quarta-feira, agosto 09, 2017

A ministra do Mar vem à terra do Maduro algarvio

Portugal visto desde uma das suas pérolas democráticas que são as suas autarquias, verdadeiros santuários marianos das melhores virtudes democráticas, chega a ser divertido. Aqui por terras do Maduro chego a ter vontade de rir, a melhor forma de iludirmos a vontade de chorar.

Parece que o Maduro algarvio quer ser substituído por uma senhora que se apresenta intimamente como a São, diminutivo de Conceição, nome muito querido da terra já que a sua padroeira é a Nossa Senhora da Conceição. Em tempos até houve uma traineira chamada Conceiçanita, um diminutivo mais típico da terra, onde os diminutivos acabam emito.

Dantes até havia uma traineira com o nome de Conceiçanita, assim como havia a Raulito, diminutivo de Raul, um menino da família dos Folques que hoje marca presença na terra através dos restaurantes Sem Espinhas. Já a Conceiçanita devia o nome à filha do Mário, um protegido do D. Mário Parodi, dono da fábrica de conservas Parodi e benemérito da terra.

Do Raulito, que tinha uma traineira gémea de nome Infante. Eram vermelhas e o Dr. Folque, médico da família, tinha uma vivenda com piscina a caminho da escola primária dos moços, onde se podiam ver duas miniaturas das traineiras. Por sua vez, a Conceiçanita era castanha com uma bela ponde que durante anos apodreceu a caminho da muralha.

Da pesca resta pouco mais do que memórias e uns quantos mujos no Guadiana. É por isso que tem alguma graça que a candidatura do candidato local do PS seja abrilhantada pela ministra Mar, que se afará acompanhar pelo esposo. É bonito que numa terra de mar e de pescadores venha tão importante governante, só espero que o jantar não seja uma anchova vendida na lota de Isla Cristina!

Mas o mais engraçado é eu a ministra foi professora do Maduro e que em tempos tenha feito, por encomenda do seu aluno, um estudo sobre trânsito que custou algumas dezenas de milhares de euros. Até estou curioso sobre que importância teria um estudo sobre trânsito numa terra onde acabam as estradas e onde só vai quem precisa de lá ir. Confesso que com a merda eu trem sido feita na terra seria mais interessante que o estudo fosse sobre trânsito intestinal pois é o único trânsito que poderá ter interesse em estudar durante o mandato do dos Maduros e dos verdes cá da terra.

Veremos se o Maduro do Algarve vai comparecer na candidatura da concorrência para cumprimentar a ministra que tantos favores lhe tem feito.

domingo, agosto 06, 2017

Viver bem não custa

O povo na sua imensa sabedoria diz que viver bem não custa, o que custa é saber fazê-lo e não falta por aí quem siga o ditado à letra. Algumas altas individualidades da política andam pela capital gerindo a sua imagem, num permanente toca e foge quanto à disponibilidade para ascenderem à liderança do PSD. São pequenos senhores da guerra que têm peso na hora de decidir quem sobre e quem desce.

Por outro lado, há uma imensidão de pequenos líderes locais ambiciosos, como é o caso do Maduro da minha terra, que espreitam a oportunidade de subirem na hierarquia dos partidos, talvez um dia cheguem ao estatuto de um Marco António ou mesmo a um cargo de ministro, o que será a oportunidade de resolverem todos os seus problemas.

Até aqui nada de questionável, mas estes senhores sabem usar a lei e os recursos financeiros das autarquias em seu favor, contratam personalidades influentes da capita para seus assessores, pagando-lhes fortunas em avenças. Nada que possa ser posto em causa, nem o procurador mais rigoroso vai questionar que uma eliminação de uma vírgula custes uma pequena fortuna.

Isto é, os Maduros que há por aí e por aqui usam os dinheiros públicos para ganhar avenças chorudas aos senhores da guerra da capital, para que no próximo congresso subam mais uns degraus na hierarquia do partido. Por outro lado, tendo Portugal 400 concelhos não é admirar que muitas dezenas paguem principescamente a consultores. Estamos perante um imenso esquema de promoção de autarcas ambiciosos e sem escrúpulos que proporciona milhões de euros a alguns senhores da capital.

Lá mais para setembro contarei o caso de Vila Real de Santo António, que certamente se repetirá em muitos concelhos deste país. Contarei quanto é que o Maduro da minha terra paga a um conhecido político da capital, um senhor de quem se diz que pode vir a ser candidato a líder do PSD.

Coincidência, ou talvez não, quanto mais sobe o Maduro na hierarquia do PSD, mais pobre está a terra.