sábado, outubro 26, 2013

Diplomacia de taberna

O que e mais impressiona neste ministro cavaquista, uma encomenda que muito provavelmente foi uma imposição de Cavaco Silva em troca da forma como foi gozado com a última remodelação, não é a falta de formação e de honestidade revelada pelo ministro. O homem nunca foi grande espingarda e quanto a honestidade estamos conversados com as suas mentiras em sede de comissão parlamentar. De um político que mente ao órgão que representa o povo português não se pode esperar grande coisa.
  
Também não admira nada a sua falta de respeito pelas instituições da República, quem sai aos seus não degenera e todos nos recordamos de quando Cavaco Silva, esse modelo de homem culto e democrata, designava todas as instituições do Estado por “forças de obstrução”.
  
O que mais impressiona não é o desrespeito pela separação de poderes ou mesmo o recurso à mentira e o envolvimento irresponsável e recorrendo a falsidades de altas figuras da justiça, o que impressiona é o baixo nível da linguagem de um ministro da República Portuguesa em terras estrangeiras. Revelou uma falta de consideração intelectual e demonstrou um muito baixo nível.
  
Se dantes se falava de diplomacia do champanhe agora estamos perante uma diplomacia de taberna, a forma como este desgraçado de ministro falou a uma rádio angolana só é digna de uma conversa de taberna, em volta de uns copos de vinho de qualidade rasca, isto para não dizer que num bordel se podem ouvir debates políticos de melhor nível.
  
É uma vergonha para Portugal ter um ministro dos Negócios Estrangeiros que no plano intelectual, da linguagem e da qualidade da argumentação está ao nível de um taberneiro. Depois de destruírem muito do que se fez na Escola Pública, do abandono das energias renováveis, da paralisação na modernização das escolas ou da destruição das Novas Oportunidades, só faltava a este governo atirar merda para a ventoinha da democracia e destruir o muito que nos últimos anos se progrediu nas relações com Angola.
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