segunda-feira, fevereiro 09, 2026

1.729.371 VOTOS

 


Um milhão, setecentos e vinte e nome mil e trezentos e setenta e um portugueses votaram no André Ventura para o cargo de Presidente da República. Não foi presidente de uma junta de freguesia, de uma câmara municipal ou mesmo do Governo, foi para Presidente da República. Mais de 33% dos portugueses votaram em André Ventura, mais dos que os que votaram em qualquer partido nas últimas eleições, aliás, mais do que em qualquer partido nas duas últimas legislativas.

Mais de 300 mil portugueses votaram pela primeira vez num candidato do CHEGA levando a que este partido tenha expectativas de chegar a um patamar eleitoral nas próximas eleições legislativas.

Estão reunidas as condições perfeitas para uma grande tempestade política, um PR a quem alguém no passado chamava de Totó Inseguro e esse “alguém” não foi qualquer político. O PS é liderado por um secretário-geral que pouco mais vale do que um tostão furado e que chegou a secretário-Geral da mesma forma que o Seguro chega a PR, graças à cobardia e oportunismo de uma casta dirigente do PS que só se chega a frente quando cheira a palha.

E à direita o melhor que o PSD arranjou foi o Ganda Noia, um político que durante anos foi o “garganta funda” da vida política portuguesa, alimentando as suas intervenções políticas semanais na TV com fugas de informação que convinham aos sucessivos governos. Mais à direita surge um moço bonito que entrava muito bem num papel de uma telenovela brasileira e um almirante que falava como um sargente cozinheiro e que cada vez que abria a boca ou entrava mosca ou saiam 5% das intenções de voto.

E agora?

Agora voltaremos ao mesmo, depois de termos um Marcelo que durante dois mandatos, isto é, 10 anos, se dedicou a desvalorizar os partidos, mais parecendo um velho professor primário a distribuir palmatoadas pelos líderes do PS e do PSD com a famosa “menina dos oito olhinhos”. Teremos um Totó Inseguro, com o poder eleitoral que resulta de ser o Presidente da República que teve mais votos em democracia, destruindo o governo numa tentativa de ressuscitar um PS que se suicidou e foi tão competente na tentativa de suicídio, como na governação do António Costa, não morreu, mas ficou moribundo.