sexta-feira, abril 28, 2017

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
António José Saraiva, jornalista "devasso"

O livro daquele que dizia ir ganhar um Nobel é pior do que mau, é péssimo. É péssimo na ideia, é péssimo no conteúdo, ´+e péssimo na abordagem que faz da vida política. Não é nada de novo que o Nobel falhado escreva algo que seja péssimo, a novidade está em ser formalmente acusado de ser devasso. Agora ficamos à espera que faça grandes revelações do seu processo, que elogie e seja porta-voz oficioso do MP como tem sido noutros processos.

«O Ministério Público acusou o jornalista José António Saraiva de devassa da vida privada, na forma continuada, pela publicação do livro "Eu e os políticos", lançado em setembro de 2016.

José António Saraiva disse à Lusa que a acusação "não faz sentido nenhum", já que se limitou a "contar um episódio verdadeiro que não foi contestado", que deu origem a uma queixa da também jornalista Fernanda Câncio.

Em causa estão dois parágrafos do livro que Fernanda Câncio considera "uma invasão da sua vida privada" e "um ilícito civil e criminal".» [DN]

 Os nomes propostos para o CFP

O nome da ex-funcionária do FMI preenche as exigências para um cargo onde se espera um profundo conhecimento de política económica e finanças públicas. A questão que se coloca é saber se o CFP é um conselho monocórdico, onde uma única corrente do pensamento económico avalia um governo que não partilha dessa mesma corrente.

É óbvio que o CFP deve reflectir competência e diversidade de pensamento. Neste quando o segundo nome proposto para vogal do CFP não faz sentido, um lugar de chhefe de gabinete de um secretário de Estado ou de um ministro é de natureza política, a maioria dos chefes de gabinetes são boys promovidos a moços de recados dos governantes, deles não se espera que grandes currículos de economia.

É mais do que óbvio que o PSD se está batendo pelo controlo do CFP, só que teve mais olhos do que barriga e se esqueceu de escolher alguém com currículo que justifique a escolha.
      
 PSD muito preocupado com fuga de refugiados
   
«O PSD questionou hoje o Governo sobre a duplicação do número de refugiados que abandonam Portugal, com a vice-presidente Teresa Morais a alertar para "dezenas de crianças" refugiadas que desapareceram de centros de acolhimento.

Numa pergunta hoje entregue na Assembleia da República, o PSD questiona as razões de, segundo notícia do DN, das 1.255 pessoas que foram acolhidas em Portugal, 474 terão abandonado as instituições, o que representa cerca de 40% do total.

Segundo Teresa Morais, essas pessoas terão usado Portugal como "uma espécie de passadeira para outros países da Europa" mais atrativos.» [DN]
   
Parecer:

O PSD devia perguntar aos portugueses que fugiram do país, talvez assim percebesse a razão da fuga dos refugiados.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se o oportunismo político ridículo.»
  
 A investigação sem prazos
   
«A procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, voltou a prorrogar o prazo para ser deduzida uma acusação no âmbito da Operação Marquês, em que o ex-primeiro-ministro José Sócrates é arguido. Apesar de a equipa de investigação e o director do Departamento Central de Investigação e Acção Penal terem apontado o final de Julho como data máxima previsível para encerrarem o inquérito, a magistrada optou por não lhes fixar um prazo. 

Joana Marques Vidal determinou esta quinta-feira que a investigação só terá de ser concluída no prazo de três meses a contar da data da devolução da última carta rogatória enviada por Portugal às autoridades de outros países, solicitando-lhes diligências judiciais. Ora segundo a procuradora-geral da República ainda há várias cartas rogatórias por cumprir, não sendo possível prever a data de devolução de uma delas. » [Público]
   
Parecer:

Cheira a falhanço.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Marcelo oftalmologista? 
   
«O Presidente da República voltou esta quinta-feira apelidar o primeiro-ministro de "irritantemente otimista", perante uma plateia de alunos, a quem disse que António Costa teima em ver violeta-rosa onde há roxo, e que tenta chamá-lo à realidade.

Durante uma aula no Colégio Moderno, em Lisboa, que se estendeu por três horas, em que começou por falar sobre Mário Soares e depois respondeu a perguntas dos alunos, Marcelo Rebelo de Sousa situou-se ideologicamente na "esquerda da direita", definindo-se como "de direita social" e "não liberal", e declarou-se um "otimista", mas não tanto como o primeiro-ministro.

"Eu às vezes digo: não, o senhor primeiro-ministro irrita-me um bocadinho, porque é evidente que há problema e está a tentar explicar-me que não há esse problema, e não me entra na cabeça. E depois recorro a um argumento de autoridade, a que não se deve recorrer: é que eu ando a analisar a política portuguesa há 50 anos", afirmou.» [Expresso]
   
Parecer:

Marcelo tem uma nova vocação, a oftalmologia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 PSD quer controlar CFP a qualquer custo
   
«Em conferência de imprensa, José Matos Correia afirmou esta quinta-feira que o PSD não se revê nas palavras do Presidente da República sobre o Conselho de Finanças Públicas. O dirigente social-democrata considera que a intervenção de Marcelo deveria ter sido “mais pedagógica” para garantir a independência de entidades como a CFP. “Não nos revemos nas palavras do Presidente da República”, disse o deputado Matos Correia.

Para José Matos Correia, Marcelo Rebelo de Sousa deveria ter feito uma intervenção “mais favorável à necessidade de reforço das instituições como é o caso do CFP”. Na sua interpretação da lei, dada esta tarde aos jornalistas, o Presidente da República considerou que existem “duas vontades que têm de se conjugar”. “O que eu espero é que haja um diálogo prévio, porque a falta de diálogo significa que, às tantas, não se acertam os critérios”, acrescentou.

O PSD não concorda com essa posição e voltou a atacar a atitude do Partido Socialista e do Governo, tal como tinha feito esta quarta-feira no Parlamento. Matos Correia considera que ontem foi a “prova de que o PS se dá mal com as regras básicas da democracia”, acusando o Governo de querer “manipular a seu favor algumas instituições”. Em causa está a recusa não só das nomeações para o CFP, mas também para o Banco de Portugal.» [Eco]
   
Parecer:

Acham que são todos parvos menos eles.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se Matos Correia à fava.»

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