sábado, janeiro 02, 2016

Reverter o empobrecimento

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Passos Coelho seguiu as ideias de Gaspar achou que a melhor forma de enriquecer o país era empobrecendo-o, ignorando os princípios da economia o guru económico de Passos Coelho inspirou-se na agronomia e aplicou à economia uma poda drástica com se a economia portuguesa fosse um pomar doente. O resultado foi o empobrecimento forçado dos trabalhadores por conta de outrem, em especial dos quadros mais qualificados.
  
Parece que agora vai ser iniciado o processo inverso e os mais pobres recuperarão rapidamente os seus rendimentos enquanto os outros vão ter de sofrer pelo menos mais um ano de austeridade, ainda que ligeiramente mitigada. A lógica é inversa, em vez de se podar as árvores do pomar segue uma opção agronómica inversa, opta-se por fertilizar algumas árvores do podar e a este processo chama-se reversão do empobrecimento.
  
No meio desta dança de enriquecimentos e empobrecimentos ainda é cedo para saber quem empobrece e quem enriquece, ainda que já se saiba quem tenha ficado de fora do enriquecimento e do empobrecimento. O problema é que sem crescimento económico não há nova riqueza para distribuir e estes processos de redistribuição da riqueza, sejam de empobrecimento ou de reversão do empobrecimento, não resolvem os problemas a longo prazo.
  
O problema não está apenas em reverter o empobrecimento de alguns, escolhidos em função do escalão do IRS, até porque este critério leva a que a reversão do empobrecimento seja um bónus aos muitos que Portugal ganham uma parte dos seus ordenados “por fora”. O problema está em saber como criar mais riqueza pois só assim é possível inverter a tendência para o empobrecimento de um país que era pobre e agora é ainda mais pobre.
  
O debate do empobrecimento e da reversão do empobrecimento conduz necessariamente a duas reflexões, antes de mais saber até que ponto a evasão fiscal distorce esta preocupação governamental com a reversão da política de Passos, acabando por penalizar os que mais cumprem porque ao fazê-lo pagam mais impostos e ficam nos escalões dos cidadãos condenados ao empobrecimento eterno, bem como saber como criar mais riqueza para distribuir de forma equitativa e justa.
  

Umas no cravo e outra na ferradura



   Foto Jumento


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Cores de Inverno no Jardim Gulbenkian
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Na sua última comunicação ao país Cavaco foi igual a si próprio, foi uma síntese do que tem sido nos últimos anos. Só alguém com uma dimensão saloia começaria a mensagem falando de si, doas suas viagens, dos seus discursos, dos seus roteiros, termina desta forma egoísta dois mandatos em que a sua principal preocupação era com a sua própria imagem. Foi uma mensagem cheia de eus como se ele fosse a síntese e o centro dos portugueses.

De caminho aproveitou para mais uma vez afirmar o seu discurso ideológico na tentativa de o considerar uma bandeira nacional, ignorando que os portugueses ainda recentemente lhe disseram não. O país ficou a saber que os portugueses atribuem as culpas ao Estado. Aquele que transformou o Estado numa espécie de versão tuga do Estado soviético diz agora que os portugueses «pedem apenas que o Estado crie condições para que possam desenvolver o seu trabalho e, depois, que os poderes públicos não estabeleçam entraves à sua atividade, desde a criação de emprego e riqueza até à defesa do património e do ambiente, passando pela inovação social e tecnológica.» Enfim, é precia muita lata.
 
A comunicação chegou mesmo a roçar o ridículo, como quando comparou os retornados de África aos refugiados de hoje e ultrapassou os limites da lucidez quando sugeriu que ele é que conhece bem Portugal e os portugueses chegando ao ponto de dizer que os jornalistas não conhecem o país, como se as suas viagens e roteiros tivessem sido escapadelas secretas. Enfim, Cavaco escolheu esta ocasião para não restassem dúvidas sobre quem é.
  
      
 O "democrata" amigo da UE e aliado na NATO
   
«O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, utilizou o sistema usado pelo ditador nazi Adolf Hitler na Alemanha como exemplo de governo, segundo noticiou hoje o Today's Zaman. "Há exemplos no mundo. Também há exemplos do passado. Se olharmos para a Alemanha de Hitler podemos ver", respondeu o chefe do Estado turco numa conferência de imprensa que deu após o seu regresso de uma viagem que realizou à Arábia Saudita.

Erdogan, que quer ver o seu cargo reforçado com poderes executivos, acrescentou: "O que é importante é que o sistema presidencial não perturbe o povo na sua implementação. Se houver justiça, não há problema porque o que o povo quer e espera é justiça". O presidente, que viu o seu partido, AKP, recuperar a maioria absoluta nas eleições antecipadas de novembro, colocou a questão de uma nova Constituição no topo das suas prioridades.

"Há bons e maus exemplos de sistemas presidenciais e o importante é haver um equilíbrio. A Alemanha nazi, na ausência de enquadramento institucional, foi obviamente um dos piores exemplos da História", sublinhou Erdogan, durante as mesmas declarações aos jornalistas.» [DN]
   
Parecer:

Um dia destes ainda adere ao EI.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

sexta-feira, janeiro 01, 2016

Os jumentos e prováveis Jumentos do ano de 2016

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Cavaco Silva

É o inevitável Jumento do ano pois haverá mais gente feliz com o fim da sua carreira política do que quando o Américo de Tomaz foi para o Brasil, Cavaco é uma nódoa na história de Portugal e o seu legado é um modelo económico falido, uma banca privada à beira do colapso, a utilização ineficaz de muitos milhões de ajudas europeias e uma classe política de gente incompetente e corrupta.
Passos Coelho

O ainda líder do PSD é um cadáver política à espera que alguém lhe faça o enterro, ainda não se sabendo se vai ser o congresso a reunir em assembleia de carpideiras, se vai ser o cata-vento a mandá-lo catar pulgas ou se vai prolongar a sua agonia até 2017.
  
Manuela Ferreira Leite
Não se pode dizer que a colega de Cavaco que começou a sua carreira como director-geral, um lugar abaixo dos ajudantes do então primeiro-ministro, seja como o vinho do Porto pois quanto mais velha mais na mesma ela fica em contraste com a evidente perda de lucidez do seu amigo montanheiro. Acabou 2015 chamando golpe de Estado à "indicação" de um primeiro-ministro com maioria parlamentar, resta esperar que no caso de serem realizadas eleições antecipadas por iniciativa de António Costa não volte a denunciar outro golpe de Estado.
Paulo Portas
  
Parece que Paulo Porta percebeu que o PàF era uma geringonça que tão cedo não voltará a ser governo pelo que deixou o seu amigo Passos Coelho a tomar conta da coisa fugindo da marinada em que se transformou a direita portuguesa. Resta agora saber se que vai fazer de Manuel Monteiro usa calças ou usa saias.
  
Marcelo Rebelo de Sousa
As eleições autárquicas que disputou com Jorge Sampaio ficaram marcadas pelo mergulho no meio dos aflitos atirados pelos esgotos de Lisboa. Agora arrisca-se a ficar conhecido como o político que deixou de ter acesso ao luxo dos iates do Ricardo Salgado e anda de marmita. Sem as perguntas combinadas com a Judite Sousa os seus debates com os outros candidatos poderão ser mais divertidos do que se espera.
  
Carlos Costa
  
Carlos Costa está para a banca portuguesa como a filoxera esteve para as vinhas do Douro, banco onde ele toca custa mais uns milhares de milhões ao país e desde os tempos do BCP qualquer banco que queira sobreviver deve manter o ainda governador do BdP bem longe pois qualquer elogio dele a um banco já sabe no que vai dar, em resolução. É pouco provável que a sua gestão incompetente do BdP sobreviva a 2016, a dúvida está em saber como é que vai ser corrido.
  
Rosário Teixeira
  
Começa a ser óbvio que o procurador tem a certeza de que Sócrates é culpado de alguma coisa, o problema é que passado um ano ainda não faz a mais pequena ideia do quê, tendo-se ficado por um processo difamatório com recurso óbvio à utilização manhosa de peças processais para queimar o político que mais incomodou algum corporativismo nas magistraturas. 
Maria de Belém
  
Sem estar à altura do cargo de PR Maria de Belém lançou a sua candidatura na pior altura, da pior forma e pelos piores motivos. Afinal, saiu tudo ao contrário, Costa sobreviveu e é primeiro-ministro, Francisco Assis ficou-se por umas sandes de leitão assado e a tralha do guterrismo arrasta-se numa campanha em que a candidata não consegue ir além de banalidades.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Fogo de artifício, 2008, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Leal da Costa

Os médicos passaram a ganhar pouco mais de empregadas domésticas, perderam férias, tiveram aumentos de horas de trabalho e este senhor acha que ainda deviam estar disponíveis à borla durante os fins-de-semana.

«O ex-secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, Leal da Costa, admite que houve atrasos no processo legislativo que permitiria corrigir a falha de assistência a doentes com aneurismas, aos fins de semana, mas lembra que já tinham sido tentadas soluções, que os profissionais de saúde recusaram. Reagindo à morte ocorrida no passado dia 14, Leal da Costa põe em causa a atitude dos profissionais.

“Do ponto de vista ético e deontológico houve algo que correu muito mal”, acusa Leal da Costa, falando ainda no “problema de comunicação entre os profissionais e a família”, numa entrevista, esta quinta-feira, ao Diário de Notícias, a primeira desde que a morte de David Duarte, no São José, foi conhecida.

E será que a culpa, neste caso, morre solteira? “Por um lado, houve falta de flexibilidade dos profissionais de saúde, por outro houve demora no processo legislativo. Há uma série de atos interventores que passam por mais do que um ministério”, esclareceu o ex-governante, garantindo porém que, “no essencial, estava tudo resolvido”. Para tal bastaria que “os profissionais tivessem aceitado desde logo [a solução]. Podiam ter tido mais paciência e confiado que se estava à procura de uma solução, mesmo que tivesse demorado”.» [Observador]

 O que é feito de Paulo Macedo?

 Mais dado a manipular a sua imagem na comunicação social o ex-ministro da Saúde não costuma frequentar a praia da coragem, aliá,s ele dá-se mal com praias e quando era director do fisco foi dar um mergulho no cachão da Praia da Altura e partiu um braço. Não admira, portanto, que mal saiu do governo tenha desaparecido, recusando-se a dar a cara pelas consequências do que fez enquanto ministro.

Até o seu secretário de Estado e sucessor por breves semanas no ministério já veio dar a cara, mas quanto a Macedo não há sinal desse cobardolas.

 O que é feito do brutamontes de Guimarães?

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Parece que está a ser difícil concluir o processo disciplinar ao brutamontes de Guimarães, ou será que a PSP está a tentar abafar o assunto? Cheira-me que se em f«vez de um graduado fosse um praça há muito que tudo tinha chegado ao fim.

      
 Guterres vai deixar de andar por aí
   
«O ex-primeiro-ministro português António Guterres deixa hoje o cargo de Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), substituído pelo diplomata italiano Filippo Grandi.» [DN]
   
Parecer:

Não vale a pena insistirem para que aceite cargos públicos, este este brilhante gestor da sua carreira e calendário pessoais já sabe qual o tacho que pretende em Portugal, é uma questão de tempo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Cristas pouco corajosa
   
«Ou Cristas, ou Melo. Depois do anúncio de Paulo Portas, que deu caminho à sua sucessão na liderança do CDS-PP depois de ter garantido que não seria candidato em 2016, a especulação em torno de quem será o homem (ou a mulher) que se segue é um assunto dominante. E, como tem sido escrito desde a comunicação de Portas, a ex-ministra Assunção Cristas e o eurodeputado Nuno Melo são os nomes em melhor posição.

Porém, segundo a edição desta semana do Expresso (link para assinantes), Assunção Cristas só deverá avançar se Nuno Melo não o fizer. O que representa um nó difícil de desatar para a ex-ministra — de acordo com o semanário, o eurodeputado é quem tem mais apoio dentro da estrutura do partido, onde alguns verão a falta de experiência “na máquina partidária” como uma desvantagem. Ainda assim, Cristas já tem dado sinais claros de que está disponível para avançar.

Em maio, numa entrevista ao Observador, Assunção Cristas já tinha assumido a sua disponibilidade para liderar o CDS-PP: “Para mim foi claro que [depois de ter feito o relatório sobre a natalidade em 2007] estaria ao serviço do partido para aquilo que fosse necessário. Se for necessária para isso [para a liderança], também estarei”.» [Observador]
   
Parecer:

A senhora só avança para a liderança do CDS se for candidata única já que assim não corre quaisquer riscos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ponha-se uma vela na capela do Caldas para que Deus inspire a candidatura da rapariga.»

 Este Assis ainda não digeriu o leitão assado
   
«Francisco Assis termina 2015 de acordo com a mesma postura que lhe foi conhecida durante a maior parte do ano. Num artigo de opinião no jornal Público, intitulado “Um ano, seis personagens”, o eurodeputado socialista deixa algumas críticas a António Costa, adivinhando um fim próximo para o governo socialista; e elogios à direita, com destaque para Pedro Passos Coelho.

Sobre o líder socialista, refere que se formou em torno deste uma “exagerada expectativa de caráter sebastiânico-populista projetada”, o que acabou por ser um “problema” para António Costa, a par da “aparente melhoria das condições económico-financeiras do país” e da “inesperada prisão do antigo primeiro-ministro José Sócrates”.

Assis diz ainda que Costa foi “errático” na oposição, “senão mesmo contraditório”, apontando-lhe “sinais de esquerdização” no congresso do partido; mais tarde, aquando da apresentação do programa económico para as eleições, fez uma “inflexão para o centro abrindo as portas a propostas inovadoras em áreas tão sensíveis como a regulação do mercado laboral, o financiamento do Estado Providência”. Tudo isto na campanha eleitoral, onde Assis diz que “as coisas (…) não correram muito bem” a Costa. “E o resultado obtido a 4 de outubro não constituiu surpresa para ninguém”, escreve.» [Observador]
   
Parecer:

O mal de Assis está em não perceber que um partido de esquerda não deve ser de direita sob pena de deixar de fazer sentido e elogiar Passos é ignorar as sacanices feitas pelo líder da extrema-direita chique que governou o país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Assis que funde um novo partido de direita só para ele e para ele.»
  

   
   
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quinta-feira, dezembro 31, 2015

Coitados dos contribuintes

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Os contribuintes têm servido para tudo, são os protegidos eleitos por todos os governos, já tiveram um partido dos contribuintes, já pagaram bancos, já foram dispensados de pagar outros bancos, foram os primeiros a merecer a atenção do actual governo, enfim, os nossos contribuintes são uns sortudos.
  
Os políticos portugueses apropriam-se de uma forma original de uma expressão muito usada nos países anglo-saxónicos e que significa que as decisões generosas dos governos não são uma benesse dada pelos políticos ao povo , mas que essas decisões são pagas pelos impostos cobrados aos cidadãos. Mas nos países onde os políticos se preocupam com as facturas suportadas pelos contribuintes também se preocupam com a justiça e equidade fiscais, com o combate à evasão fiscal, isto é, nesses países ser cidadão equivale a ser contribuinte.
  
Acontece que em Portugal uma coisa é ser cidadão e outra é ser contribuintes, isto é, tal como na outra tribo em que haviam mais chefes do que índios, também por cá são mais os cidadãos do que os contribuintes. Uns são ricos e declaram como se fossem indigentes, outros só pagam quando são apanhados, uma boa parte beneficia da caridade dos políticos, por fim, ficam os que na verdade suportam a maior parte da carga fiscal, mas como não decidem eleições são desprezados por todos os partidos. 
  
São esses que pagaram o BPN, que vão pagar o BANIF e a que também serão chamados a pagar. Mas o mais grave é que pagaram e não ficaram com nada, os amigos do PSD ficaram com as empresas da SLN e o BPN foi vendido a preço de saldo ao BIC de Mira Amaral, o BANIF foi oferecido ao Santander e o Novo Banco será vendido a custo zero, ficando o lixo para ser suportado pelos tais contribuintes. A dúvida é óbvia, se são os contribuintes que roem os ossos porque é que os bifes são oferecidos aos amigos de Angola, da China ou de Espanha? Se o custo da nacionalização de três bancos foi suportado pelo erário público porque motivo a parte boa e rentável dos bancos é depois oferecida ao sector privado.
  
O mais curioso deste processo é vermos todos os nossos políticos a defenderem que não devem ser os contribuintes a pagar mas a fazerem tudo para que isso aconteça sem que ninguém se aperceba. Um dos campeões destas manobras é essa personagem que já era obscura nos tempos em que o BCP implodiu e que tem conduzido todo este processo de forma manhosa.
  
Depois de Carlos Costa ter contratado um chico esperto a peso de outro para vender o Novo Banco, isto depois das vendas duvidosas da TAP e dos transportes públicos, veio agora com um novo truque para tornar o Novo Banco apetitoso para potenciais compradores à custa dos contribuintes. Carlos Costa já tinha lixado os emigrantes que ajudou a enganar, já tinha tramado a Goldman Sachs mandando os empréstimos para o lixo, há dias tramou os obrigacionistas, mas parece que mesmo assim o Novo Banco ainda não presta. Qual foi a solução encontrada por Carlos Costas: fazer com que sejam os contribuintes a pagar o banco a prestações.
  
Para vender esta solução escolheu um dia em que as pessoas andam distraídas e propôs que o comprador seja dispensado de pagar impostos durante uns quantos anos. Isto significa que os contribuintes do costume terão de suportar um adicional de impostos para compensar os impostos que o banco deixará de pagar. Isto é, o banco ficará mais barato à custa de impostos que outros terão de pagar. Enfim, ainda vamos ver o Costa e outros a explicarem-nos que com esta solução manhosa não serão os contribuintes a pagar.
  
Este trafulha é o mesmo que em 28 de Junho de 2013 declarava que:

"Todos os processos de recapitalização que foram feitos, foram feitos mediante a apresentação de planos de negócio, de estudos de viabilidade, e têm por base um princípio que é o reembolso dos dinheiros públicos e o pagamento de uma taxa de juro que não é uma taxa de juro de favor, porque é uma taxa que se situa acima do mercado"
  
Como é possível que um bandalho destes seja mantido à frente do BdP, isso até devia envergonhar os seus pares do BCE!
    

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Melro do Jardim Gulbenkian, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Leitão Amaro

Se o deputado Leitão Amaro tivesse um pingo de vergonha na cara ficava caladinho como um rato num assunto como o BANIF ou o BES. Mas o rapazola julga-se esperto e está fazendo com o Banif o que o PSD fez no passado com o BPN, iludir as culpas sobre quem provocou o buraco. O que o senhor deputado parece querer esconder é que o verdadeiro dono do banco era o Estado pois o governo da direita tinha-o nacionalizado, apesar de ter mantido uma administração em representação do capital privado minoritário com o objectivo de disfarçar a situação e não assumir responsabilidades.

«O PSD sublinha que a decisão tomada terça-feira sobre a recapitalização do Novo Banco – não obstante ser “uma decisão do Banco de Portugal” – surge como a conclusão de um “processo onde houve sempre uma preocupação de proteger os contribuintes”. Uma preocupação, diz o deputado António Leitão Amaro, que “contrasta bem com uma decisão recente do governo atual, noutro caso [o Banif], em que os contribuintes foram chamados a fazer um esforço importante”.

Numa curta conferência de imprensa do PSD para comentar a decisão conhecida para o Novo Banco, Leitão Amaro começou nesta quarta-feira por dizer que “a decisão de ontem é uma decisão do Banco de Portugal. Tal como o foi em 2014, na resolução do BES”.

Por outro lado, “pelo que nos é dado saber, estas decisões só podiam ser tomadas agora e não antes. Porque estas decisões, na prática para permitir que o Novo Banco cumpra os rácios de capital exigido pelo BCE, são tomadas na sequência dos resultados dos testes de stresse cujos resultados foram conhecidos em novembro de 2015. Só depois dessa data era possível haver medidas tomadas”, salienta o deputado do PSD.» [Observador]
  
 CDS
  
Quase três meses depois das eleições que dizia ter ganho Paulo Portas, como bom cristão e inspirando-se em Jesus tal como o faz a sua Cristas, percebeu que o melhor seria entregar a sua carreira política ao cuidado de Deus.

 A saída suja de Paulo Portas

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Paulo Portas borrou-se com a ideia de ter de ficar muito tempo nas eleições e receando que numas próximas legislativas o CDS seja metido no porta-bagagens de um táxi decidiu fugir. Agora resta saber do que ou de quem vai viver, esperemos que não se converta em comentador televisivo pois um dia destes só nos resta ver o Canal História.

      
 Portas já tem quem lhe pague o Jaguar?
   
«Desde que Paulo Portas anunciou que não se vai recandidatar à liderança do CDS, nesta segunda-feira, as teorias sobre o caminho que o centrista deverá seguir têm-se multiplicado. No entanto, a edição desta quarta-feira do “Diário de Notícias” garante que Portas vai agora dedicar-se à gestão de projetos empresariais.

De acordo com o matutino, Paulo Portas deixa de ser a figura principal do partido que liderou durante dezasseis anos para se dedicar a projetos empresariais, nomeadamente da área editorial. O mesmo jornal adianta que o centrista deverá também dedicar os próximos tempos à gestão dos bens da família.» [Expresso]
   
Parecer:

A última vez que trabalhou foi na famosa Moderna.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 STE critica governo
   
«O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) anunciou esta quarta-feira que suscitou ao Presidente da República a fiscalização preventiva do diploma do Governo que prevê a reposição faseada dos salários dos funcionários públicos até outubro de 2016.

Em comunicado, o STE lamenta que apesar de os cortes salariais na função pública terem sido justificados como uma medida excecional durante a vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), e de o Tribunal Constitucional ter considerado inconstitucional a manutenção da medida para além de 2015 (Acórdão 574/2014), o novo Governo tenha decidido mantê-los.

O sindicato, afeto à UGT, considera que o projeto-lei apresentado no parlamento pelo grupo parlamentar do PS, que contou com os votos favoráveis do BE e do PCP, “mantém os cortes salariais em 2016, prometendo, porém, a sua redução em 25% por trimestre até ao final do ano”.

“Só por essa altura, os trabalhadores que foram chamados a pagar a crise com ‘dose de leão’, poderão vir a receber salários iguais aos que auferiam em janeiro de 2009”, avisa o STE, lamentando que a proposta do PCP, que exigia a reposição integral dos salários assim que o Orçamento do Estado para 2016 (OE2016) entrasse em vigor, tenha sido chumbada.» [Observador]
   
Parecer:

Tem razão, entre uma sobretaxa que não era inconstitucional e um corte de salarias inconstitucional a coligação da esquerda preferiu transformar a sobretaxa num impostos constitucional sobre os menos pobres e manter os cortes salariais. Isto é, há quem tenha cortes salariais e ainda leve com a sobretaxa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se a crítica, lembrando-se ao STE que os abusos são antigos pelo que se lamenta a sua coragem repentina, isto é, depois de o PSD sair do poder..»

 Investigadores criativos
   
«Desde a detenção do antigo primeiro-ministro José Sócrates que o nome do grupo Lena não mais saiu das primeiras páginas e dos noticiários em Portugal. No meio desta teia de suspeitas apareceu também o nome de Joaquim Barroca, administrador da empresa de Leiria e que agora surge ligado a um esconderijo no mínimo peculiar.

A revista Visão conta que em abril os investigadores começaram a apontar baterias para a empresa que começava a ser suspeita de ser um dos corruptores de Sócrates. O problema é que os administradores tomaram conhecimento das suspeitas conseguindo mesmo saber o dia e a hora em que as autoridades chegariam à sede do grupo. Segundo a mesma revista, Francisco Santos, da área dos media do grupo Lena, ligou a avisar que o procurador Rosário Teixeira e o juiz Carlos Alexandre estavam em Fátima. Ali ao lado de Leiria. Ora, não foi preciso puxar muito pela cabeça para perceber para onde iriam a seguir. Assim, quando os investigadores chegaram para revistar os escritórios, já não havia sinal de Joaquim Barroca que é atualmente um dos 12 arguidos da Operação Marquês.

Mas se os responsáveis pela investigação já esperavam isto, o que encontraram a seguir surpreenderam-nos seguramente. Antes do local das buscas ter mudado para a casa de Barroca, o responsável pelas suas viaturas, Geraldo Rodrigues, enviou uma mensagem de texto: “Tudo entregue”. Pouco tempo depois o homem forte do grupo Lena respondeu com o seguinte texto, segundo escreve a Visão:

Está no frigorífico na arca congeladora do reboque da Harley que levei a ltália; a Dra. Ana do céu vai pedir-te que me lá vás buscar isso. E depois dás-lhe ainda hoje, ok?”

Foi preciso analisar todas as comunicações intercetadas para encontrar esta mensagem. Conta a Visão que foi o próprio juiz Carlos Alexandre que as analisou e, os investigadores questionaram: “Quem é que guarda o que quer que seja dentro de uma arca congeladora de um frigorífico guardado num reboque de uma motorizada?”» [Observador]
   
Parecer:

É uma pena que estes investigadores em vez de serem polícias não se terem dedicado á literatura, a verdade é neste caso já temos muito romance e poucas provas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 CML acode a Bruno de Carvalho
   
«A Câmara de Lisboa ordenou a retirada de telas com mensagens de contestação ao presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, que haviam sido colocadas em placards de publicidade já instaladas na Segunda Circular, indicou hoje o município.

Numa resposta escrita enviada à agência Lusa, a autarquia refere que "retirou quatro telas com mensagens referentes ao Sporting Clube de Portugal e ao seu presidente, colocadas sobre estruturas 'outdoor' já existentes na Segunda Circular", presumivelmente durante a noite de segunda-feira ou na madrugada de terça-feira, de forma anónima.

"Nem Champions, nem Taça, nem cérebro, nem liderança, nem poupança. As mentiras já doyen", podia ler-se nos cartazes que, acompanhados de uma foto de Bruno de Carvalho e do símbolo do clube, terminavam com a mensagem: "O Sporting está em risco. Acordem".» [DN]
   
Parecer:

Está cheio de sorte, eu espero há mais de um ano por uma resposta a uma solicitação feita por email.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

   
   
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quarta-feira, dezembro 30, 2015

2015

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2015 foi o ano da saída limpa em que os portugueses ficaram a saber que depois de quatro anos de sacrifício estavam na merda, o famoso ajustamento falhou, a experiência desastrosa da desvalorização fiscal apenas promoveu o empobrecimento de uns e a emigração de outros, a banca regressou ao crédito ao consumo, o país só não está na bancarrota porque o BCE passou a fazer oque Passos e Gaspar sempre recusaram.
  
2015 foi o ano em que os portugueses ficaram a saber que ao contrário do que andaram a dizer personagens como o Vítor Bento os sacrifícios que foram forçados a fazer não resultaram de qualquer pecado da gula cometido em tempos de suposta fartura mas sim da necessidade de salvar banqueiros irresponsáveis que depois de parasitarem o país deixaram os bancos falidos ou à beira da falência.
  
2015 foi o ano em que os portugueses ficaram a saber que essa personagem conhecida por Cherne não só não fez qualquer favor ao país, como sugerem os seus amigos da direita, como ainda ajudou Passos Coelho a implementar a sua experiência económica digna de um Mengele da Economia. Pior ainda, ajudou Passos e Portas a encobrirem a real dimensão do desastre dos bancos portugueses,  incluindo aquele que em tempos lhe deu de comer. 

2015 foi o ano em que os portugueses tiveram motivos para sentirem vergonha por terem um governo que desejava o desastre de um parceiro europeu ara o poder usar em campanha eleitoral, por terem um português à frente de uma Comissão Europeia que ajudou um governo a enganar um povo adiando o colapso de um banco que estava falido há mais de um ano e por ter um presidente que depois das falsas escutas a Belém e de ter ajudado a derrubar um governo ainda teve lata para ajudar o PàF a ludibriar os eleitores.
  
2015 também foi o ano em que a democracia parlamentar vingou contra uma tentativa de golpe por parte de um governo e de um presidente que queriam governar contra a maioria parlamentar, em que os portugueses aturaram Cavaco Silva pela última vez e ainda tiveram a sorte de ver Portas partir, ainda que a título temporário. 2015 vai terminar cheirando menos mal no país do que sucedia no seu início.