segunda-feira, novembro 28, 2011

Está na hora de responder aos canalhas

Os (trabalhadores) portugueses estão a ser sujeitos a uma dose brutal de austeridade e de humilhação, que vai muito para além do exigido pelos centuriões do grande capital que se comportam em Portugal como um exército bárbaro de ocupação. Um governo miserável formado por gente com qualificações académicas e cívicas duvidosas achou que a miséria imposta pela troika a troco de um empréstimo pago com juros milionários era pouca e decidiu aumentar arbitrariamente a dose.

Inventaram-se mentiras e até se aproveitaram dos desvarios financeiros do Alberto João para desencadearem um processo de proletarização forçada da classe média e promover um retrocesso civilizacional, impondo uma política de classe que nos faz recuar quase até ao século XIX. De um Governo de bem espera-se que Governe para o bem-estar dos cidadãos, este governo assume claramente que tem por objectivo o empobrecimento forçado dos trabalhadores portugueses.

Ou os trabalhadores e democratas reagem com a mesma violência com que actua o ministro das Finanças, o Batanete da Rua da Horta Seca e Passos Coelho ou mais cedo do que muitos pensam teremos de novo um Salazar na presidência do conselho e um Passos Coelho promovido a marechal Óscar Carmona. Está na hora de denunciar os sacanas que não escondem o desejo de explorar os seus trabalhadores.

Beber cerveja Superbock é apoiar um senhor chamado António Pires de Lima que há poucos dias afiava os dentes concluindo que a sua empresa aumentaria a produtividade em 7% graças a mais meias hora de trabalho escravo dos seus trabalhadores, mas ainda ontem o colega de partido da ministra da Agricultura que achou bem um aumento brutal do IVA sobre os alimentos para bebés considerava o exagero um aumento de 3% do imposto sobre as bebidas alcoólicas. Beber cerveja Superbock significa apoiar o esclavagismo e gente que usa o seu orçamento publicitário para ocupar os jornais com a defesa desse mesmo esclavagismo.

Comprar no Pingo Doce é estar a apoiar financeiramente um merceeiro que na defesa do recurso à intervenção do FMI, tendo sido mesmo um dos primeiros a exigir esta solução. É estar a ajudar a aumentar os lucros de alguém que os usa para financiar uma fundação que teve intervenção directa nas eleições legislativas e que tem como assalariado um conhecido intelectual que em tempos era da esquerda para defender as suas ideias.

Ser cliente de um dos bancos que fizeram chantagem sobre o Governo anterior é ajudar banqueiros que ao longo de anos distribuíram enormes fortunas em dividendos livres de impostos e agora se sabe que geriram mal os seus bancos e cometeram erros de previsão e de gestão danosa piores do que os cometidos por qualquer governo. A liderar ideologicamente está um menino da Linha de Cascais em frequentou um curso universitário que nunca concluiu e que antes de um vaidoso banqueiro era jornalista. Depois de termos andado anos a ouvir as lições de morais de Fernando Ulrich soubemos que o seu banco é o que enfrenta mais dificuldades e mais carece da ajuda dos contribuintes, os tais aos quais este senhor exige que se apliquem medidas brutais de austeridade. Se deixarmos de ser clientes do BPI este senhor é despedido em menos de nada.

Os funcionários públicos não são obrigados a ganhar menos à hora do que uma empregada doméstica só porque os ministros são sacanas ao ponto de os elegerem como vítimas da troika por questões de oportunismo eleitoral. Se se os funcionários públicos então que sejam os boys e as chefias a trabalhar, os boys que façam operações para além das horas, que apaguem os incêncios, que dêm o corpo ao manifesto nas polícias ou no Afeganistão.

Está na hora de dizer basta e afirmar a dignidade de Portugal e do portugueses, negociar com a troika não implica atirar o nome de Portugal para a lama, aplicar austeridade não obriga a levar os trabalhadores à miséria dispensando os ricos de contribuir para os sacrifícios. Está na hora de afirmar que os portugueses não são nem cobardes, nem gente sem dignidade e muito menos cornos mansos. Está na hora de responder aos canalhas.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento

Nazaré
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Chaminés, Alcochete [A. Cabral]
  
Jumento do dia


Vítor Gaspar

Este Gaspar parece estar a divertir-se à custa dos portugueses, agora diz que a brutalidade da pinochetada orçamental aos funcionários públicos se justifica porque no sector privado o ajustamento já foi feito. Mas que grande sacana!

«O ministro das Finanças garantiu hoje que o sector privado "não está a ser poupado" nos sacrifícios impostos, recordando que o privado "começou a ajustar mais fortemente e mais cedo do que o sector público".

Vitor Gaspar respondeu hoje aos militantes sociais-democratas numa conferência sobre o Orçamento do Estado para 2012, organizado pela Distrital do PSD do Porto, tendo-se escusado a prestar declarações à margem aos jornalistas, no dia em que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou que "o Governo mantém abertura se houver evolução do PS" para fazer "alguma modelação" na aplicação de medidas de austeridade com "impacto social mais pesado".» [DN]

 É impressão minha

Ou o Tozé está danadinho para ir para secretário de Estado adjunto do seu amigo de Massamá?

 Um hino para a direita portuguesa
 
    
 

 A minha greve

«1. Até quinta-feira nunca tinha feito greve, desta vez fiz. Trabalhei, mas fiz a minha greve. Envergonhada talvez. Não porque pense que a greve ajudará a resolver substancialmente qualquer dos graves problemas que enfrentamos como comunidade, não porque me sinta próximo de quem a convocou, mas porque é a única maneira, neste momento, de manifestar o meu profundo desagrado pelo caminho escolhido por este Governo.

Há momentos assim na vida de todos nós. Em que circunstancialmente nos vemos junto a gente com quem não partilhamos valores, ideias, visões da comunidade, princípios políticos. Que provavelmente somos utilizados para objectivos que não são os nossos, isso nunca me preocupou.

As minhas preocupações são outras. São as que advêm de me sentir governado por pessoas que aparentemente ignoram que estão a destruir um modo de vida, uma economia, as poucas boas empresas, em troca duma quimera; que são os maiores aliados da estratégia suicida da Sra. Merkel; que pensam que atirando para a miséria e o desemprego milhares e milhares dos seus concidadãos alcançarão o que quer que seja; que falam de taxas de juro, de eficiência e de mercados como se fossem fins em si mesmos, esquecendo que estes dados têm de ser apenas meios ao serviço da comunidade; que trocam os princípios reformadores por revoluções inconsequentes.

Falam-nos, sem que lhes trema a voz, de que temos vivido acima das nossas possibilidades sem se recordarem, uma vez que seja, dos dois milhões de pobres, das muitas centenas de milhares de desempregados, dos que sobrevivem com menos de 750 euros por mês. E fazem-no sem que se dêem sequer ao trabalho de nos mostrar uma luz ao fundo do túnel, de nos mostrarem uma esperança, uma visão. Põem um ar compungido e falam-nos de desempregados, de salários de fome, de pensionista sem dinheiro para medicamentos, como se fossem apenas vitimas colaterais dum plano que, no fundo, desconhecem.

Não poucas vezes os nossos governantes parecem ser gente deslumbrada com meia dúzia de livros revolucionários lidos à pressa. Aprendizes de feiticeiro a quem só foi ensinada metade do truque: sabem fazer desaparecer as coisas, mas não conhecem a forma de as fazer aparecer.

Há quem confunda esta governação com um qualquer programa de direita. Pura ilusão. Não a minha, pelo menos.

A minha direita é a que acredita num Estado mais pequeno mas mais forte. A que recusa transformar todos os funcionários públicos em bodes expiatórios. A que não ignora que as reformas podem levar tempo, mas são sempre mais rápidas e mais justas que as revoluções que tudo destroem. A que acredita que quando são precisos sacrifícios, eles devem ser equitativamente distribuídos. A que crê que o capital nunca deve estar acima do trabalho e, muito menos, se deve sobrepor às pessoas. A que nunca se esquece que os direitos sociais foram, em larga medida e por essa Europa fora, uma conquista de governantes de direita. A que está ciente de que baixando salários não só se empobrecem as pessoas como se recua décadas no modelo de desenvolvimento. A que sabe serem as empresas privadas o motor da economia, as acarinha e não as afoga em impostos. A que não desconhece que austeridade sem crescimento apenas conduz a um buraco sem saída. A que defende a liberdade como valor acima de todas as coisas, mas que sabe que sem o mínimo de igualdade a liberdade é apenas uma ilusão. A que acredita que na essência das políticas tem de estar sempre o cidadão e que ninguém deve ser deixado para trás.

Pois é, fiz greve, lado a lado com quem não queria, consciente de que as minhas razões são diferentes, muito diferentes, das de outros que também a fizeram, mas com a esperança de que quem partilha as minhas convicções também fez ou, pelo menos, teve vontade de fazer. Estou convencido de que o meu acto de pouco serviu, mas sinto-me muito mais aliviado.

2. O conflito institucional entre o Presidente da República e o primeiro-ministro promete atingir níveis insustentáveis. Na última sexta-feira, a propósito da hipótese de o BCE poder assumir o papel de credor de último recurso na Zona Euro, Cavaco Silva disse que "só quem revela algum desconhecimento é que receia que na situação actual possam resultar dessas intervenções perigos de inflação". Apelos constantes à concertação social, à justa repartição dos sacrifícios e ao necessário equilíbrio de austeridade com crescimento são uma coisa, outra é o Presidente da República apelidar indirectamente o primeiro-ministro de ignorante.

Não é fácil prever os próximos episódios deste conflito, mas não vai ser um espectáculo agradável.» [DN]

Autor:

Pedro Marques Lopes.
     

 As filhas de Passos Coelho e Gaspar

«"Já tinha feito isto para sustentar os meus luxos e vícios, enquanto tive um emprego, mas hoje, que é a tempo inteiro, mal dá para pagar as contas da casa." Sem rodeios, Maria, nome fictício, reclama anonimato para partilhar que bateu no "fundo do poço", ganhando a vida na berma da estrada.» [DN]

Parecer:

Este país começa a envergonhar-me.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»
  
 Mais um fado para as contas públicas

«António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, que se deslocou a Bali, na Indonésia, como elemento da comitiva portuguesa, colocou o telemóvel, onde tinha gravado um fado de Amália Rodrigues, perto do microfone e fez-se silêncio na sala.» [DN]

Parecer:

E à conta do Fado o António Costa foi a Bali apgo com o dinheirito dos contribuintes, isso dias depois de ter anunciado a intenção de cortar no vencimento dos funcionários da CML.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Cante-se o fado!»
  
 O que o Sócrates fez à Itália!

«O empréstimo do FMI, entre 400 e 600 mil milhões de euros, daria uma "janela" de 12 a 18 meses para Itália implementar os cortes orçamentais urgentes e as reformas de estímulo à economia necessários, "aliviando as necessidade de refinanciamento da dívida", escreve o La Stampa, citando responsáveis de Washington. Itália é o país do euro que tem o seu programa de financiamento mais atrasado este ano. Ainda só colocou 89% do montante previsto.» [DE]

Parecer:

Os que usaram a crise para chegar ao poder e impor aos portugueses outro Estado Novo ainda o vão pagar com língua de palmo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 O Euro está à beira da morte

«Revista britânica The Economist alerta que o risco de a moeda única se desintegrar "dentro de semanas é altamente alarmante”.
 
"A crise na zona euro está a provocar o pânico. O risco de a moeda única se desintegrar dentro de semanas é altamente alarmante", alerta a The Economist num artigo publicado este sábado.» [DE]

Parecer:

Fartava-me de rir dos que ficaram secretamente contentes por alguns portugueses terem sido sacrificados.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Acabe-se com o Euro e, de caminho, com a UE.»
  
 Hipócrita
 
«António Pires de Lima, presidente da Associação Portuguesa dos Produtores de Cerveja critica proposta da maioria PSD/CDS-PP de avançar com um aumento de 3,5% no imposto sobre as bebidas alcoólicas.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Este vendedor de aloolismo achou bem o corte dos subsídios a funcionários públicos mas acha um exagerado um ligeito aumento do imposto sobre as bebidas alcoólicas. É ridículo ouvir este senhor a chorar por 3% quando se sabe que as margems sobre as cervejas são muito superiores e que as campanhas agressivas de marketing representam muito mais do que qualquer imposto. Recorde-se que este senhor camarada de partido da ministra da Agricultura que apoiou um aumento bem maior no iva que incide sobre alimentos para bebés!

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «mande-se o hipócrita à bardamerda.»
  
 matemática portuguesa eleita para presidir a associação americana

«A matemática portuguesa Irene Fonseca foi eleita presidente da Sociedade de Matemática Aplicada e Industrial, sedeada em Filadélfia, sendo a primeira vez que um português preside à instituição fundada em 1952, anunciou o Ministério da Educação.» [DN]

Parecer:

O ridículo da notícia reside no facto de ter sido alvo de um comunicado governamental, como se o Governo tivesse tido algoa a ver com a escolha.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a gargalhada merecida pelo ministro Cratino.»
 

   




domingo, novembro 27, 2011

Semanada


  
Nesta semana assistiu-se à primeira evolução de Vítor Gaspar, a nossa versão parlamentarista do Estado Novo, perante a reacção do sector privado à sugestão de cortes nos vencimentos o ministro das Finanças socorreu-se do Fernando Ultich e agora justifica os cortes no rendimento dos funcionários públicos com uma nova teoria, a de que no sector privado esses ajustamentos já foram feitos. Se assim é porque razão este governo fala tanto em recuperar a competitividade e anda com a parvoíce dos feriados? Parece que há duas coisas que não faltam neste governo, mentiras e sacanice, nem isso nem mentirosos e sacanas.

Parece que a greve geral não teve adesão nenhuma, até há quem diga que o silêncio nas ruas de Lisboa devido à ausência de trânsito nas principais artérias da capital resultou do facto de os lisboetas terem pensado que era o dia internacional sem trânsito, alguns até levaram essa confusão tão a sério que em ruas onde é perigoso andar de carro foi possível voltar a ver bicicletas. Mas mais grave do que as aldrabices habituais nestas ocasiões foi o regresso do país aos argumentos fascistas por parte de governantes, ouviu-se um ministro dizer que o país precisa é de trabalho e outro preocupado com a unidade dos portugueses, Salazar não teria argumentado melhor.

À medida que o tempo passa o Passos Coelho é cada vez menos governo e o Vítor Gaspar é cada vez mais primeiro-ministro, o líder do PSD começa a assemelhar-se a uma marioneta que serve para levar as decisões do Gaspar a despacho ao Palácio de Belém ou para ir a Bruxelas comunicar as medidas que o próprio Gaspar já comunicou por via oficiosa. É por isso que a linguagem do ministro das Finanças é cada vez mais a de um primeiro-ministro e todos já perceberam que nada se faz no governo sem a concordância do Gaspar, isso explica que as negociações com o PS em torno da pinochetada orçamental sejam feita perante a presença do ministro das Finanças. Gaspar começa a lembrar o Salazar do Estado Novo e para que o Passos Coelho se assemelhe ao Óscar Carmona já só lhe falta a farda de marechal.

O Portas, o tal que pedia para votarem nele para poder amenizar o extremismo de Passos Coelho, faz lembrar o bêbado que depois de cair num barril de cerveja vinha de vez em quando à superfície para pedir tremoços. Desde que chegou a ministro o líder do CDS desapareceu, mas vai aparecendo de vez em quando para dizer que não fugiu para evitar dar a cara pela pinochetada orçamental do Gaspar.

Afinal a culpa não é do Álvaro, o Batanete da Rua da Horta Seca não é tão idiota quanto poderemos pensar depois de lhe vermos as caretas ou de lhe ouvirmos as baboseiras, a culpa desta má imagem que temos do homem que veio do Canadá de propósito com a missão de nos ensinar a deixar de ser labregos teve azar com a escolha da assessora de imprensa, uma rapariga com um bom par de meias-solas que veio directamente do soviete do PSD no DN para cuidar do homem. Afinal, a senhora revelou-se uma incompetente e foi despromovida, deu um imenso trambolhão e agora já é administradora do Instituto de Turismo de Portugal. Bem, se a senhora sofrer mais uma despromoção ainda vai parar a ministra da Economia e o Batanete regressa a Vancouver, de onde nunca devia ter saído.

Graças à imagem de competência do Moedas, à confiança dos mercados no Gasparoika, à boa imagem do Batanete da Rua da Horta Seca, ao sorriso pimba do Miguel Relvas e ao brilhantismo intelectual do Passos Coelho alteraram o rating da dívida soberana, deixou de ser quase lixo para passar a ser lixo, agora só resta que o Moedas e companhia consigam convencer as agências a considerá-la lixo sem aptidões para reciclagem.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Aqueduto das Águas Livres, Lisboa
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Lendo o jornal [A. Cabral]
  
Jumento do dia


Tozé

Se Seguro está a negociar a manutenção do corte dos subsídios a troco do aumento do nível salarial ou das pensões a que estes se aplicam isso significa que Seguro não só é um idiota como é tão sacana quanto o Passos Coelho. É um idiota porque está a destruir a base social do seu partido e um sacana porque sabe muito bem que tal corte é injusto e inconstitucional.
 
A ser verdade há muitos eleitores que nunca voltarão a confiar no PS e não hesitarão em vomitar sempre que ouviem falar José Seguro.

«Durante este fim-de-semana, a direcção do PS e o Governo estão a analisar fórmulas que permitam aliviar os cortes nas pensões e salários mais baixos dos funcionários públicos. Em causa está a eventual subida do limite do valor a partir do qual os cortes serão aplicados.» [Público]
 "Modelação" da pinochetada orçamental

O PS não deve negociar esmolas aos portugueses por um Governo que adopta uma política não legítimada pelos eleitores que o elegeram e que caminha em passo acelerado para a queda. Entre perder subsídios e Portugal livrar-se de um governo de canalhas ou receber uma esmola de um primeiro-ministro arrogante é preferível a primeira hipótese.
 
O PS deve cortar relações políticas com o PSD e limitar-se a considerar inconstitucional o corrte nos subsídios e exigir ao Presidente da República que envio o OE para o Tribunal Constitucional.
  

 Nada mal para polícias mal remunerados

«As agressões da PSP a um jovem radical alemão de 21 anos, filmadas por um telemóvel ao princípio da noite de quinta-feira na Calçada da Estrela, em Lisboa, e enviadas por email para as redacções dos órgãos de comunicação social, vão ser alvo de um inquérito interno por parte da Direcção-Nacional desta força de segurança. Fonte oficial da Polícia prometeu conclusões para a próxima semana, mas o CM sabe que o uso excessivo de força por parte dos agentes à civil filmados foi encarado como último recurso para parar a vaga de violência do militante anarca.» [CM]

Parecer:

Como seria se fossem bem pagos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aos sindicalistas da PSP.»
  

   




sábado, novembro 26, 2011

Recessão: 3% de verdade e 97% de mentira

 Depois de vender pessimismo para melhor fazer passar a pinochetada económica concebida por um ministro das Finanças fundamentalista o Governo percebeu que exagerou na dose e decidiu ser optimista nas suas previsões económicas para 2012. Primeiro esqueceu-se deliberadamente de dar a conhecer o cenário macroeconómico, depois intentou uma recessão de 2,8% e, por fim, lá percebeu que uma boa mentira tem de conter um pouco de verdade e acabou por reconhecer que 2,8% era uma mentira exagerada passando a aderir à previsão de 3% de recessão avançada logo de início pela Comissão Europeia.

A verdade é que neste momento o Governo começa a evidenciar sinais de incontinência urinária e começa a mudar o discurso, voltaram a haver almofadas para negociar, o Gaspar elogia os funcionários públicos que tramou com um “F” bem grande e o Álvaro até descobre as virtudes da concertação social. Começa a ser claro que o Governo percebeu o risco que Portugal corre de entrar numa espiral de recessão que o levará à bancarrota e ao conflito social generalizado de consequências imprevisíveis. Desde o discurso cínico de Passos Coelho a anunciar as sacanices da pinochetada orçamental até hoje só se ouviram más notícias vinda da economia europeia.

É cada vez mais evidente que o Gaspar exagerou na dose e a sua política fundamentalista vai conduzir a economia portuguesa ao abismo, nenhum economista honesto deste país pode garantir que a recessão se vai ficar nos 3%, e o desastrado ministro aponta para este número na esperança de enganar os agentes económicos tentando evitar a antecipação da recessão. Não há experiência histórica que permita “afinar” um modelo econométrico da economia portuguesa que teste as consequências da pinochetada orçamental do Gaspar, ninguém sabe como vão reagir os agentes económicos, os mais ou os menos atingidos, ninguém é capaz de prever em que medida os agentes económicos já estão a antecipar a pinochetada imposta no ano de 2012.

Ainda o OE não foi aprovado e já o seu falhanço é evidente, já ninguém acredita no cenário macroeconómico que o sustenta e as condições do mercado europeu que estavam a sustentar o crescimento das exportações são bem diferentes das que se registavam há um ou dois meses.

Vítor Gaspar é um falhanço antecipado e resta-lhe agora tentar passar uma boa parte da sua pinochetada com negociações de fim-de-semana como o PS. Se Seguro aceitar encobrir a rendição do Gaspar com falsas negociações comete o erro de colaborar com a sobrevivência de um ministro das Finanças que não passa de uma imitação de má qualidade de um outro que Portugal teve nos anos vinte do século passado.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Mastro de fragata do Tejo
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Garça-branca-pequena (Egretta garzetta) [A. Cabral]
   
Jumento do dia


Álvaro

Já se sente o chuto para cima dado no traseiro da Milu, a jornalista do PSD/DN que foi considerada incompetente para tratar da imagem do Álvaro, com a partida da jornalista para as delícias do turismo o Álvaro que só recebia patrões já parece outro. Um dia depois de a direita ter dito que a greve geral foi um desastre o Álvaro já fala em diálogo com aqueles que desprezou mesmo quando decidiu obrigar os trabalhadores a darem meia hora de trabalho à borla para que os seus patrões possam comprar mais carros e ir a bordeis.
 
«O ministro da Economia e Emprego garantiu esta manhã que o Governo "aposta muito no diálogo social", que considerou "fundamental num momento de emergência".

Um dia depois da greve geral, que terminou com exigências de mais negociação colectiva pelas centrais sindicais, Álvaro Santos Pereira lembrou aos jornalistas que está agendada para segunda-feira uma reunião com os parceiros, mas não quis adiantar se a proposta do Governo sobre a meia hora de trabalho suplementar (prevista no orçamento para 2012) vai incorporar as muitas críticas feitas pelos sindicatos na última reunião.» [DN]

 Os descamisados de Passos Coelho

 
Para ter a sua base social de apoio Passos Coelho está a comprar a simpatia dos que recebem pensões baixas aos que descontaram pouco ou não fizeram descontos com o dinheiro dos que mais descontam. As vítimas do populismo são obrigadas a pagar as balas com que esse populismo está a destruir o Estado Social.

 Nem sequer as empresas de lixo do tio Ângelo?
 
 
 Nem tudo o que há na Grécia é contagioso
 

 

 Mais murros no estômago?

«Imagino a perturbação que deve andar no espírito dos membros do Governo. Antes das eleições, recorde-se, um deles - hoje secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro - chegou a garantir que bastaria os mercados tomarem consciência de que tinha havido uma mudança de Governo em Portugal para o ‘rating’ da República subir automaticamente!

Sabemos todos de onde veio essa extraordinária ilusão: da ideia, muito conveniente para efeitos eleitorais, de que a crise internacional era apenas uma desculpa socialista e de que o verdadeiro mal do País, talvez mesmo da Europa e do Mundo, era o Governo de Sócrates. A realidade, porém, insiste no desmentido. Todos os dias. E vai-se encarregando de provar que a verdade sobre a crise que enfrentamos é outra, muito mais complexa e desafiante.

O facto é este: cinco meses depois da mudança de Governo e anunciadas que foram as medidas adicionais de austeridade "para além da troika", o ‘rating' da República, em vez de subir, continua a descer. Depois da Moodys, em Julho, esta semana duas agências - a norte-americana Fitch e a chinesa Dagong - baixaram ainda mais o ‘rating' de Portugal, para BB+, com ‘outlook' negativo, isto é, com tendência para piorar. E ambas convergiram numa justificação: as perspectivas de agravamento da recessão em Portugal.

Nesse ponto, o ministro das Finanças não podia estar mais de acordo: esta semana cometeu a proeza inédita de apresentar a sua quarta (!) previsão económica para 2012 em apenas cinco meses - e sempre com revisões em baixa: em Julho, previa para 2012 uma recessão de -1,7% do PIB: em Agosto, -1,8%; em Outubro, -2,8% e agora, em Novembro, de novo em baixa para -3%. Raro é o mês em que o ministro das Finanças não revê as suas previsões e longe vai o tempo em que isso era sinal de incompetência!

Como se isso não bastasse, o insuspeito Financial Times publicou, também esta semana, o seu tradicional ‘ranking' dos ministros das Finanças e atribuiu a Vítor Gaspar um decepcionante penúltimo lugar em credibilidade - um lugar que a doutrina oficial julgava reservado, por definição, a ministros das Finanças socialistas.

O primeiro-ministro, tudo indica, continua a não ver em tudo isto mais do que sucessivos "murros no estômago". Do que se trata, porém, é de golpes que atingem, isso sim, o tronco da narrativa da crise que o actual Primeiro-Ministro perfilhou. À luz dessa narrativa distorcida, simplista e panfletária, a descida do ‘rating' de Portugal parecerá ao primeiro-ministro destituída de lógica: afinal, é ele e não Sócrates quem está a frente do Governo; nas Finanças está um liberal importado do BCE; as políticas de austeridade vão além do que a própria "troika" sugeriu e até o empobrecimento foi perfilhado como desígnio governativo. Mas onde verdadeiramente não há lógica é na "grelha de leitura" da crise que o primeiro-ministro teima em manter, para não pôr em causa a narrativa que lhe serviu para ganhar votos em Portugal - e que, aliás, é semelhante à que a chanceler Merkel mantém para tentar não perder votos na Alemanha.

E aí o temos: em Portugal, insistindo numa austeridade que ultrapassa em brutalidade e injustiça as exigências de qualquer "troika"; na Europa, recusando, mesmo contra o Presidente da República e a Comissão Europeia, uma resposta efectiva e solidária da zona euro à crise das dívidas soberanas, preferindo fazer coro com a Chanceler Merkel na defesa da prioridade à disciplina orçamental dos países do Sul.

Mas esta semana, quando a Alemanha falhou, pela primeira vez, uma emissão de dívida pública nos mercados financeiros, não consta que a chanceler Merkel se tenha queixado de ter sofrido um "murro no estômago". É mais provável que tenha finalmente compreendido que a realidade lhe estava a dizer alguma coisa. Se assim for, o primeiro-ministro que tome cuidado: em breve pode não ter com quem fazer coro. E ficará a falar sozinho.» [DE]

Autor:

Pedro Silva Pereira.
  
 O novo Ultimatum

«De vez em quando aterram na Portela três homens a quem foi concedida a superior missão de humilhar os portugueses. Têm-no conseguido com esmero e distinção.

Dizem que vêm verificar as contas do Estado - coisa assaz extravagante no tempo dos computadores e da Internet - mas na realidade passam por cá alguns dias a dar entrevistas e conferências de imprensa com o único propósito de deixar bem claro quem manda agora em Portugal. Eles.

Desde o Ultimatum de 1890 que Portugal não sofria uma humilhação tão grande. Com a agravante de não termos hoje a crítica mordaz de um Rafael Bordalo Pinheiro, nem um movimento social revolucionário tal como sucedeu com os republicanos à época.

É assim que à vista da troika, o governo estende a passadeira vermelha; a oposição resmunga mansamente; os jornalistas engalfinham-se para conseguir uma frase, um sorriso, um aceno, o que for; o povo, sempre passivo e obediente, amocha. Não há no Portugal de 2011 ninguém que se oponha radical e frontalmente a esta situação. Não temos intelectuais nem pensadores. A cultura ressona.

Não se trata aqui de nacionalismo ou de serôdio patriotismo. É a essência da democracia que está em causa. Se os portugueses aceitaram o pedido de ajuda financeira e a inevitável austeridade, votando maioritariamente nos três partidos que o assinaram, ninguém que se saiba votou o trespasse da governação. É ao governo eleito que cabe prestar contas aos cidadãos e explicar todos os trâmites do processo de negociação em curso e do ajustamento financeiro. Não é seguramente a um trio de burocratas que ninguém conhece ou escolheu.

O senhor Poul Thomson e os seus apêndices não representam nada em Portugal. Nunca participaram na nossa vida política, social ou cultural. É aliás bastante duvidoso que conheçam algo da realidade portuguesa. No melhor, conhecem o "lobby" de alguns hotéis e os elevadores do Ministério das Finanças. O que é manifestamente pouco para governar um país. E, no entanto, falam com sobranceria, dão conselhos, repreendem, fazem poses. A sua postura é um ultraje aos mais elementares princípios da democracia. O seu comportamento é repugnante, mais próximo do colonialismo do que de uma Europa democrática e civilizada.

Não é por isso minimamente aceitável que a troika continue a fazer declarações públicas. E ainda é menos aceitável que os principais responsáveis políticos, sobretudo o governo e o Presidente da República, permitam estas sessões de humilhação nacional. Mais uma vez, e tal como sucedeu com D. Carlos I e o governo da época, o poder cede ao Ultimatum. Com o argumento de que não há alternativa - o que não deixa de ser contraditório com o princípio de que em democracia existem sempre alternativas -, Cavaco Silva e o governo, submetem-se à "pirataria", como lhe chamou Bordalo Pinheiro, mesmo se isso significa enormes sacrifícios para o povo que os elegeu. Em suma, é isto a "porca da política" para continuar a citar Bordalo.

O novo Ultimatum, expresso na postura da troika, só é possível através de uma suspensão da democracia, assunto que em tempos mereceu alguma celeuma. Mas foi só conversa. Porque agora que a democracia está mesmo suspensa ninguém parece preocupar-se.

Perante estes poderes fracos e cúmplices, vamos assistindo a um assalto de forças não legitimadas pelo voto popular. São os poderes mediáticos, financeiros, empresariais, organizações supranacionais que ninguém na verdade fiscaliza ou sabe em rigor o que fazem. Agências de "rating", bancos, sociedades de investimento, que determinam cada vez mais os destinos dos povos e do mundo em geral.

Neste contexto, cabe perguntar para que servem as eleições? De que vale eleger deputados e governos se no dia seguinte ficam reféns de uma qualquer troika que ninguém avaliou, não presta contas e não pode ser derrubada por um ato democrático? Assim não se admirem se a única via que resta mesmo seja a da violência social. Não são só os sacrifícios que têm limites. A serenidade, mesmo deste povo pacato e submisso, também o tem.» [Jornal de Negócios]

Autor:

Leonel Moura.
  
 Alerta amarelo

«A greve geral de ontem foi diferente. Não é possível saber com o rigor dos números a dimensão dessa diferença. Mas todos os que já viveram outras greves gerais sabem que a sociedade portuguesa está diferente. Revoltada e desorientada.

Quem conhece a História portuguesa sabe que o país de brandos costumes é uma produção da ditadura salazarista. Quem vai ouvindo este e aquele, pessoas anónimas fora do círculo do poder político, económico ou financeiro, sabe que o discurso vai sendo cada vez menos brando, cada vez mais agressivo. Sobretudo entre quadros superiores que se sentem enganados e injustiçados. E que olham para a classe política como a origem de todos os males de que está a padecer Portugal.

É verdade que é diferente ouvir quem dá a cara entre amigos ou conhecidos e quem se protege no anonimato. Mas as caixas de comentários, como muitas vezes também se lê neste espaço online, reflectem essa mesma realidade de agressividade e revolta. E com uma dimensão de irracionalidade que só é racionalizável pela desorientação e pela busca de um culpado ou de uma saída.

Sociedades como a islandesa, a norte-americana e até a irlandesa expulsaram os seus demónios por via do sistema judicial. Há culpados, julgados e condenados, nos casos de comportamentos manifestamente criminosos.

Não vale a pena dizer que todos fomos e somos culpados. Sim, racionalmente todos sabemos que estamos aqui por responsabilidade colectiva. Quisemos, muitos de nós, acreditar que se podia viver eternamente a crédito bancário. Em duas décadas, desapareceram valores básicos da sociedade, tão simples como pagar o que se deve a tempo e horas. Fomos, por acção ou omissão, cúmplices dos caminhos que o País seguiu. Racionalmente, não podemos condenar os políticos. Fomos nós que os escolhemos. Mas nenhuma sociedade se reinventa, se revaloriza ou se reencontra em discursos de autoflagelação. Para que serve dizer que vivemos acima das nossas possibilidades e que agora temos de sofrer? Absolutamente para nada. Até porque há muitos que sabem que esse "viver acima das possibilidades" foi viabilizado por discursos e políticas públicas.

Porque há uns mais culpados do que outros, os desastres sociais e políticos evitam-se com válvulas que libertam a revolta. O julgamento e a condenação de quem cometeu crimes é uma das libertações. A outra são as greves e as manifestações. Umas e outras, as manifestações e as condenações, libertam os fantasmas, permitem transições mais serenas para sociedades mais justas e maduras.

Não há manifestações na Irlanda como as da Grécia, por razões que podemos adivinhar. A sociedade irlandesa funciona. Portugal está, nesse domínio, mais perto da Grécia do que da Irlanda. A justiça, em Portugal, não funciona. E a cunha, o favor ou as pequenas benesses de alguns grupos, para as quais todos olharam durante anos encolhendo os ombros, assumem hoje dimensões gigantescas, alimentando a revolta.

O que vivemos ontem foi um alerta amarelo, ou o primeiro som agudo da pressão a que já estão submetidos muitos portugueses. As manifestações e as greves libertam a revolta. Ajudam até, no limite, os governos a encontrarem forças para enfrentarem os grupos de pressão mais fortes. Mas quando ultrapassam esse limite e se transformam em violência, as greves e as manifestações apenas destroem. O perigo de Portugal se transformar na Grécia está na fragilidade das instituições e da justiça em Portugal. A justiça é fácil de melhorar rapidamente.» [Jornal de Negócios]

Autor:

Helena Garrido.
  

 Passos atira os cachorros de pitbull contra Soares?

«O presidente da JSD, Duarte Marques, e a jovem politóloga Ana Margarida Craveiro, responderam esta sexta-feira ao manifesto lançado esta semana encabeçado por Mário Soares, considerando que este chega "bastante atrasado" e propõe "que tudo fique na mesma".» [CM]

Parecer:

Não seria mais elegante ser alguém co estatuto responder a Soares do que mandar a cachorrada ladrar?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
  
 Esta direita ibérica é muito pedinchona

«Citando fontes do Partido Popular, a agência Reuters avança que o governo espanhol está a ponderar pedir ajuda internacional.

"Não acredito que a decisão [de pedir ajuda] tenha sido feita, mas é uma das opções em cima da mesa, porque questionaram-me nesse sentido. Precisamos de mais tempo e de mais informação sobre a actual estado das coisas", adiantou uma fonte do Partido Popular espanhol à Reuters.» [DE]

Parecer:

Pobres espanhóis.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se.»
  
 Banca portuguesa é lixo

«A Fitch baixou hoje em um nível o ‘rating' atribuído à Caixa Geral de Depósitos, ao BCP e também ao BPI. A notação individual dos três bancos passou de BBB- para BB+ e integra agora a categoria de investimento especulativo, conhecida nos mercados como ‘junk' (lixo). A principal justificação para este ‘downgrade' foi o corte, anunciado ontem, do ‘rating' da República Portuguesa, também para a categoria de ‘lixo'. A Fitch fala mesmo em "consequência directa". As classificações do Montepio (BB) e do Banfi (B) foram mantidas.» [DE]

Parecer:

Pobres banqueiros, esão a ser vítima da falta de previsão de que acusaram Sócrates.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
  
 Como mudou o Moedas

«"Algumas pessoas partem do principio de que Portugal está pior do que o que está", continuou.» [DE]

Parecer:

Depois de anos com o PSD a falar mal do país o Moedas não se pode queixar a não ser do seu partido e do seu primeiro-ministro.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
  
 Independência sim, separatismo não

«Miguel Sousa, vice-presidente do PSD e da Assembleia Legislativa na Madeira, defendeu hoje, uma autonomia “em todas as suas expressões” que dê ao arquipélago “poder a 100 por cento sobre o que nos interessa”. E, por não querer “dar ideia de que o separatismo é a solução”, subscreveu um slogan catalão: "independência sim, separatismo não".» [Público]

Parecer:

Enfim, proxenetas sim, prostitutas não.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Declare-se unilateralmente a ilha dos sifões de retrete.»
  
 Itália paga juros de 6,504%

«A Itália vendeu oito mil milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a seis meses com um juro recorde de 6,504%, o mais elevado desde Agosto de 1997 e 3,535% acima do último leilão, realizado a 26 de Outubro» [Público]

Parecer:

Nenhuma economia com um Estado endividado como o italiano suporta estes juros.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se pela crise financeira à escala europeia.»
  
 Este Álvaro anda armado em durão

«A greve geral e o tom de forte constestação com que o regime da meia hora de trabalho diária adicional foi tratado, fez crescer alguma expectativa de que o Governo pudesse recuar nesta matéria. Mas a proposta que os parceiros ontem receberam e que servirá de base à reunião de segunda-feira, é ainda mais dura do que a inicial, não deixando ninguém nem nenhuma situação de fora do aumento do horário de trabalho.» [Dinheiro Vivo]

Parecer:

Este vai recambiado para o Canadá antes de receber o subsídio de sem-abrigo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao Batanete da Rua da Horta Seca que tenha juízo.»
  
 Cavaco já fala de defender coesão social

«O Presidente da República recomendou hoje "uma atenção muito especial" à "agenda da coesão social", que tem de incluir a repartição equitativa dos sacrifícios e um "diálogo frutuoso" entre Governo, maior partido da oposição e parceiros sociais.

"Esta agenda da coesão social deve merecer uma atenção muito especial porque ela pode exercer uma influência muito decisiva sobre o crescimento económico", afirmou o chefe de Estado, numa intervenção na abertura do Conselho para a Globalização, iniciativa organizada pela COTEC que decorre em Lisboa.» [Diário Digital]

Parecer:

Para este governo coesão social é dar quase tudo aos ricos, dar umas migalhas aos mais pobres e sacrificar todos os outros. Só que depois de ter derrubado o Governo do PS o Presidente da República tem agora pouca autoridade para apelar ao diálogo.
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se pelo pior.»
  
 Mais um país europeu em queda livre

«A agência de notação financeira Standard & Poor's cortou hoje a avaliação da Bélgica de AA+ para AA, com perspetiva negativa, devido às dificuldades financeiras crescentes daquele país.

A Standard & Poor's apontou, em comunicado, para três motivos principais como fatores que levaram a este corte, sendo o primeiro dos quais a «renovada pressão dos mercados e de financiamento, que tem aumentado a perceção de dificuldades no setor financeiro belga e subido a probabilidade de que este vai requerer mais apoio».» [Diário Digital]
Parecer:

É uma questão de tempo para que os juros aplicados à Bélgica a façam vergar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se tempo ao tempo.»
 

 Coolest Pix Of Week 47 [Link]










 NASA Prepares to Launch Curiosity [The Atlantic]