segunda-feira, agosto 31, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Anabela Rodrigues

O que dizer de uma senhora ministra que em representação do governo dá as condolências às famílias das "vítiams" lamentando também a morte de uma terceira pessoa que por não ser da GNR ou da PSP é uma espécie de vítima de segunda?

«A ministra da Administração Interna lamentou "profundamente" a morte dos dois elementos das forças de segurança.

Em comunicado, Anabela Miranda Rodrigues enviou "sentidas condolências" às famílias das vítimas, "bem como a todo o efectivo da GNR e da PSP", lamentando também a morte de uma terceira pessoa nos mesmos incidentes. » [Público]

      
 O que é feito de ti ó Carmelinda
   
«Carmelinda Pereira, líder e fundadora do Partido Operário de Unidade Socialista (POUS) assume que, pela primeira vez na história da democracia, não será candidata a um lugar de deputada. A decisão foi consciente, mas não implica o fim da sua já longa carreira política. “Não morremos!”, garante ao Expresso, “estamos muito vivos e bem determinados”.

Não falhou uma única eleição legislativa. Em 1975, com apenas 27 anos e uma militância no PS, entrou nas listas do Partido Socialista como deputada constituinte. O PS ganhou e ela também. Repetiu a dose logo nas primeiras eleições legislativas e nem mesmo uma estrondosa zanga com o então secretário-geral, Mário Soares, que levaria à sua expulsão do PS, a afastou do hemiciclo. Na altura, com Soares primeiro-ministro, foi dada indicação à bancada socialista para que se votasse favoravelmente o Orçamento do Estado que permitia a entrada do FMI em Portugal. Carmelinda Pereira e Aires Rodrigues, ambos da tendência trotskista, recusaram a ordem e votaram contra. Expulsos do partido, mantiveram-se como deputados independentes, até ao fim da legislatura, em 1979 e formaram o POUS que, desde essa data, está inscrito no Tribunal Constitucional.» [Expresso]
   
Parecer:

Os trotskistas que ficaram fora do Syrisa tuga desistiram.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Acabou-se a Universidade de Verão do Porto Santo
   
«“Era o absurdo a existência de duas casas de férias para o usufruto dos governantes no período de férias”, salvaguarda Albuquerque, acrescentando que “nas democracias modernas os membros dos governos eleitos gozam férias como os outros cidadãos, às suas custas”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Esta Madeira faz lembrar os regimes tropicais.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Egoísta é a tua prima!
   
«A pouco mais de um mês das eleições legislativas, Passos Coelho fez um apelo aos eleitores do centro-esquerda – que não são do “PSD e do CDS” – para pensarem mais no futuro dos próximos quatro anos do que nas dificuldades por que passaram nos últimos anos. Foi um discurso também dirigido aos desiludidos com o Governo PSD-CDS que marcou a intervenção de encerramento da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide.

“Tenho apelado a muitos que, não sendo do PSD e CDS, que acham, num cálculo egoísta, que passaram dificuldades muito grandes que associam ao Governo que lidero, que pensem não apenas no período por que passámos mas no futuro que estamos a construir”, afirmou o líder do PSD, perante uma plateia de cerca de cem jovens da JSD. Pelo CDS-PP estava João Almeida, vice-presidente do partido e secretário de Estado da Administração Interna.» [Público]
   
Parecer:

Depois de nos chamar piegas este cabresto vem agora chamar-nos egoístas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o senhor à bardamerda.»
  

   
   
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domingo, agosto 30, 2015

Semanada

Não sei porquê, sempre que vejo essa personagem estranha que é o Rangel sinto uma estranha sensação de rejeição. Além disso é um político eu me irrita por causa da sua mania de que é um ser superiormente inteligente, o que o leva a que de vez em quando apareça na política com ideias nova. Foi o que sucedeu quando interveio em auxílio do governo sugerindo a criação de uma agência estatal para facilitar a saída dos jovens. Agora reapareceu para exibir a cabeça de Sócrates com um grande sucesso de um MP dirigido por Passos Coelho. Quer num caso, quer no outro este Rangel deixou a boca fugir para a verdade.
  
A ministra incompetente da Administração Interna foi ao parlamento dizer que não existia qualquer estatuto da PSP ou da GNR, o que irritou polícias, GNR e Passos Coelho. Recebeu ordens para negociar rapidamente um estatuto, reunindo com alguns sindicatos aos quais só não prometeu uma praia na Messejana porque o pessoal da PSP ambicionava outras praias para dar as suas banhocas. E conseguiram-no, a ministra deu-lhes o que exigiram e o que não lhes passou pela cabeça exigir. Agora e com receio de manifestações aprovaram o estatuto à pressa e de um dia para o outro a PSP é uma espécie de pequena burguesia do Estado.
  
Só Deus saberá o que pretende Durão Barroso ao dar o dito por não dito a parecer em Castelo de Vide a explicar a crise do euro explicando-a com a crise do Lehman Brothers. Será um sinal de que pretende namorar a esquerda denunciando uma possível candidatura presidencial, estaria com os copos ou veio a público concordar com a tese do seu patrão Ricardo Salgado?
  
Quem também passou por Castelo de Vide para dizer baboseiras aos pirralhos do PSD foi a Maria Luís, o país ficou a saber que esta senhora a quem não se conseguem ouvir grandes intervenções que denunciem conhecimento, decidiu opinar sobre o programa do PS sem o ter lido.



Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Petinha-dos-prados [Anthus pratensis], Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Paulo Rangel

Ao sugerir que sendo o PS governo não teria havido uma investigação a um primeiro-ministro o pequeno deputado rico do PSD está assumindo o óbvio, que a investigação a Sócrates foi um frete da justiça ao PSD e CDS.

«O caso Sócrates chegou à Universidade de Verão do PSD pela mão do eurodeputado Paulo Rangel. Elogiando o “ataque sério e consistente” feito nos últimos tempos à corrupção e “promiscuidade”, Rangel deixou críticas ao líder do PS por “fazer graçolas” com “coisas demasiado sérias”, como o caso BES, e arriscou mesmo perguntar à plateia: “Alguém acredita que se os socialistas estivessem no poder haveria um primeiro-ministro sob investigação?” ou que “o maior banqueiro estaria sob investigação?”

“Foi durante este Governo, não é obra deste Governo, não é mérito deste Governo, mas foi durante este Governo que pela primeira vez em Portugal houve um ataque sério, profundo e consistente, à corrupção e à promiscuidade”, afirmou Paulo Rangel, na última aula da Universidade de Verão do PSD, que termina domingo em Castelo de Vide.» [Obsrvador]
   

   
   
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sábado, agosto 29, 2015

Tempestade em Xangai, chuva em Lisboa, barrete no Expresso

O subtítulo escolhido no Expresso é mais do que claro quanto á estratégia da direita para justificar o desastre financeiro da intervenção do Estado no BES, o conhecido semanário ligado ao PSD, o Expresso sugere-nos que nas bolsas asiáticas é a responsável pelo facto de a Anbang não estar disponível para subir o preço que está disposta a pagar pelo Novo Banco. Para o Expresso a tempestade em Xangai provocou chuva em Lisboa e por isso os assalariados de Pinto Balsemão tenta-nos poupar a uma constipação enfiando-nos o barrete.
  
O pessoal do Expresso tenta esconder-nos que o preço dado pela Anbang é bem anterior à crise asiática e que a venda do Novo Banco já foi adiada muito antes da crise bolsista na China. O que o Expresso faz é executar um velho truque de Passos Coelho e desta direita, antecipa a notícia criando ambiente para a desvalorizar quando for mesmo notícia. Quando o Novo Banco for vendido pelo menos independente dos governadores dos bancos centrais da Europa e arredores.
  
Esgotada a possibilidade de Ricciardi, o amigo de Passos Coelho, ficar a mandar no BES este banco ficou com os dias contados, foi uma questão de tempo até o grupo se desmoronar e o banco acabar por ser eliminado. Tudo aconteceu em condições estranhas e em pleno Verão, para que os cidadãos anestesiados pelas férias acreditassem na tese de uma intervenção sem custos para os contribuintes, umas das muitas larachas que a Maria Luís gosta de contar aos pirralho de Castelo de Vide.
  
Graças à colaboração do senhor Carlos Costa, oportunamente reconduzido como governador do Banco de Portugal, os portugueses estão sendo ludibriados. O Novo Banco não só vai custar 2.000 milhões porque o valor de venda é inferior ao capital investido no fundo de resolução, como muitos milhares de milhões foram mandados para o banco mau, de ionde seguirão para os tribunais e, mais tarde o mais cedo, sairão do bolso dos contribuintes.
  
É mentira que os prejuízos do fundo de resolução sejam dos bancos, os prejuízos assumidos pro estes bancos serão deduzidos durante muitos anos do que pagam ao Estado em IRC e graças à descida das taxas deste impostos a banca privada irá estar muitos e bons anos sem pagar impostos. No caso da CGD a situação será mais greve pois os prejuízos traduzir-se-ão em perdas de lucros do banco e na incapacidade de reforçar o seu capital, um argumento que já está a ser usado por Passos Coelho, muito provavelmente para privatizar o banco se vier a ser governo.
  

Umas no crasvo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Flor do Jardim Gulbenkian, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Paulo Portas

O esganiçado aproveitou a inauguração de uma loja para chamar a si os louros por todos os investimentos do IKEA, falando em complicómetros. Acontece que o IKE está em Portugal já há uns anitos, para ser preciso a sua primeira loja em Portugal data de 2004. Enfim, complicómetra deve ser a sua tia!

Além de ser um esganiçado este senhor é um abusador pois só algu´m muito mal educado se aproveita de um convite para associar um investimento privado aos méritos de um governo destes. Além do mais é um ignorante pois um complicómetro não é alguém que complica mas sim um instrumento de medida de complicações, algo que o esganiçado devia fazer uso no dia a dia, excepto quando compra submarinos.

«Paulo Portas esteve na apresentação de um novo projeto do grupo IKEA, em Loulé, e elogiou o trabalho da marca sueca, principalmente por trabalhar com fornecedores e empresas portuguesas.

“O IKEA veio para Portugal trabalhar com fornecedores portugueses e com empresas portuguesas com qualidade que integram a cadeia de valor que o IKEA pode apresentar ao mercado”, sublinhou o vice-primeiro-ministro.

O líder centrista acredita que a presença do IKEA em Portugal e o investimento, agora no sul do país, “é muito bom sinal”, mostrando que a “criação muito significativa de postos de trabalho” é a “consequência” da situação favorável do investimento estrangeiro.

Paulo Portas referiu que é necessário cumprir a lei mas que o “complicómetro apenas prejudica", é necessário “resolver problemas”, mas não criá-los, diz. “Permitir que a criação de emprego seja feita nas nossas terras e para as nossas gentes é o nosso primeiro dever. O nosso primeiro dever não é criar complicações que levem o investimento para outros países”, conclui.» [Notícias ao Minuto]

 Cavaco à frente de um coche

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Cruzei-me com esta imagem onde Cavaco aparece à frente de um coche e não sei porquê gostei, talvez porque combinam bem, C avaco fica bem à frente de um velho.

      
 Onde andarão agora os Deolinda?
   
«A selecção dos novos 2882 funcionários das escolas já está a decorrer, e entre os candidatos, “estão a aparecer licenciados e até doutorados”, disse nesta quinta-feira Filinto Lima, vice-presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP). “Uma situação que não é nova, adiantou ao PÚBLICO o director de um agrupamento de escolas de Alcobaça, que dois dias após a abertura do concurso já recebeu 60 candidaturas, entre as quais as de duas psicólogas e de uma assistente social.

Sérgio Afonso, director do Agrupamento de Escolas Gaia Nascente, em Gaia, e Gaspar Vaz, que dirige o de Cister, de Alcobaça, não percebem o espanto. Nos últimos anos, já ambos viram licenciados a trabalhar como assistentes operacionais nas respectivas escolas – com Contratos de Emprego e Inserção (enquanto recebiam subsídio de desemprego) ou como tarefeiros (a ganhar 3,20 euros por hora). “Neste caso estamos a oferecer ordenado mínimo, um lugar no Estado, que ainda vale alguma coisa, e um contrato de um ano, ainda por cima renovável. Infelizmente, basta isso para tornar estas vagas muito apetecíveis, mesmo para licenciados”, concorda Paulo Ribeiro, director-adjunto do agrupamento de Escolas de Valbom, em Gondomar.» [Público]
   
Parecer:

Não foi apenas a votação da moção de censura que uniu a direita e a esquerda conservadora na luta contra o anterior governo, toda essa gente cantou uma cantiguinha que José Manuel Fernandes, o agora dirigente da Voz do Povo, chegou a eleger como hino de toda a oposição. Parece que o problema dos nossos jovens já está reslvido e o facto de existirem doutorados a quererem ser auxiliares da limpeza já não incomoda a boas consciências dessa gente.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente.»
  

   
   
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sexta-feira, agosto 28, 2015

Que paravalhões que nós somos




Quando a direita tenta criar uma realidade virtual para vigorar apenas até ao dia da eleições somos levados ao passado por uma notícia publicada no Público que nos dá conta de que num concurso de admissão de assistentes operacionais para as escolas, profissionais a quem cabe vigiar recreios ou limpar os WC, ao qual estão concorrendo licenciados e doutorados.
  
Mas estamos perante uma notícia que já não é notícia, se tivesse sido publicada há cinco anos as televisões passariam a toda a hora a canção dos Deolinda “Parva que eu sou” e José Manuel Fernandes exultaria porque a canção popular nos tinha dado um «hino das gerações excluídas pelo Portugal dos “direitos adquiridos”, dos “empregos para a vida”, dos pequenos e grandes “tachos”, dos que se limitam a estar sentados sobre os seus empregos. Essa geração, que não é parva, tem tudo a ganhar com a mudança das regras deste jogo que protege os instalados e deixa à porta os que gostavam, pelo menos, de lutar para ter uma oportunidade.»
  
Agora já não há gerações excluídas pelo Portugal dos direitos adquiridos e nem se fazem comparações com países comunistas, os tais países onde Portas assegura que cortariam o pescoço ao Jerónimo de Sousa. Agora os jovens têm oportunidades e até podem escolher entre Portugal e os muitos destinos sugeridos pelo Relvas, ainda que não contem com a preciosa ajuda da agência de promoção da emigração de jovens proposta pelo Rangel.
  
A verdade é que há dois países virtuais onde se vive em plena felicidade, onde superamos todos os países, incluindo o Butão, no crescimento da Felicidade Interna Bruta. Aliás, Portugal é um case study da economia, quanto menos cresce o PIB mais cresce a FIB, o indicador criado pelo rei Jigme Singye Wangchuck, do reino do Butão.
  
Portugal vie em felicidade plena e se não fosse a ciumeira da GNR em relação à PSP, dos oficias da PSP em relação aos agentes ou essa gente mal-educada que especulou no BES, este país viveria extasiado com tanta felicidade. Já não ouvimos os Deolinda, os professores já não querem derrubar governos e muito menos manifestar-se, os jornalistas respiram democracia nas redacções, os magistrados do MP já não precisam de ira a Belém queixar de pressões e até o PR já manda emails sem receio de que sejam lidos por alguém muito perigoso.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Flor do Jardim Gulbenkian
  
 Jumento do dia
    
Nuno Magalhães, dirigente do partido do esganiçado

Enquanto Passos Coelho anda pelo Algarve ajeitando-se para fotos familiares destinadas a captar o voto do povo mais caridoso a capital ficou entregue ao esganiçado do CDS. A ministra da Administração Interna, um erro de casting de Aguiar-Branco que se tornou num case study da incompetência governamental começou por ir ao parlamento dizer que o antecessor não tinha feito nada para pouco depois e sob a pressão do primeiro-ministro pedir aos sindicalistas dos praças da PSP para redigirem um estatuto à pressa.
 
Com receio das ameaças de greves de zelo o governo aprovou à pressa um estatuto mal negociado e que dá aos agentes da PSP direitos únicos em Portugal e  e arredores, deixando de fora a GNR e ignorando os oficiais da PSP. É este o estatuto que o esganiçado exibe como uma grande vitória.

«"É uma manifestação da diferente abordagem desta maioria em relação ao PS, porque eu recordo que esta maioria corrigiu um erro histórico do PS e do então ministro da Administração Interna, António Costa, que em 2008 com a aprovação da lei 12/A veio estender o regime geral do funcionalismo público às polícias", afirmou à Lusa o líder parlamentar centrista, Nuno Magalhães.

Nuno Magalhães, antigo secretário de Estado da Administração Interna, argumentou que "é evidente, mas não foi na altura para PS, que um polícia, pela natureza das suas funções, pelos riscos e pelas restrições, como o direito à greve, tem de ter um regime próprio".» [RTP]

   
   
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