sábado, Abril 19, 2014

O elogio cobarde do fascismo

Se há palavra que caracteriza os nossos fascistas é cobardia e é isso que explica que depois de 48 anos de regime no dia 26 de Abril de 1974 Portugal era o país do mundo com mais democratas por metro quadrado. A direita organizou os seus partidos e a ala liberal do regime tornou-se num firme apoiante do MFA, depois de uma designação mais populista os nossos fascistas mais envergonhados assumiram-se como social-democratas, mentira absurda que ainda hoje mantêm chegando-se ao ridículo de muitos deles estarem mesmo convencidos de que são social-democratas, os outros são perigosos “socialistas”.
  
Nenhum deles defende publicamente o fascismo, podemos apanhá-los sentados sobre livros dedicados ao salazarismo mas na hora das juras são todos democratas, cada um deles mais democrata do que os outros, um dia destes ainda vão descobrir que era a esquerda que mantinha o antigo regime. Mas se não defendem abertamente o fascismo não conseguem deixar de elogiar o regime ou de exibir tiques de outros tempos.
  
Ficaram famosas as críticas às forças da obstrução, forças que agora voltam a ser um grande incómodo. Alguma direita ainda acha que é poder por obra e graça de Deus, que o normal é o país ser governado pela direita, a esquerda é incompetente e apenas leva o país à bancarrota. Um bom exemplo desta visão messiânica e fascista do papel da direita está presente no discurso do candidato da direita às europeias, candidato que, aliás, lidera um movimento político que herda dos fascistas a mania de fazer seu o nome de Portugal. A designação “Aliança Portugal” não passa de uma manifestação de um tique fascista muito típico da direita portuguesa. A direita representa os valores nacionais, a esquerda queima bandeiras de Portugal, pelo menos era essa a propaganda do antigo regime.
  
Mas se a cobardia os impede de defender o regime de forma frontal, não deixam de ser velhacos não perdendo a oportunidade de elogiar o fascismo. O truque é sempre o mesmo, fazem a sua profissão de fé na democracia, criticam o carácter ditatorial do fascismo mas, de seguida, só encontram virtudes. Naquele tempo havia emprego, o ensino praticava o rigor, era tudo bom. Para além da repressão tudo o resto no regime fascista era virtuoso. E mesmo a repressão era bondosa, apenas perseguia os comunistas e mesmos esses pouco mais levavam do que um puxão de orelhas.
  
O último idiota a usar esta estratégia para elogiar o fascismo foi Durão Barroso, o putativo candidato presidencial da direita e ex-líder do PSD, que se fosse alemão e tivesse elogiado o nazismo estaria neste momento excluído de qualquer carreira política.


Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Av. da Liberdade, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Pires de Lima, ministro da Economia

Parece que a nossa Santinha da Horta Seca se deixou de grandiosos milagres económicos e anda mais beligerante, secundando o seu chefe na promoção de conflitos dentro do governo. Primeiro foi Portas a desmentir Passos Coelho na questão do IRS, agora é a sua vez de desmentir a ministr das Finanças e o ministro da Saúde.

Com estes bons cristãos do CDS é preciso ter cuidado e mais dia, menos dia teremos de meter os putos na barraca porque vai haver pedrada.

«O ministro da Economia, António Pires de Lima, afirma este sábado ao jornal Público que “não há a taxa” sobre produtos com excesso de sal e açúcar e que tudo não passa de “uma ficção, um fantasma que nunca foi discutido em Conselho de Ministros”. Pires de Lima reforça ainda que “a especulação só prejudica o funcionamento da economia”.

Um dia depois do Conselho de Ministros extraordinário, no final do qual a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, anunciou as medidas previstas para atingir a meta do défice, entre as quais “contributos adicionais do lado da receita” com a possibilidade “de tributação sobre produtos que têm efeitos nocivos para a Saúde”, o secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, confirmou ao jornal Público que passaria por criar uma taxa sobre produtos de alto teor de sal ou açúcar.» [Notícias ao Minuto]
 
 O Drone

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 Ele há notícias escritas no ADN
   
«A Coreia do Sul não tem petróleo nem minas e a agricultura dá pouco... Mas com uma só matéria-prima tornou-se o primeiro dos tigres asiáticos, o país da Hyundai e da Samsung. Na verdade, a Coreia do Sul tem a exclusividade dessa incrível matéria-prima: sul-coreanos. Minas de sul-coreanos é só lá. As melhores universidades americanas quando querem alunos de topo já sabem, importam-nos de Seul e de Busan. Ora, há meio século, a Coreia do Sul já era a única a ter esses filões de sul-coreanos, mas tinha o nível de vida comparável ao dos pobres países sul-americanos. Se depois cresceu foi por não ser de repente: pôs-se a aprimorar a sua única riqueza. Escolas, estudo, estudo, estudo para cima da matéria-prima tenra. Nem tudo foi luz. Por causa da competitividade desde os bancos escolares, os jovens sul-coreanos têm uma enorme taxa de suicídio. E a Coreia do Sul tem um género humano único: o homem solitário e triste que fica a trabalhar em Seul, para os filhos irem estudar para a América e com eles a mãe, para que não descarrilem. O parto do sucesso foi doloroso, mas assinale-se, até nesses exemplos negativos, a forte dose instilada de noção de responsabilidade. Há dias, naufragou um ferry sul-coreano, dezenas de mortos, centenas de desaparecidos. Entre eles, muitos estudantes de uma escola cujo vice-diretor foi dos primeiros a ser resgatado. Ontem, o vice-diretor enforcou-se. O que escrevi antes é preâmbulo desta última frase.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
     

   
   
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Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Estátua do Jardim Gulbenkian
  
 Jumento do dia
    
José Manuel Silva, bastonário dos médicos

Parece que a Ordem dos Médicos agora também faz de lóbi no negócio dos medicamentos.

«O Bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, diz que os doentes podem processar o Infarmed caso a comparticipação do novo medicamento para a hepatite C não seja avaliada no tempo legal, que termina no fim do mês. E diz que "não se pode aceitar" que 80 doentes estejam à espera de tratamento há três meses por falta de decisão, como o DN noticiou.

O Infarmed reagiu à notícia, referindo que "não existe demonstração que o medicamento, por si só, permita a erradicação da hepatite C em todos os doentes, nem que os doentes alegadamente à espera de tratamento com este medicamento não possam ter alternativa terapêutica". Isto apesar de os médicos referirem que apenas estão a prescrevê-lo a doentes que não reagem a outros fármacos e têm já doença grave.» [DN]
 
      
 Passos, o cristalino
   
«"Vamos ter no que respeita a salários e a pensões no futuro de os desonerar. Isso é claro. Possivelmente em 2016." 15/4/2014

"O que é importante as pessoas terem como garantia, para saberem com o que contam, é que não alargaremos estes cortes. Isso é inequívoco." 15/4/2014
"Estas medidas que são de facto temporárias vão ter de permanecer mais algum tempo." 15/4/2014

"Teremos até ao fim deste ano de substituir estas medidas por outras que vigorem daqui para a frente. À medida que ultrapassamos a situação de emergência essas medidas têm de ser de substituídas por outras que não são de emergência." 15/4/2014
"Às vezes por facilidade fala-se de medidas definitivas. Ora isso não faz sentido." 15/4/2014

"Alargámos aquele corte de salários que já vinha do tempo do engenheiro Sócrates um pouco acima da taxa dos 10% até aos 12% - começámos um pouco mais em baixo, nos 2,5% e depois até aos 12%." 15/4/2014

[Sócrates efetuou um corte médio de 5%, iniciado em 3,5% nos 1500 euros, sendo de 10% a partir dos 5000; o atual corte inicia-se com 2,5% nos 675, é de 8,61% nos 1500, de 10% nos 1800 e de 12% a partir dos 2000.]

"Os 15% de pensionistas que são abrangidos pela CES a partir de 1350 euros têm uma taxa mais progressiva." 15/4/2014 [Aplica-se este ano a partir dos mil euros.]

"A ideia de que estamos aqui a esconder essas medidas e que de facto o que vamos fazer depois é aumentar os cortes sobre as pensões e sobre os salários, isso não corresponde à realidade e não há nenhuma razão para estar a criar nas pessoas essa ansiedade." 15/4/2014

"A redução nunca será tão grande como é hoje, mas terá de continuar a existir uma redução da pensão." 15/4/2014

"Não faz sentido fazer especulação sobre um eventual corte permanente nas pensões. O debate devia ser mais sereno e informado e os membros do Governo deveriam contribuir para isso." 27/3/2014
"Se eu tivesse já a medida duradoura para poder apresentar, apresentava-a já aqui." 15/4/2014
"Há uma tentativa de criar uma ansiedade desnecessária junto das pessoas mas não é o Governo que a está a criar." 15/4/2014

"A partir de 2015 iniciaremos a reposição gradual (...) dos cortes nos salários da função pública efetivados em 2011. O Documento de Estratégia Orçamental hoje aprovado não prevê mais medidas de austeridade (...) até 2016." 30/4/2012

"O Governo já disse que não é possível repor o nível de salários e pensões como eles estavam em 2010." 15/4/2014

"Os cortes salariais assumidos este ano são temporários. Mas não podemos regressar ao nível salarial de 2011." 5/3/2014

"Não quero contribuir para criar nenhuma ideia incorrecta face àquilo que o Governo virá a decidir." 15/4/2014» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.
   
   
 Sócrates responde a Barroso
   
«O antigo primeiro-ministro José Sócrates afirma em declarações ao semanário Expresso que Durão Barroso “lembra-se do que não fez e não se lembra do que fez, como a política de estímulos orçamentais”. Em causa, explica a publicação, estão as declarações do presidente da Comissão Europeia sobre investimento público entre 2008 e 2010.

Sócrates entende que Durão “lembra-se do que não fez”, como por exemplo em relação ao caso BPN, mas “não se lembra do que fez, como a política de estímulos orçamentais”.

A confirmar está reação do antigo primeiro-ministro está um documento, a que o semanário Expresso teve acesso, e no qual, em 2009, a ordem da Comissão era clara: “Mobilizar o investimento privado e público com vista ao relançamento da economia e à mudança estrutural da economia a longo prazo: desenvolver parcerias público privadas (PPP)”, acrescentando que “embora o principal objetivo das PPP deva ser a promoção da eficiência (…) também podem atenuar a pressão imediata sobre as finanças públicas, proporcionando uma fonte adicional de fundos”.

Ora, salienta a mesma publicação, esta informação choca com o que há dias afirmou Durão Barroso em entrevista ao Expresso e na qual garantiu que “a União Europeia nunca disse para os países mais vulneráveis (como é o caso de Portugal) aumentarem a despesa pública”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Barroso é um nojo de político.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o Cherne apanhar gambuzinos.»

   
 Se fossem só os laranjas a estarem enjoados...
   
«A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, protagonizou recentemente mais um episódio polémico, desta vez com os militares de Abril. E parece que no seio social-democrata começa a manifestar-se algum desconforto com o que os mais desabridos classificam de postura “politicamente incorreta”, conta hoje o semanário Expresso.

Eleita, por sugestão do PSD, em junho de 2011, a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, desde logo marcou a diferença por ser a primeira mulher a ocupar o cargo. Acontece que, decorridos quase três anos, outros traços de ‘diferença’ parecem marcar o seu mandato.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Para além de ter um ar de enjoadinho a senhora enjoa qualquer um com as suas patetices e mania das importâncias e ainda por cima fala aquele português que quase precisa de um tradutor. Mas não deixa de ser curioso que só agora que a senhora teve comportamentos com consequências eleitorais o PSD comece a ficar inquieto, sinal de que por aquelas bandas a aproximação das eleições começa a enervar muita gente.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 E ao Carlos Cruz recusaram a pulseira
   
«Manuel Baltazar, de 59 anos, autor do tiroteio de ontem que matou duas mulheres e feriu outras tantas, em São João da Pesqueira, cortou a pulseira eletrónica que usava depois de ter estado preso preventivamente devido a violência doméstica sobre a ex-mulher, uma das vítimas, avança a imprensa nacional.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Pois, o Carlos Cruz representava mais perigo...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se uma auditoria ao processo de concessão da pulseira electrónica.»
   
 Qual relatório preliminar
   
«O Governo convidou, em janeiro, três especialistas em Segurança Social para integrarem o grupo técnico que tinha como objetivo procurar a alternativa à Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES). Acontece que, todos garantem hoje ao semanário Expresso desconhecer a existência de um relatório preliminar, conforme avançou o primeiro-ministro Passos Coelho em entrevista à SIC, pelo que se consideram “meros figurantes” neste processo.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Passos mentiu e de seguida a ministra tentou limpar a mentira do chefe inventando outra mentira.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Assaltaram a embaixada no Líbia
   
«A representação diplomática portuguesa em Tripoli, na Líbia, foi alvo de um assalto hoje de madrugada, tendo um dos guardas da chancelaria ficado ferido, confirmou à Lusa fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Deve ter sido para roubar pins com a bandeirinha de Portugal ou então procuravam fotografias do Passos Coelho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
        

   
   
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sexta-feira, Abril 18, 2014

A direita e o 25 de Abril

Se há qualidade que a direita portuguesa não tem nem nunca teve é a coragem, a direita portuguesa não assume os seus valores, assenta as suas estratégias na mentira e até consegue dizer-se social-democrata quando ao nível europeu está no partido da direita. Essa cobardia ficou evidente no dia 25 de Abril, desde o Rui Patrício a uma boa parte dos governantes a regra foi mijar pelas calças abaixo. Até o emproado brigadeiro Junqueira dos Reis, segundo-comandante da Região Militar de Lisboa não teve a coragem de puxa pela sua arma quando o cabo apontador José Alves Costa se recusou a abrir fogo no seu tanque M47.

Nos meses seguintes ao 25 de Abril não havia direita em Portugal e durante muito tempo os partidos da direita desdobravam-se em elogios ao MFA. Quando quiseram fazer frente ao MFA fizeram-na com recurso ao terrorismo e é bom dizer que os antecessores da alQaeda em Portugal foi a direita portuguesa. Hoje os separatistas dos Açores e da Madeira estão nos partidos da direita, os mesmos partidos onde se esconderam os terroristas do ELP.
  
As mais recentes baboseiras de Durão Barroso ilustram bem a relação desses paspalhos que andam armados em social-democratas com o fascismo. Se lhes perguntarem se são fascistas dizem que não, mas depois lá vão dizendo que antes do 25 de Abril tudo era perfeito menos os excessos da polícia e a guerra colonial. Mas alguns ainda usam o velho argumento de que a PIDE quase não fez vítimas e que morriam mais portugueses nos acidentes na estrada do que na guerra colonial. A direita portuguesa está cheia de “velhos” fascistas envergonhados e cobardes, que aproveitam todas as oportunidades para destruir o que quer que cheire a 25 de Abril e a democracia.

O recente incidente protagonizado pela senhora pensionista que foi a segunda escolha de Passos Coelho para presidir ao parlamento deu mais um exemplo de como a direita se relaciona com o 25 de Abril. Na primeira oportunidade foi mal educada, mas quando percebeu que estava ainda mais queimada do que já estava apressou-se a ir à Associação 25 de Abril. Não foi lá fazer nada, foi apenas usar Vasco Lourenço para melhorar a sua imagem, foi incapaz de assumir a decisão de impedir os militares de Abril de falar no parlamento.
  
À excepção de Humberto Delgado e de mais uma meia dúzia de personalidades a direita conviveu com o conforto que lhe era proporcionado pelo regime, só quando perdeu o poder se lembrou de ser democrática, algo que nunca tinha sido. O mais longe que foram foi terem assumido a designação de ala liberal de regime de canalhas, digamos que eram os canalhas mais liberais e simpáticos.


Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Estátua do Marquês de Pombal, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Aguiar Branco

Com este ministro nem o drone consegue levantar voo, é mesmo um desastre.


«Na visita à base naval do Alfeite, José Pedro Aguiar-Branco - acompanhado pelo chefe do Estado-Maior da Marinha, almirante Macieira Fragoso -, Aguiar-Branco assistiu à apresentação do drone e previu que o aparelho "vai ser altamente eficaz nas missões que a Marinha tem de cumprir".

Segundo a Lusa, o drone poderá efetuar "missões de busca e salvamento, fiscalização das pescas, apoio ao combate à poluição e à segurança marítima" - que são todas realizadas sob autoridade civil e não da Marinha.

Após uma primeira tentativa falhada, devido a um "erro de lançamento" do fuzileiro, o drone aguentou-se no ar e cumpriu o plano de voo previamente definido pelo centro de operações. "Isto justifica que é sempre necessário investir muito no treino para que na hora certa as missões não falhem", observou o ministro.» [DN]

PS: o drone não caiu ao malagueiro, foi intencional, convencido de que o ministro ainda era o Paulo Portas decidiu armar-se em submarino! É que depois da passagem de Portas por aquele ministério tudo anda com tiques de submarino.

 A decadência do regime

O aparecimento de notícias sobre escutas a Passos Coelho depois de terem estado na gaveta durante oito meses é um sinal claro de decadência do regime, domínio em que a nossa justiça tem um faro especial. É preciso perceber o fim próximo de um líder político para que a justiça e os jornalistas comecem a organizar os seus julgamentos de rua.

 Uma solução para o mau cheiro provocado por este governo


Quem quiser oferecer umas Subtle Butt pode comprar aqui.

 Ucrânia

Tanta retórica contra os terroristas russo por parte dos extremistas de Kiev e no fim os soldados ucranianos desertam e entregam os tanques aos tais terroristas. Enfim, mais uma guerra civil promovida por Obama e Merkel onde nenhum dos dois tem a coragem de se meter. Começa
 
 As ministras não são nacionalistas?

Já repararam que só os ministros é que usam o pin com a bandeira nacional? Será que as ministras são espanholas ou acham que as bandeiras ficam mal nas suas vestes dignas de cabeleireiras de Massamá?

Se calhar os pins não são muito adequado para a indumentária das senhoras, neste caso o ideal seria criar um broche com a bandeira para que as nossas elegantes senhoras o possam usar orgulhosamente na lapela.

 O cinismo

Marques Guedes resolveu responder aos capitães de Abril com o mesmo cinismo com que respondeu às exigências de Cavaco Silva. Mas se em relação a Cavaco estão bem um para o outro em matéria de cinismo, já em relação a uma possível intervenção da Associação 25 de Abril foi um pouco mais longe nas suas considerações.

Marques Guedes defende que o parlamento está reservado aos elitos pelo povo e tem toda a razão, o problema é que vamos ter um parlamento num sítio e o povo a comemorar o 25 de Abril noutro, isto é, em vez de respeitar os seus eleitos profissionais o provo vai preferir os que lhe deram a democracia.

A que povo se refere Marques Guedes? É ao povo que em grande parte não vota, ao povo que não tem qualquer consideração pelos seus deputados, ao povo que não tem qualquer consideração pelo parlamento. E com políticos profissionais e cínicos como Marques Guedes o povo tem rtoda a razão em divorciar-se de uma classe política de mangas de alpaca.

 
 Uma notícia que não comento

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Esta notícia é um petisco para atacar qualquer governo e ciclicamente aparecem notícias deste género. Não me esqueço, por exemplo, do famoso debate a propósito da vacina contra a meningite, o governo de então quase foi forçado a adoptar a vacina quando se soube que o médico que mais estava empenhado na salvação das criancinhas iria ganhar uma comissão por cada vacina vendida.

O negócio dos medicamentos é dos mais sujos e corruptos do país e desde as farmacêuticas a médicos sem quaisquer escrúpulos há muita gente a enriquecer co este negócio que por vezes tem contorno mafiosos. Não deixa de ser estranho que com a redução das margens do negócio surjam sucessivos incidentes envolvendo os medicamentos inovadores, precisamente os mais caros e rentáveis.

As coisas começam sempre da mesma forma, um jornal dá a notícia com base em informações de médicos e a bola começa a rolar porque ninguém concorda que alguém sofra por falta de um medicamento. O problema é que não confio nem nos jornais, nem nos médicos e confesso que há muito que não tenho grande confiança na Ordem.
 
      
 Jornais que por trás parecem uma velha
   
«O regresso de Ricardo Araújo Pereira (R.A.P.) foi um falhanço, como dizem os títulos dos jornais: na estreia, o programa de humor Melhor do que Falecer ficou aquém da novela da SIC. Share do infeliz: 25,9 por cento; share da novela: 29,4 por cento! Comparação tão adequada só me lembro do vinho Barca Velha 1966 que vendeu menos garrafas do que o carrascão ribatejano vendeu de tonéis de 200 litros. Nesse ano, o share do carrascão traçado a gasosa foi arrasador nas tabernas do Bairro Alto enquanto no vizinho restaurante Tavares só se abriram duas Barca Velha. Essa é a verdade dos números e ainda bem que os jornais sabem comparar. Depois de fazer um belo genérico com a voz do Camané, escolher para companheiro Miguel Guilherme que só com o levantar do sobrolho esquerdo diz mais do que as falas dos 164 episódios da tal novela e logo no primeiro programa fazer um texto para pensar e um texto para rir, R.A.P. não fez mais nada. R.A.P. é só um génio mas o povo português não está para essas inutilidades, pensar e rir. R.A.P. acabou a interpretar um popular atazanado com um drama nacional pouco falado. Perguntou às autoridades: "O que é que está a ser feito no âmbito das crianças que vistas por trás parecem uma velha?" No seguimento, aos jornais portugueses - que, como se sabe, são um primor de qualidade e um modelo de negócio com sucesso - deu-lhes para comparar shares... O balanço é este: R.A.P. e jornais, dois grandes momentos de humor.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
   
   
 Uma vergonha
   
«Nenhum dos especialistas em Direito e Segurança Social nomeados pelo Governo para estudar uma "solução duradoura" para substituir a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) foi informado sobre as medidas que estão prestes a ser tomadas. O anúncio do primeiro-ministro de que o "relatório" está pronto apanhou todos de surpresa. 

Foram cinco os especialistas convidados pelo Governo, em Janeiro, para integrar o grupo técnico que iria preparar uma solução para tornar definitivos os cortes das pensões introduzidos pela CES, que começa nos €1000 brutos, e para propor medidas de sustentabilidade para os actuais regimes de pensões público e privado.

Segundo o que o Expresso apurou, todos estes especialistas independentes foram apanhados de surpresa pelo anúncio, feito terça-feira por Passos Coelho na SIC, de que teria recebido, na véspera, um relatório que encerrava a questão. Até ao final do mês, o Governo estaria pronto a tomar uma decisão, segundo declarações do primeiro-ministro em entrevista a José Gomes Ferreira.» [Expresso]
   
Parecer:

Este governo não respeita nada nem ninguém, nem mesmo nem os seus colaboradores sabe respeitar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Para a próxima vez não aceitem entrar em grupos de estudo fantoches.»
  
 Já não é na Trafaria
   
«O ministro da Economia, Pires de Lima, tentou lançar o tema das infra-estruturas prioritárias no início da audição na comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas com uma semi-provocação ao PS. "Interpreto o silêncio como uma aprovação ao PETI" (Plano Estratégico de Transportes e Infra-Estruturas), documento que elege 59 investimentos prioritários a lançar ainda nesta legislatura.

Mas foi preciso esperar pela intervenção da ex-secretária de Estado dos Transportes do primeiro governo Sócrates para a discussão aquecer. Ana Paula Vitorino qualificou o plano de embuste, uma vez que não está sustentado em estudos de viabilidade, parecendo resultar sobretudo da recolha de projectos antigos que estavam nas empresas públicas do sector.» [i]
   
Parecer:

Este secretário de Estado dos Transportes além de ter um penteado original é um gajo muito sério.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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