sexta-feira, Agosto 01, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



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Nazaré
  
 Jumento do dia
    
Pedro Passos Coelho

Passos Coelho devia ter mais cuidado com a água que bebe.

«Pedro Passos Coelho considerou que "a reforma do SSI envolveu um conjunto diversificado de alterações legislativas de reorganização das forças e serviços de segurança, a fim de otimizar as capacidades operacionais de todos os organismos relevantes". Só que esta reforma é de José Sócrates

O primeiro-ministro fez hoje um discurso totalmente contraditório, em matéria de segurança interna, como a posição que tinha assumido há dois anos. Na intervenção desta tarde, por ocasião da tomada de posse da nova secretária-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI), Pedro Passos Coelho considerou que "a reforma do SSI envolveu um conjunto diversificado de alterações legislativas de reorganização das forças e serviços de segurança, a fim de otimizar as capacidades operacionais de todos os organismos relevantes". O chefe de Governo salientou que "com este enquadramento, as forças e serviços de segurança reforçaram e racionalizaram a sua presença e visibilidade".

Não sendo conhecida qualquer mudança legislativa neste domínio da sua autoria, a reforma do SSI a que o primeiro ministro se refere é de 2008, do Governo de José Sócrates. Aliás, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, que estava ao seu lado, tem na sua 'gaveta' há mais de dois anos os projetos de diploma para reorganizar a GNR e a PSP, sem ainda serem conhecidas as conclusões.» [DN]

 Pergunta ao (ainda) governador do BdP

Com base em que estudos é que conclui que a exposição do BES ao GES de ser provisionado em apenas 50% quando esá em causa um grupo falido cuja gestão foi entregue às autoridades judiciais do Luixemburgo? Se em vez dos 50% esta provisão fosse de 100% como sucede com todo o crédito malparado de quanto seria o prejuízo do BES?
  
 Dúvida

Sendo Paulo Portas o coordenador das pastas económicas do governo não seria de esperar uma palavrinha sobre o caso BES?

 Aqui fica uma provocação ao senhor da Quinta da Coelha

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 Seguro aderiu à reforma agrária da CDS Cristas?

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 A direita radical estatelou-se
   
«Joaquim Goes tornou-se vagamente conhecido ao assumir, com António Carrapatoso e Rui Ramos, a direcção do movimento Compromisso Portugal, que aglutinou todos os autodenominados «revolucionários» da direita radical. 

Mais tarde, talvez devido a uma inadvertida fuga de informação que permitiu saber-se que reivindicava a expulsão da Administração Pública de mais de 200 mil funcionários públicos para libertar a sociedade do Estado, o Compromisso Portugal alterou a sua designação para Mais Sociedade. Foi neste contexto que Joaquim Goes colaborou na elaboração do programa eleitoral de Passos Coelho & Relvas. 

Há cerca de dois meses, Joaquim Goes viu coroada a sua carreira no BES com a atribuição, num concorrido cocktail, do «Prémio Carreira 2014», uma iniciativa da Universidade Católica, cujo júri é presidido por Manuela Ferreira Leite. Em anos anteriores, já haviam sido distinguidas personalidades como Isabel Jonet, Alexandre Relvas (o Mourinho de Cavaco 2006), Luís Palha (o Mourinho de Cavaco 2011) e Filipe de Botton (escolhido por Cavaco para presidir ao apagado Conselho da Diáspora Portuguesa). 

Joaquim Goes foi ontem suspenso da administração do BES, depois de ter sido apontado como sucessor de Ricardo Salgado. É a caricatura perfeita da política seguida por Passos Coelho (e bebida nos radicais do movimento Mais Sociedade) de retirar o Estado da sociedade. Agora, muito provavelmente, o Estado terá de entrar em força no banco. Os contribuintes pagarão o experimentalismo dos «revolucionários» da direita radical.» [Câmara Corporativa]
   
Autor:

Miguel Abrantes.
       
 Génio, põe os olhos em quem não é burro!
   
«Do que eu mais gosto do Tanque dos Tubarões é o calculismo, a falta de generosidade. E digo isto porque sou generoso. Quem vai pedir para um negócio deve ter por parceiro não um mecenas mas alguém que pense mais nos seus interesses do que em ajudar. E o espírito do programa televisivo americano (Shark Tank, por cá passa na SIC Radical) é mesmo esse: quem negoceia tem de ir tão bem preparado como se mergulhasse com tubarões. É, portanto, por ser generoso que gosto da falta de bondade do programa. Quem dera a tantos pequenos acionistas portugueses terem sido educados na desconfiança, não estariam agora com as calças na mão. Lembrei-me disso por estes dias quando vi esta primeira página de jornal: "Génio do Euromilhões precisa de dinheiro." Um jovem português com um projeto que pretende aumentar as chances de ganhar no Euromilhões foi aceite no MIT, reputada universidade americana. Mas não podia partir porque, entre outras coisas, a TAP não oferecera a viagem. E estavam espantados, ele e o jornal. Qualquer dos tubarões do tanque seria cínico: "Então, rapaz, o teu sistema genial não deu para ganhares dinheiro para a passagem?" Outro que também lhe ensinava alguma coisa seria Durão Barroso, que veio cá trazer 26 mil milhões e disse: "Uma pipa de massa!" E disse em linguagem popular por duas razões: 1) para o povo perceber e 2) porque Durão tem um projeto para breve e luta por ele. Rapaz, põe os olhos em quem faz pela vida!» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 Governo já tem desculpa para o seu falhanço
   
«O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Marques Guedes, afirmou hoje que "haverá seguramente" impactos da situação do Grupo Espírito Santo (GES) na economia portuguesa, mas disse esperar que a economia "tenha resiliência" para enfrentar esses impactos.

"Uma economia como a portuguesa ressente-se com a situação de um grupo tão grande como é o caso do Grupo Espírito Santo", afirmou hoje Marques Guedes, na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros de hoje.

"Haverá impactos na economia portuguesa? Haverá seguramente. Espero que a economia portuguesa tenha resiliência", disse o governante.» [DN]
    
Parecer:

Está-se mesmo a ver que a culpa de todos os males deixou de ser do Sócrates e vai passar a ser do Ricardo Salgado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Desta vez Cavaco não comprou estudos
   
«"O Presidente da República requereu ao Tribunal Constitucional a fiscalização das normas destes decretos em face dos princípios constitucionais da igualdade e da proteção da confiança, de modo a assegurar que a aplicação daquelas normas é acompanhada da necessária segurança jurídica e que não subsistem dúvidas quanto à sua conformidade com a Lei Fundamental", lê-se numa nota divulgada no "site' da Presidência da República.» [DN]
   
Parecer:

Cavaco sabe muito bem que os cortes nos vencimentos já foram declarados inconstitucionais estando apenas em causa saber o se entende por aplicação a título excepcional como decidiu o tribunal quando a medida foi adoptada pelo governo de José Sócrates.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Tenhe-se pena do senhor e perdoai-lhe porque a pobreza de competência abrir-lhe-á as portas do céu ciomo sucede aos pobres de espírito.»
  

   
   
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quinta-feira, Julho 31, 2014

O surfista de Penamacor

Seguro partiu para as directas derrotado e isso não sucede por acaso, a percepção que os eleitores têm do líder do PS é a de alguém sem ideias, sem projectos, sem grande coragem, que ao longo de três anos não se conseguiu afirmar como líder da oposição. Restava a Seguro demonstrar as eleitores que tinham uma imagem errada e em certa medida foi isso que fez, mas de forma errada.
  
Seguro não percebeu que as primárias são a primeira volta das eleições legislativas e que o seu verdadeiro adversário ´Passos Coelho e depois de muitos debates que perdeu no parlamento e de ter deixado a ideia de ser menos corajoso e competente do que o primeiro-ministro esperava-se que viesse contrariar esta opinião que tende a generalizar-se. Em vez disso optou pelo confronto pouco leal com António Costa, Seguro tem tentado por todos os meios dizer que António Costa é pior do que ele, que é uma péssima pessoa e nos últimos dias tem vindo a tentar deixar a ideia de que o seu adversário é uma pessoa duvidosa.
  
Sobre si próprio Seguro tem dado  uma péssima imagem ao agarrar-se a valores duvidosos e fazendo surf nos acontecimentos do dia a dia. Sempre que ocorre algo Seguro corre para as televisões afirmando-se do lado das virtudes e sugerindo o que António Costa está do lado dos defeitos, esperemos que não ocorra algum homicídio grave porque é bem provável que Seguro venha dizer que nunca foi capaz de matar uma mosca, já não se podendo dizer o mesmo de Costa que será um serial killer em potência.
  
Um exemplo do oportunismo de Seguro é a sua adesão recente ao ruralismo, depois de décadas a dar ares de betinho, aparece agora agarrado ao velho ruralismo que tanto sucesso teve em Portugal. Seguro é op beirão por oposição aos cortesãos inúteis da capital, ele representa o velho ruralismo luso, os bons valores do trabalho e da família. O problema é que Seguro parece não perceber que on país já teve dois como ele, um era de Santa Comba e o outro é de Boliqueime. Não revela muita inteligência tentar conquistar a esquerda com os piores valores da direita.

 Outro exemplo é o que se tem passado com o BES, Seguro tentou passar a imagem do político responsável, pediu uma entrevista com o governador do BdP a que esse rapidamente acedeu para o ajudar na sua campanha e depois da reunião veio tranquilizar tudo bem, porque tudo se ia resolver no BES. De seguida recebeu o novo presidente do BES e mais uma vez apareceu com ares de político responsável. Agora, mudou de ideias, começou por criticar a ligação dos negócios à política e até já está indignado com a dimensão dos prejuízos no banco.
  
António Costa que se absteve de se meter no caso BES, que não recebeu nenhum presidente de banco é agora acusado pelo ruralista Seguro de misturar negócios com política. Seguro aproveita os acontecimentos para sujar António Costa de forma muito porquinha, o ruralista deu lugar ao surfista de Penamacor.
 
  

Umas no cravo e outras na ferradura



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Alcoutim
  
 Jumento do dia
    
Durão Barroso, o cherne despromovido a carapau azul

Agora que se está a acabar o bem bom de Bruxelas e que está para breve a rejeição para outros cargos europeus Durão Barroso montou a tenda em Portugal fazendo lembrar um daqueles reformados que por cá viajam em caravanas. O problema é que o país vivia melhor sem ele e sem as suas patacoadas pouco dignas de um líder europeu como chamar aos fundos comunitários uma "pipa de massa".

O novo quadro comunitário de apoio tem servido a Passos e a Durão Barroso para se ajudarem mutuamente, dando de Portugal a imagem de um país pouco digno, passando a ideia de que os fundos são uma gorjeta a Portugal. Não é bem assim, Portugal é um contribuinte líquido e os fundos que recebe não passam de uma parte do dinheiro que mensalmente envia para Bruxelas, para que a UE os distribuam e alimente alarves como Durão Barroso.

«Dois apertos de mão, elogios de parte a parte e uma coincidência sobre onde aplicar o dinheiro do novo quadro comunitário de apoio. O encontro entre o presidente da Comissão Europeia e o primeiro-ministro, esta tarde em São Bento, serviu para Durão Barroso e Pedro Passos Coelho reafirmarem que Lisboa e Bruxelas estão alinhadas quanto às prioridades do quase 26 mil milhões de euros de fundos estruturais, de desenvolvimento agrícola e pescas que Portugal vai receber no âmbito do Portugal 2020, o programa comunitário que se segue ao QREN.

O primeiro-ministro frisou que a estratégia está definida e, agora que terminou o programa económico e financeiro negociado como contrapartida do empréstimo da troika, considerou que Portugal tem de consolidar a mudança estrutural da economia para que esta não esteja apenas nas mãos de alguns grupos económicos, que não nomeou.

“Os próximos anos serão determinantes para consolidar estas mudanças e colocar os meios relevantes de que dispomos, nomeadamente ao nível da União Europeia, ao serviço de uma economia que não esteja nas mãos de meia dúzia de grupos económicos ou sociais, mas que possa de facto estar ao serviço de todos os portugueses e do desenvolvimento de Portugal”, afirmou, insistindo que é preciso alterar o “sistema de incentivos” que vem do passado. E essa “mudança de agulha quanto às orientações de prioridades” está garantida no novo programa de fundos estruturais, frisou.

O novo pacote – que Durão Barroso classificou como “uma pipa de massa” – é de 25.792 milhões de euros: cerca de 21.340 milhões de euros de fundos estruturais e investimento, aos quais se somam 4000 milhões de euros do fundo de desenvolvimento regional, mais 392,4 milhões para o sector das pescas e 160,7 milhões para Iniciativa para o Emprego dos Jovens.» [Público]

 3.577,3 milhões de euros

As perdas do BES no primeiro semestre representam qualquer coisa como 175% do valor do banco na bolsa.

      
 Deputado imbecil
   
«Do lado de lá da mesa, António Proa, do PSD, lançou um aparte, daqueles que são habituais em plenário, mas menos usuais nos trabalhos em comissão: “O senhor deputado está a candidatar-se a assessor.”

José Magalhães não gostou. Interrompendo o seu questionário, pediu para interpelar o presidente da comissão, Telmo Correia, do CDS. E negando ter qualquer intenção de se “candidatar a assessor”, lamentou o aparte e acrescentou que a deputada do PSD Francisca Almeida devia fazer uma “declaração de interesses” perante a comissão por prestar serviços jurídicos a uma das sociedades de advogados contratadas pela DGAE, a Cuatrecasas.

Francisca Almeida anunciou, de seguida, que “não tinha conhecimento da assessoria que o escritório de Lisboa [da Cuatrecasas] presta à DGAE”. A deputada acrescentou que apenas colabora com o escritório do Porto da empresa. Em todo o caso, concluiu: “Vou pedir para sair da comissão.”

Vários outros deputados intervieram, de seguida, para comentar este “incidente”. Cecília Meireles (CDS), António Proa (PSD) e João Semedo (BE).» [Público]
   
Parecer:

Há com cada besta quadrada neste parlamento.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao emproado proa que resigne e vá trabalhar.»

 Deu-lhes a pressa...
   
«O Ministério Público e inspectores da Autoridade Tributária e Aduaneira estão a conduzir nesta quarta-feira buscas na sede de Lisboa da Rioforte, a holding para o sector não financeiro do Grupo Espírito Santo, no âmbito da investigação ao caso conhecido como Monte Branco.

A Procuradoria-Geral da República confirmou ao PÚBLICO que "contiuam as diligências no âmbito do processo Monte Branco", escusando-se a revelar mais pormenores por processo, em que se investiga o maior caso de fraude e branqueamento de capitais alguma vez detectado em Portugal, em estar em segredo de justiça.» [Público]
   
Parecer:

Vá lá....
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     
 O Monte Branco e o Monte de Merda
   
«O ex-primeiro-ministro José Sócrates falou esta noite no Telejornal da RTP para realçar a sua “estupefação” com as informações divulgadas pela revista Sábado, que dão conta de que Sócrates estaria a ser investigado há vários meses, no âmbito do caso Monte Branco.
  
“Isto é uma verdadeira canalhice”, disse José Sócrates esta noite à antena da RTP, na sequência da notícia vinda a público pela revista Sábado, que dá conta de uma alegada investigação ao antigo governante, inserida no caso Monte Branco. Em comunicado, a Procuradoria-Geral da República desmentiu estar a investigar o antigo primeiro-ministro.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Esta revista Sàbado é um Monde de Merda.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
   
 O PS de Seguro guinchou
   
«O PS acusou hoje o Governo de o ter afastado das principais decisões referentes aos fundos comunitários até 2020, na ordem dos 26 mil milhões de euros, e criticou os atrasos já existentes na aplicação dos investimentos.

Estas posições foram transmitidas aos jornalistas por Eurico Brilhante Dias, membro do Secretariado Nacional do PS, após o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter apresentado o acordo de parceria com a União Europeia, num ato oficial em que esteve também presente o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

De vez em quando ouvem-se uns guinchinos oposicionistas da equipa de Seguro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
   
 Este Seguro mete nojo
   
«Com as primárias marcadas para 28 de Setembro, António José Seguro, secretário-geral do Partido Socialista, falou sobre o estado do país, a situação do Banco Espírito Santo e das diferenças que tem com o opositor, António Costa, em entrevista à revista Visão.

A entrevista foi feita na segunda-feira, dia 28, na sua terra natal, Penamacor. “Há, em Portugal, um partido invisível, que tem secções sobretudo nos partidos de Governo, que capturou partes do Estado, que tem um aparelho legislativo paralelo através dos grandes escritórios de advogados e influencia ou comanda os destinos do País”, afirmou.

António José Seguro afirmou que existe uma linha de fratura entre o que é a sua “nova e a velha política” de António Costa. “A velha política que mistura negócios, política, vida pública, interesses, favores, dependências, jogadas e intriga. O que existe no PS mais associado a essas coisas é apoiante de Costa”, afirmou. “Comigo, há uma separação clara entre política e negócios. Não tolerarei que qualquer membro do meu Governo tenha a mínima suspeita. Na dúvida, deve demitir-se”, afirmou.» [Observador]
   
Parecer:

É o que faz o desespero.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  

   
   
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quarta-feira, Julho 30, 2014

O PREC pós BES

Com a aparente queda do DDT, o Dono Deles Todos, o país vive um PREC na versão BES, políticos corruptos, jornalistas e outros oprimidos aparecem agora a dizer cobrar e lagartos do mesmo Ricardo Salgado que antes bajulavam. Já só falta mesmo que comecem a surgir na comunicação social anúncios em que se de clara “Eu fulano de tal informo que nunca tive quaisquer relações com Ricardo Salgado, familiares e amigos, nunca comprei obrigações da Rio Forte ou de qualquer empresa da família, nunca fui a nenhum beberete organizado pelo GES, não passei férias com o Ricardo Salgado, nem recebi prendas de Natal”.
  
Do outro lado estão os que eram íntimos do regime, os que se podem escapar sem exposição pública permanecem em silêncio, os que viram as suas relações denunciadas em público afirmam os valores da amizade, garantem que não esquecem os amigos. Há ainda jornais e jornalistas que por terem tido um arrufo de namorados com o Ricardo Salgado aparecem agora a cobrar o estatuto de velhos resistentes, perseguidos e enclausurados durante o regime BES.
  
Vivemos num tempo em que faz lembrar aquele em que o PPD estava na primeira linha da defesa do socialismo e no apoio ao Conselho da Revolução, de um dia para o outro todos os políticos são contra a promiscuidade entre política e negócios, os jornalistas libertam-se do peso da consciência condenando a influência do poder económico nas redacções e até o Seguro parece o Arnaldo Matos destes tempos revolucionários.
  
Infelizmente este período nada tem de revolucionário e apenas reflecte a miséria humana de muito dos que nos governam ou que influenciam a opinião pública. Não estamos perante gente corajosa que vai revolucionar o que quer que seja, assistimos a um cortejo de gente cobarde que muito em breve estão procurando novo dono.
  
Imagino e gostava de ver o que vai pela cabeça do Ricardo Salgado, deve estar farto de berrar “`àquele dei um quadro do pintor fulano de tal, a esse paguei umas férias em Santorini, aquele outro comprou a casa de férias com um crédito simpático, esse empregou a mulher no BES”. O que Ricardo Salgado sente nestes dias não é mais do que muitos outros já sentiram, resta-lhe a satisfação de saber que muitos destes revolucionários apenas se estão expurgando para melhor se venderem a outros, talvez ao BCP, ao BPI ou, quem sabe, à filha do José Eduardo dos Santos.
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura



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Castelo de Noudar, Barrancos
  
 Jumento do dia
    
Tozé

O Tozé está fazendo uma colagem tal a António Costa que depois destas directas corre um sério risco de ficar conhecido pelo Adesivo, até na entrega das candidatura o ainda líder do PS opta por entregar a candidatura meia hora depois do seu opositor.

Seguro tem feito a sua campanha à custa de António Costa, um sinal de desespero de quem receando estar perdido tudo faz para dizer que é melhor. O problemas é que não é melhor e todos já o perceberam, aliás, é isso que explica as suas vitórias anorexicas.

«O secretário-geral socialista, António José Seguro, formaliza esta terça-feira à tarde a sua candidatura às eleições primárias na sede nacional do PS, meia hora depois de o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, também o fazer.

Tanto António José Seguro, como António Costa, não estarão presentes nos respectivos actos formais de entrega de assinaturas junto do presidente da comissão eleitoral das primárias de 28 de Setembro, Jorge Coelho.

O mandatário nacional da candidatura de António Costa, o ex-presidente do Governo Regional dos Açores Carlos César, formaliza a candidatura do autarca de Lisboa pelas 15h30, enquanto o representante de António José Seguro o fará pelas 16h00. Fonte da candidatura do líder socialista, indicou que António José Seguro apenas anunciará "mais tarde" o seu mandatário nacional.» [Público]

 Pergunta a Seguro

Porque razão em relação a Passos Coelho faz uma oposição cheia de mesuras e quando se trata de António Costa até tem ideias para Portugal e não se coibe de recorrer a tudo quanto é golpe baixo?
  
 Caso BES

A troika está mentindo e mais não digo nem posso dizer.
  
      
 Afetos tirados a ferrinhos
   
«O líder da oposição britânica, o socialista Ed Miliband tem um problema. Anteontem, o Sunday Times falou disso (na primeira página) e ontem o Guardian voltou à carga: falta empatia a Miliband. Escreve-se sobre isso há meses e retomou-se a questão por estes dias porque o próprio fala do assunto. Mais, ele tomou medidas: contactou um académico de Cambridge, Simon Baron-Cohen (primo do cómico Sacha Baron Cohen), que considera que a empatia é um "solvente natural" capaz de fazer com que "qualquer problema imerso nele fique resolvido." Isto está escrito no livro Zero Degrees of Empathy (Zero Graus de Empatia). É natural que qualquer político que vá a votos necessite dessa tal empatia, a habilidade de parecer que sente a situação das pessoas e de se mostrar capaz de se pôr na posição e nas perspetivas dos outros. Ronald Reagan era mestre na matéria - por alguma razão era um ex-ator. Ed Miliband é um político preparadíssimo, desde a escola (Oxford, London School of Economics, Harvard...) até cargos governamentais e parlamentares - falha-lhe, ao que diz o atual debate, é a empatia. Sorte a dos socialistas britânicos. O líder da oposição portuguesa, o socialista António José Seguro, a quem falha quase tudo, tem um problema mais grave: quer ter empatia a mais. Confunde-a com uma sobredose de afetos (tirados a ferrinhos) que incomoda quem lhe sofre as intervenções públicas. É urgente que lhe encontrem um guru.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes
  

   
   
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