sexta-feira, dezembro 19, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



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Cogumelos da Quinta das Conchas, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Pires de Lima, ministro de Nada do CDS

O governo pode decidir a requisição civil dos trabalhadores da TAP, o que não pode é impor a requisição civil da inteligência dos portugueses ao requisitar "apenas" 70% dos trabalhadores para concluir que está respeitando o direito à greve. Este governo não respeita nem direitos nem princípios, como se tem visto em relação à Constituição.

«Questionado pelos jornalistas, Sérgio Monteiro esclareceu que a autoridade da execução da requisição civil é do ministro da Economia, sendo que a competência da sua concretização é do conselho de administração da TAP, SA. O secretário de Estado dos Transportes referiu também que o facto de serem requisitados 70% dos trabalhadores da empresa significa que o Governo não está a colocar em causa o direito à greve, mas apenas a assegurar o "interesse público" para garantir que são efetuados os 1140 voos previstos para os quatro dias de greve.

O ministro da Economia Pires de Lima anunciou que o Conselho de Ministros decidiu avançar com a medida porque "uma situação excecional exige a tomada de uma medida excecional", argumentando que "a época de Natal é de reunião das famílias" e que uma greve nesta época irá prejudicar os milhares de emigrantes da diáspora e causar prejuízos de milhões ao setor do turismo, que considerou vital para e economia.» [DN]

 Interrogações que me atormentam

Para além dos milagres estatísticos dignos de uma Santinha da Hrota Seca e das figuras tristes de bobo parlamentar que mais fez Pires de Lima, o ministro da Economia de Paulo Portas?


 A coligação muleta
   
«É um jogo do toca e foge. Dirigentes do PSD e do CDS vêm a público manifestar o apoio à renovação da coligação, para as próximas eleições legislativas, mas os seus líderes fazem questão de fugir de uma decisão. Os centristas garantem que não se sentiram dispensáveis com as palavras de Passos Coelho, segundo as quais o PSD não precisa do CDS para ganhar as eleições e que uma coligação pré--eleitoral "só faz sentido se for para obter uma maioria absoluta".

Uma fonte autorizada do núcleo duro de Paulo Portas opta por desvalorizar as declarações do primeiro-ministro. "Como discurso público está muito correto e faz todo o sentido. Até o interpretamos como um sinal de apoio à coligação. De facto, é na maioria absoluta que a coligação faz mais sentido", sublinha, assegurando que "nos contactos informais que vão sendo feitos entre as estruturas partidárias, ganha sempre a defesa da coligação".

No entanto, os sucessivos adiamentos de Passos Coelho para anunciar se quer ir ou não coligado com o CDS, começam a "contagiar" negativamente ao mais alto nível, admitindo que, nesta altura, o líder do PSD já decidiu que não quer ir coligado. Há quem considere, por exemplo, que Passos já deu vários sinais nesse sentido, pois sabendo que pode mesmo perder as eleições legislativas, não ia querer depois dividir deputados com o CDS.» [DN]
   
Parecer:

Os mesmo que no passado acusavam a oposição de tacticismo por se recusar a assinar acordos de olhos fechados degladiam-se agora em manobras em torno da coligação ou não coligação. O CDS parece uma virgem com receio de ficar para tia enquanto o PSD espera que o tempo passe para ver se vale apena ou não arriscar um casamento em troca de um dote que não é lá grande coisa.

Resta perceber que novidades espera Passos Coelho, esperará novidades da economia ou tem a esperança de metade do PS ir para prisão preventiva por decisão do mega Alexandre já que só o Sócrates não bastou para garantir uma vitória do PSD?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»

 Ninguém era íntimo do Ricardo Salgado
   
«Durão Barroso disse nesta quarta-feira que recebeu Ricardo Salgado quando ainda era presidente da Comissão Europeia e que este se revelou “muito alarmado com a situação” no Banco Espírito Santo (BES) e que pretendia pedir ajuda ao Governo. O ex-presidente da Comissão Europeia e ex-primeiro-ministro eleito pelo PSD falava aos jornalistas à margem de uma cerimónia de entrega de diplomas na Universidade Católica, em Lisboa, a propósito da intenção manifestada pelo Bloco de Esquerda de ouvir Durão Barroso na comissão parlamentar de inquérito ao caso BES.

A intenção dos bloquistas surgiu após o antigo presidente do BES Ricardo Salgado ter afirmado, naquela comissão, que contactou o então presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, para o avisar sobre os problemas do GES, garantindo, no entanto, que não lhe solicitou qualquer ajuda para o grupo empresarial. Durão Barroso confirmou que recebeu Ricardo Salgado e que este lhe expôs a situação do banco.

“Estava muito alarmado com a situação no banco. Deu-me a entender que queria pedir ajuda ao Governo, queria mais tempo e um programa especial do Governo português. Encorajei-o a falar com o Governo e ele disse que ia falar com o primeiro-ministro”, adiantou. Durão Barroso sublinhou que recebeu Ricardo Salgado, tal como “os presidentes de quase todos os bancos portugueses: BCP, BPI, o presidente da Associação Portuguesa de Bancos ou o governador do Banco de Portugal”.» [Observador]
   
Parecer:

ASo Durão só falta declarar que só conhecia o Ricardo Salgado das televisões.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Durão se nunca comeu dos bolinhos das irmãs do Ricardo Salgado.»
  

   
   
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quinta-feira, dezembro 18, 2014

São mesmo violações do segredo de justiça?

No jargão noticioso português a inserção de notícias sobre determinados processos judiciais designa-se por “violação do segredo de justiça” enquanto que determinados jornalistas que costumam assinar as notícias por baixo consideram-se ou são considerados “jornalistas de investigação”. 
  
O esquema repete-se sempre que estão em causa determinados combates político-judiciários, alguém é acusado, quando o processo já chegou de alguma forma ao conhecimento de alguns arguidos e advogados começam a surgir notícias em jornais, quando se torna óbvio que os jornalistas sabem tanto ou mais do que o juiz de instrução ouvem-se uns guinchos contra a violação do segredo de justiça e o MP abre o respectivo inquérito.
  
Até hoje não se tem conhecimento de qualquer investigação ao segredo de justiça, nenhuma destas investigações geraram elas próprias violações do segredo de justiça, nenhum magistrado ou funcionário judicial foi acusado desse criem e também não se tem conhecimento de alguma vez as instalações onde estão guardados os processos terem sido alvo de qualquer assalto. Os tais jornalistas que supostamente investigam o que faz o MP para investigar outros nunca foram incomodados e no ar ficou sempre a ideia de que as violações dos segredos de justiça só sucedem a partir do momento em que os processos podem ser consultados por advogados.
  
Se tudo o que sai nos jornais se viesse a confirmar ser verdadeiro e servisse para acusar ou inocentar os arguidos destes processos, se a justiça tivesse o cuidado de denunciar as notícias que envolvem falsidades e se houvesse conhecimento do que se faz para impedir este espectáculo tenebroso não ficaríamos descansados, mas pelo menos estaríamos tranquilos por sabermos que a nossa justiça é incompetente a guardar os seus segredos mas tudo fazia para o impedir.
  
Mas sucede que a impressão com que ficamos é a de que os esquema repetem-se processo a processos, os jornalistas são sempre os mesmos, a estratégia de destruição moral dos arguidos e de manipulação da opinião pública parece ter sido gizada pelas mesmas cabeças, para além dos guinchos de protesto e do competente inquérito nada mais se faz para acabar com esta chaga vergonhosa.
  
Já ninguém acredita que sejam os advogados a divulgas as peças processuais, já percebemos que todos os arguidos querem fugir, uns de Porshe e a a grande velocidade pela Via do Infante e outros com viagens marcadas ao Brasil, há sempre um motorista que muda de advogado quando está preso e decide ser  garganta funda.
  
Se aquilo que se passa fossem mesmo violações do segredo de justiça já seria um grande progresso e poderíamos viver tranquilos. O problema é se aquilo a que assistimos é bem pior do que “meras” violações do segredo de justiça e em vez de suceder contra a vontade da justiça sucede por encomenda de alguns dos seus agentes. É precisamente isto que são cada vez mais os que receiam estar a suceder, isto é, que as supostas violações do segredo de justiça possam constituir técnicas de manipulação da verdade usadas, por agentes da justiça ou por jornalistas menos escrupulosos e estranhos à justiça, para obter condenações. 
  
Neste caso teríamos de concluir que estas violações do segredo de justiça estão para a actual justiça portuguesa como a tortura estava para a justiça no tempo de Salazar. Neste contexto desejo mesmo que estejamos perante a violação e só a violação do segredo de justiça, não gostaria de ter a sensação de que a Felícia Cabrita está para as nossas magistraturas assim como o Ricardo Salgado está para a classe política.

Umas no cravo e outras na ferradura



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Vitral na Igreja de Santa Maria de Belém ( Mosteiro dos Jerónimos), Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Guilherme d'Oliveira Martins, ex-administrador do Banco Efisa (BPN)

O presidente do Tribunal de Contas e ex-administrador do Banco Efisa do BPN é um político que está para a política portuguesa como as dores nos ossos estão para a meteorologia, mas ao contrário, quando doem os ossos sabemos que o tempo vai mudar, quando Guilherme d'Oliveira Martins fala sabemos que houve uma tempestade. É um político profissional que vive da democracia portuguesa desde os tempos em que à sombra de Sousa Franco abandonou o PPD. Desde esse tempo que pratica surf e consegue estar quase sempre na crista da onda.

Quanto ao seu discurso sobre certos temas devera começar por explicar se quando participava nas reuniões de administração do Banco Efisa sabia das trafulhices do BPN ou se ia lá só pela gorjeta, pouco se importando com as vigarices dos seus pares.

Infelizmente a democracia portuguesa é muito generosa e por isso muita gente que esteve ou beneficiou com o BPN ainda tem papéis de relevo nas instituições públicas, é o caso da Presidência da República onde está um modesto professor que teve no BPN o sucesso accionista que não tiveram aqueles que seguiram os seus conselhos no BES e o Tribunal de Consta onde o seu presidente era administrador do Banco Efisa (BPN).

«"Se há enriquecimento ilícito, a quem cabe justificar o tal enriquecimento adicional é o titular [de cargo público] em nome da lógica do fiel depositário", defendeu hoje Guilherme d'Oliveira Martins, na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, onde foi ouvido sobre a alteração à Lei de Organização e Processo do TdC.

O presidente do TdC afirmou que "a prova cabe ao titular do cargo público que tem a seu cargo dinheiro público", uma vez que "o titular [de cargo público] é fiel depositário [do dinheiro público] e ser fiel depositário é quem tem de justificar porque é que o dinheiro não está lá", afirmou .

Guilherme d'Oliveira Martins afirmou ainda que "não há inversão do ónus da prova quando se pergunta ao titular do cargo público, que tem a seu cargo dinheiro público, que justifique a razão pela qual o dinheiro não existe".» [Notícias ao Minuto]

 Memória

Vale a pena recordar um pequeno episódio do Caso Casa Pia que na ocasião envolveu o arguido Carlos Silvino, coincidência das coincidências, o motorista da Casa Pia que de um dia para o outro ficou arrependido e passou a funcionar como vidente da acusação, a acusação imaginava, o CM noticiava e o Silvino testemunhava.

Pois Carlos Silvino tinha por advogado Dória Vilar quando, ao que contou a comunicação social de então, recebeu uma visita policial durante a noite e no dia seguinte tinha novo advogado, um advogado que tinha sido polícia e que durante meses deu um espectáculo, não se percebendo muito bem qual era o seu papel.

Enfim, agora também temos um motorista que nos dazibaos da acusação começa a estar no centro de uma acusação que tem muitas suspeitas e indícios e poucas provas, começa a dar jeito um "arrependido" em posição de poder produzir as provas.

 O Ocidente está a brincar com a Rússia e ainda se lixa

Parece que o Ocidente tem saudades de uma Rússia dirigida por um bêbado patriarca de uma família de corruptos, dominada por mafias, roubada por oligarcas e com engenheiros esfomeados vendendo material nuclear a terroristas. Para proteger uma Ucrânia vingativa a Europa e os EUA decidiram meter-se numa aventura que lhes pode sair bem cara, para já arisaca-se a apanhar com as consequências de uma grave crise económica.


 Será desta que o mundo acorda?
   
«Os taliban divulgaram esta quarta-feira as imagens dos homens que levaram a cabo o ataque a uma escola no Paquistão e que culminou com a morte de 132 crianças, dá conta o site Daily Mail. Além disto, os terroristas confirmaram a sua intenção de continuar com ataques deste género e afirmam ter pedido a morte da nobel da paz Malala.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Não deve ser pois o mundo deu mais atenção aos dois mortos em Sidney doo que às mais de 100 criança assassinadas no Paquistão. Enquanto os extremistas religiosos matarem gente da Síria, da Nigéria ou do Paquistão não faz mal e às vezes até dá jeito.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Caso dos submarinos mergulhou nos arquivos
   
«A justiça portuguesa decidiu não deduzir qualquer acusação contra o caso do negócios dos submersíveis comprados aos alemães. A notícia é avançada pela edição online da revista Visão.

O despacho de arquivamento já será do conhecimento de Amadeu Guerra, diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, escreve ainda a Visão.» [DN]
   
Parecer:

Era de esperar, só não se entende porque motivo levaram tanto tempo. Neste caso tal como no de Sócrates a justiça já sabia o que ia fazer. Digamos que a nossa justiça conclui primeiro e investiga ou produz a prova depois.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 E vai emitir a competente factura
   
«"Não há aqui qualquer intenção de ter o estatuto de arrependido, até porque João Perna não tem que se arrepender de nada", disse à agência Lusa o advogado de defesa Ricardo Candeias, observando que tem havido "folclore à volta" da alegada intenção de João Perna obter o estatuto de arrependido no processo que investigou o ex-primeiro-ministro, entre outros arguidos.

Insistindo que João Perna "não tem nada de que se possa arrepender", Ricardo Candeias invocou a inocência do seu constituinte, acrescentando que ele "foi vítima das circusntãncias" e que só está na situação em que está "por ser motorista de quem é".

Acerca da marcação do interrogatório complementar de João Perna para quinta-feira, pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), Ricardo Candeias alegou que a iniciativa pertenceu ao Ministério Público, apesar de, na véspera, ter entregado um requerimento naquele departamento que investiga a criminalidade económico-financeira mais grave e complexa.» [DN]
   
Parecer:

Seria interessante o fisco confirmar a dúvida.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a sugestão.»
 E quanto custa o cartão Deco+
   
«A associação de defesa do consumidor Deco acaba de anunciar um acordo com a empresa petrolífera Cepsa, para que os mais de 500 mil consumidores que pediram o cartão Deco+ usufruam de um desconto de 7 cêntimos por litro, em qualquer dia e sem condições.

No entanto, e ainda segundo a Deco, uma vez que os preços médios da Cepsa, para a larga maioria dos consumidores, são até 5 cêntimos por litro abaixo do valor cobrado pelas principais marcas, o desconto final negociado vai resultar num redução até 12 cêntimos por litro, no momento do pagamento.


A associação de defesa do consumidor recorda que este desconto, válido para gasolina, gasóleo e GPL, tem ainda a vantagem de ser livre de qualquer obrigação de compras. No entanto é válido só para Portugal Continental e pode ser usado todos os dias da semana e com qualquer método de pagamento.» [Expresso]
   
Parecer:

A DECO é muito generosa...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se À DECO quanto ganha com o negócio.»
  

   
   
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quarta-feira, dezembro 17, 2014

O elogio da pobreza

Desde há muito que a pobreza é considerada uma virtude, A Bíblia ensina-nos que é mais fácil passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus. Talvez inspirado nas suas origens cristãs Lenine descobriu entre os pobres os mais virtuosos, caberia ao proletariado o papel de vanguarda que levaria a humanidade ao céu terreno e ainda hoje vemos um Jerónimo de Sousa metalúrgico representar esta herança de pureza da classe operária.
  
O problema é que também parece ser muito difícil um rico entrar pela porta de uma penitenciária e, o Juiz Alexandre que o diga, nem mesmo uma preventiva para que lhe tomem o gosto. Parece que as virtudes da pobreza e a pureza dos pobres não convence muito boa gente que faz da pobreza alheia profissão, veja-se o caso da senhora Jonet do Banco Alimentar contra a Fome que acha que o problema do país é os pobres consumirem acima das possibilidades, uma tese do remediado Passos Coelho que na hora de fazer amizades prefere os Ricciardi ou os Espírito Santo à maralha de Massamá.
  
Bem, em relação aos Espírito Santo ainda vamos ver muita gente justificar as suas relações não com os palacetes luxuosos onde tiraram a barriguinha de misérias nas noites de passagem do ano, mas sim pelo seu espírito solidário e cristão, uma família que traz na sua carta genética no abandono na roda. Até estou admirado por o Marcelo ainda não ter justificado a sua intimidade com a divina família por apreciar a doçaria produzida pelas irmãs do Ricardo Salgado, justificando as jantaradas com o seu sentido de solidariedade com os mais carenciados.
  
Já faltou mais para que Passos Coelho justifique a forma como deixou o BES e o GES estatelarem-se no chão como uma estratégia para mostrar aos portugueses que há vantagens neste empobrecimento do país. A pobreza é virtuosa e é mais saudável ter um país pobre mas honrado, um país que cumpre com as suas obrigações, que diz que vai pagar o que deve mesmo que isso seja impossível, do um país que vive acima das suas possibilidades.
  
A verdade é que o espectáculo que nos está sendo proporcionado pelos Espírito Santo e amigos é um verdadeiro elogio da pobreza. Se ser rico é aquilo a que temos assistidos, então mais vale nascer e morrer pobre, o que no caso dos Espírito Santo equivale a dizer que mais valia nunca terem enriquecido. Aquilo a que temos assistido é degradante, ricos obesos com as orelhas enterradas na gordura do pescoço, grandes empresários que não sabem falar, gente sem princípios.
  
Há a ideia de eu certa gente é educada, tecnicamente muito preparada, que um grande grupo financeiro é gerido na base da competência e, afinal, tudo aquilo que se passou no BES poder-se-ia ter passado numa tasca da zona J de  Chelas. Se a riqueza é isto mais vale ser pobre.

Umas no cravo e outras na ferradura



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No tempo em que o BES era feliz, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Maria Luís, ministra das Finanças

Afinal a ministra já ajudava o BES, mas uns tempos antes. Enfim.... um sinal de que nem tudo lghe está correndo bem na comissão aprlamentar de inquérito. A estratégia agora é defedner que o BES caiu não porque lhe deram um sopro fatal mas porque não souberam pedir a juda a tempo. Isto significa que a ministra admite que o BES podia ter sido salvo.

«“Se o BES, no momento em que os outros bancos pediram apoio público, o tivesse pedido, seria diferente”, admite a ministra das Finanças, em entrevista ao Observador. À frase acrescentou uma palavra: “Eventualmente”. Porque “é muito difícil saber o que poderia ter acontecido se outros cenários tivessem acontecido”.

No que respeita ao tema BES, Maria Luís Albuquerque é muito prudente, alegando o facto de estar a decorrer a comissão de inquérito para adiar respostas mais concretas. Mas não se escusa a falar das opções tomadas, como a recusa em dar o empréstimo que Ricardo Salgado lhe pediu em maio para a holding não financeira do grupo que causou estragos ao BES – e não só. Na altura, o objetivo do banqueiro era que a CGD financiasse a operação. “Um empréstimo a uma entidade não bancária não nos parece razoável”, justifica a ministra, sobretudo por “envolver os contribuintes”.

“Nem sequer existe nenhum enquadramento legal em que tal coisa pudesse ser feita. Para além de não me parecer de todo razoável, temos imensas empresas em dificuldade em Portugal a quem o Estado não concede empréstimos, não faz parte das funções do Estado.” » [Observador]

 Desapareceram ou foram escondidos pelo regime?

Alguém sabe da ministra da Justiça ou do Crato?
  
 Dúvidas que me atormentam

Todos os dias alguém ligado à justiça tem a tarefa de distribuir por alguns jornais da paróquia as verdades, meias verdades, insinuações e falsidades que servem para manipular a opinião pública. É informação sem contraditório que nunca incomodou nem o juiz de instrução e muuito menos o Ministério Público. Porque será que uma entrevista em que alguém que não foi condenado a nada, feita por um jornal como o Expresso foi proibida? O juiz deveria explicar-nos porque razão todos os dias os jornais são inundados de informação sem qualquer critério sobre o processo e apenas o que Sócrates poderia dizer incomoda a justiça portuguesa.

A verdade é que os nossos destemidos magistrados temem Sócrates mesmo preso e agora percebe-se que o receio de o ver livre nada tinha que ver com quaisquer provas ou questões processuais, eles temem Sócrates não pelos passos que pode dar sem bater numa parede mas sim pelo que possa falar. Numa cadeia não seria suposto poderem silenciá-lo, mas basta invocar um qualquer artigo e um ex-primeiro-ministro pode ser calado por um qualquer magistrado mais medroso.

à vezes sinto vergonha de ser do mesmo país desta gente.


 “Antes cair de maduro do que de podre”
   
«A Cunha Vaz e Associados (CV&A), que prestava assessoria institucional à RTP, cessou a colaboração com a estação pública no dia 31 de Outubro e não se vai apresentar a novo concurso. Na base da decisão estão “questões de caráter”, disse o presidente da prestadora de serviços de Comunicação ao Observador. António Cunha Vaz, apesar de não se referir a alguém diretamente, acaba por deixar bem claro qual o alvo: “Antes cair de maduro do que de podre”, numa clara alusão ao ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional Miguel Poiares Maduro.

A Cunha Vaz & Associados começou a trabalhar com a administração da RTP pouco tempo depois de Alberto da Ponte ter assumido a presidência do Conselho de Administração (CA) da RTP, em setembro de 2012. A polémica em torno dos direitos de transmissão dos jogos da Liga dos Campeões para o triénio 2015-2018, que resultou na proposta de destituição do Conselho de Administração por parte do Conselho Geral Independente (CGI), um órgão criado pelo modelo implementado pelo ministro que tutela a comunicação social, não é, de forma alguma, alheia a este desfecho.» [Observador]
   
Parecer:

Pobre Maduro, anda anda e ainda cai de maduro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Antes um mau verde do que um Maduro feito a martelo!»

 Até tu Alberto?
   
«“Olhe, este Governo, para mim, acabou”, respondeu, à margem da Missa do Parto, hoje celebrada na Igreja da Nazaré, na freguesia de São Martinho, no concelho do Funchal, quando confrontado se a reposição do pagamento sem cortes dos feriados e das horas extraordinárias, para os funcionários do setor privado, não configuraria medidas eleitoralistas para as legislativas nacionais do próximo ano.

Alberto João Jardim considerou que “tudo o que for repor a justiça social é bom para o país e é bom para os portugueses”. “O que é inadmissível é que se tenha feito um programa de austeridade com base em cortes de salários e pensões. Isso é que está absolutamente errado”, sustentou.

O governante madeirense defendeu também que “foi errado tudo o que se passou porque, para desenvolver a economia numa situação destas, o que era necessário fazer era mais investimento e fez-se cortes nas despesas e pôs-se menos moeda a circular”.» [Observador]
   
Parecer:

É óbvio que os ministros e ministras deste governo independente ainda vão dar o cu mais cinco tostões na esperança de sobreviverem no poder.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

   
   
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