não vincula a Comissão Europeia, tendo apenas o propósito de ser um contributo para debates -- incluíram na análise o caso da resolução do BES (Banco Espírito Santo).

A este propósito, explicam que, face às soluções decididas pelo Governo, designadamente a criação de um Fundo de Resolução para a constituição do capital do Novo Banco, parte de eventuais futuras perdas desta instituição poderão ter que vir a ser suportadas pelos contribuintes.

As especialistas apontam que "como parte do capital" do Novo Banco ( o "banco bom" criado na sequência da resolução do BES) foi obtido através de um empréstimo estatal, através do Fundo de Resolução, "existe a possibilidade de, no futuro, algumas perdas serem suportadas pelos contribuintes".» [DN]
   
Parecer:

Até quando a ministra vai manter a mentira?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à rapariga.»

   
   
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