terça-feira, outubro 29, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Moinhos de Santana Lisboa
     Jumento do dia
    
Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças

A ministra concluiu que o OE podia ser melhorado o que conduz a uma interrogação óbvia: se a ministra sabe que pode ser melhorado isso significa que o OE foi intencionalmente mal feito para que os deputados da maioria possam mostrar quão generosos são? Se a ministra acha que pode ser melhorado é porque sabe quais as normas que  podem ser e como podem sr melhoradas, isto é, quando as fez já sabia que eram mazinhas.

«A ministra das Finanças defendeu hoje que "as considerações de justiça social devem também ter em conta o impacto na economia" e que o Orçamento do Estado para 2014 pode agora ser melhorado.

Maria Luís Albuquerque, que falava nas jornadas parlamentares do PSD e do CDS que começaram hoje, questionara antes por que é que no passado não se deu "igual importância à justiça social" quando se adoptavam medidas com impacto nas gerações futuras.» [DE]


 O homem mais alto do mundo casou na Turquia

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O mais baixo ainda governa em Portugal.

 Desta vez vai mergulhar nos cagalhões no cais de Belém?
 
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 Uma boa razão para gostar de Sócrates
 
O ódio que a direita e a extrema direita nutre por ele.
 
 O PCP no seu melhor
  
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A hipocrisia e o oportunismo brilhará para todos nós....

Até se compreende que o Bernardino, um admirador convicto da Coreia do Norte aceite coligar-se com monárquicos, mas com o PSD dos capitalistas e banqueiros é que já é demais. Andam andam e ainda vão ao beija-mão com a troika.

      
 Oh, o anjo loiro afinal era cigano (2)
   
«Alguns leitores contestaram o título da crónica de ontem, "Oh, o anjo loiro afinal era cigano...", lembrando-me que a menina aparecida na Grécia não "era" cigana, "é" cigana. Ora não foi descaso da minha parte, foi mesmo essa a ideia central da crónica: é irrelevante Maria ser cigana. Como, aliás, não o ser. Alguns, quando viram a menina loira entre pais de pele morena, logo embalaram para a hipótese de estar ali a prova do secular mito de roubo de crianças por ciganos - e, com o mistério de Maddie ainda a pairar, o interesse por Maria explodiu. Outros, depois de se saber que Maria era mesmo filha de ciganos (não dos primeiros, gregos, mas de búlgaros), aproveitaram para denunciar os habituais ataques ao modo de vida dos ciganos. Entre tornar-se esperança de outras crianças serem encontradas e ser pretexto para se provar que os seus são perseguidos, Maria mais uma vez foi desapossada de ser vista como uma pessoa com direitos. Mais uma vez ela não pôde ser simplesmente Maria. Ontem (hoje limito-me a repetir) eu escrevi que ela é a protagonista de uma história em que o resto é irrelevante até que nos convençamos todos desta lei: cigana ou não, é inadmissível que uma criança seja vendida. Logo, o essencial é ela, Maria. Dito isto, podemos passar a ela ser mais do que ela. Maria não devia levar-nos a interessar pelas crianças (ciganas ou não) que mendigam nos cruzamentos das nossas cidades? Trabalham para quem?» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
     
 Teologia da libertação
   
«Depois dos modelos (falhados) de Vítor Gaspar, as convicções de Maria Luís Albuquerque. Na sua carta de demissão de julho passado, Vítor Gaspar reconheceu que os sucessivos desvios e o falhanço de todas as metas orçamentais tinham minado a sua credibilidade.

Maria Luís Albuquerque, a sua sucessora na pasta das Finanças, não se deixa abalar por coisas tão pequenas como ‘factos' e ‘realidade', decide apresentar um Orçamento de Estado que aparenta estar fundamentado apenas na certeza das suas próprias convicções e chama-lhe orçamento da libertação.

Os estudos falham, os modelos também, e os multiplicadores, aqueles que ajudam a perceber porque falha a austeridade, não interessam nada porque, afirma a Ministra das Finanças, "99% dos portugueses não sabe o que é o multiplicador e não quer saber". Resta a Maria Luís Albuquerque abandonar o mundo da razão e transformar este orçamento numa espécie de Evangelho.

Apesar do quadro macroeconómico que consta deste orçamento pressupor que a experiência dos últimos dois anos misteriosamente não se repetirá, Maria Luís Albuquerque acredita em milagres e garante que ele é credível. Os novos cortes nos salários e nas pensões, e os novos cortes na saúde e na educação, apesar de violentos, não vão causar nenhum rombo na procura interna, porque tudo isto foi anunciado em maio e os agentes, que são racionais, já interiorizaram a nova quebra de rendimentos. Num certo sentido, é como se a austeridade, desde que previamente anunciada, não existisse verdadeiramente.

Mas Maria Luís Albuquerque acredita noutras coisas. Acredita, por exemplo, que, no contexto atual, baixar a taxa de IRC aumenta o investimento. Maria Luís Albuquerque acredita porque está convicta, e vice versa. Não interessa que os empresários, em sucessivos inquéritos publicados pelo INE, a contrariem e digam que é a falta de clientes e das perspetivas de vendas que levam à queda do investimento. Não interessa que países que já têm a competitividade fiscal que Maria Luís Albuquerque deseja para Portugal também não tenham investimento. Não interessa que a maioria dos empresários europeus aponte a falta de procura como principal razão para a queda do investimento. Nada disto interessa, porque contra convicções não há argumentos.

Depois de dois anos de destruição causada por uma estratégia que falhou, que continuará a falhar e que não pode resultar, esta ministra das Finanças recusa aprender o que quer que seja e propõe-se repetir a experiência, garantindo, convicta, que, desta vez, os resultados serão diferentes. Dos portugueses, cobaias desta experiência alucinada, espera-se calma e temperança, porque este é o orçamento da libertação.» [DE]
   
Autor:
 
João Galamba.
   
 Um ódio de estimação da direita
   
«A Direita convive bem com questões graves e mal explicadas, como as compras e vendas de acções da SLN, com lucros chorudos, desde Cavaco Silva a Rui Machete
1 - O ex-primeiro-ministro José Sócrates, agora comentador num canal de televisão (essa bizarria das televisões portuguesas de alcandorar a "comentadores políticos" ex-dirigentes partidários, de Marques Mendes a Francisco Louçã, mas excluindo cirurgicamente Carlos Carvalhas, ex-secretário-geral dos comunistas), esteve no olho do furacão mediático durante a semana passada. O pretexto para o reboliço foi, aparentemente, o lançamento de um livro - um trabalho académico que, independentemente do interesse e da oportunidade do tema, é maçudo e com uma argumentação afuniladamente afrancesada (que se compreende em função da Escola em que foi apresentado o trabalho), o qual poucos se darão ao trabalho de ler na íntegra. De facto, a verdadeira razão que levou a comunicação social - televisão, jornais e rádios - a dedicarem a José Sócrates grandes entrevistas, extensas notícias diárias, crónicas diversas e editoriais, não foi a apresentação do livro, mas a figura política incontornável de José Sócrates na vida política portuguesa e o seu recente regresso ao país e à ribalta política através dos comentários semanais. E José Sócrates sabe isso, melhor do que ninguém, transformando a apresentação do livro, feita com pompa e circunstância por dois ex-presidentes, de Portugal e do Brasil, Mário Soares e Lula Inácio da Silva, num acto exclusivamente político.

A Direita voltou a destilar, por estes dias, o velho ódio que dispensa a José Sócrates. Nalguns casos, regressou às batidas questões com que o perseguiram durante anos. Até a licenciatura veio de novo à baila. Mas, notoriamente, não são estas as questões que "incomodam" a Direita. Ela convive bem com questões de muito maior gravidade: estranhas e mal explicadas compras e vendas de acções, com lucros chorudos, desde Cavaco Silva a Rui Machete, que Passos Coelho convidou para ministro dos Negócios Estrangeiros; com um conselheiro de Estado afundado até à raiz dos cabelos no banditismo financeiro do BPN, como Dias Loureiro; com um ministro "licenciado" através de uma fraude académica, como Miguel Relvas, e muito mais. O que incomodou (e incomoda) a Direita foi a facilidade com que José Sócrates entrou no eleitorado que tradicionalmente vota PSD e CDS-PP, o que lhe permitiu obter a primeira e única maioria absoluta para os socialistas, em 2005. E, nas eleições de 2009, já com a crise em cima da mesa e após quatro anos a enlamear, diariamente e com voracidade, o carácter do então primeiro-ministro, o PSD apenas subiu quatro décimas em relação a 2005, enquanto o PCP não saía do mesmo sítio - sete por cento nas últimas três eleições legislativas. Este ódio da Direita a José Sócrates é explicado na literatura desde a Eneida, de Virgílio: é um amor-ódio. E quanto mais intensa é a paixão, mais o ódio é avassalador. O próprio José Sócrates explicou isso numa entrevista recente: "Sou o chefe democrático que a direita sempre quis ter". Agora que ele regressou, mais vale prevenir do que remediar.

2 - O ministro dos Negócios Estrangeiros de Angola, Georges Chikoti, declarou há dias que Portugal deixou de ser uma "prioridade estratégica" para aquele país africano, na sequência do que já tinha dito o presidente Eduardo dos Santos, e como represália contra a investigação judicial, que ocorre em Portugal, contra altas figuras do Estado angolano. Na ocasião, Georges Chikoti acrescentou que o Brasil e a China constituíam alternativas a Portugal. No dia seguinte, as autoridades judiciais brasileiras acusavam o general angolano Bento dos Santos Kangamba de chefiar uma quadrilha dedicada ao tráfico de mulheres e de prostituição, emitindo a Policia Federal brasileira um mandato de captura internacional contra o visado. Espera-se a todo o momento que o ministro dos Negócios Estrangeiros de Angola venha excluir também o Brasil das sua "prioridades estratégicas". Resta a Angola a China, mas sabemos que a famosa paciência dos chineses também se esgota.» [i]
   
Autor:
 
Tomás Vasques.
 
 Quem enganou Pires de Lima
   
«A entrada de Pires de Lima para o Ministério da Economia foi recebida pelos empresários de todo o país como uma boa notícia. Não apenas porque se livravam de Álvaro Santos Pereira, a quem nunca deram o benefício da dúvida, mas sobretudo porque viam no ex-presidente da UNICER alguém que conhece bem o tecido empresarial e que, por isso mesmo, há muito vinha defendendo, sem papas na língua, o que as pequenas, as médias e até as grandes empresas reclamavam. Nesse sentido, e também porque faz parte do grupo mais próximo do vice-primeiro-ministro, Pires de Lima deveria ser o braço armado, digamos assim, das empresas no Governo.

O que pode dizer-se passado tão pouco tempo sobre a tomada de posse de Pires de Lima? Talvez tenhamos trocado um excelente empresário por um sofrível ministro. A coisa seria aceitável, não se desse o caso de o país precisar, hoje mais do que nunca, de um excelente ministro da Economia. O homem que batia ferozmente na política de Vítor Gaspar amansou rapidamente. É certo que, enquanto membro do Executivo, tem um dever de lealdade que lhe trava a verve. Mas, se atentarmos no Orçamento do Estado (OE) para 2014 que nos foi apresentado, o mínimo que pode dizer-se é que Pires de Lima averbou uma pesada derrota.

Era ele que dizia em voz alta o que Paulo Portas pensava em tom baixo e estava proibido de afirmar em público. Era ele que firmava e reafirmava, em frente às câmaras de televisão, os valores do CDS-PP, aqueles que constituem (ou supostamente devem constituir) a famosa "linha vermelha" que o líder do partido não admite pisar. Numa palavra, era ele, pela liberdade oratória que possuía, que apontava a Passos Coelho o caminho que o CDS-PP gostava de ver trilhado, sempre em defesa dos mais pobres, dos que mais sofrem, dos que são assaltados pelo Estado com uma despudorada intensidade e regularidade.

Era ele que pugnava pela descida do IRS. Era ele que se batia pela redução do IVA da restauração. Era ele que defendia o aumento, o mais depressa possível, do salário mínimo nacional. Era ele que queria ver no terreno a reforma do IRC. E por aí fora, num tom sempre de sentido contrário ao que estava a ser usado pelo Governo. Excluindo o IRC, mais nada do que Pires de Lima almejava ganhou corpo. Se fosse ainda empresário, Pires de Lima podia dizer deste OE o que Maomé não disse do toucinho. Assim, o máximo que consegue dizer é que este OE já devia ter sido feito em 2012. Ai sim?

Confrontado, há dias, com a evidência dos factos, o ministro respondeu, algo irritado, que nada disto belisca a confiança que o primeiro-ministro nele mantém. Pois não. Para o primeiro-ministro, a entrada de Pires de Lima no Governo deu, de resto, muito jeito: retirou da praça pública um dos mais procurados comentadores das medidas draconianas do Governo. Calou-o.

"Sei que a minha entrada no Governo correspondeu a um excesso de expetativas. E também tinha a noção que muito provavelmente o meu estado de graça ia terminar quando se apresentasse o Orçamento do Estado para 2014", disse Pires de Lima em entrevista ao "Expresso". É uma análise lúcida. "Grandes amores e enganos comportam grandes riscos", disse Dalai Lama. Quem terá enganado Pires de Lima?» [JN]
   
Autor:
 
Paulo Ferreira.
   

 
 Mais uma do merceeiro holandês
   
«A Administração da Jerónimo Martins cancelou hoje a encomenda de 250 exemplares do livro de José Sócrates, 'A Confiança no Mundo - Tortura em Democracia', que tinha contratado há já algumas semanas.

Quando a editora Babel questionou o motivo da decisão, o departamento comercial da empresa invocou "ordens superiores" para proibir a venda do livro na rede de supermercados Pingo Doce.

Apesar de a editora não fazer comentários à atitude da Jerónimo Martins, nem o autor, José Sócrates, se pronunciar sobre a exclusão do seu livro, o DN sabe que ao tomar conhecimento do que se passou o ex-primeiro-ministro ficou "revoltado". Designadamente por serem instruções vindas superiormente da própria Administração, que contrariam a encomenda realizada.» [DN]
   
Parecer:

Gente que mete nojo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Responda-se ao merceeiro com a famosa frase do falecido Pinheiro de Azevedo, o desgraçado que vá à bardamerda.»
      
 Seria uma grande perda
   
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«A brasileira Maya Gabeira, de 26 anos, ficou esta segunda-feira inconsciente durante um acidente quando tentava surfar uma onda gigante na Praia do Norte, na Nazaré, tendo sido transportada para um hospital da zona.

Segundo constatou a agência Lusa no local, o acidente ocorreu às 07h15, quando Maya Gabeira tentou surfar uma onda gigante. Maya Gabeira ainda conseguiu surfar a onda, mas depois acabou por cair, tendo sido transportada para a areia por uma equipa de apoio.» [CM]
  
 Portas borra emcima dos valores europeus
   
«No arranque das jornadas parlamentares conjuntas PSD/CDS, o vice-primeiro-ministro voltou a salientar as vantagens de ter um programa cautelar como poderá ter a Irlanda

Paulo Portas acusou o líder do PS de pretender desinformar, ao confundir um segundo resgate com um programa cautelar. O vice-primeiro-ministro apontou o exemplo da Irlanda, que deverá ter programa cautelar, como o preferível. “A Portugal convém seguir a Irlanda e não a Grécia. Antes celta que grego mas em qualquer caso português”, afirmou Paulo Portas, na intervenção inicial das jornadas parlamentares da maioria, a decorrer na Assembleia da República.» [Público]
   
Parecer:
 
É jm nojo que um ministro de um governo de um país europeu se referir deste modo ao povo grego, o povo da mais importante civilização da Europa, o povo com que ele aprendeu a tomar banho e a limpar o cu sem ter de recorrer à folha de uma figueira.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se calar o negociante de submersíveis.»
   
 Porquê depois do resgate
   
«"Num momento em que Portugal se aproxima do final do memorando de entendimento, é necessário, a par da responsabilidade orçamental, que continuará a ter de estar connosco durante muitos anos, encontrar um novo modelo de desenvolvimento com reformas estruturais e com investimentos seletivos, apostando em áreas estratégicas", sendo "uma dessas áreas o crescimento verde", sustentou hoje Jorge Moreira da Silva.

O ministro, que falava à margem de uma cimeira do chamado 'Grupo do Crescimento Verde' -- que integra 13 Estados-membros da União Europeia -, salientou que "Portugal, que neste momento procura identificar opções que vão para lá de um resgate, um novo modelo de desenvolvimento que vá para lá do memorando de entendimento, facilmente conclui que a economia verde integra uma grande potencialidade, não apenas para a proteção ambiental, mas também para a criação de emprego e para um crescimento sustentável", e não apenas no médio e longo prazo.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Primeiro boicotaram as renováveis, agora arranjam desculpas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   

   
   
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