sábado, junho 23, 2018

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Arménio Santos, líder da CGTP

Ao dizer a empregados de limpeza que sem eles o país não funcionava até parece que Arménio Santos está promovendo esse pessoal. Mas não é bem assim, o que o líder da CGTP está dizendo é precisamente o contrário, ditá dizendo que apesar de ... sem eles o país ficava cheio de sujidade e não funcionava. Enfim, digamos que o elogio do líder da CGTP é um bocadinho imbecil.

«Vieram do Porto, da Figueira da Foz, de Aveiro e de várias zonas de Lisboa, trabalham nas limpezas em hospitais ou centros comerciais. “As minha colegas são quatro para limpar um edifício e eu estou sozinha a limpar um”, diz Maria do Céu Jesus, que veio do Norte, e se queixa da sobrecarga de trabalho e do baixo salário que tem pelas 8 horas diárias que faz — ganha cerca de 580 euros. “Não temos condições. Para quem trabalha em laboratórios como eu, lido com ácidos e agulhas... mas a empresa não se responsabiliza.”

Horários repartidos, descontos no salário por causa de atrasos de minutos, desrespeito pela compensação por trabalho ao domingo: as queixas são várias e foram suficientes para levar nesta sexta-feira muitos trabalhores de limpeza à rua.  “No contrato está uma coisa e eles não cumprem”, acusa a dirigente sindical Manuela Mendonça com o seu colete de piquete de greve.

Centenas de pessoas estiveram em protesto com a palavra de ordem “patrão, escuta, estamos em luta!”

Desceram a Avenida da Liberdade em direcção à sede da Associação Portuguesa de Facility Services (APFS) para reivindicar melhores condições de trabalho, nomeadamente a subida do salário mínimo e do subsídio de alimentação de 1,80 euros por dia para 5 euros.» [Público]

      
 O Proença é que paga
   
«Com o julgamento da Operação Fizz quase a chegar ao fim, a procuradora que representa o Ministério Público neste caso anunciou, durante as alegações finais desta sexta-feira, a sua intenção de mandar extrair uma certidão do processo. Ou seja, mesmo que os juízes resolvam absolver os arguidos o caso pode não ficar por aqui e dar origem a novos julgamentos.

“Vou pedir a extracção de certidão” relativamente a “pessoas citadas neste julgamento”, disse a procuradora.

A extracção das certidões visa o banqueiro angolano Carlos Silva e o advogado português Proença de Carvalho que, segundo Orlando Figueira, intermediou, a certa altura, relações laborais entre o magistrado e o banqueiro.

Em causa poderá estar o papel dúbio desempenhado pelo banqueiro angolano Carlos Silva em todo o processo que envolveu a contratação do hoje arguido Orlando Figueira. Ouvido em tribunal na qualidade de testemunha, o banqueiro disse e repetiu que nunca contratou o antigo magistrado, e muito menos lhe pagou dinheiro para este encobrir supostos crimes de branqueamento de capitais do ex-vice-presidente de Angola Manuel Vicente. Mas este arguido garante que Carlos Silva lhe prometeu realmente emprego, tendo chegado a contratá-lo para trabalhar em Luanda – muito embora negue qualquer tentativa de corrupção por parte de Carlos Silva ou de Manuel Vicente.» [Público]
   
Parecer:

Vamos ter Fizz por muito tempo.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 E agora Arménio?
   
«"Efectivamente ontem fechámos um acordo, eu diria histórico, na Altice Portugal porque é um acordo colectivo de trabalho que foi fechado com a esmagadora maioria das estruturas sindicais, praticamente todas as estruturas sindicais representativas dos colaboradores da Altice Portugal", afirmou Alexandre Fonseca.

Este responsável falava na Covilhã, distrito de Castelo Branco, onde hoje realizou uma visita de trabalho, acção integrada num conjunto de iniciativas que está a levar a cabo na Beira Interior e que também incluem, no dia de hoje, visitas à Guarda e a Viseu.

Na Covilhã começou por reunir com trabalhadores do Data Center que a empresa tem naquela cidade, tendo depois, em declarações aos jornalistas, anunciando que o novo acordo colectivo de trabalho engloba aumentos salariais médios de 1%, mas que para os trabalhadores com ordenados mais baixos o aumento começa nos 4%.» [Público]
   
Parecer:

aguardemos pela reação da CGTP ao acordo entre sindicatos e Altice.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

sexta-feira, junho 22, 2018

DEIXEMO-NOS DE DEMAGOGIA

O PCP colocou outdoors a defender que a “saúde é um direito, não é um negócio” e agora é a vez do BE vir a reboque com o deputado e dirigente Moisés Ferreira a declarar "O Bloco de Esquerda lança o repto: este é o momento para ter coragem. É tempo de instituir a Saúde como um direito e fechar a porta aos que querem fazer da saúde um negócio".

Isto não passa de pura demagogia, como não é também demagogia pura e dura dizer que "Se não falta dinheiro para acorrer a bancos ou para sustentar o negócio dos grupos económicos na saúde, então, por maioria de razão, não poderá faltar dinheiro para construir um SNS que garanta todos os cuidados de saúde a todas as pessoas".

Segundo esta lógica teremos de dizer que “a alimentação não é um negócio, é um direito”, que a habitação, o ensino, a energia, a higiene e quase tudo o mais são direitos. Com alguma criatividade o transporte e, por tanto, ter carro também é um direito, da mesma forma que as férias também podem ser incluídas no pacote dos direitos que por o serem não devem ser negócios.

O que pretende o deputado? Que para a semana encerrem todos os hospitais privados e todos os sistemas privados de saúde, dos seguros à ADSE, para que todos os portugueses sejam dirigidos para as urgências e os serviços de saúde? Sejamos honestos, sem os privados o SNS sofreria um colapso no dia seguinte.

Uma boa parte dos portugueses não recorre ao SNS, muitos nasceram e vão morrer sem que alguma vez tenham médico de família, há mais de trinta anos que pago impostos e até hoje não recebi uma única carta a dizer que este é o seu serviço de saúde e o seu médico de família é fulano de tal. Só em situações d extrema urgência recorro aos serviços de saúde.

A realidade é esta e discutir o problema com baboseira ideológica apenas serve para enganar os portugueses. É bom que o SNS melhore, da mesma forma que desejamos que melhorem as escolas, as estradas e todos os bens e serviços públicos, mas não porque o país teve de enfrentar uma crise financeira e refinanciou os bancos que agora os recursos passaram a ser ilimitados, antes pelo contrário, Portugal está hoje mais pobre.

Sejamos honestos e sérios, deixemos de discutir as soluções num quando mental e ideológico típico da primeira metade do século XX.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
António Mendonça Mendes, SEAF

Convenhamos que a capacidade do secretário de Estado para argumentar não é da melhores, a sua defesa da manutenção dos impostos sobre o combustível teria sido mais rica se o governante percebesse um bocadinho mais de fiscalidade. Defender que não se deve diminuir os impostos porque não se repercute nos preços é pouco.

«A descida do imposto petrolífero, exigida por todos os partidos à exceção do PS, vai representar uma perda de receita para o Estado sem que haja qualquer garantia de que os preços baixem nas bombas. Esta foi a posição defendida pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais no Parlamento. António Mendonça Mendes deu a cara pelo Governo para sublinhar a “oposição” quanto à forma como se está a discutir o tema “desligado do contexto da sustentabilidade das contas públicas e da  sustentabilidade ambiental do país e do planeta”.

O governante defende que a descida do imposto sobre os combustíveis terá como resultado “a perda imediata de receita fiscal sem que haja qualquer garantia da sua integral repercussão no preço de venda ao público dos combustíveis”. E deixa a pergunta:

Porque se quer reduzir a receita fiscal? Não tem um impacto direto no preço dos combustíveis. Porque queremos perder receita sem receber nada?”» [Observador]

 Trump não é um filho da puta

Digamos que é mais um político duro ao estilo Kim.

 O horário ilógico

Num serviço onde se trabalha por turnos, como é o caso dos hospitais, não faz qualquer sentido um horário de sete horas diárias, quando cada turno implica oito horas. Passos Coelho e Paulo Macedo tentaram resolver este problema da pior forma, alteraram o horário de trabalho em todo o Estado sem qualquer negociação ou compensação pelas horas de trabalho adicionais.

O caminho que está a ser seguido na saúde é errado, a solução está em negociar as oito horas, compensando-se a hora diária adicional.

      
 É proibida a pesca com arrasto na justiça
   
«É mais um contratempo na investigação do Ministério Público sobre suspeitas de corrupção envolvendo a EDP, o antigo ministro Manuel Pinho e o patrocínio da elétrica à Universidade de Columbia. O Tribunal da Relação de Lisboa emitiu a 30 de maio um novo acórdão, a que o Expresso teve agora acesso, que veio negar um recurso do Ministério Público no âmbito do Processo 184/12, dando razão a uma decisão do ano passado do juiz de instrução criminal Ivo Rosa.

O acórdão considera que a argumentação do Ministério Público (MP) não procede. O Tribunal da Relação pronunciou-se, desta vez, sobre o recurso do MP face à decisão do juiz Ivo Rosa de invalidar o uso de provas obtidas numa pesquisa aberta no processo que investiga o Banco Espírito Santo (BES).

A 10 de novembro de 2017 o MP tinha determinado a necessidade de os procuradores do processo sobre a EDP realizarem uma pesquisa informática no processo do BES relacionada com os arguidos António Mexia, João Manso Neto e Manuel Pinho e a Universidade de Columbia. Mas a 15 de dezembro a defesa de Mexia e Manso Neto veio pedir ao juiz Ivo Rosa que invalidasse o despacho do MP e tornasse nulas as provas que daí resultassem.

O juiz de instrução criminal acabou por dar razão a António Mexia e João Manso Neto. “Verifica-se que, contrariamente ao referido pelo MP, a decisão em causa não visou apenas a pesquisa de elementos probatórios documentais que se encontram indexados em formato digital, na medida em que não é isso que consta do despacho do MP, mas sim pesquisa informática, sem qualquer especificação quanto ao objeto”, apontou o juiz Ivo Rosa.» [Expresso]
   
Parecer:

à conta dos arrastões do BES e do Marquês o Ministério Público tem informações sobre tudo e mais alguma coisa neste país, uma espécie de Big Brother privativo que dá para indiciar muita gente pondo meio país ao alcance de algumas pessoas.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»
  
 Guerra sem quartel
   
«Depois de ter visto ser-lhe negado o acesso às instalações de Alvalade, a comissão de gestão do Sporting nomeada pela mesa da assembleia geral liderada por Jaime Marta Soares considerou o incidente como um “acto prepotente e autoritário”. E revelou em comunicado que pediu aos bancos que trabalham com o clube para se absterem “de quaisquer operações com o Conselho Directivo suspenso de funções.”

“A comissão de gestão comunicou aos bancos que trabalham com o Sporting Clube de Portugal que se devem abster de quaisquer operações com o Conselho Directivo suspenso de funções, o qual não representa legal e formalmente o Sporting Clube de Portugal. O mesmo se aplica a todas as entidades empresariais ou desportivas que tenham relações de qualquer tipo com o Sporting Clube de Portugal”, pode ler-se num comunicado onde fica também a saber-se que a estrutura liderada por Artur Torres Pereira pretende “tomar as diligências apropriadas para concretizar com celeridade uma auditoria às contas do Sporting.”

Sobre o incidente desta manhã, a comissão de gestão sublinha que se apresentou em Alvalade “para, de pleno direito, exercer a sua actividade no local próprio”. “Essa pretensão foi impedida pelo suspenso Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal, em mais uma violação das recentes decisões judiciais aplicáveis aos órgãos sociais legitima e legalmente reconhecidos como tal”, lê-se no comunicado.» [Público]
   
Parecer:

A oposição faz guerrilha da dura, primeiro tentaram mandar os órgãos de gestão abaixo, a seguir incentivaram os jogadores a rescindir, agora pedem aos bancos que asfixiem financeiramente o clube, tudo para conseguirem tomar conta de Alvalade.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Aguentem...
   
«Os magistrados do Ministério Público não receberam o último mês de salário esta quinta-feira, dia em que é habitual serem pagos os vencimentos. Um conjunto indeterminado de juízes dos tribunais administrativos e fiscais também foram afetados. Uma falha que se deverá a uma “dificuldade em processar salários” devido a um erro informático, mas que não ainda não foi especificada.

O processamento dos salários destes magistrados do MP e judiciais é assegurado pela Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ), — organismo tutelado pelo Ministério da Justiça. Contactado pelo Observador, fonte oficial do Ministério liderado por Francisca Van Dunem confirmou que “houve um erro no processamento dos salários que vai ser resolvido o mais rapidamente possível. O Ministério da Justiça já está a resolver a situação”, informou fonte oficial.  O mesmo foi garantido através de um comunicado emitido às 11h45m pelo Ministério da Justiça.

Ao que o Observador apurou, o responsável máximo da DGAJ, Luís Borges de Freitas, está a prometer aos magistrados do MP que “o pagamento será efetuado ainda hoje [quinta-feira], dependendo a hora da respetiva instituição bancária”. Essa promessa está inscrita num email que o diretor-geral enviou por volta do meio-dia desta quinta-feira aos magistrados coordenadores do MP de todo o país e onde solicita que a informação seja prestada aos procuradores da respetiva comarca. Borges de Freitas faz questão de apresentar “as necessárias desculpas pelos transtornos causados.”» [Observador]
   
Parecer:

A ministra está tramada...
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Muita parra e pouca uva
   
«O Ministério Público considerou esta quinta-feira que ao longo do julgamento do caso Fizz ficou provado que o magistrado Orlando Figueira e o advogado Paulo Blanco cometerem um crime de corrupção — o magistrado na forma passiva (corrompido) e o advogado na forma ativa (corruptor), mas ambos com culpas diferentes. E pediu ao tribunal que lhes aplicasse uma pena de prisão até cinco anos, mas suspensa. Quanto ao empresário Armindo Pires, que representa Manuel Vicente, a procuradora Leonor Machado considerou não haver prova de que tenha cometido qualquer crime.

Em julgamento estão o procurador Orlando Figueira, o advogado Paulo Blanco e o representante legal de Manuel Vicente em Portugal, Armindo Pires, acusados dos crimes de corrupção, falsificação de documento e violação do segredo de justiça. O ex-vice-presidente angolano, que chegou a ser acusado por corrupção ativa no processo, será investigado num processo à parte, que o Tribunal da Relação decidiu entregar às autoridades angolanas. Em causa está o arquivamento de dois processos que Figueira tinha em mãos e em que Vicente era investigado.» [Observador]
   
Parecer:

Depois de tudo aquilo que ouvimos parece que o MP está recuar.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 A mãe é que sabe se é ou não o filho
   
«O busto de Cristiano Ronaldo no Aeroporto da Madeira foi substituído na semana passada por uma outra peça, feita em bronze, e assinada por um escultor espanhol. O novo busto já recebeu a aprovação da mãe de CR7 e do filho mais velho, Cristianinho.

Dolores Aveiro publicou, esta terça-feira, uma fotografia no Instagram onde posa com o neto ao lado do novo busto de CR7.

"Olhem o que eu encontrei", escreveu a matriarca do clã Aveiro.» [DN]
   
Parecer:

Está aprovado.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Cada vez mais pobres
   
«Imagine dois irmãos, com a mesma escolaridade, que têm cinco anos de diferença entre si. O nível de vida que o irmão mais velho tem hoje já não está ao alcance do irmão mais novo, quando este chegar à sua idade, daqui a cinco anos. A comparação é muito simplificada, mas serve para resumir uma das ideias-chave de um estudo levado a cabo pelo Banco de Portugal: cada geração que passa regride face à anterior, em termos de rendimento e consumo.

O período de observação do estudo são 15 anos (entre 2000 e 2015/2016), precisamente o período coberto pelos três inquéritos aos orçamentos familiares levados a cabo pelo do Instituto Nacional de Estatística (INE), uma base de dados que tem servido para estudar as desigualdades do rendimento e consumo em Portugal.

Uma das conclusões do trabalho da equipa liderada por Nuno Alves, e que vai ao encontro de outros estudos, é que as famílias com formação secundária ou superior têm níveis de rendimento e de consumo bem acima das apresentadas por famílias com baixo níveis de escolaridade. Para se ter uma ideia, em 2015, em média, quem tinha formação secundária ou superior apresentava cinco vezes mais rendimento e consumia três vezes mais do que um agregado com baixas qualificações. Ou seja, estudar compensa – em média, pelo menos.» [Expresso]
   
Parecer:

Um dia destes estaremos no século XIX.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Exija-.se mais dos governos.»

 Milagre estatístico
   
«Portugal encerrou o mês de maio com 350 mil desempregados inscritos nos centros do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), um valor 6,9% abaixo do registado em abril, indicam os dados publicados esta quinta-feira pelo IEFP.

Em apenas um mês saíram da estatística de desemprego registado no IEFP mais de 25 mil pessoas. Já na comparação com maio de 2017 o desemprego baixou 19%, equivalendo a menos 87 mil cidadãos sem trabalho.

Embora o número de desempregados tenha tido uma queda significativa, o total de pessoas à procura de trabalho é ainda superior, com 523 mil pedidos de emprego contabilizados pelo IEFP em maio, o que ficou 4,4% abaixo de abril e 15,3% abaixo de maio de 2017.» [Expresso]
   
Parecer:

É preciso algum cuidado senão até o cavalo do D. José estará empregado.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 E não engordou?
   
«A mulher do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, foi acusada de “fraude continuada” num caso que envolve suspeitas de má gestão de dinheiro público, de acordo com a Reuters, que cita o Ministério da Justiça.

Em causa está a suspeita de que Sara Netanyahu possa ter gerido de forma danosa cerca de cem mil dólares gastos em serviços de catering na residência oficial do primeiro-ministro.» [Público]
   
Parecer:

Agora vai roubar para pagar a dieta de emagrecimento.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 A Geringonça da direita voltou
   
«O líder parlamentar do PS defendeu hoje que alterações ao imposto sobre produtos petrolíferos (ISP) devem ser integradas na discussão do orçamento para 2019 e criticou "direita" e "extrema-esquerda" por abrirem a época da "caça ao voto".

"O que dá a ideia é que abriu a época oficial da caça ao voto, e todos agora acham que tudo deve ser mais barato e todos os benefícios devem estar em presença", reagiu Carlos César perante os jornalistas, quando confrontado com a possibilidade de o PSD e CDS-PP combinarem votos com o PCP e Bloco de Esquerda para forçarem uma descida do ISP.» [DN]
   
Parecer:

E para apoiarem a direita nem a Catarina, nem o Jerónimo fazem exigências ou assinam acordos.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

quinta-feira, junho 21, 2018

VOLTA CENTENO ANTES QUE SEJA TARDE


Ainda que não se possa dar muita credibilidade às sondagens, não deixa de se constatar alguma relação entre a evolução das intenções de voto atribuídas ao PS pelas sondagens da Aximage e o “desaparecimento” de Mário Centeno. Mário Centeno quase desapareceu de cena e o PS parece estar a cair nas sondagens.

O ministro das Finanças é um dos governantes com mais prestígio e graças ao seu desempenho a sua palavra é tida em consideração pelo cidadão comum. Num país com mais de um século de crises financeiras seguidas de empobrecimento forçado, faz parte da nossa genética a atribuição de uma grande importância aos ministros das Finanças. O português comum gosta de ter um ministro das Finanças competente e que lhe inspire confiança, o mesmo se pode dizer dos empresários e dos investidores internacionais.

Se o governo que era o Centeno, o Costa mais uns quantos tipos faz desaparecer Mário Centeno de cena corre um sério risco de ficar nervoso com a evolução das sondagens. Pode dizer-se que António Costa é um político cheio de qualidades, mas a verdade é que chegou à liderança do PS com as sondagens a atribuir-lhe uma maioria absoluta e depois foi o que se viu.

Quando Mário Centeno aceitou a presidência do Eurogrupo houve quem ficasse preocupado com a sua falta de tempo para os assuntos nacionais. Curiosamente a sua aparente ausência em nada alterou o rigor no ministério das Finanças. Mas é óbvio que o seu desaparecimento na comunicação entre o governo e a sociedade tem tido custos.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Rui Rio, líder do PSD

Rui Rio tem-se aproveitado do conflito entre Governo e professores, algo que parece vir a resolver-se mais tarde ou mais ceedo, usando o argumento de que se ofereceu sem se ter, prova de que a situação financeira do país não é a que se diz. Agora que o seu amigo da Madeira se adiantou ao Governo para dar tudo o que os professores pediam, que argumento terá Rui Rio, que a situação financeira da Madeira é bem melhor do que a do país?

«Ao contrário do que se está a passar no continente, onde as negociações entre Governo e sindicatos ainda correm, os professores da Madeira já chegaram a um possível acordo com o executivo insular: vão recuperar todo o tempo de serviço ao longo de sete anos, revela o “Público” esta quarta-feira.

Na segunda-feira da semana passada, o executivo do Funchal propôs a recuperação integral do tempo de serviço dos professores em sete anos. A direção do Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) decidiu ouvir os sócios e 85% destes votaram pelo regresso à mesa de negociações e cancelaram a greve que tinham agendada.

Portugal é só um, mas tudo indica que irão existir três soluções distintas para a questão da contagem do tempo de serviço dos professores que viram as suas carreiras congeladas entre 2005 e 2007 e entre 2011 e 2017. Uma para os Açores, uma para a Madeira e outra para Portugal continental.

De acordo com o matutino, o calendário proposto pelo Governo social-democrata da Madeira estende-se por sete anos. Nos primeiros seis, os professores recuperam a cada ano 545 dias de tempo de serviço. No sétimo e último ano, vão buscar os restantes 141. No total, o equivalente aos mais de nove anos reclamados também no continente.» [Expresso]

      
 Conclusão brilhante
   
«A recompra de capital na TAP, concretizada em 2017, levou o Estado a assumir maiores responsabilidades na capitalização e financiamento da empresa, afirma o Tribunal de Contas numa auditoria aos processos de privatização da companhia aérea.  Apesar de o Governo socialista ter recuperado o controlo estratégico da companhia com esta operação, que lhe permitiu ficar com 50% do grupo de aviação, perdeu direitos económicos, que passaram de 34% para 5%, em futuras distribuições de dividendos. E o resultado final é uma maior exposição aos riscos adversos da empresa, onde se inclui a possibilidade de o Estado assumir a dívida bancária até à privatização.

O Tribunal de Contas destaca como aspeto positivo a viabilização da empresa, mas considera também que o processo da recomposição do capital da TAP “não conduziu ao resultado mais eficiente” e aponta o dedo aos governos e partidos que venderam e recompraram a transportadora, responsabilizando-os pela instabilidade legislativa e sucessivas alterações contratuais que marcaram o processo.» [Observador]
   
Parecer:

É óbvio que se o Estado recomprou tem mais responsabilidades do que quando a empresa era privada.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Incêndios de Pedrógão: mais três arguidos
   
«Há mais três pessoas constituídas arguidos no processo-crime em que se apuram responsabilidades pela morte de 66 pessoas, nos incêndios de Pedrógão Grande. Com este novo desenvolvimento, são já 13 os suspeitos de crimes que vão do “homicídio por negligência” a “ofensas corporais por negligência”.

O Departamento de Investigação e Ação Penal de Leiria refere, em comunicado divulgado esta terça-feira, que há três novos arguidos e que, tal como os dez anteriores, “todos pessoas singulares”. No processo instaurado depois dos incêndios de junho do ano passado, que mataram 66 pessoas, “estão em causa factos suscetíveis de integrarem os crimes de homicídio por negligência e ofensas corporais por negligência”, recorda o Ministério Público.» [Observador]
   
Parecer:

Parece que a justiça encontra responsáveis que os jornalistas e a comunicação social ignoraram de forma premeditada.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelo julgamento.»

 Vem aí desgraça
   
«Depois de vários anos a financiar de forma expressiva vários clubes de futebol, o Millennium BCP já não o poderá fazer. Miguel Maya, o novo presidente-executivo, acaba de inscrever no regulamento interno que o banco não pode voltar a conceder empréstimos a clubes de futebol, não só pelo risco que incorporam, mas por não serem o seu core business (actividade estratégica).

Aliás, quando, em 2012, o BCP pediu três mil milhões de euros de fundos públicos para se capitalizar através da linha da troika, uma das condições impostas pelas autoridades europeias (em concreto, a DGComp) foi, precisamente, que o banco não aumentasse a sua exposição a clubes de futebol. Entretanto, em Fevereiro de 2017, o BCP liquidou a sua dívida ao Estado e as imposições de Bruxelas foram levantadas.

A decisão de Miguel Maya de inscrever agora no regulamento do BCP a proibição de dar financiamento aos clubes surge numa altura em que a relação do Sporting com a banca portuguesa se tornou explosiva.» [Público]
   
Parecer:

Isto pode significar a desgraça do SCP.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

quarta-feira, junho 20, 2018

ENTRE DUAS SELFIES

Parece que cada vez que Marcelo Rebelo de Sousa vai à missa a Pedrógão Grande tem um momento de inspiração divida e ouvidas as preces e homilias chega à rua e define mais uma prioridade nacional, agora mandou uma diretiva ao António Costa, quer que as assimetrias entre o litoral e o interior até mais ou menos o fim do contrato que o Rui Patrício tinha com o Sporting Clube de Portugal.

Porreiro pá! Esperemos que a próxima missa abrilhantada com a presença do Presidente da República decorra na igreja da Cova da Moura e que terminadas as selfies junto á saída o Presidente da República tenha mais um dos seus momentos de inspiração e decrete que António Costa fica logo ali obrigado a acabar com as assimetrias entre aquele bairro da periferia de Lisboa e a Quinta da Marinha ou, de preferência, a Quinta Patino e que tal clique milagroso ocorra antes que o treinador Sinisa Mihajlovic seja despedido do SCP, depois de dizer que Bruno de Carvalho percebe menos de futebol do que as mulheres.

Que pena que nunca tenhamos tido um presidente tão realizador como aquele que temos agora, já decretou o fim dos incêndios, dos sem abrigos e agora decreta o fim das assimetrias entre o litoral e o interior. Tudo de uma penada, sem estudos, sem teorias do desenvolvimento económico, sem ter de se estudar o desenvolvimento regional, sem grupos de trabalho, sem a seca de ouvir economistas, nem mesmo o João Duque, que maravilha.

Como este país seria diferente se tivéssemos tido presidentes tão empreendedores, já não dizemos desde o tempo do Carmona, mas pelo menos desde o Eanes. Como teria sido bom se Eanes tivesse decretado que em três anos acabassem as assimetrias entre Portugal e a França, se Mário Soares determinasse por decreto presidencial que em três anos o Cavaco poria os portugueses a ganhar tanto quanto os suíços ou que uns anos depois, o Cavaco tivesse determinado a Guterres que em dois anos as vacas da Graciosa além de sorrirem também falassem inglês, para o caso de quererem emigrar para os EUA antes que viesse o Trump!

Tudo isto e muito mais, tanto quanto a imaginação permitisse, por mero decreto presidencial verbal, dito entre duas selfies no adro que uma qualquer igreja, sem estudo, sem cientistas, sem nada mais do que um breve momento de inspiração presidencial. Como tudo seria fácil, se