segunda-feira, junho 07, 2021

POR UM MESTRADO EM PATETOLOGIA

 


Já que há uma licenciatura em Ciência Política faz todo o sentido que se considere a possibilidade de haver um mestrado em patetologia. A vida política portuguesa é cada vez mais dominada por personagens que atuando dentro que podemos considera racional, estão num nível de mistura de burrice  com alarvice política que é impossível fazer análise política, sem considerar esta variante ou mesmo nova estirpe da estupidez. 

Alguém consegue fazer uma análise política da intervenção de Rui Rio no chamado congresso das direitas,. Que mais não foi do que uma nova versão do Compromisso Portugal, resultante da inoculação com o CHEGA? O que dizer de um líder partidário que vai a um congresso dar lições sobe geometria, tentando dizer que estava ali armado em penetra porque o PSD é de uma direita que não é direita, mas sim de um centro que é esquerda? 

Outro bom exemplo de personalidade que nos obriga a entrar no domínio científico da patetologia é o secretário de Estado da Juventude, que até tem tem uns óculos que parecem ter sido desenhados por especialistas em oftalmopatetologia. Não tenho memória de ouvir uma intervenção deste jotinha intelectual, desde que a pobre criatura chegou ao governo ainda não acertou uma. 

Mas o decano destas figuras políticas que exigem um mestrado especializado é o Eduardo Cabrita, sem dúvida o político mais pateta deste governo. O homem pode ter sido um poderoso apoiante de António Costa, a arrebanhar votos nas direitas em que aquele se livrou do Seguro. Mas é impossível fazer análise política desta personagem sem ferramentas especializadas, do domínio da patetologia.