terça-feira, setembro 02, 2008

Umas no cravo e outras tanta na ferradura

FOTO JUMENTO

À venda na Feira da Ladra, Lisboa

IMAGEM DO DIA

[Ints Kalnins / REUTERS]

«Competición de saltos. Un concursante salta al río Daugava en el campeonato de Red Bull celebrado en Riga (Estonia).» [20 Minutos]

A MENTIRA DO DIA D'O JUMENTO

O Jumento já sabe qual vai ser o tema do discurso de Ferreira Leite na preparatória de Verão do PSD, a expectativa dos militantes do PSD que começam a ter dificuldades em recordar os traços fisionómicos da sua líder tem todo o sentido. Ferreira Leite vai dirigir-se aos jovens estudantes para lhes revelar o quarto segredo de Fátima.

O "MAU CAGADOR" DO DIA

O editorial de José Manuel Fernandes no Público é um bom exemplo de que "ao mau cagador até as calças empatam":

«Será que alguém acredita que os portugueses estão mais tranquilos desde que o Governo mandou a polícia com helicópteros para os bairros problemáticos para apanhar umas gramitas de haxixe?» [Público assinantes]

Se há crimes aproveita-se o fenómeno para escrever uns editoriais onde o mal é de não haverem polícias na rua, se os polícias vão para a rua é para apanhar umas gramitas de haxixe. Não há paciência para este director do blogue não oficial de Belmiro de Azevedo.

JUMENTO DO DIA

Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF

Mário Nogueira aproveitou-se dos professores que não foram colocados e fez uma das suas acções, agora junto a um centro de emprego para denunciar a precariedade no sector. Aproveitou para desvalorizar as medidas positivas no sector face ao desemprego, o que não é nada de novo, a defesa corporativa leva-o a considerar que o primeiro objectivo das escolas é empregar professores.

Mas dizer que há precariedade no sector é um abuso, há muito que há professores no desemprego e tal acusação nunca foi feita. A não ser que Mário Nogueira considere que o Estado e os contribuintes devem pagar a professores para os quais não há alunos.

EUROPA PARALISADA E MUTILADA

«No seu número de hoje, um dos mais conspícuos jornais europeus, para empregar um termo caro a Jorge de Sena, como se estivéssemos ainda em plena guerra fria, assevera-nos que "Moscovo desafia as potências ocidentais". Isto a propósito do reconhecimento unilateral de antigos pedaços do seu ex-império, até há pouco incluídos na Geórgia, também ela antigo e até simbólico espaço moscovita.

Infelizmente, esta séria peripécia da política internacional pós-Muro de Berlim e implosão do antigo império soviético só tem a ver com potências ocidentais, se nelas incluirmos os Estados Unidos, a única digna desse nome. E é o caso, mas é como se não o fosse. Em princípio, o título do Le Monde só nos devia dizer respeito, a nós europeus, enquanto apêndices histórico-políticos dos Estados Unidos, única superpotência do Ocidente desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Mas nós sabemos que esta imaginária distanciação europeia dos Estados Unidos é um mito. E que não podemos escapar, por enquanto, a nenhum conflito virtualmente sério, em que os Estados Unidos, na sua expressão superimperialista, estejam envolvido - quer se trate do Afeganistão, do Iraque, quer agora do Cáucaso, confrontado de um dia para o outro a uma nova situação balcânica.

Tudo é americano, mesmo o que não parece ou não devia ser. Não admira por isso que a maior parte da imprensa europeia tenha encontrado, num ápice, os reflexos, as imagens, os clichés mais estafados (e outrora justos ou justificáveis) da antiga guerra fria, com o mesmo Moscovo no papel óbvio do mau da fita. Basta ler a maioria dos jornais portugueses para o constatar. Mas não são os únicos. Como de costume, o olhar mais isento sobre os actuais acontecimentos vem-nos de Inglaterra, o único país europeu, apesar de relativizado no tabuleiro mundial, que ainda merecerá o nome de "potência ocidental". Recentemente, um historiador de Oxford lembrou com pertinência que o actual conflito pouco tem a ver com a grelha de leitura da antiga guerra fria e que o Ocidente faria bem em ter isso em conta. A situação seria comparável à das Malvinas, que a imprensa ocidental nunca diabolizou.

É um bom conselho, o desse intelectual de Oxford, Mark Almond. Se a situação actual não é muito diferente da clássica das Malvinas, em nada isso afecta a sua leitura de um ponto de vista europeu. Não é a Europa - a não ser por impotência ou defeito - que se encontra implicada no Cáucaso. São os Estados Unidos - via Geórgia - e Moscovo - via Ossétia do Sul e Abkhásia - num despique imperialista do mais clássico recorte. A Europa - na medida em que existe como actor histórico digno desse nome - está entre ambos os actores reais desta lamentável peripécia póstuma de uma guerra fria, reactivada na sua lógica absurda pelo ataque às duas torres... que não foi russo e que inaugurou um século XXI onde conflitos deste tipo já não pareciam possíveis. Mas a verdade é que são. O antigo urso moscovita não se mudou num anjo, como a intervenção na Tchetchénia o mostrou para grande exaltação de todos os mosqueteiros da antiga cruzada anti-soviética (de Bernard-Henri Levy a Glucksman). Mas esses reflexos de autocratismo imperial em defesa da sua zona de influência são menos imperialistas e condenáveis que a guerra unilateral do Iraque ou a guerra sem fim do Afeganistão para que uma Europa impotente e indigente se deixou arrastar?

Na mais indulgente das perspectivas, o actual conflito já não releva do antigo conflito maniqueísta entre o Bem (o do mundo democrático ocidental) e Mal (o mundo soviético totalitário) - se isto mesmo não entroniza abstractamente uma visão dualista da História bem discutível ou trágica -, mas do mais tradicional e perene conflito entre duas formas de poder virtualmente imperialistas. E, no caso vertente, o dos Estados Unidos não deixa os seus créditos por mãos alheias. Quem, em nome de uma luta antiterrorismo, sem estatuto definível em termos aceitáveis de democracia planetária, dispôs em torno da nova Rússia um dispositivo de mísseis, como se o Pacto de Varsóvia não tivesse caducado? E na Polónia ainda por cima...

Muitos de nós, europeus, devem à América, histórica e miticamente falando, um reconhecimento sério e inesquecível, mas não ao ponto de o pagar com uma subalternização política, ideológica e até cultural, digna do antigo Império Romano, universalidade virtual a menos. Se a Europa não fosse, como é, uma entidade à procura de existência credível e neste momento objectivamente paralisada, não entraria em transe, como outrora em tempos dos cossacos, de cada vez que a pátria de Catarina, mas também de Tolstoi e Dostoievski, move um peão no seu imenso e complexo tabuleiro. Tabuleiro mundial mas também europeu. Entre os devaneios mais aceitáveis da nossa velha Europa, agora pacífica como um cordeiro, figura o de se imaginar como o continente ideal, medianeiro entre o Novo Mundo (seu antigo filho) e a Rússia.

Mas este belo sonho é também o de uma Europa mutilada, voluntária e absurdamente cortada dessa mesma Santa Rússia há mais de mil anos ortodoxa e tão europeia como a mais românica ou nórdica Europa. Como é possível que a Europa tenha algum futuro digno dos seus sonhos do passado (bons e maus), sem pensar noite e dia nesse espaço naturalmente europeu, sem o qual, como dizia Valéry, a nossa Europa nunca será mais do que um pequeno cabo da Ásia? Não temos que escolher entre os Estados Unidos e a Rússia, ou digamos, entre Walt Whitman e Tolstoi. Mais nos importa partilhar à nossa maneira a visão epicamente universal do destino humano de que ambos foram exemplo. E, antes disso, ou a par disso, lembrarmo-nos da nossa "velha Europa", mãe de todas as utopias universalistas e, hoje, entre parênteses de si mesma, sem mais projecto que a pretensão de arbitrar à la petite semaine, e segundo o impulso dos seus Napoleões virtuais, conflitos que já não estão à altura da sua fraqueza. Ainda por cima, como criada de quarto pressurosa e impotente do único dono do universo.

Nem Afeganistão nem Cáucaso, após a ordem unilateral instaurada depois do 11 de Setembro merecem a nossa lamentável solicitude. Limitemo-nos a dar uma alma a um projecto de Europa que não consegue chegar ao fim dos seus braços. O Ocidente europeu temeu a Rússia durante sete décadas, mas nem por isso a longa e capital história comum deixou de nos importar. Os relentos de cruzadismo que, em tempos, essa ameaça suscitou não têm agora nem a mesma urgência nem o mesmo sentido. É vital para nós que a nova Rússia seja o mais democrática possível, mas não esqueçamos que o nosso ideal democrático ainda tem muito de ideal kantiano - como o de todas as democracias do mundo. Porque nos mobilizamos (em teoria...) tão facilmente contra a nova Rússia, como se fosse uma anti-Europa ou anti-Ocidente, quando há muito a cercámos de Estados ainda menos democráticos que ela e que nunca foram europeus? Não apenas por prudência um caso tão complexo como o do Cáucaso, em que, no mínimo, as culpas são partilhadas, escolher um dos litigantes num conflito em que um terceiro é o actor principal é uma aberração. Só por um passado de má reputação, como numa famosa canção de George Brassens?

Certos países europeus supõem ter o monopólio perpétuo das indignações virtuosas. Nos seus melhores momentos o tiveram ou nós supusemos que o tinham. Mas já não é o caso. No novo contexto planetário a exemplaridade é muito relativa. Bem sabemos o que os custou essa pretensão de sermos, como europeus, "a luz do mundo". Chegou o tempo da modésti, o que não é incompatível com a dignidade. Uma certa imprensa europeia, belicista a título póstumo, lamenta que a Europa não enfrente com determinação a crise actual, chamando à pedra o suposto responsável por ela. Evoca-se o espectro de Munique, a eterna cobardia das democracias. Gostariam que se repetisse o cenário da Jugoslávia ou do Kosovo, fonte próxima desta crise. Em suma, que se pusesse a Rússia na ordem. Só os Estados Unidos conhecem o preço dessa hipotética lição ao seu antigo adversário, e no papel a deixam. Não sejamos mais papistas que o Papa. Os Estados Unidos podem brincar com o fogo e disso não se têm coibido. Não vale a pena ajudá-los numa missa que podem celebrar sozinhos. E não sem risco.» [Público assinantes]

Parecer:

Por Eduardo Lourenço.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

PRISÃO PREVENTIVA PARA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

«Chega hoje ao Parlamento, pelas 'maõs' do CDS/PP, uma proposta para que a prisão preventiva seja aplicada aos agressores de violência conjugal. Teresa Caeiro, que ontem avançou a referida proposta ao DN, explica que o objectivo é o de "retirar a violência doméstica do rol da pequena criminalidade, como se encontra actualmente, de modo a que a prisão preventiva se aplique ao agressor, nestes crimes". » [Diário de Notícias]

Parecer:

Ao contrário do que fez Zapatero por cá nada se tem feito para combater a violência doméstica. A esquerda acabou por permitir que fosse o CDS a tomar a iniciativa.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

MARCELO RECUSOU-SE A "LECCIONAR" NA UNIVERSIDADE DE VERÃO DO PSD

«A Universidade de Verão do PSD, que hoje arranca em Castelo de Vide, é a primeira desde 2004 que não conta com o seu professor mais assíduo: Marcelo Rebelo de Sousa. O DN sabe que Marcelo foi convidado para voltar a sua conferência e não aceitou. Desde a liderança de José Manuel Durão Barroso, passando pelas de Pedro Santana Lopes e de Luís Marques Mendes, Marcelo nunca antes faltara.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Será por causa de Manuela Ferreira Leite?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Marcelo.»

NÃO HÁ PRÉMIOS NA FUNÇÃO PÚBLICA

«A atribuição, este ano, de prémios de desempenho aos 5% de funcionários que melhor se distinguiram na administração pública vai ficar pelo caminho. Tudo porque a aplicação do sistema de avaliação de desempenho da administração pública (SIADAP) no ano passado não correu da melhor forma em vários organismos e agora muitos dirigentes não se sentem seguros na distinção dos mais competentes. Assim, ao contrário do que chegou a ser anunciado pelo Governo e reforçado pelo grupo parlamentar do Partido Socialista (PS) na elaboração da lei do Orçamento do Estado para 2008, os prémios de desempenho não vão chegar aos melhores 5%. » [Diário de Notícias]

Parecer:

Mas que grande reforma!

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

MARCELO: AFINAL O SILÊNCIO JÁ TEM VANTAGENS

«O ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa afirmou hoje, no Porto, que o silêncio do PSD nos últimos dois meses "é mau, mas tem mais vantagens que inconvenientes"."É mau porque houve ruído interno, alguns vice-presidentes falaram, mas tem também a vantagem de permitir a preparação do programa, a solidificação da equipa que tinha chegado à direcção apenas há três meses e vem dar mais força às intervenções que se vão seguir". » [Público]

Parecer:

Este Marcelo cada dia diz uma coisa diferente.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Marcelo que partilhe o silêncio de Ferreira Leite.»

UMA BOA NOTÍCIAS

«Até 15 de Agosto arderam em Portugal continental 7231 hectares de matos e povoamentos florestais, ou seja, menos de dez por cento da média da área ardida dos últimos dez anos no mesmo período: 111.522 hectares. Mesmo assim já arderam quase mais dois mil hectares do que o ano passado por esta altura, quando se conseguiu o resultado mais baixo desde o início dos anos 80. A meteorologia e os esforços de vigilância, que têm contribuído para reduzir o número de ignições, ajudam a justificar o número diminuto de incêndios, acreditam os especialistas. » [Público assinantes]

Parecer:

De vez em quando há boas notícias.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a José Manuel Fernandes, o director do blogue não oficial de Belmiro de Azevedo, se vai dedicar um editorial ao tema.»

O JUMENTO NOS OUTROS BLOGUES

  1. O "Agora Blogo Eu" gostou do comentário ao nervosismo de Pacheco Pereira.
  2. O "Pravda Ilhéu" destaca o comentário às ameaças de Alberto João ao juiz Garzón.

YURI BONDER

BUSH E CHENEY

REGRESSO AO EMPREGO

FIFA WORLD CUP SOUTH AFRICA 2010

segunda-feira, setembro 01, 2008

A má oposição

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Por aquilo que se está a ver no PS parece a questão que se coloca a uma oposição é saber se deve fazer muito ou pouco ruído. De um lado estão os defensores do ruído a mais, do outro está Manuela Ferreira Leite que é defensora do silêncio de sacristia. É evidente que passado o Verão, quando uma parte da nova liderança terminar as suas férias a bordo dos iates, iremos a assistir a mais agitação por parte da liderança do PSD.

Deve a oposição medir-se pelo ruído que faz?

Em Portugal a oposição não gosta do o ser, principalmente quando se trata de partidos que habitualmente ou ocasionalmente estão no poder. A impaciência impede estes partidos de terem um conceito de oposição, se o governo contar com uma maioria absoluta entram em crise, uma legislatura é demasiado tempo.

resultado desta atitude das oposições é termos primeiros-ministros que caem em São Bento de pára-quedas. Durão Barroso deu o golpe em Marcelo e chegou ao poder sem ter lido um único dossier, o mesmo sucedendo a Sócrates que chegou a primeiro-ministro através de umas eleições que mais pareceram um concurso de beleza.

Em vez de termos governos formados por gente que durante quatro anos estudou dossiers, formulou alternativas, explicou o seu projecto aos eleitores, temos governantes que chegam aos ministérios e só depois é que vão pensar o que fazer já que os programas eleitorais não passam de rascunhos feitos à pressa.

O mal de Ferreira Leite não está em falar pouco, nada impede que ponha o que pensa por escrito, até corria menos riscos frente aos jornalistas. Mas nem isso, Ferreira Leite pouco mais escreve do que os artigos que publica no Expresso, nada dizem, não passam de meia dúzia de parágrafos em tom de telegrama e, na maior parte dos casos, não diz o que pensa do futuro, limita-se a comentar de forma banal os acontecimentos mais recentes.

O problema do silêncio de Ferreira Leite não é perdermos o espectáculo, como ela diz, ou não termos oportunidade de lhe criticar as asneiras, que como se tem visto diz a bom ritmo. O problema do silêncio é que não significa uma atitude qualitativamente diferente do barulho de Menezes. Menezes fazia ruído e esperava por fenómenos exógenos à sua acção política para obter os votos necessários para ser poder. Ora, Manuela Ferreira Leite tem a mesma atitude que Menezes, espera em silêncio que a crise económica internacional se agrave, que uns mariolas desatem aos tiros para obter ganhos eleitorais. Foi assim que chegou a ministra da última vez, teve a “sorte” de cair a ponte de Entre-os-Rios. Por agora ainda não teve tal “sorte”, o acidente do Tua está longe do jackpot eleitoral de que precisa.

O problema de Ferreira Leite é o mesmo de todas as oposições, querem chegar ao poder sem qualquer projecto. É por isso que se costuma dizer que não são as oposições que ganham as eleições, são os governos que as perdem. Por isso as nossas oposições nada fazem para provarem que são melhores que o governo. É isso que explica o silêncio de Manuela Ferreira Leite, mais do que seriedade é oportunismo.

Umas no cravo e outras tanta na ferradura

FOTO JUMENTO

Fui ocasionalmente a Cascais e acabei por assistir à procissão em honra da Nossa Senhora dos Navegantes, tendo mesmo acompanhado o cortejo a bordo de uma das traineiras. Aqui ficam algumas imagens:

Para os interessados informo que ainda está a decorrer um concurso de fotografia patrocinado pela CM de Cascais (Regulamento).

IMAGEM DO DIA

[Chris Graythen/Getty Images]

«NEW ORLEANS - Grafitti by the illusive artist Banksy adorns a building August 29, 2008 in New Orleans, Louisiana. New works by the artist, whose paintings are also sold in galleries, have been popping up throughout New Orleans coinciding with the third anniversary of Hurricane Katrina. » [Tiscali]

A MENTIRA DO DIA D'O JUMENTO

Manuela Ferreira Leite vai aparecer amanhã, isto no pressuposto de que tem direito a um mês de férias como a generalidade dos portugueses e já descontadas a breves aparições do mês de Agosto, muito por força das intervenções públicas de Cavaco Silva que obrigaram a líder do PSD a aparecer pontualmente uma semana antes para antecipar o que o Presidente ia dizer.

JUMENTO DO DIA

Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo Rebelo de Sousa é um daqueles amigos que ninguém deseja ter, deve ser o caso de Manuela Ferreira Leite que deve estar em grandes em adormecer o netinho, tanto é o ruído provocado pelo eterno não candidato à liderança do PSD. Mal voltou de féria Marcelo deu uma volta pelos telefones dos jornalistas amigos, umas vezes para se substituir e criticar os silêncio de Manuela, outras para lhe dar conselhos. Quando se colocou a hipótese de se candidatar à liderança do PSD Marcelo assobiou para o ar, quase desapareceu, agora aproveita o silêncio da líder do PSD para matar a sede à sua vaidade. Anda tão impaciente que nem esperou pelo seu tempo de antena privativo na RTP, a tal estação que Pacheco Pereira acusa de ser controlada pelo governo.

OS PROFESSORES QUE NÃO FORAM COLOCADOS

Agora que já não se assiste ao espectáculo triste dos erros dos concursos de colocação dos professores ou mesmo do atraso destes concursos (lembram-se quando o petisco das televisões no dia da abertura das aulas era visitar escolas sem professores?9 os sindicatos discutem o número dos professores que ficaram sem colocação. Quando os erros dos concurso dava para fazer peixerada ninguém se preocupava com eles.

A questão que se coloca é o que fazer, se o Estado deve colocar estes professores ou não. Se defenderem esta solução os sindicatos deverão ser coerentes e defender a mesma solução para todos os grupos profissionais e explicar onde vai o Orçamento de Estado buscar recursos financeiros para adoptar essa solução.

MAIS UMA PARA O ANEDOTÁRIO DO ALBERTO

O Alberto João ficou incomodado por causa da investigação aos movimentos de dinheiro sujo na Zona Franca da Madeira, feita pelo juiz espanhol Baltazar Garzon, ele que costuma estar tão tranquilo com a justiça portuguesa não gostou nada de ser incomodado por espanhóis. Como é seu costume optou por ameaçar o juiz espanhol de um processo de difamação, algo em que o Alberto João, ofende quem quer e lhe apetece mas quando é incomodado abre processos cujos custos são pagos pelos contribuintes.

Pela forma como falou quase concluí que na Zona Franca da Madeira só circula dinheiro conseguido nas caixas de esmolas das igrejas locais ou os lucros legais duramente conseguidos das muitas lojas de sifões.

A PRODUÇÃO DE BETERRABA

A acusação dirigida ao Governo pela CNA, acusando de ter liquidado a produção de beterraba, é um bom exemplo da validade dos protestos daquela organização da esfera do PCP. O que a CNA não diz é que os agricultores de beterraba receberam subsídios para produzir beterraba, enquanto produziram receberam pagamentos a bom preço e que muito antes do período de vida dos investimentos realizados com subsídios receberam ajudas para acabar com a produção. Como se tudo isto fosse pouco, ainda benefiicaram de dois anos com os preços dos cereais excepcionalmente altos, nunca devem ter ganho tanto dinheiro com nos últimos anos.

Talvez por isso a CNA esteve em silêncio aquando da reforma da OCM do açúcar, mas como o verão está a chegar ao fim tinha que encontrar um qualquer motivo p+ara animar a malta.

LEI E A OBRIGATÓRIA BRANDURA DOS MAGISTRADOS

«Os problemas de segurança que enfrentamos estão, antes do mais, ligados ao tipo de sociedade que se construiu nos últimos anos. À insegurança das ruas somam-se muitas outras: a precariedade do trabalho, o desemprego, a saúde, a redução de reformas, as péssimas soluções urbanísticas, os graves problemas da escola pública. Tudo, em conjunto, vem desestruturando a sociedade, os valores de responsabilidade e a solidariedade social, o brio profissional, a possibilidade da sobrevivência das famílias (quaisquer que elas sejam), enfim, o que permite a segurança de uma vida social responsável, pacífica e movida por valores de progresso.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Por António Cluny.

PS: O que António Cluny faz neste artigo não é mais do que confirmar a tese de Jerónimo de Sousa, só que é mais inteligente que o líder do PCP e coloca a questão num prazo mais longo, desta vez não permite concluir que um desempregado é potencialmente um malandro.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

CRIME IDEOLÓGICO

«Procurava estacionar junto a um restaurante do Porto e vi, pelo espelho, o arrumador que corria atrás de mim. Encontrei lugar e saltei do carro o mais depressa que pude. Talvez o arrumador não me tivesse apanhado. Tinha: em vez de os remover das ruas e dar-lhes formação cívica, conforme o prometido, o dr. Rui Rio pelos vistos manteve-os cá fora e deu-lhes treino de meio-fundo. Não lhes deu, seguramente, roupas: o infeliz era um farrapo pegado.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Por Alberto Gonçalves.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

MARCELO FAZ SUGESTÕES A FERREIRA LEITE

«Segurança, défice externo e crise económica. Estes são os três pontos-chave que Marcelo Rebelo de Sousa considera decisivos para a líder do PSD ‘agarrar’ na rentrée, no seu discurso no próximo dia 7 de Setembro. Sugeridos os temas, o antigo líder do partido não quis, contudo, reagir à tese de que poderia estar arrependido por não se ter candidato. "Não vou acrescentar mais nada", afirmou ontem ao CM, depois de ter dito ao ‘Expresso’ que estava muito preocupado com o PSD e que a presidente social-democrata mostrava "pouca ambição".» [Correio da Manhã]

Parecer:

Por este andar ainda vamos ver Ferreira Leite a contratar um explicador na esperança de passar no exame das legislativas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Marcelo, o mestre-escola da política portuguesa, quanto cobraria a Ferreira Leite.»

QUANTOS PROFESSORES FICARAM SEM COLOCAÇÃO?

«A mais representativa, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), contou cerca de 55 mil, o que siginficaria que mais de 47 mil acabaram excluídos. Já a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) chegou a contas bem maiores: acima de 70 mil candidatos, o que equivaleria a mais de 62 mil sem contrato.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Afinal quantos professores ficaram sem colocação, parece que a lógica dos sindicatos é a do "quem dá mais".

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Entendam-se e proponham soluções.»

EMPREGADOS DOS CASINOS TAMBÉM SÃO VICIADOS NO JOGO

«Muitos dos empregados dos casinos jogam clandestinamente a dinheiro, acabando também eles por se viciarem no jogo. As apostas fazem-se em anexos dos próprios casinos, envolvem frequentemente centenas de euros e podem prolongar-se pela madrugada. Hoje em dia, o jogo mais popular é a loba, um jogo de sequências de cartas parecido com o rami. As "jogatanas" acontecem nas salas de convívio reservadas aos funcionários, entre os turnos, à hora de jantar, mas também após o encerramento ao público, a partir das 3h00. » [Público assinantes]

Parecer:

Digamos que a bandalheira nos casinos é tanta que até há jogo clandestino.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»

GOVERNO LIQUIDOU PRODUÇÃO DE BETERRABA

«A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) acusa o Governo de, em três anos, ter "liquidado a produção de beterraba sacarina" na sequência da última reforma da Organização Comum de Mercado (OCM) do açúcar. "O Governo negociou muito mal aquela reforma, aceitando reduzir drasticamente a quota nacional de 70 mil para 15 mil toneladas de produção com ajuda", disse à agência Lusa João Dinis, da CNA. » [Público assinantes]

Parecer:

Estes senhores querem meter-nos os dedos pelos olhos dentro.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aos senhores da CNA se acham que somos lorpas.»

FURACÃO TROCOU AS VOLTAS AO PARTIDO REPUBLICANO

«O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o vice-presidente Dick Cheney não irão à convenção nacional do Partido Republicano, que será realizada nesta segunda-feira, na cidade de Saint Paul, no Estado de Minnesota.» [BBC Brasil]

O JUMENTO NOS OUTROS BLOGUES

  1. O "Aberratio Ictus" também aprova a ideia de um protesto contra a censura de blogues encomendada por fascistas que anda por aí tentar calar as vozes com que não concordam.
  2. O "Estado Sentido" agradece aos que alteraram o seu endereço.
  3. O "PS Lumiar" dá destaque ao post em que se diz que o jornal Público não passa de um blogue não oficial de Belmiro de Azevedo.

GALA GALANKINA

PROGRAMADOR VS BUG [imagem]

ABSOLUT VODKA