domingo, dezembro 04, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Alberto João Jardim

Pobre Alberto João, quase desapareceu e agora tem de recorrer a bocas sobre o Benfica para ter uma pequena notícia na comunicação social, como vão longe os tempos em que até se armava em pré-candidato a presidenciais ou do PSD. Agora é pouco mais do que uma alma penada da vidda política portuguesa.

«Falando à comunicação social, o ex-presidente do governo regional da Madeira sublinhou que o conjunto insular “não é obrigado a vencer o Benfica”, ainda que ressalve que “tudo é possível”.

“O Marítimo é uma nação e o Benfica um clube de bairro”, atirou. Quanto à cerimónia, onde também estarão presentes Fernando Gomes e Fernando Santos, em representação da Federação Portuguesa de Futebol, o antigo governante considerou ser “um orgulho para todos os maritimistas e madeirenses”.» [Notícias ao Minuto]

 Um ponto a favor do Paulo Macedo

Não são apenas os negócios desastrosos que têm vindo a público que afundaram a CGD, há sintomas que apontam para uma doença bem mais grave na CGD e pensar que a corrupção ética se revela apenas no topo da hierarquia seria ingenuidade.

Pelo pouco que tenho conhecido a CGD tornou-se num banco ao melhor estilo soviético, é uma instituição que serviu para tudo, desde negócios duvidosos a eleição de autarcas. 

Paulo Macedo tem uma abordagem diferente do negócio e se tem muitos defeitos, há um que não tem, não é corrupto e não está vinculado às estruturas locais dos partidos, o que combinando com a situação difícil do banco lhe dá mãos livres para limpar o banco. Isto se não fizer a mesma opção que fez na DGCI, onde manteve todas as hierarquias, os chefes ajudavam-no e ele garantia-lhes o lugar.

Na CGD não há apenas negócios que correram mal ou consequências perversas da crise financeira, há muito dinheiro perdido em créditos concedidos para negócios que já se sabia que iam correr mal e os responsáveis por estas decisões não foram vítimas de alguma crise de generosidade. Este é um filão imenso para Paulo Macedo explorar e mostrar resultados a curto prazo, até porque enquanto ex-administrador do BCP sabe muito bem o que por aí vai no submundo do negócio da banca.


      
 Papá babado
   
«O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, foi pai pela primeira vez na última quinta-feira. E resolveu tirar a licença de paternidade, conforme a lei define. Assim sendo, quem se vai sentar na bancada do Governo na Assembleia da República é Mariana Vieira da Silva, a secretária de Estado Adjunta do primeiro-ministro, confirmou o PÚBLICO.

Nem seria notícia não fosse uma raridade. É raro que as figuras de primeira linha dos governos assumam as respectivas licenças de paternidade ou maternidade. A última vez que o assunto veio à baila foi com Assunção Cristas, então ministra da Agricultura do Governo de Passos Coelho – e ainda não líder do CDS. “Os vários senhores secretários de Estado são sempre competentes para assegurar qualquer substituição, portanto não há sequer um problema em relação a essa matéria”, disse Cristas na altura.

Pedro Nuno Santos é um dos homens de confiança de António Costa, sendo o elo de ligação entre o Governo e os grupos parlamentares do Bloco e do PCP, que dão apoio parlamentar ao Governo.» [Público]
   
Parecer:

É bom ver governantes a terem um comportamento normal.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Desejem-felicidades à família.»
  
 Afinal, foram convidados ou não?
   
«O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, afirmou, esta sexta-feira, que o seu grupo parlamentar não foi convidado para marcar presença na cerimónia de comemoração do 1.º de Dezembro — daí a ausência nas comemorações que se realizaram na Praça dos Restauradores, em Lisboa.

“Não fomos convidados. O grupo parlamentar do PSD não recebeu nenhum convite”, afirmou Luís Montenegro, sobre as comemorações de um dos feriados repostos pelo Governo Socialista de António Costa.

À entrada para a sessão de tomada de posse dos órgãos concelhios do PSD de Vouzela, Luís Montenegro sublinhou que “hoje em dia” é muito fácil criticar a suspensão de feriados levada a cabo pelo Governo PSD/CDS-PP, aludindo à critica feita esta quinta-feira pelo Presidente da República.» [Observador]
   
Parecer:

Pelos vistos a Assunção Cristas apareceu sem convite e lá lhe emprestaram uma cadeirinha.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a esse Monte não sei do que se acha mesmo que os portugueses são lorpas ou se não estará a sofrer de uma disfuncionalidade qualquer, mesmo que temporária.»

 Opus Dei lança opa a custo zero à banca portuguesa
   
«Historicamente ligado à maçonaria, o Montepio registou, ontem, uma viragem: pela primeira vez foi nomeado presidente do banco alguém "muito próximo" do Opus Dei, uma organização da igreja cristã com quem a maçonaria mantém, há centenas de anos, uma espécie de guerra nas sombras da sociedade. A escolha de José Félix Morgado para liderar a Caixa Económica - nomeação confirmada, ontem, durante uma assembleia geral - está a provocar um intenso debate em algumas lojas maçónicas, segundo testemunhos recolhidos pelo DN.

Segundo uma fonte próxima do gestor, ex-presidente da Inapa, José Félix Morgado não será numerário nem supranumerário do Opus Dei, como são designados os membros da organização. Porém, "faz parte de um grupo de católicos muito próximos" da Obra de Deus, fundada em 1928 pelo padre espanhol Josemaría Escrivá de Balaguer e posteriormente reconhecida e integrada na Igreja de Roma. Para muitos, a Obra de Deus (tradução de Opus Dei) é "igreja dentro da Igreja", até porque é a única prelazia pessoal reconhecida pelo Vaticano. Em Portugal, contará com um pouco mais de 1500 membros. No país, tal como no resto do mundo, a esmagadora maioria dos seus membros mantém-se no anonimato, ainda que, tal como os maçons, prefiram dizer que não são secretos, mas sim discretos.» [DN]
   
Parecer:

Perdeu influência no BCP onde os seus homens levaram o banco quase à ruína, agora e de uma penada toma conta da CGD e do Montepio.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Reze-se para que o que resta da banca portuguesa não se tranforme no banco Josemaria Escrivá de Balaguer.»

 Não a querem vestir
   
«Um dos estilistas mais requisitados da indústria de moda norte-americana já fez saber que não está interessado em vestir a próxima primeira-dama dos EUA, Melania Trump. Esta é, aliás, a segunda vez que Tom Ford se recusa a prestar serviço à mulher de Donald Trump, uma vez que ela não representa o seu estilo.

"Pediram-me que a vestisse há alguns anos e eu recusei. Ela não é, necessariamente, a minha imagem", explicou no programa de televisão The View. Pressionado, o estilista disse ainda que as suas roupas são "demasiado caras" para uma primeira-dama usar, já que esta deve aproximar-se do povo norte-americano.» [DN]
   
Parecer:

Convenhamos que a senhora já teve mais graça despida.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Maldita raspadinha
   
«Na acusação deduzida há cerca de um mês, o Ministério Público (MP) observa que o arguido atravessava "graves dificuldades económicas" que eram fruto, também, da sua "dependência do jogo".

O militar, de 50 anos, não ostenta sinais de riqueza e, perante a Polícia Judiciária do Centro, confessou tudo e justificou-se com o vício de jogar na raspadinha. Um problema que seria invocado pelo Ministério Público, quando este acusou o arguido de crimes continuados de peculato, falsificação e subtração de documento, mas defendeu que lhe seja aplicada uma pena de prisão não superior a cinco anos e remeteu o julgamento para um tribunal singular (de um único juiz).» [JN]
   
Parecer:

Há um problema muito sério em Portugal com o vício da raspadinhas, mas como o lucro é da Santa Casa todos fazem de conta que desconhecem o fenómeno.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Aborde-se o problema.»

 Corrupção com barbas brancas
   
«O esquema de corrupção nas messes da Força Aérea investigado pela Polícia Judiciária dura há mais de 30 anos. Pelo menos esta foi a informação recolhida pela investigação da Operação Zeus junto de um sargento da Base Aérea de Sintra que, ao telefone, terá confidenciado com o seu interlocutor os contornos do esquema de sobrefaturação de compras e posterior distribuição de comissões pelos militares envolvidos. O mesmo sargento terá adiantado ainda estar envolvido no esquema e que, por essa razão, até tinha pedido para não ser transferido.

Este é um dos dados que consta da Operação Zeus, processo que no início do mês levou à detenção de seis militares da Força Aérea e que envolve mais de 40 suspeitos, e que foi transmitido aos arguidos pelo juiz de instrução que os interrogou. No despacho, o juiz declarou que o esquema de sobrefaturação nas messes "tem-se revelado universal" a quase todas as bases do país, com a exceção de Ovar e Açores, sendo que os principais militares envolvidos no esquema já tinham manifestado "preocupação" pelo facto de os responsáveis daquelas duas bases da Força Aérea não terem aderido, uma vez que isso poderia trazer problemas, caso o valor das compras de alimentos fosse comparado.» [DN]
   
Parecer:

Há muito que a anedota do sargento que enriquece na cozinha não é anedota.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Não seria melhor uma repartição no Alto de São João
   
«A Autoridade Tributária (AT) avisava que havia dívidas por regularizar e ameaçava com penhoras. A família, que mora em Lisboa, estranhou: a idosa era viúva há vários anos, não era de se endividar e nunca trabalhou fora de casa.

A notificação foi remetida para o email do neto. Era Bernardino Almeida quem costumava fazer o IRS da avó e associou o seu endereço ao "perfil" de Maria José no portal da Autoridade Tributária. "Da consulta ao sistema informático da AT foi detetada a existência de dívidas relativamente reduzidas, resultantes do não pagamento dessas importâncias, dentro do prazo legal", começam por dizer os emails, assinados pelo "chefe de Finanças".» [JN]
   
Parecer:

Ainda lhe vão penhorar o caixão, se é que consta no cadastro do património imobiliário a título de residência permanente.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Ideia peregrina
   
«A dívida pública portuguesa deve ser transferida para o “direito português” de modo a que “seja paga não em euros mas em escudos”, defendeu Carlos Carvalhas ao intervir este sábado no XX Congresso do PCP, em Almada. Uma posição que pressupõe uma outra premissa do discurso do PCP sobre a política financeira, a preparação da saída do euro, aspecto que não foi referido pelo ex-secretário-geral. Mas Carvalhas deu um passo em frente na assunção explícita de que Portugal deve abandonar a moeda única, como forma de recuperar a sua "soberania monetária".

Centrando-se na abordagem da posição do PCP sobre a renegociação da dívida, Carlos Carvalhas perguntou: “Quantos mais anos serão necessários para se retirar as devidas ilações?” Isto depois de ter defendido que Portugal vive uma “soberania limitada” e uma “asfixia” económica pela imposição do “garrote da dívida”. E sustentou que, “tendo perdido a soberania monetária”, Portugal está “nas mãos do BCE”.» [Público]
   
Parecer:

Por algum motivo o Carvalhas nunca foi candidato  Nobel de Economia e de coisa nenhuma. Paga-se a dívida em escudos, volta-se a pedir outro tanto em euros e no fim volta a pagar-se em escudos, terminado o processo declara-se a República Democrática e Socialista de Portugal e muda-se o nome da capital para La Habana 2.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se de forma condescendente.»

sábado, dezembro 03, 2016

Tudo isto foi triste

Este processo da CGD devia envergonhar-nos enquanto país, enquanto esquerda ou direita, enquanto ateus ou devotos, enquanto maçons ou gente sem obediências, enqaunto direita ou esquerda, o país assistiu a um espectáculo degradante, cujas consequências conheceremos um dia destes.

Discutiu-se um vencimento que agora já não é exagerado, explicou-se que era a remuneração justa para quem sabia gerir bancos, tinha qualificações e habilitações. Agora que foram ao “carro-vassoura” da gestão buscar alguém sem habilitações, qualificações ou experiência já ninguém questiona o o vencimento, nem o BE e muito menos os extremistas do PSD

No governo de Passos questionava-se a legitimidade das ligações às organizações secretas por parte de quem dirigia instituições pública, Paula Teixeira da Cruz, ministra da Justiça do regime de então, até defendia a adopção de uma lei para regular essa mistura entre negócios públicos e negócios sagrados. Mas tudo isso foi rapidamente esquecido e agora que a Opus Dei lançou uma opa a custo zero sobre o maior banco nacional todos se esqueceram das longas horas de debate.
Dizia a então ministra que “as sociedades democráticas não são compatíveis com sociedades secretas, sobretudo quando existem ritos de obediência”. Mas agora faz-se-silêncio e até ficamos com a sensação de que na próxima missa de acção de graças pela preciosa ajuda divida ao devoto Macedo veremos o Louçã entrar na Sé de Lisboa de braço dado com as Cristas, atrás de um casal de devotos formado por Costa e Maria Luís, com sorte talvez possamos ver Passos entrar com a Manuela Ferreira Leite.

Na escolha era segundo critérios de competência, escolheram o “Mourinho da banca”, agora elogiam as qualidade de gestão de Paulo Macedo a converter as receitas fiscais em notícias laudatórias da sua pessoa e perdoa-se a inexperiência na gestão de um banco, nem sequer se dão ao trabalho de nos dizer como foi o seu trabalho como administrador do BCP ou porque esteve tão pouco tempo na administração desse banco.

Valeu de tudo para que se chegasse ao nome de Macedo, e a confusão noticiosa só merece gargalhadas. Que foi a primeira escolha de António Costa mas o PS não deixou, que o Macedo resistiu ao convite durante três semanas. O rapazola de quem alguém disse sofrer de disfuncionalidade cognitiva temporária teve mais um dos seus brilhantes momentos intelectuais e deu cambalhotas para festejar a escolha do devoto Macedo sem ninguém reparar.

O BE, que se juntou à direita para forçar o presidente da CGD à demissão, agora já aceita o Macedo sem pestanejar, com medo de um colapso da Banca até vão à missa no Campo Grande se for necessário. Os corajosos combatentes republicanos que ficaram com o cu na cadeira durante a última batalha da guerra civil de Espanha, engolem agora e sem pestanejar um sapo devoto de Josemaria Escrivá de Balaguer!

Foi preciso a CGD anda a penar um ano, colocar o país à beira de uma grave crise financeira, destruir moralmente duas administrações da CGD, para lá meterem o Macedo e promoverem Rui Vilar a Chairman, para que o senhor termine em grande a sua longa carreira em altos cargos. Se era para tudo isto não tinha sido necessário tanto tempo e tanto espectáculo triste.

Daqui a uns anos quando a CGD estiver novamente à beira do abismo e um qualquer Passos Coelho dessa ocasião se aproveite da situação para vender o banco ao preço da uva mijona a um qualquer chinês amigo ninguém se lembrará dos muitos intervenientes neste processo sujo, ridículo e pouco dignificante. Ninguém vai recordar o papel triste que desempenhou neste processo.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
António Costa

A gestão do processo de nomeação de um presidente para o maior banco português foi um desastre, imperdoável quando está  em causa uma instituição que não está de muito boa saúde e quue pode mesmo arrastar Portugal para uma nova crise financeira. Se era para prescindir de uma equipa habilitada, competente e experiente pelo licenciado Macedo nada justifica que tudo isto tenha demorado um ano.

Agora, quando ocorrer uma crise numa instituição do ministério das Finanças escolhe-se a Maria Luís, se for necessário alguém na saúde convida-se um dos homens do Paulo Macedo e tudo fica contente, a a esquerda escolhe as políticas, a direita preenche os lugares. E assim a geringonça ganha uma nova dimensão. or agora a direita festeja a nomeação de um dos seus para o maior banco português com o aplauso do BE e a condescendência do PCP. Melhor era impossível e só falta Marcelo vir elogiar o consenso nacional, ainda que seja um consenso em torno da pior solução, é o preço da unanimidade.

Paulo Macedo não tem currículo para o cargo de presidente da CGD e isso significa que com esta escolha o primeiro-ministro faz uma opção de risco, por outras palavras, mete a cabeça no cepo.

 E que hábitos terão de ser mudados na CGD



Para o inimitável Lic. Macedo 700 mortos nas urgências era uma minudência, algo que não o assustava nada, aliás, os portugueses têm a mania de morrerem nas urgências em busca de cuidados de saúde em vez de ficarem em casa até morrer.

Veremos que hábitos irão ser mudados na CGD.

 O PSD sofre de doença mental?

A doença mental está reservada para os indivíduos mas neste caso da ausência do PSD na comemoração da independência nacional parece estarmos perante um problema do domínio psiquiátrico ao nível de uma organização. Dizer que a cerimónia ocorrida nos Restauradores, que conta com a presença do Presidente da República e das mais altas individualidades do Estado não é uma cerimónia oficial porque o convite foi endereçado pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal só pode ser para rir.

Quando um líder partidário que dizia que os cortes dos feriados eram temporários, mais uma das suas grandiosas reformas em homenagem aos esforçados alemães, e agora se ente provocado quando é convidado para participar numa cerimónia pública é porque o seu partido está doente.

 CGD

A Opus Dei lançou uma OPA à CGD e ganhou. Mais ou menos na mesma altura parece que Santana Lopes lançou outra OPA à Santa Casa. Enfim, santa para ti, santa par mim.

Mais um golpe destes e divorcio-me da geringonça!

 Ainda que mal pergunte...

O Dr. Macedo ainda é funcionário do BCP? Qual é o vínculo e que obrigações tem para com a sua entidade patronal?

O PSD já não se preocupa com a ligações a entidades mais ou menos secretas?

      
 Isto está a ficar feio
   
«A líder do CDS Assunção Cristas estava na tribuna, mas da direção social-democrata nem sombra. E assim o puxão de orelhas do Presidente da República só terá chegado a Passos Coelho pelas notícias do dia.

Na evocação da Restauração da Independência, data que ontem se assinalou, Marcelo Rebelo de Sousa foi assertivo ao sublinhar que o 1.º de Dezembro é um "feriado que nunca devia ter sido suspenso", por ser a data que em que se celebra e se celebrará "sempre" a "nossa pátria e a nossa independência".

Palavras que ninguém do PSD ouviu no local, porque, segundo referiu fonte do partido ao DN, a cerimónia de Lisboa não era oficial. Tendo chegado ao partido - que "esteve representado em várias iniciativas que ocorreram pelo país, com deputados, autarcas e dirigentes do partido" - um convite da Sociedade Histórica da Independência de Portugal que "no mínimo, não passava de uma provocação", justifica a mesma fonte.» [DN]
   
Parecer:

Quando um partido considera que um convite oficial para estar presente na celebração da independência nacional considera isso uma provocação é porque começou a apodrecer.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Pobres e mal agradecidos
   
«O deputado do PSD insistiu que, “qualquer que seja a administração, qualquer que seja o líder, há regras básicas a que têm de estar sujeitos: deveres de transparência, todas as regras do estatuto do gestor publico, limites aos salários”, e reiterou que os sociais-democratas vão continuar a exigir o seu cumprimento.

“O dr. Paulo Macedo escolhido pelo Governo, segundo informações confirmadas, é um independente que respeitamos e estimamos, mas as regras, os princípios básicos de transparência, boa gestão pública, escrupuloso cuidado na aplicação do dinheiro dos contribuintes, valem independentemente das pessoas, por mais estimadas que elas sejam”, afirmou.

“O PSD cá estará hoje como ontem a exigir através dos seus esclarecimentos e de iniciativas legislativas que a transparência, a dignidade das funções públicas, a boa gestão do dinheiro dos contribuintes, e que a preservação da confiança e a tranquilidade do maior banco público prevalecem para além e acima das trapalhadas e da má gestão a que este Governo tem votado a CGD”, acrescentou.» [Expresso]
   
Parecer:

É evidente a atrapalhação de um PSD que conseguiu mais do que esperava, ficou com um dos seus à frente da CGD e à borla.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Um autarca a acompanhar
   
«tual presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca, está a tentar um acordo com os seus credores para travar um processo de insolvência pessoal que o impediria de se recandidatar ao cargo nas eleições autárquicas de 2017. Este acordo foi revelado ao Expresso esta quarta-feira pelo presidente da Distrital de Santarém do PS, António Gameiro, garantindo que assim "o processo de insolvência parou" e que por isso "o Ministério Público não pode avançar para a perda de mandato" imediata de Paulo Fonseca "ou impedir que se recandidate" no próximo ano.

Na origem desta questão esteve um processo de insolvência pessoal intentado em 2014 pelo empresário José Carlos Serralheiro, por uma dívida na ordem dos 350 mil euros. Depois de várias decisões de tribunais contra Paulo Fonseca e de sucessivos recursos rejeitados, o Tribunal Constitucional publicou na semana passada, a 22 de novembro, a decisão final sobre este processo, confirmando a condenação do autarca e o seu estado de insolvente. Um desfecho que - por não ser passível de mais recursos - impediria Fonseca de se manter no cargo e de se recandidatar, dado que Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais inclui no leque de inelegíveis para os órgãos das autarquias "os falidos e insolventes, salvo se reabilitados".» [Expresso]
   
Parecer:

Ser´interessante ver se vai ser candidato e que resultados vai ter o PS em Ourém.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Acompanhe-se.»

sexta-feira, dezembro 02, 2016

Então, dê-me dois copinhos de Aldeia Nova


Todo este folhetim da presidência da CGD traz-me à memória o velho anúncio Publicitário da aguardente Aldeia Nova, inspirado numa cena do filme português “O Pai Tirano”:
Homem: O que é que te apetece?

Homem: O que é que te apetece?
Mulher: Sei lá, talvez uns pastelinhos de camarão.
Homem: Vamos nisso, traga-me uns pastelinhos de camarão, muito fresquinhos!
Empregado: Pastéis de camarão não temos.
Mulher: Então dê-me dois copinhos de Aldeia Nova


Homem: O que é que te apetece?
Mulher: Sei lá, talvez uns administradores competentes.
Homem: Vamos nisso, traga-me uns administradores competentes!
Empregado: Administradores competentes e com declaração não temos.
Mulher: Então dê-me o Paulo Macedo mais o Rui Vilar

O país resolveu um problema, encontrou um dirigente competente, habilitado e isento para gerir um grande banco público, mas a direita, apostada em criar dificuldades à gesto do banco, logo encontrou um problema, os vencimentos. Depois, alguém se lembrou de um segundo problema, este bem mais grave, a administração não ia entregar  declaração da treta, uma pequena burocracia democrática que em trinta anos não serviu de nada. Aliás, os administradores até entregavam a declaração, mas não aceitavam a sua divulgação.

Caiu o Carmo e a Trindade, até Ferraz da Costa exigia, na TSF com a sua melhor entoação de voz de pintas, a demissão de Centeno. O PSD e Passos viu aí a oportunidade de uma grande vitória sobre a geringonça, esqueceu o OE e durante quase um mês não quis falar de mais nada. Como era de esperar a equipa da CGD mandou governo e oposição à bardamerda, mais a treta da declaração.

A consequência foi escolher um modesto licenciado com grandes aptidões para comunicados de imprensa laudatórios da sua própria pessoa. Todos ficaram contentes, o cardeal já está a preparar a próxima missa de acção de graças requisitada pelo futuro presidente para agradecer a ajuda divina, Passos Coelho tem o seu ministro a mandar no grande banco público, o BE fica contente porque venceu a grande batalha ideológica da declaração depois do seu “compromisso histórico” com Passos Coelho e até António Costa deve estar-se a rir porque tratou o cão com o pêlo do próprio cão.

Este país vai de mal a pior e quando em vez de quererem conhecer os currículos de um gestor de um grande banco os nossos políticos querem conhecer e tornar públicos o seu património só pode ser por estarem parvos ou doidos. O mais grave é que da extrema-direita à extrema-esquerda todos ficaram felizes. Quem não tem não tem razões para festejar tanto oportunismo, tanto jogo baixo, tanto movimento de lóbis, tanta corrupção ética é o país e os portugueses. Com a aproximação do Natal todos precisamos de uns copinhos de Aldeia Nova, nada como sermos tratados como perus para que suportemos tudo aquilo a que assistimos na CGD. Aliás, se é para matar o banco também lhe podem dar dois copinhos de aguardente.


Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Passos Coelho

Porque será que o líder da oposição esteve desaparecido no dia em que se comemorou a independência nacional, terá alguma alergia à data ou concluiu que não havendo relação com a CGD não era motivo que justificasse o seu aparecimento em público?



      
 Pedro Ferreira Passos Leite Coelho
   
«Ao  fim de meses a zurzir no Governo socialista, nas políticas erradas, no estado anémico da economia, na derrapagem da dívida pública, após ‘N’ discursos a denunciar a “mentira” e a “manipulação” do PS, o principal rosto da oposição desabafou: “Estamos fartos, cansados, de chamar a atenção para estas questões e eu direi que quase ninguém nos ouve!”

A falta de eficácia do PSD já era reconhecida por vozes gradas do partido. O principal crítico da liderança até apontou razões. Por exemplo, o cansaço em relação aos protagonistas: “O PSD não pode andar com as mesmas caras há anos, as pessoas têm de saber quando sair do palco.” Mas também a necessidade apresentar alternativas mobilizadoras. “O país precisa mais rapidamente e melhor de conhecer aquilo que são as alternativas do PSD. (...) Sabemos, porque não somos cegos, que esse resultado está longe de ser alcançado, porque vemos as sondagens, falamos com as pessoas e sabemos que há um caminho muito grande para percorrer.”

O ano era 2009, o PSD, maior partido da oposição, era liderado por Manuela Ferreira Leite e o seu principal crítico era Pedro Passos Coelho. Manuela ou não aparecia ou aparecia com cara fechada, pose austera e más notícias: o PS estava a levar o país para o “abismo”. Não havia uma promessa simpática, uma palavra de esperança. Só “Verdade”, com maiúscula. O PSD não gostou e Passos, derrotado por Manuela nas diretas de 2008, também não. O partido agitava-se — queria mais do que “verdade” e tragédia.

A viagem a 2009 lembra-lhe o PSD de 2016? As semelhanças entre a mensagem sombria de Ferreira Leite e o discurso de “mensageiro da desgraça” (Marques Mendes dixit) de Passos Coelho começam a criar entre os críticos do líder social-democrata o receio de que a história se repita. Até porque, como em 2009, as sondagens não animam — ontem, a da Católica punha o PS (43%) à beira da maioria absoluta e o PSD 13 pontos atrás. E Passos é o líder partidário mais impopular.

“A mera denúncia dos erros do adversário não é suficiente”, disse ao Expresso Pedro Duarte, uma das poucas vozes que no último congresso do PSD se demarcaram de Passos e lhe pediram que mudasse de estratégia. “Às vezes fico com a sensação de que regressámos a 2009: o PSD fazia uma oposição séria, dizia a verdade, denunciava erros, tínhamos também uma governação irresponsável que iludia os portugueses. Mas o discurso do PSD não foi mobilizador. Temos de apresentar um projeto que possa inspirar o país, mas o que vejo é que corremos o risco de voltar a cometer o erro de 2009.” Coincidência: em 2009, quando Passos fez um aviso parecido a Manuela (“O PSD precisa de um programa eleitoral que possa mobilizar a sociedade”), tinha Pedro Duarte do seu lado.

Passos Coelho ainda não chegou ao ponto de admitir que “ninguém ouve o PSD”, mas já disse que “o país está bastante pior, embora as pessoas não estejam ainda bem conscientes disso”. Ou seja, a mensagem do PSD não está a passar. Talvez, admite o líder laranja, porque o discurso do partido “não vende ilusões”. “A nossa missão não é agradar”, repete de cada vez que reafirma a mensagem. “Quando faço as minhas propostas não penso se vou ganhar ou perder votos, digo aos portugueses o que penso genuinamente. Podem não querer seguir o meu caminho, mas não duvido que daqui por dois ou três anos vão reconhecer que eu tinha razão”, dizia Manuela numa entrevista em 2009. Podia acrescentar as palavras de Passos em setembro passado: “Quanto mais o tempo passa, mais as pessoas se apercebem de que alguma coisa errada se está a passar”.

A questão do tempo não é irrelevante, avisa um social-democrata desencantado com o ex-primeiro-ministro. “Ele pôs as fichas todas numa estratégia de falhanço do Governo. Mas quem controla os calendários é António Costa e [Passos] corre o risco de lhe acontecer o mesmo que a Ferreira Leite: ter razão antes de tempo. Isso não entusiasma ninguém e não dá para ganhar eleições.”

TRAGÉDIA, SUICÍDIO... DIABO!
“O país está mais pobre, endividámo-nos o dobro, é um caminho de tragédia, de suicídio, aquele por onde Sócrates nos está a levar”, avisava Manuela. “Estamos a andar para trás”, repete Passos. “Esta solução de Governo está esgotada. Não tem nada para oferecer a não ser a estagnação”, disse no Pontal, antes do outono em que viria aí “o Diabo”.

Tanto o atual como a antiga líder tiveram pela frente a barragem de anúncios do PS. “Esta troika governativa só sabe fazer o que é fácil”, acusa Passos. Em 2009, Sócrates encheu a campanha de promessas (cheque-bebé, lembra-se?) e aumentou os funcionários públicos em 2,9% — questionada sobre se faria o mesmo, a presidente do PSD foi seca: “Aumentarei sempre os salários se houver dinheiro para os pagar”. Em 2016, Costa não só reverteu boa parte das medidas impopulares de Passos, como continua a agradar à Função Pública, agora com a promessa de integrar os precários. Esta quinta-feira, Passos respondeu a esta medida com o voto contra, porque “não sabemos quem são, o que fazem, o que é que vai custar para o futuro e quem é que vai ter de pagar isso.”

Passos faz muitas vezes a pergunta sobre de onde vem o dinheiro e quem vai pagar. Manuela tinha a mesma dúvida: “Nenhum português sabe de onde estão a vir os milhões anunciados todos os dias” (em 2009, “os milhões” eram para as “obras megalómanas”, agora são para as “reversões”). Ferreira Leite prometia “verdade”, Passos promete “confrontar a maioria e o Governo com a realidade”. Manuela acusava Sócrates de “logro”, Passos denuncia a estratégia “trambiqueira” de Costa.

Os alvos das críticas reagiram de forma semelhante. “A diferença entre nós”, disse Sócrates olhos nos olhos num debate com Manuela, “não é apenas de agenda económica, mas de atitude, entre quem tem confiança no futuro e nos portugueses e quem se limita a explorar a descrença, o negativismo e o pessimismo.” Costa cola os mesmos epítetos a Passos, mas o homem a quem o Presidente da República chamou “irritantemente otimista” é mais fino. Esta semana, perante bons indicadores económicos e com o OE quase aprovado, ironizou: “Até lhe podem chamar otimismo, para passo a passo irmos cumprindo o que prometemos, contra aqueles que estão sempre à espera do Diabo mas que têm pouca fé nos portugueses e nas portuguesas para vencerem a crise.”

A história repete-se até na efervescência que anima o PSD. No tempo de Manuela, ainda faltavam oito meses para as eleições e já Passos sinalizava a disponibilidade para ser candidato a primeiro-ministro — e Miguel Relvas mais um exército do aparelho preparavam terreno. Agora, a um ano das autárquicas, Rui Rio deu o tiro de partida para o debate sobre a sucessão e Luís Montenegro é questionado sobre as suas ambições de liderança. Em 2009, perguntaram a Passos sobre esta coisa do PSD ter um líder e andar a falar do líder seguinte. “É um jogo de perceções”, respondeu — se se fala mais da alternativa do que do líder, é porque este “não está a fazer o que deve”.

SEPARADOS À NASCENÇA
“Estamos fartos, cansados, de chamar a atenção para estas 
questões e direi 
que quase ninguém nos ouve”
Manuela Ferreira Leite, 2009

“O país está bastante pior, embora as pessoas 
não estejam ainda bem conscientes disso”
Pedro Passos Coelho, 2016

“É um caminho 
de tragédia,
de suicídio, aquele
por onde Sócrates 
nos está a levar”
Manuela Ferreira Leite, 2009

“Estamos 
a andar para trás”
Pedro Passos Coelho, 2016
Palavras-chave» [Expresso]
   
Autor:

Filipe Santos Costa.

      
 Falcoaria é Património Imaterial da UNESCO
   
«A arte da falcoaria em Portugal foi eleita, esta quinta-feira, Património Cultural Imaterial da UNESCO. A decisão foi tomada durante a 11ª reunião do Comité para a Salvaguarda do Património Cultural em Adis Abeba, na Etiópia. A classificação estava prevista para quarta-feira, mas a resolução foi adiada para esta manhã.

A falcoaria portuguesa junta-se assim aos 13 países onde a prática já é reconhecida como Património da Imaterial Humanidade. O anúncio acontece dois dias depois de a Olaria Negra de Bisalhães, em Vila Real, também ter passado a integrar a lista de Património Imaterial do organismo.

A candidatura foi apresentada em 2015 pela Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, no distrito de Santarém, em parceria com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, a Universidade de Évora e a Associação Portuguesa de Falcoaria.» [Observador]
  
 A palavra do ano
   


«A votação para escolher a Palavra do Ano começou esta quinta-feira, anunciou a Porto Editora, que organiza a iniciativa desde 2009. A lista final, que pode ser consultada aqui, inclui as palavras Brexit, campeão, empoderamento, gerigonça, humanista, microcefalia, parentalidade, presidente, turismo e racismo.

A escolha pode ser feita até “ao último minuto do dia 31 de dezembro” e a palavra vencedora será conhecida “na primeira semana de janeiro” de 2017, numa cerimónia pública.

A seleção das dez palavras finais começou em maio deste ano e foi feita a partir de sugestões avançadas pelos votantes, num processo que passa sobretudo pelo estudo da frequência e distribuição do uso das palavras, da monitorização da comunicação social e das redes sociais e, ainda, dos acessos e consultas aos dicionários digitais da Porto Editora.» []
   
Parecer:

Geringonça!
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Vote-se.»

 A vanguarda do proletariado
   
«São 146 membros do comité central, que será votado no Congresso do PCP, que arranca esta sexta-feira em Almada. O esforço de renovação é grande e fez com que 25 dirigentes deixassem o cargo de direção, para dar entrada a 21 novas caras. Os comunistas continuam o esforço de remodelação de quadros e, com isso, o próximo comité central tem menos peso dos históricos: sai Albano Nunes, um herói da clandestinidade, ou o poeta Manuel Gusmão, ou ainda Manuela Bernardino, com passado antifascista. Só Ruben Carvalho, o 'pai' da Festa da Avante, representa no comité central o exemplo de um ex-comunista que passou pelas prisões da ditadura.

"É a lei da vida, o tempo passa e o 25 de Abril já foi há mais de 40 anos", diz Ruben de Carvalho. O desaparecimento de históricos comunistas da lista do comité central é visto como um sinal dos tempos e desvalorizado o seu significado político. Aliás, desde 2008 que a saída dos velhos resistentes se foi tornando evidente. Nesse ano, deixaram a direção comunista Carlos Costa, Honório Novo ou Vitor Dias e a saída de Costa - um dos antifascistas com mais tempo de prisão e de isolamento - motivou, na altura, oito votos de protesto de membros do comité central. No último Congresso, realizado em 2012, foi a vez de Domingos Abrantes e de Odete Santos.

Quatro anos depois, a tendência mantém-se. Saem os 'velhos' resistentes, entram novos quadros. A média de idades é agora de 43 anos, contra os 54 anos do último comité central eleito, o que demonstra o esforço de 'rejuvenescimento' que o PCP sempre disse querer prosseguir. Os operários continuam a ter uma expressão muito significativa, a ocupar 37% dos lugares de direção (uma ligeira subida em relação ao último Congresso, onde o seu peso era de 32%).» [Expresso]
   
Parecer:

Um dia destes somos todos proletários e os operários quase não existem, mas o PCP mantém a crendice da vanguarda, a classe lavadinha que saberá orientar todos para o paraíso, como se conduzisse o povo eleito através do Mar Vermelho.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quinta-feira, dezembro 01, 2016

Não se esqueçam!



Não se esqueçam de que Portugal teve um primeiro-ministro que descobriu a pólvora, se os portugueses passassem a ganhar metade e as empresas tivessem mais lucros e menos impostos Portugal seria um país competitivo, tão competitivo que até foi para o Japão garantir que em poucos anos sereia mesmo um dos mais competitivos do mundo. 

Como o objectivo era desvalorizar o factor trabalho socorreu-se de todas as artimanhas para que quem tinha salários ganhasse cada vez menos e trabalhasse cada vez mais. Começou pela Função Pública, inventou um desvio colossal, que mais não era do que o buraco financeiro da Madeira, e cortou-lhes no vencimento. Depois de tratar dos funcionários foi aos do sector privado, a ideia era aumentar-lhes a TSU e dá-la aos patrões. Só que o povo não deixou e em vez disso aumentaram o IRS, para depois diminuírem o IRC.

Dizia aos do privado que a culpa era dos do sector público, depois de apertar com estes ia dizer que os do Estado já tinham feito o ajustamento, no sector privado estava tudo na mesma. Mas não bastaram os cortes nos salários e os aumentos dos impostos sobre o trabalho, havia ainda mais truques na manga, como aumentar contribuições, taxas e taxinhas e aumentar o horário de trabalho.

Cortou férias e onde lhe foi possível aumentou o horário de trabalho, mas como tudo isto não bastava o tarado teve de arranjar mais truques. Descobriu uma mentira que lhe permitia dar dois coelhos com uma cajadada, obrigar os trabalhadores a trabalhar mais umas horas e lamber o rabo da senhora Merkel. Descobriu que os portugueses eram uns malandros que descansavam mais do que os alemães. 

Como era difícil cortar em férias eliminou feriados, aproveitou a bondade de um cardeal que era seu devoto e negociou com a Igreja tirava-lhas euns feriados e em compensação ia de encontro á preces do cardeal e limpava uns feriados da República. E assim, o miserável do Passos Coelho cagou em cima do feriado comemorativo da independência e acabou com ele.

É bom que não se esqueçam do que esse rapazola fez, um dia destes ele desaparece e a direita portuguesa e e santinhos como o cardeal ainda se vão esquecer desta maldade miserável com a qual colaboraram só para que os nossos patrões pudessem contar com mais meia dúzia de dias de trabalho escravo.