terça-feira, abril 11, 2017

O hotel destruído, os jovens bandidos e os papalvos

A notícia foi inicialmente dada pela PSP, o país ficou a saber da importância da presença da PSP junto dos jovens que tinham ido em viagem de finalistas, gente perigosa que tem de ser acompanhada como sucede com as claques de futebol, uma corja de “orelhas” invadiu Espanha e o pior sucedeu.

Mas desta vez lixaram-se, estava lá a nossa polícia a ajudar a inexperiente polícia espanhola, um corajoso diretor de hotel acabou de vez com os abusos e a destruição, correu com a bandidagem do hotel para fora. Aquilo foi uma destruição e uma televisão portuguesa, na ânsia de encontrar provas dos crimes até entrevistou uma “vecina” que confirmou que aquilo foi um grande sarrabulho, que até diziam palavras que ela desconhecia, mas pela forma como eram, ditas tinham ser palavrões.

Que o hotel estava destruído, que havias televisões nas banheiras, que voavam colchões para a piscina, paredes destruídas, sofás nos elevadores, enfim, uma pouca vergonha. O país ficou envergonhado, os do sul assentaram com a cabeça quando um jovem do sul disse que sim senhor, mas a culpa era de um grupo do norte. Tinha que ser, não faltou quem dissesse para os seus botões, devem ser primos do “Orelhas”. Estava tudo provado, Portugal tinha razões para estar envergonhado, esta geração de que dizemos ser a melhor é uma pouca de caca!.

As televisões correm atrás do ministro da Educação, uma espécie de encarregado de educação coletivo, aguarda-se ansiosamente o regresso de Marcelo. As imagens mostram a destruição, dois candeeiros com um parafuso solto, uma televisão de 50€ cuidadosamente colocada no fundo de uma banheira, um quarto desarrumado, enfim, uma destruição, o gerente do hotel fez muito bem em cortar na razão, não limpar os quartos ficar com os 50.000€ de cauções e meter os jovens na rua antes de acabadas as férias.

Somo um país de idiotas, só falta alguma alma bondosa organizar um peditório nacional para dar mais 50.000€ ao dono do hotel e proporcionar férias pagas à nossa PSP para que possa ter o merecido descanso que os nossos “Orelhas” não lhes permitiram desfrutar nessa grande operação policial na Andaluzia. Enfim, somos uns papalvos e o diretor oportunista do hotel deve estar a rir à gargalhada de todos nós. Por este andar ainda aparece por aí uma alma caridosa defendendo que em ano de vinda do papa e de santificação dos pastorinhos os nossos jovens, em vez de terem ido dar umas berlaitadas em Torremolinos, deveriam ter dedicado a sua semana de férias a uma peregrinação a Fátima, ficando instalados em acampamentos de escuteiros.

Adenda:




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