sábado, novembro 14, 2015

Os nossos canalhas são melhores do que os deles

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Kobane - enquanto permitia a entrada de terroristas do ISIS
o exército turco impedia a entrada de ajuda aos curdos

Era uma vez um industrial do Porto eu passeava de braço dado com a a esposa que ao cruzar-se com uma rapariga jeitosa disse à companheira “aquela é a amante do Zé”. Mais à frente cruzou-se com outra rapariga jeitosa e disse à mulher “aquela é a minha amante”, resposta da senhora “a nossa amante é melhor do que a do Zé”. 
  
É este o princípio introduzido na política suja internacional por Henry Kissinger, os nossos filhos da puta são os bons filhos da puta, não admira que os que destruíram as Twin Towers fosse muito apreciados pelos Bush, que muitos serviços secretos dos países democrata vivam em concubinato com a extrema-direita e ainda hoje se desconfia da morte de Olof Palme (e por cá, não se passará nada? A queixa na PGR dos movimentos financeiros da família de Sócrates não deram lugar a nada?). Os terroristas chechenos que faziam atentados parecidos aos que assistimos ontem em Paris eram democratas e libertadores, os fascistas ucranianos são modelos de democratas.

O Estado Islâmico foi o grupo terrorista que mais foi apreciado pelo Ocidente, ajudou Israel a livrar-se do seu grande inimigo e, muito provavelmente, a anexar definitivamente os Montes Golan, daí que sejam muitos os que apontem o dedo à Mossad. ajudou a Turquia a matar curdos e xiitas. A Arábia Saudita ajuda a Al Qaeda no Yemen faz é em nome da liberdade pois os Houtti serão apoiados pelo Irão. Os inimigos do Irão, da Rússia ou da Síria, do Hezbollah  ou dos palestinianos  são amigos do Ocidente, de Israel, da Turquia e da Arábia Saudita. Desde que as coisas não passem para a comunicação social podem matar indiscriminadamente, podem matar livremente os alauitas e curdos na Síria, podem fazer desaparecer os Houttis do Iémen, podem eliminar xiitas na Síria, Iraque, Líbano, Israel.
  
Recordo-me de ver os mesmos chechenos que hoje são os mais extremistas entre os extremistas do Estado Islâmicos serem recebidos na Europa Ocidental como democratas e libertadores vítimas da tirania russa, os fascistas ucranianos que querem fazer desaparecer culturalmente quase metade da população ucraniana e que tiveram um passado de apoio ao nazismo serem agora aclamados como grandes democratas, o Estado Islâmico estava a libertar a Síria de um ditador.
  
O Ocidente começa a ser vítima da hipocrisia de alguns governos ( e da NATO nada digo não vá o Cavaco excomungar-me ou mesmo extraditar-me para as Berlengas), do jogo sujo e das cumplicidade duvidosas dos seus serviços secretos. Enquanto a Europa se entreteve a destruir os laços com a imensa Rússia de que precisa em vez de combater o terrorismo as organizações terroristas estabeleceram-se como Estados organizados. Mais um pouco ainda entravam para a OMC ara mais facilmente comprarem armas a Israel, carros ao Japão e vender crude ao Ocidente.
  
Só que os terroristas são mesmo terroristas e não hesitam fazer como a aranha Viúva Negra, não resiste à tentação de se alimentar do seu próprio parceiro. Os franceses não foram apenas vítimas dos terroristas, foram-no também de governos feitos de gente suja, para quem tudo vale. Isto é a versão em política internacional do mesmo a que estamos a assistir na economia e em todos os domínios da sociedade. Estas são as consequências da transformação da velhacaria em ideologia do Ocidente.
  
PS: Imaginem que um atentado como os de Paris ocorressem em Lisboa, Passos andava a fazer comícios, Cavaco de férias por conta dos seus roteiros da incompetência presidencial e um Calvão a combater as fúrias demoníacas, enquanto as secretas se entretinham a vigiar jornalistas e os procuradores tentavam descobrir quemn pagou as cuecas de marca ao José Sócrates.
 

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Rosário Teixeira

Os primeiros sinais de que um mero inspector tributária poderia ser o líder da investigação a Sócrates surgiram quando foi tornado público o teor do interrogatório a José Sócrates. Mais tarde surgiram notícias segundo as quais o tal inspector tributário questionava quem seria o responsável pela violação do segredo de justiça, que só poderia ser ele, Rosário Teixeira ou Mário Alexandre. Agora surge esta notícia em que o inspector já é a Autoridade Tributária e diverge do procurador.

Qual é o verdadeiro papel deste inspector, é um perito que ajuda o procurador, é um investigador ou é ele que lidera a investigação. E que tipo de informação é recolhida, a informação fiscal a que um inspector tributário pode er acesso no âmbito da sua acção como funcionário da AT está também ao serviço da investigação sem qualquer limite ou autorização de um juiz?

Esta relação entre fisco e MP começa a parecer algo confusa e quando um inspector tributário põe em causa a competência do procurador a situação e´muito grave, tanto mais que o que está em causa não é o caso do roubo de uma galinha, é de uma acusação a um ex-primeiro-ministro de que falamos, uma acusação que antes de aparecer de forma mais ou menos apressada já deu lugar a muitas acusações promovidas junto da comunicação social e pelo que disse o inspector isso foi obra de um dos três, o próprio inspector, o procurador ou o juiz.

Deixo aqui uma dúvida a que urge responder: o inspector do fisco pode aceder livremente a toda a informação disponível nas bases de dados do fisco no âmbito de uma investigação judicial? Se não o pode fazer quem é que controlo os seus limites?

«Depois de mais de dois anos a investigar o ex-primeiro-ministro José Sócrates, a Autoridade Tributária e o Ministério Público estão de costas voltadas quanto à estratégia a seguir. Foi o coordenador da equipa das Finanças de Braga, Paulo Silva, que expressou o desagrado por uma decisão que terá sido tomada, segundo diz, não pelo procurador titular do inquérito, Rosário Teixeira, mas pela "estrutura do Ministério Público". Esta terá dado orientações para dividir a investigação em pequenos processos de forma a avançar rapidamente com uma primeira acusação. Ou seja, é uma profunda mudança na estratégia.

Segundo informações recolhidas pelo DN, a 7 de outubro, Paulo Silva terá tido uma reunião com o procurador Rosário Teixeira, na qual o magistrado lhe terá dado conta das novas orientações para a Operação Marquês, recebidas dos seus superiores hierárquicos, no caso, o diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), Amadeu Guerra, e da própria procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal.

Isto mesmo resulta de uma informação que o inspetor das Finanças terá feito questão de colocar no processo da Operação Marquês, na qual afirmou ter sido confrontado com esta mudança. Até agora, tinha sido definido que decorreria num processo único, no futuro será dividida em vários de forma a que seja acelerada a formulação de uma acusação.

Paulo Silva faz ainda alusão a críticas que lhe terão sido feitas quanto a atrasos, dizendo que só em fevereiro deste ano é que foram recebidos elementos da Suíça e, um mês depois, é que chegaram novos investigadores ao processo, totalizando três, ele incluído. O inspetor tributário acrescentou que só em junho foram colocados à disposição da investigação meios materiais para analisar os documentos e os ficheiros informáticos apreendidos, os quais totalizam mais de cinco milhões. Por isso, recordou que, desde o início da investigação, ficou acordado que a mesma decorreria em duas fases: determinar o verdadeiro dono do dinheiro e, num segundo momento, a sua origem.» [DN]

 Acordo sobre pontos concretos

"é preciso um encontro de vontades sobre pontos concretos, um acordo de coligação não é sobre o abstracto" [DE]

 Aos dias pares dizem asneiras, nos ímpares preferem mentir

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Onde é que consta a estatização da economia? Sejamos honestos, se aquilo que consta no programa do PS é estatização da economia então toda a UE é um bloco comunista, a começar pela Alemanha cujo Estado tem uma importante quota em empresas industriais como é o caso da Audi.

 Até tu Duarte?

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E nem porecisava de ouvir tanta gente que já se sabe o que vai dizer. Por este andar Cavaco Silva ainda se deverá sentir pouco esclarecido e ainda vai ouvir a menina do Banco Alimentar, o presidente da associação das famílias descontroladas na cama, a Misericórdia de Lisboa e o Refúgio Aboim Ascenção e a AMI.

Como as coisas andas o Paulo Portas e a sua rapaziada ainda vai deixar de ser monárquica e exigir que o 5 de Outubro volte a ser feriado.
  
 Nem mesmo o Calvão? Vá lá, nem que seja num jogo a feijões...

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Enfim, mais valia ser treinador por um dia do que ministro de gestão durante um mês.

 Este vai-se revelando aos poucos

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Ainda o vamos ver armado em Le Pen português, depois de ter levado uma tareia nas eleições não vai querer regressar à aldeia, começou com tiques de populista à esquerda, agora vai virar à direita, voltar ao seu modesto posto de trabalho e que nem pensar.

      
 Desejos e realidade
   
«Basta olhar para os resultados das eleições para saber que há muita gente que não quer o PS no governo com o apoio do BE e do PCP. Também não é coisa que me deixe entusiasmado.

Por outro lado, não é difícil perceber que os acordos entre esses três partidos são frágeis. Aliás, bastava não estarem todos no governo para que assim fosse. Por outro lado, mesmo que os tais documentos fossem escritos com sangue e se jurasse por todos os santinhos que se aprovavam os orçamentos, ainda que o PS acabasse com a escola pública ou que António Costa decidisse vender os Jerónimos, ninguém faria mais sossegado porque, pura e simplesmente, não seriam credíveis e poderiam cair como os que existem podem cair. Mas confesso, preferia que ficassem umas ideias escritas mais sólidas sobre o assunto.

Mas uma coisa é não se querer uma solução que nos desagrada ou não se ter grande confiança nela, outra são as regras do jogo. Ou seja, podia-se desejar que o Presidente da República obrigasse o PS a votar de acordo com as vontades da PAF, mas Cavaco não o pode fazer. Também se pode querer muito que Cavaco obrigue o PS, o BE e o PCP a assinar um acordo como ele quer, mas, por muito que ele queira, não tem poderes para isso. Pois claro, Cavaco Silva foi eleito pela maioria dos portugueses, é o provedor do povo e pensa sempre no superior interesse da nação, mas apesar disso tudo a Constituição não lhe dá poderes para obrigar os partidos a assinar o que ele quer que eles assinem, nem sequer lhe dá competências para avaliar programas de governo ou lhe atribui poderes de adivinhação sobre a sinceridade das intenções das partes. Mas a lei constitucional, nestas circunstâncias, dá-lhe um poder: não acreditando na solução que lhe é apresentada, deixar o atual governo em gestão. É o único poder real que tem. No fundo, todos os poderes resumem-se a isto: "Se não fizeres isto, eu faço-te aquilo." E a ameaça concretizável, neste caso, é termos durante dez meses um governo de gestão e depois o próximo Presidente que decida o que fazer.

É certo, porém, que no caso de indigitar Costa a responsabilidade do que vier a seguir será do líder do PS e dos outros dois partidos; se mantiver a PAF no poder é Cavaco que tem de responder por tudo o que vier a acontecer nos próximos tempos.

Faça favor de decidir, Sr. Presidente, mas rápido, por favor, as alternativas não são muitas.» [DN]
   
Autor:

Pedro Marques Lopes.
  

sexta-feira, novembro 13, 2015

Isto parece uma associação de estudantes

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Passos Coelho e a sua seita treinaram-se nas associações de estudantes e nos seus primeiros meses de liderança do PSD comportou-se como se o país fosse uma escola secundária. Durante os quatro anos de governo lá foi adquirindo uma pose de Estado mas parece que as eleições o fizeram regressar aos tiques de líder estudantil.

A estratégia de Passos Coelho era clara ficar no governo para escolher o melhor momento para convocar eleições antecipadas. Entretanto o PS entraria em crise e apresentar-se-ia às eleições com um líder fraco como o Assis ou o Beleza e teríamos nova maioria absoluta da direita. Não admira que a primeira reacção às posições do PS tenham sido acusações de que António Costa tentava salvar-se. A direita reagia como miúdos a brincar aos cowboys, berraram a Costa “fica no chão a fazer de morto porque nós já te matamos!”

O argumento da direita faz lembrar as mil receitas para fazer bacalhau, isto é, apresentam as contas das mais diversas formas para tentar iludir o óbvio, a direita tem uma minoria no parlamento e se a esquerda estiver unida aquilo a que designou uma vitória foi uma derrota. E a melhor forma de dizer o contrário não é mandar o homem da CAP para Belém pois nems as famosas mocas de Rio Maior serão de grande utilidade nos tempos que correm.

Isto é um país, tem empresas, tem instituições, tem uma Constituição. Isto não é uma associação de estudantes onde por golpes dem mágica se alteram as regas eleitorais para ser repetirem eleições todas as semanas até que o rapazola engraçado consiga ganhar. Passos Coelho poderá candidatar-se em eleições antecipadas se elas se vierem a realizar e quando isso suceder ou, como eu espero, terá de esperar pelo fim da legislatura.

A verdade é que eles dizem cobras e lagartos do PCP e do BE, asseguram que os acordos não vão ser cumpridos, que o governo é uma geringonça, mas mesmo assim parece preferir não arriscar e apostam ou na guerra civil ou num governo de gestão. Se o governo de esquerda não vai funcionar só teriam a ganhar e deixá-lo tomar posse e esperar pela desgraça.

Mas parece que essa espera pode custar a carreira política e aquilo que a direita acusou António Costa aplica-se agora a Passos Coelho e Paulo Portas, para salvarem a sua pele tem valido de tudo, começaram por tentar lançar a desconfiança nos mercados e levam isso ao extremo na esperança da agência de notação considerar a dívida portuguesa como lixo e não hesitarão em conduzir o país para um confronto interno.

Será que um primeiro-ministro incompetente e um vice cínico valem assim tanto para a direita? Duvido.


É bom que Portugal se habitue às normalidade democrática

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E o mesmo Cavaco já tinha dito que:

«"Se a Assembleia da República não mudar a lei eleitoral que aprovou em 1999, se não ocorrer uma grave crise política que ponha em causa a governabilidade, então as próximas eleições legislativas terão lugar em 2015, entre 14 de setembro e 14 de outubro. Ponto final"»

Só há uma palavra a acrescentar: ponto!

Umas no cravo e outras na ferradura

 Jumento do dia
    
Diogo Feio

É bom que algumas posições que estão sendo assumidas por personalidades da direita sejam registadas para mais tarde recordar pois mais tarde ou mais cedo esta direita radical vai ter de se recordar destas posiões. Diogo Feiro parece achar que a direita devia governar com o apoio do PS de forma a escolher a ocasião mais adequada para pedir a demissão e  provocar eleições antecipadas.

Esta gente até parece que é parva.

«Nem uma vontade política o PSD e o CDS deveriam satisfazer ao PS. É assim que as duas bancadas deveriam actuar na Assembleia da República perante a aliança de esquerda, defende Diogo Feio, vice-presidente do CDS. A coligação ainda está a acordar da demissão do Governo, mas já está na estrada com o seu programa.

Com os olhos postos em Belém e sobre o que vai fazer o Presidente da República, a coligação parece, para já, manter o passo acertado na frente parlamentar. Depois de Passos Coelho e Paulo Portas terem afirmado que não servirão o PS, caso venha a suportar o próximo Governo, Diogo Feio é mais claro e defende mesmo que “todas as medidas politicamente essenciais” para os socialistas devem ter “oposição firme por parte das forças políticas de centro-direita”.

“Não devemos caucionar nada”, reiterou ao PÚBLICO, no dia em que publicou essa posição num artigo de opinião no Diário de Notícias. O dirigente centrista recupera a “intransigência” declarada pelo então líder da AD Sá Carneiro contra o “radicalismo” da esquerda.» [Público]
  
 Uma revisão constitucional à medida do PaF?
  
No governo ou na oposição sempre foi desejo da direita promover a realização de eleições antecipadas, o projecto político da direita radical nunca será concretizável sem todo o poder. Agora querem impor uma revisão constitucional. Está escrito o próximo discurso de Cavaco Silva.

 Afinal, podia muito bem ter estado presente...

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 E espumam, espumam, espuma...

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Andam, andam e ainda são convidados para um anúncio das pilhas Duracell pois o Coelho já era...

 Ainda que mal pergunte

Porque será que em vez de informar o país que ia ouvir os patrões Cavaco Silva escondeu a designação de patrões por trás de "parceiros sociais"? Fica-se com a sensação de que o preconceito leva Cavaco a ter vergonha de dizer que só dá atenção ao que os patrões dizem, algo que até os gatos da minha rua já sabem há muito temo.

Entretanto soube-se que Cavaco reparou que havia sindicatos e ao fim da manhã convocou as centrais sindicais. Enfim, temos de lhe dar um desconto, está velho.

 Parolice

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É preciso ter uma certa dose de parolice para vir a público informar que a senhora Merkel lamentou a queda do governo português, uma conversa de ocasião que qualquer primeiro-ministro estrangeiro teria, tanto mais uma colega da direita europeia. Mas vir transmitir esses sentimentos de ocasião como se tivesse ocorrido uma catástrofe nacional é digno de um parolo.

É também uma parolice vir todo vaidoso ao lado do Tsypras a caminho da sala da reunião e quando se apercebeu da presença de televisões deixou-se ficar para trás.

 O governo que é líder da oposição

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Divertido, enquanto Cavaco vai ouvindo uns amigos é um governo que se assume como líder da oposição.

 Deslizamento de glaciar


      
 Não é no esganiçar que Arroja erra
   
«Esganiçadas as do Bloco de Esquerda? Não me parece. Mas disse-o Pedro Arroja, economista, entrevistado no Porto Canal, sobre dirigentes e deputadas do BE... As que conheço de ouvido (que é a forma de captar o ganido) nenhuma esganiça. Mas também é verdade que só me lembro de ter ouvido três dirigentes bloquistas. A Catarina Martins - por sinal, a voz mais clara e harmónica da política portuguesa, ouve-se cada palavra que diz. É atriz, mas até essa experiência ela tem vencido e cada vez é menos teatral. Em todo o caso, não esganiça. Já ouvi também a Marisa Matias, que tem até voz de baixa frequência, com aquela disfonia a que chamamos rouquidão, perigosamente (mas é lá com ela) perto do falar das tias de Cascais. E ouvi a Mariana Mortágua, sempre por televisão, o que é mau para quem quer ouvi-la, ela é daquelas pessoas que roubam as câmaras e prendem-nos o olhar. Mas fazendo esforço já a ouvi, um falar baixo, ciciado. Esganiçadas as do BE? Não me parece. Mas defendo o direito de Pedro Arroja achá-las esganiçadas e dizê-lo. Embora ele devesse ser prudente para não se enganar tanto em público. Por exemplo, todo o Pedro Arroja parece-me unhas envernizadas e esse todo pode dar-lhe ar de azeiteiro. Eu não o diria. Porém, a seguir ele disse: "Eu não queria nenhuma daquelas mulheres, já tenho pensado, eu não queria nenhuma daquelas mulheres, nem dada. Nem dada!" Agora já posso dizê-lo: ele teve ar de azeiteiro.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

   
   
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quinta-feira, novembro 12, 2015

A imbecilidade que por aí vai...

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Atestado que garante que Cavaco Silva é um bom cidadão
  
Há dois domínios em que nestes dias temos assistido a muita imbecilidade, um é o das exigências para que o PS possa formar governo, o outro é o do comportamento dos mercados financeiros.

A direita deve estar esquecida de que não é a ela e muito menos à ala liberal do antigo regime que Portugal deve a democracia, nem mesmo Cavaco pode ser considerado um referencial de valores democráticos apesar dos dois mandatos presidenciais e dos três governos que liderou, comportamentos como o das famosas escutas a Belém até sugerem que o senhor nem sequer teria grandes condições para exercer os cargos que tem exercido.
 
Cavaco lembrou-se de fazer à esquerda exigências que não fez à direita e agora anda muito boa gente a passar os acordos à esquerda a pente fino para verificar se respeitam as exigências abusivamente estabelecidas pro Cavaco Silva. Isto é, aqueles que nunca se deram ao trabalho de ver se as políticas da direita respeitavam a Constituição atribuem agora aos discursos de Cavaco o estatuto de Constituição.
 
Parece que a esquerda é um bando de irresponsáveis e por isso não basta a vontade dos partidos, nem sequer uma maioria parlamentar. Passos não estava em condições de formar governo mas foi tiro e queda, foi empossado só para que o seu ministro da Administração Interna nos fizesse uma homilia dedicada às fúrias demoníacas. Mas para o PS formar o governo quase que é preciso que António Costa apresente um atestado médico a garantir que nos próximos quatro anos não adoecerá nem perderá as suas faculdades mentais.
 
EM relação aos mercados financeiros os nossos parolos associam a direita de que os investidores gostam mais da direita, uma associação que só revela que a nossa direita é tão idiota como o era até ao 25 de Abril. A ideia é simples, como a direita adopta medidas em favor do capital e em prejuízo do dos trabalhadores os investidores internacionais preferem governos de direita. Provavelmente é verdade, da mesma forma que é verdade que também gostam de governos competentes, que não adoptam políticas que desencadeiam instabilidade social e com lideres políticos que evitam levar os países por caminhos perigosos.
 
Quando a direita ganhou as eleições em 2011 o iletrado Miguel relvas, o homem que moldou Passos Coelho, assegurou que mal o governo tomasse posse as agências de rating tirariam Portugal do nível do lixo. Teve tanta sorte quanto o José Manuel Fernandes que deve ter tirado um curso de analista de mercados financeiros nos tempos em que era redactor da Voz do Povo e agora usa o Observador para “rezar” que haja um desastre na bolsa de Lisboa e uma subida brutal nos jurios da dívida portuguesa.
 
Cavaco e os outros velhos, os do Restelo, estão a actuar com base em preconceitos, estão convencidos de que a direita tem o exclusivo da responsabilidade e da competência  e confundem os investidores internacionais com os compadres da CAP. Para nomear gente incompetente como a doidinha da Paula Teixeira da Cruz, o  padreca do Calvão, para não referir outras personagens deste e de outros governos da direita não é preciso qualquer atestado porque são gente boa de que os mercados gostam. Mas para que António Costa seja empossado é preciso mais atestados e cursos de cristandade do que para casar pela Igreja.


Andam, andam, e ainda vão exigir a António Costa que preencha um impresso a garantir que defende o regime e que nem se dá com a sogra por se tratar de uma senhora pecaminosa que se divorciou contra as regras invioláveis da Santa Madre Igreja. Até parece que é a Cavaco que se deve a presença de Portugal na UE, a assinatura dos seus tratados ou o que quer que seja que lhe permita exigir documentos comprovativos de bom comportamento para que um líder com maioria parlamentar seja empossado como primeiro-ministro. Tudo isto começa a ser ridículo demais para poder ser verdade.
  

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Marcelo Rebelo de Sousa

Igual a si próprio Marcelo Rebelo de Sousa confunde ser candidato presidencial com andar a brincar às presidências, agora já só falta ouvir os partidos, reunir uma espécie de conselho de estado e convocar António Costa para uma reunião. Isto não é uma candidatura presidencial, é uma palhaçada.
 
Recorde-se que Cavaco ainda é conselheiro de Estado, cargo de que devia ter-se demitido mas ainda não o fez.

«Marcelo Rebelo de Sousa, candidato à presidência da República, tem uma reunião marcada para esta tarde, às 17h00, com a UGT. O professor antecipou-se a Cavaco Silva, que, após a queda do governo PSD/CDS, só a partir de amanhã ouve os parceiros sociais.

O presidente da República recebe esta tarde, às 15h45, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, e, às 16h30, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, para a habitual reunião semanal, um dia depois de o seu Governo ter sido derrubado pelo parlamento.» [DN]

 Perguntem ao José Manuel Fernandes

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Depois de todas as tentativas de evitar o inevitável o jornal oficial da extrema-direita chique apresenta agora a factura. Imbecis.

 ISIS: how the terror group made its billions



 A noivinha traída

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 Mercados felizes com derrube do governo de Passos?

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 É o que dá consumir acima das possibilidades

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 O isco mais apetecido: as canelas de Costa
   
«António Costa tem interesse em pôr preto no branco, de forma exaustiva, o estado do imóvel e das peças de mobiliário do lugar de aluguer para onde vai. Assim, muito por alto, vou lembrar algumas informações que fui apontando e que devem ter escapado a Costa, tão ocupado tem estado a afinar acordos. Segue lista. A morte de Helmut Schmidt, ex--chanceler social-democrata alemão, já não conta - ele morreu ainda Passos Coelho discursava. Quando a Catalunha for embora de Espanha não será por causa do governo socialista de Lisboa, o essencial da partida foi decidido ainda Passos governava. A saída da Grã-Bretanha da União Europeia também não é antipatia da City pelo líder do PS português - Cameron já anda há meses a anunciar. A pouca-vergonha na pintura também é anterior ao governo PS: as mamas em As Mulheres de Argel (série O), de Picasso, já tinham sido vendidas em maio por preço recorde; e o nu frontal e cabeludo de Modigliani, Nu Deitado, segundo preço recorde, foi licitado, ainda antes da primeira votação de ontem, por um chinês (não por um indiano como vai sugerir perfidamente o historiador Rui Ramos). E esta informação é importante não pela campanha da direita mas pelas justificações que Jerónimo possa vir a exigir e criem a primeira rutura no apoio do PCP, que fique claro que não foi por sugestão do PS que a Rússia vai ser afastada do atletismo mundial. Que tudo seja assentado em notário para memória futura.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 O regresso das mocas
   
«Na comunicação enviada esta manhã às redacções, a CAP é clara na tomada de posição face à actual situação política do país, afirmando logo de início: "Esquerda une-se para derrubar governo ao fim de 10 dias, mas sem coesão indispensável para governar um país em recuperação de uma grave crise".

Relembrando que nasceu em Novembro de 1975, a direcção da CAP, liderada actualmente por João Machado, afirma que coincidindo com a data em que a confederação comemora "a resistência à colectivização forçada da sua agricultura", a "evolução política do país após eleições legislativas confronta-o com uma inesperada frente política de esquerda".

Frente esta, continua a presidência da CAP na nota referida, "em que se reúnem de modo contranatura uma força de longo historial de combate pela democracia, tradição europeísta e crente na economia de mercado, com outras, extremistas, de cariz inequivocamente totalitário, anti-europeu e colectivista".» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Estes senhores ainda não perceberam muito bem que não lhes cabe avaliar governos e muito menos quem pode governar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se esse senhor à bardamerda.»
  
 Santana está nervoso?
   
«Pedro Santana Lopes qualificou como “intensíssimo” o atual momento da política portuguesa, considerando que a queda do Governo PÀF e o acordo do PS, PCP e Bloco de Esquerda para um novo executivo de esquerda traz às pessoas receios vindos dos tempos do pós-25 de Abril.

“Não quer dizer que o PCP não seja outro (tipo de partido do existente no pós 25 de Abril) mas isto traz ao consciente das pessoas uma série de imagens e pensamentos muito fortes (…) O meu pai foi saneado (…) foram tempos muito duros e é a primeira vez que isto acontece e acontece de surpresa”, sem que o “PCP tivesse ganho as eleições, o que contribui para que haja uma série de pessoas chocadas”, afirmou esta terça-feira à noite na SIC Notícias.» [Expresso]
   
Parecer:

Quem chega graças ao poder natural que caia quando muda o poder, é um verdadeiro saneamento público.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

   
   
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