segunda-feira, abril 10, 2017

O esquema do cuco



Há a ideia de que os governantes escolhem os seus paus mandados para os altos cargos da Administração Pública, para conseguirem favores no exercício do seu mandato. Talvez isso seja verdade, mas também é verdade que o modelo mais sofisticado e inteligente não envolve governantes no ativo, trata-se de uma estratégia que copia a do cuco, que coloca os seus ovos nos ninhos de outras aves, os seus descendentes não só são alimentados pelo progenitor involuntário, como expulsam as outras crias do ninho.

Basta olhar à nossa volta para reconhecermos vários políticos bem-sucedidos na vida, alguns conseguiram mesmo um estatuto na banca, passando em poucos anos da condição de pobres diabos para a de jet set. Alguns destes políticos desempenharam altos cargos partidários, não tendo chegado a desempenhar funções governamentais ou, quando isso sucedeu, fizeram-no em pastas com reduzida expressão económica. Uns tiveram um percurso parlamentar onde lideraram bancadas, outros foram secretários-gerais de partidos com presidente, alguns fabricaram primeiros-ministros ou chegaram mesmo a inventá-los a partir de personagens sem grande futuro.

Pensar que um governante ou um negociante de influências com alto estatutos político morre quando muda um governo é um  engano. Enquanto estão no poder, seja como governantes ou com responsáveis partidários, criam uma teia de relacionamentos que vai perdurar para além do tempo em que estão no poder. Designam gente da sua confiança para os mais importantes cargos da Administração Pública, desde diretores-gerais a modestos chefes de divisão. 

A sofisticação destes “cucos” é tão sofisticada que chegam a contar com suplentes, quando um novo governo chega e muda alguns dirigentes escolhe muitas vezes mais um ovo do “cuco” que estava à espera da sua vez. É desta forma qe algumas personalidades que estiveram em posições de relevo continuam a ter um estatuto de “padrinhos” durante longos anos. Por vezes, já passou mais de uma década e ainda conseguem escolher dirigentes para postos estratégicos.

Quando os governos mudam podem dizer que nada têm que ver com os negócios, mas na verdade é quando os “cucos” estão mais ativos. As suas crias são obedientes não só porque devem tudo aos progenitores, como sabem que mais tarde ou mais cedo o seu “cuco” ou os seus amigos estarão novamente no poder, graças à bendita alternância democrática. Alguns são tão servis que para além dos favores comerciais dedicam-se a favores políticos, fazendo de antenas do futuro poder, fornecendo informação confidencial. Há mesmo que já tenha chegado muito alto na vida à custa destes esquemas.

Miguel Relvas, o mais recente senador e candidato a banqueiro institucionalizou a figura do “cuco”, agora a Geringonça conta com centenas de dirigentes escolhidos por falsos concursos, aprovados por um ingénuo chamado Seguro. António Costa é o primeiro-ministro em funções, mas quem manda em muitos serviços do Estado é Passos Coelho, o primeiro-ministro no exílio. Aliás, o ridículo chegou ao ponto de a venda do Novo Banco ter sido preparada por um secretário de Estado de Passos Coelho, neste caso nem houve necessidade de concurso, foi inventado um lugar de assessor.

Umas no cravo e outras para a ferradura




 Jumento do Dia

   
Procuradora-Geral da República

Uma semana muito má para a imagem o MP acabou com um comunicado atabalhoado da PGR, informando que não foi enviada uma carta rogatória a Angola, no âmbito da investigação ao vice-presidente daquele país, porque entendeu que a mesma não teria resposta. Acontece que se não é isso que consta na acusação a Procuradora-geral fica em muitos maus lençóis.

É disso que dá conta o advogado do vice-presidente angolano, é óbvio que a PGR foi longe demais, depois de intervir ativamente na política interna parece ter decido interferir nas relações internacionais.

«A defesa do vice-presidente de Angola Manuel Vicente nega que o arguido da Operação Fizz se tenha recusado a vir a Portugal prestar esclarecimentos no processo, como é indicado no despacho do Ministério Público, refere-se numa nota do advogado Rui Patrício, enviada neste sábado à Lusa.

No despacho prévio de acusação, o MP refere que não foi possível notificar o arguido Manuel Vicente, acusado de corromper o ex-procurador português Orlando Figueira, para “constituição como arguido e respectivo interrogatório, uma vez que, pese embora tenho sido expedida a competente carta rogatória [às autoridades judiciárias angolanas], a resposta foi no sentido de não existir nenhuma possibilidade” de esta ser cumprida.

A defesa de Manuel Vicente sustenta que “o inquérito foi encerrado e a acusação foi proferida sem que tivesse sido ouvido” o arguido e “sem que tenham sido ponderadas e tratadas correctamente várias questões e regras importantes e sérias que se impunham e continuam a impor”.» [Público]

      
 Os 100 dias frouxos de Guterres
   
«Os primeiros 100 dias de António Guterres à frente das Nações Unidas ficam marcados pela "completa inação" no conflito do Iémen e pouca assertividade na questão dos colonatos israelitas em Gaza, na análise de uma alta responsável da Amnistia Internacional.

"Entramos no reino em que a Amnistia Internacional já mostra preocupação. Uma das principais áreas, para nós, é o conflito do Iémen. Ele [Guterres] disse que este é um dos principais temas que iria atacar e ouvimos coisas muito positivas sobre a forma como gosta de se envolver pessoalmente na mediação. No entanto, não vimos nada", disse à agência Lusa a diretora do gabinete da Amnistia Internacional junto das Nações Unidas, em Nova Iorque.

"Não vimos qualquer ação, quaisquer esforços tangíveis. Apesar das viagens que ele fez à região há uns meses, logo no início do seu mandato", realçou Sherine Tadros, britânica de origem egípcia que assumiu a liderança do gabinete da Amnistia Internacional na ONU em 2016.» [Expresso]
   
Parecer:

Muita parra e pouca uva.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Ainda cheira a Paulo Portas
   
«O antigo vice-Primeiro Ministro e ex-líder do CDS, Paulo Portas, é peça-chave numa denúncia que o Ministério Público recebeu a propósito de um concurso internacional para a construção da Escola da NATO em Oeiras. A queixa foi apresentada pela construtora Tecnorém e sustenta que "houve um claro favorecimento da sociedade Mota-Engil" no concurso em causa, na sequência de pressões do seu consultor - Paulo Portas - sobre o diretor-geral de Recursos da Defesa Nacional, Alberto Coelho, responsável pelo lançamento do concurso e presidente do Conselho de Fiscalização do CDS.

Segundo a notícia avançada na edição deste domingo do "Jornal de Notícias", a proposta da Tecnorém ficou na primeira posição do relatório de avaliação do concurso, pelo que o júri propôs que a empreitada lhe fosse adjudicada, por ser "economicamente mais vantajosa". Mas depois de uma reclamação da Mota-Engil - que tinha ficado em segundo lugar -, a empresa de Ourém acabou por ser excluída do concurso e a obra foi adjudicada à construtora de que Paulo Portas é consultor desde que saiu do Governo.

Ora a exclusão, sustenta a denúncia da Tecnorém, ocorreu "sem fundamento e em contradição com a posição anteriormente defendida" pela mesma direção-geral e por um júri com o mesmo presidente. E terá ocorrido depois de o diretor-geral de Recursos da Defesa Nacional ter sido "abordado pelo ex-ministro da Defesa e ex-vice-Primeiro Ministro, Dr. Paulo de Sacadura de Cabral Portas, conhecidos de longa data por razões profissionais (Ministério da Defesa) e das lides político-partidárias (CDS-PP).".» [Expresso]
   
Parecer:

Durante muitos anos a maior parte da Administração pública estará nas mãos de gente de confiança nomeada por Passos Coelho e Paulo Portas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Denuncie-se.»

 Os Tonton Macoutes de Gaia perderam
   
«Os adeptos do Canelas não querem falar com os jornalistas - e são dezenas de jornalistas, portugueses e estrangeiros, a ver um jogo que em condições normais seria nota de rodapé. Mas as condições não são normais, o jogo tem intervenções em direto nos canais noticiosos, há 70 polícias no recinto e corpo de intervenção nas imediações do estádio. "Nunca vi tanta bófia! E com tanto gatuno que ainda anda à solta..."

O Maia-Canelas devia ser apenas mais um jogo do Campeonato Elite-Pro, nome pomposo que significa que lá se defrontam as melhores equipas das Distritais, que tentam subir aos campeonatos nacionais. Mas este domingo, 9 de abril, não é assim. No Estádio José Vieira de Carvalho está um forte contingente policial, depois da agressão de Marco 'Orelhas' ao árbitro José Rodrigues no jogo com o Rio Tinto de há uma semana. A agressão à joelhada ao árbitro que partiu o nariz e necessitou de cirurgia reconstrutiva foi notícia em vários jornais europeus, que titularam o canelas 2010 de equipa mais violenta do mundo. A TV Galicia é um dos meios de comunicação estarão presentes na Maia.» [Expresso]
   
Parecer:

Perdida a proteção do padrinho os macacóides de gaia uns medrosos e merdosos, cobardolas que se esquecem do que fazem e não se cansam de pedir desculpa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Rui Rio terá coragem de enfrentar Passos Coelho
   
«As previsões são sempre um exercício arriscado. Mas a menos de um ano de distância do congresso que a direção do PSD garante que não antecipará em mais do que algumas semanas, e num quadro que admite um resultado conservador para Passos Coelho nas autárquicas de outubro, é seguro prever que o líder social-democrata voltará a candidatar-se ao cargo nas eleições internas no início de 2018. E, desta vez, ao contrário das anteriores, vai ter de enfrentar um sério adversário: Rui Rio.

No PSD há poucas dúvidas que o próximo congresso será o palco para o confronto há muito anunciado (mas nunca até aqui concretizado) entre estes dois protagonistas. E que o resultado do combate está longe de garantido: Passos continuará a beneficiar da vantagem de quem se encontra no poder e, apesar do desgaste dos últimos dois anos, pode ainda conseguir conquistar um quinto mandato; já o antigo presidente da Câmara do Porto, que há muito se distanciou da orientação dada ao PSD pela atual liderança, pode tirar partido de três fatores: da erosão de Passos, ainda mais acentuada após a eventual derrota nas autárquicas, do facto de possuir um discurso político mais eficaz e do apoio interessado (ou será mais rigoroso dizer interesseiro?) de boa parte do partido que já está com os olhos postos no pós-legislativas 2019. E que quer substituir Passos mas encara o líder que sair de 2018 como meramente instrumental (para perder para António Costa), um líder de transição.» [Expresso]
   
Parecer:

É muito provável que Rui Rio decida assobiar para o ar, a não ser que as sondagens o incentivem.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aposte-se que Rui Rio não terá a coragem que lhe tem faltado.»

domingo, abril 09, 2017

Semanada

No país que tem como responsável pelo futebol desportivo um ex-jogador que tem no seu currículo uma agressão a um árbitro argentino, todos ficaram indignados com a agressão do “Orelhas” durante um jogo do Canelas, uma equipa que mais pArece o recreio dos Tonton Macoutes. Quando todas as televisões privadas tentam disputar as audiências disputando os comentadores mais agressivos e proporcionando horas de tempo de antena a dirigentes irresponsáveis, todos ficam admirados que os árbitros sejam os bombos da festa. A verdade é que não é só o Orelhas a partir narizes.

Os EUA voltam a atacar com o argumento das armas químicas, já o fez na Síria para derrubar aSSAD, fá-lo agora para ajudar a Al-Qaeda e o DAESH a derrubar Assad, um regime que há muito está na lista negra do Ocidente e de Israel. É cada vez mais óbvio que Trump beneficiou da ajuda dos russos para chegar a presidente, esperemos que agora não limpe a sua nódoa com um conflito militar com a Rússia. Parece que a manobra deu resultado, a Europa apoiou.

O MP arquivou o processo contra Dias Loureiro e Oliveira e Costa com um acórdão condenatório, os magistrados dizem mais ou menos que os ex-banqueiros cavaquistas são uns malandros mas que passados oito anos a investigar por esse mundo fora só conseguiram que são uns malandros tão competentes que não há como os levar a julgamento. Numa semana aziaga para os nossos magistrados do tal sindicato patrocinado por Ricardo Salgado ficou a saber-se que não foi enviada qualquer rogatória para Angola, dizem que por não valer a pena. Enfim, valeu a pena investigar Dias Loureiro durante oito anos, mas não vaia a pena enviar uma carta rogatória para as autoridades angolanas. É um MP cheio de certezas.

Mas o arquivamento original do processo teve a virtude de levar Dias Loureiro a informar o país que também se zangou com Cavaco Silva. Pobre Cavaco, até o Dias Loureiro o abandonou, juntando-se à procissão dos que ficaram pelo caminho, no rasto da carreira política do homem da Quinta da Coelha.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Camarada António Mexia, Camarada presidente da EDP

António Mexia, o símbolo vivo da democracia económica de Pedro Passos Coelho, pode ter alguma razão nos comentários que faz a propósito de limitações salariais dos mais bem remunerados. Mas enquanto presidente de uma empresa portuguesa que obedece ao partido Comunista da China e um dos gestores mais bem remunerados do país, devia ficar caladinho que nem um rato, até porque os preços da electricidade dispensam as suas aptidões de gestão que, aliás, nunca ficaram muito bem demonstradas.

«O presidente executivo da EDP recusa a ideia de que os políticos avancem com iniciativas para travar os salários pagos aos gestores no setor privado. António Mexia, um dos administradores mais bem pagos em Portugal, considera que o tema da remuneração dos gestores diz respeito exclusivamente aos acionistas. “A EDP é uma empresa privada, não tem que ver com mais nada a não ser com os acionistas”, disse em entrevista à TSF/Dinheiro Vivo.

O gestor foi confrontado com a intenção do Bloco de Esquerda de limitar os salários dos administradores, reduzindo a assimetria face aos vencimentos dos trabalhadores da mesma empresa. Mexia avisa que no momento “em que se quiser controlar aquilo que é a capacidade de iniciativa privada em Portugal, e interferir nisso, só tem um destino: é a pobreza”.

A polémica sobre o salário dos gestores das empresas da bolsa, e, em particular do presidente da EDP, é recorrente e surge de cada vez que as empresas divulgam os relatórios anais com a remuneração dos administradores, que acompanham as contas anuais conhecidas no mês de março. Os presidentes da EDP, da Sonae, da Jerónimo Martins, da Galp e da Navigator (antiga Portucel) costumam estar no topo dos mais bem pagos, um lugar onde já não entram os administradores da banca.» [Observador]

 Uma justiça doente e doentia

A nossa justiça chegou a um estado tal de ridículo que o MP emite despachos de arquivamento em que admite a sua própria incompetência, foi o que sucedeu no caso de Dias Loureiro. Durante oito anos o MP investigou o que quis, ouviu quem lhe apeteceu, viajou para onde foi necessário, mandou cartas rogatórias para quem entendeu, vasculhou as contas bancárias que bem entendeu.

Foram oitos longos anos em que os magistrados gastaram os recursos conseguidos com impostos sobre os rendimentos, o património e o consumo dos portugueses, foram muitos milhares de euros para provar suspeitas iniciais, recursos que por serem limitados foram subtraídos de outras investigações que ficaram por fazer, decisão devidamente justificada pela senhora Procuradora-Geral com o habitual queixume da falta de meios.

Ao fim de oito anos os magistrados não acusaram, arquivaram. Mas não o fizeram respeitando o princípio da presunção da inocência, no seu despacho fizeram questão de declarar a culpa do arguido, mas acontece que Portugal é um estado de direito e, por isso, um arguido tem de ser condenado em tribunal. O MP concluiu que Dias Loureiro era culpado, fê-lo com base na convição dos seus magistrados, como se o MP também pudesse condenar com base na convição.

Para os nossos magistrados a culpa não tem por base uma acusação e o direito do arguido a defender a sua inocência, para o MP parece haver dois tipos de inocência, a que resulta do veredito de um juiz após um julgamento e a opinião dos magistrados. No primeiro caso o arguido pode defender-se e defender a sua honra, no segundo caso o seu nome pode ser manchado sem direito a qualquer defesa.

É cada vez mais evidente que em Portugal há demasiados julgamentos feitos fora de um tribunal, já se conheciam os que são feitos nos tablóides com base em peças processuais que era supostos estarem devidamente guardados pelo MP, agora temos os julgamentos feitos pelos magistrados do MP.

 Gente que não gosta das coisas boas da vida



      
 Finalistas idiotas
   
«Mil estudantes portugueses do ensino secundário foram expulsos de uma unidade hoteleira em Benalmádena, sul de Espanha, por desacatos e mau comportamento. “Os alunos foram expulsos do hotel por mau comportamento e incivilidades”, diz a subcomissária da PSP, Helga Fiúza, ao PÚBLICO.

“Estão dois polícias portugueses a acompanhar as autoridades em Espanha”, afirma a subcomissária, realçando que a polícia portuguesa não tem autoridade em solo espanhol e que este caso é, portanto, competência das autoridades locais. Fonte da Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública referiu que "a intervenção da PSP em Espanha será muito limitada". Não se sabe ainda a que escolas pertencem estes alunos.

À agência Lusa, fonte da PSP afirmou que metade dos mil estudantes já saíram do hotel de regresso a Portugal. Os jovens encontravam-se naquela estância turística a participar numa viagem de finalistas do ensino secundário.» [Público]
   
Parecer:

Estas viagens de finalistas ainda vão dar mau resultado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Monárquicos envergonhados
   
«Dezenas de figuras públicas, sobretudo de direita, subscreveram já uma petição que pede a “inclusão do Duque de Bragança na Lei do Protocolo do Estado”, na condição de "convidado especial". A petição tem mais de seis mil assinaturas e deverá chegar em breve à Assembleia da República, conta o semanário Sol na edição deste sábado. 

A petição, que se encontra online, foi lançada em Março com o apoio de 50 figuras públicas. Só do CDS – entre antigos e actuais dirigentes –contam-se mais de uma dezena de signatários.

“O Duque de Bragança, D. Duarte Pio, enquanto descendente e representante dos Reis de Portugal, é regularmente convidado a participar em eventos oficiais, sendo-lhe habitualmente conferido um tratamento de particular respeito, apesar de isso não estar previsto no protocolo do Estado. Propomos incluir esta realidade na Lei do Protocolo, a exemplo do que já acontece com as altas entidades estrangeiras, diplomáticas, religiosas, universitárias e parceiros sociais”, lê-se no texto da petição. » [Público]
   
Parecer:

Notáveis da direita ou políticos que para não prejudicarem as suas ambições são monárquicos escondidos no armário? A verdade é que o CDS é o verdadeiro partido monárquico português, um PPM disfarçado de democrata-cristão, herdeiros de uma ala conservadora do regime anterior.

Se o ESr. Duarte fica muito incomodado por não ter estatuto quando é convidado tem uma boa solução, declina os convites.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

sábado, abril 08, 2017

EUA fazem as pazes com a Al-Qaeda

Quase 16 anos depois do 11 de Setembro de 2001 os EUA parece terem feito as pazes com a Al-Qaeda, gastando muitos milhões de dólares em 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk num ataque a uma base aérea do governo sírio. Desta vez os EUA não precisaram de qualquer cimeira e dispensaram os serviços de empregado de mesa de Durão Barroso para lançar um ataque de defesa da Al-Qaeda.

Tudo isto tem algo de irónico, em 2001 um presidente americano de fracos recursos intelectuais justificou o ataque com um poderoso arsenal químico que estaria ao alcance da Al Qaeda devido a uma suposta relação Ester Sadam Hussein e aquela organização. Desta vez um presidente americano imbecil justifica um ataque de apoio à Al Quaeda com um suposto ataque do regime de Damasco com armas químicas. As provas apresentadas foram vídeos produzidos muito provavelmente pela Al Qaeda e com resultados de autópsias feitas pelo regime de Erdogan.

Mais uma vez morrem criancinhas, mais uma vez as criancinhas exibidas foram mortas pelo regime de Assad, porque na Síria só as armas de Damasco acertam em criancinhas. Não há imagens de crianças mortas pelos “democratas”, pela Al Qaeda, pelo DAESH, da mesma forma que não há criancinhas mortas no Iraque ou na Líbia.

Mais uma vez promove-se o ataque, deixando as provas para mais tarde e mais uma vez ajuda-se a destruir um país para o deixar entregue ao extremismo. Só que desta vez o argumento da luta contra o terrorismo foi dispensado, porque os EUA parecem ter feito as pazes com a Al-Qaeda. Talvez por isso ninguém se questione por onde é que entravam as centenas de viaturas novinhas em folha que o DAESH exibia nos seus bons tempos, Ou que serviços de fronteira foram abertos para entrarem na Síria dezenas de milhares de mercenários islâmicos.

Basta olhar para as fronteiras da Síria para se perceber quem são os amigos dos terroristas do DAESh e da Al Qaueda. A Síria tem fronteiras com o Líbano dominadas pelo Hezbollah, com Israel, com a Jordânia, com o Iraque, pelo Irão e pela Turquia. Isto é, a invasão da Síria por dezenas de milhares de terroristas, dezenas de milhares de viaturas e muitas toneladas de material de guerra só pode ter sido feita pela Jordânia, por Israel e pela Turquia, todos amigos dos EUA. Sem o apoio dos EUA ou de amigos dos euA dificilmente a Al-Qaeda e o DAESH teriam tomado conta da Síria.


Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Dias Loureiro

Quem ouve Dias loureiro fica com a impressão de que este pobre senhor é uma vítima da sociedade, o pobre até perdeu um amigo, aliás, um amigo com um conceito de amizade que já deixou muitas gente atropelada pela sua carreira política.

«Dias Loureiro deu a primeira entrevista desde que o Ministério Público (MP) arquivou o inquérito de que tinha sido alvo no Caso BPN. Ao Diário de Notícias, o ex-ministro dos Assuntos Parlamentares e da Administração Interna de Cavaco Silva, disse que durante os oito anos em que decorreram as investigações, cortou com “um só amigo, um grande amigo”, o ex-presidente da República.

Cortei com um só amigo, um grande amigo. Em amigo a quem devotei uma amizade incondicional dos últimos 32 anos. Um amigo a quem dei, em tudo, o melhor de que fui capaz. Admirava-o como pessoa e como político. Continuo a admirar a sua obra política como primeiro-ministro. Falo do professor Aníbal Cavaco Silva”, afirmou Dias Loureiro.
O ex-administrador do BPN esclareceu que durante o segundo mandato presidencial não falou com Cavaco Silva, mas que quando este deixou de ser presidente, o procurou para lhe dizer o porquê do seu afastamento. “Disse-lhe que fui sempre leal à amizade que lhe dediquei. Disse-lhe que ele não o foi em relação à amizade que eu esperava dele”, afirmou, sem querer tecer comentários sobre o segundo mandato de Cavaco Silva e os seus níveis de impopularidade.» [Observador]

 Trump mandou bombardear a Síria

F~e-lo depois de ver os vídeos produzidos pela Al Qaeda e com base em autópsias mandadas fazer por Erdogan, merecendo os aplausos de Israel. Trump é acusado de andar amancebado com a Rússia e os sírios é que pagam.
      
 PSD sobre e PAF desce
   
«O Partido Socialista (PS) mantém-se na liderança da intenção de voto dos portugueses, de acordo com os resultados do estudo de opinião que a Eurosondagem fez para o Expresso e para a SIC. Apesar de o PSD ter recuperado votos face à sondagem anterior, a diferença entre os dois maiores partidos é de 10 pontos percentuais: se o PS consegue arrancar 39,3% das intenções de voto dos portugueses, o partido liderado por Pedro Passos Coelho capta 29,3%.

Desde julho de 2016 que o PSD não subia nas sondagens, mas os 0,5% que conseguiu agora não foram suficientes para diminuir o buraco de dois dígitos que ainda separa Passos Coelho de António Costa.

Atrás do PSD, manteve-se o Bloco de Esquerda, com 9% das intenções de voto (perdeu 0,2 pontos percentuais), seguido da CDU, com 7,5% das intenções de voto (perdeu 0,5 pontos percentuais) e do CDS, com 6,4% das intenções de voto (perdeu 0,8 pontos percentuais). O PAN também perdeu terreno face à última sondagem e capta agora 1,4% das intenções de voto. Já o número de pessoas que votaria em branco ou noutro partido subiu 0,4 pontos percentuais para 7,1% (acima do CDS).» [Observador]
   
Parecer:

Digamos que o PSD roubou uns quantos voos à Assunção cristas, um sinal de que o PAF está sendo vítima do canibalismo eleitoral.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Um rapaz que se choca com pouco
   
«O secretário de Estado das Finanças exigiu esta sexta-feira um pedido de desculpas público ao presidente do Eurogrupo sobre as declarações sobre os países do Sul da Europa, sendo que Jeroen Dijsselbloem também se mostrou “chocado” com a reação portuguesa.

Anteriormente ao início da reunião do Eurogrupo, que hoje decorre em Valletta, capital de Malta, o secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, dirigiu-se ao presidente do Eurogrupo para lhe transmitir a posição do Governo português sobre as declarações feitas por Jeroen Dijsselbloem sobre os países do Sul da Europa.

“Quero dizer-lhe que foi profundamente chocante aquilo que disse dos países que estiveram sob resgate. E gostaríamos que pedisse desculpas perante os ministros e a imprensa”, disse Mourinho Félix ao presidente do Eurogrupo, segundo as imagens captadas pelas televisões portuguesas no ’tour de table’, um momento anterior ao início formal da reunião e em que podem ser recolhidas imagens pela comunicação social.» [Observador]
   
Parecer:

Grande cabresto!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o senhor à bardamerda.»

sexta-feira, abril 07, 2017

A entrevista

A entrevista destinava-se a dar uma ajudinha a Passos Coelho, mas foi uma oportunidade perdida, o líder do PSD parece não ter o brilhantismo dos tempos em que parecia ser fácil fazer oposição, contando com a ajuda de Belém e uma crise financeira que empurrava o país para a bancarrota.

Passos não conseguiu deixar de ser primeiro-ministro, insiste na bandeirinha e na farsa do primeiro-ministro no exílio. Passos não propõe, não faz oposição, mantém a atitude paternalista de muitos monarcas destronados, avalia o governo compassando-o com os seus tempos. Para passos não houve alternância, mudar o que quer que seja em relação ao passado ou é ilegítimo ou revela incompetência.

Continua a chamar reversões à reposição de rendimentos cujos cortes foram declarados inconstitucionais, mas quando é questionado se voltaria a cortar vencimentos de funcionários públicos e pensões defende-se que agora não, os tempos são outros. Esquece-se que no passado também prometeu não o fazer e na primeira oportunidade inventou um desvio colossal.

Não consegue esconder o incómodo por ver o défice a encolher, o desemprego em queda e a economia a reanimar-se, mas depois de ter anunciado o diabo e quando toda a gente sabe que a sua estratégia passava pelo incumprimento de metas e, muito provavelmente, por um segundo resgate lá elogia os resultados. Mas se num momento o sucesso orçamental é insustentável por resultar de medidas extraordinárias, minutos depois já dá a entender que esse sucesso se deve a um plano B que ele sempre exigiu.

Passos é um homem derrotado, que não quer ou não sabe como sair de cena, já percebeu que tudo lhe correu mal, resta-lhe a esperança de que algo corra mal ao país, convencido de que atribuirão as culpas a Costa e o convidam para regressar ao poder. Sabe que vai perder as eleições autárquicas, mas defende-se com a natureza do ato eleitoral, quase diz que a derrota mais do que provável de Lisboa pode ser compensada por uma vitória na Junta de Freguesia das Berlengas

Chega a ser patético quando critica o Presidente da República por não vir em defesa de Teodora Cardoso, talvez porque a presidente do Conselho de Finanças Públicas foi durante um ano a sua mais firme devota, ao ponto de lhe repetir os argumentos. Marcelo devia ter concordado com Passos e Teodora dizendo que o défice de 2016 foi um milagre

Passos Coelho confirmou na entrevista à SIC que é um zombie, a estação de televisão bem o tentou ajudar, mas a verdade é que o líder do PSD é um cadáver político que se esqueceram de enterrar.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Fábio Sousa, autarca vedeta

Em ano de eleições autárquicas vale de tudo e oi presidente da Junta de Freguesia de Carnide, um militante do habitualmente institucionalista PCP, já teve o seu momento de glória, nas próximas eleições deverá ser reconduzido e no próximo congresso do PCP terá direito a sentar-se duas ou três filas à frente, mais próximo da vista dos membros do CC.

Mas é grave que um presidente de junta organize a população para retirar equipamentos, ainda que o tenha feito sem dar a cara, protegendo-se de consequências. Esperemos que se a população desta ou de outra autarquia do PCP decidir fazer o mesmo em relação a equipamentos instalados pela autarquia, tenha a mesma aceita por parte dos autarcas.

«Cerca de duas centenas de moradores de Carnide, em Lisboa, juntaram-se esta noite para arrancar os sete parquímetros da EMEL colocados na zona histórica do bairro, alegando que estes lhes foram impostos sem uma consulta prévia. Entretanto, a EMEL já garantiu que a população e a Junta de Freguesia estavam informadas da colocação dos parquímetros.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Carnide, Fábio Sousa, disse que esta "ação popular" nasceu de forma espontânea entre os moradores da zona, que se sentem injustiçados com a colocação dos parquímetros por parte da EMEL - Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa, "sem uma consulta pública".

Para esta tarefa de remoção, os moradores dizem-se "munidos das próprias mãos" e de "uma enorme vontade de remover uma injustiça" que lhe foi imposta pela EMEL.

Cerca das 00:00, o presidente da Junta de Carnide disse que já tinham sido retirados quatro dos sete parquímetros da zona histórica, mas garantindo que não foram danificados nem vandalizados, já que estes cidadãos em protesto "são pessoas de bem" que apenas querem fazer valer os seus direitos nas decisões para a zona onde habitam.» [DN]

 Uma verdadeira desgraça



Sem os contributos do Sr. Costa e as previsões da Dra. Teodora o país vai ser o Borundi da Europa, uma verdadeira calamidade.

      
 O idiota contra-ataca
   
«O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, voltou hoje a sustentar a declaração sobre como certos países gastaram o dinheiro em "copos e mulheres", admitindo que "a forma" não foi a melhor mas defendendo o argumento.

O holandês, que intervinha no Congresso da Banca Alemã, lamentou ter-se expressado "de forma demasiado direta", o que perturbou "tanta gente", mas sublinhou que não se referia aos países do sul, mas a todos os países da zona euro.

"Talvez devesse tê-lo dito de outra maneira", disse Dijsselbloem, que no final da intervenção recebeu um forte aplauso dos cerca de 700 representantes da banca alemã presentes.» [DN]
   
Parecer:

Este idiota acha que somos todos parvos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao senhor que vá beber uns copos para o bairro da lanterna vermelha, em Amesterdão, e que nos deixe em paz.»
  
 Mil milhões de chaminés
   
«A percentagem de fumadores baixou nos últimos 25 anos mas, ainda assim, em 2015 um em cada quatro homens e uma em cada 20 mulheres fumaram todos os dias. Em 1990 havia um fumador em cada três homens e uma fumadora em cada 12 mulheres. Portugal acompanha a média mundial nos homens, mas nas mulheres o caso muda de figura: uma em cada oito portuguesas fumava diariamente em 2015. Estes e outros dados sobre a epidemia do tabaco estão no relatório divulgado esta quarta-feira na revista The Lancet pelo grupo de especialistas que coordena o projecto Global Burden Diseases (GBD).

“A guerra contra o tabaco está longe de estar ganha”, concluem os peritos que analisaram os dados de 195 países entre 1990 e 2015 e que aconselham mais e melhores estratégias de combate adequadas à realidade de cada país.» [Público]
   
Parecer:

Quanto dará em carbono?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Façam-se as contas.»

 Mais um diabo de uma boa notícia
   
«A vulnerabilidade soberana portuguesa saiu em 2016 do ‘vermelho’, depois de sete anos com uma avaliação de “risco elevado”, de acordo com um documento de trabalho do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) divulgado esta quinta-feira.

O documento de trabalho do fundo de resgate permanente da zona euro, elaborado com vista a “contribuir para a capacidade do MEE de monitorizar as vulnerabilidades soberanas nos países” que estiveram sob programa de assistência, atribui a Portugal em 2016 uma nota de 2.0 pontos (‘laranja’) – numa escala de 1 (‘vermelho’, equivalente a muito vulnerável) a 4 (‘verde’, muito resistente) -, depois de sete anos no ‘vermelho’ (com classificações entre os 1,7 e 1,9 pontos entre 2009 e 2015).


A pontuação é dada com base numa série alargada de critérios, como as “necessidades e condições de financiamento do Governo e estrutura da dívida”, “força económica”, “situação orçamental”, “passivos do setor financeiro”, “parâmetros institucionais” e “endividamento do setor privado e fluxos de crédito”, com vista a determinar as ameaças à capacidade de cada país “resgatado” para pagar os empréstimos aos seus credores.» [Eco]
   
Parecer:

Aos poucos o país recupera do pesadelo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelos protestos de Maria Luís e Passos Coelho.»

quinta-feira, abril 06, 2017

A corrupção que nos corrompe a economia

Se fosse uma notícia que informasse de que Portugal estava no 19º do ranking da Transparência Internacional cairia o Carmo e a Trindade, a Fátima promoveria um debate, o Fernandes diria que a culpa é da Gerigonça, a Catarina correria a propor um decreto, o Louçã dar-nos-ia lições de moral. Mas, como se trata de corrupção entre empresas privadas e isso não é considerado como tal no Código Penal, a notícia foi ignorada. [Expresso]

Curiosamente Portugal até desceu, porque passou de um vergonhoso 5.º lugar em 2015, para o 19.º em 2017. Note-se que ao contrário do que faz a Transparência Internacional, esta posição não resulta de perceções, mas sim de inquéritos a gestores. E desiludam-se os que pensam que um 19.º lugar europeu significa que os nossos empresários sofreram de uma epidemia de concorrência, sã, leal e comercial. O estudo informa que 60% dos inquiridos a admitirem suborno ou práticas de corrupção (contra 82% do inquérito anterior). É obra, 60% dos negócios envolvem dinheiro por fora.

Isto significa que 60% dos nossos gestores preferem fazer um negócio sendo corrompidos do que negociar com um parceiro honesto, isto é, quem pensa que a competitividade na economia portuguesa se consegue apenas com gestão competente está enganado, por cá mandam os Chicos espertos e quem não aceitar as regras do jogo mafioso fica de fora, fecha a porta. Não são apenas os jovens que são forçados a procurar outras paragens, são também os empresários que não entrem neste esquema.

Em Portugal fala-se muito pouco da corrupção nos negócios privados, como se fosse um problema das empresas, como se nada tivéssemos que ver, como diria um qualquer contribuinte da nossa praça, é um problema deles, não é pago com o dinheiro dos contribuintes. Por isso, anda-se a meter na cadeia o funcionário que recebe uma gorjeta e tratamos como jet set os banqueiros que recebem comissões de milhões, como se soube em relação a Ricardo Salgado.

Mas, a verdade é que tudo isto é pago pelos contribuintes e com língua de palmo. Em primeiro lugar porque as centenas de milhões ganhos desta forma não pagam impostos, são financiados com dinheiro que circula em entre sacos azuis e em esquemas de branqueamento. Para que existam esses sacos azuis é necessário que se façam uma infinidade de negócios sem fatura, negócios como a Bolas de Berlim são as nascentes de pequenos riachos que acabam por desaguar nos imensos amazonas de corrupção dos nossos banqueiros.

Nesta enxurrada de evasão fiscal destroem-se empresas competitivas, eliminam-se empresários que não são corruptos, acabam-se por encharcar toda a sociedade com dinheiro fácil. Urge acabar com esta economia do Chico esperto, criando condições para que sejam as empresas competitivas e os empresários competentes as crescer e tornar a economia competitiva.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Ana Avoila, sindicalista

As greves da Ana Avoila são como os feriados religiosos, são uma agenda de que a sindicalistas não prescinde, mesmo sabendo que a adesão não vai ser grande.

«A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) anunciou esta quarta-feira uma greve nacional de 24 horas para o dia 26 de maio, para reivindicar aumentos salariais e 35 horas de trabalho semanais.

Em conferência de imprensa, a dirigente da FNTSFPS, Ana Avoila, explicou que a ação de protesto pretende reivindicar aumento de salários e do pagamento de horas extraordinárias e a aplicação para todos os trabalhadores das 35 horas.

A sindicalista notou que as maiores participações nas greves costumam ser dos setores da saúde e educação, “mas o sentimento que existe é comum a todos” os 350 mil funcionários da administração central.» [Eco]

 Jumento do Dia



A extrema.-direita não desiste de regressar ao poder e reza para que algo de mau suceda ao país, confiante de que os eleitores são idiotas e acusem Centeno de tudo. Depois do diabo ter falhado em setembro, da recapitalização da CGD ter sido aprovada e da venda ou acordo de venda do Noivo Banco, a extrema-direita chique aposta no Montepio, mais um símbolo da saída limpa.

 A estratégia imbecil



A estratégia política mais recorrente por parte da direita é tentar colocar o BE e o PCP em conflito com o o PS. EM quase todas as reuniões no parlamento há intervenções, principalmente por parte dos deputados do PS, tentando envergonhar o PCP e o BE.

É por isso que ver um comentador vaidoso recorrer a esta estratégia só pode dar vontade de rir, é preciso ter muita ingenuidade ou imbecilidade para que Camilo Lourenço pense que há um único militante, eleitor ou simpatizante daqueles partidos que lhe dão ouvidos.

 Tudo tem custos para os contribuintes

O argumento dos custos para os contribuintes é uma falácia muito ao gosto da nossa classe política, faz passar a falsa ideia de que há sempre uma boa decisão sem custos para os contribuintes e uma má decisão que tem custos para os contribuintes. Quando Passos Coelho de xanatas na mão, na praia da Manta Rota, disse que nada tinha a ver com o negócio estava mentindo, da mesma forma que mentiu quando assegurou que a resolução do BES não teria custos para os papalvos. A prova de que tinha e ele sabia que assim era foi o adiamento da venda, para dar um ar mais higiénico à saída suja.

Tudo o que de mau suceda na economia, seja no Estado seja nas empresas privadas, seja devido a causas externas, meros azares ou más decisões tem custos para os contribuintes. Quando a EDP de um banco paga uma viagem de luxo a um jornalista essa viagem é um custo da qual resultam menos impostos, isto é, são os contribuintes que pagam parte da viagem. Isso sucede com as viagens, com os automóveis de luxo e com uma imensidão de mordomias abatidas dos lucros.

Quando uma empresa corrompe outra empresa ou o Estado destruindo uma outra empresa mais competitiva isso é pago com língua de palmo pelos contribuintes, que não só pagam serviços mais caros como terão de suportar as consequências da destruição de empresas que operam com honestidade.

Os contribuintes não suportam apenas o estado social que a direita odeia e gostava de ver diminuído, suporta também as consequências dos negócios viabilizados por luvas e comissões, a evasão fiscal, a falência de empresas geridas por empresários incompetentes, as falências fraudulentas, a evasão fiscal e muitas outros comportamentos que aos poucos vão destruindo a economia, forçando os que cumprem e se esforçam por se competitivos a pagar por eles e eplos que não cumprem ou são incompetentes.

      
 E já entendem no que dá o referendo?...
   
«Cada dia confirma que o brexit, não sendo um crime, é um erro. O que é bem pior para atos políticos (os crimes curam-se com leis, os erros podem tornar-se irreversíveis). A carta de rutura de Theresa May com a Europa expôs todos os sintomas de quem atravessou o Rubicão e não sabe o que fazer na outra margem. May era contra a saída da UE, tal como o seu chefe, David Cameron, que só convocou o referendo por razões menores de política interna. Brexit votado, Cameron lavou as mãos, Boris Johnson, o conservador mais defensor do brexit, não assumiu a liderança, e o poder caiu em mais espantados do que convencidos. Até o medíocre Nigel Farage, um sub-Le Pen com uma pint de cerveja em cada mão, ganho o referendo, emigrou em part-time para a América, onde Trump lhe arranjou emprego na Fox News. Eis tudo o que levou à carta de adeus de Theresa May, onde em vez de um "divorcio-me", se propõe uma concubinagem que lhe mantenha as regalias do casamento. Com esta chantagem: se não houver acordo (comercial) a cooperação contra o terrorismo "será menor". Sabia disto quem votou no brexit? Os gibraltinos sabiam o seu interesse e votaram a 96% contra. Adivinharam, May nem fala deles na carta. À falta de política, a discussão saltou para ameaças de a Navy avançar para o rochedo de Gibraltar... Sabiam que poderia dar nisto? E o culpado nem é pessoa alguma, é o método: os referendos não são para isto. Há coisas demasiado importantes para um sim ou não.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 Incompetência do MP
   
«O ex-ministro dos Assuntos Parlamentares e da Administração Interna de Cavaco Silva, Manuel Dias Loureiro, diz-se “estarrecido e preocupado” com o despacho de arquivamento do Ministério Público no caso BPN. Para Dias Loureiro, o Ministério Público faz “insinuações” graves sobre a sua idoneidade, isto apesar de não ter conseguido reunir provas suficientes para deduzir acusação.

A decisão do Ministério Público foi conhecida na terça-feira. Os investigadores justificaram o arquivamento do processo com o facto de não ter sido possível identificar, “de forma conclusiva, todos os factos suscetíveis de integrar os crimes imputados aos arguidos”, mesmo depois da análise de “informação bancária relativa às operações e aos sujeitos intervenientes”.

O ex-ministro e ex-deputado do PSD Dias Loureiro e o antigo presidente do BPN e ex-secretário de Estado José de Oliveira Costa estavam indiciados pelos crimes de burla qualificada, branqueamento e fraude fiscal qualificada.

De acordo com o Diário de Notícias, que teve acesso às 101 páginas do despacho de arquivamento, o Ministério Público mantém quase todas as dúvidas que estiveram na origem da investigação, sugerindo mesmo que, apesar da falta de provas “do recebimento dessa vantagem pessoal, à custa do BPN/SLN, subsistem as suspeitas, à luz das regras da experiência comum”.

Noutra passagem, escreve o mesmo DN, a procuradora Cláudia Oliveira Porto vai mais longe: “Toda a prova produzida nos autos revela–nos uma engenharia financeira extremamente complexa, a par de decisões e práticas de gestão que, a serem sérias, são extremamente pueris e desavisadas, o que nos permite suspeitar que o verdadeiro objetivo (…) foi tão-só o enriquecimento ilegítimo de terceiros à custa do Grupo BPN, nomeadamente Dias Loureiro e Oliveira Costa”. No mesmo despacho, a procuradora admite: “As diligências efetuadas não nos permitiram detetar e concretizar esse eventual enriquecimento”.» [Observador]
   
Parecer:

É grave que o Ministério Público arquive um processo mantendo todas as suspeitas, ignorando o princípio da presunçaõ da inocência. Das duas uma, o o processo resulta numa acusação e num julgamento onde se avalia a prova o é arquivado, é inaceitável que um despacho de arquivamento seja um rol das suspeitas com que o mesmo processo foi iniciado. Se o processo chega ao fim com as sspeitas iniciais e não resulta numa acusação é porque o MP não foi suficientemente competente para encontrar provas para aquilo que parecem ser certezas. A isto chama-se incompetência.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 A corrupção de que não se fala
   
«Portugal melhorou em 2017 no 'ranking' sobre a fraude nas empresas, passando de 5.º lugar (em 2015) para 19.º, com 60% dos inquiridos a admitirem suborno ou práticas de corrupção (contra 82% do inquérito anterior).

A lista de 41 países analisados pelo inquérito da consultora EY é liderada pela Ucrânia, Chipre e Grécia, que surgem respetivamente nas primeiras três posições do 'ranking', com mais de 80% dos gestores a admitirem suborno ou práticas de corrupção na sua empresa.

Dinamarca, Finlândia e Noruega, por sua vez, são os países onde estas práticas são menos identificadas.

Segundo os resultados do inquérito, em Portugal, foi possível averiguar que 12% dos inquiridos estariam dispostos a oferecer pagamentos em dinheiro para ganhar ou manter negócios.» [Expresso]
   
Parecer:

Há muito mais corrupção entre empresas privadas do que na relação destas com o Estado, mas ninguém fala do assunto e muito menos das suas consequências para a competitividade das empresas e pelo que isso representa de evasão fiscal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»

 Uma boa cristã
   
«"Ao tomar conhecimento da trágica explosão ocorrida na fábrica de pirotecnia, em Avões, envio em meu nome, e do CDS-PP, as mais sentidas condolências a todos os familiares, amigos das vítimas e à população em geral, seguramente abalada com a tragédia", escreveu Assunção Cristas ao autarca Francisco Lopes (PSD/CDS-PP).

Seis pessoas morreram e duas estão ainda desaparecidas após explosões ocorridas na terça-feira numa fábrica de pirotecnia, que deixaram destruída a unidade fabril, a escassos quilómetros de Lamego.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, alterou a sua agenda de hoje para se deslocar a Avões, em solidariedade com os familiares das vítimas.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Ou uma oportunista? Enfim, esperemos que as sentidas condolências não tenham chegado primeiro aos jornais do qe aos familiares das vítimas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Cristas se fazia o mesmo se fossem eleitores do PCP com uma autarquia gerida por aquele partido.»