quarta-feira, abril 26, 2017

Crescer mais, distribuir melhor

Como é de esperar o PSD, o PS e o CDS fizeram seu o discurso de Marcelo rebelo de Sousa, enquanto o BE e o PCP não aplaudindo fizeram suas as metas definidas por Marcelo. Acontece que a exigência de mais crescimento económico por parte de Marcelo deveria ter merecido a discordância tanto à direita, como do lado da esquerda mais conservadora.

Marcelo não pediu apenas mais crescimento, se o tivesse feito seria mais ou menos a mesma coisa que desejar uma tarde com sol e sem muito calor, estaríamos operante uma meta com a qual seria possível unir o cardeal ao Jerónimo de Sousa, a Catarina à Assunção ou o António ao Pedro. Até o Cavaco, um ausente nas cerimónias de quem ninguém pela falta, se poderia juntar á festa. Marcelo pediu também mais distribuição e aqui é que a porca torce o rabo.

Não é a mesma coisa distribuir mais para ter crescimento, ter crescimento porque se distribui menos ou crescer e distribuir mais. Não se trata apenas de diferenças gramaticais, estamos perante pressupostos que conduzem a políticas económicas bem diferentes e só por puro oportunismo vimos tanta unanimidade.

A política económica defendida por Gaspar e que desde então tem estatuto de cartilha para Passos Coelho, Assunção Cristas, Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque, assenta numa perda radical de rendimentos do trabalho, desvalorizava-se fiscalmente o factor trabalho para estimular o capital graças a mais lucros. Não se crescia para distribuir melhor, primeiro redistribuía-se para que os menos ricos ficassem mais pobres para promover um crescimento cuja riqueza voltaria a ser distribuída de forma injusta. A esta lógica a direita tem chamado "crescimento consolidado", consolidado porque uma boa remuneração do capital estimulava o crescimento, porque salários cada vez mais baixos atraem os investidores ávidos por ganharem mais.

O PCP e o BE foram mais honestos e acusaram o toque, afirmaram-se em concordância com o objetivo mas sem realçaram uma discordância, defenderam uma solução de política económica muito diferente da defendida por Marcelo. Para a esquerda mais conservadora primeiro distribui-se e depois cresce-se, a redistribuição é uma exigência ideológica e apresentada como uma vitória do trabalho sobre o capital. Se os investidores querem investir e terem lucros terão primeiro de pagar muito melhor. Para o PCP e BE há riqueza quanto baste e só não há crescimento porque as normas.

Se para alguma direita há um conflito entre o crescimento e a distribuição equitativa da riqueza, para alguma esquerda opta por considerar que a distribuição equitativa da riqueza é uma questão prévia à análise da questão do crescimento. Uma coisa é certa, ninguém ouviu muito bem o que Marcelo defendeu.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Teresa Leal Coelho, candidata autárquica

O mínimo que se pode dizer do discurso de Teresa Leal Coelho foi que roçou o pobre de um ponto de vista intelectual e o miserável quando avaliado na perspectiva política. O PSD parece sentir-se pouco à vontade quando o tema é 25 de Abril e isso foi evidente no discurso da vice-presidente daquele partido, a senhora foi incapaz de soletrar a data numa cerimónia evocativa da mesma. Pior, só os bocejos de Passos Coelho enquanto Marcelo discursava.

A senhora não falou das virtudes da democracia, dos seus valores, dos seus objetivos, optou por banalidades e no meio destas trazer temas descabidos como o enriquecimento ilícito, como se democracia fosse um antro de pecados que lhe cabe combater. Se a ideia era promover a imagem da candidata autárquica a escolha foi um desastre, a senhora é parca de ideias, tens os seus valores baralhados e mal sabe falar em público, foi de meter dó.

terça-feira, abril 25, 2017

Este Abril

No outro Abril os jornalistas defendiam a democracia, neste Abril os jornalistas fazem de acusadores públicos em julgamentos fantoches. No outro Abril os jornalistas defendiam os valores da democracia, neste Abril há jornalistas a fazerem de vigilantes, perseguindo todos os que opinem em defesa de valores. 

No outro Abril dizia-se que o regime promovia os três “f”, o fado, Fátima e o futebol. Nesta Abril Amália e Eusébio estão no Panteão, as televisões dedicam metade das suas emissões noturnas ao futebol e o Papa vem a Portugal canonizar os pastorinhos, promovidos de beatos a  santos por terem salvo uma criança que caiu de um sétimo andar.

No outro 2 de Abril o povo queria ter cuidados básicos de saúde, criou-se o SNS e pouco tempo depois foi introduzida a vacina triplice contra o sarampo, a rubéola e a “papeira”. Neste 25 de Abril o país assistiu à morte de uma jovem que não tinha recebido a vacina, acordando para a realidade de um movimento que recusa o progresso e em nome de valores de tribos urbanas põe em causa a vida dos filhos.

Hoje há democracia, mas há novas formas de repressão, há medo de jornalistas sem escrúpulos, de juízes justiceiros, de magistrados que tiraram direito com passagens administrativas. Há um SNS moderno mas temos medo do sarampo, vamos voltar a ter medo das consequências da rubéola. Temos instalações hospitalares modernas e equipamentos sofisticados, mas nunca tivemos tantos endireitas, tantos falsos médicos e falsas medicinas.

Este Abril está longe de ser feliz, o fanatismo mata nas lutas entre claques desportivas, mas mata também em famílias que tiveram direito a melhores e escolas e universidades e agora ensinam a ignorância e o obscurantismo por oposição ao progresso científico. Os valores mais elementares da justiça são ignorados, a começar pelos magistrados. Este Abril está longe daquele que Abril prometeu.
 

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Arménio Carlos. líder da CGTP

Arménio Carlos é um daqueles sindicalistas que gosta de imitar os esteriotipos dos comunistas duros dos anos 50 e quando fala de um ministro fala de algué que, por definição é inimigo do povo. Só assim se entende a forma agressiva como a propósito de uma luta sindical se referiu a Centeno como um "superministro" quase inimigo dos trabalhadores.

Seria bom que Arménio carlos, um sindicalista com quem é impossível qualquer acordo, perceba que alguma da recuperação dos rendimentos de que os trabalhadores estão beneficiando resultam mais da competência do ministro das Finanças do que das suas presenças televisivas na concertação social.

Quanto mais vejo o Arménio mais me vêm à memórias os antigos líderes da CGTP José Luís Judas e carvalho da Silva. Mas esses ao lado do revolucionários modelo Arménio Carlos são pequeno-burgueses.

 Estranho desaparecimento

O que é feito do


 Para os que não conheceram Portugal antes do 25 de Abril



      
 Refugiados ou emigrantes
   
«Nos últimos dois meses duplicou o número de refugiados, recolocados em Portugal ao abrigo das quotas definidas pela União Europeia (UE), que abandonaram o nosso país. Do total de 1255 acolhidos, principalmente no último ano, 474 deixaram as instituições que os receberam, quase 40%, uma das taxas mais elevadas dos designados "movimentos secundários". Em fevereiro, um levantamento feito pelo DN junto às maiores instituições de acolhimento, dava conta que os abandonos ultrapassavam os 200 casos.

Destes refugiados, a maior parte sírios, atualmente em fuga, 147 foram entretanto detetados, alguns mesmo detidos, pelas autoridades de outros países, principalmente Alemanha e França, mas também a Bélgica, Suécia e Holanda, e estão obrigados a regressar. Um deles já o fez, mas os restantes 326 ainda estão em paradeiro desconhecido. Todas as despesas do retorno - designado retoma a cargo - são da responsabilidade de Portugal.» [DN]
   
Parecer:

refugiados mas, já agora, de preferência emigrantes em países mais ricos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Azar!
   
«O ex-líder do PSD, Luís Marques Mendes, disse este domingo à noite que tudo indica que a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos não terá impacto no défice. "Boas notícias", disse no seu comentário habitual de domingo no jornal da noite da SIC.

"O que importa é saber se o dinheiro que é injectado na recapitalização da caixa conta ou não para o défice e há duas boas notícias. Uma é que as autoridades estatísticas nacionais já contaram com esta interpretação e a outra, que está prestes a confirmar-se é que, em princípio, Bruxelas irá confirmar esta interpretação das autoridades estatísticas nacionais, ou seja, provavelmente a recapitalizaão da Caixa nao contará para o défice", disse.» [Expresso]
   
Parecer:

Mais um azar para Passos Coelho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Marques Mendes quem o informou.»

segunda-feira, abril 24, 2017

As más notícias que são boas notícias

Convinha que a direita soubesse definitivamente o que espera e pretende das agências de rating, se quer que todas considerem a dívida soberana portuguesa como lixo ou se exigem que todas a passem a considerar como triplo AAA. Desde os tempos de Sócrates, quando Cavaco defendia o respeitinho pelos mercados e Relva prometia que com a direita no governo o rating subiria, que a direita não aprece ter uma relação muito sadia com o rating da dívida.

Mas temos de aceitar que a direita evoluiu muito nos últimos meses, em menos de um ano deixou de apostar num novo segundo resgate para, ainda que de uma forma indireta, elogiar Mário Centeno. Agora já não parecem estar preocupados com o conteúdo das mensagens SMS de Mário Centeno, parece que já acreditam na sua competência e até lhe exigem que consiga melhorar o rating da nossa dívida! Enfim, sejam bem-vindos ao clube de fãs de Mário Centeno, há sempre lugar para mais uns quantos e em especial para filhos pródigos.

Ainda não há muito tempo que Maria Luís Albuquerque quase rejubilava de alegria pela Fitch ter mantido oi rating de lixo, até veio a público manifestar a concordância com os critérios. Também aqui houve uma pequena mudança, o rating da Fitch há muito que não despertava a curiosidade da direita, o que excitava o pessoal do Observador era a DBRS, cada vez que a agência canadiana os jornalistas e comentadores daquele jornal entravam em pré-orgasmo com a hipóteses de a única agência que classifica a dívida portuguesa acima de lixo deixar de o fazer.

Se soubermos ler nas entrelinhas do pensamento primário da direita portuguesa percebe-se que algo está para acontecer, se já esperam, com avidez as classificações da Fitch ou da Moody’s é porque acham que estas agências podem mudar a notação, isto é podem melhorá-la. Aliás, a dívida portuguesa ainda só é considerada lixo em consequência da situação da banca, uma herança da incompetência do governo de Passos Coelho. As grandes preocupações das agências prendem-se com a situação na CGD, com o crédito malparado e com a solução para o Novo Banco.

Mas temos de começar a aprender a descodificar o discursos da direita, quando prevê uma desgraça é porque a desejam, quando falam em milagres é porque as metas são realizáveis, quando apoiam o rating é porque receavam que tivesse melhorado e quando exigem que o governo consiga melhorar o rating é porque receiam que isso seja possível e pretendem desvalorizar esse resultado. A desilusão da direita em relação às notações da Fitch e da Moody´s é uma boa notícia para o país. Infelizmente é assim desde há seis anos, as boas notícias para o país são péssimas notícias para a direita, as más notícias para a direita são excelentes notícias para o país.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   Luís Montenegro, fiel apoiante de Passos

Montenegro apressou-se a afirmar-se um fiel apoiante de Passos Coelho e contrário à realização de diretas. Esperou um dia para o fazer, tempo suficiente para que a mensagem de Relvas ganhasse terreno e o seu nome fosse apontado como sucessor de Passos.

Mas Montenegro não é bem contra as diretas, diz apenas que nunca foi um grande partidário das diretas. Mas o mais curioso é que considera que esse processo foi um fracasso no PS. Viu-se, o seu aliado Seguro perdeu a liderança do PS e o seu partido foi arredado do governo. Enfim, que grande falhanço!

«Luís Montenegro, líder parlamentar social-democrata e apontado como um dos possíveis sucessores de Pedro Passos Coelho à frente do partido, disse este domingo em Leiria ser contra a realização de eleições primárias no seu partido e reafirmou o seu apoio ao actual líder do PSD. O dirigente respondia assim à questão levantada esta semana pelo ex-ministro Miguel Relvas, que defendeu, depois de um almoço-conferência de Luís Montenegro em que também participou, que o PSD devia começar a pensar já em discutir a realização de eleições primárias a seguir às autárquicas de 1 de Outubro para escolher o futuro candidato social-democrata a primeiro-ministro. O assunto deixou incomodadas algumas figuras do partido que preferiam todos no PSD concentrados na preparação das autárquicas.

À margem da IX Academia de Jovens Autarcas, organizada pela JSD de Leiria, Luís Montenegro afirmou não concordar com "essa ideia". "Nunca fui um grande adepto das eleições primárias. Creio que o PSD não precisa de legitimar as suas lideranças por essa via. Não há no panorama político e partidário português essa tradição e a experiência que houve no Partido Socialista foi um perfeito fracasso", salientou.

O presidente do grupo parlamentar do PSD precisou que "se a ideia [do PS] era que houvesse uma mobilização muito grande e representativa de um sentir do povo português, isso caiu por terra, porque o dr. António Costa ganhou as eleições primárias e perdeu - e por muito - as eleições legislativas". Ou seja, "não radicou na realização de eleições primárias nenhum movimento político especial dos eleitores".» [Público]

      
 O tavarismo
   
«Num artigo publicado na terça-feira no Público, o comentador João Miguel Tavares insinua que eu e três jornalistas escrevemos o que o presidente do conselho de administração da Global Media nos manda. Além disto, JMT acha ainda que defender princípios básicos de um Estado de direito significa apoiar a corrupção e a miséria moral.

Vamos por partes.

O JMT insinua que três jornalistas com longas carreiras seguem as ordens de um administrador, que não são editorialmente independentes nem escrevem artigos de opinião seguindo o seu próprio juízo e pensamento. Ele conhece a gravidade desta miserável insinuação, que atenta contra a dignidade profissional desses três homens. Eles não precisam que eu os defenda; mas há, porém, um detalhe curioso. JMT, noutro artigo, acha que o diretor adjunto do DN fez perguntas macias a Dias Loureiro - acusação injusta e que se esquece de fundamentar. Mas se julga mesmo isso seria interessante saber o que pensa da qualidade das perguntas que os jornalistas da TVI fizeram a Sócrates nas várias entrevistas que este deu ao canal. Estranhamente, nunca se ouviu a JMT um comentário sobre o assunto, nem em crónicas nem naquele programa da TSF em que participa e que por acaso passa na mesma TVI. E como sabemos a atenção com que JMT segue todas as intervenções do ex-primeiro-ministro... ou estava distraído ou não as viu ou então achou-as incrivelmente duras, como ele gosta.

Já eu, insinua JMT, só escrevi o artigo de 9 de abril - sobre o arquivamento do inquérito a Dias Loureiro e no qual pela enésima vez afirmo que algo está muito errado na nossa justiça - por ter recebido uma espécie de ordem de Proença de Carvalho. Poderoso homem que não só me dá ordens para eu defender Dias Loureiro como, claro está, para defender Sócrates, essa árvore das patacas de JMT.

A coisa é tão desonesta e baixinha que até custa a responder, mas, desta vez, JMT preferiu escrever o meu nome em vez das indiretas que de vez em quando me dirige. JMT sabe que o que escrevi nesse dia é o que venho escrevendo e dizendo em jornais, TV e rádio há muitos anos, antes de haver Operação Marquês. Mas não resistiu à insinuação que sabe ser caluniosa. Disse, no fundo, que escrevi a pedido, não porque em consciência ache que eu ande às ordens de quem quer que seja, mas porque não gostando das minhas opiniões sobre assuntos da justiça e outros que tais quis descredibilizá-las atacando a minha dignidade e a minha honra. O que diz muito sobre o carácter de quem faz a insinuação.

Mais tarde, noutro artigo do Público, tendo sido confrontado pelo diretor do DN com o facto de que mais colunistas, noutros órgãos de informação, formularam opiniões parecidas com a minha e com a de dois jornalistas do DN, JMT lança o argumento que lhe serve para tudo: esses também querem é defender o Sócrates. Pobre JMT: obcecado que está por Sócrates, não consegue perceber que há quem não sofra da mesma patologia, e portanto não divida o mundo entre pró-Sócrates e contra-Sócrates; como só consegue raciocinar e argumentar ad hominem, é-lhe, pelos vistos, impossível imaginar que possa haver quem defenda princípios independentemente de a quem estes, conjunturalmente, possam parecer favoráveis.

Para defender esta sua abordagem, JMT argumenta que há para aí uns princípios que só são válidos no reino do abstrato e quem os enuncia - para os defender, bem entendido - está a colaborar para "manter o lastimável currículo português no combate à corrupção" e "é cúmplice do estado moralmente miserável em que nos encontramos".

E que são esses tais princípios contra os quais ele, neste e noutros textos, direta ou indiretamente se insurge? Trata-se, entre outros, da presunção de inocência, da não inversão do ónus da prova, do direito ao bom nome, da necessidade de haver provas suficientes para condenar alguém e de que a função do MP é acusar ou arquivar - não condenar.

Surgem três hipóteses. A primeira: o JMT não sabe que esses princípios são pilares fundamentais de um Estado de direito e de uma democracia liberal. Confesso que tenho alguma dificuldade em imaginar que alguém com tanta notoriedade e com tanto espaço nos media não saiba isto, mas a ignorância nunca deve ser desprezada.

JMT não saberá, mas aqueles princípios que ele depreciativamente chama de abstratos têm de ser, num Estado de direito, mesmo abstratos e gerais: são para todos (e não para as pessoas que JMT decidir) e para todos os casos que se encaixem na norma (e não para os casos que JMT quiser).

A segunda hipótese é a de que conhece os referidos princípios, mas não quer saber deles, rejeita--os. Nesse caso, não é um defensor do Estado de direito e da democracia liberal. Ou acha que é ele ou quem pensa como ele que deve definir a quem estes princípios se devem aplicar. Um estado Tavares com Tavares a definir quem são os culpados e os inocentes - o tavarismo, ou a tirania Tavares

A terceira hipótese é a de que sabe o que é o Estado de direito, gosta da democracia, mas dá-lhe jeito dizer que isto é tudo uma farsa, que isto dos princípios é uma malandrice para os ricos e poderosos se safarem. Porque sabe que isso lhe garante palmas; sabe que de cada vez que ataca as regras básicas do Estado de direito há uma multidão de injustiçados pela vida, legitimamente revoltados com a corrupção e desmandos, que, por desespero e ignorância, o aplaudem. JMT sabe que se desprezassem os tais princípios abstratos essas mesmas pessoas teriam uma vida pior, ficariam expostas a um qualquer déspota, veriam os seus direitos despedaçados. Mas quer JMT lá saber disso; o seu discurso dá-lhe palco e luzes, faz dele uma pessoa popular. Vive desse reles foguetório.

Preferia acreditar que JMT defende o que defende por ignorância ou por não acreditar no Estado de direito, mas não me parece que seja, infelizmente, o caso.

Espero que viva bem com a sua consciência e que o mundo que ele afirma desejar nunca chegue.» [DN]
   
Autor:

Pedro Marques Lopes.