terça-feira, fevereiro 20, 2018

A CULPA É DO PS

A crer no debate interno do PSD parece que todos os males do país são do Bloco Central, fazendo lembrar a expressão muito usada no futebol de que “a culpa é do Benfica”. Aliás, as semelhanças entre as lutas entre os grandes clubes não difere muito daquilo que vemos no mundo da política, o que não é de estranhar, não só alguns líderes desportivos gostam de se dirigir às massas imitando os políticos como a troco de um VISA endinheirado os mais sérios jornalistas se transformam rapidamente em aprendizes de Goebbels no mundo da bola. A confusão é tanta que há um deputado do CDS que na CMTV refere-se ao presidente do seu clube como “o meu presidente”.

Como a Geringonça tirou o campeonato ao pafiosos quando estes já tinham comprado as faixas de campeão, ainda hoje a direita não recuperou e não se cansa de acusar o PS de todos os males. A paranoia chega ao ponto de a questão mais debatida do congresso e a crer numa entrevista dada por Santana Lopes, já depois do encerramento do conclave, o debate continua, um qualquer apoio a um governo do PS será uma traição.

Isto é, o PSD não perdeu apenas o poder nas últimas legislativas, perdeu também a capacidade de pensar o país de forma racional. O ridículo é tanto que um partido que tenta livrar-se da peçonha da imagem de direita, aproximando-se e afirmando-se mesmo com um partido de centro esquerda, na hora das alianças e dos acordos define a direita mais conservadora como parceiro natural. Lá fora o PSD é da direita conservadora do Partido Popular Europeu, cá dentro já nem é de direita ou de sequer, o que identifica o PSD é o ódio do PS e líder que ouse aproximar-se daquele partido quase é excomungado.

Dois anos depois de ter abandonado o poder o PSD continua em crise, dividido praticamente ao meio e, pior do que tudo, sem qualquer projeto para governar o país. A irracionalidade, se não mesmo a estupidez, é tanta que os dirigentes do PSD centram o seu debate num tema que só faz sentido no pressuposto de uma derrota nas próximas legislativas, Aliás, durante o congresso o próprio Rui Rio assumiu que iria preparar o seu partido para uma vitória … nas próximas eleições autárquicas.

Se o PSD não estivesse conformado com a derrota o centro do debate não seria se o PSD deve apoiar ou não um governo do PS, mas sim discutir como é que um PSD que um PSD que ganhando eleições sem que a direita tenha maioria absoluta poderá governar. Passos Coelho recusou qualquer alteração do programa do governo, berrou que “era o que faltava governar com o programa do PS” e achou que podia comprar António Costa com um lugar de vice do governo.

O que Rui Rio e Pedro Santana Lopes terão que explica é se nesse cenário insistirão em formar um governo de aliança com o CDS sem maioria parlamentar, se tentam formar uma grande coligação incluindo o PS e o CDS ou se abandonam a Cristas e negoceiam um governo maioritário com o PS.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente

Depois da almoçarada com Pedro Santana Lopes compreende-se que o presidente comentador aproveite a ocasião para desmanchar a imagem que deixou, dando um grande protagonismo ao seu antigo secretário-geral quando era líder do PSD. Mas talvez não fosse má ideia se Marcelo reparasse que há mais partidos e que o PSD não nasceu no congresso do fim de semana.

Se Marcelo quer pactos talvez seja boa ideia considerar todos os partidos que merecem votos dos portugueses e não apenas o seu próprio partido ou os partidos da direita.

«Marcelo Rebelo de Sousa recebe esta segunda-feira de tarde o novo líder do PSD mas, ao que o Expresso apurou, já projeta um segundo encontro para aprofundar com Rui Rio as propostas, o calendário e os interlocutores com que o social-democrata tenciona pôr em marcha a sua agenda de entendimentos interpartidários.

"O diálogo inicia-se hoje mas vai prosseguir nos próximos dias. Não acaba hoje", afirmou o Presidente da República, esta segunda-feira de manhã, à saída do doutamento honoris causa de António Guterres, em Lisboa.

O encontro que o Presidente terá esta tarde em Belém com a nova direção do PSD é, oficialmente, para "apresentação de cumprimentos". A expectativa de Marcelo é que, depois do encontro que Rui Rio também terá com o primeiro-ministro, ambos possam ter uma conversa mais profunda.» [Expresso]

 A mentira do dia



Bruno de Carvalho acaba de contratar Ri Chun-hee que ira ser adjunta de Nuno Saraiva, o pequeno líder da comunicação do SCP.

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

APONTAMENTOS DO CONGRESSO DO PSD

O PSD deixou de ser o partido preferido pela extrema-direita chique para ser o mais social-democrata possível, ainda que ninguém perceba muito bem o que é a social-democracia de Sá Carneiro, Cavaco Silva, Durão Barroso, Pinto Balsemão, Santana Lopes, Passos Coelho ou Rui Rio. Depois de destruir a classe média acusando-a dos males do consumo e de ganhar acima do devido afirma-se amante dessa mesma classe média, depois de defender o “ajustamento”, isto é, uma redução linear de todos os salários, defende agora melhores rendimentos. O partido que liberalizou as regras da lei laboral está agora preocupado com a precariedade, os que fizeram baixar de forma brutal a taxa de natalidade são agora campeões na preocupação com a população. 

Os opositores de Rui Rio transformaram-se agora numa espécie de ala dos namorados, Passos Coelho afirmou-se um soldado e todos os seus assumiram o mesmo estatuto, uns imitaram o líder e Montenegro assumiu mesmo que passaria à reserva, para esperar o melhor momento para disputar a liderança de Rui Rio.

Pedro Santana Lopes concorreu à liderança do PSD e percebeu que “quem vai ao mar perde o lugar”, de um dia para o outro perdeu um bom tacho para ficar no desemprego. Teve de ir ao congresso resolver o seu problema, deu uma cambalhota e quase parecia um caniche do novo senhor. Esqueceu muito depressa os seus recentes apoiantes, armou-se em seu representante e ganhou estatuto no partido. Já pode ambicionar um lugar no Parlamento Europeu e com a nova posição no PSD tem direito a uma quota de avenças para juristas decididas por gente do PSD.

De um momento para o outro assistimos á conversão de muitos liberais em social-democratas de primeira água, tendo à sua cabeça o cristão novo que agora é secretário-geral, passou de ideólogo do liberalismo extremista de Passos a ideólogo de Rui Rio. Outro caso de cambalhota foi o de Elina Fraga, eram poucos os que sabia que a tinham como companheira de militância no PSD, agora têm-na como vice-presidente sem nunca ter colado um cartaz durante uma campanha eleitoral.

Cavaco Silva preferiu ver o congresso do alto do seu pedestal, não se misturando com a arraia miúda, mas não deixou de tentar algum protagonismo à custa dos outros do seu partido. Fê-lo de forma tão miserável que ninguém se deu ao trabalho de dar pela sua existência, ver um ex-presidente ameaçar contar o que ouviu durante as audiências presidenciais dos líderes partidários foi um dos momentos mais degradantes da política portuguesa, algo de tão baixo nível que ninguém se deu ao trabalho de comentar. A intervenção de Cavaco Silva através da entrevista ao Expresso serviu para mostrar que senhor de Boliqueime não é como o Vinho do Porto, não melhorando com a idade, é uma zurrapa que com o tempo se transforma num vinho cada vez mais azedo.

Passos saiu e se não fosse a incapacidade de esconder a sua raiva por a esquerda o ter impedido de prosseguir com a sua agenda política mesmo sem maioria parlamentar mereceria o elogio, ainda assim fez o melhor discurso do congresso. Em contraposição, os discursos de Rui Rio foram pobres e até Santana Lopes já não é o que era, parece que a idade lhe está a pesar em todos os aspectos.


Rui Rio lê bem os discursos, o problema é quando não os leu e julgando tratar-se de uma contradição engasga-se e volta a engasgar-se. Depois de acabar de afirmar que a causa da crise financeira tinha sido um crescimento assente no consumo, Rui Rio engasga-se quando lê que a grande prioridade é um aumento do consumo, leu e releu, aquele que o vídeo oficial tinha acabado de apresentar como um grande economista levou uns longos segundos para perceber o que supostamente ele próprio tinha escrito. Lá se lembrou de dizer que aquela era uma frase importante.

Ficamos agora a aguardar que Rio explique melhor a sua tese das culpas do consumo, depois de anos a sermos castigados pela austeridade como se fosse uma penitência pelo excesso do consumo eis que vem Rui Rio, ignora as responsabilidades várias numa crise que começou ainda em 2008 e bem longe de Portugal e que apanhou o sistema financeiro atolado no pote de mel do crédito ao consumo. A tese da culpa de Passos Coelho, que aparece aqui sustentada pro Rui Rio de forma quase ingénua, ou talvez não, serviu para implementar uma brutal transferência de riqueza dos pobres e da classe média baixa para os ricos e, em particular, para a banca. Mas o grande economista andou tão escondido que nem deve ter dado por isto.

Rui Rio apoiou todas as políticas e ainda muito recentemente declarou que teria ido mais longe  na brutalidade do que Maria Luís Albuquerque, por várias vezes se manifestou contra aquilo a que designaram por "reversões", mas agora usa todas as consequências sociais funestas resultantes das política que apoiou como bandeira pessoa. Foi contra as reversões da austeridade brutal, mas é o paladino defensor da reversão das consequências sociais da austeridade que apoiou e cujo aprofundamento ainda hoje defende, com a proposta de aceleração da redução do défice.


UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Elina Fraga, vice-presidentedo PSD

Não é fácil ganhar protagonismo no cargo de bastonária dos advogados, declarar-se arrependia de ter votado PSD, processar o governo de Passos Coelho e dois ou três anos depois, pela calada, sem nunca tomar posições públicas, sem justificar a cambalhota, aparecer como militante do PSD em pleno congresso, passar à frente de milhares de companheiros de partido, sentar-se ao lado do líder, não abrir pio durante o evento e acabar como vice-presidente do partido.

Há muitas formas de subir na vida e a da Elina é uma das melhores e mais cómodas, em pouco anos e gerindo os  lugares em seu favor passa-se do cinzentismo ao protagonismo, do desconhecimento a candidata a ministra da Justiça, faz-se uma carreira meteórica. Durante anos vi esta eprsonagem fazer oposição ao governo do PSD, ganhando fama graças ao estatuto que tinha, entendia as sus intervenções como uma defesa dos seus pares. Agora percebe-se ao que a senhora vinha.

Veremos qual o preço que Rui Rio terá de pagar por ignorar milhares de militantes anónimos para promover esta cristã nova.

«Elina Fraga, que agora entra para a direcção de Rui Rio, na qualidade de vice-presidente, teve enquanto bastonária da Ordem dos Advogados uma “guerra” acesa com a ministra da Justiça do Governo de Passos Coelho. Elina Fraga chegou mesmo a apresentar uma queixa-crime, em Setembro de 2014,  por atentado ao Estado de Direito contra todos os membros do Governo de Passos e Portas que estiveram na reunião do Conselho de Ministros em que foi aprovado o mapa judiciário.

Em Dezembro de 2013, depois ser reeleita bastonária da Ordem do Advogados, Elina Fraga afirmava que o ministério da Justiça era “um ministério da propaganda”.  “Está-se mais interessado em propagandear reformas do que em fazê-las”, disse. Fraga afirmou mesmo que “não teria votado no PSD se soubesse das reformas na justiça”.

Nesta entrevista, também Passos Coelho não foi poupado. Sobre o que tinha escrito no Twitter quando o então líder do PSD chegou ao poder –que ele era “ideologicamente vazio, cheio de cosmética e muita areia” –, disse: “O tempo encarregou-se de demonstrar que este primeiro-ministro, ao consentir as reformas em curso na justiça, veio dar razão às minhas premonições. Nessa altura apoiei Paulo Rangel”.» [Público]

 Quando Rui Rio se engasgou

Tinha acabado de dizer que a política assente no aumento da procura tinha sido a causa da desgraça financeira quando leu no papel que "o aumento do consumo privado é o objectivo pretendido". Ficou óbvio que Rio não tinha escrito o discurso, a surpresa foi tão grande que se engasgou, leu e releu e continuava engasgada, até que lá disse que a frase era importante, que o aumento do consumo era uma consequência do crescimento.

Esta é uma teoria que Rui Rio terá de explicar, mas depois de um vídeo oficial em que er apresentado como um grande economista não lhe será difícil fazê-lo.

 O site do PSD já depois do congresso



Colocaram o discurso do Rui Rio, mas "esqueceram-se" de substituir a mensagem de Passos Coelho. Um dia depois ainda é Passos Coelho que dá a imagem ao apelo aos novos militantes. [PSD.PT]

      
 A social-democracia" está cheia de cristãos novos
   
«Aos 51 anos, Feliciano Barreiras Duarte sobe pela terceira vez a um lugar cimeiro da direcção nacional do PSD, agora como secretário-geral. Fá-lo depois de uma aproximação relativamente recente a Rui Rio, numa atitude política que significa uma mudança de posicionamento dentro das famílias políticas do PSD. Ao juntar-se a Rio há cerca de um ano, Feliciano assume a adesão à linhagem social-democrata do PSD, rompendo com a ligação aos que se inscrevem num pensamento mais liberal.

O rompimento com Passos Coelho surge depois de ter participado da sua ascensão ao poder, tendo sido chefe de gabinete deste líder durante o período de oposição e de conquista da vitória nas legislativas de 2011. Sobe então ao Governo ocupando o lugar de secretário de Estado adjunto do ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, mas soma a tutela das questões da imigração, tema em que é especialista, tendo-se doutorado em Direito na Universidade Pública de Berkeley, Califórnia, EUA, onde dá aulas como professor visitante, precisamente com uma tese sobre “O Direito dos Estrangeiros e o Direito Internacional dos Refugiados - O caso português e o caso europeu ”. Tem, aliás, publicada uma vasta obra de quase três dezenas de títulos sobre temas jurídicos e de sistema político.

O fim da proximidade a Passos deu-se em Abril de 2013, quando sai do Governo, acompanhado a saída do seu ministro, Miguel Relvas, com quem aliás já estivera anteriormente na construção do que foi a liderança do PSD de Durão Barroso, em 1999, vindo das lutas as lutas de contestação social ao cavaquismo na região do Oeste. Quando em 2002, Durão sobe a primeiro-ministro foi nomeado secretário de Estado adjunto do ministro-adjunto do primeiro-ministro, José Luís Arnaut. Manteve-se como secretário de Estado do Governo de Santana Lopes, quando Durão trocou Lisboa por Bruxelas.» [Público]
   
Parecer:

Mais um liberal a converter-se.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 A frustação
   
«A antiga ministra da Justiça durante o Governo de Pedro Passos Coelho, Paula Teixeira da Cruz, classificou este sábado de “traição” a escolha de Elina Fraga como vice-presidente do PSD. Em declarações ao Observador, Paula Teixeira da Cruz lamentou que “todos aqueles que criticaram e atacaram Pedro Passos Coelho e o seu Governo nas horas mais difíceis estão agora a ser premiados”. E acrescentou, com violência: “Esse prémio tem nome: chama-se traição”.

Paula Teixeira da Cruz destacou ainda a incoerência de Rui Rio sobre o facto de estar disponível para dialogar com o PS: “Não posso comentar porque ouvi uma coisa e o seu contrário. Para já, a posição de Rui Rio é ambígua”.

Elina Fraga respondeu a este domingo, em entrevista à RTP, às críticas de Paula Teixeira da Cruz, garantindo: “Nunca traí Portugal nem o meu partido“. Quando era bastonária da Ordem dos Advogados, Elina Fraga chegou a apresentar uma queixa-crime, em 2014,  contra todos os membros do Governo de Passos Coelho por atentado ao Estado de Direito. A queixa visava todos os membros do Executivo PSD/CDS, incluindo Paula Teixeira da Cruz, que estiveram na reunião do Conselho de Ministros em que foi aprovado o mapa judiciário. Foi, por isso, apupada no Congresso do PSD no domingo quando o seu nome foi anunciado como vice-presidente.» [Observador]
   
Parecer:

Com companheiras destas ainda muda de partido.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

domingo, fevereiro 18, 2018

SEMANADA

O congresso do PSD terminou e para além da entronização de Rui Rio, a grande novidade foi a criação de um regimento de infantaria, todos os apoiantes de Passos Coelho parecem ter optado pela condição de soldados rasos, alguns, como o Montenegro, até optaram por passar à reserva territorial.

De forma inesperada, a personalidade do PSD que mais marcou estes dias e em particular o congresso. No debate quinzenal no parlamento Hugo Soares fez a comparação entre on crescimento da economia portuguesa e a dos outros Estados-membros da EU. Esta comparação acabou por estar presente em quase todos os discursos. A pobreza intelectual deste congresso foi tal que esta análise elementar de Hugo Soares foi uma das poucas ideias que ficaram para memória futura.

Elina Fraga, a ex-bastonária da Ordem dos Advogados que tem uma voz metálica fazendo lembrar um martelo a bater numa bigorna, era eleitora do PSD, condição que se conhecia porque assumiu publicamente o arrependimento de ter votado no PSD. Agora foram muitos os militantes do PSD que ficaram surpreendidos por também ser militante, alguns até ficaram revoltados pois Elina Fraga sobe a número dois do partido depois de ter processado o governo de Passos Coelho.

Volta e meia Cavaco Silva faz-nos o favor de dizer que ainda está vivo, não vá alguém pensar que foi enterrado, lembrando-nos as suas grandes "qualidades", como a mesquinhez. Desta vez, decidiu aproveitar-se do congresso do PSD para dar nas vistas, pensando que ajudava Rui Rio com as suas brilhantes declarações. O país viu e quase ignorou a triste figura de um ex-presidente a ameaçar o PS de dizer o que na condição de PR ouviu os seus dirigentes do PS dizer do BE e do PCP. Cavaco pode ficar descansado, ainda não era ninguém e já Álvaro Cunhal tinha ouvido Soares dizer o que pensava dele em muitas ocasiões e em particular na manifestação na Fonte Luminosa.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Hugo Soares, líder parlamentar do PSD

Hugo Soares despediu-se durante o congresso do cargo que tem desempenhado com um dos seus momentos de brilhantismo intelectual. Ainda estamos em meados de Fevereiro e a grande proposta que o pobre rapazola fez foi que o PSD decidisse desde já chumbar o próximo orçamento.  Só mesmo alguém a roçar o deficiente mental se lembraria de fazer tal proposta.

 O fisco limpa as florestas



Parece que os endereços dos cidadãos nas bases de dados do fsco não servem apenas para seem emitidos alertas fiscais, servem também para serem enviados e-mails os cidadãos sobre outros temas. Desta vez recebi uma mensagem que me manda limpar as florestas, provavelmente poruqe os dirigentes do fisco acham que sou o proprietário do Parque Florestald e Monsanto. veremos que outros e-mails receberei a seguir.

Mas o mais divertido neste e-mail é o aviso com ar de ameaça, muito títpico de algumas instituições do Estado viciadas na prepotência, no fim recorda que a leitura deste e-mail não dispensa a leitura do decreto-lei, uma fórmula que significa que nesse diploma pode haver uma norma perigosa.

Enfim, o fisco limpa-nos o dinheiro e agora parece sentir-se com vocação para limpar a floresta. Veremos o que mais nos vai querer limpar o fisco.

«Ex.mo(a) Sr(a)


Em colaboração com o Ministério da Administração Interna e o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural enviamos uma comunicação, bem como um folheto informativo em anexo, sobre a importância da limpeza de terrenos e árvores na prevenção de incêndios. 

Comunicação do Ministério da Administração Interna e do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.

Antes que seja tarde, antes que o atinja a si, limpe o mato 50 metros à volta da sua casa e 100 metros nos terrenos à volta da aldeia.

Até 15 de março é obrigatório e vital.

É obrigatório:

Limpar o mato e cortar árvores:
50 Metros à volta das casas, armazéns, oficinas, fábricas ou estaleiros;
100 Metros nos terrenos à volta das aldeias, parques de campismo, parques industriais, plataformas de logística e aterros sanitários;
Limpar as copas das árvores 4 metros acima do solo e mantê-las afastadas pelo menos 4 metros umas das outras;
Cortar todas as árvores e arbustos a menos de 5 metros das casas e impedir que os ramos cresçam sobre o telhado;
Se não o fizer até 15 de março, pode ser sujeito a processo de contraordenação. As coimas podem variar entre 140 a 5 mil euros, no caso de pessoa singular, e de 1500 a 60 mil euros, no caso de pessoas coletivas.

E este ano são a dobrar.

Até 31 de maio, as Câmaras Municipais podem substituir-se aos proprietários na limpeza do mato. Os proprietários são obrigados a permitir o acesso aos seus terrenos e a ressarcir a Câmara do valor gasto na limpeza.

É Importante:

Mantenha-se informado do risco de incêndio na sua área de residência
Verifique se o sistema de rega e mangueiras funcionam
Limpe telhados e coloque rede de retenção de fagulhas na chaminé
Mantenha afastados da casa e edificações:
Sobrantes da exploração agrícola ou florestal
Pilhas de lenha
Botijas de gás ou outras substâncias explosivas
É vital:

A vida da sua família e a segurança dos seus bens dependem do seu gesto.

Para mais informações ligue 808 200 520

Portugal sem fogos está nas mãos de todos.

Esta informação, não dispensa a consulta do DL n.º 124/2006, de 28 de Junho, na sua redação atual.



Com os melhores cumprimentos

Subdiretor Geral

Área do Planeamento, Organização e Comunicação»