domingo, abril 30, 2017

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas, a senhor que cuida do CDS até Portas voltar

Ao ouvir Assunção Cristas comentar o relatório sobre a dívida só me apeteceu dizer "grande estúpida". A senhora fala, fala, mas do seu discurso não sai nada que mereça um segundo de reflexão, tem uma cassete automática que fala mal e de forma primária de tudo o que não gosta.

Ouvi-la dizer que o seu governo fez um pagamento antecipado ao FMI, regressando à mentira que então se disse, como se uma substituição de uma dívida ao FMI por uma dívida a juros de mercado mais baixos significasse uma redução de dívida, merece um vómito. Dizer que foi uma brilhante ideia e que o PS imitou só merece uma resposta que integre calão.

Esta senhora, a tal que poupou muito no ar condicionado com o dress code dos cavalheiros do seu ministério que deixaram de usar gravata afunda-se cada vez mais em baboseiras que revelam uma inteligência muito limitada.

      
 Vou chegar atrasado
   
«Em dia da primeira edição do Festival do Contrabando, que marcou o último fim-de-semana de Março e que teve como ponto alto a inauguração de uma ponte flutuante pedonal provisória a ligar as duas margens, há visitas de Estado. Mas, enquanto decorrem os discursos da praxe, o corrupio pela improvisada construção não cessa. A música de fundo, que parece saída directamente dos anos 1980, destoa do ambiente. Mas também ninguém parece ouvi-la. E o desfile de pratos de arroz de lampreia, de enguias fritas ou de javali estufado, pelas mesas montadas à beira-rio, rouba atenções aos discursos.

Enquanto isso, o tráfego na ponte parece congestionado (lembra-se das filas para o Pavilhão de Portugal na Expo’98? Os números apontam para que cerca de oito mil tenham atravessado a ponte durante o fim-de-semana). E, assim se exige do mote, no meio de tanta gente, não poderiam faltar contrabandistas: homens de saco de serapilheira às costas, mulheres de saia bem comprida e larga. Afinal, tudo serve para esconder o “material”.» [Público]
   
Parecer:

Sou espanhol por parte de Isla Cristina e português por parte de Alcoutim, é uma pena que a ponte não seja mantida mais uma semana pois quero ir a San Luca do Guadiana.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vá-se de barco.»
  
 É o que dá a falta de argumentos
   
«O PSD está a fazer do veto do Governo às nomeações para o Conselho de Finanças Públicas (CFP) uma manifestação de “falta de cultura democrática” do executivo socialista. A ideia, usada como arma de arremesso dos sociais-democratas contra António Costa, não é nova, mas ameaça tornar-se, nos próximos tempos, recorrente, na estratégia de Pedro Passos Coelho para atacar o Governo. Ao que o PÚBLICO apurou, o líder do PSD não tenciona deixar cair a polémica e vai explorar a ideia de que o que está em causa neste processo de nomeações é a independência de instituições cuja natureza legal é imperativamente independente do executivo.

As duas propostas para substituir o vice-presidente e o vogal-executivo do CFP – que já terminaram o mandato – estão por aprovar há meses pelo Governo, a quem cabe fazer a nomeação. Esse impasse levou Passos Coelho a confrontar o primeiro-ministro no debate quinzenal desta semana. O líder do PSD não gostou do que ouviu: António Costa só respondeu perante as insistências e assumiu que considerava que os “nomes [Teresa Ter-Minassian e Luís Vitório] não reuniam o perfil”. Uma intervenção que levou o PSD a endurecer o discurso: de uma divergência sobre a interpretação da lei passou-se à acusação da incapacidade do PS em “cumprir regras básicas da democracia”. Nem mesmo quando o Presidente da República se colocou ao lado do Governo, defendendo o diálogo entre quem propõe e quem nomeia, o PSD manteve o recato em relação ao chefe de Estado. O partido assumiu a discordância com Belém. É que, na São Caetano, suspeita-se de que a intenção do Governo é condicionar e fragilizar uma entidade independente que não tem sido favorável aos socialistas.» [Público]
   
Parecer:

Sem argumentos e propostas resta a Passos Coelho apoiar-se em quem alinha com as suas previsões diabólicas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 O pasquim do Alberto valeu 10.000 euros
   
«O jornal onde Alberto João Jardim, em nome da “pluralidade informativa”, escrevia diariamente contra os adversários políticos e que custou, nos últimos anos, mais de 50 milhões de euros ao orçamento regional da Madeira vai finalmente ser vendido. O "finalmente", aqui, traduz as dificuldades que o executivo de Miguel Albuquerque teve para concretizar uma das promessas eleitorais, a alienação do Jornal da Madeira.

A ideia inicial do governo madeirense era vender o matutino até ao Verão do ano passado, mas, apesar da profunda reestruturação que foi alvo – pela via de rescisões de trabalhadores e ajustes de tiragem –, que se reflectiu numa descida dos suprimentos públicos de 2,6 milhões de euros para 1,2 milhões de euros, os sucessivos prazos avançados pelo governo regional para a conclusão do processo foram sendo adiados, por falta de interessados.

Só esta semana o dossier iniciado pouco após as regionais de 2015 ficou fechado, com o governo madeirense a anunciar a venda por dez mil euros. Um valor irrisório, se consideramos que no "pacote" da empresa consta também uma rádio local, a RJM.» [Público]
   
Parecer:

O antigo presidente tropical devia ser obrigado a pagar os 52 milhões dos contribuintes que pagaram um jornal onde ele escrevia as suas alarvidades.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

  Passos Coelho desmente Presidência
   
«Numa nota enviada a este jornal, a direção do partido “informa que esta foi a primeira vez que a direção do PSD teve contacto com o assunto. Em nenhum momento ou ocasião um tal cenário foi colocado ou abordado, quer no plano interno quer no contexto de audiências externas”. Sem esclarecer qual a posição do partido, a nota acrescenta não ter “qualquer fundamento” que o PSD tenha defendido a junção das eleições.

Contactada pelo Expresso, a fonte da Presidência lembra que “houve outras reuniões”, ou seja, o assunto pode ter sido tratado noutra altura. Registe-se que, além das reuniões com a direção do PSD, Marcelo teve duas conversas a sós com Passos Coelho.

Ao “Público”, que noticiou o mesmo que o Expresso, Passos também enviou uma nota a demarcar-se, onde acrescenta que “no que respeita ao PSD, não há outras fontes autorizadas a falar em seu próprio nome senão o PSD”. Eis o partido de Passos a mandar calar Belém.» [Expresso]
   
Parecer:

O problema é que a honestidade de Passos Coelho deixa muito a desejar, recorde-se que disse que nunca tinha falado com Sócrates sobre o PEC IV e depois soube.-se que tinha tido uma reunião. Neste capítulo Passos é um político que não merece confiança.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

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