terça-feira, janeiro 27, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Estendal na Graça, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Mota Soares, ilusionista

Este governo começa a parecer um circo, já tinha um contorcionista chamado Paulo Portas, depois veio um palhaço fazer de bobo do parlamento, agora tem um ilusionista que vai conseguir que Portugal atinja o pelno emprego sem ter sido feito um único investimento ou criado um único emprego.

«Desempregados entre os 18 e 29 anos, com escolaridade a partir do 9.º ano, podem candidatar-se a apoios do Instituto do Emprego e Formação Profissional. A medida Emprego Jovem Ativo, que se insere no programa Garantia Jovem, destina-se a jovens inscritos como desempregados nos serviços do IEFP que tenham a escolaridade mínima equivalente ao 9.º ano ou sejam detentores de uma habilitação académica ao nível da licenciatura ou superior, segundo informação do instituto.
  
O Emprego Jovem Ativo consiste no desenvolvimento de uma experiência prática em contexto de trabalho por jovens em situação de desfavorecimento face ao mercado de trabalho, conjuntamente com jovens mais qualificados.» [DN]

 Hoje sou curdo

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É muitio fácil tirar a tarde e dizer que "je sui qualquer coisa" num passeio por Paris ou numa selfie colectiva no recato de uma redacção de um jornal de Lisboa. O difícil é dizer que sou curdo em Mosul ou em Kobani. Mas houve quem o dissesse e a cidade curda na fronteira com a Turquia que estava sob ataque do Estado Islâmico desde Setembro parece ter sido libertada pelo curdos.

 Os gregos já podem dormir tranquilos por terem votado Syriza

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 O voto que chegou tarde?

É óbvia a intenção de muitos gregos que votaram Syriza, uma ameaça reestruturação da dívida grega sem o acordo dos credores pode resultar em condições mais favoráveis para a Grécia e até mesmo em mais um perdão de dívida. O problema reside na possibilidade de os credores disserem não.

Neste caso o governo grego fica com uma mão cheia de nada e a Grécia arrisca-se a ter de abandonar o euro e as consequências financeiras e políticas são incalculáveis, quer em consequência do impacto financeiro de uma tal solução, quer pelos aspectos de geo-estratégia político-militar que uma tal decisão pode arrastar.

Estará a Alemanha disposta a esticar a corda até à rotura? Terá a extrema-esquerda grega condições para uma rotura sabendo que não tem soluções e que o povo grego não lhe deu mandato para sair do Euro?

Nos próximos dias iremos ouvir muita gente voltar a um debate que já é velho, tem a Europa condições financeiras para deixar cair a Grécia, ficando imune a consequências financeiras? Se a resposta for sim o voto oportunista dos gregos pode ter chegado tarde e as eleições gregas poderão ter conduzido a Grécia para um buraco sem saída.
  
 Nós não somos como os gregos

Na Grécia o novo primeiro-ministro toma posse menos de 24 horas depois das eleições. Por cá Cavaco admitiu espera prolongada até que os partidos cedessem às suas pressões.


 Desenrasquem-se
   
«Começam as reações dos líderes europeus, que confirmam aquilo que as capas dos jornais desta segunda-feira já antecipavam: uma luta entre Alexis Tsipras e a Europa. Angela Merkel, Banco Central Europeu e FMI já fizeram saber que não vai haver margem de manobra para uma renegociação da dívida grega.

O Governo alemão parte em defesa dos seus contribuintes, defendendo que não pode haver redução da dívida para a Grécia. “Os contribuintes alemães são responsáveis por uma grande parte da ajuda financeira dada à Grécia”, disse o porta-voz do Governo de Merkel para os assuntos orçamentais, acrescentando que não irá deixar “o peso desse risco” em cima dos ombros dos alemães.

As reações sucedem-se. Também o Banco Central Europeu apontou o dedo no mesmo sentido. É “impossível para o BCE” aceitar uma reestruturação dos títulos de dívida grega na sua posse, disse Benoît Coeuré, membro francês do conselho executivo do BCE. E Christine Lagarde, presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI), embora perentória a fechar a porta a uma renegociação, diz que a Grécia “não pode ter tratamento especial”.» [Observador]
   
Parecer:

É assim que começam todas as negociações, resta saber até onde cada um quer arriscar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 A maldição socrática
   
«O português The Lisbon MBA Internacional subiu 16 posições no ranking do Financial Times e é agora o 36º melhor do mundo e o 13º melhor da Europa. Iniciativa conjunta de duas universidades portuguesas – da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica (Católica-Lisbon School of Business and Economics) e da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa (Nova School of Business and Economics) – em parceria com o norte-americano MIT Sloan School of Management é o único MBA português a fazer parte dos 100 melhores.

Devido ao aumento salarial dos alunos do The Lisbon MBA, o programa português foi considerado o terceiro melhor do mundo, e o melhor da Europa, no que diz respeito ao retorno de investimento. Quando o assunto é a experiência internacional, é o segundo melhor a nível global.

“Estamos muito satisfeitos com esta classificação. O facto de estarmos na 36ª posição e de figurarmos no ‘ranking’ pelo terceiro ano consecutivo, como um dos melhores do mundo, é uma prova de que o The Lisbon MBA é, de facto, um programa de classe mundial”, disse Anabela Possidónio, diretora executiva do The Lisbon MBA.» [Observador]
   
Parecer:

O Observador fala deste MBA como se sempre tivesse existindo, escondendo que foi um projecto de José Sócrates.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se cópia da notícia para Évora.»

 Jardim sem imunidade e sem dinheiro do Estado
   
«É a segunda vez, num total de 12 reuniões até agora convocadas pelo actual Presidente da República (PR), que o Conselho de Estado se pronuncia sobre a dissolução da Assembleia Legislativa da Madeira.

É também a despedida de um dos mais antigos membros, Alberto João Jardim, que integra este órgão de consulta do PR por inerência das funções de presidente do governo regional. Deixará este cargo logo após a posse do novo executivo resultante das eleições regionais que provavelmente serão antecipadas para 29 de Março.

Depois de ter auscultados os oito partidos representados no parlamento regional, na sequência da exoneração do chefe do executivo madeirense, Cavaco Silva consulta esta tarde o Conselho de Estado ao qual compete pronunciar-se, obrigatória mas não vinculativamente, sobre a dissolução da Assembleia da República e das Assembleias Legislativas das regiões autónomas. Este assunto constou da convocatória de um dos seis conselhos realizadas no primeiro mandato, a 2 de Março de 2007, quando os conselheiros deram parecer favorável por unanimidade à dissolução do parlamento madeirense, na sequência da demissão de Jardim em protesto contra a nova lei de finanças regionais, aprovada pelo governo de Sócrates para travar o descalabro das contas públicas da Madeira.» [Público]
   
Parecer:

Vamos ter um Jardim mais cauteloso com a forma como fala e como ouve pois já não pode dizer tudo o que lhe vem à cabeça pois não conta com o dinheiro do Estado para pagar a sua defesa nos tribunais, nem pode perseguir todos os que o criticam com processos judiciais que terá de pagar do seu bolso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Sindicalista famoso
   
«"Já tínhamos tido a promessa de que a Direção-Geral dos Serviços Prisionais iria transferir" para Évora "um ou dois guardas no início de janeiro", mas "o que acontece é que hoje é dia 26 e não há perspetiva de colocarem lá guardas", disse.

Segundo Jorge Alves, "infelizmente, foi mais uma promessa que a Direção-Geral não cumpriu".

O presidente do sindicato que representa os guardas prisionais falava à agência Lusa na sequência da visita que uma delegação sindical efetuou hoje à prisão de Évora, onde o ex-primeiro-ministro José Sócrates se encontra em prisão preventiva.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O Mário Nogueira que se cuide pois à conta de José Sócrates este Jorge Alves ainda vai ser mais famoso do que a Gina Lolobrigida, o homem não perde uma oportunidade para aparecer na comunicação social e todos os dias tem uma ideia nova. Enfim, somos um país com gente muito pequenina.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  

   
   
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segunda-feira, janeiro 26, 2015

Syrrisos eleitorais

O mínimo que se pode dizer da noite eleitoral na Grécia é que andamos todos um bocado parvos, só isso explica o facto de o país ter parado por causa de uma das muitas eleições gregas, bem como o chorrilho de asneiras que ouvimos de todas as partes, dos jornalistas aos comentadores, dos partidos do governo ao partidos da oposição.
  
O que aconteceu na Grécia foi uma vitória eleitoral de um cesto de partidos com as causas mais diversos unidos em torno da reestruturação da dívida e do fim da austeridade. Pela forma como muita gente reagiu até parece que toda a Europa delegou no eleitorado grego, mais precisamente nos pouco mais de 60% de eleitores gregos todas  as decisões quanto ao futuro das políticas económicas da União Europeia.
  
Os resultados eleitorais foram um bom sinal para a Europa do Norte e obriga a uma reflexão em torno das consequências políticas de uma Europa que deixa de ser consensual para estar condicionada à geoestratégia da Alemanha e de alguns dos seus aliados do norte e do centro da Europa. Até agora a Alemanha tinha contado com governantes germanófilos nos países do sul em dificuldades financeiros, agora terá de se confrontar com uma nova realidade e dizer até onde está disposta a ir na imposição das suas teses a toda a zona do Euro.
  
A Alemanha percebeu e até a direita portuguesa parece ter acusado o golpe, que os povos também têm orgulho e a estratégia humilhante de gente como Passos Coelho, que passou por desprezar o seu próprio povo acusando-o dos piores defeitos para iludir as responsabilidades de um mau modelo de sistema monetários que favoreceu alguns países, pode ter como consequência a eleição de governos radicais. Agora o projecto europeu não está em risco apenas porque a Alemanha parece querer transformar a EU no seu IV Reich, também está em risco porque as ambições alemãs despertam forças políticas e feridas adormecidas.

Pensar que a Grécia encontrou a solução para serem outros a pagarem a sua dívida é uma ilusão, os gregos podem votar para escolher os seu governo e as suas políticas, não podem votar para impor aos outros países a solução que lhes é mais cómoda. É óbvio que hoje a dívida grega é a mesma de ontem com mais alguns trocos devido aos juros e que o Estado grego não dispõe de recursos para alterar significativamente a sua política. 
  
Mais ridículo ainda é ver alguém por cá dizer com ar muito sério que o Syrisa estudou muito bem as soluções e que estas são igualmente aplicáveis a Portugal. Apetece perguntar à senhora do BE qual dos dois países não conhece, a Grécia ou Portugal. Comparar os problemas e soluções da Grécia com os de Portugal é a mesma coisa que comparar o rabo com as calças. É tão ridículo dizer como Passos que não como como os gregos, como dizer que o podemos ser, ainda que a versão de Passos vinda de um governante exceda tudo aquilo a que a dignidade exige.
  
Depois dos sorrisos de uma noite eleitoral em que o Syriza venceu as eleições a Europa tem o mesmo nó cego para resolver, como promover o crescimento com recursos escassos, com problemas estruturais por resolver e sem provocar uma crise financeira internacional de consequências imprevisíveis e provavelmente mais graves do que as que resultam da recessão. Ao contrário do que defende gente como Passos Coelho a solução da Europa não passa por condenar países como Portugal ou a Grécia com argumentos dignos de uma extrema-direita ideológica que adora culpar e condenar povos, passa necessariamente por soluções equilibradas que ajudem países como a Grécia e Portugal a saírem de um buraco que é hoje bem maior do que era há três anos.
  

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Flor do Parque da Bela Vista, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Daniel Bessa

Daniel Bessa diz que não consegue olhar para a PT sem ver a fotografia de Sócrates. Das duas uma, ou precisa de um oftalmologista ou de uma consulta de psiquiatria, isto porque ainda não há a especialista de estupidacia. Confesso que já não tenho paciência para esta personagem que se tornou conhecida graças a uma passagem por um governo do PS:

«o dia D para a Europa e para a PT Portugal, 22 de janeiro, o Observador entrevistou Daniel Bessa, ministro da Economia no primeiro Governo liderado por António Guterres, e diretor geral da COTEC Portugal, à margem da conferência que a AESE – Escola de Direção e Negócios, organizou para debater a economia europeia e o impacto nas empresas portuguesas. Ao Observador, o também professor de Economia explicou que o plano de compra de dívida pública do Banco Central Europeu pode não ser suficiente para fazer a economia crescer e que é preciso resolver o problema de confiança que se instalou nas empresas europeias. E adianta, ainda, que sendo “se calhar politicamente incorreto”, não consegue deixar de olhar para os chineses “com simpatia”.

Sobre a PT Portugal – à hora a que decorreu a entrevista ainda não era oficial a venda à Altice – o ex-ministro de Guterres afirmou que não é capaz de olhar para o estado em que a PT se encontra atualmente “sem ver a fotografia do engenheiro Sócrates e do Dr. Ricardo Salgado”. E que “o que não tem remédio, remediado está”. Investimento estrangeiro é preciso, mas será “sempre de pequena envergadura” e a única forma de fazer com que a economia portuguesa cresça sustentadamente é exportar e empregar pessoas nessas atividades exportadoras. Quanto à Grécia, se calhar o melhor é entrar em “reparação” fora do euro, avançou Daniel Bessa. “No que se refere a nós, cada um sabe de si”, concluiu.» [Observador]


 E quem deixa entrar os telemóveis nas cadeiras
   
«O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) voltou hoje a reivindicar novas regras para reforçar o controlo das visitas nos estabelecimentos prisionais e impedir que os reclusos tenham acesso a telemóveis.

O Jornal de Notícias noticia hoje que "dezenas de reclusos tiram fotos no interior das cadeias, usando telemóveis, que exibem nas redes sociais" e que os aparelhos "são vendidos entre 200 e 300 euros", apesar de proibidos nos estabelecimentos prisionais.

O presidente do SNCGP, Jorge Alves, referiu à agência Lusa que "é lamentável" que reclusos tenham telemóveis nas cadeias e salientou a insistência junto da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e do Ministério da Justiça, para "uma nova regulamentação".» [DN]
   
Parecer:

Este sindicato, que aprece pensar que é um órgão da Direcção-Geral da Reinserção e Serviços prisionais, esqueceu-se de dizer quem é que deixa entrar os aparelhos nas cadeiras.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Até tu Pedro?
   
«Santana Lopes é já nome incontornável quando se fala de presidenciais. Porém, o antigo autarca e chefe de Governo, diz que não está em campanha. Segundo o Público deste domingo, o provedor da Santa Casa da Misericórdia aceita “perfeitamente” que Paulo Portas e Passos Coelho não tenham ainda marcado no calendário político um acordo de coligação quanto à corrida a Belém, mas deixa um aviso ao Executivo.

Num momento em que a recuperação económica é tema de agenda, Santana lembra que quem governa deve optar por tomar decisões que “não levem outra vez a ouvir as mesmas conversas e os mesmos discursos, a dizer que temos outra vez de apertar o cinto e calcorrear estradas de dificuldades”, lembrou em Penedono, em Viseu, onde inaugurou uma loja de turismo.

Certo é que, na agenda de ontem, nesta pequena localidade, o antigo governante deixou já uma mensagem para o interior do país, falando na necessidade de apostas que aproximem litoral e interior.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Já nem o Santana Lopes aguenta o discurso da austeridade.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

   
   
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domingo, janeiro 25, 2015

Semanada

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O cartaz devia avisar "Paulo Macedo.Proteja-se para não morrer abandonado"

Nesta semana o país ficou a saber que Passos Coelho sempre foi um defensor de uma intervenção mais activa por parte do Banco Central Europeu, a esquerda e em particular o líder do PS é que nunca tinham reparado. Agora o país aguarda que Passos Coelho declare que sempre quis ser como a Grécia e por isso teria votado no Syriza de fosse grego.
  
Em poucos dias Paulo Macedo viu ir por “água abaixo” três anos de promoção da sua própria imagem e o desespero é tão grande que o pobre ministro já nem sabe o que fazer, só lhe falta mesmo organizar mais um das suas missas de acção de graças na Sé de Lisboa, como fez quando era evangelizador dos funcionários da DGCI. O homem bem se esforça por dizer que contrata médicos, que manda regressar reformados, que compra macas e que coloca médicos estagiários, a verdade é que o resultado da sua política começa a ser óbvio e nunca o país assistiu a tantas mortes de cidadãos abandonados nas urgências.  A última encenação de Paulo Macedo, a visita a centros de saúde num sábado de manhã mostra bem o se desespero, se estivesse à vontade teria visitado a urgência do Amadora-Sintra ou de qualquer hospital, mas a coragem não é a praia de Paulo Macedo.
  
As crianças que estão em instituições podem ficar descansadas, continuarão por lá aguardando por alguém que os adopte mas não correm o risco de serem adoptados por algum casal gay. Os bons cristãos, dos tais que alguém disse que se multiplicam como coelhinhos, defenderam o seu futuro recusando-lhes o direito de serem adoptados se os candidatos à adopção forem um casal gay.
  

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Pormenor de flor silvestre do Parque da Bela Visa, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Paulo Macedo

O espectáculo proporcionado por Paulo Macedo numa visita a um centro de saúde devidamente escolhido e a horas inconvenientes foi uma encenação digna de uma telenovela mexicana. Paulo Macedo não foi lá ver nada, não foi resolver nada, nem sequer estava preocupado com os doentes, ainda que se tenha dirigido com ar interessado a um utente que lá teve de o aturar. A encenação do Opus ministro Macedo visava uma única coisa a sua própria imagem.

O corajoso Paulo Macedo não visitou nenhuma das urgências onde morreram portugueses ao abandono, não visitou sequer a urgência de um hospital, o espertalhão optou por visitar dois centros de saúde e mesmo aí optou por um sábado, dia em que por ignorância dos utentes estava às moscas. Todas as televisões estavam devidamente prontas para ouvir a excelência dizer as suas patacoadas. Como é óbvio, não escolheu nenhuma urgência hospitalar, locais onde se arriscava a ouvir uns apupos, senão mesmo a ser corrido na companhia do seu secretário de Estado adjunto.

É deprimente ver um Paulo Macedo que não sabe o que fazer ao cachecol, a importunar doentes que esperam tranquilamente, para depois se dirigir à comunicação social para assegurar que tem dinheiro à farta para contratar enfermeiros e médicos. Só não disse se vai contratar os que expulsou para o Brasil ou os que fugiram de Portugal para a Inglaterra.

Portugal tem um ministro da Saúde letal e a quem a oposição se esquece de exigir a demissão por incompetência e destruição intencional do SNS. Há que ande preocupado com a maçonaria e se esqueça do poder da Opus Dei.

 Impressões

É impressão minha ou a postura combativa de António Costa faz lembrar a campanha de Vital Moreira para as eleições europeias?


 O que terá a dizer o cómico da Horta Seca sobre isto?
   
«A descida do preço do petróleo nos mercados internacionais é benéfica para países que dependem das importações de crude, como é o caso de Portugal, mas neste caso existe também o reverso da moeda: a forte ligação do mercado português a Angola. Como país produtor de petróleo, que é a sua principal fonte de receitas de exportação e fiscais (perto de 95% das exportações e 30% do PIB do país), Angola está a sofrer o impacto da queda abrupta desta matéria-prima, cujo preço do barril, após mais de três anos acima dos 100 dólares, está agora abaixo dos 50 dólares.

Para agravar o cenário, mesmo antes da descida do petróleo, Angola foi afectada por uma diminuição das vendas ao exterior devido a várias paragens na produção. Com menos receitas, haverá menos dinheiro para gastar, afectando as empresas nacionais na primeira linha, já que Portugal é o principal abastecedor de Angola, e vários grupos têm apostado na presença directa para crescer neste mercado, com destaque para as construtoras.  

A questão, neste momento, já não é se as empresas portuguesas vão ser afectadas, mas sim saber em que dimensão, e quais os sectores mais atingidos. Angola é o principal mercado externo de Portugal fora da Europa, e qualquer embate na sua economia significa uma onda de choque nas empresas nacionais. E, neste momento, conforme constata uma análise recente do angolano BAI Europa, “a alteração verificada até ao momento nos mercados petrolíferos é já suficiente para acarretar sérias implicações sobre a actividade económica do país”. O mesmo relatório destaca que este é o “segundo choque externo, de grande amplitude, após o choque sofrido no final de 2008, desencadeando um efectivo cenário de stress”.» [Público]
   
Parecer:

Pois, com notícias destas até o cómico da Horta Seca perde a vontade de dizer palhaçadas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao cómico da Horta Seca.»

 António Costa patina
   
«Janeiro de 2014: António José Seguro era líder do PS e os socialistas dominavam as sondagens com vantagens entre 8 e 13 pontos sobre o PSD. Janeiro de 2015: António Costa é líder do PS e domina as sondagens com vantagem para o PSD entre 6 e 11 pontos. A diferença é que Seguro à data era líder do partido há 26 meses, enquanto Costa o é há dois meses, mas, mesmo assim, os socialistas começam a olhar para a curva dos números com preocupação. Costa já recuperou nas intenções de voto depois da crise da liderança, mas o PSD também está mais perto.

Olhando para a evolução dos últimos meses, das sondagens da Eurosondagem e da Aximage, o PS está agora ao mesmo nível que estava antes das eleições europeias. Ou seja, com António José Seguro na liderança e ainda sem António Costa se ter disponibilizado para ser secretário-geral socialista.» [Observador]
   
Parecer:

A oposição de Costa ao governo quase faz de Seguro um antigo militante do BE.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Não querias mais nada?
   
«Numa conferência de impresa, transmitida em direto pela cadeia NTV em Djibouti, onde se encontra em viagem oficial, Erdogan disse: "Estamos a pôr à prova a Europa. Pode a Europa digerir uma Turquia cujo povo é islâmico? Poderá acolhê-la como membro? Está contra a islamofobia ou não? Se está contra deve aceitar a Turquia".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Sugira-se que a Europa aceite a Turquia quando esta reconhecer a independência do Curdistão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a proposta.»

 O tabu presidencial de António Vitorino
   
«António Guterres será o homem desejado pelo PS para avançar para Belém. Porém, o nome do antigo Comissário Europeu, António Vitorino, é também carta em cima da mesa. Instado pelo Expresso a comentar esta possibilidade, Vitorino, contudo, prefere remeter para outra altura uma discussão sobre este tema e afirma que “um dia destes falarei sobre esse tema”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

É óbvio que quem não se candidatou a primeiro-ministro também não se vai candidatar a Belém,
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aposte-se que nem Guterres, nem António Vitorino serão candidatos a Belém.»
  
 Mais 700, menos 700
   
«O ministro da Saúde recusou hoje considerar assustador o registo da Direção-Geral da Saúde (DGS) de ocorrência de 700 mortos nos primeiros 20 dias de janeiro nas urgências dos hospitais públicos.

"Nada tem nada de assustador", declarou Paulo Macedo, depois das visitas a unidades de saúde em Linda-a-Velha e Alcântara (Lisboa) com alargamento de horário de atendimento aos dias de semana e ao sábado, por causa do surto da gripe.» [DN]
   
Parecer:

O problema do Opus Macedo é não perceber que uma coisa são as estatísticas das mortes no SNS e outra é morrer gente ao abandono, como se fossem cães, em consequência do que ele fez ao SNS.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao Opus Propaganda que se deixe de tretas e se demita por incompetência.»
  
 A banqueira do Portas
   
«A nomeação de uma dedicada militante centrista para a comissão executiva do banco de Fomento está a gerar polémica e a levantar suspeitas de favorecimento partidário. Maria João Nunes, vogal da Comissão Concelhia do Porto do CDS e técnica do departamento de Turismo da Câmara Municipal do Porto (CMP), não tem experiência de gestão bancária nem ligação a empresas.

Nos últimos 10 anos, a sua carreira repartiu-se pelo gabinete municipal de turismo e cargos autárquicos em juntas de freguesia. Licenciada em Direito, Maria João tem a particularidade de ser casada com Rui Morais, autor da reforma fiscal tão elogiada pelo CDS e Paulo Portas. Rui Morais não cobrou dinheiro pelo documento.

A nomeação é "um rude golpe na dignidade da política e do banco de Fomento", reagiu ao Expresso um militante do CDS,  sob anonimato. Outras fontes classificam de "escandalosa" a  "fulgurante ascensão". Maria João nunca esteve contactável e não respondeu às mensagens do Expresso.» [Expresso]
   
Parecer:

Este Portas tem uma estranha preferência pela escolha de mulheres.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
  
 Esposa de deputado do PS foi requalificada com uma promoção
   
«Elza Mota de Andrade estava na lista de funcionários da Segurança Social que iriam ficar inativos. Acabou por ser nomeada para um cargo de chefia em Bragança, onde o marido lidera a Federação do PS.

"A extinção é para uns e não para outros, porquê? Se é para extinguir, por que é que deram um cargo a esta pessoa?", que é mulher de um deputado do PS na Assembleia da República e líder da Federação do PS de Bragança, Mota Andrade.

As palavras de indignação são de uma das 151 funcionárias do Instituto de Segurança Social (ISS) que, desde quarta-feira, passaram para o regime de requalificação por extinção do posto de trabalho e não sabem qual vai ser o seu futuro.» [JN]
   
Parecer:

Não só escapou ao destino dos colegas como ainda ficou em chefe de divisão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao feliz esposo que renuncie ao mandato e aos cargos partidários.»
  
   
   
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