quarta-feira, Julho 23, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura




 Férias
  
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Praia da manta Rota

Como é costume nesta época do ano vou de férias, noutros tempos diria que ia para a praia dos Três Pauzinho, mas como já não há grandes segredos devo dizer que estarei na Praia do Cabeço também conhecida por Praia da Retur ou Praia do Alemão, enfim, uma tem três pauzinhos, a outra tem três nomes.
  
Em relação à Praia dos Três Pauzinhos a do Cabeço tem um grande inconveniente, já fica perto da Manta Rota, uma praia que como é sabido costuma ser muito mal frequentada, se a maré corre de sudoeste há o risco de apanharmos algum fungo ou outra coisa má, como chatos e piolhos. 
  
Entre o Cabeço e a Manta Rota fica a Altura, praia onde há uns anos o agora ministro Opus Macedo partiu o braço numa ondinha. Mas esperemos que tudo corra bem e que este ano não tenha de prolongaras férias até ao final de Outubro, como sucedeu no ano passado, quanto ao Dr. Macedo que tenha cuidado com o cachão não se vá afogar, ainda tem um bocadinho de SNS por destruir.
  
Como é normal nestas circunstâncias O Jumento será mantido mas com perturbações.
 
   Foto Jumento
 

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Praia do Cabeço, Castro Marim
  
 Jumento do dia
    
Mário Nogueira

É quase deprimente ver o Mário Nogueira destes dias, o grande líder dos professores, um dos grandes colaboradores de Passos Coelho na oposição arrasta-se agora liderando lutas perdidas. Longe vão os tempos em que inaugurava instalações com Alberto João Jardim ou quando cumprimentava Passos Coelho com vénias, a direita já esqueceu os favores ou, então, faz como o governador romano da Judeia.

«A Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), para professores com contratos inferiores a cinco anos, realizada esta terça-feira terminava oficialmente às 12h30. Assim foi em todas escolas menos numa. De acordo com um comunicado do Ministério da Educação, 87 das 88 das escolas conseguiram realizar a prova dentro da normalidade. Realizaram a prova 2745 professores, de um universo de 4120 inscritos.  A escola onde não se realizaram provas foi a de Oliveira do Douro.

A informação recolhida pelo Ministério da Educação e Ciência aponta para que em todas as outras escolas a prova se realizou em condições normais, mesmo onde houve perturbação externa. O Observador conseguiu confirmar distúrbios em três escolas, um deles já noticiado – a Escola Secundária Rodrigues de Freitas, no Porto.» [Observador]
 
 Dúvida

Paulo Portas ainda é quem no governo coordena a área económica?
   
   
 Terá sido sugestão de Arnaut?
   
«O grupo financeiro Goldman Sachs adquiriu uma participação qualificada de 2,27% do capital social do Banco Espírito Santo (BES), noticia o Jornal de Negócios.

A mesma publicação avança ainda que a DESCO também já detém uma participação qualificada de 2,71% no banco agora liderado por Vítor Bento. Os dois grupos passaram a deter, individualmente, uma fatia superior a 2% do capital social do banco.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Estarão aproveitando as baixas cotações das acções ou sabem mais do que nós?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   
 Mas que grande milagres
   
«Pouco potencial de crescimento até 2018, um mercado de trabalho anémico, caro e com desemprego para durar, um ajustamento da balança externa que parece ser de curta duração. Este é, em traços largos, o mais recente diagnóstico de uma equipa de seis peritos do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre Portugal e restantes países da zona euro submetidos a programas de intervenção financeira e económica (Grécia, Espanha e Irlanda).

No estudo "Ajustamento nos países deficitários da área do euro", hoje divulgado, o FMI reitera todas as críticas negativas que deixou nas suas últimas avaliações ao programa de ajustamento português. Diz, inclusive, que os salários não caíram e que os custos do trabalho desceram sobretudo devido à forte destruição de empregos. A análise é feita entre o primeiro trimestre de 2009 e o segundo trimestre do ano passado.

A instituição, que tal como a Comissão Europeia, acompanhará Portugal durante várias décadas, fazendo recomendações de política económica e orçamental (Espanha e Grécia, idem), deixa uma lista extensa de avisos relativamente ao "médio prazo".

Na parte salarial, o estudo diz que "em Portugal e Espanha, os salários não caíram e as reduções registadas nos custos unitários do trabalho (5% a 10%) vieram acima de tudo da destruição de emprego" entre o início de 2009 e meados de 2013. "O produto interno bruto real continua abaixo dos níveis pré-crise", observa.» [DN]
   
Parecer:

Será que a Santinha da Horta Seca tem algum comentário a fazer?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»
     

   
   
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terça-feira, Julho 22, 2014

Cavaco, o economista

O grande argumento usado pro Cavaco Silva nas suas campanhas presidenciais era o de que queria ajudar o país com os seus conhecimentos e experiência de economia. Depois da ajuda que deu quando era ministro das Finanças, orçamentos incompetentes e uma revalorização eleitoralista do escudo que nos conduziu á porta do FMI, ou, pior ainda, do desastre no processo pós-adesão à EU que culminou com um Estado quase falido e a substituir vencimentos por títulos do Tesouro, queria ajudar Portugal enquanto presidente.
  
A sua mais recente intervenção mostra como Cavaco ajuda o país com os seus conhecimentos, anda semanas calado a propósito do BES e quando está quase nos antípodas e sabe cque conta com os jornalistas mais dóceis eu integram a comitiva presidencial decide falar sobre o assunto, esquecendo que de vez em quando, se isso não lhe interessa, argumenta que não fala do país quando está no estrangeiro.
  
E o que disse o Presidente da República sobre o BES? Da sua autoria não disse nada, dos seus vastos conhecimentos de economia não resultou qualquer ajuda, limitou-se a reproduzir o que foi dito pelo Banco de Portugal. Isto é, temos um Presidente que dá meia volta ao mundo para assumir as funções de porta-voz do governador do Banco de Portugal.
  
Bem, talvez lhe tenhamos de agradecer a humildade pois na sua vida política falou duas vezes sobre este tipo de problemas. Da primeira vez era primeiro-ministro e abriu a boca para provocar um crash na bolsa de valores de Lisboa, arruinando muitos dos que o seu governo tinha estimulado a investirem no mercado de capitais, depois da privatização da banca com o sucesso que agora se tem visto, Cavaco propunha-se a dinamização do mercado de capitais.
  
A segunda vez que Cavaco falou destas coisas foi para explicar aos portugueses que foi um sortudo, ganhou dezenas de milhares de euros com um negócio no BPN mesmo não sabendo nada dessa coisa de acções escritas em inglês. Se calhar cavaco fez bem em reduzir o seu papel ao de porta-voz do BdP, não teve de traduzir termos em inglês, nem teve de recorrer aos parcos conhecimentos de um humilde professor como em tempos disse que era.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Pato-real do Jardim Gulbenkian, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Já houve um tempo em que Cavaco se recusava a falar sobre o país durante viagens no estrangeiro. Parece qeu mudou de ideias, agora fica calado enquanto está em Portugal e aproveita a viagens para se pronunciar sobre o que se passa em Poertugal, inclusivém sobre assuntos em que já ninguém esperava ouvi-lo.

2008:

«O Presidente da República desdramatizou, este sábado, a polémica que se criou depois de se ter referido ao 10 de Junho como o “dia da raça”, uma designação conotada com o Estado Novo, recusando fazer comentários sobre política interna no estrangeiro.

«Aqui não faço comentários sobre política interna, politiquices, nem sobre “fait-divers”. Toda essa matéria fica para o nosso próprio país», respondeu aos jornalistas à margem da inauguração do Pavilhão de Portugal na Expo2008, em Saragoça, Espanha..» [TSF]

2014:

«Questionado pelos jornalistas numa conferência de imprensa em Seul, na Coreia do Sul, sobre se a situação do Grupo Espírito Santo pode ter consequências na economia portuguesa, Cavaco Silva afirmou que o "Banco de Portugal tem sido perentório, categórico, a afirmar que os portugueses podem confiar no Banco Espírito Santo (BES)".

O Presidente da República justificou que os portugueses podem confiar no BES "dado que as folgas de capital são mais do que suficientes para cobrir a exposição que o banco tem à parte não financeira, mesmo na situação mais adversa".

Sobre a atuação do Banco de Portugal neste processo, Cavaco Silva disse que, segundo a informação que tem, o banco, "como autoridade de supervisão, tem vindo a atuar muito bem a preservar a estabilidade e a solidez" do sistema bancário português.» [JN]
 
 Foi fácil tirar o Seguro das Associações de estudantes

Questionado sobre a simpatia de António Costa em realção a uma eventual candidatura de António Guterres o ainda líder do PS decidiu dar um ar da sua graça, mas ignorando que mais vale ter graça do que ser engraçado. Em vez de abordar a questão com a frontalidade que o tema e as pessoas em causa merecem Seguro decidiu responder com a treta de que as candidatura pessoais não são partidárias e que a única novidade é que António Costa não era candidato presidencial.

Seguro não é muito inteligente pois se fosse perceberia que ao afirmar que Costa não é candidato presidencial admite que na altura o autarca de Lisboa será líder do PS e primeiro-ministro, não fazendo sentido candidatar-se. O problema de Seguro é que continua a raciocinar como se o país fosse uma associação de estudante, provando que foi mais fácil tirá-lo das jotas do que tirar as jotas de dentro dele.
 
      
 Louvo das Cortes de Lisboa
   
«Não estamos aqui por minha causa. Estamos aqui por Portugal. Precisamos de vós para combater aquilo que certas cortes de Lisboa acham melhor para o País. É inaceitável que a corte de Lisboa decida nos gabinetes, a régua e esquadro, como o país deve ser administrado.
António José Seguro



Ouvi, ó gentes do meu país, a história e percursos de um dos nossos mais ilustres cortesãos de Lisboa.

No ano da graça de 1962 nascia na Vila de Penamacor António José Martins Seguro. Jovem de muitos e variados talentos, rapidamente percebeu que não seria na terra que o viu nascer que essas inúmeras qualidades seriam melhor aproveitadas, pelo que assim que atingiu a maioridade rumou alegremente a Lisboa, a capital. Não a Coimbra, onde pautaria os seus estudos na mais velha Universidade da Europa ao ritmo da lendária Cabra, relativamente perto da sua amada terra, não ao Porto, com as suas excelentes instituições  nortenhas de ensino junto ao mundialmente reconhecido Douro, mas para Lisboa, para junto das Cortes. Ingressou no ISCTE, onde frequentou Gestão de Empresas, sem duvida com o intuito inicial de mais tarde regressar e aplicar os ensinamentos para melhorar as empresas na sua região. Mas todos sabeis quão sedutora é a vida de Lisboa, e quão facilmente as Cortes e a vida mundana das elites seduzem um inocente e puro rapaz da província, lhe pegam pelo braço e lhe dizem: “vem, esquece as tuas origens e os teus toscos conterrâneos e junta-te à nossa doce decadência regada a mel e construída à custa do suor dessas bestas da província, que aliás para mais não servem, e serás bastamente recompensado. Até te deixaremos regressar a casa uma vez por ano, por alturas do madeiro, desde que disso não faças alarde”. E eis que assim o nosso rapaz, certamente sem perceber bem como, se vê Dirigente Associativo do ISCTE para logo a seguir, em 1985, ser eleito Presidente do Conselho Nacional da Juventude. Presidente aos 23 anos de idade, eis o poder da Corte de Lisboa, na qual o nosso rapaz estava agora bem lançado. Já lhe começavam a ser familiares por esta altura os meandros, os corredores, as mesas de café onde se conspirava noite fora. E tornava-se um dos seus mais talentosos membros, sendo eleito Secretário-Geral da Juventude Socialista em 1990, e fazendo questão de ser membro da Comissão Política Nacional da Recandidatura de Mário Soares a Presidente da República. Eis o nosso rapaz no centro do poder lisboeta, conselheiro do próprio Rei. A Corte recompensaria os seus inegáveis talentos com um cargo de Deputado à Assembleia da Republica a partir de 1991. O nosso rapaz, por esta altura já homem feito e experiente nas lides politicas lisboetas, tornava-se assim parte integrante das elites que a partir da Capital governam o país, para nunca mais sair, tirando em breves expedições à província, com uns part-times na Assembleia Municipal da sua terra e um cargo federativo algures na forte, farta, fria, fiel e formosa Guarda, que durou no entanto apenas uns meses. A Corte lisboeta não permite grandes ausências nem distracções, sob pena de se perder as ultimas intrigas e conspirações. E eis assim António José Seguro, nesta altura já destacado cortesão, a ser eleito para o círculo mais elevado e restrito da Corte: o governo de António Guterres. primeiro como Secretário de Estado da Juventude, depois como Secretário de Estado adjunto do próprio Primeiro-Ministro. Ambos os cargos com direito a gabinete, régua e esquadro. E um mapa de Portugal na parede. Continuando a aproveitar as oportunidades oferecidas por Lisboa,  em 1999 e 2001 foi ainda enviado como representante da Corte portuguesa junto das Cortes Europeias em Bruxelas, onde foi presidente da delegação e Vice-Presidente do Grupo Socialista a essas mesmas Cortes.

Regressaria em 2001 ao governo da capital, desta vez já como Ministro adjunto do Primeiro-Ministro, e nunca mais sairia de junto das Cortes de Lisboa, sempre como Deputado à Assembleia de República e um dos seus mais destacados membros, tendo sido líder da bancada parlamentar, ou seja, líder dos cortesãos, e sendo ainda, entre 2006 e 2011,  Presidente da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura e Presidente da Comissão Parlamentar de Assuntos Económicos, Inovação e Energia. E apesar de estar afastado do circulo mais elevado da Corte, não tendo sido convidado a funções governativas entre 2005 e 2011, esses anos deram-lhe o tempo e a disponibilidade para, pacientemente, urdir a sua teia de contactos, cumplicidades e intrigas que lhe permitiram, em 2011, ser facilmente eleito Secretário-Geral do partido Socialista. Ou seja, Cortesão-Mor. O reconhecimento máximo do seu talento pelos seus pares e pelo povo.

Eis aqui por isso a justa, embora breve e muito incompleta, homenagem que as Cortes de Lisboa fazem a este seu distinto membro. Mas que nenhum de entre vós  se engane: António José Seguro não é um mero cortesão. Como o seu percurso e a sua imparável subida claramente demonstram, não será certamente exagero da nossa parte dizer que António José Seguro, por seu inteiro mérito, é a própria personificação das Cortes de Lisboa.» [Aspirina B]
   
Autor:
 
Vega9000.
   
   
 É necessário proteger as escolas dos professores
   
«O Ministério da Educação enviou esta segunda-feira uma orientação às escolas, sobre a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), em que especifica que o acesso às escolas onde se realiza a prova (na terça-feira) “deverá ser restrito às pessoas no serviço de natureza urgente e essencial”. 

De acordo com o documento da Direção Geral de Estabelecimentos Escolares, “é necessário garantir as condições de tranquilidade adequadas à realização da prova de avaliação de conhecimentos e capacidades, salvaguardando o interesse público e o direito dos candidatos à sua realização”» [CM]
   
Parecer:

Uma vergonha.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proponha-se ao Crato que instale barreiras de arame farpado à volta das escolas.»
  
 Quem amigo, quem é?
   
«Fernando Sousa, antigo colaborador de Pedro Passos Coelho na Tecnoforma, empresa em que o atual primeiro-ministro foi consultor, ganhou um contrato público de 2,5 milhões de euros para "seleção, eliminação e inventariação das fontes documentais existentes nos Governos Civis", através do Cepese (Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade).

A tarefa foi adjudicada em 27 de fevereiro de 2013 pelo então secretário de Estado adjunto do MAI, Juvenal Silva Peneda - que anos antes (em 2006) tinha colaborado com o Cepese.

A cronologia do caso revela ainda que primeiro a tarefa foi adjudicada ao Cepese (em fevereiro de 2013) e só depois (em março) saiu uma portaria lançando um concurso público para escolha da entidade que faria o tratamento dos espólios dos governos civis, extintos pelo atual Governo.» [DN]
   
Parecer:

Cheira a lodo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à OProcuradora-geral se apesar do sforço de investigação do BES ainda terá tempo para dar uma olhadela a este caso.»
   
 Já caíram dois aviões em Gaza
   
«A atual ofensiva de Israel contra o Hamas é já o conflito mais sangrento dos últimos cinco anos na Faixa de Gaza. Hoje, 14º dia do conflito, contam-se já 509 mortos entre os palestinianos, na sua maioria civis, e 20 israelitas, dois deles civis.» [DN]
   
Parecer:

E ninguém a começar pelo Barak se preocupa com o caso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»
   
   
 Quem apoia Costa leva
   
«"Este PS de António José Seguro, ao permitir estes métodos persecutórios e estalinistas com vista à eliminação de militantes, não honra nem dignifica a história, os fundadores, os princípios, os valores e os ideais que estiveram na génese da formação do PS", afirmou Diogo Coelho, numa conferência de imprensa, em Leiria.

Manifestando estranheza pelo "sentido de oportunidade" da expulsão, que ocorreu "poucos dias depois" de ter manifestado apoio a António Costa à liderança do partido e a José Miguel Medeiros para a Federação Distrital de Leiria, Diogo Coelho considerou que "neste processo indecoroso, escabroso e infame", de que está a ser "injustamente vítima", o secretário-geral do PS "não pode lavar as mãos como Pilatos", mas antes "assumir as suas responsabilidades e consequências políticas".

O Conselho Nacional de Jurisdição (CNJ) expulsou Diogo Coelho, considerando que este teve uma "atuação continuada, infracional dos estatutos e regulamentos" do partido, "toda dominada e presidida pelo mesmo processo resolutivo", o desejo de "querer ser a todo o custo" o cabeça de lista do PS à Câmara de Pedrógão Grande nas autárquicas de 29 de setembro último.» [DN]
   
Parecer:

ISto está a ficar feio.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «O PS começa a assemelhar-se a uma associação de estudantes.»
   
 Santana Lopes terá de esperar mais de um ano
   
«Pedro Passos Coelho não quer decidir quem apoia para Belém antes do verão de 2015. O primeiro-ministro aceita incluir as presidenciais nas conversas que terá com Paulo Portas com vista a um acordo de coligação para as legislativas, mas antes do próximo verão dificilmente fechará o apoio a um nome (quanto muito, o compromisso de terem um candidato comum). Ao que o Expresso apurou, Passos quer evitar que a questão presidencial domine a agenda no último ano do Governo e vai aguardar que os candidatos se assumam, sem excluir que possa aparecer mais do que um à direita. Cenário que, pelo que se tem visto nos últimos dias, é possível que aconteça. » [Expresso]
   
Parecer:

Até lá a má moeda enferruja.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ela que vá dar mais uma volta por aí.»
   
 Lugares de estacionamento reservados a mulheres?
   
«Um centro comercial, na China, desenhou lugares de estacionamento mais largos para serem usados, especifica e unicamente, por mulheres desencadeando um enorme debate sobre sexismo, conta-nos a Time.

Localizado na zona norte da cidade chinesa de Dalian, o centro comercial criou dez espaços de estacionamento com 30 centímetros a mais do que é o padrão. Os lugares foram marcados a cor-de-rosa e estão situados em frente à porta principal, pois segundo os gerentes do espaço comercial “as mulheres além de terem problemas em estacionar no espaço determinado, têm problemas em estacionar em parques subterrâneos”

Yang Hongjun, uma das gerentes do local, diz que a medida apenas “visa facilitar a vida das mulheres, que por sinal, são a maioria dos nossos clientes habituais”.» [Observador]
   
Parecer:

Se a moda pega...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
     

   
   
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segunda-feira, Julho 21, 2014

Mal empregado Campo Pequeno!

Compare-se o impacto da austeridade sobre o rendimento dos trabalhadores opor conta de outrém e assalariados com as vigarices no BPN, BPP, BES e BPP e pergunte-se se a austeridade serviu para pagar o que devemos como sugere Passos ou paras amparar vigaristas.

Compare-se o impacto da austeridade com os prejuízos da banca e pergunte-se a Vítor Bento se a austeridade serviu para penalizar quem consumiu demais ou para ajudar quem roubou e geriu tão mal que mesmo beneficiando de um oligopólio, de taxas de juro e comissões pornográficas, dos benefícios da corrupção do Estado e da evasão fiscal ainda levaram os seus banco á pré-falência ou mesmo à falência.

Aquilo a que se tem, assistido em Portugal ultrapassa  a nossa compreensão e envolve mais culpas do que aquelas que querem agora atribuir ao Ricardo Salgado, aquele que no caso BES vai fazer de boi da piranha para que a manada sobreviva, tal como já sucedeu com Oliveira e Costa no caso BPN. É assim que tudo vai acabar, todos os corruptos e vigaristas envolvidos no caso BES vão ficar ilibados, os seus ganhos fáceis vão ficar salvaguardados.
  
Durante anos o bando do GES teceu a maior fraude da história de Portugal e o que efz a justiça portuguesa? Andou ocupadíssima com o caso Freeport, como o projecto foi aprovado um pouco mais rapidamente do que o costume alguém encontrou matéria para uma carta anónima e a justiça portuguesa gastou milhões a investigar uma mentira, até se assistiu a um corrupio entre Lisboa e Londres de um novo tipo de turistas, os turistas judiciais. É evidente que os nossos magistrados não saiam de nada, nem o caso Monte Branco, nem a Operação Furação, nem as trafulhices fiscais de Ricardo Salgado permitiam suspeitar do que quer que fosse. Enfim, esqueceram-se da necessária carta anónima sobre Ricardo Salgado.
   
Durante três anos o governador do Banco de Portugal investigou o que se passava na banca a fim de evitar uma nova crise económica provocada por banqueiros? É evidente que o nosso Senhor Costa acredita na bondade dos banqueiros, algo que aprendeu com os opus banqueiros do Millennium, é por isso que durante três anos em vez de regulador foi ajudante de Passos Coelho desempenhando as funções de ideólogo voluntário da austeridade. 
  
É evidente que ninguém tem culpas, ninguém cometeu crimes a culpa é toda do Sócrates, do Constâncio e, a crer na teses de Vítor Bento, nos pobres que andaram a comer em excesso.
  
Mal empregado Campo Pequeno, por muito menos já vi maiores touradas.
  



Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Goraz ou Garça-nocturna (Nycticorax nycticorax), Jardim Gulbenkian, Lisboa
 Jumento do dia
    
Marco António, petit imperador nortenho

Só um imbecil diz que as críticas a um relatório sobre natalidade indica que as medidas estão no caminho certo.

«O vice-presidente do PSD, Marco António Costa, disse hoje, na tomada de posse dos órgãos da Comissão Concelhia de Pombal, que os "ataques" ao relatório sobre a natalidade revelam que o documento "está no caminho certo".» [Notícias ao Minuto]
 
 Festejando um golo na Eslováquia

 
 Dúvida

O que justifica a ida de Passos Coelho e de Cavaco Silva e uma vasta comitiva na 10.ª Cimeira da CPLP em Timor-Leste? O país voltou a estar rico?
 
      
 Apenas cretinice?
   
«1 Na quarta-feira passada fiquei a saber que os reformados e aposentados não podem exercer qualquer tipo de funções públicas. E não, não se está a falar apenas de cargos executivos ou similares. Um homem, com quarenta anos de experiência na área dos serviços florestais, não pode integrar uma comissão estatal para estudar os problemas do setor; uma mulher, que toda a vida tenha trabalhado no Serviço Nacional de Saúde, não pode transmitir os seus conhecimentos a quem está agora encarregue de uma qualquer pasta da atividade; um gestor público aposentado está proibido de dar uma conferência numa universidade pública; um ex-quadro de um banco ligado ao Estado não pode ter um programa de patinagem artística na RTP.

Não, nada tem que ver com os problemas financeiros que o Estado português tem: os aposentados ou reformados não podem, pura e simplesmente, exercer qualquer tipo de funções em organismos ligados a entidades públicas, sejam pagas ou pro bono. Muito excecionalmente, e se forem autorizados pelo ministro das Finanças, podem fazê-lo e, mesmo assim, as pessoas ficam desde logo impedidas de receber a reforma. Ou seja, para trabalharem de borla, têm de prescindir da sua reforma...
Não, não há qualquer tipo de engano. Como, provavelmente, o caro leitor, eu também não fazia ideia desta profunda infelicidade e fui para ela alertado por Bagão Félix, no seu espaço de opinião na SIC Notícias - cuja opinião subscrevo e aplaudo. A aberração consta da Lei 11/2014 de 6 de março - diz muito sobre os nossos media e a oposição ela ter passado despercebida.

O anterior diploma, sobre o mesmo assunto, já proibia a remuneração por trabalho, o que já de si era uma infâmia. Um cidadão trabalharia meses a fio, ou semanas, ou o tempo que fosse, a preparar um qualquer documento ou estudo e nada receberia. É assim uma espécie de comunismo 3.0: o trabalho para o Estado tem de ser gratuito, os indivíduos não interessam, o coletivo é tudo. Em frente, demos de barato que a crise justifica tudo, até termos idiotas funcionais ou patetas deslumbrados a fazer leis.

Afinal a questão - ficámos desde dia 6 de março esclarecidos, sabendo que até de borla os reformados e aposentados não podem trabalhar para nada que cheire sequer a Estado - nada tem que ver com os já referidos atuais problemas financeiros do Estado português. Temos assim duas opções: ou achamos que os representantes dos cidadãos, que fizeram e aprovaram esta lei, e o Presidente da República que a promulgou, tiveram um momento de pura cretinice ou pensamos que há aqui um pensamento.

A segunda hipótese, que com boa vontade apelido de pensamento, partirá do princípio de que um reformado ou aposentado é um peso morto para a comunidade. Nenhuma da sua experiência, do seu trabalho de décadas em prol do bem comum (esse estranhíssimo conceito para quem nos governa) pode ser aproveitado pelas mais diversas organizações ligadas ao Estado, que deve ser até criado um cordão de sanidade entre esses inúteis e a coisa pública. Talvez isto venha no seguimento de uma mentalidade, para aí promovida por uns miúdos que conhecem o mundo através de umas badanas de livros e que nunca saíram do conforto de uma escola qualquer, que afirma que foram os mais velhos, esses bandalhos que agora nos roubam o dinheiro em forma de reformas e pensões, a pôr em causa os seus empregos e os seus direitos. Talvez haja um plano pra suprimir uma geração inteira, uns velhos que têm o descaramento de pedir o que lhes é de direito. Talvez haja quem pense que uma comunidade pode subsistir e prosperar sem a desejável transmissão de experiências, dos ensinamentos das vitórias e das derrotas. Que bela comunidade querem construir, ou melhor, será que percebem sequer a ideia de comunidade?

Prefiro a cretinice. Prefiro pensar que, de facto, houve apenas um momento da mais absoluta cretinice que incluiu os governantes proponentes da lei, os deputados que aprovaram este absurdo, e o Presidente da República que a promulgou.

2 A lei acima referida pode, através de um olhar radiosamente otimista, ser considerada apenas um disparate. Já a marcação, em segredo, de um exame aos professores para dali a cinco dias, com o objetivo de evitar qualquer tipo de reação da classe e pondo em causa as vidas das pessoas, é um ato evidentemente nojento, indigno de um governo e desrespeitador dos mais básicos direitos.

Em qualquer democracia minimamente madura, um ministro que se atrevesse a fazer uma coisa destas era imediatamente posto fora do Governo, mas, de facto, já se ultrapassaram todos os limites.» [DN]
   
Autor:
 
Pedro Marques Lopes.
      
 Firmes com galheteiros moles com passageiros
   
«Não vou discutir a bondade das diretivas, quero é sublinhar o cuidado extremoso da União Europeia com os seus cidadãos. Debruçam-se ao pormenor (tipificam os galheteiros), formam-nos a consciência ecológica (interditam estradas por onde passam musaranhos), fortificam-nos a compaixão (torcem o nariz à matança do porco) e denunciam o bronzear das bolas-de-berlim nas praias. Enfim, um cuidado de legislar até questões de caca: ainda no ano passado quiseram padronizar os autoclismos europeus - moeda única, uma só descarga - para que pelo menos de cócoras sejamos todos iguais do Minho à Vestefália. Repito, não julgo, só assinalo o cuidado. Ora, no dia seguinte ao abate do avião malaio, as companhias de aviação perguntaram à Eurocontrol, a agência de segurança do tráfego aéreo europeu (à qual a UE aderiu): "Podemos voar sobre a Ucrânia?", a Eurocontrol respondeu: "Todas as rotas fechadas são perigosas. Consideramos seguras as áreas não fechadas, mas a decisão de sobrevoar a Ucrânia só as companhias podem tomar..." Já vi musaranhos mais firmemente protegidos. Quando avião malaio passou na Ucrânia Oriental, a zona estava fechada só abaixo dos 32 mil pés e o avião ia 33 mil (cerca de 300 metros) acima - e deu no que deu. Eu esperava, habituado ao zelo que a UE me tem ensinado, que a diretiva fosse outra: "As companhias decidem o que quiserem, mas os administradores serão internados como malucos."» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.
   
   
 A primavera árabe continua em marcha
   
«O grupo extremista Estado Islâmico deu na passada quinta-feira um prazo para que os cristãos de Mossul tomassem a sua decisão. Até ao meio-dia de hoje (10h em Portugal continental), teriam de escolher entre a conversão ao Islão - aceitando as normas impostas pelo grupo -, pagar um imposto ou sujeitarem-se à execução. A maior parte dos 25 mil cristãos residentes em Mossul já abandonou as suas casas.

O êxodo da cidade foi motivado pelo medo e os cristãos têm procurado refúgio no norte do país, em regiões autónomas do Iraque controladas pelas forças curdas. Embora os jihadistas tenham tomado a cidade há mais de um mês - Mossul é controlada pelo grupo Estado Islâmico e por outras forças sunitas desde 10 de junho -, a situação dos cristãos agravou-se apenas nos últimos dias. Além das mensagens divulgadas através dos altifalantes da cidade na quinta-feira, também foram distribuídos folhetos com as condições impostas aos residentes.

Esta é considerada a última vaga migratória cristã a abandonar a cidade. Mossul tinha uma das maiores comunidades cristãs do Médio Oriente, com igrejas Caldaicas, Assírias e Arménias que remontam aos primeiros séculos de cristianismo.» [Expresso]
   
Parecer:

Os políticos imbecis que ajudaram os extremistas deviam ser forçados a irem viver para o Iraque.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a sugestão aos imbecis que lideram a França, o Reino Unido, a Alemanha e os EUA.»
  
 Ucrânia: vale tudo na batalha da contra-informação
   
«Depois de noticiada a intensa tensão vivida no local da queda do aparelho da Malaysian Airlines, sabe-se agora que os bens das vítimas têm sido mexidos e até roubados. Há relatos de rebeldes “embriagados” na zona, onde ainda continuam corpos por encontrar.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

A forma como os países envolvidos estão mais interessados em manipular a opinião pública mete nojo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 Um chef para a Quinta da Coelha?
   
«"Espero que um dia volte como 'chef' para Portugal", disse Cavaco Silva, ao que Jorge Lavos da Costa, que já trabalhou na Suíça, no Dubai e agora na Coreia do Sul, respondeu que é esse o seu objetivo, dentro de poucos anos.

Maria Cavaco Silva sugeriu que o cozinheiro vá trabalhar num restaurante no Algarve distinguido com duas estrelas Michelin, que "é muito perto" da casa que possuem na região, de onde Cavaco Silva é natural.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Não seria mais interessante se Cavaco se empenhasse na recuperação dos capitais portugueses que emigraram em vez de andar a convidar os cozinheiros ignorando os muitos jovens quadros.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Cavaco porque não pergunta aos muitos jovesn que fogem do país porque o fazem.»
   
   
 Volta kadafi, estás perdoado
   
«"O aeroporto foi atacado esta manhã com disparos de morteiro, 'rockets' e balas dos tanques de combate. Este foi o ataque mais violento", desde o início da ofensiva no domingo, disse à Agência France Presse (AFP) Al-Jilani Al-Dahech, responsável da segurança do aeroporto, precisando que um avião líbio estava a arder na pista.
Fotos publicadas nas redes sociais mostram um aparelho da Libyan Airlines em fogo e colunas de fumo sobre o aeroporto.

Al-Dahech disse que as brigadas da cidade de Zenten (a 170 quilómetros a sudoeste de Tripoli) ripostavam ao ataque levado a cabo por milícias da cidade rival de Misrata (200 km a leste de Tripoli) e outros grupos islamitas do oeste de Tripoli.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Um dia destes o balanço de mortos da "primavera árabe" vai ser bem superior ao de todos os anos de kadafi.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Façam-se as contas.»
   
 Liderança do PSD prefere a o "má moeda"
   
«As sondagens correm melhor a Marcelo Rebelo de Sousa mas a verdade é que a direção do PSD - e acima de tudo Pedro Passos Coelho - prefere Santana Lopes como candidato presidencial em 2016.

Fontes da direção do partido confirmam ao DN a preferência. Ontem, com uma entrevista ao Expresso, Pedro Santana Lopes voltou a pôr as presidenciais na agenda política.» [DN]
   
Parecer:

Este PSD tem uma certa tendência para a desgraça.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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