sábado, julho 23, 2016

As excitações do califa de Massamá

Houve um tempo em que a defesa de Paulo Portas e Passos Coelho contra os maus indicadores económicos consistia em acusar a oposição de desejar mal ao país. Seguindo um velho valor ideológico de que a direita só quer bem ao país, enquanto a esquerda demoníaca só lhe deseja a desgraça, ninguém podia apontar para as consequências de uma política que deu e continua a dar maus resultados.
 
Passos Coelho adoptou uma estratégia de oposição que roça o ridículo, anda por aí exibindo a bandeirinha, armado em primeiro-ministro roubado, e só reaparece quando lhe cheira a desgraça. Apareceu para apelar à direita europeia que se opusesse ao novo governo, reapareceu para sugerir e exigir um plano B, voltou a aparecer quando se começou a falar de sanções e aparece novamente porque espera uma desgraça na banca.
 
Passos Coelho aparece cinicamente a apelar à desgraça, tentando descredibilizar o país junto dos mercados financeiros e das instituições europeias, apela sistematicamente a entidades estrangeiras para penalizarem o país. Quando Passos Coelho aparece, na sequência de uma posição do FMI sobre as bancas portuguesas e italiana, o que o califa de Massamá está fazendo não é criticar o governo, está dizendo ao mundo que a banca portuguesa está mesmo à beira da falência.

Há uns dias atrás o califa dizia que a CGD precisava de pouco dinheiro, agora que percebeu que precisa de muito mais lança o descrédito sobre o banco mas culpa o governo. Já o tinha feito com as sanções e com todos os dossiers em que as consequências da sua governação ficam evidenciados. Passos trava uma jihad contra o actual governo e não lhe basta chegar ao poder, quer fazê-lo novamente numa situação de excepção que crie condições para voltar a implementar o seu projecto fundamentalista.
 

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Maria Luís Albuquerque

Depois de andar tanto tempo a gabar-se da saída limpa, do regresso aos mercados, do pagamento anrtecipado da dívida e dos cofres cheios eis que a ministra do défice acima dos 3% revelou a fórmula mágica do seu milagre, afinal Portugal pode ir aos mercado graças à acção do BCE, acção contra a qual sempre se manifestou ao lado do seu califa de Massamá.
 
Esta extremista sempre se opôs à intervenção do BCE, mas na hora de se gabar dos seus sucessos escondeu que os mesmos não passavam da consequência de um tipo de intervenção de que discordou no passado. Agora que é preciso desvalorizar o trabalho do actual governo esta senhor já sabe do papel do BCE. Enfim, mais cinismo é impossível.

«Portugal não se pode queixar de falta de solidariedade da UE, afirmou esta quinta-feira a ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque, pois "se não fosse o Banco Central Europeu não tínhamos financiamento".

"Em 2011 foi o FMI e instituições europeias que evitaram a bancarrota de Portugal", que "beneficiou muito com a UE e ainda agora beneficia", garantiu a vice-presidente do PSD no debate a quatro, moderado pelo jornalista Paulo Baldaia, que se seguiu à intervenção do Presidente da República na abertura da conferência do DN sobre o Futuro da Europa.» [DN]

 We're The Superhumans | Rio Paralympics 2016 Trailer



  

sexta-feira, julho 22, 2016

Cobardia

O que mais me impressionou na votação para a presidência do Conselho Económico Social não foi o facto de dois partidos terem chegado na um compromisso e depois esse mesmo compromisso não ter sido respeitado pelos deputados de um ou dos dois partidos envolvidos. Até aqui tudo estaria bem, os deputados não foram eleitos para serem borregos parlamentares e é natural que discordem das respectivas lideranças parlamentares.
  
O problema é que os nossos deputados não são borregos mas são cobardes, nem um criticou esse compromisso antes da votação e nenhum assumiu o seu voto depois da votação. Dir-se-á que o voto é secreto para que cada um vote sem pressões e de acordo com a sua consciência, mas a verdade é que a consciência dos deputados não é secreta e muitos portugueses poderão agora interrogar-se se não terão ajudado um cobarde a ser deputado do parlamento.
  
Como eleitor não me incomodaria que um deputado que eu tivesse ajudado a ser eleito tomasse decisões diferentes das minhas, um deputado representa muita gente e é natural que existam opiniões divergentes. Mas a hipótese de ter ajudado a eleger um cobarde que assume compromissos e depois não os cumpre a coberto do voto secreto deixa-me muito incomodado.
  
Esta situação não enobrece os deputados e mostra-nos o lado escuro dos nossos partidos, chega-se a deputado por se ser amigo do chefe, por ter sido sugerido por algum ricaço, por se ter feito um frete no passado, depois anda-se quanto anos em pavoneios parlamentares, fazendo intervenções de ocasião e gerindo influências. Nos momentos importantes decide-se na calada de uma caixa que esconde a cobardia.
  
É vergonhoso que tantos deputados se façam de sonsinhos fazendo de conta que votaram de acordo com um compromisso assumido pelo seu partido, como se fossem putos do ensino básico que fizeram uma asneira. É vergonhoso que um deputado se esconda no anonimato para se vingar de alguém que em tempos fechou uma maternidade com padrões de qualidade medieval.

Aquilo a que o país assistiu foi a um gesto colectivo de cobardia.


Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Passos Coelho, o califa de Massamá

Em público o califa de Massamá anuncia a desgraça, prevê défices excessivos, critica as reversões pelos seus custos, exige um plano B e outro C, mas em privado critica o governo porque "a austeridade está cá toda". Isto é, Passos Coelho é um verdadeiro cata-vento.

«O presidente do PSD anteviu quarta-feira um cenário negro económico-social em Portugal, "muito antes das autárquicas" de 2017, ao fazer o balanço da primeira sessão legislativa do Governo PS, no Conselho Nacional do PSD.

A conversa de que a austeridade acabou é mentirosa. A austeridade está cá toda", afirmou o ex-primeiro-ministro na reunião à porta fechada, num hotel lisboeta, segundo fonte oficial social-democrata, acrescentando que a realidade se irá impor "muito antes das autárquicas" (setembro/outubro de 2017) e os portugueses vão aperceber-se e "sentir".

Dedicando-se a temas como economia, sistema financeiro e Europa, Passos Coelho considerou lamentável a anunciada estratégia de rápido crescimento e criação de emprego e investimento do secretário-geral socialista, António Costa, atual chefe do executivo apoiado também por BE, PCP e PEV, "que está a sair ao contrário".» [TVI]

 Está na hora do outro Brexit

Agora que o reino Unido abandonou a UE faz sentido questionar se não se deveria seguir um outro Brexit, desta vez o abandono da sua colónia na Península Ibérica, Gibraltar.

 E escarafuncham, escarafuncham ...

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Ainda vou ver o inspector do fisco a investigar os negócios da Companhia das Índias em busca de uma malandrice do José Sócrates, a não ser que essa companhia já não conste nas bases do dados do fisco e já não dê para o tal inspector escarafunchar.

Começo a achar que este Processo Marquês em vez ser uma investigação é uma escarafunchação e imagino o procurador com chapéu de arqueólogo uma espécie de Indiana Jones, enquanto o desgraçado do inspector do fisco lá vai escarafunchando em tudo o que cheira a merda.

É uma pena que em Portugal não se divulgue o custo das investigações do Ministério Público.

      
 O PSD entrou para a geringonça
   
«“Entre os factos mais relevantes desta Legislatura, fica este: foi o PSD que fez aprovar o projeto legislativo do Bloco de Esquerda relativo às barrigas de aluguer. É de desejar que lhe faça bom proveito”.

É num tom mordaz e irónico que José Ribeiro e Castro, antigo líder do CDS, reage à aprovação do diploma referente à gestação de substituição, questão também referidas como barrigas de aluguer.

No Facebook, o centrista faz as contas à aprovação do diploma, e refere que mesmo que todos os deputados do Bloco, PS, Os Verdes e PAN votassem a favor, a aprovação não avançaria, já que o PCP se mostrou contra o diploma.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Esta de os deputados invocarem a consciência para se juntarem à geringonça, o que ocorreu com o próprio califa de Massamá tem a sua graça, já no caso de votações com base em acordos parece que a consciência não existe.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Pokémon Go Taxi
   
«Taxista de profissão há seis anos, Sérgio Dias tem 29 anos de idade e colocou precisamente às 19:55 do dia 15 de julho, na sexta-feira passada, um anúncio no sítio da Internet OLX a vender o serviço de transporte Pokémon GO Táxi na área do Porto, Matosinhos, Gondomar e Valongo.

O preço é 20 euros por hora, ou seja, se forem seis passageiros pagam 3,30 euros cada um, com fatura se necessário, informa aquele motorista, informando ainda que fornece Internet gratuita e possibilidade de carregar os telemóveis.

"Viagem a baixa velocidade para chocar os ovos, paragem em todos os 'pokestops' (paragem para Pokémon), e ginásios à escolha do cliente. Início e fim do serviço a combinar", lê-se no anúncio do jovem motorista do Porto, cujo táxi tem lugar para seis passageiros, o que segundo Sérgio Dias, é uma mais-valia, porque torna a viagem mais barata para os grupos de jogadores, que têm de pagar 20 euros por uma hora.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Isto está ficar tudo doido, ainda vamos ver a Maria Luís e o califa de Massamá à caça de Pokémons no hemiciclo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Exijam-se direitos de autor à Nitendo por ter copiado esse passatempo nacional que é a caça aos gambuzinos.»

 Um dia destes vão investigar a Companhia das ìndias
   
«O Caixa BI, banco de investimento da Caixa, faz habitualmente assessoria financeira de operações de empresas com grande dimensão e privatizações. O Expresso sabe que as buscas estão a decorrer durante a manhã desta quinta-feira. Na mesma altura decorreram também buscas na Haitong (ex-BESI), como confirmou fonte oficial deste banco ao Expresso.

A operação liderada pela equipa do DCIAP do procurador Rosário Teixeira nos dois bancos estará relacionada com o negócio entre a PT e a Oi. A operadora portuguesa entrou no capital da Oi em 2010, depois de ter vendido a participação que detinha na Vivo à espanhola Telefónica.

O negócio realizado entre as duas operadoras - depois do então primeiro ministro José Sócrates ter usado a golden share (ações especiais) que o Estado detinha na PT para travar a venda da Vivo enquanto não houvesse uma alternativa para a operadora se manter no Brasil - tem estado a ser investigado pelas autoridades portuguesas e brasileiras.» [Expresso]
   
Parecer:

Enquanto as bases de dados do fisco tiverem informação relacionada com algum conhecido ou vizinho de Sócrates o inspector do fisco vai ter ainda muito com que se entreter, ele escaranfucha, o procurador elabora os autos e os pedidos de novos prazos para a investigação e o super juiz vai assinando tudo. Com tanto escarafunchar ainda encontram petróleo e não arranjam provas contra o Sócrates.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Eu gostava de fazer como o Fernando Santos
   
«Com a renovação de contrato de Fernando Santos até 2020, a Federação Portuguesa de Futebol passa a pagar anualmente 2,5 milhões de euros a uma empresa que pertence ao próprio selecionador e que presta serviços à instituição, apurou o CM. 

O valor era até à data de 1,3 milhões por ano, o que significa que o montante praticamente duplicou. A verba incluída no contrato prevê o pagamento do vencimento do selecionador, mas também os salários de Fernando Justino (treinador de guarda-redes), João Carlos Costa (preparador físico) e Ricardo Santos e Jorge Rosário (observadores). 

Os três primeiros foram indicados pelo próprio Fernando Santos, aquando da assinatura do primeiro vínculo com a FPF, em setembro de 2014, e são pagos através da referida empresa, assim como Rosário, que só integrou a equipa técnica durante o Euro 2016 (França). A empresa de Santos é que define o montante a atribuir a cada um. Caso diferente é o do adjunto Ilídio Vale, que integra os quadros da FPF e é pago diretamente pelo organismo.» []
   
Parecer:

Estamos perante um esquema óbvio de evasão fiscal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  

quinta-feira, julho 21, 2016

Ó Centeno, eu também quero...

Caro Mário,

Esta coisa de ser patrício do Centeno dá-me direito a uma pequena cunha que vou usar com um pedido que me parece fazer sentido. Em vez de me pagar o vencimento directamente passa a pagá-lo à minha empresa Burro Lda.

A ideia não é nova, como não sou homem de fezadas, até por que essa coisa de apostar em títulos analisando a cor das fezes não dá grandes resultados prefiro ter a fé de Fernando Santos e seguir-lhe as pegadas. É por isso que quer que as Finanças me concedam um contrato semelhante ao que a Federação fez com o nosso novo líder religioso, ao invés de fazer contratos de trabalho faz um contrato de prestação de serviços.
 
Se o Centeno fizer um contrato idêntico comigo passa a pagar-me o vencimento bruto anual sem quaisquer descontos ou retenções na fonte, nada de ADSE, da sobretaxa, dos descontos para a aposentação e demais descontos. Em contrapartida a Burro Lda faria comigo um contrato de trabalho.

Esta solução faz todo o sentido, como funcionário público aceitaria os sacrifícios que se fazem no sector privado, o Estado passaria a ter menos um funcionário e o governo seria elogiado pelo ímpeto reformista. Em contrapartida eu meteria o carro e a gasolina como despesa da empresa, faria o mesmo com a água, a electricidade, os artigos de higiene e de limpeza, os cafés e tudo o mais que pudesse ser entendido como despesa, incluindo a casa de férias facturada a título de deslocações.
 
Com o que sobrasse estabeleceria o ordenado que a Burro Lda me pagaria e seria sobre esse ordenado é que incidiria o IRS, a ADSE, a sobretaxa, os cortes no vencimentos e tudo o mais que como português exemplar devo pagar, se não me conseguir escapar.

Acho que devemos ser todos como o Fernando Santo, ter a sua fé e fezadas fiscais, seguir o seu exemplo laboral. Enfim, até apetece parafrasear Scolari e dizer “e o burro sou eu?” Graças a um golo que o Ederzitro nem tão cedo vai conseguir repetir o senhor engenheiro e os seus amigos têm direito a um esquema de evasão fiscal patrocinado pela Federação Portuguesa de Futebol. Agora esperemos que suceda o mesmo que tem sucedido com as condecorações e todos os campeões seja do que for, incluindo do campeonato da carica da minha terra, passem a beneficiar deste esquema fiscal amigo.


(CM)

Umas no cravo e outras na ferradura


 Jumento do dia
    
Narciso Miranda

Narciso Miranda insiste em fazer de conta que ainda não é um cadável político e insistem em puxar dos seus galões de senhor de Matosinhos. à décadas que este senhor anda na política para ajudara a direita.

«"Estou a ser fortemente pressionado pela sociedade civil. Acabei de assumir que sou candidato independente", disse Narciso Miranda, que liderou a Câmara de Matosinhos pelo PS entre 1977 e 2005.

O ex-autarca, que se candidatou ao cargo como independente em 2009 mas foi derrotado pelo socialista Guilherme Pinto, acrescentou que os apelos e mensagens que recebe da sociedade civil "são muito motivadores".

O ex-autarca sublinhou que "os apelos das estruturas partidárias pertencem ao passado" e que esta candidatura surge pelos "interesses dos matosinhenses"

"Neste momento interessa-me sentir o respirar da comunidade, das pessoas. Eu tenho consciência que é um grande defeito meu, mas tenho uma ligação a Matosinhos que quase que é dramática, é muito efetiva, muito profunda, e tenho a sensação que sem Matosinhos não consigo respirar tão bem", disse.» [DE]

      
 PSD não é credível para compromissos
   
«Fonte da direção da bancada do PSD garante ao Observador que foram dadas instruções para que os deputados sociais-democratas votassem a favor de Correia de Campos, negando desta forma que o acordo com os socialistas tenha sido rasgado.

Outra fonte da bancada parlamentar do PSD sublinha que o PCP não votou. Os deputados do PCP não terão participado sequer na votação para o presidente do CES “e alguns deputados do PSD e do CDS terão votado em branco”. O mesmo deputado social-democrata sublinha que “se a geringonça tivesse votado unida, o nome teria passado”.» [Observador]
   
Parecer:

É o PSD do traste de Massamá.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 A vergonha nacional
   
«A carta, com a data de hoje, e à qual a Lusa teve acesso, é uma iniciativa da deputada italiana do Grupo de Esquerda Unitária (GUE) Barbara Spinelli -- filha de Altiero Spinelli, considerado um dos pais fundadores da União Europeia, e que dá nome precisamente a um dos edifícios do Parlamento Europeu, em Bruxelas -, tendo sido subscrita por outros 52 deputados, entre os quais Ana Gomes e Maria João Rodrigues (PS), Marisa Matias (Bloco de Esquerda) e Marinho e Pinto.

Na missiva enviada a Emily O'Reilly, os eurodeputados argumentam que o artigo 245 do Tratado sobre o Funcionamento da UE e o próprio código de conduta para os Comissários aponta que o "dever de integridade e discrição" exigido aos comissários deve aplicar-se mesmo passado o período de 18 meses após cessarem funções, respeitado por Durão Barroso (presidente da Comissão entre 2004 e 2014) até aceitar o cargo de presidente não-executivo da Goldman Sachs International.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Enfim, é um artista português.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se a existência dessa p+obre criatura, que ainda por cima é casado com uma "prima" minha em não sei quantos graus.»

 O ímpeto reformista já se sente no bolso dos desempregados
   
«A Segurança Social atribuiu em Junho um total de 220.874 prestações de desemprego, o que representa o nível mais baixo desde Fevereiro de 2003 e significa que mais de 350 mil pessoas no desemprego não recebem subsídio.

De acordo com os dados do divulgados pelo Instituto da Segurança Social, o número de pessoas a receber prestação de desemprego baixou perto de 12 mil em Junho e mais de 38 mil no conjunto do primeiro semestre. Face a Junho de 2015 (267 mil prestações), o número de beneficiários baixou 17,3%.

A queda no número de beneficiários destas prestações reflecte não só a descida do desemprego geral, mas também as reduções dos apoios e o elevado peso do desemprego de longa duração.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Isto significa que anda muita gente a ter que substituir o subsídio de desemprego pela esmola.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  

quarta-feira, julho 20, 2016

A grande reforma

É possível reduzir o Estado a um mínimo, transformar Portugal numa das economias mais competitivas do mundo, como chegou a visionar o traste de Massamá, libertar recursos para capitalizar a banca, promover a criação de capital nacional? 

É possível e para isso é necessário um grande ímpeto reformista, ímpeto que deverá conduzir à escravatura. Portugal não tem recursos naturais e se os tem é melhor não os usar pois podem poluir as praias, por mais doutores que forma não consegue criar novas empresas tecnológicas, portanto, a única solução está em reintroduzi a escravatura. 

As reformas seguidas pelo traste de Massamá, o aumento do horário de trabalho sem qualquer negociação ou compensação remuneratória ia nesse sentido, os trabalhadores do Estado passaram a ser funcionários públicos durante 35 horas e escravos do governo nas outras 5 horas. Aliás, como os cortes nos vencimentos rondaram os 20%, as horas de trabalho escravo semanal decretado pelo traste de Massamá foram de 12 em 40 semanais, isto é, todos os funcionários passaram a ser escravos às segundas e terças de manhã.

É evidente que quem pode evitar ser escravo foge e muitos hospitais deixam de ter médicos e enfermeiros, o que é uma grande vantagem, os escravos não precisam de grandes cuidados de saúde pelo que o Estado pode muito bem poupar no SNS. Não admira que os hospitais deixem de prestar serviços enquanto surgem clínicas e hospitais privados. Isso sucedeu, por exemplo, no Algarve onde nem o CMR Sul, um serviço de reabilitação de excelência, escapou aos cortes, ao mesmo tempo que os seus quadros foram disputados por serviços privados.

A estratégia era clara, introduzia-se a escravatura parcial dos funcionários públicos, que eram apontados como os culpados de tudo, à semelhança do que fizeram com os judeus na Alemanha, depois dizia-se, como chegou a ser dito, que os funcionários já tinham feito o seu ajustamento e que agora seria a vez do sector privado. Veja-se como o senhor Saraiva da CIP aceitou de bom grado todas as perdas de direitos no sector privado e como se lambeu quando pensou que ia ter um corte na TSU financiado por um aumento da TSU dos trabalhadores.

Nas sociedades modernas os políticos procuram criar melhor qualidade de vida para o seu povo. EM Portugal isso deixou de ser um objectivo, o primado é o do ajustamento que mais não é do que promover a escravatura parcial para que sejam os trabalhadores a resolver os problemas da má gestão no Estado e nas empresas. No pós-25 de Abril ficou célebre o dia do trabalho nacional, agora o traste de Massamá não só gostaria de acabar com o 13º e 14º mês e em vez disso obrigar os trabalhadores a um mês de trabalho nacional em favor do Estado e dos patrões.


Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
José de Matos, presidente da CGD

O presidente da CGD queixa-se de não ter recebido orientações do governo, algo estranho pois quando ainda era primeiro-ministro Passos Coelho criticou várias vezes a CGD pelos seus resultados e nessa ocasião o presidente do banco a colocado pela direita nunca se queixou, não falou de orientações governamentais nem escreveu cartas de demissão. Agora que sabia que não irira ser reconduzido e que deixa o banco quase na desgraça já se queixa.

Até parece que o governo se esqueceu de lhe dizer que gerisse a CGD com competência, evitando créditos ma parados e actuando com competência, orientações que, afinal, são as que devem seguir todos os gestores. Deixar no ar que a situação da CGD se deve a uma falta de orientações é brincar com as suas próprias responsabilidades, até apetece perguntar porque esperou tanto para se demitir.

«O conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) queixou-se em junho de não receber “qualquer orientação” e “qualquer explicação” por parte do governo nos seis meses até então, depois de numa reunião com Mário Centeno em dezembro ter sido manifestada “preocupação” e apresentado um plano de capitalização alternativo para o banco público, sem envolver a injeção de mais dinheiros públicos. Um plano que, escreve a TSF, que teve acesso à carta de demissão, ficou na gaveta.

O Público já tinha escrito sobre esta carta de demissão no início de julho, mas a TSF acrescenta algumas passagens em discurso direto que mostram o mal-estar que se vive no banco público, enquanto não entra em funções o novo conselho de administração provavelmente liderada por António Domingues.» [Observador]

      
 O que veio cá fazer o FMI
   
«O legado de problemas no sistema bancário da Europa, em particular em Portugal e na Itália, é um dos riscos apontados pelo FMI para a economia mundial até 2017, bem como as divisões políticas nas economias desenvolvidas.

Na atualização do ‘World Economic Outlook’ divulgada esta terça-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) justifica a revisão em baixa das projeções com o resultado do referendo no Reino Unido, que ditou a saída do país da União Europeia, mas identifica uma série de outros riscos que podem ainda materializar-se, considerando que “se tornaram mais salientes”.» [Expresso]
   
Parecer:

Até parece que o FMI não andou por cá.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

terça-feira, julho 19, 2016

Sanções ou ingerência política externa?

Se nas estimativas da Comissão Europeia o défice de 2016 vai ficar abaixo dos 3% como se pode justificar que essa mesma Comissão exija um plano B para que o défice fique abaixo desses mesmos 3%, ameaçando com sanções?

Estamos perante uma fraude política com a Comissão a esquecer a sua obrigação de defender a Europa para passar a ser um instrumento de pressão política da direita. Desde que a direita perdeu o poder que receia que este governo prove que muitas das suas medidas de austeridade não passaram de excessos motivados por razões ideológicas.
  
Infelizmente, os tecnocratas da Comissão Europeia e do BCE alinharam na experiência lançada por Passos Coelho e durante três anos fizeram chantagem sobre o país para que o seu povo não se revoltasse contra a pinochetada económica a que foi sujeito. Esses facistazinhos produtores de papers viram em Portugal a oportunidade de fazerem um tste em larga escala de teses económicas cuja implementação era inaceitável na Europa e só seria viável numa ditadura. Dessa forma transformaram o período de ajustamento numa ditadura conduzida pelo traste de Massamá, apoiado num Cavaco que um dia talvez nos diga o que Passos lhe fez para ter sido tão obediente.
  
O plano B que a direita exige desde que António Costa é governo serve apenas para evitar a denúncia da inutilidade da austeridade. Passos não quer que as vítimas dos seus ódios ideológicos se apercebam que foram ludibriados, a direita quer que se pense que os excessos de austeridade eram mesmo necessários.
  
Agora vêm os palhaços da Comissão Europeia exigir um plano B quando as suas previsões dizem que o défice é respeitado mesmo sem esse plano B. A>s sanções não passam de uma ingerência dos tecnocratas da Comissão que tentam a todo o custo salvar a direita portuguesa.

Se as sanções se justificam pelo défice de 2015 então que as apliquem no respeito dos tratados e deixem-se de manipulações da opinião pública, respeitem a legalidade e a democracia.


Umas no cravo e outras na ferradura



 Golpe de Estado ou encenação

Um golpe de estado que controlava o país podia ter sido derrotado por algumas dezenas de manifestantes? Compreende-se que tenham ocorrido atentados do EI na Turquia, cujos alvios eram cidadãos estrangeiros, sem que o regime tenha reagido contra o DAESH?
 
Tanto o golpe de estado como alguns atentados cheira que tresandam a manobras de diversão do regime.

      
 Uma democracia europeia no seu melhor
   
«O comissário europeu responsável pelas negociações de alargamento da União Europeia sugeriu, esta segunda-feira, que o Governo turco estava preparado para deter milhares de pessoas antes da tentativa falhada de golpe militar que ocorreu na sexta-feira passada. Desde então, afirma, Ancara já levou a mais de seis mil detenções de membros das forças armadas e de outros suspeitos de envolvimento.

No domingo, o ministro da Justiça turco tinha confirmado que mais de seis mil pessoas já foram detidas por causa da tentativa de golpe, que o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, atribui ao seu rival islamita, o imã Fehtullah Gulen, que vive exilado nos Estados Unidos. Pouco depois dessas declarações, Erdogan exigiu a Washington que extradite Gulen para Ancara.» [Expresso]
   
Parecer:

Um candidato à UE onde há listas de golpistas antes do golpe e onde se propõe a pena de morte com efeitos retroactivos, tudo isto nas barbas da Europa e sem que ninguém se oponha.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
  "Anti-comunista", "canalha" e réptil seboso".
   
«A guerra no interior do PCTP/MRPP continua. Depois de Garcia Pereira ter caído em desgraça e apresentado a demissão, o Luta Popular Online, órgão de comunicação oficial do partido, vem agora publicar um novo artigo tecendo duras críticas ao seu ex-secretário-geral. É “o perfil do golpista sem caráter”, do “oportunista sem escrúpulos”, do “verme” e do “canalha sem vergonha, que tudo fez para liquidar o partido”.

O artigo, publicado a 11 de julho e assinado por “Frederico”, faz eco, na prática, das principais conclusões da reunião do Comité Distrital de Lisboa do partido, a 10 de julho. E é acompanhado pela transcrição de várias cartas trocadas entre Arnaldo Matos, o histórico fundador do PCTP/MRPP, e Garcia Pereira, que se vai tentando defender e justificar.» [Observador]
   
Parecer:

Pobre Garcia Pereira.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  

segunda-feira, julho 18, 2016

A institucionalização da pouca-vergonha

Marques Mendes deixou de ter acesso aos segredos do governo, deixou de ser uma espécie de porta-voz oficioso do governo, como sucedeu no tempo de Passos Coelho, mas continua a surpreender e isso voltou a suceder neste sábado. Marques Mendes revelou o teor de uma carta do BCE sobre as exigências desta instituição em relação à CGD.
  
O país ficou a saber mais uns segredos e Marques Mendes manteve o interesse do seu tempo de antena, alimenta assim o seu poder pessoal que dá jeito na hora de influenciar negócios. Mas pior do que o país ter ficado a saber o teor da carta foi o facto de Marques Mendes não se ter limitado a vender o seu peixe, foi mais longe e exibiu a carta. 

O país e a Europa ficou a saber que Portugal é um país com alguma classe política muito rasca, há poucos dias Durão Barroso surpreendeu a Europa e o mundo ao vender os seus serviços à Goldman Sachs, agora o BCE e as instituições europeias ficaram a saber que Portugal é um país que merece pouca confiança, onde a palavra confidencialidade não existe e os seus políticos não se limitam a divulgar informação sigilosas, exibem-se os documentos.

Este gesto de Marques Mendes mostras que a corrupção está institucionalizada, a sua rede de amigos e velhos afilhados bem colocados colocam a obediência aos interesses de Marques Mendes acima dos interesses do país. Marques Mendes foi menos bem sucedido do que o seu sucessor na liderança do PSD e colega no governo de Cavaco Silva, não ganhara tanta como Barroso vai ganhar na Goldman, mas prova que a sua passagem pelo poder lhe permite fazer render os seus conhecimentos por muitos anos.
  
Este gesto de Marques Mendes tem por base dois tipos de corrupção, a corrupção moral em que alguma classe política vai atolando Portugal e uma corrupção económica que gera negócios com base em influências. A passagem de Marques Mendes pelo poder permitiu-lhe promover muita gente, gente que lhe obedece como mos soldados das organizações mafiosas obedecem ao seu capo.
  
O problema é que não estamos a falar de uma personagem qualquer, falamos de alguém que foi líder do PSD, que foi membro de vários governos, que pertence ao Conselho de Estado. Como é que tal é possível e ninguém mostre indignação, como é que se pode aceitar que um Conselheiro de Estado designado por Marcelo Rebelo de Sousa tenha tal comportamento, atirando a credibilidade do país para o lodo? 

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República não resistiu à tentação de surfar no fenómeno da bola e quase transformou Belém na sede da claque oficial da selecção de futebol. Com a vitória do Europeu a pressa em medalhar os jogadores foi tanta que a cerimónia foi feita com certificado já que não houve tempo para preparar as medalhas.

Poucos dias depois os medalhados do atletismo queixaram-se de discriminação nos afectos presidenciais e Marcelo apressou-se a organizar mais uma cerimónia de medalhas, desta vez com medalhas de verdade. E nem deu explicações sobre que tipo de medalhas ou quantas medalhas serviriam para diferenciar os diversos graus da ordem.
 
Agora foi o pessoal do hóquei em patins que já vieram afirmar o seu direito à comenda e é de estranhar que passado um dia desde a vitória no europeu Marcelo ainda não tenha agendado a cerimónia. Por este andar Marcelo ainda vai ter de condecorar o campeão europeu da carica.

      
 O banqueiro do ano
   
«1. José Maria Ricciardi ganhou o título de melhor banqueiro europeu do ano para a World Finance.
O homem que passou praticamente toda a sua vida profissional no Grupo Espírito Santo, que fazia parte de um dos principais ramos de acionistas, que administrava várias empresas, que pertencia ao núcleo central do grupo foi distinguido por uma organização que se autointitula "a voz do mercado". Financeiro, claro está. Não me importava de saber quais terão sido os outros candidatos a este, com certeza, disputadíssimo galardão. Digamos que a notícia carece de explicação. Fez-me, não sei porque, lembrar uns prémios que o ex-presidente da PT Zeinal Bava ganhou.

Fosse o sr. Ricciardi um pirómano e arriscava-se a ganhar o título de bombeiro do ano ou a ganhar o prémio de vegetariano exemplar depois de comer cinquenta quilos de lombo de porco.

Não será preciso recordar quanto todos estamos a pagar pelos excelentes dotes de gestor do cavalheiro. Mas, segundo o próprio, ele nada teve que ver com todos os erros cometidos, pelos eventuais crimes, pelo rasto de destruição criado. Ele não sabia. Apesar de todos os cargos que exercia, de todos os comités em que participava, de todas as assembleias gerais e conselhos de administração em que tinha assento, ele nada percebeu. Só mesmo, mesmo no final é que teve uma epifania. Pronto.

Aliás, não têm faltado entrevistas em que os jornalistas que as fazem quase se comovem com a sinceridade e a bondade do senhor, em que pelas melhores razões, com certeza, não se fala de amnésia, artigos de opinião em que só falta pedir a rápida beatificação do cavalheiro e, claro, apareceram misteriosamente umas gravações que atestam uma irrepreensível conduta. Só faltava mesmo este título. Um cenário perfeito, imaculado, limpo.

Parece mesmo que nos querem fazer acreditar que o homem é um génio financeiro e um justiceiro. Por mim, estou convencido. Talvez um bocadinho distraído, mas tão bom, tão bom, que até teve agora direito ao prémio de melhor banqueiro do ano.

2. Pelo que li, o galardão diz respeito ao seu desempenho na liderança do banco Haitong, ex-BESI (Banco Espírito Santo Investimentos). Desconhecem-se, além de um necessário anterior sono profundo, os critérios que levaram ao prémio. Melhor, foi por ter "fomentado e enraizado a ambição de levar o banco a tornar-se um dos principais bancos globais, com visão de futuro não só na Europa como no mundo". Como? De que forma? Carece de explicação.

Não admira que o sr. Ricciardi seja distinguido por uma organização chamada World Finance. Ele é um vencedor. Atravessou uns pequenos problemas em que esteve e logo reapareceu como presidente de um banco - de que já era presidente.

Esta finança dos nossos dias, a dos bancos de investimento, dos fundos sem rosto, é um ambiente sem memória, sem remorsos e com uma ética, no mínimo, discutível. Um sistema que se tornou um fim em si mesmo. Nada devia ter que ver com aquela com a qual o nosso sistema económico não pode viver. Aquela que serve para apoiar as empresas, a que guarda as economias dos cidadãos, a que lhes empresta dinheiro de forma justa e pensada. Mas essa está sugada e não passa de uma pequena onda num oceano de elaboradíssimos produtos financeiros sem qualquer suporte na economia real. Um mundo de rapazes que vivem em torres de marfim, entre swaps, warrants calls, puts, CDs e mais um nunca acabar de produtos financeiros. Gente que vive num ambiente ficcional e que ignora completamente o mundo cá fora e muito menos a vida do comum dos mortais. Uns muito sérios engravatados que pensam que o mundo se resume aos números que aparecem nos seus ecrãs mágicos. Que não percebem que por trás de um depósito, com que eles jogam numa espécie de roleta, estão famílias, trabalhos esforçados, sonhos, segurança. Que está um empresário que arrisca o seu património, o seu bom nome e o seu esforço.

Tentar encontrar lógica para as subidas e descidas de ações, taxas de juros e afins neste mundo é como acreditar que os búzios adivinham o futuro. É apenas uma máquina que se autoalimenta, que destrói quem a põe em causa e glorifica quem a promove. Se para uma qualquer taxa descer for preciso destruir uns milhares de postos de trabalho ou pôr em causa pensões não há hesitações. Se para ganhar um prémio no fim do ano se destruírem algumas empresas, destroem-se. A ganância é boa, como dizia o Gordon Gekko.

Os mercados que esses novos donos do mundo inventaram, não os da economia real, são soberanos.

Onde estão os responsáveis por todo o dinheiro que agora os contribuintes dos países têm agora de pagar? Pelas falências, pelos postos de trabalho destruídos? Pelos os milhões de pessoas que regressaram à pobreza? É fácil: estão de novo à frente de instituições financeiras ou a gozar os prémios da fabulosa gestão que fizeram e que deu os resultados que deu. Quem pensava que tudo isso estaria acabado com a crise financeira, com a debacle do sistema está muitíssimo enganado. Continua tudo igual.

Há prémios que dizem quase tudo.» [DN]
   
Autor:

Pedro Marques Lopes.
  

domingo, julho 17, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
Passos Coelho, o traste de Massamá

O líder do PSD tudo fez para esvaziar as políticas sociais,numa tentativa de reduzir as ofertas do Estado a serviços de má qualidade para os mais pobres. Agora volta ao ataque com velhos argumentos da direita, sugerindo que estas políticas são perversas, favorecendo os mais ricos.

Todos sabemos o que Passos defende, a animação económica dos sector privado desnatando os serviços públicos em favor do sector privado, foi isso que defendeu ainda recentemente na questão dos colégios privados.

«O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse este sábado, 16 de Julho, que o seu partido está a trabalhar num "redesenho das políticas sociais" com o objectivo de combater "perversões" que existem na Educação, Saúde ou na área Social.

"A nossa ambição, o nosso propósito (...) é muito claro. Nós queremos nos próximos meses, poder de uma forma que pode não ter, digamos, um reflexo muito grande (...), mas iremos multiplicar as ocasiões e as formas de poder interagir com pessoas, profissionais, académicos, que nos ajudem a redesenhar estas políticas sociais", declarou Pedro Passos Coelho, ao início da tarde de hoje, no Porto, durante o "1º Fórum de Políticas Sociais: Educação, Saúde e Segurança Social".

Quando o trabalho de redesenhar as novas políticas sociais estiver mais adiantado, Passos Coelho promete uma "convenção de maior dimensão" para discutir os resultados num plenário alargado de modo a que o "país possa ir também conhecer essas políticas que lhes serão dadas a escolher para futuro".» [Jornal de Negócios]

      
 Gente pouco honesta
   
«O Provedor de Justiça, José de Faria Costa, esclareceu em comunicado que "não antecipou qualquer tipo de juízo valorativo e final" nos pedidos de esclarecimento enviados ao Ministério da Educação sobre a polémica dos contratos de associação que opõe o Governo aos colégios.

Num curto comunicado, no qual reforça que o processo de esclarecimento ainda decorre, e que não existe ainda qualquer decisão final sobre a questão dos contratos de associação, a instituição declarou que, com o pedido de esclarecimento enviado ao Ministério da Educação (ME), "o Provedor de Justiça não antecipou qualquer tipo de juízo valorativo e final sobre a matéria em apreço".

Os esclarecimentos surgem na sequência de uma conferência de imprensa da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), em que o director executivo afirmou que na carta enviada à tutela, e da qual a associação teve conhecimento, o provedor fazia afirmações que colocavam em causa a validade da argumentação do Governo na defesa da legalidade da redução do números de contratos de associação dos colégios com o Estado.» [Público]
   
Parecer:

Parece que para falar com esta gente tem de se arranjar primeiro testemunhas, já usaram Marcelo e parece que agopra foi a vez do Provedor de Justiça.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se aos senhores que sejam mais honestos.»