sábado, abril 15, 2017

Santa Páscoa



Esta é uma semana de exaltação religiosa, mesmo que sejamos ateus ou agnósticos lá temos de receber os desejos de Boa Páscoa, como se a semana santa tivesse a dimensão universal da quadra natalícia. Tal como sucede com o Natal está-se a generalizar a Santa Páscoa, lá temos de agradecer com ar de quem está em sofrimento e  aguarda a alegria da ressurreição. Enquanto esse momento de felicidade não chega alguns vão organizando a queima do judas, o judeu Judas Escariotes.

Grandes empresas de distribuição alimentar aproveitam a ocasião, desde as amêndoas ao cabrito enchem as páginas dos folhetos das promoções, dia  sim dia não enviam e-mails aos clientes, uns com as últimas ofertas da Páscoa, outros com sugestões gastronómicas para a quadra. Nem o PSD perde a oportunidade de aproveitar a quadra e dedica uma imagem na sua home page para desejar a todos uma “santa e feliz Páscoa”. Compreendo o empenho deste partido com a quadra bem como o seu fervor religioso, a versão menos religiosa usa o coelhinho.

Curiosamente, o CDS que se diz o defensor dos valores da Igreja ignora a Páscoa na sua homepage, sinal de que a Assunção Cristas anda um pouco menos desesperada e a precisar menos de ressurreição do que o Coelho pascal da São Caetano. Compreende-se as motivações do líder do PSD, ele sente-se traído por um Costa que se comportou como o Judas Escariotes, foi crucificado depois das legislativas sem que o “pai” Cavaco lhe tenha valido e depois de apostar que seria o diabo a ressuscitá-lo no passado mês de setembro, aguarda agora por nova oportunidade.

Esta é uma semana difícil para quem se quer escapar às celebrações religiosas, recebem-se mensagens de SMS de amigos a desejar-nos uma Santa Páscoa, as televisões repetem os filmes religiosos que exibem há décadas, o canal História passa episódios atrás de episódios dedicados ao cristianismo. Para quem não é religioso e não tem grande confiança mnas motivações pacifistas das religiões esta é uma semana difícil.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Catarina Martins, política com grande influência internacional

O Trump nem imagina com quem se meteu, vai perceber que a Catarina é bem mais perigosa que a mãe de todas as bombas, a líder do BE pediu a condenação internacional do ataque no Afeganistão, pelos vistos um ataque feito com o governo afegão reconhecido internacionalmente. É só uma questão de tempo para que o Conselho de Segurança se reúna e condene Trump a pedida da Catarina.

«O Bloco de Esquerda já deixou bem claro o que pensa sobre o facto de os Estados Unidos terem largado, no Afeganistão e pela primeira vez na História, em combate, a “mãe de todas as bombas”, a mais potente do arsenal norte-americano à excepção das armas nucleares. Catarina Martins não esperou para reagir: no mesmo dia em que o mundo ficou a saber o que tinha decidido o Presidente Donald Trump, a coordenadora bloquista exigiu uma condenação internacional daquele “acto de guerra”.

“Que ninguém diga que pode compreender este acto de guerra ou que ele pode ter qualquer justificação”, disse a deputada, num jantar do Bloco de Esquerda, na Lousã. E exigiu “uma condenação, sem nenhuma margem de dúvida, de toda a comunidade internacional, uma condenação pelo uso de arma de destruição maciça”. Para Catarina Martins, a comunidade internacional “não se pode esconder sob falsos pretextos, sob falsas desculpas ou compreensões do que é incompreensível”. Até porque, sublinhou, “nada” do que Trump faça pode ser compreendido senão como “uma ameaça aos direitos humanos no mundo”.» [Público]

 O pai de todos os imbecis atirou a mãe de todas as bombas

E para matar trinta militantes do ISIS gastou quase 20 milhões de euros, isto é cada extremista custou aos EUA qualquer coisa como mais de seiscentos mil dólares. Deverão ter sido os extremistas mais caros para os EUA do pai de todos os imbecis.

      
 Até o patriarcado?
   
«A Diocese do Mindelo, Cabo Verde, não viu uma moeda de cêntimo dos 245.719 euros com que os católicos da Diocese de Lisboa contribuíram para a chamada Renúncia Quaresmal de 2011, um peditório anual que o então cardeal patriarca, José Policarpo, anunciara ter como destino “outras igrejas mais pobres”, em especial a do Mindelo. O destino dos donativos da Renúncia Quaresmal constitui um dos segredos das Finanças do Patriarcado de Lisboa, cujos responsáveis se recusaram a fornecer ao PÚBLICO quaisquer esclarecimentos sobre o assunto.

Realizada anualmente em todas as igrejas do país durante a Quaresma (o período de 40 dias que antecede a Páscoa), a recolha dos fundos que os fiéis entregam aos párocos, habitualmente dentro de um envelope, no domingo anterior à Páscoa, tem sempre uma finalidade previamente anunciada pelo bispo local.» [Público]
   
Parecer:

Digamos que o dinheiro foi para outros pobres.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Deixar de ser lixo
   
«Apesar da resistência dos partidos mais à esquerda, o Governo não se pretende afastar da trajetória de redução do défice até 1% em 2018. No Programa de Estabilidade (PE) aprovado quinta-feira em Conselho de Ministros, reviu a meta deste ano de 1,6% para 1,5% e subiu ligeiramente a do próximo ano de 0,9% para 1%. Mas não vai mais longe do que isso. Para o Governo e para o PS, a consolidação orçamental tem tanto de estratégia como de ‘mantra’. O objetivo de 1% em 2018 é assumido, simultaneamente, como ambicioso e essencial. Nomeadamente numa altura em que as compras de dívida por parte do Banco Central Europeu estão a diminuir e em que aumenta a urgência em encontrar soluções para tentar conter uma eventual pressão da subida dos juros. É nesse contexto que a subida do rating da dívida portuguesa emerge como um objetivo prioritário para aumentar a credibilidade externa e estabilizar as taxas de juro. Por isso, o Governo tem resistido aos apelos e pressões de BE e PCP para que use as folgas orçamentais para investir na economia e não para continuar a cumprir metas além dos défices exigidos por Bruxelas (como aconteceu em 2016).

Os sinais dados esta quarta-feira pela agência Standard & Poor’s (S&P) no sentido de que poderia rever em alta o rating português em setembro — por o país estar “na direção certa” na resolução dos problemas do sistema financeiro — são um sinal que reforça a aposta do Executivo. Com menos défice, juros controlados e crescimentos nominais do PIB entre 3% e 4%, como os projetados pelo Governo para o período 2018-2021, é possível reduzir o peso da dívida pública no PIB.

Setembro é um mês em que ocorrerão duas revisões de rating — da Moody’s no dia 1 e da S&P no dia 15 — e que coincide também com o fim do ciclo eleitoral europeu, depois das legislativas alemãs. Poderá permitir, na perspetiva do Governo, ensaiar um novo ‘virar de página’ face aos anos de austeridade. Claro que 2018 continuará a ser um ano de contenção e, no Plano Nacional de Reformas também aprovado esta semana, anunciam-se várias medidas para controlar a despesa e até prémios para os serviços mais poupados.» [Expresso]
   
Parecer:

Pobre passos Coelho, já não pode prever que o diabo vem em Setembro, arrisca-se mesmo a cruzar-se com o menino Jesus na praia da Manta Rota.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

sexta-feira, abril 14, 2017

Uma sexta-feira santa com quatro anos

Um dos lados mais execráveis da política económica adoptada por Passos Coelho estava na forma doentia como esse primeiro-ministro ia adoptando uma agenda económica que não tinha sido apresentada aos eleitores. Passos Coelho não arranjou argumentos de natureza económica para justificar as suas medidas de austeridade extremas, optou por uma estratégia que visava quebrar a auto-estima dos portugueses.

Há grandes semelhanças entre a forma como o governo de Passos Coelho tratou os portugueses e o que se passa com as mulheres que são vítimas de violência doméstica. Nestas situações o abusador tenta quebrar a auto-estima da vítima incutindo-lhe um sentimento de culpa, que a condiciona na resposta. Muitas vítimas de violência doméstica sentem.-se culpadas, chegam a pensar que são vítimas de violência por culpa própria, acabam por se sujeitar e na maior parte dos casos são incapazes de quebrar esse círculo vicioso.

O argumento usado por Passos Coelho e alguns dos seus ideólogos foi o de que a austeridade foi consequência do excesso de consumo. Os portugueses tinham culpa e deviam espiar os seus pecados, eram culpados por gastar o que não tinham, por ter férias em excesso, por gozarem mais feriados do que os alemães. Durante meses fomos comparados com os alemães, de um lado os gandulos que gostam de consumir o que é dos outros, do outro um povo exemplar, trabalhador, poupadinho e amigo do patrão, era o próprio primeiro-ministro e os seus ideólogos que justificavam a suas medidas como castigo merecido.

Não se tratava de uma política económica, era um castigo, uma auto-flagelação merecida por pecadores, os pobres e a classe média abusaram do crédito para consumirem acima do que podiam, tinham de expiar so seus pecados, a legislatura foi uma imensa semana santa, com um pecador convencido da culpa a assumir os seus pecados. O ministro das Finanças era o bispo, Passos Coelho o confessor que determinava o castigo que voltaria a abrir as portas do céu a um povo pecador.

Aos poucos o país vai saindo do pesadelo que lhe foi imposto, da manipulação psicológica que lhe foi imposta, o cidadão comum deixou de sentir um peso na consciência por gozar férias ou por usar o cartão de crédito. Acabaram-se as intervenções idiotas de Gaspar, os discursos irritantes do agora rico Paulo Portas ou as baboseiras económicas da iletrada Maria Luís. Aos poucos o país retoma a normalidade.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Pinto da Costa, presidente do FCP

O Presidente do FC do Porto não se deve ter apercebido da dimensão e gravidade dos cânticos da sua claque Super Dragões. Usar um triste incidente para desejar a morte dos atletas de um clube desportivo é algo que ultrapassa  a imaginação. É pena que Pinto da Costa tenha optado pelo silêncio, deixando o trabalho para o pessoal da comunicação. O que aconteceu foi demasiado grave para que não fosse o próprio presidente do clube a desautorizar a sua claque.

Ao contrário do que os rapazes dizem os cânticos não foram uma mera sátira mal compreendida, ofenem todo um país irmão que ficou de luto e mostra que as claques dos clubes tendem a ser tudo menos organizações com qualquer motivação desportiva.

«Os Super Dragões reagiram, em forma de comunicado, à polémica causada pelo cântico entoado na noite de quarta-feira, no Clássico de andebol, onde desejavam que “o avião da Chapecoense fosse do Benfica”.

Numa nota publicada nas redes sociais, a claque do FC Porto diz-se “solidária com a tragédia ocorrida com a equipa brasileira da Chapecoense”, e que a “letra da música entoada no dia de ontem no referido jogo, não é mais do que uma sátira sem quaisquer consequências reais”.

“Ainda assim, e por percebermos que a mesma foi interpretada como ofensiva, quer a direção esclarecer que tal não se vai repetir”, acrescenta, apelando, ainda, “à união de todos os portistas e que não se distraiam com manobras de diversão”.» [Notícias ao Minuto]

quinta-feira, abril 13, 2017

Raios partam o Centeno

Por vezes tenho muitas dúvidas sobre quais os debates de mais baixo nível, se os debates de futebol na CMTV ou na TVI24 ou se o debate político nacional. Tal como no futebol já não se discute o jogo para assistirmos a horas intermináveis de discussão sobre faltas e caneladas, na política a direita não tem o mais pequeno interesse sobre a qualidade das políticas, para transformar o debate numa sequência de discussões da treta.

Se o Pina fosse para líder do CDS e o Guerra para líder do PSD; passando a Assunção Cristas e o Passos Coelho para comentadores desportivos a diferença não seria muita, a qualidade e o nível de argumentação dos quatro está ao mesmo nível. Em vez de ira fazer queixas a Belém a Cristas passava a exigir reuniões com o presidente da Liga, enquanto Passos deixaria de dizer que o culpado disto tudo é o Centeno para se queixar do árbitro.

Há uns tempos andavam todos asfixiados, as esquerdas estavam acabando com a democracia, a situação era tão grave que até a Cristas pediu uma audiência a Belém. Mais ou menos pela mesma altura todos os dias se ouviam queixas de favorecimento de algumas autarquias por parte do governo, numa estratégia de manipulação para ganhar as eleições autárquicas.

Entretanto o que começou a dar foram as mensagens de SMS de Centeno para um tal Domingues de Má memória. Com as metas orçamentais a serem cumpridas e o procedimento dos défices excessivos a caminho do arquivo eis que temos um ministro que vai mentir ao parlamento, local que, como se sabe, é à prova de mentira e de mentirosos.

Mas parece que as mensagens de SMS deixaram de ter interesse e o pobre do Aguiar-Branco ficou a falar sozinhos o que, convenhamos, até é da maior conveniência pois quando tal personagem fala temos inveja dos que usam aparelhos auditivos com telecomando, podendo desligar o som. Agora o que está a dar é não termos ido às trombas ao Jeroen Dijsselbloem.

Depois de António Costa ter pedido a demissão da personagem o mínimo que se esperava era que Centeno tivesse ido a Malta para ir aos fagotes do presidente do Eurogrupo. Se não tivesse tempo para estar presente na reunião não deveria ter mandado o secretário de Estado mas sim esse símbolo nacional que é o jovem Marco “Orelhas”. O mínimo que se exigia em nome da nossa honra era terem partido o nariz do Jeroen Dijsselbloem em três sítios, pois como todos sabem por estas bandas dizer que se gosta de mulheres é um crime de homofobia e quanto a copos só se forem os putos das viagens de finalistas.

Raios parta este Mário Centeno, consegue reduzir o défice abaixo do Cadilhe, que estava para os orçamentos como a Rosa Mota para as maratonas, consegue devolver rendimentos e ajudar Cavaco a pagar as despesas e a comprar os carapaus para alimar, consegue que a economia cresça. Até a Teodora que tem cara de quem só acredita em pastorinhos veio dizer que era um milagre, ainda que milagre mesmo tenha sido o cardeal patriarca ter falado bem da geringonça.

Umas n o cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Miguel Cadilhe, recordista falhado

Miguel Cadilhe sabe que conseguiu um défice orçamental recorde quando era ministro das Finanças graças a uma situação contabilística anormal, isto é, graças a uma mudança do regime jurídico de imposto sobre o rendimento a sua receita foi contabilizada em duplicado. Também sabe que há arredondamentos e que antes do arredondamento os resultados de 2016 foram melhores do que os de 1989. Também sabe que os dados que contam são os apurados pelo INE.

Sabendo de tudo isto não resistiu à vaidade e veio a público confirmar que era ele o verdadeiro recordista nacional, durante alguns dias Mário Centeno, o usurpador foi gozado pela direita, afinal havia outro, como canta a Mónica Sintra. Não tardou a que alguém reparasse nas contas decimais, mas Miguel Cadilhe, do alto da sua medalha olímpica, considerou ridículo recorrer às décimas ou centésimas.

A dúvida acabou de ser esclarecida, o défice de 2016 não foi superior a 3% como prognosticava a especialista em aritmética orçamental Maria Luís, o diabo não apareceu e o recorde é mesmo de Centeno, o défice ficou nos 2%, apurou o INE. Enfim, o mínimo que se pode dizer de Miguel Cadilhe

«O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta quarta-feira que o défice pública de 2016 foi de 2%, um pouco abaixo dos 2,1% estimados anteriormente pelo gabinete de estatísticas.

“Nos termos dos Regulamentos da União Europeia, o INE vai enviar hoje ao Eurostat uma revisão da primeira notificação de 2017 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos (PDE). Esta revisão determinou uma redução da necessidade de financiamento das Administrações Públicas (AP) em 2016, face ao valor inicial de 2,1%, para 2,0% do PIB”, explica o INE.

A estimativa anterior baseava-se em regras do Eurostat que foram alteradas, relativas a receitas e despesas na área dos fundos comunitários. Houve, também, uma revisão em alta do investimento feito pelas autarquias.» [Observador]

 O substituto de Centeno na próxima reunião do Eurogrupo



Aqui fica a sugestão, se o Mário Centeno não mandar o Marco "Orelhas" à próxima reunião do Eurogrupo, o PSD deve contar com ele  futuro secretário de Estado Adjunto do ministro das Finanças, quando o país retomar a normalidade e o governo for devolvido ao primeiro-ministro no exílio.

      
 Câmaras no outono; greves na primavera
   
«Greves ameaçadas ou vamos a ver... O aviso pelo menos fica feito: dos ferroviários e dos médicos, do INEM e refinarias da Petrogal, segurança dos aeroportos e cacilheiros... Lá diz o provérbio: "Autárquicas no outono; piquetes sindicais na primavera." Olhem que não, olhem que não, dirá o PCP, embora com um sorrisinho lisonjeado. O "assim se vê a força do pecepê" andava fusco desde que se é do governo sem o ser. Já havia quem (talvez até no comité central) se interrogasse sobre o papel, se era de embrulho. Para outros, sem câmaras, os prazos não apertam, as legislativas ainda vêm longe. Mas o PCP tem de fazer prova de vida já este ano - e logo este ano do centenário de quando os amanhãs começaram a cantar. Para guardar as câmaras da Margem Sul e Alentejo e talvez mordiscar mais no Algarve, o pilar sindical mexe-se em defesa do outro que resta, o municipal. Não se trata de causas (horários, salários, emprego...), mas da causa: o Partido. É uma questão de propaganda, ou, como dizem os capitalistas, de publicidade. O Partido tem de fazer de conta para contar. Por isso as greves, olhem para elas, são das mais visíveis. Mas ele, pelo menos, tem forças próprias fora do Parlamento - é como aqueles deputados que têm emprego fora da política. Daí o sorrisinho lisonjeado do PCP. Já o BE ainda vai ter de atravessar o deserto da moderação até 2019. É muito tempo a passar só com periódicos suspiros de linha vermelha em Catarina.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 É de pequenino que se torce o pepino
   
«Algumas agências de viagens usam estudantes do ensino secundário, uma grande parte menores, como angariadores de clientes para viagens de finalistas dando-lhes em troca viagens de graça ou trocando essa colaboração por dinheiro. É igualmente prática corrente agências patrocinarem listas concorrentes à direcção das associações estudantes (AE) de variadas formas, de modo a garantirem a organização da viagem de fim de curso. Uma das agências que angariam estudantes como relações públicas dá-lhes o nome de dealers. O Ministério da Educação “desconhece” esta prática.

A “colaboração” dada pelas agências durante a campanha eleitoral para a eleição das AE passa, por exemplo, pela contratação de artistas, cantores, dj’s e actores de séries e telenovelas. Também fornecem brindes e instalam insufláveis.

Viagens de finalistas: ministério e directores de escolas desconhecem angariação de clientes
Viagens de finalistas: ministério e directores de escolas desconhecem angariação de clientes
O acordo com as listas candidatas às associações é feito de forma verbal, com os candidatos a darem como garantia optarem pelo programa da viagem de finalistas proposto pela agência caso ganhem as eleições.

Os eleitos podem ter ainda outras regalias: por cada 25 viagens garantidas ganham uma viagem de oferta. Essa viagem é atribuída a quem a direcção da associação de estudantes entenda. Esta é, pelo menos, a prática descrita por duas das agências contactadas pelo PÚBLICO. As viagens ganhas podem ser trocadas por dinheiro.» [Público]
   
Parecer:

A corrupção começa nos bancos da escola, as nossas jotas são uma bela formação...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Aos poucos os problemas vão sendo resolvidos
   
«O acordo agora conseguido é igual ao que foi proposto pelo banco ao anterior governo, mas a recusa em aceitar este acordo logo que ele foi proposto acrescenta custos de cerca de 500 milhões de euros. Estado terá que pagar ao banco cerca de 1,7 mil milhões de euros mas a República receberá um empréstimo em condições bastante favoráveis.

O Santander vai disponibilizar 2,3 mil milhões de euros com uma taxa de 1,8% a 15 anos. O gabinete do ministro das Finanças enviou entretanto uma nota à comunicação social, dando conta do acordo para pôr fim aos litígios judiciais, tal como o Santander Totta, que informa: "No quadro deste acordo, o Estado Português assegurará que as empresas cumpram as sentenças já proferidas pelo tribunal de Londres que reconhecem a validade dos referidos contratos e a conduta profissional do Banco Santander Totta, e desistirá do pedido de admissão de recurso pendente mas ainda não aceite pelo Supremo Tribunal Inglês".

O Estado já tinha perdido na primeira instância em Londres, numa decisão que foi tomada por um juiz irmão de Tony Blair, e também na segunda instância pelo mesmo juiz que determinou que o Brexit tinha de passar pelo Parlamento.» [DN]
   
Parecer:

Agora a Miss Swaps vai dizer cobras e lagartos, ela fazia melhor e sabe muito de aritmética.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Solicite-se comentário à Miss Swaps.»

quarta-feira, abril 12, 2017

Deixar de ser lixo (3)

É possível reduzir os impostos sem mexer nas suas taxas, é possível reduzir o défice sem aumentar impostos, é possível reduzir o IRC sem ter de aumentar o IRS, é possível reduzir a TSU sem compensar esta redução com um aumento da TSU dos patrões, é possível aumentar a competitividade das empresas sem apoios públicos ou medidas de gestão, é possível promover melhores salários sem decisões administrativas. Tudo isto é possível tornando a economia mais competitiva e capaz de produzir mais riqueza, aumentando a confiança dos mercados financeiros.

Tudo isto é possível, pode conseguir-se com poucos recursos financeiros, sem grandes processos políticos e com resultados a curto prazo, a solução é combater de forma mais eficaz a evasão fiscal e contributiva. reduzindo os esquemas da evasão fiscal controlando de forma mais eficaz as transações comerciais. O fisco tem os recursos humanos e tecnológicos, tem igualmente informação suficiente para reduzir a malha por onde se faz a evasão fiscal.

Reduzindo as operações comerciais realizadas de forma informal, acabando com os sacos azuis que alimentam a economia informal e a corrupção entre empresas e entre estas e o Estado, inspecionando as empresas de forma eficaz é possível reduzir progressivamente a economia informal. Isto é possível e será mais fácil com o envolvimento das empresas e dos cidadãos. É possível promover o combate à evasão fiscal com o apoio das empresas que cumprem e isso deve ser objeto da concertação social. É também possível um apoio mais militante do cidadão com uma estratégia de informação por parte do fisco que aposte na cidadania e não na ameaça velada ou no medo da penhora e venda da casa.

O aumento da receita do IRC pode financiar uma redução das taxas deste imposto, o mesmo sucedendo com o IRS. Os ganhos em impostos sobre o consumo podem contribuir para uma redução destes impostos ou para apostar em vantagens fiscais para o investimento,. em particular das iniciativas empresariais lideradas por jovens. 

Quanto menos impostos pagarem as empresas cumpridoras e menos empresas estiverem concorrendo de forma desleal graças à evasão fiscal, mais será a competitividade das empresas e da economia. Empresas mais competitivas são empresas mais capazes de se financiarem e de conquistarem mercados, uma economia mais transparente favorece a confiança e o investimento, gerando novos recursos fiscais.

A concorrência sã e a eliminação da concorrência desleal e da economia informal é o grande multiplicador de investimento e de riqueza de que um país país com recursos escassos pode dispor. Sem combater de forma ainda mais eficaz a evasão fiscal dificilmente o país terá justiça fiscal, não conseguirá aliviar a carga fiscal e dificilmente gerará riqueza suficiente para ter crescimento sustentado, políticas redistributivas e meios para aliviar a dívida.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Teodora Cardoso

Desde que a direita saiu do poder que a Dra. Teodora Cardoso revela sinais de zanga, o OE é mau porque não será cumprido, é maus porque vai derrapar, é mau porque o défice vai aumentar, é mau porque vai ficar acima do objectivo, é mau porque só será conseguido com medidas extraordinárias, é maus porque é insustentável, é mau porque a economia não cresce, a criatividade da Dra. Teodora Cardoso não tem limites na hora de desvalorizar e quando se pensa que já n´ão há argumentos conclui que foi um milagre. Mas o milagre demorou pouco, agora o défice deveria ter sido de 2,5%.

Do alto da sua vaidade a Dra. Teodora Cardoso não aceita que falhou sucessivamente nas previsões, que não foi necessário cortes inconstitucionais de«o rendimento de alguns para se cumprir o défice. A pobre senhora não percebe que já não é notícia, que começa a cair no ridículo e que as suas posições não lançam a desconfiança em relação ao país. A Dra. Teodora Cardoso falhou como economista.

Se a Dra. Teodora tivesse feito a mais uma avaliação independente de Passos teria agora alguma credibilidade, mas não, grata pelo estatuto que Passos lhe deu em fim de carreira a Dra. Teodora tornou-se na mais fiel militante do passismo. Um espectáculo cada vez mais triste no fim da sua carreira .

«Sem medidas extraordinárias, o défice público de 2016 teria ficado em 2,5% do produto interno bruto (PIB), de acordo com a análise do Conselho das Finanças Públicas (CFP), divulgada nesta terça-feira. O relatório sobre as contas das administrações públicas produzido pelo organismo liderado pela economista Teodora Cardoso indica que o esforço de melhoria do saldo estrutural, ajustado das iniciativas temporárias e não recorrentes e dos efeitos do ciclo económico, ficou aquém das metas ao fixar-se em 2,1%. Perante isto, o CFP refere que “Portugal deverá ainda realizar nos próximos anos um esforço de consolidação adicional em termos estruturais”, de 2,33 pontos percentuais do PIB, “para atingir o objetivo de médio prazo de um excedente estrutural de 0,25%”.


O documento constata que o saldo negativo das administrações públicas baixou 376 milhões de euros no ano passado, ao registar o valor de 3.807 milhões de euros, inferior “ao previsto pelo Ministério das Finanças em todos os documentos de programação orçamental elaborados em 2016”. Além do efeito da operação de resolução do Banif na comparação entre o fecho de contas de 2015 e 2016, a baixa do défice beneficiou de medidas one-off avaliadas em 780 milhões de euros, como a “devolução da comissão paga num dos dois empréstimos concedidos pelo Fundo Europeu de Estabilização Financeira, parte da receita do Programa Especial de Redução do Endividamento ao Estado”, conhecido pela sigla PERES, “e da venda de material militar”, caso da transação de aviões militares à Roménia.» [Observador]

 Juventude exemplar





Há o pessoal chunga, que como diria o holandês só querem copos e gajas, mas há os jovens modelos cujas hormonas sexuais só lhes dá para irem a Fátima e fazerem boas ações:

«Todos os anos também, na mesma época das férias da Páscoa, milhares de jovens europeus aproveitam para ir a outros países, visitar museus e participar em actividades culturais. Muitas centenas de estudantes liceais espanhóis fazem, há já vários anos, o percurso inverso ao dos finalistas portugueses e rumam em direcção a Fátima, onde passam a semana santa. São alunos de colégios católicos, que dedicam o seu tempo livre a actividades de formação cristã e de solidariedade social, com alguns colegas portugueses, nomeadamente no centro de deficientes profundos da União das Misericórdias Portuguesa. Para além das actividades de natureza religiosa, a cargo dos capelães dos seus colégios, também realizam trabalhos de índole cultural e desportiva: por uma estranha mutação genética, as suas hormonas não os levam a atirar com televisões para banheiras, mas a ajudar os outros, sobretudo os mais necessitados. Se não fossem alunos de colégios privados, que contam com a assistência espiritual de padres da prelatura do Opus Dei, decerto que seriam notícia. Se houvesse mais hormonas, álcool e drogas, a cobertura mediática estaria decerto garantida [Observador]

Eu bem dizia que deviam ter ido a Fátima, mas isso é uma qualidade dos colégios de padres.


Um finalista exemplar, um modelo de virtudes

O problema deste extremista religioso é que não se questiona porque razão há tantos padres cujas hormonas dá para violarem crianças. Seria um bom princípio de reflexão antes de escrever um dos artigos religiosos mais execráveis e insidiosos que já li.

 O nacionalismo da direita



Liderada pelo garganta funda da SIC Notícias a direita portuguesa teve um ataque de nacionalismo, quase defende que o ministro Centeno em vez de ignorar o Eurgrupo devia lá ter ido dado um murro no ministro das Finanças holandês. Esta gente sempre foi muito arrebitada em frente dos estrangeiros...

      
 O Equador foi um sucesso
   
«O pretexto da entrevista a João Oliveira era o livro Euro, Dívida, Banca. Romper com os constrangimentos, desenvolver o País, onde os comunistas defendem a saída da moeda única, a renegociação da dívida pública e o controlo público da banca, explicando que passos deve percorrer o país para atingir esses três objetivos. E foram esses pilares que o comunista passou em revista durante cerca de 20 minutos.

Em Coimbra, à margem das jornadas parlamentares do PCP, o líder parlamentar comunista aproveitou o processo da venda do Novo Banco — “um erro para o país”, considera –, para defender o controlo público da banca, fundamentado-se nas vantagens da nacionalização do banco no pós-25 de abril. Demarcou-se do Governo socialista e garantiu que os comunistas tudo farão para travar o processo — sem se comprometer, no entanto, com a retirada do apoio a António Costa.

Quanto à saída do euro, João Oliveira explicou de que forma o país deve proteger-se da “submissão” à moeda única, admitindo que os “interesses particulares” dos “grandes grupos económicos” serão “sacrificados” com uma eventual saída. Sobre a renegociação da dívida, o líder parlamentar do PCP citou os exemplos “bem-sucedidos” da Argentina e do Equador e sugere, a título de exemplo, as vantagens de uma aproximação de Portugal à Rússia e aos restantes BRIC.» [Observador]
   
Parecer:

Pois, fazemos o mesmo e dá um resultadão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Em semana santa tenha-se paixão.»
  
 Rui Moreira responde a Passos Coelho
   
«A Câmara do Porto fechou o ano de 2016 com uma dívida bancária de pouco mais de 28,2 milhões de euros, segundo um comunicado publicado na página da Internet da autarquia, anunciando alguns resultados das contas municipais do ano passado, que deverão ser apreciadas na reunião do executivo da próxima semana. Designando 2016 como “um ano histórico de redução do endividamento bancário”, o comunicado frisa que a câmara “baixou mais o endividamento neste mandato do que nos três mandatos anteriores”.

O comunicado do executivo de Rui Moreira surge depois de, no sábado, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, ter dito que o Porto estava “parado há quatro anos” e a viver “da herança que foi recebida [de Rui Rio] e do adiamento”. Passos Coelho falava durante a apresentação do candidato social-democrata à presidência da Câmara do Porto, Álvaro Almeida, e tendo Rui Rio sentado ao seu lado. Sem fazer qualquer referência a estas declarações, a câmara gerida por Rui Moreira apresenta agora parte das contas, numa comparação directa com a herança financeira deixada pela anterior governação autárquica.» [Público]
   
Parecer:

Pobre Passos Coelho, cada cavadela é uma minhoca.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Pobre Georgina
   
«A namorada de Cristiano Ronaldo ficou sem trabalho por causa da fama do craque português. Georgina Rodríguez, de 22 anos, trabalhava no El Corte Inglés em Madrid, como funcionária num espaço de venda da Prada dentro do centro comercial. Mas, segundo o El Mundo, chegou a acordo com a empresa para rescindir o contrato, devido à pressão dos fãs de CR7, que constantemente a assediavam para pedir autógrafos e selfies.

Segundo a imprensa espanhola, a jovem ganhava 1200 euros mensais, mais comissões por vendas. "A situação era surreal e insustentável. Havia pessoas curiosas que entravam na loja só para a ver. Até chegaram a pedir-lhe selfies enquanto estava a trabalhar", contou fonte próxima da empresa, que não deixou de destacar o profissionalismo de Georgina e a forma amável com que atendia os clientes.» [DN]
   
Parecer:

Pobre rapariga.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «dê-se a merecida gargalhada.»

 Afinal a carga fiscal diminuiu
   
«O Conselho das Finanças Públicas (CFP) divulgou hoje que a carga fiscal caiu pela primeira vez em 2016 desde 2012, fixando-se nos 34,2% do PIB, refletindo sobretudo a redução do peso do IRS.

Na análise da conta das administrações públicas de 2016, hoje publicada, o CFP refere que "em 2016, a carga fiscal decresceu pela primeira vez desde 2012, encontrando-se ao nível de 2014", ou seja, 34,2% do Produto Interno Bruto (PIB).» [DN]
   
Parecer:

Devolveram-se rendimentos, a carga fiscal diminuiu e o défice fica nos 2% e é a pobre Dra. Teodora que dá a conhecer estes resultados.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Tenha-se compaixão da pobre senhora.»

terça-feira, abril 11, 2017

O hotel destruído, os jovens bandidos e os papalvos

A notícia foi inicialmente dada pela PSP, o país ficou a saber da importância da presença da PSP junto dos jovens que tinham ido em viagem de finalistas, gente perigosa que tem de ser acompanhada como sucede com as claques de futebol, uma corja de “orelhas” invadiu Espanha e o pior sucedeu.

Mas desta vez lixaram-se, estava lá a nossa polícia a ajudar a inexperiente polícia espanhola, um corajoso diretor de hotel acabou de vez com os abusos e a destruição, correu com a bandidagem do hotel para fora. Aquilo foi uma destruição e uma televisão portuguesa, na ânsia de encontrar provas dos crimes até entrevistou uma “vecina” que confirmou que aquilo foi um grande sarrabulho, que até diziam palavras que ela desconhecia, mas pela forma como eram, ditas tinham ser palavrões.

Que o hotel estava destruído, que havias televisões nas banheiras, que voavam colchões para a piscina, paredes destruídas, sofás nos elevadores, enfim, uma pouca vergonha. O país ficou envergonhado, os do sul assentaram com a cabeça quando um jovem do sul disse que sim senhor, mas a culpa era de um grupo do norte. Tinha que ser, não faltou quem dissesse para os seus botões, devem ser primos do “Orelhas”. Estava tudo provado, Portugal tinha razões para estar envergonhado, esta geração de que dizemos ser a melhor é uma pouca de caca!.

As televisões correm atrás do ministro da Educação, uma espécie de encarregado de educação coletivo, aguarda-se ansiosamente o regresso de Marcelo. As imagens mostram a destruição, dois candeeiros com um parafuso solto, uma televisão de 50€ cuidadosamente colocada no fundo de uma banheira, um quarto desarrumado, enfim, uma destruição, o gerente do hotel fez muito bem em cortar na razão, não limpar os quartos ficar com os 50.000€ de cauções e meter os jovens na rua antes de acabadas as férias.

Somo um país de idiotas, só falta alguma alma bondosa organizar um peditório nacional para dar mais 50.000€ ao dono do hotel e proporcionar férias pagas à nossa PSP para que possa ter o merecido descanso que os nossos “Orelhas” não lhes permitiram desfrutar nessa grande operação policial na Andaluzia. Enfim, somos uns papalvos e o diretor oportunista do hotel deve estar a rir à gargalhada de todos nós. Por este andar ainda aparece por aí uma alma caridosa defendendo que em ano de vinda do papa e de santificação dos pastorinhos os nossos jovens, em vez de terem ido dar umas berlaitadas em Torremolinos, deveriam ter dedicado a sua semana de férias a uma peregrinação a Fátima, ficando instalados em acampamentos de escuteiros.

Adenda:




Deixar de ser lixo (2)

A direita estava tão convencida de que tem o exclusivo do rigor orçamental que Passos Coelho decidiu por não fazer jus ao seu nome, optando por fazer o papel de cigarra durante quase um ano, estava convencido de que o diabo do segundo resgate viria em setembro do ano passado. Em 2016 a esquerda conseguiu demonstrar que o rigor orçamental não é um atributo ideológico e que para o conseguir não é necessário recorrer aos métodos de Pinochet ou substituir estes pelo medo da troika. 

A esquerda conseguiu demonstrar que é possível reduzir o défice, respeitar dos direitos constitucionais e não levar Cavaco Silva a declarar que as pensões do casal já não chegam para os carapaus alimados. Sem o querer a esquerda acabou por destruir um dos seus próprios dogmas, não só reduziu o défice a níveis que pareciam ser inalcançáveis, para desgosto do recordista Cadilhe, com conseguiu manter a economia a crescer, restabelecendo a confiança dos agentes económicos.

Mas, o rigor orçamental não chega para restabelecer a confiança dos investidores e este é o maior desafio para a atual solução governativa. O maior desafio de um governo apoiado pelo PCP e pelo BE está em conseguir atrair o investimento e adotar políticas que assegurem que os benefícios do crescimento se reduzem em justiça social. Aqui há outro dogma da direita que terá de ser equacionado, o de que primeiro se promove o crescimento e depois serão os mecanismos de mercado a redistribuir a riqueza por aqueles que mais a merecem.

Há demasiada riqueza que é distribuída por mecanismos que nada têm que ver com os do mercado e que se escapam às medidas de caráter administrativo, seja no plano fiscal ou salarial. A injustiça na distribuição da riqueza não está apenas na diferença entre salários e lucros, está também no impacto que a evasão fiscal, a corrupção entre empresas e estado e entre empresas, na infinidade de esquemas que fazem a vida negra às empresas, desde a burocracia a uma justiça gandula e parasita.

Se a esquerda combater a fraude, promover a eficiência económica pondo o Estado ao serviço da sociedade e acabando com uma infinidade de esquemas corporativos, eliminar a chaga da evasão fiscal, gerará mais riqueza para distribuir e conseguirá mais aumentos salariais do que aqueles que poderão ser conseguidos reduzindo os lucros das empresas. Não só cria mais riqueza como torna a economia mais forte e competitiva.

A melhor forma de fugir a um segundo resgate não está em regatear o pouco que se cria mas sim em estabelecer um pacto social em torno da riqueza que pode ser criada tornando a economia mais forte. Para que a dívida tenha uma solução a médio prazo a produtividade tem de aumentar significativamente e isso não é viável nem com os velhos dogmas da direita, nem com os da esquerda.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas

A líder do CDS anda tão distraída com com as suas fotos e entrevistas na "Maria" que nem lê o que se vai escrevendo na comunicação social. Ou, pior ainda, evita defender o bom nome do seu antigo líder. A forma como comentou o assunto incómodo foi a mais infeliz, como a líder do CDS anda certamente informada de tudo o que lhe diz direta ou indiretamente respeito, só há uma interpretação possível para o seu "desconhecimento", não quer comentar. Ora, se não quer comentar é porque não quer dizer aquilo a que estaria obrigada, defender o nome do seu antecessor.

Enfim, Assunção Critas dedica-se à culinária política e decidiu cozer Paulo Portas em lume brando.

«A ppresidente do CDS-PP, Assunção Cristas, disse esta segunda-feira desconhecer a acusação feita ao Ministério Público contra o antigo líder centrista e ex-vice-primeiro-ministro Paulo Portas de favorecimento à empresa Mota-Engil.

"Não tenho nenhuma informação sobre isso", começou por afirmar a líder centrista, quando questionada pelos jornalistas sobre se o envolvimento de Paulo Portas em questões judiciais poderia prejudicar o partido ou a candidatura a Lisboa.

No final de um encontro com a imprensa para realizar o balanço de seis meses de pré-campanha autárquica a Lisboa, e perante a insistência dos jornalistas, que perguntaram se o tema seria um embaraço, Assunção Cristas reiterou: "Nem sei de que questão é que estão a falar".» [Expresso]

 Mais um devoto do Belzebu



 Marcelo em cabo Verde

De certeza que o governo ainda tem um ministro das Finanaçs ou este foi "promovido" a assessor de Marcelo?

 Quantos cristãos coptas morreram no Egipto?

Façam esta pergunta aos jornalistas, aos políticos, ao cardeal e até ao papa e veremos que importância o Ocidente dá aos cristãos de outros continentes ou que não pertençam às correntes religiosas dominantes pro estas bandas. Se subsistirem dúvidas compare-se o volume de notícias sobre os ataques de Oslo e os atentados no Egipto.

A verdade é que o grande amor pela vida humana dos europeus é pela sua e não pelos de outros continentes, sejam cristãos ou muçulmanos. Alguém viu imagens de crianças cristãos da Síria? Alguém fez um ataque punitivo pelas mortes de cristãos na Síria? Claro que não, quem se vai preocupar com cristãos que não sejam protestantes ou católicos?

Há uma guerra religiosa fratricida à escala mundial, mas não é entre cristãos e muçulmanos, é entre sunitas e xiitas. Nesta guerra o Ocidente apoia os xiitas no Iraque e bombardeia-os na Síria, a sorte deles está ligada ao destino do petróleo. Se os xiitas iraquianos são vendedores de petróleo ao Ocidente este bombardeia os sunitas, se são os sunitas a darem garantias ao Ocidente na Síria os EUA manda matar xiitas.

No Afeganistão ataca-se a mesma al-Qaeda que se apoia na Síria, no Yemen apoia-se a mesma Al-Qaeda que se ataca no Iraque. Na Líbia é o povo que fica entregue à sua sorte.

      
 Síndrome de Estocolmo
   
«O Daesh conta com a histeria dos nossos media para o máximo efeito; esquece que ela tudo banaliza. Que começamos a integrar os ataques como "mais um". Que ao terceiro seguido já não lembramos o primeiro. Até com o medo nos maçamos.

Este terrorismo é diferente daquilo a que estávamos habituados porque não tem alvos específicos, visa o terror pelo terror." A frase - cito de memória - foi dita na sexta, na SICN, por uma pivô. Será? Este terrorismo - no caso, o tipo de ataque ocorrido em Estocolmo, como antes em Berlim, em Londres, em Nice - é diferente? Em quê, de quê?

OK: os ataques "low tech" (usando "armas" de acesso universal, como automóveis ou facas), comuns por exemplo em Israel, são até certo ponto uma novidade na Europa - e se inquietam pela sua clara facilidade e pelo facto de serem impossíveis de evitar, também nos dizem que está a ser difícil montar outros, com recurso a explosivos e armas e por definição muito mais mortíferos. São, paradoxalmente, um sinal de maior segurança, não de menos. Mas quanto ao resto, o que há de tão diferente? Por exemplo o ataque de Breivik em 2011 na Noruega, que alvo ou objetivo específico tinha além do de matar o maior número possível de miúdos (jovens socialistas numa festa)? Queria protestar, diz o próprio, contra a "islamização da Europa" e castigar os "esquerdistas" que segundo ele estão a permiti-la. OK. Isto é um "objetivo específico"? Sê-lo-á tanto como "castigar os infiéis do Ocidente" ou "criar o terror nas cidades ocidentais" ou "difundir a mensagem da jihad", não?

Olhemos para o terrorismo dos anos 70 e 80 do século XX europeu - coisa que convém, para nos situarmos quanto àquilo a que hoje se denomina por "onda de terror nunca vista". Qual foi o "objetivo específico" do quarto ataque terrorista mais mortífero de sempre na Europa Ocidental (85 mortos, incluindo várias crianças, e mais de 200 feridos), o que ocorreu a 2 de agosto de 1980 na estação de caminho de ferro de Bolonha? Atribuído a um grupo neofascista, do qual dois membros foram condenados a prisão perpétua, o massacre, nunca reivindicado, tem sido alvo de várias releituras, inclusive judiciais - com julgamentos anulados - e ainda em 2011 a justiça italiana seguia outras pistas, relacionadas com o terrorista Carlos. Como falar de objetivos "específicos" neste caso?

De resto, na semana em que a ETA, seis anos após renunciar à luta armada, entrega armas e explosivos, cabe recordar que a organização separatista basca e a sua congénere da Irlanda do Norte, o IRA, foram nos últimos largos anos da sua atividade mortífera descritas como meras organizações mafiosas que continuaram a operar muito tempo para além do momento em que já não tinham nenhum objetivo descortinável que não elas próprias.

A sempiterna necessidade de encontrarmos "novidade" e "narrativa" no que sucede, aliada à aparatosa falta de memória nos media, parece pois estar a criar uma leitura da realidade que mais não é que um favor propagandístico ao Daesh. Dizer que os ataques atribuídos à organização são diferentes de tudo e que estão a causar um terror nunca sentido antes na Europa é mesmo o que esta quer. Afirmar, por exemplo, como também fez a tal pivô, que "é o nosso modo de vida que está sob ataque" nada mais é que citar a propaganda do Daesh: somos infiéis, toda a nossa vida está errada, temos de nos submeter ou morrer. Mas não consta que quem se diz Daesh ou quem o Daesh diz que age em seu nome proceda a inquéritos, antes de se fazer explodir, despejar a kalash ou ceifar corpos com o camião, sobre quem entre as prospetivas vítimas rezou ou não virado para Meca nesse dia. E toda a gente insiste em esquecer que onde a organização soma mais ataques e mortos é, de longe, nos países de maioria muçulmana. Total treta, portanto: falar de religião como real motivação dos atentados é escamotear o facto de o Daesh ser uma associação de malfeitores que usa o Islão como estandarte e engodo para os delinquentes que visa aliciar.

"Chega de ser cúmplice da publicidade do terror (...). Em Estocolmo, um criminoso atropelou propositadamente pessoas. As supostas razões dele não me interessam e não as ajudarei a divulgar", escreveu Daniel Oliveira no Facebook. Há meses, escrevi aqui algo mais radical: que se devia encarar a hipótese do blackout mediático destes acontecimentos. Era, e eu sabia-o (como o Daniel sabe que a dele é), uma afirmação de desespero: a autofagia ululante, junkie de audiências, da lógica mediática recusa, sob o disfarce da "liberdade de informação", toda e qualquer racionalidade e tem mais horror ao silêncio que a qualquer outra coisa. Mas este pior que temos e somos, este estúpido colaboracionismo com quem nos mata, pode, afinal, ser também uma defesa. O Daesh conta com a histeria dos nossos media para o máximo efeito; esquece que ela tudo banaliza. Que começamos a integrar os ataques como "mais um": "Outro carro a matar pessoas? Onde foi agora?" Que ao terceiro atentado seguido já não lembramos o primeiro. Que, como com as crianças sírias de borco na praia ou mortas por gás pimenta, nos cansamos de sentir, deixamos de querer saber. Até com o medo nos maçamos.» [DN]
   
Autor:

Fernanda Câncio.

 O fiel de armazém das 'offshores'
   
«De repente, muitos se lembraram de associar o governador do Banco de Portugal ao universo das offshores. Com razão: Carlos Costa autorizou créditos no BCP de quase 600 milhões de euros para as Ilhas Caimão. Depois, em julgamento, alegou um “estado de ignorância" sobre estas operações

Se o Carlos Costa de hoje, atual governador do Banco de Portugal, tivesse de julgar as decisões que o Carlos Costa do passado tomou enquanto diretor da Direção Internacional do BCP, certamente não o perdoaria. Entre 2000 e 2004, o governador, que tem estado debaixo de fogo desde que a SIC divulgou novos documentos que comprometem a atuação do supervisor bancário no caso BES, autorizou créditos de 590 milhões de euros a 17 sociedades offshore com sede nas Ilhas Caimão. Esses créditos levaram a uma condenação efetiva da administração do BCP, entre os quais Jorge Jardim Gonçalves, então na liderança do banco.

Alguns dos administradores – acusados nos processos da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Banco de Portugal e no processo-crime do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa – não se conformaram com o facto de Carlos Costa ter escapado a uma acusação e, por diversas vezes, chamaram-no aos processos como testemunha. Ricardo Salgado lembrou no último interrogatório da Operação Marquês (em janeiro) a relação que Carlos Costa tinha com offshores. Uns dias antes, tinha sido o empresário Joe Berardo, ex-acionista do BCP, a mencionar, numa entrevista à Sábado: “Até o governador do Banco de Portugal, o homem que fez as offshores no BCP, agora anda aí como um santo.” Apesar de ter dado luz verde a créditos milionários, Costa disse sempre não saber quem eram os beneficiários finais (UBO) das offshores, nem que investiam apenas em ações do próprio banco.

Como poderia o diretor do departamento responsável pelos créditos a entidades não-residentes do BCP, entre 2000 e 2004, não saber quem eram os verdadeiros titulares dessas sociedades? Costa já era governador do Banco de Portugal quando apareceu nos tribunais a invocar os princípios da boa-fé e da confiança, argumentando que um banco não é muito diferente de uma linha de montagem automóvel: “Um banco é como uma cadeia de produção. Se quiserem, comparem um banco à Autoeuropa. Nós estamos num ponto da linha a fazer uma tarefa específica; nós não podemos parar a cadeia de produção para ir ao início da linha para verificar se tudo foi bem feito.”

Enquanto testemunhava, em março de 2012, no processo-crime em que eram julgados os administradores Jardim Gonçalves, Filipe Pinhal, Christopher de Beck e António Rodrigues por manipulação do mercado, Carlos Costa fez questão de repetir a metáfora. “Ninguém para a linha de produção para ver se os parafusos estão bem apertados.”

O atual governador defendeu que, quando autorizou a renovação de créditos – que, nalguns casos, chegaram a ser de 60 milhões de euros de uma só vez –, não sabia quem eram os clientes finais. E disse também que não precisava de saber, porque o cliente “não era decisivo para a operação”, nem a sua idoneidade essencial para a avaliação do risco. Além do mais, essa não era uma competência do terceiro escalão da hierarquia, onde estava Costa – no início da cadeia, quando é aberta a conta bancária, é que era estabelecida a relação com o cliente, afirmou.

“Não sabia”

No mesmo dia, em julgamento, Carlos Costa também disse desconhecer que aquelas 17 sociedades offshore iriam comprar apenas ações do BCP. Foi a única testemunha que afirmou não saber. “Não seria no terceiro escalão que ia colocar isso em causa. (...) Não vai interromper o processo e dizer a toda a gente ‘ora, venham cá explicar’.” O quarto escalão, a que pertenciam os administradores do BCP, também nunca terá colocado em causa os seus pareceres. O importante, à data, era determinar se, para o interesse do banco, era melhor renovar o crédito ou encaixar uma perda, e isso estava sempre relacionado com o “apetite de risco” da instituição bancária.

Carlos Costa estava consciente, na altura, de que as suas declarações seriam potencialmente polémicas e frisou que não se podiam fazer “anacronismos”: à data, as regras bancárias aplicáveis não eram as mesmas e, como tal, seria um erro confrontar situações passadas “com regras e procedimentos do presente”. Dar empréstimos com a garantia única de uma carteira de ações não era então uma prática “inaceitável”. Só em 2009 é que o Banco de Portugal veio a proibir a concessão de crédito “a entidades sediadas em jurisdição offshore considerada não cooperante ou cujo beneficiário último” fosse “desconhecido”.
O governador foi ainda mais longe e disse que nunca se apercebera de uma relação entre as sociedades nas Ilhas Caimão. “Estou num estado de ignorância porque não sabia desse facto que a senhora procuradora me acaba de relatar”, disse. Para depois acrescentar, “passam tantas entidades com nomes tão diferentes e às vezes com nomes tão imaginativos que não me passava pela cabeça retê-los”.

Neste ponto, a procuradora que conduzia o interrogatório teve de questionar o que é que Carlos Costa sabia, afinal, ou se se tinha limitado a assinar de cruz transferências de milhões. Teresa Almeida lembrou que, na sua juventude, costumava ir às lojas da Baixa lisboeta com a mãe e observar sempre duas pessoas: uma que fazia as contas das compras e outra que fazia a cruz de “confere”. Costa irritou-se com a comparação e disse que não era nenhum fiel de armazém: “Peço desculpa, mas nunca fui um capataz de conferências.”
A magistrada não foi a única a ter dúvidas sobre o depoimento do ex-diretor da Direção Internacional do BCP. Também Carlos Lopes, um dos instrutores do processo movido pelo Banco de Portugal, foi a julgamento explicar que, para o supervisor bancário, não era “crível que todos os escalões de concessão de crédito que intervieram não soubessem quem eram os UBO’s das offshores beneficiárias, incluindo a testemunha Carlos Costa”. Para quem investigou o processo, todos os que autorizaram ou aprovaram operações de crédito no BCP teriam necessariamente de saber que essas sociedades eram do próprio banco.

António Marta, antigo vice-governador do Banco de Portugal, também não se deixou levar pela história de que tudo se fazia com base numa relação de confiança entre colegas. “Acima de determinados montantes, quem está a assinar tem de analisar, mesmo que tenha confiança nos diretores que emitiram o parecer no escalão imediatamente antecedente.” E citou até como exemplo o presidente do grupo Santander: “Pedia todos os meses a lista de todos os devedores que tivessem créditos superiores a determinado valor.”
Noutra fase, quando contestava uma condenação num processo conduzido pela CMVM, Jardim Gonçalves chamou à atenção para o facto de o regulador dos mercados ter acreditado apenas na “inocência” de Carlos Costa, que assinara pareceres favoráveis a créditos de milhões de euros para empresas das quais nem conhecia o nome. “Não é razoável que possa não se acreditar em todos os depoimentos produzidos em julgamento quando, por exemplo, os pareceres do terceiro escalão de análise de crédito inscritos nas propostas são da autoria daquele que é hoje o governador do Banco de Portugal, o dr. Carlos Costa.”

Também outros arguidos contestaram a diferença de tratamento. Afinal, chegaram a frisar os administradores, quem estava no topo jamais questionaria os pareceres favoráveis de Carlos Costa, que era então “uma pessoa de confiança”. Houve até um funcionário a argumentar, no julgamento de um dos dois processos da CMVM, que “se o senhor Carlos Costa não viu uma vírgula, não era eu que em dois minutos a ia ver”» [Visão]
   
Autor:

Sílvia Caneco.


      
 A justiça portuguesa é  uma vergonha nacional
   
«Os tribunais portugueses continuam a demorar demasiado tempo para resolver os litígios civis, comerciais e administrativos que lhes chegam, muito embora tenham registado grandes melhorias em relação 2010. Segundo o mais recente Painel de Avaliação da Justiça na União Europeia, só Chipre ficou, em 2015, pior classificado do que Portugal no que a esta questão concerne.

Os tribunais nacionais de primeira instância precisaram em média de cerca de 700 dias para resolver este tipo de processos – quando em Espanha, por exemplo, bastaram pouco mais de 200. Se olharmos para as estatísticas de 2010 verificamos, mesmo assim, que se registou um grande progresso: há sete anos a demora chegava aos 1100 dias, o que tornava Portugal recordista dos atrasos.

E se no capítulo das pendências na justiça cível, comercial e administrativa (ou seja, número de casos por mil habitantes por resolver) Portugal ficou acima de todos os outros países analisados em 2015 – o último ano para o qual o painel apresenta registos –, Chipre incluído, nem tudo são, apesar disso, más notícias: a taxa de resolução processual nacional, que mede a capacidade do sistema para enfrentar a procura, cifrou-se acima dos 120%, a mais alta da EU a seguir à Estónia.» [Público]
   
Parecer:

Não faz mal, os grupos corporativos do sector andam felizes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Não terá sido milagre dos pastorinhos   
   
«O cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, admitiu, em entrevista à RR, que a solução governativa do PS, com o apoio do PCP, BE e PEV, tem tido “alguns resultados” que são positivamente surpreendentes.

“Baixar o desemprego é bom. Diminuir a tensão social, a crispação, é bom. Haver resultados – uns são de agora, outros foram preparados antes – no campo do ensino, é bom. Haver óptimas perspectivas para actividades como o turismo, é bom. Há aqui coisas boas, há alguns sinais de recuperação económica”, afirmou Manuel Clemente à Rádio Renascença.

Para Manuel Clemente, “as coisas têm andado e têm andado de uma maneira que, nalguns aspectos, é surpreendente e positivamente surpreendente”.» [Público]
   
Parecer:

Depois de Passos ter dito que nseria milagre, situação já confirmada pela insuspeita Teodora Cardoso, está na hora de o cardeal confirmar a autoria, antes qe alguém se lembre de dizer que foi da santinha ou mesmo obra do bruxo de Torres.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Ainda há os faça da forma mais fácil
   
«Irina Shayk já é mãe. A modelo russa teve o seu primeiro filho, com Bradley Cooper, há duas semanas, avança a revista People.

O casal preferiu não saber o sexo do bebé até ao parto e ainda não divulgou essa informação. O nome da criança é também ainda desconhecido.» [Público]
   
Parecer:

Além de mais fácil fica mais barato e com menos burocracia no registo civil.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao senhor do aeroporto do Funchal.»

 Le pen não sabe lidar com o nazismo
   
«A candidata da extrema-direita às presidenciais francesas, Marine Le Pen, suscitou esta segunda-feira uma vaga de críticas e acusações de revisionismo ao negar a responsabilidade de França na deportação de judeus durante a ocupação nazi.

Cerca de 13.000 judeus foram deportados pela polícia francesa a 16 e 17 de julho de 1942, muitos dos quais estiveram detidos no estádio Vel d'Hiv, em Paris.

Ao todo, cerca de 75.000 judeus foram deportados de França para campos de concentração nazis durante a II Guerra Mundial. Apenas 2.500 sobreviveram.

"Penso que França não foi responsável por Vel d'Hiv", disse Le Pen, à frente nas intenções de voto na primeira volta, que se realiza a 23 de abril, numa entrevista a vários media divulgada no domingo.» [DN]
   
Parecer:

Enfim, o pé foge-lhe para a dança.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»