sexta-feira, janeiro 20, 2017

A vez dos oportunistas

Os discursos económicos de Trump e de Theresa May não chegam a ser uma reedição teórica do velho proteccionismo, nem encontram fundamento ideológico numa direita conservadora que até agora usava as bandeiras do liberalismo e da desregulamentação. Estamos perante dois políticos sem estatura que fizeram do oportunismo a sua ideologia.

Theresa May considera que se não estiver sujeita a regras, nem tiver de suportar os custos da solidariedade consegue obter mais lucros com a existência da EU, não admire que no seu último discurso se tenha afastado de do imbecil do outro lado do charco, defendendo o sucesso da EU. O mercado europeu é fundamental para que o Reino Unido consiga vantagens em acordos comerciais com os EUA ou com as economias da Comunidade Britânica.

Theresa May quer estar nos mercados sem os pesados custos das regulamentações da concorrência ou de normas de qualidade ou ambientais. Sem constrangimentos a ajudas estatais pode concorrer nos mercados em vantagem como as economia europeia, na prática, pretende obter vantagens resultantes do dumping social e institucional.

Trump é mais primário do que Theresa May, não só parece ser mais imbecil, como conta com uma realidade social e geográfica bem diferente. O grande mercado da economia americana é a própria América e Trump está convencido de que o aumento da produção e do comércio interno vai compensar eventuais perdas no mercado mundial. Trump pretende uma nova postura proteccionista que reforce os benefícios dos EUA na renegociação dos tratados internacionais, designadamente, dos acordos comerciais. Trump está convencido de que uma postura proteccionista traz vantagens à economia americana.

Ao contrário de Theresa May que deseja ter uma Europa compradora que cresça e favoreça o crescimento britânico, Trump está mais alinhado com Putin, que prefere uma Europa desintegrada com a qual será mais fácil negociar. Trump não esconde o desejo de ver a EU desintegrar-se, as economias europeia e chinesa são as suas grandes concorrentes no mercado mundial, a China concorre com custos, a Europa com qualidade e design.

Theresa May sonha com o velho império britânico, Trump quer que o mundo volte a um tempo em que a indústria automóvel americana dominava o mercado mundial e em que não andavam aviões Airbus no céu. Ambos estão convencidos de que conseguem desviar para os seus países a riqueza gerada pela competitividade das empresas europeias e asiáticas.

Estamos perante uma nova forma de proteccionismo, um proteccionismo oportunista conduzido por políticos com fracos recursos intelectuais e apoiados pelos eleitores mais ignorantes dos seus países.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Assis, proprietário de 50% dos votos do PS

Primeiro era dono de metade dos votos do PS, representava os eleitores do PS contra António Costa, defendia a submissão do PS a um governo minoritário do PSD, organizou um jantar de leitão assado, não resultou, continuou a beneficiar do luxo de Estrasburgo e desapareceu. Agora, julgando ver sinais de divisão da Gringonça reapareceu, aquele que não reconhece legitimidade a Costa já acha que este pode ganhar eleições contra a esquerda e apressa-se a pedir eleições antecipadas.

O homem dos bons princípios, da estabilidade política parece achar que os bons princípios só se aplicam aos seus objectivos políticos e a estabilidade só é um valor a defender se for com o apoio da direita. Pobre PS se este Assis alguma vez chegar a líder, o homem parece andar excitado com um governo do bloco central onde provavelmente teria lugar com o apoio da direita.

PS: O Expresso devia explicar do que é que Francisco Assis é dirigente, para se referir à personagem como "dirigente socialista", q me recorde ele foi dirigente no Porto e ganhou fama à custa de dois tabefes mal dados quando foi embirrar com a Fátima Felgueiras. Desde já fica aqui um aviso ao Assis, nunca votaei num PS liderado por tal personagem, se é para ter um governo de direita então que seja mesmo liderado por alguém de dieita e não por este transgénico ideológico.

«O dirigente socialista Pedro Nuno Santos acusa o eurodeputado do PS Francisco Assis de se antecipar ao PSD e ao CDS no pedido de eleições antecipadas, nega qualquer crise à esquerda e manifesta-se confiante de que o Governo vai cumprir a legislatura até 2019.

Pedro Nuno Santos, também secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, falava à agência Lusa enquanto dirigente nacional do PS, depois de Francisco Assis, tanto em entrevista à Antena 1 como num artigo publicado esta quinta-feira no jornal "Público", ter classificado como esgotada a atual solução de Governo, colocando inclusivamente o cenário de eleições legislativas antecipadas.

"Gostaria que Francisco Assis viesse à próxima reunião da Comissão Nacional do PS para, entre camaradas, podermos discutir o atual momento político em Portugal. É minha convicção de que a esmagadora maioria dos militantes do PS está realizada com o papel que o partido desempenha no Governo – e Francisco Assis pode ter a certeza de que este Governo vai durar até ao fim da legislatura", reage o líder da Federação de Aveiro do PS e membro do executivo.» [Expresso]

 Coro do Exército Vermelho: God Bless America



 Turismo judicial

Depois das muitas viagens a Londres para investigações no âmbito do Caso Freeport, agora que o governo iraquiano vai investigar o caso da agressão atribuída aos filhos do embaixador do Iraque, vamos ver quantos procuradores estarão disponíveis para fazer turismo em Bagdad.

      
 Pobre Ricardo
   
«O juiz decidiu aplicar a Ricardo Salgado as medidas de coação de “proibição de ausência para o estrangeiro sem prévia autorização”, ficando o ex-presidente do BES proibido também de manter contactos com os restantes arguidos e “com algumas pessoas e entidades com ligações ao Grupo Espírito Santo”.

Ricardo Salgado foi ouvido durante as últimas horas pelo juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa. Já tinha sido interrogado durante a tarde pelo procurador Rosário Teixeira, do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).» [Expresso]
   
Parecer:

Se o homem nunca fugiu porque motivo ria fugira agoa? Provavelmente o juiz Carlos está preocupado com a saúde de Ricardo Salgado e quer impedi-lo de ir comprar caramelos a Badajoz.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Portas preocupado porque Europa não tem crianças
   
«"A Europa não tem crianças, é contra os imigrantes, é a favor dos direitos adquiridos toda a vida, sem saber como se vão pagar". Na véspera da tomada de posse de Trump, Paulo Portas está pessimista.» [Observador]
   
Parecer:

Pois, se todos os europeus fossem tão generosos na sua prole como o Portas a Europa bem podia fechar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se e sugira-se a Portas que aproveite o tempo livre de que agora dispõe para fazer filhos e se não sabe como se fazem que pergunte à Assunção Cristas que ela lhe explica.»

 PSD preocupado  com escolas e hospitais
   
«O PSD acusa o Governo de estar a provocar a “degradação dos serviços públicos“, com as cativações que — como avançou o Observador — no final de novembro eram superior a mil milhões de euros. O vice-presidente da bancada do PSD, António Leitão Amaro, afirma ao Observador que estes dados demonstram que para cumprir a meta do défice (que o Governo garante que ficará nos 2,3%) “existiram não um, mas vários planos B, quer na receita, quer na despesa“.

Do lado da despesa, além do “maior corte no investimento público de que há memória na história democrática”, Leitão Amaro alerta para o impacto das cativações no funcionamento dos serviços. Olhando para os os mais de mil milhões de euros congelados, o vice-presidente da bancada do PSD diz que “não admira, que no final de 2016 e no início de 2017 se estejam a suceder notícias de degradação dos serviços na educação, saúde, inovação, investigação e transportes“.» [Observador]
   
Parecer:

Nunca é tarde.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sejam bem-vindos aos que se peocupam com as consequências da austeridade.»

 Até a OCDE
   
«A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) recomendou hoje ao Governo a redução da Taxa Social Única (TSU) nas empresas que paguem o salário mínimo, incluindo as novas contratações.

O objetivo é, segundo a OCDE, que "o impacto dos aumentos planeados no salário mínimo na oferta de emprego seja suavizado".

Esta é uma das 20 recomendações que a OCDE faz no relatório Reformas no Mercado Laboral em Portugal 2011-2015, hoje divulgado e apresentado em Lisboa, e surge depois de patrões, UGT e Governo terem assinado o Compromisso para um Acordo de Médio Prazo, que prevê o aumento do salário mínimo nacional para 557 euros e a descida transitória da TSU em 1,25 pontos percentuais.

O decreto-lei que estabelece a descida da TSU em 1,25 pontos percentuais para os empregadores foi aprovado pelo Governo na segunda-feira e promulgado um dia depois pelo Presidente da República.

Esta descida da TSU foi acordada em sede de Concertação Social entre o Governo e os parceiros sociais em dezembro - à exceção da CGTP -, como forma de compensação do aumento do salário mínimo para 557 euros, que já está em vigor.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

E agora JCP (Jerónimo, Catarina e Passos)?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento aos líderes da Geringonça B.»

 Ele diz partidos
   
«O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, disse hoje esperar que os partidos concretizem no parlamento as suas promessas em torno da Taxa Social Única (TSU), considerando que este é o momento certo para revogar esta medida.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Devia dizer por extenso para se ver como dizia PSD pois é com o voto do PSD que o líder da CGTP está preocupado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Marcelo coze Passos em lume brando
   
«Marcelo Rebelo de Sousa recebe ainda na segunda-feira a central sindical UGT, que também subscreveu o acordo alcançado entre o Governo e os parceiros sociais em 22 de dezembro e assinado na terça-feira, adiantou à agência Lusa fonte da Presidente da República.

A presidência da República divulgou hoje que Marcelo Rebelo de Sousa recebe em audiência conjunta, na sexta-feira, às 16:30, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e a Confederação do Turismo Português (CTP).» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Marcelo faz seu o acordo na concertação social e deixa Passos na ala direita do BE.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quinta-feira, janeiro 19, 2017

E o Ricardo estava mesmo ali!

Primeiro descobriu-se que Sócrates tinha de ser corrupto, a seguir descobriram que o dinheiro do Sócrates estava nas contas do amigo. Como o amigo era administrador de uma empresa que trabalhava para o Estado tinha que ser ele o corruptor, Mas azar do dito, a empresa do amigo tinha tido mais contratos com a direita do que com o Sócrates, isto é, se o dinheiro tivesse vindo do Grupo Lena o sofisticado software do inspector do fisco mais a sua super equipo ainda teriam que vasculhar nas contas do Passos, do Portas e até mesmo do genro de alguém mais influente. A pista tinha de ser outro.

E onde é que cheira mais a dinheiro? É óbvio, qualquer canídeo com faro especializado no vil metal sabe que o cheiro a dinheiro vem do sul, cheira a África, logo a pista do dinheiro teria de dar a Angola e aos muitos negócios aí realizados. Jogo perigoso, o único capítulo em que os angolanos são rigorosamente apegados aos valores da democracia é na distribuição de patacas por tugas gulosos.

Angola não era boa ideia, talvez a Venezuela, quem não se lembrava do Magalhães? Era isso, vamos já investigar a empresa do Magalhães, o navegador que deu a volta ao mundo para acabar nos entrefolhos dos bolsos das calças do Sócrates que, afinal, não era do Sócrates, tinham sido compradas pelo amigo mas este em vez de as provar deu as medidas do primeiro-ministro. Aliás, acho mesmo que as medidas dos primeiros-ministros e do presidente da CGD também deviam ser depositadas no Tribunal de Contas.

Mais um azar, o super investigador de Braga tinha de continuar a sua rota do dinheiro, o negócio estava mesmo ali ao lado, não era na Venezuela, mais a sul, no Brasil, como é que não tinham visto logo? Mas não era no Lavajato, já tinham pedido ajuda aos super juízes brazucas, mas nada, o negócio tinha de ser na Oi. Doi, doi mas não deu em nada, feita a circunavegação do pilim, o arcebispo virou-se para o país e aí o dinheiro pecaminoso tinha de estar no Algarve, em Vale de Lobos.

Estava mais do que provado, já não haviam dúvidas, Sócrates tinha-se abotoado com o dinheiro por conta de uma esquema de licenciamentos. Mas o azar tem destas coisas e até o líder do PSD de Faro, autarca d VRSA e amigo de Fidel Castro veio desmentir. Eis que de repente e a um mês do último prazo dado para concluir a acusação bingo! Estava-e mesmo a ver que tinha de ser o Ricardo Salgado a ter desembolsado a massa!

A investigação tem destas coisas e da mesma forma que Deus faz justiça por linhas tortas, os novos investigadores a fazem com linha trocadas. No primeiro mês da investigação concluíram da culpa de Sócrates, provaram que tinha recebido milhões. Passados anos de investigações descobriram o móbil do crime e o corruptor. Vá lá, Sócrates é um gajo com sorte, pode dar-se por feliz pois com este tipo de justiça podia muito bem ter sido julgado e executado primeiro e só depois investigado, tudo dentro dos prazos legais generosamente concedidos, alargados e aprazados pela procuradora-geral.

É uma pena que o prazo esteja mesmo a acabar pois há uma dúvida que subsiste, haverá alguma relação entre o luxuoso patrocínio concedido pelo BES a um congresso organizado pelos magistrados do MP e o dinheiro dado a Sócrates. É uma pena que o fiscal de Braga não tenha tempo para investigar mais despesas com férias, da mesma forma que andou a ver quem pagava as férias de Sócrates, podia muito bem investigar se houve alguma relação entre os negócios de Sócrates e os passeios das dondocas dos magistrados que estiveram no congresso. Enfim, com a criatividade imaginativa da justiça e com Sócrates e Salgado metidos no negócio tudo é possível. Querem ver que foi o amigo de Sócrates a pagar os salgadinhos no luxuoso hotel Tivoli Marina, uma espécie da versão hoteleira dos sapatos da Prada?


Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Mexia, assalariado do PC Chinês

Parece que o governo Chinês e Mexia têm duas opiniões jurídicas sobre a taxa extraordinária, se o governo for da direita não recorrem, se o governo não for aquele que lhes vendeu a empresa ao preço da uva mijona já têm motivos para recorrer.

«Ao fim de três anos a pagar a taxa extraordinária sobre as empresas da energia, a paciência do accionista chinês da EDP, a China Tree Gorges (CTG), esgotou-se. Com uma factura que já ronda os 180 milhões de euros, a EDP avançou para tribunal para contestar a Contribuição Extraordinária sobre o Sector Energético (CESE) confirmou ao PÚBLICO fonte oficial da EDP. Em causa estão 120 milhões de euros da CESE de 2014 e 2015, confirmou ao PÚBLICO fonte oficial da EDP.

Tudo leva a crer que o montante relativo a 2016, de cerca de 60 milhões de euros, também será contestado pela empresa detida em mais de 21% pela CTG.

“Uma vez esgotadas todas as vias alternativas nomeadamente as administrativas, a EDP decidiu avançar pela via judicial para contestar o pagamento da CESE”, adiantou a mesma fonte, lembrando que, “ao contrário do inicialmente previsto e estipulado, a CESE tem vindo a ser sucessivamente prorrogada” pelo Estado.» [Público]

 E agora Cavaco?

Onde andará Cavaco Silva que parece ter perdido o piu? Seria o momento ideal para ele, enquanto ex-presidente do PSD e aquele de entre os seus líderes que mais esteve no governo e na Presidência viesse pronunciar-se sobre as alianças parlamentares entre o PSD e o BE, isso para ser simpático, porque ao que se vê o PSD apoia incondicionalmente as posições parlamentares do BE.

O que é feito da defesa da concertação social, uma das condições impostas abusivamente por Cavaco Silva a António Costa para o deixar formar governo? Esta aliança não porá em causa os tratados, as alianças militares ou o Pacto de Estabilidade?

É uma pena que Cavaco opte pelo silêncio agora que é o seu partido a aliar-se ao BE. parece que só o PS está proibido de juntar o seu voto ao BE e ao PCP, se for o PSD a fazê-lo a geringonça já é moralmente aceitável, mesmo que esse voto viole os valores do PSD  seja decidido por mero oportunismo de um líder sem valores.

Onde estava o Cavaco que a propósito citava a Lei de Gresham e avisava que a má moeda afasta a boa moeda? Parece que os princípios de Cavaco só servem para avaliar aqueles de que não gosta.

      
 O PSD ameaça tornar-se uma “geringonça”
   
«O chumbo anunciado da TSU justifica-se não tanto pela substância da medida mas mais como uma reacção emocional ao desprezo do Governo. O que faz do PSD um partido volátil, em equilíbrio precário, sem coerência nem memória. Outra “geringonça”.

O PSD não precisou de fazer alianças contranatura para se transformar por iniciativa própria numa outra “geringonça”. A reacção do partido à redução da Taxa Social Única (TSU) é um monumento à volatilidade política, uma homenagem à incoerência programática, um apagamento da memória, uma vénia ao oportunismo, uma submissão à vertigem do equilíbrio instável, que ora o leva a ser quem é, ora o move a procurar identidades alternativas que lhe permitam dizer “eu existo”. A apresentação de tecnicalidades pertinentes ou as farpas justas que o PSD tem lançado a um Governo estranhamente em paz com os aliados que lhe estragam os planos e cinicamente em guerra com o principal partido da oposição não iludem o essencial: a credibilidade e a coerência do partido ficaram em causa com o anunciado chumbo à descida da TSU. O PSD regressou ao passado e tornou-se um partido de humores. Por estes dias mostra-se irritadiço, instável, nervoso, agressivo, sem desígnio, projecto ou identidade programática perceptíveis, capaz de dar cabo da Concertação Social mais por birra do que por divergência substancial. Razão tem Marques Mendes: este é o maior erro de Passos desde que está na oposição.

Vamos por partes, começando onde se deve começar: no aumento do salário mínimo. Num mundo ideal, como o que propõe o PSD, o aumento de 37 euros deveria obedecer aos critérios de uma economia sã – a produtividade, a inflação e o crescimento. Mas Portugal vive uma situação de emergência. O salário mínimo vale hoje proporcionalmente menos do que em 1974. A pobreza atinge um em cada dez trabalhadores. Haver uma política voluntarista para o salário mínimo é um acto banal de um Governo de esquerda. Difícil era levá-lo à prática em concordância com os patrões. É aqui que entra a redução da TSU. Não era a primeira vez que a TSU era chamada a financiar o aumento do salário mínimo. E desta vez o patronato será responsável pelo aumento de 30 euros, cabendo sete euros ao decréscimo de 1,25% da TSU. Há neste acordo um certo artificialismo? Há. Há um risco para a Segurança Social já de si debilitada? Sem dúvida. Mas há nos seus termos um bem precioso: uma política activa em favor dos trabalhadores mais pobres, feita pelo consenso entre os patrões e uma parte dos sindicatos.

Como seria de esperar, o Bloco, o PCP, os Verdes e a CGTP mantiveram a sua coerência e estão contra o acordo. Para eles, o mundo é brutalmente simples: trabalhar é um direito e pagar salários é um dever dos patrões imune a conjunturas ou às condições da tesouraria. O Governo ficou a flutuar com a vitória conseguida na “feira de gado” da Concertação Social e, sabendo da hostilidade da sua base de apoio, esperava que o PSD lhe desse a mão na hora “H”. Uma atitude que revela arrogância e desprezo. E torna cruelmente nítida a inconsistência de uma solução política que obriga o Governo a governar por metade, por expedientes, caso a caso, sem margem para opções de fundo em matérias sensíveis como a política económica ou de rendimentos.

Apesar desta triste realidade, o PS tinha razão em alimentar expectativas em relação ao apoio do PSD. O PSD é o inventor da fórmula. O PSD já a aplicou em 2014 e absteve-se de chumbar uma descida da TSU de 0,75% este ano. O PSD chegou a pedir que o corte na taxa agora decidido fosse aplicado às instituições de solidariedade social, o que foi aceite pelo Governo. O PSD é o partido que mais se bateu pela Concertação Social. O PSD é o partido que mais sensibilidade tem manifestado em relação às necessidades do tecido económico. Esperava-se pois que Passos barafustasse, que exigisse alterações no Parlamento, que denunciasse o voluntarismo da política do Governo. Mas não se esperava que pudesse ferir de morte o acordo. Porque em causa não está uma divergência programática. Como Paulo Rangel bem reconhece, “não está em causa – ao invés do que muitos já discorreram com estrondo – a questão substantiva do acordo”. O que está em causa é uma irritação, uma reacção emocional ao desprezo com que o PS encarou o papel do PSD neste drama. Muito pouco para fazer cair um acordo feito em sede da Concertação Social.

Passos talvez consiga animar os seus incondicionais ou reunir o rebanho tresmalhado – caso de José Eduardo Martins. Mas vai ser-lhe difícil explicar a comunhão com a esquerda da esquerda, defender-se das críticas dos empresários, sindicatos ou instituições do sector social que lhe são próximos ou responder aos barões do partido que depressa se insurgiram contra tamanha heresia. Se Passos tivesse dito que o acordo devia ser melhorado, criando travões para que as empresas não abusem dos salários mínimos ou procurando alternativas para proteger a Segurança Social, teria marcado pontos. Agora, dizer que o partido chumba a TSU porque não está para ser “bombeiro da geringonça”, como o disse Luís Montenegro, é regressar ao tempo da politiquice barata na qual o interesse partidário sobrelevava o interesse geral do país. É, como escreveu Silva Peneda, um acto de “puro tacticismo político, no qual nem o património passado do partido nem o interesse da economia nacional estiveram presentes”.

Ligado ao Bloco e ao PCP, o PSD integra-se agora numa aliança espúria que serve apenas para provar que a política portuguesa se tornou ela própria uma interminável “geringonça” em que a previsibilidade é inexistente, a lógica improvável e os programas relativos. Não sabemos como irá acabar esta história. Talvez António Costa invente uma solução inesperada, sabidos que são os seus talentos para tirar coelhos da cartola. Talvez o episódio mostre que nem os seus poderes mágicos bastam para alimentar uma coligação tão natural como um cocktail de água com azeite. Os danos estão à vista e as suas consequências inevitáveis. O Governo recebeu um cartão amarelo que pode inverter o ascendente na agenda que até agora teve sobre o Bloco, os Verdes e o PCP, os partidos que, no meio da algazarra, são os únicos que parecem saber o que querem. O CDS espera, matreiro, para ver como acaba a confusão, e tenderá a jogar com o baralho que tiver mais trunfos.

E o PSD? O PSD tenderá a ser visto como o promotor do desconcerto social, o idiota útil do Bloco e do PCP numa guerra contra os patrões, como um partido que esgotou a sua paciência para ser oposição, que não olha a meios para deitar o Governo abaixo. Nem que para isso tenha de rasgar alguns dos seus mais preciosos pergaminhos. Os da proximidade ao mundo da economia privada. Ou os que sustentam a importância de acordos na Concertação Social para evitar que o país fragilizado se esfrangalhe ainda mais.» [Público]
   
Autor:

Manuel Carvalho.

 Qual política! O que conta são mexericos
   
«Obcecados com nosso próprio apartamento, onde só se fala de alta política, não nos demos conta da conversa de uma vizinha do condomínio, ontem. Vocês sabem, daquela que vai fazer apartamento à parte do prédio comum. Ela chama-se Teresa, e repetiu que se vai mesmo embora, e com as condições dela, ponto. Então, e agora? Teresa disse que quer ficar com a casa encostada ao prédio e, ao mesmo tempo, ir à sua vida. Explicada em linguagem esquisita como os portugueses preferem: ela quer um acordo de livre troca com o prédio (chamemos-lhe UE) e poder ter os acordos que quiser com todos os prédios da rua. E isso connosco? Diz ela: se não negociarem comigo torno-me um paraíso fiscal. Isto é, torna-se uma sirigaita oferecida como o prédio comum não pode ser. Então? Isso... O condomínio não só anda perdido como pode ficar mais desunido: outros condóminos (e dos com mais percentagem do prédio) vão decidir em breve o que fazer aos apartamentos deles. A Teresa aposta nisso: como o divórcio se prolonga, ela vai ameaçar com o destino dos do prédio que foram para casa dela viver (atenção, para os da nossa casa, a dela foi o destino principal) - só no fim, em 2019, os nossos saberão se serão cidadãos de segunda ou não. Outra coisa: Teresa aposta numa amizade colorida com um tal Donald, que nem do bairro é. São mexericos? Serão, mas vão influenciar mais a nossa vida nos próximos anos do que tudo que foi dito de política séria, ontem, cá em casa.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 quem ainda não foi que levante o braço
   
«Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, está a ser ouvido, na qualidade de arguido, no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), em Lisboa, pelo procurador Rosário Teixeira e por Paulo Silva, inspector da Autoridade Tributária, no âmbito da Operação Marquês. O interrogatório ocorre numa altura em que a investigação centrada no ex-primeiro-ministro José Sócrates está na fase final, tendo a procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, determinado que o processo tem que estar concluído até meados de Março. 
A audição de Salgado foi avançada pela SIC e confirmada pela Procuradoria Geral da República (PGR), através de um comunicado. "Ricardo Espírito Santo Silva Salgado foi, esta manhã, constituído arguido e encontra-se a ser interrogado pelo Ministério Público, no âmbito da designada Operação Marquês, que corre termos no Departamento Central de Investigação e Acção Penal", lê-se na nota. 

O processo Operação Marquês conta com 19 arguidos, entre os quais o antigo primeiro-ministro José Sócrates, que esteve preso preventivamente mais de nove meses, e que está indiciado por fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção passiva por acto ilícito.» [Público]
   
Parecer:

Um dia destes só o juiz Carlos, a Procuradora-Geral, o inspector do fisco e o procurador que lhe reproduz os despachos serão os únicos portugueses a não terem sido investigados ou constituídos arguidos neste processo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 A maior pré-época
   
«O presidente do Sporting anuncia que irá trabalhar em conjunto com Jorge Jesus e a equipa deverá começar “desde já a preparar e planear a próxima época desportiva”. Bruno de Carvalho assume "a desilusão" e estabelece uma estratégia para a equipa. O Sporting “necessita de elevar os seus níveis de entrega e de acerto técnico-táctico”, avalia.

Entre as mudanças anunciadas, Bruno de Carvalho avisa que "o plantel sofrerá um emagrecimento neste mercado de Inverno", o que, acredita, "vai fortalecer o grupo". "Precisamos dos melhores focados", justifica.» [Público]
   
Parecer:

Desta vez Jorge Jesus não se vai queixar de ter contratado jogadores que fizeram a pré-época já depois de iniciado o campeonato. Pela primeira vez um clube de futebol vai começar a pré-época seguinte, antes do primeiro jogo da segunda volta da época anterior.

E não só começa a preparar a época cedo como em vez de anunciar contratações opta por informar que vai começar com um despedimento colectivo. Também é a primeira vez que um clube de futebol dispensa jogadores para ter dinheiro para pagar ao treinador.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 O desastre do sistema financeiro
   
«Entre 2001 e 2017, os maiores bancos presentes em Portugal pediram um total de 42,4 mil milhões de euros aos seus acionistas. Em troca, pagaram 6,8 mil milhões de euros em dividendos, ou seja, 16% do dinheiro que precisaram. O "prejuízo" para os acionistas foi assim de 35,5 mil milhões.» [DN]
   
Parecer:

E o mais grave é que a banca está pior do que alguma vez esteve.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Bloco junta-se à direita
   
«Atenção ao intervalo entre a subida do preço e a qualidade do serviço. Se fosse um aviso do metro, a reivindicação do Bloco de Esquerda no debate marcou de urgência — após fazer uma viagem na linha verde entre o Cais de Sodré e o Intendente — podia soar assim. O aviso é dirigido ao Governo. No debate desta quarta-feira, potestativo (imposto pelos bloquistas), o deputado Heitor Sousa acusou o Governo de tomar “a inoportuna decisão de um aumento de 1,5% nos transportes públicos“. Para o BE, pelo contrário, “os preços deviam baixar, pelos menos até os serviços voltarem aos níveis de antes de 2011“.

Na resposta, o ministro do Ambiente (que tutela os transportes), José Matos Fernandes, admitiu que 2016 foi um “ano de sobressaltos” nos transportes públicos — que resultou do “grau de fragilidade” em que o Governo encontrou as empresas públicas de transportes — mas que não houve “corte de oferta”. O governante garantiu ainda que, por exemplo na Carris e no Metro, só a “partir de meio deste ano” será possível “aumentar a oferta para voltar aos níveis de pré-2011.” O ministro destaca que, por exemplo, no caso da Carris “entre 2011 e 2015 não foi comprado um único autocarro”.» [Observador]
   
Parecer:

A posição de Catarina Martins em relação ao Metro é puro oportunismo, viu que o tema dava votos e embarcou na campanha lançada por José Manuel Fernandes, João Miguel Tavares e outros articulistas da direita. Esperou que se calassem durante algum tempo e fez sua a bandeira da direita.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 Plataformas respondem aos táxis
   
«A recém-criada associação dos parceiros das plataformas alternativas, que integra a Uber e a Cabify, sugeriu esta quarta-feira que, à semelhança do que acontece naquelas empresas, os taxímetros deveriam estar ligados à Autoridade Tributária para evitar fugas ao IVA.

Não há uma única viagem [dos parceiros] que não seja devidamente faturada, a Autoridade Tributaria só tem a ganhar com isto. Achamos que o táxi também deveria ter esta funcionalidade já que queremos todos igualdade. Seria importante combatermos a evasão fiscal por aí, seria importante pormos os taxímetros ligados à Autoridade Tributaria, evitaríamos uma fuga maciça ao IVA”, disse à Lusa, o presidente da associação, José Pica.

O recém-eleito presidente da Associação Nacional Parceiros Plataformas Alternativas de Transportes (ANPPAT) lembrou que qualquer viagem das plataformas Uber ou Cabify é “faturada de imediato” assim que termina, manifestando a importância da medida e lembrando tratar-se de um processo “límpido e transparente”.» [Observador]
   
Parecer:

No dia em que os taxímetros estiverem ligados à AT vamos ver muitos taxistas a chorar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

 bastonário dá golpe baixo na linha Saúde 24
   
«Sempre que liga para a Linha Saúde 24 gasta cerca de oito cêntimos por minuto. Por esse mesmo telefonema, o Estado paga à empresa que mantém o funcionamento do centro de atendimento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), em média, 6,53 euros. Os valores foram divulgados, esta quarta-feira, pela Direção Geral de Saúde (DGS), depois de o bastonário dos médicos ter dito, em entrevista ao JN, que o Estado paga entre 12 a 16 euros por cada chamada recebida pela Saúde 24.

Além do valor por chamada, a DGS refere que “o Contrato de Prestação de Serviços para a exploração do Centro de Atendimento do Serviço Nacional de Saúde, designado Saúde 24, está disponível para consulta no portal base.gov e tem como valor contratual anual 4.999.222,45 euros“, acrescentando que a “empresa que mantém em funcionamento a Saúde 24 foi selecionada por procedimentos visado pelo Tribunal de Contas”.» [Observador]
   
Parecer:

Digamos que o senhor bastonário sabe muito de contas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao bastonário se sabe quanto ganha um médico por cada consulta destinada a emitir um atestado médico falso.»

quarta-feira, janeiro 18, 2017

Subsídios e subsidiozinhos

Parece que o CDS não é contra uma redução da TSU que compense o correspondente aumento do salário mínimo, só que em vez de se contabilizar o custo dessa redução no orçamento da Segurança Social defende que deve ser contabilizado como despesa do Orçamento de Estado. Isto é, em vez de se tratar de uma medida no âmbito da Segurança Social passa a ser um subsídio do Estado.

A ideia é peregrina e permite a Assunção Cristas ficar bem com Deus e com o Diabo, os trabalhadores ficam contentes, os patrõe manifestarão a sua felicidade e Cristas será a grand líder partidária que encontrou a brilhante solução. 

Só que um salário é um salário e financiar salários com dinheiro do OE equivale a um suplemento social a alguns ordenados, ou transformar em parte os trabalhadores com salários mínimos em trabalhadores do Estado. Daqui a dois ou três anos os sindicatos que hoje não assinaram o acordo com os patrões vão exigir que o Estado aumente os salários través da sua comparticipação. Até poderão defender que essa comparticipação fique indexada à inflação ou memo ao rendimento social de inserção.

Daqui a um par de anos um futuro líder do CDS defenda um corte desse suposto suplemento salarial, da mesma forma que ciclicamente sugerem o fim do rendimento mínimo. Não faltarão argumentos para o suprimir a começar pelo facto de serem os impostos dos “outros” a suportar esses aumentos salariais, nada justificando que outros trabalhadores com rendimentos baixos não beneficiem do mesmo suplemento.

De um lado a direita rompe com a sua defesa da concertação social por oposição à luta de classes, do outro prescinde do seu combate a uma série de medidas cuja eliminação sempre foi uma bandeira eleitoral. O partido que combatia as taxas e as tachinhas, aprece ser o mesmo que agora defende subsídios e subsidiozinhos.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas, rapariga mal educada

Assunção Cristas gosta de dar a imagem de líder dura, mas na verdade a imagem que passa ´+e a de alguém mal educada, que não se importa de baixar o nível das acusações. quando se acusa algém de mentir tem de se provar, até porque em matéria de mentirosos o capital do CDS é bem grande, as mentiras de Paulo portas dão para manchar aquele partido durante muito tempo.

«"Faremos certamente uma medida de prolongamento dos 0,75 [de redução da Taxa Social Única paga pelos empregadores] que já existiam e que existem até ao final deste mês, porém, totalmente suportados pelo Orçamento do Estado", anunciou Assunção Cristas.

No debate quinzenal no parlamento, a líder do CDS afirmou que o acordo de concertação social não está assinado, ao contrário do que disse o primeiro-ministro, António Costa: "O senhor acabou de mentir a esta câmara, o senhor mentiu. Começamos por ficar habituados, o senhor mente sempre que aqui vem e acabou de mentir objetivamente. O acordo não está ainda assinado".

Assunção Cristas reuniu hoje de manhã com a UGT e a CAP e fez referência a estes encontros com os parceiros sociais depois de perguntar a António Costa se o acordo estava assinado ou não.» [Notícias ao Minuto]

 A redução da TSU

Depois de terem apoiado a manutenção da sobretaxa durante mais um ano, para além do prolongamento dos cortes de vencimentos até ao final de 2016, para dessa forma financiarem o alívio dos impostos nos escalões mais baixo do IR o PCP e o BE não têm qualquer autoridade moral para se oporem á redução da TSU com vista ao aumento do salário mínimo.

      
 Anedota com farda de general
   
«A questão tem dado origem a várias disputas em tribunal: pode ser-se juiz sem nunca se ter visto a cor dos bancos de uma faculdade de Direito? Para obter uma resposta, basta ler o vasto currículo dos três juízes militares que integram o Supremo Tribunal de Justiça: estiveram embarcados em fragatas, passaram pela Academia Militar e pelo Estado-Maior General das Forças Armadas, foram medalhados.

Formação jurídica é que nenhum deles tem, situação em que não estão sozinhos: nem a hierarquia da GNR e dos três ramos das Forças Armadas nem o Conselho Superior da Magistratura (CSM) a consideram um requisito essencial, exerçam eles funções nos tribunais de primeira instância, nos de segunda ou no Supremo. Dos 17 militares neste momento a exercerem funções de juízes apenas três se licenciaram em Direito, dois na GNR e um no Exército.» [Público]
   
Parecer:

Digamos que é pior do que no futebol, só que neste caso é um belo tacho para um militar em final de carreira, ganha mais e ainda recebe um subsídio de residência livre de impostos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 JJ não desiste facilmente ... dos milhões
   
«Jorge Jesus não vai colocar o seu lugar à disposição mesmo que a atual situação do Sporting se deteriore, sobretudo na eventualidade de ser eliminado hoje da Taça de Portugal em Chaves (20.15, Sport TV1). Ao que o DN apurou junto de fonte próxima do técnico de 62 anos, Jesus está determinado a cumprir o seu contrato até ao fim, mesmo tendo consciência de que há a necessidade de encontrar soluções para os problemas que atualmente se colocam e que têm impedido que a equipa tenha o rendimento que apresentou na época passada, em que bateu o seu próprio recorde de pontos num campeonato - os leões esta temporada já perderam mais pontos numa volta do que em toda a I Liga passada na qual contabilizou 86 pontos.

A mesma fonte lembrou ainda que Jesus não é treinador de desistir facilmente e que estará convencido de que a situação difícil por que o Sporting passa será invertida, não admitindo sequer ouvir falar em saída. Esta convicção de que é possível melhorar, leva mesmo o treinador a não estar recetivo a negociar uma eventual rescisão do seu contrato por iniciativa do Sporting, no caso de ser atingida uma situação limite.» [DN]
   
Parecer:

Pudera, com os milhões que ganha só se fosse parvo é que não cumpria o contrato até ao fim.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao Bruno que venda um jogador dos bons para se livrar do JJ.»

 Bye Reino Unido
   
«A primeira-ministra britânica confirmou que o Reino Unido vai abandonar o mercado único europeu e controlar a imigração vinda dos outros Estados-membros quando deixar a União Europeia (UE). No muito aguardado discurso sobre aquelas que são as prioridades do seu Governo para as negociações a iniciar em breve, Theresa May assegurou que pretende “uma nova parceria positiva e construtiva” com a UE, mas o referendo de 2016 deixou claro que o país não pode continuar “metade dentro, metade fora” da comunidade. 

No seu discurso, May revelou ainda que as duas câmaras do Parlamento britânico vão votar o resultado final do acordo que vier a ser negociado com a UE – algo com que até agora ainda não se tinha comprometido. » [Público]
   
Parecer:

É bom que o Reino Unido não queira ficar no Mercado Comum, põe-se fim à presença de um parceiro que ainda sonha com o velho império e que tinha uma posição oportunista na UE. Resta-lhe fazer chantagem com o estatuto dos emigrantes da UE no Reino Unido, mas a verdade é que precisam mais dos emigrantes do que estes precisam do país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»