sábado, outubro 10, 2015

Quem pasoka quem?

A campanha eleitoral e as eleições decorreram com a direita e Cavaco Silva a lembrar-se do velho PRD e com a esperança que desta fosse o Bloco a ajudara direita a ficar com o poder. Passos sabia que nunca ganharia e que perderia muitos votos, sabia-o Passos como o sabiam Cavaco Silva, Balsemão, o director da informação da RTP, o director do CM e todos os que sem empenharam em ajudar a manter a direita no poder.
 
A única hipótese de a direita se manter no poder seria perder votos para o Bloco ou para o PCP não permitindo ao PS alcançar o estatuto de maior partido. Depois era uma questão de apostar na crise e esperar pela oportunidade de ir a eleições acusando o PS de provocar a instabilidade. Cavaco esteve desde sempre associado à estratégia dos pafiosos, nunca descansou na tentativa de transformar o PS em saco de boxe eleitoral da coligação, forçando-o a um apoio incondicional às políticas de direita. Quando receou que o PS pudesse ganhar as eleições e estava convencido de que não as ganharia com maioria absoluta Cavaco com interpretações criativas da coligação.
 
O PS não ganhou as eleições e a direita perdeu-as mas isso não assustou Cavaco que viu mais uma oportunidade para pasokar o PS, forcá-lo a aceitar as condições da direita, no pressuposto de que a esquerda conservadora nunca aceitaria apoiar um governo do PS.
 
Na política portuguesa todos querem pasokrt todos, a direita quer pasokar a esquerda, a esquerda ambiciona pasokar a direita, o velho sonho do PSD é pasokar o CDS e este não deixa de querer fazer o mesmo ao PSD, Cavaco deseja paoskar o PS e o em especial o Paulo Portas, o BE quer pasokar o o PCP, este para se ver livre do BE temn mesmo de o pasokar. Todas as forças políticas portuguesas são uns psokadores compulsivos.
 
Convencidos de que a vontade do PCP de pasokar o PS está acima de todos os seus objectivos e com os deputados do BE a serem insuficientes para formar uma maioria absoluta com o PS  Cavaco chegou à conclusão de que com a sua estratégia manhosa o PS já estava pasokado. Enganou-se, o PCP fez o inimaginável e agora é Cavaco e Passos que se começam a sentir pasokados.
 
Em plena crise, coma economia de rastos, a dívida acima do inimaginável, a banca à beira privada à beira do estatuto de nova banca e com a troika com as malas prontas para o que der e vier Cavaco não se importou de pasokar o país com as suas manobras manhosas. No fim disto é o país a ficar pasokado.
  

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Pedro Passos Coelho, líder pafioso

O simples facto de Passos Coelho admitir o fim dos cortes antes do prazo que defendia e mais ums série de cedências prova não só que abusou da austeridade, como se aproveitou da crise financeira para torturar grupos profissionais e sociais que odiava por motivos ideológicos.

«"Eu tive ocasião de transmitir à equipa e ao [secretário-geral do PS] doutor António Costa que estamos totalmente disponíveis para poder reanalisar essas matérias. Não haja dúvidas para ninguém de que, se for possível fazer uma restituição mais rápida dos salários e se for possível fazer uma remoção mais rápida da sobretaxa, não deixaremos de o fazer, porque não temos nenhum gosto em que essas medidas continuem em vigor", afirmou Pedro Passos Coelho.

Em declarações aos jornalistas, no final de um encontro entre PSD, CDS-PP e PS, na sede dos sociais-democratas, em Lisboa, Passos Coelho salientou, contudo, que essas medidas de austeridade estão em vigor para assegurar o cumprimento das metas orçamentais, acrescentando: "Portanto, estamos disponíveis para nos aproximarmos do PS, desde que estes objetivos sejam cumpridos".

"Estando disponíveis para acertar outros ritmos de reposição de rendimentos, teremos de os compensar face àquilo que é a informação disponível com outro tipo de medidas que nos mantenham num défice abaixo de 3%. Ora, sobre isto o PS não apresentou nenhuma proposta, mas estamos inteiramente disponíveis para poder trabalhar", completou.» [Notícias ao Minuto]

 Um idiota a gozar com os portugueses



Num dia o país soube que José Rodrigues dos Santos é um palerma que se esquece que trabalha numa televisão pública de televisão, que é pago pelos cotribuintes e que deve respeitar os portugueses. Mas o palerma acha que está acima disso e pode gozar ou humilhar quem bem entende. Mas quando as coisas dão para o torto o rapaz assume-se cmo um cobarde.

Fez o que fez e perante a indinaão colectiva a televisão veio dizer que foi uma confusão, que o jornalista é um gandulo que ão lê os textos com antecedência, que se baralhou porque não saia se a notícia se referia a uma depotada aposentada ou a um deputado idoso.

Mentira, o jornalista não se enganou e para se perceber isso basta ler o que o que ele disse:

"O novo parlamento tem muitas caras novas, o deputado mais velho tem 70 anos e foi eleito ou eleita pelo PS"

José Rodrigues dos Santos sae que é "o", que é "deputado" que é "velho" mas nas hora da eleição faz questão de questionar se o dpeutado mais elho foi eleito ou eleita.

O jornalista até poderia ter corrigido o texto pois quem elegeu o deputado foram os eleitores e não o Partido Socialista, em vez disso optou por afirmar a sua masculinidade com uma piada inaceitável, ofensiva e motivo suficiente para ser corrido de uma televisão europeia. O padrão de jornalista está mais de acordo com o Uganda do que com a Europa e muito menos com a sua Inglaterra.

Se Cavaco fosse rei já teria cognome, Cavaco I da dinastia de Boliqueime, o Estúpido.

 Que estranho

José Sócrates ainda continua a residir na Rua Abade Faria mas desde o domingo que nunca mais se falou dele.

 D'O Lar da Criança para Belém"

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Foto da notícia do Expresso anunciando o chá dançante de Marcelo

 A direita a fazer xixi pelas calças abaixo

A mesma direita que tudo fez para que os eleitores votassem no BE ou no PCP foi surpreendida e agora percebe que está em minoria no parlamento e já oferece tudo e mais alguma coisa antes que o PS se entenda com o Bloco. O enrascanço e tanto que não é difícil adivinhar o Passos a dizer a Cavaco ao telefone. "Ó tio, receba lá o Costa e faça tudo para que ele aceite um acordo connosco, senão lá se vai a manjedoura para os seus e para os meus amigos!"!
  
A direita direita contava com o ovo no cu da galinha e o seu verdadeiro líder, Cavaco Silva ensaiou uma manobra manhosa para forçar o PS a apoiar as alarvidades do se governo. Enganaram-se, a posição do CP trocou-lhes as voltas e quando Cavaco esperava uma "solução de governo" à direita arrisca-se a ser confrontado com uma solução alternativa e ter de engolir os disparates que disse na comunicação oficial que fez.

Cavaco deu um pontapé na Constituição excluindo o PCP e o Bloco da democracia e agora reza para que o Bloco não apoie uma solução com que não contava.

      
 Qual é o género de Alexandre Quintanilha?
   
«Qual o género de Alexandre Quintanilha? Cruzei--me com ele algumas vezes, ele não se deu conta, eu, sim, e vi-o ou li-o em entrevistas. É pouco para a tal questão: qual é o género de Quintanilha? No entanto, apesar da tangencial relação, tenho resposta pronta, como raramente tenho, mesmo para pessoas com quem lido todos os dias. Pois, posso garantir-vos que Quintanilha é do género senhor. É isso, um senhor, género pouco comum. Talvez, admito, possa haver quem queira falar sobre género no sentido gramatical. Aí, a questão é: Quintanilha é gaja? Pois julgo também saber a resposta, apesar da quase nenhuma convivência: é gajo. Mas, lá está, como nesse aspeto, gajo ou gaja, são géneros muito comuns, escapam-me os detalhes. Mas, pelo que vi, li e gramaticalmente ele se apresenta, garanto: ele é gajo, homem, masculino. E mais isto: ele está casado com Richard Zimler, esse conheço-o pessoalmente (e li e ouvi) e é ele. Como foi casamento entre pessoas do mesmo sexo, também deduzo, agora no domínio da lógica, que Quintanilha é ele. Trago o assunto porque anda por aí uma polémica sobre José Rodrigues dos Santos ter dito no Telejornal "ele ou ela", falando de Quintanilha. Foi perguntado a J.R.S.: disse isso de Quintanilha? E ele disse que não, que foi erro e deu explicações atrapalhadas mas plausíveis. Esta poderia ser a crónica sobre um tipo comum que insultou um senhor. Mas não a posso fazer porque não tenho a certeza do insulto, só do senhor.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 E não lhe dão uma praia na Messejana?
   
«Como seria previsível, a aliança PS-BE-CDU é vista à direita como um perigo. Nas relações com Bruxelas, por onde têm de passar muitas decisões do país; também pelas “leituras externas”, que podiam levar a um renascer da desconfiança sobre o país e um “disparo nas taxas de juro”, alega a mesma fonte.

Na dúvida, Passos Coelho e Paulo Portas fecharam-se ontem a procurar estratégias de abordagem, sabendo que Costa leva a mesma equipa que foi à sede dos comunistas (Carlos César, Mário Centeno e Pedro Nuno Santos). Desde domingo que se sucedem os pequenos passos para abrir as portas a objetivos do PS. O maior dos quais ficou escrito (e assinado) no acordo de Governo PSD-CDS: vago nas propostas para a governação, integrou os quatro princípios que Costa anunciou como centrais na noite eleitoral — “defesa e reforço do Estado Social”, “promoção da competitividade da economia”, “investimento privado e inovação”, compromisso europeu. A questão chave é saber como concretizar isto em propostas. Dito de outra forma, saber o que precisa a direita de dar a Costa que o convença (a desistir de formar governo à esquerda e a aprovar, pelo menos, o primeiro orçamento da legislatura).» [Observador]
   
Parecer:

parece que para continuar junto à manjedoura a direita está disposta a abdicar das grandes bandeiras de Passos Coelho, andam, andam e ainda propõem um TGV  e o novo aeroporto.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Ridículo
   
«Após o encontro com Passos Coelho, o Presidente da República fez uma comunicação ao país onde anunciou que encarregou o líder do PSD de desenvolver diligências para avaliar as possibilidades da constituição de uma "solução governativa que assegure a estabilidade política e a governabilidade do país". Na comunicação, Cavaco Silva reiterou também que não se substituirá aos partidos no processo de formação do Governo, mas sublinhou que este "é o tempo do compromisso", onde a cultura da negociação deverá estar sempre presente.

No dia seguinte ao encontro com o Presidente da República, Passos Coelho assinou com o presidente do CDS-PP um acordo de Governo e colaboração mútua, no qual propõem ao Presidente da República um executivo de coligação entre os dois partidos, liderado pelo atual primeiro-ministro.» []
   
Parecer:

Dias depois Cavaco percebeu que se portou como presidente da junta de freguesia de Belém e não como um PR e na verdade nunca  foi. Só que chega tarde e a ida de António Costa a Belém só serve para que os portugueses percebam a pequenez daquele em que em má hora votaram paraum cargo para o qual não estava à altura.

É ridículo que Cavaco só anuncie que recebe Costa depois deste se ter reunido com os seus fafiosos. a sorte dele é que o líder do PS está empenhado em dignificar o cargo do PR não fazendo o que Cavaco merecia, faltar ao encontro inútil e que apenas foi convocado para salvar o que nada resta da boa imagem do senhor da Quinta da Coelha.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 O mijadinho pede desculpa
   
«"Ontem, por equívoco, referi que o deputado mais velho eleito para o parlamento era uma mulher. Na verdade, o deputado mais velho é Alexandre Quintanilha”, lamentou na noite desta quinta-feira José Rodrigues dos Santos (pode ver o vídeo AQUI a partir dos 22m05s). A polémica instalou-se quando no telejornal de quarta-feira o pivot da RTP disse “o deputado mais velho [do parlamento] tem 70 anos e foi eleito - ou eleita - pelo PS.”

Esta quinta-feira à noite, Rodrigues dos Santos usou o mesmo meio onde cometeu o “equívoco” para se desculpar. “As devidas desculpas são endereçadas ao dois deputados”. O jornalista usou a expressão “eleito - ou eleita” quando se referia a Alexandre Quintanilha, deputado do PS, homossexual assumido e casado com o escritor norte-americano Richard Zimler.» [Expresso]
   
Parecer:

Ainda nesta Quinta-feira este mijadinho dizia que “Não sabia que Quintanilha era homossexual nem me interessa” e a RTP justifica-o dizendo que o jornalista nem estuda antes o que vai ler. Agora que percebeu a merdinha em que se meteu já pede desculpa, mas insiste no erro. Mentira, a nossa Maria José Rodrigues dos Santos não cometeu nenhum erro gramatical como mais acima se explicou.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se à nossa Maria José Rodrigues dos Santos que tenha mais cuidado com a gramática pois isso é inaceitável numa reputada escritora, ainda que influenciada pela língua inglesa..»

 Finalmente vai encher a mula
   
«O Presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, apresentou o pedido de exoneração de funções ao Presidente da República, que assinou o despacho de exoneração pelas 17h00 desta sexta-feira.

Oliveira Martins passa a fazer parte da administração-executiva da Fundação Calouste Gulbenkian, instituição que é presidida por Artur Santos Silva.

O homem que presidiu aos destinos do Tribunal de Contas nos últimos dez anos, e está à frente do Centro Nacional de Cultura desde 2003, tem uma vasta experiência na área da cultura. O seu nome chegou a ser avançado como potencial candidato da área socialista às eleições presidenciais de 2016.» [Expresso]
   
Parecer:

Eh, Eh, Eh.... finalmente um bom tacho para este príncipe da nobreza social-democrata, depois de uma longa transumância do PSD para o PSD, com passagem no grupo BPN vai sentar-se na merecida manjedoura dourada da FCG, um lugar tranquilo e sem preocupações até aos 70 anos. Enfim, como diria o Jorge Jesus vai poder ajudar muitos pobrezinhos com os 60% de impostos que irá pagar.
     
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Artur Santos Silva que para além do pelouro das jacarandás do Jardim Gulbenkian tão distinto financeiro fique com o pelouro das aplicações financeiras da Fundação, depois do sucesso das acções de Cavaco Silva o país e a FCG teria muito a ganhar com os vastos conhecimentos bancário adquiridos pelo Guilherme na administração do muito bem sucedido Banco Efisa.»

sexta-feira, outubro 09, 2015

Governar a três

Cavaco e alguns dos seus porta-vozes oficiosos gostam muito de explicar aos indígenas atrasadinhos do país que o mais normal na Europa é governar em coligação, havendo treze governos com coligações a três e até sugerem que não á pressa porque na Alemanha o processo de negociação do último governo tardou 60 dias. Este é um dos complexos de inferioridade que o cavaquismo anda a injectar na sociedade portuguesa desde que Cavaco Silva comprou um Citroen BX.
  
Somos um bom aluno da Europa, obedecemos servilmente à Troika, temos um primeiro-ministro que faz vénias humilhantes a modestos funcionários de instituições internacionais, um presidente que chupa a palma da mão à rainha de Espanha como se estivesse em Boliqueime a chupar um Rajá. Não deixa de ser curioso que sejam professores universitários a assumirem sistematicamente este estatuto de aprendizes, com o sucedeu mais uma vez com um artigo escrito por dois ilustres universitários (do ISCSP e da Católica) que vieram fundamentar a mais recente manobra de Cavaco Silva.
  
A tese faz todo o sem tido e sé é pena que se lembrem dela quando a direita quer governar sendo minoritária no parlamento e no pressuposto de que parte dos partidos que representam portugueses podem ser excluídos dos governos com base em condições estabelecidas por quem não tem o poder de o fazer e em vez de respeitar a Constituição decide reescrevê-la à medida dos interesses do seu partido. 

O que a direita pretende é um processo num mini-parlamento com apenas 80% dos eleitos de formas a que nesse parlamento a direita tenha a maioria absoluta, negociando com o PS numa posição de vantagem. Isto é, a nossa democracia parlamentar seria amputada do equivalente ao CDS na esquerda e com  uma redução substancial de deputados e onde a direita assaria a contar com maioria absoluta.
  
Neste mini-parlamento na aceção de Cavaco e dos seus apoiantes não só o PS passaria a ser a ala direita do regime como um CDS que nas regiões autónomas caiu de 12% para pouco mais de 3% tem um peso que nada tem que ver com o real, Paulo portas representa os poucos eleitores do CDS e uma boa parte dos eleitores do PSD. 
  
Faz todo o sentido que no jogo parlamentar se procurem soluções consensuais, essa é a lógica de um processo de decisão onde tudo tem de ser aprovado por maioria, o que significa que a necessidade de consenso não passa de uma verdade de la palisse. O que a direita pretende é mito mais, à fraude de um CDS com deputados que representam eleitores alheios pretendem acrescentar outra fraude que consiste na eliminação o parlamento da voz de um milhão de eleitores. O que estes senhores herdeiros da antiga ANP pretendem é a reedição de uma versão falsamente democrática da antiga Assembleia Nacional do antigo regime, onde cabe ao PS desempenar o triste papel de ala liberal.
  


O ar apaixonado de Paulo Portas

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Pela forma apaixonada como o Paulo Portas olha para António Costa fico na expectativa de ouvir mais logo na RTP a piada do José Rodrigues dos Santos. Com um ar destes em vez  de vermos Paulo Portas num submarino ainda vamos ê-lo a descer do arco do amor na doca de Santa Apolónia!

Aditamento:

Parece que o Expresso receou que José Rodrigues dos Santos se referisse a Paulo Portas dizendo que o ou a presidente do CDS está com um ar apaixonada, pelo que mudou a imagem, agora Portas já está em pose mais descontraída e sem um ar de perdidamente apaixonado. Com esta imagem já o pivot da RTP não corre o risco de se baralhar na gramática dizendo que Porta é o ou a presidente do CDS.

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Umas no cravo e outras na ferradura

 Jumento do dia
    
José Rodrigues dos Santos, 

Mesmo quando se comete um erro por engano ou sem mesmo sem que isso suceda ofendemos alguém de forma inadvertida a nossa obrigação é corrigir o erro. O que o pivot da RTP foi claramente uma ofensa e se isso sucedesse na Inglaterra, onde o jornalismo gosta de dizer que tem as suas referências jornalísticas, ele já tinha pedido desculpas e muito provavelmente seria retirado dos ecrãs.
 
Mas José Rodrigues dos Santos é um jornalista convencido de que está acima de tudo e de todos, ainda por cima é um pouco cobardolas e em vez de assumir os seus actos anda com desculpas.

 O testamento de Cavaco 

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Cavaco tenta escrever um gatafunho na história de Portugal e vai pulando de erro em erro, falta ao 5 de Outubro, dá um pontapé nos princípios constitucionais a seguir às eleições e agora quer que o país esteja a discutir o seu projecto constitucional quando ele já estiver a jogar à sueca com a tralha cavaquista da Quinta das Conchas.
 
O seu percurso é tão triste que ao que consta a sua iamgem até já usada pela Remax chinesa como vendedor em Portugal. Enfim, ter-se-ão inspirado nos investimentos imobiliários de Cavaco e se assim for até se compreende, está por nascer o negociante que vai conseguir fazer melhores negócios do que ele quer no mercado mobiliário, quer no do imobiliário.

 Samurais

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À medida que se aproxima a data da apresentação da candidatura da quarta suplente da candidatura de António Guterres vão aparecendo a tralha guterrista, parecem velhos samurais declarando apoio ao seu shogun. Se a sua shogun tiver tantos votos com o apoio destes senhores da guerra decadentes e politicamente arruinados como teve o António Costa bem pode fazer como o padrinho e procurar tacho mais interessante no estrangeiro, já que para os tachos nacionais as filas já são grandes.

   
   
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quinta-feira, outubro 08, 2015

Carivakus, o grego



Cavaco decidiu adiar por uns tempos a constituição para ter o seu momento grego, talvez obcecado pela malfadada Grécia, pela sua crise financeira, pelos seus resgates sucessivos e pelas suas crises financeiras, em vez de designar um primeiro-ministro como decorre dos preceitos constitucionais decidiu promover um breve intervalo na normalidade constitucional para se armar em grego.
  
Cavaco não quer desistir da sua velha obsessão de forçar o PS a assinar de cruz as medidas de Passos Coelho, desde que ajudou a derrubar um governo do PS que não descansa enquanto não fizer o PS assumir as consequências eleitorais das decisões extremistas do governo do seu partido. A mexicanização da política portuguesa é uma velha ambição do cavaquismo, talvez por isso Cavaco tente pasokar o PS. 
  
Não tendo mais margem para exercer pressão sobre o PS Cavaco tirou da sua manga bem engomada um truque à grega, em vez de seguir a constituição portuguesa optou por aplicar a constituição grega, em vez de indigitar um primeiro-ministro para formar ou tentar formar governo optou por convidar o líder do maior partido para encontrar uma solução política. É óbvio que tal como todas as pressões sore o PS pare este apoiar Passos resultaram de uma estratégia decidida por Passos e aplicada por Cavaco, também agora o suposto presidente faz de Fernando Lima de Passos Coelho.
  
Mas, mais grave do que Cavaco andar a brincar aos consensos numa tentativa desesperada de deixar o governo em entregue a Passos em vésperas do seu funeral político, foi o facto de Cavaco ter escrito a sua própria constituição, arrogando-se do direito de dizer quem pode fazer parte de um governo e quem deve ser excluído segundo os seus critérios. Temos portanto duas realidades constitucionais, as que resultam das notícias sobre a Grécia e as que são regidas por uma nova constituição, uma constituição que pode ser conhecida como Constituição da Coelha, porque deverá ter redigida entre umas minis pela brigada do reumática do cavaquismo reunida na Quinta da Coelha para um partida de sueca.

Para Cavaco não importa em que partidos votam os portugueses ou a sua vontade manifestada em eleições democráticas, o CDS que pelos resultados nos Açores e na Madeira, locais onde concorreu em listas separadas, pode e deve goernar apesar de representar apenas pouco mais de 3% do governo, pertence ao famoso e absurdo "arco da governação", que para cada vez mais portugueses é também o "arco da corrupção", no caso de Portas é o "arco dos submarinos". Mas o BE e o PCP que representam quase 20% dos eleitores estão excluídos da democracia pelas regras da Constituição Coelha, se quiserem representar os seus eleitores que se mudem para a Extremadura espanhola pois aqui no Cavaquistaão quem manda é o Cavaco! Só podem fazer parte de um governo aceite por Cavaco os que aceitem os compromissos externos, até podem estar-se borrifando para a Constituição como fez Cavaco Silva, mas se discordarem do Tratado de Methuen estão lixados com f grande, ue emigrem em busca de conforto eleitoral pois por cá estão a mais, aqui quem governa não são os escolhidos pelo povo mas sim os pré-seleccionados por Cavaco Silva.
  
Cavaco disse que tinha estudado todos os cenários, percebemos agora que entre a tragédia e o cómico Cavaco optou por uma pantomina e temos agora Passos Coelho mais uma vez a desempenhar o papel que mais aprecia, o de pantomineiro. Mais dia, menos dia regressa a Belém e diz a Cavaco que mais uma vez “eles” não se deixaram comer e Cavaco puxa da Constituição e faz o que já devi ter feito, indigita o pantomineiro e deixa-recorre a mais ma comunicação ou mesmo a um mero comunicado para concluir a sua pantominice. Até porque arrisca-se a que antes de Passos se deixar de pantominices o Costa aparecer também armado em grego informando o Carivakus que tem uma solução maioritária para governar.
 
Confrontado com uma solução que não é a que pretende Cavaco vai dizer que andou a ouvir uns constitucionalistas e, afinal, deve indigitar Passos Coelho para primeiro-ministro. Enfim, isto é como no velho anúncio televisivo da bagaceira Aldeia Velha, se não há Aldeia Velha então dê-nos um pastel de bacalhau! Enfim, tal como a Constituição também  a Aldeia Velha e cá das nossas.
  

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Paulo Macedo

Paulo Macedo andou a fazer de morto antes das eleições e esperou pelo resultado destas para se divertir gozando com os portugueses e, em particular, com os familiares das vítimas da sua incompetência e só agora tornou públicas as conclusões que o inquérito conduzido pelos seus subordinados.

Como era de esperar os oito mortos foram uma mera coincidência, aliás, esses cidadãos até deveriam ter sido acusados de terem tido o mau gosto de ir morrer para as salas de espera das urgência, quando o podiam ter feito de forma mais confortável em casa ou num qualquer jardim.

«Foi tudo arquivado. Os oito inquéritos abertos após a morte de doentes que, no último Inverno, aguardaram horas a fio em vários serviços de urgência hospitalares para serem observados por médicos ou para fazerem exames de diagnóstico não podem ser imputados aos profissionais de saúde envolvidos, concluiu a Inspecção-Geral de Actividades em Saúde (IGAS).

Mesmo assim, a IGAS propôs uma série de mudanças de “natureza administrativa”,  já transmitidas aos conselhos de administração dos hospitais em causa, e avisou que vai vigiar a sua “implementação”, destaca o gabinete do ministro da Saúde num apanhado sobre a conclusão das averiguações aos oito casos mediatizados no Inverno passado.

As mortes sucederam-se entre o final de Dezembro de 2014 e as três primeiras semanas de Janeiro nos serviços de urgência dos hospitais de S. José (Lisboa), Santa Maria da Feira, Setúbal, Peniche, Santarém, Aveiro e Garcia de Orta (em Almada, onde houve notícia de dois casos).

Numa altura em que muitas urgências viviam uma situação caótica devido ao pico de procura, em plena epidemia de gripe e vaga de frio, os familiares dos doentes queixaram-se das longas horas de espera, enquanto responsáveis políticos de partidos da oposição e alguns dirigentes e profissionais de saúde punham em causa a falta de recursos humanos e de camas nos hospitais públicos. » [Público]
  
 O Senhor Portas que meta os submarinos pelo cu acima
  
Foi a sugestão feita em directo na CMTV por um figueirense, cunhado de uma das vítimas do naufrágio, na manifestação de protesto e de solidariedade que ocorreu na Figueira da Foz.

 Desilusão

A minha maior desilusão na noite eleitoral foi não ter visto nem o procurador Teixeira, nem o juiz Alexandre, nem a Procuradora-Geral na sede de campanha do PAF, voluntária ou involuntariamente foram eles os grandes vencedores da noite e teriam recebido uma ovação bem maior do que a que receberam Passos Coelho e Paulo Portas. Estava mesmo à espera de ver Marco António ir ao palco pedir aos presentes uma grande salva de palmas para o pessoal da impunidade.

  Dignidade

Depois de terem visto Caaco >Silva desprezar os portugueses que os elegeram excluindo o BE e o PCP de qualquer solução governativa, como se algum tribunal os tivesse expulso da democracia só resta a estes partidos rejeitar audiências com Cavaco Silva. se na opinião do triste presidente estes partidos não contam para nada o que vão fazer a Belém falar com  ele?
 
Entre um chazinho em tão infeliz companhia e uns pastelinhos entre amigos há dúvidas quanto à escola, Cavaco que beba o chazinho com o Fernando Lima mais o pequenote.

 Negociar oferecendo o que não se tem

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A escolha do presidente do parlamento cabe à maioria dos deputados e tanto quanto se sabe os pafisosos não são maioritários, assim sendo poderão oferecer a Ferro Rodrigues um café ou mesmo um almoço no bar do parlamento, mas nunca algo que não será conseguido com o seu voto.

Aliás, na legislatura anterior os pafiosos tinham maioria absoluta no parlamento e mesmo assim não conseguiram fazer eleger Fernando Nobre. Oferecer este lugar a Ferro Rodrigues é o mesmo que oferecer a António Costa um lote no parque Eduardo VII para ali construir a sua residência pessoal.

EM troca do seu apoio a direita quer ao PS aquilo ue este partido pode ter sem ter de aturar os pafiosos, ainda não perceberam que não têm maioria no parlamento, ainda não aceitaram a nova realidade resultante da sua brilhante vitória.

 Ainda que mal pergunte

Depois de ter querido participar nos debates televisivos em nome do CDS e tendo em conta que Passos ainda não foi indigitado para primeiro-minsitro não faria sentido que Paulo porta exigisse agora que para além das reuniões pedidas por Passos a António Costa também ele tivesse a sua reunião com o líder do PS?

      
 Digo isto de bate-chapas para talhante
   
«Sobre ontem, em Belém, mentem-nos assim: "Ou traz o aval de 80 por cento dos portugueses (PSD, CDS, PS), ou nada!" Não é verdade, o Presidente exigiu coisa nenhuma a Passos. As notícias são--nos traduzidas por maus profissionais de comunicação que tentam formatar-nos especialistas à pressa. Desde a crise, tomam-nos por economistas e, em dias pós--eleitorais, mascaram-nos de constitucionalistas. Ora nós somos pedreiros, engenheiros eletrotécnicos e professoras - era bom que pensássemos a coisa política com a nossa experiência de vida. O que se passou, ontem: Cavaco e Passos combinaram pressionar Costa. Uns dias. Claro, eles preferem que o outro apanhe o comboio em andamento, mas têm pouca esperança. Por isso, só esperam que o outro cumpra o que disse no domingo - que Costa viabilize o governo, impondo aqui e ali conversas. E vai ser isso que vai acontecer. Passos e Portas vão governar, como os portugueses lhes deram direito, com algumas negociações obrigatórias. A política da vida é isso. Por isso, Passos já aceitou Marcelo, em vez do preferido Rio, é a vida. Como vencedores que foram, Passos e Portas vão ter mais facilidades. A Costa saiu-lhe a fava. O político da mais meritória obra feita, Lisboa, cercou-se de medíocres antigos e novos, e a campanha foi muito má. E em janeiro espera-o outra derrota. Ele vai ser obrigado, nos próximos meses, a fazer política, política e política. Ou redime-se (e pode) ou sai pela esquerda baixa.» [Expresso]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 Este FMI é um chato!
   
«Não é de hoje que o Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta para o risco de Portugal falhar a meta de défice deste ano e até violar o limite de 3% imposto pelo Tratado de Maastricht. Já ontem o tinha feito no World Economic Outlook e voltou a fazê-lo hoje no relatório Fiscal Monitor apresentado por Vitor Gaspar em Lima, no Peru, onde decorrem a reuniões de outono da instituição.

O FMI estima um défice de 3,1% para este ano e 2,7% no próximo. Em termos de esforço de consolidação orçamental efetivo, medido pelo défice estrutural (corrigido do ciclo económico e sem medidas extraordinárias), os técnicos do Fundo esperam uma melhoria este ano de 2,1% para 1,6% e um retrocesso em 2016 para 1,9%.

Estas estimativas são realizadas no pressuposto de não haver alterações de políticas. Recorde-se que o governo tem insistido que a meta de défice é para cumprir e hoje o Banco de Portugal admitiu que é possível ter um valor abaixo de 3% do PIB, que é o limiar relevante para que Portugal possa sair do procedimento por défice excessivo.» [Expresso]
   
Parecer:

Mas vem com uns dias de atraso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Passos como se vai desenrascar.»
  

   
   
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