terça-feira, abril 28, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



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Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Fernando Pinto, presidente da TAP

Quando soube que o presidentre da TAP tinha convocado a comunicação social para uma conferência de imprensa pensei com os meus botões que o senhor ou ia anunciar um acordo ou pedir a demissão pelas consequências ruinosas que o seu negócio no Brasil teve para a sobrevivência da empresa.Enganei-me, o presidente da TAP apenas queria tentar apelar aos pilotos que furem a greve.

«O presidente da TAP, Fernando Pinto, afirmou esta tarde, numa conferência de imprensa, que a greve dos pilotos da TAP, agendada para entre os dias 1 e 10 de maio, tira um milhão de euros por dia à empresa pelo cancelamento de reservas.

"Dez dias de greve é algo extremamente crítico para qualquer empresa", afirmou, dando a greve praticamente como certa ao dizer que as "energias" já estão todas voltadas para a operação no período de paralisação. "Da minha parte considerei como finalizado o processo de negociação", disse.» [DN]

  A diferença entre Portugal e o Vaticano

O Vaticano tem um papa emérito, Portugal tem um presidente sem mérito.

 A refundação do Estado segundo o CDS

O CDS, um pequeno partido no extremo da direita que representa pouco mais do que 5% dos eleitores detém vários ministérios e está colocando militantes seus em dezenas de cargos dirigentes do Estado. Quando sair do poder e voltar a embarcar no taxio este pequeno partido vai dominar uma boa parte do aparelho de Estado, usando estes cargos para boicotar a política dos futuros governos.

A nomeação dos dirigentes do Estado tem sido uma verdadeira fraude, os concursos só servem de fachada às escolhas políticas do governo.

 Avalanche nos Himalaias



      
 António Correia de Campos
   
«Uma Década para Portugal, documento produzido para o PS por uma equipa de economistas sobre o cenário macroeconómico que queremos influenciar, abriu um debate político de natureza diferente do habitual, a seis meses de eleições legislativas. Mesmo os mais encarniçados oponentes à oposição, prática hoje corrente em governos sem programa, reconhecem utilidade à iniciativa e alguns até lhe apreciam a qualidade. Não o Governo, cada vez mais fechado à medida que se fecha o ciclo político, mas comentadores próximos, o que revela impacto e surpresa. Impacto, por um simples documento continuar na agenda política, ocupando a respectiva centralidade. Surpresa, por em tempos de descrédito da política, poucos esperarem propostas claras, detalhadas, articuladas, pertinentes e razoavelmente fundamentadas, vindas de um think-tank criado pelo principal partido da oposição.

A Década varreu, de uma assentada, vários mitos: o de que o PS não tinha programa e teria dificuldades em o preparar; o de não haver alternativa à austeridade, tal como a troika e os seus seguidores aditivados haviam interiorizado; o de que o debate eleitoral seria à volta de “mais do mesmo”, assemelhando-se as políticas e programas de esquerda e direita como gémeos univitelinos; o de que as medidas de política apenas se analisam pelo seu custo orçamental, em soma algébrica de cortes e aumentos; e que tendo o PSD deitado a toalha ao chão na reforma de Segurança Social, nenhum partido se atreveria a nela tocar. Desde terça-feira passada tudo mudou.

O documento desenha um cenário macroeconómico por alternativa ao da Comissão Europeia, propondo sobre ele um programa realista e inovador. Documento de gente sabedora mas com humildade para acolher críticas, aperfeiçoamentos e correcções no mês e meio que medeia daqui até ao programa eleitoral.

Existe alternativa à ideologia e teimosia da austeridade cuja execução acrítica nos levou ao fundo do buraco: mais trinta pontos percentuais de dívida pública, desemprego elevado que erraticamente avança e recua, exportações que patinam na dependência da escala do exportador e do comportamento inseguro dos mercados de destino; investimento anémico; défice que não nos larga e provavelmente este ano registará dois choques adicionais: novas dívidas na saúde e os prejuízos da resolução do BES; crescimento económico ainda tímido e apenas devido à recusa do Tribunal Constitucional em caucionar todos os cortes.

O debate já não vai ser à volta de “mais do mesmo” como a direita e a esquerda à esquerda do PS tanto gostariam: ninguém ficou indiferente às propostas — os empresários a quem a descida do IRC não agrada; os sindicatos, avessos a qualquer mudança, que receiam a redução das pensões no futuro, em troca do alívio temporário das taxas contributivas patronal e laboral para a Segurança Social; a direita, roída de inveja pela inovação que supunha estar esgotada à esquerda, acusa o modelo de relançamento do consumo, poupança, investimento e emprego como eleitoralismo que tanto gostaria de aplicar; jornalistas económicos dissecam números com lupa e bisturi, dividindo-se entre o cepticismo prudente e uma ainda hesitante adesão, perdida que foi a oportunidade de desancar uma proposta cuja qualidade os surpreendeu. O documento instalou-se no meio do debate político, recolheu surpreendentes apoios, elevou o nível do debate e fez estremecer o Governo.

Todas as medidas se relacionam e interactuam. O clássico normativismo da esquerda foi substituído pela concepção de incentivos a comportamentos desejáveis, sobretudo na criação de emprego e solidificação do precário. Não mais é possível uma contabilidade de deve e haver, ela complica-se com o multiplicar e dividir, efeito de incentivos e penalidades numa economia regulada de forma mais inteligente que o trivial. Poderá não se realizar? Certamente. Mas a esquerda demonstra que se pode modernizar, enquanto a direita ficou no dogma, lançando medida atrás de medida sem estimar os seus efeitos perversos. É tempo de inovar na política económica.

Restam as propostas sobre a Segurança Social. Tão interessantes e complexas que a elas teremos de voltar em próxima ocasião. E o Governo, como reagiu? A quente, sem ler o documento, postulando aquilo que ele não continha. Em stress, enviou o vice-primeiro-ministro ao Parlamento, convencido que dois ou três sound bites resolviam o problema. Preparou um argumentário negativo. Enterrou-se. Filho da austeridade receia a orfandade, reagindo com comentários entre a desacreditação e a ironia. Pede o consenso do PS para um corte de 600 milhões em pensões, por não saber como os encontrar, perdido no labirinto austeritário. Não se viu ainda uma refutação substantiva e quando se atiram números eles são como chapadas de cimento a uma parede não descascada. Não pegam. Nem sequer dão sinal de terem lido bem o texto e de tentarem compreender as contas. E depois, exibir o fantasma de 2011 começa a cansar.» [Público]
   
Autor:

António Correia de Campos.


 Voar alto com os negócios do Estado
   
«O Ministério Público está a investigar o contrato de contrapartidas entre o Governo e a Airbus. De acordo com o jornal Público, Artur Mendes, que era em simultâneo conselheiro de comunicação do ex-ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, e sócio de Miguel Caetano Ramos, neto do fundador do Grupo Salvador Caetano e gestor de topo do grupo, pode ter ajudado a Salvador Caetano a reunir com o Ministério da Economia. Manuel Pinheiro, na altura adjunto do ministro da Economia, fez chegar a informação do interesse da Salvador Caetano à Airbus.

O primeiro contacto entre Governo e Salvador Caetano aconteceu no início de 2012. Estariam presentes Artur Mendes, que também tinha sido consultor de imagem de Passos Coelho, na campanha eleitoral que lhe deu a vitória e o cargo de primeiro-ministro, o ex-ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, Miguel Caetano Ramos, neto do fundador do Grupo Salvador Caetano e Manuel Pinheiro.

Foi aí que a Salvador Caetano apresentou ao ministro um projeto de entrada na atividade da aeronáutica. O grupo pretendia ser um dos beneficiários das contrapartidas devidas pela Airbus Space and Defense, divisão da Airbus responsável pelo desenvolvimento e produção de produtos destinados à aplicação aeroespacial e de defesa. As contrapartidas vinham na sequência da compra, por parte do Estado à Airbus, de 12 aviões C-295, em 2006.

Após um aditamento ao contrato entre Governo e Airbus, o nome da Salvador Caetano não só passou a fazer parte do acordo como passou a ser o maior parceiro. Em setembro de 2012, um mês após o aditamento ao contrato entre Governo e Airbus, foi criada a Salvador Caetano Aeronautics.

Ao Público, Artur Mendes disse que não se recorda de alguma vez ter participado na reunião. Manuel Pinheiro afirma que foi ali que conheceu o conselheiro de Álvaro Santos Pereira. Há mais contradições. A Airbus explicou ao Público que tomou conhecimento do projeto da Salvador Caetano através de “um pedido do gabinete do ministro da Economia”, onde trabalhava Manuel Pinheiro. Manuel Pinheiro afirma que nunca sugeriu a Salvador Caetano. Por seu turno, a empresa portuguesa diz que se tratou de “uma iniciativa direta da Airbus com a Salvador Caetano, sem qualquer relação com o Governo”. A Airbus insiste que os contactos em relação às contrapartidas eram feitos com o Governo.» [Observador] [Páginas do Público 4 5]
   
Parecer:

Este caso mostra o porquê de tanta gente estar interessada nos lugares de adjuntos e assessores.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Marcelo já fala como candidato presidencial
   
«“São dois caminhos diferentes mas têm pontos em comum. Se o resultado das legislativas não apontar para uma maioria absoluta, há espaço para conversações entre PSD e PS. Tenho a certeza absoluta disso”. Foi assim que o ex-líder do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa, comentou a apresentação das propostas económicas do PS.

No comentário semanal na TVI, o professor de Direito da Universidade de Lisboa examinou as duas alternativas, considerando que a direita “tem uma aposta empresarial forte e é tímida em relação às famílias” enquanto o PS “olha pouco para o tecido empresarial”. E defende que PSD e PS convergem tanto na preocupação com o défice e a dívida pública como partilham do mesmo “ponto fraco”: a Segurança Social. “Onde vão buscar dinheiro?”, perguntou referindo-se às propostas de baixa da TSU.» [Observador]
   
Parecer:

Marcelo já fala como presidente.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 O Bilhim está triste
   
«O presidente da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CreSap), João Bilhim, admite, em entrevista à Lusa, que sentiu "muito desconforto" e "tristeza" com as nomeações políticas feitas na área da Segurança Social.

Em causa estão as nomeações para os Centros Distritais da Segurança Social (CDSS) onde, segundo um trabalho publicado pelo Jornal de Negócios em fevereiro, a maioria dos cargos foi entregue a responsáveis do PSD e do CDS.

João Bilhim diz só ter conhecimento do assunto pela comunicação social, uma vez que o trabalho da CreSap é o de apresentar três nomes ao Governo que, a partir daí, faz a sua escolha. Ainda assim, diz que esta é uma situação que "dá muito desconforto".» [DN]
   
Parecer:

Pobre senhor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Varoufakis em queda
   
«O primeiro-ministro grego Alexis Tsipras decidiu alterar a equipa responsável pelas conversações com os parceiros europeus e com os credores, depois de o ministro das Finanças ter sido duramente criticado pela sua actuação na reunião da zona do euro, na passada sexta-feira.
  
O próximo líder da equipa deverá ser Euclides Tsakalotos, vice-ministro das Relações Exteriores e um economista com larga experiência internacional, nomeadamente na universidade de Oxford.
  
Varoufakis ficou isolado na reunião do Eurogrupo em Riga e passou a ser um problema que o governo grego tem de resolver. Não apenas pelo impacto que a sua actuação causou - nomeadamente por via de comentários que deixou nas redes sociais, onde se mostrava confortável com o "ódio" com que os seus homólogos do Eurogrupo lhe dedicam - mas porque, mesmo internamente, Varoufakis está a deixar de ter apoio.» [Diário Económico]
   
Parecer:

Vaidoso demais para o cargo que exerce, enfim, uma vaidade que por cá também é visível no BE.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 veremos o que dá esta batalha da CNPD
   
«A associação de consumidores DECO lançou a aplicação IRS Sem Custo sem solicitar a autorização da Comissão Nacional de Proteção de Dados para o tratamento da informação pessoal que recolhe junto dos contribuintes através da Internet.» [Expresso]
   
Parecer:

Esta comissão começa a evidenciar alguma ambição por mais poder, um dis destes vão querer serem os polícias do país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver se fazem com a DECo o que fizeram com a AT.»
  

   
   
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segunda-feira, abril 27, 2015

A escola de Massamá

Durante quatro anos a política económica foi conduzida pela escola de Massamá, trata-se de uma corrente económica que assentava na ideologia de discoteca de Pedro Passos Coelho, à qual um ambicioso Vítor Gaspar tentava dar coerência técnica, enquanto Álvaro Santos Pereira, que só queria que o tratassem por “sôr Álvaro” servia de ornamento. Vítor Gaspar reconheceu o falhanço e o Sôr Álvaro foi-se em bora, o primeiro foi substituída pela pouco habilitada Maria Luís, o segundo por um mago das estatísticas que saiu de uma garrafa de Superbock a que Passos terá dado um pontapé na praia da Manta Rota.
  
O cenário macroeconómico da Escola de Massamá dispensava economistas, bastava um curso de mercearia para adoptar um programa. EM relação ás empresas, uma bandeira de Paulo portas agora confirmada pelo candidato a candidato Marcelo, a tese é elementar, o ministério da Economia nada tem que ver com empresas, os ministro serve apenas para ir a feiras, ler estatísticas simpáticas e dizer baboseiras. Para a Administração Pública a solução estava em cortar salários, aumentar horários de trabalho e retirar direitos, enquanto na Segurança Social tudo se resolvia cortando nas pensões.
  
Foi este modelo primário que dominou a política económica e é confirmado no Plano de Estabilidade recentemente aprovado, o país é gerido como se fosse uma mercearia, obedecendo a uma lógica digna de um taberneiro. O governo nunca aceitou discutir o que queria do país, a suas soluções assentavam na lógica salazarista dos cofres, ainda que o ouro dos judeus tenha agora sido substituído pelo dinheiro a crédito facilitado pelas políticas do BCE conta as quais os governo português sempre foi contrário.
  
Mas o PS surpreendeu Passos e Portas e de um dia para o outro chovem notícias assegurando que o PSD e o CDS também contam com economistas melhor habilitados do que a Maria Luís, os jornalistas amigos têm-se desdobrado na divulgação dos nomes e habilitações dos economistas convidados pelo PSD e CDS para dar brilho ao pensamento económico de Passos Coelho. O governo não terá sido apanhado totalmente de surpresa pois a abrupta proposta de baixar a TSU dos patrões mais não foi do que uma reacção a uma dica que lhes terá chegado aos ouvidos de que o PS se prepararia para fazer propsstas neste domínio.

Agora-se sabe-se que uma tal Inês Domingos não esteve no Expresso da Meia-Noite a contrariar as propostas de Mário Centeno numa posição de independente. Não é criticável que a senhora tenha as suas próprias ideias, mas digamos que seria mais honesto dizer ao que ia fazendo uma declaração de interesses. Aliás, a mesma senhora já tinha tido a mesma postura no Observador, onde se integrou na barreira de artilharia contra o estudo dos economistas convidados pelo PS.
  
Agora temos uma situação curiosa, todos sabemos o que Passos Coelho e Paulo Portas querem nos mais diversos domínios, na economia o governo já se comprometeu para mais quatro anos e o que Consta no PE enviado ou a enviar para Bruxelas mais não é do que o excesso de troikismo defendido por Passos Coelho ao longo destes anos. Por outras palavras, o programa económico de Passos Coelho para a próxima legislatura está já claramente definido, as medidas já estão totalmente desenhadas. Não foram necessários estudos e simulações, Passos quer continuar aquilo que começou e que lhe foi sugerido por Vítor Gaspar.
  
Se assim é o que vão fazer os economistas que o PSD e CDS arregimentaram à pressa para dar consistência às ideias de Passos Coelho? A verdade é que vão fazer uma figura triste pois estão obrigados a dizer que todos os seus estudos e qualificações só servirão para confirmar as teses económicas do ideólogo de Massamá e da iletrada do Terreiro do Paço. 
  
No passado Portugal serviu de banco de ensaios para uma tese de dois economistas americanos que publicaram um livro que na versão portuguesa foi honrosamente prefaciado por um vaidoso Vítor Gaspar, mas que se veio a provar que assentavam em dados falseados. Agora Passos Coelho recorre a economistas disponíveis para dizer que todas as suas ideias são brilhantes e dignas do estatuto de profecias divinas. Enfim, os economistas da Coreia do norte não fariam melhor. Não sei se na Coreia há a versão Pyongyang da Escola de Chicago, por cá parece que está instituída uma Escola de Massamá que segue um princípio muito simples, o inteligentíssimo chefe e a sua ajudante pouco habilitada decidem primeiro e os economistas só fazem os estudos depois.
  

Umas no cravo e outras na ferradura



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Benfica campeão em 2010, Bento XVI ainda era para e o Ricardo o dono disto tudp
  
 Jumento do dia
    
Nuno Melo

Podemos ficar descansados, Nuno Melo assegura que a maioria do CDS apoiará a coligação. Ainda bem que Nuno Melo nos deixa tranquilos, à custa dos colegas de partidos ocupados pela actual coligação conseguiu um tacho em Bruxelas e à custa da futura coligação muitos desses colegas terão lugar assegurado no parlamento à custa dos eleitores do PSD. Só se fossem doidos quereriam ir a votos e ficar com menos de 5% dos votos, voltando ao estatuto de partido do taxi.

«O vice-presidente do CDS-PP Nuno Melo afirmou hoje que vai defender nos órgãos do seu partido o acordo de coligação com o PSD e considerou que essa aliança terá o apoio da "esmagadora maioria" dos dirigentes centristas.» [Notícias ao Minuto]

  Casamento com dote

A coligação é um casamento com dote e o dote vão ser os muitos deputados que o PSD vai oferecer a um Paulo Portas que lidera um partido quase em extinção. Enfim, Passos Coelho abusou de Paulo Portas e agora foi obrigado a casar com ele.


 Os jovens do Chicago de Massamá
   
«Moreira Rato, Pedro Reis e Manuel Rodrigues coordenam grupo que trabalha na elaboração de propostas da área de economia.

Não têm a pretensão de ser os Stiglers ou os Friedmans do PSD nem são liberais como a Escola de Chicago, mas posicionam-se à direita e são quem esboça o programa eleitoral do partido em folhas de cálculo. Um grupo de 16 economistas prepara há dois meses o documento com as propostas económicas e financeiras que vão integrar o programa eleitoral do PSD. Facto curioso: são liderados por uma troika composta pelo ex-presidente do IGCP, João Moreira Rato, o ex-presidente da AICEP, Pedro Reis, e o secretário de Estado das Finanças e ex-vice-presidente do PSD, Manuel Rodrigues.» [DN]
   
Parecer:

p+arece que o grupo de economistas liderado por Mário Centeno deixou o PS em crise a gora a secção laranja do DN vem informar que o PSD também tem o seu grupo de economistas a trabalhar. O problema é saber para que serve o seu trabalho pois o PSD já enviou para Bruxelas o seu programa até 2019.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a MAria Luís se é por não ter qualificações académicas que não lidera o grupo de Chicago e Massamá.»

 Filha de Salgueiro Maia foi convidada a emigrar
   
«A filha do capitão de Abril Salgueiro Maia, a viver no Luxemburgo há quatro anos, diz que foi “convidada” a sair de Portugal pelo primeiro-ministro Passos Coelho, lamentando a situação atual do país, que compara ao terceiro mundo.

Catarina Salgueiro Maia, de 29 anos, deixou Portugal em 2011, ano em que a troika chegou a Portugal e “em que o primeiro-ministro aconselhou as pessoas a ganhar experiência no estrangeiro”, ironizou, recordando os apelos do Governo à emigração. Com o marido desempregado e um filho pequeno, a filha do capitão de Abril decidiu procurar trabalho no estrangeiro.

“O meu marido esteve seis meses sem trabalho e foi quando decidimos arriscar. Ele tinha cá família e acabámos por decidir vir”, contou Catarina Salgueiro Maia à Lusa, durante um jantar de homenagem ao pai, organizado no sábado, 25 de abril, pelo portal de notícias português Bom Dia, em que também participaram o deputado socialista Paulo Pisco e o cônsul de Portugal no Luxemburgo.» [Observador]
   
Parecer:

Todos os jovens qualificados foram obrigados a partir.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Agora é a vez de ser o país a convidar Pasos e Portas a emigrarem.»
  

   
   
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domingo, abril 26, 2015

Semanada

Graças ao desespero de um Passos Coelho que está disposto a tudo para se manter no poder uma boa parte dos seus eleitores estarão representados no parlamento por deputados de um CDS que estando quase extinto tem uma representação parlamentar digna dos seus melhores resultados. Isto significa que suceda o que suceder Paulo portas já ganhou as eleições, no caso de derrota eleitoral Passos desaparecerá enquanto o líder do CDS tem um grupo parlamentar suficiente para decidir o futuro governo. Longe vão os tempos em que Passos Coelho fazia o que queria de Portas, de há uns tempos a esta parte o líder do PSD anda bem mais manso do que no passado e Paulo Portas parece respirar liberdade como não se via há muito tempo. Passos Coelho vai pagar com língua de palmo as humilhações que impôs ao seu colega de coligação.
  
Perante o cenário macroeconómico apresentado pelos economistas convidados pelo PS o governo reagiu como se fosse uma matilha de pitbulls, com cada ministro a morder de olhos fechados. Curiosamente a ministra das Finanças não se fez ouvir o que nos faz recear que não se sinta tecnicamente habilitada a discutir o documento. Veremos se a antiga professora de Passos Coelho está à altura do debate ou se vai optar por esconder atrás dos seus cofres cheios de dinheiro emprestado.
  
Quem deve andar mais preocupado com outros cenários é o pequeno imperador de Valongo, um antigo líder d JSD do Porto decidiu denunciar o vice-presidente do PSD Marco António na sua página do Facebook e mandar o documento para as autoridades que, como se sabe andam tão ocupadas em Évora que nem se irão debruçar sobre o assunto. 
  
Cavaco Silva já não se pode queixar da falta de contributos do PS para o consenso nacional em torno do seu governo, foi graças à apresentação dos cenários macroeconómicos que a direita se apressou a apresentar a sua coligação, a pressa foi tanta que o Paulo portas até teve de adiar algo de que muito gosta, viajar. Ainda por cima era uma viagem aos EUA, onde pode encontra o seu velho amigo Donald Rumsfeld.
  

Umas no cravo e outras na ferradura



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Vista de Lisboa (São Bento)
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva, condómino ilustre da Quinta da Coelha


Se Cavaco Silva fosse sincero na sua busca de consensos teria imposto esse desejo a Passos Coelho a propósito do Plano de Estabilidade, mas não o fez e aceita que um governo minoritário e sem hipóteses de renovar a maioria absoluta e mesmo de vencer as eleições comprometa Portugal com mais um programa de austeridade para quatro anos.

Ao nada ter feito em relação ao PE Cavaco SIlva perdeu o direito de falar de consensos e os seus apelos devem a partir de agora como meros actos de politiquice, termo que ele muito aprecia.

«Cavaco Silva reforçou o apelo a entendimentos entre os partidos “para garantir estabilidade política e a governabilidade” e apontou áreas onde no futuro seria desejável a convergência: natalidade, emprego jovem, justiça, sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde e crescimento. O Presidente diz que os partidos devem reconhecer a necessidade de consenso “de uma vez por todas”. Costa diz que ninguém deve pedir consensos ao PS e que o Presidente não deve definir programa do Governo. PSD pediu “mais humildade” e diz que o país está confrontado com a escolha entre o “caminho da responsabilidade” e o “caminho da ilusão”.

Em ano de eleições legislativas, o Presidente da República insistiu que os últimos 41 anos de democracia mostram que os entendimentos inter-partidários são “imprescindíveis”. Lembra que se tem assistido em Portugal a um nível de “crispação e agressividade” que não hesita em “extravasar da controvérsia de opiniões para os ataques e os insultos de caráter pessoal” e, por isso, pediu aos deputados (atuais e da futura legislatura) que elevem o debate público. E deixou mais um aviso: é preciso mobilizar os portugueses: “Se não existir, da parte dos agentes políticos, a consciência clara de que devem mobilizar os portugueses, para estes desafios, de pouco valerão os sacrifícios que fizemos, e que, em muitos casos, deram azo a situações dramáticas”.» [Observador]


  Michael Seufert

Este deputado do partido de Paulo Portas fez o discurso mais miserável e canalha de que há memória nas comemorações do 25b de Abril. A paciência para aturar deputados que imitam o chefe nos fatos às riscas a lembrar os sicilianos é um preço a pagar por uma democracia que é generosa para aqueles que mesmo em ditadura seriam deputados, e nessa altura acabaria o discurso com o mesmo "Portugal sempre!" como se só os deputados da direita mais à extrema fossem defensores do país, como se um viva aos que fizeram a democracia tivessem esquecido Portugal.

Graças a descuidos destes percebemos que há dua versões do partido de Portas, a versão democrata que exibe em público e a versão ultra que esconde o mais que pode.

 Siameses culigados

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Parece que os cenários macroeconómicos dos economistas de António Costa provocaram diarreia na direita e daí a culigação anunciada à pressa. 


 Tratar o cão com o pêlo do próprio cão
   
«As medidas, a saber, a reintrodução do imposto sucessório, a criação do complemento salarial para os trabalhadores abaixo do limiar mínimo e o contrato de trabalho único, foram defendidas pela troika. Porém, o Executivo liderado por Pedro Passos Coelho opôs-se a elas e vetou-as.

Explica o Expresso que é o caso do complemento salarial, por exemplo, que chegaria pela via de um crédito fiscal, na prática um ‘imposto negativo’  aplicável a todos os que durante um ano declarassem um rendimento do trabalho inferior ao limiar da pobreza.

A medida foi sempre empurrada pela coligação para um período pós-troika, mas é agora recuperada pelos economistas socialistas que apresentaram um modelo macroeconómico em que se baseará o programa do PS. » [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O PS apanhou Passos Coelho de surpresa, ainda se anteciparam na TSU depois de terem ouvido alguma dica mas acabaram por ser surpreendidos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Discurso de quarta classe 
   
«"Pouco mais do que generalidades resta à direita. Basta ver o discurso do Presidente da República de hoje, sobre o 25 de Abril, na Assembleia da República. Um discurso das habituais generalidades que não cabem a um Presidente da República discorrer sobre elas. Um discurso de quarta classe", declarou Carlos César.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Foi mais de telescola...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

   
   
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