sábado, novembro 26, 2016

Gostaria de criticar Fidel



O yate 'Granma' onde Fidel partiu para Cuba em 25 de Novembro de 1957
Precisamente 60 anos antes do dia em que morreu

Gostaria de dizer que em Cuba as eleições são viciadas e o poder não é escolhido pela maioria. Pois, mas a América vai ter um presidente que teve menos voto do que a rival em eleições sobre as quais há muitas dúvidas e o mesmo já tinha sucedido na Florida, a mesma Florida dos exilados cubanos.

Se fosse descendente de um proxeneta dos tempos de Baptista, de algum latifundiário ou da burguesia cubana estaria a festejar agora a vitória de Fidel. Mas não tenho a certeza de que os cubanos estejam contentes ou mesmo indiferentes, como sugere uma blogger cubana.

Gostaria de dizer que os cubanos vivem mal por causa de Fidel, mas a verdade é que há mais miséria em todos os países da América Latina do que em Cuba, a verdade é que em muitos indicadores de desenvolvimento Cuba está ao nível dos países mais desenvolvidos e nalguns cassos mesmo acima dos Estados Unidos.

Gostaria de dizer que em Cuba há uma ditadura, mas como posso ignorar que muitos dos democratas que criticam a ditadura cubana apoiaram uma ditadura no meu país, como posso fazer de conta que algumas democracias da América Latina têm tantos ou mais presos políticos do que Cuba.

Gostaria de criticar Fidel por ter optado pelo isolamento, mas como posso esquecer que foi Cuba quem travou uma das maiores batalhas no continente africano, derrotando as forças armadas do Apartheid, em Cuito Cuanavale. Como posso criticar o isolamento de Cuba se foram os EUA que lhe impuseram o maior boicote comercial na história da humanidade.

É verdade que Cuba não é uma democracia, mas está longe de ser sido a pior das ditaduras da América Latina. É verdade que os cubanos poderiam viver melhor, mas são dos povos com menos miséria da América Latina. É verdade que Fidel foi um dilatador, mas muitos dos que dizem que Fidel é um ditador, ajudaram ou apoiaram o mais brutal dos ditadores a derrubar Salvador Allende. Fidel, o ditador, tinha mais autoridade democrática do que muitos governantes democratas que ajudaram ou promoveram diadores bem mais brutais.

Nesta hora gostaria de critica Fidel, seguindo os meus princípios. Mas, peço desculpa, não consigo.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Maria Luís Albuquerque, empregada da Arrows

Parece que as sondagens irritaram a ex-ministra e atual funcionária da Arrows, só isso explica o tem agressivo que usa e alguma perda de lucidez no discurso. Ao acusar Costa de que teria jogado foram milhares de milhões de euros, sugerindo que o primeiro-ministro teria feito no BES o que fez na CGD, está ignorando que a CGD além de ser um banco público não estava falido como, aliás, o BES também não estava, está também a esquecer que a intervenção do governo no BANIF foi bem diferente do que sucedeu com o BES.

«A ex-ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, utilizou estas sexta-feira as declarações do governador do Banco de Portugal para dizer que as declarações de António Costa sobre a banca durante a governação PSD/CDS são “sinal de grande ignorância”. A vice-presidente do PSD, diz ainda que se no lugar de Passos tivesse estado Costa, “milhares de milhões de euros dos contribuintes teriam sido entregues ao dr. Ricardo Salgado“.

Maria Luís fez uma declaração na tarde desta sexta-feira no Parlamento porque entendeu que são de grande “gravidade e falsidade” as “acusações” que o primeiro-ministro fez ao PSD numa entrevista à agência Lusa. Para a vice-presidente da bancada do PSD “numa tentativa de justificar o injustificável comportamento do Governo relativamente à Caixa Geral de Depósitos acusou o Governo anterior de ter destruído o Banco Espírito Santo, de ter destruído o Banif e que — segundo o dr. António Costa — só a mudança de Governo impediu que houvesse mais destruição.”

As declarações do chefe de Governo levam a ex-ministra das Finanças “a concluir que fosse o dr. António Costa primeiro-ministro em 2014 e teriam sido entregues milhares de milhões de euros de dinheiro dos contribuintes ao dr. Ricardo Salgado para evitar o colapso do BES.”

Maria Luís quis ainda “remeter o dr.António Costa para as declarações do governador do Banco de Portugal proferidas ainda ontem, [onde] esclareceu que os problemas que ainda hoje colocam grandes desafios à banca nacional são problemas que tiveram a sua origem antes de 2011 e é ainda um legado desses tempos que pesa na banca nacional.” Ou seja: a culpa dos problemas da banca começaram, pelo menos, ainda no governo de Sócrates.» [Observador]

      
 Disfuncionalidade cognitiva temporária
   
«Quando chegou ao Governo, Mourinho Félix, primo de José Mourinho, foi chamado de “special two“. Esta sexta-feira fez jus ao apelido, com declarações polémicas ao jeito do treinador português. Provocador, incendiou a bancada adversária. Tudo corria morno, quando o secretário de Estado do Tesouro e Finanças atirou uma farpa dura a um vice-presidente da bancada social-democrata: “Ou o deputado Leitão Amaro tem um profundo desconhecimento do RGIC [Regime Geral das Instituições de Crédito] ou uma disfuncionalidade cognitiva temporária“. Estava aceso o rastilho.
  
Durante sete minutos, Ferro Rodrigues não conseguiu ter mão na câmara. Foi audível a forte pateada na bancada do PSD, com vários protestos dirigidos à mesa e à bancada do Governo. A bancada socialista ficou quase toda petrificada. Sem reação. O próprio presidente da Assembleia da República deu, desde logo, uma reprimenda ao secretário de Estado, que avisou que podia “continuar, mas com respeito pelos deputados e pela câmara.”» [Observador]
   
Parecer:

Não se percebe o porquê de tanta irritação, eu até julgava que o deputada sofria de alguma disfuncionalidade permanente ou, pelo menos, com a duração da legislatura.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Afinal, onde é que ele quer ser julgado?
   
«Em nota enviada à agência Lusa, João Costa Ribeiro Filho, advogado no Brasil de Duarte Lima, refere que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu enviar o processo para Portugal para ser julgado pelos tribunais portugueses, mas salientou que esta decisão "não é definitiva", porque "dela cabe recurso", o que irá ser feito pela defesa do antigo deputado do PSD.

O advogado lembra que o processo estava concluído para julgamento no início de 2016 na comarca de Saquarema, mas "estranhamente, nessa data, o Ministério Público (MP) brasileiro, que teve a direcção do processo durante mais de seis anos, não confiou no sistema de justiça brasileiro e pediu ao juiz da comarca de Saquarema que os autos fossem remetidos para as autoridades portuguesas, para que o julgamento ocorresse em Portugal".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Mas não queria ser julgado em Portugal?
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

sexta-feira, novembro 25, 2016

Sondagens

As últimas sondagens, produzidas pela Universidade Católica, não trazem surpresas, a anão ser o facto de um PSD de ultra direita ainda se encontrar acima dos 29,11%, os resultados eleitorais conseguidos por Manuela Ferreira Leite. Para um partido liderado por alguém que considera que o crescimento deve ser conseguido em prejuízo dos grupos profissionais que detesta ou desconsidera por motivos ideológicos é um resultado que pode ser considerado notável.

Apesar de uma tentativa de dar um ar de seriedade na oposição é em provável que muitos eleitores esperem pelos resultados orçamentais e económicos de 2016. Se o governo demonstrar que é possível reduzir o défice sem alguns portugueses e que mesmo com uma política fortemente restritiva, que respeita o Pacto de Estabilidade, a economia cresce, a direita ultra que tomou conta do PSD ficará sem argumentos e o Passos terá de se arrastar até às autárquicas. Esgotado o debate do OE e superados os problemas na CGD a direita ficará sem agenda para se afirmar e iniciará a sua travessia no deserto. Resta-lhe embirrar com as obras de Lisboa ou com os meios comboios da Linha Verde do metropolitano de Lisboa, mas s mesmo aí enfrenta a dificuldade na escolha de um candidato autárquico para a capital.

O grande vencedor nestas sondagens é Paulo Portas, apesar de estar ausente e precisamente por causa disso, revelou a inteligência que Passos perdeu desde que Miguel Relvas o abandonou e soube ir tratar da sua vida. Se algum dos seus na liderança do CDS estaria sempre presente, mas ao escolher Assunção Cristas, deixou no seu lugar alguém que o fez esquecer sem subir nas sondagens. Ninguém se lembra de Portas e a culpada da queda do CDS é do lirismo religioso de Assunção Cristas.

Na luta eleitoral entre BE e PCP, a mais acesa desde as últimas eleições, o BE leva a melhor, mostrando que no mundo de hoje o marketing tem por vezes mais influência na preferência dos consumidores. Apesar do peso do PCP no sucesso deste governo tem sido o BE a ir à árvore colher os fruto, à frente de todos os outros e principalmente d PCP. O problema é que são tantas as vezes que se antecipa que acaba por comer a fruta ainda verde, acabando por descer nas sondagens.


Costa assumiu todos os riscos, fê-lo contra Seguro, fê-lo quando o deram por derrotado nas eleições, insistiu quando lançou a geringonça, voltou a fazê-lo nas presidências. Manteve a sua tese em relação à política económica, Nunca hesitou em manter a sua relação com os parceiros, em segurar Centeno ou em manter com o Presidente a melhor relação que um Presidente teve com um primeiro-ministro em democracia. O resultado está à vista, sendo e esperar que se avolume no fim do ano e à medida que se aproximarem as autárquicas.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
João Rebelo, deputado do CDS

Parece que o CDS, o tal partido que tem um grande sentido de Estado defende que as promoções ou niomeações nas forças armadas deve ser matéria de discussão na praça pública. Alguém devia explicar a este deputado que as coisas não se fazem assim e que a nomeação de um chefe militar não é bem a mesma coisa que as nomeações que o CDS fazia nos seus tempos de governo.

Quanto ao argumento de qe se algo é notícia deve ser discutido no parlamento só há uma coisa a dizer, é ridículo, e os deputados devem ter a noção do ridículo, sob pena de ninguém levar o parlamento a sério.

«O deputado do CDS-PP João Rebelo manifestou hoje estranheza pela não recondução do almirante Macieira Fragoso na chefia da Marinha e exigiu do Governo esclarecimentos sobre as razões dessa decisão, apelando também à intervenção do Presidente da República.

"Apelamos ao senhor Presidente da República, como Comandante Supremo das Forças Armadas e em última instância quem nomeia o próximo CEMA, para que acompanhe com muito cuidado esta situação e que tenha uma intervenção que modere e reequilibre tudo o que tem a ver com este processo", afirmou João Rebelo, em declarações à agência Lusa.

O deputado afirmou esperar que "por trás de tudo isto não exista outro tipo de motivações absolutamente alheias à dinâmica normal da substituição de um chefe militar" e considerou que o ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, e o Governo, devem esclarecimentos ao parlamento e ao país.» [DN]

 Curiosidade

Parece que quanto mais pobres há em Portugal, mais estrelas Michelin  são atribuídas aos seus "chefs".

 Serão virgens?

Onde estará o mal em que alguém convidado para vir a presidir à CGD participar a título informal numa reunião sem que isso implique acesso a informação confidencial? Em quantas privatizações, incluindo de bancos, participou Ricciardi como consultou, sabendo-se das suas responsabilidades no Grupo BES. Se bem me lembro até fazia telefonemas ao Passos Coelho tratando-o por tu, em que o questionava sobre aspectos das privatizações ainda antes destas estarem discutidas em Conselho de Ministros.

E quantos homens próximos de Passos Coelho ou que integraram o seu governo tinham sido quadros da Gooldman Sachs que esteve presente em tantos negócios em Portugal durante os governos do PSD?

Ver agora Passos Coelho tão empertigado só porque o atual presidente da CGD ter participado em reuniões ainda antes de assumir o cargo, porque pertencia ao BPI só pode ser uma anedota.

      
 Em nome da competitividade
   
«Em Portugal, ao contrário do resto da Europa, trabalha-se cada vez mais horas, especialmente quadros e chefias, e o fenómeno tem implicações nas relações familiares mas também na saúde, alerta o psiquiatra Pedro Afonso.

O aumento da permanência no local de trabalho tem vindo a aumentar e isso tem implicações na saúde, aumentando a hipertensão, as doenças cardiovasculares ou a diabetes, mas também os casos de depressão, ansiedade e insónia, disse o especialista à Lusa.» [Público]
   
Parecer:

E há quem diga que se trabalha pouco.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Passos sofre da síndrome das autárquicas
   
«O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse hoje que vai votar contra a integração dos trabalhadores precários na função pública.

Numa intervenção durante a 1.ª Convenção Anual de Administração Pública Reforma do Estado: principais estratégias e desafios, em Leiria, Passos Coelho considerou também que as reformas do Estado não são feitas desta forma e que na discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2017 votará contra a medida anunciada.

"O Governo já está a prometer para setembro do próximo ano, que é o mesmo da campanha eleitoral autárquica, integrar no Estado os precários todos. Não sabemos quem são, o que fazem, o que é que vai custar para futuro e quem é que vai ter de pagar isso. Enquanto as reformas do Estado forem feitas assim, estamos mal. E espero ir votar contra isto hoje de manhã, justamente daqui a pouco, no parlamento, dentro da discussão da especialidade do Orçamento do Estado", adiantou Pedro Passos Coelho.» [DN]
   
Parecer:

Anda com tanto medo das autárquicas e do que poder´ser o seu futuro que já sofre da síndrome das eleições autárquicas, em tudo o que seja decisão política do governo o diabrete de Massamá só vê eleitoralismo. Por este andar vai exigir que o governo fique em gestão até saber por quantos perdeu nessas eleições.

Votar contra a integração de quem já trabalha no Estado há muitos anos é uma sacanice de quem odeia o Estado e os funcionários públicos. Tudo o resto é treta por parte do diabrete de Massamá.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Revogada mais uma sacanice de Passos
   
«O Conselho de Ministros aprovou o regime de valorização profissional dos trabalhadores em funções públicas que respeita a carreira, a categoria e a área de origem do trabalhador e mantém o nível remuneratório, revogando o regime da requalificação.

Na conferência de imprensa do Conselho de Ministros desta quinta-feira a secretária de Estado da Administração e do Emprego Público, Carolina Ferra, apresentou este novo regime, que revoga o aprovado pelo anterior Governo da requalificação da administração pública, justificando que este "falhou em todos os aspetos, além de que implicava uma redução remuneratória, uma redução de direitos e, no limite, a cessação de contratos de trabalho".» [DN]
   
Parecer:

Além de um falhanço foi mais uma velhacaria do velhaco de Massamá.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «»

 Metade dos portugueses andam ao tio, ao tio
   
«Mais de metade dos consumidores portugueses (51%) afirmam que não pagam as faturas dentro do prazo por falta de dinheiro, segundo um estudo hoje divulgado.

De acordo com o Relatório de Pagamentos Europeu do Consumidor, desenvolvido pela Intrum Justitia, apesar de 94% dos inquiridos considerarem que "é importante pagar sempre" as contas dentro do prazo, 29% afirma que, neste momento, "não tem dinheiro suficiente para ter uma vida digna".

O estudo, feito a partir de dados recolhidos numa pesquisa realizada em simultâneo a 21.317 cidadãos europeus de 21 países e que contou com a participação de 1.010 portugueses, visou conhecer a situação e saúde financeira das famílias face ao atraso nos pagamentos.» [DN]
   
Parecer:

E há os que não têm nem  dinheiro, nem contas.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Esqueceram-se da execução orçamental
   
«éfice acumulado até outubro das Administrações Públicas (AP) diminuiu 357 milhões de euros face ao período homólogo, acentuando a melhoria observada até setembro.

Em comunicado agora divulgado pelo Ministério das Finanças pode ainda ler-se que "este desempenho resulta do aumento de 1,7% da receita, superior ao crescimento de 1,1% da despesa". No mesmo documento refere-se ainda que "o quarto trimestre inicia-se com perspetivas positivas na frente orçamental, dando continuidade às boas notícias relativas ao crescimento económico do terceiro trimestre, 0,8%, em cadeia".

O Ministério das Finanças sublinha que até outubro, o défice fixou-se em 4 430 milhões de euros, "representando 80,7% do previsto para o ano, quando em 2015 já apresentava um valor próximo do défice anual".

O excedente primário das administrações públicas foi de 3 118 ME, uma melhoria de 683 ME face a 2015.» [Expresso]
   
Parecer:

Desta vez a oposição, que há poucos dias exigia as previsões até ao final do ano, ignorou a execução orçamental. Porque terá sido?
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»


 Estalou o verniz
   
«Carmona Rodrigues, apoiante de Assunção Cristas na candidatura à capital nas autárquicas do próximo ano, cancelou a sua participação, esta noite, numa tertúlia do PSD sobre "o futuro de Lisboa" para que não possa ser lida como "estando com um pezinho aqui e outro ali".

"Estou a apoiar Assunção Cristas a 100%, estou empenhado, motivado e convicto na sua eleição", diz ao Expresso. Repete: "Quero que ela ganhe. Estou-lhe dedicado e... fiel".

O antigo presidente da Câmara admite que se sentiu "desconfortável" com a divulgação da sua participação no debate e não mede as palavras para a classificar: "É um atentado à minha honra". Explica: "Quando há um conjunto de amigos que me convidam para ir à Biarritz discutir Lisboa, eu vou porque gosto e porque sou um homem livre. O estar presente num debate não quer dizer que dou o apoio a alguém".» [Expresso]
   
Parecer:

O mesmo PSD que em tempos queimou Carmona, agiora tenta exibi-lo como troféu.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

quinta-feira, novembro 24, 2016

Estabilidade e confiança

Sentindo-se atingido pelo discurso de Marcelo Rebelo de Sousa o líder do PSD respondeu sugerindo que não se pode confundir estabilidade com confiança, para ser mais preciso o líder da direita disse que  “Não há contradição nenhuma [com o Presidente], não devemos é confundir estabilidade, que é uma coisa instrumental, com a confiança, sem o qual o país não cresce”.

Não é a primeira vez que Passos Coelho tenta passar a ideia de que enquanto político está acima de maiorias parlamentares ou de políticas económicas. Aquele que se apresentou no último congresso do PSD como o arauto da democracia, propunha até “social-democracia sempre”, julga-se o homem em quem os investidores confiam e que garantem estabilidade política independentemente dos deputados que o apoiam, tudo isso porque está à direita.

No mês de agosto a sua bazófia ia ao ponto de declarar "Quem é que põe dinheiro num país dirigido por comunistas e bloquistas?", como se só um governo de direita fosse compatível com investimento privado. É esta a lógica deste grande intelectual da nossa vida política, quando mais à direita for um governante, quanto mais próximo estiver da defesa da escravatura, mais atrai os investidores. Por outras palavras, o melhor amigo dos plantadores de café do Brasil colonial eram os donos dos navios negreiros.

Para Passos o crescimento mais do que de políticas, de um povo ou de um país é o resultado da sua pessoa, logo dele que, como se sabe, é de um grande brilhantismo intelectual. Para ele os investidores preferem os países onde os governantes apostam na escravidão, mas, pior do que isso, a estabilidade política pressupõe que quem governa conta com a paixão dos investidores, principalmente dos que apostam em salários mínimos miseráveis.

Passos ainda está convencido de que estabilidade política seria governar em minoria, fazendo do presidente uma espécie de “corno manso”, desrespeitando a legalidade constitucional e ignorando ou mesmo gozando com os acórdãos do Tribunal Constitucional. Passos confundiu a troika com investidores e está convencido de que o senhor Saraiva da CIP tem tanto poder numa democracia parlamentar como tinha o Subir Lall nos tempos em que ele fazia vénias aos funcionários da troika.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Miguel Poiares Maduro, rapazola inteligente

Miguel Poiares Maduro foi em tempos apresentado como uma vedeta inteletual que ia melhora um governo onde a inteligência escasseava, papel que ele assumiu convencido de que ia ser mesmo assim. Talvez por isso ainda se sinta uma espécie de príncipe, arrogando-se o direito de pensar que todos devemos ouvir com admiração cada uma das suas patacoadas.

Dizer que o crescimento económico ocorrido em 2015 era sustentado e que vem fazer propostas estruturantes que o governo deve receber com a humildade que deve caracterizar os pobres é digno de alguém que não deve saber muito bem o que é isso do sustentado. A verdade é qu, como todas as organizações internacionais afirmara, em 2015 o governo abriu os cordões à bolsa sem qualquer critério ou orientação, permitindo, designadamente, um aumento descontrolado das famosas "gorduas do estado". O objetivo era ganhar eleições.

O crescimento económico registado em 2015 foi motivado pela procura externa e aumento do consumo interno, rigorosamente o mesmo que sucedeu este ano. Mas com duas diferenças, um contexto externo mais favorável e uma total ausência de orientação, o aumento descontrolado da despesa, financiada pela antecipação das receitas fiscais de 2016.

«“É irónico que, não estando o PSD no Governo, seja do PSD que se espere que se apresentem propostas estruturais que permitam ao país retomar a trajetória de crescimento sustentado que tinha iniciado”, disse Poiares Maduro, um dos oradores escolhidos pelos sociais-democratas para defender as propostas relacionadas com a área da descentralização. São três as áreas em que assentam as propostas do PSD: além da descentralização, há a reforma da segurança social e a economia e o investimento. Tudo matérias onde, defendem os sociais-democratas, o Governo socialista concorda que é preciso reformar.

Quase em simultâneo com o discurso do Presidente da República, que numa conferência do Jornal de Negócios na mesma manhã disse que um “centrão artificial imposto” não era a solução ideal para o país, Miguel Poiares Maduro disse que não há desculpas para o Governo não responder positivamente a estes consensos “oferecidos de bandeja”.» [Observador]

      
 Pobre Passos
   
«O Presidente da República considera que a estabilidade política e social com a atual fórmula governativa superou as expectativas e que, neste quadro, "um centrão artificial imposto na governação do país seria pouco clarificador".

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu esta posição num discurso de cerca de 45 minutos na abertura da conferência "Que direção para Portugal e a Europa?", promovida esta quarta-feira pelo "Jornal de Negócios", no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa.

"Neste momento, tudo o que seja configurar um centrão artificial imposto na governação do país seria pouco clarificador. O clarificador é conhecer-se exatamente aquilo que é proposto por cada uma das fórmulas governativas que no momento existem, e que podem existir e desejavelmente deveriam existir até ao fim da legislatura", afirmou.» [Expresso]
   
Parecer:

Não há dia da semana em que esta pobre alma não sofra por causa de declarações de MArcelo, até parece vingança por causa da boca do cata-vento.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 No melhor pano cai a nódoa
   
«Até o patrão dos patrões portugueses. A profunda crise que abalou o sector imobiliário português, e que se reflectiu nas empresas de comércio de materiais de construção, deixou a indústria do presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, à beira da falência.

"Apesar dos continuados esforços na redução de encargos", a Metalúrgica Luso-Italiana, que fabrica torneiras da marca Zenite,  registava "sistematicamente" resultados negativos. Só entre 2011 e 2014, a empresa acumulou prejuízos de 1,4 milhões de euros, para uma facturação da ordem dos 1,6 milhões de euros anuais.

No final do ano passado, lê-se no seu Processo Especial de Revitalização (PER), "o nível de endividamento atingido e a inexistência de activos desonerados priva a empresa de recorrer a novos financiamentos", retirando-lhe assim "a possibilidade de manter uma política de ‘stocks’ que lhe proporcione alguma vantagem competitiva". Por outro lado, "a exigência dos fornecedores no recebimento contra entrega ou antecipadamente torna-se cada vez mais comum", pelo que "a premente exigibilidade do reembolso dos financiamentos limitará em definitivo a tesouraria".» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

O sigilo fiscal protege muito boa gente.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»


 Governante oportunista
   
«Passados dois anos, há novidades na operação que investiga a concessão dos vistos gold – a Operação Labirinto. Miguel Palos, ex-diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), terá facilitado e acelerado processos a amigos do então ministro da Administração Interna Miguel Macedo, apenas para agradar ao governante e travar a extinção do SEF, avança o “Diário de Notícias” esta quarta-feira.

Esta é uma das conclusões do relatório do Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) preparado para o julgamento, que está marcado para janeiro, a que o matutino teve acesso. No mesmo documento, a dedicação de Manuel Palos ao SEF é descrita como “brilhante”. Ainda assim, o IGAI, tendo em conta a sua conduta, acusa-o de ter violado vários deveres profissionais e propõe a sua suspensão por 150 dias. “O arguido era pessoa extremamente preocupada com o serviço que dirigia e com as suas funções, tendo desempenhado de forma brilhante o cargo de diretor nacional”, lê-se no relatório.» [Expresso]
   
Parecer:

A ser verdade isto significa que o ex-ministro levou o oportunismo a níveis inimagináveis e merece uma condenação pesada. Usar e abusar da hierarquia de uma instituição, levando-a a decisões à margem da lei oferecendo em troca estabilidade no funcionamento das instituições do Estado requer uma imaginação própria de alguém muito mafioso.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelo julgamento.»

 A proposta mais idiota do ano
   
«O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, desafiou o Governo a fazer um “interregno” no caminho escolhido até agora e a aprovar as propostas da bancada social-democrata ao Orçamento do Estado (OE) em torno da descentralização autárquica e da atracção do investimento. Numa intervenção perante os deputados do PSD, no Parlamento, Passos Coelho acusou o executivo de não ter a coragem de assumir um plano B no OE 2017 ao tomar medidas como as cativações permanentes e os cortes no investimento público para atingir a meta do défice. E fez o retrato da governação socialista como não tendo estratégia, vivendo a “curto prazo”, a preparar o PS e os outros partidos “para a eleição autárquica, e vivendo um ano de cada vez”.

Depois de salientar a divergência entre as previsões do Governo e os resultados obtidos, Passos Coelho lançou o desafio ao Governo de António Costa para assumir uma posição clara e viabilizar as propostas do PSD. “O que vai fazer o Governo? Vai fazer como até aqui e dizer tudo o que vem do PSD não interessa, para no dia seguinte dizer que é uma pena o PSD não estar disponível?”, questionou, no encerramento de uma reunião da bancada sobre o OE.  “Ou quer o Governo mesmo aproveitar esta oportunidade para dizer que o tempo até aqui foi um interregno, ‘agora que aliviámos um bocadinho a pressão, vamos começar a trabalhar para um rumo diferente’”, desafiou, sublinhando que as propostas do PSD “não são fechadas” e que o partido está disponível para “modelar” as medidas.» [Público]
   
Parecer:
Este primeiro-ministro no exílio acordou um ano depois e com piadas novas.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

quarta-feira, novembro 23, 2016

Falta clareza ao discurso do PSD

Quando o PSD andou nas ruas da amargura, nos tempos de Manuela Ferreira Leite, que se falava na refundação da direita e de um novo programa para aquele partido. Mas a crise financeira entregou o poder a Passos Coelho e Paulo Portas sem que estes tivessem de dizer ao qu vinham ou, pior ainda, ganhando as eleições mentindo de forma premeditada.

Significa isto que hoje ninguém sabe o que é o PSD, sabe-se que existe, que tem muitos militantes, que conta com algumas personalidades de quem se pensa serem possuidores de quotas privilegiadas, mas não tem nem programa, nem projecto. Para se saber o que “pensa” o PSD tem de se perguntar a Passos Coelho, mais ninguém pode falar ou pensar por um partido sem programa. Não serve de nada perguntar a Marco António, Montenegro ou Maria Luís Albuquerque, não só têm apenas umas leves ideias sobre os mais variados temas de interesse, como são gente que só gosta de repetir o que o chefe fala.

Se lermos Rui Ramos e outros do Observador ficamos com uma ideia mais próxima do que Passos pensa ou, par se ser mais preciso, para sabermos o que Passos vai pensar depois de também os ler. A autonomia intelectual de Passos é diminuta e desde que Miguel Relvas o abandonou que o líder do PSD pouco mais é do que aqueles trejeitos faciais que faz quando julga estar a dizer algo de engraçado.

A geringonça ajudou a clarificar a vida política do país, agora há uma esquerda e dentro dessa esquerda há várias sensibilidades e abordagens diferentes dos problemas. O fim dessa falsidade ideológica a que chamam centro teve a virtude de criar uma clivagem clara entre a esquerda e a direita, das formas de pensar e de governar. O problema é que a lógica de Passos Coelho e de Assunção Cristas continua a ser a de recear tornar público o que pensam, são de direita mas gostam de se afirmar como um bloco central.

Na direita não há diferenças de projectos, na hora de dizerem ao que vêm são todos muito politicamente correctos, Passos Coelho é “social-democrata sempre” e a Assunção cristas partilha os bons valores dessa coisa estranha que é a “doutrina social da igreja”. Ninguém é mais conservador ou liberal, são todos bonzinhos. Querem ganhar os votos da esquerda e da extrema -direita, não assumindo o que pensam nem propondo aquilo que gostariam de ver implementado por um governo.

A direita de Passos é um deserto de ideias e no seu caso pessoal de inteligência, não há propostas, não planos nem programas. 

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Pedro Nuno Santos

Há expressões que no léxico político português devem ser evitadas e desde que Braga de Macedo, ministro das Finanças de Cavaco Silva, disse que Portugal era um oásis na Europa, dizer que Portugal é uma ilha na Europa faz lembrar aqueles de que muitos diziam a brincar ser um adiantado mental. É óbvio que a direita vai usar esta expressão, tentando incluí-la no anedotário político nacional o que não favorece nada o secretário de Estado, de ilhas já nos basta a dos tempos do Alberto João.

«O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, defendeu esta tarde que "estamos, em Portugal, numa ilha de estabilidade". "Quando olhamos para o que acontece no Mundo, nos Estados Unidos e na Europa, onde a incerteza política e instabilidade são grandes, Portugal é um espaço de estabilidade. Esta é uma grande vitoria de uma solução de Governo que muitos antecipavam que seria de instabilidade. Estamos a caminho de aprovar o segundo Orçamento do Estado, temos uma estabilidade politica e social que faz inveja e devemos vincar isso as vezes todas que for possível, porque esta é uma vitoria importante", defendeu.

As palavras de Pedro Nuno Santos foram proferidas num dos painéis das jornadas parlamentares do PS, que decorrem na Guarda, e onde o secretário de Estado fez um balanço extremamente positivo ao primeiro ano de 'geringonça' e saudou o papel desempenhado nesta solução de Governo pelo BE, PCP e Os Verdes.» [Expresso]

      
 Operação Marquês continua investigação do mano da PGR
   
«Os investigadores da Operação Marquês terão descoberto novas provas relativas ao alegado plano de José Sócrates para controlar a TVI, escreve esta terça-feira o jornal i. Os documentos, encontrados em junho em buscas ao banco Haitong (ex-Banco Espírito Santo Investimento), mostrarão que José Sócrates e Rui Pedro Soares, então administrador da PT, pretendiam utilizar o Taguspark (de que a PT era sócia) para realizar a compra da estação de televisão aos espanhóis da Prisa em parceria com o Grupo Lena e investidores angolanos.

A hipótese do Taguspark ser usado para comprar a TVI não é propriamente uma novidade. É um pormenor que já tinha sido descoberto em 2009 durante a investigação do caso Face Oculta por parte do DIAP de Aveiro e que motivou a extração de uma certidão para uma investigação autónoma a Sócrates por suspeitas do crime de violação do Estado de Direito. O então procurador-geral Pinto Monteiro e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha de Nascimento, impediram a realização dessa investigação por entenderem que as suspeitas do DIAP de Aveiro não tinham fundamento.

A novidade reside no facto de os investigadores da Operação Marquês estarem a investigar o negócio da compra da TVI por entenderem que essa poderá ser mais uma prova da alegada ligação estreita entre José Sócrates e o Grupo Lena. Numa busca realizada ao Haitong, os investigadores terão encontrado notas de uma funcionária do banco feitos durante uma reunião em que foi delineado o plano para a compra da TVI. A funcionária do banco Haitong foi interrogada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal em setembro e confirmou as reuniões que preparavam a “eventual aquisição da Media Capital [dona da TVI] por parte de um consórcio que integrava o Taguspark, o Grupo Lena e outros investidores”, segundo o i.» [Observador]
   
Parecer:

As voltas que a Operação Marquês dá, depois de tantas provas parece que agora pretende dar-se razão às desconfianças do irmão da Procuradora-Geral e que são profusamente divulgadas no livro da "alcoviteira" de Belém. As investigação parece que seguem agora no trilho dos ódios cavaquistas.

Tudo começou com uma suposta transferência de dinheiro comunicada pela CGD e depois de passar pela Venezuela, Angola e Algarve, a investigação desvia-se do trilho da corrupção para investigar outro tipo de crimes. Significa que se procuram mais crimes ou que ainda não se provou um crime?
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Os pafiosos estão de voltam
   
«Está aí a “PàF autárquica”: PSD e CDS vão fazer um acordo autárquico para as eleições locais de 2017, similar ao de há quatro anos quando estavam juntos no governo. Já está a ser esboçado um documento e, segundo apurou o Observador, já houve a primeira reunião do grupo responsável por fechar o “acordo-quadro”. Na última terça-feira, 15, houve o primeiro encontro entre PSD e CDS para discutirem o assunto com os dois coordenadores autárquicos (Carlos Carreiras, pelo PSD; Domingos Doutel, pelo CDS) a reunirem-se na sede social-democrata, na São Caetano à Lapa, numa reunião o onde também estiveram os dois secretários-gerais: José Matos Rosa (PSD) e Pedro Morais Soares (CDS).

Embora ainda não estejam fechados, os acordos PSD/CDS deverão ultrapassar largamente a meia centena de autarquias (em 2013, quando fecharam o acordo eram 69 e acabaram por ser 89 câmaras ) e, explicou fonte social-democrata ao Observador, “as coligações, tal como há quatro anos, permitirão que se juntem outros partidos mais pequenos como o Partido Popular Monárquico ou o Movimento do Partido da Terra”. De acordo com a mesma fonte “o documento está a ser trabalhado, mas tem por base o de há quatro anos e deverá ser muito parecido”.» [Observador]
   
Parecer:

Agarram-se um ao outro para tentarem evitar o afogamento.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver o que vai suceder em Lisboa.»

 Palhaçada orçamental
   
«Pedro Passos Coelho tinha avisado que o PSD não entraria em negociações de "mercearia" no debate sobre o Orçamento do Estado para 2017 e que só iria a jogo com propostas de alteração de natureza "estruturante". São essas "propostas estruturantes" que o PSD se propõe apresentar e debater esta quarta-feira de manhã, num colóquio na Assembleia da República.

Os deputados sociais-democratas foram surpreendidos na segunda-feira à noite com uma "convocatória urgente" do líder parlamentar, Luís Montenegro, para estarem presentes na quarta-feira numa "reunião aberta do grupo parlamentar" – ou seja, com a presença da comunicação social e "difundida em direto pelos canais do PSD". Depois de um processo de preparação de propostas de alteração ao OE no qual o grupo parlamentar nunca participou –o trabalho ficou confinado à direção do partido e do grupo parlamentar – os deputados vão finalmente conhecer essas propostas ao mesmo tempo que o país. "Somos os figurantes que vão lá bater palmas", desabafava esta manhã um deputado social-democrata.

Nesta espécie de showcase das "propostas estruturantes" do PSD, Luís Montenegro é o primeiro a ocupar o palco e Pedro Passos Coelho será o último. Pelo meio, três especialistas convidados vão falar das grandes áreas destacadas pelo partido: Miguel Poiares Maduro, ex-ministro com a tutela do Desenvolvimento Regional vai falar de descentralização e poder local; Pedro Reis, ex-presidente da AICEP e atual presidente do Instituto Sá Carneiro, vai apresentar as propostas sobre economia e investimento; Paulo Ferreira, ex-diretor nacional do Instituto de Segurança Social, vai falar das ideias dos sociais-democratas para a reforma da Previdência.» [Expresso]
   
Parecer:

Depois de se ter recusado a colaborar no OE de 2015 o PSD prepara uma palhaçada orçamental, com uma sessão parlamentar exclusiva sobre propostas orçamentais que não propôs e usa agora para dar espectáculo. Primeiro Passos organizou as cortes orçamentais de Albergaria-a-Velha, onde apresentou as suas patacoadas no estatuto de primeiro-ministro no exílio. Agora vai ao parlamento fazer o seu show exclusivo, para a comunicação social e sem qualquer espécie de contraditório.

Enfim, Passos Coelho passou agoira à fase do primeiro-.ministro no exílio falando para o parlamento dos pequeninos, onde só ele e o Montenegro falam, enquanto os outros babacas aplaudem.

Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Espaço aéreo português
   
«A Força Aérea Portuguesa intercetou na semana passada dois bombardeiros russos em espaço aéreo de responsabilidade portuguesa, avançou hoje a edição online do Público.

Segundo esta fonte, o incidente ocorreu na madrugada de quarta para quinta-feira, tendo a Força Aérea feito o acompanhamento dos dois aparelhos por razões de segurança, embora estes não tenham feito qualquer ameaça ou mostrado uma atitude de hostilidade.» [DN]
   
Parecer:

Espaço vigiado por Portugal no âmbito na NATO, espaço aéreo português ou espaço aéreo sob jurisdição portuguesa é que não. Do ponto de vista internacional tratou-se de uma provocação pois bastariam os radares para acompanhar os aviões.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao DN que seja mais cuidadoso nos conceitos que usa, não vá alguém levar os seus títulos a sério.»

 Marcelo ainda mata o Passos com um ataque de caspa
   
«O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou esta terça-feira que "é sempre boa notícia" haver condições financeiras para o reembolso antecipado de duas 'tranches' do empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) que foi anunciado pelo Governo.

"Quando se entende que há condições financeiras - e é o Governo o juiz dessa decisão - para antecipar reembolso isso significa que há disponibilidade para o efeito e portanto, a confirmar-se, é sempre boa notícia", respondeu Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas no final da sessão de entrega de prémios do 13.º Encontro Nacional de Inovação COTEC, que decorreu esta terça-feira em Lisboa.» [DN]
   
Parecer:

Com bocas destas não é diabo de Massamá que aguente.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

terça-feira, novembro 22, 2016

O ideólogo da treta de Passos Coelho



Vale a pena ler Rui Ramos, quando um dos ideólogos desta direita extrema e chique recorre ao incidente da queda da estátua, no Museu de Arte Antiga, como argumento ideológico em defesa de Passos, diz tudo sobre a total falta de argumentos. Tudo o resto na sua escrita é mentira e manipulação sem grande consistência. Pobre Passos Coelho, não é com ideólogos como este que vai longe.

“O problema de Passos é comercial. Passos, quando anuncia o “diabo”, fala para o público em geral, em nome do bem comum.”

Não, quando Passos anunciam o diabo não está pensando no bem de ninguém, quem prevê ou deseja um desastre nas contas públicas não deseja o bem de ninguém.

“Durante o ajustamento, Passos governou para todos e para ninguém em especial.”

Mentira, durante muito tempo os alvos da austeridade foram os funcionários, opção explicada por gente do governo como sendo eleitoralistas, Passos optou por concentrar a austeridade naqueles que mais odiava e continua a odiar. Mais tarde alargou a austeridade a alguns pensionistas e só adoptou a sobretaxa para financiar a descida do IRC, quando falhou o golpe sujo da TSU.

“A austeridade foi transversal, perdoando apenas, na sua incidência directa, os rendimentos mais baixos.”

Mais uma mentira, para além de todos os cortes nos apoios sociais e antes de adoptar qualquer medida de austeridade transversal, Passos aumentou o IVA nos bens alimentares de primeira necessidade e na electricidade.

“Entre 2011 e 2015, não negligenciou apenas a comunicação e o “networking”. Desprezou a ideologia, para aumentar impostos.”

Mentira, a tese da desvalorização fiscal é ideológica e levou a que alguns rendimentos que suportam o IRC financiassem das descidas na TSU. Na hora das eleições, em 2015, Passos montou uma mega fraude fiscal com o intuito simular a mentira do reembolso da sobretaxa.

“Enganou-se: a folga que ele deixou está a ser gasta por Costa para fazer precisamente o que Passos julgou que tinha acabado.”

A “folga” que Passos deixou foram reembolsos por fazer no IVA, em resultado da fraude eleitoral do reembolso da sobretaxa e o exagero de retenções na fonte de IRS que tiveram de ser reembolsadas em 2016. 2016 não foi um ano de folga mas sim de redução do défice.

“Na oposição, Passos continua a falar para todos, em nome do bem público.”

Mentira, Passos continua a falar apenas para os que não odeia e é por isso que chega a dizer que com ele os capitalistas gostariam mais de investir.

“Nos seus discursos, mesmo quando os escreve, Passos cita estatísticas, raciocina, é didáctico.”

Quando é que isto sucedeu, as únicas estatísticas que Passos citou foram as que supostamente seriam divulgadas em Setembro e que ninguém percebeu quais eram, talvez porque o seu golpe fiscal falhou.

“Podem os sábios vir ensinar que o crescimento económico é metade do espanhol, ou que os juros da dívida estão a subir. Podem os jornais notar que o Metro de Lisboa circula no Terceiro Mundo, ou que há estátuas derrubadas no Museu de Arte Antiga."

A dívida nunca foi pequena, os juros nunca foram baixos e o Metro começou a ser miserável com a gestão de Passos. Quanto à queda da estátua só revela a pouca inteligência de Ramos.

“Quem quer saber disso, se os funcionários vão ser aumentados, e os “precários” entrar no quadro?”

Os funcionários não foram aumentados, deixaram de perder tanto e ao contrário do que sucedeu em Espanha não foram ressarcidos do que lhes foi tirado.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
José Manuel Fernandes

É evidente que algumas palavras do discurso deste ideólogo da direita extrema que apoia e tenta salvar o que resta de Passos Coelho são copiadas do discurso do seu menor, os argumentos não são novos, alguns são herdados precisamente dos tempos em as exportações de combustíveis faziam o sucesso do país. Portanto, os argumentos deste ideólogo não nos trazem nada de novo.

Mas, José Manuel Fernandes, que tinha outra frescura inteletual nos tempos da Voz do Povo, comete um pequeno erro de raciocínio, ao dizer que os resultados económicos não se devem a reformas e estando em causa exportações, está condenando o governo que tanto apoiou. As reformas levam tempo a refletir-se nas exportações e se as exportações atuais tivessem resultado de reformas elas teriam que ter ocorrido com o governo anterior.

Aliás, as exportações de que tanto se gabavam Passos e Portas tinham iniciado o seu ciclo de crescimento antes da direita chegar ao poder. Mas parece que para esta direita extrema e chique os bons resultados para o país são irritantes, eles sabem muito bem que por este caminho o seu projeto está definitivamente morto, o país não precisa de pinochetadas económicas para sair da crise.

«Saíram os números do INE sobre o crescimento económico no 3º trimestre e o país – literalmente – embandeirou em arco. 1,6% de crescimento homólogo. 0,8% de crescimento em cadeia. Espectacular. E – agora sem qualquer ironia – ainda bem.

No entanto podíamos ter ouvido vozes dissonantes. Vozes que dissessem, por exemplo, que os bons resultados do turismo eram fruto do contexto externo. Ou que o grande contributo para o salto no PIB vinha da retomada da produção da refinaria da Galp em Sines. Ou ainda que o sucesso das exportações não traduzia nenhuma reforma estrutural da economia. Ou que um bom trimestre não muda “um quadro geral de estagnação ou de crescimento pontual medíocre”.

Não nos deveria surpreender que alguém tivesse vindo apoucar as estatísticas. Até porque todos os argumentos que alinhei no parágrafo anterior encontrei-os na voz ou na escrita de responsáveis socialistas em Fevereiro de 2014, quando a economia também surpreendeu e teve um crescimento homólogo ainda mais elevado, 1,9%. Foi só “googlar” e ver o que tinham dito na altura alguns dos que hoje são os mais estridentes porta-vozes da euforia. Sendo que desta vez até poderia ter encontrado argumentos novos, como o de que parte da surpresa está na aparente contabilização para o PIB da venda dos F16 à Roménia, algo que só por si explicará um oitavo do crescimento registado.» [Observador]

 Dia de descanso

A política tem destas coisas, para dominarem a comunicação social os políticos do PSD e do CDS desdobram-se em iniciativas durante o fim-de-semana, sabendo que o governo e os partidos da geringonça descansam O resultado é que esta segunda-feira parecia ter sido dia santo e os nossos jornalistas tiveram de se socorrer das notícias vindas do estrangeiro.

      
 Azar, vai acabar o folhetim
   
«O presidente da Caixa Geral de Depósitos vai começar por fazer chegar ao Tribunal Constitucional um parecer jurídico a fundamentar a sua decisão inicial de não cumprir o que diz a lei do controlo público da riqueza dos titulares de cargos políticos e altos cargos públicos e entregar uma declaração de rendimentos e património. Perante a eventual (e quase certa) recusa do TC deste parecer, António Domingues não vai insistir na sua posição, expondo a informação em falta.

A notícia foi avançada pela TSF, depois de o comentador político Luís Marques Mendes ter adiantado na SIC que o presidente da Caixa Geral de Depósitos já tinha decidido ficar no lugar mesmo que o Tribunal Constitucional refute o parecer jurídico que o ex-administrador do BPI enviará. A rádio adianta que a decisão já foi comunicada ao Ministério das Finanças e que Domingues ainda vai argumentar, junto do TC, para tentar manter os dados que prestar em sigilo, uma possibilidade nunca aceite pelos juízes do Palácio Ratton. O Observador tentou confirmar a notícia junto da assessoria de Mário Centeno mas ainda não foi possível obter resposta.» [Observador]
   
Parecer:

Mas é mais do que certo que a seguir a direita retoma o tema dos vencimentos.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Aposte-se.»

segunda-feira, novembro 21, 2016

Cuspidelas e escarretas

O país quase parou quando os americanos elegeram Donald Trump, foram-lhe dedicados mais artigos e análises do que a Marcelo rebelo de Sousa, de um dia para o outro o país encheu-se em especialistas do sistema eleitoral americano, desde o Vítor Bento ao pessoal do Observador, todos explicavam a vitória de Tump. A Trump só Pedro Dias, o fugitivo de Arouca, parecia fazer frente, as televisões mais sérias davam prioridade ao americano, a CMTV e a TVI24 preferiam o arouquense.

Mas de um dia para o outro o país esquece Trump e Pedro Dias, uma simples escarreta com cheiro a cigarro electrónico pôs fim às preocupações em relação ao futuro d mundo, bem como ao medo do presumível homicida. A questão deixou de ser do domínio da política u da polícia, passou a tratar-se de uma grande dúvida sobre física, será que a escarradela do presidente do Sporting estava no estado físico ou no estado gasoso? A que parece, se a cuspidela foi projectada para as fuças do adversário não há motivo para ofensa, a cuspidela só assume a ofensa grave sob a forma de escarreta se for projectada no estado líquido.

Durante horas a fio as televisões repetiam até à exaustão as imagens dos corredores do estádio de Alvalade, todos vimos os passos que deram os calcantes castanhos de Bruno de Caralho, quantas vezes o presidente do Arouca abanou a cabeça a pedir reforços, quantos segundos os gases foram retidos nas goelas do Bruno. De um dia para o outro este é o grande problema pessoal.

Se num mundo da bola são as cuspidelas do Bruno que nos preocupam, no mundo da política o debate é igualmente em torno de temas dignos de uma cuspidela. O país, desde Marcelo a Costa o da Assunção Cristas ao exilado de Massamá, todos pararam à espera de saber se o António Domingues vai cuspir uma declaração de rendimentos ou escarrar uma demissão da administração da CGD. Não importa se a CGD caminha para a falência ou quanto nos pode custar o buraco no banco público, o país político está preocupado com mais esta cuspidela.

Quem também anda a precisar que lhe ofereçam um escarrador, utensílio que no passado nenhum balcão público dispensava é o pobre do exilado de Massamá. Neste fim-de-semana foi a mais uma sessão domingueira de cuspo ao alvo e desta vez as vítimas foram o seu ódio especial, os funcionários públicos. Vejam lá, ouvia-se na escarradela desta pobre personagem, que os funcionários públicos são gente tão miserável, que só por receberem mais 25 cêntimos, o que dá para comerem um papo-seco, estes desgraçados vão a correr para as mesas de voto, votar na geringonça em sinal de eterna gratidão pró tanta generosidade. No caso desta cuspidela do exilado de Massamá não há dúvidas sobre se estava no estado líquido ou gasoso, foi mesmo uma escarreta das mais porcas que já vimos.

Umas no cravo e outras na ferraduras




 Jumento do Dia

   
Passos Coelho

Pobre Passos Coelho, o seu discurso é tão pobre que só lhe resta fazer política ao fim-de-semana para que a sua mensagem consiga aparecer na comunicação social. Anda tão preocupado com o seu futuro político a seguir às autárquicas, que a partir de agora tudo o que o governo faz é eleitoralismo. Isto é, o tal governo que não se aguentaria, que não conseguiria nada, que seria alvo de sanções, agora gere a abundância com vista às eleições.

Mas parece que o discurso da personagem não mudou mudou muito, continua a ser miserável e o seu ódio aos funcionários públicos continua a ser do domínio do irracional. Passos Coelho está escandalizado e diz ao que ainda o atura que vejam lá"vão aumentar o subsídio de refeição aos funcionários públicos". É um escândalo, esses malandros aqueles que trataram da esposa no IPO em vez de serem escravizados com cortes salariais ainda vão ter um aumento do subsídio de refeição!

«"O Governo que diga quanto é que tem para aumentar as pensões, dentro dos equilíbrios delicados que atingiu. Mas o que quer que tenha para aumentar as pensões abaixo de 628 euros por mês, estamos a falar, portanto, de pensões baixas, que distribua esse dinheiro que tem para o aumento das pensões de uma forma equitativa, para todos, a partir de 01 de janeiro, não é em agosto", afirmou.

O líder nacional do PSD falava na Guarda, onde presidiu à sessão de encerramento da III Academia do Poder Local, organizada pelo PSD e pelos Autarcas Social-Democratas (ASD).

Sobre o anunciado aumento das pensões, questionou ainda, no seu discurso: "Por que é que é em agosto? Daqui até agosto não há dinheiro para pagar? O Estado só vai ter dinheiro para pagar em agosto?".» [Notícias ao Minuto]

      
 Uma perda irreparável para a Madeira e para a democracia
   
«O jornal onde Jardim iniciou a carreira política está prestes a deixar de ser uma empresa pública e o novo governo madeirense acredita que antes do fim do ano o dossier 'Jornal da Madeira' fica encerrado de vez. Se se confirmar, a venda representará o fim de uma das mais longas polémicas da política madeirense onde coube tudo: os milhões dos subsídios, a linha editorial, os artigos de opinião com ataques a jornalistas e adversários e até uma ocupação das instalações pelo PND que durou nove horas. E a meio de tudo Alberto João Jardim, o defensor da existência do matutino, a bem do pluralismo e contra os inimigos da autonomia.

O prazo de entrega de propostas para a aquisição da empresa termina esta quarta-feira, mas há mais de um ano que o Jornal da Madeira não é o mesmo, mudou até de nome (passou a JM) e o antigo presidente do governo deixou de publicar artigos de opinião. O homem, que durante 41 anos dirigiu, decidiu e influenciou o que se publicava no jornal, aloja agora os textos que escreve num blogue, Fénix do Atlântico, e na página oficial do Facebook, onde tem mais de seis mil seguidores. Quanto ao JM, o mais certo é que seja vendido a um grupo de empresários e por um preço simbólico, que não deverá ultrapassar os 50 mil euros. Os apoios públicos – que chegaram a ser de quatro milhões de euros ao ano– não irão além dos 300 mil euros no próximo ano.» [Expresso]
   
Parecer:

Uma verdadeira pérola da comunicação social.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Proceda-se ao encerramento urgente deste nojo.»
  
 O canalha do Erdogan também apoia Brexit
   
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Parecer:

Parece que Trump não é o único, todos os canalhas deste mundo apoiam o Brexit, desde a extrema-direita europeia até ao extremista Erdogan, todos estão ao lado da destruição da UE.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «»

 Haja alguém de Massamá capaz de ganhar!
   
«O Real Massamá voltou a ser protagonista de mais um eliminatória da Taça de Portugal. Depois de eliminar o Arouca, o clube da Linha de Sintra derrotou o Olhanense, por 2-0 e seguiu para os oitavos de final da prova rainha em Portugal.

Fabio Sabry marcou aos 29 minutos o primeiro golo do jogo e Ruben, logo no início da segunda parte, fez o segundo golo.

Esta é a primeira vez que o Real Massamá atinge esta fase da competição. Depois de eliminar duas equipas dos escalões profissionais, até onde pode ir o sonho do Real?» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

E ainda bem que não é o famoso "homem de Massamá".
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aop califa local se é adepto ou se em futebol é mais a dar para o republicano.»