sábado, dezembro 12, 2015

Marcelo: o Santana Lopes da presidência?

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O comportamento de Marcelo Rebelo de Sousa enquanto candidato presidencial diz muito sobre os seus valores, o seu carácter enquanto pessoa e a sua coragem política, três parâmetros determinantes na avaliação de um Presidente da República.
  
O mínimo que se pode dizer do comportamento de Marcelo é que estamos perante alguém manhoso que há meses se socorre de truques para eliminar os adversários. Há anos que Marcelo é candidato presidencial e gere a sua imagem com esse objectivo, desde os programas de televisão às idas à Festa do Avante, tudo se enquadra numa estratégia de gestão da sua imagem com vista a uma candidatura presidencial.
  
Marcelo sabe que é um perdedor, é um bom enterteiner, há quem diga que é um bom professor, pelo menos ele não se cansa de o dizer de si próprio, mas a verdade é que nunca ganhou nada quando confrontado com outros candidatos. Isso fez dele um manipulador, um gestor de jogos políticos, em suma, um intriguista palaciano.
  
Marcelo foi o último candidato a assumir a sua intenção de se candidatar, dessa forma garantiu que podia usar a televisão par denegrir os outros candidatos disfarçado de comentador político. Durante meses Marcelo foi o professor comentador que se entreteve a destruir as alternativas que iam surgindo sem ter de dar a cara, de se confrontar com adversários. Fê-lo num programa manipulado, com perguntas combinadas e respostas cuidadosamente estudadas.
  
No plano partidário Marcelo foi o candidato presidencial mais empenhado na campanha eleitoral, começou por fazer saber que apenas estaria numa acção de campanha e mesmo nessa não estaria ao lado de Passos Coelho, mas perante o risco de aparecimento de uma candidatura de Rui Rio e interessado num bom resultado da direita empenhou-se activamente na vitória de Passos e Portas. Realizadas as eleições e percebendo que a direita as tinha perdido depressa se afastou do seu partido e namorou a esquerda de forma activa e ignorando que ainda era Conselheiro de Estado, cargo de que não se demitiu. A sua relação com Cavaco foi de uma deslealdade pouco própria de um candidato presidencial, nas para conseguir votos à esquerda vale tudo.
  
Agora dá o tudo por tudo, socorre-se de todos os amigos na comunicação social e enche os jornais e televisões, Marcelo quer vencer as eleições ainda antes de ter de dar a cara perante os outros candidatos. Marcelo sabe que o seu brilho pode estilhaçar-se quando em vez de responder a perguntas combinadas tiver que debater ideias e explicar muitos factos incómodos do seu passado político. Marcelo revela uma grande falta de coragem e tenta destruir os seus adversários de forma cobarde, sem correr riscos.
  
Marcelo tem medo de si próprio, sabe que de um dia para o outro pode cair no ridículo transformando-se num Santana Lopes das presidenciais e faz tudo para eliminar os outros candidatos da forma que sempre foi, um político pouco corajoso, pouco sincero e especializado em manipulação de opiniões.

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Henrique Neto
Henrique Neto ainda não percebeu que o ribeiro que passa debaixo da sua ponte já secou e que por lá não vai passar água nenhuma, o papel da sua candidatura presidencial já está esgotado, durante meses a comunicação social da direita usou-o contra a esquerda e agora que as sondagens dão uma maioria confortável a Marcelo a candidatura do Neto deixou de ser útil, vai arrastar-se até ao dia das eleições.

«Henrique Neto entregou, esta tarde, um documento com 7500 assinaturas no Tribunal Constitucional, oficializando a sua candidatura à Presidência da República depois de Paulo Morais e Edgar Silva já o terem feito.

Questionado sobre a dificuldade de conseguir assinaturas, o candidato foi perentório: “É difícil porque é muito trabalho, muitas pessoas dedicadas, durante muitos dias, às vezes a ouvir coisas desagradáveis sobre o partido e sobre a política”, porém Neto não se mostra desanimado com os resultados das sondagens, que apontam Rebelo de Sousa como o potencial vencedor.» [Notícias ao Minuto]

 Lembram-se do Vítor Gaspar?

Calculo que já não se lembrem dessa personagem, dos seus tiques, das centenas de artigos de opinião laudatórios da sua personagem, do elogio da avó Prazeres da Serra da Estrela, da colagem aos tiques virtuosos do ruralismo salazarista, das referências às suas ligações ao BCE, do seu sentido de humor, do ar de superioridade com que se dirigia a tudo e a todos, do seu artigo publicado no site do ministério das Finanças alemão, da acusação de ser o membro da troika feita por jornalistas irlandeses, e, por fim, da sua carta de demissão admitindo o seu falhanço.

Gaspar falhou a tempo de vagar um lugar no FMI e retirar-se como muitas das vítimas das suas políticas para uma zona de conforto no FMI. Do executor da grande experiência da desvalorização fiscal, já ninguém fala, como ninguém fala do falecido António Borges, um teórico da desvalorização fiscal que antes do modesto secretário de Estado dos Transportes ser promovido a especialista internacional das privatizações dava assessoria ao governo neste dossier.

Gaspar era uma sumidade, Gaspar mandava em Passos Coelho, Gaspar era tu cá e tu lá com a malta do BCE e da

 3%

Tenho sérias dúvidas de que o PS e mesmo o país tenha assim tão grandes vantagens em sair do procedimento por défices excessivos. Para o conseguir o governo terá de adiar para 2016 algumas despesas de Dezembro de 2015, bem como reembolsos de impostos, designadamente, de IVA. A isto junta-se o abuso nas retenção do IRS e outros truques do anterior governo, o que significa que os 3% são conseguidos à custa de um aumento do défice em 2016.

Com isso a direita vai festejar e o PS não só perde margem de manobra nas negociações com o BE e o PCP que pedirão cada vez mais, ao mesmo tempo que vai ter mais dificuldades em cumprir a meta do défice para 2016. É tempo de os meses de Dezembro deixarem de ser meses de manipulação das contas públicas e os défices de um ano deixarem de penalizar o dos anos seguintes.

      
 Sem confiança
   
««Houve muita gente a mostrar preocupação quando Mário Centeno não apareceu sentado ao lado de António Costa durante a reunião do Conselho de Ministros. Seria uma desvalorização do lado financeiro? Revelaria a despreocupação do PS com o equilíbrio das contas públicas? Seria a subalternização do governo a uma agenda desmesurada e por isso inconciliável com a precária situação do país? Nenhuma dessas especulações faz sentido. As finanças da República são o que são e nos próximos tempos nenhum primeiro-ministro poderá dar-se ao luxo de olhar para a governação sem ter a maldita folha de Excel à frente dos olhos. Com aquela disposição do xadrez ministerial António Costa quis dar um sinal. Por ele, o Ministério das Finanças seria apenas instrumental na realização dessa ideia de país que ele diz transportar, não voltaria a ser o alfa e o ómega de tudo o que mexe a partir do Palácio de São Bento. Costa tem razão: reduzir a vida política a um exercício contabilístico não só é redutor, é perigoso, tudo o resto desce à condição de dispensável. Dito isto, será com Mário Centeno que António Costa mais vezes terá de falar nos próximos tempos e é bom que saiba proteger o ministro das Finanças não apenas do desgaste normal do cargo, mas da erosão causada por erros desnecessários. Ontem, por exemplo, o sucessor de Maria Luís Albuquerque tentou explicar como irá cumprir o défice público deste ano. Na realidade, não explicou nada: nem disse quanto terá de poupar, nem em que áreas, nem como. Tudo o que se soube foi vago e confuso. Resta-nos o que a UTAO (Unidade Técnica de Apoio Orçamental) já avisara: o governo de Passos parece ter desmazelado as contas nos últimos meses, o que torna difícil o cumprimento das metas. Convém no entanto sublinhar dois aspetos. O primeiro é que o défice terá mesmo de ser cumprido ou Bruxelas não deixará que 2016 seja como Costa deseja, isto é, com o cinto um pouco menos apertado. O segundo ponto é que, mais à frente, a mesma UTAO terá de esquadrinhar bem as contas de 2015 e dar o veredicto: PSD e CDS deixaram-nos em maus lençóis ou Costa está apenas a fazer as cenas do costume quando mudam os governos? Para já não é sensato tirar conclusões, embora seja deprimente acabar o ano sem saber em quem confiar. Talvez este seja o mais corrosivo dos défices: o da ausência total de confiança.»» [DN]
   
Autor:

André Macedo.

 Os pequenos passos devem ser assinalados
   
«José Pacheco Pereira lançou o quarto volume da sua biografia de Álvaro Cunhal e não é da obra que vou falar, mas da mesa. Então, estavam o autor, JPP, o ministro da Cultura, João Soares, socialista, o presidente da Câmara de Peniche, António José Correia, do PCP, e o apresentador da obra, o historiador Fernando Rosas, do Bloco de Esquerda. Os três últimos, militantes da base partidária do atual governo. Uma coincidência, mera, como elas costumam ser apresentadas e muitas vezes são mesmo. Estavam os três, ali, por causa de JPP - a autoridade intelectual do autor, e no domínio da obra que se apresentava, chega para justificar a composição da mesa. Aquela mesa, hoje e aqui, existiu nesta semana e não é a naturalidade com que o facto aconteceu que nos deve fazer esquecer que não foi sempre assim. Cidadãos do mesmo país, que profissional e intelectualmente se respeitavam, estiveram separados por anátemas ideológicos. Aquela mesma mesa o confirma. O primeiro volume da biografia de Cunhal foi boicotado porque o autor, por ter sido esquerdista e depois militante do PSD, era considerado um pestífero da direita. "Não falem ao Pacheco!", foi diretiva para lhe secarem os testemunhos. Agora, com aquela mesa, se mostra que houve uma evolução. Mas esta só se torna válida quando é dita: Portugal está melhor. Por exemplo, está parecido com a Itália de quando os comunistas e os democratas-cristãos se sentavam à mesma mesa. Há 40 anos.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 "Observador" defende violação do segredo de justiça?
   
««Passemos a palavra à magistrada, que por dez vezes, e por palavras diferentes, repetiu a mesma ideia ao longo do despacho:

Em momento algum da decisão cautelar se proíbe qualquer órgão de comunicação social detido pela Requerida Cofina de publicar notícias, reportagens, investigações jornalísticas, artigos sobre a Operação Marquês ou sobre o Requerente [José Sócrates]. O que se proibiu foi que os Requeridos [seis jornalistas do Correio da Manhã e Cofina Media], esta na sua qualidade de proprietária e civilmente responsável, nos termos acima referidos, fizessem publicar por si ou através de outros jornalistas nos órgãos de comunicação social detidos pela Cofina Media, os elementos de prova e outros documentos e peças processuais, constantes do inquérito“, lê-se no despacho.
Isto é, os meios do Grupo Cofina podem dar notícias sobre a Operação Marquês, mas não poderão revelar “escutas telefónicas e documentos, que constituem prova indiciária, promoções e despachos do M.P. e decisões das autoridades judiciárias constantes do inquérito”. O que significa noticiar factos sobre a Operação Marquês sem revelar o que se passa no processo? Muito pouco ou nada.

Isto porque nem sequer é claro se a proibição que abrange o Grupo Cofina se refere apenas a José Sócrates ou a todos os arguidos da Operação Marquês. De facto, se ao longo do despacho a juíza fala sempre em “peças processuais do processo”, já perto do final do despacho a juíza escreve que se refere expressamente a “decisões das autoridades judiciárias constantes do inquérito referido e no que tange, obviamente, (apenas) ao Requerente [José Sócrates]”. O que abre a possibilidade ao Grupo Cofina de ser possível noticiar matérias relacionadas com outros arguidos, pois José Sócrates é o único queixoso que subscreveu a providência cautelar.»» [Observador]
   
Parecer:

O observador defende claramente o direito de publicar o que consta do processo resumindo o papel dos jornalistas a violadores do segredo de justiça.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Outro chinês preso
   
««Depois do presidente do grupo chinês Fosun, que em Portugal detém a seguradora Fidelidade e a Espírito Santo Saúde, ter sido dado como desaparecido desde a hora de almoço desta quinta-feira, a imprensa chinesa indica agora que o multimilionário Guo Guangchang foi detido pelas autoridades. Ainda se desconhece se está a ser investigado ou a prestar assistência numa investigação.

Guo foi, alegadamente, detido à chegada a Xangai num voo proveniente de Hong Kong, escreve a agência oficial chinesa Xinhua.»» [Observador]
   
Parecer:

Depois do homem forte da empresa que comprou a EDP é a vez do dono da Fosun. Conclusão, todos os chineses envolvidos em negócios de privatizações em Portugal acabam presos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Coincidência?»

 Vamos ver quanto perdemos no BANIF
   
««O Banif já iniciou o processo de venda de 60% da posição do Estado no seu capital. De acordo com o Jornal de Negócios, os potenciais interessados estão a ter acesso a informação detalhada e a apresentações da gestão.

Em breve serão chamados a fazer ofertas únicas e vinculativas para a compra de 60% da posição detida pelo Estado no capital do banco que recebeu uma ajuda pública de 1100 milhões de euros que está a ser investigada pela Comissão Europeia. Bruxelas receia que o banco não consiga devolver os apoios públicos recebidos em 2013.»» [Observador]
   
Parecer:

Talvez se perceba o empenho de Luís Amado num governo da direita.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver»

 Passos cola-se a Marcelo
   
«s sociais-democratas vão juntar-se a 5 de março para escolher o líder do partido. A data foi definida pela comissão política do partido e uma coisa, para já, é praticamente certa: Pedro Passos Coelho vai ser candidato. Resta saber se alguém vai desafiar a liderança do ex-primeiro-ministro.

A notícia começou por ser avançada pelo Diário de Notícias e, depois, pela agência Lusa. À saída da reunião do Conselho Nacional do PSD, Marco António Costa confirmou a data das eleições diretas sociais-democratas e a vontade de Pedro Passos Coelho de se recandidatar à liderança do partido.» [Observador]
   
Parecer:

Passos sabe que uma vitória de Marcelo nas presidências iria ter custos para quem o apelidou de cata-vento, assim Passos opta pelo oportunismo e quer ser reeleito ainda no rescaldo das presidênciais para não dar tempo a Marcelo para lhe calçar os patins.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Paulo Portas continua a facturar à custa do PSD
   
«O PSD tem abertura para atribuir a um representante do CDS-PP o segundo lugar da sua lista para o Conselho de Estado, disse hoje à agência Lusa fonte oficial dos sociais-democratas.

A mesma fonte adiantou à agência Lusa que o assunto ainda não foi formalmente debatido no partido, “mas que há abertura” do PSD nesse sentido.» [Observador]
   
Parecer:

À custa de Passos Coelho um partido que hoje vale 4% continua a ter deputados e cargos como se fosse um grande partido. Paulo Portas sobrevive à custa de parasitar o CDS e pode apresentar-se junto dos seus como um herói, perdeu tudo nas eleições mas teve benefícios maiores do que se as tivesse ganho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Assim é que é falar!
   
«O candidato comunista a Belém assume-se contra o Tratado Orçamental mas diz que tal não compromete as responsabilidades do Presidente da República, que “não jura cumprir e defender o Tratado Orçamental, mas sim a Constituição”.

“Não podemos ficar de mãos atadas [presos] a um Tratado se ele gera tanta morte social (…) Não podemos ser um país vergado aos interesses das grandes encomias europeias ou vocacionado, como alguns querem, a ser uma colónia de férias da senhora Merkel e dos seus amigos”, frisa.

Em entrevista ao Diário Económico, o candidato presidencial do PCP argumenta que se a França colocou a hipótese de não cumprir as metas do défice devido à necessidade de adotar medidas de combate ao terrorismo, Portugal, com “tanta gente na mais descalça pobreza” devia colocar a mesma hipótese.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Parece que o PCP sente uma estranha necessidade de mostrar a sua face mais pura e dura.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
 A aldeia gaulesa do segurismo
   
«O movimento que tentou unir esforços contra a direção de António Costa no seio do Partido Socialista não resistiu à tomada de posse do Governo.

Dessa oposição interna restam apenas quatro ex-seguristas - António Galamba, Luís Bernardo, Óscar Gaspar e Álvaro Beleza - que agora preparam um manifesto a lançar antes do congresso de junho.

“Não nos posicionamos como elemento de oposição ao Governo. Discutimos o posicionamento ideológico do PS”, justificou Luís Bernardo em declarações ao jornal i.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Estes eram os rapazes que diziam representar metade do eleitorado do PS.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 De catavento a jogador
   
«Passos Coelho quer que Marcelo Rebelo de Sousa seja um Presidente como Cavaco Silva. No Conselho Nacional do PSD, o líder apelou a que os eleitores e militantes votem no antigo presidente do partido, que deve ser "mais árbitro do que jogador" em Belém, destacando o mandato "apartidário" de Cavaco Silva. As declarações de Passos foram feitas esta noite, em que também assumiu que é recandidato à liderança do PSD e em que os órgãos nacionais de PSD e CDS aprovaram o apoio a Marcelo.

No final de um discurso longo, Passos Coelho referiu que "o Conselho Nacional do PSD deve recomendar o voto no professor Marcelo Rebelo de Sousa". Na sequência do perfil do candidato presidencial que apoia, decalcado da moção que apresentou ao congresso em 2014, Passos Coelho fez questão de dizer que deve ser feito o "reconhecimento público do mandato apartidário do professor Cavaco Silva".»
[DN] [DN]
   
Parecer:

Parece que Marcelo deixou de ser catavento, agora o receio é que seja jogador.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Passos que vá fazer um exame à sua coluna, parece que está com uma grave carência de cálcio.»

 CDS vale 8%
   
«Passados dois meses das eleições legislativas, nova sondagem da Eurosondagem para a SIC/Expresso revela uma aproximação do PS ao PSD, mas sem mudanças de paradigma: a direita, somada, continua confortavelmente na frente com 41% das intenções de voto (33% do PSD mais 8% do CDS), ainda que sem maioria absoluta; o PS ganha terreno e sobe dos 32,5% que obteve no último barómetro para 33,7%, passando a registar praticamente a mesma votação que hoje é atribuída ao PSD isolado (33%), e a esquerda unida continua a ser maioritária, com 51% das intenções de voto.» [Observador]
   
Parecer:

Eu não acredito.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Acredite quem quiser.»

 Mais uma boa notícia
   
«A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) estima que a dívida pública tenha descido para 128,7% do Produto Interno Bruto (PIB) até outubro, ficando acima das previsões para o conjunto do ano deste Governo e do anterior.

Na nota mensal sobre a dívida pública de novembro, a que a agência Lusa teve hoje acesso, a UTAO estima que a dívida pública na ótica de Maastricht se tenha situado entre 128,5% e 129% do PIB até outubro, apontando para um valor central de 128,7% do PIB.

A confirmar-se esta previsão, escrevem os técnicos independentes da UTAO, “a dívida pública terá excedido a previsão oficial para o final do ano, a qual, recorde-se, é de 125,2% do PIB”, de acordo com a segunda notificação do Procedimento dos Défices Excessivos enviada no final de setembro a Bruxelas pelo anterior Governo PSD/CDS-PP.» [Observador]
   
Parecer:
Enfim, os cofres estão cheios ... de dívidas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 O Lula está parvo?
   
«O ex-presidente do Brasil Lula da Silva culpabilizou a colonização portuguesa pelos atrasos na educação brasileira, afirmando que Álvares Cabral descobriu o país em 1500 e a primeira universidade brasileira apenas foi criada em 1922.

“Eu sei que isto não agrada aos portugueses, mas Cristóvão Colombo chegou a Santo Domingo [atual República Dominicana] em 1492 e em 1507 já ali tinha sido criada a Universidade. No Peru em 1550, na Bolívia em 1624. No Brasil a primeira universidade surgiu apenas em 1922”, disse hoje Lula da Silva, numa conferência em Madrid, organizada pelo diário El País.» [Observador]
   
Parecer:

Se a primeira universidade foi criada em 1922 e a independência foi em 1822 isso significa que o Brasil independente teve 100 anos para construir a primeira universidade. E a culpa é do Cabral? Querem ver que já existiam universidades e foi o Cabral que as destruiu?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Lula se a culpa do lavajato também foi do Cabral.»

 Libertado do quê?
   
«Ricardo Salgado pagou a caução estipulada pela justiça portuguesa e será libertado, ficando com termo de identidade e residência.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O pobre senhor esteve preso onde? Convenhamos que o homem estava mais seguro em casa do que na rua.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»



   
   
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sexta-feira, dezembro 11, 2015

O invejoso

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“"Nós invejamos a taxa de crescimento económico que recentemente a Irlanda tem vindo a alcançar. Quando ouvimos falar em 5 ou 6 por cento de crescimento económico, não há país na União Europeia que não tenha inveja da Irlanda"

Cavaco Silva aproveitou a presenta do seu homólogo irlandês para mais un dos seus momentos saloios, manifestando inveja pelos resultados da Irlanda no crescimento económico. Mas em vez de ter inveja da Irlanda ao mesmo tempo que se cola a este país no sucesso da saída limpa, o que Cavaco deveria explicar, ele que tanto sabe de economia, e a razão porque a Irlanda Cresce acima do 5% enquanto em Portugal o crescimento é raquítico e o investimento quase nulo.

Se Portugal fez tudo tão bem feitinho, se Portugal foi tão bom aluno como a Irlanda, se Portugal fez grandes reformas, se Portugal cumpriu e foi ainda mais além do que a Irlanda no ajustamento económico, então porque é que a Irlanda cresce e Portugal fica quase na mesma, porque é que a Irlanda recupera a riqueza perdida com a recessão e Portugal ainda está quase no fundo, Porque é que os irlandeses continuam na Irlanda e os portugueses  continuam emigrar?

Em vez de manifestações de inveja e de colagem Cavaco devia dar resposta a estas perguntas, em síntese, porque é que a Irlanda foi bem-sucedida e Portugal mesmo com uma saída limpa está na merda? Será porque a Irlanda não adoptou a tese da desvalorização fiscal que por cá foi defendida pelo falecido António Borges?

Cavaco poderia ter recordado as palavras do ministro irlandês que classificou Vítor Gaspar como o ministro da troika, poderia ter-se lembrado de que Vítor Gaspar se demitiu por ter falhado.

A inveja de Cavaco Silva é o reconhecimento do falhanço, Portugal não tem investimento, não cresce, não cria bons empregos, não reduziu a dívida e tem um défice que ronda os 3% apesar dos cortes salariais e da sobretaxa do IRS. Portugal falhou e Cavaco sabe disso, tem muitas e boas razões para sentir inveja da Irlanda.

Mas não é difícil ter inveja da Irlanda mesmo sem saber do seu crescimento, basta olhar para os seus governantes e, em especial, para o seu presidente durante o ajustamento e depois olhar para o presidente que nos saiu na rifa. Se eles tivessem um presidente como o nosso há muito que tinham pedido o regresso da Rainha da Inglaterra!

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Jerónimo de Sousa

Parece que Jerónimo de Sousa não gostou das últimas sondagens e agarra-se ao salário mínimo para fazer agora o que raramente tem feito, dar luta ao BE. A direita agradece.

«O secretário-geral do PCP reiterou esta quinta-feira a promessa eleitoral de luta pelo salário mínimo nacional de 600 euros em 2016, no dia da primeira reunião do primeiro-ministro, o socialista António Costa, em Concertação Social.

À margem de uma receção à Associação Nacional de Freguesias (Anafre), na sede nacional do PCP em Lisboa, Jerónimo de Sousa confirmou que o PCP vai manter a sua iniciativa e frisou que "quem tem a última palavra é o Governo".

"Neste momento, não houve uma convergência verificada e, consequentemente, um compromisso, designadamente pelo PS, mesmo com a reconsideração do BE, que fez campanha a bater-se pelos 600 euros e depois reconsiderou. O PCP considera que é de inteira justiça e profundamente necessário manter esta proposta e lutaremos para que seja alcançada. Não houve convergência em relação ao modo e à forma", afirmou.» [Expresso]

 Ainda que mal pergunte

Quando algumas personalidades dão grande importância à concertação social referem-se a acordos com todas as instituições ou basta-lhes o acordo dos patrões com a UGT, a versão laboral do arco da governação? E quando pensam no cumprimento dos acordos referem-se a tudo o que é a cordado ou apenas ao que interessa às associações patronais?

 Destruir a imagem de Mário Centeno

A direita já percebeu que o discurso da austeridade pode ter maus resultados face ao sinais de falhanço em Portugal e a uma mudança de opinião ao nível europeu. Por outro lado, criticar as medidas do governo vira-se contra a direita que tinha a mesma medida prevista no seu programa, ainda que haja fortes razões para recear que se tratasse de mais uma mentira de Passos Coelho. Assim, em vez de defender a austeridade ou mesmo de atacar o governo o PSD e CDS recorrem à sua estratégia do costume e preferem destruir políticos, neste caso identificaram um alvo, Mário Centeno. Desde os deputados ao opinion makers, passando pela comunicação social mais jiahdista como o Observador ou a Rádio Renascença, todos atacam a imagem do ministro das Finanças. Compreende-se, foi Mário Centeno que deixou a direita sem discurso económico e tratando-se de um economista que com o seu currículo quase envergonha a grandiosa Maria Luís a solução passa pela sua destruição a qualquer custo.

 Sondagem idiota?

52% dos inquiridos responderam que Passos Coelho devia ser o primeiro-ministro saído das eleições. Será que os inquiridores da Universidade Católica estiveram no estrangeiro e não soubera que Cavaco indigitou, nomeou e deu posse aos ministros do governo de Passos Coelho? Não admira que a maioria seja a favor da solução final que ao contrário do que sugere a sondagem não foi encontrada por Cavaco mas sim pelo parlamento. A Católica poderia ter concluído que 42% dos portugueses defendem que foi perda de tempo empossar Passos Coelho como primeiro-ministro.

É pena que a sondagem não nos ajude na maior dúvida, quanto é que neste momento vale o CDS de Paulo Portas? Isto é, quantos dos deputados do CDS deviam ser deputados do PSD? Quais os desgraçados do PSD cujo emprego levou um paf com esta coligação de oposição?

      
 Expliquem-me melhor
   
«O fracasso na adesão de trabalhadores, sobretudo professores, ao chamado Programa de Rescisões por Mútuo Acordo (PRMA) está a fazer derrapar a despesa pública e motivou o recurso à almofada orçamental, consumindo-a praticamente toda.

No ano passado, no Estado e nos institutos públicos, o Governo gastou 190 milhões de euros em acordos com funcionários, o que permitiu aliviar a despesa corrente com salários. Este ano, a mesma rubrica está a zeros, mostra a UTAO - Unidade Técnica de Apoio Orçamental. Logo, está a ser preciso mais dinheiro do que se esperava para pagar remunerações de pessoas que já deviam ter saído.» [DN]
   
Parecer:

É suposto que a indemnização por rescisão amigável seja financeiramente favorável, sendo pouco provável que alguém aceite uma rescisão a troco de menos do que ganharia em meio ano. Isto significa que um plano de rescisões amigáveis apenas será rentável a médio prazo e nunca durante um ano, até porque essas rescisões não são decididas no dia 1 de Janeiro. Assim sendo, como se explica a derrapagem do défice com o fracasso do programa de rescisões amigáveis.

Além disso, se o governo de então teve conhecimento do falhanço deste programa e estava em condições de conhecer o seu impacto nas contas públicas porque não adoptou qualquer correção da despesa e ainda em Setembro garantia o cumprimento do défice de 2,7% sem quaisquer medidas adicionais e ainda prometia o reembolso da sobretaxa?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»
  
 BES foi um caso de corrupção
   
« Transparência Internacional divulgou a lista dos 15 casos selecionados, a partir de 383 nomeações, como símbolos de grande corrupção que estão a votos no site da organização não governamental (ONG).

O caso Banco Espírito Santo (BES) é um dos eleitos. O colapso financeiro do banco e do grupo liderados por Ricardo Salgado em 2014, e as más práticas sistemáticas de gestão e de controlo interno, entretanto reveladas, são um dos argumentos que sustentam esta escolha.

No entanto, os responsáveis da ONG realçam também que o banco português terá, “alegadamente” ajudado políticos associados à corrupção em vários países, lembrando a conta que o ditador chileno, Augusto Pinochet, teve no banco do grupo em Miami, as ligações ao caso Mensalão no Brasil e as suspeitas sobre o envolvimento do banco do grupo na Líbia na transferência da fortuna de Muammar Gadhafi. Mais recentemente, houve suspeitas de créditos concedidos sem controlo e garantias pelo BESA (Banco Espírito Santo Angola) a figuras do regime angolano.

O caso BES está em investigação nos reguladores e na justiça portugueses e não só. Apenas o Banco de Portugal proferiu duas acusações contra os ex-gestores do banco e do grupo. Ainda não houve condenações.

Na lista que está a votos desde hoje, o caso Banco Espírito Santo tinha apenas 17 votos. Com mais pontuação (709 votos) aparece outra história onde também se fala português. O caso Petrobras esteve na origem do super escândalo de corrupção no Brasil que, por sua vez, está na origem do processo de impugnação da presidente Dilma Roussef. Não será por acaso que é o segundo mais votado.» [Observador]
   
Parecer:

E quantos políticos, presidentes e primeiros-ministros ajudaram á realização desta fraude? A verdade é que Durão Barroso e muitos outros ganharam por conta do BES, bem como muitos governantes, a começar por Cavaco, tiveram as suas candidaturas apoiadas ou inspiradas no apoio moral de Ricardo Salgado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»

 Parece que os defensores da austeridade estão sós
   
«Uma parte da História económica destes anos que vivemos já pode começar a ser escrita pelos académicos. Este é um momento de exceção. Vivemos, em quase toda a Europa, “o fim da austeridade“, isto é, uma menor insistência das instituições europeias no equilíbrio urgente das contas públicas. Ao mesmo tempo, os estímulos inéditos do Banco Central Europeu (BCE) tornam os mercados dormentes, empurrando as taxas de juro para mínimos históricos. Esta é a parte da História que se pode ir escrevendo. Falta perceber, escreve o HSBC num relatório enviado aos clientes esta quarta-feira, se o tal fim da austeridade se revelará uma “razão para celebrar ou se é algo que devemos recear“. Portugal é um dos países que preocupam o banco de investimento.

A análise do HSBC, um banco verdadeiramente mundial e de grande influência, é um contributo para ajudar os investidores globais a tomarem decisões de investimento. No que à zona euro diz respeito, o economista Fabio Balboni fez um retrato aprofundado da encruzilhada política e económica que a zona euro vive. Neste relatório, a que o Observador teve acesso, Balboni conclui que no curto prazo o “fim da austeridade pode ser uma boa notícia”. “Contudo, precisamos de manter um olho muito atento sobre a forma como a folga é aproveitada“, porque “no longo prazo, o que importa é saber se os gastos públicos criam condições para impulsionar o crescimento do setor privado” e, aí, “maximizar o potencial de crescimento futuro”.» [Observador]
   
Parecer:

Quando tudo isto passar iremos avaliar as consequências da austeridade.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se.»

  Mas não foi graças à saída limpa
   
«Os juros da dívida portuguesa a dez anos estariam 2,5 pontos percentuais acima do valor atual de mercado sem a intervenção do Banco Central Europeu (BCE). Isto quer dizer que Portugal poderia estar a pagar o dobro, 5%, do que está a pagar atualmente para emitir dívida de longo prazo, considerando a cotação das Obrigações do Tesouro em mercado secundário.

A conclusão é de uma análise desenvolvida pelos economistas do Banco de Portugal ao impacto da política monetária não convencional do banco liderado por Mário Draghi onde se avisa que o país continua vulnerável a uma crise de dívida soberana se não aproveitar a bonança dos mercados para reduzir o nível do endividamento.

A receita aplicada por Draghi aposta na compra de títulos soberanos no mercado secundário, sobretudo de dívida dos países periféricos. E o efeito desta política no curto prazo tem sido o de baixar as taxas de juro exigidas pelos investidores em troca dos títulos portugueses, que por sua vez, valorizam no mercado secundário.» [Observador]
   
Parecer:

Esta opinião dos economistas do BCE desmonta a argumentação da direita.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»


   
   
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quinta-feira, dezembro 10, 2015

Há mais política para além do défice

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Em Portugal deixou de se discutir uma imensidão de problema para que tudo agora se centre no défice. Não importa a qualidade do ensino, a sua importância para o desenvolvimento, as questões relacionada com os professores, importa apenas saber como poupar no ensino. E o que sucede no ensino, sucede em todos os sectores, tudo é avaliado em função do impacto orçamental, pouco importa a qualidade ou consequências das medidas, o que importa é reduzir o seu impacto financeiro.

Na perspectiva dos jiahdistas do liberalismo, essa versão chique da direita radical que por cá passou isso até faz sentido, se tudo o que é Estado é mau então tudo o que reduza o Estado ou os seus custos é bom para a economia.  Para os financeiramente mais dotados haverá sempre ensino privado, saúde privada e recursos patrimoniais para suportar os custos de todos os bens sociais. A quem é beneficiado por não ter de suportar o Estado com impostos sobrarão recursos para despesas em saúde, educação e mesmo segurança privadas.
  
A crise financeira foi explorada até ao limite pela direita radical impondo ao país novos discursos, novos critérios de avaliação das políticas públicas, novos critérios de avaliação do progresso do país. O governo anterior foi dos governos mais incompetentes que passaram por Portugal, personagens como os ministros da educação, da justiça ou dos negócios estrangeiros fariam Santana Lopes corar de vergonha, Paula Teixeira da Cruz foi ainda mais incompetente do que Henrique Chaves, o amigo de Santana que este promoveu a ministro da juventude e que se foi embora dias depois.

Com Pedro Passos Coelho, o segundo Pedro desastrado que chegou a primeiro-ministro pelo PSD, a competência deixou de ter importância, deixou de fazer sentido falar de desenvolvimento. Um bom governo é aquele que corta nas despesas públicas, pouco importando se para isso amontoa alunos nas turmas, deixa morrer os doentes nas salas de espera ou se proletariza os funcionários públicos com base em falsos estudos que os apontam como ricos.

Segundo a lógica da direita radical um país que reduza a despesa pública ao mínimo terá progresso, bastando para isso que se destruam os sectores económicos considerados inúteis, se liberalizem as normas laborais e se eliminam direitos constitucionais, a começar pelo mais incómodo destes princípios, o da igualdade. Só que Passos fez tudo isto acenando com a chantagem da troika e falhou.

E o governo do PS também falhará que não conseguir fugir deste cerco e colocar na agenda tudo oq eu deve ser discutido por um país que tem de apostar em crescimento e desenvolvimento.

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
António Saraiva, presidente da CIP

Se o presidente da CIP fizer as contas da última década vai certamente concluir que os salário mínimo está abaixo do que estaria considerando a inflação e a produtividade. Exigir contrapartidas ou defender que as empresas vão à falência por causa de mais cinco euros de salário mensal não é aceitável.

«O presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal vai propor na reunião de concertação social um aumento do salário mínimo para um valor inferior aos 530 euros propostos pelo Governo, escusando-se a revelar o montante.

“Já fizemos as contas. Com base nos indicadores de produtividade, crescimento da economia e inflação, que são facilmente demonstráveis e mensuráveis, encontramos (…) um valor que é inferior aos 530 de que o Governo vem falando”, afirmou António Saraiva, quando questionado pelos jornalistas à margem de um pequeno-almoço debate, em Lisboa, com o tema “O que a CIP quer do novo Governo”.» [Observador]

 Neto a presidente e Medina Carreira a primeiro-ministro!

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Isto não é uma candidatura à presidência, é antes a candidatura da demência.

      
 Quase 10% de crédito malparado
   
«De acordo com números divulgados hoje pelo banco central, no final de outubro o total de empréstimos concedidos pela banca às famílias e às empresas ascendia a 204.171 milhões de euros, dos quais 18.974 milhões de euros são considerados crédito de cobrança duvidosa, o equivalente a 9,29% do total dos empréstimos.

Isto significa que o crédito malparado das famílias e das empresas voltou a subir, depois de em setembro ter apresentado uma ligeira descida face à tendência que se verificava desde o início deste ano.

Em setembro, o crédito de cobrança duvidosa das famílias e das empresas desceu para 18.969 milhões de euros, representando 9,25% dos 205.425 milhões concedidos.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Isto significa que quem recorre ao crédito paga o que ficou a dever e ainda tem de suportar o que os outros não pagam.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Estude-se o problema.»
  
 Outro economista perigoso
   
«Deaton, que falava em entrevista à agência Efe, referiu que a crise nos anos 30 do século passado mostrou que "não é essa a forma de abordar estas questões".

"Haverá sempre economistas que pensam que a austeridade é uma boa ideia, mas creio que a maioria não pensa assim, gostaríamos que houvesse mais gastos", afirmou.

O economista, distinguido com o Nobel pela sua "análise sobre o consumo, a pobreza e o bem-estar" nasceu na Escócia há 69 anos e trabalha nos Estados Unidos, na Universidade de Princeton, na área do desenvolvimento económico.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Deve ter sido influenciado pelos comunistas....
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

   
   
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