quarta-feira, setembro 03, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Flor silvestre de Lisboa (Monsanto)
  
 Jumento do dia
    
António Galamba, limpa-fundos do aquário de Seguro

Hoje não restam dúvidas de que os apoiantes de Seguro tratam o seu partido como se ainda andassem na escola preparatória e só isso explica que inscrevam defuntos para ganharem eleições. Incomnodados pela situação encontraram uma resposta para limpar a honra de Seguro, montar uma situação para poder acusar Costa do mesmo.

A tarefa suja coube a um tal Galamba que actua como se fosse um peixinho limpa-fundos cuja função é comer a caca que os outros peixes fazem. Lá descobriu uma situação que um qualquer camarada seu poderia montar e não fez a coisa por menos, acusou directamente António Costa.

A isto chama-se jogo sujo, mas a manobra é tão mal preparada que o Galamba acaba por levar um carimbo de imbecil, a manobra é tão infantil e tão óbvia que põe em causa a inteligência de quem a lança.

«António Galamba, candidato à Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS, envolveu esta terça-feira o candidato às primárias socialistas António Costa em acusações de “pagamentos a militantes em massa inscritos na mesma morada” naquela estrutura.

“Na FAUL há militantes com medo em participar, há pagamentos a militantes em massa inscritos na mesma morada e bloqueios ao pluralismo, mas sobre isso o Dr. António Costa nada diz porque lhe convém politicamente”, afirmou António Galamba, candidato àquela federação nas eleições de sexta-feira, secretário nacional do partido e apoiante de António José Seguro nas eleições primárias.» [Observador]

 Pobre Seguro

Por este andar só o Passos Coelho o quer como líder do PS.

      
 O PREC na justiça
   
«A situação criada por este governo só tem paralelo com Vasco Gonçalves em 1975, que decidiu arrasar todas as instituições nacionais no célebre processo revolucionário em curso. Nessa altura o discurso oficial defendia a destruição criativa, acreditando os governantes que dos escombros da sociedade capitalista nasceria uma nova sociedade mais justa. Como não podia deixar de ser, o resultado foi uma crise gigantesca, de que o país levaria décadas a sair.

Como Vasco Gonçalves, o governo actual acredita igualmente na destruição criativa, julgando que, depois de arrasar o país, ele ficará melhor. Só o Tribunal Constitucional é que tem timidamente travado os projectos mais radicais do governo, evitando que o desastre seja maior. Mas nada pôde fazer na área da justiça, onde o PREC tem sido absoluto, tendo sido agora arrasados todos os tribunais para criar um novo mapa judiciário. Assim, o sistema de justiça deixou de cobrir todo o território nacional, ficando a maioria das populações sem tribunal. Os resultados estão à vista: os julgamentos foram adiados, o sistema informático dos tribunais esteve parado uma semana, os magistrados são colocados em contentores e os processos são transportados por soldados, mais uma vez sempre, sempre ao lado do povo. Diga o governo o que disser, do caos agora criado não vai resultar nada de bom.

Diziam os antigos que a justiça deveria ser feita, ainda que o mundo perecesse. Mas hoje o país perece e a nossa justiça com ele.» [i]
   
Autor:

Luís Menezes Leitão.

      
 Mais um defunto ao lado do pessoal do Seguro
   
«Fernanda Araújo Costa morreu em outubro, mas consta dos cadernos eleitorais do PS com quotas pagas e apta a votar nas eleições de 6 e 28 de setembro. É o quarto caso em Braga.

No dia em que a Comissão de Fiscalização Económica e Financeira do PS se reúne, extraordinariamente, para analisar queixas de militantes que alegam, sobretudo, o pagamento de quotas por terceiros, é conhecido o caso de uma mulher de Famalicão, que morreu no ano passado, cujas quotas estão "em dia", para votar. Este é o quarto caso no distrito de Braga de militantes que, apesar de mortos, têm as quotas pagas e constam dos cadernos eleitorais.» [JN]
   
Parecer:

Este Seguro e os seus jiahdistas da jota são mesmo de morte.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Uma pasta relevante para um comissário irrelevante?
   
«Jean-Claude Juncker começa esta terça-feira a entrevistar os 27 candidatos a comissários designados pelos Estados-Membros para a composição da nova Comissão Europeia. A conversa do presidente-eleito com Carlos Moedas deverá ter lugar na quarta-feira, em Bruxelas, e só depois de concluído este processo é que o ex-primeiro-ministro do Luxemburgo anunciará primeiro os nomes e depois as pastas de todos os elementos da sua equipa.» [Expresso]
   
Parecer:

O Moedas ainda fica com a importante pasta da igualdade dos homens feiotes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

   
   
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terça-feira, setembro 02, 2014

à portuguesa

Esta confusão do mapa judiciário ilustra muito bem o país político que somos, um país onde impera a incompetência, o oportunismo político, a suspeição a incompetência. Aquilo a que temos assistido é um espectáculo em que cada interveniente faz o que lhe cabe, o governo mostra-se incompetente, o partido da ministra dá uma conferência ridícula, os sindicatos e ordens escondem os seus interesses atrás do que entendem ser o interesse do país, o partido da oposição comporta-se de forma oportunista.
  
O governo que não teve a coragem de mexer no mapa autárquico mantendo tudo como estava no duvidoso mundo dos esquemas autárquicos decidiu mexer no ordenamento do sistema de justiça com a ajuda dos mapas da Michelin. Depois de ouvidos os grupos de interesse ligados ao PSD lá se decidiu sobre o que fechava ou ficava aberto e avançou para uma reforma à pressa, A pressa foi tanta que o exércio foi transformado em empresa de transportes e os juízes vão ter de julgar dentro de contentores montados à pressa e com recurso a ajustes directos.
  
Os advogados que costuma instalar os seus escritórios na proximidade dos tribunais, da mesma forma que as funerárias preferem as redondezas dos tribunais, não gostaram nada que o seu negócio fosse afectado e protestaram em nome da defesa da democracia, do direito à justiça e do interesse nacional, as mesmas bandeiras usadas pelos sindicatos do sector.
  
O PS, que em tempo de directas precisa de se armar em Bloco de Esquerda, promete reabrir tudo o que for encerrado, diz que os municípios estão de luto e que há quase meio milhão de portugueses sem justiça. O pessoal do Seguro esqueceu-se de acrescentar ao número de municípios de luto os muitos que já não eram sede de comarca, para falar das muitas aldeias onde há muito não se faz justiça apesar de terem pelourinho.
  
Este caso do mapa judiciário mostra o lodaçal em que o país se está transformando, o governo governa com incompetência, os grupos profissionais chamam a si a representação do interesse nacional e o maior partido da oposição limita-se a ser oportunista. O que Seguro fez agora com o mapa judiciário já Manuel Alegre tinha feito com a maternidade de Elvas e o PSD fez o mesmo em relação ao encerramento de escolas. A grande diferença está no facto de esta reforma ser duvidosa quanto ao rigor e ninguém a ter questionado sob este prisma.
  
O grave é que o caso GES/BES foi abordado com base em frases de campanha eleitoral, o mapa judiciários é lançado e analisado com oportunismo e muitas outras reformas importantes e necessárias não são feitas ou o são de forma incompetente porque o país parece estar prisioneiro da estupidez, tudo é se faz a pensar nos jornalistas e nos votos dos eleitores mais idiotas e manipuláveis por políticos como marques Mendes ou por jornalistas de pasquim.
 

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Flores de Lisboa: Cardo (Ameixoeira)
  
 Jumento do dia
    
Paula Teixeira da Cruz, a senhora que prometeu o fim da impunidade

A reforma do mapa judiciária não é de ontem, o projecto anda ao solavancos desde há anos e se a ministra que prometeu acabar com a impunidade recorre a ajustes directos para as muitas dezenas de empreitadas é porque em vez de concursos prefere outro procedimento menos transparente com a desculpa da celeridade. MAs se a ministra quer que as empreitadas sejam entregues a determinadas empresas sem qualquer transparência então que se deixe de promessas do fim da impunidade e proponha o fim dos concursos nas aquisições de bens e serviços pelo Estado. Dessa forma as empresas preferidas por outras entidades estaria em condições de igualdade com as preferidas pelo seu ministério. Como se costuma dizer, ou há moralidade ou comem todos.

E como não bastava este abandalhamento nas aquisições do ministério da Justoça ainda se assitiu às consequências da incompetência na gestão do sistema informático. Será que as entidades envolvidas neste processo também foram escolhidas por ajuste directo?

«Umas custam acima de 1,4 milhões de euros, outras não chegam aos dois mil. Em comum, as mais de 100 empreitadas previstas para os tribunais portugueses no âmbito do mapa judiciário têm a ausência de concursos públicos.

Ao todo, são perto de 35 milhões de euros que foram ou vão ser adjudicados por ajuste directo, e que incluem a contratação de juristas, informáticos e até a aquisição de serviços de imagem e comunicação.

Pela lei geral da contratação pública, é obrigatório fazer concurso público para adquirir serviços a partir dos 75 mil euros, limite que no caso das obras começa nos 150 mil euros. Acontece que a reorganização dos tribunais beneficia de um regime legal excepcional que permite fazer estas despesas através de negociação ou ajuste directo, com consulta obrigatória a pelo menos três entidades. A necessidade de parecer prévio do Ministério das Finanças para a aquisição de serviços acima daquele limite – no qual se inclui a contratação de pessoal – também não se aplica a esta reforma.

A opção não foi pacífica. Tanto a Ordem dos Advogados como o Sindicato dos Oficiais de Justiça entenderam, logo no final de 2012, quando o Governo anunciou a sua intenção, que não se justificava recorrer a um regime excepcional durante tanto tempo, quando o principal argumento da tutela era justamente a celeridade. Iniciados em 2013, os ajustes directos vão prolongar-se até 2015. O sindicato questionava se, perante o “clima de constante suspeição” em que o país tinha mergulhado, seria ponderado consultar determinados concorrentes, afastando outros. O concurso público “é uma das últimas fortalezas na defesa da transparência exigível aos contratos", observava, num parecer enviado à tutela.» [Público]

«A plataforma informática Citius, que serve para magistrados e advogados acederem e gerirem os processos, continua indisponível há cinco dias e meio. Nesta segunda-feira, quando entra em vigor o novo mapa judiciário, pode ler-se no site do Ministério da Justiça (MJ) que a página está “temporariamente indisponível” e que deverá assim permanecer durante o período da manhã. A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, já garantiu que ainda esta manhã o problema deverá ser resolvido.

Em declarações à TSF, a ministra esclareceu que foi detectado um “erro” na distribuição de processos” e que o problema deveria estar resolvido até às 10h, algo que não aconteceu. A mensagem na página foi, aliás, mudada. Por volta das 11h00, podia ler-se: "Dada a magnitude da intervenção a efetuar no sistema informático Citius, de forma a acomodar a nova Lei da Organização do Sistema Judiciário, encontram-se ainda em curso as imprescindíveis acções finais de controlo de qualidade do sistema. Estima-se que o mesmo se encontre disponível para utilização nos tribunais durante a manhã de hoje, com o subsequente acesso ao Portal Citius."» [Público]

 Um pedido a José Seguro

Desde que os jotistas tomaram conta da política portuguesa que sempre que há campanhas eleitorais as caixas de comentários dos blogues se transformaram num inferno. O Jumento não escapa à regra e desde que se trava a luta pela liderança do PS que militantes organizados da equipa de Seguro se instalaram por estas bandas só para fazer trabalho sujo.

Se estes pirralhos viessem com a intenção de debater até seriam muito bem-vindos, mas limitam-se a dizer umas parvoíces, a elogiar o seu líder e a ofender todos os que não gostam deles, transformam a caixa dos comentários no recreio de uma escola preparatório.

É por isso que peço ao Seguro que mande regressar à sede estes seus pequenos jiahdistas de trazer por casa.

 Como ficou o BES depois de sofrer o "haircut"

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 A verdade é como o azeite
   
«O que testemunha a hecatombe da estratégia deste governo é o paradoxo de se vangloriar da ligeira melhoria de indicadores económicos que resultam dos chumbos do TC
Dizem que a verdade é como o azeite: vem sempre ao de cima. Não estou certo que isso aconteça sempre, como diz o ditado popular. Contudo, passados três anos, o rotundo fracasso das políticas do actual governo está a vir ao de cima, com clareza, neste último ano do seu mandato.

Está à vista que o "novo modelo de crescimento", tão solenemente prometido por este governo, como uma "nova era económica", assente no crescimento das exportações, o que permitiria o equilíbrio da balança comercial, era uma falácia. Mais do que falácia, era um logro destinado a justificar a estratégia de empobrecimento generalizado e de destruição de parte da economia destinada a satisfazer necessidades de consumo interno consideradas "supérfluas". É hoje evidente que a saída da recessão, mesmo com um crescimento anémico, e um ténue aumento do emprego, resulta sobretudo do aumento do consumo interno e não das exportações. Neste fracasso do governo, até a balança comercial se inclina para o desequilíbrio estrutural do passado, o que é natural na ausência de qualquer política consistente de desenvolvimento industrial.

Como em vão foram os biliões de euros sacados em impostos, salários e pensões de reforma, atirados para a fogueira do controlo do défice orçamental. Passados três anos, a grande bandeira deste governo - o controlo das contas públicas - está totalmente esfarrapada. Arriscamo-nos a ter, este ano, um défice orçamental próximo dos 8% - uma autêntica queda no abismo. E se a senhora ministra das Finanças chora as decisões do Tribunal Constitucional que, pasme-se, "obrigou a repor salários e impediu a tributação dos subsídios de doença, de desemprego e os cortes das pensões de viuvez", quanto a outras despesas do Estado, que não resultam de decisões judiciais, o governo abriu os cordões à bolsa.

Como resultado de todos estes fracassos do governo - do empobrecimento, da destruição de parte do tecido económico, da recessão, da total incapacidade para controlar o défice - resulta um significativo aumento da dívida externa, não só em valor absoluto, mas em percentagem do PIB. Isto significa que, se não houver uma reestruturação da dívida, sobretudo quanto a prazos e juros, ficamos condenados, por décadas, a uma pobreza franciscana.

O que testemunha ainda mais a hecatombe da estratégia deste governo é o paradoxo de se vangloriar da ligeira melhoria de indicadores económicos que resultam, exactamente, de situações a que se opõe ferozmente, umas, que condena por razões ideológicas, outras; ou, ainda, que lhe são completamente estranhas. No primeiro caso, estão as decisões do Tribunal Constitucional que, ao impedir cortes de salários, de pensões de reformas e de viuvez, de subsídios de desemprego e de doença, permitiu que as famílias fossem menos espoliadas, facilitando o consumo interno que nos retirou da recessão. No segundo caso, está o emprego privado subsidiado, através de estágios, que tem produzido resultados positivos. Segundo o semanário "Expresso", 60% dos novos empregos são subsidiados pelo Estado. Isto deve arrepiar os mentores neoliberais do governo, mas no meio do naufrágio, em desespero, e com eleições à vista, até a medidas "socializantes" se agarram. No terceiro caso, estão as situações em que o governo é completamente alheio, como por exemplo, os excelentes resultados obtidos pelo turismo, os quais resultam em parte da insegurança provocada por conflitos, alguns de grande violência, em destinos habituais de europeus no Norte de África e Médio Oriente.

O facto de o governo se vangloriar de resultados a que se opôs, que não deseja ou que lhe são estranhos só aumenta a dimensão do descalabro das suas políticas.» [i]
   
Autor:

Tomás Vasques.

      
 Cavaco acusado pelos pequenos accionistas no BES
   
«“Quando a crise já estava ao rubro, já depois do aumento de capital, houve clientes que foram convencidos, de forma fraudulenta e enganosa, a transformar depósitos em ações, com base nas sucessivas declarações do Presidente da República e do governador do Banco de Portugal“, afirmou o advogado Miguel Reis, que vai participar no consórcio que está a ser criado para defender os pequenos acionistas do BES que foram lesados devido à criação do Novo Banco, em entrevista ao jornal i, nesta segunda-feira.  

O advogado defende uma investigação policial à atuação de Carlos Costa, do Presidente da República e da ministra das Finanças por terem garantido até ao fim que o banco dirigido por Ricardo Salgado era sólido, já depois do último aumento de capital. Cada processo custará cinquenta euros, acrescidos de um cêntimo por acção e o projecto passa por pedir a intervenção do Tribunal de Justiça Europeu para se saber se as medidas de confisco adoptadas pelo Banco de Portugal estão de acordo com o direito europeu, explica o jornal.» [Observador]
   
Parecer:

Em matéria de negócios com  acções Cavaco deveria dizer aos que ainda que o ouvem que façam como ele faz e não façam o que ele diz.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aos accionistas do EBS porque motivo não compraram antes as lucrativas acções da SLN que o generoso Oliveira e Costa vendia aos amigos.»
  
 Agora é que o caldo vai entornar?
   
«O conselheiro de Estado, Marques Mendes, disse no sábado que o PSD “tem de agradecer” a Paulo Portas por o líder centrista ter impedido um novo aumento de impostos. Estas declarações proferidas no seu comentário semanal provocaram mau estar no seio dos ‘laranjas’ com o líder da Juventude Social-Democrata a insurgir-se contra o antigo líder do PSD, revela o jornal i.

“Paulo Portas impediu um erro monumental. O PSD tem de lhe agradecer”. Foram estas as palavras de Marques Mendes no seu comentário de sábado relativamente ao ‘quase’ aumento de impostos que esteve para acontecer.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Este jotinha com idade para usar fato e gravata é um extremista do Passos Coelho, um verdadeiro jihadista da causa do primeiro-ministro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 O boche das finanças quer um comissário para vetar os OE
   
«As regras europeias já prevêem que os orçamentos dos estados-membros sejam analisados, ao abrigo do Semestre Europeu, e alvo de recomendações. Mas o ministro das Finanças da Alemanha considera que é preciso dar um passo maior no sentido da integração. 
  
Num artigo publicado hoje no Financial Times, em conjunto com Karl Lamers, antigo porta-voz da CDU alemã para a política externa, Wolfgang Schäuble sugere que a Comissão Europeia passe a ter "um comissário europeu para o Orçamento, com poderes para rejeitar os orçamentos nacionais, caso eles não correspondam às regras que acordámos em conjunto".» [DE]
   
Parecer:

Não seria melhor cada governo ter um delegado boche?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao senhor se vai sugerir que o delegado dos boches seja o Moedas.»

 O fim da impunidade, prometeu a ministra
   
«O ex-secretário de Estado da Administração Interna saiu do governo em Janeiro alegando "motivos pessoais" e foi trabalhar pouco tempo depois para a sociedade de advogados que representou em tribunal a Everjets, empresa que impugnou e venceu um dos concursos públicos para fornecer meios aéreos ao Estado. O processo decorreu numa altura em que Filipe Lobo D'Ávila ainda era responsável pela pasta dos incêndios.

Foi a Telles de Abreu e Associados, de que o ex-secretário de Estado é agora sócio, que defendeu a empresa de Famalicão num processo judicial movido contra o Ministério da Administração Interna (MAI), em que reclamava a alteração das regras do concurso. O Tribunal de Braga deu razão à Everjets, e decidiu que o MAI, através da Empresa de Meios Aéreos (EMA), modificasse as exigências de selecção.» [i]
   
Parecer:

Talvez tivesse sido mais útil prometer o fim da bandalheira.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Peçam-se contas ao ministro da Administração Interna, o responsável político pela escolha deste senhor para membro do governo.»
  

   
   
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segunda-feira, setembro 01, 2014

Mas que grandes reformadores

Aproveitando a presença da troika o PSD/CDS tentaram impor ao país uma reformatação que foi muito além da troika e mesmo dos limites admissíveis. A estratégia passou pela invenção de um desvio colossal na execução orçamental (com que José António Seguro ainda hoje concorda)  para justificar cortes brutais nos rendimentos dos trabalhadores, através de cortes de vencimentos e da famosa TSU. Ao mesmo tempo inventou-se uma vaga reformista que não só deu muito jeito a alguns beneficiários das privatizações, como foram de encontro ao desejo de alguns sectores empresariais.
  
Todas as reformas foram apresentadas como promotoras de desenvolvimento pois quebravam as amarras que supostamente impediam a acção dos investidores.
  
Uma das reformas mais exigidas foi a da legislação laboral, foi apresentada como condição para o desenvolvimento. A revisão da legislação laboral era apresentada como criadora de emprego e beneficiou do apoio de António José Seguro cujos apoiantes na UGT a assinaram a troco de algumas promessas que não foram cumpridas. O governo já foi mais além do acordado no famosos acordo de concertação social com que a UGT brindou a direita, mas os resultados em matéria de criação de emprego foram nulos.
  
A democratização da economia tem sido muito querida a Passos Coelho que deve ter lido algures que a presença do Estado na gestão das empresas era o Diabo. A sua primeira decisão foi acabar com a golden share na PT com as consequências que hoje se conhecem, a que se seguiu a venda da EDP ao Partido Comunista da China (Porque será que o PCP nunca fala desta empresa?) e a privatização da ANA cujo resultado foi um aumento brutal das taxas praticadas nos aeroportos. 
  
Com as privatizações o governo não se cansou de apregoar o grande interesse do investimento estrangeiro em Portugal, mas a verdade é que em três anos todos os investimentos estrangeiros que o governo atraiu, incluindo as compras de casa por chineses duvidosos que têm agora um passaporte dourado, não chegaram para compensar o abandono do projecto da Nissan de produzir baterias em Portugal. Em três anos foram mais e de maior qualidade os investidores que partiam do que os que vieram.
  
Depois de dar o irrevogável por revogável Paulo Portas achou que ia salvar a pele chamando a si a mais grandiosa das reformas, a reforma do Estado para a qual até produziu um guião que fez aprovar em reunião de Conselho de Ministros. Até agora não reformou nada.
  
Por fim, a Cristas também promoveu as suas reformas, uma reforma agrária que levaria os jovens para a agricultura e uma alteração revolucionária da lei do arrendamento que dinamizaria o mercado. Tanto quanto se sabe da reforma agrária pouco mais resultou que algumas couves-galegas pois o azeite de que a ministra tanto se gaba resultou de azeitonas de oliveiras plantadas antes dela imaginar que ia a ministra e o mercado do arrendamento é aquilo que se sabe, se não fossem os chineses dos passaportes dourados o mercado há muito que teria morrido e o Estado teria que fazer com a habitação o que fez com o BES depois de ter declarado que agora sim, que o sistema financeiro estava robusto e saudável.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Castelo de São Jorge, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Passos Coelho, o galo-da-Índia dos jardins de São Bento

Gosto de Passos Coelho quando se arma em galo-da-índia, já não nos bastava um Durão Barroso que subiu na vida à custa da guerra no Iraque e que parece ter sonhado com um cargo europeu na confusão de uma guerra em larga escala na Ucrânia, agora temos um primeiro-ministro que acha que vai invadir a Crimeia com dois submarinos que em vez de levarem torpedos estão equipados com luvas.

É fácil a um galo-da-Índia ter discursos agressivos e depois esconder-se num qualquer palácio enquanto diz que o seu povo é muito piegas. Já haviam pavões em São bento, agora há também galos-da-Índia.

«"Temos de mostrar à Rússia que a União Europeia não acredita em soluções militares, mas que também não assobia para o lado, disse Passos Coelho em conferência de imprensa em Bruxelas, após mais uma cimeira europeia de cerca de sete horas.

A União Europeia decidiu, nesta cimeira, que poderá vir a aprovar novas sanções contra a Rússia se aumentar a escalada do conflito na Ucrânia, depois de responsáveis ucranianos terem falado na entrada de tropas russas no leste da Ucrânia. O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, disse mesmo no sábado que a crise com a Rússia está perto de um "ponto de não retorno" e de se transformar numa "guerra em larga escala".» [Notícias ao Minuto]

 Co-adopção

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 O estranho caso do desaparecimento de Passos Coelho
   
«Dada a incapacidade de conseguir governar de acordo com o texto constitucional, lá veio o Governo apresentar o seu oitavo Orçamento Retificativo. Um verdadeiro recorde.

A inconstitucionalidade das normas provocou um desvio de cerca de 850 milhões de euros. Para atingir a meta mirífica de 4% de défice para este ano, esperava-se a apresentação de medidas adicionais ou substitutivas. No entanto, dado o aumento das receitas fiscais e a diminuição dos encargos com o subsídio de desemprego, o Governo garante não precisar das tais medidas.

Finalmente um sucesso da política do Governo? As reformas estruturais, que se diz existirem mas que ninguém vê, começam a dar frutos? A destruição do tecido produtivo era, afinal, criativa? O empobrecimento era um passo atrás para dois em frente rumo a um futuro melhor?

Nada disso. É impossível imaginar um documento orçamental que confessasse de uma forma tão flagrante o imenso falhanço de uma fórmula e de uma opção política.

Não era a maldita procura interna que nos estava a afundar? Não eram as exportações que nos iam salvar? Pois bem, parece que é o crescimento da procura interna que ajuda, em grande parte, a equilibrar as contas.

As exportações vão ficar abaixo do esperado e as importações acima. Não estava em curso uma reforma estrutural que não ia deixar que as exportações parassem de crescer e as importações de diminuir ? Pois. Os profetas da desgraça que diziam que bastava um ventinho favorável na economia e a inevitável reposição dos bens duradouros e maquinaria para que as importações aumentassem estavam certos, não é?

Diz que o desemprego, com o aumento da malfadada procura interna, diminuiu. Continua a assobiar-se para o ar enquanto centenas de milhares de jovens emigram, esquecem-se os que desistiram de procurar emprego e celebra-se o facto de existirem menos encargos com o subsídio de desemprego. Talvez fosse bom lembrar que estamos a falar de gente que fica sem nada, mas não se pode pedir sensibilidade a quem não a tem. Mas, sim, houve criação de emprego. Nas empresas? Muito pouco. Segundo o Expresso, 60% desses empregos são no Estado. Estágios e assim, aquilo que no passado recente era considerado uma moscambilhice. Batota, gritaria, em tempos, Passos Coelho.

A governação liberal cria empregos no Estado. Talvez seja mais uma face do nosso liberalismo de badana.

E a despesa? Não era o corte na despesa que era a panaceia? Não se ia cortar a direito nas gorduras? Pois sim, lá o cortar em salários e pensões fez-se - a parte não inconstitucional, claro está -, já as gorduras, nem comprimidos, nem dieta, nem jogging. Nem sequer as deliberações do Tribunal Constitucional servem para disfarçar a incapacidade de acalmar o monstro. Ele continua a engordar.

Em resumo, o que correu bem para a economia foi através da negação de todo o credo governamental. E a chave-mestra, o que permitirá atingir o mágico 4%, o alfa e o ómega da política prosseguida tem um nome: impostos. Nunca os portugueses pagaram tantos. Eis a verdadeira, a evidente, a revolucionária reforma estrutural: a maior carga fiscal de sempre.

Vale a pena lembrar as promessas sobre receita e despesa? Vale a pena indignarmo-nos com a lata de Portas quando vem, no fundo, dizer que é por ele que ainda não aumentaram mais? Não, não vale. Talvez valha só a pena indagar sobre o paradeiro do Passos Coelho que acusava os governos de resolverem sempre os problemas com o aumento de impostos.» [DN]
   
Autor:

Pedro Marques Lopes.

      
 A anedota da pasta dop comissário arrasta-se
   
«O primeiro-ministro, Passos Coelho, disse hoje em Bruxelas que acredita que Portugal poderá ter uma pasta "significativa" na próxima Comissão Europeia e que satisfaça as pretensões do Governo.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Tudo o que seja dar ao Moedinhas mais do que a pasta da criação do bicho-da-seda é um exagero. E até era uma ideia, assim a Tecnovia podia promover o lançamento de um curso financiado por fundos do ministério da Agricultura destinado à plantação de amoreiras.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Pobre Seguro
   
«O secretário-geral do PS, António José Seguro, reafirmou hoje em Penafiel que se for eleito primeiro-ministro o IC35, que liga aquela cidade a Entre-os-Rios vai ser uma realidade.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

É ridículo ver o jotita fazendo promessas de novas estradas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Rui Rio vai pondo Passos Coelho de molho
   
«A um ano de eleições legislativas, as peças no xadrez político começam a movimentar-se. Rui Rio é há muito aclamado por um setor do PSD (e nã só) que o quer ver enfrentar Passos Coelho e imitar o que fez António Costa a António José Seguro, a começar pelo próprio autarca de Lisboa. E Rio, não desvendando o que quer, mas mantendo o suspense, vai dando passos (salvo seja) no caminho, só não se sabe a caminho do quê. O próximo é o lançamento de uma biografia, exatamente na rentrée política e em cima das primárias do PS.

De acordo com o semanário Expresso, a biografia “Rui Rio – De corpo inteiro”, que será lançada no final de setembro, início de outubro, é autorizada pelo autarca. Prova de que Rio não quer sair de cena política e o timing não foi escolhido ao acaso: as eleições primárias no PS, que podem eleger António Costa, são no dia 28 de setembro; o país está em plena rentrée política e à espera do último orçamento anual da equipa Passos/Portas.

Rio só ainda não tornou claro os objetivos que tem no curto/médio prazo. Quer ser líder do PSD, tentar derrubar Passos Coelho e ainda ir a tempo de disputar as eleições legislativas, esperar pelas próximas ou guardar-se para as presidenciais? No círculo político do ex-autarca há a convicção que, uma eventual vitória de António Costa nas primárias do PS que levariam António José Seguro a sair da liderança do PS, provocaria um terramoto nas relações políticas do próximo ano, diz fonte próxima de Rio ao semanário (texto da edição deste sábado, não disponível online).» [Observador]
   
Parecer:

Um dia destes o Passos ainda se vai lembrar de o propor para candidato presidencial.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Seguro faz figura de urso
   
«António José Seguro, secretário-geral do PS, voltou a referir este domingo, na Guarda, que pretende que «nada fique por esclarecer» e «nenhuma verdade fique por apurar», no caso BES (Banco Espírito Santo).

«Os portugueses têm direito a saber toda a verdade, porque este caso BES não é o caso apenas de um banco ou do sistema bancário, ou do sistema financeiro, é um caso da democracia portuguesa e se houver ocultação de alguma verdade, se não se apurar toda a verdade e todas as responsabilidades é o próprio regime democrático que fica em causa», sublinhou.» [A Bola]
   
Parecer:

Mas este não é o mesmo Seguro que se aproveitou do caso BES para aparecer nas televisões e disse que estava tranquilo depois dos esclarecimento do governador do BdP?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  

   
 Egra
   
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