sábado, junho 10, 2017

Dia de Portugal



O Professor Manuel Sobrinho Simões fez hoje um dos melhores discursos que se ouviram até hoje nas cerimónias comemorativas do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades. Não faço esta referência para menorizar o discurso do Presidente da República, ambos são professores catedráticos, mas de um lado temos uma tradição de rigor, alguém que fala quando é preciso, do outro temos uma cultura de selfies e nunca sabemos se vamos ouvir o comentador televisivo, o professor de direito, o político dos congressos do PSD ou o Presidente.

Quando se ouve Marcelo fica-se a rir, quando se ouve Sobrinho Simões fica-se a pensar, fica-se a pensar sobre quem somos, somo quem poderíamos ser e sobre o que queremos ser. Estava ouvindo Sobrinho Simões e a câmara ia mostrando os rostos, percebia-se a curiosidade por detrás do rosto de circunstância dos soldados, via-se o sorriso de Costa, a altivez de Assunção cristas e a cara de Pau de Marco António.

Mas enquanto ouvia Sobrinho Simões pensava sobre o fosso que existe entre o mundo das banalidades em que se transformou o debate político e o mundo de quem pensa com seriedade. Porque motivo não ouvimos mais vezes gente com a grandeza intelectual de Sobrinho Simões e passamos a vida a ouvir matracas falantes como Medina Carreira, José Gomes Ferreira, para não baixar o nível e passar aos que têm mais tempo de antena, como os anafados do João Guerra e Serrão e os paspalhos do Pina e do Ventura.

Que país é este onde os partidos da oposição tenham vir a ser governo procurando conflitos entre declarações de ministros e secretários de Estado? Dei o exemplo do que temo vindo assistir na luta partidária, mas poderia eleger os discursos de muitas personalidades de todos os quadrantes partidários, sindicais ou empresariais.

Interrogo-mo como é que um país tão grande gera tanta pequenez, mas pior do que isso, porque razão neste país são os mais pequenos a dominar? Porque é que o nosso país está condenado a não ultrapassar os horizontes eu lhe são impostos por tal gente, como se em fez das forças do universo por aqui imperasse uma das mais elementares regras da matemática, a do mínimo múltiplo comum?

PS: Alguém se lembra do que disse Marcelo rebelo de Sousa?

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Montenegro

O desespero com que o líder parlamentar do PSD se agarra ao tema das off-shores, fazendo o papel de caça fantasmas ao procurar a mais pequena contradição entre o discurso dos membros do governo só tem uma consequência, fica-se com a impressão de que o PSD se sente incomodado e tenta atirar caca para a ventoinha.

É uma pena que Luís Montenegro não estude as sondagens, talvez percebesse que tem andado de
 falhanço em falhanço e que todas as estratégias que adoptou até agora só deram mau resultados.

«Começou com um pedido de audição urgente do ministro das Finanças para agora passar a debate de atualidade, marcado já para a próxima segunda-feira, com o PSD a querer confrontar o Governo com a decisão de retirar da lista de negra de offshores o Uruguai, a ilha de Man e a ilha de Jersey. Isto porque esta quinta-feira, depois de o líder parlamentar do partido confrontar o próprio primeiro-ministro com este caso, o PSD recebeu uma resposta do Governo com pareceres da Autoridade Tributária sobre a exclusão destes paraísos fiscais da tal lista negra, mas considera que a informação ou é antiga ou está incompleta ou é contraditória com a decisão do Governo ou está mesmo ausente.

Na quinta-feira, logo depois determinar o debate quinzenal, o PSD recebeu uma resposta pedida há duas semanas ao Ministério das Finanças sobre a retirada dos três paraísos fiscais da lista negra. O gabinete de Mário Centeno respondeu com considerações políticas sobre “as acusações graves e infundadas” do PSD. Mas também afirmou que “a responsabilidade da decisão é do Governo”, ainda que os trabalhos que a sustentam “tenham sido realizados com a participação da Autoridade Tributária“.» [Observador]

 Nada de novo

Sempre que há um atentado organizado por um sunita terrorista é usual a habitual cerimónia de homenagem com a presença de vários líderes religiosos, por cá sempre que tal sucede lá temos o sheik David Munir fazendo as suas homilias em entrevistas televisivas.

A ideia que se deixa passar é que o mundo muçulmano e, em especial, o mundo sunita não se revê nos atentados terrorista. Tudo isso não passa de uma farsa, o Estado Islâmico tem grandes apoios nalguns países árabes e sem esses apoios nem existiria. A verdade é que o dinheiro que financiou a mesquita de Lisboa é o mesmo que financia muitos movimentos extremista.

Por isso não admira a postura de desrespeito por parte da seleção da Arábia Saudita enquanto a seleção da Austrália fazia um minuto de silêncio em memória das vítimas do atentado de Londres. É ridículo que a Arábia Saudita venha pedir desculpa, agora que percebeu a indignação que o gesto provocou. é evidente que os responsáveis sauditas que acompanharam a equipa foram avisados com antecedência e deram instruções aos jogadores para que tivessem aquele comportamento.

Aposto que desta vez o sheik Munir não vai dar a cara nas televisões. A hipocrisia tem limites.


      
 Os juízes não têm direito à greve
   
«1. Os tribunais são órgãos de soberania, a par do Presidente da República, da Assembleia da República e do Governo (art. 110.º da Constituição); compete-lhes administrar a justiça em nome do povo (art. 202.º); são independentes e apenas sujeitos à lei (art. 203.º).

Por isso, os juízes são inamovíveis (art. 216.º, n.º 1), cabendo a sua nomeação, a sua colocação, a sua transferência e a sua promoção ao Conselho Superior da Magistratura e, quanto aos juízes dos tribunais administrativos e fiscais, a órgão análogo (art. 217.º, n.ºs 1 e 2) — um e outro órgão integrando juízes, em composição quase paritária (art. 218.º). Nem os juízes podem ser responsabilizados pelas suas decisões, salvas as exceções consignadas na lei (art. 216.º, n.º 2).

2. Um estatuto como este implica, em contrapartida, quer deveres quer restrições de alguns direitos. É certo que o art. 18.º, n.º 2 parece consentir apenas as restrições a direitos, liberdades e garantias nos casos expressamente previstos na Constituição e o art. 270.º apenas se refere aos militares e agentes militarizados dos quadros permanentes em serviço efetivo e aos agentes dos serviços e das forças de segurança. Todavia, ao lado destas restrições, explícitas, existem restrições implícitas, fundadas em princípios (e não já em regras) constitucionais e derivadas da necessidade de preservar “outros direitos e interesses constitucionalmente protegidos”, conforme acrescenta o mesmo art. 18.º, n.º 2. Para lá da hipótese de colisão de direitos — liberdade de expressão e direito ao bom nome e reputação, iniciativa económica e direito ao ambiente, etc. —, deparam-se situações em que são imperativos institucionais que reclamam restrições — como sucede, precisamente, com as dos juízes, dos magistrados do Ministério Público, dos diplomatas ou dos dirigentes superiores da Administração.

Ninguém contesta que um juiz, tal como um militar, não possa estar inscrito num partido político ou, pelo menos, desenvolver uma atividade política pública; ou que esteja limitado nos seus direitos de expressão e de manifestação tanto no plano político como no plano da sua atividade jurisdicional. E as leis ordinárias vão, como não podia deixar de ser, neste sentido.

3. Escusado deveria ser lembrar que os juízes não são trabalhadores subordinados. Não se acham em qualquer situação aproximável da dos trabalhadores das empresas privadas ou da Administração Pública. Investidos na titularidade de órgãos de soberania, encontram-se perante o Estado numa relação de identificação. Não são empregados do Estado. Eles são — como o Presidente da República, os deputados e os ministros — o Estado a agir.

Nem a sua independência se confunde com a inerente às profissões livres ou profissões cujo exercício implica a autonomia individual e coletiva derivada do domínio de uma ciência ou técnica especialmente elevada. Aqui, a liberdade para determinar o modo e o conteúdo do ato profissional tanto pode caber no âmbito de profissões liberais ou de trabalho independente como desenvolver-se em regime de trabalho subordinado; há sempre liberdade de escolha de meios, nem sempre liberdade de escolha de resultados.

A magistratura judicial implica também o domínio muito qualificado de uma ciência, a ciência jurídica. Mas nela, a par da liberdade de escolha de meios, há liberdade de escolha de resultados. Porque se trata de dizer o Direito (ou porque a causa da atividade dos tribunais é a realização do Direito), nenhuma injunção concreta pode recair sobre os juízes e a própria obrigação de acatamento das decisões dos tribunais superiores decorre do sentido da função e no interior do sistema judiciário.

A independência dos profissionais liberais é meramente técnica. A dos juízes assume um alcance político (na aceção lata do termo), é uma independência de poder.

4. Muito em especial, um direito à greve dos juízes, fosse qual fosse o motivo invocado para o exercer, contenderia com a ligação estrutural incindível dos magistrados aos tribunais e ao Estado. Ainda que fossem alegadas questões de cunho remuneratório, não seria um conflito jurídico laboral; seria um conflito atinente ao exercício da função legislativa ou da função administrativa nos seus reflexos sobre a situação dos juízes. Não seria um conflito entre trabalhadores e empregadores (que não são nem o Parlamento nem o Governo); seria um conflito entre poderes do Estado.

5. Objetar-se-á que os juízes, ao invés do Presidente da República, dos deputados e dos ministros, seguem uma carreira com progressão ao longo da vida e constituem um corpo profissional permanente. E há autores que, de certo modo, até desdobram o seu estatuto em duas faces: a de titulares de cargos públicos e a de trabalhadores. Este dualismo não assenta, no entanto, em suficiente base de sustentação.

Que haja uma carreira profissional, sem dúvida (nem se vê como pudesse ser doutra sorte em país de sistema romano-germânico); só que carreira singular e irredutível a qualquer outra. Que se esteja diante de uma carreira profissional, sem dúvida; só que carreira na qual o poder disciplinar é um poder de exercício participado pelos próprios e em que as classificações atendem a rigorosos critérios intelectuais, sem tocarem, minimamente, no conteúdo decisório dos arestos emitidos (cfr. art. 34.º do estatuto dos magistrados judiciais).

E, que não sejam os juízes a determinar as condições materiais do exercício da sua atividade, isso tão pouco os menoriza em confronto com o Presidente da República, os deputados e os ministros. Em qualquer caso, é a lei dimanada do Parlamento, assembleia representativa de todos os portugueses (art. 147.º da Constituição) e baseada no sufrágio universal (arts. 10.º, n.º 1 e 113.º, n.º 1), que prescreve as regras remuneratórias relativas a uns e outros.

6. Como quer que seja, admitindo mesmo sem conceder que os juízes tivessem um duplo enquadramento estatutário, tão pouco tal implicaria a necessidade de se lhes reconhecer um direito à greve.

Basta pensar em categorias profissionais em que esse direito é, pura e simplesmente, inconcebível: os militares e agentes militarizados em serviço efetivo, tão inconcebível que o legislador constitucional não sentiu necessidade de o explicitar no art. 270.º. E basta pensar nos agentes das forças de segurança, que, desde 2001, alcançaram o direito de associação sindical e a quem foi recusado, de forma terminante, o direito à greve (art. 270.º, in fine).

Quer dizer: ainda que os juízes pudessem ser configurados também como trabalhadores do Estado, nem daí fluiria, como corolário forçoso, que pudessem pretender ter o direito à greve; nem se compreenderia que os agentes das forças de segurança, que executam as decisões dos juízes, não gozassem de direito à greve e dele gozassem os juízes.

Mas, porque nenhum preceito constitucional exclui a greve por parte dos juízes, não poderiam eles invocar esse direito em nome do princípio de liberdade? Ou, doutra ótica, não poderia a lei ordinária consigná-lo e consigná-lo como verdadeiro direito fundamental ao abrigo de cláusula aberta do art. 16.º, n.º 1? Não, o princípio de liberdade vale para as pessoas enquanto particulares ou enquanto membros da comunidade; não para os titulares de órgãos do poder. E uma lei que concedesse aos juízes o direito à greve seria — justamente por causa disso — inconstitucional.

7. Não está tanto em causa saber se os juízes preferem revestir-se da qualidade de funcionários (como aconteceu, na prática, frente à Constituição de 1933), ou da qualidade de titulares de órgãos de soberania (como resulta da atual Constituição democrática), ou se almejam por acumular as duas qualidades e os respetivos benefícios quanto saber se o Estado vai subsistir como unidade de poder e de serviço ou se vai fragmentar-se em estratos corporativos.

Nem está tanto em causa uma questão de solidariedade institucional quanto uma questão de identidade do Estado de Direito democrático; nem tanto uma questão de respeito entre titulares de órgãos de soberania quanto de respeito pelos cidadãos, razão de ser do sistema judiciário. Uma greve dos juízes traria o risco de deslegitimar a tarefa essencial do Estado de administração da justiça e, desde logo, de deslegitimar os juízes perante a comunidade.» [Público]
   
Autor:

Jorge Miranda.

      
 Vagas no CFP preenchidas
   
«Para o cargo de vice-presidente o escolhido é Paul De Grauwe. Este economista belga é um dos mais prestigiados especialistas em política monetária, tendo ficado conhecido nos últimos anos pela sua opinião crítica em relação à forma como as autoridades europeias geriram a crise das dívidas soberanas do euro. Actualmente é professor na London School of Economics, mas durante muitos anos ensinou na Universidade de Leuven, na Bélgica e teve uma incursão na política com membro do Parlamento belga entre 1991 e 2003.

Miguel St. Aubin será vogal do conselho superior do CFP. É professor no Instittuto Superior de Economia e Gestão (ISEG), dedicando a sua investigação às áreas da macroeconomia e políticas públicas. Fez parte do grupo de trabalho para a sustentabilidade da dívida, coordenado pelo Governo e que contou com deputados do PS e Bloco de Esquerda.» [Público]
   
Parecer:

Vale a pena comparar as habilitações dos agora propostas com as dos rejeitados pelo governo, a começar pelas do chefe de gabinete de Paulo Macedo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao profeta do mafarrico.»
  
 Oportunismo
   
«Esta quinta-feira, um movimento constituído pelos 782 estagiários da terceira edição do Programa de Estágios Profissionais na Administração Pública Central (PEPAC) — que dá estágios de 12 meses a jovens até 30 anos - enviou uma carta de protesto a três sindicatos (Frente Comum, Federação de Sindicatos da Administração Pública e Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado), a diversos ministros — cujos ministérios estão a usufruir destes estágios - e aos partidos políticos com assento parlamentar.

Na carta, o grupo argumenta que a Administração Pública usa a mão-de-obra qualificada dos estagiários para suprir necessidades permanentes e queixa-se da inexistência de perspectivas de emprego, argumentando que, ao contrário do sector privado, que é obrigado a ficar com um terço dos seus estagiários, o sector público não tem de o fazer. Mas os problemas denunciados não acabam aqui.

Recentemente, os estagiários do PEPAC foram informados de que poderiam ficar fora do concurso ao Programa Extraordinário de Regularização de Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP), visto que deste são excluídas “situações de exercício de funções que, por força de legislação específica, só são tituladas por vínculos de duração limitada” (Portaria n.º 150/2017). Só que estes estagiários dizem não ter feito trabalho de estagiários. Em vez disso, ocuparam postos de trabalho permanentes, alegam.» [Público]
   
Parecer:

Anda muita gente a querer entrar para o Estado sem qualquer concurso, começa-se com uma cunha para um estágio e depois exige-se a entrada sem correr o risco de ficar atrás num concurso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Abram-se concursos públicos sempre que esteja em causa uma vaga no Estado, seja qual for a sua natureza.»

 Para que o Ocidente abra os olhos
   
«Antes do jogo entre a Austrália e a Arábia Saudita estava marcado um minuto de silêncio pelas vítimas do recente atentado em Londres. A selecção visitante não só não participou no tributo como alguns jogadores continuaram mesmo os exercícios de aquecimento durante este período, revelando-se indiferentes em campo.

Quando o locutor do estádio pediu um minuto de silêncio para homenagear as oito vítimas mortais de sábado, duas delas australianas, os 11 jogadores australianos alinharam-se e abraçaram-se no círculo central do campo, enquanto os seus opositores desmobilizaram e assumiram as posições, ignorando a homenagem.» [Público]
   
Parecer:

É óbvio que os sauditas estão mais identificados com os terroristas de movimentos sunitas do que com as suas vítimas europeias ou xiitas, não é por o berço e o biberão de muitos desses movimentos é a Arábia Saudita.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»

sexta-feira, junho 09, 2017

Época da tosquia

José Gomes Ferreira é uma personagem que me dá algum gozo, gosto de o ver armado em treinador de bancada no domínio da economia. O homem poderia ter escolhido o futebol a moda, a gastronomia, enfim, um dos muitos temas televisivos em que ninguém se questiona sobre as habilitações ou aptidões dos comentadores televisivos. Mas não, o homem tem uma licenciatura em comunicação social  e anda por aí armado em economista, até escreve livros a ensinar como salvar o país, algo de que o Medina Carreira nem se lembraria.

De matemática pouco mais estudou do que a tabuada, mas quem o ouve opinar sobre política económica é bem capaz de pensar que o pobre diabo é doutourado em Harvard. Normalmente fala sozinho ou entrevista amigos, convencido de que é uma autoridade em economia achou que podia entrevistas António Costa, conseguindo o que nem o PSD, nem o CDS, conseguiram, arrasar o primeiro-ministro no domínio da economia.

Desenhou dois ou três gráficos dignos do oitavo ano de escolaridade, alinhavou umas frases banais inspiradas no discurso da direita e pensou que iria meter Costa na linha. Foi um espetáculo ridículo, Jorge Ferreira pensava que ia buscar lã e voltou tosquiado. O pobre funcionário de Balsemão evidenciou uma falta de recursos técnicos e intelectuais que imagino que o próprio Costa terá sentido pena da criatura.

Mas parece nestes dias que passam a moda é ir buscar lã e voltar tosquiado, que o diga Theresa May, a quem aconteceu mais ou menos o mesmo. Tem em comum com o licenciado em comunicação da SIC Notícias os azares com a natureza, no domínio da estética a inglesa ainda disfarça pois vete-se melhor que o jornalista, mas quanto a inteligência estão bem um para o outro.

Também a Theresa May pensou que ia buscar lã e acabou tosquiada. Tinha maioria absoluta, mas excitou-se com as sondagens e não resistiu à tentação de ir a eleições, convencida de que acabar com o que restava do Partido Trabalhista. Agora serão os unionistas da Irlanda do Norte que vão estar em condições para acabar com o que resta do Partido Conservador.

Por cá é o Passos que também se tem ajeitado a uma tosquiadela, chamou a si os louros do trabalho alheio e as sondagens aumentaram as intenções de voto no PS.


Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
António Mexia

O tema das rendas da EDP é antigo e António Mexia nunca se lembrou de prestar qualquer esclarecimento, até porque tem na figura de Catroga alguém que ora é presidente da EDP, ora é político e toda a gente sabe quem lá o meteu e para o que foi lá metido.

A disponibilidade de Catroga ir ao parlamento não passa de uma parvoíce, ninguém de bom senso acha que o parlamento o vai chamar a meio de um processo judicial. A proposta de Mexia até revela arrogância e nervosismo.

«A EDP enviou uma carta aos deputados da comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas onde manifesta a sua disponibilidade para ir prestar esclarecimentos sobre os contratos de compensação conhecidos por CMEC (Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual), que estão sob suspeita do Ministério Público, numa investigação em que foram constituídos arguidos o presidente executivo da empresa, António Mexia, e o administrador João Manso Neto.

Fonte oficial da eléctrica confirmou esta quinta-feira ao PÚBLICO que foi enviada uma carta ao presidente da comissão, o deputado do CDS Hélder Amaral, manifestando “disponibilidade [da administração da EDP] para esclarecer”, mais uma vez, o processo de substituição dos contratos de aquisição de energia (CAE) pelos CMEC, que começaram a vigorar há dez anos.

Na quarta-feira, dia em que a comissão votou a audição da presidente da ERSE ao Parlamento, com “carácter de urgência”, para falar sobre os CMEC, o deputado do Bloco de Esquerda Jorge Costa rejeitou a possibilidade de chamar o presidente da EDP, António Mexia, à Assembleia da República. Ao PÚBLICO, Jorge Costa afirmou que as explicações do presidente da EDP “estão dadas” e que “o caso segue na justiça”.» [Público]


quinta-feira, junho 08, 2017

A coroa de louros

Depois de mais de um ano a dizer cobras e lagartos da gerigonça, de ter apelado ao Partido Popular Europeu, na sua reunião de Madrid, que boicotasse a solução política portuguesa, de ter desejado o OE de 2015 em Bruxelas. Depois de ter anunciado o diabo e uma prenda de reis, de ter prognosticado subidas dramáticas de juros, de ter desvalorizado a criação de emprego. Depois de ter assegurado que os investidores só regressariam a Portugal com um governo amigo dos investidores. Depois de tudo isto e muito mais Passos Coelho quer a coroa de flores do sucesso económico.

Mas, em vez de uma coroa de flores o líder do PSD e a sua equipa de extremistas correm um sério risco de serem acusados de demência e serem brindados com um colete de forças. Nesta questão de saber a quem se deve o sucesso económico a postura de Passos Coelho e dos seus está entre a demência e a esquizofrenia, num dia negam a realidade e no outro dizem que foi obra sua, se hoje dizem que o sucesso se deve às suas reformas no dia seguinte queixam-se de que é tudo propagada.

Quando alguém os acusa de terem adotado medidas brutais de austeridade dizem não terem sido os culpados, que foram obrigados em tudo o que fizeram, que todas as medidas e reformas estavam no memorando. Para não assumirem quaisquer responsabilidades vão ainda mais longe, apagam o inconveniente do Catroga da fotografia e dizem que o memorando foi obra exclusiva de José Sócrates. 

Mas na hora de ficarem com os louros as medidas que já constavam no memorando de entendimento deixam de ser milagrosamente da autoria de Sócrates para serem resultado do ímpeto reformador de Passos Coelho. De um momento para o outro deixa de existir Troika e memorando, tudo foram reformas saídas da cabeça iluminada de Pedro Passos Coelho.

Mas o pior é que estamos perante pura imbecilidade, só um paspalho pode pensar que os eleitores vão atribuir o que sucedeu durante o governo de Passos a António Costa e elogiar Passos pelo trabalho do atual governo. 

Passos Coelho não se deu ao trabalho de fazer oposição convencido de que o governo cairia, recusou-se a apoiar o país na elaboração do OE, negando-se a apresentar propostas, e ainda no ano passado enquanto o parlamento receia o projeto de OE Passos Coelho optou por monta uma fantochada orçamental numa espécie de reunião do governo no exílio em Albergaria-a-Velha. Não hesitou em votar favoravelmente propostas do BE e do PCP sempre que julgou que assim boicotava a política económica do governo. 

E agora dizem que o sucesso económico é obra deles?  Vão mas é apanhar gambuzinos …

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Sôr Álvaro, ex-ministro da Economia

O sôr Álvaro não perdeu tempo para vir a público secundar as declarações de Passos Coelho de que tinha feito grandes cortes nas rendas pagas à EDP. Mas o Sôr Álvaro não disse tudo, esqueceu-se de dizer que deixou cair o seu secretário de Estado da Energia cedendo às pressões das energéticas. O próprio Sôr Álvaro escreveu mais tarde que António Mexia até terá festejado a demissão com champanhe.

Será que terá sobrado alguma garrafa de champanhe a Mexia, dava jeito para que o Sôr Álvaro celebrasse os seus grandes sucesso como ministro da Economia.

«Em declarações ao PÚBLICO, o antigo ministro da Economia Álvaro Santos Pereira diz não ter dúvidas de que era preciso fazer mais na energia e alerta para a necessidade de não reverter o que foi feito.

Portugal ainda deveria ir mais longe no corte das rendas da energia?
No último relatório sobre Portugal que saiu este ano, a OCDE diz isso muito claramente. No anterior Governo cortaram-se 3,5 mil milhões de euros de rendas de energia. Antes desse Governo ninguém tinha cortado um cêntimo. O lobby da energia é um dos mais fortes que temos em Portugal. Pode-se cortar nas rendas de energia de muitas formas: pode ser nos CMEC [custos de manutenção do equilíbrio contratual], nas garantias de potência ou noutras formas. Foi isso que foi feito. Agora é importante que nos próximos anos, primeiro, quando houver um ajuste final dos CMEC, não haja reversão deste corte. É o primeiro ponto a ter em linha de conta e sobre o qual ninguém está a falar: não pode haver reversão dos cortes e não pode haver mais rendas paras as empresas de energia. Em segundo lugar, é importante criar as condições para haver mais concorrência. Para isso, as interligações entre Espanha e França são fundamentais. Mas também é preciso continuar a criar condições para cortar as rendas da energia, quer seja através de contribuições, como as que foram criadas, quer através de outros mecanismos que possam reduzir as rendas desses sectores que foram protegidos durante demasiado tempo e que criaram lobbies fortíssimos, com ligação ao poder político, e que tiveram uma influência nefasta no nosso país.» [Público]



      
 O KO no Gomes Ferreira
   
«Estive a ver a entrevista a António Costa. Em grande forma. O pafioso Gomes Ferreira até trazia gráficos para provar que o déficit desceu à séria com Passos, e que a economia já estava a crescer quando o Passos foi à vida para ocupar o cargo de primeiro-ministro no exílio. Ou seja, o Gomes Ferreira queria provar que o bom sucesso atual da economia portuguesa é da responsabilidade do Coelho e não deste governo.

Pois tenho que reconhecer que António Costa, com o qual nem sempre concordo mas que reputo ser um dos poucos políticos sérios deste país, é também um político muito hábil. Respondeu ao Ferreira com a citação do que este lhe tinha dito, há um ano, quando também o entrevistou na SIC. E nessa altura, Ferreira dizia a Costa que o país estava à beira do abismo, que a política seguida era uma catástrofe, tal como também o dizia o Passos. Ou seja, se o país estava tão mal como eles diziam, se a política seguida era tão horripilante, como podem os bons resultados ser da responsabilidade do governo anterior e não deste?

Em suma, o Ferreira queria provar três teses:


  1. Que o país não está tão bem como António Costa pensa que está.
  2. Que mesmo naquilo em que está melhor, o mérito é de Passos Coelho!
  3. Que a austeridade continua, na prática, ainda que o governo queira fazer crer que já acabou.
  4. António Costa esteve à altura. Desmontou os argumentos do Ferreira com grande argúcia e inteligência, mesmo que o entrevistador possa ter alguma razão, nalguns dos tópicos que avançou. Só que, Ferreira perde toda a razão quando usa esses tópicos para engrandecer as políticas pafiosas e desmerecer os méritos do actual governo.

Um entrevistador deve ser isento e tentar pôr o entrevistado a falar e a comunicar as suas opções e opiniões, respondendo a perguntas pertinentes. Ferreira não faz entrevistas, faz debates. Como se fosse candidato a uma qualquer eleição e tivesse António Costa como seu adversário político. É como se o árbitro fosse também ele jogador, calçando chuteiras e tudo.

O problema é que as chuteiras do Gomes Ferreira são alaranjadas com umas listas azuis, as cores pafiosas. E ele nem sequer faz questão de o esconder. Antes de entrar em campo deve telefonar ufano a Passos Coelho e dizer: “É hoje, vou dar cabo dele”. Só que, mais uma vez, foi à tosquia e saiu tosquiado.» [Estátua de Sal]
   
Autor:

Estátua de Sal.

      
 Ana Gomes venceu
   
«O gabinete do primeiro-ministro divulgou esta quarta-feira uma carta de José Júlio Pereira Gomes em que o embaixador afirma a sua “indisponibilidade para aceitar o cargo” de secretário-geral dos Serviços de Informações da República Portuguesa, para o qual António Costa o indigitara no início de Maio. Cerca de 40 minutos depois, emitiu um comunicado em que explica as diligências efectuadas e defende a actuação do embaixador em 1999, em Timor, e reafirma "a confiança que justificou a sua indigitação".

“Importando salvaguardar a dignidade do cargo de secretário-geral do SIRP de toda e qualquer polémica, que naturalmente se repercutiria negativamente no exercício das suas funções, resolvi comunicar a S. Exa. o Primeiro-Ministro a minha indisponibilidade para aceitar o cargo para que me havia convidado, agradecendo-lhe a confiança em mim depositada”, escreve o embaixador em Estocolmo.» [Público]
   
Parecer:

Não consegue chegar a ministra dos Negócios Estrangeiros mas tem tido um grande sucesso na oposição aos governos do PS.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»



quarta-feira, junho 07, 2017

Testemunhos para memória futura

Mal rebentou o caso EDP Passos Coelho apressou-se a limpar-se declarando que o seu governo tinha sido o único a baixar as rendas da energia elétrica, depois dele o Sor Álvaro, ministro da Economia até que o Portas correu com ele para promover Pies de Lima, também veio a público fazer o seu autoelogio, repetindo a declaração de Passos Coelho.

Mas vale a pena recuar a Março de 2012, nesse dia era anunciada a demissão de Henrique Gomes, o então secretário de Estado da Energia. À boa moda soviética uma fonte não identificada dizia à Lusa que a demissão se devia a «motivos de índole pessoal e familiar». Mas a TSF esclarecia que «Henrique Gomes tinha em mãos um plano com potencial para incomodar muita gente. O objetivo, imposto pelo acordo assinado com a troika, é reduzir as rendas que o Estado paga aos produtores no setor energético e que o secretário de estado classificava como «excessivas» [TSF]. Isto é, o secretário de Estado era demitido a pedido da EDP.

As causas da demissão foram abafadas e o PSD e o CDS chumbaram hoje uma proposta do PCP para ouvir no Parlamento o ex-secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, e o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira. António Mexia terá festejado a saída do governante com champanhe, quem o declarou foi o Sor Álvaro num livro que escreveu mais tarde “Sei que a saída de Henrique Gomes do Governo causou polémica e sei mesmo que houve até produtores de energia que chegaram a celebrar com champanhe a sua partida” [Expresso]. O que ele não explicou foi porque razão não teve a coragem de defender o seu secretário de Estado.

Para o lugar de Henrique Gomes foi Paulo Trindade e, coincidência das coincidências, em 2015 era notícia que «o pai do secretário de Estado da Energia, Artur 

Trindade, é consultor da EDP desde 2013, confirmou à Lusa fonte oficial da elétrica, na sequência de uma denúncia feita hoje pelo empresário Manuel Champalimaud.» [Jornal de Negócios]. Isto é, o rapaz não perdeu tempo, o mesmo sucedeu, aliás, com Maria Luís Albuquerque que meteu o marido a ganhar uns cobres na EDP.

É uma pena que o Sor Álvaro se tenha esquecido de esclarecer duas coisinhas, o motivo porque demitiu o seu secretário de Estado das Energia e que o corte das rendas feito pelo seu governo estava decidido no memorando com a Troika, mas ficou aquém do desejado. Aliás, o mesmo Henrique Gomes declarava em 2015 que "em vez do corte das rendas e redução de custos, o Governo aumentou os preços da energia aos consumidores" [Jornal de Negócios]. E quanto aos cortes nas rendas as suas contas diferem muito das do Sor Álvaro:

«Faz as contas para dizer que em vez dos cortes que o Governo reclama de 4,4 mil milhões de euros até 2020 nessas rendas, o que se conseguiu cortar foram 1.600 milhões, tendo conseguido, por outro lado, uma receita adicional com a contribuição extraordinária (CESE) de 200 milhões. "No total teremos 1.800 milhões que se contrapõem aos 4.400 milhões de euros que o Governo reclama", escreve o ex-governante.»

Longe de mim pensar que o Sor Álvaro também terá bebido Champanhe com Mexias ou que haja algo de corrupção no o emprego do pai do secretário de Estado nomeado para o lugar do governante mandado sanear ou no lugar que do marido da ministra das Finanças conseguiu na EDP, para não referir a presidencial da EDP atribuída a Catroga, o negociador do memorando com a Troika em representação de Passos Coelho, tivessem algo de corrupto. Digamos que em tempo de crise e de cortes de rendimento se tratou de atos de generosidade por parte de Mexia. Ninguém terá mandado uma cartinha anónima para a PGR?

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Luís Filipe Castro Mendes, ministro borlista

Se os turistas que visitam o país tem borlas nos museus não estaremos a correr o risco de um dia lhes pagarmos para que nos visitem. Por este andar o país vaio oferecer a bica e o café de nata à borla às segundas, sardinhas assadas à terça, bacalhau à Brás à quarta, cozido à quinta, sopa da pedra à sexta e sandes de courato ao sábado, fica o domingo para o dia sem borlas, isso se não for feriado ou o primeiro domingo do mês, do trimestre ou do ano.

esperemos também que não se lembrem de emprestar a Torre de Belém para organizar bailes ou o Castelo para as festas da SONAE, é certo de que vai haver estragos e se o ministro for chamado ao Parlamento responde com mais borlas.

Não seria melhor financiar os museus do que dar borlas e depois pagar as despesas com impostos de quem não vai visitar os museus, muitas vezes pessoas que não vivem a menos de cem quilómetros do museu mais próximo?

«O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, anunciou esta tarde, na Comissão Parlamentar de Cultura, que os museus públicos vão passar a ser gratuitos aos domingos e feriados, até às 14h, já a partir de 2 de Julho. A medida abrange todos os cidadãos residentes em território nacional (portugueses e estrangeiros).

O anúncio foi feito no início de uma audição que promete ser dominada pelas recentes polémicas na área do património, da vandalização de uma gravura no Parque Arqueológico do Vale do Côa, em Abril, à mais recente controvérsia em torno dos danos sofridos pelo Convento de Cristo, em Tomar, durante as filmagens de The Man Who Killed Don Quixote, de Terry Gilliam.» [Público]

 Foi tiro e queda

O homem que mais odeia Sócrates, um tal Tavares que é ministro na sombra, não esperou tempo para pendurar os administradores da EDP, tornando-os suspeitos de corromperem Sócrates, passando a estar numa imensa fila por ele elaborada, em colaboração com o arquiteto do SOL e outros jornalistas defensores da liberdade:

«O mais espantoso nas suspeitas de corrupção na EDP é a ausência de qualquer espanto. Há anos sem fim que se falava nos privilégios inaceitáveis da eléctrica nacional e no facto de nenhum governo português se atrever verdadeiramente a beliscá-los. Depois da queda do BES, da destruição da PT, da falência da Ongoing e do quase desabamento do BCP, a EDP era a última grande empresa com ligações íntimas ao consulado de José Sócrates que ainda não tinha sido visitada pelo Ministério Público. Foi agora. As suspeitas incidem sobre a forma como foram negociados os chamados CMEC, Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual – uma compensação atribuída à EDP pela liberalização do sector eléctrico que a troika considerou ser uma renda desproporcionada, excessiva e incompreensível. Tentou, aliás, acabar com ela. Não conseguiu.» [Público]

Está encontrado mais um motivo para prolongar a investigação a Sócrates por mais um ou dois anos. Outros que se vão preparando, quando o caso EDP tiver sido espremido será aberto outro processo que como em Roma, onde todos os caminhos vão dar ao papa, por qui todos os processos do MP vão dar a Sócrates.

 O caso Pereira Gomes

Toas as acusações feitas por Ana Gomes devem ser averiguadas, se forem verdadeiras Pereira Gomes não pode ser nomeado, se forem falsas Ana Gomes deve ser convidada a sair do PS e do Parlamento Europeu.

Em qualquer caso nas próximas eleições europeias é provável que não vote no PS se Ana Gomes estiver na lista de candidatos, não me parece que a ex-diplomata tenha dado tantos contributos para ao PS e para a esquerda para que beneficie durante tantos anos do estatuto de deputada rica pelo PS.

      
 Mais um pouco e os terroristas eram íntimos da May!
   
«Youssef Zaghba, filho de um marroquino e de uma italiana, é o terceiro atacante de Londres, avança o jornal italiano Corriere della Sera. A informação foi confirmada pela unidade de anti-terrorismo britânica.

Zaghba estava referenciado pelos serviços secretos italianos, depois de ter sido detido em Março do ano passado em Bolonha, quando se preparava para viajar para a Turquia e depois para a Síria.

O Comando Metropolitano de Anti-Terrorismo esclareceu que Zaghba "não estava sob investigação da polícia ou do MI5 [serviços de segurança interna britânico]".» [Público]
   
Parecer:

Os serviços de informação dos países europeus são mais eficazes a promover a criação de grupos terroristas defensores da democracia em países como a Síria, do que a defender os seus cidadãos dos grupos de terroristas que ajudaram a criar. Mais um pouco e os terroristas de Londres trabalhavam na campanha dos conservadores.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

terça-feira, junho 06, 2017

De Mao à EDP



O título parece ser manhoso e talvez o seja, mas não por se querer estabelecer alguma relação entre o que por aí vai com o fato o dono maioritário da EDP ser a China Popular. O que me inspira o título é um dos momentos mais negros do maoismo que coincidiu com a explosão de alguns movimentos maoistas, cuja expressão mais extremista em Portugal foi o MRPP, a revolução cultural.

Durante a Revolução Cultural fazia-se justiça sumária, os estudantes elegiam os inimigos do povo com base em manobras de propaganda que os apontava coimo culpados de todos os males, de seguida eram exibidos perante o povo. Estas sessões de enxovalho público, sem qualquer direito a defesa transformavam-se em orgias coletivas. Os visados não tinham quaisquer direitos e eram forçados a exibir a sua culpa, em letreiros pendurados ao pescoço. Tudo isto era apoiado por propaganda propalada através dos famosos dazibaos, os jornais de parede.

Este modelo foi transportado para Portugal nos tempos “gloriosos” do MRPP e parece que a sua cultura ficou. Também agora há exibições públicas dos culpados de todos os males. A frustração coletiva aponta para culpados, os tablóides e jornalistas supostamente especializados em temas como a economia, fazem comentários em televisões como a SIC Notícias, onde tecem os seus vereditos.



Daí à exibição pública dos condenados é um pequeno passo, alguém manda uma carta anónima e depois o espetáculo é sempre o mesmo, a destruição moral dos declarados culpados na praz pública, em vez de cartazes ao pescoço produzem-se primeiras páginas em edições sucessivas de dazibaos que agora têm a forma de tabloides, ainda que sejam mais algo como filhosdeputoides. Dantes os professores chineses eram obrigados a ficar em silêncio, a não ser que assumissem as suas culpas em público, agora são obrigados a estar caladois em nome do segredo de justiça e se tiverem alguma coisa a dizer só o podem fazer a um qualquer superjuiz de turno.


Mais de quarenta anos depois parece que o MRPP andas à solta em Lisboa, parece eu os seus valores estiveram fechados, como se de um vírus perigosos se tratasse, agora alguém decidiu abrir o frasco e fazer uma limpeza da sociedade portuguesa usando os métodos aprendidos no passado. Coincidência ou talvez não, muitos dos nossos magistrados seniores andaram na Faculdade de Direito de Lisboa nos tempos do MRPP e das passagens administrativas. O fato é que não raras vezes nos últimos tempos sinto-me transportado para a China de Mao.


Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas,líder mal preparada

Vale a pena acompanhar os temas preferidos de Assunção Cristas, daí resulta uma evidência, são muitos poucos os temas abordados por Assunção Cristas, em regra ala de agricultura porque aprendeu umas coisas quando era ministra, ou de bombas de gasolina porque tem quem lhe dê explicações em casa. Mesmo assim nota-se alguma fragilidade na abordagem dos temas, roçando algumas vezes a falta de solidariedade. Falta de preparação pessoal ou não lhe prepara os dossiers e intervenções? Digamos que se o tema fosse bola dir-se-ia que lhe falta uma "estrutura" e que assim não vai conseguir ganhar títulos e num clube como CDS é pouco provável que se habitue a eles.

«"É muito importante que o Ministério ponha cá fora um pacote de medidas que já vêm atrasadas, que estavam pré-preparadas, porque já há muito tempo que existe um grupo de trabalho em permanência para monitorizar as situações de seca", afirmou Assunção Cristas.

Numa visita a uma feira do setor alimentar, em Lisboa, a líder centrista disse não entender "a ausência do ministro da Agricultura", argumentando que as queixas se sucedem por parte do setor e têm impacto, por exemplo, nas sementeiras que poderão não se fazer por escassez de água.

"Há medidas estudadas do passado", insistiu a ex-ministra da Agricultura, apontando para a isenção da taxa de recursos hídricos, isenções de contribuições à segurança social, apoios ao investimento, entre outras.

A presidente do CDS-PP, que foi ministra da Agricultura no anterior Governo, afirmou que "em 2011, na sequência da seca grande desse inverno e primavera, foram aplicados só do Orçamento do Estado 45 milhões de euros de medidas de apoios aos agricultores".» [Lusa]

 É o que dão os jantares de lombo assado



Ou Passos começa a beber água nos jantares do lombo assado, ou terá de explicar porque motivo os interesses do PSD diferem dos do país.

 Caso EDP

Cheira-me que um dia destes vai aparecer mais um processo, desta vez dirigido a alguém do governo ou próximo do governo. A nossa "justiça" normalmente é muito equilibrada...

      
 Angola dá lições de direitos humanos a Portugal
   
«O ministro da Justiça angolano admite reequacionar a cooperação judiciária com Portugal, mostrando-se "estupefacto" por o Ministério Público português ter avançando para a fase Instrução no processo envolvendo o vice-presidente Manuel Vicente, sem esperar pela resposta de Angola.

"Eu fico estupefacto e até incrédulo, na medida em que são situações que demonstram um certo desrespeito pelas nossas autoridades judiciárias, e em especial pelo Tribunal Constitucional da República de Angola", afirmou esta segunda-feira o ministro angolano da Justiça e Direitos Humanos, Rui Mangueira, questionado pela Lusa à margem de um evento oficial em Luanda.

A Lusa noticiou a 19 de maio que o Ministério Público (MP) já enviou para o Tribunal de Instrução Criminal o caso "Operação Fizz", apesar de o vice-presidente angolano Manuel Vicente não ter sido ainda notificado da acusação, indicaram então fontes ligadas ao processo.

"Esta situação, obviamente ao ser verdade, por aquilo que nos foi dado a conhecer, é uma questão que assume uma gravidade muito grande e vai-nos levar, certamente, a fazermos uma avaliação e uma apreciação de todo o trabalho que deve ser feito nos termos deste acordo" de cooperação judiciária entre os dois países, afirmou Rui Mangueira.» [Expresso]
   
Parecer:

Começo a recear que tal possa suceder, tantos são os atropelos a que tenho assistido.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Pobre Theresa
   
«A primeira-ministra do Reino Unido Theresa May está a ser criticada por ter feito cortes na despesa com as forças de segurança britânicas quando era ministra do Interior, que diminuíram em 20 mil o número de agentes da polícia. O líder do partido trabalhista Jeremy Corbyn pediu esta segunda-feira a demissão de May.

May nega as acusações de que a polícia britânica não tem recursos suficientes para lidar com as presentes ameaças e garantiu que os orçamentos para unidades e políticas antiterrorismo foram sempre protegidos.» [DN]
   
Parecer:

A pior coisa que lhe podia suceder eram atentados depois de ter despedido tantos polícias.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelas eleições.»

 Bansky oferece arte a quem votar contra Theresa May
   
«Banksy, o (des)conhecido e polémico artista de rua britânico, lançou um género de campanha política: criou uma impressão de edição limitada de uma obra da sua autoria que promete enviar a todos os que votem (e lhe enviem uma foto do boletim de voto) contra o partido conservador nas eleições do Reino Unido.» [Público]
   
Parecer:

Uma ideia arrojada pois vai ter de lamber muitos selos...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

segunda-feira, junho 05, 2017

Deus queira que sejam culpados

Numa perspetiva simplista o caso cheira a corrupção, estão lá todos os ingredientes para que a condenação pública dispense mais investigações e mesmo que o julgamento nunca se venha a realizar os agora arguidos estão mais do que condenados. Depois da limpeza nos políticos a justiça portuguesa segue o se curso, começou por decidir quem governava o país e destruiu políticos, agora parece que vai começar a limpeza no setor empresarial.

O DCIAP assegura que "as investigações prosseguem, estando em causa factos suscetíveis de integrarem os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e participação económica em negócio". Resta saber se os fatos são algo mais do que o quadro que todos conheciam ou se há fatos consistentes que tenham justificado este passo. Esperemos que haja algo que justifique este passo, se a suspeita resulta do que consta nos jornais há vários anos alguém do MP terá de explicar porque motivo só agora se lembrou de ir em busca de provas?

Pessoalmente não gosto do Mexia, mas se consultar a página na Wikipedia para se perceber que a sua nomeação para a presidência da EDP não foi nada de estranho, tinha currículo empresarial mais do que suficiente para o cargo, designadamente no setor energético. É questionável se é aceitável que um ministro venha a ser administrador de uma empresa que tutelou. O facto é que não ocorreu qualquer violação da lei e Mexia não é comparável com outros iletrados que entram no governo sob a forma de entremeada e saem de lá transformados em salsichas.

Pessoalmente não gosto de Manuel Pinho mas se procurarmos na Wikipedia veremos que não é propriamente um iletrado. Sugerir corrupção porque foi professor numa universidade americano, passando-se a ideia de que tal só foi possível graças a um patrocínio da EDP é ignorar que Pinho Já tinha dado aulas na Universidade de Nova Iorque sem precisar de patrocínios. Os patrocínios de empresas a universidades americanas é a regra e não a exceção, a EDP tinha fortes interesses nos EUA no setor das renováveis e Pinho ganhou grande notoriedade neste setor.

Em relação a Manso Neto só posso dizer que é a pessoa mais inteligente que conheci, que é a pessoa mais desprovida de interesses materiais com que me cruzei e tenho muito mais confiança na sua honestidade e competência do que na dos responsáveis do MP. Que o diga o pessoal do BPN.

É muito fácil pensar à Semanário SOL e começar já o julgamento na praça pública. Mas prefiro esperar para ver pois esta “prenda” do MP ao atacar interesses empresariais e um ex-ministro da direita não me convence, Fico com a sensação de que a nossa justiça tanto mata à esquerda como aperta o gasganete à direita. 

Jumento do dia



 Jumento do Dia

   
Benardino Soares, autarca do PCP coligado com o PSD

Bernardino Soares tem toda a razão ao dizer que as autárquicas não são uma sondagem para as legislativas, ainda que não se perceba muito bem a quem se dirige. O problema é que o mesmo que diz que as autárquicas não são sondagens declara que os resultados nas autárquicas reforçam o PCP a nível nacional.

«É preciso dizer a todos que estas eleições não são nenhuma sondagem nacional. São para escolher quem fica nas freguesias, na Assembleia Municipal e na Câmara Municipal", afirmou Bernardino Soares, na apresentação das listas da CDU às eleições autárquicas em Loures, apelando a uma campanha de proximidade e de esclarecimento.


Perante o "ilustre munícipe" que é o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, Bernardino Soares argumentou que "o reforço da CDU em qualquer um destes órgãos" não lhe dá mais "força a nível local como dá mais força à CDU a nível nacional para defender as políticas justas que o país precisa e que o povo tanto anseia".» [Notícias ao Minuto]

domingo, junho 04, 2017

Semanada

Aproxima-se o Verão e a política portuguesa nuca esteve tão morna, ninguém deu grande atenção ao passeio açoriano de Marcelo, o seu mergulho nas águas das Flores, devidamente acompanhado pela Armada e fotografado pela comunicação social, quase não notícia, o mesmo sucedendo com o livro do superjuiz que não quer que lhe chamem dessa forma. 

Passos Coelho arrasta-se de jantar em jantar, agora até diz ao organismo estatal que gere a dívida pública o que deve fazer, chegou ao ridículo de explicar que substituir dívida cara por dívida barata era um bom negócio e que há vantagem em substituir dívida de médio prazo por dívida de longo prazo. O que seria feito de nós sem os grandes conhecimentos de gestão financeira que o Passos aprendeu nas empresas do Ângelo Correia?

A verdade é que Passos está vazio de ideias, navega á vista, lê os jornais da manhã para sabre o que dizer à noite, em mais um rotineiro jantar de lombo assado para apresentar um qualquer candidato autárquico. Pobres candidatos, em vez de verem o líder do seu partido elogiar as suas candidaturas, têm de transformar as suas ações de campanha em momentos televisivos de um líder desorientado.

Parece que a intervenção de Ana Gomes deu os seus resultados, a antiga militante do MRPP e agora deputada rica conseguiu mais uma vez criar problemas a um governo do seu partido, dificultando a nomeação de um responsável pelas secretas. Com deputados como a Ana Gomes o PS nem precisa de se preocupar com os prejuízos que lhe possam ser infligidos pelos deputados do PSD e do CDS.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Rui Moreira, populista anti-partidos da direita do Porto

Só um paspalho se lembraria de sondar um ministro do Ambiente para ser seu vereador de segunda na CM do Porto. Este Rui Moreira é mesmo um traste.

«Na longa entrevista hoje publicada no Expresso, Rui Moreira deixa implícitos os contactos estabelecidos com membros do atual Governo para incorporarem a sua próxima lista às eleições autárquicas. Embora nos últimos tempos tenha sido referenciado também o nome de José Alberto Azeredo Lopes, ministro da Defesa, a verdade é que a hipótese de um convite ao ex-chefe de gabinete de Moreira não terá sido equacionada.

Mais forte seria a possibilidade de um regresso ao Porto do ministro do ambiente, João Pedro Matos Fernandes. Diretamente confrontado com essa possibilidade, Rui Moreira não confirmou, nem desmentiu.Contactado esta manhã pelo Expresso, Matos Fernandes não quis proferir qualquer comentário.

Na entrevista, que pode ser lida na íntegra edição em papel, quando perguntado se admitiu a hipótese convidar alguém do atual governo, Moreira respondeu :”Eventualmente”.

Logo de seguida é-lhe apresentado o nome de Matos Fernandes e o presidente da CMP, sem em nenhum momento negar o convite, diz aos jornalistas para não lhe pedirem para se pronunciar sobre a matéria, até porque, sublinhou “há aqui questões de princípio de lealdade e de ética. É a mesma razão pela qual eticamente estaria mal eu revelar o conteúdo da conversa que tive com António Costa, ou dizer que era mentira, quando era verdade”.» [Expresso]

 Passos Coelho ridículo

Passos Coelho insistem em tentar dar a volta ao buraco em que se meteu atacando sistematicamente Mário Centeno. Passos falhou redondamente nas críticas e percebe que para derrubar este governo teria primeiro que derrubar o ministro das Finanças. Acontece que Centeno tem mais prestígio nacional e internacional do que qualquer outro que tenha passado pelo seu ministério, os ataques doentios do PSD a Centeno vão acabar por se virar contra este partido.

 Toques na bola



      
 Mais uma trampa
   
«Corria o ano de 2009 quando Donald Trump, Presidente dos EUA que "rasgou" recentemente o Acordo de Paris, pediu a Barack Obama, então líder da nação, a atuar relativamente às alterações climáticas.

Pode parecer estranho, dada a recente decisão de Trump, mas aconteceu. Numa carta aberta numa edição de 2009 do The New York Times, Trump e outros empresários pediam a Obama para agir relativamente à legislação sobre o clima, ao investimento em energias "limpas" e para liderar o mundo no combate às alterações climáticas.

A assinatura da carta não vai de encontro às atuais visões de Trump, que se tem revelado muito cético relativamente à questão das alterações climáticas. O Senador Tom Carper, do Delaware, foi rápido a relembrar Trump da sua mudança de opinião ao longo dos anos. Carper é um dos membros principais do Comité para o Ambiente, no Senado norte-americano.» [DN]
   
Parecer:

Este Trump é mesmo um asno.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 A culpa é do Sócrates
   
«O dia 28 de Maio de 2007 foi o começo do fim de um ciclo no Banco Comercial Português (BCP) dominado pelo grupo de Jorge Jardim Gonçalves, o fundador, e que culminou no seu afastamento antes do ano terminar. Mas naquele final de Maio decorreu aquela que será, porventura, a Assembleia-Geral (AG) mais mediática do sector bancário. E que ficou marcada por um episódio que, dez anos depois, muitos ainda recordam: à saída, o investidor Joe Berardo levantou o braço e fez o “V” de vitória.

O gesto tinha significado. Após meses de luta de bastidores, o grupo formado por Joe Berardo, Nuno Vasconcelos e Rafael Mora, da Ongoing, António Mexia, líder da EDP, Carlos Santos Ferreira, então líder da Caixa Geral de Depósitos (CGD), os empresários Manuel Fino, Diogo Vaz Guedes, Bernardo Moniz da Maia e Filipe de Botton, e João Rendeiro, fundador do Banco Privado Português (BPP), tinha, finalmente, conseguido vergar Jardim Gonçalves, à data a presidir ao Conselho Superior (CS) do BCP.

Passou entretanto uma década, e quatro presidentes executivos — Paulo Teixeira Pinto, Filipe Pinhal, Carlos Santos Ferreira e o actual líder, Nuno Amado — comandaram a instituição que ao longo do tempo foi mudando no sentido literal do termo. Hoje, o BCP é detido por um grupo chinês, a Fosun, a caminho de deter 30% do capital. Temas que serviram de pretexto para a entrevista a Jardim Gonçalves.» [Público]
   
Parecer:

este senhora da Opus Dei ia levando o BCP ao fundo e agora tenta limpar a imagem à custa do Sócrates.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorriase.»

 Louvor com uma mão e processo disciplinar com a outra
   
«A procuradora Cândida Vilar, que está a investigar os acontecimentos que levaram à morte dos recrutas do 127º curso de Comandos Hugo Abreu e Dylan Araújo da Silva, foi alvo de um processo disciplinar pelas detenções de sete militares em novembro. Mas já tinha recebido um louvor de Maria José Morgado, procuradora-geral Distrital de Lisboa (PGDL). Motivo: o despacho que fundamentou as detenções e que foi considerado um “documento ímpar” que “prestigiou o Ministério Público“.

A 2 de novembro do ano passado, cinco dias depois de terem sido detidos sete militares com responsabilidades a vários níveis no curso de Comandos, a diretora do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, Lucília Gago, recebia uma comunicação de Maria José Morgado com a indicação: “Curso de comandos/Detenções (informação sobre o mérito)“.» [Observador]
   
Parecer:

Não se percebe a razão de dar louvores tão depressa por se fazer o que se deve fazer, como não se compreende que se louve num dia e se persiga disciplinarmente no outro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «manifeste-se a incredulidade provocada pelo ridículo da situação.»