sábado, janeiro 28, 2017

O Trump está entre nós

É raro o dia que não recebo um e-mail com posições neo-fascistas, com anedotas anti-semitas, racistas ou anti-muçulmanas. Quem ainda não recebeu e-mails indignados ou vídeos sobre as famosas mesquitas da Suíça, ou imagens de muçulmanos a rezar em Moscovo?

Fomos todos nós que elegemos o Trump, foram cidadãos comuns que elegeram Trump, muitos dos que o escolheram vão ao médico graças ao Obamacare, são mexicanos ou descendentes de mexicanos, são filhos de sírios ou de iranianos, são afro-americanos. Os homens brancos racistas não conseguiriam eleger nenhum presidente americanos, da mesma forma que Hitler não chegou ao poder apenas com o voto dos fanáticos nazis.

Quantos políticos democratas escapam a e-mails maldosos? Nem um, são todos corruptos, são todos uns inúteis, nenhum teria forma de vida se não fosse a política. Político em democracia significa corrupto, gandulo, oportunista. As virtudes estão sempre do lado dos gestores, dos que por ganharem muito mais e correrem menos riscos não estão dispostos a servir o país em cargos públicos.

Ligo as televisões e só vejo gente a destruir a democracia, se ligo para a SIC Notícias tenho um Jorge Ferreira que não estudou uma cadeira de economia, escrevendo livros a dizer como se salvaria a economia portuguesa e a desancar permanentemente nos políticos, principalmente se não forem muito à direita. Ligo para a TVI e temos uma sessão semanal de difamação da democracia e dos políticos conduzida por um Medina, filho de um colonialista que desencadeou a guerra na Guiné, mas que não se cansa de exibir a meia dúzia de meses que em má hora foi ministro das Finanças. Tal como o Jorge Ferreira estudou tanto política económica como eu me especializei em lagares de azeite.

Em Portugal fica bem na fotografia quem fala mal da democracia e dos políticos democráticos, têm sucesso o discurso político do Medina, do Jorge Ferreira, do Marinho pinto e de outros, não pelo valor do que dizem, não pelo exemplo que dão nos cargos, unicamente porque atacam os políticos.

Não vale a pena falar mal da democracia e do Trump à tarde, ser anti-muçulmano em privado e à tarde mandar e-mails com fotografias de muçulmanos a rezar em Moscovo, afirmar valores de igualdade em público e contar anedotas de gays à tarde. Somo o país em que o PSD de Santana Lopes produziu cartazes com insinuações sobre a vida privada do adversário, o mesmo país onde um ministro de Cavaco se divertia contando anedotas com judeus e cinzeiros. Temos muitos que são democratas em público e trumpetes em privado.

Extraordinário

Passos Coelho incite em não perceber que já nem o diabo aposta nele, já estamos quase em final de Janeiro, seis meses depois da vinda do mafarrico ter sido anunciada e o líder do que resta do PSD ainda tenta demonstrar que algo correu mal em 2017, mas só ele e sua especialista em aritmética é que o conseguem perceber. Desde que o OE de 2016 foi aprovado que o Passos mais a Dona Aritmética sofrem de um fetiche relacionado com o plano B, só se excitam enquanto oposição quando lhes vem o dito plano à cabeça.

Convém recordar de onde vem esta fixação com o plano B. Quando a geringonça aprovou o OE para 2016 a direita teve a esperança de que os seus aliados europeus chumbassem o OE. Mas isso não sucede e como sempre fez a Comissão e o Eurogrupo pediram ao governo que preparasse medidas orçamentais adicionais caso estas fossem necessárias. A direita portuguesa não se conformou e lá se foi calando 

Mas Passos Coelho nunca perdeu a esperança num segundo resgate, o que o levaria de novo ao poder par governar sem restrições constitucionais, estava convencido de que as coisas correriam mal. Passos Coelho e a sua Dona Aritmética sabiam muito bem que tinha armadilhado as contas orçamentais de 2017 com a ajuda de Paulo Núncio. Sabiam que 2017 poderia ser dramático, um deslize orçamental tiraria o país dos mercados e forçaria a esquerda conservadora a deixar de apoiar o governo.

As vigarices feitas com os reembolsos do IVA e com as retenções na fonte de IRS representavam um buraco orçamental digno de ser um “desvio colossal”, daí que Passos tivesse anunciado a vinda do diabo, quando o impacto do buraco fiscal se fizesse sentir na contas, o que sucederia depois de processados todos os reembolsos. A situação seria tornada pública com a divulgação do relatório da execução orçamental de Setembro.

Mas a Dona Aritmética estava enganado, a armadilha que manhosamente deixou montada não funcionou e o diabo não apareceu. Desde então Passos Coelho anda desesperado para provar que houve mesmo um plano B, daí que agora tenha um fetiche com medidas extrordinárias. Ele que só governou com medidas extraordinárias, com sucessivas renegociações secretas do memorando para acomodar a sua pinochetada económica, vê agora medidas extraordinárias em tudo.
 

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Passos Coelho, um rapazola muito esquecido

Passos Coelho anda com sérios problemas de memória, só isso explica ter-se esquecido do perdão fiscal que o seu Paulo Núncio lançou em 2013, para não referir os desvios colossais com que ia justificando as doses suplementares de cortes salariais com que pretendia lançar a sua desvalorização fiscal do trabalho. Deve estar esquecido que os cortes salariais que dizia serem para um ano funcionaram como plano B e pretendia que assim continuasse a ser.

Passos Coelho parece ignorar que em certas matérias lhe falta autoridade moral para questionar ou criticar este ou qualquer outro governo.

«O líder do PSD disse hoje que o défice de 2016 seria de 3,4%, descontadas as medidas extraordinárias e os cortes no investimento público planeado pelo Governo, e questionou António Costa sobre qual seria o valor sem estas medidas. 

Na resposta, o primeiro-ministro, António Costa, contrapôs, primeiro, que o saldo primário melhorou no ano passado 747 milhões de euros em relação à execução orçamental de 2015.

Perante a insistência de Pedro Passos Coelho, na sua intervenção no debate quinzenal no parlamento, de qual seria o valor do défice sem recursos a medidas extraordinárias, António Costa respondeu: “Senhor deputado, terá a resposta quando o diabo cá chegar”, disse, provocando protestos na bancada do PSD.

Num debate muito tenso entre o primeiro-ministro e o líder da oposição, Passos Coelho voltou a acusar o Governo de viver num mundo de “fantasias e faz de conta”, nomeadamente no que diz respeito ao valor do défice de 2016, que António Costa já disse que não será superior a 2,3%.» [Jornal Económico]

 A Bad Lip Reading of Donald Trump's Inauguration


      
 Auditores bem comportados na Saúde
   
«No capítulo sobre "as atitudes e comportamentos dos auditores" estipula-se que, além de se apresentarem "à hora indicada", devem usar vestuário que "transmita a formalidade quer do acto da auditoria, quer como representante da DGS" e abster-se de colocar questões pessoais aos auditados. Mais: "nunca devem utilizar linguagem popular ou calão", nem adoptar atitudes “agressivas, rígidas ou inspectivas”. São ainda aconselhados a colocar as questões “de maneira pausada e clara, com respeito e amabilidade”.

Os procedimentos gerais definidos nesta orientação devem ser cumpridos por todos os auditores, internos e externos, frisa o director-geral, que, na orientação, explica que decidiu divulgar as práticas recomendadas junto das Comissões de Qualidade e Segurança e dos auditores dos serviços do SNS que actuam no âmbito da Estratégia Nacional para a Qualidade na Saúde.» [Público]
   
Parecer:

Ridículo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Portuenses first!
   
«O anúncio oficial está agendado para o dia 3 de fevereiro, pelas 18h nos Paços do Concelho e conta com a presença do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa. Apesar de remeter esclarecimentos mais concretos para o dia da apresentação, a candidata vinca, em entrevista ao Expresso, o objetivo de ajudar a construir “uma cidade aberta ao mundo, mas com os portuenses” em primeiro plano.

“A cidade é dos portuenses e devemos acentuar esse princípio. Naturalmente, o Porto deve estar aberto ao mundo e a todos os que a visitam, porque também não queremos uma cidade fechada”, afirma Ilda Figueiredo, integrante do Comité Central do Partido Comunista Português.» [Expresso]
   
Parecer:

A moda do "first!" parece ter pegado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Os últimos são os primeiros
   
«Sara Bordalo Gonçalves, 37 anos, sente-se "num limbo" profissional. Professora de Geografia há 14 anos - sempre com contratos celebrados com o Ministério da Educação, embora nem todos anuais -chegou ao final de agosto com 11 anos e 278 dias de serviço nas escolas públicas. Num grupo de recrutamento (o 420), em que existem cerca de 3600 professores a nível nacional, ocupa a posição 161 na hierarquia, definida pelas listas graduadas. Mas pelas regras definidas pela tutela para a vinculação extraordinária falha o quadro por 87 dias.

Ironicamente, até já cumpriu esses três meses de serviço em falta "no primeiro período", no Agrupamento de Escolas Agostinho da Silva, em Vale de Cambra. Mas de acordo com a regra definida pelo ministério esse facto é irrelevante: teria de ter cumpridos 4380 dias exatos até 31 de agosto de 2016.

Pior: prepara-se para ser ultrapassada nessas vagas por centenas de colegas: "Posso ser ultrapassada pelo número 432 da lista, por uma diferença de dias, mesmo que tenha muito mais contratos celebrados com o Ministério", ilustra.» [DN]
   
Parecer:

Num sistema onde apenas a velhice conta podem ser os últimos a entrar. Concorrendo a uma vaga fica-se à frente por mérito intelectual, mas se essa vaga não for um contrato de um ano o mérito intelectual já não conta.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns aos idiotas que inventaram esta aberração que leva a que os melhores fiquem excluídos.»

 O negócio do malparado
   
«Pelo menos quatro entidades privadas apresentaram ao Governo e ao Banco de Portugal soluções que visam resolver o problema do designado "non performance loans" (NPL), o crédito malparado que está a infectar as contas dos bancos portugueses. Em causa estão cerca de 30 mil milhões de activos problemáticos, cerca de metade ainda por provisionar, o que coloca pressão adicional sobre o capital das instituições financeiras, em particular, do Novo Banco.

Para além dos contactos (não formais) realizados por António Esteves, o ex-Goldman Sachs que representa um consórcio que integra o fundo de private equity norte-americano TPG e diz ter disponível 15.000 milhões de euros, as autoridades foram, nos últimos meses, informadas da existência de outros interessados em avaliar a compra das carteiras de crédito malparado (activos que não geram rentabilidade) dos bancos portugueses.» [Público]
   
Parecer:

O malparado da CGD devia ser cobrado pelo fisco.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a proposta.»

 Formalizada a nova geringonça
   
«» []
   
Parecer:

Pobre Passos, aonde teve de chegar para se man ter acima da linha de água.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»

 Os eternos opositores
   
«A UGT "está satisfeita" com a solução de reduzir o Pagamento Especial por Conta (PEC) em alternativa à descida da TSU, mas avisa que só assinará a adenda ao acordo de concertação social que viabiliza esta alteração se a CGTP também assinar.

"Nós estamos sempre sentados à mesa [das negociações], mas não vamos discutir o aditamento se a CGTP não assinar o acordo de concertação social", avisou esta sexta-feira o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, em conferência de imprensa, em Lisboa.

Em causa está o facto de a CGTP ter manifestado quinta-feira a intenção de participar na discussão da adenda ao acordo de concertação social, relativa à redução do PEC, que considera positiva, mas que não pretende aderir ao acordo por rejeitar parte do seu conteúdo.» [Expresso]
   
Parecer:

A posição da CGTP é, no mínimo, uma pura hipocrisia oportunista, estes sindicalistas apenas negoceiam para aparecer nas televisões e depois dizerem aos trabalhadores que lhes devem tudo. A forma de estar da CGTP é de uma grande desonestidade e cobardia, que em nada serve para defender os interesses económicos dos trabalhadores, sistematicamente confundidos com os interesses políticos e os condicionalismos ideológicos do PCP.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
 E os descendentes de escoceses não cometem crimes
   


«Donald Trump ordenou esta semana à sua administração que publique e atualize semanalmente uma lista de crimes cometidos por imigrantes nos Estados Unidos. A medida está incluída numa das ordens exectuvias que o novo líder norte-americano assinou esta semana para controlar e combater a imigração, ao quinto dia da sua presidência. No parágrafo, lê-se que o Departamento de Segurança Nacional "deve tornar pública uma lista abrangente de ações criminosas cometidas por estrangeiros" nos EUA.


"Para melhor informar o público sobre as ameaças à segurança pública associadas às jurisdições-santuário, a Secretaria deve [...], numa base semanal, publicar uma lista abrangente das ações criminosas cometidas por estrangeiros e por qualquer jurisdição que ignore ou falhe em honrar quaisquer embargos que digam respeito a estes estrangeiros."» [Expresso]
   
Parecer:

Idiota.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o Trump à trampa.»

sexta-feira, janeiro 27, 2017

Paulo Macedo, o BCP e a DGCI

Parece que o BCE veio dizer aquilo que era mais do que óbvio, Paulo Macedo não pode ter um vínculo ao BCP se quer ser presidente da CGD. Apenas se lamenta que em Portugal, o país onde o parlamente se une para exigir declarações de rendimentos, ninguém tenha reparado que é inaceitável que um empregado de um banco possa ser presidente de outro banco. Pior ainda, aqueles que tentaram provar que António Domingues acedia a informação da CGD quando ainda era administrador do BPI, tenham feito vista grossa à situação de Paulo Macedo, para uns por ser um dos seus, para outros porque depois de numa jogada infantil derrubarem António Domingues tiveram de engolir a Opus Dei.

Só num país com tantos hipócritas por metro quadrado é que se fez tantos debates sobre vínculos a organizações secretas (vide Opus Dei e Maçonaria), fazem-se tantas exigências de transparência a quem ganhe mais do que o salário mínimo e depois mete-se um assalariado do BCP à frente da CGD. Alguém imagina um quadro do BCP a fazer concorrência a este banco enquanto presidente do maior banco português? É óbvio que não, a qualquer momento, por um qualquer incidente, Paulo Macedo pode ter de abandonar a CGD e não gostaria de voltar ao BCP e darem-lhe um gabinete no sótão, com vista para o depósito do papel higiénico.

Só é uma pena que uma boa parte da nossa ilustre classe política, do Coelhone à Manuela Ferreira Leite, nunca tenham reparado que igual incompatibilidade existia quando Paulo Macedo era director-geral dos Impostos. Já nessa altura havia departamentos do BCP que nomeavam mais chefias do fisco do que os seus directores-gerais, eram verdadeiras mega centrais de influências. Hoje sabemos do que se passava no BCP e nos outros bancos em matéria de negócios duvidosos e de fuga ao fisco.

Mas nesse tempo o dinheiro dos bancos tinha um perfume especial, os orçamentos publicitários davam de comer a muitos jornalistas, os bancos eram excelentes lugares de recuo para políticos de baixa, nele se dava emprego aos filhos inúteis de uma boa parte dos políticos e altos dirigentes do Estado. Até aos escândalos que ficaram a nu com a crise financeira de 2008 os bancos portugueses eram as virgens da economia, era o sector económico modelo do cavaquismo, está acima de qualquer suspeita.

Hoje sabemos uma verdade muito diferente, os Anços comportaram-se como organizações criminosas, dedicaram-se a negócios duvidosos, eram centrais de evasão fiscal, a sua gestão conduziu a uma boa parte da ruína em que o país se encontra, na hora de se salvarem ajudaram a eleger um governo que promoveu a maior transferência de riqueza do trabalho para a banca. Hoje sabemos para quê os bancos tinham tantos políticos e familiares destes a viver à sua conta.

Mas foi preciso vir o BCE para dizer o óbvio, aquilo que o país não quis ver, que a promiscuidade entre interesses contraditórios é inaceitável e perigosa.


Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Luís Montenegro, líder da geringonça da direita

Alguém do PS pediu a Montenegro que salvasse o seu governo? Tanto quanto se sabe é um PSD à beira de se afogar que se agarra a duas tábuas que flutuam graças ao acordo com o PS, o BE e o PCP.

«Episódio da TSU pode repetir-se. PSD avisa que vai analisar casos mas não vai ser tábua de salvação. Política salarial tem "pés de barro" e salário mínimo é "excessivo" ou não era preciso compensação.

O PSD juntou-se à esquerda e isolou o Governo no chumbo da redução da TSU para as empresas, mas a coligação negativa que baralha as contas a António Costa pode não se ficar por aqui. Na calha estão outros temas em que BE e PCP já mostraram ser contra, como é o caso das parcerias público privadas (PPP) na saúde e a regulamentação sobre a Uber e a Cabify (já aprovada em Conselho de Ministros), onde o PSD pode vir a ser peça-chave. Os sociais-democratas garantem agora que estão disponíveis para “discutir as matérias todas no Parlamento, mas não para sermos a tábua de salvação do Governo”.

“Querem discutir as PPP na Saúde? Vamos a isso. Querem discutir a política de transportes? Vamos. Querem discutir a política salarial? Vamos. O PSD tem liberdade total para decidir e para refletir sobre o que é melhor para o país, e está disponível para discutir todas as matérias no Parlamento, mas não vai servir de muleta nem vai ser a tábua de salvação de um primeiro-ministro que não consegue apoio onde disse que o tinha”, disse esta quinta-feira o líder parlamentar Luís Montenegro aos jornalistas, no final de uma reunião entre os deputados da bancada do PSD, quando questionado sobre se o PSD se preparava para repetir o esquema desta quarta-feira, que fez cair no Parlamento uma norma já aprovada pelo Governo em sede de concertação social.» []

 Não há nações sem fronteiras



Trump, o descendente de escoceses pobres, devia explicar isso aos povos nativos da América do Norte e mesmo aos mexicanos. Já nem vale a pena recordar que o Texas, o Novo México e a Califórnia já foram território mexicano, isto é, os EUA apropriaram-se de mais de metade do território do México.

      
 José Eduardo Martins desafia Passos Coelho
   
«Aos 47 anos, José Eduardo Martins, advogado, ex-secretário de Estado do Ambiente e antigo deputado, diz que está habituado a errar no timing. “Chego sempre atrasado ou adiantado, mas é a vida, não tem problema nenhum”, assume o actual coordenador do programa autárquico do PSD para Lisboa, quando a Antena 1 o questiona sobre vir um dia a ser líder do PSD.

Em entrevista à Antena 1, o ex-governante que se assumiu como uma voz crítica no partido, garante que não está a fazer “o roteiro da carne assada”, nem tem "apoiantes, nem claques, nem aparelho”, mas nem por isso deixa de ter opinião sobre o que se passa no PSD.

E sobre autárquicas, o próximo grande teste, deixa alguns recados. “Quem fixa um objectivo para o partido que não é muito ambicioso e não o consegue, tem de reflectir se foi útil à consecução desse objectivo”. Por outras palavras e sem rodeios: “No lugar de Pedro Passos Coelho, se tivesse fixado esse objectivo e não o conseguisse, demitia-me.”» [Público]
   
Parecer:

É óbvio que Passos Coelho acredita que o diabo o vai levar a primeiro-ministro e não cede.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Força Passos.»
  
 México mandou Trump à fava
   
«O Presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, cancelou a visita aos Estados Unidos, que estava marcada para terça-feira da semana que vem. Na origem da decisão estão as declarações feitas esta quinta-feira por Donald Trump: “Se o México não quer pagar por este muro tão necessário, então é melhor cancelar o encontro”.

O chefe de Estado americano assinara, na quarta-feira, um decreto presidencial para a construção do muro entre os dois países, como medida para travar a entrada de imigrantes mexicanos nos EUA. Peña Nieto criticara a medida.» [Público]
   
Parecer:

Esperemos para ver quem é o seguinte.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Martin Schulz à frente da Alemanha?
   
«O social-democrata Martin Schulz está empatado com Angela Merkel nas preferências dos alemães, com 41%, a oito meses das eleições legislativas.

Este é o resultado de uma sondagem da televisão ARD, conduzida na quarta-feira, um dia depois de ter sido anunciado que será Schulz o candidato do Partido Social Democrata (SPD) a chanceler e não Sigmar Gabriel, o ministro da Economia e vice-chanceler do governo da grande coligação com os democratas cristãos da CDU, liderada por Angela Merkel.» [Público]
   
Parecer:

Seria uma boa notícia para Portugal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 25 dias de férias
   
«O PS concordou esta quinta-feira com o princípio de repor os 25 dias de férias diminuídos em 2012 para 22, desde que negociados em concertação social ou entre Governo e sindicatos da função pública. No debate parlamentar sobre iniciativas similares de comunistas e bloquistas e do deputado único do PAN, o socialista Rui Riso assumiu que a sua bancada “está, em princípio, de acordo, globalmente, com aquilo que foi dito”, embora sem assumir o sentido de voto de sexta-feira, aquando do posicionamento dos deputados sobre os projetos de lei.

“Estranhamos que o CDS considere que as férias são excessivas. Além de descanso e de repouso, são também para reforço dos laços dos trabalhadores com familiares e grupos mais vastos em que se integrem, gerando sentimento de pertença à família, à comunidade e tudo o resto”, defendeu o deputado do PS. Segundo Rui Riso, há que dividir as iniciativas em “dois grupos diferentes”: a negociação da reposição dos 25 dias de férias para todos entre Governo, patrões e sindicatos e a majoração pela idade na função pública entre o executivo e as organizações de trabalhadores daquele setor.» [Observador]
   
Parecer:

Menos uma canalhioce de um Passos Coelho que nunca fez nada na vida.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

quinta-feira, janeiro 26, 2017

A estratégia imbecil

O BE, o PCP e os Veres, incomodados com as sondagens, procuram afirmar-se explorando o voto parlamentar em matérias onde discordam do PS e julgam poder vir a ganhar votos. Já o fizeram com a CGD, voltaram a fazê-lo com o salário mínimo, poderão fazê-lo noutras matérias como a PPP. 

Desorientado e sem estratégia, quando já tinha desistido de uma crise política, Passos descobriu um novo filão. Não importam os valores do seu partido ou o facto de estar montando no parlamento a geringonça que contestou no governo. O partido vitorioso consegue agora protagonismo graças às oportunidades que lhe são dadas pelo BE e pelo PCP. A geringonça governamental era ilegítima e porque incluía gente perigosa era igualmente condenável. Mas a geringonça parlamentar que visa apenas impedir que o governo funcione já serve.

O BE teve uma vitória gloriosa na CGD, com a ajuda do PSD derrubou um presidente da CGD sem vínculos partidários, para lá meter a Opus Dei na pessoa de um ex-ministro de Passos Coelho, precisamente um daqueles que mais contas tinha no cartório da austeridade. Mas da mesma forma que a direita esquece o seu apego à concertação social, também o BE fez vista grossa no momento em que celebrou a designação de Paulo Macedo, agora também um dos seus.

EM pouco tempo o PCP e o BE conseguiram afirmar a sua identidade, não importa que estivesse em causa o salário mínimo ou que tivessem promovido a CGD a Opus CGD, uma vitória é sempre uma vitória e merece aplausos no parlamento perante o gozo dos deputados da direita, a grande pare da maioria parlamentar que votou essas gloriosas vitórias da esquerda conservadora.

O PSD também está convencido que é participando nas gloriosas cruzadas da esquerda conservadora que consegue sobreviver, conseguindo votos. Poderei estar muito enganado, mas esta é a estratégia mais imbecil por parte dos dois extremos do parlamento, a esquerda conservadora e a direita mais trauliteira que São Bento já começou. Só um imbecil acredita que os eleitores do PS ficam a gradados por ver o PSD juntar-se à CGTP contra a concertação social. Mais imbecis ainda terão de ser os eleitores do BE e do PCP para festejarem a escolha de Paulo Macedo para a CD.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas

Assunção Cristas quer crescer à custa de Medina, só isso explica uma reunião que não é mais do que uma reunião da treta. Em vez de conviver com o cidadão anda metida em lares de idosos e agora quer discutir ideias com o autarca de Lisboa. Se calhar vai quer discutir o que é melhor paa os velhotes, se caldo verde ou sopa de espinafres.

«A candidata à Câmara de Lisboa e presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, pediu esta quarta-feira uma reunião ao autarca da capital, Fernando Medina (PS), para debaterem “temas relevantes para a cidade”, como habitação, mobilidade e apoio a idosos.

O pedido de reunião efetuado por Assunção Cristas a Fernando Medina foi revelado à Lusa por fonte oficial do CDS-PP. De acordo com a mesma fonte, o pedido foi formalizado por correio eletrónico e os temas a tratar resultam das visitas efetuadas por Assunção Cristas no âmbito da pré-campanha para as eleições autárquicas deste ano.» [Observador]

 Estarão a gozar

Há quase uma década que o país carece de investimento e há cinco anos que é quase nulo, mas foi necessária a palhaçada miserável do salário mínimo para que todos os partidos e até os sindicatos se sentissem impelidos a propor medidas de incentivo ao investimento. Até a Catarina MArtins já parece uma especialista na atracção de investidores.

Estarão a gozar com o país ou é só impressão minha?

      
 E a China aproveita
   
«Um especialista do Instituto de Estudos Internacionais da China (CIIS), um grupo de analistas ligado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, considerou hoje que a China poderá juntar-se ao Acordo de Associação Transpacífico (TPP).

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira a saída do TPP, que foi sempre visto em Pequim como uma estratégia de Washington para contrariar a ascensão económica e comercial da China.

"Se houver novas negociações sobre o TPP, não creio que haja nenhum obstáculo que impeça a China de participar", afirmou Teng Jianqun, diretor do Departamento de Estudos Americanos do CIIS, num encontro com jornalistas em Pequim.» [DN]
   
Parecer:

Veremos como ficará o mundo reorganizado depois do proteccionismo da trampa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 O xerife de Washington
   
«O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou na terça-feira enviar agentes federais se Chicago não conseguir controlar a criminalidade na terceira maior cidade norte-americana.

O republicano, que fez da lei e ordem um tema chave na sua campanha presidencial, citou as estatísticas de homicídio noticiadas pelo Chicago Tribune.

"Se Chicago não resolver a horrível 'carnificina' que está a acontecer, com 228 tiroteios em 2017 e 42 mortos (mais 24% em relação a 2016), vou enviar os 'Feds' (agentes federais)", disse Trump através da sua conta de Twitter.» [DN]
   
Parecer:

O populismo chega à segurança interna, o homem que defende a liberalização no uso das armas quer agora ser campeão no combate aos tiroteios.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Real cede ao islamismo rico
   
«O emblema do Real Madrid vai ser modificado em em alguns países do Médio Oriente: a cruz situada sobre a coroa desaparece. O grupo Marka, que assinou acordo com o clube espanhol para produzir, distribuir e vender os artigos do Real nos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Kwait, Bahrein e Omã, anunciou que a medida tem por objetivo não ferir suscetibildades de âmbito cultural.

O vice-presidente da Marka afirmou à agência Reuters que o Real Madrid tem duas versões dos seus produtos para o mercado do Médio Oriente e que a empresa iria usar a coroa sem a cruz cristã. "Temos de ser sensíveis em relação a outras regiões do Golfo que são sensíveis a produtos que têm a cruz", afirmou Khaled al-Mheiri, o administrador da empresa que também é proprietário de um café do Real Madrid no Dubai.» [DN]
   
Parecer:

Uma vergonha, nunca respeitaram os adeptos espanhóis ou de outras nacionalidades que não são cristãos, mas a troco de dinheiro vendem-se aos fundamentalistas ricos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 UK first
   
«A primeira-ministra britânica garantiu esta quarta-feira, 25 de Janeiro, que os acordos comerciais que vier a negociar com os Estados Unidos vão colocar os interesses e os valores do Reino Unido em "primeiro". Uma posição que aparentemente conflitua com a da nova administração norte-americana, que também prometeu colocar os EUA em primeiro plano na negociação com países estrangeiros. 

"Perseguiremos um acordo comercial com os EUA que melhore o comércio entre os nossos dois países e que traga prosperidade e crescimento a este país. (...) E posso assegurar (...) que ao fazer isso porei os interesses e os valores do Reino Unido primeiro," afirmou Theresa May no parlamento britânico, citada pela Reuters.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Enfim, não passam de um saco de gatos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Santander é contra nacionalização do Novo Banco
   
«O Santander Totta conseguiu aumentar os lucros em mais de 35% no ano passado, aproximando-se dos 400 milhões de euros. O resultado, que foi apresentado esta quarta-feira em conferência de imprensa, valeu-se do crescimento de 31% da margem financeira, no aumento de 16% das receitas com comissões e num aumento da margem comercial (28%). Em resposta às questões dos jornalistas, o presidente-executivo Vieira Monteiro mostrou-se “claramente contra” a nacionalização do Novo Banco.

“A nossa posição é clara. Somos contra a nacionalização”, disse Vieira Monteiro, durante a apresentação dos resultados do Santander Totta relativos a 2016, ano em que registou lucros de 395,5 milhões de euros. O presidente do banco, que integra o grupo espanhol Santander, previu que a nacionalização do Novo Banco pode causar “alguma distorção na concorrência”. » [Observador]
   
Parecer:

Alguém devia explicar ao presidente local do Santander que a nacionalização ou não do Novo Banco é uma questão nacional, não cabendo aos representantes locais de interesses strangeiros meterem-se no assunto. Além disso, todos sabemos que para o Santander quantos menos concorentes existirem melhor para os prémios dos seus gestores.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao senhor que fique calado.»

quarta-feira, janeiro 25, 2017

As virgens ideológicas da economia

Parece que aos partidos que se gostam de afirmar de uma forma mais ideológica não basta uma classificação dos cidadãos em função do seu estatuto social, também há empresas boas e más ou empresas melhores do que outras. 

Apesar de muitos anos de esforços para implementar economias sem empresas a verdade é que tal não foi conseguido, o mercado sobreviveu e muitos países comunistas acabaram por ceder à necessidade de empresas. O caso mais recente sucedeu em Cuba e a regra é chamar a esse processo de “abertura”, transformando o insucesso em simpatia.

Não admira que o PCP tenha vindo a juntar à classe operária e intelectuais uma terceira classe ideologicamente aceitáveis. A classe operária é uma espécie de ala das virgens, uma classe que ainda não foi conspurcada pelos vícios do dinheiro e por isso é a única que nos levará ao paraíso, dela sairão os sacerdotes mais aptos a ler e aplicar a escrituras. Depois vêm os intelectuais progressistas e por fim os empresários que por serem pequenos ainda conseguem passar pelo buraco da agulha.

Também a direita, em particular, o CDS tem a sua classe empresarial que exibe como modelo de virtudes, são as instituições que funcionam naquilo que agora designam por “economia social”. Nos últimos anos também se deu algum protagonismo às empresas familiares e até foi inventada uma associação empresaria, que foi muito activa enquanto durou a austeridade.

O outro lado da realidade nada tem que ver com a pureza ideológica, as micro-empresas são, muito provavelmente as que mais fogem aos impostos, que mais alimentam a economia paralela e que mais escravizam os trabalhadores. Por detrás da bondade cristã da economia social está muito trabalhão voluntário em nome da caridade e trabalhadores a serem remunerados de forma miserável.

A verdade é que o merceeiro da minha rua pratica margens absurdas, não entrega um tostão de IVA e socorre-se de trabalhadores que não legaliza. Sucede com o merceeiro e com quase todos os micro-empresários do meu bairro, portugueses, nepaleses, paquistaneses ou chineses. Os micro-empresários estão longe da pureza ideológica que a esquerda conservadora sugere. Da mesma forma anda por aí muita alma caridosa que não passam de canalhas.

Mas, independentemente do que os ideólogos alardeiam, a verdade aquilo de que o país precisa mais é de muitas grandes empresas, de grandes investimentos, de empresas que exportam e não de virgens ideológicas da economia.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Sampaio da Nóvoa. ex-candidato presidencial

O mundo está mesmo de pernas para o ar, quem diria um ano depois que a Maria João Avilez e o João Miguel Tavares atacariam Marcelo por este apoiar o Costa e seria o Sampaio da Nóvoa a vir a público apoiar Passos?

Enfim um ano depois Sampaio da Nóvoa veio a público mostrar uma qualidade que não evidenciou durante a campanha presidencial, o sentido de humor, a sa declaração merece a maior gargalhada do ano e até mesmo Passos Coelho deve estar a rir.

«Durante a campanha para as eleições presidenciais, Sampaio da Nóvoa pensava que quando Marcelo Rebelo de Sousa chegasse ao poder havia o “risco” de este se aproximar mais do PSD e CDS, negligenciando o Governo minoritário liderado por António Costa. Mas às vezes os exercícios de futurologia saem errados. “Hoje acho que se acontece nalgum momento é no sentido contrário”, reconhece.

Em entrevista ao “Público” esta terça-feira, Nóvoa confessa-se surpreendido com o primeiro ano de Marcelo… e empático com Pedro Passos Coelho. “Um líder da oposição tem de ser tratado com a mesma dignidade de um primeiro-ministro”, diz.

Para o ex-candidato presidencial, no último ano, houve momentos em que “não se sentiu” uma “equidistância” do Presidente para com os partidos políticos. E Passos Coelho saiu prejudicado, aponta.» [Expresso]

 Está aberta a caça a Marcelo



«O problema da entrevista de Marcelo Rebelo de Sousa à SIC é muito simples: se ele tivesse trocado de cabeça com o primeiro-ministro, ninguém teria dado pela diferença. António Costa poderia ter dito, sem retirar uma vírgula, tudo aquilo que o Presidente da República disse sobre o crescimento, sobre os bancos, sobre a dívida, sobre o défice, sobre a inflação, sobre a TSU, sobre a estabilidade, sobre a situação económica e sobre a situação política. Não houve uma única palavra proferida por Marcelo que se estranhasse na boca de António Costa, e até o único vestígio de crítica ao governo – a insuficiência do crescimento – já foi admitido pelo primeiro-ministro. Donde, a grande questão sobre a sua primeira pequena entrevista é esta: por que aceita Marcelo desempenhar o papel de ventríloquo de António Costa?» [João Miguel Tavares]

O nervosismo da direita leva os seus ideólogos a pressionar Marcelo. Está na hora de forçar Marcelo a dar uma ajudinha e a seguir ao JMT vamos ter outros artigos no mesmo sentido, principalmente para os lados do Oservador.

 O mérito de Marcelo

O mérito de Marcelo não está em ter apoiado António Costa, está sim em ter acreditado nele. Foi Marcelo que geriu as contas do Estado, que reduziu o défice. que conseguiu ficar muito abaixo do défice de 3% delvendo rendimentos que Passos cortou à margem da lei.

O país deve muito a Marcelo e uma boa parte dessa dívida resulta do facto de ter acreditado em António Costa, em vez de acreditar na estratégia destrutiva de Passos Coelho.

 Oxalá que o Brexit se confirme

o Reino Unido nuca esteve 100% envolvido com o projecto europeu, mediu a sua aprticipação sempre na perspectiva dos seus próprios benefícios, nunca avaliou o mérito da UE tendo em consideração o interesse de toda a Europa. Muitos conselhos europeus foram longas maratonas negociais face à chantagem permanente da saída do Reino Unido.

O Reino Unido está melhor fora da União Europeia, agora pode sonhar com o seu império, com as suas antigas colónias, com o domínio do mundo. A extrema-direita que assalto o Partido Conservador pode juntar-se a Trump na tentativa de dividir os blocos comerciais, da Ásia à Europa, numa tentativa de obter os ganhos que perderam  com a perda de competitvidade.

Oxalá que o Brexit se confirme e a Europa se livre do Reino Unido, essa nobreza convencida que aprendeu a comer com faca e garfo com os portugueses. No projecto europeu só fazem falta os países que lá estão e querem estar, partilhando um projecto, com todos os seus custos e benefícios. A lógica egoísta do Reino Unido, agora personifica  numa Theresa Mae, que é a versão de saias do Trump são contrárias ao projecto europeu e aos valores da Europa.

      
 Erro informático, diz ele
   
«Depois de a versão espanhola ter sido suspensa do site oficial da Casa Branca, precisamente um dia depois da tomada de posse de Donald Trump, agora é o próprio que garante que a situação vai ser resolvida. E a culpa, essa, atribuiu-a a um erro informático.

Além de reverter alguns acordos e projetos feitos no mandato de Barack Obama como foi o caso da eliminação do serviço de saúde Obamacare, Donald Trump parecia querer também eliminar ‘detalhes’, quando, no dia seguinte à sua tomada de posse no cargo de Presidente dos EUA, a versão de leitura do site oficial da Casa Branca em castelhano desapareceu, ficando apenas a versão original – o inglês.

Parece, no entanto, que tudo não passou de um erro informático e a garantia de que o problema ia ser resolvido partiu do porta-voz do agora Presidente empossado, Sean Spicer. O facto de a página de informações em castelhano ter estado encerrado não se deve a quaisquer motivos políticos, mas sim a erros informáticos estando já, inclusive, uma equipa de informáticos a trabalhar para resolver o mais rápido possível a situação.» [Observador]
   
Parecer:

Digamos que Trump fez xixi nas calças.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Cantinas sociais são caras
   
«Está pronto o relatório de avaliação às cantinas sociais pedido pela secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim. Indica que não se distribuem de acordo com critérios de carência económica, que o número de refeições é excessivo nuns sítios e deficitário noutros, que não há controlo. E recomenda que aquela medida de emergência alimentar termine.

A avaliação — coordenada pelo Gabinete da Secretária de Estado, elaborada por técnicos da Direcção-Geral de Segurança Social, do Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social e do Instituto de Segurança Social — faz-se em três momentos. É como se os técnicos olhassem para três radiografias: Outubro de 2014, Abril de 2015 e Novembro de 2015.

No relatório — a que o PÚBLICO só parcialmente teve acesso e que seguiu nesta segunda-feira para Assembleia da República, ficando disponível nesta terça — sobressai a divergência entre a distribuição territorial das cantinas sociais e a distribuição territorial de população em situação de carência económica (rendimento mensal de valor igual ou inferior à pensão social, isto é, 201,53 euros).» [Público]
   
Parecer:

Mas deve ser um bom negócio para a "economia social".
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 A anedota do dia
   
«Para o PSD, o chumbo da redução da Taxa Social Única (TSU) para os patrões incluída no acordo de concertação social é uma forma de libertar as empresas da “chantagem do Governo” e de “libertar a concertação social” de “constrangimentos políticos”.

“Ao não apoiar o Governo nesta chantagem reiterada sobre os parceiros sociais, o PSD contribui para libertar a concertação destes constrangimentos políticos e ainda para permitir que decisões futuras sobre o SMN [salário mínimo nacional] sejam realizadas em respeito pela negociação com os parceiros e sem necessidade de procurar medidas de compensação”, lê-se numa carta enviada a várias associações patronais e citada pelo Jornal de Negócios.» [Público]
   
Parecer:

É para rir este argumento peregrino da libertação dos patrões.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»

 O que receia a Catarina
   
«Nem tudo foram rosas no último ano na relação entre o Bloco de Esquerda e o PS, houve até “alguns momentos delicados”, mas não há motivos para António Costa convocar eleições antecipadas. Seria um “tremendo erro”, avisa Catarina Martins, líder do BE, esta terça-feira, na segunda parte da entrevista ao “Público”. As palavras de Francisco Assis, eurodeputado do PS, não condizem com a realidade: a maioria não está paralisada e eleições antecipadas não são a solução, frisa Catarina Martins.

Os quatro anos de legislatura para o Governo, pelo que depender do BE, são para cumprir. Primeiro, porque há pontos do acordo das esquerdas ainda por cumprir; segundo, porque o BE tem ainda outros temas em carteira em que gostaria de fazer alterações. “Queremos muito voltar a ter novos escalões em IRS, queremos muito que os serviços públicos tenham condições para funcionar, queremos muito reativar a contratação coletiva. Há tanto por fazer ainda”, diz a líder dos bloquistas.» [Expresso]
   
Parecer:

É a primeira vez na sua história que o BE se manifesta contra eleições antecipadas, porque será?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Que pachorra
   



«Marcelo Rebelo de Sousa, eleito Presidente da República há um ano, assinalou hoje a data com um almoço com seis ex-adversários e falou por Skype com a eurodeputada Marisa Matias, que não pôde estar presente.

O chefe de Estado recebeu no Palácio de Belém os ex-candidatos presidenciais António Sampaio da Nóvoa, Maria de Belém Roseira, Paulo de Morais, Henrique Neto, Jorge Sequeira e Vitorino Silva, conhecido como Tino de Rans, durante cerca de uma hora e meia. No final do almoço, tiraram uma fotografia de grupo, na varanda do palácio.» [DN]
   
Parecer:

Pagava para lá estar, ainda que a ausência da menina da voz grossa tenha sido uma perda irreparável.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Prepare-se candidatura para daqui a quatro anos, sempre se ganha um almoço em Belém.»

terça-feira, janeiro 24, 2017

E depois falam mal do populismo

O debate sobre a TSU está servindo para que o país perceba como os partidos usam os interesses nacionais em função das suas agendas políticas. A falta de seriedade e o desinteresse em elação às consequências é evidente, são estes os políticos que tanto falam contra o populismo que quase convidam os eleitores a escolher o primeiro populista. Pensar que em Portugal a escolha de um populista é impossível é ignorar que Marinho e Pinto poderia estar neste momento no governo.

O PSD decidiu provar que a geringonça tem falhas juntando-se aos que no passado eram perigosos extremistas e por isso deveriam estar excluídos de soluções governativas, essa convicção era tão forte que para as contas de uma maioria parlamentar os seus deputados nem existiam. Mas para ganhar algum oxigénio político Passos Coelho não hesitou e ignorar os seus valores, aderindo às posições da esquerda conservadora.

Assunção Cristas aproveitou para tirar o tapete a Passos Coelho, mas como não podia apoiar Costa decidiu procurar alternativas. Juntou o útil ao agradável, propõe uma baixa da TSU e como os seus amigos da “economia social” não pagam IRC sugere uma ajudinha ao sector, onde conta com muitos votos. Para quem faz campanha em lares e corredores das Santas Casas um subsidiozinho era bem pago.

Parece que o PCP e o BE já aderiram às ideias de Cristas e um dia destes ainda vamos ver a associação das empresas familiares juntar-se à CGTP para um pacto social alternativo. BE, PCP e CDS defendem agora uma redução da sobretaxa, uns porque nunca gostaram dela, outros porque querem aumentar os lucros desses empresários exemplares qe são os micro-empresários, uma espécie de nova classe operária progressista.

Atrapalhado por não ter alternativa e depois de semanas sem saber como explicar a sua decisão, Passos Coelho veio desenterrar a reforma do IRC, escondendo que esta era a obra prima da desvalorização fiscal do trabalho, sendo financiada pela sobretaxa do IRS. Isto é, o que estava em causa era um pequeno aumento do salário mínimo e em vez disso, toda a direita mais a esquerda conservadora uniu-se para defender menos impostos sobre os lucros dos patrões. 

O absurdo é tão grande que apetece votar num qualquer Trump e dar uma vassourada nas Catarinas e na Assunções, nos Arménios, Louçãs, Jerónimos e Coelhos.

Imbecis

Enquanto Trump se entretém a destruir os alicerces do normativo do comércio mundial, pondo fim a longos processos negociais, destruindo as bases da economia mundial, numa tentativa desesperada de ganhar vantagens competitivas em relação a todos os países que tenham ganho competitividade em relação aos EUA, desde o Canadá ao México, da Alemanha à China, os políticos portugueses vão-se coçando com pouco mais de 1% de TSU.

Até o líder da CGTP, que nunca assinou nem assinará qualquer acordo seja com quem for, j´+a dita regras, falando alto para dizer que quem arranjou o problema que o resolva. Quem o ouve fica com a impressão de que a redução da TSU foi para entregar aos patrões, a sua oposição a um aumento do salário mínimo é bem maior do que a demonstrou face ao golpe da TSU de Vítor Gaspar. Nessa altura o PCP e a CGTP foram os últimos a juntar-se às manifestações de rua, fizeram-no quando perceberam que o movimento já era um sucesso.

Enquanto Trump se prepara para reunir com a primeira-ministra britânica, tendo como agenda a desintegração da EU a pequena Catarina Martins anuncia com orgulho que todos devemos estar preparados para a saída do Euro, como se as consequências daí resultantes fossem agradáveis para os trabalhadores. 

Passos Coelho afirma o seu apego à social-democracia, ainda que na sua boa a social democracia seja algo que ainda ninguém percebeu, tanto quanto se sabe, a sua experiência económica foi mais uma pinochetada económica do que uma política com alguma preocupação social. Mas o seu apego à social-democracia não é afirmado em defesa do país, mas antes para justificar o injustificável, a sua adesão a uma geringonça. Agora temos uma geringonça para o que une o PS ao BE e ao PCP, e uma geringonça para as medidas que juntam o BE e o PCP ao PSD.

Isto é um país de imbecis, arriscam a estabilidade política, fragilizam o país face ao exterior, e criam condições para um segundo resgate num quadro financeiro internacional, por causa de uma treta de 1%. Sejamos honestos, a Catarina Martins, o Jerónimo de Sousa, o Arménio e o Passos Coelho estão-se c… para os trabalhadores que ganham salários miseráveis. Em vez disso, estão usando a pobreza para os seus joguinhos políticos miseráveis e imbecis.

O PCP e o Arménio odeia a concertação porque mais vale um tostão ganho com a gloriosa CGTP do que um euro com um acordo de concertação. Passos Coelho acha que tudo vale para chegar ao poder, já jogou uma vez e ganhou e com a troika governou à margem da lei. A Catarina Martins não tem nada a ver com a concertação, sindicatos ou autarquias é coisa para que os eleitores não escolhem o BE, portando está nisto só pelo espectáculo, para alguma coisa é artista. A Assunção diz que mora noutra freguesia e nada tem a ver com o assunto.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Pedro Portugal gaspar, Inspector-Geral da ASAE

A informação alarmante da DECO segundo a qual a carne picada vendida pela esmagadora maioria dos talhos é de qualidade duvidosa, apresentando aditivos proibidos e, nalguns casos, apresentando a presença de bactérias perigosas, não põe em causa apenas os talghos, questiona também o que andará a fazer a ASAE.

Se quase nenhum talho respeitava as normas poderemos pensar se no sector não haverá um ambiente de impunidade e isso põe em causa a credibilidade da ASAE, destruindo a confiança nesta instituição.

«Em declarações à Lusa, o inspetor-geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, disse desconhecer ainda o estudo da Deco, mas considerou que é um bom contributo para a defesa do consumidor e que o vai remeter para o conselho científico da ASAE.

"Analisaremos o estudo e remeteremos para o Conselho Científico e, se necessário for, tomaremos medidas de fiscalização suplementar", afirmou o responsável.

Pedro Portugal Gaspar considerou também que esta é uma matéria "já sinalizada" pela ASAE e que tem sido muito acompanhada pelas autoridades.» [Notícias ao Minuto]

 A orfandade da direita

A senhora Merkel é cada vez menos parecida ao seu ministro das Finanças, a Tété do n.º 10 está tal qual a neta do Le Pen, o Trump é parvo todos os dias.

Não deve ser fácil para uma direita portuguesa que costuma ir buscar os seus referências lá fora, porque os domésticos, desde o Salazar ao Cavaco, nunca foram grande coisa, ter de engolir estes novos líderes. Uma direita que se afirma liberal tem como padrinhos os campeões do proteccionismo, defensores da UE enfrenta agora padrinhos que a desejam destruir.

Com  Trump na Casa Branca e a Tété no n.º 10 a direita portuguesa ficou órfão e ouvir Passos Coelho afirmar o seu projecto de social-democracia só dá vontade de rir, por este andar até o ministro das finanças do Pinochet era uma referência da social-democracia.

      
 Águas de jurisdição portuguesa?
   
«Uma esquadra russa passou em águas nacionais, durante este fim-de-semana, informa a Marinha em comunicado. De acordo com a informação disponível no site desta entidade, foram mobilizados quatro navios para acompanhar os seis navios de guerra que compõem esta força aeronaval. Em Novembro de 2016, a Força Aérea Portuguesa (FAP) tinha interceptado dois bombardeiros russos que entraram no espaço aéreo de responsabilidade portuguesa.

A esquadra russa entrou na Zona Económica Exclusiva (ZEE) portuguesa às 19h da passada sexta-feira, e começou por ser acompanhada por duas lanchas de fiscalização baseadas no Algarve e pelo navio patrulha oceânico Figueira da Foz. Depois disso, já na costa ocidental juntou-se a fragata Bartolomeu Dias que também acompanhou a frota russa até à saída da ZEE portuguesa, no limite Norte da fronteira.» [Público]
   
Parecer:

Esta gente desconhece que as "águas nacionais" são apenas 12 milhas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Trump imbecil
   
«A versão em espanhol da página na Internet da Casa Branca foi encerrada com a chegada do novo inquilino, Donald Trump.

Agora, quando se tenta aceder à página, encontra-se a mensagem “lamentamos, a página que procura já não existe”, mas em inglês.

A versão em espanhol dessa página foi criada pela primeira vez nos meses seguintes à chegada ao poder do agora ex-Presidente Barack Obama, e até alguns dias antes da tomada de posse de Trump tinha um blogue dedicado a temas de interesse da comunidade hispânica.» []
   
Parecer:

O ódio de Trump é contra tudo o que fale espanhol.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»


 A G3 vai ser substituida
   
«Décadas após serem anunciados e cancelados os concursos para substituir a velha espingarda G3, estima-se novo prazo para um processo agora conduzido através da NATO: o final do ano, com as primeiras armas a chegarem em 2018.

A informação foi dada nesta semana pelo ministro da Defesa: se continuarem a ser cumpridos os prazos, é seguro que "até final de 2017 praticamente tenhamos o concurso concluído", disse Azeredo Lopes, o que "significa quase uma revolução, considerando o tempo extraordinário que demorou" o processo para Portugal deixar de ter o exército europeu com a arma mais antiga nos teatros de operações.» [DN]
   
Parecer:

Uma arma que consegue ser a imagem de uma guerra colonial e do 25 de Abril
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Registe-se.»

 Corre tudo mal a Passos
   
«É maior quebra do ano passado, com uma diminuição de 72,611 mil pessoas desempregadas face a dezembro do ano anterior.

Os dados divulgados hoje pelo IEFP mostram a descida do desemprego nos homens (-14,9%) e nas mulheres (-11,4%), nos jovens (-20,1%) e nos adultos (-12,1%).  O recuo do desemprego “fez-se sentir em todos os níveis de instrução”, refere a nota mensal do organismo.» [Jornal Económico]
   
Parecer:

O que o vai safando é andar à boleia da Catarina Martins.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»

 PSD em forma
   


«O número de novos militantes que aderiu aos partidos depois das eleições legislativas de 2015 é maior no PSD do que nos PS, CDS e Bloco de Esquerda juntos. Os números são citados pelo Diário de Notícias com base nos dados revelados pelos partidos com assento parlamentar.

Os números datam a adesões entre as eleições legislativas de Outubro de 2015 até este mês de Janeiro de 2017. No total, o PSD conquistou 8144 adesões, o que corresponde a mais de o dobro dos novos militantes socialistas: 3019. Seguem-se então o CDS (com 2910 adesões) e o BE (com 1693).» [Público]
   
Parecer:

Grande liderança! O Rui Rio vai ver-se "à rasca" para ganhar a um Passos que voltou a ter muitos jotas do seu lado.

PS: a imagem escolhida pelo editor do Público diz tudo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 As contas de Jerónimo
   
«"Não tenho grande jeito para ser comentador de entrevistas de outros. Recusamos qualquer concepção de nacionalização temporária porque isso inevitavelmente levaria à ideia de socializar os prejuízos e, depois, entregar 'em limpo' os lucros ao capital financeiro", afirmou.

O líder comunista realçou que a instituição resultante do extinto Banco Espírito Santo é "o terceiro maior banco do país" e podia continuar a ter um "papel importantíssimo no financiamento das Pequenas e Médias Empresas e famílias".» [Jornal de Negócios]   
Parecer:

O mínimo que se pode dizer da aritmética de Jerónimo de Sousa é que é estranha, independentemente de poder ou não ter razão quanto a uma solução de futuro para o BES.

Dizer que vender a bom preço depois de se evitar uma venda com elevados prejuízos é socializar os prejuízos é baralhar todas as contas. Socializar o prejuízo seria vender o BES a investidores que fazem ofertas partindo do princípio de que Portugal está obrigado a vender.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «mande-se uma calculadora a Jerónimo.»

 Anedota desportiva
   
«Lazar Markovic é o mais recente reforço do Hull City, treinado pelo português Marco Silva.

O clube inglês anunciou esta segunda-feira o empréstimo do extremo do Liverpool até final da época.


Foi com muita expectativa que o jovem extremo de 22 anos chegou a Alvalade no passado verão, mas a verdade é que acabou por não vingar no emblema leonino.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Seria divertido se o jogador voltasse a jogar bem, mas com marco Silva.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sriva-se a vingança de MArco Silva bem fria.»