sábado, setembro 16, 2017

O diabo acabou de chegar a Massamá...




Quando em Março passado a Standard & Poor’s decidiu manter a notação da dívida portuguesa em BB+, ou lixo, com perspetiva estável, a ex-ministra das Finanças de Passos Coelho e vice-presidente do PS Maria Luís Albuquerque foi muito clara ao declarar "Eu confesso que não vejo injustiça", adiantando uma explicação para a sua concordância com a avaliação da S&P:

"O elevado nível de endividamento, a divida pública, que tinha reduzido em 2015 voltou a subir em 2016, o endividamento privado também continua muito elevado, o crescimento reduziu face àquilo que vinha de 2015 e há uma conjunto de medidas que representam potenciais problemas para a competitividade e criação de emprego"

Queixava-se ainda de que o Governo não tinha dado  "melhores argumentos" à S&P para que Portugal saísse "desta situação de lixo", lamentando-se ainda que era "uma desilusão que o país continue nesta situação e que não consiga registar, de facto, as melhorias que estávamos prestes a registar no final de 2015".

Poucos meses passados e depois de ter andado a fazer surf nos incêndios e outras desgraças Passo Coelho ignora o que a sua vice-presidente tinha declarada e deu mais uma das suas cambalhotas, tem mesmo o descaramento de chamar a si quase todo o mérito, quase porque deu um danoninho desse mesmo mérito ao Governo dizendo que este "tem o mérito de ter conseguido nestes dois anos provar que os receios que os investidores tinham eram infundados porque o Governo acabou por garantir as metas que eram importantes para os que estabelecem o 'rating' para o país".

A posição de Passos Coelho chega a ser ridícula pois ninguém se esquece de ter anunciado a vinda do diabo em Setembro de 2016, já depois de ter declarado numa entrevista à SICdada em março de 2016, que "passaria a defender o voto no PS, Bloco de Esquerda e PCP".

Depois de dois anos a aproveitar tudo o que mau acontecia ou esperava que viesse a acontecer ao país, Passos Coelho humilha-se de uma forma quase ridícula, ao apressar-se a comentar a decisão da mesma Standard & Poor’s para chamar a si todos os louros, chegando ao desplante de dizer que consigo no governo tal notação já teria sido atribuída, lembrando uma declaração de Relvas que em plena crise financeira assegurava que quando o PSD chegasse ao governo as agências de notação recuariam e deixariam de avaliar a dívida portuguesa como lixo.

Esta notação significa que o diabo vinha mesmo, está agora em Massamá transfomando Passos Coelho em lixo político.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Passos Coelho

Passos Coelho insiste no caminho perigoso de se colar aos valores do André Ventura convencido de que isso lhe trás votos. Até parece que está a ensaiar o trumpismo em Loures para concluir se vale a pena empurrar o PSD ainda mais para a extrema-direita nas próximas eleições.

Passos ainda está na sua pantomina do primeiro-ministro no exílio e fala como se a opinião dos portugueses tivesse congelado em 2015 e ainda não soubesse do logro que foram as suas políticas, comprovado pelo sucesso do atual governo na economia.

«Os ciganos vivem quase exclusivamente dos subsídios do Estado”, disse André Ventura, candidato do PSD à liderança do município de Loures, numa entrevista em julho. E assim começou um turbilhão de polémica. O CDS abandonou o apoio deste candidato e os partidos da esquerda partiram ao ataque destas declarações. Passados dois meses, em entrevista à “CMTV” na quinta-feira à noite, Pedro Passos Coelho voltou a defender o candidato do PSD a Loures e acusou quem criticou as palavras do social-democrata de demagogia e populismo.

“Na altura, procurei que ele [André Ventura] se clarificasse perante as pessoas. Não tinha dúvidas sobre isso porque já tinha falado com ele sobre o que se passa em Loures e noutros pontos do País. Existem respostas que são discriminações positivas mas as pessoas acabam por criar uma espécie de oferta garantida pública que não tem nenhuma contrapartida. Não podemos fechar os olhos, na política, a estas situações. Não podemos ter medo dos demagogos e dos populistas que permitem e, no fundo, com a sua atitude, permitem que situações que acabam por ser profundamente injustas perdurem. E isso, sim, cria uma reação muito negativa”, disse o ex-primeiro-ministro.

PASSOS, O “MAU DA FITA”?
Pedro Passos Coelho recusa ter, neste momento, o papel do político “mau” ao nível nacional, por comparação com o “bom” António Costa. “Se essa fosse a opinião média dos eleitores não teria tido mais votos que António Costa nas legislativas. O ponto que se põe é se perdemos ou não tempo com esta solução de Governo e eu acho que perdemos. Está-se a vender uma ilusão. É uma política dissimulada”, disse.» [Expresso]

 Quem quer ganhar muito mais antes que acabe?

Ok, tudo bem, agora metam-se na fila porque os juízes e os enfermeiros chegaram primeiro.

 Adeus Cassini



 Miguel relvas estava enganado

Quando a vida política portuguesa estava incendiada com a crise financeira Miguel Relvas prognosticou que quando a direita portuguesa chegasse ao poder as agências de notação retirariam a dívida portuguesa da classificação de lixo. Estava enganado, como também estava enganado Passos quando disse que o investimento estrangeiro confiava mais na direita.

 O diabo acabou de chegar

A Massamá.

      
 Mas que grande cunha!
   
«O filho mais novo de Diogo Lacerda Machado — o “melhor amigo” de António Costa que negociou, em nome do primeiro-ministro, os dossiers da TAP e dos lesados do BES — colabora há dois meses, a título “experimental”, com uma empresa do setor empresarial do Estado na área da Defesa. Ao Observador, a idD – Plataformas das Indústrias de Defesa Nacionais S.A. justifica a escolha do novo assessor para as “relações internacionais e diplomáticas” com o “percurso académico” de João Maria Lacerda Machado. Há quase dois anos, o filho mais velho do consultor deixou um mestrado na Bélgica para ocupar um cargo de assessor técnico na secretaria de Estado da Internacionalização.

Depois da licenciatura em Comunicação e Jornalismo, pela Universidade Católica (com uma passagem por Barcelona, em Erasmus), João Maria Lacerda Machado, 27 anos, começou a frequentar um mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais, também pela mesma instituição. Mais recentemente, também na Católica, concluiu um programa avançado em Diplomacia. Esse percurso académico foi a razão para que Lacerda Machado tivesse sido escolhido para um período “experimental” de dois meses na idD.» [Observador]
   
Parecer:

O jornal da extrema-direita chique depois de aturadas investigações conseguiu apurar que o Lacerda conseguiu um emprego para o filho, um licenciado com um mega ordenado de 1.500 euros brutos. Com cunhas e ordenados destes quem quer ir a concursos?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 O coitado precisa de dinheiro para ir às putas
   
«Entretanto, o atual presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, afirmou hoje que é sua intenção completar o seu mandato, que expira em meados de janeiro próximo, “sob qualquer circunstância”, mesmo que deixe de ser, entretanto, ministro das Finanças da Holanda.

Questionado sobre a possibilidade de abandonar mais cedo a presidência do Eurogrupo dada a previsível tomada de posse, em breve, de um novo Governo (e ministro das Finanças) holandês, referiu que o assunto não foi abordado, “e a razão é que não há motivo para o discutir”.

Depois de gracejar com o jornalista que lhe colocou a questão, afirmando que “pelos vistos tem mais informação sobre a chegada de um novo Governo na Holanda” do que ele próprio, Dijsselbloem revelou então que é sua intenção ficar até final do mandato, com ou sem novo ministro das Finanças holandês. “Na situação atual sou ainda ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo. E por falar nisso, é minha intenção, sob qualquer circunstância, completar o meu mandato, que vai até meados de janeiro”, declarou.» [Observador]
   
Parecer:

O lado miserável da Europa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Diga-se ao senhor que desempate a loja.»

 O que é feito do teu amigo diabo
   
«Cinco anos e meio depois de, no auge da crise, ter colocado Portugal no nível “lixo” da sua tabela de ratings, a Standard & Poor’s contrariou aquela que era a generalidade das expectativas dos mercados e decidiu esta sexta-feira subir a classificação atribuída ao país para BBB-, o primeiro grau acima de “lixo”.

Pela primeira vez desde Janeiro de 2012, Portugal volta a ter, para além da canadiana DBRS, outra agência a garantir-lhe o grau investimento na sua classificação, algo que pode constituir uma ajuda importante na forma como o país acede ao financiamento dos mercados.

A decisão surpreendeu a grande maioria dos analistas que estava à espera da manutenção de um rating BB+, possivelmente com uma alteração da expectativa de “estável” para "positiva”. A surpresa resulta do facto de geralmente as agências de notação financeira preferirem sinalizar, com a mudança de perspectiva (Outlook), as suas alterações de rating. Por exemplo, antes de subirem um rating, passam a perspectiva de “estável” para “positiva”, dando o sinal de que, dentro de alguns meses, a mudança efectiva da classificação pode vir a acontecer. É raro darem o passo imediato de, com uma perspectiva “estável”, alterarem imediatamente o rating. Tal acontece apenas quando há uma mudança mais inesperada da análise feita ao país.

Foi isto que, aparentemente, aconteceu agora à Standard & Poor’s, que decidiu dispensar qualquer mudança da perspectiva, agindo já com uma subida do rating e antecipando-se às suas concorrentes Moody’s e Fitch, que nos últimos meses passaram a perspectiva de “estável” para “positiva” sem no entanto retirarem Portugal do “lixo”.» [Público]
   
Parecer:

O que será feito do amigo de Passos Coelho?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Licenciado com três exames e um avaliador
   
«Rui Esteves, que se demitiu nesta quinta-feira do cargo de comandante nacional da Protecção Civil (Conac), acabou a licenciatura em Protecção Civil pela Escola Superior Agrária de Castelo Branco em 2009 com a nota final de 13 valores. O percurso académico do agora ex-comandante nacional não é linear e está cheio de particularidades. Uma delas é o facto de só ter começado a licenciatura - que obteve quase na sua totalidade por equivalências - depois de uma lei do Governo de José Sócrates obrigar os comandantes a terem diploma.

A questão da licenciatura nos comandantes da Protecção Civil não é de somenos, uma vez que uma alteração à lei fez com que os membros do comando operacional passassem a ser obrigados a ter curso e tempo de serviço, o que à data provocou alguns problemas, uma vez que muitos dos comandantes operacionais da protecção civil eram sobretudo nomeados pela sua experiência enquanto bombeiros. Aliás, este decreto-lei, elaborado pelo então secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões – que tinha como ministro António Costa –, visava reforçar a estrutura de comando do então Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, que viria a dar lugar à Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) nesse mesmo ano, confirmou ao PÚBLICO o então secretário de Estado.» [Público]
   
Parecer:

O homem albardou o burro à vontade do dono e licenciou-se numa "semana".
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

sexta-feira, setembro 15, 2017

Como aumentar os salários?

Qual a melhor estratégia para aumentar salários, estimular o crescimento e a criação de empregos ou promover aumentos administrativos de salários?

Para a esquerda conservadora o governo deve aproveitar a folga proporcionada pelo crescimento económico e pela manutenção da austeridade aplicada à classe média, para promover o aumento dos salários através de aumentos salariais no Estado, manipulação dos escalões do IRS ou alterações da lei laboral

Esta tese é a que de certa forma está a ser implementada pela Ordem dos Enfermeiros e pela organização sindical dos juízes portugueses. A lógica é a de correr ao pote enquanto há ainda algum mel para comer. EM vez de cuidar das abelhas há que conseguir a maior parte do mel que se formou.  Não importa se a colmeia não sobreviva, desde que sejamos os primeiros a lambuzar-nos. 

Consumida essa folga acaba-se a possibilidade de fazer qualquer política de distribuição dos rendimentos, os recursos do Estado e da economia já terão sido consumidos pelos que têm maior poder reivindicativo, pelos que estão melhor organizados ou pelos que têm mais poder sobre o governo ou sobre a comunicação social. 

Com a economia a crescer e a mobilizar cada vez mais recursos humanos começam a haver sinais de escassez de trabalhadores para algumas funções. O fato de existirem 9% de trabalhadores à procura de emprego, não significa que para muitas profissões já se sintam problemas de escassez e esses problemas começam a ser um limite ao crescimento de muitas empresas. A solução passa por melhores salários para estimular a procura de emprego nessas profissões.

Se o aumento do desemprego trouxe uma baixa de salários, é natura que o movimento inverso resulte numa pressão no sentido do aumento desses mesmos salários. Com a livre circulação de trabalhadores na Europa e a consequente emigração em busca de empregos melhor remunerados, essa pressão sobre os salários é cada vez maior. Nem todos os novos 2.000 trabalhadores da Autoeuropa estão desempregados, muitos mudarão porque têm melhores condições, os seus atuais patrões terão dificuldades em substituí-los sem melhorarem também as condições que oferecem.

O que é mais inteligente por parte dos sindicatos da esquerda conservadora, matar a galinha de ovos de ouro ou procurar medidas que levem à criação de empregos com melhores salários. Os que estavam convencidos de que mais desemprego favorecia a descida dos salários, esqueceram-se de avaliar o impacto de um crescimento acentuado.

Autárquicas em VRSA: o modelo do PSD

Em autarquias como Vila Real de Santo António a CML, para além de ser o maior empregador e investidor, tem um peso determinante em muitos domínios da sociedade que importam ao desenvolvimento económico. É evidente que nem tudo depende da autarquia, não podemos esquecer a influência do governo da República e a iniciativa das empresas. Mas se a autarquia ignora o seu impacto na economia não poderemos esperar que sejam as empresas a fazer o que o autarca não quer ou que o governo se substitua aos autarcas na vontade de promover o progresso.

Não se pode exigir que um autarca seja um mini ministro da economia, mas num concelho onde o presidente da CM andou nove anos numa pantominice em que saltitava entre os papeis de minis ministro dos assuntos sociais, mini ministro dos negócios estrangeiros e mini ministro da saúde, faz sentido questionar porque nada ligou á economia.

O nosso Maduro algarvio não prestou atenção á economia e deixou que o concelho entrasse em decadência porque adotou outro modelo mais eficaz na perspetiva da sua manutenção do poder e isso permitiu que em dez anos o autarca se deixasse de ser um desconhecido para ser uma espécie de Tony Silva de Vila Real.

Em vez de apostar na economia investiu no espetáculo e nas discotecas de gente finória, ainda que tesos que nem um carapau. Investiu em operações oftalmológicas em Cuba, em carnavais com o castelo branco e outras iniciativas “culturais”, pouco se importando com a decadência económica. Aposta-se na miséria e depois faz-se caridade pública para conseguir os votos dessa miséria agradecida.

Passados dez anos do Luís Gomes e da sua São o concelho está depauperado, sem iniciativas empresariais e transformado num imenso parque de estacionamento pago para tentar iludir a gigantesca dívida que é deixada. Entretanto, deixa-se a São a tirar fotografias a olhar para as dez para as cinco, enquanto se concorre a Castro Marim, talvez porque depois de ser DJ dos Folques tenha descoberto o seu amor ao concelho vizinho.


Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Rui Esteves, doutor tipo Relvas

Este senhor deve ter andando tão embrenhado nos estudos que nem deve ter ouvido as anedotas sobre o Relvas, ainda que quase aposto que fez montanhas de reenvios de e-mails que recebeu com anedotas sobre o desgraçado do Relvas, não aceedito que haja um único cidadão que não o tenha feito. Se eu tivesse uma licenciatura como a do Lic. Rui Esteves teria o cuidado de declinar o convite para Presidente da Proteção Civil, só alguém muito parco de recursos inteletuais pode pensar que tira uma licenciatura fazendo apenas quatro cadeiras e ninguém o denunciaria.

Ainda por cima o senhor não parece ter muito bom senso, depois de tudo o que aconteceu durante este verão e com a Proteção Civil debaixo de fogo o mínimo que deveria ter feito era pedir a demissão, mas esperou pelo anúncio do inquérito. O senhor já deveria ter-se demitido e depois disso apanhava no diploma, emoldurava-o e punha-o na parede, de preferência ao lado de molduras com ações da antiga Torralta, porque valem mais ou menos o mesmo.

Compreende-se que alguém que adquiriu conhecimentos fora da universidade os use quando frequenta uma licenciatura. Por exemplo, se um funcionário do fisco teve de estudar fiscalidade ou auditoria percebe-se que estes conhecimentos possam ser considerados pela universidade que frequente. Mas só faz sentido para dispensa da atividade letiva, isto é, se um estudante prova que adquiriu os conhecimentos numa qualquer outra "encarnação" então que seja dispensado das aulas e autorizado a apresentar-se a exame, como todos os outros. ´esse exame que vai garantir que sabe e que foi avaliado em condições de igualdade com todos os que são portadores do mesmo diploma de licenciatura.

A entrega de diplomas com base em avaliações curriculares é uma aberração que alguém inventou e que está a gerar situações ridículas como a do Miguel relvas e a do agora famoso Comandante da proteção Civil. Para além do mais ridiculariza o ensino universitário português. É de rir à gargalhada ouvir que o Presidente da Proteção Civil tem uma licenciatura em proteção civil tirada numa escola superior agrária onde só fez quatro cadeiras. Imagino que cadeiras terá feito e que modelo de avaliação terá sido adoptado.

Como é que num cargo de tão grande responsabilidade pode estar um tal doutor? Isto é gozar com todos os que estudam a sério.

«O comandante nacional da Protecção Civil (Conac) Rui Esteves é licenciado em Protecção Civil pela Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB). Um diploma que conseguiu quase na sua totalidade através de equivalências. Informação oficial do processo disciplinar do aluno mostra que este fez quatro cadeiras por "avaliação em exame", as restantes 32 unidades curriculares foram feitas por creditação tendo em conta o currículo apresentado, que incluia a experiência profissional e cursos de formação em Portugal e no estrangeiro. Ao PÚBLICO, Rui Esteves diz que fez tudo "em conformidade com a lei vigente" e que pediu equivalências pela formação que fez "ao longo de 30 anos de carreira".

Rui dos Santos Martins Esteves assumiu o cargo de comandante distrital em Castelo Branco em 2005 e um ano depois estava a iniciar uma licenciatura em Protecção Civil no IPCB. Contudo, não só não frequentou a maioria das aulas da licenciatura como não foi avaliado por exame em 90% das unidades curriculares do curso. Ao longo de quatro anos, Rui Esteves apresentou junto do IPCB "pedidos de creditação" tendo em conta as melhorias que ia fazendo ao seu currículo, informou o PÚBLICO fonte oficial daquele instituto. E as melhorias centravam-se na sua experiência enquanto comandante distrital e nas formações na área.» [Público]
 
 Até quando

Em qualquer país civilizado as sucessivas coincidências entre a divulgação de investigações e os atos eleitorais teria sido tratadas como tentativas de golpes de Estado e todos os responsáveis estariam a responder politicamente por estes crimes contra a democracia.

Agora sim que estamos perante uma excelente oportunidade para Marcelo falar sem se esconder atrás de banalidades como o tempo da justiça, bla, bla, bla. A verdade esta simbiose entre os estilhaços do cavaquismo e os restos do MRPP tem feito escola e aprendeu nos tempos em que os golpes de estado eram a norma.

 Sejamos honestos!

«Nenhum caso foi tão longe como este. Em Portugal também ouvimos e lemos, em momentos mais dramáticos, acusações de traição da pátria quando quem está a governar quer esconder informação. Na realidade, o que se está é a ameaçar os interesses do governo instalado na altura. Nunca se chegou ao ponto de processar ninguém mas, no último ano, por exemplo, assistimos ao condicionamento de instituições como o Conselho de Finanças Públicas.» [Observador]

Helena Garrido elabora um artigo de opinião onde começa por descrever o processo movido contra os responsável das estatísticas gregas, que corrigiu em alta o défice das contas gregas. Até aí tudo bem, para quem não conhecia o caso a informação era útil. O problema é quando a jornalista tenta transpor o caso para Portugal, em defesa do Conselho de Finanças Públicas.

A comparação é abusiva, ainda que ideologicamente compreensível, em Portugal há economistas que tentam passar a mensagem de que as suas opiniões são ciência exata e tudo o mais são perigosas ideologias. Enfim, é uma estratégia. Mas neste caso foi pouco inteligente e de mau gosto, comparar alguém que deu provas de rigor estatístico com personalidades que não acertam numa única previsão só merece uma gargalhada.

Alguém devia recordar os erros de previsão de Teodora Cardoso e lembrar à jornalista que se quer comparar a independência das entidades gregas responsáveis pela estatística deve falar do INE.

 Se fosse mais perto ia



 A EMEL

Durante anos a EMEL transformou o bairro onde vivo num inferto, rodeou-o de zonas de estacionamento pago, pelo que todas as pessoas que trabalhavam na zona estacionavam aqui os carros. Há quatro anos a EMEL colocou estcionamento pago em metade do bairro, deixando, muito estranhamente metde do bairro de fora, curiosamente na zona onde uma empresa de aluguer de automóveis ocupava ruas inteiras com as suas viaturas.

Agora e porque as receitas deverão ser escassas, talvez porque as zonas reservadas a moradores não dão lucro, os seus funcionários andam na caça à multa de estacionamento, isto é, as multas do código da estrada, que são mais penalizadoras. Deixei o carro meio metro para além da barra que delimita a zona da passadeira fui multado com uma coisa que vai de 30 a 150€. Mas o senhor que andou à caça à multa foi espertalhão e como não dei pela situação, multou-me novamente no dia seguinte. Imagino que voltaria ao local do crime no dia seguinte, mas tive o cuidado de avisar a EMEL para que o coitado não tivesse de fazer novamente o sacrífício.

Nem no tempo de Passo Coelho vi tanta caça à multa, penalizando um cidadão com duas multas, que pelo seu valor mais baixo correspondem a 10% de um salário mínimo. Isto não é zelar pela qualidade de vida dos cidadãos de Lisboa, para ser prático e direto isto é uma sacanice promovida pelos gestores que a CML colocou na EMEL.

Zelar pela qualidade de vida dos portugueses é não colocar uma paragem de autocarros de turismo junto ás janelas de gabinetes de trabalho, tornando as condições de trabalho quase insuportáveis devido ao ruído e aos gases de escape que entram por janelas de um edifício antigo, junto ao novo cais de paquetes do porto de Lisboa.

Na altura reclamei por e-mail e até hoje não recebi qualquer resposta, sinal que em Lisboa não se responde aos e-mails dos cidadãos mas manda-se o funcionário multar a mesma viatura e pela mesma infração em dias consecutivos. Isto é, a CML não responde aos e-mails dos seus cidadãos, mas na hora da caça à multa há funcionários para se deslocarem á sua porta todos os dias.

Naturalmente vou refletir sobre estas questões, no próximo dia 1 de Outubro, na hora de votar nas eleições autárquicas, já que tratando-se de uma empresa municipal os seus gestores atuam de acordo com as orientações da autarquia e neste caso a autarquia terá dito à EMEL que trate os cidadãos como presas de caça.

Naturalmente enviei um e-mail à EML que reproduzo:

Assunto: Parabéns ao vosso funcionário 897 Gonçalo Barros (processos...)

Exmos. Senhores 

Estacionei de forma introvertida a viatura a pouco mais de meio metro para além da barra que delimita a zona de uma passadeira e pela primeira vez fui multado por causa de uma passadeira, algo que sempre respeitei.

Quero por isso dar os parabéns pelo rigor do vosso funcionário que percebendo que o dono da viatura poderia estar ausente ou não ter reparado na multa decidiu multar uma segunda vez, no dia seguinte. Calculo que o funcionário deve ser poupadinho ou recebeu instruções para poupar nos envelopes pois casualmente reparei que estavam duas multas no envelope. Dou graças a Deus por não estar ausente de Lisboa pois com um funcionário tão zeloso corria um sério risco de ficar sem ordenado, o que me deixa feliz, é um sinal que na Emel as pessoas não precisam de ter qualquer sensibilidade na hora de aplicarem multas.

Esperando que enderecem os meus parabéns ao zeloso funcionário, bem como aos dirigentes que são tão poupados nos envelopes, solicito que me informem se há alguma forma de pagar a multa sem ter que me deslocar aos vossos serviços pois, como devem calcular fiquei com alguma alergia à vossa empresa, vossa ainda que devesse ser de todos.

Aproveito para lhes sugerir que não se esqueçam de dizer ao Gonçalo que não vale a pena voltar ao local para tentar melhorar o seu desempenho profissional pois a viatura já recuou meio metro.

Com os melhores cumprimentos.

      
 Clubes, juízes e jogo rasteiro
   
«Nas eleições autárquicas, a mesma atitude pouco cívica de dois grupos privilegiados. A Liga do futebol profissional marcou vários jogos para o dia em que os cidadãos vão votar pelas suas cidades e aldeias. Seria de esperar de clubes beneficiando do estatuto de interesse público que não distraíssem os eleitores da sua obrigação. Mas, não, os jogos serão feitos. Diz a Liga, manhosa, estar "convicta de que os portugueses têm plena noção dos seus deveres e responsabilidades cívicas". E acrescenta a Liga, sonsa: "Razão pela qual a lei não prevê qualquer proibição de atividades desportivas em datas eleitorais." Como se a Liga não devesse concluir que talvez não haja proibição legal porque se pensou que lidava com gente responsável. Pelos vistos, pensou-se e mal: estava-se a lidar com a Liga Portuguesa de Futebol Profissional. Quem faz as leis que tire as devidas conclusões... E por falar em leis, dos juízes que a aplicam, outra atitude incivil. Vão fazer uma greve que prejudica as eleições. Diz o sindicato deles, sorna: "Não vai haver nenhuma perturbação muito sensível..." Haverá, então, alguma e talvez pouco sensível. Quanto? Diz o sindicato, finório, que a greve "apenas implicará o adiamento por um dia" de uma qualquer pouca coisa. Um dia só e pouco, pois. Mas muito para os únicos profissionais que são independentes de tudo e inamovíveis e com o poder de decisão acima de qualquer autoridade. Têm o absoluto, esperava-se deles o mesmo.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
  
 Hospedeiras velhinhas
   
«Na origem da iniciativa do grupo parlamentar do PS está o facto de "a maioria dos concursos de recrutamento da TAP" discriminarem "o acesso aos postos de trabalho em função da idade, colocando como condição de admissão uma idade máxima do candidato ao posto de trabalho".

"Os últimos concursos abertos pela TAP para recrutamento de Especialista de Engenharia, para a área de Manutenção e Engenharia, estipulavam como idade máxima de acesso os 30 anos ou os 35 anos em caso de experiência profissional relevante", avança, apontando ainda um outro caso, no recrutamento de Pessoal Navegante de Cabine (comissários ou assistentes de bordo), em que "a TAP requereu que os candidatos a estes postos de trabalho tivessem entre os 21 e os 26 anos".

"Os exemplos sucedem-se e o Grupo Parlamentar do Partido Socialista recebeu várias denúncias com os respetivos anúncios para diferentes funções, não os considerando aceitáveis ao excluírem uma larga franja da população", sustentam os deputados do PS.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Um dia destes vamos ter hospedeiras de bordo estagiárias da TAP a andarem apoiadas num cajado?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Haja juízo.»

quinta-feira, setembro 14, 2017

Votar ou ir à bola?

Parece que anda por aí uma grande preocupação porque os senhores da bola decidiram marcar jogos para o dia das eleições autárquicas, tudo porque quem manda nestas coisas é a Sport TV que manda e um jogo dos grandes ao domingo é indispensável para manter as audiências. 

Há aqui qualquer coisa de errado, um jogo demora 90 minutos mais as deslocações se o adepto for ao estádio. Ora, se impedirmos a realização de ventos que obriguem um cidadão a perder tanto tempo como ir ver um jogo de futebol, muita coisa teria que parar no país. Há poucos dias, a propósito da greve na Autoeuropa não faltou quem argumentasse que há muita gente a trabalhar por turnos, aqui o argumento também vale, há muitos portugueses que no dia das eleições têm compromissos dos mais variados tipos que os ocupam durante algumas horas.

Há aqui uma visão paternalista da abstenção, há quem pense que o eleitorado é um rebanho e que ocorrências como os jogos de futebol, os supermercados abertos ou os cinemas contribuem para que algumas ovelhas fiquem tresmalhadas. E ninguém coloca uma dúvida: de que vale o voto de alguém que não sabe muito bem se deve votar ou beber umas cervejas enquanto a bola começa ou depois da bola acabar? Enfim, Deus me livre que as eleições sejam decididas por um destes eleitores…

Ainda há muita gente com a ideia de que os eleitores são borregos fáceis de levar ao curral, não admira que a fruta da época em vésperas de eleições sejam processos judiciais manhosos, tem vindo a acontecer com uma regularidade impressionante. Não há nenhum português que estranhe a presença de andorinhas nos primeiros dias da primavera, que as cerejas apareçam nas bancas em finais de maio e que um pouco antes do ato eleitoral surja um processo judicial, habitualmente visando destruir sempre o mesmo partido.

Um qualquer amigo manda uma carta anónima, dá-se início ao competente inquérito, uma fuga torna o caso público num jornal, costumam ser o CM o “i” ou o Sol, mas quando se quer dar um ar de seriedade à coisa escolhe-se o jornal dos Azevedos, pesarosamente a PGR confirma a investigação em curso e a partir daí é o espetáculo do costume.

Os portugueses já estão habituados a estes truques, aliás, desde sempre que nos tivemos de habituar a truques para manipular eleições. A escola é antiga, primeiro eram os caciques a levar os eleitores, depois eram a manipulação de resultados, seguiram-se as inaugurações em massa e os aumentos de pensões do Cavaco, agora são os processos judiciais. Alguma direita nunca dispensa uma ajudinha.

Tanto os processos judiciais em vésperas de eleições como os jogos de futebol, as promoções nos supermercados ou as homilias nas missas dominicais são algo a que os portugueses já se habituaram e os que, á direita ou à esquerda, sabem em quem querem votar, já não se deixam manipular por idiotas.

PS: Uma sugestão à Liga, porque não oferece um bilhete a cada juiz grevistas e convida os magistrados do MP para as tribunas de honra dos jogos que se realizam no dia das eleições?

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas

Compreende-se que cristas seja contra o aumento dos escalões do IRS e aceita-se que defenda um  aumento generalizado do IRS. O que não se compreende é que a líder do CDS venha agora defender reversões e ainda por cima numa das medidas mais queridas do seu governo, o aumento brutal do IRS para financiar a descida do IRC. Haja coerência e honestidade.

«A líder do CDS-PP entende que o IRS deve baixar para todos os contribuintes e por isso está contra a criação de mais dois escalões de rendimentos em 2018.

“Se há folga, baixe-se o IRS um pouco para todos”, afirmou Assunção Cristas em entrevista à CMTV, admitindo que “é preciso ir revertendo um grande aumento de impostos que aconteceu no anterior Governo”.

A líder centrista pede ainda “transparência nas cativações” e diz que o CDS vai apresentar um projeto no Parlamento sobre o assunto.» [Eco]

 ¿Por qué no te callas?

Um dos problemas deste governo reside no fato de ter alguns ministro que não sabendo falar adora dar ao badalo, poderão não ser incompetentes, mas como o cidadão comum não anda dentro dos gabinetes ministeriais avaliam-nos pela imagem que dão e essa imagem é em grande parte a percepção que fica depois de os ouvirem falar. 

É evidente que quando compro um canário não estou à espera que o bicho saiba dançar o tango, compro-o para cantar e estou em casa para o ouvir e concluir se fiz uma boa compra. Em relação a muitos governantes passa-se um pouco o mesmo, são escolhidos pela sua competência  e nem sempre sabem falar em público, razão pela qual muitos cientistas brilhantes não conseguem dar um bom professor.

Não sei se o ministro da Defesa ou a ministra da Administração Interna são competentes no desempenho das suas funções, mas  a minha percepção da sua competência não é das melhores, não por causa do seu desempenho mas pela forma desastrosa como falam e se comportam, ambos parecem dois elefantes saltitões, a brincar à macaca no meio de uma loja de cristais, cada vez que abrem a boca ouve-se tudo a estilhaçar. 

É óbvio que a escolha de um ministro é um processo bem diferente de um concurso de beleza, se assim fosse tanto o ministro da Defesa como a ministra da chegariam a esse posto, o mais que poderiam ambicionar seria chegarem a presidentes de juntas de freguesia. Mas isso não os dispensa de gerir a sua imagem e a forma como comunicam, se não o sabem fazer devem evitar ao máximo a exposição pública.

Começa a ser óbvio de que no assalto a Tancos a montanha pariu um rato, são cada vez mais os que acreditam na tese do falso assalto, um truque contabilístico digno de sargentos manhosos, que pôs o país nas bocas do mundo. Esta possibilidade foi tornada pública por Vasco Lourenço e agora assumida pelo ministro. Mas de um ministro da Defesa espera-se rigor e tento na língua, se não lhe cabe investigar o assalto a Tancos, estando esse possível crime a ser investigado pelo MP, também não lhe cabe fazer palpites, o país precisa de fatos e não de bitaites.

A ministra da Administração Interna é outro desastre em matéria de comunicação e escolheu o incêndio de Pedrógão para fazer o seu brilharete. Quem estava assumindo a comunicação era um secretário de estado, este governante estava dando uma excelente imagem, pasando uma imagem de rigor e sobriedade. De um momento para o outro, o secretário de Estado, homem  com muita experiência neste domínio, desapareceu e o palco passou a ser ocupado em exclusivo pela ministra. O resultado foi o que se viu.



São dois casos de governantes que teriam muito a ganhar se ficassem calados, justificando que lhes seja feita a famosa pergunta de Juan Carlos, "¿Por qué no te callas?". Comunicar não é para apenas para quem pode, é também para quem sabe e começa a ser óbvio que estes governantes fazem mais pontos quando estão calados. São dois casos de erros de comunicação num governo que leva o tema muito pouco a sério.

      
 Haja calma na Autoeuropa
   
«Para Herbert Diess, CEO da marca Volkswagen e membro do conselho de administração do grupo alemão, não há qualquer dúvida: o impasse sobre o aumento de produção na Autoeuropa, que implica trabalhar todos os sábados, “tem de estar resolvido em Outubro”. Isto para que o grupo possa cumprir com as metas previstas para a fabricação do T-Roc, uma das grandes apostas da VW para crescer no segmento dos SUV a nível mundial. O responsável afastou ainda a possibilidade de transferir parte da produção para outras fábricas.

Num encontro com jornalistas portugueses no âmbito da feira internacional de automóveis de Frankfurt, Diess mostrou-se confiante num desfecho positivo, afirmando que “todas as partes envolvidas têm interesse em resolver” a questão. Não deixou de sublinhar, no entanto, que o grupo foi “apanhado de surpresa” pela contestação dos trabalhadores, recordando a estabilidade laboral que tinha marcado a fábrica de Setúbal até ao momento.

Ao mesmo tempo, destacou que a Autoeuropa atravessa um ciclo de mudanças, já que, além da produção de um novo modelo – que precisa de 18 turnos por semana, com profundas alterações laborais – houve também alterações na representação dos trabalhadores (saiu no início do ano o representante histórico da Comissão de Trabalhadores, António Chora) e mudou também o responsável máximo de recursos humanos da fábrica.

Diess, que afirmou estar longe do processo negocial, recordou ainda que a decisão de fabricar o T-Roc na unidade de Portugal foi tomada há dois anos, e que sempre se soube que iria alterar o modo de funcionar da Autoeuropa. Para que as negociações avancem, no entanto, é preciso que tome posse uma nova comissão de trabalhadores (CT). As eleições estão marcadas para dia 3 de Outubro, após a CT anterior se ter demitido na sequência do chumbo dos trabalhadores ao pré-acordo que ficara estabelecido com a administração.» [Público]
   
Parecer:

Os alemães estão ou parecem estar mais tranquilos do que os portugueses, mas a mensagem foi dada.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 O funeral da MEO começa nas Antas
   
«O FC Porto vai estrear esta quarta-feira no jogo contra os turcos do Besiktas uma nova camisola em que a marca Meo dá lugar à marca Altice. É o primeiro passo para o desaparecimento definitivo das marcas PT e Meo, dentro da estratégia global de uniformização de imagem que a Altice anunciou oficialmente em Maio.

Por enquanto, a utilização da marca Altice nas camisolas do FC Porto está “limitada a duas competições”. Além da Liga dos Campeões, os jogadores vão usar o novo equipamento em cada eliminatória da Taça de Portugal, revelou ao PÚBLICO fonte oficial da PT/Meo.» [Público]
   
Parecer:

Veremos o que vai dar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Estalou o verniz no PSD
   
«O antigo líder da JSD, Jorge Nuno Sá, vai abandonar o partido, descontente com as opções da atual direção. Desiludido com o rumo do PSD e falta de democracia interna, Jorge Nuno Sá solicitou na terça-feira à tarde a desfiliação partidária — segundo confirmou o próprio ao Observador — e enviou uma carta a Pedro Passos Coelho onde explica as razões da sua saída.

Jorge Nuno Sá, que liderou a “jota” entre 2002 e 2005, define o PSD como “um barco à deriva“, denuncia que “há racistas” no partido e que centenas de candidatos autárquicos do partido em Lisboa foram escolhidos à margem dos estatutos. O caso torna-se ainda mais grave pelo facto de em Portugal ser raro um ex-dirigente de uma juventude partidária desfiliar-se do partido.

Na carta enviada ao líder — à qual o Observador teve acesso — o também conselheiro nacional demissionário denuncia a falta de democracia interna: “Ou estamos alinhados com uma espécie de poder informal instituído que comanda o partido ou nada podemos”. Jorge Nuno Sá acrescenta ainda: “Não gosto, mas admito que haja pessoas racistas no meu partido, desde que as possa combater. Não me deixo perturbar muito com as declarações sexistas de Abreu Amorim, além de caracterizarem mais o próprio do que outrem, desde que as possa contrariar”. O ex-líder da JSD diz ainda que foi ultrapassada “a última das linhas vermelhas” a partir do momento em que “um qualquer candidato do PSD [André Ventura] equaciona a reintrodução da pena de morte, e nada acontece, aí é o fim da linha.”» [Observador]
   
Parecer:

É a primeira voz a levantar-se contra o domínio do PSD pela extrema-direita chique.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pela reação de Passos Coelho.»

quarta-feira, setembro 13, 2017

Mais 45000 estudantes universitários

O primeiro-ministro festejou o aumento de candidaturas e colocações no ensino superior público como sendo um resultado da recuperação de rendimentos e um sucesso para o país. Sobre a questão da recuperação dos rendimentos tenho muitas dúvidas, essa recuperação ocorreu nos vencimentos mais baixos do Estado e é pouco provável que seja esse grupo a colocar mais estudantes no ensino superior público.

Um dia será feito um estudo sério sobre o que se passou em Portugal e saberemos toda a verdade sobre as motivações ideológicas dos cortes dos rendimentos, a mentiras que foram ditas aos portugueses para os levar a estarem calados, bem como o que, depois da suposta recuperação de rendimentos, resultou em termos de destruição da classe média. 

Preferia ver o primeiro-ministro, o ministro das Finanças e o ministro da Economia dizerem algo mais sobre que perspetivas terão estes jovens quando, daqui a cinco anos, concluírem os seus estudos. Teremos uma vaga de jovens qualificados a enriquecer o país, teremos advogados, arquitetos e muitos outros profissionais a ganharem o salário mínimo para enriquecerem gente oportunista ou teremos mais uma vaga de emigração de jovens que fogem do país?

Na mesma semana em que se comentou a colocação no ensino superior também foi notícia um relatório da OCDE que conclui que Portugal é o país me bro daquela organização com maior abandono escolar e que metade dos estudantes do ensino secundário chumba pelo menos um ano. Quem vai engrossar os postos de trabalho daqui a cinco anos, os jovens que, entretanto, abandonaram o ensino escolar ou os que depois de licenciados se sujeitam a fazer desenho de auto cad ou reposições nos supermercados? Quantos dos mais qualificados conseguirão ficar no país?

Vivemos num país onde a Catarina Martins diz que os rendimentos dos escalões mais elevados do IRS não são rendimentos do trabalho e por isso devem ser penalizados para “ajudar” os rendimentos mais baixos, onde um ex-secretário de Estado considerou ricos os que ganham 2000 euros, e tenho dúvidas de que muitos desses 45.000 estudantes que ingressaram no ensino superior estejam dispostos a sofrer aquilo que nos foi imposto nos últimos anos.

Quererão entrar para as profissões altamente qualificadas do Estado para depois aparecer um Passos Coelho a cortar 30% dos rendimentos ou a ouvir as baboseiras do Sousa Tavares para quem os funcionários públicos a tudo devem estar sujeitos? Estarão interessados em suportar uma carga fiscal brutal vendo o seu rendimento aproximar-se do salário mínimo? Quererão ir para escritórios de advogados conhecidos e ganhar pouco mais do que um salário mínimo?

Sem esses jovens o país não conseguirá desenvolver-se, precisamos que eles fiquem, precisamos que eles acedam a colocações compatíveis, precisamos da sua capacidade de criar riqueza. Ainda bem que entraram mais uns quantos alunos no ensino superior, mas vou guardar a alegria para quando depois de formados conseguirem colocações dignas no nosso país. Se isso não suceder é mais uma perda de uma geração e continuaremos a financiar as economias dos países mais ricos formando-lhes a mão de obra mais qualificada. Exportamos jovens qualificados e importamos velhos reformados.
 

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Joana Marques Vidal,  Procuradora-Geral da República

Quando o governo foi acusado de estar escondendo mortos de Pedrógão  a senhora Procuradora-Geral manteve-se em silêncio durante muitos dias, deixando que o governo fosse queimado na praça pública, beneficiando do respeito do governo pela separação de poderes e pelos princípios éticos do primeiro-ministro que suportou todos os ataques sem apontar o dedo para quem devia dar a cara e estava calada.

A situação está a repetir-se, desde sábado que o ministro da Defesa está sob fogo, com muita gente a exigir-lhe que conclua investigações e que aponte culpados para o roubo de Tancos, até Marcelo, numa intervenção muito infeliz, veio defender celeridade no processo, omitindo quem o dirige e dessa forma sugerindo a muita gente a responsabilidade do ministro.

Sempre que a Procuradora-Geral é criticada em público a propósito de uma qualquer investigação reage rapidamente com um comunicado. Durante quantos mais dias quer a Procuradora-Geral que o ministro da Defesa seja atacado em público por matéria que é da responsabilidade do Ministério Público?

O ministro nada sabe das investigações ao assalto ou suposto assalto a Tancos. Não sabe, não tem que saber e seria muito mau se soubesse. Quem sabe tudo sobre este processo é a silenciosa Procuradora-Geral da República.

«A Polícia Judiciária Militar (PJM), à qual cabe investigar de crimes de âmbito militar, atribui à Polícia Judiciária a responsabilidade pela condução da investigação do assalto aos Paióis Nacionais de Tancos (PNT). Ao Observador, o porta-voz da instituição recorda que “a competência da investigação criminal” neste caso “foi delegada na PJ”. A PJM “colabora institucionalmente”, refere Vasco Brazão.

A posição da PJM surge na sequência da notícia do jornal Público em que se dá conta de que, mais de dois meses depois do assalto, a PJM não sabe do paradeiro das armas furtadas de Tancos — granadas, explosivos e outro material — e que a acusação pelo crime de furto está em risco. O Ministério Público atribuiu “natureza urgente” ao processo, que está a cargo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, e, de acordo com o diário, mais de 70 pessoas já foram inquiridas, entre militares e civis ligados aos paióis. Mas não há certezas, sequer, de que as armas já tenham saído do país, ao contrário do que chegou a ser afirmado nos primeiros momentos após o assalto de final de junho.» [Observador]

 Um desafio a Sousa Tavares

Sousa Tavares acusou o governo de governar para os funcionários públicos, não criando condições para evitar nova bancarrota. Recorreu mesmo a um argumento usado sistematicamente por Passos Coelho contra os funcionários públicos, sugerindo que estes não eram despedidos. A lógica de Sousa Tavares é a de que os funcionários públicos, por não terem sido despedidos ou não terem emigrado não sofreram com a crise.

Sousa Tavares está mentindo e sabe que o está fazendo, está omitindo que os funcionários públicos foram massacrados com cortes e não foi apenas o aumento dos impostos. Está mentindo ao ignorar que os funcionários também pagam impostos e que estes foram aplicados depois dos cortes dos seus vencimentos. Está mentindo porque o governo de Passos criou mecanismos para o despedimento de funcionários.

Faço um pequeno desafio a Sousa Tavares, que torne público quanto é que ele perdeu em rendimentos durante os últimos cinco anos devido a medidas de austeridade. Se o fizer eu tornarei públicos os meus dados e veremos quem é que contribuiu mais para combater a crise.

      
 Depois de abater um caça russo compra defesa antiaérea 
   
«A Turquia assinou com a Rússia um contrato de aquisição de sistemas de defesa antiaéreo S-400, anunciou esta terça-feira o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, citado em vários jornais do país.

“Os contratos foram assinados, para a compra dos sistemas S-400 à Rússia”, refere Erdogan citado nos jornais turcos sendo que o diário Hurriyet acrescenta que “uma parte do pagamento já foi efetuado”.

A aquisição do sistema militar de defesa antiaéreo (S-400) é considerado o contrato mais importante firmado entre a Turquia e a Rússia.» [Observador]
   
Parecer:

Este Erdogan tem a sua graça, primeiro abate um caça russo, agora compra um sistema de misseis fabricado na Rússia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 A CNA não sabia nem tinha de saber
   
«Os três “grandes” vão todos jogar a 1 de outubro, informou a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) na passada sexta-feira em comunicado. O “clássico” Sporting-Porto tem início às 18h00 e o Marítimo-Benfica está agendado para as 20h15. Outras quatro equipas vão defrontar-se nesse dia: Belenenses e V. Guimarães, Braga e Estoril. Seria, portanto, um domingo como qualquer outro no campeonato. Mas não é: será também o dia em que o país vai às urnas para votar nas eleições autárquicas.

Curiosamente, em 2015, os jogos União da Madeira-Benfica, Porto-Belenenses e Sporting-V. Guimarães foram agendados para 4 de outubro, dia de eleições legislativas em Portugal. Antes como agora, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) não foi informada pela LPFP. Quem o confirmou ao Expresso foi o próprio porta-voz da Comissão. João Machado adianta ainda que a CNE se pronunciará sobre o assunto após a reunião plenária que se vai realizar esta terça-feira.

Há dois anos, aquando do agendamento de jogos da Primeira Liga para o dia em que se votavam as legislativas, a CNE fez saber que era contra a realização dos mesmos no domingo eleitoral. E concluía: “Não havendo lei que expressamente os proíba, é desaconselhável a realização de eventos desta natureza. Em abstrato, potenciam a abstenção de um número que pode ser significativo de eleitores que, além dos profissionais [futebolistas, treinadores ou dirigentes] envolvidos, se deslocam para fora do local da sua residência habitual”.» [Observador]
   
Parecer:

Era o que faltava que para marcar eleições se tivesse que consultar o presidente da Federação ou ouvir o Bruno de Carvalho, o Pinto da Costa ou o Luís Filipe Vieira. Por este andar ainda se vão lembrar de designar o engenheiro do penta para presidir à CNA
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Não falou nem tem que falar
   
«O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou esta terça-feira que ainda não teve oportunidade de falar com o primeiro-ministro, António Costa, sobre o agendamento de jogos de futebol para o dia das eleições autárquicas.

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) marcou quatro jogos para esse dia de eleições, domingo, 1 de outubro, incluindo o clássico Sporting-FC Porto, com início às 18h, e o jogo Marítimo-Benfica, às 20h15.» [Público]
   
Parecer:

Se a Liga marcou os jogos sabendo a data das eleições essa conversa só faria sentido se fosse para mandar as eleições para um dia da semana em que não há jogos. O voto não é obrigatório e se os clubes não se importam de impedir os adeptos de ir aos jogos ou de votar o problema é deles e dos adeptos.

Ao dizer que ainda não falou com o primeiro-ministro parece que está a sugerir que o Governo tem algum papel na calendarização dos jogos de futebol ou dos muitos espectáculos que se realizm no dia das eleições.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Marcelo que seja mais poupado nas respostas.»

terça-feira, setembro 12, 2017

O esquema dos assessores jurídicos das autarquias

De vez em quando fala-se do negócio das assessorias jurídicas prestadas pro alguns escritórios de advogados aos ministérios, onde para além dos pareceres já elaboram diplomas, fazem reformas fiscais e participam em negócios. Apesar de o Estado contar nos seus quadros com alguns dos nossos melhores juristas, num país onde mais de metade da classe política são advogados, não admiram que haja políticos que prefiram um dos “seus”.

A assessoria jurídica é um tipo de prestação de serviços difícil de avaliar, em limite até podem ser pagas fortunas a título de avença sem que alguma vez seja necessário recorrer aos consultores. Mas se nos últimos anos tem sido notícia os serviços prestados por alguns escritórios de advogados aos sucessivos governos, nada se tem dito sobre as relações entre escritórios de advogados onde pontuam políticos e as autarquias.

Um bom exemplo destas relações está em Vila real de Santo António, que graças a um autarca espertalhão tem vindo a ser moda na comunicação social portuguesa e cubana. Durante os mandatos de Luís Gomes, uma espécie de Maduro do Algarve que agora tenta passar o testemunho à São, a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António pagou pelo menos um milhão de euros a advogados:
  1. PLMJ (Mendes de Morais) - 675 mil
  2. Paz Ferreira & Associados - 194 mil
  3. Renata Palma - 127 mil (advogada local de quem se diz ser próxima do PSD)

Estamos a falar de um concelho de pequenas dimensões, quer em termos económicos, territoriais ou populacionais, um concelho com menos de 20.000 habitantes. Basta fazer as contas, se todos os concelhos tivessem gasto 1 milhão em assessorias jurídicas as autarquias teriam gasto a modesta quantia de 309 milhões de euros. 

Outro aspeto curioso é ver a quem são pagas tão grandes quantias, apesar de os nomes dos escritórios esconderem os “políticos advogados”. No caso da PMLJ pontuam personalidades políticas como Morais Sarmento. Nenhum destes pagamentos foi sustentado num concurso, tudo foi contratado por ajuste direto e sem qualquer justificação oficial.

O que está por detrás destas necessidades exageradas de consultoria jurídica? Talvez não fosse má ideia o Tribunal de Contas questionar as autarquias que exageram na “produção jurídica”. Talvez também não fosse má ideia se o MP em vez de andara a vasculhar nas agências de viagens, investigasse se autarquias como VRSA conseguem ter fundamento para tanta despesa com advogados. Seria também interessante perguntar ao presidente e vice-presidentes da CML, nenhum deles com habilitações jurídicas, que critérios seguiram para escolher os advogados e se há algum documento camarário onde se fundamente a escolha e se justifique tão avultada despesa com juristas.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Ana Rita Cavaco, dirigente nacional do PSD

Talvez porque enquanto dirigente nacional do PSD apoiava as políticas de cortes brutais decididas pelo presidente do PSD a bastonária dos enfermeiros não reparou que o país foi submetido a uma experiência económica que passava pela proletarização forçada dos funcionários públicos. Só isso explica que não encontre razões para a insolvência de uma dúzia de enfermeiros nas políticas do seu governo.

«De Janeiro até ao início de Setembro, "perto de uma dezena" de enfermeiros apresentaram pedidos de insolvência, revelam os despachos que a Ordem recebeu dos tribunais. O número é avançado por Fernando Macedo, tesoureiro da Ordem, que estabelece uma relação directa com a "precariedade da profissão". "Estão a deteriorar-se as condições de trabalho e aumentam este tipo de casos", diz.

Estes são os pedidos "já resolvidos" pela Ordem, que aceitou para todos o perdão da dívida e passou a suportar o pagamento das suas cotas (nove euros por mês). Para além destes, destaca Fernando Macedo, "há muitos outros pedidos que deram entrada e ainda não foram analisados pelos serviços". O tesoureiro alerta que, "até ao final do ano, vão aparecer mais casos".

A bastonária vai mais longe: "O que me dizem os serviços da Ordem é que isto não acontecia no passado." Ana Rita Cavaco diz que o problema deve ser encarado "do ponto de vista da vida destes enfermeiros". "Eles também são gente, precisam de resolver a sua vida. Estes enfermeiros insolventes continuam a trabalhar, precisam da cédula para isso e não conseguem pagar nove euros de quotas por mês.”» [Público]

 As visitas de Marcelo

Há poucos dias Marcelo foi a uma feira do livro no porto e o autarca local lá ganhou longos minutos de televisão ao lado de Marcelo. Agora foi a vez do autarca de Cascais ter sido premiado com imagens "íntimas" na companhia de Marcelo, passando a imagem do amigo do presidente. Não seria má ideia se Marcelo se lembrasse de que em Portugal há vários partidos e se pretende continuar neste roteiro autárquico seria mais democrático se aparecesse ao lado de outros autarcas, talvez em Loures ou noutros concelhos tão sensíveis quanto Cascais ou Porto.

 Marcelo e a celeridade da justiça

O ministro da Defesa deu uma entrevista e disse algo que anda nas bocas do mundo, que muito provavelmente não ocorreu qualquer assalto em Tancos, uma possibilidade que deixa a direita em má situação, depois de todo o aproveitamento que se fez do caso, a Cristas ficou tão irritada que até pediu a demissão do ministro, o que não admira, o desporto preferido dessa senhora é pedir a demissão de ministros.

Depois de toda a indignação da direita Marcelo não resistiu à tentação de fazer o seu comentário, pedindo celeridade no apuramento dos fatos, pelo momento escolhido muitos cidadãos serão induzidos no erro de que o ministro não está a fazer o seu trabalho, precisamente aquilo de que a direita o acusou.

Sucede que o senhor professor de direito, condição de que o próprio Marcelo fez questão de voltar a realçar, sabe muito bem que em portugal a investigação criminal é competência exclusiva do MP e que neste momento o processo está em segredo de justiça. Isto é, a mensagem do Presidente é uma pressão sobre o MP o que na democracia portuguesa significa violação da separação de poderes. Se o Presidente quer acelerar o processo pode muito bem convidar a Procuradora-geral para um chá e debater o tema com a privacidade que o mesmo merece.

Já que o Presidente está preocupado com a lentidão no apuramento dos fatos talvez não seja má ideia pronunciar-se também sobre outros processos onde este apuramento está bem mais atrasado.

      
 O homem não disse nada disso
   
«O líder do PSD, Passos Coelho, desafiou neste domingo António Costa a dizer quem é que em Portugal defende que o país tem licenciados a mais, acusando o primeiro-ministro de poder transformar-se num "agente poluidor" do debate político.

Passos Coelho, que falava no concelho de Pombal, distrito de Leiria, recordava o discurso do primeiro-ministro, ao final da manhã, em Matosinhos, em que, referindo-se ao aumento do número de alunos colocados no ensino superior, sublinhou que essa notícia significava que os portugueses "deixaram de dar ouvidos àqueles que diziam que tínhamos licenciados a mais e que não era importante continuar a estudar".

O líder social-democrata realçou que "nunca, em qualquer tempo", se recorda, "seja à direita, ao centro ou à esquerda, de ouvir ninguém dizer" que Portugal tem licenciados a mais, "que as pessoas não deveriam continuar a estudar, que o que era bom era ter uma economia com salários baixos e que o melhor mesmo era as pessoas ganharem pouco".

"Não tenho ideia", sublinhou Passos Coelho, desafiando António Costa a dizer a quem é que se estava a referir e se conhece "alguém que tenha feito declarações nesse sentido".» [Público]
   
Parecer:

Não apontou o caminho da emigração aos professores, não tinha intenção de cortar as pensões ou os vencimentos e muito menos despedir funcionários públicos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Mal informado
   
«Num habitual espaço de comentário, na antena da SIC, Miguel Sousa Tavares faz uma reflexão relativamente ao Orçamento do Estado para 2018, considerando que “o défice tem descido à custa das contenções por departamentos ministeriais e à subida da receita fiscal. Ou seja, não é por via  da diminuição da despesa do Estado que se tem alcançado esse decréscimo”.


Isto significa, na opinião do comentador, que, “apesar da conjuntura favorável, quer interna quer externa, o Governo não está a criar as condições para não cairmos na mesma situação de 2011, altura em que o Estado português foi à falência porque a receita não cobria as despesas”.

A fatura da crise que assolou o país em 2011 foi paga, na perspetiva de Miguel Sousa Tavares, “pelo setor económico privado. Registaram-se 300 a 400 mil desempregados e empresas simplesmente desapareceram. Mas não desapareceu nenhum serviço do Estado ou autarquia, nem foi despedido nenhum funcionário público”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Sousa Tavares tem a qualidade de ser capaz de falar do que sabe e do que não sabe correndo um sério risco de dizer baboseiras. Agora, talvez motivado pela aversão a funcionários públicos, disse que o governo governa para os funcionários públicos. talvez não fosse má ideia se Sousa Tavares se informasse das diferenças na situação dos funcionários públicos entre a situação antes e depois da crise. talvez ele percebesse que está bem melhor quanto a austeridade do que os funcionários públicos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»