sábado, janeiro 07, 2017

Até um dia destes Bochechas



Mário Soares não morreu, a morte é uma condição dos mortais e mortais são aqueles que têm a sua vida condicionada à sua existência física. Só que há muito que Mário Soares era muito mais do que ele próprio. Morreu o Mário Soares Pai, o Mário Soares avô, o Mário Soares tio, o Mário Soares amigo e a todos os que tiveram o privilégio de serem seus amigos e familiares merecem o respeito pela morte de um bom familiar e amigo, bem como a gratidão por o terem partilhado com o país e o mundo.

Mas há muito que Mário Soares tinha conquistado a sua imortalidade enquanto homem grande, ao contrário de muitos dos seus inimigos que há muito que morreram em vida ou que quem já ninguém se recorda, Mário Soares está vivo. Mortos estão os que há pouco tempo pediam que fosse judicialmente perseguido, os que o difamaram ainda no antigo regime, os que se esqueceram muito facilmente do que lhe ficaram a dever. 

Mário Soares está vivo na liberdade de que todos gozamos, está vivo em cada momento em que  falamos em liberdade, em que dizemos o que pensamos sem medo, em cada momento em que um deputado fala, em que um primeiro-ministro toma posse, até quando os seus inimigos chegam aos mais altos cargos públicos.

Mário Soares viverá enquanto viver a democracia portuguesa e quando esta democracia for posta em causa, talvez por muitos que nos próximos dias irão chorar baba e ranho, Soares, como muitos outros democratas, estará vivo em cada português que tiver a coragem de defender a democracia, porque Mário Soares é uma das mais importantes referências de coragem e de democracia em Portugal.

Implodir o Banco de Portugal!

Se há instituição a que os portugueses nada devem e que podia muito bem implodir que ninguém lhe sentiria a falta é o Banco de Portugal. Não pretendo com esta ideia imitar o ex-ministro Nuno Crato que propôs a implosão do ministério e acabou ministro, na esperança de chegar a administrador do banco, ainda que um artista que no governo de Passos tentou fazer a implodir a Administração Público e foi premiado com um lugar.

Quando era criança morava ao lado de uma delegação do Banco de Portugal e nesse tempo e apesar da idade tinha uma ideia sobre a utilidade do BdP. Hoje, com muito mais formação não percebo muito bem para que serve essa coisa, além de dar bons tachos aos amigos do Bloco Central. Não serve para tornar transparentes as relações entre baços e clientes pois é sabido que a banca tem espoliado os cidadãos como bem quer perante a passividade do BdP.

Há quem diga que é um regulador, mas tanto quanto se sabe só tem sido regulador dos rendimentos dos seus administradores e quadros bem reformados, com destaque para os reformados, o mais famosos dos quais ressuscitou ontem no parlamento, talvez para se vingar do primeiro-ministro que lhe meteu os patins, mas como o povo já se esqueceu do seu direito adquirido à custa do bolso de todos nós, já fala outra vez com a voz grossa.

A verdade é que os bancos não se limitaram a “sacar” aos clientes incapazes de os enfrentar num tribunal e muito menos no tal regulador, também sacaram ao país perante a passividade de um regulador que não regulava nada. O tal banco da inteligência nacional da economia, que semestralmente diz cobras e lagartos da medidas ou das previsões dos governos, permitiu que os bancos destruíssem a economia portuguesa, para depois virem dizer que não deram por isso, que não tinham poderes para ver.

A desbunda chegou ao ponto de alguém, que foi gozado por uma juíza a propósito dos negócios off-shore do Millennium ter chegado a governador do BdP. Decisão de Teixeira dos Santos, um ministro que reunia muito com banqueiros e que decidiu escolher um modesto servir deles para lhes servir de regulador.

Não admira que tenha contratado o Sérgio Monteiro para vender o Novo Banco, pagou uma fortuna a esta sumidade para no fim ser feita uma proposta de venda digna de um taberneiro da minha terra. Em 2014 Vítor Bento tentou consolidar o bano no mercado, preparando-o para o valorizar e foi impedido por Carlos Costa, o governador pretendia uma venda rápida do banco.

Afinal Carlos Costa desvalorizou o banco durante dois anos e agora propôs a sua venda ao preço da uva mijona a uma entidade que o vai vender como se fosse um pacote de alcagoitas, para ficar com o seu património imobiliário e muito provavelmente com o controlo de muitos projectos imobiliários financiados pelo BES. De caminho os concorrentes do BES no sector privado, que aquando da resolução se comportaram como abutres tentando ficar-lhe com os depósitos e clientes. Começa a ser cada vez mais claro para que serviu a resolução do BES e porque razão alguém da máxima confiança de Passo e de Maria Luís foi “contratado” por Carlos Costa.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Passos Coelho

É lamentável que o líder do PSD só saiba aumentar a produtividade embirrando com os feriados, as férias, os salários e os horários de trabalho. Quando esteve no governo não se preocupou com as "pontes", agora tenta o apoio dos patrões propondo que se acabe com as pontes e que o Dia de Natal seja na segunda se calhar à terça, que a meia noite do dia 1 seja festejado à meia-noite do dia 2 de o o dia 1 for na quinta e por aí adiantes. Dantes queria que o dia 1 de Dezembro fosse eliminado, agora quer que seja no dia 2 ou no dia 31 de Novembro.

Enfim, ridículo. Dantes acabou com os feriados porque achou que a senhora Merkel iria gostar mais dele, agora fá-lo invocando a produtividade.

«O PSD quer que os feriados ditos obrigatórios possam ser gozados na segunda-feira seguinte, para evitar as pontes. O objetivo é continuar a ter em conta “o impacto das pausas laborais na competitividade económica”, mesmo depois de os feriados suspensos em tempos de exceção já terem sido repostos. A proposta consta de um projeto de resolução entregue esta sexta-feira pelos sociais-democratas no Parlamento, sendo que em cima da mesa está também um projeto d’Os Verdes para definir a terça-feira de Carnaval como feriado nacional. Este vai a plenário já na próxima quarta-feira.

Segundo se lê no projeto dos sociais-democratas, agora que já foram restabelecidos os quatro feriados que tinham sido suspensos por cinco anos durante o período da troika, o PSD não quer que caia no esquecimento o motivo que esteve subjacente à suspensão dos feriados e, por isso, propõe que os feriados que calham às terças, quartas ou quintas-feiras sejam gozados na segunda-feira seguinte. O objetivo, dizem, é evitar as “pontes” em nome da “competitividade das empresas”.

“Uma vez restabelecidos todos os ‘feriados obrigatórios’, importa que os intervenientes políticos, económicos e sociais tomem em linha de conta os efeitos na competitividade das empresas no que diz respeito às quebras de produtividade decorrentes dos dias de ‘ponte’, que ocorrem quando as datas dos feriados coincidem com os dias de terça, quarta ou quinta-feira”, lê-se no projeto de resolução que deu entrada esta sexta-feira no Parlamento.» [Observador]

 As medidas de segurança pessoal dos árbitros 

Todas as equipas de arbitragem devem ser protegidas em função das ameaças mais ou menos veladas que têm sido feitas. Mas não faz sentido que sejam os contribuintes a suportar o custo das muitas dezenas de agentes que isso custa, já basta a perda de recursos humanos desviados da segurança dos cidadãos por causa de irresponsáveis que contam com exércitos privados de marginais a que designam por claques.

A segurança das equipas de arbitragem devem ser pagas pelos responsáveis dos clubes que de uma forma ou de outra instalam um ambiente de violência ou incitam de forma mais ou menos velada à violência.

      
 Assunção Cristas já sonha
   
«Em entrevista, a líder do CDS faz uma promessa surpreendente: se for eleita presidente da câmara, fica fora de um futuro Governo de direita. Culpa Costa pela "trapalhada" da CGD e afasta-se do Diabo.

Assunção Cristas chegou antes da hora marcada à redação do Observador, no Bairro Alto — as obras em Lisboa não a atrasaram. Acusou Fernando Medina de ser “desrespeitoso para os lisboetas” por causa dos transtornos na cidade em vésperas de eleições, disse que “ficaria satisfeita” se o PSD apoiasse a sua candidatura à câmara e garantiu que se for eleita abdica do Governo e de uma nova candidatura ao Parlamento.

Rejeitou ainda uma nacionalização do Novo Banco e, mais do que o ministro das Finanças, responsabilizou António Costa pelo “processo trapalhão e lamentável” da Caixa. Não acredita que vem aí o Diabo, mas acha que ainda é cedo para baixar impostos e devolver rendimentos e pensões na totalidade. A mensagem pode ser difícil de passar, admite, por isso as bombas de gasolina às vezes dão uma ajuda.» [Observador]
   
Parecer:

Esta senhora tem um fino sentido de humor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Afinal o Costa não tem complexos?
   
«O primeiro-ministro não esconde a emoção que sente com a visita à Índia, que terá início este sábado. "Esta visita tem uma natureza muito particular. Desde logo do ponto de vista afetivo, pois é para mim uma grande honra poder voltar à terra do meu pai como primeiro-ministro ", explicou aos jornalistas numa curta escala no aeroporto de Frankfurt, durante a viagem.

António Costa sente-se também "muito honrado" com a distinção que lhe vai ser atribuída pelo governo indiano - o prémio Pravasi Bharatiya Divas - que homenageia indianos ou descendentes que se tenham destacado no estrangeiro. "É a primeira vez que uma pessoa de origem indiana preside a um governo da União Europeia", salientou.» [DN]
   
Parecer:

Durante a campanha houve quem tivesse insinuado que o então candidato tinha "branqueado" a sua foto com recurso ao Photoshop.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Luís Cunha faz render os seus 4 meses de governo
   
«O antigo primeiro-ministro José Sócrates desmente Luís Campos e Cunha, antigo ministro das Finanças, que disse no parlamento ter sido pressionado por Sócrates – então líder do executivo socialista – para demitir a administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

"Há anos que o Dr. Campos e Cunha aproveita os quatro meses da sua passagem pelo Governo para atacar os seus antigos colegas. Considero tal comportamento desprezível e sempre o ignorei por não querer quebrar a regra que sigo de não comentar a vida interna do Governo a que presidi", acusou Sócrates numa nota enviada à comunicação social, em que contraria algumas das afirmações que o seu antigo ministro fez, na quinta-feira, durante a sua audição na Comissão Parlamentar de Inquérito à CGD.» [Público]
   
Parecer:

A acusação de Sócrates tem algum fundamento, antes de ter passado pelo governo Cunha era um ilustre pensionista do BdP a quem ninguém prestava grande atenção, graças aos sesu 4 meses de governo tem uma grande notoriedade que só tem servido para atacar a esquerda. Faz lembrar o Medina Correia, outro enorme erro de casting dos governos do PS.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Passos que o convide para o PSD.»

 Trump recorre ao terrorismo comercial
   
«Donald Trump ameaçou e as acções da Toyota deram um trambolhão, demonstrando até que ponto o Presidente eleito dos Estados Unidos está disposto a levar a sua ofensiva contra a deslocalização de postos de trabalho. “A Toyota diz que está a construir uma nova fábrica em Baja, no México, para produzir automóveis Corolla para os EUA. NEM PENSAR! Construam a fábrica nos EUA ou vão ter de pagar uma grande taxa aduaneira”, escreveu Trump no Twitter, naquela que é a sua primeira pressão pública sobre uma empresa estrangeira por causa de um investimento que não está directamente relacionado com o seu país.

A mensagem contém imprecisões. A Toyota tem já uma fábrica em Baja, onde produz carrinhas e camiões, escreve a Reuters. A unidade que está a construir, anunciada em Abril de 2015, situa-se no estado de Guanajuato e em Novembro vão começar a ser montados ali os Corolla que são actualmente produzidos numa fábrica do Canadá, que passará a fabricar um outro modelo.» [Público]
   
Parecer:

Trump vai fazer o comércio mundial recuar algumas décadas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

sexta-feira, janeiro 06, 2017

Bom Dia de Reis

“yo no creo en brujas pero que las hay las hay”

Durante muitos anos vivi o Dia de Reis como se fosse a segunda de mão do Natal, o recursos eram escassos, as prendas conseguiam ajeitar-se no famoso sapatinho, mas com uma mãe espanhola havia sempre um cantinho para o Dia Reis. Talvez por isso e mesmo sem militância religiosa dou alguma importância ao simbolismo do Dia de Reis, data que já era celebrada no Egipto antigo e que os romancistas da Bíblia entenderam repetir numa versão a que hoje se diria que era um upgrade.

É por estas e por outras que levo um pouco a sério a vinda dos Reis Magos, ficando na expectativa do que me trarão, porque isto das datas religiosas são ara levar a sério, mesmo por parte do agnóstico mais empedernido, não vá o diabo tecê-las, ainda que desde que o Diabo mora em Massamá mete cada vez menos medo

Como ensina o ditado espanhol “que las hay, las hay”, é por isso que meio mundo andou mijadinho até ao dia 1 do século XXI, a começar pelo pessoal da informática, por mais firmes que sejamos nas nossas convicções ainda damos uma olhadela às premonições do Nostradamus e há mesmo quem compre o Borda d’Água. Não há nada como estarmos de bem com Deus e com o Diabo, neste caso com um Diabos de quem não conhecemos a marca dos sapatos, mas que mora em Massamá.

É evidente que o Diabo de Massamá é bem menos certeiro do que o Nostradamus e desde as suas famosas previsões para Setembro o seu culto está limitado aos mais militantes, uma espécie de devotos da famosa Santinha da Ladeira. Mas o homem previu que vinha aí qualquer coisa sob a forma de prenda de Reis e se do Melchior ou do Baltazar nada se espera, ninguém nos garante que o Gaspar não se lembre a pegar outra vez no camelo e vir atrás de alguma estrela com mais um dos seus desvios colossais.

Já podemos comer bolo-rei mais descansados, estamos certos de eu nenhum primeiro-ministro se lembra de lançar um imposto sobre a metade do bolo que ainda está por comer com a desculpa de que foi unja ordem da Troika. Também já não corremos o risco de comer a fava, não só é proibido meter favas no bolo, como nos últimos anos os portugueses se fartaram de as comer, mais parecendo o burro do presépio.

Mas enquanto o Diabo de Massamá andar por aí fazendo previsões o melhor é acreditar em bruxas. Até agora nada sucedeu ao país, aqui fica o desejo para que nada de maus suceda até ao fim da temporada de Festas, que o Dia de eis se complete sem prendas inesperadas, e que em matéria de camelos nos fiquemos pelos do Jardim Zoológico. Bom resto de Dia de Reis em descanso e livres de prendas do Diabo de Massamá.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
José Maria Ricciardi, grande amigo do diabo

Da última vez que o BES foi nacionalizado acabou por voltar para a família, pelo que a defesa da nacionalização por parte de Ricciardi faz-nos pensar que a nacionalização temporária pode também para servir para esperar por um governo amigo, talvez do diabo, para devolver de novo o banco ao clã. Parece que Ricciardi ainda não desistiu de presidir ao BES...

Convenhamos que os membros da família deviam manter um período de nojo em relação ao BES:

«josé Maria Ricciardi, ex-presidente do Haitong Bank, defende a "nacionalização temporária" do Novo Banco, em vez da venda a um fundo de private equity, como o Lone Star, que "retalhará o banco e venderá os ativos, uns para esquerda, outros para a direita".

Entrevistado esta quarta-feira à noite no programa "Negócios da Semana" da SIC Notícias, Ricciardi lembrou que a filosofia destes fundos "é gerar retornos elevados" sem adotar uma visão estratégica.

Se, no caso do Novo Banco, a intenção for "partir o banco aos bocados", o interesse nacional aconselha uma nacionalização, mantendo a atual gestão. Porque o Novo Banco desempenha "uma missão essencial no financiamento da economia, sobretudo no tecido de pequenas e médias empresas" e constitui uma das "melhores escolas da banca comercial portuguesa".

Ricciardi diz que a nacionalização foi uma solução aplicada em vários países, citando os casos de sucesso dos britânicos Lloyds ou Royal Bank of Scotland, "sem que daí resultasse perdas para os contribuintes".» [Expresso]

 Catarina Martins para presidente da CGD

Depois de tudo o que fez neste processo da administração da CGD a Catarina Martins devia ser convidada para a CGD, até acho que a "mesa" do  BE devia ser equiparada a Conselho de Administração da CGD.

 Dúvida

Foi para aquilo que estamos a ver que o sôr Costa do BdP paga uma fortuna ao Sérgio Monteiro? Um dia vamos ver para quem foi o dote.

      
 PSD já tem desculpa para derrota nas autárquicas
   
«O PSD está preocupado com a “batota pré-eleitoral” que o Governo socialista estará a preparar para o processo eleitoral autárquico que se avizinha. Depois de ter sido tornado público, na semana passada, que o Governo tinha assinado um despacho que permitia a dez câmaras, nove das quais do PS, receber de forma antecipada verbas para o financiamento de obras, o vice-presidente do PSD Marco António Costa antecipa que a “prática engenhosa” do atual Governo poderá trazer tempos de “batota pré-eleitoral”. “Vai ser o vale tudo”, teme Marco António Costa.

“Se o défice marcou o discurso político no primeiro ano de Governo, as eleições autárquicas vão marcar o segundo. Não assumidamente, porque dita a prática engenhosa deste governo que é com argúcia que se leva a água ao moinho (aos vários moinhos), mas presente nos atos e nas intenções. Como se viu na passada semana com o favorecimento vergonhoso de autarquias socialistas. Vai ser o vale tudo!”, escreve o primeiro vice-presidente da direção de Pedro Passos Coelho na recente newsletter diária que o PSD começou esta semana a divulgar.» [Observador]
   
Parecer:

Faz-me lembrar o discurso de alguns presidentes de clubes desportivos, o PSD não
 acerta uma na baliza e depois diz que foi por causa de uma grande penalidade.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 O Setúbal ficou sem o mini-Messi
   
«Ryan Gauld e Geraldes, jogadores do Sporting emprestados ao V.Setúbal, estarão de regresso a Alvalade nos próximos dias. A informação foi dada esta manhã por Edinho, o avançado dos sadinos que marcou o golo que afastou os leões da Taça da Liga na última quarta-feira.

O internacional português, aliás, deixa mesmo a entender que esta posição por parte do clube de Alvalade terá sido em forma de retaliação ao que aconteceu no estádio do Bonfim.» [DN]
   
Parecer:

Quem ganhar ao JJ fica sem os jogadores que o SCP tenha emprestado!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quinta-feira, janeiro 05, 2017

Uma economia apodrecida

Em Portugal fala-se muito em manter competitivas empresas que os deixaram de o ser porque são incapazes de manter níveis salariais compatíveis com o padrão de dignidade da nossa sociedade nos dias de hoje e no quadro de uma economia europeia. Fala-se muito pouco na necessidade de estimular a competitividade das empresas ou de promover o nascimento de empresas competitivas.

A economia portuguesa é uma maçã em grande medida apodrecida, uma boa parte do seu tecido empresarial é incapaz de gerar desenvolvimento e sobrevive porque a economia sofre da arteriosclerose resultante da falta de competitividade. Neste ambiente é perigoso nascer, estimula-se o aumento dos “patos-bravos”, as empresas exploram os consumidores que são tratados como rebanhos dentro de um redil.

A nossa tradicional falta de competitividade não resulta apenas dos custos salariais, em Portugal os salários sempre foram baixos e nunca vimos a CIP satisfeita, por vontade dos Saraivas a solução estaria na escravatura e mesmo nesse caso ainda se lembrariam de pedir ao Estado que pagasse subsídios de alimentação para tornar os escravos ainda mais baratos. O grande problema da economia portuguesa está na incapacidade de promover as empresas competitivas, é uma economia cheia de esquemas proteccionistas, que visam ajudar os piores a vencer.

Na origem deste caldo de podridão que asfixia a nossa economia estão causas como as seguintes:

Os ditos organismos reguladores:

Os organismos reguladores que deveriam servir para proteger os clientes de abusos e promover a concorrência nalguns dos mais importantes sectores, parece serem protectores dos abusadores, como se tem visto no sector financeiro.

A inexistência de um sistema de justiça:

Em Portugal a justiça serve para que os consumidores e as empresas desistam dos seus direitos, situação que favorece os oportunistas. Ir a tribunal é dispendioso e pode levar anos a que se consiga uma decisão.

A corrupção

A corrupção serve para que alguém menos capaz ganhe um negócio partilhando lucros fáceis com o decisor. Fala-se muito da corrupção no desempenho de cargos públicos, mas a verdade é que é um mal transversal à economia e, muito provavelmente, há mais corrupção envolvendo negócios privados do que públicos.

As empresas falidas

Em Portugal há milhares de empresas que estão falidas por má gestão mas existem nos mercados, destruindo empresas saudáveis, graças a esquemas jurídicos com os famosos "PER", na maioria das vezes apoiados por bancos que querem adiar a aceitação do prejuízo pelas decisões levianas na concessão de crédito a negócios duvidosos. Estas empresas sobrevivem no mercado com expedientes e destruindo empresas saudáveis com a sua concorrência desleal.

Evasão fiscal

Tal como sucede com os gestores de empresas falidas os gestores de empresas que não cumprem com as obrigações fiscais e contributivas usam essa competitividade para destruir as empresas que cumprem, fazendo-lhes a vida no inferno.

É ridículo que com uma economia em avançado estado de decomposição, o grande problema da competitividade esteja em meia dúzia de euros de salário mínimo.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas, especialista em combustíveis

Assunção Cristas decidiu falar do preço de combustíveis um pouco como dondoca que por via familiar depende do negócio, como dona de casa e como líder partidária que vai a uma estação de serviço sem self-service para não sujar as mãos, mas acima de tudo como dona de casa que sabe comparar dois preços, pouco se importando com as causas. Se Sousa Franco fosse vivo diria dele o que certa vez disse de Jorge Coelho, que a líder do CDS fala como um cavador.

Percebe-se que a líder do CDS, habituada representar os mais cristãos interesses salariais na economia, dê ouvidos aos gasolineiros como o pai ou ao senhor UBER do marido. Tirando isso não disse mais nada intelectualmente audível, disse as suas baboseiras do costume.

«O CDS vai voltar a propor no Parlamento que seja eliminado o adicional do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), já que “o preço do petróleo está a subir e não há necessidade de fazer essa correção”. O alerta sobre o aumento dos combustíveis este ano foi feito pela líder do partido Assunção Cristas, que convocou os jornalistas para o momento em que abasteceu o carro (com 20 euros) numa bomba de Alvalade, sendo confrontada com um negócio que também é o do seu pai.

“O meu pai tem uma bomba de gasolina, por acaso não é aqui mas tem há muitos anos e foi durante muitos anos representante do setor através da ANAREC“, a Associação Nacional de Revendedores de combustíveis”. Cristas respondia desta forma à pergunta de uma jornalista, depois de na primeira abordagem ter contornado a questão. Quando questionada sobre se era sensível ao tema por ter um familiar com uma bomba de gasolina, a líder do CDS respondeu apenas que “não” e que era sensível “porque qualquer português tem de pôr gasóleo todos os dias ou com muita frequência para poder andar. É um exercício que todos fazem e os que não fazem pagam-no por via dos aumentos dos transportes públicos“. O pai de Cristas tem uma bomba em Belém, segundo confirmou o Observador junto do CDS, e foi presidente da mesa da Assembleia Geral da ANAREC.

Assunção Cristas diz que ao manter-se o adicional do ISP, “não está a ser cumprido o princípio da neutralidade fiscal”. “Quando o Governo aumentou o adicional disse que era para compensar a baixa do petróleo”, argumentou a líder centrista dizendo que entretanto os portugueses ficaram a saber “que a vantagem da baixa do petróleo não ia para o bolso dos consumidores mas para o cofre das finanças. Essa foi a primeira deceção, a segunda foi saber-se que a neutralidade fiscal prometida pelo governo rigorosamente não aconteceu”.» [Observador]

      
 Le Pen oportunista
   
«A líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, defende a saída de França da zona euro, mas que a moeda se mantenha no resto da Europa. A líder da extrema direita francesa e candidata à eleições presidenciais de maio mostra, pela primeira vez, preocupação com os efeitos de instabilidade nos mercados cambiais provocada pela saída do país da moeda única.

“Eu quero uma moeda nacional com o euro como moeda comum”, disse Le Pen à BFMTV, mostrando que quer manter uma moeda francesa em paralelo com a existência do euro e acrescentou mesmo: “E o ECU o que era?” A Unidade de Conta Europeia era um mecanismo de estabilização cambial, criado em 1979, que servia para suavizar ou corrigir as oscilações entre as moedas dos vários estados-membros.» [Observador]
   
Parecer:

Le Pen quer ganhar na UE jogando com políticas cambiais, tirando partido de uma moeda nacional num mercado comum.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quarta-feira, janeiro 04, 2017

Proteccionismo oportunista

Trump, os responsáveis pelo Brexit e a nova extrema-direita ocidental, uma extrema direita que pouco tem que ver com os velhos tiques neo-nazis, faz uma nova abordagem do proteccionismo, não se limitam a defender as vantagens do proteccionismo, como temos visto no EUA e Trump ainda não tomou posse, estes proteccionista tentam impor as suas regras.

Nos EUA Trump faz chantagem sobre empresas americanas que se instalam no estrangeiro, não é difícil de adivinhar que um dia fará ameaças às empresas estrangeiras que vendam no EUA e não instalem lá as suas fábricas, depois irá ameaçar os americanos que adquiram bens estrangeiros que são ou podem ser produzidos nos EUA. Não se trata de deixar o mercado funcionar em função de regras proteccionistas, é impor decisões económicas aos agentes económicos sob ameaça e chantagem.

No reino Unido, os imbecis que ainda sonham com o velho império, ao que parece a rainha velha e decrépita partilha destas ideias, estão convencidos de que saindo da EU podem concorrer na Europa exportando sem se sujeitarem às regras de concorrência mais apertadas da EU, sem terem de respeitar quaisquer normas de funcionamento dos mercados e sem assumirem os custos políticos e financeiros que decorrem de um grande mercado comum. Os proteccionistas ingleses estão convencidos de que podem ter todas as vantagens da E, sem terem de assumir os seus custos.

Estas formas de proteccionismo não constam nos manuais de relações económicas internacionais e não podem ser avaliadas à luz da teoria económica. Desde David Reicardo que a teoria das relações económicas internacionais explica as vantagens do livre comércio. Mas esta extrema-direita introduziu uma variável que não constam nos modelos teóricos da economia, a chantagem do poder. A protecção não se faz apenas sonb a forma de barreiras pautais, é forçada pelo recurso à chantagem. Trump fez com a Ford o que Hitler fez com muitas empresas, o medo passou a ser uma variável económica.

A partir de agora o que julgam poder recorrer à lei do mais forte tenderão a optar por este caminho. Os operários que no passado eram firmes apoiantes dos partidos comunistas, vievm hoje frutados nas grandes cidades e vêm nesta nova extrema-direita uma esperança para o regresso ao passado, desta vez sem adorar o Pai dos Povos.

Não estamos apenas perante um problema a resolver no plano da Organização Mundial do Comércio, os confrontos serão políticos, como se tem visto nas relações de Trump com a China. Brevemente não envolverão apenas os governos, os cidadãos que se opõem a esta nova vaga internacional de fascismo terão que decidir na hora de comprar um carro, de escolher um banco ou de escolher um electrodoméstico se devem comprar a alguém que beneficia deste proteccionismo oportunista ou se deve opor-se ao fascismo boicotando as suas marcas.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Catarina Martins, santa inquisitora ideológica do PS

Já estive internado num hospital público gerido através de uma PPP e o meu testemunho é o de que a gestão era mais competente e os serviços de melhor qualidade do que os proporcionados por um outro grande hospital público onde estive internado na mesma ocasião. Mantive-me em contacto com profissionais desse hospital e garantiram-me que tinha ocorrido uma queda abrupta da qualidade com o regresso à gestão pública conduzida pela respectiva ARS.

Seria interessante comparar o desempenho e os custos dos dois modelos de gestão nesta unidade hospitalar, não se confundindo a construção e exploração de uma auto-estrada com a gestão de um hospital. Desde que tive doente e fi tratado num hospital público gerido por uma entidade privada que não tenho os preconceitos que a Catarina Martins evidencia.

Não tenho a certeza de que hospitais geridos por gente escolhida pelas concelhias dos partidos tenham melhor resultados e apresentem custos mais baixos do que os hospitais geridos com base na malditas PPP. O meu critério é o da qualidade e não tenho a certeza que o critério da ideologia conduza a melhores resultados.

Já agora, convém dizer que é muito feio a líder do BE falar em nome dos militantes e eleitores do PS, chamando a si a função de intérprete dos seus desejos. Já foi feito o senhor dos leitões ter dito que representava metade dos eleitores do PS, é ridículo que a líder do BE venha agora armada em Santa Inquisição do PS.

«A coordenadora do Bloco de Esquerda afirmou hoje que o seu partido está "frontalmente" contra novas Parcerias Público-Privadas (PPP), nomeadamente na saúde, antevendo que "muitos socialistas ficarão altamente desiludidos" se o Governo mantiver tais intenções.

Catarina Martins, após uma visita ao Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), comentava assim o facto de o ministro da Saúde admitir a hipótese de um concurso internacional para os operadores privados fazerem uma proposta de valor melhor do que a atual para o Hospital de Cascais.

"O BE opõe-se frontalmente a novas PPP na saúde. O Governo pode ainda e deve recuar. Este não é um problema que conte só com a oposição do BE. Acho que ninguém no país percebe que se façam novas PPP. Atrevo-me mesmo a dizer que muitos socialistas ficarão altamente desiludidos se este Governo, ao invés de ter gestão pública do que é público, prosseguir no caminho das PPP, que todo o país sabe que tem sido desastroso", disse.» [Notícias ao Minuto]

 Um ministro cheio de Pica

O ministro do Ambiente está cheio de pica para a democracia e a propósito da entrega do STPC aos autarcas da região mais parecia um António Aleixo, construindo versos como "A pica que o PICA me dá". Enfim, um ministro inspirado pela pica.

Já tinha visto António Costa oferecer geringonças, agora é o ministro do Ambiente que distriibui pica para quem a quer sem pastilhas do Paulo Futre, só me resta ver o ministro da Agricultura oferecer-nos um espectáculo de porcos a andar de bicicleta.

 O défice certo



      
 Proibir a venda de produtos de risco na banca
   
«O Bloco de Esquerda quer proibir a venda de produtos de risco nos balcões dos bancos, que têm criado lesados como ocorreu com o BES e o Banif, e António Costa já se mostrou disponível para “pôr em ordem” o sistema financeiro. Ou seja, há interesses convergentes à esquerda.

O BE pretende recuperar um pacote de iniciativas da anterior legislatura – em que o PS se absteve e PSD e CDS chumbaram – para evitar “mais lesados” da banca, conta o “Diário de Notícias” esta terça-feira. Esta informação foi avançada por Pedro Filipe Soares, dirigente do Bloco, em declarações ao matutino.

“Não havendo nenhuma alteração à lei, dependendo apenas e só de uma ideia de que todos cumprirão as regras existentes, essas regras são permissivas ao ponto de podermos estar a criar novamente lesados para o futuro”, apontou o deputado.» [Expresso]
   
Parecer:

Resta esperar que as tabacarias deixem de vender tabaco, os talhos acabem com o toucinho, as lojas da Santa Casa ponham fim ao vício do jogo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Elogie-se o BE por tanta bondade sanitária.»
  
  Boicotar a Ford é boicotar Trump
   


«A Ford Motor Company anunciou esta terça-feira que vai cancelar os seus planos de construção de uma estrutura de 1300 milhões de dólares (1235 milhões de euros) no México para investir 700 milhões de dólares (665 milhões de euros) na construção de uma fábrica no Michigan nos EUA. A decisão foi tomada com base nas políticas “pró-crescimento” defendidas pelo Presidente eleito, Donald Trump.

À CNN, o presidente-executivo (CEO) do fabricante automóvel americano, Mark Fields, explicou que a decisão é um “voto de confiança” em relação ao ambiente favorável ao investimento que está a ser criado por Trump. Desta feita, ficam salvaguardados pelo menos 700 postos de trabalho que iriam passar para o México.» [Público]
   
Parecer:

A partir de agora a marca Ford está associada a Trump, podendo sujeitar-se a um boicote global. Curiosamente esta ligação da Ford ao que de pior existe na política vem dos tempos de Hitler.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 O outro lado da UBER
   
«Entrámos no carro de Cândida* numa noite chuvosa de dezembro. O trânsito de hora de ponta prolongou a viagem entre a estação de Santa Apolónia e o Bairro Alto, em Lisboa, dando tempo à condutora para resumir os primeiros dois meses de trabalho para a Uber. “Como entrei a meio de outubro não o trabalhei completo, por isso ganhei muito pouco”, começa por explicar, para logo percebermos que, pelo seu primeiro mês de trabalho completo, novembro, Cândida conseguiu apenas 440 euros. Foram seis dias de trabalho por semana, 12 horas por dia. “Treze horas em vésperas de feriado”, acrescenta.

Fazendo a conta aos 26 dias que trabalhou, por cada uma das 312 horas recebeu 1,41 euros à hora. Brutos, porque grande parte dos motoristas são contratados em regime de recibos verdes e, daquele valor, ainda é preciso subtrair os impostos a pagar. Não há subsídio de férias, de Natal nem de almoço. Não há dias de férias pagos, nem proteção em caso de doença. Por cada viagem feita em Portugal, a Uber ganha 25%. Cândida ganha 35% do total das viagens, mais 5% se for assídua, ficando a empresa que a contratou com o restante. Apesar de fazer o horário de quem tem um emprego e meio, ganha menos que os 530 euros de salário mínimo fixados pelo Governo — que subiu para 557 euros a 1 de janeiro de 2017.

Mesmo assim, Cândida mantém o sorriso, com o entusiasmo de quem só agora começou um novo desafio. “Se calhar eu ainda não conheço os melhores sítios, onde há mais clientes”, arrisca. Mas também não pode circular muito à procura deles, porque o contrato que a empresa tem com o rent-a-car sobe consoante o número de quilómetros feitos. E a condutora é avaliada por tudo o que faz: quilómetros percorridos, acelerações, travagens. Tudo medido pela tecnologia. “O meu filho já tinha estado na Uber, mas não se deu bem com isto”, conta.» [Observador]
   
Parecer:

Talvez Assunção Cristas tenha algo a dizer sobre o assunto.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Questione-ser a esposa do Mr. UBER.»

terça-feira, janeiro 03, 2017

De morto a hiperactivo

Convencido de que o diabo lhe devolveria o poder com a desgraça orçamental que seria anunciada com a execução orçamental de Setembro, o sempre J que lidera o PSD optou por fazer de morto, em Lisboa era morto e ninguém dava por ele, fora de Lisboa promovia a bandeirinha do primeiro-ministro no exílio, passeando a bandeirinha em encenações organizadas para fazer crer que ele era o primeiro-ministro desejado pelo povo.

Mais uma vez as coisas correram mal, as sondagens a que ele não liga insistem em convidá-lo a sair, pelo que decidiu fazer mais um upgrade na sua estratégia. Não esperou pela Páscoa e como não há nada de novo para que nascesse no Natal, decidiu comemorar a quadra antecipando a Páscoa, tentando ressuscitar com uma coisa modernaça, uma Newsletter!

Ao que parece inspirou-se no mundo da bola, como a estratégia Sportinguista do Facebook não resultava, porque o dele parou no tempo em que em pleno Natal elogiava o sacrifício de uma senhora que deixou de tomar banho por falta de dinheiro para água quente. Usar Guerras também não seria uma boa ideia pois já ninguém no PSD quer dar a cara por ele, a não ser a Maria Luís e o truculento Amorim. Optou pela Newsletter do FCP, sendo de esperar que comece a contar as grandes penalidades cometidas pelo governo na preparação das autárquicas.

É óbvio que esta palhaçada digna dos tempos das eleições das associações no Ensino preparatório vai durar pouco, se ninguém se dá a trabalho de ler o Povo Livre, muitos menos serão os que se darão ao trabalho começando o dia por ler as babsoseiras da Newsletter. Até porque pelo primeiro número a imaginação não é grande. Ainda por cima sabemos que estas coisas são escritas por mãos amigas, sendo óbvio que desta vez alguém muito fiel à ex-ministra Maria Luís, que tutelou a gestão da dívida, deu uma ajudinha opinião sobre matéria da competência da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública - IGCP, E.P.E..

O mais curioso é que a Newsletter não existe, não tem qualquer formato, não tem qualquer link no site do PSD. Não passa de um texto não assinado, que é apresentado na secção de Notícias e que de diário não parece ter nada, neste dia 3 ainda não saiu o número dois. Enfim, mais uma falhanço na estratégia pessoal de Passos Coelho, que insiste em abordar a política nacional com os truques dos seus tempos de JSD. De asneira em asneira vai afundando o PSD.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Deputado Amorim

Só mesmo o truculento Amorim teria imaginação suficiente para ver uma manobra do PS visando derrubar Passos Coelho. Criativo e imbecil, só ele é que não percebe que a última coisa que o PS quer é qeu Passos Coelho se vá embora.

«O vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Carlos Abreu Amorim saiu em defesa de Passos Coelho, insurgindo-se contra os críticos do líder social-democrata. Abreu Amorim garantiu, numa longa publicação na rede social Facebook, que “aqueles que exigem uma mudança de líder estão a cumprir, alguns sem o saberem, os ditames estratégicos de Costa que só espera por essa oportunidade para se solidificar no poder”.

O deputado começou por salientar que nos últimos meses se tem agravado “uma feroz campanha mediática” contra o líder dos sociais democratas que pretende “convencer, à pressão, que Pedro Passos Coelho não tem futuro político e que a sua presença na liderança do PSD empobrece as hipóteses de regresso ao poder da atual Oposição”.

Abreu Amorim salientou que “nada disto é novo” e que a tentativa que reza o fim próximo de Passos Coelho é antiga, mas “falhou sempre”. Lembrou ainda que em 2010, quando Passos chegou à liderança “muitos dos inteligentes de serviço (ancorados em sondagens igualzinhas às de agora) juravam que não conseguiria vencer o PS de Sócrates e que nunca seria primeiro-ministro”.» [Observador]

 O PS faz bem em apoiar Rui Moreira no Porto?

Cada vez que Rui Moreira recorre ao discurso miserabilista da capital do norte com a do país interrogo-me se o PS faz bem em deixar de ter agenda própria numa cidade que durante muitos anos governou, para apoiar um populista que pouco ou nada fez, pouco ou nada fa e que se limita a pavonear-se e a repetir o discurso miserável de algumas personalidades populistas, como sucedeu recentemente com a comparação do porto de Lisboa com o de Leixões.

Este imbecil acha bem que a frente ribeirinha da capital seja uma estrada por devem circular centenas de camiões de e para o porto de Lisboa, transportando mercadorias perigosas pelo centro de uma capital ou dezenas de milhares de produtos a granel.

Se o PS apresentasse uma candidatura própria e perdesse, não perderia mais do que uma autarquia, que cômputo geral vale tanto como Castro Marim. Mas ao apoiar este populista o PS perde toda a sua identidade e, muito provavelmente, vai estar associado a um incompetente e dessa forma perder o Porto por muitos e bons anos.

 O Regresso do Garganta Funda do regime

Durante muito tempo Marques Mendes fez de informador do regime, era o "garganta Funda" oficioso do governo de Passos Coelho, que se servia dele para ir testando a opinião pública com fugas de informação convenientes. Com a queda de Passos o tempo de antena de Marques Mendes  na SIC perdeu qualidade e interesse.

Mas eis que ainda há uma ilha do PSD com informação confidencia, à falta de Passos Coelho parece que Marques Mendes passou a ser o Garganta Funda do Sr. Costa, do BdP. O problema é que as inconfidência do banco em relação ao Novo Banco podem custar muitos milhões ao país. Só mesmo neste país cheio de bandalhos é que um qualquer Marques Mendes vem para a televisão divulgar o que o governador do bano central vai fazer.

Uma vergonha para o país, para o BdP e para o seu governador.

 Cavaco, Marcelo e a mensagem de Ano Novo

Os discursos foram muito parecido, mas Marcelo não parecia ter engolido uma esferográfica, não precisou de teleponto e não parecia ter a boca cheia de favas. em tudo o resto Marcelo fez um discurso igual aos de Cavaco.

Antes da mensagem de Ano Novo foi possível ver outra diferença, enquanto Cavaco dava banhos de multidão encenados por autarcas amigos, Marcelo deu um banho na Praia da Rainha, em Cascais. Com isso fez esquecer uma mensagem de Ano Novo que depois de intervenções ao ritmo de duas ou três por dia já ninguém prestou a mais pequena atenção.

      
 Se vivesse no Porto votava 
   
«Miguel Seabra, líder da concelhia do PSD Porto, garante que até agora ainda não foi feito o convite formal a Álvaro Santos Almeida para ser o candidato do partido à segunda Câmara do país, situação que deverá ocorrer em meados de janeiro, após o nome do docente da Faculdade de Economia da Universidade do Porto ser confirmado, esta semana, ao nível concelhio e na próxima semana na distrital.

Álvaro Santos Almeida é o nome mais insistentemente apontado desde novembro nos meandros do partido para tentar travar a recandidatura do independente Rui Moreira, já apoiada pelo CDS e a que se deverá aliar o PS, parceiro de coligação pós-eleitoral na Câmara do Porto que não deverá ir a votos.» [Expresso]
   
Parecer:
Entre um populista inútil, incompetente e irritante e Álvaro Santos Almeida não teria a mais pequena dúvida em votar no candidato do PSD:
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «lamente a escolha preguiçosa do PS no Porto, sinal da perda de qualidade dos seus líderes locais.»
  
 Outra vez a maldita declaração de rendimentos
   
«António Domingues estava disponível para continuar na Caixa até ao final de janeiro, dando tempo ao BCE para aprovar a administração de Paulo Macedo, mas quando foi convidado por Mário Centeno, apenas dois dias antes da saída, avisou que o governo teria de garantir que o prolongamento seria juridicamente enquadrado ao abrigo da mesma legislação que regeu o contrato original — ou seja, antes de a 1 de janeiro de 2017 os gestores da Caixa terem passado, de forma clara, a ter de entregar os rendimentos ao Tribunal Constitucional. Mais do que a entrega de uma nova declaração, o que estava em causa para Domingues era não perder a razão que acredita ter no polémico caso das declarações que se arrastou ao longo do ano passado e culminou com a sua saída do banco público.

Domingues entregou junto do Tribunal Constitucional a declaração de rendimentos, no ano passado, mas fê-lo ao mesmo tempo que fazia uma defesa de que, na sua opinião, não teria de o fazer. O caso está a ser apreciado pelos juízes do Palácio Ratton. Neste contexto, quando Mário Centeno telefonou a António Domingues, na quinta-feira (29), enquanto Domingues estava fora, em férias, o agora ex-presidente da Caixa avisou: aceitava ficar mas não seria, em termos simples, “apanhado na curva” e não iria aceitar um contrato em novos termos — caberia ao governo encontrar forma legal de o fazer.» [Observador]
   
Parecer:

Até parece que António Domingues não quer "sair" da CGD, agora que a sua saída é certa. parece que aceitava ficar mais um mês mas sem de entregar a maldita declaração de rendimentos, isto é, pretendia que o governo o autorizasse a ser uma excepção à lei. Quando será que os nossos gestores aprendem que não estão nem acima da lei, nem das regras da democracia?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se o espectáculo.»

segunda-feira, janeiro 02, 2017

A luta de classes nos escalões do IRS

Ao mesmo tempo que 2016 foi um ano de paz social, também assistimos a uma intensa luta de classes dentro dos escalões do IRS. Se Passos Coelho conduziu uma política brutal de austeridade que visava superar a crise espoliando pensionistas e proletarizando a Função Pública, os partidos que suportam a Geringonça manifestaram grandes preocupações sociais com os dois primeiros escalões do IRS.

A esquerda conservadora portuguesa insiste em ter esta abordagem quase religiosa da luta de classes, chamando ao seu regaço os que considera mais pobres, mesmo que algumas realidades eleitorais no estrangeiro sugiram que são estes grupos sociais os mais firmes apoiantes da extrema-direita. O próprio PS não resistiu a esta tentação e tem no secretário de Estado dos Assuntos Fiscais o seu guru ideológico, foi quem definiu quem era rico e ficava fora da sua generosidade, esses malandrecos que ganham 2000 euros. Não só foram condenados a suportar a austeridade, agora em dose dupla, continuaram com cortes e IRS em sobre-dose, ao mesmo tempo que suportam o aumento dos IECs.

A luta de classes já não é o que era, já não se assaltam palácios de Inverno, agora tudo é feito de forma ordeira por via do IRS,  imposto sobre os que trabalham. A nossa versão da palavra de ordem “os ricos que paguem a crise” tem uma abordagem que foi explicada pelo tal guru do PS, que isso faz-se por redistribuição fiscal dos rendimentos. Isto é, as famílias dos primeiros escalões são aligeiradas de impostos ou os seus rendimentos são financiados pelo Estado através da TSU, e tudo isto é suportado pelos burgueses dos outros escalões.

O problema é que se a política pode funcionar às mil maravilhas com base numa geringonça, o mesmo já não sucede com uma economia. Se a situação económica já não é brilhante por causa da falta de investimento, pode mesmo gripar se os tais ricaços dos 2000 euros continuarem a emigrar. A verdade é que esses ricaços não são só os que ganham mais, são também os que produzem mais, os que viabilizam a realização dos investimentos que apostam em novas tecnologias e os que suportam a despesa pública com os seus impostos directos e com os impostos sobre o seu consumo. São também os que investem mais na educação dos filhos e que desta forma alimentam essa coisa tão apreciada que são as startups. Se continuarem a asfixiar esses ricaços dos dois mil euros, um dia destes Portugal é um país de pensionistas pagos pelos impostos que incidem sobre ordenados mínimos, o que não deverá ser muito viável.

Talvez não seja má ideia pensar que há duas gerigonças, a geringonça da política e a geringonça da economia e que não é muito inteligente conseguir que uma funcione gripando a outra.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
SIC Notícias

A SIC Notícias acaba 2016 de forma muito pouco digna, decretando a morte antecipada de Mário Soares.


(imagem de A. Bernardo)

      
 Temos Mao
   
«Depois do mergulho de ontem, hoje Marcelo Rebelo de Sousa voltou à praia dos Pescadores, em Cascais, para um banho revigorante. Ontem foi o último de 2016; hoje foi o primeiro de 2017. Uma tradição com quase 40 anos que o agora presidente da República pretende manter.

Se conseguir manter esta minha prática - não sei se consigo - ajuda-me. A pessoa está ali só com céu e mar e esquece tudo", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa enquanto se enxugava depois do banho.

O presidente tinha a temperatura da água bem controlada, apesar de duvidar dos dados oficiais. "Teoricamente devia estar boa: 16,1 graus. Mas acho mais fria do que isso. Está mais quente do que ontem, que estava a 14,7, mas não acho que esteja a 16,1, acho que está menos", disse.» [DN]
   
Parecer:

O Tejo não é o Yangtze onde Mao Tsé-Tung nadou, é o que se arranja...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Um presidente da Comissão pouco exemplar
   
«O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, passou anos, enquanto ocupava o cargo de primeiro-ministro do Luxemburgo, a bloquear os esforços da União Europeia para combater a evasão fiscal por parte de grandes multinacionais. A revelação é feita pelo jornal britânico The Guardian com base em telegramas diplomáticos alemães a que teve acesso, juntamente com o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação e a rádio alemã NDR.

No centro da história está um comité criado pelos Estados membros para discutir o código de conduta fiscal para as grandes empresas, que era uma forma de evitar que os diferentes países entrassem em conflito na defesa das suas próprias políticas fiscais, umas mais permissivas do que outras, e fossem vulneráveis às pressões das multinacionais.

Criado há perto de 19 anos, este foi sempre, diz o Guardian, um dos comités com maior nível de secretismo de Bruxelas. O que os documentos agora revelados mostram é a forma como um pequeno grupo de países “muitas vezes liderado pelo Luxemburgo”, com o apoio da Holanda, conseguiu “atrasar, diluir ou travar” medidas que obrigariam as multinacionais a cumprir as suas obrigações fiscais.» [Público]
   
Parecer:

Começou o jogo sujo do Brexit?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Hoje é dia nacional de fazer o bebé!
   
«Aparentemente, o dia 2 de janeiro está a ser apelidado de o ‘Dia nacional de fazer o bebé’ graças ao facto de tantos casais optarem por tentar a sua sorte nesta altura do ano. Mas qual a razão para isso acontecer?

De acordo com as respostas a um inquérito da Channel Mum, os casais explicaram que o segundo dia do ano é o ideal para desfrutarem da companhia um do outro, depois de todos os excessos cometidos no Natal e antes de voltarem ao trabalho.

E, segundo dizem, a hora ideal para os casais tirarem a roupa é exatamente às 10h36, pois 71% dos inquiridos responderam que é por volta desta hora que partem para o ato sexual. De acordo com as respostas, futuras mamãs e papás optam por procriar no início do ano, pois 73% afirma que têm mais tempo para estarem juntos, 48% diz que se sente mais feliz por ser Natal e 28% explicou que o espírito nacional os faz sentir mais perto do seu parceiro.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O problema está na hora, principalmente para os que trabalham....
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»