sábado, abril 02, 2016

E o cata-vento é o Marcelo?

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Começou por dizer que a intenção de cortar salários era uma falsa acusação da acusação, inventou um desvio colossal para o fazer dizendo que ra por um ano, depois disse que era para o período de ajustamento, em Bruxelas disse que era os cortes eram definitivos, na campanha eleitoral garantiu que eram para mais uma legislatura, quando tentou o apoio do PS propôs acelerar a reposição, para depois dizer que a reposição mais rápida era uma desgraça. E o Cata-vento é o Marcelo?

Cortou todas as pensões e Tribunal Constitucional declarou a medida como inconstitucional, esclarecendo que não se podia chamar reforma a um corte linear das pensões. Desde então deixou de falar em cortes para falar de reforma, ainda que tenha voltado a informar Bruxelas que o país se comprometia a cortar nas pensões. Agora diz que não quer cortes, que isso é o jargão da esquerda, o que ele quer é uma reforma. E o cata-vento é o Marcelo?

Liderou o governo mais à direita que Portugal teve em democracia, não escondia as suas leituras do salazarismo, chamou requalificação aos despedimentos, disse que o despedimentos era uma oportunidade para os trabalhadores, sugeriu aos portugueses que emigrassem, chamou democracia económica à venda de grandes empresas estratégicas nacionais ao partido Comunista da China. Agora, porque lhe ´+a jeito, afirma “social-democracia sempre!”. E o cata-vento é o Marcelo?

Adoptou o seu ar mais choros para pedir desculpa aos portugueses por ter aprovado uma meia dose de austeridade no tempo do governo de Sócrates. Mal se apanhou no governo adoptou o programa de austeridade mais brutal que a Europa conheceu, quase comparável ao que os Boys de Chicago aplicaram no Chile de Pinochet, e ainda chamou piegas ao povo português. E o cata-vento é Marcelo.

975 dos militantes do PSD escolheram Passos para continuar a liderar o seu partido, agora estão em Espinho para o aclamar, estão escolhendo um líder sem palavra, que hoje é uma coisa e amanhã é outra, em quem já ninguém acredita e que em tempos, num momento de falta de vergonha na cara, chamou cata-vento a um ex-presidente do seu próprio partido. O PSD deve estar doido ao fazer esta encenação espinhosa, pondo um cata-vento na sua liderança.

Enfim, há por ali muitos cata-ventos que ontem diziam cobras e lagartos de Passos, ainda que em privado, que em Espinho o  aclamam e que mal termine o congresso começam a pensar numa alternativa. E o cata-vento é o Marcelo?


Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Rui Rio

Rui Rio é o ausente do congresso do PSD, um ausente que prefere não ir a jogo e, tal como fez com as presidenciais, esperar pela ocasião mais indicada para ver se tem oportunidade de chegar a primeiro-ministro. Este comportamento revela um político mais preocupado com o seu umbigo do que com o seu partido ou com o seu país. Enfim, é um caso perdido.

 Cristas e Passos

Paulo portas teve a lucidez que Passos não tem, uma diferença que se compreende facilmente se considerarmos que o ex-líder do CDS tem a inteligência pessoal e política que escasseira nos recursos intelectuais do líder do PSD, por isso percebeu que ou saia ou teria de se arrastar na liderança do CDS. O CDS fez um congresso e mudou a agulha.

Passos preferiu representar a pantomina do primeiro-ministro no exílio, isolou-se, e parece falar como uma vítima, logo ele que adoptou políticas que fizeram centenas de m ilhares de vítimas. Agora não sobe como sair do beco, isola-se cada vez mais e arrasta o PSD para a sua estratégia suicida. O CDS de Cristas agradece, sem votar nada de forma favorável aparece aos olhos dos eleitores como a oposição construtiva. O mesmo Passos que usava o consenso como estratégia para condicionar o PS de Seguro está agora a beber o veneno que serviu à oposição e é Costa que todos os dias o desafia para um diálogo impossível.

Não era só Paulo portas que tinha mais dois palmos de inteligência do que Passos Coelho, Assunção Cristas tem a mesma vantagem em relação ao líder do PSD.

      
 Até sempre
   
«Este é um dia diferente. Pela primeira vez, neste lugar, escrevo na primeira pessoa. É o momento em que me despeço da direcção do Negócios, um jornal com a melhor equipa de jornalistas de economia do país que tive a honra de dirigir.

Hoje somos o jornal de economia de Portugal. Porque a equipa do Negócios está aqui para dar aos seus exigentes leitores informação rigorosa, livre e independente. 

Cheguei a esta redacção em 2008 a convite de Pedro Santos Guerreiro numa equipa com Luísa Bessa e João Cândido da Silva. Estávamos a começar a perceber que iríamos viver uma crise histórica. No dia 25 de Novembro de 2013, assumi a direcção, com André Veríssimo, Nuno Carregueiro e Celso Filipe. Fomos a direcção de uma equipa fantástica, dedicada, a pensar apenas nos leitores – nunca é demais dizê-lo. Nos tempos da troika como na actual conjuntura, de incerteza constante, de instabilidade, a nossa concentração está sempre no leitor, no serviço público que prestamos através da informação. É nos momentos conturbados que a informação é um bem ainda mais precioso, para dar a certeza possível negada pela incerteza dos tempos.

Não é segredo para ninguém. Os media enfrentam desafios que exigem uma dedicação enorme dos jornalistas. Em Portugal, esses desafios são aumentados pela falta de regulação e por um Estado que está em todo o lado. São todos estes obstáculos que a equipa do Negócios vence, todos os dias, num espírito de serviço público, mostrando aos leitores que a informação tem valor porque é feita por jornalistas, que não escrevem a primeira coisa que lhes contam, que validam a informação. Na era das redes sociais em que todos podem escrever tudo, é a nós jornalistas que cabe o papel de separar o trigo do joio. Nunca como hoje a informação rigorosa, independente e livre foi tão importante. Mas também nunca como hoje foi tão difícil de fazer. Nunca como hoje a informação que importa, livre e independente, exigiu tanta dedicação, tanto espírito de serviço público. Mas é assim que é a equipa Negócios, aquela que faz o jornal de economia de Portugal. 

É aos nossos leitores, que sabem o valor da informação, que deixo o meu obrigada por terem feito de nós o jornal de economia. É à equipa Negócios que faço a minha vénia pela informação que fazem. Eu vou continuar a ler o Negócios, ao minuto no digital, nos cinco dias da semana no papel.» [Jornal de Negócios]
   
Autor:

Helena Garrido.

      
 Gostamos muito do papa
   
«Um estudo feito a nível global pela WIN/Gallup International mostra que Portugal é o país onde o Papa Francisco é mais apreciado. Mais de 63 mil pessoas fizeram parte deste estudo, que abrangeu 64 países, e visou perceber qual a personalidade mais apreciada no mundo inteiro.

Além de Portugal, que teve 94% de opinião favorável sobre o Papa Francisco, aparecem em segundo lugar as Filipinas com 93% e a Argentina com 89%. O trabalho estima que cerca de 54% da população mundial tem uma opinião positiva do Papa. Contudo, 12% tem uma opinião desfavorável e 34% não tem opinião.» [Observador]
   
Parecer:

É do papa e do Marcelo...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 O PSD e o CDS andam muito mudados
   
«O texto de condenação votado pelo PSD e pelo CDS em 2003 denunciava uma pena “escandalosamente pesada” de 12 ativistas políticos, a 20 anos de prisão. Dessa vez não era em Angola. Era em Cuba. Nesse ano, quando os dois partidos estavam coligados no Governo chefiado por Durão Barroso, o líder parlamentar do PSD era Guilherme Silva. Este antigo dirigente social-democrata diz ao Observador que não compreende o voto do seu partido esta quinta-feira, no Parlamento, contra a condenação dos presos políticos em Angola. “Tenho alguma dificuldade em perceber, nesta altura da nossa vida coletiva, que abdiquemos dos nossos princípios. Em matéria de princípios, o voto do PSD devia ter sido de condenação. Eu teria votado a favor. É a minha posição pessoal”, afirma o antigo deputado madeirense.

À semelhança dos votos apresentados pelo PS e pelo Bloco de Esquerda em relação à condenação do grupo dos 15+2 em Angola, o voto de condenação de 2003, apresentado pelo próprio CDS, mostrava-se contra as sentenças por delito de opinião. Estas condenações, ainda do tempo de Fidel Castro, ocorreram ao abrigo da apelidada “Lei da Mordaça”, que previa sentenças até 20 anos para quem tentasse lesar a soberania e identidade de Cuba, sendo usada para travar ativistas políticos e dos direitos humanos. Apesar de uma iniciativa do Bloco de Esquerda no mesmo sentido ter sido rejeitada no Parlamento, o texto de condenação do CDS foi aprovado pelos centristas, pelo PSD e pelo PS.» [Observador]
   
Parecer:

Não convém estragar os negócios de amigos como o Miguel Relvas.

Por cá dizem cobras e lagartos do perigo comunista e do extremismo do PCP e do BE, mas quando está em causa dinheiro que unta os votos foi o espectáculo triste que se viu.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 França investiga aquilo que Portugal faz de conta que não vê
   
«O condutor e o proprietário da carrinha envolvida no acidente que causou a morte a 12 emigrantes portugueses em França, no passado fim-de-semana, foram acusados de homicídio involuntário agravado, avançou esta segunda-feira a AFP.

O condutor é um português de 19 anos, o único sobrevivente do acidente, que apenas partiu o pulso, e o proprietário do veículo é o seu tio, que acorreu ao local do acidente e não seguia no mesmo veículo.

Os dois homens foram detidos provisoriamente até segunda-feira e os seus advogados estão a preparar a defesa. "Esta detenção nada tem a ver com uma decisão, que será posterior, sobre se os dois se vão manter presos", disse à AFP o procurador de Moulins, Pierre Gagnoud. “Este é um inquérito que vai ser de longa duração e vai necessitar de investigações no estrangeiro”.» [Público]
   
Parecer:

É óbvio que há aqui muito para investigar neste negócio oportunista de transporte de emigrantes e só se lamenta que em Portugal nada tenha sido feito.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à ministra da Justiça se ouviu falar do assunto e ao ministro das Finanças se o transportador é um contribuinte exemplar.»

 O incompetente Subir Lall voltou
   
«O Fundo volta a defender que, para cumprir as metas orçamentais, o Governo tem de adoptar mais medidas e que estas terão de incidir nos salários e nas pensões. “Reformas na despesa são necessárias para conter as pressões dos salários da função pública e das pensões, que representam 25% do PIB”, diz o Fundo que vê as medidas adoptadas no OE para estas áreas como um recuo no caminho desejado. As mudanças orçamentais recentemente adoptadas vão prejudicar o equilíbrio da economia, com o foco a transferir-se da melhoria da competitividade para o apoio a sectores não exportadores”.

Perante este cenário, ao avaliar a capacidade de Portugal para cumprir com o pagamento da dívida que tem face ao FMI, os técnicos desta instituição apresentam um discurso muito prudente. Avisam que nos mercados “novas reversões de política ameaçariam a confiança dos investidores” e dizem que embora “se espere que os riscos para a capacidade de Portugal pagar ao Fundo seja gerível no cenário base”, estes “estão a subir”.

Com base na opinião dos técnicos que estiveram na missão a Portugal no início do ano (liderados por Subir Lall), o conselho executivo do FMI (liderado por Christine Lagarde) fez a sua avaliação da situação portuguesa. Elogia “o compromisso das autoridades portuguesas em relação à sustentabilidade orçamental e da dívida”, mas destaca “a importância de desenvolver planos de contingência para garantir que os objectivos do orçamento de 2016 são cumpridos, racionalizando a despesa pública para conter as pressões provenientes dos salários da função pública e das pensões e manter as almofadas orçamentais”.» [Público]
   
Parecer:

É uma pena que este senhor insista em políticas que não fundamenta e se recuse a admitir o falhanço da sua intervenção em Portugal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se à senhora Lagarde que mande alguém mais competente do que o Subir.»

 Carlos Costa assegurava que o BANIF era viável
   
«No dia 15 de Novembro de 2012, o governador do Banco de Portugal (BdP) submeteu ao ex-ministro das Finanças, Vítor Gaspar, “uma proposta de decisão” sobre o Banif. Esse era, segundo Carlos Costa, “um dos temas críticos das negociações” para a conclusão da sexta avaliação da troika. Resolver a situação do Banif, e com urgência, explicava o governador na carta, “é necessário para que se conclua positivamente a referida avaliação”.

Nessa carta, Costa defende uma injecção de 1,4 mil milhões de euros de dinheiro público no banco. E considera que esta é a melhor solução – afastadas que estavam, por Gaspar, as hipóteses de liquidação ou nacionalização. Sobrava outra: a resolução. Mas, na longa exposição do governador, essa é considerada uma opção desvantajosa, não só por nunca ter sido testada, como por causar mais riscos para o sistema financeiro. Curiosamente, essa seria a opção defendida pelo mesmo responsável para um banco muito maior, o BES, um ano e meio depois. E agora, em Dezembro de 2015, para o mesmo Banif...

Vítor Gaspar reagiu “com surpresa”. Não só pelos valores em causa, mas também pelos “riscos” que o governador apontava à hipótese de resolução. O ex-ministro das Finanças do anterior Governo PSD/CDS reagia negativamente à posição do BdP por estar “limitando consideravelmente as opções ao dispor do Estado”. Gaspar contestava, com uma fina ironia nas entrelinhas, até a interpretação que o governador apresentava das competências constitucionais do Governo e do supervisor. E lançava uma frase acutilante: “O recurso ao financiamento público (…) faz supor um funcionamento do sistema de prevenção”. Ou seja, o BdP falhou no Banif, se é preciso recapitalizar o banco.

Mas o ponto que se torna hoje ainda mais actual é o que Gaspar faz questão de sublinhar: o Banif era, segundo a apreciação do BdP na altura, “uma instituição de crédito viável.” Gaspar duvidou e enviou 21 perguntas para o governador. Mas terá sido Carlos Costa a atestar essa viabilidade. Sem isso, a capitalização pública teria sido impossível.» [Público]
   
Parecer:

O papel deste senhor parece ter sido muito duvidoso, enterrou o Estado no BANIF para proteger os amigos da banca privada e montar a farsa da saída limpa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»

 Isto começa a parecer a Síria
   
«Uma explosão numa caixa multibanco na Amora, concelho do Seixal, na madrugada desta sexta-feira causou elevados danos no edifício e na zona envolvente, com os moradores a serem retirados do prédio, informou fonte policial.

"O caso ocorreu cerca das 3h50, com uma explosão numa caixa multibanco. Não há feridos a registar, mas o prédio onde a caixa se localizava ficou em muito mau estado e a loja [onde estava instalada] ficou destruída. Foram também afectadas sete viaturas que estavam estacionadas e também outros prédios, devido aos estilhaços", disse à Lusa fonte da PSP.

Segundo a mesma fonte, os suspeitos colocaram-se em fuga depois da explosão.

"Os moradores do prédio onde se localizava a caixa multibanco foram retirados por haver perigo iminente de derrocado do imóvel. A protecção civil e os bombeiros estão no local a avaliar a situação. Está a ser investigado se foi utilizado gás ou outro tipo de explosivo, mas foi uma situação fora do normal neste tipo de ocorrências", explicou.» [Público]
   
Parecer:

Se um grupo de marginais consegue fazer explodir uma loja quando provocando a derrocada de um prédio é fácil de concluir que Portugal está em perigo pois só não provoca explosões quem não quer.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à PJ que investigações tem feito às sucessivas explosões das máquinas ATM.»
 O padrinho de Passos está descontente
   
«O histórico do PSD Ângelo Correia disse hoje ao DN que não espera "nada de especial"do XXXVI Congresso do PSD, que hoje se inicia em Espinho, considerando que a reunião magna do partido é "totalmente previsível". O antigo presidente da mesa do congresso tem "pena" que este seja um "congresso de quase unanimismo".


Ângelo Correia diz que a "unidade é importante", mas "mesmo dentro dessa unidade era bom que este fosse um congresso onde fossem discutidas diferenças". Como conselho ao partido, uma vez que não participará no congresso, o social-democrata atira: "Aproveitem para meditar. Meditem muito".» [DN]
   
Parecer:

Parece que Ângelo Correia não está apreciando a obra que ele próprio criou.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Corporativismo doentio
   
«O Governo retirou à Polícia Judiciária (PJ) os contactos e as trocas de informações com a Europol e a Interpol, passando estas autoridades internacionais a funcionarem sob a égide do secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, comandado pela procuradora-geral adjunta Helena Fazenda.

A decisão foi tomada na reunião da passada segunda-feira do Conselho Superior de Segurança Interna, presidido pelo primeiro-ministro, António Costa, que debateu a estratégia de combate ao terrorismo e abriu uma guerra dura entre os inspectores da PJ e o Governo.

Segundo o Governo, esta medida visa “incrementar a cooperação policial e contribuir para uma melhor coerência da troca e partilha de informações com os parceiros internacionais”.

Já a Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da PJ (ASFIC/PJ) vê nela “o culminar de uma guerra que nos últimos anos tem sido movida à PJ por um conjunto de interesses associados”. Fala mesmo numa “aversão à PJ” que “cresceu na proporção em que cresceram os processos por corrupção e criminalidade económica e financeira e outros bem conhecidos”. Acrescenta ainda tratar-se “de um miserável aproveitamento do medo” para “mais uma e decisiva investida do poder político na redução e no apoucamento do papel institucional da Polícia Judiciária”.» [Público]
   
Parecer:

Era o que faltava que a segurança do país estivesse entregue a um sindicato de meia dúzia de polícias.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  

sexta-feira, abril 01, 2016

O congresso absurdo

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O PSD está satisfeito com a liderança de Pedro passos Coelho, ninguém naquele partido discorda da estratégia que tem sido seguida e muito menos com as políticas adoptadas pelo anterior governo. Se não fossem as posições de Pacheco Pereira e de uma ou outra crítica inconsequente de Manuela Ferreira Leite dir-se-ia que Passos Coelho com um apoio unânime com que nem sequer Sá Carneiro imaginou.

Rui Rio foi um apoiante firme do actual líder e só não foi o seu candidato presidencial porque o eleitorado impôs a candidatura de Marcelo rebelo de Sousa. Pelas posições que tem assumido não parece ter grandes discordâncias em relação a Passos Coelho. O mesmo se pode dizer de outros antigos líderes como Durão Barroso ou Pinto Balsemão, ou mesmo Cavaco Silva, todos eles firmes apoiantes das políticas adoptadas pelo anterior governo.

No próximo domingo iremos ver um partido unido como nunca se viu, o congresso até vai ser um pouco entediante, com sucessivos oradores a prestar homenagem a Passos, a elogiar o seu desempenho governamental, a protestar contra a contra reforma seguida por António Costa. Veremos um partido unido em torno de Passos Coelho.

Em condições normais este deveria ser considerado um congresso de rotina, não há divergência, há um apoio unânime a Passos, o partido está unido em torno dos valores social-democratas de Passos, que, como é sabido, o são desde sempre. Se não fossem os estatutos do partido nem faria sentido realizar este congresso. O problema é que tudo isto é mentira.~
 Passos Coelho para a liderança do PSD sabem que na primeira oportunidade votaA maior parte dos que votaram em Passos Coelho votarão para o derrubar logo que haja oportunidade. Quase todos os que vão pedir a palavra no congresso para elogiar Passos, dizem cobras e lagartos dele em privado. Os que dizem não ir ao congresso para não o perturbar não hesitarão em meter o PSD de pernas para o ar na hora de derrubar Passos Coelho.
  
Num país que precisa de ideias e de superar uma crise o maior partido da oposição dá este espectáculo triste, uma farsa de cobardia, mentira e graxa que apenas serve para deixar Passos Coelho a marinar até que surja a oportunidade. É este o maior contributo do maior partido da oposição para enriquecer a democracia, uma palhaçada sem debate, sem ideias, sem propostas.
  
Este não é o partido de Sá Carneiro, é o partido da carneirada parida pelo cavaquismo.

Umas no cravo e outras na ferradura



  
 Jumento do dia
    
Paulo Rangel

Paulo Rangel, que desta vez preferiu o conforto de Estrasburgo a disputar a liderança do PSD com Passos Coelho, acaba de reconhecer num artigo que escreveu para o jornal Público que o problema do PSD foi mesmo de digestão. Isto é, Passos Coelho podia ter andado com melhor cara se tivesse tomado pastilhas Rennie.

«O congresso do PSD em Espinho, este fim de semana, é uma oportunidade para o partido iniciar um novo ciclo – marcado por uma “oposição mais agressiva” a António Costa – que já poderia ter começado após as Presidenciais. A opinião é de Paulo Rangel, que, em entrevista ao Público, diz que o partido tem necessidade de uma “agenda reformista” e de “aparecer com mais rostos” que “poupem o próprio líder a uma intervenção quase diária”.


“Depois do processo eleitoral, houve um período de adaptação a um novo ciclo político cujo processo foi bastante crispado e tenso. A partir do momento em que está tudo digerido — e penso que o ciclo final foi a eleição do Presidente da República —, o partido já teve tempo de se adaptar e devíamos já estar num postura mais interventiva e agressiva, uma oposição mais forte em vários domínios”, afirma Paulo Rangel.» [Observador]

 Pergunta desonesta

«Imaginemos que até hoje nada se sabia do processo envolvendo José Sócrates, para além dos crimes de que é suspeito: corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal. O segredo de justiça teria sido rigorosamente preservado; o Ministério Público, como é seu hábito, emitiria somente comunicados obscuros em português gongórico; e o ex-primeiro-ministro andaria entretido a fazer digressões pelas televisões e auditórios do país, queixando-se de perseguições, cabalas e urdiduras, e indignando-se perante a terrível infâmia a que estava a ser sujeito. Pergunta: enquanto participantes num espaço público, nós estaríamos mais mal ou mais bem servidos com tão cumpridora ignorância?

A resposta é óbvia. Embora haja um problema evidente com o segredo de justiça em Portugal, a ter de escolher entre um sistema com fugas e um sistema opaco, eu escolho o sistema com fugas. Quem defende o segredo de justiça de forma absoluta, como acontece com tantos ex-admiradores de José Sócrates, está a desvalorizar a importância de todos nós sermos agentes activos no debate democrático. Esta ideia de que divulgar as gravações dos inquéritos judiciais não é mais do que voyeurismo ou populismo denuncia uma visão profundamente passiva da cidadania, que apenas atribui a cada um de nós e à comunicação social o triste dever de aguardar pacientemente que o poder judicial faça o seu caminho, sem vigilância nem escrutínio. Ora, os vários poderes numa sociedade democrática não são apenas complementares – eles são conflituantes. E é por isso que em nome do interesse público é tantas vezes admitida à comunicação social a quebra do segredo de justiça.» [Público]

Para justificar o injustificável este defensor de julgamentos fora dos tribunais e de acordo com as regras decididas pelos polícias João Miguel Tavares faz uma pergunta desonesta, tentando justificar as violações do segredo de justiça como uma resposta legítima ao comportamento de Sócrates. O articulista do Público sabe que está a manipular, as violações do segredo de justiça começaram desde o início do processo, ainda Sócrates estava preso, aliás, já nessa altura o articulista tomava posições próprias de quem acha que em defesa das suas opiniões e ódios podem ser ignoradas as regras do estado de direito.

Não são as intervenções de Sócrates que deram lugar às intervenções de Sócrates, isso é uma mentira que serve de pressuposto ao raciocínio desonesto de João Miguel Tavares. O articulista tem todo o direito de pensar o que bem entender e de escrever o que lhe dá na gana, mas convinha que respeitasse a verdade e a inteligência dos seus leitores.

 Erdowie, Erdowo, Erdogan


  

quinta-feira, março 31, 2016

Reformas low cost

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A propósito de mais um mega plano de reformas que prevê gastar mais uns milhares de milhões, interrogo-me se estas serão as reformas mais necessárias para promover o desenvolvimento do país ou se serão suficientes. Tenho cada vez mais dúvidas sobre se será este o caminho, dúvidas que resultam de várias décadas a assistir ao mesmo modelo.

Construíram-se muitas auto-estradas mas não vi grande atracção de investimento e de novas empresas tendo por critério a proximidade em relação a essas vias de comunicação, nalguns casos, como sucedeu com Sines, ignoraram-se alguns polos de desenvolvimento com grande potencial para transportar gente de forma rápida e confortável para nenhures. Poderíamos dar muitos exemplos de investimentos que não se traduziram em criação de empresas, de emprego ou da realização de investimentos.

É um facto que com os muitos milhões, primeiro de ecus e depois de euros, o país evoluiu muito, assistiu a um grande desenvolvimento social e humano, mas taém é verdade que daí não resultou um grande desenvolvimento económico. Promoveram-se actividades de serviços, como é o caso da banca, que se especializaram em tirar partido dessa inundação de dinheiro e quando este faltou foi o que se viu.

Há reformas “baratas” que são essenciais, reformas que não passam pela reintrodução da escravatura como parece ser a solução de Passos Coelho, ou pela inundação do país com dinheiro como todos apoiam. São reformas que todos conhecem ser indispensáveis mas que ao longo de décadas se vai iludindo a realidade e tudo fica na mesma.

As causas do nosso desenvolvimento não se ficam por aquilo que é mensurável pelos indicadores económicos, sociais ou académicos. Há problemas profundos na sociedade portuguesa que têm de ser combatidos, problemas que se prendem com privilégios de grupos corporativos que dominam sectores fundamentais como a justiça, ou como questões de ordem cultural, como o compadrio, a corrupção e o tráfico de influências que condicionam muitos negócios, não só no plano das relações com o Estado, mas também as relações entre empresas.
  
De nada nos servem as auto-estradas, as universidades, os centros de formação ou os laboratórios de excelência, se o Estado sofre com a evasão fiscal, se os mais capazes são excluídos tanto no Estado como nas empresas privadas por uma cultura de compadrio, se os atrasos na justiça protegem os incumpridores ou ajudam os burocratas do Estado a tornar o Estado ainda pior, se os negócios dependem mais das comissões e das luvas do que dos preços ou se as decisões politicas estão condicionadas à criação de mercados para as empresas oportunistas de gente que domina as estruturas ocultas dos partidos.

Estas são as reformas mais baratas, mas parece serem as reformas mais difíceis de promover.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Assunção Cristas

Quando António Costa teceu críticas à actuação do governador do BdP a então candidata à liderança do CDS Assunção Cristas acusou o primeiro-ministro de ter cometido mais uma "imprudência" e acrescentou "Todos nós defendemos um supervisor mais proactivo, capaz de prever e de intervir, mas independente. O CDS sempre defendeu que [o governador do BdP] devesse ser nomeado pelo Presidente da República. Não pode servir de arma de arremesso político. Mais uma vez, um golpe na credibilidade nas instituições e no nosso país".[Jornal e Negócios]

Agora que é líder e Portas que ajudou a nomear Carlos Costa fez as mesmas críticas que António Costa tinha feito, a líder do CDS já não acha ser uma imprudência propor uma revisão constitucional só para demitir o governador com um golpe jurídico. Isto não é imprudência, é irresponsabilidade, incoerência e incompetência.

«No debate quinzenal, no parlamento, a líder do CDS-PP disse que irá propor "várias alterações" no que respeita à "supervisão bancária" e questionou se o PS está disponível para "uma revisão alargada da Constituição que inclua estes temas".» [Porto Canal]

      
 Como os EUA consomem petróleo do ISIS
   
«KIRKUK, Iraq — The recently refurbished tarmac at Maine’s busiest airport contains the usual mixture of gravel, water and chemical binder, but what gives this asphalt its jet-black color is crude oil supplied by the Islamic State group. The Portland International Jetport’s new pavement isn’t the only blacktop of its kind on American soil. Four hundred miles south, highways outside Philadelphia are lined with the same mixture, as are hundreds of potholes on the streets of New York City, a four-month-long International Business Times investigation found.

These are but a few of the many places where ISIS’ oil ends up as part of an illicit business that helps fund the group’s reign of terror, according to Kurdish officials and local police documents. Part of what makes the Islamic State group, known as ISIS, so difficult to defeat is its diverse revenue stream. The Sunni militant group draws income from taxes it levies on the people in conquered lands, kidnapping ransoms and other forms of extortion. But it also makes money to fuel attacks like the ones in Brussels last week by selling a steady stream of oil that flows from ISIS-controlled territories in Iraq to the U.S., parts of Europe and Israel. It’s a constant source of money — as much as $1 million per day at its height — that U.S. and Iraqi officials have failed to halt.

In the aftermath of the Belgium attacks, U.S. President Barack Obama said his priority is defeating ISIS. “There’s no more important item on my agenda than going after them and defeating them. The issue is, how do we do it in an intelligent way,” Obama said at a press conference following the attack last Wednesday. But the U.S. administration, though it has pursued a strategy of striking ISIS’ oil supply centers and mobile refineries, has not choked off the group’s oil reserves completely. It has not hit the pipeline that the terrorist group uses to export its oil or the major roads that serve as trading routes.» [IBT]
   
Parecer:

Se não fossem os russos o ISIS teria continuado a crescer e a vender crude através da Turquia de forma totalmente impune. Não admira que a Turquia tenha defendido uma fronteira aberta com o ISIS derrubando um caça russo, no que foi apoiado pela NATO.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 A investigação eterna
   
«Amadeu Guerra deu mais cinco meses e meio a Rosário Teixeira para concluir a investigação do processo que envolve José Sócrates e outros 12 arguidos. O diretor do DCIAP estabeleceu como prazo limite o dia 15 de setembro deste ano para o procurador que dirige as investigações decidir se tem ou não indícios suficientes para acusar o ex-primeiro-ministro. São 169 dias. A notícia foi avançada pelo "Diário de Notícias" e confirmada minutos depois num comunicado da Procuradoria-Geral da República.

"Parece-me ridículo", critica João Araújo, advogado de Sócrates. "É mais um prazo sobre um prazo e estamos a falar da vida de pessoas", acrescenta. Há três meses, Amadeu Guerra tinha dado um prazo de 90 dias a Rosário Teixeira para dizer de quanto tempo precisava mais para dar um despacho final ao caso.

Segundo o comunicado da PGR, estão ainda por cumprir três cartas rogatórias enviadas para o estrangeiro: uma para o Reino Unido, em que é pedida a análise de uma série de movimentações financeiras envolvendo uma empresa off-shore; outra para Angola, para interrogar e constituir arguido Helder Bataglia, administrador luso-angolano da Escom suspeito de transferir 12 milhões de euros que terão beneficiado Sócrates. A última carta foi enviada para a Suíça.» [Expresso]
   
Parecer:

É cada vez mais evidente que ou os Procuradores tem um grande caso ou, como se costuma dizer, estão à rasca. Enfim, como diria Mota Amaral 169 dias é um bonito número...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Ele anda aí
   
«Rui Rio diz que não quer perturbar a liderança de Pedro Passos Coelho no PSD. Em entrevista à TSF, o ex-autarca do Porto desvalorizou o congresso do partido, que decorre entre sexta e domingo, em Espinho, e disse que não vai participar.» [Expresso]
   
Parecer:

É pena que Rui Rio não tenha coragem para enfrentar Passos Coelho e prefere esperar que outros façam o trabalho por ele para depois se fazer elçeger por unanimidade e por acalamação, seguindo a moda norte-coreana que parece ter sido adoptada pelo PSD.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Rio que o países precisa de candidatos a primeiro-ministro com eles en su sitio e não de calculistas cobardolas.»

 Alergia
   
«Os atletas do Sporting estão proibidos de utilizar indumentária de cor vermelha. A ordem foi dada pelo presidente do clube e não se restringe apenas aos jogadores de futebol do clube. Segundo o Jornal de Notícias, nenhum jogador das modalidades oficiais pode envergar a cor associada ao rival da 2ª circular.

Esta medida foi aprovada pelo Conselho Diretivo presidido por Bruno de Carvalho e o impedimento diz respeito de toda a indumentária dos atletas, desde o equipamento ao calçado e acessórios. A medida diz respeito não apenas aos jogos oficiais, mas também aos treinos, estágios e deslocações do clube.» [Observador]
   
Parecer:

Enfim, a inteligência não abunda.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Bruno que proiba a utilização do vermelho em todas as cores, começando pela televisão e acabando no jornal do clube.»

 A Rússia tem um novo herói
   
«O militar das forças especiais russas andava há uma semana no terreno, a enviar coordenadas para a Força Aérea. Ao longo de vários dias, o especialista foi-se aproximando de Palmira, a cidade histórica que há mais de um ano estava sob o controlo do auto-proclamado Estado Islâmico. Cada conjunto de coordenadas que o militar enviava, pela sua precisão, era um dado precioso para a investida que o exército sírio e a Força Aérea russa estavam a preparar. Mas o militar aproximou-se demais e foi detetado pelas forças do Daesh. Vendo-se cercado, o militar decidiu chamar o fogo dos aviões russos para a sua localização. Com a sua morte começou a reconquista de Palmira.

O nome do militar russo, um especialista em reconhecimento de terreno que pertencia às forças especiais, não foi divulgado oficialmente. Mas nas últimas horas surgiu um nome em alguns fóruns militares. Um nome e um rosto: Aleksandr Prochorenko, de 25 anos.» [Observador]
   
Parecer:

Há gente com coragem.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Preste-se a merecida homenagem.»
  

quarta-feira, março 30, 2016

O Asa

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O Asa ainda com a trela de soldado raso

Num dos seus momentos de frenesim presidencial que têm sido estas primeiras semanas de Presidente da República, lembrando um pouco um  puto irrequieto que recebeu o brinquedo mais desejado, Marcelo disse que; à semelhança de Obama e dos seus antecessores gostaria de ter um cachorro presidencial. Em poucas ora o diligente secretário de Estado da Defesa encontrou uma cadela parideira na Força Aérea. A prenda foi entregue de forma tão célere que o mancebo da Força Aérea se apresentou ao Presidente em pelota, não houve tempo para a direcção do fardamento encontrar farda adequada a tão ilustre recruta.
  
Mas o Asinha não vai ser como o Bo ou o seu antecessor Barney, uma elite de cachorros presidenciais, com direito a pagina especial no site da Casa Branca. Seguindo as boas tradições lusas o Asinha vai ser educado como deve ser, num colégio interno e com professores militares. Na falta de uma instituição do tipo de Pupilos do Exército de quatro patas, o cachorro será educado por militares da GNR. É certo e sabido que vai saber comportar-se como deve ser, comer com faca e garfo, estar em sentido quando deve estar e, entretanto, cresce longe dos tapetes de Arraiolos de Belém, o que os poupará a muita mijadela.

O problema é que há por aí quem não compreenda que um cão presidência tuga não poderia ter ar de parvo como o Barney, ou parecer-se a um pirilampo mágico como o Bo. Os cães devem ser parecidos aos donos, neste caso o presidencial bicho deve ser de uma raça reconhecidamente inteligente, dedicado, disciplinado e saber morder com a mesma eficácia com que Marcelo o está fazendo ao traste de Massamá.

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Ternura pesidencial
  
Mas como em Portugal ninguém fica contente já há quem se indigne porque em vez de uma raça tuga Marcelo ficou com uma raça que faz lembrara o ministro das Finanças da senhora Merkel. Podia ter escolhido um Rafeiro do Alentejo, um Podengo português, ou, se preferisse um cão sem linhagem, até poderia ter adoptado um qualquer rafeiro de Massamá. Mas não, Marcelo decidiu desiludir, e escolheu um Pastor Alemão e já o estamos vendo a analisar as contas do Estado com o Asa a seu lado, rosnando como se estivesse armado em Wolfgang Schäuble.
  
Depois dos criadores de raças manifestarem a sua indignação não se admirem que a seguir sejam os pedagogos a questionar se nos dias de hoje a educação militarista ainda deve ser considerada um exemplo de virtudes. Não me admiraria nada que aparecesse alguma funcionária da Segurança Social e “apreendesse” o Asa, adoptar um cão num dia e mandá-lo para um internato no dia seguinte não é coisa que se faça. Ainda por cima, aquilo por Belém começa a ficar confuso, alguns dirão mesmo que é uma família disfuncional, Marcelo vive fora de casa, tem mulher mas não conta para a Presidência e agora tem um cão que vai para um internato e que nos dias da visita à família será levado a Belém por um soldado da GNR, para se poder socializar com o dono.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
José Matos Correia

É preciso ter uma imaginação muito fértil para ver a comunicação de Marcelo povoada de dúvidas e de recados ao governo e Marcelo parece ter essa qualidade. Deve ter sido muito difícil digerir a comunicação do Presidente da República ao ponto de terem de a elogiar. Até parece que ainda estamos no consulado cavaquistas, quando cada discurso obrigava a complexas interpretações.

Mas o mais curioso é o "vá lá, vá lá", sinal de que o pessoal de Passos Coelho está com muito medo de Marcelo, daquele que Passos designou de forma jocosa como cata-vento.

«Vá lá, vá lá!” Foi esta a expressão que correu nos bastidores da direção do PSD depois de terem ouvido Marcelo Rebelo de Sousa falar do Orçamento de Estado de António Costa. A comunicação do Presidente da República ao país não chegou onde o partido sonhava - Marcelo manteve o benefício da dúvida ao Executivo socialista - mas reconfortou os “laranjinhas” ao deixar uma série de dúvidas sobre os resultados do modelo socialista que o PR diz só ter a prova dos nove lá mais para 2017.

“Sem se comprometer, o Presidente defendeu-se. E ao defender-se reforçou a sua independência política face ao Governo”, ouviu o Expresso. A reação oficial do partido, pela voz de José Matos Correia, ainda que seca, traduziu isso mesmo. Considerando que a promulgação do OE era absolutamente “expectável”, o vice-presidente de Passos Coelho preferiu salientar os dois pontos da comunicação presidencial que mais colam com o discurso do PSD. A saber: a “exigência” de boa execução orçamental e de “rigor”; e a defesa da estabilidade política.» [Expresso]

 Ante-visão do binómio presidencial

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Esta imagem é uma ante-visão do binómio presidencial recebendo aulas no colégio interno, onde é educado quando não está de visita ao Palácio de Belém.

A presidência de Marcelo começa a ter alguma graça, já se sabia que é mais ou menos casado mas a mulher fica de fora da presidência, agora ofereceram-lhe um cão mas o bichano em vez de ir paa Belém parece que vai para uma espécie de colégio interno e o próprio Marcelo umas vezes parece ser um comentador armado em presidente e outras faz de presidente armado em comentador. E como se tudo isto não bastasse quando a direita esperava que ele fosse dessa direita fala como se tivesse virado à esquerda.

Enfim, a Presidência da República não vai ter um cão, vai ter um binómio educado num colégio interno que de vez em quando será levado a Belém para ver o dono. Por este andar a GNR ainda vai criar os Pupilos Caninos da GNR e um dia destes veremos Marcelo embevecido enquanto vê o seu binómio marchando numa parada militar.

 O 112

O sistema político português passou a ter um 112, um serviço a que recorremos em caso de calamidade nacional, é esse o papel assumido pelo traste de Massamá, Passos Coelho sabe que não regressará a não ser que ocorra algum desastre financeiro e no pressuposto de que Marcelo convoca eleições e que será a direita a ganhá-las com maioria absoluta. Isto é, Passos assume-se como líder do PSD para o caso de suceder alguma calamidade, o que não é nada bom pois se o líder do PSD deseja ser poder é porque deseja mal ao país.

     
 Tadinho
   
«Depois de ter elogiado os cães das equipas cinotécnicas da Força Aérea na parada militar de Mafra, na passada segunda-feira, dia 21 março, o Presidente foi presenteado com um cachorro, depois de, segundo a Renascença, já ter manifestado o desejo de ter um cão. Asa apenas fez uma breve visita ao Palácio de Belém, mas tal como Marcelo Rebelo de Sousa, não vai viver na residência oficial do Presidente da República a tempo inteiro, confirmou ao Observador fonte da presidência.

O presente foi apreciado e agradecido mas o Palácio não tem condições nem espaço adequado para receber o animal de estimação, da forma a ser tratado e educado de forma correta, disse a mesma fonte. O animal está agora ao cuidado da GNR, apesar de continuar a ser o “cão do Presidente”, que o visitará sempre que possível.

Com a oferta, Marcelo entrou para a lista dos vários presidentes têm cães como animais de estimação, sendo os cães de água de Barack Obama, presidente dos EUA, os mais conhecidos. Mas Vladimir Putin também é apreciador da companhia canina e deixa mesmo um dos seus cães, Koni, assistir a reuniões com outros chefes de estado. » [Observador]
   
Parecer:

Tadinho, foi a tristeza que se viu porque não tinha um programa de televisão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Vida de cão
   
«Antonio José Seguro considerou esta terça-feira que “os partidos já não são os espaços privilegiados da promoção de candidaturas eleitorais”, referindo-se concretamente às últimas eleições legislativas e presidenciais. Segundo o ex-secretário-geral do PS, este fenómeno "não é só fruto da sociedade de informação e das sociedades que são mais abertas", mas é "culpa também dos próprios partidos e de muitos políticos desses partidos”, nomeadamente do seu comportamento, devido “às promessas feitas e nao cumpridas, à corrupção” que levou a um afastamento dos eleitores em relação aos partidos.

Nesta conferência, intitulada “As dinâmicas eleitorais em Portugal”, inserida no segundo dia do II Encontro Nacional de Estudantes de Ciência Política, Antonio José Seguro não resistiu em atirar a farpa a António Costa, ao abordar as ultimas eleições primárias do PS, para dizer que liderou o partido durante três anos e que o atual primeiro-ministro "o que fez foi estar na Quadratura do Circulo, na SIC, onde foi projetando e formando a sua imagem”. » [Expresso]
   
Parecer:

Pobre bicho, vai ser educado numa espécie de pupilos para caninos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Vítor Gaspar goza com Portugal
   
«O antigo ministro das Finanças do executivo PSD/CDS-PP Vítor Gaspar não prevê vir a Portugal "nos próximos meses", reconheceu hoje o presidente da comissão de inquérito ao Banif, António Filipe.

Gaspar, a residir em Washington, nos Estados Unidos, entrou em contacto com a comissão de inquérito - onde deveria ser ouvido em abril - para "manifestar a sua disponibilidade" para colaborar com os trabalhos, mas lembrando a "limitação" de residir no estrangeiro e não prever vir a Portugal em breve.

"É uma situação que oportunamente consideraremos", vincou António Filipe no arranque dos trabalhos desta manhã, acrescentando o deputado comunista que o pedido de um depoimento por escrito é uma hipótese a considerar.» [DN]
   
Parecer:

É inaceitácel que um qualquer badameco do FMI goze com Portugal como o está fazendo Vítor Gaspar ao dizer que nos próximos meses não poderá vir a Portugal por estar em Nova Iorque. A isto chama-se cobardia pois num par de horas está em Lisboa e ninguém acredita que não disponha de dois ou três dias.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Gaspar que não seja cobarde e à directora do FMI que lhe um chuto no traseiro.»
  

terça-feira, março 29, 2016

A comunicação de Marcelo

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A promulgação dos Orçamentos de Estado só começou a ser notícia nos mandatos de Cavaco Silva e pelos piores motivos, o ex-presidente de má memória aproveitava-se destas ocasiões para fazer prova de vida e porque durante uma legislatura promulgou orçamentos com normas descaradamente inconstitucionais.

Não admira que um PSD habituado a comunicações militantes de Cavaco Silva a propósito dos OE, tenha pressionado Marcelo Rebelo de Sousa para usar a comunicação das razões de aprovação do OE para alimentar um partido que sem política alternativa, que não seja o empobrecimento forçado, não sabe como fazer oposição, ainda por cima com um líder que anda armado em primeiro-ministro exilado, chorando baba e ranho pela reversão da sua grandiosa política.

A comunicação de Marcelo foi uma rotura com o passado e uma clara desilusão para a direita. Marcelo deixou de ter aquele ar de Cavaco Silva, teso como se tivesse engolido um taco de bilhar, discursando em pé, tendo como elemento decorativo um cortinado. Marcelo falou olhos nos olhos, não olhou os portugueses de cima para baixo e para trás  das suas costas, explicou-lhes a sua posição sem estar preocupado em deixar um testemunho para memória futura e não hesitou em apoiar um OE com fortes preocupações sociais. Quanto ao rigor fez uma afirmação de princípio, porque, por definição, todos os OE são para serem aplicados com rigor, o rigor que faltou ao governo Passos Coelho que nunca controlou a despesa, compensando-as com receitas.

É isto que se espera de um presidente, que acredite no seu país e na democracia, que crie expectativas positivas para o país, que não se demita da sua obrigação de cumprir e fazer cumprir a Constituição. Apoiar um OE não significa que se partilhe das opiniões políticas ou dos valores ideológicos da maioria parlamentar que o aprovou, a democracia não é uma guerra civil onde um Presidente tem a obrigação de estar do lado dos seus.

Marcelo confirmou as piores expectativas da direita, não é o presidente militante e muito menos o pau mandado a que se habituou na anterior legislatura. Se Marcelo tivesse lançado a dúvida sobre o OE estaria a condená-lo, teria dito aos investidores que duvidassem do país, estaria a pedir aos eleitores que desconfiassem do governo. Foi isso que Montenegro pediu a Marcelo aos microfones da TSF. Aliás, foi mais longe, o líder parlamentar disse a Marcelo o que deveria dizer ao país.

Mas Marcelo foi ainda mais longe, não avaliou as virtudes do OE e disse o óbvio, que a avaliação de uma política económico tem o seu tempo próprio e foi claro, o efeito das medidas deste OE sentir-se-á lá para 2017, isto é, os efeitos de um OE não são avaliados em discursos partidários. Como se isto não bastasse Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de realçar que o OE não contemplava normas inconstitucionais e que tinha uma forte preocupação social. Marcelo não se assumiu como um militante da política económica seguida por este governo, mas afirmou claramente uma rotura com o seu antecessor e com a política económica iniciada por Gaspar.

Para que este Marcelo fosse o Marcelo que o PSD desejava teria de mudar muito o discurso, isto é, teria de ser o cata-vento que um dia alguém sugeriu de forma cobarde que ele seria. Para que o discurso agradasse à direita teria de haver uma mudança de vento de norte para um quadrante oposto, o cata-vento teria de rodar 180º. Marcelo nem sempre vai ajudar este governo, mas já é evidente que nunca será o Cavaco como o próprio Passos sugeriu.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Carlos Costa, governador do BdP

É preciso ter muita lata para pedir garantias do que quer que seja ao parlamento, Carlos Costa julga que por fazer parte do sistema gerido pelo BCE está acima da democracia portuguesa. A sua incompetência, os buracos que cresceram à sua visa, os portugueses que foram enganados por terem confiado nele não justificaram quaisquer garantias.


«A comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Banif arranca esta terça-feira com as audições a antigos administradores do banco e pode vir a contar com um documento crucial sobre a supervisão do sector. O Banco de Portugal está disponível para entregar aos deputados o relatório da supervisão do Banco Espírito Santo (BES), desde que a CPI garanta que ao fazê-lo o Banco de Portugal não estará a cometer nenhuma ilegalidade, nomeadamente a de violação do sigilo profissional.

O presidente da CPI, o deputado comunista António Filipe, revelou ao Expresso que esse tema será objeto de uma consulta aos grupos parlamentares já esta terça-feira, no sentido de avaliar, por um lado, a pertinência do relatório da supervisão do BES para o inquérito sobre o Banif e, por outro lado, assegurar que a consulta do documento não acarreta qualquer risco de violação do segredo profissional imposto ao Banco de Portugal.» [Expresso]

 Ciumeira

Começam a ver-se sinais de ciumeira na direita:

«O país mediático encontra-se fascinado pelo namoro entre Marcelo e Costa, que inclui a colisão do presidente com Passos Coelho na questão da “espanholização” da banca. Faz mal. A existência de coordenação entre órgãos de soberania nada tem de anormal e é desejável que primeiro-ministro e presidente se entendam. O interessante nesse namoro é ter, como raiz, dois erros. O primeiro, político e amplamente discutido, é que Marcelo e Costa não têm razão quanto ao dossier da banca nacional – sobre isso basta ler o José Manuel Fernandes ou o Paulo Ferreira. O segundo erro, institucional e pouco referido (que tenha lido, só Vital Moreira o apontou no seu blogue), é que Marcelo vive a pisar o risco institucional que fixa o limite das funções da Presidência, pondo vezes demais o pé em território da competência do governo. Ora, mesmo que popular e eleito com maioria absoluta, não lhe compete governar.

Três exemplos. Um: o presidente convidou o rei de Espanha e o Papa Francisco a visitar Portugal, quando esse convite compete institucionalmente ao governo, que determina as opções da política externa portuguesa. Dois: ao convidar Mario Draghi para o Conselho de Estado, Marcelo impôs-se no palco da negociação do Programa Nacional de Reformas, cuja versão final é da responsabilidade do governo e deverá ser enviada a Bruxelas. É que o presidente não tem qualquer papel a desempenhar na definição da direcção económica do país, muito menos se concebe que o Conselho de Estado possa substituir-se à Assembleia da República nesse papel. Três: através da ex-ministra Isabel Alçada, Marcelo forçou um regime transitório para a entrada em vigor das novas provas de aferição, que substituem exames nacionais – uma ingerência que nem tentou disfarçar.»  [Alexandre Homem Cristo]

Não deixa de ser divertido o facto de as primeiras críticas a Marcelo rebelo de Sousa virem da direita que supostamente apoiou a sua candidatura.

 Banqueiros portugueses

Hás dois tipos de banqueiros portugueses, os que compram banco ao Estado a bom preço para na primeira oportunidade os vender a estrangeiros, em regra espanhóis, e os que inventam bancos para explorarem negócios de ocasião e montarem mega fraudes. No caso dos Espírito Santo acumularam-se as duas modalidades.

Recordo-me do BPA que foi pago com dinheiro do próprio banco, uma privatização conduzida por Eduardo Catroga, que, no mínimo, devia ter sid investigada, ou do BES que foi devolvido à família a bom preço. Se os centros de decisão em Madrid podem prejudicar a economia portuguesa, o que dizer dos centros de decisão que ficam instalados nas casas de gente como Jardim Gonçalves, Dias Lourenço, Ricardo Salgado, Ricciardi ou Oliveira e Costa? Serão os critérios seguidos pelos cetros de decisão em Madrid muito piores do que os que seguiam estes banqueiros?

O único banco privatizado e que ficou em mãos portuguesas que não se afundo foi o Totta, comprado por Campalimaud. Curiosamente, foi vendido aos espanhóis na primeira oportunidade e a bom preço.

A manutenção dos tais centros de decisão em Portugal significa que anda por aí gente muito fina interessada em ser banqueiros, mas sem dinheiro, isto é querem ser os centros de decisão nacional, mas com dinheiro dos contribuintes. Depois já sabemos qual é a sina, ou vendem aos espanhóis quando der lucro, ou enganam os portugueses e daqui a dez anos estarão novamente a fazer procissão em defesa dos centros de decisão nacional.

Deixem-se de tretas, o último nobre a defender os interesses nacionais neste país foi o D. João IV e, tanto quanto se sabe, teve de ser empurrado pelos que tinham medo de perder os seus negócios colónias, desprotegidos pelos Filipes de Espanha. Se assim não tivesse sucedido não estaríamos agora a discutir esta questão.

A única forma de defender os centros de decisão em Portugal é através do Estado, mas é certo e sabido que logo que a direita portuguesa chegue ao poder a primeira coisa que faz é vender a anca a qualquer preço e, tal como sucedeu durante o governo de Passos, não se ouvirá uma única voz da direita preocupada com nacionalismos. Até se fica com a impressão de que tinham comissão no negócio.

 Afinal era possível

Portugal tem um OE sem normas inconstitucionais e um Presidente que vela pelo respeito pela legalidade constitucional. Aquilo que devia ser a norma quase parece mentira. Também parece estranho o facto de termos um Presidente com ideias, que não diz agora para mais tarde poder dizer que disse e que não é pau mandado do primeiro-ministro.

      
 Marcelo promulga OE.
   
«Marcelo deu cobertura ao Orçamento de Estado de António Costa mas deixou-lhe dois avisos - "não se pode viver sempre em campanha eleitoral" e "é preciso rigor" - e chutou a prova dos nove para o próximo ano: "Só em 2017 começaremos a ter uma resposta" para a questão de saber se "o modelo (de Costa) provou ou não provou".

Na comunicação que fez ao país (a primeira de várias que o novo Presidente tenciona levar à prática e em que fez lembrar, pelo estilo, as suas preleções dominicais com Judite de Sousa, na TVI), Marcelo Rebelo de Sousa explicou não ver razões, nem constitucionais nem políticas, para não promulgar este OE. Mas explicou quais as dúvidas que ficam no horizonte: falta ver se as previsões incluídas no documento colam com a realidade. E falta ver se o modelo deste Orçamento fará crescer a economia.



O PR deixou claro que decidiu promulgar o OE por ver nele "uma solução de compromisso", que traduz "a convergência de duas vontades, a maioria parlamentar e as instituições europeias". E a esta razão central juntou outras duas: "não encontrei nenhuma dúvida que implicasse pedir ao TC que fiscalizasse o documento" e "os portugueses precisam de saber com o que contam, quando vão receber e o que vão pagar".» [Expresso]
   
Parecer:

A comunicação de Marcelo foi uma grande desilusão para a direita..
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

 Direita sem humor
   
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«O anúncio original “Eu tomo Calcitrim” que passa actualmente nas televisões é protagonizado por Simone de Oliveira, mas o deputado João Galamba, do PS, partilhou no seu Facebook uma versão satírica, com a cara do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho – provocando a indignação entre simpatizantes e deputados do PSD.

“Eu dou-me muito bem com Empobrecin e as minhas amigas tomam todas. Ligue agora e cumpra já as suas metas do défice“. É desta forma que João Galamba apresenta, num post publicado no seu Facebook, a sua versão adaptada do anúncio ao Calcitrim.

O post de Galamba já tem centenas de likes e comentários, entre os quais há quem tenha achado piada à brincadeira, mas também quem critique duramente a piada do porta voz do Partido Socialista.

“Sr. João Galamba, sugiro-lhe que aprenda a ter educação pessoal, social e política pois fica bem a quem quer ser pessoa e ser respeitada por outras pessoas”, comenta José Augusto Sá.

“Já as suas amigas, João Galamba, tomam tidas Enriquecin, e dão-se todas muito bem!”, diz Nuno Monteiro Dente num outro comentário.» [ZAP]
   
Parecer:

São umas virgens donzelas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Aos poucos regressa a normalidade
   
«O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Primeiro-Ministro, António Costa, vão assistir ao encontro particular entre Portugal e a Bélgica.

Além de Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, também vão estar em Leiria, na terça-feira, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e o presidente do Tribunal Constitucional, Joaquim Sousa Ribeiro.» [DN]
   
Parecer:

Passos, o grande vencedor das eleições, tinha emdio de aparecer em jogos de futebol, Cavaco entrava uns minutos depois dos jogos terem começado. É bom ver um Presidente e um primeiro-ministro sem medo de irem à bola.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 O Abreu é mentiroso?
   
«A comissão de apoio à recandidatura de Pinto da Costa pediu hoje ao deputado Carlos Abreu Amorim que “se retrate e assuma que não disse a verdade” quando negou ter assinado qualquer lista de apoio ao presidente do FC Porto.

Em causa está uma declaração ao Expresso do deputado e adepto dos ‘dragões’ em que diz não ter “memória de ter assinado” o documento que junta centenas de personalidades portugueses no apoio à continuidade do presidente portista.

Em conferência de imprensa, realizada no auditório do Estádio do Dragão, a comissão, pela voz de Fernando Cerqueira e da deputada do PS Rosa Maria Albernaz, garantiu que recolheu a assinatura de Carlos Abreu Amorim, “numa tarde junho de 2015, mais concretamente no bar da Assembleia da República”.

“Fui surpreendida com as palavras de Carlos Abreu Amorim. Esta nem foi a primeira vez que ele subscreveu o documento. Talvez tenha tido um branqueamento. Não admito que diga que eu ou quem está na comissão falsifica assinaturas. Mais ninguém se queixou. Sempre o tive como uma pessoa que não se esquece do que faz. Sabe bem que o fez e quando o confrontei com isso ficou aflito. É extremamente importante que isto fique esclarecido porque falsificar uma assinatura é extremamente grave. Que se desculpe ou então me ponha em tribunal”, disse Rosa Maria Albernaz.» [Observador]
   
Parecer:
Bem, nunca foi grande coisa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»