quinta-feira, junho 21, 2018

VOLTA CENTENO ANTES QUE SEJA TARDE


Ainda que não se possa dar muita credibilidade às sondagens, não deixa de se constatar alguma relação entre a evolução das intenções de voto atribuídas ao PS pelas sondagens da Aximage e o “desaparecimento” de Mário Centeno. Mário Centeno quase desapareceu de cena e o PS parece estar a cair nas sondagens.

O ministro das Finanças é um dos governantes com mais prestígio e graças ao seu desempenho a sua palavra é tida em consideração pelo cidadão comum. Num país com mais de um século de crises financeiras seguidas de empobrecimento forçado, faz parte da nossa genética a atribuição de uma grande importância aos ministros das Finanças. O português comum gosta de ter um ministro das Finanças competente e que lhe inspire confiança, o mesmo se pode dizer dos empresários e dos investidores internacionais.

Se o governo que era o Centeno, o Costa mais uns quantos tipos faz desaparecer Mário Centeno de cena corre um sério risco de ficar nervoso com a evolução das sondagens. Pode dizer-se que António Costa é um político cheio de qualidades, mas a verdade é que chegou à liderança do PS com as sondagens a atribuir-lhe uma maioria absoluta e depois foi o que se viu.

Quando Mário Centeno aceitou a presidência do Eurogrupo houve quem ficasse preocupado com a sua falta de tempo para os assuntos nacionais. Curiosamente a sua aparente ausência em nada alterou o rigor no ministério das Finanças. Mas é óbvio que o seu desaparecimento na comunicação entre o governo e a sociedade tem tido custos.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Rui Rio, líder do PSD

Rui Rio tem-se aproveitado do conflito entre Governo e professores, algo que parece vir a resolver-se mais tarde ou mais ceedo, usando o argumento de que se ofereceu sem se ter, prova de que a situação financeira do país não é a que se diz. Agora que o seu amigo da Madeira se adiantou ao Governo para dar tudo o que os professores pediam, que argumento terá Rui Rio, que a situação financeira da Madeira é bem melhor do que a do país?

«Ao contrário do que se está a passar no continente, onde as negociações entre Governo e sindicatos ainda correm, os professores da Madeira já chegaram a um possível acordo com o executivo insular: vão recuperar todo o tempo de serviço ao longo de sete anos, revela o “Público” esta quarta-feira.

Na segunda-feira da semana passada, o executivo do Funchal propôs a recuperação integral do tempo de serviço dos professores em sete anos. A direção do Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) decidiu ouvir os sócios e 85% destes votaram pelo regresso à mesa de negociações e cancelaram a greve que tinham agendada.

Portugal é só um, mas tudo indica que irão existir três soluções distintas para a questão da contagem do tempo de serviço dos professores que viram as suas carreiras congeladas entre 2005 e 2007 e entre 2011 e 2017. Uma para os Açores, uma para a Madeira e outra para Portugal continental.

De acordo com o matutino, o calendário proposto pelo Governo social-democrata da Madeira estende-se por sete anos. Nos primeiros seis, os professores recuperam a cada ano 545 dias de tempo de serviço. No sétimo e último ano, vão buscar os restantes 141. No total, o equivalente aos mais de nove anos reclamados também no continente.» [Expresso]

      
 Conclusão brilhante
   
«A recompra de capital na TAP, concretizada em 2017, levou o Estado a assumir maiores responsabilidades na capitalização e financiamento da empresa, afirma o Tribunal de Contas numa auditoria aos processos de privatização da companhia aérea.  Apesar de o Governo socialista ter recuperado o controlo estratégico da companhia com esta operação, que lhe permitiu ficar com 50% do grupo de aviação, perdeu direitos económicos, que passaram de 34% para 5%, em futuras distribuições de dividendos. E o resultado final é uma maior exposição aos riscos adversos da empresa, onde se inclui a possibilidade de o Estado assumir a dívida bancária até à privatização.

O Tribunal de Contas destaca como aspeto positivo a viabilização da empresa, mas considera também que o processo da recomposição do capital da TAP “não conduziu ao resultado mais eficiente” e aponta o dedo aos governos e partidos que venderam e recompraram a transportadora, responsabilizando-os pela instabilidade legislativa e sucessivas alterações contratuais que marcaram o processo.» [Observador]
   
Parecer:

É óbvio que se o Estado recomprou tem mais responsabilidades do que quando a empresa era privada.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Incêndios de Pedrógão: mais três arguidos
   
«Há mais três pessoas constituídas arguidos no processo-crime em que se apuram responsabilidades pela morte de 66 pessoas, nos incêndios de Pedrógão Grande. Com este novo desenvolvimento, são já 13 os suspeitos de crimes que vão do “homicídio por negligência” a “ofensas corporais por negligência”.

O Departamento de Investigação e Ação Penal de Leiria refere, em comunicado divulgado esta terça-feira, que há três novos arguidos e que, tal como os dez anteriores, “todos pessoas singulares”. No processo instaurado depois dos incêndios de junho do ano passado, que mataram 66 pessoas, “estão em causa factos suscetíveis de integrarem os crimes de homicídio por negligência e ofensas corporais por negligência”, recorda o Ministério Público.» [Observador]
   
Parecer:

Parece que a justiça encontra responsáveis que os jornalistas e a comunicação social ignoraram de forma premeditada.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelo julgamento.»

 Vem aí desgraça
   
«Depois de vários anos a financiar de forma expressiva vários clubes de futebol, o Millennium BCP já não o poderá fazer. Miguel Maya, o novo presidente-executivo, acaba de inscrever no regulamento interno que o banco não pode voltar a conceder empréstimos a clubes de futebol, não só pelo risco que incorporam, mas por não serem o seu core business (actividade estratégica).

Aliás, quando, em 2012, o BCP pediu três mil milhões de euros de fundos públicos para se capitalizar através da linha da troika, uma das condições impostas pelas autoridades europeias (em concreto, a DGComp) foi, precisamente, que o banco não aumentasse a sua exposição a clubes de futebol. Entretanto, em Fevereiro de 2017, o BCP liquidou a sua dívida ao Estado e as imposições de Bruxelas foram levantadas.

A decisão de Miguel Maya de inscrever agora no regulamento do BCP a proibição de dar financiamento aos clubes surge numa altura em que a relação do Sporting com a banca portuguesa se tornou explosiva.» [Público]
   
Parecer:

Isto pode significar a desgraça do SCP.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

quarta-feira, junho 20, 2018

ENTRE DUAS SELFIES

Parece que cada vez que Marcelo Rebelo de Sousa vai à missa a Pedrógão Grande tem um momento de inspiração divida e ouvidas as preces e homilias chega à rua e define mais uma prioridade nacional, agora mandou uma diretiva ao António Costa, quer que as assimetrias entre o litoral e o interior até mais ou menos o fim do contrato que o Rui Patrício tinha com o Sporting Clube de Portugal.

Porreiro pá! Esperemos que a próxima missa abrilhantada com a presença do Presidente da República decorra na igreja da Cova da Moura e que terminadas as selfies junto á saída o Presidente da República tenha mais um dos seus momentos de inspiração e decrete que António Costa fica logo ali obrigado a acabar com as assimetrias entre aquele bairro da periferia de Lisboa e a Quinta da Marinha ou, de preferência, a Quinta Patino e que tal clique milagroso ocorra antes que o treinador Sinisa Mihajlovic seja despedido do SCP, depois de dizer que Bruno de Carvalho percebe menos de futebol do que as mulheres.

Que pena que nunca tenhamos tido um presidente tão realizador como aquele que temos agora, já decretou o fim dos incêndios, dos sem abrigos e agora decreta o fim das assimetrias entre o litoral e o interior. Tudo de uma penada, sem estudos, sem teorias do desenvolvimento económico, sem ter de se estudar o desenvolvimento regional, sem grupos de trabalho, sem a seca de ouvir economistas, nem mesmo o João Duque, que maravilha.

Como este país seria diferente se tivéssemos tido presidentes tão empreendedores, já não dizemos desde o tempo do Carmona, mas pelo menos desde o Eanes. Como teria sido bom se Eanes tivesse decretado que em três anos acabassem as assimetrias entre Portugal e a França, se Mário Soares determinasse por decreto presidencial que em três anos o Cavaco poria os portugueses a ganhar tanto quanto os suíços ou que uns anos depois, o Cavaco tivesse determinado a Guterres que em dois anos as vacas da Graciosa além de sorrirem também falassem inglês, para o caso de quererem emigrar para os EUA antes que viesse o Trump!

Tudo isto e muito mais, tanto quanto a imaginação permitisse, por mero decreto presidencial verbal, dito entre duas selfies no adro que uma qualquer igreja, sem estudo, sem cientistas, sem nada mais do que um breve momento de inspiração presidencial. Como tudo seria fácil, se 

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Fernando Medina, autarca

Só uma autarquia irresponsável permite que uma estátua com figuras tão frágeis possa servir de bancada durante um jogo a que o próprio presidente da autarquia assistiu no Terreiro do Paço. O porreirismo tem limites.

«A Câmara Municipal de Lisboa (CML) está a avaliar se os estragos da Estátua Equestre de D.José I, no Terreiro do Paço, foram provocados durante a transmissão do jogo de Portugal frente à Espanha na passada sexta-feira.

Sem proteções instaladas em redor a fazer de barreira, dezenas de adeptos subiram e apoiaram-se na estátua para ver o jogo da seleção nacional que estava a ser transmitido num ecrã gigante — o que poderá ter provocado o estrago.

Os técnicos da CML vão deslocar-se ao local para avaliar a estátua e averiguar se os estragos já existiam antes da transmissão do jogo, confirmou fonte do Departamento de Património Cultural ao Observador, acrescentando que só depois de essa avaliação ser concluída é que poderão prestar esclarecimentos. Quatro dedos — três na mão direita e um na mão esquerda — encontram-se partidos na figura que se encontra na zona lateral da estátua e por baixo da figura de D. José I. A figura masculina, que simboliza o Triunfo, conduz um cavalo que, por sua vez, representa a Europa.» [Observador]

     

 Turismo tétrico
   
«"Eu gostava de passar aqui um ou dois dias e na zona da tragédia de Outubro um ou dois dias, no começo de Agosto ou no final de Agosto, como se fosse passar férias, entre aspas, como turista"", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, imaginando um roteiro com mergulhos na Praia das Rocas e passeios pedestres.

A intenção do Presidente da República surge, segundo o próprio, "como incentivo" a que os portugueses escolham os concelhos do interior, e em particular, aqueles afectados por grandes incêndios em 2017, para "passar as suas férias".

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas à saída da sede da Associação dos Familiares das Vítimas dos Incêndios de Pedrógão Grande, numa antiga escola primária na aldeia de Figueira, onde participou numa cerimónia de homenagem íntima e reservada.» [TSF]
   
Parecer:

Compreende-se que Marcelo vá muitas vezes a Pedrógão Grande e que participe em muitas missas com a senhora da associação, mas daí a sugerir que aquela vila se transforme numa estância balnear já começa a ser demais. Um dia destes vamos ter um guia turístico a dizer aos visitantes onde começou o incêndio ou como fez a Judite, a dizer onde morreram cidadãos para tirar fotografias?

Há limites para o populismo e para o ridículo.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Aposto que vão ter uma visita do Presidente
   
«Os militares do Regimento de Apoio Militar de Emergência apoiaram o combate aos incêndios diariamente durante quase seis meses. Estiveram em dezenas de teatros de operações e envolveram milhares de homens e mulheres. Não tiveram uma palavra de apreço do poder político. Até as comissões independentes de investigação se esqueceram que existiam.

Fizeram rescaldo dos fogos, vigilância e detecção de vítimas, prestaram apoios às populações e aos bombeiros empenharam a engenharia militar e receberam dezenas de desalojados no seu quartel em Abrantes. Estiveram em acção de Junho a Novembro. Não tiveram do poder político uma palavra de reconhecimento e houve até partidos que pediram a criação em Portugal da Unidade Militar de Emergência existente em Espanha, quando ela já existia no nosso país. Nem sequer foram ouvidos por qualquer comissão de investigação aos fogos de 2017. Dizem dispensar os elogios e asseguram estar preparados para voltarem ao terreno sempre que forem chamados. Agora com equipamento novo, que deveria ter chegado em 2017 e só chegou este ano.

Na tarde do dia 17 de Junho de 2017 o primeiro-sargento Pires era o responsável pela sala de Comando, Controlo e Comunicações do RAME, no Quartel de S. Lourenço, em Abrantes, onde está também sediada a Unidade de Apoio Militar de Emergência (UAME). Na sua secretária e na parede à sua frente uma dezena de monitores dão-lhe informação detalhada via Internet e via satélite da situação dos incêndios, das operações em curso e da meteorologia. “A partir das 18h, pelas notícias e por outras informações que recebíamos começamos a perceber que algo fora do normal estava a acontecer na região da Pedrógão e arredores”, conta.» [Público]
   
Parecer:

A esta hora já a Casa Civil do Presidente, uma espécie de gabinete de imagem, estará a agendar a visita, podem começar a carregar as baterias dos telemóveis para tirarem muitas selfies.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 os partidos estão a enterrar-se na guerra do SCP
   
«“Os contornos de uma golpada – o assalto aos sportinguistas”. É com esta introdução que Bruno de Carvalho partilha, no seu mural no facebook, uma publicação de um dos membros do conselho diretivo do Sporting que se queixa de ter sido alvo de pressões “de dirigentes partidários” para abandonar a direção do Sporting. Uma saída que podia ser fatal para Bruno de Carvalho, já que basta que caiam mais dois membros do conselho diretivo para que o presidente do clube perca o quórum e o clube avance para eleições antecipadas.

Luís Gestas é o nome do dirigente que escreveu um texto no facebook, revelando mensagens das pressões que diz ter sofrido, embora em nenhuma delas seja possível identificar o remetente ou o destinatário. Nos SMS alegadamente recebidos por Gestas é-lhe prometida “uma oportunidade de garantir o futuro” na área que “exemplarmente” criou. No Sporting, o dirigente estava à frente da área do desporto adaptado”.

São conhecidas as ligações de Gestas ao PS, partido ao lado do qual chegou mesmo a envolver-se nas últimas campanhas eleitorais do partido em Loures, tendo sido funcionário da Câmara Municipal local e administrador numa empresa municipal do concelho. Agora, o dirigente do Sporting vem dizer “basta!” às “pressões para abdicar” do seu lugar no Conselho Directivo, fragilizando Bruno de Carvalho, e fala de “dirigentes partidários” que acusa de o “tentarem com empregos”.» [Observador]
   
Parecer:

Só políticos doidos é que se metem numa guerra como a que divide o SCP, até o Ferro Rodrigues já deverá ter percebido a infelicidade da sua intervenção.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

terça-feira, junho 19, 2018

A FASE DA SURDEZ

Não é fácil para um primeiro-ministro ou mesmo para um ministro ou secretário de Estado terem a noção da realidade e, principalmente, ter a perceção do que pensa a opinião pública acerca do seu desempenho. O que sai nos jornais, a boa ou má imprensa, depende muito de jogos que nem sempre são claros e à volta dos governantes há sempre um muro de graxistas e lambe botas que lhes dizem sempre que graças a eles somos todos umas Alices no País das Maravilhas.

A não ser que o ou a conjugue lhes diga algumas das boas que ouviu quando foi às compras, o que é muito pouco provável, os governantes quase só ouvem dizer maravilhas do seu desempenho. Chefes de gabinete, adjuntos e assessores são uma imensa escola nacional de graxistas que sabem que a melhor forma de conquistarem a simpatia dos chefes é dizendo maravilhas deles. 

Por outro lado, ao fim de três anos de governação os ministros e secretários de Estado perdem qualquer capacidade de autocrítica e apenas conseguem encontrar notas positiva para os resultados do seu desempenho. Ninguém nesta fase comete erros ou aponta responsabilidades aos serviços do Estado que estão sob a sua tutela. A Saúde está uma maravilha, no fisco só há sucessos, as estradas estão mais seguras, o Simplex + transformou o Estado numa modernice que nunca se viu.

Esta é a fase mais perigosa para qualquer governo, a da surdez, António Costa e os seus já não vão querer ouvir ideias novas porque as deles revelaram-se uma maravilha, qualquer crítica deixa-os ofendidos. Só aceitam elogios e só têm ouvidos para boas notícias, não vale a pena dizer-lhes que o ambiente nas escolas fervilha, que o descontentamento na Saúde alastra, que ainda há muita evasão fiscal para combater.

segunda-feira, junho 18, 2018

GENTE FORA DA LEI

«Já passaram cinco meses. A legislação entrou em vigor logo no início do ano: se quiser mudar de banco, basta solicitar a uma nova instituição à sua escolha. Depois de fazer o pedido, as suas transferências periódicas — a receber ou a emitir — e débitos diretos mudam automaticamente de casa, além do saldo que tiver na conta antiga. Até pode exigir o encerramento da conta no banco anterior sem o visitar.

Na prática, o que acontece? Nada. O Observador solicitou o serviço de mudança de conta, tal como descreve o Decreto-Lei n.º 107/2017, junto de 24 agências dos 14 bancos que têm (ou terão) mais presença física em Portugal. Em 23 dessas visitas anónimas, que aconteceram na segunda semana deste mês de junho, as respostas mais frequentes foram “não é possível” e “nenhum banco o faz”.» [Observador]

Se um dia os portugueses soubesse de tudo sobre os nossos banqueiros é bem provável que uns dias depois estivessem todos exilados no Brasil, tal é a sua responsabilidade em muitas das nossas desgraças, as formas infames como têm ganho dinheiro, a forma despudorada como fazem chantagem sobre os governo.

O ponto mais alto do comportamento desses velhacos foi quando montaram uma encenação com a Judite Sousa para forçarem a vinda da Troika, isso depois de terem investido muitos milhões na dívida soberana, comprando o dinheiro a quase 0% ao BCE para o vender ao Estado por taxas pornográficas. Quando perceberam que o esquema podia dar para o torto mandaram vir a Troika e promoveram uma brutal transferência de riqueza de todos os portugueses a seu favor.

A banca portuguesa está habituada a mandar nos governos e nos governadores do banco de Portugal e só isso permite que cumpram apenas as leis que foram escritas ou mandada escrever pelos banqueiros. Está demasiada habituada a dar ordens aos governantes e aos governadores, só isso explica que o Governo adopte uma norma e a banca se possa dar ao luxo de a ignorar, sem sofrer quaisquer consequências.

É tempo de os governos meterem a banca na ordem, é inaceitável que gente que só sobreviveu à custa de ajudas dos contribuintes considere que o país é uma república das bananas