Quinta-feira, Maio 24, 2012

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Confortavelmente na esplanada da Pastelaria Suíça, Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Garça-real [Ardea cinerea] [A. Cabral]
  
A mentira do dia d'O Jumento

Desde que Passos Coelho elegeu os desempregados portugueses como cidadãos modelo que tiveram quase a sorte dos ganhadores do Euromilhões os empresários portugueses enfrentam mais um problema no mercado laboral, são os trabalhadores que pedem aos patrões que os despeçam, que lhes proporcionem a oportunidade de mudar de vida que sempre desejaram.
 
Até já há quem diga que o Relva ameaçou a jornalista do Público na esperança de ser despedido, para um liberal como o ainda ministro o pior que lhe podia suceder era ser funcionário do Estado, ainda que ministro, queixava-se que dali já não subia e estava a perder as melhores oportunidades da vida.

Jumento do dia


Camilo Lourenço, jornalista

Quando um jornalista português esquece a sua pequena dimensão e arma-se em director do FT para sugerir à troika que dê um raspanete no Presidente da República de Portugal é porque esse mesmo jornalista ou é idiota, ou está parvo, ou desceu muito baixo.
 
Defender que o Presidente do seu país seja rebaixado e humilhado em público por três funcionários intermédios, dois dos quais de duas instituições europeias? Ó Camilo, vai ao neurologista porque deves estar com sintomas de Alzheimer. Uma coisa é defender as suas opiniões, outra é descer tão baixo na subserviência e sabugismo, uma coisa é ser jornalista de direita ultra conservador, outra é ser lambe rabos. Até porque ou anda muito distraído ou ainda não reparou como o governo já está a mudar de linguagem.
 
«Nas semanas que antecederam a chegada da Troika, em 2011, Cavaco Silva levou um responso de Olli Rehn, o comissário para os assuntos económicos e financeiros. Farto de ouvir na praça pública palpites sobre como a UE podia ajudar Portugal, Rehn sugeriu a Cavaco e a outros líderes que se calassem. 

Cavaco está a precisar de novo raspanete. Desta vez da Troika. Na véspera do início da importantíssima 4.ª avaliação do programa de ajustamento, Cavaco disse esperar que a Troika venha imbuída do espírito da última reunião do G-8 (onde se falou de políticas de crescimento).» [Jornal de Negócio]

Esqueçam o Miguel Relvas e as suas chantagens rascas

  


O Relvas é mesmo um gajo porreiro

É alvo de acusações gravíssimas e em vez de se queixar ao Ministério Público da jornalista que lhe fez as acusações que diz serem falsas, vai para a ERC queixar-se que de a jornalista pratica algo bem mais grave do que falsas acusações e sabe-se lá que mais coisas fará na sua vida privada, a jornalista faz jornalismo interpretativo.
  
Relvas não é o canalha que alguns insinuam ser, pela forma como respondeu à jornalista é um verdadeiro exemplo de tolerância.

Teoria da conspiração

O PS nada faz para correr com o Relva, nem pede a sua demissão porque o Relvas é um infiltrado na equipa de Passos Coelho que tudo está fazendo para derrubar o governo.

O Egipto está votando

A dúvida não está em saber qual o candidato presidencial que vai ganhar, mas sim quando serão as próximas eleições.

Sugestão à Ongoing dos Monizes

Era um grande furo fazerem um vídeo tipo telenovela, como fizeram non caso Freeport mostrando a conversa entre o Relvas e a jornalista do Público.

TÍTULO 06

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TÍTULO 07

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O trabalho como ideologia

«O trabalho foi e continua a ser uma realidade central da vida humana. Mas ele só é compreensível através dos significados que socialmente lhe atribuímos.

As ideologias do trabalho são por isso determinantes não apenas para o modo como concebemos as relações laborais, mas também para a nossa concepção de sociedade.

No debate político em Portugal confrontaram-se recentemente pelo menos três ideologias diferentes e incompatíveis. A primeira é a concepção da CGTP, muito influenciada ainda pelo pensamento marxista. Nesta visão, o trabalho surge em contradição com o capital. Na verdade, falar da relação entre trabalho e capital é o mesmo que falar da luta de classes entre os trabalhadores assalariados e a burguesia. Daí a CGTP falar dos trabalhadores de forma confrontacional em relação aos patrões, ou até aos gestores, como se estes não trabalhassem também. Para a CGTP, a celebração do Dia do Trabalhador só pode ser, por isso, uma jornada de luta dos trabalhadores assalariados contra a burguesia.

A segunda concepção do trabalho que entrou no debate pode ser chamada, para simplificar, "ideologia Pingo Doce". O trabalho é aqui visto como positivo, mesmo no quadro das relações assimétricas entre proprietários e funcionários. Aliás, na linguagem que esta ideologia tem conseguido impor, os primeiros passam a ser chamados "empreendedores" e os segundos "colaboradores" (como se os funcionários não empreendessem e os proprietários não tivessem de colaborar). Celebrar o Dia do Trabalhador a trabalhar é, nesta visão, inteiramente apropriado, especialmente quando o salário é alto e quando permite fazer descontos para que outros trabalhadores possam retirar mais valor do seu próprio trabalho, trocado por outras mercadorias. Este tipo de "celebração" do Dia do trabalhador é, obviamente, provocatório face à ideologia da CGTP.

A terceira ideologia é a que temos ouvido pela voz do primeiro-ministro. Aqui o trabalho é apenas uma variável macroeconómica. Aliás, a própria palavra "trabalho" desaparece e é substituída por "emprego" (as pessoas são "empregadas", isto é, usadas, para outro fim que não o trabalho em si mesmo). Por isso se pode dizer, sem pestanejar e de forma reiterada, que o desemprego nas actuais circunstâncias da sociedade portuguesa é uma oportunidade. Este tipo de declaração está em linha com a resposta que o mesmo primeiro-ministro tinha dado numa entrevista recente quando confrontado com os números do desemprego. Passos Coelho afirmou que eram um problema porque contribuíam para o agravamento das contas públicas (como se as boas contas públicas fossem o fim e o emprego - ou os trabalhadores e o seu trabalho - apenas um meio).» [DE]

Autor:

João Cardoso Rosas.
    

Moniz reza missa do 7.º dia de Miguel Relvas

«José Eduardo Moniz considera que Miguel Relvas, ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, que tutela a pasta da Comunicação Social, "deve sair de cena". Declarações proferidas no âmbito do programa da RTP1, 5 para a Meia Noite, e a propósito do caso das alegadas pressões a jornalistas do "Público".
  
"Nunca se vai apurar a realidade desta história, mas que alguma coisa aconteceu, aconteceu. É algo demasiado grave", sustentou o vice-presidente da Ongoing Media e ex-diretor-geral da TVI."Um ministro tão experimentado não devia estar a sujeitar-se a esta exposição, a este escrutínio e à dúvida que está a gerar. Devia ser ele a arrumar o assunto".
  
Moniz considerou ainda que Relvas "não tem sido um bom ministro, teria sido um bom secretário-geral do PSD". À saída do programa, o vice-presidente da Ongoing Media não quis fazer mais declarações sobre o caso.» [DN]

Parecer:

Quando o homem da Ongoig diz uma coisa destas isso significa que se Relvas ainda não foi enterrado é porque ninguém, nem mesmo Passos Coelho, está interessado no seu cadáver político, o "morto" tem  peçonha.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Acenda-se uma vela pela alma política de Miguel Relvas.»
  
Lembram-se das Esmeralda

«O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem condenou Portugal a pagar 15 mil euros de indemnização a Baltazar Nunes, pai da menor Esmeralda Porto, por não ter feito cumprir em tempo útil a sentença que lhe conferia a custódia.» [CM]

Parecer:

É uma pena que as damas presidenciais e outros colunáveis que se aproveitaram do caso não tenham sido condenados a nada.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»
  
Maioria protege Relvas

«A maioria PSD e CDS-PP chumbou hoje os pedidos feitos pelo PS e pelos Verdes para ouvir o ministro Miguel Relvas e os restantes envolvidos no caso da alegada pressão sobre uma jornalista do Público.» [DN]

Parecer:

É uma questão de tempo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Relvas se ainda não percebeu que já "morreu" para a política.»
  
Famílias inteiras com a sorte de poderem mudar de vida

«O número de casais em que ambos os cônjuges estão registados como desempregados atingiu em abril um máximo histórico, tendo aumentado 70,6 por cento face ao período homólogo de 2011, revelou o IEFP.» [DN]

Parecer:

Estas famílias deviam ser designadas por famílias Passos Coelho em homenagem a um primeiro-ministro que elogia o estatuto de desempregado considerando-o uma bênção.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
  
PSD viabiliza resolução do PS

«A maioria PSD/CDS decidiu abster-se hoje à tarde face à resolução do PS que propõe que o Governo se empenha na UE na luta por um "ato adicional" ao Tratado Orçamental que consubstancie uma agenda virada para o crescimento e o emprego.» [DN]

Parecer:

É mais do que óbvio que Passos Coelho vai ignorar a moção.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se que o documento passe a ser conhecido por Resolução Renova.»
  
CSF saiu melhor do que a encomenda

«"O Conselho de Finanças Públicas (CFP) tem um cariz técnico. O debate político deve ser feito ao lado, no Parlamento, pelos agentes políticos. Por vezes, neste relato, essa linha foi no mínimo pisada", defendeu Duarte Pacheco, deputado do PSD, perante a comissão parlamentar do Orçamento.

Teodora Cardoso reagiu defendendo que o CFP não quer assumir funções políticas, mas reafirmou que é difícil ver a "prudência na actual previsão", disse hoje a presidente do Conselho das Finanças Públicas.

O CFP defende ainda que o ajustamento orçamental no futuro não deve ser assente nos cortes de investimento e cortes horizontais de salários. "A nossa preocupação é que não se assente em cortes horizontais e despesa de investimento."

O primeiro relatório deste novo órgão, divulgado esta semana, sugeria já que estas previsões não deviam ser feitas pelo Ministério das Finanças. O documento classificava como "optimistas" as projeções do actual Governo para a evolução da economia, e notava que isso é uma tendência antiga.» [DE]

Parecer:

É mais fácil ser oposição.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida e sonora gargalhada.»
  
Gente que segundo o governo andou a gastar demais

«Ricardo Timpeira, 33 anos, não sabe ao certo quantos medicamentos teria de tomar para travar o avanço da espondilite anquilosante, a doença reumática crónica que lhe deforma os ossos, lhe encurva o corpo e o obriga a passar os dias de olhos presos no chão.

Não sabe, porque nunca chegou a aviar todas as receitas passadas pelo médico. "Tomo só os remédios para as dores porque sem esses nem me consigo levantar. Os outros medicamentos são para controlar o avanço da doença, mas o dinheiro não chega para os comprar", conta.

Ricardo vive com €39 por mês. Dos €189 que tem do Rendimento Social de Inserção, €150 são para pagar um quarto alugado, em Linda-a-Velha (Oeiras). "Nem dá para comer. Vale-me a senhoria, que tem pena de mim e me ajuda com algumas refeições."» [Expresso]
    
Saudades da Lurdinhas

«A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) acusou hoje o Ministério da Educação de ser uma "empresa de demolições", apostada em "deitar abaixo" o setor em Portugal, em todos os níveis de ensino.» [i]

Parecer:

Ainda vamos ver o Mário Nogueira apelar ao regresso da Lurdinhas.
 
A actuação da Fenprof começa a ser um case study do sindicalismo, começaram por quase festejar a vitória da direita a e nomeação do Crato para ministro, o seu presidente quase fez a continência ao primeiro-ministro e chegou a ir à Madeira ajudar eleitoralmente o Alberto João. Agora vai dando uns guinchos de vez em quando aumentando o tom de forma progressiva, ainda que muito lentamente. A Fenprof de Mário Nogueira parece estar metida em sabão numa tentativa de branquear a sua actuação recente, designadamente os apoios a medidas como o encerramento de escolas ou o primeiro aumento do número de alunos por turma, agora descobriu que estas medidas servem apenas para despedir professores e cumprir a meta da troika quanto à redução de funcionários públicos, senão mesmo ir além da troika e promover uma grande limpeza no ensino público.
 
Cá se fazem, cá se pagam, não é assim Marinho?
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à Lurdinhas se quer voltar a aturar o Mário Nogueira.»
  
Teixeira dos Santos vai ser ouvido sobre o BPN

«O antigo ministro das Finanças anunciou, a 2 de Novembro de 2008, a nacionalização do BPN ao lado de ex-governador do Banco de Portugal Vítor Constâncio.» [i]

Parecer:

Coisas que seria interessante saber:

  • Se foi o Sócrates a convencê-lo a nacionalizar o BPN ou se foi ele a convencer o Sócrates.
  • Se nacionalizou o BPN preocupado com os interesses dos portugueses ou para proteger os banqueiros.
  • Se fez as contas quando nacionalizou o BPN.
  • A razão porque em vez de nacionalizar toda a SLN optou por nacionalizar as fraudes e os prejuízos da SLN.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
  
Rei de Espanha andou a caçar um euro bond (ou german bond)!

«Até aqui, as infidelidades têm sido escondidas, mas recentemente foi tornado público o envolvimento do rei com a princesa Corinna zu Sayn-Wittgenstein num safari no Botswana, o que fez com que rainha Sofía fosse obrigada a impor condições para continuar com o casamento.

Este episódio aconteceu dois dias depois dos reis de Espanha completarem 50 anos de casados. A história da traição causou muito impacto depois de Juan Carlos ter sido hospitalizado na sequência de uma caça ao elefante no Botswana. A princesa Corinna terá acompanhado o rei nesta viagem e, segundo a imprensa espanhola, já é amante de Juan Carlos há muitos anos visto já o ter acompanhado em acontecimentos privados e até oficiais em várias situações.» [i]

Parecer:

Isto do rei da Espanha enrascada andar a caçar elefantes com a princesa alemã tem o seu lado irónico, até porque parece que uma espingarda latina mesmo velha faz melhor pontaria do que as espingardas alemãs. Até porque a princesa é bem mais interessante do que a bruxa má germânica.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
Gaspar faz lembrar o Teixeira dos Santos

«A quebra nos impostos cobrados pelo Estado continua a penalizar o défice público, embora se note uma recuperação face ao registado nos primeiros meses de 2012.

De acordo com a síntese de execução orçamental de Maio, divulgada esta tarde pela Direcção Geral do Orçamento, as receitas fiscais nos primeiros quatro meses do ano desceram 3% para 9,88 mil milhões de euros. O que contribuiu para o agravamento do défice do Estado para 3,05 mil milhões de euros. Um valor que compara com os 2,45 mil milhões de euros registados entre Janeiro e Abril do ano passado.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Os resultados estão sempre em linha com as previsões, para este governo uma quebra de 3% nas receitas fiscais é uma recuperação.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
Grande Isaltino

«A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa anunciou, esta quarta-feira à tarde, que o crime de corrupção passiva para ato ilícito cometido pelo autarca de Oeiras Isaltino Morais, no processo relacionado com as suas contas na Suíça, já prescreveu.


"A Procuradoria da República de Oeiras considerou, em síntese que, consumado o crime em 01-02-1996, mesmo aproveitando a constituição de arguido de 09-06-2005 do processo primitivo, sempre o procedimento criminal estaria extinto por prescrição na data de 01-02-2011, pelo que ordenou o arquivamento do inquérito", informa o comunicado emitido, esta tarde, pela PGD de Lisboa.» [Jornal de Notícias]

Parecer:

Sem comentários.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns ao Isaltino e sugira-se que se proponha patrocinar o próximo congresso do Algarve..»
   

   




Quarta-feira, Maio 23, 2012

Já nem os posso ver

Ainda bem que os rapazolas da troika optaram por andar menos discretos, já não suportava vê-los. Houve um tempo em que esta gente era conhecida pelos homens sem rosto, uma senhora que liderou o FMI em Portugal só mais tarde apareceu e até tem sido alguém que mostra simpatia pelo país, competência e equilíbrio nas análises que faz.

Estes rapazolas são irritantes, não passam de meros técnicos, sem qualquer peso político nas organizações, com menos currículo e competência que uma boa parte dos quadros com que se reúnem em Portugal. Mas como representam  as entidades que emprestaram dinheiro a Portugal confundiram os papéis e comportam-se como se fossem eles os verdadeiros donos do dinheiro e todos os portugueses com que se cruzam não passam de pedinchas. Nem o exército romano se comportava assim depois das suas conquistas, com este ar sobranceiro e com esta arrogância fazem-me recordar o Hitler em Paris ou em Vasórvia.

Quem é o senhor Poul não sei quantos para vir a uma universidade portuguesa fazer apreciações políticas sobre um governo, quem é ele para falar bem ou mal de um governo para dizer a um povo que o seu governo governa bem ou que governa mal? Que se saiba o FMI não é uma instituição de solidariedade, é uma organização internacional de que Portugal é um membro de pleno direito. Que se saiba Portugal não recebeu ajuda alimentar ou mesmo financeira, quem recebeu esse tipo de ajuda foi a Alemanha e mais alguns países, incluindo o do senhor Poul, o que Portugal recebeu foi assistência financeira, os empréstimos constituem dívida garantida que paga juros dignos de agiotas. Os países e organizações que participam deste programa estão a ganhar muito e bom dinheiro e até os três rapazolas estão a viajar à grande e à francesa por conta de Portugal.

Já irrita aquele ar de idiotas com que os três rapazolas se passeiam pelos corredores, não escondem o deslumbramento por entrarem em palácios, nunca nas suas vidas foram tratados com tanta distinção e é muito pouco provável que voltem a ser gente depois de regressarem aos seus gabinetes com direito a uma janela de meio metro com vista para a rua.

É evidente que a culpa não é só dos três palermas, um com cara de arrogante, outro careca e o terceiro com cara de parvo, a culpa é de governantes que se esquecem de que estão a representar uma das nações mais antigas da Europa, com uma história mais rica e com mais razões de orgulho de que uma boa parte dos ricaços do Norte, gente que se não fossem os gregos seriam uns analfabrutos, se não fossem os romanos ainda não tomavam banho e se não fossem os portugueses não temperavam a carne.

PS:  com um governo a fazer tudo o que lhes mandam e a ir mais além já é possível adivinhar uma avaliação muito positiva que vai considerar que há riscos externos e por isso não se pode abrandar a austeridade. Em circunstância algumas estes brilhantes técnicos assumirão a responsabilidade por estarem a levar a economia para um beco, o excesso de austeridade conduziu a um desequilíbrio nas contas públicas, isto é, a austeridade conduz a mais austeridade. 

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Santiago do Cacém
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Grafito, Lisboa [A. Cabral]
  
Jumento do dia


Vítor Gaspar

A OCDE divulga previsões pessimistas e defende que para cumprir as metas orçamentais o governo terá de adoptar um novo pacote de austeridade. Teodora Cardoso, presidente do Conselho das Finanças Públicas, dispara uma bateria de críticas veladas à política económica do governo, que os documentos orçamentais do Governo estão feridos de "uma pobreza de informação quantitativa", que as previsões macroeconómicas são "excessivamente optimistas", propondo que as previsões passem a ser feitas por uma "instituição independente"; defendendo que o Parlamento passe a votar os limites da despesa logo na primavera, tornando-os "restrições vinculativas", Defendendo que o Governo deve "racionalizar" a Função em Pública em vez de fazer "cortes ou compressões horizontais" às remunerações dos funcionários.

A tudo isto o que responde Gaspar? Nada, desaparece, fica em silêncio, é o ministro da Economia que dá o peito às balas, o tal que Gaspar desprezou quando gozou com ele dizendo que não havia dinheiro para medidas que estimulassem o emprego, o mesmo a quem Gaspar tirou as competências no âmbito do QREN. Pois, o pobre do Álvaro não serve para nada a não ser dar a cara quando o "corajoso" Gaspar se esconde e receia vir a público defender as suas decisões.

Pagou a quem?
  

O CM assegura em primeira página que o administrador do Freeport pagou 200 mil euros a Sócrates. Abro a página da notícia e a Sónia Trigueirão escreve, escreve mas esquece-se de referir o que se refere noutras notícias, que o tal administrador disse que o dinheiro, o tal que segundo a Sónia foi pago a Sócrates acabou depositado na conta de Charles Smith. Das duas uma, ou os investigadores se esqueceram de averiguar as contas de Charles Smith ou este esqueceu-se dos talões para explicar o que fez ao dinheiro.

Se o administrador da Freeport tiver mais uns 200 mil para dar a amigos eu mando-lhe o número da minha conta e depois ele arranja alguém a quem acusar de ter dado o dinheiro. Daqui a uns tempos esse alguém será acusado pela Sónia Trigueirão de ter recebido o dinheiro.~

Parece que a Sónia se esqueceu de ir à base de dados, se o tivesse feito teria descoberto algumas informações interessantes:

  • Que as supostas luvas foram investigadas no Reino Unido pelo Serious Fraude Office [DE].
  • Que o senhor Perkins foi chamado agora e não o foi durante a investigação porque foi ele o autor do famoso vídeo e não podia ser ouvido porque o vídeo não servia de prova. [Público]

Quem garante à Sónia que o dinheiro foi para o Sócrates e não ficou na conta do Charles ou não foi parar a uma conta do Perkins? Ok, a Sónia conhece bem os senhores Perkins e Charles e era capaz de meter as mãos no lume pela honorabilidade dos dois, o Sócrates é que é um grande malandro.


 Meet the Fokkens (Ouwehoeren) English trailer


   
 Cheia mal que tresanda
  

O que se terá passado entre o todo-poderoso Relvas e a jornalista do Público? Relvas achou que deveria ser a ERC a decidir quem se portou bem e quem se portou mal. O ministro aceitou fazer um duelo mas certificou-se que apenas a sua arma ficava carregada e, não fosse o diabo tecê-las, ainda escolheu o juiz.
  
Qualquer cidadão deste país já sabe quais vão ser as conclusões da ERC: «Bla, bla, bla, não se provou nada».  A ERC, como todos os reguladores do que quer que seja em Portugal, para além de serem instituições muito vantajosas para quem nelas trabalha não passam de unidades fabris da principal produção do Estado português, águas de bacalhau. Até é pena que o odor desta água não permita que possa concorrer com a Perrier, senão é que o ministro da Economia propunha a criação de uma multinacional portuguesa de distribuição de águas de bacalhau.
  
Mas há um pequeno problema, branquear Miguel Relvas lavando-o com águas de bacalhau o pobre ministro fica com aquele odor muito desagradável. A verdade é que ninguém vai concluir que o Público, empresa, redacção e jornalista, mentiu e que Relvas foi alvo de falsas acusações, o melhor que Relvas conseguirá é que não se prove a sua culpa. Num país onde há muito que não existe palavra as acusações de que Relvas foi alvo não conta, a não ser que as conversas tenham sido gravadas,  mas neste caso estaremos perante um crime.
  
Passos Coelho tudo fará para manter o seu ministro, até porque Relvas e Passos são uma emanação um do outro e é aí que reside o problema de Passos Coelho. Da mesma forma que o tal cheiro a bacalhau podre nunca largará Relva a dúvida sobre o papel de Passos será inevitável. Relvas fez mesmo uma chantagem muito feia sobre a jornalista para proteger o governo de Passos Coelho. Vai pensar-se que Miguel Relvas fez chantagem por sua livre iniciativa ou estamos perante uma acção aceite como normal pela dupla de amigos e políticos que levaram este PSD ao governo?
  
É óbvio que neste país ninguém acreditará que a jornalista tem a imaginação criativa para inventar acusações tão graves e os responsáveis do Público são idiotas, algo se passou, todos sabemos o que foi e a esta hora já Miguel Relvas devia estar fora do governo. Se não está é porque as suas práticas políticas não só são consentidas como são decididas em conjunto com o primeiro-ministro. Quem se mete com o governo leva e cabe a Miguel Relvas exercer a justiça mafiosa, é isto que todos vamos pensar.





 

A culpa da Grécia e a culpa da Alemanha

«Quando, em maio de 1945, a Alemanha perdeu a II Guerra Mundial, tinham morrido, ninguém sabe ao certo, uns 40 milhões de pessoas. O país estava literalmente destruído e contava, por sua vez, cerca de sete milhões de mortos. As potências vencedoras decidiram viabilizar economicamente a nova Alemanha, apesar de a terem separado da Áustria e de a terem dividido: a RFA sob a tutela da Grã-Bretanha, França e Estados Unidos; a RDA sob a tutela da União Soviética. Mas esta solução foi bem melhor do que a que Churchil, o primeiro--ministro inglês da guerra, chegou a planear: transformar o país num enorme campo agrícola, sem indústrias, sem serviços, sem nada.

De 1947 até 1952 a Alemanha Ocidental recebeu, do Plano Marshal, 3,3 mil milhões de dólares. Esta dívida foi paga ao longo de 25 anos, até 1978: mil milhões pelo Governo, os restantes 2,3 mil milhões por um Fundo que emprestou esse dinheiro a juros baixos e a prazos longos, principalmente a pequenas e médias empresas.

A partir de março de 1960 - 15 anos depois do fim da guerra - a Alemanha Ocidental - graças a um dos maiores crescimentos económicos de sempre, de que o povo da RFA tem todo o mérito mas que só foi possível realizar por não ter faltado dinheiro para investir - começou finalmente a pagar indemnizações devidas a 11 Estados : a Grécia recebeu 115 milhões de marcos alemães, a França 400 milhões, a Polónia cem milhões, a Rússia sete milhões e meio, a então Jugoslávia oito milhões. Foram pagos três mil milhões de marcos a Israel e 450 milhões a organizações judaicas.

Depois da reunificação da Alemanha, com a queda do bloco soviético, a reconstrução da RDA custou, de 1991 a 2009, 1,3 biliões de dólares, sendo que 120 mil milhões vieram de ajudas externas.

Hoje a Alemanha é um dos países que mais contribuíram para ajudar o exterior. É uma das quatro ou cinco economias mais fortes do mundo. É um grande Estado.

Olho o que se passa na Grécia, onde a população, martirizada por cinco anos de austeridade, exige o fim do acordo com a troika e pede, simplesmente, mais tempo e melhores condições para pagar o que deve e para recompor a economia do país. A Alemanha olha-a com desdém, recusa o apelo, ameaça tirá-la do euro, culpa-a por irresponsabilidade e exige castigo por não cumprir os acordos da troika.

Olho esta suposta culpa dos gregos e comparo-a com a culpa dos alemães, há 67 anos. Se os vencedores da guerra de então tivessem sido tão insensatos como os dirigentes da atual guerra financeira, que restaria, agora, da grande Alemanha?» [DN]

Autor:

Pedro Tadeu.
  

[Fascistas] alemães fazem chantagem sobre os eleitores gregos

«O Deutsche Bank, maior banco privado alemão, propôs hoje a introdução de uma moela paralela ao euro na Grécia, caso os adversários das medidas de austeridade ganhem as eleições legislativas de 17 de junho.» [DN]

Parecer:

O que os banqueiros alemães estão fazendo é uma ameaça aos eleitores gregos, ou fazem o que a Alemanha quer ou são expulsos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o Deutsche Bank à bardamerda.»
  
Cavaco diz que empresários indonésios são bem-vindos

«O Presidente da República, Cavaco Silva, apelou hoje a um aumento do investimento indonésio em Portugal, dizendo que os "empresários indonésios são muito bem-vindos", e convidou Susilo Bambang Yudhoyono a visitar Portugal.» [DN]

Parecer:

Depois de terem vendido a EDP a preços de saldo aos chineses até o Al Capone seria recebido de braços abertos.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
Coisas que a OCDE diz

«Segundo o “Better Life Index”, Portugal fez “progressos significativos” nos últimos anos no que toca à modernização da economia e aperfeiçoamento da qualidade de vida dos cidadãos, apesar de a crise financeira global ter enfraquecido o crescimento do país.» [i]

Parecer:

Estarão a referir-se ao governo do Relvas?

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
Crise atinge fast-food

«O grupo Ibersol, que detém algumas das maiores cadeias de restauração em Portugal, teve uma queda abrupta de 81% nos lucros no primeiro trimestre e já foi obrigado a fechar três estabelecimentos.» [Público]

Parecer:

Um lado positivo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «As empresas do sector que pratiquem melhores preços.»
  
BCE injecta 100 mil milhões na banca grega

«De acordo com o diário britânico, esta operação está a ser gerida secretamente pelo Banco Central Europeu (BCE), através do mecanismo Assistência de Liquidez de Emergência (ELA), utilizado apenas em situações limite, como aconteceu na Irlanda.

Embora a notícia não tenha sido confirmada por fontes oficiais, o Financial Times garante que a instituição liderada por Mario Draghi já entrou em cena, estando a injectar dinheiro nos bancos helénicos, através do banco central grego, num total de 100 mil milhões de euros.» [Público]

Parecer:

Um bom princípio, mais razoável do que a chantagem alemã.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»
 


 A vida difícil de uma atleta olímpica
   

«A atleta norte-americana Lolo Jones, sétima classificada na final dos 100 metros barreiras nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, admitiu numa entrevista televisiva que ainda é virgem aos 29 anos e que está a procurar namorado através das redes sociais.

"Manter-me virgem tem sido mais difícil do que treinar para os Jogos Olímpicos ou acabar o curso", disse a barreirista ao programa 'Real Sports', do canal de televisão por cabo HBO, acrescentando que só manterá relações sexuais após o casamento.» [CM]