domingo, novembro 02, 2008

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Pilrito das Praias [Calidris alba], Algarve

IMAGEM DO DIA

[Chip Somodevilla/Getty Images]

«Senator John McCain smiled while his wife, Cindy, spoke and former Mayor Rudolph W. Giuliani of New York laughed during a campaign rally at United High School in Hanoverton, Ohio. With one weekend left before the presidential election, Mr. McCain began a two-day bus tour of Ohio, where some polls show Mr. Obama leading by nine points.» [The New York Times]

JUMENTO DO DIA

Jesualdo Ferreira, treinador do FCP

O FCP melhorou muito no jogo que perdeu com a Naval, só sofreu um golo.

CADA PAÍS TEM OS SEUS IDIOTAS E OS SEUS MUROS

Israel, para evitar a entrada de "terroristas" palestinianos

Fronteira entre os EUA e o México, para evitar a entrada de emigrantes

Berlim, para evitar a saída de democratas

Lisboa, para entrar mais dinheiro na Lisconti de Jorge Coelho

AGORA É QUE O PAULO MACEDO ESTÁ A FICAR FAMOSO

Coitado do dr. Macedo, tanmto se esforçou para aparecer na comunicação social que agora, que conseguiu o que queria, é a que a comunicação social se lembrou de dar a conhecer a verdadeira personagem. É o que se pode dizer destes dois comentários do jornal "Sol":

«Soube-se agora que o anterior director-geral dos Impostos, além dos bons resultados que obteve no cargo, tinha uma exacerbada veia censória e controleira. Que deu origem à devassa de milhares de e-mails de centenas de funcionários das Finanças para detectar fugas de informação. E até uma queixa à PJ para identificar os autores de um blogue com opiniões e textos críticos. Com a sua dupla vocação, para as finanças e para a censura, teria chegado longe no regime de Salazar. Um homem fora do tempo.» [José António Lima]

«PAULO Macedo, o ex-director-geral dos Impostos cujo elevado vencimento foi objecto de grande polémica, mandou investigar e-mails de funcionários para apanhar quem difundiu o seu salário. Violaram-se milhões de mensagens privadas, segundo agora se soube, e não se descobriu nada. E, pasmo eu, os deputados não se exaltam na defesa da democracia e dos princípios gerais, Macedo passou a banqueiro de pedra e cal – e nenhuma cabeça rola» [P.A.]

O SILÊNCIO DO EXPRESSO

Confesso que aguardei pela publicação da edição deste sábado do jornal Expresso, sendo um jornal independente e que não deixa escapar questões em que estejam em causa os direitos constitucionais sempre queria ver se abordaria a devassa da intimidade dos funcionários do fisco, promovida pelo dr. Macedo com o objectivo de identificar quem discordava da sua opinião.

Não tinha grandes ilusões, o orçamento publicitário do BCP e o facto de o Expresso ter chegado a eleger o dr. Macedo com gestor do ano quase me dava a certeza de que o Expresso ignoraria o assunto, algo que não fez, por exemplo, quando o dr. Charrua chamou f. da p. a José Sócrates.

Não me enganei, o Expresso não dedicou uma única linha àquele que foi um dos principais temas da semana, senão mesmo o mais importante. O dinheiro e os compadrios pesam mais que os valores e princípios que fizeram do Expresso um jornal credível.

O FIM DE UM MUNDO FALSO

«Durante quarenta anos ele acreditou na infalibilidade do sistema e na verdade intrínseca do mercado. E, de repente, o mundo que ele ajudara a construir e a impor como coisa inevitável e inquestionável desabou-lhe aos pés. O depoimento de Alan Greenspan, o ‘mago’ da Federal Reserve, perante o Senado dos Estados Unidos foi um impressionante «mea culpa», porque foi sincero e porque se percebeu que o velho guru do liberalismo estava verdadeiramente estarrecido com as consequências do seu erro decisivo.

Qual foi o erro de Greenspan, qual foi o erro do credo liberal? Foi, de certa forma, o erro inverso da teoria marxista. Marx, que foi um genial analista dos vícios do capitalismo, propôs o socialismo como alternativa, mas uma alternativa filosófica e moral, decorrente da crença de que a propriedade era um roubo. Mas as pessoas não se alimentam de teorias filosóficas nem convicções morais, e sim de coisas mais imediatas como a produtividade e a criação de riqueza. O socialismo, como doutrina económica, nasceu condenado ao fracasso, porque desdenhou o factor humano: a propriedade não é um roubo, é uma legítima ambição de qualquer homem, desde os especuladores de Wall Street até aos miseráveis dos guetos de Bombaim. Mudar a vida para melhor, ser mais rico, graças ao seu esforço, ao seu trabalho, à sua capacidade de inovação e de risco, faz parte da natureza humana e das suas ambições desde que o homem é homem. A livre iniciativa é o factor primeiro de produção de riqueza e de progresso económico. Num mercado aberto e concorrencial, cada um sabe que poderá, pelo seu esforço e pelo se mérito, melhorar a sua condição. Num mercado fechado, numa economia estatizada em que todos são funcionários públicos, não adianta fazer mais nem melhor, porque o Estado é dono de tudo e ninguém tem nada de seu.

Sobre as ruínas da crença socialista, que produziu milhões de deserdados e de miseráveis, os liberais acharam que tinha soado a hora de uma vingança histórica. O Estado mínimo, que Greenspan caucionou e Bush levou ao extremo do dogmatismo, descendo os impostos sobre os mais ricos, cortando nos programas de ajuda social e facilitando em tudo os negócios do grande capital, assentava numa outra pretensa verdade, de que Greenspan se fez eco: a de que o mercado saberia auto-regular-se, pois que era do seu próprio interesse, do das grandes empresas e do sistema financeiro, não criar as condições para a auto-implosão. Mais uma vez, o que ficou esquecido neste «wishfull thinking» foi o factor humano. Se a ambição de ser mais rico é o que faz aumentar a riqueza das nações, a ambição da riqueza desmedida, sem horizonte nem controlo dos meios usados, é o que conduz ao seu colapso.

O que falhou, então, não foi apenas a crença na desregulamentação do mercado, na concentração cada vez maior das empresas, nos lucros pornográficos distribuídos entre accionistas e gestores. O que falhou, antes de mais, foi a noção de ética nos negócios, a lembrança de que a criação de riqueza tem uma finalidade social, não podendo aproveitar apenas ao seu detentor, e que a riqueza fundada na miséria alheia (ou no endividamento de todos perante a banca) conduz, mais cedo ou mais tarde, à falência geral.

A loucura liberal montou um sistema económico à escala planetária fundado na iniquidade e na falta de escrúpulos e de sentido de serviço à comunidade. Pior ainda, permitiu que o sistema financeiro se apoderasse da economia, que os lucros fantásticos acumulados não correspondessem a riqueza efectivamente criada e que a economia real e produtiva fosse canibalizada pela especulação. Os mercados accionistas subiam e desciam, não em resultado do desempenho das empresas cotadas, mas das mais-valias realizados pelos especuladores - que depois corriam a canalizar os seus lucros para os «off-shores», onde ficavam à espera, sem pagar impostos, de nova oportunidade de raide sobre o mercado. As pequenas poupanças foram assim devoradas pela especulação instalada, levando muitos a investir antes no consumo ou a endividarem-se no imobiliário, por não encontrarem melhor destino para o dinheiro.

Esta bebedeira colectiva vinha de trás e de longe, com sinais inequívocos de um fatal estoiro algures, e o que é incompreensível é que homens como Greenspan tenham assistido a tudo, confortados na sua crença de que o capitalismo em caso algum se devoraria a si próprio, ao contrário do que Marx escreveu há mais de um século. Entregue a si mesmo, aos seus instintos mais primários, o homem é um animal perigoso, quer ande pela rua a deambular de revólver na mão quer esteja sentado a uma secretária a gerir o destino de milhares de famílias. E o pior «serial killer» é aquele a quem foi confiado o poder de destruir, por simples ambição, os empregos e as pensões de reforma de tantos outros que trabalharam toda uma vida, confiados na honestidade do sistema. Não estamos apenas perante o falhanço de uma teoria económica, é mais do que isso: estamos perante um verdadeiro crime contra a Humanidade. Milhões de pessoas em todo o mundo estão já a sofrer as consequências da falta de pudor e de escrúpulos de alguns milhares de agentes económicos colocados em lugares privilegiados.

A esta luz, a tentativa - recentemente importada para aqui - de tentar explicar que o que falhou não foi a falta de regulação do mercado, mas sim o seu excesso, é quase uma nova forma de negacionismo. Dizer, como já vi escrito, que o que conduziu ao descalabro foi a legislação deixada por Clinton, que pretensamente obrigaria a banca a financiar negros e pobres sem capacidade de endividamento, sob pena de ser acusada de discriminação, roça as raias do insulto. Teriam sido os pobres, então, quem esteve na origem da crise, fazendo arruinar os ricos, os quais, coitados, só quiseram ajudá-los... O sr. Greenspan, afinal, não tem razões para se angustiar e viver os seus últimos anos atormentado pelos remorsos da sua extraordinária incúria!

Terça-feira que vem, o mundo pode começar a reencontrar o caminho da esperança, com a eleição de Obama como Presidente dos Estados Unidos. Não, ele não tem uma varinha mágica nem vai conseguir, por melhor que tente, tirar a América e o mundo deste atoleiro tão cedo. Mas representa outra gente, outra atitude, outra esperança. Seguramente que acredita numa economia menos iníqua, menos desonesta e menos entregue à lei da selva. E acredita na necessidade de uma América menos arrogante e menos egoísta. Cravará os pregos que forem necessários no caixão do liberalismo e, se tiver a lucidez suficiente para tal, trará a América de volta ao lugar da esperança que já foi seu e que perdeu com estes oito anos de pesadelo que foram os de George W. Bush.» [Expresso assinantes]

Parecer:

Por Miguel Sousa Tavares.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

PASSOS COELLHO É O PREFERIDO EM LISBOA

« Um estudo de opinião dá a Passos Coelho como o mais bem colocado no PSD para concorrer à Câmara de Lisboa. À frente de Fernando Seara, Morais Sarmento ou António Borges. Ao DN, Passos mostra-se satisfeito, mas lembra que Manuela escolheu Santana.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Eu quero ver como Manuela Ferreira Leite se vai descalçar deste problema que o seu oportunismo político criou.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

TEIXEIRA DOS SANTOS SÓ AGORA REPAROU

«As Finanças identificaram uma situação claramente abusiva no recurso às licenças extraordinárias que permitem aos funcionários públicos trabalhar no sector privado, mantendo uma subvenção paga pelo Estado. Segundo um despacho, assinado pelo secretário de Estado da Administração Pública, ontem publicado, tem havido um "crescente número de requerimentos com vista à concessão da licença extraordinária por parte de pessoas que, antes da colocação em situação de mobilidade especial (SME) a título voluntário, estiveram no gozo de licença sem vencimento de longa duração". » [Diário de Notícias]

Parecer:

O ministro foi o último a saber.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se uma gargalhada audível no Terreiro do Paço.»

O OBJECTIVO É REVOGAR O DECRETO-LEI DOS CONTENTORES

«O movimento cívico que contesta a ampliação do terminal de contentores em Alcântara - e que dinamiza a petição "Lisboa é das pessoas. Mais contentores não" - foi ontem recebida pelo presidente do Parlamento, Jaime Gama que lhes garantiu que a matéria será debatida pela Assembleia da República. Frederico Colares Pereira, presidente da Associação dos Concessionários da Doca de Santo Amaro, referiu à Imprensa que a petição tinha recolhido até ao dia de ontem cerca de dez mil assinaturas, apesar de se estar a fazer esforços para se angariar as 35 mil assinaturas , o que lhe permitirá poder pedir a revogação do decreto-lei que autoriza o alargamento da área com contentores em Alcântara.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Desta vez o Governo vai ter que recuar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Assine-se a PETIÇÃO! »

PS SOBE E PSD DESCE NO BARÓMETRO DO EXPRESSO

«O PS saiu reforçado dos confrontos com o Presidente da República e com a oposição parlamentar nos últimos trinta dias, subindo 1,6% para se fixar em 41,8% nas intenções de voto. Nem a crise financeira, nem as querelas sobre o divórcio e o Estatuto dos Açores trouxeram proveitos ao PSD de Manuela Ferreira Leite que ao perder 1,2% em relação ao barómetro de Outubro caiu para 32,1%, afrouxando a pressão que vinha a exercer sobre os socialistas. Melhor esteve o CDS de Portas que aproveitou o ‘cone de aspiração’ das eleições açorianas para conquistar 0,4% e chegar aos 5,2%. Do ‘efeito Açores’ tirou também proveito o BE que somou 0,7% ao seu pecúlio para atingir os 8,4%. O partido de Francisco Louçã amorteceu a queda das forças à esquerda do PS, já que a CDU, liderada por Jerónimo de Sousa, ganhou um deputado regional mas na sondagem registou perdas de 1,1%. A coligação comunista ainda se mantém à frente do Bloco, mas pela diferença quase virtual de 0,1%.» [Expresso assinantes]

Parecer:

Já nada trava a queda do PSD de Manuela Ferreira Leite.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Escolha-se um novo líder.»

A TERÇA-FEIRA DE CARNAVAL DE MANUELA FERREIRA LEITE

«Lembram-se quando Cavaco Silva decidiu vetar o feriado de Carnaval? O próprio reconheceu anos depois, quando avançou para Belém, que o erro lhe saíra caro, e esta semana não faltou no PSD quem comparasse a asneira carnavalesca de Cavaco à forma como Ferreira Leite acusou o primeiro-ministro de “roçar a irresponsabilidade” ao anunciar um aumento do salário mínimo nacional.

Manuela foi clara, dois dias após a tirada politicamente incorrecta que deixou num almoço com empresários, a explicar na SIC-Notícias que nunca rejeitou os aumentos e que apenas discordou da forma como Sócrates os anunciou, sem acautelar o risco de mais desemprego inerente aos novos encargos. Mas, no partido, a polvorosa estava lançada. A convicção é de que há imagens que se grudam à pele dos políticos e não saem. Por isso, a líder social-democrata tem sido aconselhada a diversificar a sua agenda e a sair do registo de “ministra das Finanças”, que a empurra para um discurso negativo e pouco compatível com a mensagem de esperança que o país e o mundo (mesmo antes de Obama) mais pedem.» [Expresso assinantes]

Parecer:

A pobre senhora não tem concerto.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aos apoiantes de MFL se é preciso o PSD chegar aos 0% para repensarem a liderança do PSD.»

PASSOS COELHO PREPARA-SE PARA SUBSTITUIR MFL

«É um trabalho de formiga. Desde que perdeu as directas para líder do PSD, Pedro Passos Coelho lançou-se numa sistemática angariação de apoios dentro e fora do partido, com o objectivo de se preparar para uma recandidatura que ninguém sabe se não chegará antes do previsto.

Miguel Relvas, braço-direito de Passos, não esconde a ambição do homem que decidiu apoiar: “O problema do partido já não é de escolher entre a má e a boa moeda (segundo os cavaquistas, a boa são eles e a má são os populistas do partido), o problema do PSD é de nova moeda”. Entenda-se: a sucessão já mexe e há sondagens a animar as hostes, como a que o Expresso hoje publica e onde Passos surge muito à frente de Seara ou Morais Sarmento como preferido para candidato a Lisboa.» [Expresso assinantes]

Parecer:

É uma questão de tempo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se uma eventual candidatura de Passos Coelho.»

CDS RECEOU INSPECÇÃO DA ASAE

«O CDS, que sob a liderança de Paulo Portas se destacou na denúncia dos abusos da ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, olhou para a velha cozinha da sede do partido e chegou à conclusão de que esta nunca passaria no exame dos inspectores. Em vez de fazer as obras necessárias, decidiu desactivar esse serviço, que vinha da fundação do partido.

Tudo não passaria de uma nota de rodapé, se a decisão não tivesse consequências políticas. Com o encerramento da cozinha, acabaram os Almoços do Caldas, iniciativa de debate quinzenal lançada no tempo de Ribeiro e Castro, a que Portas garantiu que daria seguimento. O último Almoço no Caldas aconteceu em Novembro do ano passado, sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa.» [Expresso assinantes]

Parecer:

É pena que não tenham apanhado uma diarreia.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se o contributo do PSD para o aumento do desemprego.»

EMPRESAS ESPANHOLA PODEM MUDAR-SE PARA PORTUGAL

«A esperança “é como a sogra, é sempre a última a partir”. Irónica forma de José Manuel, um comerciante de 34 anos, da cidade raiana de Ayamonte, sintetizar o estado de espírito dos pequenos empresários espanhóis, embrulhados numa crise cujo rosto se vai destapando aqui e ali, nas ruas comerciais desertas com algumas, já muitas, portas fechadas.

“Na velha zona industrial, só numa semana, fecharam oito pequenas empresas”, lamenta Margarida, uma comerciante portuguesa radicada em Ayamonte. Esta proprietária de uma empresa familiar, que já experimentou a emigração na Venezuela, garante que, mais do que as facilidades fiscais em Portugal, são as contribuições para a Segurança Social e o preço das rendas dos estabelecimentos que a empurram para um regresso forçado ao seu país e conta: “Um colega meu comerciante, também português, está a pensar fazer o mesmo”.» [Expresso assinantes]

Parecer:

Afinal nem tudo é mau deste lado.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Amor com amor se paga.»

CM DE GRÂNDOLA EXIGE AO PCP A DEVOLUÇÃO DA SEDE

«Em comunicado, a autarquia revelou hoje que aquele Tribunal emitiu recentemente uma decisão judicial que anula a sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja, datada de Julho, que decretara a suspensão da deliberação da autarquia em ‘despejar’ o PCP.“O que aconteceu foi que o PCP meteu uma providência cautelar no Tribunal de Beja. A lei diz que a câmara tinha dez dias, acrescidos de outros cinco, para recorrer. Ao 11º dia, a juíza deu provimento ao que o partido pediu, suspendendo o prazo legal”, descreveu Aníbal Cordeiro, vice-presidente do município socialista.Após esta decisão, a autarquia decidiu recorrer para o Tribunal Central, alegando que “a juíza não tinha que parar a contagem do tempo em dez dias, quando nós tínhamos quinze para recorrer”.» [Miróbriga assinantes]

Parecer:

7,48€ de renda?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao PCP se aluga a Quinta da Atalaria por 201,13€.»

RAPARIGA BOND TRAI COMUNISTAS

«Convertirse en la nueva chica Bond le ha valido a la ucraniana Olga Kurylenko el odio eterno e irracional de algunos de sus compatriotas.

Los camaradas del Partido Comunista de San Petersburgo, la antigua Leningrado, acusaron a la actriz y modelo de "traicionar los ideales socialistas" por su participación en la nueva película del agente 007, Quantum of Solace, que se estrenará en todo el mundo el próximo 21 de noviembre y de nuevo estará protagonizada por Daniel Craig.» [20 Minutos]

O JUMENTO NOS OUTROS BLOGUES

  1. O "Yulunga" acertou no Jumento com um "prémio dardos". Por vingança leva com um link na coluna da direita.
  2. O "Albufeira sempre" diz que continua a perseguição aos blogues incómodos.
  3. O "Demo de Democracia - Democracia Satanica" revolta-se contra a perseguição ensaiada a'O Jumento. Também foi parar à coluna da direita.

OS HIMALAIAS E O EVEREST VISTOS DO ESPAÇO [Foto NASA]

PERU ROCKS [Boston.com]

«The Colorado-based Love Hope Strength foundation hosted an event recently called "Peru Rocks", where 63 travelers - including musicians from The Fixx, Fastball, The Alarm and more - along with cancer survivors, and their supporters from around the world joined together to raise funds and awareness of cancer-related issues in Peru. The trip took the trekkers from Cuzco, Peru to the heights of Machu Picchu, back down to Lima, where they met with patients and doctors of INEN, Peru's main cancer center. The travelers finished their trip with a concert in Lima on October 15th. Funds raised on the trip were donated to INEN, and will be used to establish a fully staffed and equipped medical bus that will serve rural Peru, screening residents for cancer. »

VISTA AÉREA DE CANCUN [Flickr]

DMITRY PILGRIM RAYKIN

WHAT IF PALIN BECAME PRESIDENT?

PROFESSOR ALEMÃ DÁ ESPECTÁCULO PARA ALUNOS

«La profesora de alemán de un instituto en Zalaegerszeg, Hungría era la encargada de supervisar a sus alumnos en una fiesta, pero acabó siendo la atracción de la misma .

Los padres de los alumnos están escandalizados tras conocer lo sucedido en la fiesta y han pedido su expulsión: "me vi forzado a dar un toque de atención a la profesora de Alemán, pero no la voy a despedir porque es una profesora muy importante en nuestro centro", asegura el director del instituto.» [20 Minutos]

APPLE

sábado, novembro 01, 2008

Dia de Finados


Se no nosso calendário hoje é Dia de Todos os Santos, também conhecido por Dia de Finados, no nosso calendário político, já que o Holloween ainda não pegou poderia ser o dia dos mortos vivos, tantos são os que vão sobrevivendo na nossa vida política. Nem sequer me estou a referir a Pedro Santana Lopes, esse parece-se mais com uma matrioshka, aquela boneca russa que volta sempre a ficar em pé.

A não ser o PS e o BE todos os nossos partidos estão entregue a políticos que há muito que não são deste tempo, são mortos vivos que insistem em recusar o lugar aos mais novos. Mesmo no PS a oposição interna escolheu como alternativa alguém que insiste em pensar que o mundo de hoje se pode governar com chavões do início do século vinte, ainda que devidamente adornados com as utopias dos anos setenta portugueses.

O caso do PSD é paradigmático, entre um jovem, um zombie e uma morta viva os militantes optaram por eleger a última, dois terços apostaram mesmo em líderes que fazem da ressurreição periódica a solução para nunca abandonarem a liderança política. O argumento foi o de que Manuela Ferreira Leite tiraria a maioria absoluta a Sócrates e num cenário de crise institucional haveria toda a conveniência em ter na liderança do PSD alguém que Cavaco Silva aceitasse. Não escolheram uma líder para o país, optaram por um ajudante para Cavaco Silva que é outro caso sucesso na longevidade política.

Do PCP não se esperaria outra coisa senão a escolha do camarada mais velho, até porque a experiência com o jovem Carvalhas não tinha sido boa, tal como o Vaticano está a recuar a tempos anteriores ao do Vaticano II também o PCP descobriu que o caminho não estava na modernização mas sim no recuo aos velhos princípios. Tem um morto vivo na liderança mas o voto de protesto lá vai alimentado as sondagens.

O resultado é que a democracia portuguesa não é um caso de ciência política, para a perceber é necessário ter uma formação sólida em geriatria. Para perceber, por exemplo, o que pensam Manuel Alegre, Ferreira Leite, Mário Soares, Jerónimo de Sousa, Cavaco Silva e muitos outros que desempenham papéis menos importantes não podemos questionar que projectos propõem os políticos deste tempo. Teremos que raciocinar tendo em consideração o quadro mental de políticos que se formaram nos anos cinquenta/sessenta, que pensam como se os portugueses fossem netos ou bisnetos, que problematizam as situações com base nos paradigmas ideológicos e políticos dos finais do século XIX, princípios do século XX.

Sem renovação a política portuguesa começa a ser um mundo de mortos vivos, todos os dias são dias de finados. Quando Ferreira Leite propõe que o salário mínimo não aumento não sabemos se é a economista que fala ou se é um sintoma de Parkinson, quando Jerónimo diz que pensa em alianças com o BE começo a recear que esteja com um problemas de esclerose e quando Manuel Alegre vem dizer que o Marx é que tinha razão lembro dos sintomas da doença de Alzheimer.

Umas no cravo e outras tantas na ferradura

FOTO JUMENTO

Fazendo pela vida na Rua Augusta, Lisboa

IMAGEM DO DIA

[Hannibal Hanschke / Reuters]

«Último vuelo. Un avión Junkers Ju-52, uno de los que participó en el Puente de Berlín entre 1948 y 1949, despega del aeropuerto berlinés de Tempelhof. Despide así al histórico aeródromo, que cierra sus puertas tras 85 años de servicio.» [20 Minutos]

JUMENTO DO DIA

Gonçalo Castilho dos Santos, secretário de Estado da Administração Pública

Ficámos a saber que o afilhado de Teixeira dos Santos que mo ministro das Finanças promoveu a secretário de Estado da Administração Pública tem um grave desvio psicológico, está convencido de que é um comboio.

«"Trabalhadores, serviços e dirigentes que não estejam com a reforma serão trucidados", afirmou o governante, no encerramento do Congresso Nacional da Administração Pública. Para Castilho dos Santos, os funcionários devem ter a noção de que "a reforma já não pode andar para trás", pelo que "trucidará quem não estiver com ela".» [Correio da Manhã]

ESPECTÁCULO TRISTE

É um espectáculo triste ver um capitão de Abril ameaçar o governo de uma democracia com a força das armas se este não mantiver as mordomias dos oficiais das armadas. Foi isso que fez Vasco Lourenço ao afirmar que "quando quem faz uma asneira e tem uma arma a asneira é muito pior". Nunca um militar foi tão longe nas ameaças veladas.

É triste por que já vi greves e manifestação de muitos grupos profissionais que poderiam usar o poder das suas "armas", sem que algum ameaçasse o país. São precisamente os militares que o fazem. Alguém devia perguntar a Vasco Lourenço se pensa que está na Venezuela e que o facto de ter dado o seu contributo para a democracia não significa que detenha uma quota maioritária na democracia portuguesa.

O TINO DE RANS DO OHIO

«Samuel Wurzelbacher é daqueles tipos que vivem de apanhar boleias. Encosta-se a quem tem motor próprio e aí vai ele. Quando, amanhã, se falar nas presidenciais de 2008 - na eleição do homem mais poderoso do mundo -, ocorrer-nos-ão os quatro nomes dos pares democrata e republicano, e o dele. Quer dizer, o nome artístico de Samuel Wurzelbacher: Joe, O Canalizador. No entanto, Joe, O Canalizador, é um sub-Tino de Rans. Se bem se lembram, o nosso Tino saltou para a arena depois de um discurso que fez num congresso do PS. Joe, O Canalizador, nem isso: levou uma pergunta fisgada num bolso e soletrou-a perante o adversário Obama. Porque lhe dava jeito, McCain citou--o num debate e lançou-o para o estrelato. Tino de Rans teve um contributo social: pôs Portugal a escrever bem o nome da sua freguesia, Rans, não Rãs. Joe, O Canalizador, nem isso. Mas agora já tem um relações públicas, vai editar um disco e lançar um livro. A última vez que o ouvi já estava a perorar sobre Israel. Felizmente para ele, ninguém trazia um mapa fisgado no bolso e lhe pediu para apontar onde ficava o país. Nada pior na política porca que um pequenino amador.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Por Ferreira Fernandes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

ASSIM SE COMEÇA

«No essencial, a eficiência da máquina de propaganda de Sócrates não vem do exército de assessores que trabalham directamente para ele, de "gabinetes de comunicação", de empresas de comunicação que o Estado contratou (e contrata) ou de jornalistas "colaborantes". Não vem sequer do oportunismo, ou do temor, de certa imprensa e de certa televisão, ou da RTP e da RDP ou de "pressões" de vária ordem, que alegadamente os maiorais do regime aplicam com grande regularidade e método. Tudo isso ajuda e é com certeza indispensável. Mas já houve quem quisesse fazer o mesmo, sem resultado que se visse. Porquê? Porque a eficácia de uma máquina de propaganda depende antes de mais nada da disciplina política. O que Sócrates conseguiu foi impor uma disciplina, e uma disciplina severa, ao Governo, à burocracia e ao partido. Como no comunismo clássico, Sócrates tem uma "linha" sobre qualquer assunto que interesse à saúde e sobrevivência da maioria. Ninguém sabe quem decide a orientação e os pormenores dessa linha.

Provavelmente, o próprio Sócrates, com a sua eminência parda, Pedro Silva Pereira, um ou outro ministro (conforme a ocasião e o assunto) e um pequeno grupo de "peritos". Por natureza, a "linha" não pode "dar" muita informação. Se "desse", não entrava na cabeça dos gnomos que a repetem e, principalmente, do público em geral. Para cada pergunta (sobre o Orçamento, a oposição, o mundo) basta uma resposta: simples, curta, final. Não é grave se a resposta for falaciosa ou hipócrita, ou não for, como costuma suceder, resposta nenhuma: a insistência, a convicção e a unanimidade acabam sempre por convencer os tolos. Quem leu a longuíssima entrevista de Sócrates (na semana passada) ao Diário de Notícias ficou certamente espantado com a vacuidade da coisa. O primeiro--ministro, também ele, não saiu um milímetro da "linha" oficial: da crise financeira a Manuela Ferreira Leite disse e redisse o que diria um "militante consciente" (para usar a antiga expressão do PCP). E, no dia seguinte, na TVI, Augusto Santos Silva voltou a servir a ladainha. Pior ainda: ao fim de quatro anos, pouca gente escapou à "língua de pau" deste regime. Claro que, entretanto, a realidade desapareceu de cena. A realidade económica e financeira, e a realidade política. Os portugueses, por exemplo, estão longe de perceber o sarilho em que os meteram e a humilhação do Presidente da República é reduzida a uma insignificância e atribuída à democrática vontade do PS. Assim se começa.» [Público assinantes]

Parecer:

Por Vasco Pulido Valente.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

O BARULHO DAS LUZES

«Por que é que vamos ter, sem concurso, sem explicações ao povão, uma muralha de contentores entre Lisboa e o Tejo?

No barulho das luzes passam por nós coisas importantes, sem lhes prestarmos a devida atenção. Nos tempos que correm, em que todos falam da Crise, há muitas coisas (boas e más) que se perdem na confusão.

Primeira, na confusão da apresentação e discussão do Orçamento (já de si, ele próprio, muito confuso) alguém pretendeu fazer aprovar uma impensável alteração à lei do financiamento dos partidos. Felizmente, foi um "erro" sem autor, porque a culpa tem de morrer solteira.

Fica, agora, claro por que é que o Orçamento de Estado (OE) deve ser apenas isso: uma lei orçamental. Leis para serem alteradas devem sê-lo sempre fora do contexto do OE; neste devem figurar apenas alterações às taxas de impostos, actualizações de escalões, autorização de despesas, etc. Mas alterações à legislação, como alterações ao sigilo bancário ou financiamento dos partidos, têm mérito para serem discutidas por si. Se o Presidente da República quisesse vetar a alteração ao financiamento dos partidos teria que vetar o próprio OE. Seria absurdo.

Apareceu também, segunda noticiazinha, o negócio dos contentores em Alcântara. Estou certo de que este facto e o anteriormente relatado não estão relacionados. Mas não basta à mulher de César ser honesta, é preciso também parecer. E também é verdade o seu converso: não basta à mulher de César parecer honesta, é preciso também ser. Na barafunda da crise parece valer tudo, mas não vale. Só por ser legal, não passa a ser legítimo sem se darem as devidas satisfações aos lisboetas. Se o fizessem na cidade do Porto caía a Torre dos Clérigos, porque no Norte não são para brincadeiras e com razão. Por que é que vamos ter, sem concurso, sem explicações ao povão, uma muralha de contentores entre Lisboa e o Tejo? Miguel Sousa Tavares está a organizar um abaixo--assinado contra tal projecto, que eu já subscrevi. Ficamos a dever-lhe a coragem cívica e, desde ontem, também a coragem física em defender esta causa. (Quem mandou os estivadores para a frente da câmara?). O dr. Mário Soares chamou-lhe "Uma vergonha, que só pode resultar, como se suspeita, de amplas negociatas...". Eu não diria melhor, com reticências e tudo.

Uma terceira referência, no barulho das luzes e na confusão da crise: é sempre refrescante ler os artigos de Desidério Murcho, no P2 deste jornal. Têm o tamanho certo e levam-nos a pensar, o que é sempre útil, especialmente, neste mundo de sensações e de reacções. Um mundo de pouca ponderação e pouco pensamento e vivido mais pelo instinto do que pela razão. Aconselho a leitura e agradeço-lhe, mesmo sem o conhecer.

Já que falo de ponderação e pensamento, em quarto lugar, vale a pena chamar à atenção (lá vem a crise) que Keynes não foi ressuscitado pela Crise. Pela simples razão de que Keynes não tinha morrido e só um ignorante em macroeconomia poderia pensar tal coisa. Ele foi o fundador da Macroeconomia como corpo de conhecimento dentro da teoria económica. Todos os fundadores de alguma disciplina do conhecimento, 70 anos volvidos, estão na história do pensamento, mas não morrem. Não conheço nenhum macroeconomista que não tenha começado por Keynes, depois Hicks, Samuelson, Friedman, seguido de Tobin, Mundell, Solow, Lucas, Phelps, etc. A ordem é razoavelmente indiferente e a lista é infindável, só refere alguns nobelizados e que, portanto, já fazem parte da História.

E, já agora, a fúria de regulamentação que se avizinha podia (e devia) esperar pela análise da crise. Mas os políticos andam felizes e estão impacientes. Parece-me que vão amputar a perna quando o braço é que estava partido e deviam esperar pelas análises antes de passarem a receita. Tenho para mim, mas estou totalmente disponível para ser convencido do contrário, que, genericamente, o que precisamos é de melhor regulação e de regulação mais abrangente. Duvido que precisemos de mais regulação. Há dias, um colega de finanças informou-me que os CDO (Collateralized Debt Obligations) tinham ou têm um prospecto com 750 mil páginas! Agora digam-me: precisamos de mais regulação ou melhor regulação? Os bancos de investimento americanos (e afins) que estiveram no centro da crise, aliás, basicamente já não existem enquanto tais. Mas a banca de investimento não estava regulada pelo Fed, contrariamente à banca de retalho. Ou seja, não precisamos de mais regulação o que precisamos é de regulação mais abrangente. E este problema nem se coloca no caso da Europa continental onde, genericamente, toda a banca é supervisionada pelos respectivos bancos centrais.

Por último quero salientar o novo blogue da SEDES: blog.sedes.pt. É costume dizer-se "passe a publicidade", eu não digo tal porque não minto; estou mesmo a fazer publicidade e de borla. Mas recomendo a visita ao blogue pelas pessoas que nele participam; são pessoas de sensibilidades políticas muitíssimo diferenciadas, gerações misturadas, umas muito conhecidas outras nem tanto, com interesses muito díspares, da arte à ecologia ou à economia... É um blogue aberto à participação de quem quiser, onde se discutem assuntos mas não se atacam pessoas. (1)

Aqui ficam algumas notas sobre assuntos da crise e fora da crise, mas assuntos que nos passam ao lado por causa da Crise. É que no barulho das luzes às vezes toca-se música, da boa e da má. Professor universitário

(1) Já agora, para alguns que estão já a pensar que me estou a gabar por, agora, ser o presidente da SEDES, aqui fica: os louros da coisa são, antes de mais e acima de tudo, do meu colega e amigo Pedro Pita Barros. » [Público assinantes]

Parecer:

Por Luís Campos e Cunha.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

MELHOR FOTOGRAFIA DO ANO DA VIDA SELVAGEM

«Vive nas montanhas da Ásia central e é muito difícil de ser apanhado, sobretudo por uma câmara fotográfica. Foram precisas 14, com controlo remoto, feitas num material especial para resistirem a 40 graus negativos, colocadas em 45 sítios (tantos quantos o leopardo marcou como seu território), durante 13 meses, a 3962 metros (13 mil pés) de altitude, no Hemis National Park, na Índia, para que Steve Winter conseguisse, numa manhã, ter a surpresa de ter "apanhado" o leopardo-das-neves. Mas valeu a pena tanto esforço, já que o fotógrafo norte-americano da revista National Geographic ganhou o prémio de Melhor Fotografia do Ano, no prestigiado concurso promovido pelo programa da BBC sobre vida selvagem e pelo Museu de História Natural, de Londres, no Reino Unido.» [Diário de Notícias]

MFL AUMENTAVA O DÉFICE

«Manuela Ferreira Leite assumiu que as propostas que o PSD vem defendendo para o Orçamento do Estado de 2009 poderiam vir a aumentar o défice nacional. Em entrevista ao programa Negócios da Semana, na SIC Notícias, a presidente do PSD disse que as medidas sociais-democratas iriam ter um custo acrescido de 780 milhões de euros, com uma repercussão de 0,4% no défice.

A conversa de Ferreira Leite com os dois jornalistas só foi para o ar na quarta-feira à noite, já bem tarde, mas ontem foi motivo de discussão nos vários sectores do partido. Do grupo de Pedro Passos Coelho ao de Luís Filipe Menezes, passando pelos acólitos de Pedro Santana Lopes, hoje em dia recolhidos no mais profundo dos silêncios à espera da decisão sobre a candidatura à Câmara de Lisboa. A ideia geral é a de que houve "recuos" em relação à posição sobre o aumento do salário mínimo nacional e "confissões arriscadas" no que toca às declarações sobre o OE/2009.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Foi o que fez no governo com Durão Barroso.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver o debate orçamental.»

JÁ ESTÃO À PROCURA DE OUTRO LÍDER PARA O PSD

«Cinco meses depois dos militantes sociais-democratas terem escolhido Manuela Ferreira Leite como sucessora de Luís Filipe Menezes, os críticos internos da actual liderança já procuram uma alternativa, preocupados com a descida do partido nas sondagens e com a perda de "simpatia" do eleitorado por posições como a contestação ao aumento do salário mínimo nacional. Apesar disso, a presidente do PSD manterá o discurso de defesa das empresas e das propostas de alteração ao Orçamento, que ontem lhe valeram duras críticas do Governo. » [Jornal de Notícias]

Parecer:

Faz sentido, MFL chegou à liderança do PSD graças às más sondagens no tempo de Luís Filipe Menezes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Reserve-se lugar na primeira fila.»

DURÃO BARROSO TIRA TAPETE A FERREIRA LEITE

«Bruxelas vai avançar a 26 de Novembro com um plano para relançar a economia europeia. O principal objectivo é minimizar os efeitos da crise sobre o emprego e o poder de compra dos cidadãos. O anúncio foi feito ontem pelo presidente da Comissão Europeia depois da reunião extraordinária do colégio de comissários, em Bruxelas.

Durão Barroso apelou à procura de fontes alternativas de rendimento, apontando as parcerias público-privadas como forma de colmatar a falta de orçamentação dos governos europeus, bem como o investimento público para promover o crescimento e o emprego.» [Jornal de Notícias]

Parecer:

Só mesmo MFL se lembraria de suspender o investimento público num ambiente de crise como a actual.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento a MFL.»

DIRIGENTE DO PNR ACUSADO DE APOIO À EMIGRAÇÃO ILEGAL

«O seu partido destaca-se pelos ata-ques à presença de imigrantes no nosso país, mas o Ministério Público (MP) quer levá-lo a julgamento pela prática de crimes de apoio à imigração ilegal. António Frazão é um destacado militante do Partido Nacional Renovador (PNR), tendo mesmo fundado no ano passado o núcleo de Sintra, altura em que seria já responsável pelo funcionamento de quatro casas de prostituição na zona da Grande Lisboa, onde eram exploradas cerca de três dezenas de mulheres ilegalmente imigradas em Portugal.» [Público assinantes]

Parecer:

Maroto.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Leve-se o xulo a julgamento.»

O JUMENTO NOS OUTROS BLOGUES

  1. O "Direito de Opinião" sugeriu o post " a devassa".
  2. O "Spotmeter 98" foi incluído na lista de links.
  3. O "Aberratio Ictus" faz uma pergunta interessante.
  4. O "Arre Macho " acha que eles andam aí.

A NIGHT WITH THE JERSEY DEVIL

A música de Bruce Springsteen para o Holloween 2008

SVETLANA FIL

WASSUP

2000

2008