terça-feira, julho 30, 2019

ACABEM DE VEZ COM OS "PADEIROS DE AROUCA"!

"Eu não seleciono empresas, nem sei de quem são as empresas, não faço ideia de nenhuma. As empresas foram seleccionadas, foram convidadas, o processo foi desenvolvido pela Autoridade Nacional, as conclusões virão do inquérito" [Padeiro de Arouca]

É incrível como um governo faz um excelente trabalho, consegue até projetar o nome do seu ministro das Finanças ao ponto deste ser presidente do Eurogrupo e um possível diretor-geral do FMI e no fim aparecem meia dúzia de pilha-galinha fazerem negócios de tostões. É incrível como um país enfrenta uma grave crise no meio rural com os fogos, tendo de enterrar muitas dezenas de cidadãos e sabe-se que alguns dos que deviam estar dando o máximo para evitar que a situação se repita andam, afinal, a escolher empresas do pessoal de Arouca para aproveitar a situação para uns pequenos negócios.

Há ministros e secretários de Estado a dar o melhor, há milhares de agentes do Estado, desde polícias a médicos, dando tudo pelos cidadãos, há gente que se dedica à causa públcia por motivações políticas ou por opção profissional e que dedicam a vida ao Estado, muitas vezes mal remunerados e sem reconhecimento público. Depois há uns inúteis que se metem nos aparelhos dos partidos do poder, tecendo teias mafiosas para que na hora do poder tirem o maior proveito pessoal possível.

No topo destas hierarquia manhosas estão alguns barões dos partidos que têm uma preferência muito especial por algumas pastas. De entre elas a mais desejada é a da Administração Interna, porque tem a tutela de importantes serviços do Estado como a DG da Administração Local ou a Inspeção-Geral da Administração Local.

Desde a primeira hora que se percebeu a atrapalhação de um ministro que tentou intimidar os jornalistas com declarações pacóvias. O ministro deve ter pensado que tinha assustado toda a gente e só depois percebeu que tinha que ordenar um dos inquéritos usuais. Antes disso o país ainda teve de rir à gargalhada, um desses idiotas de Arouca lembrou de dar a explicação mais ridículas ao tentar justificar o dobro de um preço com o argumento de que estando em causa uma grande quantidade duplicavam os custos, enfim, o poliester é uma matéria-prima tão cara que o aumento da procura duplicou o preço no mercado de Xangai!

Como era lógico tinha de se arranjar um culpado de serviço e o país ficou a saber que um dos especialistas em proteção civil era um padeiro. Talvez o homem trabalhe com fornos de lenha e saiba muito de incêndios, mas pelos vistos é graças a ele que o seu secretário de Estado pode dizer que não sabe nadinha de nada. Promoveu-se o padeiro a "membro do governo" e mandaram-no assar nos fornos da padaria.

Desde quando o assessores deixaram de ser criados dos governantes para serem "membros do governo"? É óbvio que o secretário de Estado sabe tudo o que se passa em Arouca e ainda antes do ministro investigar o material de que são feitos os microfones dos jornalistas já devia ter sido devolvido a Arouca, talvez haja lugar para ele na padaria, pode não saber nada de empresas mas depressa aprende a fazer papo-secos.

E o ministro Cabrita escolheu a seita de Arouca para um dois dossiers mais sensíveis, tendo padeiros a servir de assessores? Imagine-se se o Mário Centeno tivesse arranjado calceteiros para negociar a dívida soberana. 

É tempo de o PSD e do PS fazerem uma limpeza profunda dos seus aparelhos partidários, pondo fim a esta mania de encher os corredores governamentais com "padeiros de Arouca"!

domingo, julho 28, 2019

O GOVERNO TEM NESTE MINISTRO MATERIAL INFLAMÁVEL


A forma como o ministro da Administração Interna reagiu às perguntas dos jornalistas em relação às golas revela alguma incompetência pessoal, para não referir a forma desastrada e arrogante com que o ministro falou.

Não seria necessária muita inteligência para explicar aos jornalistas a diferença entre explosivo e inflamável. Não seria difícil de explicar que para que o material começasse a arder seria necessário muito mais calor e chamas do que uma simples fagulha e nesse caso a questão dos materiais coloca-se não só nas golas mas também em toda a indumentárias. Enfim, se os bombeiros estivessem impedidos de usar materiais inflamáveis teriam de se deslocar a pé e em vez de mangueiras teriam de voltar a usar os tradicionais baldes em chapa de alumínio.

Mas em vez de explicar isto o ministro fez lembrar os tempos de deputado, na célebre cena de disputa do microfone do parlamento com o então SEAF Paulo Núncio. O ministro reagiu de forma disparatada e levou demasiado tempo a perceber que a resposta imediata teria sido um inquérito. Para ajudar à festa veio o secretário de Estado da Proteção Civil atirara as culpas para baixo, isto é anuncia-se um inquérito e ainda antes de quaisquer conclusões já se sacode a águia do capote.

É evidente que as golas estão longe de ser um caso, se existe um caso foi o ministro que o criou.

segunda-feira, julho 22, 2019

AINDA NINGUÉM SE SUICIDOU?


A direita portuguesa já não consegue esconder a incompetência, estupidez e pequenez de algumas das suas personagens. Após os incêndios de Pedrogão os portugueses assistiram a um Passos Coelho a anunciar mortos e feridos na sequência de suicídios ou tentativa de suicídios.

Depressa se percebeu que era mentira e para memória ficou um ex primeiro-ministro miserável que perante a desgraça teve mais olhos do que barriga e não hesitou em inventar para tirar proveito da desgraça. Mas a direita não aprendeu a lição e sempre quando se aproxima o verão percebe-se o nervosismo deles, sem argumentos políticos e incompetentes para preparar uma alternativa apostam tudo nos desastres naturais. Apostam tanto que um dia destes ainda vamos ver algum dirigente local armado em incendiário.

Desta vez foi o autarca de Mação,. Não apareceu na televisão para se manifestar preocupado com o seu concelho, para dizer o que fez como responsável local da proteção civil, ou o que pretendia fazer para ajudar os seus concidadãos. Vestiu o colete à pressa e foi procurar as televisões para partidarizar os incêndios que destroem os bens dos cidadãos do seu concelho.

É difícil ser mais miserável.

sábado, julho 20, 2019

PASSOS COELHO, CHEGOU A HORA DE IRES AO CASTIGO!



Todos sabemos como Passos Coelho sempre foi um homem de palavra, o agora catedrático sempre cumpriu com a sua palavra e não teremos dúvidas de na hora de votar nas próximas eleições legislativas votará num dos partidos da esquerda. Foi essa a promessa que assumiu no dia 1 de março, numa entrevista dada à SIC na qualidade de presidente do PSD.

É bom recordar que nesse tempo Passos Coelho estava tranquilamente no cargo de presidente do PSD, certo de que o diabo viria em setembro sob a forma de segundo resgate e com eleições antecipadas ele regressaria a São Bento para salvar o país com o seu brilhantismo inteletual e competência. O diabo não veio e o governo conseguiu verificar as premissas colocadas por Passos Coelho para que viesse a votar na esquerda.

Aliás, o governo conseguiu muito mais do que ele exigiu para dar o seu voto, apesar do trabalho de diabetes como os bastonários dos médicos ou dos enfermeiro, para não falar do enjoativo Mário Nogueira, o país está muito melhor do que qualquer político deste país, a não ser aquele Centeno de quem o Passo riu até às lágrimas na primeira ida do ministro das Finanças ao Parlamento.

Com estes resultados Passos Coelho tem mais do que a obrigação de votar num partido da geringonça, se ele fosse consequente já se tinha ido inscrever no centro de trabalho do PCP de Massamá ou estaria inscrito no próximo acampamento de verão do Bloco de Esquerda, onde o iríamos ver a dançar o vira com uma das manas Mortágua, de preferência com a Mariana, que é a mais engraçadinha. Se optar pelo PCP ainda vai a tempo de retomar a sua carreira falhada de tenor e talvez consiga atuar na próxima Festa do Avante.

quinta-feira, julho 18, 2019

OS NOVOS ECONOMISTAS


Quem ouviu Rui Rio apresentar o seu programa fiscal fica com a impressão de que a política económica se resume a uma questão de impostos, tira-se daqui, mete-se ali e a economia cresce milagrosamente e ao crescer gera mais impostos do que antes se cobrava e tudo resolvido, nada mais fácil. Se alguém um pouco mais chato questiona se o crescimento resulta de investimento tecnológico o problema resolve-se, arranja-se um benefício fiscal que favoreça o investimento tecnológico.

Os fiscalistas, normalmente formados em direito e convencidos de que têm vocação para economistas têm soluções para todos os males da economia. Com a crise financeira, que obrigou a que num espaço muito curto se cortassem despesas e fossem geradas receitas, criou-se a ilusão de que a solução de todos os males estaria na política fiscal.

Não importa se os recursos humanos disponíveis no mercado de trabalho são escassos e não correspondem â procura, não interessa se o crescimento consegue-se à custa da venda de bitoques ou da exportação de mercadorias com elevado valor acrescentado. Apenas interessa se as receitas fiscais crescem com a ilusão de diminui a carga fiscal sobre as empresas, depois a mão invisível faz o resto. A política económica fica reduzida à política fiscal e este deve ser desenhada para uma boa gestão da máquina que cobra impostos.

De fora fica uma infinidade de questões que no seu conjunto formam uma política económica e que vão desde as políticas ambientais à política de preços, da concorrência à política industrial, da saúde ao mercado laboral. Tudo isso são coisas sem interesse ou meras despesas públicas, a política económica faz-se apenas com IRC, IRS, IVA e IMI.

Não admira que poucos dias depois de ter apresentado a política fiscal que nos resolveria todos os males, Rui Rio apresentou as suas propostas ambientais, parecendo que eram neutras do ponto de vista da economia. Isto é, um dos grandes motores da economia nesta primeira metade do século XXI ficou reduzido a um par de medidas simpáticas destinadas a conquistar os votos dos que estão mais preocupado com as questões ambientais, mas sem grandes preocupações económicas.

Quase aposto que Rui Rio nada vai dizer sobre políticas industriais, vai reduzir a política de transportes à linha verde do Metro de Lisboa ou ao problema da UBER e dos camionistas de matérias perigosas e quanto ao mercado de trabalho vai ignorar as questões do ensino e da saúde, reduzindo-as a um problema de relação entre aumentos salariais e crescimento económico.

Enfim,. Por este andar ainda vamos ter um TOC em prémio Nobel da Economia.

quarta-feira, julho 17, 2019

DESVAIRADOS


O pobre do Rui Rio não sabe o que propor, o Santana Lopes há muito o abandonou, os vice-presidentes que escolheu parece terem-no abandonado, o Morais Sarmento não se deixa ver. É evidente que o PSD já quase não existe e o CDS parece ter fechado para obras, até colocaram um outdoor apenas com um fundo azul informando os clientes de que estarão a preparar o futuro.

Não admira que estejam a surgir freelancers a fazem oposição com o que podem. O bastonário da Ordem dos Médicos está promovendo uma campanha itinerante junto de todos os hospitais do país, promovendo uma imagem desastrosa do SNS, uma verdadeira campanha publicitária a favor dos hospitais privados.

Se na campanha de Passos Coelho o centro das atenções foram as escolas privadas, aprece que desta vez tudo se faz para destruir o SNS, levando a que os dinheiro públicos sejam canalizados para o setor privado. Depois de uma greve cirúrgica de enfermeiros financiada de forma duvidosas e que apenas resultou na transferência de doentes para os hospitais privados, parece que agora se assiste a um verdadeiro assalto ao SNS. O próprio Rui Rio apressou-se a dizer o que querem, que o SNS seja um serviço de encomendas ao setor privado.

Quem anda um pouco em baixo é a conhecida militante da extrema-direita chique do catedrático Passos Coelho, algo que se compreende, a rapariga tudo faz para impedir uma sindicância à sua Ordem, talvez por recear por eventuais rabos-de-palha, Agora encomendou uns pareceres a que atribuiu o estatuto de acórdãos do Constitucional, achando que os pode usar para desrespeitar a lei.

Depois das greves dos enfermeiros e do professores esta gente deveria ter parado para refletir, pelos resultados das eleições europeias poderiam ter reparado que esta estratégia de fazer a vida dos portugueses num inferno, na esperança destes se virarem contra o governo não deu qualquer resultado, até o PCP pagou caro o uso e abuso de um Mário Nogueira que já ninguém consegue ouvir.

A Fátima Bonifácio, lá do cimo da sua inteligência, achou que ela é que ia resolver o problema, a solução era virar os portugueses contra pretos, emigrantes e ciganos, o racismo e o medo é que iriam ajudar Rui Rio e Cristas. Decidiu lançar o mais execrável manifesto racista e xenófobo, tão execrável que deu mais uma machadada na direita. 

A verdade é que depois do que Passos Coelho fez aos portugueses e a instituições como o SNS, estas estratégias viram-se mais contra a direita do que contra o governo e os resultados das sondagens mostram isso. Palermas e incompetentes… por este andar é a direita que fica em estado de coma e nem os donos dos hospitais privados a salvam.

segunda-feira, julho 15, 2019

A MINISTRA DO FAROLIM

Reprodução de um Post do blogue "Largo da Forca":



Com tanto bom porto onde ir mostrar a sua competência a ministra do Mar escolheu VRSA para dar o seu pobre contributo ao PS, mas não veio fazer nada, não veio ver nada, não veio inaugurar nada, veio almoçar, muito provavelmente com o pouco que resta na tesouraria da autarquia, talvez alguns trocos adiantados pela ESSE ou com as taxas dos feirantes do carrosséis.

Mas o que trouxe a distinta ministra mais o seu fiel escudeiro José Apolinário, uma espécie de cangalhada partidária formação nas jotas e que até hoje tem vivido do erário público por conta dos algarvios que votaram no PS, terão vindo fazer a terra tão distante, deixando os assuntos urgentes dos seus gabinetes e num dia de semana, gastando o dinheiro dos contribuintes com tão longa e cansativa viagem?

Desta vez não veio cumprimentar o seu aluno Luís Gomes, de quem disse recentemente que tinha ultrapassado a mestre, também não veio entregar qualquer estudo que a autarquia tenha encomendado à sua empresa. Veio fazer uma visita técnica e de caminho inaugurou uma grande obra pela qual o concelho lhe vai ficar eternamente grato, ele mais a sua protegida da autarquia pior gerida e mais falida do país. Isso mesmo, a ministra veio a VRSA de propósito para inaugurar um farolim. Um dia destes vou convidar o primeiro ministro a vir à minha casa inaugurar as novas pilhas do telecomando da televisão!

A ministra e a autarca ficaram bem na fotografia, a simetria é perfeita e compreende-se tanta simpatia por parte da ministra em relação a uma autarca que muito recentemente e depois de se ter reunido em Lisboa com os responsáveis do FAM declarou em sessão de câmara o seguinte:

“Relativamente a esta questão da SGU e do FAM, na semana passada estivemos lá, pedimos novamente a estes senhores que se deslocassem cá,  estão a ter uma grande pressão do PS para não nos ajudar, é importante também ouvirem isto, o governo está a ter uma grande pressão sobre estes senhores para que não nos seja facilitada a ajuda, isso era importante que os vereadores do PS conseguissem também dar uma ajuda neste sentido e se possível até, eu sei que já receberam várias cartas, o FAM disse que já receberam para responder dos vereadores, para responder a determinadas questões,  portanto, convidei-os novamente para virem cá e ter uma reunião convosco, até seria importante e perceber a volta que isto dá em termos políticos e como é importante muitas vezes ajudar umas câmaras e não ajudar outras.”  [Podcast da reunião de 2/04 minuto 35] 


Será que a ministra veio pedir desculpa à autarca pelas pressões do primeiro-ministro para prejudicar Vila Real de Santo António? 

Como parece ter dedicado a viagem à navegabilidade do Guadiana teria sido uma excelente oportunidade para inaugurar ou pelo menos Visitar o Centro de Interpretação do Guadiana, um projeto apresentado em Bruxelas para sacar umas centenas de milhares de euros de fundos comunitários, com que reconstrução a Alfândega, para depois entregarem o edifício a uma empresa privada, para aí instalar um bar e uma sala de fumo para charutos. Enfim, uma das muitas treta do nosso município, nada que a ministra estranhe pois recentemente o país ficou a saber que a própria tinha vindo-a a VRSA sacar 

Compreende-se que a ministra goste tanto dos autarcas do PSD que há muitos se entretèm a arruinar o concelho com estudos da treta:

“A Transnetwork, empresa criada em 2011 pela então deputada Ana Paula Vitorino, celebrou dois contratos por ajuste directo, em 2015 e 2017, com a Câmara de Vila Real de Santo António (VRSA). O primeiro só foi parcialmente cumprido e parcialmente pago. O segundo deu origem a três documentos, um dos quais se limita a reproduzir o relatório entregue dois anos antes. No total, a empresa da ministra facturou 55.820 euros ao município e à sua sociedade de gestão urbana (VRSA-SGU).

Luís Gomes, o anterior presidente da câmara e ex-líder do PSD Algarve, foi aluno de Ana Paula Vitorino no Instituto Superior Técnico, nos anos 90, e foi ele quem convidou a Transnetwork a trabalhar para a autarquia no final de 2014. Antes disso, explica o ex-autarca, a sua antiga professora já tinha prestado alguns serviços ao município por volta de 2010.” [Público]


Compreende-se que durante esta legislatura esta ministra venha tantas vezes a VRSA, para exibir-se ao lado dos autarcas locais, dando-lhes uma preciosa ajuda, aliás, como sucede com gente do ministério do seu marido. Um dia destes ainda se vão lembrar de fazer um mini conselho de ministros familiar nos Paços do Concelho da nossa terra.

As relações de Ana Paula Vitorino até deverão ser muito anteriores a este governo, Luís gomes o agora cantor cubano  da botinhas brancas contou com o elogio do governo de Sócrates para o seu grandioso projeto do Dubai à beira do Guadiana. É desse tempo um famoso vídeo da autarquia pago a peso de ouro à empresa de comunicação Duda Portugal, pertencente a um tal Duda que conduziu as campanhas de Lula da Silva.


Curiosamente, é desse tempo um grande projeto turístico em Cacela, o resort de luxo que teria por nome “quinta da Gafa Resort”, um projeto que traria um investimento 306 milhões de euros a fazer pela famosa Odebrecht! É uma pena que a ministra não tenha aproveitado a vinda em VRSA e em vez de ir dar uns tropeções na ponta do molho, não tenha aproveitado para visitar as maravilhas arquitetónicas e industriais lançadas pelo seu pupilo.

Até poderia ter ido ver a reparação do segundo cais que anunciou aquando da sua visita realizada em 2018, quando cá veio ver o resultado de outra grandiosa obra, a reparação do cais da alfândega. Mas ainda antes, em 2016, a zelosa ministra já tinha vindo para estas bandas.

Mas a mais divertida e inútil das visitas desta distinta ministra ocorreu em 2016, veio cá a convite do então autarca e seu aluno para se inteirar dos grandiosos projetos que iam ser lançados ou já estava em fase de lançamento. Eram 150 milhões de euros e envolviam um “conjunto de investimentos previstos para a requalificação da frente ribeirinha da cidade”.

«Depois de uma forte aposta na requalificação do seu centro histórico, a estratégia da autarquia passa agora pela abertura da cidade à economia do mar, potenciando não só a criação de um cluster vocacionado para a inovação e para a construção naval, mas também a exploração das suas potencialidades turísticas»,

Dizia o então presidente da autarquia e aluno brilhante da senhora ministra. Noventa milhões para o Passeio de Santo António, a reabilitação do porto comercial, a requalificação do Jardim Sul, a requalificação das antigas estruturas industriais e a recuperação da muralha. Incluía ainda a construção de um porto de recreio, a criação de uma unidade hoteleira, a conversão das antigas zonas industriais em habitação e a implementação de uma zona verde no passeio ribeirinho e mais a construção da futura marina da zona da Ponta da Areia, junto à foz do Rio Guadiana.

Enfim, e com tanta obra que lhe foi apresentada em 2016, numa viagem feita de propósito, mais uma vez na companhia do seu fiel escudeiro e cacique político do Algarve, veio fazer uma visita técnica e inaugurar uma ninharia de um farolim? A ministra não parece ter a noção do ridículo.

Mas há um projeto que na ocasião lhe foi apresentado que deve ser recordado:

“Destas iniciativas faz parte a reabilitação do antigo porto comercial de VRSA, uma área de 7 hectares para onde está prevista a construção de duas unidades hoteleiras, um centro de congressos e uma clínica. A intervenção está avaliada em 20 milhões de euros e contempla a recuperação da zona da muralha (passeio ribeirinho) e do cais de embarque da cidade.”  [CM VRSA]

Este projeto é muito interessante e valse a pena ser recordado porque tinha sido lançado pela DOCAPESCA, durante o governo de Passos Coelho. Acontece que, coincidência da coincidências, uns dias depois da notícia do Público sobre o estudo pago a peso de outro pelo concelho mais arruinado deste país à deputada mais bem sucedida do parlamento, a DOCAPESCA emitiu um comunicado muito discreto onde se anunciava que o projeto tinha sido abandonado. Antes disso já a empresa a concessionária tinha sido apanhada nas malhas dos Panamá Papers.

Mais uma daquelas coincidência, quem é que Passos Coelho tinha colocado à frente da DOCAPESCA? Pois, numa escolha em que certamente o Luís Gomes não esteve envolvido, o presidente escolhido por Passos Coelho para esta grande empresa tinha sido nada mais, nada menos o fiel escudeiro, esse grande gestor empresarial que se dá pelo nome de José Apolinário. Líder da jota, autarca, escudeiro da ministra, secretário de Estado e gestor, um homem muito polivalente.

É com esta tralha que António Costa pretende conquistar os votos dos algarvios e, em particular, dos vila-realenses? Esperemos que não faça escolhas desastrosas como esta em muitos distritos, sob pena de comprometer os resultados. É triste assistirmos a tudo isto e muito mais na terra do melhor ministro deste governo, é de ir a vómitos vermos gente que não vale nada a pavonear-se pelo Algarve à custa do trabalho e valor alheios. Talvez por isso os militantes algarvios do PS só muito em cima da hora foram informado que a vedeta no encontro de Portimão era a ministra mais o seu fiel escudeiro.


Por fim, queremos dedicar à senhora ministra o último videoclip do seu aluno, até pode dar um momento de dança no intervalo do próximo mini conselho de ministros d~familiar:






sexta-feira, julho 12, 2019

A PROPÓSITO DE IGUALDADES


Nasci a 304 km da universidade mais perto, vivi numa residência universitária dos serviços sociais da Universidade Clássica de Lisboa e durante esse tempo contávamos os tostões para as refeições na cantina universitária, para o passe social e para uma ou outra refeição barata ao domingo, quando as cantinas estavam fechadas.

Conheci estudantes muito pobres vindos de aldeias remotas e isoladas ou estudantes da Guiné Bissau vindo ao abrigo da cooperação. As dificuldades de alguns eram mais do que muitas, os africanos passavam anos sem irem ver as famílias, os portugueses iam a casa nas férias do Natal, da Páscoa e no verão, as viagens eram caras, longas e cansativas.

Quase todos terminaram cursos superiores, tenho  encontrado alguns por esse mundo, licenciados em direito que foram para magistrados e ocuparam altos cargos no Estado, médicos, engenheiros. Foram raros os casos de insucesso, da mesma forma que nunca registei quaisquer conflitos étnicos ou raciais na Residência Universitária Ribeiro Santos, na Av. Dos Estados Unidos da América. Aliás, o único estudante com tiques racistas era um mulato de origem moçambicana.

Hoje vivo relativamente perto dessa residência, quase do outro lado da estrada em relação à universidade e a poucos metros de bairros sociais. Num bairro social conheço que seja filha de um desempregado e de uma empregada doméstica e vá para a universidades privada de carro. Curiosamente a universidade fica a 200 metros do meu emprego e eu venho a pé ou uso transportes públicos.

Não critico a rapariga, até porque nos bairros sociais que conheço, com gente de várias raças e etnias é um caso raro de alguém que tenta furar o cerco da pobreza através de estudos universitários. A maioria das famílias recebem mais subsídios do que eu alguma vez tive enquanto estudei, beneficiam de casas bem melhores e mais baratas do que as das famílias dos meus colegas de residência e andando dez minutos a pé estão na entrada de qualquer faculdade na Cidade Universitária de Lisboa.

Talvez valesse a pena meditar sobre isto para que o debate das questões da pobreza ou de outras a ela associada não estejam poluídas por sentimentos, complexos e arrogâncias ideológicas, culturais ou religiosas.

segunda-feira, julho 08, 2019

COLHERES DE PAU


É uma tradição portuguesa, quando não sabemos o que fazer entretemo-nos a fazer colheres de pau, dão sempre jeito. É mais ou menos o que acabou de fazer Rui Rio com os seus cenários macroeconómicos, apresentados de forma pobre e às prestações, para fazer render um pouco mais na comunicação social. Chega a ser ridículo passar dias brincando ao gato e ao rato com a comunicação social, escondendo as suas grandes propostas fiscais.

Desta vez o Marco António não fez 29 perguntas sobre os cenários e ninguém se lembrou de exigir a avaliação da UTAO e muito menos do Conselho de Finanças Públicas. Aliás, nem fizeram perguntas, nem deram muitas explicações e é bem provável que venham a ter tanto sucesso com esta ideia como tiveram com todas as que têm copiado ao PS.

E o que é que propõe Rui Rio com base nos seus aturados cenários macroeconómicos? Nada mas, nada menos do que já tinha prometido Durão Barroso com seu apregoado choque final, mas depois de tanta eletrocussão já ninguém liga a choques, até porque todos sabemos que não passam de propostas que visam apenas enganar os que insistem ser papalvos.

Rui Rio está perdido, irremediavelmente perdido e nem o Cavaco o ajuda ao aparecer a dizer disparates como aquela de que não era amigo do Salgado mas se tivesse havido alguma gorjeta de centenas de milhares de euros, que perguntassem ao pobre do Vasco Valdez, que deve ter dado um pulo no sofá, na sua casa da Ericeira.

A verdade é que dois ou três dias depois do anúncio do choque fiscal já ninguém se recorda do tremelique que a coisa provocou, até porque depois de uma campanha nas europeias inteiramente dedicada às legislativas, era suposto que estava tudo dito. O que importa agora é que este arrefecimento global passe e a água da praia esteja quentinha, porque Rui Rio decidiu começar a pré-campanha para as legislativas com um disparate.

domingo, julho 07, 2019

PERGUNTEM AO VALDEZ

Ainda bem que Cavaco Silva gosta de escrever memórias e até tem revelado uma excelente cabeça para se recordar de patifarias. Como aparenta estar em boa forma estamos certos de que vai escrever memórias sobre todos os temas que interessam à história da sua passagem pelo poder, temas como, por exemplo, o rasto de cadáveres políticas que deixou no rasto da sua brilhante carreira. Outros temas interessantes seriam as suas relações de amizade com o Ricardo Salgado e outros agente da nossa vida política ou os seus negócios financeiros e imobiliários.

Foram muitos os que ficaram abandonados na estrada do sucesso de Cavaco, desde logo o Fernando Nogueira, vítimas das ambições presidenciais de Cavaco Silva, num tempo em que se diziA que os eleitores não punham os ovos no mesmo cesto. A forma como Cavaco garantiu ovos nos seu cesto presidencial foi tirar o tapete a Nogueira, tudo fazendo para que este perdesse as legislativas. 

Mas Nogueira não foi o último homem a quem Cavaco muito deve que não hesitou em sacrificar em nome da sua ambição, o último foi Fernando Lima, apoiante e assessor de comunicação desde o congresso da Figueira. Cavaco foi em grande medida uma invenção de Fernando Lima, sem este é pouco provável que Cavaco não conseguisse ultrapassar a Junta de Freguesia de Boliqueime. De nada lhe serviu a lealdade de décadas, mas Cavaco se sentiu atrapalhado com as escutas a Belém, não hesitou em atirar o seu assessor às feras.

Desta vez Cavaco não podia ficar sob suspeita por causa dos dinheiros do BES, Cavaco é o homem que é insuperável em honestidade, está por nascer alguém mais honesto do que ele e os candidatos terão de nascer três vezes antes de tirarem meças, o que é um problema com as filas de espera para o acrtão do cidadão. Eu não fiz nada, mas se há alguma coisa então que perguntem ao Vasco Valdez, por outras palavras, se apanharem alguma coisa lixem esse gajo porque eu sou honesto...

Isto dito pelo homem que quase ia dizendo que só conhece o Ricardo Salgado. Um político que aceitou jantar com o banqueiro na casa deste, onde foi pressionado a candidatar-se a Belém!


"Recorde-se que em janeiro de 2004 o jornal Expresso noticiava que Cavaco Silva tinha sido o convidado de um jantar em casa de Ricardo Salgado - no qual estiveram também presentes Durão Barroso e Marcelo Rebelo de Sousa -, onde o banqueiro terá pressionado o atual Presidente da República a candidatar-se a Belém nas eleições que decorreriam em 2006." [RTP]

Mas se continuarmos a ler a notícia da RTP de 2014 vemos que a nata da alta finança se reuniu para ajudar Vasco Valdez a ter uma campanha farta. Era um tempo em que nem o BANIF estava falido, nem o Ricardo Salgado tinha caído em desgraça, nesse tempo ninguém fez perguntas a Cavaco nem este foi forçado a imitar Pedro, dizendo que não conhecia o Ricardo. Nesse tempo era uma honra jantar com ele e Cavaco não se esquecia da bazófia de que graças a ele tínhamos uma banca moderna e cheia de sucesso.

"No entanto, o BES não foi a única instituição bancária a doar verbas à campanha eleitoral de Cavaco Silva. João Rendeiro (então líder do BPP) também doou o valor máximo permitido por lei (22.482 euros), Horácio Roque (à data líder do BANIF) ofereceu 20 mil euros à campanha de Cavaco Silva e Paulo Teixeira Pinto (então presidente do BCP) doou cinco mil euros."  [RTP]

quarta-feira, julho 03, 2019

O JOE


Desde que uma modesta deputada do Bloco de Esquerda se transformou numa grande vedeta da política portuguesa graças a uma piadola dirigida ao antigo administrador da PT que sempre que alguém caído em desgraça vai a uma comissão parlamentar de inquérito temos um espetáculo eu tende a ser degradante. Basta o povo ter má opinião de um político, de um empresário ou de um banqueiro e os nossos deputados depressa se transforma em grandes vedetas, com cada um a puxar o chicote com mais força ou a fazer a provocação mais engraçada.

Os deputados sabem que desde os tempos da oposição que o povo adora assistir a autos de fé, para uns é divertimento, para outros o prazer da vingança em relação a alguém de quem se tem ciúmes e ainda há os convictos de que se está fazendo justiça a alguém que sabemos ser criminoso mas vai escapar-se da condenação que todos defendemos, algo entre a perpétua e a morte lenta.

De um lado está alguém ameaçado de uma queixa feita pelos ilustres deputados ao MP, alguém que se não se lembrar do que jantou há seis meses é alvo da chacota nacional, mais um que não se lembra. Do outro estão destemidos deputados como o Pedro Duarte ou a Mariana Mortágua, personalidades sempre presentes quando os visados merecem a fogueira, deputados que são eleitos pelas suas vítimas, que ganham com os impostos pagos por essas mesmos cidadãos, mas que podem ofender, “torturar”, insinuar, gozar, humilhar, fazer tudo o que lhes apetece até que o presidente da comissão lhes pede delicadamente para pararem com o abuso, porque beneficiam de imunidade parlamentar para estarem ao abrigo da justiça das suas vítimas.

É por isso que vemos o Pedro Duarte gozar que nem um perdido com um empresário ou assistimos à Mariana Mortágua inquirir Armando Vara perguntando-lhe se são verdadeiras as insinuações que são feitas a seu respeito pelos procuradores do Caso Marquês, A falta de vergonha na cara não tem limites, mas como Joe Berardo, Armando Vara ou Constância são acusadas de serem as bruxas do regime, quanto maior for o requinte da malvadez, mais likes consegue a Mariana e o Pedro nas redes sociais.

Ainda ontem vi todos os representantes dos partidos referirem-se ao empresário caído em desgraça por Joe ou por Jo, apenas Ferro Rodrigues se referiu a este cidadão por Senhor Joe Berardo. Os deputados imitem os polícias menos escrupulosos que tratam por tudo todos os abordam nos bairros populares, como se um qualquer suspeito do que quer que fosse não tivesse direito a qualquer forma de consideração ou educação, sendo reduzido a alguém que tratamos por tu por não o considerarmos igual a todos os outros cidadão.

Mas o mais miserável disto tudo é que há um par de anos esta gente faia filas para lamberem o cu ao Joe Berardo, faziam vénias a Armando Vara ou metiam Cunhas a Vítor Constâncio.

segunda-feira, julho 01, 2019

PORQUE TEREI DE SER EU A PAGAR AO MÁRIO NOGUEIRA PARA ELE SER SINDICALISTA?

Não consigo entender, como é que os enfermeiros conseguiram umas largas centenas de milhares de euros em poucos dias, muito mais do que já foi angariado para a pequena Matilde, numa campanha que sensibiliza muitos mais portugueses? É uma pena que aqueles que tanta ajuda deram para financiar uma greve de enfermeiros, não ajudem agora a Matilde.

O certo é que desta vez os enfermeiros vão fazer mais uma greve. Não sei muito bem o que exigem e parasse que a bastonária da Ordem dos Advogados está de férias, desde que fez uma tentativa desesperada para impedir a sindicância à ordem dos enfermeiros que parece que anda muito comedida, foi um ar que lhe deu.

Vamos ter mais uma greve dos enfermeiros e é mais do que certo que, como sucede com todas as corporações, o grande objetivo é defender o SNS, isto é, os mesmos que há poucos dias já anunciavam mortes por causa do atraso das cirurgias, são agora a vanguarda dos defensores do SNS. Enfim, os defensores do SNS são os enfermeiros, os defensores do MP são os magistrados, os defensores da escola pública são os professores, os defensores da justiça fiscal são os do sindicato dos impostos, os defensores da segurança pública são os sindicatos dos polícias, em especial os da extrema-direita, etc. etc.

Talvez seja tempo de acabar com este modelo soviético do movimento sindical, separando aquilo que são interesses legítimos dos trabalhadores do abuso do poder que começa a ser exercido pelos sindicalistas.

Talvez seja tempo de voltar aos sindicatos originais pondo fim a uma situação absurda que é serem os todos os contribuintes a pagarem os ordenados dos professores com o dinheiro dos impostos, isto é, quem paga ao Mário Nogueira não são os professores, são os trabalhadores que ficam sem saber o que fazer aos filhos nos muitos dias de greve que o Mário Nogueira decreta. Sucede o mesmo com a greve dos enfermeiros, quem paga o ordenado ao rapaz que se apressou a interromper a greve de fome não são os seus colegas enfermeiros, são aqueles que vão ver a consulta ou a cirurgia adiada para que os enfermeiros tenham umas pequenas férias de verão.

quinta-feira, junho 27, 2019

UM RAPAZ COM APTIDÕES


Foi assim que uma deputada do PS no Parlamento Europeu tratou um criminosos que violou a informação de uma entidade privada e muito provavelmente a cedeu ou vendeu para que esta fosse usada numa guerra travada entre clubes de futebol. Nunca imaginei ouvir alguém com responsabilidades políticas defender que uma violação da privacidade tornava o seu autor numa espécie de herói nacional.

Às vezes ficamos arrependidos de termos votado neste ou naquele partido, em consequência das políticas que depois são seguidas. Neste caso senti algo mais forte, é como quem viu a sua casa assaltada ou o seu carro roubado e depois sentisse nojo de entrar em casa ou no carro. É um fenómeno muito comum, sente-se repulsa por se sentir a presença de quem nos roubou. Foi assim que me senti quando ouvi a Dra. Ana Gomes referir-se a um bandido que viola a vida privada de quem bem entende como se fosse alguém útil à democracia. É uma sensação de repulsa e não consigo evitar a sensação de nojo sempre que vejo essa senhora.

Sinto vergonha que alguém que se diz de esquerda defender a utilidade de termos hackers a fazer aquilo que noutros momentos recusamos às entidades da justiça. Isto é, recusamos, e muito bem, ao Ministério Público ou às polícias a violação da privacidade feita de forma indiscriminada e sem qualquer controlo por parte de um juiz e sem que esteja em causa um crime grave para o qual existem fortes indícios, para depois dizermos que um bandido que o faz a quem bem entende para depois colocar tudo na comunicação social ou em páginas das redes sociais, como sendo um herói.

Há limites para a loucura, para a pornografia política ou para o desejo de protagonismo, por parte de quem tem medo de desaparecer. E o limite neste caso são os valores e princípios de que se diz ser militante. Se os defensores destes rapazes com aptidões fossem candidatos a deputados pelo Chega ou por qualquer partido da extrema direita eu não teria a estranha sensação de nojo por causa de um voto.

O que dirá a ex-deputada das suspeitas de que o seu rapazola poderá ter entrado nas mensagens trocadas entre procuradores? Aposto que sobre isto a destemida política vai ficar caladinha que nem um rato.

quarta-feira, junho 26, 2019

RAIOS PARTAM O MAFARRICO


Parece que o mafarrico abandonou o PSD e depois de já ter mandado o Passos Coelho para uma brilhante carreira académica no ISCSP ainda se vai lembrar de mandar o Rui Rio seu assistente. O pobre do Passos anunciou o mafarrico para setembro de 2016, contando com um pedido de ajuda à troika depois da publicação da execução orçamental andou a brincar à oposição e foi o que se viu.

O Mafarrico faltou ao combinado mas parecia ter vindo no meio de labaredas em Pedrogão Grande, o Passos voltou a reanimar-se e quando um boy local o informou que já havia mortos e feridos porque o povo se sentia abandonado pelo governo e optava pelo suicídio o diabrete teve mais olhos do que barriga e não se conteve, deu a notícia e acabou no ridículo.

Entretanto o mafarrico ainda deu uns ameaços, tornou a vida num inferno aos utentes da linha verde do Metro de Lisboa e já com o Passos a preparar as aulas coube a outros diabretes o anúncio das boas novas, Cristas esmerou-se e o Tavares trabalhou tanto que acabou com o estatuto de senador da nação, discursando em Portalegre. Reposta alguma normalidade no Metro os diabretes mudaram-se para o estado dos comboios e daí para as urgências, de onde se mudaram agora para a ginecologia, pelo caminho ainda marcaram encontro com o Mafarrico junto aos paióis de Tancos.

Mas o diabo já não é o que era e foi o que se viu nas eleições europeias, as tais eleições tradicionalmente ganhas pela oposição foram desta vez ganhas pelo partido do governo e pelo PAN.

Agora faz-se oposição por antecipação e dizem que o mafarrico vai aparecer sob a forma de uma grávida que chega a uma urgência onde nem há um especialista, ao que parece vai aparecer em Beja ou talvez em Faro.

Com uma oposição destas a direita ainda vai acabar marcando encontro com o diabo nas próximas eleições legislativas. Ainda vamos ver o rui Rio a ser assistente do catedrático Passos Coelho e a Cristas a escrever mais um livro sobre a sua interessante vida pessoal que, como todos sabem, deve ser muito divertida.

terça-feira, junho 25, 2019

446 BIG MACS




Quis o destino que os manos Santos Cabral fossem notícia na mesma semana, o mano porque é o procurador da investigação que envolve o vice-presidente do PSD, ex autarca da Guarda e deputado europeu Álvaro Amaro na investigação do processo Rota Final, enquanto a mana em boa hora não foi reconduzida no cargo de Procuradora-Geral da República, dedicando-se agora a fazer palestras para dizer que está viva, um pouco à semelhança do seu mentor,~um tal Aníbal que vive algures na Quinta da Coelha.

Acontece que o nosso procurador é o mesmo que esteve no caso Face Oculta e na época constou nas notícias que a família teria festejado com champanhe ou espumante a sentença daquele famoso caso. Desta vez parece terem guardado o champanhe para mais tarde pois o vice-presidente do PSD só não está vendo o sol aos quadradinhos porque o procurador não terá dado seguimento à proposta da PJ de pedir a prisão preventiva do político.

Não sabemos o que a mana terá pensado enquanto falava de corrupção e de uma pescadinha de rabo na boca que é a tentativa de controlar os juízes controlando os magistrados, uma acusação que curiosamente renasceu quando o PSD de Rui Rio, de que o Álvaro Amaro é vice-presidente fez propostas neste domínio. Mas certamente não era no PSD que a Dra. Joana estava a pensar quando fez a sugestão dessa ambição de políticos tenebrosos. 

Enfim, é uma pena que a ex-procuradora nunca mais se tenha dedicado as suas atenções às questões da proteção das crianças, um tema que faziam contar que lhe era muito querido, ainda antes de ganhar fama como a grande padeira de Aljubarrota do combate à corrupção. E é uma pena porque ainda era Procurador-Geral e ficámos com a impressão de que um gato lhe comeu a língua.

Mas a declaração mais importante é que com o dinheiro que Portugal perde com a corrupção cada português comeria 446 Big Macs por ano. Não sabemos se estava fazendo propaganda à Mac Donald´s. agora que o BES já não patrocina as iniciativas do seu sindicato. Mas convenhamos que se todos comêssemos tanto Big Mac até a Dra Joana ficava com a fama de ser uma rapariga elegante.




quinta-feira, abril 04, 2019

FAMÍLIAS GOVERNAMENTAIS


Muito mais grave do que a contratação de um primo para assessor de um gabinete governamental é o que se pode passar em muitos concursos de admissão de funcionários públicos. Isso quando há concursos, já que no caso dos precários muitas escolhas feitas sem qualquer procedimento concursal obedeceram a critérios políticos ou familiares e agora passam à frente de outros cidadãos com dispensa de qualquer concursos. Basta ir a algumas autarquias para se perceber como muitos jotas e afilhados foram promovidos a funcionários autárquicos.

Encontrar primos e conhecidos nos gabinetes ministeriais de qualquer governo, a começar pelos do Cavaco Silva, é fácil. Desses até sabemos qual foi o critério da escolha, o pior é quando os laços são bem mais perigosos e não são identificáveis pelo apelido. Se aprofundarem as investigações vão encontrar muitos representantes de escritórios de advogados em gabinetes sensíveis, senão mesmo secretários de Estado escolhidos por grupos, basta olharem com cuidado para o governo de Passos Coelho.

Os governos não são centros de emprego onde deve respeitar-se o princípio da igualdade no acesso dos cidadãos aos cargos governamentais. O primeiro-ministro, os ministros e secretários de Estado escolhem quem bem entenderem, se escolherem incompetentes, irresponsáveis ou corruptos sofrerão as consequências nas eleições, se nada de grave se souber antes.

Ter míni conselhos de ministros familiares merece um sorriso e não parece ser um modelo de republicanismo. Mas se não gosto da escolha dos ministros da Administração Interna e da ministra do Mar não é porque são marido e esposa, não sinto uma especial sobre as duas personagens e não foi o casamento que as melhorou ou piorou.

Mas é bom que toda o PSD se dedique a estas questões, é sinal de que o Centeno fez um bom trabalho e o Rui Rio não tem muito com que se preocupar. Como o PSD tem uma certa mania de salvador da pátria isso significa que podem ser dispensados para a próxima legislatura.

terça-feira, abril 02, 2019

UMA OPOSIÇÃO SEM PROGRAMA


Primeiro andaram um ano a divertirem-se convencidos de que o diabo lhes faria o trabalho, em vez de alternativas fizeram prognósticos desastrosos e antes do jogo, o resultado foi o que se viu, em vez de ir a São Bento o Mafarrico optou por se instalar na São Caetano e no Largo das Caldas.

Abandonados pelo diabo a imaginação escasseou, tiveram de se dedicar a coisas menores, pouco importando que se tratassem de situações resultantes das políticas que adotaram no passado. O grande problema do país passou a ser a linha verde do Metro de Lisboa. Aqueles que agora dizem que os passes sociais é coisa de citadinos, andaram meses preocupados com os que os algarvios, beirões ou transmontanos sofriam quando iam de Metro entre o Rossio e a Praça de Alvalade.

O Metro lá superou as maldades que lhe fizeram e foi a Catarina Martins que encontrou um argumento fundamental na crítica às políticas de Mário Centeno, era tudo culpa das cativações. Desta vez a direita optou por ser bipolar, começou por o sucesso económico à austeridade, sugerindo que Centeno era aluno do Gaspar, ao mesmo tempo descobriu que quem morria de pneumonia teria sobrevivido se não houvessem cativações.

Mas o diabo apareceu mesmo e veio trazendo o fogo do inferno, Passos exultou e até começou a sonhar com mortos e se as vítimas dos incêndios não podiam ser atribuídas ao governo, então alguém teria de se suicidar porque o governo não os ajudou e surgiram logo mortos e feridos. A teoria da culpa das cativações evoluiu para a teses da ausência do Estado, por causa do Centeno o Estado falhava. A tese até teve honras de apoio presidencial.

Sem mais desgraças alguém reparou que no executivo havia um casal a que se juntavam um assessor e uma chefe de gabinete, descobriram logo que o governo em vez de ter tomado posse em Belém tinha-o feito numa repartição do Registo Civil. Os jornalistas do Observador deixaram de  ler a comunicação social estrangeira para ver o que se podia copiar, agora era necessário encontrar primos até ao terceiro grau, tarefa penosa num ais em que quase todos são Silvas, Pereiras ou Costas.

Cansaram-se depressa, esperemos para ver como é que a direita vai esconder que não têm propostas a fazer ao país, ficaram bloqueados com as políticas da extrema-direita chique e não conseguiram propor um programa diferente do de Passos Coelho.

segunda-feira, abril 01, 2019

MEDALHAS


Alguém do Ministério Público veio a público pedir desculpas à família pelo que fizeram de mal ao Dr. João Vasconcelos, ex-secretário de Estado que se demitiu na sequência de um processo manhoso e que morreu recentemente? É claro que não, até porque segundo os nossos justiceiros de pacotilha ao ter sido arquivado o processo a justiça correu o seu curso e ilibou um inocente.

Mas a verdade é que para o comum do cidadão, que acredita na bondade das nossas autoridades, o João Vasconcelos era um malandro que se demitiu por suspeitas de corrupção por ter ido comer e beber e ver a bola a Paris à conta da GALP a troco de sabe Deus o quê. Viu a sua carreira interrompida com um processo meramente difamatório e acabou por falecer em circunstâncias que nos deixam um nó na garganta.

Entretanto, faleceu um tal Zeca Mendonça que percebo agora que era íntimo de muitos líderes do PSD, mas que eu só conhecia ou lhe dava relevância política desde que se tornou famoso por ter pontapeado um  jornalistas inconveniente que se lembrou de incomoda Passos Coelho com perguntas a que este não quereria responder.

Não tenho nada contra o Zeca Mendonça ainda que não seja um grande apreciador da ponteira dos sapatos dos assessores dos líderes do PSD. Mas fico a pensar com os meus botões para que servirão as condecorações nacionais ou que é que torna as pessoas dignas de reconhecimento público.

Será que os assessores do Jerónimo de Sousa da Assunção Cristas, do António Costa ou da Catarina Martins terão um estatuto merecedor de condecorações em caso de falecimento ou as medalhas são preferencialmente para o pessoal do PSD.

sexta-feira, fevereiro 22, 2019

OS LODEN ESTÃO DE VOLTA



Toda a direita estava animada, falhada a tentativa de eleger Soares Carneiro renasceu a esperança com a candidatura de Freitas do Amaral, PSD e CDS estavam de novo unidos unidos e assim se mantiveram até Cavaco ter deixado o Freitas a pagar as dívidas da campanha com os seus pareceres maçados pelos pingos de suor. 

A direita unida seguiu os velhos tiques portugueses, desataram a imitar o chefe. Na Igreja a voz das homilias parece ser sempre a mesma, no PCP todos tinham o sotaque da Checoslováquia e na direita portuguesa a identidade foi conseguida usando o loden, um hábito de Freitas do Amaral. De um dia para todo não havia gato pingado do PSD ou do CDS que não enfrentasse o frio com um lod verde. Freitas perdeu e austríacos ainda hoje de se devem estar a interrogar sobre a razão de terem vendido tantos a Portugal naquele anho e porque nunca mais os venderam.

Os loden acabaram por ficar fora de moda, aqui ou acolá aparece alguém que os usa, uns mais novos e outros com ar coçado. Quando vi as primeiras imagens do enfermeiro que em direto e inspirado na linguagem do DAESH declarou que estava ali um mártir, ainda que nada nos levasse a crer que o pneu abdominal fosse um cinto explosivo, foi-me impossível não reparar que o homem  enfrentava o frio no jardim de Belém com um velho loden, com ar de já ter feito muitas campanhas.

Esperemos que a onda de solidariedade não se alargue e da mesma forma que nos passado todos compraram um loden, agora ainda corremos um sério de risco de vermos todos os que têm pneus abdominais decidirem juntar-se ao enfermeiro para se martirizarem durante uns tempos, fazendo explodir os quilinhos de gordura em excesso. Algo que não seria má ideia para o Carlos Silva, líder da UGT. Até pode ser que Marcelo, que prometeu oferecer acompanhamento médio, se lembre de contratar o Talon ou mesmo a camarada Isabel do Carmo que pode usar os seus conhecimentos de explosões e de nutricionismo para melhor lhes fazer explodir o toucinhito em excesso. 


Será que Marcelo ainda tem o seu velho lod e um dia destes veste-o para ir fazer companhia ao sem abrigo de Belém, num banco de pedra, do lado oposto da rotunda onde está um com a inscrição “aqui nasceu o Belenenses”? Agora teremos de fazer uma inscrição no banco informando que “aqui morreu um mártir que vestia um loden”.

quarta-feira, fevereiro 20, 2019

SALÁRIO MÍNIMO OU SALÁRIO MAIS BAIXO


Rui Rio defende que o salário mínimo deve ser igual para todos, uma declaração com a qual temos de concordar, mas que tem um pequeno senão, revela um político manhoso que joga com as palavras e está usando a ignorância de alguns eleitores para ganhar votos fáceis.

No PSD há muita gente que tem por profissão político ou funcionário do partido e, portanto, é possível estabelecer qual o salário mais baixo pratica neste partido. Seguindo a lógica intelectual do merceeiro do PSD podemos identificar qual o salário mínimo praticado no PSD. Será que Rui Rio vai tornar esse dado público e voltar a defender que o salário mínimo deve ser igual para todos. É bem provável que tivesse ainda mais votos e se aplicasse esta regra a empresas estrangeiras instaladas em Portugal, então seria um verdadeiro regabofe.

Passos Coelho assentou a sua perseguição aos funcionários públicos numa falsidade, comparou a média de ordenados no Estado com os do setor privado e concluiu que no Estado ganhava-se mais. É lógico, a mesma conclusão teria um estudo que comparasse o Hospital da Luz com uma empresa de segurança ou de limpeza, quando se comparam organizações que exigem qualificações diferentes é óbvio que as que exigem maiores qualificações pagam mais.

Se Rui Rio fosse intelectualmente honesto teria de defender que para categorias idênticas os ordenados devem ser iguais. Assim, comparar-se-ia categoria profissional a categoria profissional, isto é, retinha-se o salário da categoria pior remunerada no Estado e proceder-se ia à comparação da remuneração praticada no setor privado para esta categoria. Só que se for por este caminho Rui Rio vai ter um problema grande, que é a disparidade de remunerações e de modalidades de remuneração entre o Estado e o setor privado.

Para que o debate político fosse sério não seria mau se Rui Rio fosse mais honesto na forma como usa as palavras, não invocando os valores éticos apenas quando lhe dá jeito.

quinta-feira, fevereiro 14, 2019

DE QUE LADO ESTÁ O RUI RIO?

Da última vez que o PS esteve no governo o Cavalo de Tróia da direita para o assalto ao poder foi o ensino e tal como agora assistimos a um acordo tácito entre direita, setor privado, corporações e sindicatos. O Mário Nogueira queria ajudar a derrubar um governo que lhe tinha cortado no número de professores em funções sindicais e as escolas privadas queriam continuar a aceder a subsídios. 

Agora assistimos a mais do mesmo e como os problemas dos professores já perderam a capacidade de mobilização atacam outro pilar do estado social, o Serviço Nacional de Saúde. No passado os professores do setor privado, com condições piores do que os do setor público ficaram em silêncio, agora assistimos ao mesmo, os sindicatos (e agora a Ordem que está ao serviço do Passos Coelho e do seu diabo) só atacam no setor público.

Mas desta vez o ataque está sendo bem mais violento e já não se trata apenas de aumentar subsídios para o setor privado, agora ataca-se o SNS em toda a linha e até o boicote à ADSE, como forma de ameaçar o SNS de colapso está sendo usado. Temos a bastonária extremista dos enfermeiros, os sindicatos, o bastonário dos médicos, as empresas do setor privado, todas concertadas para atacar o SNS. Até o palerma da UGT parece querer uma pequena fatia de protagonismo num sinal de que a ala do PSD naquela central se está a mexer.

Empresas, bastonária, TSD, PCP, UGT e grupos corporativos estão todos unidos para distribuir o pouco que se poupou no Estado antes que se apague. Vale de tudo e basta ver os milhões que estão em causa na ADSE para percebermos que os grupos privados da saúde terão muito a ganhar financiando greves feitas para destruir o Estado e forçar este a reencaminhar os seus doentes para o setor privado, pagando o que estes exigem.

Começa a ser tempo de Rui Rio e do seu PSD tomar posição e assumir de que lado está em relação às reivindicações, ao financiamento secreto de greves que visam destruir o SNS, à chantagem sobre a ADSE e sobre o SNS e a todos os fatos estranhos que estão ocorrendo. De que lado está Rui Rio, do lado do país ou do lado dos que não se cansam de tentar fazer com que o diabo venha?

quinta-feira, fevereiro 07, 2019

O DIABO VEM DE BATA


Há muito que se sabe que a bastonária da Ordem dos Enfermeiros está usando a sua posição para repetir com este governo aquilo a que já assistimos em governos anteriores com outros grupos profissionais. Como os enfermeiros podem fazer chantagem com o governo pondo em perigo a vida dos portugueses e ameaçando o país com a destruição do SNS a enfermeira amiga de Passos Coelho pode tentar derrubar o governo.

O único problema da guerrilheira da extrema-direita chique estaria na perda de rendimentos por parte dos enfermeiros. Paralisar os bancos de cirurgia com uma greve de poucos enfermeiros e pagar o ordenado destes com doações. Não falta no setor privado da saúde quem esteja interessando em conseguir uma fatia maior do negócio das cirurgias e descredibilizar o SNS. Uma doação pública era demasiado perigosa, mas a solução estava na Net, a troco de uma comissão a uma página de crowdfunda é garantido o anonimato dos doadores.

O setor privado apostado em governos que odeiam o SNS matam dois coelhos com uma cajadada, financiam uma greve que lhes trás clientes que lhes pagarão o que gastaram para financiar a greve. Ao mesmo tempo derrubam um governo que protege o SNS. Tudo estava pensado, era uma questão de tempo, esperou-se pelo anos das eleições, pedia-se o impossível e ou o governo dava aos enfermeiros um estatuto igual ao dos médicos ou o país era metido de pernas para o ar.

Não é a primeira vez que a extrema-direita chique aposta na morte de portugueses, Passos Coelho ficou tão excitado quando numa visita a Pedrógão lhe disseram que algumas vítimas dos incêndios se tinham suicidado que não se conteve e deu a notícia sem qualquer pudor. Passos Coelho e os seus, onde está a enfermeira dessa ordem absurda que é a Ordem dos Enfermeiros, nunca escondeu que confiava no diabo.

Agora percebe-se que o diabo vem com Fátima de enfermeiro, resta aos portugueses perceberem o que está em causa e saírem em nome da democracia e do SNS.


terça-feira, fevereiro 05, 2019

O REGIME INDEFENSÁVEL

Apoie-se ou não a oposição do regime venezuelano, concorde-se ou não com as suas críticas, associemo-nos ou não às posições da EU ou dos EUA, é cada vez mais óbvio que o regime de Maduro é indefensável. Antes de mais porque é um regime, emanou da democracia, teve na sua génese eleições ganhar por Chavez, mas há muito que as regras democráticas estão dando lugar a regras típicas do autoritarismo.

É um regime indefensável porque assenta no autoritarismo, na força dos militares, na intimidação e na alteração contínua das regras para converter o que foi um dos países mais democráticos da América Latina em mais uma ditadura. Mas não se limita a ser cada vez mais autoritário, é um regime de gente incompetente, que esbanja os recursos do país e que neste momento é incapaz de assegurar o mínimo de qualidade de vida aos cidadãos, a não ser aos militares e aos que suportam o poder.

Enquanto o petróleo esteve em alta o regime escondeu a incompetência, com os preços em baixa só se vê miséria. Faltam medicamentos, hospitais que colapsaram, fome, pobreza generalizada. Não vale a pena o Maduro queixar-se de que há mil milhões de euros congelados em Portugal ou noutro país, muito mais do que isso estava em contas escondidas no BES e a fome já atingia a maioria dos venezuelanos.

Podem defender o regime porque a riqueza do país poderia ajudar Cuba a sobreviver, podem querer dizer-nos que a Venezuela só não é mais um paraíso porque é boicotada pelos imperialistas, mas a verdade é cada vez mais óbvia e a tacanhez apenas vai levar ao conflito e muito provavelmente a mais um regime autoritário de direita, é desta forma que muito provavelmente vai terminar a aventura política do imbecil do Maduro.

É urgente que o Maduro caia porque estamos fartos de visionários que querem levar os seus países e os seus povos com eles. O ditador venezuelano não tem futuro e há muito que se limita a prestar uma preciosa ajuda aos que diz combater. Chega de ameaças, de miséria, de sofrimento humano, chega de Maduro.

quinta-feira, janeiro 31, 2019

OS BONS E OS MAUS


Desde que consta que a extrema-direita se infiltrou nas forças de segurança que há quem queira transformar as polícias em modelos de virtudes, sendo uma manifestação antinacional a mais pequena crítica à atuação das forças policiais. Se um ministro questiona a colocação se fotos nas redes sociais tiradas por agentes policiais em desrespeito dos direitos de um qualquer detido, como sucedeu recentemente, insinua-se que o ministro está do lado dos bandidos, em vez de estar do lado dos bons.

Esta separação entre os bons, os que combatem o crime, e os maus os que cometem o crime, está a ganhar uma nova dimensão, nos bons estão todos os polícias independentemente dos métodos e todos os que de forma militante e incondicional os apoiam, do lado dos maus estão todos os criminosos mais os que ousem questionar se um criminosos perde acesso a qualquer tipo de direitos, pouco importando se são direitos humanos ou constitucionais.

Macis grave ainda, quem critique as polícias ou proteste contra os seus abusos perde o direito à segurança porque não pode pedir ajuda aos mesmos polícias que criticou, como se as polícias fossem associações sem fins lucrativos financiadas por cidadãos bons e que apoiam incondicionalmente aquilo que eles consideram estar do lado dos bons. Quem for bom tem direito aos serviços prestados pelas polícias, quem estiver do lado dos maus perde esse e muitos mais direitos.

Segundo esta lógica quem ouse criticar o SNS deverá ser proibido de entrar num centro de saúde ou de ser consultado numa urgência, em caso de acidente grave terá de pedir uma ambulância privada e seguir para um hospital privado. Quem criticar a competência da corporação de bombeiros da sua localidade já sabe, em caso de incêndio esqueça o telefone e agarre-se ao balde.

O país está a ficar idiota e o mais grave é que são muitos os poucos que se batem contra esta idiotice coletiva que está transformando maus políticas, maus juízes, maus políticos em modelos de virtudes.

segunda-feira, janeiro 28, 2019

FILHOS DA PUTA


É impossível que a CGD tenha concedido créditos de centenas de milhões de euros sem quaisquer garantias e que isso apenas fosse do conhecimento dos administradores de honestidade duvidosa que os concederam. Nem quadros do interior do banco, nem auditores externos, nem os ministros das Finanças, nem sequer o Banco de Portugal? Ninguém acredita que um grande banco público tenha sido conduzido à beira da falência depois de esbanjar milhares de milhões de euros sem que ninguém tivesse reparado.

O que é evidente em relação à CGD também é evidente em relação a todos os bancos que foram à falências ou estiveram à beira disso. Ninguém viu por uma razão muitos simples, a banca deu de ganhar a muita gente, altos quadros do Estado tinham na banca o emprego seguro para os filhos, os políticos tinham na banca promessas de carreiras bem remuneradas quando deixassem a política.

Enquanto empresas e cidadãos eram espremidos pela banca sempre que precisavam de um crédito ou da prestação de serviços, havia umas centenas de pessoas que tinham todas as facilidades e beneficiavam das vantagens do acesso fácil ao dinheiro barato do BCE. Os bancos tinham lucros e todos os seus quadros recebiam prémios, os amigos tinham facilidades, havia milhões para jogos na bolsa e compras de casas de luxo no Algarve.

Na hora da verdade todos desapareceram, eram como o Carlos Costa que no BCP tinha o pelouro das relações internacionais mas não sabia de nada, até foi promovido a governador do Banco de Portugal, tal como um outro distraído, um tal Vítor Constâncio, foi enriquecer para o BCE.

O que se passou na banca foi uma pilhagem coletiva onde desde os chefes das agências aos altos responsáveis do regulador estiveram envolvidos. Esta pilhagem foi um dos maiores atentados à economia do país em toda a sua história e lamentavelmente vai ficar impune.

sexta-feira, janeiro 25, 2019

E SE NÃO TIVESSE OCORRIDO A CRISE DAS DÍVIDAS SOBERANAS

Se não tivesse ocorrido a crise das dívidas soberanas que levou o país a pedir ajuda Às instituições financeiras internacionais, é muito provável que neste momento a situação do país seria bem mais trágica do que aquela que resultou dos efeitos do memorando com a Troika, efeito largamente agravados por gente irresponsável, como Vítor Gaspar, Passos Coelho ou Maria Luís Albuquerque.

Hoje é óbvio que os grandes bancos portugueses estavam à beira da falência e que sem qualquer ajuda pública iriam cair um a seguir ao outro, como se fossem peças de dominó, nem mesmo a CGD escaparia ao desastre pois o país não estaria em condições para um resgaste de um banco das suas dimensões. 

Foi o resgate da Troika que permitiu antecipar a situação dos bancos, dando-lhes balões de oxigénio que evitaram uma desgraça maior. Mesmo assim vimos desaparecer o BES, o BPP e o BANIF. Sem esta intervenção era uma questão de tempo para que o BES, o BCP ou a CGD entrassem em rota de falência, provocando a falência de todo o sistema financeiro.

Uma falência generalizada dos bancos teria consequências bem mais graves do que as dificuldades de acesso ao mercado financeiro por parte doo Estado. Daqui resultam dificuldades para o Estado, o que obrigou a um corte nas suas despesas. Mas uma situação de bancarrota de todo o sistema financeiro a desgraça teria dimensões catastróficas.

De um dia para o outros cidadãos e empresas perderiam os seus depósitos, a maioria das empresas não teria capacidade de sobreviver dada a sua dependência da banca, os exportadores deixariam de ter capacidade para financiarem as exportações, o crédito ao consumo paralisaria. Seria o colapso de toda a economia.

Dedicaremos o próximo post aos responsáveis por este atentado contra Portugal, gente responsável por mais de duas décadas perdidas, que transformaram a banca numa imensa máquina de enriquecimento pessoal. Como é lógico esse post terá por título “Os filhos da puta” pois não há outro nome que consiga caracterizar tão bem o caráter dessa gente.

quarta-feira, janeiro 23, 2019

DO POLITICAMENTE CORRETO AO IDEOLÓGICAMEENTE CERTO


O politicamente correto tornou-se numa ditadura interior vivida e imposta a si próprio por cada cidadão, passamos a viver numa bipolaridade de pensamento, divididos entre o que pensamos e o que podemos expressar em público depois de aplicar um filtro daquilo que alguns consideram inaceitável. Deixámos de ser em público aquilo que somos e queremos ser, para sermos aquilo que alguns títeres esclarecidos consideram que podemos ou devemos ser.

Jornalistas, opinion makers, supostos intelectuais e outra gente da melhor igualha da nossa sociedade transformaram-se numa espécie associação secreta do lápis azul. Tal como Pinochet, Salazar, Franco e muitos outros ditadores, definiram aquilo que deve ser o padrão de pensamento a que devemos obedecer sob pena de sermos olhados de lado ou mesmo achincalhados em público.

Ao politicamente correto que nos controla a vida a título individual, parece juntar-se uma espécie de ideologicamente correto que parametriza o debate político e os processos de decisão a nível nacional. Deixamos de avaliar ideias segundo os nossos valores, na perspetiva da viabilidade e sustentabilidade, com preocupações em relação ao seu impacto no futuro. Tudo é filtrado pelo ideologicamente correto e deixamos de ter direito ao pensamento político.

Os grandes pensadores deste ideologicamente correto são personalidades como Loução, um trotskista que adotou poses de bispo e fala como se fosse o cardeal patriarca da política e da economia portuguesa, o que sai da sua boca cheira a “palavra do Senhor”. Catarina Martins, Mariana Mortágua e outros, seguem-lhe as pisadas. Mas não é um exclusivo da esquerda, também a direita tem o seu ideologicamente correto, basta lembrar muitas das medidas decididas por Passos Coelho para se perceber que uma boa parte deles resultava mais dos seus valores ideológicos do que da situação financeira.

Não podemos discutir o problema da violência e da marginalidade porque é racismo, devemos aumentar as pensões dos que nunca descontaram e cortar nas pensões mais altas que muito provavelmente são as únicas sustentáveis, devemos aumentar os ordenados mais baixos à custa dos médios ou mais alto pouco importando que estejamos a convidar os mais qualificados a emigrar, o SNS deve ser absolutamente gratuito e tão bom como os melhores não importando que os que mais pagam em impostos acabem por serem os que a ele menos recorrem.

Uma boa parte das decisões debatidas em público assentam em preconceitos ideológicos, para a direita são boas porque são medidas de direita, para a esquerda não melhores porque são medidas de esquerda. Para a direita há chavões como o do mercado, na esquerda há quem fale em “política nacional de esquerda”.

quinta-feira, janeiro 17, 2019

PRENDERAM O ROBIN DOS BOSQUES DA JUSTIÇA


Andamos há muitos meses a assistir a uma novela que poderia chamar-se “O Robin dos Bosques da Justiça portuguesa”, um assaltante justiceiro muito original já que enquanto o inglês era o inimigo número um do Xerife de Nottingham, o nosso Robinzinho parecia ser muito apreciado pela justiça.

Nalgumas estações de televisão, onde muitos advogados optam por acompanhar os processos já que dá mais trabalho ir aos departamentos da justiça. Principalmente quando ainda estão em segredo de justiça, o Robin dos computadores era muito apreciado. Muitos jornalistas deste país não se cansavam de justificar a impunidade do seu Robin, já que graças a ele se podia apanhar tudo o que era criminoso.

Já que em democracia há limites aos poderes policiais e estes são condicionados e controlados para evitar abusos, dava muito jeito haver alguém que não respeitasse quaisquer regras ou direitos constitucionais, obtendo provas que depois caberia à justiça ir verificar. Foi assim que foram abertos vários inquéritos, com base nos quais se promoveu a técnica do arrastão, daí resultando mais processos.

Na hora de justificar a ineficácia nas supostas tentativa de acabar com a carreira criminosa do Robin os nossos xerifes justificavam que entrar em computadores alheios era um crime menor. Mas parece que, afinal, há crimes maiores e lá prenderam o rapazola. Enfim, coincidência ou não parece que a invasão da PMLJ levou ao fim da carreira do mariola.

terça-feira, janeiro 15, 2019

MAS QUE GRANDES OPOSITORES!



Quem ouviu as críticas de Montenegro a Rui Rio a propósito da forma como o atual líder do PSD faz oposição ao governo de António Costa, não pode deixar de se lembrar que o atual líder do PSD foi eleito em meados de janeiro de 2017 e a sua direção foi escolhida no congresso realizado um mês depois. Isto significa que até Fevereiro de 2018 o líder do PSD foi Passos Coelho e durante mais de um ano, Monetenegro só abandonou o parlamento em fevereiro de 2018, tendo sido líder parlamentar do PSD durante até julho de 2017.

MAS qual foi o estilo de oposição de Passos Coelho com Montenegro e Hugo Soares como líderes parlamentares do PSD? Foram muito aguerridos, fizeram propostas, discutiram as soluções do Governo?

A resposta e as imagens que ficam desse período é a do trio maravilha rir até às lágrimas, numa sessão encenada para desvalorizar Mário Centeno na sua ida ao Parlamento, a recusa em debater o OE 2016 e a encenação da reunião das cortes de Albergaria-a-Velha onde foi apresentado o OE 2017 de uma espécie de governo no exílio e a invenção de vários mortos e feridos devido a suicídios e tentativas de suicídio durante os incêndios de Pedrógão Grande.

Quando as hostes do PSD estavam preocupadas com a ausência de oposição da liderança de Passos Coelho o agora destemido Montenegro não ficou nervoso e muito menos empertigado, bastou-lhe a promessa de que o diabo chegaria no mês de agosto., Só que o diabo não apareceu e o diabrete do Montenegro, que entretanto tinha abandonado a liderança parlamentar um mês antes da viagem agendada pelo mafarrico, ficou calado.

Montenegro, Hugo Soares, Paula Teixeira da Cruz, Luís Montenegro e muitos outros que agora estão preocupados com o PSD, andaram um ano a divertir-se contando que o diabo viesse, a oposição que fizeram foi apostar na desgraça do país, pelo que consideraram que o melhor era esperar pela vinda do belzebu que os levaria ao poder ao colo da Troika. Enfim, esta gente não vale mesmo nada e ainda bem que o país se livrou deles, agora é a vez do QUE resta do PSD liberto da extrema-direita chique acabar com o processo de higienização iniciado nas legislativas de 2015.

Por fim, vale a pena lembrar que Montenegro era contra as diretas, parece que mudou de opinião:

“Creio que o PSD não precisa de legitimar as suas lideranças por essa via. Não há no panorama político e partidário português essa tradição e a experiência que houve no Partido Socialista foi um perfeito fracasso”

segunda-feira, janeiro 14, 2019

OS COLETES LARANJAS SAÍRAM À RUA

Depois do fracasso da manifestação da extrema-direita rasca que foram ao Marquês com coletes amarelos, foi a vez da extrema-direita chique se manifestar com os seus coletes laranja, só que sendo gente mais fina em vez de terem escolhido a rua optaram por se manifestar na São Caetano à Lapa e no Palácio de Belém.

A verdade é que o líder dos coletes laranjas só não ficou a falar sozinho porque o Marcelo achou que um pedido de audiência do advogado das autarquias de Espinho e Vagos merecia prioridade, merecendo o líder dos coletes laranja um tratamento protocolar ao nível do líder do maior partido da oposição.

Não sabemos o que o colete laranja a Marcelo, sabemos apenas o que com ares de galo-da-Índia disse aos portugueses que não fizeram zapping por distração ou porque tiveram pachorra para o ouvir. O que a pobre personagem veio dizer corresponde a um dito popular muito conhecido, que quem não chora não mama. Montenegro veio chorar porque há muita gente da extrema-direita chique de Passos Coelho que anda a passar mal.

Nunca imaginaram que Costa conseguiria aquilo a que julgando ser uma brincadeira designara de geringonça, os que não tinha lugar parlamentar ficaram a ver navios, até o pobre Passos Coelho teve de desenrascar a dar umas aulinhas a título de favor, porque desta vez nem o Ângelo Correia se chegou à frente. Com as eleições europeias à porta era a ocasião para se manifestarem, até porque num cenário de uma maioria absoluta do PS ficarão condenados a ter de mudar de ramo.

Tal com a manifestação dos amarelos a dos laranjas foi um falhanço, não têm ideias, não têm projeto, apenas querem derrubar quem está no governo ou no PSD.

sexta-feira, janeiro 11, 2019

UM MONTE DE CACA

Enquanto Passos Coelho permaneceu na liderança do PSD este partido foi caindo nas sondagens, o ex-líder, tal como o Montenegro e montes de apoiantes da liderança da extrema chique, andou um ano a aguardar a vinda do diabo. O diabo não veio e de forma cobarde os apoiantes de Passos Coelho preferiram retirar-se.

Fosse qual fosse o resultado eleitoral da liderança de Rui Rio seria sempre desastroso para um PSD cujos militantes se habituaram às mordomias do poder. A seguir às legislativas a extrema-direita chique estaria de regresso para derrubar Rui Rio. Um governo minoritário ou uma nova geringonça seria sempre um governo vulnerável e havia a esperança de regressarem ao poder segundo a fórmula habitual do PSD desde Durão Barroso, em situação de crise política e com a ajuda da esquerda conservadora.

Mas um cenário de maioria absoluta do PS deitaria por terra todas as esperanças, mais cinco anos de estabilidade política, de relações normais e cooperantes entre órgãos institucionais seriam um desastre, até porque em Portugal o crescimento económico e a estabilidade andam de mãos dadas, seriam demais para esta geração. Por este andar Passos Coelho ainda chega a reitor sem ter a oportunidade de voltar ao governo.

É necessário impedir uma maioria absoluta do PS a qualquer custo e é isso que obrigou Montenegro a sair do conforto da sua toca, ele sabe que é um morto vivo da política portuguesa que será devidamente cremado no dia em que o PS tiver uma maioria absoluta. A sua decisão de tentar derrubar Rui Rio nada tem que ver com os interesses do país ou do PSD, é o desespero de quem vê na instabilidade política e na desgraça coletiva a única forma de ter valor.

Compreende-se o desespero, esta gente da extrema-direita fina não passa de um monte de caca e precisam do acesso ao poder para viverem à custa do dinheiro dos contribuintes. Estamos perante um verdadeiro monte de desespero.