quarta-feira, agosto 29, 2012

Graxistas

Uma das figuras mais repugnantes com o que nos cruzamos ao longo da vida é o “graxista”, alguém que sem capacidades para se superiorizar aos outros mas desejando fazê-lo opta pela “graxa” para conquistar os favores de quem manda, seja o professor ou o chefe. Encontramos graxistas quase desde que nos lembramos da escola e somos obrigados a conviver com este tipo de vermes ao longo da vida.
  
Esta gente repugnante é tanto mais útil quanto menos competitiva fora a sociedade, é por isso que numa ditadura a graxa tem tanto sucesso, misturando-se com a subserviência e a disponibilidade para fazer os trabalhos sujos de que as hierarquias das ditaduras vivem. Mas em economias pouco competitivas o graxista também encontra um terreno favorável ao seu sucesso.
  
Ao fim de décadas de ditatura e de mais algumas de uma sociedade de favores, esquemas corrupção e subsídios o graxismo está na massa do sangue de muitos portugueses. Ser graxa é poder singrar segundo a lei do menor esforço, por isso vemos graxistas chegarem a presidentes de empresas, a directores-gerais, a líderes partidários e a outro cargos que não convém enunciar não vá os seus titulares estarem protegidos por algum artigo do Código Penal.
  
Se é ridículo ver um idiota andar por aí a pavonear-se porque julga que ser tratado por dr lhe confere algum estatuto social, ter uma nota superior à de um colega mais inteligente ou que se esforçou mais só porque se deu graxa ao professor ou passar à  frente de um colega da empresa só porque se bajulou o chefe é repugnante, enoja. Infelizmente no nosso país uma boa parte das promoções em vez de serem alimentadas pelo esforço e pelo mérito são prémios à graxa.
  
É uma pena que quando se discute tanto a competitividade não se perceba que não há salários baixos que salvem uma empresa ou um país que despreza o mérito em favor da graxa ou que tem governantes para quem o esforço pode ser substituído por truques.
  

Uma das figuras mais repugnantes com o que nos cruzamos ao longo da vida é o “graxista”, alguém que sem capacidades para se superiorizar aos outros mas desejando fazê-lo opta pela “graxa” para conquistar os favores de quem manda, seja o professor ou o chefe. Encontramos graxistas quase desde que nos lembramos da escola e somos obrigados a conviver com este tipo de vermes ao longo da vida.
  
Esta gente repugnante é tanto mais útil quanto menos competitiva fora a sociedade, é por isso que numa ditadura a graxa tem tanto sucesso, misturando-se com a subserviência e a disponibilidade para fazer os trabalhos sujos de que as hierarquias das ditaduras vivem. Mas em economias pouco competitivas o graxista também encontra um terreno favorável ao seu sucesso.
  
Ao fim de décadas de ditatura e de mais algumas de uma sociedade de favores, esquemas corrupção e subsídios o graxismo está na massa do sangue de muitos portugueses. Ser graxa é poder singrar segundo a lei do menor esforço, por isso vemos graxistas chegarem a presidentes de empresas, a directores-gerais, a líderes partidários e a outro cargos que não convém enunciar não vá os seus titulares estarem protegidos por algum artigo do Código Penal.
  
Se é ridículo ver um idiota andar por aí a pavonear-se porque julga que ser tratado por dr lhe confere algum estatuto social, ter uma nota superior à de um colega mais inteligente ou que se esforçou mais só porque se deu graxa ao professor ou passar à  frente de um colega da empresa só porque se bajulou o chefe é repugnante, enoja. Infelizmente no nosso país uma boa parte das promoções em vez de serem alimentadas pelo esforço e pelo mérito são prémios à graxa.
  
É uma pena que quando se discute tanto a competitividade não se perceba que não há salários baixos que salvem uma empresa ou um país que despreza o mérito em favor da graxa ou que tem governantes para quem o esforço pode ser substituído por truques.
  
Mas quando o graxista deixa de ser um verme com duas pernas e passa a ser um país tudo se complica pois se podemos vomitar em cima do verme já temos alguma dificuldade em fazê-lo em cima do nosso próprio país, por mais madrasta que tenha sido a nação que somos.
  
Num momento em que a troika anda por aí começam a ouvir-se as vozes de pacóvios indígenas que julgam que os rapazolas das instituições internacionais perdem tempo a ouvir comentadores televisivos de domingo à noite. Vemos o Professor Marcelo andar a dizer que merecemos ser bem tratados pela troika porque estamos melhor do que a Grécia.
  
O que esta gente tem feito ao longo de um ano é dar graxa à senhora Merkel e à toika, eles dizem “adoptem austeridade” e nós adoptamos austeridade a dobrar, eles dizem “privatizem” a EDP e nós privatizamos tudo e ainda alugamos a RTP e pagamos pelo aluguer, eles dizem “reduzam os custos salariais” e nós levamos os trabalhadores à miséria. Até há pouco tempo Portugal era o modelo da austeridade de sucesso, as exportações portugueses eram um verdadeiro fenómeno do Entroncamento, o sôr Álvaro até já era elogiado, vejam bem a loucura que grassava neste país!
 
Agora que se tornou evidente a merda de sucesso em que estamos enterrados os ideólogos desta direita miserável recorrem aos seus valores genéticos, a cobardia, a subserviência e a graxa, à falta de melhor chamam a atenção das organizações internacionais para o nosso servilismo e como qualquer graxista da escola primária dizem de forma miserável que estamos melhor do a Grécia, a Espanha e até a Itália. Mais um pouco e até a Merkel tinha inveja de Portugal!
  
É triste ser um cidadão de um país que se está transformando num estado graxista.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

Padrão de azulejos, Alfama, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Tejo [A. Cabral]   
 
Jumento do dia
   
António Borges
 
Ninguém duvida de que António Borges não inventou o esquema do aluguer da RTP, nem divulgou o negócio por sua iniciativa. O problema é exactamente esse, ao armar-se em ministro do governo substituindo-se ao desvalorizado Miguel Relvas o digníssimo professor prestou-se a fazer frete ao falso licenciado, atirar barro à parede. Foi isso que António Borges fez no caso RTP, lançou a ideia a público para testar as respostas. A coisa correu mal e só alguma falta de dignidade e talvez o interesse num salário chorudo o impede de pedir a demissão das funções políticas que exerce.

«O consultor do Governo para as privatizações garante que o Executivo lhe deu autorização para divulgar o modelo que está a ser preparado para a RTP. A confirmação de António Borges foi dada ao Correio da Manhã.» [Notícias ao Minuto]
   
 Cruzes Canhoto

  

 Vai estudar Relvas!
 
É um erro mandar o Relvas estudar, o homem já estudou a forma de lixar a RTP e se continuar a estudar a este ritmo e com o professor Borges a divulgar as pautas nada sobrará em pé neste país quando se livrar deste governo.
 
 Vai estudar Borges!

A figura triste feita por António Borges foi pior para o antigo banqueiro do que ter ido à Lusófona solicitar uma equivalência ao dr. Relvas.
 
 A versão zoo do prof. António Borges

 
   

  
 A promiscuidade do ministro gazua
   
«O governo – este governo, chefiado por Passos Coelho – conseguiu a proeza inédita, em democracia, de atribuir funções governativas, as quais devem ser exercidas em exclusividade e na defesa do interesse público, a alguém que não dispensa o exercício, em simultâneo, da sua actividade profissional em grupos económicos privados. A situação é tão notória e descarada, com entrevistas televisivas em momentos escolhidos a dedo, que nem a ausência de tomada de posse no cargo governativo esconde esta inaudita e aberrante promiscuidade entre público e privado. Não se trata de um acaso, de simples amiguismo ou de uma desleixada permissividade. Esta “inovação” é o símbolo de toda a actuação política e ideológica deste governo.
   
António Borges, o 12.o ministro, move-se na actual paisagem política portuguesa como se fosse a rainha do Sabá. Não se deita na cama de Salomão, mas não lhe faltam intimidades promíscuas com a governação, ao ponto de ocupar no espaço público as competências de qualquer ministro empossado, senão mesmo as do primeiro-ministro. Ainda está por apurar se António Borges é, de facto, a eminência parda do primeiro-ministro, estatuto eventualmente conferido pelo tentacular banco Goldman Sachs (como nos diz o jornalista e escritor Marc Roche, no seu livro O Banco: Como o Goldman Sachs Dirige o Mundo) ou se, antes, se trata de um vaidoso peão de brega que salta para a arena para preparar o “touro” para a faena a fim de proteger o toureiro. Contudo, aquilo a que temos assistido é que o personagem aparece na sua qualidade de ministro-consultor sempre que as circunstâncias exigem que se vá “mais além” no afã “reformista” e o governo hesita com medo da reacção das “forças de bloqueio” e da “populaça”. Quando estas aparições ministeriais a que nos habituou “correm mal”, tratam-nos a todos por parvos, com uma lengalenga de adormecimento: o senhor é apenas um “consultor”, e como qualquer português tem direito a ter a sua “opinião”. Foi o que aconteceu, não há muito tempo, com a proposta de “redução dos salários” dos portugueses. Depois, deu o dito por não dito, mas preparou o caminho. No fundo, António Borges, o ministro privado das Privatizações, é uma espécie de gazua que vai abrindo as portas que o governo tem dificuldade em abrir.
   
Na semana passada, como eminência parda ou como peão de brega, o que ainda não se sabe bem (ou melhor, nós ainda não sabemos bem, mas certamente há quem saiba), António Borges veio a público dizer qual era a intenção do governo em relação à privatização da RTP. O “plano” é simples: primeiro, encerra-se o segundo canal e tudo o resto que não interessa; segundo, entrega-se a um grupo privado a “exploração” por 20 anos do primeiro canal da RTP, entregando-lhes o dinheiro dos contribuintes, espoliados através da factura da electricidade, no valor de 150 milhões de euros a que acrescem as receitas da publicidade, no valor de 50 milhões de euros; terceiro, o grupo privado a quem for entregue a exploração do canal “público” de televisão paga as despesas, neste momento estimadas em 180 milhões de euros, mas ainda fica com rédea solta para as reduzir, despedindo trabalhadores, reduzindo os salários e tudo o mais que lhe vier à cabeça para aumentar o seu lucro. Ou seja, à partida o lucro seria na ordem dos 15 a 20 milhões de euros – um petisco sem riscos. Só faltou mesmo António Borges dizer: temos aqui dois ou três amigos interessados em fazer o “negócio”. Esta solução para a “privatização” da RTP tem também a particularidade de revelar que o governo não quer aliviar um cêntimo a carga de impostos e as taxas que recaem sobre os portugueses. Qualquer solução para os destinos da RTP que passe pela extinção da taxa cobrada nas facturas da electricidade é, na perspectiva do governo, “dinheiro perdido” que desaparece: não beneficia os amigos, nem entra no Orçamento do Estado. Estamos entregues ao Goldman Sachs.
  
PS: Nos primeiros sete meses deste ano, a receita fiscal do IVA foi inferior à obtida no mesmo período do ano passado, com taxas do IVA mais baixas. Ou seja, com as taxas do IVA mais baixas obtêm-se melhores receitas fiscais. Sugar as pessoas até ao osso não reduz o défice. Antes pelo contrário.» [i]
   
Autor:
 
Tomás Vasques.   
     
  
     
 Carteirista que rouba a carteirista...
   
«Há quem acuse a troika de estar a meter a mão nos bolsos dos portugueses, mas também ela já se pode queixar de que lhe foram ao bolso em Portugal. É que o representante do Fundo Monetário Internacional (FMI), o austríaco Albert Jaeger, a viver em Lisboa desde Outubro, ficou sem a carteira no eléctrico 28 quando foi passear entre os turistas ao Castelo de São Jorge e teve a prova de que os carteiristas se infiltram por todo o lado, não olhando a cargos ou estatutos das vítimas. Na cidade de Lisboa há uma equipa policial que anda em cima deles e o i foi acompanhar como lidam com este jogo diário do gato e do rato na Baixa da cidade que faz centenas de vítimas por ano, com alguns furtos a render milhares de euros. O recorde de perda pertence a um turista italiano que, em 2011, ficou sem os 3700 euros que trazia na carteira.» [i]
         
 Pobre Relvas
   
«A administração da RTP não concorda com a concessão do serviço público de televisão a um operador privado e qualifica como “descabido” o anúncio feito na passada semana por António Borges.
  
Em comunicado emitido ontem a chefia da estação pública deixa claro que não acompanha as intenções do executivo, expressas pelo consultor para as privatizações. E adianta que manifestou “em tempo oportuno” a sua discordância relativamente a este cenário. O conselho de administração (CA) liderado por Guilherme Costa contraria uma das teses avançadas em favor da concessão aos privados, afirmando que “não reconhece os argumentos económicos de poupança para o Estado apresentados publicamente em favor deste cenário”. Borges não é poupado: “O CA da RTP considera descabido do ponto de vista institucional a divulgação pública de opiniões favoráveis a um dos cenários ainda em análise.”
  
Além deste comunicado, o CA dirigiu também uma mensagem aos trabalhadores, na qual especifica as críticas à opção avançada por Borges, garantindo que a entrega da concessão do serviço público a privados “envolve o mesmo custo para o contribuinte que a manutenção da RTP sob propriedade e gestão pública”. Isto apesar de não garantir “o mesmo serviço público, nem o mesmo retorno financeiro para o Estado”.» [i]
   
Parecer:
 
O homem tudo tem feito para se esquecerem dele, até encomendou o frete da RTP ao delicodoce António Borges.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Mas que belo ajustamento
   
«O consumo de combustíveis está em queda, devido à alta dos preços, e os portugueses metem cada vez menos na hora de abastecer. Segundo dados revelados esta terça-feira pela consultora Kantar os condutores meteram 567,6 milhões de litros no automóvel nos primeiros três meses do ano quando no terceiro trimestre de 2010 - quando se atingiu o maior pico do consumo nos dados apresentados - este valor era de 923 milhões de litros de combustível. São menos 359,1 milhões de litros o que significa uma quebra no consumo de 40 por cento.» [CM]
   
Parecer:
 
Na edição online o CM atribui a redução do consumo apenas ao aumento do preço dos combustíveis. Uma defesa quase anedótica do governo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Agradeça-se ao Gaspar a poupança de tanto combustível.»
   
 Andam a perseguir Miguel Relvas?
   
«O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, chegou nesta terça-feira a Timor e à sua espera, numa das principais ruas de Díli, tinha uma faixa com a seguinte mensagem: “Vai estudar ó Relvas.”» [Público]
   
Parecer:
 
É uma verdadeira ternura com que Relvas andam a ser tratado, nunca se viu tanta preocupação com que alguém estude.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vai estudar Relvas.»
   

   
   

  

   

   

  

terça-feira, agosto 28, 2012

Porradaria durante a silly season


Longe vão os tempos em que o Verão era época de calmaria, na política tornou-se moda chamar a silly season. Segundo os ingleses deveríamos estar entretidos com coisas suaves, a comunicação social devia sugerir-nos leituras tranquilas, entrevistar a dona Laura que nos diria que acepipes fez nos dias da Manta Rota e outras coisas tranquilas.
  
Mas não, a nossa comunicação social optou pelo hardcore e se as coisas continuarem assim teremos de esconder o Correio da Manhã dos olhos das criancinhas.
  
Não porque na primeira página apareçam as habituais notícias de facadas no vizinho, mas porque agora são os próprio jornais a desembainharem a naifa e andarem por aí à facada.

Veja-se o que se com o D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas. O bispo lembrou-se de fazer umas críticas mais agressivas ao governo do intocáveis e nem esperou uma semana para que o Correio da Manhã escarrapachasse as supostas pensões de que o prelado seria beneficiário. Enfim, o tal bispo que andava para aí a mandar bocas recebia tanta guita em pensões que devia estar calado, que grande malandro!
  
Se a porradaria começou logo em Junho com o bispo desavindo a levar nos ditos foi-se prolongando ao longo do tempo quente e até foi aquecendo com o tempo. O Roquete decidiu vir para a comunicação social queixar-se dos critérios de concessão do crédito da CGD e não esperou muito para que os portugueses soubessem que o conhecido empresário é tão malandro quanto o bispo, o homem recebeu fundos comunitários e ainda se queixa!
  
Ainda o Roquete estava a chiar a com a porradona que tinha acabado de apanhar e já Alexandre Alves, que antigamente era conhecido pelo Barão Vermelho, ficou a saber como elas mordem entre velhos camaradas. Mal o homem se tinha acabado de queixar de que tinha abandonado um importante negócio por causa do governo e já a agora santinha Zita Seabra denunciava que graças aos aparelhos de ar condicionados vendidos pela FNAC o PCP escutava o pessoal do governo. Que pena, o que dava mesmo jeito era que os aparelhos de  ar condicionado em vez de água da condensação produzissem vodka, hoje dominaríamos o mercado mundial do ar condicionado!
  
A última vítima da festa foi a RTP, o banqueiro desempregado a que Passos Coelho decidiu dar uma gorjeta a título de mecenato público veio a público dar a conhecer a brilhante ideia do Relvas para a RTP mas as coisas correram mal, levantaram-se inúmeras vozes a defender a RTP. Não tardou para que o Correio da Manhã viesse tratar do assunto, “ai anda a defender a RTP? Então vão ver como é!”, foi quanto bastou para começarmos a saber os pormenores íntimos da RTP por episódios, o último foram os mais de cinquenta carros de luxo da RTP, agora a edição do Correio da Manhã esgota-se todos os dias porque na capital corre o boato de que aquele jornal vai oferecer uma colecção de cromos com fotografias das cuecas das meninas da RTP. Até há quem diga que no caso da Catarina Furtado a apresentadora vai aparecer em topless para se provar que além de carros de luxo o pessoal da RTP ganha férias nas Seicheles à borla para bronzearem as mamas.
  
Enfim, quem se mete com o governo leva e leva pela medida grossa. Enfim, antigamente alguém diria que isto são formas um pouco fascistas de fazer política, agora ninguém se queixa, deve estar tudo no memorando da troika ou se não estiver resultou de alguma revisão do mesmo.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

   
Na Rua Augusta, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Comboios, Braamfontein, Joanesburgo [T. Selemane]   
   
Jumento do dia
   
Vítor Gaspar
 
Depois de ter protegido os colegas do Banco de Portugal o ministro das Finanças protege a maralha governamental. É um ministro com um grande sentido de justiça e de equidade, o homem talhado para decidir o empobrecimento de alguns portugueses.

«Depois de na semana passada ter sido anunciado que os membros de gabinetes que vieram do privado receberam subsídio de férias e que o governo justifica o sucedido afirmando que os subsídios "que poderão ter tido lugar referir-se-ão a férias adquiridas e vencidas em 2011 que nos termos da lei só puderam ser gozadas (e pago o subsídio referente a 2011) em 2012", agora estará também em causa o subsídio de Natal.
  
Segundo avança o DN, os membros dos gabinetes ministeriais a quem foi pago o subsídio de férias, também poderão vir a receber o de Natal. O executivo justifica o pagamento alegando a inexistência de “relação jurídica de natureza pública”, voltando a frisar que estes funcionários foram recrutados do sector privado. Em causa está o decreto-lei que estabelece que “os membros dos gabinetes não poderão ser prejudicados (…) nos seus direitos, regalias e subsídios e outros benefícios sociais de que gozem na sua posição profissional de origem”.» [i]
   
 A coisa está mesmo feia

O número dois de Passos Coelho já desistiu do Gaspar, do Portas e do Álvaro e foi aos putos da Lusófona de Castelo de Vide do PSD pedir-lhes que digam o que fazer para o país crescer.
 

  
 A melhor frase de Amstrong é falsa
   
«Em janeiro de 1996, Bertrand Poirot-Delpech escreveu uma história deliciosa na sua coluna semanal no jornal francês Le Monde. Poirot-Delpech era membro da Academia Francesa e coordenava o suplemento literário do jornal - lembro isso porque a história era atrevida. Contava o prestigiado jornalista que, depois de ter pisado o solo lunar e ter dito o famoso "um pequeno passo para um homem...", Neil Armstrong lançara: "Boa sorte, Mister Gorsky!", frase misteriosa. Para quem era e o que queria dizer a mensagem? Até que, 26 anos depois da sua histórica viagem, o astronauta explicou-se numa conferência de Imprensa - já o podia fazer, disse, porque Mr. Gorsky tinha morrido. Garoto, na sua cidadezinha natal em Ohio, Neil brincava e a bola caiu no quintal dos vizinhos, os Gorsky. Ao ir apanhá-la, Neil ouviu a vizinha avisar o marido: "Sexo oral? Nem penses, só quando o miúdo dos Armstrong for à Lua..." História fantástica, veio em vários jornais de todo o mundo (a primeira versão li-a na crónica de Poirot-Delpech) e a frase maliciosa até entrou em canções (hoje é um filme, também). Mas história falsa: gravações da NASA, onde não consta, desmentiram-na. O sucesso que o boato teve, a meados dos anos 90, deveu-se à Internet, ainda jovem mas já muito dinâmica. Devemos, pois, a Neil Arsmstrong não só o primeiro passo na Lua mas o aviso de que nem tudo que vem na Internet é verdade. E devemos-lhe também uma bela história.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.   
      
  
     
 Um sucesso diplomático de Passos Coelho
   
«O gabinete da Presidente brasileira, Dilma Rousseff, pediu na semana passada que a Cimeira Luso-Brasileira agendada 6 de setembro fosse adiada. O pedido surpreendeu a diplomacia portuguesa, já que Portugal estaria presente ao mais alto nível, numa comitiva liderada por Passos Coelho e Paulo Portas.
  
As razões do adiamento da Cimeira Luso-Brasileira não são oficialmente conhecidas, mas o Expresso apurou junto de fontes governamentais portuguesas que o pedido foi mesmo feito pela presidência brasileira. Dilma Rousseff entende que a cimeira poderia ficar prejudicada pelo julgamento do Mensalão - o maior escândalo de corrupção brasileiro -, e que decorre neste momento em Brasília. Além disso, vários assuntos importantes que os dois países continuam a discutir não estão ainda acertados.
  
A Cimeira Luso-Brasileira deste ano tinha a particularidade de se realizar na véspera da cerimónia de abertura do Ano de Portugal em Brasil, que continua agendada para dia 7 em Brasília. Mas o protagonismo da cerimónia será partilhado por Paulo Portas e pelo seu homólogo brasileiro. Paulo Portas voa no início da semana para o Brasil e vai substituir Passos Coelho em algumas cerimónias económicas.  » [Expresso]
   
Parecer:
 
Sempre poupa o cansaço da viagem.
           
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
      

   
   

  

   

   

  

segunda-feira, agosto 27, 2012

Libertadores


A estátua equestre do Terreiro do Paço devia ser substituída por uma do dr. Catroga, o país só ficaria a ganhar se em vez de um cavalo exibisse um dos seus mais brilhantes libertadores. Catroga é o símbolo vivo da libertação da EDP do jugo do Estado, a empresa que dantes sofria nas mãos do Estado português vive agora a liberdade que resultou da venda da quota estatal.
  
Dentro em breve o país libertará a RTP do jugo estatal, apenas se está à espera de que comece a dar ainda mais lucros operacionais, depois fica-se com a dívida, elimina-se o canal que não dá lucro e liberta-se o país deste peso entregando-a aos amigos da Covina e da Ongoing pois é tão certo que estes grupos levam a RTP como era certo o comprador do Pavilhão Atlântico.
  
Entretanto, a Assunção Cristas já encontrou uma forma de levar a liberdade aos terrenos queimados pelos incêndios no Sotavento do Algarve, passarão a fazer para bolsa de terrenos a dar aos jovens do CDS e do PSD e só resta esperar pela alteração da legislação relativa à construção em terrenos agrícolas para depois vermos as serras algarvias cheias de casas de jovens agricultores.
  
O Pavilhão Atlântico já foi libertado por um genro do senhor Presidente e é de esperar que o Ângelo Correia também consiga libertar o Estado de alguns negócios de águas, coisa para a qual é sabido e cientificamente demonstrável que o Estado não tem qualquer vocação.
  
Aos poucos o país vai sendo libertado e quando este governo cair, por questões de ordem política ou, o que é mais provável, por razões sanitárias, o país terá sido libertado de todo o património, vendido a preços de saldo. Nessa altura teremos uma nova classe de libertadores e até pode ser que algum deles empregue o António Borges que, como se sabe, é o assessor do governo para a escolha destes novos salvadores da Pátria.
  
O papel do assessor deverá ser assegurar que a coisa fica bem repartida pelos diversos grupo de libertadores, os sugeridos por Passos Coelho, os protegidos pelo Paulo Portas e os do Relvas. É que a generosidade desta gente no esforço por libertar o país é tão grande que é necessário garantir que tudo corra bem e não haja conflitos, é por isso que é necessário gastar tanto com escritórios de advogados e com assessores especiais.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
 
Chafariz do Largo do Mastro, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 

   
Alfaiates [A. Cabral]   

Jumento do dia
  
Governo
 
O Gaspar não aparece para dizer que aprecia o termo desvio colossal quando aplicado às consequênciafiscais da sua incompetência, o Relvas deve andar ocupado a estudar para mais uma  licenciatura e não dá a cara pela oferta da RTP aos amigos cujo anuncio encomendou ao seu assessor António Borges. Passos Coelho foi ao Aquashow e desde então mergulhou e não voltou a aparcer.

Portugal não tem governo nem presidente, uns andam a banhos, outros querem-nos dar a banhada e tudo cheira tão mal que até parece que não tomam banho. Não há actividade, logo não há Jumento do Dia galardão que será entregue ao governo desaparecido.
   
 Uma pergunta a Passos Coelho

se oferecerem a RTP mais 20 milhões de euros ao pessoal da Covina e da Ongoig o que vão ferecer para que estes grupos da comunicação social os voltem a ajudar a ganhar as próximas eleições?

 Um apelo à Quinta da Coelha
  
Algum dos vizinhos vai a casa dos Silvas para confirmar se o homem  está mesmo vivo? É que não vejo o Presidente da República há muito mais tempo do que vi a presidente da minha Junta de Freguesia.
 
 Coisas estranhas


Num momento em que o governo foi apanhado com as calças na mão por causa da RTP o CM vem em auxílio de Miguel Relvas atirando merda para a ventoinha. O pessoal da RTP que se cuide, quando a empresa for entregue à Covina passam a andar de bicicleta, passarão a ter gabinetes na Pedreira dos Húngaros e comunicarão através de sinais de fumo.
  
É fácil de perceber o que vai suceder, o gabinete do Goebelzinho do governo recolhe informação para denegrir o serviço público de televisão e os amigos envolvidos no negócio sujo da apropriação de património dos portugueses lançam uma campanha suja contra a existência da RTP.
 

  
 Depois logo se vê
   
«De muitas coisas se pode acusar este Governo, mas não de falta de criatividade ou de capacidade para surpreender.
  
Desta feita tivemos a novidade de assistir a um consultor do Governo a dar uma entrevista a um canal de televisão, em horário nobre, para nos explicar em que pé andam as privatizações. Ou seja, sobre um assunto importantíssimo para o País, convenhamos que as privatizações da TAP, ANA ou RTP não são propriamente temas de lana caprina, em vez de termos um ministro ou mesmo o próprio primeiro-ministro a informar os portugueses (e, já agora, o CDS) dos respectivos processos, aparece António Borges. Mas, tentemos compreender, até se entende a ida de António Borges à TVI para informar os cidadãos sobre os dossiers em causa: o ministro da Economia não sabe e o ministro para a Comunicação Social não pode.
  
Santos Pereira anda perdido num ministério ingovernável e só aceitou ser ministro de semelhante monstro por não ter o mínimo de experiência governativa ou empresarial. Como a sua gritante falta de capacidade para um cargo destes ficou logo à vista de toda a gente, Passos Coelho tratou de lhe tirar as suas atribuições espalhando-as por este ou aquele ministro e por um sem-numero de comissões e comités. Pode lá ele falar sobre a TAP ou privatizações e ser levado a sério por quem quer que seja.
  
Miguel Relvas não pode aparecer sem que não lhe façam perguntas incómodas sobre licenciaturas, serviços secretos, mentiras em inquéritos parlamentares e tudo mais. A sua popularidade e credibilidade junto do cidadão comum faz com que qualquer proposta vinda da sua boca seja imediatamente repudiada. Relvas é um zombie político. Pode ser essencial para Passos Coelho, e, como muito boa gente diz, o único ministro que não tem medo de tomar decisões, mas politicamente acabou. Não podia ser ele a apresentar o que quer que fosse sobre a RTP.
  
Mas, seja como for, o Governo demonstrou uma falta de respeito gritante pelos portugueses quando enviou um consultor falar sobre o destino a dar a empresas tão importantes como a RTP e a TAP. Além disso, como se fosse pouco, mostrou outro mal bem mais profundo que este Executivo vem amiúde revelando: não havia planos nenhuns para assuntos vitais da governação e foi preciso arranjar uns senhores muito inteligentes para dizer o que fazer. Havia assim umas ideias coladas a cuspo, decoradas à pressa e sem o mínimo de reflexão.
  
Não, longe disso, não é o facto de os dois ministros teoricamente responsáveis pelos dossiers não poderem aparecer e terem de mandar um consultor que, na ignorância deles, pensam ser mais credível, é sobretudo nós percebermos que afinal não havia nenhuma ideia para a privatização da TAP, ou que ninguém tinha pensado verdadeiramente o que fazer com a RTP.
  
O caso da RTP é chocante: aquela patética comissão, as notícias plantadas nos jornais sobre possíveis compradores, fica com este canal, vende o outro ou fica com este e vende o outro, e agora esta coisa que Borges conseguiu apresentar aparentemente sem um pingo de vergonha. Uma revolucionária solução em que o Estado cede uma estação de televisão e garante um lucro chorudo ao feliz contemplado que é pago com os impostos de todos nós. Genial. Não, não é bem uma PPP, é, para o investidor privado, muito melhor. Este fica com uma companhia com mais de cinquenta anos de vida, com um enorme prestígio, com um património tangível e intangível único e ainda lhe garantem uma rentabilidade que fará roer as unhas de inveja um qualquer concessionário de auto- -estradas.
  
É evidente que esta vergonha cairá no caixote do lixo das ideias, junto do fim da TSU e outras, que o Governo manda "cá para fora" para serem testadas. A comunidade ainda não está suficientemente adormecida para deixar passar uma coisa destas. Todo este processo é dum experimentalismo bacoco, duma falta de sentido de Estado, duma evidente impreparação, que assusta o mais crente nas qualidades deste Governo. Onde estão afinal as milhares de páginas de planos? As contribuições dos diversos grupos de trabalho? As ideias sólidas sobre o que fazer com a televisão pública? Eram precisos consultores para mostrar que a privatização da RTP não valia um chavo?
  
António Borges prestou-se, mais uma vez, a um triste papel: o de mostrar que afinal Passos Coelho e a sua equipa não sabiam o que fazer em questões fulcrais e mentiram dizendo que sabiam. O drama é que ainda não sabem e não é só, infelizmente, no caso da RTP.» [DN]
   
Autor:
 
Pedro Marques Lopes.