quarta-feira, fevereiro 25, 2009

“ A origem do mundo”

Com a política portuguesa a entrar num estado de pasmaceira permanente valeu-nos a ignorância do comandante da PSP de Braga para nos fazer sair da ressaca carnavalesca. Parece que a exposição de um livro cuja capa reproduz a pintura “A origem do mundo” estava a atrair a criançada bracarense ao stand da feira a referida obra literária estava em exposição, os papás descuidados ficaram incomodados por os filhos verem “as partes” assim expostas e a PSP optou por apreender os cincos exemplares do livro argumentando “apresentavam cenas com conteúdo pornográfico, estando os mesmos expostos ao público”.

O BE foi o primeiro a indignar-se com a censura e rapidamente o assunto tornou-se nacional, não tardando muitos a descobrirem a mãozinha governamental. Mas afinal a trapalhada bracarense não passou de um problema cultural do comandante local da PSP, o homem lá se apercebeu de que a capa não reproduzia uma fotografia mas sim uma pintura, isto é, a diferença entre o ser ou não pornográfico não está na imagem mas na forma como se foi produzida. Se fosse obra de um fotógrafo seria pornografia, mas sendo produzida a óleo é obrigatoriamente uma obra de arte.

O país parou indignado, o próprio Público ouviu, juristas, bastonários e constitucionalistas ocupando duas páginas da edição de segunda-feira a tão importante tema. Enquanto o mundo discute a crise o país para porque os paizinhos austeros de Braga têm medo que os putos decidam passar a noite a contar as telhas do telhado imaginando-se em pecado com a modelo de Gustave Coubert, desconhecendo que se imaginariam no regaço de uma rapariga que deve ter morrido há cerca de 100 anos.

O assunto foi tão grave que até o comando nacional se meteu no assunto, afinal a apreensão dos cinco exemplares foi uma medida para evitar males maiores, parece que havia o risco de haver uma sessão de estalada, a PSP só não explicou quem iria participar na sessão de pancada, os pais zelosos e mais quem?

Agora andamos preocupados com a formação cultural dos oficiais da PSP, o Público até descobriu que para se ser oficial da PSP é necessária uma licenciatura pelo que o comandante de Braga deveria saber distinguir as partes do modelo pintadas por Gustave Coubert da passarinha duma checa fotografada por um qualquer fotógrafo desconhecido. É mais ou menos a mesma coisa que um jornalista do Público saber distinguir entre uma fonte de informação e um qualquer bandalho da justiça interessado em fazer política com os segredos de alcova do Ministério Público.

Quem não se pode pronunciar é o defunto Gustave Coubert que não foi a tempo de ver a sua arte usada para ilustrar a capa de um livro com o título “Pornocracia”, muito provavelmente sem pagamento de quaisquer direitos aos seus herdeiros. Isto é, o superintendente de Braga é ignorante porque não sabe distinguir uma obra de arte de uma fotografia hardcore, mas o editor da Teorema que escolheu uma obra de arte para um título sugestivo é que é um homem culto.
Enfim, temos de agradecer ao intendente de Braga e ao livreiro local que nos fizeram sair da letargia carnavalesca e regressar a este Portugal de pequeninos.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Castro Marim

IMAGEM DO DIA

[Finbarr O’Reilly/Reuters]

«Gold miners dug for gold near Kobu, Congo, Monday. The struggle for control over the country’s vast natural resources, including gold, diamonds and timber, has driven civil conflict in the Congo for more than a decade. » [The Wall Street Journal]

JUMENTO DO DIA

Subintendente Henriques Almeida, comandante da PSP de Braga

Parece que a escola da PSP deve introduzir uma cadeira de arte para que os seus futuros oficiais consigam distinguir arte de pornografia, bem como fotografia de pintura. Se assim fosse o subintendente Henriques Almeida não teria procedido à apreensão de meia dúzia de livros só porque uma pintura reproduzida na capa provocava a boa consciência de alguns bracarenses.

MANUELA FERREIRA LEITE IMITA JERÓNIMO DE SOUSA

Um dos truques usados por Jerónimo de Sousa para conseguir tempo de antena é reunir com um dos "seus" sindicatos e no final da reunião o líder do PCP lá aparece a dar uma entrevista onde habitualmente sindicalistas e líder do PCP estão de acordo. Ultimamente Manuela Ferreira Leite tem recorrido a este truque, ainda esta segunda-feira reuniu com o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado e no final estavam todos de acordo quanto à reforma da Administração Pública. Só que Manuela Ferreira Leite e Bettencourt Picanço se esqueceram de dizer aos portugueses que estavam entre amigos, o STE é um sindicato muito próximo do PSD.

Com esta encenação Manuela Ferreira Leite presta um mau serviço à verdade e Bettencourt Picanço presta um mau serviço ao sindicalismo.

AVES FOTOGRAFADAS EM LISBOA

Myna-comum [Acridotheres tristis]

POR FAVOR NÃO DIGAM QUE EU MANDO

«Ontem, o jornal Público contou a revolução que é haver, nas escolas secundárias, director em vez do Conselho Executivo, colectivo e vago. O jornal foi a uma escola e descreve a entrada do gabinete do novo director: "A placa na porta continua a anunciar 'Conselho Executivo', e não é por acaso." O novo director explicou esse não acaso: "A palavra 'director' tem um peso histórico que perturba as pessoas." Temos assim uma revolução que, para não perturbar, pára à porta. No ano passado, a revista brasileira Veja entrevistou a secretária de Estado da Educação de São Paulo, Maria Helena Castro (sob a alçada dela, 250 mil professores, cinco milhões de alunos). Ela fez um estudo e encontrou "um factor comum a todas as escolas de nota 10 [as melhores]": "Trata-se da presença de um director competente, com atributos de liderança semelhantes aos de qualquer chefe numa grande empresa. Sob a sua batuta, os professores trabalham estimulados e os alunos desfrutam de um clima positivo para o aprendizado. Se tais directores fossem a maioria, o ensino público não estaria tão mal das pernas. Enfim, directores assumidos na placa da porta e para lá da porta.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Por Ferreira Fernandes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

VALE A PENA TENTAR CORROMPER

«O administrador da Bragaparques, Domingos Névoa, foi ontem condenado pelo Tribunal da Boa Hora, em Lisboa, a 25 dias de multa a 200 euros cada, totalizando cinco mil euros, pelo crime de corrupção activa para prática de acto lícito. Uma decisão de que vai recorrer, como anunciou o seu advogado, Artur Marques, à saída da leitura do acórdão.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Estando em causa negócios de muitos milhões de euros uma multa de cinco mil euros até é um bom investimento e ainda por cima pouco provável de vir a ser aplicada.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Altere-se a lei.»

AFINAL NÃO ERA PORNOGRAFIA

«A Polícia de Segurança Pública (PSP) vai devolver os livros apreendidos em Braga, na Feira do Livro em Saldo e Últimas Edições, em virtude de a capa reproduzir uma fotografia de uma obra de arte, informou hoje a Direcção Nacional.

"Tendo-se verificado que o livro reproduz uma obra de arte e não havendo fundamento para a respectiva apreensão, foi determinado o envio de uma comunicação ao Ministério Público, para considerar sem efeito o respectivo auto", explica a polícia. » [Público]

Parecer:

O ridículo desta situação é que a PSP parece ter-se convencido de que estava perante arte ao perceber que não se tratava de fotografia, mas sim de uma reprodução de uma pintura. Isto é, a mesma imagem se fosse fotografia seria considerada pornografia.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pague um curso de arte ao comandante da PSP de Braga.»

CARNAVAL [Boston.com]

«A painted member of Leandro de Itaquera samba school parades at the Sambadrome, as part of Carnival celebrations in Sao Paulo, Brazil, late on February 21, 2009.» [Mauricio Lima/AFP]

«A queen of the drums of the Vai-Vai samba school parades at the Sambadrome as part of Carnival celebrations in Sao Paulo, Brazil, early on February 22, 2009.» [Mauricio Lima/AFP]

«French cabaret dancers from the Moulin Rouge pose during a photo call in Rio de Janeiro February 20, 2009. The dancers are in Rio de Janeiro from 20-24 February to participate in the carnival festivities by the top samba groups.» [REUTERS/Sergio Moraes]

«Academicos do Grande Rio samba school dancers perform in the Sambodrome on the first night of the Carnival samba school parade in Rio de Janeiro, Brazil on February 23, 2009.» [Vanderlei Almeida/AFP]

«Ana Maria Tavarez reacts after being crowned the Tenerife Carnival Queen 2009 during a carnival gala in Santa Cruz de Tenerife on the Spanish Canary Island of Tenerife, late February 18, 2009.» [Santiago Ferrero/Reuters]

JAMES PAN

MCDONDALD'S

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Baile de máscaras

Nesta terça-feira gorda não podia ter deixado de ir ao baile de máscaras emk que o país se tem transformado, foi uma boa opção, lá estava todo o jet-set político nacional mascarado a rigor.

Como logo por procurar a estrela da companhia e mal vi um Pinóquio enfiei-lhe logo um pontapé no dito cujo, algo só admissível nestes dias. Ainda lhe puxei pelo nariz na esperança de espirrar o programa eleitoral para as próximas legislativas quando o desgraçado do Luís Filipe Menezes começou aos guinchos, que não era Sócrates, que se estava a disfarçar de primeiro-ministro só para irritar a Manuela Ferreira Leite.

Lá encontrei o Sócrates disfarçado de sapo enquanto um Armando Vara, vestido de príncipe não parava de o beijar na esperança dali sair uma princesa louraça, capaz de fazer parar o baile. Mas parece que o Vara tem mais jeito para gerir bancos do que para desfazer feitiços e o desgraçado do Sócrates lá continuou armado em sapo até ao fim da dançaria. Os sete anões já começavam a estar desesperados com o falhanço de Vara e um deles, António Vitorino, foi disfarçar-se de Alice no País das Maravilhas para fazer as honras da festa receber os convidados.

Quem se divertia com a desgraça alheia era a Bruxa, a responsável por toda a desgraça que estava a acontecer a José Sócrates, o primeiro-ministro tinha-se transformado em sapo quando comeu, às escondidas, uma das suas vinte maças eleitorais, foi o castigo por andar a comer a fruta alheia. Ao lado de Ferreira Leite lá estava o Miguel Relvas disfarçado de Ursinho Poo agarrao ao pote de mel, todo guloso imaginando-se a lambuzar-se no processo Freeport.

Jerónimo de Sousa também deixou que o pé lhe fugisse para a dança e lá estava disfarçado de Avô Boca Doce agarrado a uma Odete Santos armada em Padeira de Aljubarrota.

A surpresa da noite estava reservada para o meu encontro com os irmãos Dalton, Dias Loureiro e Cavaco Silva estavam vestidos a rigor, Oliveira e Costa é que beneficiou de uma precária só para a noite do baile e não teve tempo de tirar o traje de presidiário e ainda trazia a bola de ferro acorrentada às pernas.

E por falar em Cavaco Silva encontrei em amena cavaqueira com o cardeal, um disfarce que assentava que nem ginjas a um Francisco Louçã, nada mais nada menos do que o Avô Boca Doce. Parece que o tema da conversa era a melhor forma do BE se livrar de Joana Amaral dias, a sex symbol da extrema esquerda que fazia furor no baile disfarçada de Jessica Rabbit.

Bem, espero que outros tenham ido ao baile e usem a caixa de comentários para contarem o que viram.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Barco na Carrapateira, Alcácer do Sal

IMAGEM DO DIA

[Johnny Horne-AP]

«The Lulin comet streaks across the early morning sky above Stedman, N.C.» [The Washington Post]

JUMENTO DO DIA

Manuela Ferreira Leite

Depois de meses à frente do PSD sem conseguir convencer os eleitores, até fez alguns afugentar do PSD, resta a Manuela Ferreira Leite esperar por más notícias para explorar o eventual descontentamento. Mas a ânsia de conseguir votos leva a precipitações, como a que cometeu ap comentar o aumento do número dos inscritos nos centros de emprego.

Qualquer eleitor sabe que nenhuma medida consegue criar emprego em dois ou três meses a não ser que se destine a mascarar o desemprego, como, aliás, Manuela Ferreira Leite já acusou o governo.

AVES DE LISBOA

Papa-moscas-cinzento [Muscicapa striata]

VERDADE E CONFIANÇA

«Segundo uma sondagem recente, os portugueses são os europeus que menos confiam nos políticos. Dizer mal dos políticos é popular em Portugal. Mas em Felgueiras, Gondomar e Oeiras não escolheram os eleitores autarcas suspeitos de crimes? O mal não é apenas dos políticos.

Mas os nossos políticos põem-se a jeito. O Governo tardou a reconhecer o que entrava pelos olhos dentro. Em Outubro previa para 2009 um crescimento do PIB de 0,6 por cento. O PSD era apenas um pouco menos optimista - previa 0,3 por cento positivos. Quando o sistema financeiro se desmoronava e as bolsas caíam a pique, Sócrates orgulhava-se de que Portugal escaparia à recessão.

É verdade que a banca portuguesa quase não tem activos "tóxicos". Mas como não perceber, ou fingir não perceber, que uma brutal crise do crédito afectaria duramente um país ultraendividado? Em Portugal estão cheios de dívidas o Estado, as empresas, as famílias e os bancos, que precisam de ir ao estrangeiro buscar dinheiro caro e difícil para o emprestar aos portugueses. Tudo isso se traduz numa dívida externa cujo crescimento é explosivo (adjectivo do Presidente da República), representando uma pesadíssima hipoteca para as gerações futuras.

Quando se tornou impossível não reconhecer a gravidade da crise, a atitude do primeiro-ministro mudou. Insistindo em que a crise vinha de fora, não sendo da sua responsabilidade, apresentou-se como o único capaz de proteger os portugueses dos efeitos da recessão. A crise até dava jeito para justificar algumas medidas impopulares.

Acontece que a crise nascida nos Estados Unidos e logo tornada global veio, em Portugal, somar-se a uma mais antiga crise estrutural interna. O país tornou-se pouco competitivo. Daí o desequilíbrio das nossas contas externas (mais de 10% do PIB), significando que os portugueses, com os seus actuais níveis de produtividade e consumo, estão a viver um décimo acima do valor que produzem. Uma situação que não pode durar.

Mas o Governo não fala deste problema de fundo. Para não desanimar as pessoas? Desanimadas estão elas. O primeiro-ministro prefere a propaganda. Quase todos os dias aparece na televisão a anunciar uma iniciativa, uma medida, uma obra (às vezes em cerimónias mediáticas pagas pelas empresas construtoras). E não distingue coisas realmente úteis que o Governo tem feito de trivialidades populistas. É significativo que, no congresso da Associação Portuguesa de Empresas Familiares, um empresário da estatura e do perfil ético de Alexandre Soares dos Santos (Jerónimo Martins) tenha dito que a crise é agravada pela "demagogia intolerável do primeiro-ministro".

Se somarmos o cansaço da repetição dos argumentos ("nós actuamos, os investimentos públicos são a resposta à crise", etc.) à perda de credibilidade decorrente do anterior excesso de optimismo, é duvidoso que a campanha propagandística do Governo seja eficaz. Julgo, até, que ela começa a tornar-se contraproducente.

Pelo meio disto, invocam-se campanhas negras contra Sócrates. Não estou de acordo com muita coisa que a comunicação social tem feito para embaraçar o primeiro-ministro. Mas um estadista tem de saber reagir com serenidade a essas contrariedades. Recordem-se as campanhas de assassinato de carácter contra Sá Carneiro ou contra Bill Clinton (ainda antes do caso Mónica Lewinsky). Não me lembro de que esses políticos se tenham vitimizado e reagido como virgens ofendidas.

Pelo contrário, o actual nervosismo do PS e os seus destemperados ataques à oposição só acentuam as suspeitas. Como não é positivo que o Governo rejeite liminarmente todas as propostas da oposição para combater a crise, sem prejuízo de, depois, aproveitar algumas dessas ideias que considerara péssimas.

A confiança ganha-se falando verdade. Ora, como Mário Soares lembrou, o Governo não tem explicado bem algumas medidas anticrise, em particular na banca, o que permite à demagogia da extrema-esquerda afirmar que o Estado "ajuda os banqueiros".

Infelizmente, em matéria de verdade o primeiro-ministro não tem dado bons exemplos (lembre-se o relatório sobre educação atribuído à OCDE, por exemplo). E as tentativas, legislativas e não só, para condicionar a comunicação social não contribuem para um clima de confiança no poder político. Se existe, a tal "central de propaganda" do Governo parece-me pouco competente.» [Público assinantes]

Parecer:

Por Fransisco Sarsfield Cabral.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

138 INQUÉRITOS POR VIOLÊNCIA NA ESCOLA

«A maioria dos processos foram abertos depois de o procurador-geral da República (PGR) ter apelado, em Abril de 2008, aos conselhos directivos das escolas e aos professores para que denunciassem os casos de agressões - actos que configuram um crime público. Isto, depois de o País ter ficado em choque com um vídeo gravado numa sala de aula que mostrava uma aluna da Escola Carolina Michaëlis, do Porto, a agredir a professora que lhe tinha tirado o telemóvel.» [Diário de Notícias]

Parecer:

Isto quer dizer que no passado os casos eram abafados.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se que os processos levem a alguma coisa.»

OBRIGAÇÃO DE LER DISCURSOS DE SÓCRATES VAI PARA TRIBUNAL

«A Procuradoria-Geral da República enviou o caso dos discursos do primeiro-ministro nos concursos do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) para o Tribunal Central Administrativo Sul, soube o DN. Por determinação do próprio Fernando Pinto Monteiro, o processo número 10/2009 - L115 vai analisar o facto de o organismo público, na tutela directa do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, ter aberto concursos de promoção para o preenchimento de dezenas de vagas de técnicos superiores em que os candidatos deviam estudar um texto de José Sócrates sobre a iniciativa governamental "Novas Oportunidades".» [Diário de Notícias]

Parecer:

Parece que o senhor do IEFP é um adorador de Sócrates.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Sócrates como se sente com tanta bajulação.»

MARCELO MANHOSO

«Marcelo Rebelo de Sousa admite que o caso Freeport pode acabar por beneficiar José Sócrates. No programa semanal da «RTP», o comentador admitiu a possibilidade de os crimes de corrupção e tráfico de influências relacionados com o licenciamento já poderem ter prescrito. » [Portugal Diário]

Parecer:

Ao dizer que o caso Freeport pode favorecer Sócrates porque o crime de corrupção prescreveu e não vão haver conclusões Marcelo está a tentar manter a suspeição para a eternidade.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se o baixo nível do professor de direito.»

PINTO MONTEIRO NÃO COMENTA NOVAS FUGAS DE INFORMAÇÃO

«O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, recusou ontem comentar as novas de fugas de informação relativas ao processo Freeport, lembrando que o assunto está em investigação no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa. Na sua edição de sábado, o jornal Expresso publicava a lista de 15 perguntas feitas a Júlio Monteiro, tio de Sócrates, durante o interrogatório conduzido pelos magistrados e polícias que investigam o caso. E, na sexta-feira, a TVI noticiava a existência de um fax enviado a José Sócrates por Manuel Pedro, um dos sócios da consultora Smith&Pedro, que o primeiro-ministro sempre negou conhecer. Esta notícia foi, entretanto, desmentida por Sócrates, que reafirmou ao PÚBLICO não saber quem é Manuel Pedro e não ter recebido qualquer fax.» [Público assinantes]

Parecer:

Pudera!

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Pinto Monteiro como se sentiu ao ler o Expresso.»

TRANSPORTANDO O VAIVÉM

MIKESI

COPENHAGEN GAY & LESBIAN FILM FESTIVAL