sábado, abril 08, 2017

EUA fazem as pazes com a Al-Qaeda

Quase 16 anos depois do 11 de Setembro de 2001 os EUA parece terem feito as pazes com a Al-Qaeda, gastando muitos milhões de dólares em 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk num ataque a uma base aérea do governo sírio. Desta vez os EUA não precisaram de qualquer cimeira e dispensaram os serviços de empregado de mesa de Durão Barroso para lançar um ataque de defesa da Al-Qaeda.

Tudo isto tem algo de irónico, em 2001 um presidente americano de fracos recursos intelectuais justificou o ataque com um poderoso arsenal químico que estaria ao alcance da Al Qaeda devido a uma suposta relação Ester Sadam Hussein e aquela organização. Desta vez um presidente americano imbecil justifica um ataque de apoio à Al Quaeda com um suposto ataque do regime de Damasco com armas químicas. As provas apresentadas foram vídeos produzidos muito provavelmente pela Al Qaeda e com resultados de autópsias feitas pelo regime de Erdogan.

Mais uma vez morrem criancinhas, mais uma vez as criancinhas exibidas foram mortas pelo regime de Assad, porque na Síria só as armas de Damasco acertam em criancinhas. Não há imagens de crianças mortas pelos “democratas”, pela Al Qaeda, pelo DAESH, da mesma forma que não há criancinhas mortas no Iraque ou na Líbia.

Mais uma vez promove-se o ataque, deixando as provas para mais tarde e mais uma vez ajuda-se a destruir um país para o deixar entregue ao extremismo. Só que desta vez o argumento da luta contra o terrorismo foi dispensado, porque os EUA parecem ter feito as pazes com a Al-Qaeda. Talvez por isso ninguém se questione por onde é que entravam as centenas de viaturas novinhas em folha que o DAESH exibia nos seus bons tempos, Ou que serviços de fronteira foram abertos para entrarem na Síria dezenas de milhares de mercenários islâmicos.

Basta olhar para as fronteiras da Síria para se perceber quem são os amigos dos terroristas do DAESh e da Al Qaueda. A Síria tem fronteiras com o Líbano dominadas pelo Hezbollah, com Israel, com a Jordânia, com o Iraque, pelo Irão e pela Turquia. Isto é, a invasão da Síria por dezenas de milhares de terroristas, dezenas de milhares de viaturas e muitas toneladas de material de guerra só pode ter sido feita pela Jordânia, por Israel e pela Turquia, todos amigos dos EUA. Sem o apoio dos EUA ou de amigos dos euA dificilmente a Al-Qaeda e o DAESH teriam tomado conta da Síria.


Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Dias Loureiro

Quem ouve Dias loureiro fica com a impressão de que este pobre senhor é uma vítima da sociedade, o pobre até perdeu um amigo, aliás, um amigo com um conceito de amizade que já deixou muitas gente atropelada pela sua carreira política.

«Dias Loureiro deu a primeira entrevista desde que o Ministério Público (MP) arquivou o inquérito de que tinha sido alvo no Caso BPN. Ao Diário de Notícias, o ex-ministro dos Assuntos Parlamentares e da Administração Interna de Cavaco Silva, disse que durante os oito anos em que decorreram as investigações, cortou com “um só amigo, um grande amigo”, o ex-presidente da República.

Cortei com um só amigo, um grande amigo. Em amigo a quem devotei uma amizade incondicional dos últimos 32 anos. Um amigo a quem dei, em tudo, o melhor de que fui capaz. Admirava-o como pessoa e como político. Continuo a admirar a sua obra política como primeiro-ministro. Falo do professor Aníbal Cavaco Silva”, afirmou Dias Loureiro.
O ex-administrador do BPN esclareceu que durante o segundo mandato presidencial não falou com Cavaco Silva, mas que quando este deixou de ser presidente, o procurou para lhe dizer o porquê do seu afastamento. “Disse-lhe que fui sempre leal à amizade que lhe dediquei. Disse-lhe que ele não o foi em relação à amizade que eu esperava dele”, afirmou, sem querer tecer comentários sobre o segundo mandato de Cavaco Silva e os seus níveis de impopularidade.» [Observador]

 Trump mandou bombardear a Síria

F~e-lo depois de ver os vídeos produzidos pela Al Qaeda e com base em autópsias mandadas fazer por Erdogan, merecendo os aplausos de Israel. Trump é acusado de andar amancebado com a Rússia e os sírios é que pagam.
      
 PSD sobre e PAF desce
   
«O Partido Socialista (PS) mantém-se na liderança da intenção de voto dos portugueses, de acordo com os resultados do estudo de opinião que a Eurosondagem fez para o Expresso e para a SIC. Apesar de o PSD ter recuperado votos face à sondagem anterior, a diferença entre os dois maiores partidos é de 10 pontos percentuais: se o PS consegue arrancar 39,3% das intenções de voto dos portugueses, o partido liderado por Pedro Passos Coelho capta 29,3%.

Desde julho de 2016 que o PSD não subia nas sondagens, mas os 0,5% que conseguiu agora não foram suficientes para diminuir o buraco de dois dígitos que ainda separa Passos Coelho de António Costa.

Atrás do PSD, manteve-se o Bloco de Esquerda, com 9% das intenções de voto (perdeu 0,2 pontos percentuais), seguido da CDU, com 7,5% das intenções de voto (perdeu 0,5 pontos percentuais) e do CDS, com 6,4% das intenções de voto (perdeu 0,8 pontos percentuais). O PAN também perdeu terreno face à última sondagem e capta agora 1,4% das intenções de voto. Já o número de pessoas que votaria em branco ou noutro partido subiu 0,4 pontos percentuais para 7,1% (acima do CDS).» [Observador]
   
Parecer:

Digamos que o PSD roubou uns quantos voos à Assunção cristas, um sinal de que o PAF está sendo vítima do canibalismo eleitoral.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Um rapaz que se choca com pouco
   
«O secretário de Estado das Finanças exigiu esta sexta-feira um pedido de desculpas público ao presidente do Eurogrupo sobre as declarações sobre os países do Sul da Europa, sendo que Jeroen Dijsselbloem também se mostrou “chocado” com a reação portuguesa.

Anteriormente ao início da reunião do Eurogrupo, que hoje decorre em Valletta, capital de Malta, o secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, dirigiu-se ao presidente do Eurogrupo para lhe transmitir a posição do Governo português sobre as declarações feitas por Jeroen Dijsselbloem sobre os países do Sul da Europa.

“Quero dizer-lhe que foi profundamente chocante aquilo que disse dos países que estiveram sob resgate. E gostaríamos que pedisse desculpas perante os ministros e a imprensa”, disse Mourinho Félix ao presidente do Eurogrupo, segundo as imagens captadas pelas televisões portuguesas no ’tour de table’, um momento anterior ao início formal da reunião e em que podem ser recolhidas imagens pela comunicação social.» [Observador]
   
Parecer:

Grande cabresto!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o senhor à bardamerda.»

sexta-feira, abril 07, 2017

A entrevista

A entrevista destinava-se a dar uma ajudinha a Passos Coelho, mas foi uma oportunidade perdida, o líder do PSD parece não ter o brilhantismo dos tempos em que parecia ser fácil fazer oposição, contando com a ajuda de Belém e uma crise financeira que empurrava o país para a bancarrota.

Passos não conseguiu deixar de ser primeiro-ministro, insiste na bandeirinha e na farsa do primeiro-ministro no exílio. Passos não propõe, não faz oposição, mantém a atitude paternalista de muitos monarcas destronados, avalia o governo compassando-o com os seus tempos. Para passos não houve alternância, mudar o que quer que seja em relação ao passado ou é ilegítimo ou revela incompetência.

Continua a chamar reversões à reposição de rendimentos cujos cortes foram declarados inconstitucionais, mas quando é questionado se voltaria a cortar vencimentos de funcionários públicos e pensões defende-se que agora não, os tempos são outros. Esquece-se que no passado também prometeu não o fazer e na primeira oportunidade inventou um desvio colossal.

Não consegue esconder o incómodo por ver o défice a encolher, o desemprego em queda e a economia a reanimar-se, mas depois de ter anunciado o diabo e quando toda a gente sabe que a sua estratégia passava pelo incumprimento de metas e, muito provavelmente, por um segundo resgate lá elogia os resultados. Mas se num momento o sucesso orçamental é insustentável por resultar de medidas extraordinárias, minutos depois já dá a entender que esse sucesso se deve a um plano B que ele sempre exigiu.

Passos é um homem derrotado, que não quer ou não sabe como sair de cena, já percebeu que tudo lhe correu mal, resta-lhe a esperança de que algo corra mal ao país, convencido de que atribuirão as culpas a Costa e o convidam para regressar ao poder. Sabe que vai perder as eleições autárquicas, mas defende-se com a natureza do ato eleitoral, quase diz que a derrota mais do que provável de Lisboa pode ser compensada por uma vitória na Junta de Freguesia das Berlengas

Chega a ser patético quando critica o Presidente da República por não vir em defesa de Teodora Cardoso, talvez porque a presidente do Conselho de Finanças Públicas foi durante um ano a sua mais firme devota, ao ponto de lhe repetir os argumentos. Marcelo devia ter concordado com Passos e Teodora dizendo que o défice de 2016 foi um milagre

Passos Coelho confirmou na entrevista à SIC que é um zombie, a estação de televisão bem o tentou ajudar, mas a verdade é que o líder do PSD é um cadáver político que se esqueceram de enterrar.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Fábio Sousa, autarca vedeta

Em ano de eleições autárquicas vale de tudo e oi presidente da Junta de Freguesia de Carnide, um militante do habitualmente institucionalista PCP, já teve o seu momento de glória, nas próximas eleições deverá ser reconduzido e no próximo congresso do PCP terá direito a sentar-se duas ou três filas à frente, mais próximo da vista dos membros do CC.

Mas é grave que um presidente de junta organize a população para retirar equipamentos, ainda que o tenha feito sem dar a cara, protegendo-se de consequências. Esperemos que se a população desta ou de outra autarquia do PCP decidir fazer o mesmo em relação a equipamentos instalados pela autarquia, tenha a mesma aceita por parte dos autarcas.

«Cerca de duas centenas de moradores de Carnide, em Lisboa, juntaram-se esta noite para arrancar os sete parquímetros da EMEL colocados na zona histórica do bairro, alegando que estes lhes foram impostos sem uma consulta prévia. Entretanto, a EMEL já garantiu que a população e a Junta de Freguesia estavam informadas da colocação dos parquímetros.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Carnide, Fábio Sousa, disse que esta "ação popular" nasceu de forma espontânea entre os moradores da zona, que se sentem injustiçados com a colocação dos parquímetros por parte da EMEL - Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa, "sem uma consulta pública".

Para esta tarefa de remoção, os moradores dizem-se "munidos das próprias mãos" e de "uma enorme vontade de remover uma injustiça" que lhe foi imposta pela EMEL.

Cerca das 00:00, o presidente da Junta de Carnide disse que já tinham sido retirados quatro dos sete parquímetros da zona histórica, mas garantindo que não foram danificados nem vandalizados, já que estes cidadãos em protesto "são pessoas de bem" que apenas querem fazer valer os seus direitos nas decisões para a zona onde habitam.» [DN]

 Uma verdadeira desgraça



Sem os contributos do Sr. Costa e as previsões da Dra. Teodora o país vai ser o Borundi da Europa, uma verdadeira calamidade.

      
 O idiota contra-ataca
   
«O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, voltou hoje a sustentar a declaração sobre como certos países gastaram o dinheiro em "copos e mulheres", admitindo que "a forma" não foi a melhor mas defendendo o argumento.

O holandês, que intervinha no Congresso da Banca Alemã, lamentou ter-se expressado "de forma demasiado direta", o que perturbou "tanta gente", mas sublinhou que não se referia aos países do sul, mas a todos os países da zona euro.

"Talvez devesse tê-lo dito de outra maneira", disse Dijsselbloem, que no final da intervenção recebeu um forte aplauso dos cerca de 700 representantes da banca alemã presentes.» [DN]
   
Parecer:

Este idiota acha que somos todos parvos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao senhor que vá beber uns copos para o bairro da lanterna vermelha, em Amesterdão, e que nos deixe em paz.»
  
 Mil milhões de chaminés
   
«A percentagem de fumadores baixou nos últimos 25 anos mas, ainda assim, em 2015 um em cada quatro homens e uma em cada 20 mulheres fumaram todos os dias. Em 1990 havia um fumador em cada três homens e uma fumadora em cada 12 mulheres. Portugal acompanha a média mundial nos homens, mas nas mulheres o caso muda de figura: uma em cada oito portuguesas fumava diariamente em 2015. Estes e outros dados sobre a epidemia do tabaco estão no relatório divulgado esta quarta-feira na revista The Lancet pelo grupo de especialistas que coordena o projecto Global Burden Diseases (GBD).

“A guerra contra o tabaco está longe de estar ganha”, concluem os peritos que analisaram os dados de 195 países entre 1990 e 2015 e que aconselham mais e melhores estratégias de combate adequadas à realidade de cada país.» [Público]
   
Parecer:

Quanto dará em carbono?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Façam-se as contas.»

 Mais um diabo de uma boa notícia
   
«A vulnerabilidade soberana portuguesa saiu em 2016 do ‘vermelho’, depois de sete anos com uma avaliação de “risco elevado”, de acordo com um documento de trabalho do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) divulgado esta quinta-feira.

O documento de trabalho do fundo de resgate permanente da zona euro, elaborado com vista a “contribuir para a capacidade do MEE de monitorizar as vulnerabilidades soberanas nos países” que estiveram sob programa de assistência, atribui a Portugal em 2016 uma nota de 2.0 pontos (‘laranja’) – numa escala de 1 (‘vermelho’, equivalente a muito vulnerável) a 4 (‘verde’, muito resistente) -, depois de sete anos no ‘vermelho’ (com classificações entre os 1,7 e 1,9 pontos entre 2009 e 2015).


A pontuação é dada com base numa série alargada de critérios, como as “necessidades e condições de financiamento do Governo e estrutura da dívida”, “força económica”, “situação orçamental”, “passivos do setor financeiro”, “parâmetros institucionais” e “endividamento do setor privado e fluxos de crédito”, com vista a determinar as ameaças à capacidade de cada país “resgatado” para pagar os empréstimos aos seus credores.» [Eco]
   
Parecer:

Aos poucos o país recupera do pesadelo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelos protestos de Maria Luís e Passos Coelho.»

quinta-feira, abril 06, 2017

A corrupção que nos corrompe a economia

Se fosse uma notícia que informasse de que Portugal estava no 19º do ranking da Transparência Internacional cairia o Carmo e a Trindade, a Fátima promoveria um debate, o Fernandes diria que a culpa é da Gerigonça, a Catarina correria a propor um decreto, o Louçã dar-nos-ia lições de moral. Mas, como se trata de corrupção entre empresas privadas e isso não é considerado como tal no Código Penal, a notícia foi ignorada. [Expresso]

Curiosamente Portugal até desceu, porque passou de um vergonhoso 5.º lugar em 2015, para o 19.º em 2017. Note-se que ao contrário do que faz a Transparência Internacional, esta posição não resulta de perceções, mas sim de inquéritos a gestores. E desiludam-se os que pensam que um 19.º lugar europeu significa que os nossos empresários sofreram de uma epidemia de concorrência, sã, leal e comercial. O estudo informa que 60% dos inquiridos a admitirem suborno ou práticas de corrupção (contra 82% do inquérito anterior). É obra, 60% dos negócios envolvem dinheiro por fora.

Isto significa que 60% dos nossos gestores preferem fazer um negócio sendo corrompidos do que negociar com um parceiro honesto, isto é, quem pensa que a competitividade na economia portuguesa se consegue apenas com gestão competente está enganado, por cá mandam os Chicos espertos e quem não aceitar as regras do jogo mafioso fica de fora, fecha a porta. Não são apenas os jovens que são forçados a procurar outras paragens, são também os empresários que não entrem neste esquema.

Em Portugal fala-se muito pouco da corrupção nos negócios privados, como se fosse um problema das empresas, como se nada tivéssemos que ver, como diria um qualquer contribuinte da nossa praça, é um problema deles, não é pago com o dinheiro dos contribuintes. Por isso, anda-se a meter na cadeia o funcionário que recebe uma gorjeta e tratamos como jet set os banqueiros que recebem comissões de milhões, como se soube em relação a Ricardo Salgado.

Mas, a verdade é que tudo isto é pago pelos contribuintes e com língua de palmo. Em primeiro lugar porque as centenas de milhões ganhos desta forma não pagam impostos, são financiados com dinheiro que circula em entre sacos azuis e em esquemas de branqueamento. Para que existam esses sacos azuis é necessário que se façam uma infinidade de negócios sem fatura, negócios como a Bolas de Berlim são as nascentes de pequenos riachos que acabam por desaguar nos imensos amazonas de corrupção dos nossos banqueiros.

Nesta enxurrada de evasão fiscal destroem-se empresas competitivas, eliminam-se empresários que não são corruptos, acabam-se por encharcar toda a sociedade com dinheiro fácil. Urge acabar com esta economia do Chico esperto, criando condições para que sejam as empresas competitivas e os empresários competentes as crescer e tornar a economia competitiva.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Ana Avoila, sindicalista

As greves da Ana Avoila são como os feriados religiosos, são uma agenda de que a sindicalistas não prescinde, mesmo sabendo que a adesão não vai ser grande.

«A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) anunciou esta quarta-feira uma greve nacional de 24 horas para o dia 26 de maio, para reivindicar aumentos salariais e 35 horas de trabalho semanais.

Em conferência de imprensa, a dirigente da FNTSFPS, Ana Avoila, explicou que a ação de protesto pretende reivindicar aumento de salários e do pagamento de horas extraordinárias e a aplicação para todos os trabalhadores das 35 horas.

A sindicalista notou que as maiores participações nas greves costumam ser dos setores da saúde e educação, “mas o sentimento que existe é comum a todos” os 350 mil funcionários da administração central.» [Eco]

 Jumento do Dia



A extrema.-direita não desiste de regressar ao poder e reza para que algo de mau suceda ao país, confiante de que os eleitores são idiotas e acusem Centeno de tudo. Depois do diabo ter falhado em setembro, da recapitalização da CGD ter sido aprovada e da venda ou acordo de venda do Noivo Banco, a extrema-direita chique aposta no Montepio, mais um símbolo da saída limpa.

 A estratégia imbecil



A estratégia política mais recorrente por parte da direita é tentar colocar o BE e o PCP em conflito com o o PS. EM quase todas as reuniões no parlamento há intervenções, principalmente por parte dos deputados do PS, tentando envergonhar o PCP e o BE.

É por isso que ver um comentador vaidoso recorrer a esta estratégia só pode dar vontade de rir, é preciso ter muita ingenuidade ou imbecilidade para que Camilo Lourenço pense que há um único militante, eleitor ou simpatizante daqueles partidos que lhe dão ouvidos.

 Tudo tem custos para os contribuintes

O argumento dos custos para os contribuintes é uma falácia muito ao gosto da nossa classe política, faz passar a falsa ideia de que há sempre uma boa decisão sem custos para os contribuintes e uma má decisão que tem custos para os contribuintes. Quando Passos Coelho de xanatas na mão, na praia da Manta Rota, disse que nada tinha a ver com o negócio estava mentindo, da mesma forma que mentiu quando assegurou que a resolução do BES não teria custos para os papalvos. A prova de que tinha e ele sabia que assim era foi o adiamento da venda, para dar um ar mais higiénico à saída suja.

Tudo o que de mau suceda na economia, seja no Estado seja nas empresas privadas, seja devido a causas externas, meros azares ou más decisões tem custos para os contribuintes. Quando a EDP de um banco paga uma viagem de luxo a um jornalista essa viagem é um custo da qual resultam menos impostos, isto é, são os contribuintes que pagam parte da viagem. Isso sucede com as viagens, com os automóveis de luxo e com uma imensidão de mordomias abatidas dos lucros.

Quando uma empresa corrompe outra empresa ou o Estado destruindo uma outra empresa mais competitiva isso é pago com língua de palmo pelos contribuintes, que não só pagam serviços mais caros como terão de suportar as consequências da destruição de empresas que operam com honestidade.

Os contribuintes não suportam apenas o estado social que a direita odeia e gostava de ver diminuído, suporta também as consequências dos negócios viabilizados por luvas e comissões, a evasão fiscal, a falência de empresas geridas por empresários incompetentes, as falências fraudulentas, a evasão fiscal e muitas outros comportamentos que aos poucos vão destruindo a economia, forçando os que cumprem e se esforçam por se competitivos a pagar por eles e eplos que não cumprem ou são incompetentes.

      
 E já entendem no que dá o referendo?...
   
«Cada dia confirma que o brexit, não sendo um crime, é um erro. O que é bem pior para atos políticos (os crimes curam-se com leis, os erros podem tornar-se irreversíveis). A carta de rutura de Theresa May com a Europa expôs todos os sintomas de quem atravessou o Rubicão e não sabe o que fazer na outra margem. May era contra a saída da UE, tal como o seu chefe, David Cameron, que só convocou o referendo por razões menores de política interna. Brexit votado, Cameron lavou as mãos, Boris Johnson, o conservador mais defensor do brexit, não assumiu a liderança, e o poder caiu em mais espantados do que convencidos. Até o medíocre Nigel Farage, um sub-Le Pen com uma pint de cerveja em cada mão, ganho o referendo, emigrou em part-time para a América, onde Trump lhe arranjou emprego na Fox News. Eis tudo o que levou à carta de adeus de Theresa May, onde em vez de um "divorcio-me", se propõe uma concubinagem que lhe mantenha as regalias do casamento. Com esta chantagem: se não houver acordo (comercial) a cooperação contra o terrorismo "será menor". Sabia disto quem votou no brexit? Os gibraltinos sabiam o seu interesse e votaram a 96% contra. Adivinharam, May nem fala deles na carta. À falta de política, a discussão saltou para ameaças de a Navy avançar para o rochedo de Gibraltar... Sabiam que poderia dar nisto? E o culpado nem é pessoa alguma, é o método: os referendos não são para isto. Há coisas demasiado importantes para um sim ou não.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 Incompetência do MP
   
«O ex-ministro dos Assuntos Parlamentares e da Administração Interna de Cavaco Silva, Manuel Dias Loureiro, diz-se “estarrecido e preocupado” com o despacho de arquivamento do Ministério Público no caso BPN. Para Dias Loureiro, o Ministério Público faz “insinuações” graves sobre a sua idoneidade, isto apesar de não ter conseguido reunir provas suficientes para deduzir acusação.

A decisão do Ministério Público foi conhecida na terça-feira. Os investigadores justificaram o arquivamento do processo com o facto de não ter sido possível identificar, “de forma conclusiva, todos os factos suscetíveis de integrar os crimes imputados aos arguidos”, mesmo depois da análise de “informação bancária relativa às operações e aos sujeitos intervenientes”.

O ex-ministro e ex-deputado do PSD Dias Loureiro e o antigo presidente do BPN e ex-secretário de Estado José de Oliveira Costa estavam indiciados pelos crimes de burla qualificada, branqueamento e fraude fiscal qualificada.

De acordo com o Diário de Notícias, que teve acesso às 101 páginas do despacho de arquivamento, o Ministério Público mantém quase todas as dúvidas que estiveram na origem da investigação, sugerindo mesmo que, apesar da falta de provas “do recebimento dessa vantagem pessoal, à custa do BPN/SLN, subsistem as suspeitas, à luz das regras da experiência comum”.

Noutra passagem, escreve o mesmo DN, a procuradora Cláudia Oliveira Porto vai mais longe: “Toda a prova produzida nos autos revela–nos uma engenharia financeira extremamente complexa, a par de decisões e práticas de gestão que, a serem sérias, são extremamente pueris e desavisadas, o que nos permite suspeitar que o verdadeiro objetivo (…) foi tão-só o enriquecimento ilegítimo de terceiros à custa do Grupo BPN, nomeadamente Dias Loureiro e Oliveira Costa”. No mesmo despacho, a procuradora admite: “As diligências efetuadas não nos permitiram detetar e concretizar esse eventual enriquecimento”.» [Observador]
   
Parecer:

É grave que o Ministério Público arquive um processo mantendo todas as suspeitas, ignorando o princípio da presunçaõ da inocência. Das duas uma, o o processo resulta numa acusação e num julgamento onde se avalia a prova o é arquivado, é inaceitável que um despacho de arquivamento seja um rol das suspeitas com que o mesmo processo foi iniciado. Se o processo chega ao fim com as sspeitas iniciais e não resulta numa acusação é porque o MP não foi suficientemente competente para encontrar provas para aquilo que parecem ser certezas. A isto chama-se incompetência.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 A corrupção de que não se fala
   
«Portugal melhorou em 2017 no 'ranking' sobre a fraude nas empresas, passando de 5.º lugar (em 2015) para 19.º, com 60% dos inquiridos a admitirem suborno ou práticas de corrupção (contra 82% do inquérito anterior).

A lista de 41 países analisados pelo inquérito da consultora EY é liderada pela Ucrânia, Chipre e Grécia, que surgem respetivamente nas primeiras três posições do 'ranking', com mais de 80% dos gestores a admitirem suborno ou práticas de corrupção na sua empresa.

Dinamarca, Finlândia e Noruega, por sua vez, são os países onde estas práticas são menos identificadas.

Segundo os resultados do inquérito, em Portugal, foi possível averiguar que 12% dos inquiridos estariam dispostos a oferecer pagamentos em dinheiro para ganhar ou manter negócios.» [Expresso]
   
Parecer:

Há muito mais corrupção entre empresas privadas do que na relação destas com o Estado, mas ninguém fala do assunto e muito menos das suas consequências para a competitividade das empresas e pelo que isso representa de evasão fiscal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»

 Uma boa cristã
   
«"Ao tomar conhecimento da trágica explosão ocorrida na fábrica de pirotecnia, em Avões, envio em meu nome, e do CDS-PP, as mais sentidas condolências a todos os familiares, amigos das vítimas e à população em geral, seguramente abalada com a tragédia", escreveu Assunção Cristas ao autarca Francisco Lopes (PSD/CDS-PP).

Seis pessoas morreram e duas estão ainda desaparecidas após explosões ocorridas na terça-feira numa fábrica de pirotecnia, que deixaram destruída a unidade fabril, a escassos quilómetros de Lamego.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, alterou a sua agenda de hoje para se deslocar a Avões, em solidariedade com os familiares das vítimas.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Ou uma oportunista? Enfim, esperemos que as sentidas condolências não tenham chegado primeiro aos jornais do qe aos familiares das vítimas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Cristas se fazia o mesmo se fossem eleitores do PCP com uma autarquia gerida por aquele partido.»

quarta-feira, abril 05, 2017

1000 pequenas reformas

Quando se fala de reformas são sempre as mesmas, aquelas que se traduzem em mais lucros e por isso são a bandeira de uma direita que consiste num modelo de desenvolvimento inviável, assente em baixos salários que alimentam a competitividade de setores de pequeno valor acrescentado. Mesmo quando se fala de reformas laborais o objetivo é sempre o mesmo, despedir mais facilmente e pagando o mínimo de indemnizações.

Independentemente das virtudes destas “grandes” reformas, há muitas pequenas reformas que constituem os grãos que enchem as engrenagens da economia. Muitas desses grãos de areia, que por vezes chegam a ser calhaus ou mesmo pedregulhos, são resquícios de um passado de burocracia e de protecionismo, uma boa parte são mantidas por diretores-gerais que usam o seu estatuto de xerifes para transformarem as suas instituições em verdadeiros castelos.

Se um grande investidor tem direito a tapetes à entrada dos gabinetes de ministros e secretários de Estado, a maioria dos investidores e empresários têm de enfrentar burocracias atrás de burocracias, entraves atrás de entraves, são licenciamentos sucessivos, tudo suportado por taxas e sujeitos a atrasos de que não se pode recorrer. Há capelinhas por todo o lado, dirigentes que engrandecem a sua pessoa criando dificuldades.

Num país com recursos escassos, com atrasos dos mais diversos tipos a competitividade não pode ser reduzida por entraves e burocracias promovidas para defender interesses de dirigentes ciosos do seu poder pessoal e importância. O país não pode perder uma iniciativa empresarial por causa de excesso de burocracia, não pode inviabilizar projetos empresariais por custos de contexto destinados a financiar os tapetes dos gabinetes dos diretores-gerais.

É preciso promover centenas de pequenas reformas, que reduzam burocracia, que eliminem custos desnecessários. É preciso acabar com a ideia de que as empresas têm dinheiro para tudo e para nada, que podem pagar a advogados para se livrarem de contraordenações destinadas a engordar estatísticas de sucesso, que têm recursos ilimitados para mandar os mesmos dados várias vezes ao mês para várias instituições.

Cabe ao Estado apoiar as suas empresas, reduzir-lhes os custos, promovendo a aceleração de procedimentos, ajudando-as a serem mais eficientes e a conquistarem mercados. É preciso acabar com o despotismo dos atrasos, com os abusos das taxas, com um sistema de justiça destinado a multiplicar custas e enriquecer advogados especializados em adiar decisões judiciais. É urgente modernizar a sociedade, pondo fim a uma cultura salazarista que ainda está presente em muitas instituições do Estado, em muitos grupops corporativos e nalguns setores empresariais ainda viciados no protecionismo que este mundo de burocracia lhes proporciona.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Litão Amaro, deputado com o diabo no corpo

Depois de ter passado um ano à espera da vinda do diabo os dirigentes deste PSD estão a ficar desesperados, fazem de tudo para chamar a atenção e se o diabo não ajudou, agora parece que são eles a estar com o diabo no corpo. Só isso justifica que Leitão Amaro chegue ao ponto de lançar suspeitas sobre o primeiro-ministro, fazendo insinuações sobre a venda do Novo Banco que, como se sabe, foi em larga medida conduzida e desenhada por um secretário de Estado do governo de Passos Coelho e pessoa muito amiga da ex-ministra das Finanças.

De estratégia errada em estratégia errada o PSD não para de descer nas sondagens, mas pelo que se vê a maioria dos seus militantes e ex-dirigentes ou estão ao lado de Passos Coelho ou não o criticam. Provavelmente até recearem que o PSD tenha menos de 20% dos votos.

«Num comentário à entrevista do primeiro-ministro, hoje de manhã, à Rádio Renascença, o deputado do PSD António Leitão Amaro insistiu ser necessário saber os custos da revisão das condições do empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução, dez dias antes da venda do banco.

"É um sacrifício enorme imposto aos contribuintes por decisão do Governo, a benefício dos bancos", disse Leitão Amaro aos jornalistas, na Assembleia da República, afirmando que, com a entrevista, "agravou as dúvidas se não mesmo as suspeitas sobre a venda" do Novo Banco.

O parlamentar social-democrata deixou três perguntas para as quais quer respostas do executivo de António Costa, que hoje, à RR, afirmou que o comprador fez a exigência ao Estado para ficar com 25% do capital do banco.

Leitão Amaro quer saber porque não foi vendida a totalidade do banco, o motivo da imposição, "à força, de perdas aos obrigacionistas, incluindo os do retalho".» [Notícias ao Minuto]

 Jeroen Dijsselbloem

O ministro das Finanças holandês, uma espécie de secretário de Estado do ministro alemão, está transformado numa imparidade do sistema político europeu, a sua tentativa desesperada de manter  cargo levou-o a ofender os países do sul e a arrogância e falta de educação leva-o a ignorar o Parlamento Europeu. Este senhor é uma nódoa europeia que urge limpar.

      
 Aeroporto Cavaco Silva?
   
«O antigo ministro do Trabalho José Silva Peneda revelou que, na década de 80, era vontade de Alberto João Jardim que o aeroporto da Madeira se denominasse “Aeroporto Cavaco Silva’. A revelação foi feita no programa Conversas Cruzadas, da Rádio Renascença. “Vou fazer uma confidência: quando fui secretário de Estado do Planeamento e do Desenvolvimento Regional tinha a tutela do aeroporto de Santa Catarina, era assim que se chamava o aeroporto da Madeira”, disse o ex-presidente do CES.

“Foi quando desempenhava esse cargo que se fizeram as obras de ampliação do aeroporto da Madeira, obras financiadas por fundos europeus. O presidente do governo regional [Alberto João Jardim] tratou deste dossier comigo. Um dia confidenciou-me ter grande vontade em que o aeroporto fosse designado de ‘Aeroporto professor Cavaco Silva’. Não teve sorte nenhuma e, quanto a mim, bem”, acrescentou.

Recordando que foi nessa altura que alguém ia emprestar o nome a um baptismo promovido pelo governo regional da Madeira, Silva Peneda considerou: “Se calhar, nessa altura a opção seria aplaudida pela maioria da população portuguesa porque o professor Cavaco Silva estaria no máximo de popularidade. Mas foi sensato não adoptar a opção”.» [Público]
   
Parecer:

Digamos que a cara de Cavaco também daria uma bela caricatura em bronze.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 O caldo começa a estar entornado no PSD
   
«Os críticos começam a sair da toca no PSD. Pedro Rodrigues – que liderou a Juventude Social Democrata (JSD) entre 2007 e 2010 – apelou mesmo, esta terça-feira, em declarações ao Observador, a uma rebelião interna no partido contra Passos Coelho: “O que se está a passar no PSD exige que todos sejamos capazes de nos desinquietarmos e assumamos as nossas responsabilidades“. Pedro Rodrigues aponta as baterias a Passos Coelho e diz que “a generalidade das escolhas do presidente social-democrata para as eleições autárquicas significam a desistência do PSD da sua verdadeira vocação.”

Para Pedro Rodrigues esta desistência do PSD da sua vocação autárquica, levou-o a esta tomada de posição. “Não me conformo com a ideia do meu país se continuar a adiar e o PSD persistir em não assumir as suas responsabilidades“, critica o ex-líder da JSD.» [Observador]
   
Parecer:

Isto vai de mau a pior.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

terça-feira, abril 04, 2017

Há mais política para além do parlamento

A política serve cada vez menos para os cidadãos discutirem as soluções do país, para se transformar em rituais parlamentares onde em vez de se discutirem as melhores soluções, procura-se ser o mais eficaz a rasteirar o adversário. Não admira que o centro do parlamento se tenha deslocado do hemiciclo para as salas acanhadas das comissões parlamentares. EM vez de oradores os deputados estão-se transformando em interrogadores, não sendo de admirar se um dia destes, os cursos de interrogatório ministrados aos polícias passem a fazer parte do currículo de um deputado com ambições.

O bom deputado já não é o que apresenta a melhor proposta ou o que defende melhor a solução defendida pelo seu partido, mas sim o que consegue rasteirar quem está a ser interrogado numa comissão parlamentar ou numa comissão parlamentar de inquérito. Não me admiraria se um dia destes o país assistisse a um deputado a mergulhar num balde de água a cabeça de um qualquer cidadão chamado a prestar esclarecimentos ao parlamento.

Fora do parlamento a política é feita para aparecer na televisão, os jantares de lombo assado são cronometrados para que o momento alto seja a intervenção na hora do telejornal. Se em vez de um jantar de mulheres do partido apreciadoras de lombo assado ou bacalhau como crosta de milho, se tratar de uma visita a uma feira de uma qualquer variedade de queijos, a encenação é feita para que quase casualmente uma horda e jornalistas apanhem a individualidade, devidamente enquadrada por umas quantas pessoas que na tentativa de dar um ar de grande admiração pelo que o líder diz, acabam por fazer caras de parvos, vulgo figuras de urso.

A política está ficando reduzida a encenações e espetáculos que fazem lembrar jogos do Canelas, perde o conteúdo em favor da crispação ou das “defesas” para a fotografia. Compreende-se que Passos Coelho queira este espetáculo, depois de um ano a fazer de morto parece querer recuperar tempo, fazer em pouco tempo o que pensou não ser necessário ao longo de um ano, em que se limitou a esperar que a geringonça gripasse.

Começa a ser tempo de discutir os problemas que não são poucos e encontrar as soluções que nem sempre são difíceis. Há centenas de pequenas reformas por fazer, empresas para apoiar, burocracias oportunistas para eliminar, serviços públicos para modernizar ou reestruturar, tachinhas para acabar, atrasos para reduzir, há muito para fazer, há muita política para além das comissões de inquérito e dos jantares de lombo assado.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Ricardo Salgado, pensionista da banca

Ricardo Salgado encheu-se de ironia e declarou que o NB foi entregue à borla e que Bruxelas não tem sensibilidade para as necessidades bancárias. Imagine-se se Bruxelas nada tivesse a dizer e o NB tivesse sido vendido considerando os prejuízos que foram para o banco mau. Digamos que é preciso ter alguma lata.

«As declarações de Ricardo Salgado, transmitidas pela TVI24, foram proferidas à entrada do Tribunal de Santarém, onde prossegue o julgamento do pedido de impugnação da contraordenação de quatro milhões de euros aplicada pelo Banco de Portugal (BdP) ao ex-presidente do BES, bem como o recurso interposto por Amílcar Pires, condenado ao pagamento de 600.000 euros e inibição do exercício de cargos financeiros durante três anos.

"Foi uma desgraça, o banco foi entregue gratuitamente e Bruxelas não tem a mais pequena sensibilidade para as necessidades bancárias em Portugal", afirmou Ricardo Salgado sobre a venda do Novo Banco (entidade de transição resultante da intervenção das autoridades no BES) à Lone Star.

A norte-americana Lone Star vai realizar injeções de capital no Novo Banco no montante total de 1.000 milhões de euros, dos quais 750 milhões de euros logo no fecho a operação e 250 milhões de euros até 2020, foi anunciado na sexta-feira passada.» [Notícias ao Minuto]

 Jumento do Dia

      
 Coreia do Norte em Alfândega da Fé
   
«Os alunos de uma escola básica do Alentejo andaram a ensaiar o hino do PCP para uma celebração dos 100 anos da revolução russa que deverá realizar-se na escola, hoje, segunda-feira em pleno horário letivo. O caso, que já recebeu críticas dos pais, pode não ser único. O presidente da associação de diretores admite situações pontuais. Segundo os pais de uma aluna - que denunciaram o caso -, os encarregados de educação não autorizaram a prática partidária. Questionado, o Ministério da Educação respondeu que "a participação de alunos em cerimónias partidárias - mesmo aquelas que eventualmente decorram em período escolar - é permitida e gerida no quadro de autonomia de cada escola". E acrescenta: "Obviamente, nenhuma criança ou jovem pode ser obrigada a participar nessas cerimónias, sendo obrigatório o consentimento expresso dos pais ou encarregados de educação."

A notícia saiu na sexta no Jornal de Notícias, e o parágrafo acima reproduz, palavra por palavra, o essencial - com uma diferença apenas: onde está "Alentejo", "hino do PCP", "100 anos da revolução russa" e "partidária" lê-se "Alfândega da Fé", "cânticos católicos", "missa pascal", e "religiosa". Esta diferença, no entanto, parece suficiente para que não haja escândalo nacional, interpelações parlamentares tonitruantes ou exigências de demissões. É que, dir-se-á, é "totalmente diferente" impingir, a alunos do básico, nas aulas de Educação Musical, cânticos religiosos ou cânticos partidários, e organizar, em horário letivo, uma celebração dos 100 anos da Revolução de Outubro ou uma missa pascal.

Só que não há qualquer diferença. Se se vai alegar que a comunidade de Alfândega da Fé é, como o nome indica, "maioritariamente católica", e portanto decidir, na gestão da escola, transformá-la num estabelecimento de ensino sectário constitui uma decisão democrática, o mesmo se poderá dizer em relação a uma comunidade maioritariamente comunista. Ou PSD, PS, Benfica ou Futebol Clube do Porto. Ou, imaginando que havia áreas do país com predominância muçulmana, com certeza o ministério aceitaria também que as respetivas escolas pusessem os alunos a decorar o Corão - por que raio não?

Que aquilo que deve ser óbvio só se torne óbvio quando usamos exemplos de crenças ou ideologias que não são vistas pela maioria das pessoas, e nomeadamente pelas autoridades e representantes políticos, como algo "anódino", que "não tem mal", que "faz parte da cultura e identidade nacional", e, sobretudo, algo com que não se quer "arranjar sarilhos", diz muito sobre a forma como em Portugal se encaram os princípios fundamentais do Estado de direito democrático. Porque, na verdade, não é crível que o atual ministro da Educação não saiba que é inadmissível, à luz da separação constitucional entre Estado e religiões, assim como da definição da escola pública, que a direção de um estabelecimento de ensino estatal decida fazer proselitismo religioso, arregimentando os alunos para missas. Ou não estatuísse a Lei de Liberdade Religiosa que "o ensino público será não confessional." O que se passa é que o ministério não quer chatices com a Igreja Católica. Não quer passar por "jacobino" ou "ateu radical", ainda mais quando vem aí o Papa.

Autonomia escolar permite pôr crianças a recitar o Corão ou a comemorar a revolução russa em horário letivo, segundo o ministério
Uma iniciativa como a da escola de Alfândega da Fé (e que está longe de ser a primeira do género a ocorrer em escolas públicas) será sempre constitucional e legalmente inadmissível, com ou sem autorização dos pais, dentro ou fora do horário letivo. E decerto tal não passará a ser aceitável, como a resposta do Ministério da Educação incrivelmente pressupõe, se os alunos cujos encarregados de educação deduzem oposição tiverem "atividades alternativas". Será que o ministério de Tiago Brandão Rodrigues leu o que escreveu? "Atividades alternativas" à missa? Os meninos que não vão comungar e cantar do missal é que são "alternativos"? Ensandeceram, na 5 de Outubro?

Será que o ministro e os seus serviços desconhecem que só perguntar aos encarregados de educação se estão ou não de acordo com a participação das crianças na missa viola um direito fundamental? Leia-se o artigo 41.º da Constituição, número 3: "Ninguém pode ser perguntado por qualquer autoridade acerca das suas convicções ou prática religiosa, salvo para recolha de dados estatísticos não individualmente identificáveis."

A doutrinação escolar de crianças, que tanto nos causa repulsa quando descrita em regimes totalitários como o da Coreia do Norte, pelos vistos é aceitável desde que feita pela Igreja Católica - à qual 106 anos não chegaram para se conformar com não ser religião oficial. Mas, claro, os "radicais" e "odientos" são os que se insurgem contra a obscenidade de, no século XXI, ainda haver quem use o poder conferido pelo Estado democrático para converter menores e condicionar pais.» [DN]
   
Autor:

Fernanda Câncio.

      
 Bem chamados
   
«O PS pediu hoje uma audição urgente do governador do Banco de Portugal e do responsável pela negociação da venda do Novo Banco, Sérgio Monteiro, na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças sobre o processo de alienação daquela instituição.

Num requerimento assinado pelo líder parlamentar socialista, Carlos César, considera-se que a Assembleia da República "deve conhecer com detalhe todos os aspetos preparatórios e contratados da operação" da venda do Novo Banco.

Para os socialistas, a complexidade da operação "torna necessária essa audição dos negociadores".» [DN]
   
Parecer:

Se o que está em causa é conhecer todos os contornos do negócio, então as pessoas mais indicadas para dar este tipo de informações foi quem conduziu o negócio.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»
  
 Juíza em causa própria
   
«Os sucessivos aumentos do salário mínimo nacional face ao salário mediano registados entre 2008 e 2015 estão a acrescentar cerca de quatro pontos percentuais à taxa de desemprego em Portugal. Só a subida de final de 2014 penalizou a taxa em um ponto. De acordo com um novo estudo assinado pela chefe de missão do BCE para Portugal estes são efeitos negativos das subidas da remuneração mínima num país de salários baixos que perdurarão no tempo e dificultarão um regresso da taxa de desemprego a valores próximos dos verificados antes da crise.

Em "Será que a crise deixou uma cicatriz permanente no mercado de trabalho português?" [Did the crisis permanently scar the portuguese labour market?], publicado na página do BCE a 3 de Abril, Isabel Vansteenkiste analisa a evolução do mercado de trabalho em Portugal à luz da relação entre a taxa de desemprego e o número de ofertas de emprego (uma relação conhecida por curva de Beveridge), procurando os factores determinantes da saúde do mercado de trabalho nos últimos anos.

A economista belga estima que grande parte do aumento do desemprego durante a crise – que ultrapassou os 17% da população activa no final de 2012 – se deveu à recessão, com destaque para a destruição de postos de trabalho no sector da construção, e que tem portanto uma natureza temporária; mas conclui também que um regresso à situação mais favorável vivida antes da crise está dificultado pela reversão de medidas adoptadas durante o programa de ajustamento, em particular o aumento do salário mínimo face ao salário mediano [que em 2016 já equivale 63%]; e que a situação seria muito pior sem as reformas do mercado de trabalho adoptadas entre 2011 e 2014.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Seria muito estranho se a técnica do BCE não fizesse o seu auto-elogio, talvez por isso confunda diminuição do desemprego com criação de emprego. Enfim, foi um sucesso....
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Catarina fala do que não sabe
   
«Sobre a repartição de Finanças de São Mamede Infesta, Matosinhos, Catarina Martins referiu que é "uma das que acolhe um maior número de população, onde há muito poucos trabalhadores para a quantidade de pessoas que recorrem".

"É uma repartição de finanças que trata da cobrança de impostos a empresas tão importantes e relevantes para o nosso país, como a SONAE, a EFACEC, a UNICER, e que tem de trabalhar com sistemas informáticos obsoletos, sem pessoal, e, portanto, com uma desproporção de meios enorme face às empresas e ao seu planeamento fiscal agressivo", acrescentou.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Justificar a necessidade de investir num serviço de finanças porque na sua jurisdição fica a sede da SONAE só mostra que a líder do BE ainda está no século XIX. É bem provável que ao longo de todo o ano a SONAE não tenha utilizado o serviço de finanças uma única vez.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se a líder do BE que empresas como a SONAE relacionam-se com a AT através da Unidade dos Grandes Contribuintes, onde têm por intelocutor o seu "gestor de conta". Aproveite-se para informar a senhora que há muito que não se usa a designação 'repartição de finanças', a designação correta é 'serviço de finanças'.»

segunda-feira, abril 03, 2017

O mundo dos Marcos "Orelhas"

Aquilo que se está a passar no mundo do futebol está a passar todos os limites do tolerável, horas a fio de provocações e apelos à tolerância em direto nas televisões e em horário de prime time. Clubes, dirigentes desportivos e comentadores sem escrúpulos disputam o bolo financeiro dos muitos milhões que o negócio da bola está gerando. Os clubes ganham a maior fatia, mas depois sobram fatias mais pequenas para empresários, intermediários de todo o tipo, havendo ainda migalhas para comentadores, jornalistas promovidos a diretores de informação e toda uma alcateia de gente que dá a alma em troco de um jantar grátis nos restaurantes dos estádios de futebol.

Diretores de informação de algumas televisões perderam todos os escrúpulos e entram no jogo da manipulação, estações como a TVI24 e a CMTV disputam os comentadores mais agressivos e provocadores, disputando audiências a todo o custo. É raro ver um debate sério sobre um jogo, nenhum jogo foi ganho por mérito dos jogadores, dos treinadores ou das equipas, há sempre três grandes penalidades que ficaram por marcar, vários amarelos e alguns vermelhos que ficaram por marcar. Já ninguém vai à bola para ver os jogadores, o grande protagonista é sempre o árbitro.

O Jorge Jesus não está a liderar o campeonato, como é hábito desde que é treinador, por causa de uma conspiração d arbitragem no jogo com o rival, o Rui Vitória foi impedido de ganhar ao Moreirense na Taça da Liga pelos árbitros e Pinto da Costa assegura que se fossem marcadas todas as grandes penalidades já tinha encomendado as faixas. Nenhum treinador falhou, nenhum presidente contratou os jogadores errados, nenhum treinador falho na estratégia, tudo foi decidido pelos árbitros.

Os jogos já só servem para serem analisados frame a frame com o objetivo de atiçar ódios pelos comentadores sem escrúpulos, gente falhada e sem grandes recursos que descobriram no ódio clubístico a forma de ganharem a vida e de se promoverem. Quanto mais ódio atiçam mais são bajulados pelos marginais das claques. Acima deles há jornalistas e outros pequenos goebelzinhos a gerir o ambiente, como se os jogos fossem ganhos com pressão, entendendo-se esta como o medo imposto aos adversários e aos árbitros.

O Marco “Orelhas” do Canelas, rapaz que treina nos ginásios e emborca proteínas e anabolizantes para ter figura de lutador de “vale tudo” não foi mais do que um descuidado, abusou da dose e partiu o nariz ao árbitro. Mas todos os dias os Pinas, os Venturas, os guerras e outros partem os narizes a toda a gente, em total impunidade e protegidos por diretores de comunicação preocupados com as audiências. Toda esta gente são versões televisivas do Marco "Orelhas".

O mundo da bola está a ficar perigosos, os presidentes usam claques como guardas pretorianas de marginais inchados pelos anabolizantes, os treinadores chegam a roçar a insanidade mental na tentativa de esconderem os fracassos, as televisões dedicam horas e horas a atiçar o ódio. O mundo da bola está cheio de Marcos “Orelhas”.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas

A líder do CDS descobriu uma forma de apagar Passos Coelho, dizer o pior possível do governo. Para o líder do PSD o diabo devia ter vindo em Setembro, mas faltou. Para a líder do CDS o belzebu aparece todos os dias.

«A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, considerou este sábado que o Governo falhou objetivos com a solução da venda do Novo Banco, depois de também ter falhado com o Banif e com a caixa Geral de Depósitos. “Ainda ontem tivemos a notícia de mais um caminho falhado por parte do Governo, com a história do Novo Banco”, disse Assunção Cristas em Mêda, no distrito da Guarda, durante um jantar com militantes.

A líder nacional do CDS-PP referiu que na venda do Novo Banco, por parte do Governo, verifica que “mais uma vez”, os objetivos foram “falhados”. Acrescentou que o Governo, “mais uma vez, falha, ontem, com um acordo para uma venda, que afinal ainda não é venda, ainda não se sabe quanto é que vai custar ao bolso dos contribuintes”. “E vamos ver como é que é [com] o Montepio. E vamos ver como é que é [com] o Montepio”, alertou.

Assunção Cristas disse que o CDS-PP estará atento para “sinalizar o que está errado neste Governo das esquerdas unidas, onde o défice só é bom, aparentemente, porque corta todos os dias nos serviços públicos, na saúde, na educação, nos transportes públicos, naquilo que todos os dias bate à porta de todos os portugueses”. Disse ainda que, pelas contas feitas pelo CDS-PP, “se fosse cumprido tudo aquilo que estava previsto no Orçamento do Estado para despesa”, o défice “seria de 3,7% e não de 2,1”.» [Expresso]

 Passos Coelho não se lembrou desta




Passos Coelho recorreu a todos os truques de que se lembrou para obrigar os trabalhadores portugueses a trabalharem gratuitamente. Se Vasco Gonçalves criou um dia de trabalho nacional, Passos Coelho inventou muitos mais, principalmente para os funcionários públicos.

Ainda bem que não se lembrou de passar os meses para 32 dias ou de decidir que o mês de fevereiro passaria a contar com 31 dias. Talvez assim, a Dra. Teodora Cardoso dissesse agora que o crescimento é mais sustentado.

 É estranho

Este fim de semana o passos Coelho não organizou nenhum almoço de mulheres sociais-democratas, para fazer os seus comentários em relação à venda do Novo Banco, deixando a tarefa a uma mulher democrata-cristã de nome Assunção cristas. Pior ainda, o PSD pronunciou-se antes de o governo tornar públicas as linhas do negócio, para depois se calar.

      
 Passos Coelho, a vítima de Cristas
   
«O desentendimento entre PSD e CDS em Lisboa não significa que Pedro Passos Coelho tenha desistido da ideia de uma nova coligação com o CDS antes das próximas legislativas. “Está tudo em aberto”, asseguram ao Expresso fontes da direção social-democrata, que sabem que o presidente do PSD tem por posição de princípio “avaliar sempre as circunstâncias, em matéria de alianças partidárias”.

Passos acredita que a legislatura não vai chegar ao fim (por entender que esta solução governativa será a cada dia mais difícil de manter, com cada um dos partidos de apoio ao PS a reclamar espaço para responder ao seu próprio eleitorado) e está inabalável na sua estratégia: ciente de que o objetivo que traçou para as autárquicas é difícil de atingir (implicaria que o PSD tivesse mais 21 ou 22 Câmaras do que o PS) mas confiante de que o resultado dificilmente será pior do que em 2013 (quando ficaram 40 municípios aquém dos socialistas), prepara-se para se voltar a candidatar à liderança do partido no congresso do próximo ano e ser de novo o rosto do PSD nas legislativas.

Passos Coelho avisou Assunção Cristas de que, se ela avançasse para uma candidatura à Câmara de Lisboa, gorava-se a hipótese de um entendimento entre PSD e CDS para o município, que poderia funcionar como símbolo de um trabalho conjunto rumo às legislativas. O líder social-democrata sugeriu à sua homóloga centrista que aguardasse mais algum tempo (pela resposta de Pedro Santana Lopes, a quem Passos dirigira um convite, por acreditar que seria mesmo o melhor candidato para derrotar Fernando Medina), mas deixou claro que se ela avançasse sozinha o PSD nunca poderia vir a apoiá-la. Sob pena, explicou, de se fazer apenas uma de duas leituras: a de que os sociais-democratas não tinham melhor alternativa; ou a de que estariam a preparar-se para responsabilizar o CDS pelos resultados da eleição. Na conversa, que teve lugar poucos dias antes de a líder centrista anunciar a sua entrada na corrida à Câmara da capital (em meados de setembro), o presidente social-democrata chamou ainda a atenção de Cristas para o facto de os dois partidos poderem ter de voltar a entender-se para formar Governo nas próximas legislativas: “Se for eleita presidente de Câmara não vem para o Governo?”, questionou.» [Expresso]
   
Parecer:

A campanha de Passos Coelho começa da pior forma, com uma notícia "plantada" em que se anuncia a sua disponibilidade para uma aliança com o CDS para as legislativas, o líder do PSD acaba por tentar destruir a credibilidade da candidatura de Assunção Cristas em Lisboa. Se o fuilme era a incapacidade do PSD de se decidir quanto a uma candidatura a Lisboa que acabou por levar Cristas a avançar, agora há um novo filme que consiste numa jogada oportunista da líder do CDS.

Passos tenta passar a imagem da vítima de deslealdade que continua disponível para a unidade da direita, quando na verdade tenta salvar a face, tirar o tapete a Cristas e passar o foco das atenções para as legislativas. Num momento em que estamos a meio ano das autárquicas, Passos Coelho desvaloriza estas eleições e lança o debate sobre a renovação do PAF, tentando reduzir o espaço de Assunção Cristas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Mais uma pista para o fiscal de Braga
   
«A produção científica portuguesa continua a crescer e é assim há mais de 20 anos. As estatísticas divulgadas em Março pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) mostram que a produção de ciência cresceu entre 2005 e 2015 a uma taxa média anual de 10%, o que coloca Portugal entre os quatro países que mais progrediram neste indicador. Na “tabela geral” com 27 países europeus que avalia o número de artigos publicados por milhão de habitantes, a produção científica portuguesa passou do 16.º lugar em 2005 para o 11.º em 2015.

Se todos os gráficos de indicadores (positivos) fossem semelhantes aos da produção científica portuguesa, o país não estava nada mal. As curvas, barras e números no relatório da DGEEC não deixam qualquer dúvida: sempre a subir. Em 1995 registavam-se 2404 publicações científicas, em 2005 já eram mais de 7400 e, segundo os dados divulgados agora, em 2015 ultrapassámos as 21 mil. E se dividirmos as 21.130 publicações portuguesas em 2015 por 365 dias (incluindo, portanto, fins-de-semana e feriados) temos precisamente 57,8 artigos por dia em que pelo menos um dos seus autores tem afiliação a uma instituição nacional.» [Público]
   
Parecer:

Agora que o Caso marquês está sem prazos, o que não é de estranhar porque o caso Madoff demorou oito anos, surge mais uma pista de investigação, graças ao governo de Sócrates Portugal foi um dos países europeus que mais investiu na ciência. O mínimo que se pode concluir é que aqui tem de haver gato, porque onde Sócrates mexeu no dinheiro é certo e sabido que meteu as mãos na massa, algures numa offshore tem de haver uma conta com as comissões.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Solicite-se a competente investigação ao fiscal de Braga.»

 Porque não pergunta à Maria Luís
   
«O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse este domingo que o Governo e o Fundo de Resolução devem explicar por que razão a solução para o Novo Banco não passou pela venda da totalidade. “Eu hoje, de certa maneira, convidei o Fundo de Resolução e o Governo a esclarecerem por que é que só conseguiram vender 75% do banco. 

Era suposto que, ao fim deste período, o que tivesse sido anunciado era a venda do Novo Banco”, disse Passos Coelho aos jornalistas, na Guarda, no final da sessão de abertura da Convenção Autárquica Distrital do PSD, onde foram apresentados os candidatos autárquicos às 14 câmaras municipais do distrito.» [DN]
   
Parecer:

Quando Passos Coelho estava na oposição estava muito bem informado sobre tudo o que se passava no ministério das Finanças, sinal de que Passos sempre foi um rapaz bem informado. Agora poderia perguntar à Maria Luís tudo sobre o que se passou com a venda do Novo Banco, a ex-ministra não deve ter estado nas negociações, mas como é muito amiga do Sérgio Monteiro é bem capaz de ficar a saber de mais pormenores do negócio do que o próprio Centeno.
   


Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a sugestão a Passos Coelho, ele que se informe como de costume.»

 Crista tem oposição interna
   
«O desafio das eleições autárquicas para o CDS é “cada um dos concelhos” e “não se esgota em Lisboa”. A mensagem foi deixada por Filipe Lobo d’Ávila, deputado e número um da lista do Conselho Nacional alternativa à lider do CDS, durante um jantar esta sexta-feira que juntou perto de 150 militantes.

O grupo, que é crítico da direcção de Assunção Cristas, reuniu-se em Gondomar, cidade onde há um ano se realizou o congresso que elegeu a sucessora de Paulo Portas e em que se apresentou com a moção “Juntos pelo futuro”.

Filipe Lobo d’Ávila, segundo um comunicado subscrito pelo grupo da moção, reforçou a ideia de que há disponibilidade para “participar” nas eleições autárquicas e para contribuir para um “bom resultado a nível nacional”. Mas deu voz aos que criticam que a líder do partido tem apostado tudo na sua candidatura à Câmara de Lisboa, esquecendo o resto do país. “A nossa prioridade é cada um dos concelhos em que estamos presentes, não se esgota em Lisboa”, declarou.» [Público]
   
Parecer:

A verdade é que Cristas está  absorver o CDS.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelo resultado em Lisboa.»


 Deputado dragão
   
«O deputado do PS Tiago Barbosa Ribeiro vai confrontar, esta segunda-feira, o Ministério da Administração Interna com a atuação de um agente da PSP, que agrediu "um adepto do F.C. Porto", antes da partida no Estádio da Luz, em Lisboa.

O socialista, eleito pelo círculo do Porto, defendeu no Facebook que o agente em causa - que integrava o Corpo de Intervenção da PSP destacado para o clássico Porto/Benfica - "tem de ser identificado e provavelmente expulso da polícia". Daí que, amanhã, vá entregar no Parlamento um pedido de esclarecimentos ao Governo.

"Para lá do clima de violência e intimidação que parece existir contra os adeptos do Porto que estão em Lisboa (centenas de bolas de golfe, pedras, sacos de tinta contra o autocarro da equipa), a televisão acaba de mostrar um espancamento de um adepto do Porto por parte da polícia, numa rua aparentemente mais reservada. O adepto já meio moribundo no chão é pontapeado na cabeça", lamentou Tiago Barbosa Ribeiro, que frisa que "é irrelevante o clube" da vítima, "tal como aconteceu em Guimarães com um adepto do Benfica e o polícia foi suspenso".» [JN]
   
Parecer:

Se calhar a ministra é do SLB e mandou a polícia dar uns tabefes nos portistas... Enfim, parece que temos claques no hemiciclo e os deputados deixaram de ser eleitos com base em programas partidários para passarem a representar clubes de futebol.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Se não conseguimos demiti-lo com os SMS do Domingues...
   
«O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse este domingo que não vê "nenhum problema" em que o ministro das Finanças, Mário Centeno, possa presidir ao Eurogrupo, conforme hipótese noticiada recentemente.

"Eu não estou em condições, nesta altura, de avaliar da plausibilidade dessa notícia e ainda ninguém, oficialmente, falou dela. Mas diria que, se existe alguma plausibilidade, quer dizer, se realmente foi dirigido algum convite, ou foi feita alguma sondagem e se o Governo encara a possibilidade de ter apoios suficientes para esse efeito, eu acho muitíssimo bem para Portugal que isso possa ser uma candidatura assumida pelo próprio Governo", afirmou Passos Coelho, na Guarda."

"Não é uma coisa exclusiva, portanto, ser presidente do Eurogrupo não implica deixar de ser ministro das Finanças. Portanto, não vejo nenhum problema nisso", disse, sobre a possibilidade de o governante Mário Centeno poder ser presidente do Eurogrupo."

Passos Coelho falava aos jornalistas, na Guarda, no final da sessão de abertura da Convenção Autárquica Distrital do PSD, onde foram apresentados os candidatos autárquicos às 14 câmaras municipais do distrito.» [Público]
   
Parecer:

Tudo é bom para se livrarem do Centeno.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Passos se está disponível para emprestar a Maria Luís ao António Costa..»