terça-feira, fevereiro 10, 2026

  


PERSONALIDADE 'O JUMENTO' DO DIA
ALMIRANTE HENRIQUE GOUVEIA E MELO


Há muito que esta distinção diária não era atribuída, mas poucas vezes foi tão merecida como hoje, o almirante das vacinas já teria merecido ser o Jumento das Eleições Presidenciais, pelo que a distinção chega com algum atraso e sem a dimensão merecida.

Este “filho da escola” formado no curso de Marinha da Escola Naval que um dia se fez filmar junto de um quadro com alguns números, sendo promovido a grande especialista em logística e dizem que graça a ele o COVID foi derrotado, ainda que por aqui tenhamos muitas dúvidas, desconfiamos que a verdadeira vacina que imunizou uma boa parte dos portugueses foi a variante sul-africana daquele vídeo.

Se tivesse ficado calado desde que se apresentou como candidato o homem poderia ter ganho as eleições na primeira volta, mas a partir do momento em que falou percebeu-se que parecia mais um sargento cantineiro do que um almirante e cada vez que abriu a boca perdeu votos.

Agora, parece não ter entendido que “pela boca morreu o almirante candidato” e em vez de ficar calado decidiu dizer uns disparates, ultrapassando o Ventura pela direita, ainda que pareça que pretende piscar o olho ao PS.

O mínimo que se esperava de um candidato derrotado seria o silêncio, pelo menos durante um par de semanas, mas o homem tem medo de desaparecer e nem esperou cinco dias. Enfim, ainda não percebeu que é um cadáver político à espera de melhor tempo para lhe ser feito o merecido funeral.

__________

«O ex-candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo considera que o Governo falhou na organização da resposta às populações afetadas pelo mau tempo e defende que a ministra da Administração Interna deveria pedir a exoneração. A posição é expressa num artigo de opinião publicado esta terça-feira no jornal Público.

No texto, intitulado “Estado do improviso”, Gouveia e Melo aponta falhas no planeamento, nos avisos antecipados, na comunicação do risco e no aconselhamento à população. Para o antigo chefe do Estado-Maior da Armada, o “Estado falhou” e o Governo, enquanto responsável político pela resposta, terá de retirar consequências do sucedido.

O autor sustenta que o primeiro-ministro deve avaliar se a ministra da Administração Interna reúne condições para se manter no cargo, considerando adequado que esta apresente a sua exoneração “a bem do Governo e do país”.

Gouveia e Melo defende ainda uma profunda reforma da Proteção Civil, com maior profissionalização e libertação de influências políticas, e propõe a criação de uma estrutura de crise sob dependência direta do primeiro-ministro, capaz de coordenar todos os ministérios em situações de desastre. Entre as medidas sugeridas estão também a ativação de mecanismos de financiamento comunitário e a criação de um plano de reconstrução regional.» [24 Horas]

segunda-feira, fevereiro 09, 2026

1.729.371 VOTOS

 


Um milhão, setecentos e vinte e nome mil e trezentos e setenta e um portugueses votaram no André Ventura para o cargo de Presidente da República. Não foi presidente de uma junta de freguesia, de uma câmara municipal ou mesmo do Governo, foi para Presidente da República. Mais de 33% dos portugueses votaram em André Ventura, mais dos que os que votaram em qualquer partido nas últimas eleições, aliás, mais do que em qualquer partido nas duas últimas legislativas.

Mais de 300 mil portugueses votaram pela primeira vez num candidato do CHEGA levando a que este partido tenha expectativas de chegar a um patamar eleitoral nas próximas eleições legislativas.

Estão reunidas as condições perfeitas para uma grande tempestade política, um PR a quem alguém no passado chamava de Totó Inseguro e esse “alguém” não foi qualquer político. O PS é liderado por um secretário-geral que pouco mais vale do que um tostão furado e que chegou a secretário-Geral da mesma forma que o Seguro chega a PR, graças à cobardia e oportunismo de uma casta dirigente do PS que só se chega a frente quando cheira a palha.

E à direita o melhor que o PSD arranjou foi o Ganda Noia, um político que durante anos foi o “garganta funda” da vida política portuguesa, alimentando as suas intervenções políticas semanais na TV com fugas de informação que convinham aos sucessivos governos. Mais à direita surge um moço bonito que entrava muito bem num papel de uma telenovela brasileira e um almirante que falava como um sargente cozinheiro e que cada vez que abria a boca ou entrava mosca ou saiam 5% das intenções de voto.

E agora?

Agora voltaremos ao mesmo, depois de termos um Marcelo que durante dois mandatos, isto é, 10 anos, se dedicou a desvalorizar os partidos, mais parecendo um velho professor primário a distribuir palmatoadas pelos líderes do PS e do PSD com a famosa “menina dos oito olhinhos”. Teremos um Totó Inseguro, com o poder eleitoral que resulta de ser o Presidente da República que teve mais votos em democracia, destruindo o governo numa tentativa de ressuscitar um PS que se suicidou e foi tão competente na tentativa de suicídio, como na governação do António Costa, não morreu, mas ficou moribundo.