sábado, abril 22, 2017

A asfixia de Passos Coelho

“Está na hora do meu partido, que nunca foi um partido instalado nem com dirigentes dependentes da vida política para viver, encarar este debate sobre as primárias” [Miguel Relvas]



A última vez que Miguel Relvas teve uma intervenção em público foi quando se demitiu do governo, fez uma intervenção enigmática em que em vez de falar dele falou de Passos Coelho, mais do que um testamento Relvas fez uma certidão de nascimento do primeiro-ministro Passos Coelho, ficando óbvio que estava declarando a paternidade da criatura política. Agora volta a intervir para declarar abertas as cerimónias fúnebres do mesmo político, um morto-vivo da política que anda com a bandeirinha na lapela armado em alma penada.

Quando Miguel Relvas lança o debate em torno da escolha do líder do PSD através de diretas, numa entrevista publicada um dia depois de ter ressuscitado politicamente numa cerimónia de lançamento da candidatura de Montenegro à liderança do PSD, é óbvio que o progenitor da triste criatura eu nos governou está dizendo que rejeita a paternidade de Passos para adotar o Montenegro. Quando se propõem diretas está-se questionando a capacidade do aparelho do PSD escolher o melhor líder. Acontece que no último congresso Passos teve mais votos do que o Kim da Creia do Norte.

Mais do que o toca e foge de Rui Rio, um político pouco corajoso, incoerente e de parcos recursos, o discurso de Montenegro, apesar de ridículo e desastroso, foi uma candidatura à liderança do PSD. A verdade é que um dia depois o país esqueceu a sua proposta ridícula de eleger 50 deputados sem votos e o tema das notícias são as intervenções de Relvas e a sua proposta de diretas para a escolha do líder do PSD.

Isto significa que a oposição interna não só não vai esperar pelas eleições autárquicas para tirar o tapete a Passos Coelho. Os que opõem à liderança de Passos Coelho não esperam pelos resultados nas eleições autárquicas, dizem aos eleitores que ao votarem nas listas do PSD estão votando num partido cuja liderança não merece a confiança do partido e que por não ter sido escolhida por diretas tem uma legitimidade questionável. Por outras palavras, a oposição interna do PS deseja uma derrota expressiva de Passos nas autárquicas.


Não deixa de ter a sua graça ver um Montenegro que há poucas semanas se queixava de asfixia democrática, ser agora a cara de um movimento que pretende asfixiar Passos Coelho ainda antes das autárquicas, não hesitando em lançar um debate que apenas tem como consequência imediata uma derrota ainda mais expressiva do PSD nas eleições autárquicas. Sendo Montenegro o líder parlamentar do PSD, escolhido por Passos Coelho de entre os que lhe mereciam mais confiança, é caso para dizer que a escolha do próximo líder do PSD não começa da forma mais digna.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas.

Assunção Cristas deve estar a candidatar-se à canonização em vida e promete que em Lisboa deixarão de haver sem-abrigos, dispensando desta forma Marcelo e o governo de estarem preocupados. Agora resta esperar que a líder do CDS prometa um rendimento mínimo de 2000€ para cada lisboeta e a cura do cancro.

«"Certamente teremos de encontrar uma solução, e da minha parte, da parte da minha candidatura, da parte do CDS, posso dizer-vos que não haverá uma pessoa em situação de sem-abrigo em Lisboa, porque empenhar-nos-emos profundamente nesse tema", declarou Assunção Cristas, que é a candidata dos centristas à presidência da Câmara de Lisboa, aos jornalistas.

A presidente do CDS-PP, que falava após sido recebida pelo Presidente da República a propósito do Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas do Governo, incluiu o tema dos sem-abrigo na sua declaração inicial, abordando-o no plano autárquico.

Assunção Cristas disse ter sinalizado junto de Marcelo Rebelo de Sousa "a atenção" que o CDS-PP tem dedicado a este tema "que o senhor Presidente tem trazido para cima da mesa".» [Jornal de Negócios]

 Proposta pouco ingénua

A ideia de Montenegro de atribuir uma bolsa de deputados ao partido mais votado tem muito pouco de ingénua, o que o PSD pretende é criar condições para mexicanizar a democracia portuguesa. Os atuais dirigentes do PSD, que tanto governam como se fossem de extrema-direita, como vão para os seus falsos congressos afirmarem-se social-democratas para a eternidade, devem ter bebido uns copos e no meio da cavaqueira lembraram-se de uma solução para os eternizar no poder.

É óbvio que à direita o mais provável seria a fusão do CDS e do PSD, projeto alimentado por muitas personalidades. Ou o CDS formaria coligações em todas as eleições, beneficiando da partilha da bolsa de cinquenta deputados não eleitos, ou ficaria sempre fora do poder e da partilha desses deputados. Nestas circunstâncias o CDS deixaria de fazer sentido, até porque  este partido nunca teve grande expressão nas eleições autárquicas.

Até aqui a direita partia do princípio de que uma aliança à esquerda era impossível, obtendo daí uma grande vantagem, o PS teria de ter mais deputados do que toda a direita junta e contar com uma maioria absoluta para pode governar com estabilidade. Com o fim da discriminação do PCP e do BE, que até aqui eram considerados como não podendo participar ou apoiar governo, o peso eleitoral da direita já não pode contar com este handicap do PS. Tinha de encontrar uma solução equivalente para fazer desaparecer o BE e o PCP e, de caminho, o próprio CDS.

O que este Chico Esperto do PSD, de nome Montenegro, inventou foi uma fórmula de governar à mexicana, criando condições para que o PSD fosse o nosso partido justicialista da direita mexicana. Um solução governativa que lhe permitia governar em maioria absoluta mesmo sem maiorias parlamentares, isto é, destruir quase todo o sistema político para que Passos Coelho, essa sumidade política, governasse até que, um dia, uma qualquer cadeira nos livrasse da triste personagem.

Só que a esperteza saloia de Montenegro tem um pequeno problema, os portugueses não são assim tão burros como ele parece pensar. O feitiço voltou-se contra o feiticeiro e se ele sonha ser primeiro-ministro terá de se juntar ao CDS e conseguir a maioria absoluta no parlamento.

      
 Trumpen
   
«Donald Trump disse acreditar que o atentado desta quinta-feira em Paris terá um grande impacto nas eleições presidenciais em França.
“Outro ataque terrorista em Paris. O povo francês não vai aguentar muito mais isto. Terá um grande efeito na eleição presidencial”, escreveu o Presidente norte-americano na sua conta do Twitter.

A declaração de Trump surge pouco depois de a líder da Frente Nacional e candidata da extrema direita ao Eliseu ter acusado esta manhã o governo francês de “inação”, reafirmando a necessidade de o país repor as fronteiras e de expulsar os terroristas para os seus países de origem.

Recorde-se que a líder do partido de extrema direita francês é uma apoiante de Trump, tendo defendido que a sua eleição representa a “vitória do povo contra as elites”.» [Expresso]
   
Parecer:

Agora temos um presidente americano de extrema-direita.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 O DAESH tem as costas largas
   
«A polícia alemã acusou formalmente um homem de 28 anos, com dupla nacionalidade alemã e russa, pelo atentado contra o autocarro do Borussia Dortmund a 11 de abril, 90 minutos antes de a equipa de futebol alemã defrontar o Mónaco na primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões.

O homem, identificado apenas como Sergej W, não tem quaisquer ligações a grupos radicais jiadistas ou à extrema-direita, pelo contrário, é um especulador financeiro que pretendia forçar a queda dos preços das ações da equipa alemã para fazer dinheiro, avançou a procuradoria esta sexta-feira de manhã.

No dia do ataque, Sergej W estava instalado num quarto de hotel com vista para a rua onde os dois explosivos foram detonados à passagem do autocarro da equipa. Um agente da polícia e um jogador, o internacional espanhol Marc Bartra, ficaram feridos no ataque. Bartra teve de ser submetido a uma cirurgia ao pulso e o agente teve de receber apoio psicológico.» [Expresso]
   
Parecer:

Anda tudo a atirar bombas em nome do DAESH.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-e.»

sexta-feira, abril 21, 2017

Montenegro andará metido nos copos?

Se há tique tipicamente português que me irrita é essa mania de em vez de pensarmos sempre pela nossa cabeça haver sempre alguém que preguiçosamente inteligente nos diz que há ali, num qualquer país, a solução para o nosso mal. Mas o que nunca me passou pela cabeça, foi que depois de anos e anos a usarem a Grécia como uma reencarnação do diabo, o Montenegro se lembrasse de nos sugerir que imitássemos aquele país no sistema de escolha dos deputados.

Tivemos sorte porque do Montenegro poderia ter sido ainda mais criativo nos exemplos de soluções para a formação de governos estáveis. Também de agradecer a generosidade de Montenegro, por não ter sugerido que a adoção do modelo helénico da borla de deputados tivesse efeitos retroativos. Ao fim de mais de um ano os dirigentes do PSD ainda não se conformam com a ideia de que numa democracia parlamentar um governo ter de contar com o apoio da maioria dos deputados.

Esta não é a primeira ideia de revisão constitucional que parece servir apenas para testar a sanidade mental dos restantes partidos portugueses, logo que percebeu que não tinha maioria no parlamento Passos Coelho começou por sugerir uma revisão constitucional na hora para viabilizar a realização imediata de eleições legislativas antecipadas, a ideia era realizar tantas eleições antecipadas sucessivas quanto as necessárias para a direita poder contar com uma maioria absoluta.

O desespero do PSD é grande e já ultrapassa o horizonte temporal desta legislatura, Passos Coelho pôs fim à ideia de uma governação apoiada no chamado bloco central e quando o PS era liderado por Seguro ainda se divertiu com falsos diálogos promovidos por Cavaco Silva. Até aí não era necessária qualquer revisão constitucional, nem para antecipar eleições, nem para dar deputados à borla.

Agora que todos os deputados do parlamento contam para a formação dos governos e perdida a ajuda do diabo Passos Coelho percebeu que a atual solução governativa nada tem de geringonça. Sabendo que uma coligação governamental de toda a esquerda é impossível e com Cristas a recusar a repetição do PAF, restava ao PSD uma borla de deputados para poder governar.

A solução até faz sentido, o que não faz sentido é que Passos Coelho, Montenegro, António Costa e Maria Luís Albuquerque pensem que na esquerda e mesmo a Assunção Cristas são assim tão parvos para que o PSD pudesse passar a governar com uma maioria absoluta no parlamento mesmo com menos de 30% dos votos. 

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Luís Montenegro

Montenegro teve uma excelente ideia, só não foi muito ambicioso, esqueceu-se de fendender que a alterações que propôs tenha efeito retroativo. O que ele queria era que um partido que tivesse mais um deputado passasse a ter mais cinquenta e um. Enfim, parece que da Grécia também chegam boas ideias. E a melhor forma de aproximar eleitores de eleitos é passar a ter cinquenta eleitos que ninguém elegeu, que foram escolhidos pelo líder do partido que graças a meia dúzia de votos elegeu mais um deputado.

O desespero e loucura de Montenegro está levando-o à imbecilidade.

«o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, defendeu esta quinta-feira uma clarificação do sistema político como meio para aproximar mais os eleitos dos eleitores e apontou como exemplo um sistema eleitoral como o da Grécia, que dá um “bónus” de 50 deputados ao partido vencedor. "Há decadas" que se fala de reformar o sistema político no sentido de aproximar eleitores de eleitos, referiu, assumindo-se "um bocadinho radical". Embora respeitando a posição oficial do seu partido - que defende a diminuição do número de deputados e o voto preferencial - acha que "não é assim que se resolve".

Montenegro falava num almoço do International Club of Portugal, em Lisboa, e propôs que se discuta se queremos "um país que assenta numa espécie de tiro no escuro ou se queremos dar um sinal claro do caminho e da liderança políticas". O líder parlamentar do PSD referia-se ao facto de, até 2015, termos a ideia de que "quando votamos em legislativas em Portugal estamos a eleger deputados, mas também uma liderança de Governo e um programa político". Ideia que se interrompeu quando António Costa, líder do segundo partido mais votado a 4 de outubro de 2015, conseguiu formar Governo (com o apoio parlamentar dos restantes partidos da esquerda).» [Expresso]

      
 Pagava?
   
«Os funcionários da Caixa Geral de Depósitos vão passar a receber subsídio de refeição só pelos dias efetivamente trabalhados, noticiou a revista Sábado esta quinta-feira e confirmou o Observador. Vai deixar, assim, de ser pago subsídio de refeição pelos dias de férias, já a partir do próximo mês. A informação foi difundida em nota interna pela administração de Paulo Macedo, com data de 18 de abril.

“Conforme estipula o Acordo de Empresa, este subsídio deverá ser pago por cada dia de trabalho efetivamente prestado”, pode ler-se na nota distribuída na quarta-feira. “A partir de maio já se processará o subsídio de refeição nos termos acima indicados, deixando de ser processados os subsídios de refeição respeitantes às férias gozadas em cada mês”, pode ler-se no comunicado.» [Observador]
   
Parecer:

parece que o sindicato já não está a gostar do Paulo Macedo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Argumento idiota
   
«As duas filhas mais novas do casal que esta semana perdeu a filha mais velha, com 17 anos, devido a uma pneumonia bilateral provocada pelo vírus do sarampo, também não foram vacinadas. Elementos da equipa médica que acompanhou a jovem durante o internamento no Hospital de Cascais e uma fonte da tutela da Saúde afirmaram ao Expresso que as meninas, de 5 e 12 anos, também não foram vacinadas.

A decisão de não imunizar as duas meninas foi justificada aos profissionais de saúde daquela unidade hospitalar com o receio de efeitos adversos semelhantes aos que terão ocorrido na irmã mais velha após a toma das vacinas dadas aos dois meses, no caso difteria, tétano e tosse convulsa. A mãe, que marcou sempre presença no hospital deixando as filhas mais novas ao cuidado do pai, disse à equipa que a adolescente tinha sofrido uma reação alérgica muito grave, um choque anafilático, e que esteve hospitalizada, "quase em coma, no hospital das crianças em Lisboa", contou um elemento ao Expresso.» [Expresso]
   
Parecer:

Ainda bem que nenhuma das filhas teve uma refeição difícil, corria um sério risco de deixar de comer e morrer à fome.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se tanta estupiodez paga com um preço demasiado elevado, principalmente para a jovem que morreu.»

 Esta Cristas é muito dada à palhaçada
   
«O projeto de resolução sobre o Programa de Estabilidade, passando a propor a sua rejeição e não a mera revisão e votação pelo Parlamento, como inicialmente.

O novo texto do projeto de resolução centrista, avançado esta manhã pelo jornal "Público", passa a pedir a rejeição do Programa de Estabilidade 2017-2021 apresentado à Assembleia da República a 13 de abril, abandonando a recomendação para uma revisão que incluísse a retoma das reformas estruturais adotadas pelo anterior Governo, assim como políticas para o crescimento económico.

Também no ano passado, os centristas apresentaram, num momento inicial, um texto pedindo que o Parlamento votasse os Programas de Estabilidade e Nacional de Reformas, acabando por propor a rejeição dos documentos.» [Expresso]
   
Parecer:

Não parece saber o que quer.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «tenha-se dó da pobre senhor.»

quinta-feira, abril 20, 2017

Catarina e Jerónimo vítimas de bullying

Aquilo que a direita está fazendo há muito que deixou de ser oposição, fazer oposição é apresentar propostas alternativas ou criticar as propostas do governo. Mas não é isso que PSD e CDS têm feito, mais o primeiro do que o segundo, costumam faltar aos debates e em vez de discutirem as políticas dedicam-se a exigir que Jerónimo de Sousa seja mais extremista do que o Kim Jong-un e que a Catarina Martins regresse aos tempos da foi do martelo com o 4 ou que compre um boné chinês e ande por aí a berrar como uma estudante da revolução cultural chinesa.

Até a Zita Seabra vai para a TVI24 divertir o João Miguel Tavares, lamentar-se de que o PCP já não é o que era, isto é, para a conhecida militante do PSD e devota dos pastorinhos de Fátima o seu antigo partido devia ser tão puro e duro como nos seus bons velhos tempos, tempos em que ela sonhava com o mesmo comunismo que depois a levou a sair, talvez porque uma qualquer nossa senhora lhe apareceu em cima de uma alfarrobeira, dizendo-lhe em segredo que aquilo que se dizia da URSS não eram só mentiras da CIA.

O que é que o PSD pensa da alteração da TSU? Que é uma excelente oportunidade de confrontar o PCP e o BE com  o seu programa. O que é que o PCP e o BE pensam do PEC? O CDS acha que é uma excelente oportunidade de levar o PEC a votos no parlamento par confrontar o PCP e o BE. O PSD e o BE não estão no parlamento para defenderem os seus programas ou para criticar o governo, há mais de um ano que a única preocupação de Cristas e Passos Coelho é confrontar o PCP e o BE, tentando levá-los a deixar de apoiar o governo do PS, para viabilizarem um governo pafioso.

Esta estratégia é levada quase ao enjoo, é assumida no parlamento, é repetida semanalmente no programa "Governo Sombra" na TVI24, é usada até à exaustão e das mais diversas formas por mais variados comentadores da direita. Agora dizem que Centeno vai muito além da troika para agradar aos mercados, cada comentador do PSD ou do CDS esforça-se por encontrar novos argumentos que possam levar PCP e BE a sentirem-se incomodados.

Isto não é oposição, é exercer bullying sobre o BE e o PCP, é quase uma tortura diária a que os dirigentes destes partidos estão sendo sujeitos por ente idiota, que pensa que os outros são parvos. Estão convencidos de que desta forma PCP e BE derrubam o governo do PS para que o país volte à normalidade, com um governo de Passos Coelho a fazer orçamentos inconstitucionais,  falhar todas as previsões, a cortar rendimentos a torto e a direito.

Até parece que são parvos, talvez por isso Jerónimo de Sousa tenha dito de Assunção Cristas que uma figueira brava mesmo enxertada nunca dará maçãs.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Vítor Gaspar, ex-ministro falhado

O ano passado o FMI previu o pior. a Dra. Teodora fez o mesmo, todos se enganaram, todos falharam nas previsões que apenas serviram para lançar a desconfiança em relação a Portugal. Gato escaldado da água fria tem medo e por coincidência, ou talvez não, tanto Gaspar como Teodora volta a esperar o pior, mas só para 2018, em relação a 2017 alinham com as previsões do governo.

A questão que se coloca é saber se estas previsões pessimistas são mesmo previsões ou formas subtis de pressão sobre o governo, até porque todos sabemos que tanto Gaspar como Teodora sempre defenderam politicas económicas diferentes, que tentam apresentar como verdades científicas. Poder-se-ia desvalorizar estas previsões dizendo que se enganam sempre, mas na verdade o seu impacto é bem maior do que um mero palpite.

Quando se prevê que vai haver um desastre em 2018 está-se dando um recado aos mercados, não acreditem em Portugal, não confiem na sua dívida, não arrisquem investimentos na sua economia porque mais tarde ou mais cedo tudo vai falhar. É esta a mensagem subliminar subjacente às previsões de Vítor Gaspar, alguém que falhou e que deverá sentir algum incómodo vendo outros demonstrarem a incompetência do que por cá fez, até ao dia em que fugiu esbaforido e cheio de medo.

«O Fundo Monetário Internacional está mais otimista no curto prazo e já espera que o défice caia para menos de 2% no final deste ano, mas projeta um cenário oposto daquele que o Governo apresenta no Programa de Estabilidade até 2021 enviado a Bruxelas: em vez de uma redução sustentada que iria resultar na eliminação completa do saldo negativo, o FMI vê o défice a aumentar continuamente até aos 2,6% em 2022.

No Fiscal Monitor, um documento da responsabilidade do Departamento de Assuntos Orçamentais – liderado pelo ex-ministro das Finanças português Vítor Gaspar -, o FMI revê em baixa as previsões para o défice deste ano e de 2018 que havia feito no final de fevereiro. Agora, em vez dos 2,1% de défice que esperava para 2017 já só prevê 1,8% e no próximo ano espera 2,2% em vez de 2,3%.

A boa notícia é que com estes resultados, a saída do Procedimento por Défices Excessivos estaria sempre garantida. A má é que, a concretizarem-se estas previsões, o cenário de sustentabilidade da redução do défice traçado pelo Governo e, consequentemente de diminuição da dívida pública de forma mais profunda, estaria posto em causa. Já o Conselho de Finanças Públicas alertou para os riscos no cenário macroeconómico em 2018 e para a falta de especificação de medidas com impacto na receita e na despesa a partir desse ano. A presidente Teodora Cardoso avisou que um bom resultado em 2016 não garante o cumprimento das metas a mais longo prazo.» [Observador]

 Livros para a pequenada



 Levanta o braço ó nhurro!


 Vacina obrigatória

Graças às vacinas há muita gente contra as vacinas, se nos dias de hoje se morresse de doenças contagiosas como sucedia no passado não haveriam paizinhos a seem contra as vacinas. Mas como graças às vacinas há um elevado grau de imunidade da comunidade há agora uns paizinhos muito espertinhos que concluem que os seus filhos passam melhor sem vacinas. Pois, dizem até ao dia em que regressarem essas doenças e alguns desses papás terem de carregar com o remorso devido à suas decisões idiotas.

Mas este comportamento pode ter consequências mais graves para terceiros, se uns papás se sentem no direito de transformarem, os seus filhos em armas biológicas, os outros têm o direito de defender os seus filhos desta nova modalidade de disseminação de mísseis biológicos. Faz todo o sentido que infantários e escolas públicas proíbam o ingresso nas suas instalações de crianças que por opção dos pais não sejam vacinadas, da mesma forma que os utentes dos colégios privados t~em o direito de saber se esses colégios permitem a inscrição de crianças não vacinadas.

 Norte-coreanos diverte-se ao serão



      
 A nova defensora dos pobres
   
«"Medidas mesmo, e generosas, só para a banca. Depois de ter renegociado o empréstimo ao fundo de resolução em termos tais que passou, efetivamente, grande parte do custo para os contribuintes, a maioria propõe-se agora dar aos mesmos bancos a possibilidade de deduzirem os prejuízos correspondentes às imparidades durante 15 anos", afirmou Maria Luís Albuquerque.

Numa intervenção no parlamento, durante a discussão do Programa de Estabilidade e do Programa Nacional de Reformas, a ex-ministra das Finanças argumentou que, por exemplo, com o corte de 12 para cinco anos do prazo de reporte de prejuízos das empresas "fica agora claro é que, para este Governo e para os partidos que o apoiam - PCP e Bloco-, só a banca merece cuidados e preocupações".

"Só no setor da banca as empresas podem ser grandes e ter mais tempo para deduzir prejuízos, pagando menos impostos. Só a banca precisa de reforçar capital. As esquerdas unidas não gostam de empresas grandes que criem muitos postos de trabalho, que inovem, que investam, e que possam ter condições para competir além-fronteiras para serem 'players' globais", defendeu.» [Observador]
   
Parecer:

É preciso ter muita lata...

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Manifeste-se desprezo pela criatura.»
  
 O mais recente amigo do crescimento
   
«A "principal mensagem do ‘Fiscal Monitor’ deste ano são os cinco princípios orientadores da política orçamental”, disse esta quarta-feira em Washington Vítor Gaspar, o ex-ministro das Finanças português, atual diretor do Departamento de Assuntos Orçamentais do Fundo Monetário Internacional (FMI). Gaspar é o responsável pela publicação do Fiscal Monitor (FM), um dos três documentos fundamentais que o Fundo publica para as suas assembleias semestrais.

Os cinco princípios de boa política orçamental são os seguintes: ser contracíclica, amiga do crescimento, inclusiva, suportada pela real capacidade fiscal, e conduzida com prudência, repetiu Gaspar no início e na conclusão da sua intervenção de apresentação do FM.

O FMI destacou inclusive, este ano, no seu World Economic Outlook, que os diretores do Fundo concordaram em que, “como princípio geral, a política orçamental deve ser contracíclica, amiga do crescimento, promovendo a inclusão, e ancorada num quadro credível de médio prazo que garanta a sustentabilidade da dívida”.» [Expresso]
   
Parecer:

Este Gaspar é o mesmo que em pleno Conselho de Ministros humilhou o seu colega Santos Pereira, ministro da economia de Passos Coelho, quando este defendeu medidas para o crescimento. Segundo os jornais Gaspar disse "não há dinheiro", perante a insistência do colega ter-lhe-á perguntado "qual das tr~es palavras não percebeu?":
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Gaspar se já se esqueceu do que o levou a fugir de Portugal.»

 Este Trump é uma trampa
   
«Um porta-aviões e outros navios de guerra da força naval de ataque USS Carl Vinson, afinal, não seguiram caminho até à costa da Coreia do Norte. Pelo contrário, mantiveram a rota na direção oposta quando, há uma semana, Donald Trump anunciou que tinha uma "armada" encaminhada para a península coreana.

A notícia foi avançada esta terça-feira ao final do dia pelo "New York Times": "Com o adensar das preocupações sobre se a Coreia do Norte ia conduzir um novo teste de mísseis, a Casa Branca declarou na semana passada que tinha ordenado a um porta-aviões dirigir-se para o Mar do Japão, para enviar um sinal poderoso de dissuasão [a Pyongyang] e para que o Presidente Trump tivesse mais opções para responder ao comportamento provocatório do Norte. O problema foi que esse porta-aviões, o USS Carl Vinson, e os outros quatro navios de guerra da força nval de ataque estavam naquele preciso momento a navegar na direção oposta, para participarem em exercícios conjuntos com a Marinha australiana no Índico, a mais de 5500 quilómetros de distância da península coreana."» [Expresso]
   
Parecer:

Da próxima vez pode mandar dois porta-aviões que o Kim não acredita e o manda à fava. De um dizem que apresentou maquetas de mísseis, o outro enviou uma esquadra fantasma.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quarta-feira, abril 19, 2017

Precisamos de uma vacina contra a imbecilidade

Hoje de manhã, quando vinha a caminho do emprego lembrei-me do que estava a passar a jovem internada nos cuidados intensivos, com uma pneumonia bilateral adquirida devido a ter sido infetada com sarampo. Tive uma experiência semelhante em 2013, sei o que é entrar na urgência com um choque sético, com a tensão arterial em 6-4, com uma pneumonia bilateral e a precisar de oxigénio. 

Imaginei o que seria a vida desta jovem à luz da minha própria experiência, do risco de vida que enfrentava, das muitas sequelas físicas de que poderia sofrer, dos sacrifícios que teria de enfrentar mesmo que conseguisse sair da UCI. No meu caso foi um mês de cuidados intensivos, mais de 20 dias em coma induzido, várias tentativas de saída do coma sem conseguir retomar a respiração, com um risco de perda de vida estimado em 25%. Depois foi a via sacra da cura total e da reabilitação física, um mês de enfermaria de pneumologia, mais outro num centro de reabilitação, para recuperar de uma tetraplegia dos cuidados intensivos, neste centro vi consequências bem mais graves resultantes de pneumonias.

Hoje de manhã eu, diria que o país, fui surpreendido com a morte daquela jovem, um cenário que para mim era muito provável, tendo em conta o pouco que se ia dizendo do seu estado de saúde. Neste momento já corre na comunicação social que a jovem não tinha sido vacinada contra o sarampo, uma mania que se generalizou no Ocidente, promovida por falsos cientistas e por negociantes de falsas vacina e falsos medicamentos, um negócio da China que sobrevive à custa de alguma estupidez que grassa nos países mais ricos e supostamente melhor informados.

Em África morrem muitas crianças e jovens devido a doenças que poderiam ser evitadas com uma vacina que para os padrões europeus têm um preço quase simbólico. Está sendo feito um esforço enorme para debelar um sofrimento humano que há muito os europeus se esqueceram, doenças que dizimavam e marcam a população e que hoje ninguém conhece. Mas em África faltam os recursos financeiros, falta a informação e faltam as estruturas para assegurar que cada criança tem acesso a cuidados básicos de saúde, que por aqui não se questionam.

Mas em África também há os curandeiros que tentam boicotar a ação dos médicos, e até houve um presidente sul-africano, um tal Thabo Mbeki, que questionou a causa da SIDA, questionou o seu tratamento e acusou os cientistas que combatiam a doença de serem nazis. Por cá não temos curandeiros ou idiotas como Thabo Mbeki, mas multiplicam-se seitas de gente de inteligência superior que passam a ideia perigosa de que se curam doenças com medicamentos feitos à base de água da torneira ou que as vacinas matam mais do que curam.

Este movimento ideológico alimentado pela estupidez poderá ter feito a primeira vítima em Portugal, não contando muitas outras que são vítimas dos novos curandeiros. Se assim foi apenas se pode dizer que é lamentável, mas poderão ser evitadas futuras vítimas se aqueles que optam por expor os filhos a doenças ou a transformá-los em agentes de novas epidemias forem responsabilizados.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
João Miguel Tavares, voz do dono ?

Em relação a Dias Loureiro o cronista João Miguel Tavares descobriu que o ex-banqueiro mereceu uma entrevista no DN graças ao facto de o seu advogado ser administrador do grupo que detém aquele jornal. O raciocínio faz todo o sentido, da mesma forma que faz sentido questionar todo aquele que beneficia de um estatuto especial num órgão de comunicação social, incluindo o próprio João Miguel Tavares.

Assim sendo e seguindo o raciocínio de João Miguel Tavares teremos de concluir que ele beneficia de uma coluna de um jornal pertencente a Belmiro de Azevedo. Sabendo-se do ódio dos Azevedo a alguns quadrantes políticos que o João também odeia, teremos de concluir que foi contratado não em função das suas virtudes opinativas, mas sim porque as suas opiniões servem os interesses políticos dos Azevedos.

Seguidno o raciocínio linear de João Miguel Tavares teremos de concluir que ele próprio é pouco mais do que a voz do dono e que o dono é a família Azevedo. Agora teremos de tentar perceber se algumas das opiniões que expressa são suas ou se não serão de quem lhe paga para opinar. Porque segundo o próprio nos nossos jornais não há independência, são todos vozes dos donos. Terei percebido bem o artigo?

«Dias Loureiro tem como advogado Daniel Proença de Carvalho. O advogado Daniel Proença de Carvalho partilha o invólucro corporal e psíquico com o gestor Daniel Proença de Carvalho, presidente do conselho de administração da Global Media. A Global Media é detentora do Diário de Notícias, do Jornal de Notícias e da TSF. Há dez dias, Dias Loureiro viu ser arquivado o seu processo-crime relativamente às suspeitas de burla no BPN. Nem ele nem o advogado Daniel Proença de Carvalho apreciaram os termos do arquivamento. No dia seguinte, Dias Loureiro interrompeu o seu silêncio de oito anos para conceder uma entrevista a Paulo Tavares, director-adjunto do DN, jornal gerido pelo gestor Daniel Proença de Carvalho, cujo invólucro corporal e psíquico coincide com o do advogado Daniel Proença de Carvalho. Só no DN, o director Paulo Baldaia criticou o Ministério Público pelas suspeitas que deixou no ar ao arquivar o processo; Anselmo Crespo, subdirector da TSF, criticou o Ministério Público pelas suspeitas que deixou no ar ao arquivar o processo; e Pedro Marques Lopes, colunista do DN e comentador da TSF, criticou o Ministério Público — imaginem — pelas suspeitas que deixou no ar ao arquivar o processo.» [Público]

 Livros para a pequenada




      
 Mais umas piadas do FMI
   
«Depois de não ter conseguido antecipar a aceleração da economia portuguesa na segunda metade do ano passado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) viu-se agora forçado a rever em alta as suas projecções de crescimento para este ano. No entanto, continua ligeiramente mais pessimista que o Governo para o curto prazo e mantém um enorme cepticismo em relação à capacidade de o país vir a conseguir assegurar taxas de crescimento mais elevadas no médio prazo.

Nas previsões de Primavera publicadas esta terça-feira, o FMI aponta para uma taxa de variação do PIB este ano em Portugal de 1,7%. Este número representa uma revisão acentuada em alta face aos 1,1% que eram projectados pelo Fundo em Outubro. A nova estimativa mais optimista é o reflexo da aceleração registada na economia portuguesa a partir da segunda metade do ano passado e que os técnicos do FMI não conseguiram antecipar há seis meses, quando publicaram as suas últimas previsões. Aliás, nessa altura, esperavam que o crescimento de 2016 se ficasse por 1%, quando na realidade acabou por ser de 1,4%.» [Público]
   
Parecer:

Compreende-se a posição do FMI, a sua receita era a reversão do fim da escravatura.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 E porque não reverter a Consttiuição para a versão de 1933?
   
«O CDS-PP quer uma revisão – e não a rejeição – do Programa Nacional de Reformas (PNR) e do Programa de Estabilidade (PE) do Governo. A reformulação, proposta num dos projectos de resolução, seria para “retomar as reformas” adoptadas pelo anterior executivo PSD/CDS, de acordo com o texto, que é votado esta semana. A outra resolução avança com propostas alternativas a medidas do PNR.

Em conferência de imprensa esta manhã, na Assembleia da República, o líder parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, sustentou que a bancada leva a votos o PNE e o PE por razões de "coerência” – já que fez o mesmo no ano passado – e por “transparência democrática” por considerar que é o voto que "vincula os partidos". Questionado sobre se a resolução do CDS é uma porta aberta para a esquerda chumbar já que propõe retomar políticas do PSD e CDS, Nuno Magalhães acusou os partidos à esquerda do PS de tentarem fingir que são da oposição. “Bem podem o PCP e o BE fazer as simulações de oposição mas lá que votam, votam [PE e PNR]”, afirmou.» [Público]
   
Parecer:

Esta oposição de Cristas roça o ridículo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 A Dona Teodora está preocupada com 2018/2021
   
«O cenário macroeconómico do governo no Programa de Estabilidade é "provável" de vir a verificar-se em 2017, mas no período de 2018 a 2021 parece ser demasiado arriscada, tendo alguma falta de fundamentação, diz o Conselho das Finanças Públicas (CFP).» [DN]
   
Parecer:

Depois de falhadas todas as previsões a Dona Teodora dá de barato que o governo acerta em 2017, o falhanço agora será entre 2018 e 2021.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada e pergunte-se à Dona Teodora quantas previsões tem de falhar antes de apresentar a demissão.»

terça-feira, abril 18, 2017

Austeridade, rigor e sacanice

É bom que os governos sejam austeros no momento em que usam recursos públicos, seja dinheiro dos contribuintes, como agora se diz, seja o dinheiros que as próximas gerações de contribuintes terão de pagar. Não só é um bom princípio e uma exigência de qualquer cidadão, como é uma obrigação pois os recursos são sempre escassos e como tal devem ser considerados. Infelizmente nem todos os governos dão bons exemplos, recordo-me, por exemplo, da forma como os governos de Cavaco Silva gastaram os dinheiros do Fundo Social Europeu, era um fartar vilanagem, com os resultados que décadas depois ainda suportamos e com língua de palmo.

Ser austero não significa ser rigoroso, pode-se ser cuidadoso na forma como se gasta e muito incompetente no momento de fazer previsões. Foi o que sucedeu ainda recentemente, com o governo de Passos Coelho, cujos ministros das Finanças se revelaram incompetentes em matéria de previsões. A sua incompetência na política económica levou a que nunca acertassem nas previsões. A falta de competência técnica daqueles governantes levou a que não tivessem conseguido acertar numa única variável económica. Os orçamentos eram corrigidos trimestralmente, nunca acertaram numa previsão de crescimento económico ou de desemprego. A imprevisibilidade era tanta que ninguém podia confiar numa promessa governamental, ninguém, empresas ou cidadãos, sabiam com o que podiam contar no mês seguinte.

Se a austeridade e o rigor são atributos de um governo competente já a sacanice não pode ser considerada a melhor orientação para uma política económica, ainda que haja quem diga que deu excelentes resultados no Chile de Pinochet. Por cá os resultados não foram grande coisa, chamar reforma estrutural a cortes de vencimentos e pensões declarados inconstitucionais, dizer que um jovem desempregado tem a oportunidade da sua vida num país estrangeiro graças a um governo que lhe nega o futuro ou chamar requalificação ao despedimento de um funcionário público, podem ser boas soluções ideológicas, mas não passam de sacanices enquanto política económica. A política económica do governo anterior pode ser sintetizada em duas palavras: sacanice e velhacaria. Poder-se-ia acrescentar oportunismo, graças ao Tribunal Constitucional e às manobras eleitoralista em 2015 registou-se algum crescimento económico, só por oportunismo a direita justifica hoje esse crescimento com as velhacarias que fez aos portugueses.

O grande mérito de Mário Centeno não está apenas nos resultados, está sim em provar que é possível ser austero sem ser sacana, que é possível ser rigoroso sem ter de encobrir a incompetência com mais sacanice orçamental, que é possível ser honesto e falar verdade, que é possível dialogar e convencer toda a esquerda que é no poupar que está o ganho, que um país pode ser rigoroso na forma como gasta os seus recursos sem se culpar os pobres de comerem um bife a mais ou com recurso às ameaças do senhores Poul Thomsen, Abebe Selassie ou Subir Lall, essas três personagens do FMI que se predispuseram a fazerem de papões sempre que Passos Coelho precisava de ameaçar e amedrontar os portugueses.

Mário Centeno provou que é possível reduzir os défices orçamentais sem governos autoritários, sem a chantagem da troika e isso foi possível com uma grande adesão e compreensão por parte da maioria dos portugueses. Mário Centeno mostrou que a democracia pode resolver os problemas sem conduzir ao populismo e que é o rigor, a competência e a honestidade que conseguem os melhores resultados, ao contrário de um Passos Coelho que preferia o medo, o complexo de culpa e a chantagem para justificar as suas soluções.


Umas no cravo em outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Joana Marques Vidal, Procuradora-Geral da República

Percebe-se agora porque motivo a Procuradoria-Geral da República emitiu um comunicado informando que, afinal, não tinha enviado qualquer carta rogatória. Na ocasião ficou a impressão de que o esclarecimento resultava de uma posição do advogado do vice-presidente angolano, agora sabe-se que a Procuradora-Geral tinha recebido um ofício da Procuradora-Geral de Angola, desmentindo a mentira de que teria sido enviada uma carga rogatória que as autoridades angolanas ignoraram.

Estamos perante uma mentira grave por parte da PGR que não só põe em causa a dignidade de uma entidade estrangeira como cria uma situação difícil ao país nas suas relações com um país estratégico, não apenas por ser uma ex-colónia, mas também por ser um grande parceiro comercial, país de residência de muitos portugueses e aquilo que se entende por país amigo.

Não seria má ideia se a Procuradora-geral equacionasse a hipótese de encurtar o seu mandato.

«As críticas são violentas. Num ofício enviado a 28 de março à Procuradoria-Geral da República (PGR) pela congénere angolana, esta última acusa Joana Marques Vidal de mentir quanto à carta rogatória enviada a Luanda sobre Manuel Vicente — o vice-presidente angolano é arguido na Operação Fizz –, exigindo ainda um desmentido por parte da Procuradora-Geral. A notícia é avançada esta segunda-feira pelo Público.

Em causa não estão, contudo, os crimes de corrupção ativa e branqueamento de capitais de que Vicente está acusado em Portugal, mas somente o envio de uma carta rogatória — que nunca chegou, garante a PGR angolana:

É com certa indignação que vemos a imprensa portuguesa noticiar, citando também o Ministério Público português, que a Procuradoria-Geral da República portuguesa terá enviado uma carta rogatória para que o vice-presidente da República de Angola fosse formalmente constituído arguido e interrogado, carta essa cujo cumprimento teria sido alegadamente recusado pela Procuradoria-Geral da República de Angola. Tais notícias não passam de pura falácia, exigindo um desmentido da Procuradoria-Geral da República portuguesa, não apenas para evitar que se vilipendie o bom nome de uma instituição congénere mas também porque se impõe o dever moral de corrigir o que não corresponde à verdade”, lê-se no ofício.» [Observador]

 O Marcelo Bombeiro



Agora temos uma nova versão de Marcelo, o Marcelo Bombeiro, parece um folhetim como o da Anita, Marcelo na procissão, Marcelo com os sem abrigo, Marcelo vain nadar no Yangtse e agora o Marcelo Bombeiro. Um dia destes a Playmobil ainda via editar uma coleção de briquedos dedidaca às muitas versões do Presidente da República.

Quando se diz que um "presidente vai a todas", vai mesmo a todas, seja a distribuição da janta aos sem-abrigos ou a acidentes, portanto, se o ocorreu um acidente pertinho do Palácio o Presidente vi lá. Não se sabe se é para manifestar solidariedade à família, para ver os destroços, para ajudar com os feridos ou para ajudar a mobilizar os meios necessários.

Só que a aeronave que caiu não foi um 747, foi uma pequena aeronave e as consequências foram diminutas, pelo que fica a dúvida sobre se a partir de agora Marcelo vai a todos os acidentes, largando os seus afazeres mal saiba do sucedido. Vai apenas quando o acidente envolver aeronaves, quando ocorrer a poucos minutos do palácio, quando tiver mais de três vítimas mortais?

O melhor talvez seja equipar o palácio de Belém com uma viatura de emerg~encia presidencial, devidamente equipada pois por aquilo que se sabe o Presidente não se limita a fazer de mirone presidencial. A viatura deve ter a sua prancha de bodyboard pois quando o acidente for um naufrágio é bem provável que Marcelo se queira atirar à água a ajuda no salvamento.

 Populismo?

Foram muitos os que criticaram o despacho de uma procuradora num processo que envolvia Dias Loureiro e Oliveira e Costa. As críticas não se dirigiam à falta de acusação ou a qualquer manifestação de solidariedade com Dias Loureiro e Oliveira e Costa. O que estava em causa era a presunção da inocência, um valor mais importante para a democracia do que a honorabilidade de dias Loureiro.

Vem agora José Manuel Fernandes, um jornalista nascido na escola da Voz do Povo dizer que não dá para este peditório. Compreendo, o senhor dá para tantos peditórios que lhe faltam as moedas. Mas vejamos o que escreve:

«De acordo com a generalidade dos comentadores e o julgamento apurado de um vetusto matutino, porque uma senhora procuradora, não tendo conseguido produzir acusação contra algumas figuras gradas do regime, teve a desfaçatez de expor no seu despacho as dúvidas e as suspeitas que pendiam, e pendem, sobre essas personagens.» [Observador]

Não sei de que regime é Dias Loureiro uma figura grada, tanto quanto sei o ex-secretário-geral do PSD foi várias vezes referidos como um conselheiro do mesmo Passos Coelho para cujo peditório o velho redator da Voz do Povo deu a sua moeda quase diária. Dias Loureiro foi também defendido pelo mesmo Cavaco Silva de que o JMF sempre foi um devoto.

Agora que lhe dá jeito e o divórcio com Cavaco está consumado, o antigo jornalista da ditadura do proletariado vem descartar-se de de Dias Loureiro, promovendo-o a figura grada do regime, percebendo-se que regime são aqueles de que o JMF não gosta. Ainda vou ver este gajo a apoiar uma qualquer versão democrática de neo-salazarismo. Esta coisa de ter andado na escola da UDP tem as suas consequências psicológicas, até deve ser traumatizante ao ponto de transformar o mais revolucionário num qualquer Le Pen à portuguesa.

 A mania anti-vacina já faz vítimas

As vacinas foram uma ds grandes conquistas da medicina, graças a ela muitas doenças que dizimavam centenas de milhares quase desapareceram, a elas devemos uma descida da mortalidade e , em particular, da mortalidade infantil. Uma boa parte das pessoas já não sabe o que é a poliomielite, o tétano, a varíola ou mesmo o agora famoso sarampo. A maior parte dos portugueses em idade de decidir ter filhos não conviveu com nenhuma daquelas doenças, não teve conhecimento de qualque pessoa que tenha sido contagiada, até mesmo de doenças como a tuberculose.

A mania de não vacinar crianças, como se as vacinas fossem uma idiotice dos médicos tem-se vindo a generalizar cok o argumento de poderem ser perigosas. Acontece isso com a vacina da gripe e muitos do s que anualmente morrem com pneumonia poderiam tê-lo evitado com a vacina da gripe, porque muitas das vezes aquela doença resulta da presença do vírus da gripe nos pulmões.

Agora o país enfrenta o que já é considerado uma epidemia de sarampo e já há uma jovem de 17 anos a ser ventilada no Hospital D. Estefânia, isto é, em coma induzido. É o preço que uns pagam pela estupidez modernaça de outros. Os pais de crianças infetadas por doenças que poderiam ter sido evitadas por uma simples vacina deveriam ser processadas por responsabilidade criminal, porque não ministra uma vacina que pode evitar uma doença que pode ser mortal é uma forma de cometer homicídio involuntário.

      
 E não se faz nada
   
«Um jogo de andebol entre o Benfica e o Sporting, este sábado, foi marcado por um novo cântico polémico, desta vez relativo à morte de um adepto no Jamor, atingido por um very light em 1996.

Elementos da claque benfiquista simularam o som de um very-light e cantaram “Foi no Jamor que o lagarto ardeu, na final da Taça o very-light é que o fodeu” numa alusão a Rui Mendes, de 36 anos, que morreu atingido por um very-light disparado por um elemento dos No Name Boys, durante a final da Taça de Portugal.» [Observador]
   
Parecer:

Tanto os imbecis dos Super Dragões que desrespeitaram as vítimas do acidente de avião com uma equipa brasileira, como os do Benfica que imitaram very lights para cantarem a morte de um adepto do Sporting deveriam ser proibidos de entrar em qualquer recinto desportivo.

É cada vez mais óbvio que as claques de futebol não passam de grupos de marginais, funcionando como os tonton macoutes do Pinto da Costa, do Vieira ou do Bruno de Carvalho. A cobardia das autoridades e o oportunismo criminoso dos dirigentes desportivos vai acabar mal.

Não há claques melhores do que outras, todas elas atraem marginais e são o inverso de qualquer forma de desporto. É um nojo que os clubes protejam essa gente e a usem para provocar adversários, para intimidar oposições em reuniões dos clubes, para proteger namoradas e amigos ou para intimidar equipas de arbitragem,
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à Federação se não teve conhecimento ou se está com medo de intervir.»
  
 Se acreditasse é que seria de estranhar
   
«O PSD não vai requerer a votação nem do Programa de Estabilidade nem do Plano Nacional de Reformas nem apresentar propostas de alteração, e ainda não decidiu como vai votar o projecto de resolução do CDS nesse sentido. “São peças que vinculam o Governo relativamente à Comissão Europeia”, afirmou o líder do PSD, à saída da reunião com o Presidente da República sobre aqueles documentos que o executivo aprovou na semana passada.


Passos Coelho lamentou que o Governo não tenha ouvido os partidos antes da elaboração destes documentos, como fez no ano passado, mas dá-lhe mais um pretexto para remeter para a maioria a responsabilidade pelos dois documentos. Já a avaliação que o PSD faz destes é bastante crítica, não pelas suas intenções, que considera mesmo “excelentes”, mas porque não acredita na concretização das metas do Programa de Estabilidade.

Para Pedro Passos Coelho, este documento apresenta um “cenário macro-económico mais realista” que o do ano passado, mas isso isso “não significa que seja realizável”. Desde logo, acrescentou, porque está prevista uma redução da despesa pública até 2021, mas “o documento diz muito pouco sobre como é que se vai atingir”.» [Público]
 
Parecer:

Críticas de ocasião.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Centeno já diz para nos copiarem
   
«Portugal encontrou uma forma alternativa de enfrentar os problemas económicos e orçamentais sem recorrer apenas à austeridade e esse é um modelo que os outros países europeus podem copiar, defendeu esta segunda-feira Mário Centeno, numa entrevista ao jornal italiano La Repubblica.

Num tom optimista em relação aos últimos desenvolvimentos na economia portuguesa, o ministro das Finanças salientou que "as exportações estão a crescer, a dívida começou a descer e o défice está ao nível mais baixo desde 1974", explicando que tal foi possível porque "os portugueses voltaram a ter confiança no país".

"Fomos capazes de lhes mostrar uma alternativa às políticas seguidas até agora na Europa, provando que os sacrifícios dão fruto", afirmou. Contudo, o ministro fez questão de salientar: "Não se deve classificar a nossa política apenas como anti-austeridade". "Há um pacote de reformas que cobre as receitas e as despesas e que nos permitiu provar uma coisa: condenar o contimento a um destino feito apenas de cortes foi um erro".» [Público]
   
Parecer:

Passos já perdeu a vontade de rir à gargalhada até chorar, como fez da primeira vez que Centeno foi ao parlamento.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao primeiro-ministro no exílio.»

 Não basta condenar
   
«O Benfica emitiu esta segunda-feira um comunicado a repudiar e condenar os “lamentáveis e inqualificáveis cânticos” de “um grupo de adeptos” do clube que faziam referência à morte de um adepto do Sporting na final da Taça de Portugal de 1996 em futebol, atingido por um very-light.

O incidente deste fim-de-semana ocorreu durante um jogo de andebol entre os dois rivais lisboetas. Nas bancadas, alguns adeptos benfiquistas assobiaram a imitar o som de um very-light. “Foi no Jamor que o lagarto ardeu, na final da Taça o very-light é que o f***”, entoavam ao mesmo tempo.» [Público]
   
Parecer:

É preciso identificar quem se comporta assim em recintos desportivos e proibi-los de voltar a entrar neles.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proponha-se.»

 Presidente ou eleitor de Cascais
   
«Carlos Carreiras recebeu Marcelo Rebelo de Sousa, esta segunda-feira, em Tires. O presidente esteve no local do acidente com uma avioneta que tinha descolado ao aeródromo e caiu pouco depois junto ao supermercado LIDL. À TSF, Carlos Carreiras contou que a ansiedade das pessoas que assistiram a tudo era muito grande e a visita do presidente acabou por acalmar as pessoas.

Marcelo Rebelo de Sousa, juntamente com Carreiras, acabou por conseguir esclarecer as pessoas, que estavam isoladas, sem saber o que se passava à volta.» [TSF]
   
Parecer:

Marcelo foi a correr para Tires po ser presidente ou por ser residente em Cascais. Parece que foi ajudar carreiras a informar as pessoas que não podiam passar por ter sido cortado o trânsito. Isto de sermos um país pequenino ajuda a que Marcelo tenha tempo para estas coisas, por este andar ainda vamos vê-lo equpado de banheiro na Praia da Rainha, em cascais, com carreiras a limpar toldos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»

segunda-feira, abril 17, 2017

Ri-te, ri-te...



Vítor Gaspar foi um gigantesco erro de casting, falhou em toda a linha, gozou com o seu pobre colega da economia, lançou a economia em recessão e não conseguiu controlar o défice, acabou por fugir, a FMI deu-lhe um tacho para evitar ser vaidado sempre que fosse à rua. Mas os seus tiques salazaristas fizeram dele um herói, um modelo de competência, já era ele que mandava no governo, Passos Coelho que se cuidasse e quando se demitiu dedicou a carta à liderança.

Maria Luís, ainda mais modesta em recursos académicos do que o antecessor, era apresentada como economista de dimensão internacional, o ministro das Finanças alemão não a convidou para escrever um artigo para publicar o site do seu ministério mas encenou um seminário em Berlim para exibir esta sumidade do sul. A pobre rapariga acabou por ser prejudicada pelo papel que a puseram a desempenhar, era tão brilhante e competente que Passos só a deixaria ir para Bruxelas se fosse para ficar com dossiers da maior importância. Lixou-se ficou a amargar com o vencimento de Lisboa, enquanto o Moedinhas foi tratar da vida para Bruxelas.

Perante tais sumidades Mário Centeno quase foi ridicularizado, até a Dra. Teodora Cardoso, uma senhora muito caridosas, se ofereceu para avaliar as propostas económicas do programa do PS, como se a nova guru da política económica tivesse direito a avaliar aquele rapaz que não merecia grande confiança. O ar desajeitado de Centeno ajudava, dava ar de mal albardado, a humildade cheirava insegurança, não tinha o fino humor de Gaspar nem a lábia suburbana da Maria Luís.

As propostas foram ridicularizadas, a direita estava tão segura do desastre que durante longos meses gozavam, gozavam, gozavam. Passos, que riu à gargalhada até chorar no primeiro dia que Centeno foi ao parlamento, dedicou-se durante meses à sua pantomina ridícula e imbecil do homem da bandeirinha, inaugurava escolas, visitava feiras, montava sessões parlamentares no exílio. Durante longos meses a bancada parlamentar do PSD parecia a primeira fila de espetadores de um teatro de revista, riam à gargalhada, andavam muito divertidos enquanto o diabo não aparecia sob a forma de segundo resgate, para acabar com a brincadeira.

Tudo servia para desvalorizar Mário Centeno, que tinha um doutoramento mas era coisa pouca, o tema era emprego. Os que puseram Portugal  fazer testes para um livro de gente de Harvard ignoravam agora o currículo académico de Centeno, tratava-no como se fosse um licenciado da Lusíada. Centeno era um modesto economista cujas palermices deviam ter sido avaliadas previamente por Teodora Cardoso, só lhes faltou proporem que Centeno antes de ser ministro fosse previamente avaliado por um júri formado pela Teodora, pelo João Duque e pelo Vítor Bento e o Daniel Bessa como suplente. Quem sabe se não seria melhor mandar io Centeno a comer à mesa com a Bobone.

Depois, foi o que se viu, que vinha o diabo, que se cumprisse seria milagre, se as propostas fossem viáveis até Passos votaria no PS. Mas quando tudo os resultados apareceram era tudo mau, não eram sustentáveis, faltava o crescimento, e tudo a Teodora confirmava com grande pontualidade, Passos constipava-se e era a Teodora que espirrava. Centeno até foi ridicularizado, afinal havia outro, o melhor défice em democracia era obra do Cadilhe, o ministro que escolheu Oliveira e Costa para distribuir perdões fiscais que o levariam a banqueiro de sucesso. O ex-ministro não perdeu tempo para vir a público confirmar que o Ronaldo dos défices orçamentais era ele. 

Enfim, tudo obra do acaso, talvez trabalho dos pastorinhos, mas competência de Mário Centeno é que não é, a competência em finanças é um atributo que em Portugal ficou reservado a Salazar, Cavaco, Miguel Cadilhe, Vítor Gaspar e Maria Luís. Apetece perguntar a Passos e aos seus pares se já perderam a vontade de rir e gozar do ministro das Finanças. que aproveitem o bom humor pois com o Centeno no governo bem vão precisar dele para se aguentarem os longos anos que vão passar na oposição.