sábado, dezembro 03, 2016

Tudo isto foi triste

Este processo da CGD devia envergonhar-nos enquanto país, enquanto esquerda ou direita, enquanto ateus ou devotos, enquanto maçons ou gente sem obediências, enqaunto direita ou esquerda, o país assistiu a um espectáculo degradante, cujas consequências conheceremos um dia destes.

Discutiu-se um vencimento que agora já não é exagerado, explicou-se que era a remuneração justa para quem sabia gerir bancos, tinha qualificações e habilitações. Agora que foram ao “carro-vassoura” da gestão buscar alguém sem habilitações, qualificações ou experiência já ninguém questiona o o vencimento, nem o BE e muito menos os extremistas do PSD

No governo de Passos questionava-se a legitimidade das ligações às organizações secretas por parte de quem dirigia instituições pública, Paula Teixeira da Cruz, ministra da Justiça do regime de então, até defendia a adopção de uma lei para regular essa mistura entre negócios públicos e negócios sagrados. Mas tudo isso foi rapidamente esquecido e agora que a Opus Dei lançou uma opa a custo zero sobre o maior banco nacional todos se esqueceram das longas horas de debate.
Dizia a então ministra que “as sociedades democráticas não são compatíveis com sociedades secretas, sobretudo quando existem ritos de obediência”. Mas agora faz-se-silêncio e até ficamos com a sensação de que na próxima missa de acção de graças pela preciosa ajuda divida ao devoto Macedo veremos o Louçã entrar na Sé de Lisboa de braço dado com as Cristas, atrás de um casal de devotos formado por Costa e Maria Luís, com sorte talvez possamos ver Passos entrar com a Manuela Ferreira Leite.

Na escolha era segundo critérios de competência, escolheram o “Mourinho da banca”, agora elogiam as qualidade de gestão de Paulo Macedo a converter as receitas fiscais em notícias laudatórias da sua pessoa e perdoa-se a inexperiência na gestão de um banco, nem sequer se dão ao trabalho de nos dizer como foi o seu trabalho como administrador do BCP ou porque esteve tão pouco tempo na administração desse banco.

Valeu de tudo para que se chegasse ao nome de Macedo, e a confusão noticiosa só merece gargalhadas. Que foi a primeira escolha de António Costa mas o PS não deixou, que o Macedo resistiu ao convite durante três semanas. O rapazola de quem alguém disse sofrer de disfuncionalidade cognitiva temporária teve mais um dos seus brilhantes momentos intelectuais e deu cambalhotas para festejar a escolha do devoto Macedo sem ninguém reparar.

O BE, que se juntou à direita para forçar o presidente da CGD à demissão, agora já aceita o Macedo sem pestanejar, com medo de um colapso da Banca até vão à missa no Campo Grande se for necessário. Os corajosos combatentes republicanos que ficaram com o cu na cadeira durante a última batalha da guerra civil de Espanha, engolem agora e sem pestanejar um sapo devoto de Josemaria Escrivá de Balaguer!

Foi preciso a CGD anda a penar um ano, colocar o país à beira de uma grave crise financeira, destruir moralmente duas administrações da CGD, para lá meterem o Macedo e promoverem Rui Vilar a Chairman, para que o senhor termine em grande a sua longa carreira em altos cargos. Se era para tudo isto não tinha sido necessário tanto tempo e tanto espectáculo triste.

Daqui a uns anos quando a CGD estiver novamente à beira do abismo e um qualquer Passos Coelho dessa ocasião se aproveite da situação para vender o banco ao preço da uva mijona a um qualquer chinês amigo ninguém se lembrará dos muitos intervenientes neste processo sujo, ridículo e pouco dignificante. Ninguém vai recordar o papel triste que desempenhou neste processo.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
António Costa

A gestão do processo de nomeação de um presidente para o maior banco português foi um desastre, imperdoável quando está  em causa uma instituição que não está de muito boa saúde e quue pode mesmo arrastar Portugal para uma nova crise financeira. Se era para prescindir de uma equipa habilitada, competente e experiente pelo licenciado Macedo nada justifica que tudo isto tenha demorado um ano.

Agora, quando ocorrer uma crise numa instituição do ministério das Finanças escolhe-se a Maria Luís, se for necessário alguém na saúde convida-se um dos homens do Paulo Macedo e tudo fica contente, a a esquerda escolhe as políticas, a direita preenche os lugares. E assim a geringonça ganha uma nova dimensão. or agora a direita festeja a nomeação de um dos seus para o maior banco português com o aplauso do BE e a condescendência do PCP. Melhor era impossível e só falta Marcelo vir elogiar o consenso nacional, ainda que seja um consenso em torno da pior solução, é o preço da unanimidade.

Paulo Macedo não tem currículo para o cargo de presidente da CGD e isso significa que com esta escolha o primeiro-ministro faz uma opção de risco, por outras palavras, mete a cabeça no cepo.

 E que hábitos terão de ser mudados na CGD



Para o inimitável Lic. Macedo 700 mortos nas urgências era uma minudência, algo que não o assustava nada, aliás, os portugueses têm a mania de morrerem nas urgências em busca de cuidados de saúde em vez de ficarem em casa até morrer.

Veremos que hábitos irão ser mudados na CGD.

 O PSD sofre de doença mental?

A doença mental está reservada para os indivíduos mas neste caso da ausência do PSD na comemoração da independência nacional parece estarmos perante um problema do domínio psiquiátrico ao nível de uma organização. Dizer que a cerimónia ocorrida nos Restauradores, que conta com a presença do Presidente da República e das mais altas individualidades do Estado não é uma cerimónia oficial porque o convite foi endereçado pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal só pode ser para rir.

Quando um líder partidário que dizia que os cortes dos feriados eram temporários, mais uma das suas grandiosas reformas em homenagem aos esforçados alemães, e agora se ente provocado quando é convidado para participar numa cerimónia pública é porque o seu partido está doente.

 CGD

A Opus Dei lançou uma OPA à CGD e ganhou. Mais ou menos na mesma altura parece que Santana Lopes lançou outra OPA à Santa Casa. Enfim, santa para ti, santa par mim.

Mais um golpe destes e divorcio-me da geringonça!

 Ainda que mal pergunte...

O Dr. Macedo ainda é funcionário do BCP? Qual é o vínculo e que obrigações tem para com a sua entidade patronal?

O PSD já não se preocupa com a ligações a entidades mais ou menos secretas?

      
 Isto está a ficar feio
   
«A líder do CDS Assunção Cristas estava na tribuna, mas da direção social-democrata nem sombra. E assim o puxão de orelhas do Presidente da República só terá chegado a Passos Coelho pelas notícias do dia.

Na evocação da Restauração da Independência, data que ontem se assinalou, Marcelo Rebelo de Sousa foi assertivo ao sublinhar que o 1.º de Dezembro é um "feriado que nunca devia ter sido suspenso", por ser a data que em que se celebra e se celebrará "sempre" a "nossa pátria e a nossa independência".

Palavras que ninguém do PSD ouviu no local, porque, segundo referiu fonte do partido ao DN, a cerimónia de Lisboa não era oficial. Tendo chegado ao partido - que "esteve representado em várias iniciativas que ocorreram pelo país, com deputados, autarcas e dirigentes do partido" - um convite da Sociedade Histórica da Independência de Portugal que "no mínimo, não passava de uma provocação", justifica a mesma fonte.» [DN]
   
Parecer:

Quando um partido considera que um convite oficial para estar presente na celebração da independência nacional considera isso uma provocação é porque começou a apodrecer.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Pobres e mal agradecidos
   
«O deputado do PSD insistiu que, “qualquer que seja a administração, qualquer que seja o líder, há regras básicas a que têm de estar sujeitos: deveres de transparência, todas as regras do estatuto do gestor publico, limites aos salários”, e reiterou que os sociais-democratas vão continuar a exigir o seu cumprimento.

“O dr. Paulo Macedo escolhido pelo Governo, segundo informações confirmadas, é um independente que respeitamos e estimamos, mas as regras, os princípios básicos de transparência, boa gestão pública, escrupuloso cuidado na aplicação do dinheiro dos contribuintes, valem independentemente das pessoas, por mais estimadas que elas sejam”, afirmou.

“O PSD cá estará hoje como ontem a exigir através dos seus esclarecimentos e de iniciativas legislativas que a transparência, a dignidade das funções públicas, a boa gestão do dinheiro dos contribuintes, e que a preservação da confiança e a tranquilidade do maior banco público prevalecem para além e acima das trapalhadas e da má gestão a que este Governo tem votado a CGD”, acrescentou.» [Expresso]
   
Parecer:

É evidente a atrapalhação de um PSD que conseguiu mais do que esperava, ficou com um dos seus à frente da CGD e à borla.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Um autarca a acompanhar
   
«tual presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca, está a tentar um acordo com os seus credores para travar um processo de insolvência pessoal que o impediria de se recandidatar ao cargo nas eleições autárquicas de 2017. Este acordo foi revelado ao Expresso esta quarta-feira pelo presidente da Distrital de Santarém do PS, António Gameiro, garantindo que assim "o processo de insolvência parou" e que por isso "o Ministério Público não pode avançar para a perda de mandato" imediata de Paulo Fonseca "ou impedir que se recandidate" no próximo ano.

Na origem desta questão esteve um processo de insolvência pessoal intentado em 2014 pelo empresário José Carlos Serralheiro, por uma dívida na ordem dos 350 mil euros. Depois de várias decisões de tribunais contra Paulo Fonseca e de sucessivos recursos rejeitados, o Tribunal Constitucional publicou na semana passada, a 22 de novembro, a decisão final sobre este processo, confirmando a condenação do autarca e o seu estado de insolvente. Um desfecho que - por não ser passível de mais recursos - impediria Fonseca de se manter no cargo e de se recandidatar, dado que Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais inclui no leque de inelegíveis para os órgãos das autarquias "os falidos e insolventes, salvo se reabilitados".» [Expresso]
   
Parecer:

Ser´interessante ver se vai ser candidato e que resultados vai ter o PS em Ourém.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Acompanhe-se.»

sexta-feira, dezembro 02, 2016

Então, dê-me dois copinhos de Aldeia Nova


Todo este folhetim da presidência da CGD traz-me à memória o velho anúncio Publicitário da aguardente Aldeia Nova, inspirado numa cena do filme português “O Pai Tirano”:
Homem: O que é que te apetece?

Homem: O que é que te apetece?
Mulher: Sei lá, talvez uns pastelinhos de camarão.
Homem: Vamos nisso, traga-me uns pastelinhos de camarão, muito fresquinhos!
Empregado: Pastéis de camarão não temos.
Mulher: Então dê-me dois copinhos de Aldeia Nova


Homem: O que é que te apetece?
Mulher: Sei lá, talvez uns administradores competentes.
Homem: Vamos nisso, traga-me uns administradores competentes!
Empregado: Administradores competentes e com declaração não temos.
Mulher: Então dê-me o Paulo Macedo mais o Rui Vilar

O país resolveu um problema, encontrou um dirigente competente, habilitado e isento para gerir um grande banco público, mas a direita, apostada em criar dificuldades à gesto do banco, logo encontrou um problema, os vencimentos. Depois, alguém se lembrou de um segundo problema, este bem mais grave, a administração não ia entregar  declaração da treta, uma pequena burocracia democrática que em trinta anos não serviu de nada. Aliás, os administradores até entregavam a declaração, mas não aceitavam a sua divulgação.

Caiu o Carmo e a Trindade, até Ferraz da Costa exigia, na TSF com a sua melhor entoação de voz de pintas, a demissão de Centeno. O PSD e Passos viu aí a oportunidade de uma grande vitória sobre a geringonça, esqueceu o OE e durante quase um mês não quis falar de mais nada. Como era de esperar a equipa da CGD mandou governo e oposição à bardamerda, mais a treta da declaração.

A consequência foi escolher um modesto licenciado com grandes aptidões para comunicados de imprensa laudatórios da sua própria pessoa. Todos ficaram contentes, o cardeal já está a preparar a próxima missa de acção de graças requisitada pelo futuro presidente para agradecer a ajuda divina, Passos Coelho tem o seu ministro a mandar no grande banco público, o BE fica contente porque venceu a grande batalha ideológica da declaração depois do seu “compromisso histórico” com Passos Coelho e até António Costa deve estar-se a rir porque tratou o cão com o pêlo do próprio cão.

Este país vai de mal a pior e quando em vez de quererem conhecer os currículos de um gestor de um grande banco os nossos políticos querem conhecer e tornar públicos o seu património só pode ser por estarem parvos ou doidos. O mais grave é que da extrema-direita à extrema-esquerda todos ficaram felizes. Quem não tem não tem razões para festejar tanto oportunismo, tanto jogo baixo, tanto movimento de lóbis, tanta corrupção ética é o país e os portugueses. Com a aproximação do Natal todos precisamos de uns copinhos de Aldeia Nova, nada como sermos tratados como perus para que suportemos tudo aquilo a que assistimos na CGD. Aliás, se é para matar o banco também lhe podem dar dois copinhos de aguardente.


Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Passos Coelho

Porque será que o líder da oposição esteve desaparecido no dia em que se comemorou a independência nacional, terá alguma alergia à data ou concluiu que não havendo relação com a CGD não era motivo que justificasse o seu aparecimento em público?



      
 Pedro Ferreira Passos Leite Coelho
   
«Ao  fim de meses a zurzir no Governo socialista, nas políticas erradas, no estado anémico da economia, na derrapagem da dívida pública, após ‘N’ discursos a denunciar a “mentira” e a “manipulação” do PS, o principal rosto da oposição desabafou: “Estamos fartos, cansados, de chamar a atenção para estas questões e eu direi que quase ninguém nos ouve!”

A falta de eficácia do PSD já era reconhecida por vozes gradas do partido. O principal crítico da liderança até apontou razões. Por exemplo, o cansaço em relação aos protagonistas: “O PSD não pode andar com as mesmas caras há anos, as pessoas têm de saber quando sair do palco.” Mas também a necessidade apresentar alternativas mobilizadoras. “O país precisa mais rapidamente e melhor de conhecer aquilo que são as alternativas do PSD. (...) Sabemos, porque não somos cegos, que esse resultado está longe de ser alcançado, porque vemos as sondagens, falamos com as pessoas e sabemos que há um caminho muito grande para percorrer.”

O ano era 2009, o PSD, maior partido da oposição, era liderado por Manuela Ferreira Leite e o seu principal crítico era Pedro Passos Coelho. Manuela ou não aparecia ou aparecia com cara fechada, pose austera e más notícias: o PS estava a levar o país para o “abismo”. Não havia uma promessa simpática, uma palavra de esperança. Só “Verdade”, com maiúscula. O PSD não gostou e Passos, derrotado por Manuela nas diretas de 2008, também não. O partido agitava-se — queria mais do que “verdade” e tragédia.

A viagem a 2009 lembra-lhe o PSD de 2016? As semelhanças entre a mensagem sombria de Ferreira Leite e o discurso de “mensageiro da desgraça” (Marques Mendes dixit) de Passos Coelho começam a criar entre os críticos do líder social-democrata o receio de que a história se repita. Até porque, como em 2009, as sondagens não animam — ontem, a da Católica punha o PS (43%) à beira da maioria absoluta e o PSD 13 pontos atrás. E Passos é o líder partidário mais impopular.

“A mera denúncia dos erros do adversário não é suficiente”, disse ao Expresso Pedro Duarte, uma das poucas vozes que no último congresso do PSD se demarcaram de Passos e lhe pediram que mudasse de estratégia. “Às vezes fico com a sensação de que regressámos a 2009: o PSD fazia uma oposição séria, dizia a verdade, denunciava erros, tínhamos também uma governação irresponsável que iludia os portugueses. Mas o discurso do PSD não foi mobilizador. Temos de apresentar um projeto que possa inspirar o país, mas o que vejo é que corremos o risco de voltar a cometer o erro de 2009.” Coincidência: em 2009, quando Passos fez um aviso parecido a Manuela (“O PSD precisa de um programa eleitoral que possa mobilizar a sociedade”), tinha Pedro Duarte do seu lado.

Passos Coelho ainda não chegou ao ponto de admitir que “ninguém ouve o PSD”, mas já disse que “o país está bastante pior, embora as pessoas não estejam ainda bem conscientes disso”. Ou seja, a mensagem do PSD não está a passar. Talvez, admite o líder laranja, porque o discurso do partido “não vende ilusões”. “A nossa missão não é agradar”, repete de cada vez que reafirma a mensagem. “Quando faço as minhas propostas não penso se vou ganhar ou perder votos, digo aos portugueses o que penso genuinamente. Podem não querer seguir o meu caminho, mas não duvido que daqui por dois ou três anos vão reconhecer que eu tinha razão”, dizia Manuela numa entrevista em 2009. Podia acrescentar as palavras de Passos em setembro passado: “Quanto mais o tempo passa, mais as pessoas se apercebem de que alguma coisa errada se está a passar”.

A questão do tempo não é irrelevante, avisa um social-democrata desencantado com o ex-primeiro-ministro. “Ele pôs as fichas todas numa estratégia de falhanço do Governo. Mas quem controla os calendários é António Costa e [Passos] corre o risco de lhe acontecer o mesmo que a Ferreira Leite: ter razão antes de tempo. Isso não entusiasma ninguém e não dá para ganhar eleições.”

TRAGÉDIA, SUICÍDIO... DIABO!
“O país está mais pobre, endividámo-nos o dobro, é um caminho de tragédia, de suicídio, aquele por onde Sócrates nos está a levar”, avisava Manuela. “Estamos a andar para trás”, repete Passos. “Esta solução de Governo está esgotada. Não tem nada para oferecer a não ser a estagnação”, disse no Pontal, antes do outono em que viria aí “o Diabo”.

Tanto o atual como a antiga líder tiveram pela frente a barragem de anúncios do PS. “Esta troika governativa só sabe fazer o que é fácil”, acusa Passos. Em 2009, Sócrates encheu a campanha de promessas (cheque-bebé, lembra-se?) e aumentou os funcionários públicos em 2,9% — questionada sobre se faria o mesmo, a presidente do PSD foi seca: “Aumentarei sempre os salários se houver dinheiro para os pagar”. Em 2016, Costa não só reverteu boa parte das medidas impopulares de Passos, como continua a agradar à Função Pública, agora com a promessa de integrar os precários. Esta quinta-feira, Passos respondeu a esta medida com o voto contra, porque “não sabemos quem são, o que fazem, o que é que vai custar para o futuro e quem é que vai ter de pagar isso.”

Passos faz muitas vezes a pergunta sobre de onde vem o dinheiro e quem vai pagar. Manuela tinha a mesma dúvida: “Nenhum português sabe de onde estão a vir os milhões anunciados todos os dias” (em 2009, “os milhões” eram para as “obras megalómanas”, agora são para as “reversões”). Ferreira Leite prometia “verdade”, Passos promete “confrontar a maioria e o Governo com a realidade”. Manuela acusava Sócrates de “logro”, Passos denuncia a estratégia “trambiqueira” de Costa.

Os alvos das críticas reagiram de forma semelhante. “A diferença entre nós”, disse Sócrates olhos nos olhos num debate com Manuela, “não é apenas de agenda económica, mas de atitude, entre quem tem confiança no futuro e nos portugueses e quem se limita a explorar a descrença, o negativismo e o pessimismo.” Costa cola os mesmos epítetos a Passos, mas o homem a quem o Presidente da República chamou “irritantemente otimista” é mais fino. Esta semana, perante bons indicadores económicos e com o OE quase aprovado, ironizou: “Até lhe podem chamar otimismo, para passo a passo irmos cumprindo o que prometemos, contra aqueles que estão sempre à espera do Diabo mas que têm pouca fé nos portugueses e nas portuguesas para vencerem a crise.”

A história repete-se até na efervescência que anima o PSD. No tempo de Manuela, ainda faltavam oito meses para as eleições e já Passos sinalizava a disponibilidade para ser candidato a primeiro-ministro — e Miguel Relvas mais um exército do aparelho preparavam terreno. Agora, a um ano das autárquicas, Rui Rio deu o tiro de partida para o debate sobre a sucessão e Luís Montenegro é questionado sobre as suas ambições de liderança. Em 2009, perguntaram a Passos sobre esta coisa do PSD ter um líder e andar a falar do líder seguinte. “É um jogo de perceções”, respondeu — se se fala mais da alternativa do que do líder, é porque este “não está a fazer o que deve”.

SEPARADOS À NASCENÇA
“Estamos fartos, cansados, de chamar a atenção para estas 
questões e direi 
que quase ninguém nos ouve”
Manuela Ferreira Leite, 2009

“O país está bastante pior, embora as pessoas 
não estejam ainda bem conscientes disso”
Pedro Passos Coelho, 2016

“É um caminho 
de tragédia,
de suicídio, aquele
por onde Sócrates 
nos está a levar”
Manuela Ferreira Leite, 2009

“Estamos 
a andar para trás”
Pedro Passos Coelho, 2016
Palavras-chave» [Expresso]
   
Autor:

Filipe Santos Costa.

      
 Falcoaria é Património Imaterial da UNESCO
   
«A arte da falcoaria em Portugal foi eleita, esta quinta-feira, Património Cultural Imaterial da UNESCO. A decisão foi tomada durante a 11ª reunião do Comité para a Salvaguarda do Património Cultural em Adis Abeba, na Etiópia. A classificação estava prevista para quarta-feira, mas a resolução foi adiada para esta manhã.

A falcoaria portuguesa junta-se assim aos 13 países onde a prática já é reconhecida como Património da Imaterial Humanidade. O anúncio acontece dois dias depois de a Olaria Negra de Bisalhães, em Vila Real, também ter passado a integrar a lista de Património Imaterial do organismo.

A candidatura foi apresentada em 2015 pela Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, no distrito de Santarém, em parceria com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, a Universidade de Évora e a Associação Portuguesa de Falcoaria.» [Observador]
  
 A palavra do ano
   


«A votação para escolher a Palavra do Ano começou esta quinta-feira, anunciou a Porto Editora, que organiza a iniciativa desde 2009. A lista final, que pode ser consultada aqui, inclui as palavras Brexit, campeão, empoderamento, gerigonça, humanista, microcefalia, parentalidade, presidente, turismo e racismo.

A escolha pode ser feita até “ao último minuto do dia 31 de dezembro” e a palavra vencedora será conhecida “na primeira semana de janeiro” de 2017, numa cerimónia pública.

A seleção das dez palavras finais começou em maio deste ano e foi feita a partir de sugestões avançadas pelos votantes, num processo que passa sobretudo pelo estudo da frequência e distribuição do uso das palavras, da monitorização da comunicação social e das redes sociais e, ainda, dos acessos e consultas aos dicionários digitais da Porto Editora.» []
   
Parecer:

Geringonça!
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Vote-se.»

 A vanguarda do proletariado
   
«São 146 membros do comité central, que será votado no Congresso do PCP, que arranca esta sexta-feira em Almada. O esforço de renovação é grande e fez com que 25 dirigentes deixassem o cargo de direção, para dar entrada a 21 novas caras. Os comunistas continuam o esforço de remodelação de quadros e, com isso, o próximo comité central tem menos peso dos históricos: sai Albano Nunes, um herói da clandestinidade, ou o poeta Manuel Gusmão, ou ainda Manuela Bernardino, com passado antifascista. Só Ruben Carvalho, o 'pai' da Festa da Avante, representa no comité central o exemplo de um ex-comunista que passou pelas prisões da ditadura.

"É a lei da vida, o tempo passa e o 25 de Abril já foi há mais de 40 anos", diz Ruben de Carvalho. O desaparecimento de históricos comunistas da lista do comité central é visto como um sinal dos tempos e desvalorizado o seu significado político. Aliás, desde 2008 que a saída dos velhos resistentes se foi tornando evidente. Nesse ano, deixaram a direção comunista Carlos Costa, Honório Novo ou Vitor Dias e a saída de Costa - um dos antifascistas com mais tempo de prisão e de isolamento - motivou, na altura, oito votos de protesto de membros do comité central. No último Congresso, realizado em 2012, foi a vez de Domingos Abrantes e de Odete Santos.

Quatro anos depois, a tendência mantém-se. Saem os 'velhos' resistentes, entram novos quadros. A média de idades é agora de 43 anos, contra os 54 anos do último comité central eleito, o que demonstra o esforço de 'rejuvenescimento' que o PCP sempre disse querer prosseguir. Os operários continuam a ter uma expressão muito significativa, a ocupar 37% dos lugares de direção (uma ligeira subida em relação ao último Congresso, onde o seu peso era de 32%).» [Expresso]
   
Parecer:

Um dia destes somos todos proletários e os operários quase não existem, mas o PCP mantém a crendice da vanguarda, a classe lavadinha que saberá orientar todos para o paraíso, como se conduzisse o povo eleito através do Mar Vermelho.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quinta-feira, dezembro 01, 2016

Não se esqueçam!



Não se esqueçam de que Portugal teve um primeiro-ministro que descobriu a pólvora, se os portugueses passassem a ganhar metade e as empresas tivessem mais lucros e menos impostos Portugal seria um país competitivo, tão competitivo que até foi para o Japão garantir que em poucos anos sereia mesmo um dos mais competitivos do mundo. 

Como o objectivo era desvalorizar o factor trabalho socorreu-se de todas as artimanhas para que quem tinha salários ganhasse cada vez menos e trabalhasse cada vez mais. Começou pela Função Pública, inventou um desvio colossal, que mais não era do que o buraco financeiro da Madeira, e cortou-lhes no vencimento. Depois de tratar dos funcionários foi aos do sector privado, a ideia era aumentar-lhes a TSU e dá-la aos patrões. Só que o povo não deixou e em vez disso aumentaram o IRS, para depois diminuírem o IRC.

Dizia aos do privado que a culpa era dos do sector público, depois de apertar com estes ia dizer que os do Estado já tinham feito o ajustamento, no sector privado estava tudo na mesma. Mas não bastaram os cortes nos salários e os aumentos dos impostos sobre o trabalho, havia ainda mais truques na manga, como aumentar contribuições, taxas e taxinhas e aumentar o horário de trabalho.

Cortou férias e onde lhe foi possível aumentou o horário de trabalho, mas como tudo isto não bastava o tarado teve de arranjar mais truques. Descobriu uma mentira que lhe permitia dar dois coelhos com uma cajadada, obrigar os trabalhadores a trabalhar mais umas horas e lamber o rabo da senhora Merkel. Descobriu que os portugueses eram uns malandros que descansavam mais do que os alemães. 

Como era difícil cortar em férias eliminou feriados, aproveitou a bondade de um cardeal que era seu devoto e negociou com a Igreja tirava-lhas euns feriados e em compensação ia de encontro á preces do cardeal e limpava uns feriados da República. E assim, o miserável do Passos Coelho cagou em cima do feriado comemorativo da independência e acabou com ele.

É bom que não se esqueçam do que esse rapazola fez, um dia destes ele desaparece e a direita portuguesa e e santinhos como o cardeal ainda se vão esquecer desta maldade miserável com a qual colaboraram só para que os nossos patrões pudessem contar com mais meia dúzia de dias de trabalho escravo.


Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos

Quem lê a notícia sobre o comunicado da Ordem dos Médicos a propósito de jantares de Natal fica com a impressão de que os médicos andam por aí a pedir gorjetas e jantares de Natal, quando, na verdade, a esmagadora maioria dos médicos apenas janta com amigos e familiares. A Ordem parece querer dar uma imagem de isenção mas o resultado é o inverso, fica-se com a ideia de que a falta de ética dos médicos é tanta que é necessário a Ordem vir com comunicados miseráveis.

Não seria mais lógico denunciar publicamente as farmacêuticas que confundem Natal com marketing oportunista?

«O Natal dos médicos é sem o patrocínio da indústria farmacêutica, alerta a Ordem dos Médicos, num comunicado divulgado hoje. Com o aproximar do Natal e perante as dúvidas levantadas junto da Ordem dos Médicos, esta emitiu uma nota em que esclarece que "o eventual pedido ou aceitação de patrocínio da indústria farmacêutica a jantares ou eventos de claro e predominante teor festivo por parte de médicos, como jantares de Natal, constituiria uma violação do protocolo" e "pode conflituar com o Código Deontológico da Ordem dos Médicos".

A Ordem lembra o protocolo recentemente celebrado com a a Apifarma - Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica e a Associação dos Médicos Portugueses da Indústria Farmacêutica (AMPIF), que regula a ética e a transparência das relações entre os médicos e a indústria farmacêutica, e diz que os jantares de Natal, ou outros de semelhante teor festivo, não se enquadram no mesmo. Assim, conclui, "não devem ser objeto de qualquer tipo de pedido ou oferta de patrocínio por parte da indústria farmacêutica".

O organismo liderado por José Manuel Silva considera que "os médicos devem dar um exemplo à sociedade civil de transparência, independência e salvaguarda de conflitos de interesse, contribuindo assim para o engrandecimento desta nobre profissão".» [DN]

 Santana Lopes candidato á liderança do PSD?

É sabido que está na natureza de Pedro Santana Lopes ser um potencial candidato a todo o tipo de vagas que apareçam, desde que os cargos o remunerem devidamente. Se vai haver uma vaga no Sporting o Santana é candidato, se vai abrir uma vaga em Belém Santana é candidato, se a Santa Csa precisa de provedor Santana está disponível, se a liderança do PSD está a cair Santana ajuda a fazer cair e oferece-se para o penoso cargo.

O problema é que quando estão em cargos públicos há o problema dos dois pássaros a voar e Santana começa a fazer jogo duplo. Quando tomou posse de Provedor Santana fez constar que se ia dedicar ao cargo, ms parece que já se esqueceu e depois de o seu nome aparecer para a CML, surge para a liderança do PSD.

Se Santana é mesmo candidato a despachar Passos Coelho o mínimo que se lhe exige para que não seja mais um coxo na liderança do seu partido é que se demita da Santa Casa.

 Hillary Clinton and Donald Trump John Lewis Christmas Ad



 O deputado do PAN não aplaudiu o rei de Espanha

Se calhar o senhor não tem gatos nem deixa que as velhinhas caridosas os alimentem no jardim do palácio.

      
 E vão 4 candidatos à liderança do PSD
   
«Nuno Morais Sarmento não se exclui da lista de possibilidades sociais-democratas para seguir à liderança de Pedro Passos Coelhos– o que já tinha feito em março –, mas alerta sobretudo para outras hipóteses que podem perfilar-se, apontando o dedo a Luís Marques Mendes e a Pedro Santana Lopes.

Já disse várias vezes: tenham em atenção Marques Mendes e Santana Lopes. Em vez de olharem para o campeonato regional, olhem para a primeira liga, onde têm Pedro Santana Lopes, que já começou a olhar para o tema, e Marques Mendes, que acho que serácoagido por alguém a olhar para o tema”

No programa Falar Claro, na Renascença, o social-democrata foi confrontado com um apoio a Rui Rio, o que descartou: “Não conheço essa figura do ‘apoio em privado’. Ou se apoia ou não se apoia. E, principalmente, não percebo o que é que se apoiava. Rio veio dizer que se o PSD não conseguir inverter esta situação, estará disponível. Está a dizer que espera que o PSD seja capaz de mudar e sair da situação difícil em que se encontra. Eu acho que é muito difícil”. E também foi confrontado com a sua própria disponibilidade para concorrer à liderança como primeiro protagonista, o que não descarta: “Acho um bocadinho curto que se resuma a participação – acho até um exercício de arrogância – aqueles que digam que estão disponíveis para se candidatarem à liderança. Eu estou disponível para trabalhar”

Se estou disponível para participar no trabalho que seja necessário fazer, se chegarmos a uma situação de dificuldade em que se justifica infletir estratégias e eventualmente mudar de liderança? É evidente que estou disponível, como sempre estive, para trabalhar nesse momento”» [Observador]
   
Parecer:

Ninguém se assume mas todos se andam a mexer.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 O Observador ainda tem esperança de que algo corra mal
   
«Hoje foi aprovado o Orçamento do Estado para 2017. A discussão nas últimas semanas tem, por isso, sido focada no que aí vem. Independentemente da retórica, trata-se de um Orçamento aparentemente responsável: não há grandes medidas de consolidação estrutural, mas prevê-se, de facto, uma redução importante do défice global.

Do lado da despesa, a consolidação orçamental é, claro, difícil quer para o decisor, quer para os serviços públicos. É um processo contínuo, como no Jenga, em que se vão retirando peças da torre, as quais se colocam depois no topo, fazendo a torre crescer cada vez mais, até ao objetivo.

Retirar as peças da base da torre torna-a menos densa e potencialmente mais instável. A altura que se consegue alcançar depende da forma como se o faz. Também no Orçamento é assim: perceber de onde vem, quão forte é a base de partida, é tão importante como as medidas que incorpora.» [Observador]
   
Parecer:

Não deixa de ser curioso que um artigo de opinião seja tratado no Observador como se de uma notícia se tratasse.

Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aos autores se foram eles que previram a armagedão de Setembro, que tantas esperanças deram a Passos e a todos os seus apoiantes.»

 É o que Passos quer
   
«A agência de rating canadiana DBRS, a única a segurar o rating de Portugal num nível acima de lixo, colocou esta terça-feira o rating da Caixa Geral de Depósito em revisão para um possível corte, uma revisão que terá em conta como a demissão de António Domingues poderá afetar o plano de recapitalização.

É a única agência que permite que a dívida portuguesa ainda possa ser usada pelos bancos como garantia nos empréstimos pedidos ao Banco Central Europeu e que permite que o próprio BCE compre dívida portuguesa no seu programa de compra de ativos, permitindo o alívio dos juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida pública portuguesa.

Agora, a agência diz que o rating da Caixa passa a estar sob avaliação para a DRBS decida se vai ou não aplicar um corte. Segundo os canadianos, isto deve-se a um aumento dos riscos em torno das questões de governação da Caixa Geral de Depósitos, da sua eventual recapitalização e das dificuldades do grupo Caixa em melhorar a qualidade dos seus ativos e a sua rentabilidade.» [Observador]
   
Parecer:

Há muito que a estratégia do PSD é evidente e apenas se lamenta que o BE, ao contrário do PCP, tenha alinhado.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Agradeça-se a Catarina Martins o apoio à estratégia de Passos para destruir a CGD.»

 O que quererá a CNPD
   
«A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) está preocupada com o aumento do número de organismos com acesso à base de dados do fisco, previsto no Orçamento do Estado, e que “ameaça a privacidade” dos cidadãos. De acordo com o Jornal de Negócios desta quarta-feira, as dúvidas e alertas constam de um parecer dado pela CNPD à proposta de lei do Orçamento do Estado para 2017, que foi pedido porque o Governo decidiu incluir novas medidas que implicam o tratamento de dados pessoais.

No parecer a que o Negócios teve acesso, a CNPD sublinha que os novos acessos à base de dados da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) “colocam em risco a privacidade” dos cidadãos. A comissão salientou que se “está a compensar a ineficácia de alguns serviços da administração pública com o sacrifício da privacidade dos cidadãos”.

Na prática está a importar-se informação de um sistema sujeito a um especial dever de sigilo, o sigilo fiscal, reduzindo-o deste modo a muito pouco”, é referido.
No parecer, a comissão indica também não entender por que razão as medidas aparecem no Orçamento do Estado, até porque “nada têm que ver com questões orçamentais”. Segundo o parecer, “com a aprovação do Orçamento haverá mais alguns exemplos, como é o caso da interconexão Fisco, Segurança Social e Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), para melhorar a eficácia do combate às infrações laborais”.

A CNPD destaca no documento que “não só não vislumbra que o acesso à informação em causa por parte da ACT seja efetivamente adequado à prossecução das suas atribuições como conclui: se à ACT é permitido estabelecer uma interconexão com as bases de dados da AT e da Segurança Social, para aceder a dados pessoais, de natureza sensível, é bom de ver que não existirá no futuro limite às interconexões”. Por isso, a comissão considera que “não haverá limite ao conhecimento desproporcionado que o Estado terá da vida privada dos cidadãos”.» [Observador]
   
Parecer:


Alguém devia recordar aos membros desta comissão, que hoje recebem o galardão  título coletivo, que em tempos a cobrança das prestações sociais eram competência do fisco, nesse tempo até havia uma direção-geral das Contribuições e Impostos. Daí não resultava qualquer devassa da vida privada dos cidadãos. Aliás, a haver devassa será na informação das empresas pois sã estas que empregam e não declaram nada ao Estado.

Impedir que informação que é comum não possa ser consultada é prestar uma preciosa ajuda à evasão fiscal. Dixzer que "o sacrifício da privacidade dos cidadãos" resulta da ineficácia é puro lirismo com consequências muito graves. A verdade é que é a separação de uma base de dados que devia ser única que promove a ineficácia e, em consequência, alguma perda de privacidade. Mas estes senhores deviam explicar onde é que há perda de privacidade por parte do cidadão comum.

Imagine-se que o governo decidisse fundir os organismos envolvidos, o que, aliás, seria a melhor decisão, será que a CNPD se opunha? Enfim, parece que a CNPD anda muito preocupada com uns acessos e pouco com outros.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sugira-se à CNPD que proponha um aumento de impostos para compensar as suas posições.»

 Hacienda gravará las bebidas azucaradas
   
«El Consejo de Ministros que se celebra este viernes aprobará un incremento fiscal sobre los impuestos especiales de tabaco y alcohol. Hacienda también fijará un nuevo gravamen sobre los productos con alto contenido en azúcar, reducirá incentivos fiscales para las grandes empresas en el impuesto sobre sociedades y presentará un nuevo plan de lucha contra el fraude fiscal.
El Gobierno ya ha preparado así la batería de medidas que Bruselas le exigió para reducir el déficit público en 2017 y cumplir el objetivo de estabilidad. El impuesto que gravará las bebidas con alto contenido en azúcar afectará especialmente al sector de los refrescos. Se trata de una medida que otros países como el Reino Unido ya han aplicado y que se justifica por motivos de salud y para reducir el consumo de azúcar. La Generalitat de Cataluña incluyó en su presupuesto un tributo similar, sin embargo, dos administraciones no pueden gravar el mismo hecho imponible y prevalecerá el tributo a nivel estatal. Fuentes de la Administración señalan que no existe un afán recaudatorio e indican que el tributo sobre los productos con un alto nivel de azúcar aportará algo menos de 200 millones de euros.

El decreto también contemplará una subida de los impuestos especiales que gravan el alcohol y el tabaco. La medida no afectará a la cerveza, que cuenta con un impuesto particular ni al vino, que seguirá bonificado como hasta ahora. La subida al alcohol, como ya sucedió en 2013, se limitará a los destilados (whisky, ginebra o vodka, entre otros). En el caso del tabaco, la reforma que impulsará el Ejecutivo contempla cumplir con la normativa europea que eliminó el llamado doble mínimo, una figura ideada para evitar que el tabaco se venda por debajo de determinado precio. La supresión del llamado doble mínimo se acompañará de un incremento de los tipos impositivos que ya sufre actualmente el tabaco. Hoy, casi el 80% del precio medio de una cajetilla de tabaco son impuestos. Aun así, el menor consumo y el aumento de la distribución ilegal ha reducido la recaudación de un tributo que, en 2010 aportaba 7.400 millones y que actualmente recauda en torno a 6.600 millones.» [Cinco Dias]
   
Parecer:

O que terão os  "partidos irmãos"
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quarta-feira, novembro 30, 2016

Substituir Passos na liderança do PSD

Para os devidos efeitos informo que não sou candidato à liderança do PSD, pelo que o Jumento não deve ser acrescentado à lista de putativos candidatos, da qual já farão parte os nomes de Marques Mendes (que anda em almocinhos com o Miguel Relvas na Tia Matilde), Morais Sarmento, Rui Rio, Pedro Santana Lopes e Montenegro.

Ao contrário destas personalidades não sou, nunca fui, nem tenciono vir a ser amigo ou apoiante dessa personagem, a minha oposição a tal pessoa é genuína e desde a primeira hora, nunca lhe apoiei as políticas de escalpelização de funcionários públicos e pensionistas, como sucedeu com todos esses agora “arrependidos”.

Antes pelo contrário, sempre fui contra esta mania de substituir líderes em função das sondagens como sugere Rui Rio, um político que por causa dessas sondagens há quase duas décadas que não parece saber o que quer. De resto, substituir Passos Coelho por líderes que no passado já foram derrotados ou nem sequer conseguiram ir a votos não faz muito sentido. 

O normal é os candidatos a primeiro-ministro terem um período de experiência na oposição, onde têm a oportunidade de estudar dossiers e superar as consequências de eventuais disfuncionalidades cognitivas mais ou menos temporárias, de ignorância ou de falta de habilitações. Mas com Passos sucedeu ao contrário, foi logo parar ao governo, pelo que não teve a oportunidade de mostrar o seu valor como líder da oposição.

A verdade é que passado um ano desde que o “golpe de Estado” que o tirou do poder que não faz oposição ao governo usurpador, já fez de morto, já andou armado em primeiro-ministro no exílio, já reuniu as cortes em Albergaria-a-Velha para discutir o OE do governo no exílio, mas na verdade ainda não foi líder da oposição, deixou esse papel à Assunção Cristas.

Passos Coelho deve ter a oportunidade de ser líder da oposição, mas seria conveniente que se lembrasse de o ser pois até agora tem andado um pouco distraído. É por isso que aqui declaro o apoio à liderança de Pedro Passos Coelho, não acrescentando o nome à lista de candidatos ou de candidatos a candidatos à liderança do PSD.


Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Sérgio Sousa Pinto, deputado do PS

Se não fossem as batalhas travadas pro Sérgio Sousa Pinto em defesa da democracia o que seria feito de nós...

«O deputado do PS e presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros saiu da sala no momento de votação dos textos de pesar sobre a morte de Fidel Castro. Sérgio Sousa Pinto foi um dos vários deputados que não se associaram aos textos de homenagem e em declaração ao Expresso justificou: "Devo ao 25 de Abril ter crescido em liberdade e democracia. Não me vou prostrar em homenagem a um ditador que negou ao seu povo o que eu prezo acima de tudo".

No voto de pesar, o PS diz que Fidel Castro foi "uma figura de importância central na leitura do século XX" e cujo legado na história latino-americana e internacional, segundo os socialistas, "será certamente objeto de extensa análise historiográfica nas décadas vindouras e, tal como hoje já sucede, de intenso e apaixonado debate entre os que aderem ou se opõem ao seu percurso ideológico e político".» [Expresso]

 Coisa estranha

Sempre que aprece um tacho alguém sugere o Paulo Macedo, até prece que o homem é a mão atrás do arbusto para muitas destas notícias.

      
 Ser hackeado
   
«Quando recebi um mail da amazon-co.uk a dizer que eu tinha mudado o meu mail para outro esquisitíssimo cheio de pontos, pensei que estava a ser phishado. Reencaminhei o mail para o stop-spoofing@amazon.co.uk e enchi-me de satisfação.

Durou para aí dois segundos. Fui logo a correr para ver a minha conta Amazon. Não me deixava entrar. Fui copiar o mail do hacker e, por sorte, ele não tinha mudado a password. Vi logo que ele tinha encomendado um novo iPhone e escolhido um endereço duma empresa no Reino Unido que reenvia para Portugal compras feitas no Reino Unido.

Lê-se online que acontece muito. Vão à morada à espera que chegue a embalagem e roubam-no das mãos do funcionário da empresa de transportes. Outros, mais audazes, andam fardados e batem à porta dizendo que houve uma entrega errada para roubarem a encomenda.

Felizmente eu não tinha dinheiro no cartão para comprar uma capa para um telemóvel e muito menos um telemóvel. Cancelei o cartão e fui aos Amazons todos recuperar as minhas contas e mudar as passwords. Só lhes faltou ir ao Amazon japonês.

Foi assustador mas a lição saíu-me barata. O serviço de apoio da Amazon foi formidável. Aconselhou-me bem e ajudou-me. Os hackers gostam de esconder as encomendas: tem de se ir ver os hidden orders. Cuidado: há muitas histórias de terror com contas da Amazon. A conclusão a tirar é que é facíl hackear uma conta. Deve-se ter passwords diferentes e complicadas para cada site e mudá-las uma vez por mês. E estar atento. E ter muito medo.» [Público]
   
Autor:

Miguel Esteves Cardoso.

      
 Passos desorientado
   
«O líder do PSD exigiu segunda-feira explicações ao primeiro-ministro sobre a demissão da administração da Caixa Geral de Depósitos, sublinhando que será "puro desrespeito para com os portugueses" se António Costa insistir em nada dizer.

"Mas o primeiro-ministro acha que pode não dar uma explicação a Portugal e aos portugueses sobre o que se está a passar no maior banco público?", questionou o presidente social-democrata, Pedro Passos Coelho, numa intervenção no encerramento das "Jornadas Consolidação, Crescimento e Coesão", organizadas pelo partido a propósito do Orçamento do Estado para 2017.

Falando num hotel em Lisboa, Passos Coelho sublinhou que, por mais que custe a António Costa, o primeiro-ministro deve essa explicação e, caso insista em não a dar, "então já não se trata de uma questão nem de sobranceria, nem de uma questão de estilo, nem de habilidade, trata-se de puro desrespeito para com os portugueses".» [Expresso]
   
Parecer:

No dia da aprovação final do OE para 2017 seria de esperar que a principal preocupação do líder da oposição fosse esse mesmo OE. Até porque desta fez Passos Coelho fez um especial favor ao país, ao contrário do ano passado, em que fez de conta de que não houve OE; desta vez fez questão de apresentar muitas propostas, e até chegou a anunciar que ia fazer suas as propostas dos parceiros sociais.

Parece que se esqueceu da importância das suas propostas e das opiniões que ouviu dos parceiros sociais, o tema que mais o preocupa é a emissão do presidente da CGD, uma demissão que em grande parte se deve à peixerada que o presidente do PSD promoveu.

O desespero está levando Passos de asneira em asneira e por este andar o PSD vai passar um mau bocado.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 A propósito de democracias e de ditadores
   
«Apesar disso, Donald Trump não perdeu tempo e agarrou-se mais uma vez ao Twitter para disparar uma série de acusações à sua adversária, acusando-a de hipocrisia ao participar na recontagem depois de ter concedido a derrota – e depois de se ter mostrado indignada quando Trump disse, no final da campanha, que não sabia se iria aceitar os resultados.

Mas foi ainda mais longe – no meio de uma série de 13 mensagens no Twitter sobre o assunto, em que acusou os Verdes de quererem "encher os cofres" com o dinheiro angariado para a recontagem e o Partido Democrata de estar a dar o dito por não dito, Trump afirmou que houve "uma grave fraude eleitoral na Virginia, no New Hamphire e na Califórnia", e perguntou por que é que os jornalistas não estão a falar sobre isso.» [Público]
   
Parecer:

Há quem diga que os EUA são u modelo de virtudes democráticas.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 A culpa é dos soldados
   
«Os cinco militares a quem foram diagnosticadas patologias graves no Hospital das Forças Armadas (HFAR) incorrem em processos disciplinares se tiverem omitido essa informação aquando dos exames para o curso de Comandos, informou o Exército.

O porta-voz do ramo, tenente-coronel Vicente Pereira, disse esta terça-feira ao DN que os inquéritos em curso vão permitir saber se aqueles cinco instruendos assumiram - na declaração que assinaram - desconhecer as doenças que lhes tinham sido detetadas no HFAR e cujos dados estão abrangidos pela confidencialidade da relação médico-doente.» [DN]
   
Parecer:

Há aqui qualquer coisa de errado, o Exército ignora os resultados que ele próprio faz com os seus hospitais e depois acus dos instruendos de esconder esses mesmos resultados? É óbvio que os instruendos poderão ter algum responsabilidade, mas não haverá irresponsabilidade por parte d instituição que ignora ou desconhece os resultados dos exames que manda fazer?
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

terça-feira, novembro 29, 2016

10 motivos porque não gosto de Paulo Macedo

Espero que Paulo Macedo não chegue a presidente da CGD, não me parece que seja a pessoa indicada para o cargo, além de não ter nem o currículo, nem as habilitações ou mesmo a independência para o exercício do cargo. Pessoalmente tenho dez bons motivos para não simpatizar com essa personagem, aliás, além de não simpatizar tenho muito desprezo pela mesma:

1. As habilitações

O percurso académico de Paulo Macedo não está à altura da gestão de uma Caixa Geral de Depósitos, não é uma passagem pela área fiscal e pouco mais que o habilita a administrar um grande banco. 

2. Os falsos sucessos

Apesar de, enquanto gestor da DGCI, ter sido um dos beneficiários dos grandes investimentos feitos na informatização da máquina fiscal, beneficiando da gestão dos seus antecessores e dos investimentos que estes mobilizaram, é mentira que Paulo Macedo tenha sido o melhor director-geral dos impostos, dos últimos anos.

Avaliando os resultados dos últimos quatro diretores-gerais, Paulo Macedo ficaria na terceira posição, com piores resultados do que um dos antecessores, o Dr. Nunes dos Reis, e do seu sucessor Prof. Azevedo Pereira. Paulo Macedo só apresentou melhores resultados do que o seu antecessor, um senhor que foi notícia por estar a fazer o doutoramento ao mesmo tempo que desempenhava as funções de diretor-geral.

3. O gestor que nada muda

Tirando uma sessão em que Paulo Macedo pôs todas as chefias da DGCI tocar uma corneta de plástico, nada de significativo deixou, não mudou chefias, não mudou modelos de organização e não mudou modelos de gestão. Aproveitou os resultados e publicitou-os, aproveitando a boa imprensa de alguém que pertencia a uma instituição com um grande orçamento publicitário.

4. O especialista em propaganda

Paulo Macedo transformava diariamente tudo o que a DGCI cobrava em sucessos pessoais, como se no passado nada fosse feito. Para além de contar com uma rede preciosa de amigos, tirava partido da boa imprensa do BCP para fazer passar sucessos atrás de sucessos. Muitas vezes os mesmos resultados eram publicitados na comunicação social apresentados de formas diferentes, para multiplicar o impacto. Os seus anos de DGCI foram uma intoxicação permanente da comunicação social, aliás, vimos o mesmo na saúde nos seus tempos.

5. As ligações à Opus Dei

A confirmar-se a possibilidade de ter ligações à Opus Dei pode questionar-se a isenção na liderança de um banco público. Recorde-se a importância dada por aquela organização à gestão do poder e, em particular, ao poder financeiro, importância que ficou evidente no seu envolvimento com o BCP. A Opus Dei tem grandes interesses económicos e na liderança de muitas instituições empresariais estão homens promovidos por aquela organização religiosa semi-secreta.

6. As ligações à direita

Sem militância conhecida são óbvias as suas relações com o PSD, a cujo governo pertenceu, onde foi um ministro da Saúde que procurou o sucesso com aumentos gratuitos do horário de trabalho e encerramentos de serviços.

7. A proximidade ao homem de Oliveira e Costa

Na DGCI tinha como um dos homens mais próximos um braço direito de Dias Loureiro a quem se juntou para promover a perseguição deste blogue, incomodado por críticas e convencido, ainda que sem qualquer prova ou fundamento, de que aqueles que ele pensava serem autores deste blogue teriam sido responsáveis por violações do sigilo fiscal em relação a factos contributivos da sua responsabilidade.

8 O lado manhoso

Uma pequena história ilustra o lado humano de Paulo Macedo. A determinada altura convidou Jorge Sampaio, então Presidente da República, para estar presente num seminário por ele organizado, certamente para engrandecer a sua imagem junto da comunicação social. Alguém foi perguntar a um ex-diretor-geral se já algum presidente tinha visitado a DGCI. Foi informado que o mesmo Jorge Sampaio havia inaugurado as novas instalações do serviço de finanças de Serpa. O resultado foi um comunicado informando que pela primeira vez um Presidente da República tinha estado presente num seminário da DGCI.

9. O trabalho alheio

Apesar de tantos elogios pelo seu trabalho da sua boca nunca se ouviu a atribuição dos resultados ao esforçados de alguns, muitos poucos. Em vez disso, optou por agradecer a Deus e promoveu uma missa de acção de graças, nas Sé de Lisboa, par que os funcionários pudessem agradecer a Deus pelos resultados. Digamos que os funcionários da DGCI e principalmente os que contribuíram para os seus inúmeros comunicados de imprensa, ficaram com a bênção do padre, Paulo Macedo ficou com a fama e o proveito.

10. As perseguições

A crer nas noticias que foram publicadas na comunicação social as perseguições atrás referidas chegaram ao ponto da IGF ter vasculhado os e-mails de todos os funcionários em busca de e-mails trocados entre funcionários e jornalistas. Nunca se soube o que fez Paulo Macedo aos resultados dessas investigações.


O país está a assistir a um forte campanha para colocar Paulo Macedo na CGD, como se este fosse a última Coca-Cola do deserto. Quem estará por detrás desta campanha,  próprio Paulo Macedo ou outros interesses apostados em tomar conta da CGD?

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
António Domingues, presidente da CGD

Se António Costa era contra o desempenho de cargos públicos porque a lei estabelece exigências que não se colocam aos privados deveria ter recusado o convite. Mas não o fez e ao que parece acaba por apresentar a declaração de rendimentos. Assim, a sua demissão foi inútil e todo este processo revela pequenez humana pois manteve o país em suspense para escolher o momento em que iria demitir-se.

 Apoiar o governo e estar na oposição


Não é normal com os governos do PS, mas é frequente quando o PSD governa estar simultâneamente no governo e na oposição, isto é, são militantes do próprio PSD que lideram a oposição ao governo. Ainda que tal não seja frequente com o PS, a verdade é que já tem sucedido, durante muito tempo Manuel Alegre chegou a ser uma verdadeira vedeta televisiva graças às críticas que fazia ao governo, tendo mesmo reunido a esquerda mais conservador em torno de si numa sessão pública realizada na Reitoria.

A gande novidade neste governo está no facto de ser o BE a chamar a si esse papel, lembrando a famosa rábula de Ivone Silva. Durante a manhã a Catarina é a Catarina patroa, à tarde é a Catarina costureira.

 Desta vez não houve chupão na mão da pobre rainha


Estou com saudades da nossa família da corte de Boliqueime, quando se fazia constar que a esposa de Cavaco Silva era muito amiga da rainha de Espanha.

      
 Rui Rio 1 - 0 Passos Coelho
   
«Duas semanas depois de Rui Rio ter afirmado, em entrevista ao DN e à TSF que "poderá" ser ele a afirmar-se como alternativa à atual liderança se o partido "não descolar" até às autárquicas, este estudo do CESOP da Católica para o DN, JN, RTP e Antena 1 vem demonstrar que existe apoio claro a Rui Rio entre os inquiridos.

Para 42% dos entrevistados, o PSD ficaria melhor ou muito melhor se tivesse a liderança entregue a Rui Rio em vez de Pedro Passos Coelho. É uma maioria clara de opiniões favoráveis ao ex-autarca, um nome que tem sido insistentemente apontado como alternativa de liderança para o PSD. 33% afirmam que o partido ficaria "melhor", enquanto 9% arriscam mesmo dizer que os social-democratas ficariam "muito melhor" entregues à liderança de Rui Rio. A soma dá 42% e pode ser vista como uma medida para avaliar o desgaste da imagem do atual presidente do PSD. O estudo não decompõe estes resultados por preferência partidária, mas o CESOP da Católica, contactado pelo DN, garante que não há um desvio significativo nestes resultados quando se olha, em exclusivo, para as preferências dos "eleitores" do PSD.» [DN]
   
Parecer:

Com esta sondagem começou a lenta queda de Passos Coelho, agora resta saber se Passos reiste opara além das autárquicas ou se Rui Rio prefere que o Che de Massamá continue a ser estufado em lume brando.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Reserve-se cadeira na primeira fila da plateia.»
  
 Está tudo dito
   
«O Presidente da República disse na manhã desta segunda-feira que “as pessoas mudam, mas as instituições fortes permanecem”, num comentário à demissão de António Domingues da presidência do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas depois da receção aos reis de Espanha no Porto, disse que “há um plano, há um projeto que vai ser executado”.

O Presidente afirmou, numa curta declaração, que “neste dia o que é importante são as relações entre Portugal e Espanha” e que o assunto Caixa “não é fundamental neste dia”. Marcelo seguiu depois para Serralves, onde os reis castelhanos vão visitar a exposição dos quadros de Joan Miró.» [Observador]
   
Parecer:

E no fim desta semana tudo estará encerrado.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»