segunda-feira, abril 10, 2017

Umas no cravo e outras para a ferradura




 Jumento do Dia

   
Procuradora-Geral da República

Uma semana muito má para a imagem o MP acabou com um comunicado atabalhoado da PGR, informando que não foi enviada uma carta rogatória a Angola, no âmbito da investigação ao vice-presidente daquele país, porque entendeu que a mesma não teria resposta. Acontece que se não é isso que consta na acusação a Procuradora-geral fica em muitos maus lençóis.

É disso que dá conta o advogado do vice-presidente angolano, é óbvio que a PGR foi longe demais, depois de intervir ativamente na política interna parece ter decido interferir nas relações internacionais.

«A defesa do vice-presidente de Angola Manuel Vicente nega que o arguido da Operação Fizz se tenha recusado a vir a Portugal prestar esclarecimentos no processo, como é indicado no despacho do Ministério Público, refere-se numa nota do advogado Rui Patrício, enviada neste sábado à Lusa.

No despacho prévio de acusação, o MP refere que não foi possível notificar o arguido Manuel Vicente, acusado de corromper o ex-procurador português Orlando Figueira, para “constituição como arguido e respectivo interrogatório, uma vez que, pese embora tenho sido expedida a competente carta rogatória [às autoridades judiciárias angolanas], a resposta foi no sentido de não existir nenhuma possibilidade” de esta ser cumprida.

A defesa de Manuel Vicente sustenta que “o inquérito foi encerrado e a acusação foi proferida sem que tivesse sido ouvido” o arguido e “sem que tenham sido ponderadas e tratadas correctamente várias questões e regras importantes e sérias que se impunham e continuam a impor”.» [Público]

      
 Os 100 dias frouxos de Guterres
   
«Os primeiros 100 dias de António Guterres à frente das Nações Unidas ficam marcados pela "completa inação" no conflito do Iémen e pouca assertividade na questão dos colonatos israelitas em Gaza, na análise de uma alta responsável da Amnistia Internacional.

"Entramos no reino em que a Amnistia Internacional já mostra preocupação. Uma das principais áreas, para nós, é o conflito do Iémen. Ele [Guterres] disse que este é um dos principais temas que iria atacar e ouvimos coisas muito positivas sobre a forma como gosta de se envolver pessoalmente na mediação. No entanto, não vimos nada", disse à agência Lusa a diretora do gabinete da Amnistia Internacional junto das Nações Unidas, em Nova Iorque.

"Não vimos qualquer ação, quaisquer esforços tangíveis. Apesar das viagens que ele fez à região há uns meses, logo no início do seu mandato", realçou Sherine Tadros, britânica de origem egípcia que assumiu a liderança do gabinete da Amnistia Internacional na ONU em 2016.» [Expresso]
   
Parecer:

Muita parra e pouca uva.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Ainda cheira a Paulo Portas
   
«O antigo vice-Primeiro Ministro e ex-líder do CDS, Paulo Portas, é peça-chave numa denúncia que o Ministério Público recebeu a propósito de um concurso internacional para a construção da Escola da NATO em Oeiras. A queixa foi apresentada pela construtora Tecnorém e sustenta que "houve um claro favorecimento da sociedade Mota-Engil" no concurso em causa, na sequência de pressões do seu consultor - Paulo Portas - sobre o diretor-geral de Recursos da Defesa Nacional, Alberto Coelho, responsável pelo lançamento do concurso e presidente do Conselho de Fiscalização do CDS.

Segundo a notícia avançada na edição deste domingo do "Jornal de Notícias", a proposta da Tecnorém ficou na primeira posição do relatório de avaliação do concurso, pelo que o júri propôs que a empreitada lhe fosse adjudicada, por ser "economicamente mais vantajosa". Mas depois de uma reclamação da Mota-Engil - que tinha ficado em segundo lugar -, a empresa de Ourém acabou por ser excluída do concurso e a obra foi adjudicada à construtora de que Paulo Portas é consultor desde que saiu do Governo.

Ora a exclusão, sustenta a denúncia da Tecnorém, ocorreu "sem fundamento e em contradição com a posição anteriormente defendida" pela mesma direção-geral e por um júri com o mesmo presidente. E terá ocorrido depois de o diretor-geral de Recursos da Defesa Nacional ter sido "abordado pelo ex-ministro da Defesa e ex-vice-Primeiro Ministro, Dr. Paulo de Sacadura de Cabral Portas, conhecidos de longa data por razões profissionais (Ministério da Defesa) e das lides político-partidárias (CDS-PP).".» [Expresso]
   
Parecer:

Durante muitos anos a maior parte da Administração pública estará nas mãos de gente de confiança nomeada por Passos Coelho e Paulo Portas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Denuncie-se.»

 Os Tonton Macoutes de Gaia perderam
   
«Os adeptos do Canelas não querem falar com os jornalistas - e são dezenas de jornalistas, portugueses e estrangeiros, a ver um jogo que em condições normais seria nota de rodapé. Mas as condições não são normais, o jogo tem intervenções em direto nos canais noticiosos, há 70 polícias no recinto e corpo de intervenção nas imediações do estádio. "Nunca vi tanta bófia! E com tanto gatuno que ainda anda à solta..."

O Maia-Canelas devia ser apenas mais um jogo do Campeonato Elite-Pro, nome pomposo que significa que lá se defrontam as melhores equipas das Distritais, que tentam subir aos campeonatos nacionais. Mas este domingo, 9 de abril, não é assim. No Estádio José Vieira de Carvalho está um forte contingente policial, depois da agressão de Marco 'Orelhas' ao árbitro José Rodrigues no jogo com o Rio Tinto de há uma semana. A agressão à joelhada ao árbitro que partiu o nariz e necessitou de cirurgia reconstrutiva foi notícia em vários jornais europeus, que titularam o canelas 2010 de equipa mais violenta do mundo. A TV Galicia é um dos meios de comunicação estarão presentes na Maia.» [Expresso]
   
Parecer:

Perdida a proteção do padrinho os macacóides de gaia uns medrosos e merdosos, cobardolas que se esquecem do que fazem e não se cansam de pedir desculpa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Rui Rio terá coragem de enfrentar Passos Coelho
   
«As previsões são sempre um exercício arriscado. Mas a menos de um ano de distância do congresso que a direção do PSD garante que não antecipará em mais do que algumas semanas, e num quadro que admite um resultado conservador para Passos Coelho nas autárquicas de outubro, é seguro prever que o líder social-democrata voltará a candidatar-se ao cargo nas eleições internas no início de 2018. E, desta vez, ao contrário das anteriores, vai ter de enfrentar um sério adversário: Rui Rio.

No PSD há poucas dúvidas que o próximo congresso será o palco para o confronto há muito anunciado (mas nunca até aqui concretizado) entre estes dois protagonistas. E que o resultado do combate está longe de garantido: Passos continuará a beneficiar da vantagem de quem se encontra no poder e, apesar do desgaste dos últimos dois anos, pode ainda conseguir conquistar um quinto mandato; já o antigo presidente da Câmara do Porto, que há muito se distanciou da orientação dada ao PSD pela atual liderança, pode tirar partido de três fatores: da erosão de Passos, ainda mais acentuada após a eventual derrota nas autárquicas, do facto de possuir um discurso político mais eficaz e do apoio interessado (ou será mais rigoroso dizer interesseiro?) de boa parte do partido que já está com os olhos postos no pós-legislativas 2019. E que quer substituir Passos mas encara o líder que sair de 2018 como meramente instrumental (para perder para António Costa), um líder de transição.» [Expresso]
   
Parecer:

É muito provável que Rui Rio decida assobiar para o ar, a não ser que as sondagens o incentivem.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aposte-se que Rui Rio não terá a coragem que lhe tem faltado.»

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