domingo, Agosto 31, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Azulejos, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Tozé

O Tozé só condenou a festa de mortos-vivos de Braga quando o assunto já ganhou o estatuto de anedota, a sua falta de inteligência levou-o a retardar a sua posição evidenciando uma situação de cumplicidade com os seus amigos ressuscitadores.

Agora que percebeu que não é com mortos que chega lá o Tozé lembrou-se de condenar os factos, mas optou por ser desonesto, condena todas as irregularidades sugerindo que o seu opositor também as faz. Este Tozé começa a enojar.

Começa a ser evidente que Seguro não dá grande imagem às consequências nas directas nas próximas legislativas, para ele não estão em causa políticas mas apenas a sua ambição que nem é grande coisa, por uma questão de vaidade parece contentar-se em vir a ser braço-direito de Passos, substituindo Portas. Só isso explica tanta cretinice e uma política de terra queimada.

«O secretário-geral do Partido Socialista (PS), António José Seguro, condenou hoje "todas as irregularidades", independentemente da sua origem, quando questionado sobre a situação das eleições para a Federação Distrital de Braga.» [Notícias ao Minuto]

 Dieta estranha

O mesmo governo que não queria ouvir falar em políticas de crescimento e considerava o deseemprego saudável recorre agora à criação de gorduras no Estado para inventar falsos empregos.

 Pobre município de Vila Real de Santo António

Andaram a contratar o Castelo Branco para rei do Carnaval, subsidiaram uma discoteca da astróloga Maia, pagaram avenças a Santana Lopes e agora está na bancarrota.

 Durão Barroso e Merkel

Ao ver a troca de palavras entre Barroso e Merkel no dia em que o nosso famoso Cherne perdeu todas as esperanças de "abichar" qualquer cargo europeu, apesar da cunha do seu discípuylo Passos Coelho no congresso do partido popular Europeu, interrogo-me sobre o que irá na cabeça da chanceler alemã quando olha para o nosso comprador de submarinos.

Sabendo-se que o negócio deu lugar a uma acusação de corrupção na Alemanha interrogo-me se sabendo disto a senhor Merkel terá algum respeito pelos governantes portugueses envolvidos no negócio e se saberá mesmo quem em Portugal aceitou as luvas dadas como provadas na Alemanha.

      
 Boa malha!
   
«O Ministério das Finanças nomeou um dos gestores envolvidos na polémica dos swaps para coordenar a nova entidade que vai fiscalizar as contas das empresas públicas. Mário Coutinho dos Santos foi designado pela secretária de Estado do Tesouro, num despacho em que não consta a sua passagem pela direcção financeira da Metro do Porto, precisamente no período em que foram subscritos contratos considerados especulativos. O responsável apresentou esta semana a renúncia ao cargo, alegando motivos pessoais.

A nomeação foi publicada em Diário da República na terça-feira, mas o despacho já foi assinado a 18 de Agosto. No documento, a secretária de Estado do Tesouro designa Coutinho dos Santos para “exercer funções de coordenador da Unidade Técnica de Acompanhamento e de Monitorização do Sector Público Empresarial (UTAM)”, uma entidade que passará a controlar os orçamentos e as contas das empresas do Estado. A designação é feita “sob proposta do director” da UTAM, Fernando Pacheco, ex-secretário de Estado do PS que o Governo nomeou no início de Agosto e que será o responsável máximo desta unidade técnica.

No currículo que surge anexado ao despacho desta semana, é referida a passagem de Coutinho dos Santos pela Metro do Porto, como responsável pelo planeamento (em 2001), do departamento de exploração (entre 2004 e 2006), do desenvolvimento da segunda fase da rede (entre 2007 e 2010) e, finalmente, como administrador delegado dos Transportes Intermodais do Porto (participados pela Metro do Porto, entre 2002 e 2010). No entanto, o facto de ter sido director administrativo e financeiro da empresa, o que o PÚBLICO confirmou junto da Metro do Porto, é omitido.» [Público]
   
Parecer:

Por este andar a secretária de Estado do Tesouro ainda se vai lembrar de convidar Ricardo Salgado para o IGCP e o Oliveira e Costa para a Casa da Moeda.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Façam-se as sugestões à senhora.»
  
 Se a vaidade fosse música
   
«O vereador José Sá Fernandes decidiu, a polémica instalou-se e agora o presidente da Câmara diz estar “surpreendido” e quer ver o assunto discutido na reunião de câmara. O CDS questionou António Costa sobre a decisão de Sá Fernandes de retirar os brasões florais dos antigos territórios ultramarinos na Praça do Império, em Belém, Lisboa, e o autarca fez saber que não concorda.

Num email enviado ao vereador do CDS, João Gonçalves Pereira, a chefe de gabinete de António Costa diz que quer “transmitir” que Costa “foi surpreendido com as recentes notícias sobre o projecto para o Jardim da Praça do Imperio, tendo solicitado de imediato informações ao Senhor Vereador José Sá Fernandes”. No mesmo email, Costa mandou dizer que quer que o assunto seja apresentado e discutido em reunião de câmara.» [Observador]
   
Parecer:

Até hoje ainda não entendi o que faz o Sá Fernandes na liderança da autarquia da capital, um político que não representa nada nem ninguém além da sua própria vaidade.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Involuntariamente keynesiana
   
«O Governo previa que a redução do défice este ano assentasse em medidas permanentes de redução de despesa, mas afinal foi o crescimento da economia que corrigiu o défice nos primeiros sete meses do ano, dando mais receitas com impostos ao Estado, diz a Unidade Técnica de Apoio Orçamental, que considera mesmo que até o mínimo do ajustamento estrutural que Portugal tem de cumprir pode estar em risco.

Numa análise à execução orçamental dos primeiros seis meses do ano, a que o Observador teve acesso, os técnicos independentes relembram que ainda no final de abril – no Documento de Estratégia Orçamental – o Governo previa aplicar medidas permanentes de 2,1% do PIB para conseguir atingir o défice de 4%.

Destes 3.558 milhões de euros de medidas, 2.778 milhões de euros diziam respeito a medidas de redução de despesa. Ou seja, das medidas permanentes, 81% deviam ser medidas de corte na despesa.

A estratégia orçamental estava aparentemente desenhada para assentar sobretudo na redução de despesa, mas segundo a UTAO, não foi isso que aconteceu nos primeiros sete meses do ano, e na maioria desse tempo o Governo ainda tinha em aplicação os cortes salariais agravados dos funcionários públicos – entre 2,5% e 12% a partir dos 675 euros – que o Tribunal Constitucional viria a chumbar em maio.» [Observador]
   
Parecer:

A ministra das Finanças consegue parcos resultados com um aumento da despesa que ela própria condena e foi incapaz de contrariar. Enfim, esta ministra anda apaixonada pela senhora Merkel durante o dia e durante a noite dá umas escapadelas com o Keynes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se perante tanta incompetência.»

   
   
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sábado, Agosto 30, 2014

Comentar o quê?

Comentar as propostas do líder da oposição? Não serve de nada, Seguro pouco mais diz do que piadolas de que a comitiva se ri apenas porque está a acompanhá-lo para compor o ramalhete e dar graxa ao chefe.
  
Comentar a declaração de um dos conjugues da liderança matrimonial mas pouco libidinosa do BE? Para uê, se todos sabemos que este Bloco de Esquerda prefere ter a direita a governar. É perder tempo criticar o Semedo por recusar formar governo com o PS quando ninguém o convidou e todos sabemos que nem o PCP o convidaria.
  
Comentar os comentários do Marques Mendes? É como se em vez de analisarmos um discurso presidencial perdermos tempo a discutir a marca ou características do microfone, o pequeno ex-líder do PSD não passa de um gramofone de Passos Coelho, gramo da parte da mãe e fone da parte do pai.
  
Comentar a data dos debates entre Costa e Seguro? Só se houve paciência para aturar as queixinhas que o Brilhante Dias diz ao Seguro para fazer, não há saco para aturar o Seguro e muito menos em dois dias seguidos. Se Seguro fosse esperto fazia o que Passos tem feito, desaparecia pois quanto menos o ouvirem mais pachorra terão os portugueses para o aturar.
  
Comentar a bola? Não há paciência para assistir a uma conferência de imprensa em que o presidente da federação da bola fala com ar de quem pensa que é secretário-geral da ONU e conclui que foi o azar que nos impediu de ganhar o mundial.
  
Comentar a política económica da Maria Luís? Para quê, se a senhora mais de swaps do que de política económica, é incapaz de prever as consequência das nacionalização do BES e cria emprego com estágios e emigração.
  
Há dias assim em que não nos apetece comentar o que quer que seja.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento
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Baixa de Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Maria Luís

A conferência de imprensa dada pela ministra Maria Luís na sequência da aprovação do orçamento rectificativo só serviu para que o país saiba que ela só sabe que nada sabe. Diminui o desemprego sem criar emprego, aumenta a receita dos impostos sem aumentar os impostos, nada sabe sobre o impacto da crsie do BES na economia e, como se tudo isto fosse pouco, ainda não sabe qual vei ser o défice pois ainda desconhece se a ajuda ao BES vai ser ou não considerada o que, aliás, pouco importa, o dinheiro que vier a ser perdido vai ser considerado défice puro e duro.

O problema é que nas primeiras intervenções sobre a ajuda ao BES a ministra garantia que não seria considerada para efeitos de determinação do défice, algo muito duvidoso tendo em consideração a experiência da República da Irlanda. Enfim, estamos pior do que os gregos e agora já nem queremos ser como os irlandeses.

AS incompetência da ministra é como um prato de Fugu, consumido em doses muito suaves o seu veneno até funciona como um estimulante. Mas um dia destes comemos uma dose maior e então é que vai ser o bom e o bonito.

«O BPN vai voltar a dar dores de cabeça ao défice orçamental de 2014, mas o total das operações extraordinárias ainda está por avaliar e pode levar o défice orçamental aos 7,6% do PIB, de acordo com o segundo orçamento retificativo. A ministra das Finanças já tinha dito que estava à espera que as autoridades estatísticas para clarificar o tratamento estatístico de um conjunto de operações não recorrentes e que, por isso, não ia incluir nas contas públicas 3,7% do PIB. Mas esta parece não entrar só no défice.

Segundo o Orçamento Retificativo, o Estado é obrigado a fazer um write-off de crédito mal parado do BPN Crédito, que o Estado vendeu. Estes créditos estavam nas contas do Estado com um valor superior ao vendido e como tal o Estado pode ser forçado a admitir uma perda de 0,1% do PIB no défice deste ano, algo que as autoridades estatísticas estão também a avaliar.» [Observador]

 É impressão minha

Ou os manos Sá Fernandes gostam muito de dar nas vistas?

      
 Muita tabuleta vai ele de apagar
   
«A Praça do Império tem brasões florais das ex-colónias no jardim. O vereador Sá Fernandes quer que sejam eliminados porque brasões de ex-colónias "estão ultrapassados". É um critério e está bem defendido:ex quer dizer estar ultrapassado. Mas brasões e tabuletas existem também para lembrar coisas que acabaram. Se vamos acabar com tudo que acabou, a Praça do Império vai na enxurrada, aliás como o seu autor, Cottinelli Telmo, que também tem praça. Outra: a Rua Cidade de Salazar, no Bairro das Colónias. Parece um buraco negro: já não há colónias, nem Salazar, nem Cidade de Salazar (hoje chama-se Ndalatando). O problema é que se vamos por aí também há argumentos para acabar com a Praça da Alegria. Mas se acabamos com coisas que acabaram ou que dizem coisas com que não gostamos hoje, caímos naquilo de o apetite vir com o comer. O Beco da Ré vira Beco da Arguida. O Beco do Carrasco parece morar em Estado Islâmico. O Beco das Beatas pode ser contestado nas duas versões, contra o tabaco e o proselitismo religioso. A Avenida da Igreja merece um ponto de ordem: qual? A Triste-Feia lembra uma cidadã a quem os rapazes de Alcântara lançavam "que focinho de porca!" - queremos mesmo lembrar isso? O Jardim das Pichas Murchas (em São Vicente de Fora) faz contrapropaganda a conhecido produto farmacêutico. A Travessa do Fala-Só é inaceitável em tempos democráticos. À Avenida Mouzinho de Albuquerque só pergunto: foi justo o que se fez a Gungunhana?» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

 Trapalhada estrutural
   
«Lembra-se da lei das rendas, bandeira do "reformismo estrutural" deste Governo? De como ia mudar tudo, "dinamizar o mercado", "introduzir justiça", "descomplicar"? Nunca mais ouviu falar dela, pois não?

Mas devia. Segundo a Associação Lisbonense de Proprietários, correm vários processos em tribunal contestando os rendimentos apresentados pelos inquilinos para certificar insuficiência económica. É que, por exemplo, alguém auferindo uma pensão do estrangeiro, por mais elevada que seja, apresenta um Rendimento Anual Bruto Corrigido (a fórmula que a lei prevê para certificar o nível de rendimentos) de zero, e o mesmo sucede a quem viva de rendimentos de capital, os quais são sujeitos a uma taxa liberatória, não tendo de ser inscritos no IRS. Como as Finanças não têm esta informação, não podem incluir estes valores no RABC. Resultado: os senhorios podem ser impedidos de aumentar rendas baixíssimas a pessoas com altos rendimentos (além de poderem ser enganados também quanto a quem habita uma casa, já que as Finanças tomam como verdadeiro o que os inquilinos lhes comunicam). O mesmo Governo que estabeleceu que os beneficiários do Rendimento Social de Inserção não podem ter contas bancárias superiores a 25 mil euros esqueceu-se de acautelar que quem faz prova de baixos rendimentos para efeitos da renda devida a um privado não esteja a esconder proventos de capital - e portanto a prejudicar muito conscientemente o dono da casa onde mora, com a cumplicidade, carimbada, do Estado. Curioso, não é?

Mas as iniquidades não se ficam por aqui. Há também a da desigualdade entre os inquilinos: um "milionário" que acaso receba uma pensão "mínima" (sim, é possível) pode ver a sua renda calculada em apenas 10% da dita pensão enquanto quem, no mesmo prédio, vive exclusivamente de um salário ou de uma reforma de 1501 euros paga 25% dos mesmos. E não é delicioso que um Governo tão obcecado com a "solidariedade entre gerações" tenha estabelecido uma proteção inabalável para inquilinos com 65 ou mais anos independentemente dos seus rendimentos (terão direito a rendas controladas, calculadas anualmente em 1/15 do valor do locado, para o resto da vida) enquanto inquilinos mais novos com menor capacidade económica se confrontarão, findo o período de transição de cinco anos que esta prevê (ou seja, pós-2017), com a possibilidade de o senhorio fixar a renda que entender?

Não há, certamente, leis perfeitas, e o problema das chamadas rendas antigas arrastou-se tanto tempo e criou tantos vícios de pensamento e prática que nenhuma solução será isenta de críticas e falhas. Mas a atrapalhada incompetência desta, mais o seu "esquecimento" da existência de rendimentos de capital é bem a marca de um Governo que, perante um problema, parece só ser capaz de piorar.» [DN]
   
Autor:

Fernanda Câncio.

      
 Há 25 anos Marcelo nadou no meio dos cagalhões do Tejo
   
«Em 1989, o estuário que banha Lisboa era um dos mais poluídos da Europa, com os esgotos de toda a cidade e dos seus arredores a desaguarem diretamente ali sem qualquer tratamento. Se agora mergulhar no Tejo parece uma ideia perigosa, na altura era uma ideia louca. Mas foi o que Marcelo Rebelo de Sousa fez para lançar a sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, inaugurando assim a mais inusitada campanha de que há memória em Portugal – com direito a um dia passado a conduzir táxis, uma noite com o camião do lixo, corridas em Monsanto e noites animadas.

Agora, olhando para trás, Marcelo não sabe se voltaria ou não a fazer o mesmo naquelas circunstâncias, mas tem uma certeza. “Se hoje voltasse a fazer uma campanha, faria o oposto, seria menos espetacular e mais curta. O meu estilo é conhecido e é suficientemente extrovertido. Mas isso já não é uma hipótese, isso agora é para Santana Lopes”, garante o professor ao Observador, em alusão às próximas eleições presidenciais em 2016 e aos comentários que tem feito na TVI sobre uma eventual candidatura.» [Observador]
   
Parecer:

Hoje somos nós que nadamos no meio das postas de pescada que ele vai expelindo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

   
   
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sexta-feira, Agosto 29, 2014

Marques, o Grande Mendes

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Marques Mendes foi deputado, foi secretário de Estado, foi ministro adjunto do primeiro-ministro, foi porta-voz do governo, foi líder do PSD e quando se retirou da política tornou-se empregado de um empresário de nome Joaquim Coimbra, homem igualmente do PSD e que é um endinheirado das lideranças deste partido, fazendo lembrar um pouco o Zé Grande, um outro empresário muito querido nos meios políticos e que ficou conhecido por ter dado uma gorjeta  de muitos milhões a Ricardo Salgado.
  
O tal Joaquim Coimbra não saltou para a ribalta graças a uma gorjeta mas quis o destino que a história o cruze com o Zé Grande, ali para os lados do Banco de Portugal. Se o Zé Grande salta para a comunicação social depois da nacionalização do BES pelo BdP, o nome de Joaquim Coimbra ficou famoso porque Luís Filipe Menezes ter tornado público que o empresário se demitiu da Comissão Política Nacional depois de Luís Filipe Menezes ter defendido a realização de um inquérito à supervisão bancária. Coincidência as coincidência esse tal Coimbra era um importante sócio do BPN.
  
Temos então uma situação muito curiosa, um ex-empregado de Luís Coimbra, homem forte do BPN soube com antecedência o que o governo e o BdP tinha decidido para o BES, antecipando em um dia a divulgação desta decisão, um dia depois de alguns accionistas do BES se terem livrado à pressa das suas acções no banco, uma operação bolsitas que suscitou dúvidas e conduziram a uma investigação da CMVM cujo presidente sabia menos sobre o que se decidia no BES do que o assalariado do antigo acionista do BPN.
  
Algum jornalista questionou este processo? Algum magistrados decidiu uma investigação ao papel e forma como Marques Mendes tem acesso a informação privilegiada? O governador do BdP ficou incomodado pela figura que parvo que fez na comunicação sobre o que supostamente teria decidido para o BES? Não, em Portugal tudo isto é normal.
  
Passos Coelho percebeu que isto já é palhaçada  a mais e inventou uns arrufos de namorados com Marques Mendes a propósito do orçamento rectificativo. Marques Mendes anunciou um possível aumento de impostos a que Portas se opunha, Passos Coelho ficou indignado e por fim todos ficaram felizes com governo, PSD, CDS e jornalistas económicos a elogiar o governo por ter superado as consequências da decisão maldita do TC sem recorrer a mais impostos, algo de que, como se sabe, este governo não gosta mesmo nada. Tudo acabou em bem e nestes sábado o assunto será encerrado com Marques Mendes a elogiar Passos Coelho pelo seu orçamento rectificativo, uma obra prima da política económica pois consegue prever em simultâneo uma redução do crescimento económico e uma redução do emprego.
  
O mais divertido disto tudo é que ;Marques Mendes ainda se veio gabar que não revela um terço da informação que tem, o que é uma pena pois não se sabendo bem a que se refere esse terço de informação que fica para proveito próprio há razões para acreditar que pode servir para ganhar uns trocos na bolsa ou noutros negócios para os Comibras e os Zés Grandes deste país. 
  
Só mesmo neste país se assiste a um espectáculo destes, com um ex-.governante a fazer um papel tão pouco transparente e ainda por cima a gabar-se, armando-se em comentador político. Resta saber quanta informação Marques Mendes fez circular ao longo da sua carreira política e quem beneficiou com isso. Não se percebe como a República se afunda em tanta bandalhice e um dos principais actores deste espectáculo miserável é membro do Conselho de Estado.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Eléctrico de Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Para Cavaco Silva há dois tipos de atletas, os ricos que devem ser recebidos em Belém e que têm discurso como se fossem embarcar numa caravela para descobrirem o caminho marítimo para a Índia e os atletas tesos que recebem uma palavrinha apenas se conseguirem uma medalha. Trata-se de uma visão oportunista do desporto, tanto com uns como com os outros Cavaco limita-se a aproveitar-se, em relação aos primeiros aproveita-se da sua imagem e cola-se a ela, em relação aos segundos tira partido do resultado do seu trabalho. Mas, enfim, é o presidente que temos durante mais uns tempos.

«O Presidente da República felicitou hoje Telma Monteiro pelo título de vice-campeã mundial de judo na categoria de -57 Kg, congratulando a atleta pelo "extraordinário empenho e dedicação que tem mantido no seu percurso.» [Notícias ao Minuto]

 Eu ainda sou do tempo

Em que Paulo Portas se dizia coordenador da área económica do governo e se apresentava nas conferências de imprensa com a rejeitada Maria Luís ao lado. Agora Paulo Portas pouco mais é do que coordenador do Lambretas e da Cristas e anda quase sempre desaparecido ou viajando a vários fusos horários de distância, juntando-se a Cavaco num grande esforço de diplomacia turística.

 Imagem simpática

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Na verdade o brilhante Brilhante Dias apresentou-se na conferência de imprensa como se tivesse interrompido uma sardinhada para dizer umas patacoadas aos jornalistas. O resultado do dia foi: Maria Luís 10 - 0 Brilhante Dias. Não admira que o PS de Seguro não descole das sondagens e se tenha de recorrer ao foto finish para conferir as suas vitória eleitorais.

A resposta do PS ao orçamento rectificativo não foi digna de um partido que pretende ser governo, o líder disse uma graçola e fez-se representar por um Brilhante Dias com ar e discurso digno de um taberneiro. Para o cidadão comum viu-se de um lado uma ministra fazendo o seu discurso com ar sério e aparentemente competente e do outro um descuidado dando ares de estar fazendo o frete de fazer um discurso à base de bitaites.

      
 Novo BES: já se fala em perdas
   
«A Caixa Geral de Depósitos é o banco a operar em Portugal que pode ter mais a perder com o Novo Banco, tendo em conta também o modo e o valor a que este for vendido. Segundo informação do Jornal de Negócios, o grau máximo de exposição da Caixa é de 1.300 milhões de euros, numa lista seguida em ordem decrescente pelo BCP, BPI e Santander.

O risco que o Novo Banco representa para os restantes bancos decorre do modelo aplicado à transformação dos ativos do velho BES no Novo Banco, que envolve todo o sistema financeiro no financiamento da nova instituição, tendo também que assumir os prejuízos que possam resultar da venda daquela instituição (se o valor final ficar abaixo dos 4.900 milhões do empréstimo).

Conforme explica o Negócios, a hierarquia de risco dos bancos decorre da quota com que cada instituição participa no financiamento, que ainda não estará fechada — com a hipótese em estudo de o Novo Banco ser chamado a participar neste esforço depois da venda da instituição.» [Observador]
   
Parecer:

Começa a ser evidente que o Novo Banco vai nascer coxo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Desequilíbrio, diz o Brilhante
   
«Eurico Brilhante Dias, membro do Secretariado Nacional do PS e apoiante de António José Seguro nas eleições primárias, apelou hoje a António Costa para que suspenda a presença na comunicação social como comentador por gerar desequilíbrio entre as candidaturas.

“Apelamos a que deixe a coluna semanal no Correio da Manhã e o lugar que tem vindo a ocupar nos últimos três anos na Quadratura do Circulo”, disse Eurico Brilhante Dias em declarações à agência Lusa.» [i]
   
Parecer:

E as idas ao BdP para nos tranquilizar em relação ao BES, as reuniões com Passos para discutir o comissário ou a recepção dada pelo ministério da Administração Interna a propósito dos incêncios não desequilibram nada.

Será que este brilhante rapazola vai propor o encerramento temporário so site do PS onde só ele e o chefe aparecem num grande frenesim?

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Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao Brilhante que se tem medo compre um cão e use fraldas.»

 Já há funcionários públicos a menos
   
«A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, reconheceu esta quinta-feira que os impactos na despesa dos programas de rescisões e da requalificação serão “menos favoráveis” do que o esperado, devido aos atrasos na execução destas medidas. Mas ao mesmo tempo afastou a abertura de um novo programa que tenha efeitos em 2014.

“Neste momento não temos previsto abrir nenhum programa de rescisões ainda este ano”, afirmou durante a apresentação do Orçamento do Estado Rectificativo. Contudo, Maria Luís Albuquerque não afasta que, na preparação do orçamento para o próximo ano, o tema volte a estar em cima da mesa: "é uma situação que podemos sempre reavaliar".

Para já, o Governo reconhece que as poupanças esperadas com as rescisões e com a requalificação serão menores do que o previsto. Há um “efeito de desfasamento no tempo” na concretização destes programas, que acaba por condicionar as poupanças alcançadas em 2014 justificou a ministra.» [Público]
   
Parecer:

Veremos as consequências da incompetência de um governo que inventou falsas premissas. Com as recisões o Estado não poupa nada e fica confrontado com a perda de funcionários que são necessários.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Sabe mais do que o Passos
   
«Luís Marques Mendes, ex-líder do PSD e comentador político na SIC, que muitas vezes faz tremer o Governo com as notícias que dá sobre o que se passa nos seus bastidores, afirma que não conta, ainda assim, tudo o que sabe. “Não revelo um terço da informação de que disponho”, afirma, em declarações esta quinta-feira ao Diário Económico, que faz um trabalho sobre o modo como o social-democrata se prepara semanalmente.

“Tenho três vértices: comentário, informação e estudos detalhados de temas”, explica Mendes, acrescentando que, como “já havia muitos comentadores e comentários num registo sempre igual, quis trazer um modelo novo, uma mais-valia”.» [Observador]
   
Parecer:

Um dia destes o Cavaco ainda se zanga porque o Passos vai a despacho com o MArques Mendes antes das reuniões de quinta-feira em Belém.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

   
   
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