quinta-feira, outubro 17, 2019

ERA DE ESPERAR


“Ministra do Mar fora do Governo? Não percebo nada disto! Afinal quem 'faz acontecer' e apresenta resultados é retirado do jogo? O mais importante devia ser a competência e o trabalho apresentado e não as relações familiares. Da nossa parte, um agradecimento muito especial à Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, pelo empenho na defesa da nossa causa e pela responsabilidade a nós atribuída. Vamos fazer tudo para levar o barco a bom porto."

Este é o texto de um post colocado esta quarta-feira no Facebook por uma ativista ambiental da ilha da Culatra (Algarve). Um texto em que se crítica o primeiro-ministro pelo facto de não ter reconduzido Ana Paula Vitorino no cargo de ministra do Mar. E que, cerca de uma hora depois de ter sido colocado online (em modo aberto), foi partilhado na mesma rede social (e também em modo acessível a todos) por Eduardo Cabrita, marido de Ana Paula Vitorino - e que Costa reconduziu como ministro da Administração Interna.” [DN]

Como era de esperar a ex-ministra do Mar não gostou nada de ser substituída e logo apareceram apoiantes, curiosamente de Olhão, reino do seu file escudeiro José Apolinário, fazendo comentários em defesa da sua grandiosa obra, que o seu querido e doce marido se apressou a partilhar no Facebook.

A pobre senhora não percebe porque motivo foi dispensada e reage com bazófia, dizendo que com ela a economia do mar duplicou o peso. Isto é, sem lhe conhecermos grandes medidas eis que por sua obra e graça a economia do mar duplicou. Não foi a globalização que favoreceu o porto de Sines, não foi o crescimento das exportações que aumentaram o m0vimento de todos os postos, não foram os investimentos públicos e privados, que se realizariam mesmo sem ela, que promoveram o crescimento económico do setor, foi o seu brilhantismo.

Se calhar este crescimento resultou de obras como a sua visita técnica ao farolim do molho do Guadiana ou os estudos da treta pagos a peso de ouro pelo seu amigo Luís Gomes, o autarca que mais arruinou uma autarquia do nosso país, e um dos maiores velhacos da política autárquica do PSD que o país conheceu.

É pena que esta senhora não tivesse sido demitida no dia em que o Público divulgou os seus negócios em VRSA, talvez agora estivesse caladinha. É uma pena que a justiça não tenha investigado este negócio, para ver se o seu marido partilhava as notícias no Facebook.

segunda-feira, outubro 14, 2019

TRÊS GOVERNANTES QUE DEVEM DEIXAR DE O SER

Aquilo que se passa em VRSA em matéria de relações entre um ex-autarca do PSD e ex-líder distrital do PSD e alguns membros deste governo aconselham a que António Costa tenha algum cuidado na formação do próximo governo:

https://largodaforca.blogspot.com/2019/10/vrsa-e-o-proximo-governo.html


"Deverão ser muito poucos os municípios a quem interessa saber quem serão os ministros do próximo governo. Infelizmente tendo em consideração o passado recente, a formação do governo não é indiferente a VRSA. Não porque o governo tome decisões especialmente dirigidas a este município, mas em consequência da teia de relações que o ex-autarca que arruinou as contas da autarquia soube tecer.

No centro dos relacionamentos de Luís Gomes com membros deste Governo estão duas personagens: a ministra do Mar Ana Paula Vitorino e o secretário de Estado das Pescas José Apolinário. Por via conjugal há uma terceira personagem que não pode ser esquecido, o marido de Ana Paula Vitorino e ministro da Administração Interna Eduardo Cabrita.

Há muito que parece haver uma espécie de relação de entreajuda entre Luís Gomes e Ana Paula Vitorino, quando a agora ministra estava na oposição era Luís Gomes que lhe encomendava estudos da treta pagos a peso de ouro, como denunciou o jornal Público. EM compensação, quando a política do PS está no governo desdobra-se em viagens de apoio político ao PSD de VRSA e o Luís Gomes coleciona assessorias no dossier das frentes ribeirinhas, área tutelada precisamente por Ana Paula Vitorino.

A segunda personagem desta teia é José Apolinário, um rapaz de poucos recursos profissionais que quando estava na mó de baixo chega a presidente da DOICAPESCA pela mão de Passos Coelho, precisamente quando o Luís Gomes era vice-rei do Algarve. Pouco depois aparece um megaprojeto de hotel na Muralha, projeto abandonado pela DOCAPESCA poucos dias depois da notícia do Público sobre os negócios de uma empresa da ministra em VRSA.

A primeira pessoa a vir em defesa da ministra quando esta foi denunciada no Público foi precisamente o seu fiel escudeiro da pasta das Pescas, numa carta que metia nojo quase elogiou a vitória do PSD nas últimas autárquicas usando-a para justificar uma suposta vingança, que levou à notícia.

Aparentemente o ministro Eduardo Cabrita nada tem que ver com VRSA, mas não é bem assim. Para ganhar as eleições de 2017 o PSD de VRSA teve de gastar dinheiro à tripa forra e isso só foi possível usando o balão de oxigénio dado pelo FAM. O mesmo FAM que no relatório relativo a 2017 concluiu pelo incumprimento dos compromissos assumidos, mas, estranhamente, ignorou a sua própria lei, não cumprindo com o que ela determinava. Coincidência das coincidências, Eduardo Cabrita, marido da Ana Paula Vitorino, tem a tutela do FAM!

É por isso que não só consideramos que os negócios da ministra Ana Paula Vitorino, os negócios imobiliários da DOCAPESCA e o desrespeito da lei do FAM pela sua direção devem ser averiguados por quem de direito, como achamos que estas três personalidades não têm condições para fazerem parte do próximo governo. "

domingo, outubro 13, 2019

UM GOVERNO FRAQUINHO


Não vale a pena procurar desculpas para a fraca vitória do PS nas legislativa, o governo da geringonça era uma engenhoca onde quase todos os ministros viveram à sombra do trabalho de Mário Centeno. Tirando Vieira da Silva e Augusto Santos Silva poucos serão os ministros do governo da geringonça de que nos iremos lembrar daqui a um par de meses a não ser por razões negativas.

O ministro da Defesa foi um desastre tão grande como a Constança Urbano de Sousa na pasta da Administração Interna. Mas os maus ministros não se ficam por aqui, o Adalberto foi um desastre, foi ele que quando sentiu a corda ao pescoço atirou o odioso contra Mário Centeno, para a história da sua passagem pelo governo fica ainda a decisão absurda de mandar o INFARMED para o Porto.

E o que dizer do Eduardo Cabrita, um homem que não consegui9mos imaginar o que sabe fazer, mas que parece que ser uma espécie de ORH+ governamental, uma espécie de ministro capaz de qualquer pasta. A sua passagem pela Administração Interna foi um desastre tão grande como o da antecessora, foi ele que trouxe a padaria de Arouca para o Governo, com as consequências que vimos.

E por falar em Cabrita vale a pena referir que neste caso não se estraga uma casa de família, se o marido apanhou uma indigestão com o pão de Arouca, a esposa parece ter uma relação estranha no Algarve, com um dos mais perigosos autarcas do PSD, um rapazola que lhe deu de ganhar muito dinheiro no passado.

É uma pena que com uma nova geração de gente no PS, como não se via há muitos anos, António Costa tenha recolhido ao depósito da tralha, com as consequências eleitorais que vimos. Esperemos que perceba que sem um governo competente e com amigos em Arouca o próximo governo mais ter muitas dificuldades.

É verdade que o caso de Tancos teve consequência, mas com um ministro da Defesa teria tido as mesmas consequências? O caso das golas teve consequências, mas o que se esperava quando se um padeiro é assessor de um secretário de Estado da Proteção Civil?

sábado, outubro 05, 2019

FARTO DE CRISES


Estou farto de crises financeiras cíclicas, de perder a cada dez anos mais de metade do que se melhorou na década anterior, de ver gente a defender soluções autoritárias como garantia de equilíbrio financeiro, de ver elogiar provincianos autoritários como Salazar, Cavaco ou Gaspar, chega deste ciclo interminável que em mais de um século tem trazido ditaduras e atraso ao país.

Foi possível desmontar as mentiras e Salazar, de Cavaco e de Gaspar, austeridade não implica ditadura, medias inconstitucionais, a acusar as instituições de serem forças de obstrução, de tentar governar com medidas inconstitucionais, de defender que a única forma de desenvolvimento implica a pobreza dos que trabalham.

E nem foi preciso nenhum ministro das Finanças com cara de pau, de um provinciano fichado num forte virado para o Tejo, de um netinho da Dona Prazeres, mulher com os valores da serra, de um montanheiro complexado do barrocal algarvio.

Agora dizem que são contra uma maioria absoluta, a que dizia que era preciso suspender a democracia para fazer reformas aparece ao lado do Rio com receio de uma maioria absoluta, o mesmo Rio que não esconde tiques autoritários e que pertence ao partido que mais abusou dos poderes em maioria absoluta receia uma maioria absoluta, os defensores do marxismo-leninismo, do maoismo ou do trotskismo são contra a maioria absoluta.

Pois eu espero que continuemos em democracia, que as crises não sirvam para justificar as tentações autoritárias ou para promover políticos autoritários, sem crises financeiras que impeçam o enriquecimento do país e com um sistema estável para que se acabe com políticos fracos e incompetentes que costumam ter sucesso em ambientes de constante instabilidade política.

sexta-feira, outubro 04, 2019

TENHAM VERGONHA

Num dos momentos mais miseráveis, entre muitos outros, da sua carreira política, Cavaco Silva deixou Freitas do Amaral a suportar sozinho o pagamento de uma campanha presidencial apoiada pelo PSD e pelo CDS. Freitas do Amaral não se queixou e honrou os seus compromisso e pagou as dívidas. Agora que Freitas faleceu o mínimo que se esperava do velho acionista sortudo do BPN era que se mantivesse escondido na sua Quinta da Coelha. Mas não foi isso que o homem fez, foi o primeiro a vir a público chorar lágrimas de crocodilo.

Assunção Cristas chegou ao poder pela mão de outro traste do lado miserável da nossa direita, Paulo Portas, agora comentador político e gestor de influências. Foi com Portas, o mesmo Portas que "pariu" a Cristas, que o CDS teve uma das iniciativas mais miseráveis por parte de um partido político, não se limitaram a tirar a moldura de Freitas da galeria dos presidentes do CDS, ainda a mandaram por correio para a sede do PS, num gesto miserável digno dos fascistaszecos de Paulo Portas. 

Para se justificar depois de ter declarado que não sentia qualquer apetência por ser deputado Rui Rio, um dos mais fraquinhos líderes partidários que o país conheceu decidiu apoucar os deputados, para passar a imagem de um ser superior que nunca foi, não é e nunca conseguirá ser, disse que na época em que foi deputado o parlamento tinha gente muito fraquinha. Agora que Freitas faleceu tentou dar ares de gente recordando que foi deputado  com ele e recordou aquele que foi o melhor discurso que ouviu.

Freitas foi sempre um homem de direita, de uma direita que não tinha complexos em relação ao passado como evidenciam Portas, sem traumas do passado como é evidente em Portas e de uma classe que Cavaco e Rio nunca conseguirão ter. Mas acima de ser de direita e um democrata e um português, como democrata sempre veio em defesa dos seus valores e como português sempre fez as opções que entendia serem as que melhor servia o seu país.

Mas muita gente ainda não consegue ser de direita sem os velhos fantasmas e os velhos valores. É por isso que Cristas tentou recordar um ou dois episódios com quarenta anos para transformar Freitas em mais uma das suas pedras com que anda á pedrada com “as esquerdas". Cavaco sentiu a grandeza de Freitas e achou que o engrandeci um comunicado oportunistas e Rio até se lembrou de um deputado maior do que ele.

Enfim, um bocadinho de vergonha na cara não lhes faria mal nenhum.

quinta-feira, outubro 03, 2019

FREITAS DO AMARAL

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São HOMENS GRANDES como Freitas do Amaral que reduzem outros à insignificância a que estão limitados.

Aqui fica o tributo a um daqueles a quem devemos a democracia que ainda sofre ataques por parte daqueles que são generosamente remunerados para a defenderem.

segunda-feira, setembro 30, 2019

É ÓBVIO


É óbvio que num país onde as investigações se arrastam por meses e anos a divulgação da acusação no caso de Tancos durante a primeira semana de uma campanha eleitoral para as eleições legislativas não foi uma mera coincidência, quem o decidiu não só o fez intencionalmente como pode ter escolhido o momento em que teria mais impacto e condicionaria mais o debate. A notícia foi anunciada uma semana antes e a acusação foi tornada pública de forma a inquinar o debate eleitoral a partir de meados da primeira semana, ganhando maior amplitude com os semanários do fim de semana.

É óbvio que quem assim decidiu intervir sabe que não vai impedir o PS de ganhar as eleições, o que significa que o intuito não é levar o PSD ao governo ou impedir o PS de governar, que se desiludam os que julgam que fazem surf neste caso porque ninguém os levará ao colo e muito menos depois de Rui Rio ter defendido uma alteração na lógica de funcionamento do Conselho Superior de Magistratura. O que pretendem é algo mais perverso, manter a instabilidade para fragilizar os governos e promover a imagem dos políticos incompetentes e corruptos.

É óbvio que há magistrados que não merecem a confiança dos portugueses e que tudo fazem para destruir a democracia, atingindo descaradamente os partidos, os seus pilares, passando a imagem dos magistrados honestos face aos políticos incompetentes e corruptos. Estamos perante uma estratégia típica da extrema-direita.

É óbvio que a calendarização destes processos para saírem sempre em momentos eleitorais configura um desrespeito do princípio da separação de poderes, com os magistrados a usarem os códigos como tanques de guerra num qualquer golpe de estado, onde os coronéis fardados são substituídos por viúvas negras vestidas de toga.

Resta esperar pelo próximo domingo para sabermos se os portugueses ainda alinha em golpes e são tão influenciáveis por jogadas sujas ou se mandam à bardamerda dos seus autores, escolhendo livremente aqueles que querem ver no governo. É óbvio que o vão fazer. Rui Rio acaba por ter razão no único ponto em que mudou de ideias de forma oportunista, em relação à justiça e ao comportamento de alguns magistrados.

sábado, setembro 28, 2019

POR UM PARTIDO DOS MAGISTRADOS


Há muito que os grupos corporativos querem o país refém dos seus interesses, em vez de constituírem os seus partidos optam por usar os poderes que têm à mão para tentarem influenciar o curso da vida política., Cada grupo corporativo considera que a causa de todos os nossos problemas são os políticos, para uns o problema resolve-se com advogados, os enfermeiros resolvem com greves que visam provocar mortes, cada um socorre-se da arma que os contribuintes lhes pagam.

No caso dos magistrados do Ministério Público há muito que tentam gerir os destinos do país chamando a si a escolha dos governantes, fazendo-o pela negativa, usam os poderes ao seu dispor para destruírem os políticos que detestam. Todos sabemos que o Mário Nogueira faz greve aos exames, que as laranjas aparecem no inverno, que as melancias são a fruta do verão e que os processos com maior impacto político são tornados públicos em vésperas de eleições.

E os processos contra políticos são como as colheitas da uva para a produção de vinho, há nãos bons e anos maus, no caso do Vinho do Porto os anos muitos bons são eleitos para vintage. Para o nosso Ministério Público anos de boas colheitas costumam ser aqueles em que o PS pode renovar-se no governo ou em eleições e se o alvo for um ministro ou mesmo um primeiro-ministro, então teremos um ano vintage. Isto é, a vindima de 2019 tinha todas as condições para ser vintage e com as primeiras uvas já apanhadas tudo aponta para um bom vinho com o rótulo do Ministério Público.

Até porque mal o MP disse que estava aberta a época da colheita o pessoal da vindima, neste caso o Rio, a Cristas e não só, não resistiram à tentação de se atirarem as uvas, finalmente estavam maduras. O problema é que o vinho do MP não serve para nada, serve apenas para embebedar e está para a sociedade portuguesa como o medronheiro está para o vinho português, é uma zurrapa, vinho a martelo.

A não ser que nos digam que podem transformar a Zezinha num milagroso Centeno, um partidos do MP nada tem para nos oferecer a não ser para os políticos que lhes desagradem.

Está na hora de os nossos magistrados deixarem a clandestinidade e criarem o seu próprio partido.

sexta-feira, setembro 27, 2019

QUEM TEM MEDO DA MAIORIA ABSOLUTA?


Anda por aí tanto medo por cauda da maioria absolutas que é motivo de regozijo, porque quando vemos os que não prescindem ou os que escondem a solução ditatorial dos seus programas são agora contra o autoritarismo, ou quando vemos aqueles que  em privado admiram Salazar converterem-se ao parlamentarismo, só nos podemos sentir felizes e agradecer a Costa por ter conseguido o que mais de um século de debate e de luta política, com muitas guerras e mortes pelo meio, não conseguiram.

Mas deixando para trás tanta hipocrisia, vale a pena perguntar: quem tem medo da maioria absoluta?

Serão aqueles que estiveram no governo de Passos Coelho e aprovaram sucessivos orçamentos assentes em cortes que o Tribunal Constitucional declarou inconstitucionais e que fizeram chantagem com os juízes acenando com o segundo resgate? Estará Cristas esquecida de que o seu Portas teve a coordenação económica do governo desde a saída do Vítor Gaspar? Ou serão os muitos jornalistas que elogiaram os cortes e outras medidas inconstitucionais?

Portugal é uma democracia com mais de 40 anos e, apesar de termos conhecidos alguns governantes com tiques autoritários, a verdade é que com ou sem maiorias absolutas, a democracia nunca  esteve em causa e todos os que abusaram do poder adotando medidas inconstitucionais acabaram por pagar por isso nas urnas.

Como se viu esta semana, com o MP a fazer a sua própria arruada a meio da campanha eleitoral, os governantes sempre respeitaram a separação dos poderes, ainda que alguns tenham chamado forças de obstrução aos tribunais e outras instituições da democracia, da mesma forma que sempre respeitaram o Parlamento, os Tribunais e ã Presidência da República. Nesta legislatura apenas uma norma foi considerada inconstitucional e mesmo essa foi aprovada no Parlamento.

Então porquê tanto medo da maioria absoluta?

Porque os lóbis ligados às corporações perdem a sua capacidade de fazer chantagem sobre um governo democrático e democraticamente eleito, porque os pequenos partidos passam a ter a influência correspondente a esse peso, porque os comentadores profissionais perdem influência, porque os que receiam estar na oposição perdem o apoio dos que precisam desse poder para aceder a favores.

Não são as maiorias absolutas e a democracia que conduziram a regimes autoritários em Portugal, o que conduz ao autoritarismo e à ditadura é a instabilidade política, os governos vulneráveis a todas as influências e chantagens e as sucessivas crises financeiras resultantes de governos limitados na sua capacidade de adotar as políticas adequadas.

Infelizmente há muita gente empenhada em sportinguizar a democracia transpondo para os eleitores o seu medo de perder influência e o dinheiro que conseguem mais facilmente com essa influência. O perigo não está nos governos que respeitam a democracia, está na instabilidade, na pobreza e nas crises económicas ou financeiras.

quarta-feira, setembro 25, 2019

RUI RIO PERDEU A NOÇÃO DO RIDÍCULO


Quando se esperava que Rio encerrasse o ciclo de disparates eis que ele decide subir a parada, agora acha que as campanha eleitoral é decidida por uma luta de galos e que ganha o que tiver o melhor galo para a luta das finanças. Todos os dias desata a exigir a Costa um debate entre os dois Centenos, o dele e o do Costa. Mas como já percebeu que colocou o seu em situação de inferioridade, alterou os nomes, agora exige um debate entre o seu Sarmento e o Sarmento do Costa.

Rui Rio não percebeu a mensagem que está passando de forma subliminar aos seus próprio eleitores, sentindo que não está à altura das circunstâncias socorre-se numa tentativa desesperada de usar um dos seus apoiantes num debate contra um apoiante de Costa. É uma medida kamikaze já que é sabido que Mário Centeno não estará disponível para tal espetáculo degradante, o de ser exibido num debate para que o povo decida qual é o melhor economista.

E se o debate correr mal ao Sarmento do Rui Rio? A seguir vai dizer que tem um Eduardo Cabrita e que exige que o Eduardo Cabrita do Costa faça um debate com o seu. Se tudo correr mal é só ir à lista de membros do governo e escolher o seguinte. Por este andar vamos ter uma espécie da Taça Davis da política, em que os tenistas do Rui vão jogando com os tenistas do Costa, para que seja o que somou mais vitórias a levar a taça do governo.

É pena que Rui Rio não tenha a noção da patetice que está sugerindo, é lamentável que com tantas democracias e tantas eleições já realizadas em Portugal não tenha percebido que a ideia só terna surgido agora graças ao seu brilhantismo eleitoral, mas sim porque o seu nível de patetice é diretamente proporcional ao seu desespero.

Um dia destes vamos ver o Rio exigir a Costa a mais diversas comparações, quem comem mais Big Macs, quem consegue comer mais sardinhas assadas, quem consegue engolir mais cerveja de uma vez, quem consegue mandar uma escarreta mais longe, enfim, são os argumentos que poderão favorecer Rui Rio na sua luta por chegar a primeiro-ministro e evitar a seca de ser deputado num hemiciclo onde o único deputado com classe é ele.

terça-feira, setembro 24, 2019

JUMENTO DO DIA


   
Joaquim Sarmento, Centeno do Rio

Isto começa a ser ridículo demais para poder ser verdade, o Rui Rio diz que tem um Centeno e desafia o Centeno do Costa a debater com ele, como se as eleições fossem apostas numa luta de galos. O mais grave é que o Centeno do Rio aceita o desafio do seu apoderado para discutir com o outro Centeno. Estamos perante uma anedota ou de gente imbecil.

Mas os Centenmos do PSD não eram o Vítor Gaspar e a Maria Luís?

«Joaquim Sarmento aceitou o desafio para um debate sobre finanças públicas com Mário Centeno, revelou a página do PSD. Sob uma perspetiva do que foi dito no frente-a-frente realizado ontem entre os líderes do PSD e do PS, o mesmo é dizer que o Centeno de Rui Rio aceita trocar argumentos com o Centeno de António Costa sobre a situação das contas nacionais.» [Lusa]

segunda-feira, setembro 23, 2019

JUMENTO DO DIA


   
Rui Rio, líder sem Centeno

Parece que o líder do PSD tem um grande argumento para que os eleitores não votem no PS, diz ele que o ministro das Finanças vai abandonar o governo daqui a um ano. É uma argumento velhaco, mas é um pau de dois bicos, ao usá-lo está implicitamente passar uma mensagem de admiração, sugerindo que com Mário Centeno os portugueses devem votar no PS.


Tem alguma razão, desconhecendo-se quem é o seu Centeno e depois de termos conhecido os Centenos do anterior governo do PSD o melhor é mesmo votar neste Centeno.

domingo, setembro 22, 2019

A GLOBALIZAÇÃO DA MUDANÇA CLIMÁTICA


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Há muito que os países ocidentais se preocupam com o ambiente, o problema é que apenas se preocupavam com o ambiente nos seus próprios países, mesmo aqui na Península Ibérica a Espanha escolheu o Tejo para instalar a sua central nuclear, em caso de acidente o impacto seria minimizado, o rio levaria a poluição para Portugal. Por todo o mundo os países ricos deslocalizaram as suas indústrias poluente e a atração desses investimento até ganhou a forma de estratégia de desenvolvimento. Até que um dia, lá longe, na Índia, numa cidade chamada Bhopal...

É óbvio que a cada momento deixamos a nossa marca, quando comemos, quando nos vestimos, quando escrevemos uma carta de amor numa folha da Renova, quando defecamos, quando respiramos, quando nos deitamos numa bela cama em madeira que os nosso avós trouxeram das colónias. A toda a hora tratamos mal o clima, ajudamos os exploradores de países longínquos onde crianças esfomeadas partem as pedras da nossa bela calçada, plantam o algodão das nossas camisas de marca ou colhem as belas bananas que nos são vendidas a bons preços numa promoção.

É óbvio que não podemos deixar de respirar, comer, vestir, viajar, defecar ou dormir. É óbvio que se deixarmos de comer carne de vaca pouco compensamos a multiplicação das low costa que nos enchem as ruas de turistas e nos ajudam a sair da crise. É óbvio que não podemos deixar de comer proteínas e substituir a carne por algumas variedade de peixe pode dar igual ao litro, o mesmo sucedendo com legumes que importamos do norte de África ou de outras paragens.

Mas também é óbvio que se continuarmos com desculpas um dia destes acordamos numa casa sem telhado ou quando formos aliviar a bexiga ficamos com a água até aos tornozelos senão até às cruzes. É óbvio que nos empaturramos em comida que só nos traz problemas, que abusamos da moda graças ao baixo preço dessa maravilhosa globalização que faz o milagre de transformar a fome de crianças asiáticas ou egípcias na beleza das nossas top models.

Podemos estar descansados, para muitos de nós o prazo de validade do planeta ainda dá para estarmos tranquilos, porque quando o vaso cair já passamos. Mas é uma pena aquilo que estamos fazendo aos que vierem a seguir e se muito do mundo que conhecemos na infância já não existe, muitas das próximas gerações irão ver o nosso mundo em formato digital.

JUMENTO DO DIA


   
Rui Rio


Durante quatro anos a direita ou confiou na vinda do diabo ou esperou que as geringonça não resistisse, tudo servindo de motivo para ter a esperança de regressar ao poder. Agora, que seria de esperar que Rui Rio estivesse apostado em apresentar o seu programa, surpreende-nos por eleger as relações entre o BE e o PS para tentar ganhar votos.

O raciocínio é simples, Rio receia que os eleitores tradicionais do seu partido votem no PS para evitar uma maioria absoluta, animando pelos ataques do BE a António Costa. É mau que um líder do PSD sinta necessidade de dizer aos seus eleitores para desconfiarem do PS, é piro ainda que em vez de dizer algo sobre as suas ideias prefira a intriga.

“O líder do PSD alertou hoje para o distanciamento do PS em relação ao BE, porque “dá jeito para as eleições”, notando ser uma tentativa de “limpar” a proximidade dos últimos quatro anos e eventuais aproximações futuras.

“A distância do PS que tenho notado não é nas sondagens, é a distância relativamente ao BE, que é uma coisa que custa a entender. Enquanto foi útil para o PS, o PS andou quatro anos com o BE ao colo, e o BE com o PS ao colo. Agora, como dá jeito nas eleições fazer uma demarcação do BE, [o PS] faz a demarcação. A 06 de outubro [data das legislativas], se precisar, volta a chegar-se ao BE”, criticou Rui Rio no Porto, em declarações aos jornalistas após um percurso de bicicleta e antes de uma caminhada para assinalar o Dia Europeu Sem Carros.” [Lusa]

sábado, setembro 21, 2019

ONDE É QUE EU JÁ VI ISTO?


Há uns tempos atrás a Organização Mundial de Saúde desaconselhou o consumo de carne e foi o que se viu, uma imensa campanha contra as conclusões daquelas organizações com o apoio da indústria, da direita que apoia toda e qualquer indústria e de um certo marialvismo idiota muito típico da nossa terra.

A nossa direita, da mais trauliteira à mais fina do programa “O Último Apaga a Luz”  do canal 3, tem um marialvismo cultural que identifica todas as causas sociais e ambientais que sejam incómodas para as suas empresas ou instituições como imbecis. Não admira que a mesma direita que tanto defende a família fique em silêncio quando a notícia é a morte de uma mulher. Tudo o que cheire a mudança é para combater.

Não admira que um suposto intelectual da direita diga na 3 que se a ideia é comermos ervinhas em vez  de carne de vaca teremos de desbastar a Amazónia. Isto é, o alarve em causa, que sabe muito bem que o desbaste da Amazónia se destina a prados ou a produzir soja para produzir rações, acusa tudo o que cheira a ambientalista das culpa da destruição da Amazónia. Isto é, dentro de muita gente fina da nossa direita há um Bolsonaro.

Agora que o Reitor da Universidade de Coimbra deu um passo que merece ser discutido aqueles que combateram o relatório da OMS questionam agora o reitor sobre as questões de nutrição. Esqueceram-se das evidências científicas divulgadas pela OMS.


Curiosamente ninguém perguntou qual a qualidade da carne de vaca servida nos refeitórios das universidades, ninguém questionou sobre que quantidades estão em causa, que peças são consumidas, que quantidade é servida em cada dose. Por aquilo que dizem até parece que aos estudantes de Coimbra  são servidos bifes do lombo

Até vemos uma senhora que para sabermos que é fina e viajada fala mais de países estrangeiros que visitou do que uma vendedora de uma agência de viagens comparar uma posta mirandesa com um frango de aviário, para concluir que a posta faz mais bem à saúde do que o frango. Talvez tenha razão, a senhora que vá sugerir posta mirandesa aos ingleses que sofrem de cancro do cólon ou do reto, uma doença que no Reino Unido bate todos os recordes. Ela que lhes dê lições sobre nutrição.

A verdade é que sempre que se combateu um problema o argumentário foi sempre o mesmo, fosse com o tabaco, com o açúcar, com o sal ou com a carne de vaca as críticas são sempre as mesmas, que não há evidências científicas, que faz falta ao organismo, que sem proteínas ou açúcar não se vive, que vamos perder a liberdade. Pelo meio tenta-se ridicularizar as medidas ou quem a defende, como estão fazendo ao reitor de Coimbra.


sexta-feira, setembro 20, 2019

JUMENTO DO DIA


   
Teixeira da Mota, advogado

Todos os criminosos, sejam homicidas ou pilha-galinhas, têm direito a um julgamento justo e isso so e possível com um advogado, que tanto pode ser pago pelo EstAdo como pode ser um dos mais caros da capital. Não podemos questionar que um advogado aceite a defesa de alguém acusado de ser criminoso ou perguntar como é que um arguido de poucos recursos consegue pagar a um escritório luxuoso.

Mas não é aceitável que um advogado tente manipular a opinião pública como estratégia de defesa. É um jogo inaceitável que valida a estratégia criminosa dos que usam as violações do segredo de justiça para que as condenações transitem da praça pública para os tribunais.


MAS ouvir dizer que mais de 300 intrusões nos servidores da PGR serviam para ser uma espécie de justiceiro independente só merecer uma gargalhada, ainda que também tenhamos de nos sentir preocupados quando um advogado diz alarvidades como esta.

quinta-feira, setembro 19, 2019

AS GOLAS


Independentemente do que se possa opinar sobre o  caso das golas compradas a uma empresa recomendada pelo padeiro de Arouca, a verdade é que este processo surpreendeu tanta gente como surpreendem os incêndios de verão. É fruta da época, os figos em Agosto, as laranjas no inverno, as sardinhas em junho e os processos judiciais contra políticos duas ou três semanas antes das eleições.

A situação é tão recorrente que já nem surpreendeu ninguém, ainda que quando se sabe que o Ministério Público e a PJ têm recursos tão escassos não tenha deixado de ser surpreendente uma tão grande operação. Centenas de inspetores da PJ e um rebanho de magistrados por causa de meia dúzia de golas? Enfim, desde as famosas buscas ao gabinete do Mário Centeno que não se via nada parecido.

Mas deixemos a justiça seguir o seu curso até porque é sabido que quando se aproximam atos eleitorais o curso da justiça entra numa zona de rápidos e redemoinhos. Agora o que importa é analisar a situação e aceita-se desde já a demissão do secretário de Estado, até porque não lembra ao diabo contratar o padeiro para assessor e ser este a escolher a empresa que iria vender as golas. Antes de se concluir sobre se houve ou não corrupção é óbvio que houve estupidez a mais e um secretário de Estado estúpido deve ser demitido.

Quanto ao impacto deste espalhafato conduzido pelo incansável Alexandre lamento dizer mas desta vez o juiz de turno não deverá ter direito a entrevistas à SIC no quinta de Mação. Convenhamos que as golas dão menos sainete do que um ex-primeiro-ministro. Além disso o assunto são favas depois de almoço, já estava mais do que esgotado e aquilo que se tem visto não é mais do que imagens de arquivo.

O país tem mais para discutir do que golas, padarias e juízes de Mação, pelo que o assunto não vai ter as consequências que alguns imaginaram. Digamos que os portugueses já estão imunizados contra esta manobras.

quarta-feira, setembro 18, 2019

JUMENTO DO DIA


   
Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna

Políticos como Mário Centeno e outros membros deste como de outros governos singram na carreira pela competência técnica. Mas há outros que singram nas carreira com um estatuto de multiúsos, são uma espécie de luminárias a quem não conhecemos grandes habilidades, mas depois damos com eles no topo.

São políticos que se promovem e asseguram a sua posição dentro dos partidos apoiando-se nos caíques dos aparelhos. O negócio é simples, os caciques investem nestes senhores promissores, que quando chegam ao governo retribuem com lugares de secretário de Estado. A ministra do Mar tem em Apolinário, um cacique algarvio, o seu fiel escudeiro e o marido, ministro da Administração Interna, apressou-se a trazer para Lisboa o homem de Arouca.

Mas quando a coisa deu para o torto a culpa foi do padeiro, o desgraçado lá deu a cara e imolou-se em público a bem do chefe. A demissão do secretário de Estado devia ter ocorrido com a primeira fornada de papo-secos e o ministro da Administração Interna tinha que assumir a responsabilidade política pela escolha,. Porque o grande responsável pela situação é ele.


Andam uns a prestigiar o governo, enquanto outros aproveitam o trabalho alheio para promoverem os seus amigos caciques.

terça-feira, setembro 17, 2019

O FILHO DO PROFESSOR


A comparação feita por Rui Rio entre o vencimento de um professor no topo da carreira com um juiz em início de carreira, que conclui que o filho vai ganhar mais do que o pais revela o verdadeiro Rui Rio. Alguém a dar para o provinciano no pior sentido, um desconhecimento total do mundo de hoje, uma forma velhaca de debater política e um populismo saloio.

Na cabecinha do Rui Rio licenciado é licenciado, não importam as responsabilidades, não importa o estatuto constitucional, não importa o nível de qualificação exigido e um professor de trabalhos manuais deve ganhar mais do que qualquer magistrado em início de carreira. Isto é, para a cabecinha deste imbecil não importa que um ensine crianças a brincar com plasticina e o outro decida o destino da vida de muita gente, se é pai deve ganhar mais?

É triste ver comentadores televisivos dizer que assim se ganha um debate, como se o argumento nada dissesse sobre a natureza ética do candidato. Até parece que os portugueses não querem que as qualificações dos seus filhos sejam reconhecidas e fiquem com inveja do que ganham os filhos, como se os portugueses fossem umas bestas tão invejosas que até dos vencimentos dos filhos bem sucedidos sintam inveja.

Compreende-se a postura de um António Costa que ficou boquiaberto com o argumento, não deve ser fácil responder a uma bestialidade destas quando a besta que o disse é amigo pessoal e não lhe podemos dar a resposta merecida.

Alguém que usa a inveja fazendo comparações entre profissões ou entre pais e filhos não tem dimensão moral, ética, humana ou política para estar à frente do governo de um país, o mais longe que deveria poder ir é presidente de junta de freguesia de uma pequena aldeia.

segunda-feira, setembro 16, 2019

A CRISTAS TEM UM LOMBO MUITO CARO



Há limites para a estupidez, como os há igualmente para a falta de honestidade e no debate da líder do CDS com o rapazola dos canitos a Assunção Cristas ou foi estúpida ou revelou uma falta de honestidade intelectual que para os seus padrões religiosos dá lugar à obrigação da confeção como condição para aceder à comunhão e consequente perdão de todos os seus pecados.

O argumento de que sem ajudas o lombo de porco em vez de 5€ passaria a custar 15€ é falso e vindo de alguém que teve a pasta da agricultura durante quatro anos permite concluir que a senhora ou é estúpida ao ponto de ainda não ter percebido a politica agrícola comum ou é profundamente desonesta e usa o seu estatuto de ex-ministra para falar de cátedra e dessa forma enganar as pessoas.

No centro da PAC estava um regime de preços que subia artificialmente os preços agrícolas para assegurar rendimentos altos aos agricultores. Definiam-se os preços e para os manter complementava-se com um regime de intervenção (particularmente forte nos setores das carnes) e com um regime de trocas que consistia em ajudas elevadíssimas às exportações (para tornar os produtos competitivos num mercado com preços muito baixos) e direitos de importação elevadíssimos. Complementarmente e nalguns setores existiam ajudas.

Noutros países em cujos mercados os produtos apresentam preços próximos dos do mercado mundial a sustentação dos rendimentos é conseguido com ajudas diretas ao rendimento dos produtores. Era o caso, por exemplo, do modelo adotado no Reino Unido antes de ter aderido à então CEE.

Portanto os sistemas de proteção na UE sempre resultaram em preços mais elevados do que os do mercado mundial. Basta ver os preços das carnes de vitela de alta qualidade importadas ao abrigo de contingentes com direitos nulos, para se perceber que com os 15€ de que a líder do CDS fala os portugueses em vez de lombo de porco poderiam comprar lombo de vitela importado da Argentina, do Brasil, do Uruguai, do Botswana ou de outras origem que beneficiam deste contingente vulgarmente designado por carne Hilton.

Na verdade os preços da carne de porco praticados no mercado interno europeia seriam aproximadamente metade do preço do mercado mundial. Hoje a relação já não é desta grandeza pois depois de sucessivos rounds de negociações no Âmbito da OMC a Europa tem vindo a desmantelar o seu sistema de proteção na agricultura e, em consequência disso, os preços tendem a baixar.

Já agora vale a pena esclarecer a ex-ministra incompetente que o lombo que no passado era um produto caro, hoje é alvo de sucessivas promoções pois com o desenvolvimento da industrialização da carne de suíno há cada vez mais excedentes desta peça de carne.

É de lamentar tanta estupidez ou desonestidade na líder do CDS, uma ex-ministra não pode falar como uma taberneira esclarecida.

JUMENTO DO DIA


   
Catarina Martins Líder do BE

Parece que os líderes do PSD e do CDS andam num despique para ver quem é que diz o pior disparate. Rui Rio decidiu testar um novo estilo de haraquiri político ao declarar com o ar mais sério deste mundo que não o entusiasma ser deputado, aoq ue muito portugueses terão respondido em surdina "então porque te candidataste?#. Agora foi a vez de Assunção Cristas sugerir que os eleitores estão dormindo e só isso é que justifica as más sondagens do PSD e CDS, por outras palavras, esteve a milímetros de lhes chamar parvos.

Com estes líderes políticos o estranho é que o PSD ainda esteja acima dos 20% e o CDS ainda não tenha sido ultrapassado pelo PAN.

"Em entrevista à agência Lusa, Catarina Martins reitera as críticas que tem feito ao programa eleitoral do partido liderado por António Costa naquilo que diz respeito às “contas certas” que considera não serem apresentadas pelo PS. A líder BE insiste ainda na ideia de que “uma maioria absoluta é perigosa”, até “pelas experiências passadas” que Portugal teve com este tipo de resultado eleitoral, um perigo que “toda a gente reconhece”, incluindo o primeiro-ministro, António Costa. E diz até que se há um voto útil dos socialistas que não querem maioria absoluta nestas eleições é no Bloco de Esquerda”.] [Observador]

domingo, setembro 15, 2019

JUMENTO DO DIA


   
Assunção Cristas, líder do CDS

Parece que os líderes do PSD e do CDS andam num despique para ver quem é que diz o pior disparate. Rui Rio decidiu testar um novo estilo de haraquiri político ao declarar com o ar mais sério deste mundo que não o entusiasma ser deputado, aoq ue muito portugueses terão respondido em surdina "então porque te candidataste?#. Agora foi a vez de Assunção Cristas sugerir que os eleitores estão dormindo e só isso é que justifica as más sondagens do PSD e CDS, por outras palavras, esteve a milímetros de lhes chamar parvos.

Com estes líderes políticos o estranho é que o PSD ainda esteja acima dos 20% e o CDS ainda não tenha sido ultrapassado pelo PAN.

"Lisboa, 14 set 2019 (Lusa) – A líder do CDS-PP dramatizou hoje uma maioria de esquerda saída das legislativas de outubro e pediu aos eleitores do centro-direita que “acordem” e não desperdicem o voto no PS.

“É preciso que as pessoas despertem, que as pessoas acordem. Nenhum voto do centro direita pode ser desperdiçado”, afirmou Assunção Cristas, a meio de uma ação de campanha no mercado de Alvalade, em Lisboa, onde explicou quais são, no seu entender, os problemas de um país “muito inclinado à esquerda”.

Para a líder centrista, “um país à esquerda, muito inclinado à esquerda não dá esperanças às pessoas” e significa um “Estado cada vez mais presente e cada vez mais a asfixiar” os portugueses com “impostos, burocracias e exigências”.

E contrariou a ideia de que um voto no PS, entre o eleitorado do centro e da direita, pode ser "um mal menor"."

quinta-feira, setembro 12, 2019

O COPIANÇO




Esta de o Rui Rio andar armado em puto fazendo queixinhas ao professor de que o puto da fila detrás lhe copiou as respostas do teste começa a ser um bocadinho deprimente. Quando esperamos grandeza e ideias de um político acabamos a ver um palerma a sugerir que é melhor do que os outros porque lhe copiam ideias, isto quando sabemos que serão muito poucas as propostas que possam constar num programa eleitoral que possam ser consideradas originais.

É lamentável que um Rui Rio de quem se esperava uma mudança no PSD acaba por cair numa teia de palermices dando a imagem de um líder partidário demasiado pequenino para que seja candidato a primeiro-ministro. É lamentável que o homem se deixe enredar neste tipo de troicas e  que ele próprio não perceba a má imagem que dá de si próprio. Não há na sua equipa um único membro da liderança do PSD ou um qualquer assessor de imagem que lhe explique que anda de asneira em asneira?

Há alguns dias, em mais uma manobra de puro oportunismo político a líder de um partido que não passa de uma marca branca da extrema-esquerda pura e dura veio enganar os mais distraídos dizendo que o BE é quase social-democrata. Uma afirmação destas vinda de alguém que lidera um partido formado pela extrema-esquerda, por alguns militantes dissidentes do PCP e por trotskistas cheira quase a traição ideológica, é como se a velhinhas UDP e LCI se tivessem convertido à corrente social-democrata do marxismo e estivessem à beira de integrar o PS, lembrando o MÊS de Jorge Sampaio. A esta hora andam o Lenine, o Marx, o Gen. Soares Carneiro e muitos outros às voltas na cova...

Mas quando poderíamos estar perante um debate ideológico interessante eis que o líder parlamentar que integra a direita europeia graças a uma cunha do CDS vem fazer queixinhas ao professor, dizendo que aqui o social-democrata é ele. Isto é, a extrema esquerda criou uma marca branca e tenta vender a imagem da social-democracia e eis que aparece o Rui, dono de outra marca branca que se armou em social-democrata, a exigir direitos exclusivos da representação social-democrata na vida política portuguesa.

Ficamos a saber que Rui Rio não só é um bocado apalermado a fazer política como ao fim de trinta anos ainda não percebeu que a designação social-democrata adotada a partir de determinada altura pelo PPD não passa de mais uma patranha ideológica de um partido que de social-democrata nada tem. Será que Rui Rio acredita mesmo que é social-democrata ou sabe o que isso é? Não parece.

quarta-feira, setembro 11, 2019

E O POPULISMO NÃO SE EVAPORA?




Quem ouve a líder do BE e nada sabe das matérias de que ela fala é bem capaz de achar que a senhora sabe mais do que qualquer outro político pois falsa de todo e qualquer tema de forma douta e segura. O problema é que Catarina Martins, tal como qualquer líder partidário, à exceção de Rui Rio sabe pensar, articular e falar, mas quase tudo o que diz alguém lhe disse ou escreveu um memorando. De qualquer das formas costuma ter a arte de simplificar as ideias e propostas transformando todas as ideias populistas da extrema esquerda seja exibida como soluções mágicas para todos os males.

Todavia, na questão das barragens estendeu-se ao comprido, primeiro porque desta vez não se mostrou segura e em segundo lugar porque foi incapaz de sustentar o que disse, passando a ideia de que o problema das barragens era a perda de água por evaporação. As consequências foram as que vimos, foi gozada por toda a direita, enquanto a esquerda ficou em silêncio porque a Geringonça a isso obriga. Como era de esperar, queixar-se da evaporação de água a meio de uma seca é como o Rui Rio aprovar o caderno reivindicativo do Mário Nogueira.

Este incidentes mostrou que a Catarina Martins é uma boa mistura de patuá com populismo e algumas pitadas de cabeça, uma fórmula que tem dado mais resultados do que as tentativas do PCP de passar as suas ideias e projetos. Aliás, seria interessante saber õ que pensará o PCP, o grande defensor das gloriosas reformas agrárias e das grandes produções agrícolas sobre esta abordagem ambientalista das barragens e do regadio.

A líder do BE tentou falar do que não sabe e com ares de quem sabe muito e os resultado foi uma gargalhada da direita e alguma vergonha da esquerda. É lamentável que a líder do BE tenha agarrado um tem tão sério de forma tão leviandade, destruindo posições ambientais e de política agrícola que merecem reflexão e uma abordagem séria e nada oportunista ou populista.

Mas este incidente teve a vantagem de evidenciar o modelo de atuação política do BE, mostrando o porquê do BE da Catarina Martins e da Mariana Mortágua ter mais sucesso eleitoral do que o do Louçã e do Fazenda. Este BE esconde melhor os seus valores ideológicos e vende o que tem graça vender com artes de caixeiro-viajante com formação em teatro. Fala o que por ser óbvio será o que um eleitor que pensa pouco quer ouvir, por outras palavras é um BE pouco ideológico e muito populista.
Mas desta vez a receita falhou e a Catarina foi gozada, provavelmente terá sido uma das poucas vezes em que não terá merecido ser gozada.

terça-feira, setembro 10, 2019

UM POLÍTICO FORA DE SÉRIE



Emília Cerqueira, deputada modelo da geração parlamentar  Rui Rio?


“Não tenho um particular entusiasmo em ser deputado, não tenho. Fui deputado dez anos numa altura em que o Parlamento tinha um nível qualitativo inferior ao que tinha tido antes, mas muito superior àquilo que tem hoje. Se mesmo quando eu saí, já achava que o Parlamento se estava a degradar e não entusiasmava assim tanto, entretanto ainda se degradou mais, não é função que me entusiasme completamente”

Convencido de que ainda não deu motivos suficientes aos eleitores para que o ignorem nas próximas eleições legislativas o pobre do Rui Rio foi ainda mais longe ao assegurar que não tem vontade de ser deputado. Ora, se não lhe apetece ser candidato a deputado porque motivo inclui o seu nome nas listas? Tanto quanto se sabe nada obriga a que um futuro primeiro-ministro tenha sido eleito deputado e se ele só aceita ser eleito na condição de o PSD ter um bom resultado eleitoral mais valia que tivesse dado o lugar a outro.



Políticos com uma qualidade de fazer inveja aos parlamentares da década de 90...

Aliás, ao fazer esta declaração, que se junta a muitas outras que nos fazem perguntar o que é que o líder do PSD terá dentro daquela cabecinha, o homem só nos está dando mais um motivo para recearmos que a inteligência é coisa que não lhe assiste. O mais curioso é que para justificar esta posição imbecil desvaloriza ao parlamento de hoje, sugerindo que ele é jogador para o Real Madrid, mas o nosso parlamento é uma espécie de campeonato do regional.

É pena que de uma passagem de 10 anos de parlamento do deputado Rui Rio não nos tenha ficado na memória qualquer momento digno de registo por parte do deputado. Dizer que antes de 1991 o parlamento tinha um nível qualitativo ao anterior e que desde então só piorou é uma afirmação digna de um boçal, nunca de um presidente do PSD e muito menos de alguém que não nos tem merecido grande admiração.

É mais um político que encontra na desvalorização da vida política portuguesa a única forma de se colocar em evidência e ainda por cima fá-lo de uma forma absolutamente inaceitável. Ele é tão bom que o parlamento não o merece. Enfim, mais um idiota.

segunda-feira, setembro 09, 2019

CALÇAS O 37 OU O 38?




Esta mania de os políticos irem aos mercados receber banhos de multidão começa a ser preocupante, como se viu no espetáculo triste recentemente proporcionado pela líder do CDS? O espetáculo deprimente proporciona mais uns minutos de tempo de antena, mas não há um único português que mude de voto porque levou um beijinho de um líder de um partido entre as batatas e os pimentos.

O que estes espetáculos estão proporcionando é uma imagem triste dos nossos políticos. Todos sabemos que os mercados não deverão ser o forte da líder do CDS e que o tratamento por tu não será a sua norma de comportamento e muito menos com comerciantes. Ver um comerciante berrar para saber onde está a “Assunção” de pois meter-lhe o braço por cima, conduzindo-a para a banca para lhe vender uns ténis, perguntando-lhe “calças o 37 ou o 38” proporcionam uma imagem muito triste de um político.

Pode ser muito popular, pode ser politicamente correto, mas se para se ser primeiro-ministro a qualidade que se exige é descer desta forma, permitindo a um comerciante um tratamento que ninguém permite isso significa rebaixar o nível da classe política. Compreende-se o desespero da líder que um dia se gabava de ser o terceiro partido e que agora sujeita-se a tudo para não ficar atrás do PAN, não se importando de atirar a imagem dos políticos para a sarjeta.

Esta imagem não condiz em nada com a de uma política que apesar de se a líder partidária mais jovem dá mostras de já ter nascido velha. Ainda há poucos dias víamos uma Assunção Cristas que nos debates quase nem mexia a cabeça para não estragar um penteado que parecia ser uma homenagem a alguma bisavó. A imagem proporcionada pela líder do CDS não é a imagem de nenhum dirigente político deste país, é uma imagem que a líder do CDS tem do que deverá ser um político popular, o que é lamentável porque ela de popular nada teve, de uma política de baixo nível talvez…

quinta-feira, agosto 29, 2019

ESTRATÉGIAS AUTOMOTIVACIONAIS PARA IR TRABALHAR




A professora do ensino público questionou o primeiro-ministro sobre quais seriam as suas estratégias auto motivacionais para regressar à escola no dia 2 de Setembro caso fosse professor. A pergunta é interessante mas coloca uma questão que merece reflexão, todas as profissões merecem estímulos e estratégias auto motivacionais para que os profissionais sejam felizes, cabendo ao Estado ou às empresas criar todas as condições para que tal suceda?

A resposta óbvia prece ser sim, cabe às empresas e ao Estado estimular a produtividade, mas isso pressupõe que serão os resultados a ser considerados e não os índices de felicidade dos profissionais. Esta questão envolveria muitas outras e cairíamos certamente numa nova interrogação: devemos investir na felicidade dos profissionais porque são estes os objetivos das empresas e instituições do Estado ou devemos gerir os recursos humanos em função dos resultados ou tendo estes em consideração.

Mas há uma segunda pergunta que atormenta, será que todos os profissionais portugueses terão direito a que um primeiro-ministro esteja preocupado com as estratégias motivacionais que adotam para terem vontade ou alegria para trabalhar? Todos sabemos que os professores são muitos e as suas funções são importantes, mas isso é verdade para toda e qualquer profissão, todas são importante e igualmente dignas ou necessárias e todas devem ser tratadas com igual dignidade.

Será que a senhora vietnamita que aparece ao lado de uma europeia rica, neste caso a professora em causa, precisou de estratégias motivacionais para viver com rendimentos miseráveis e ainda por cima ter de sorrir ao lado da europeia rica que lhe invadiu a privacidade para ter uma bela imagem para colocar no seu Facebook, para que os amigos soubessem que andou a passear?

Mas deixemos a senhora vietnamita, por cá há milhões de trabalhadores a ganhar o ordenado mínimo, muitos deles em trabalhos que prejudicam grave mente a saúde ou envolvendo um elevado risco, gente que ganha pouco mais do que o ordenando mínimo. Como seria bom se o primeiro-ministro deste ou de qualquer país se preocupasse e se emprenhasse em ajudar cada um destes trabalhadores a terem estratégias motivacionais para trabalharem comprazer, independentemente dos salários que auferem.

terça-feira, julho 30, 2019

ACABEM DE VEZ COM OS "PADEIROS DE AROUCA"!

"Eu não seleciono empresas, nem sei de quem são as empresas, não faço ideia de nenhuma. As empresas foram seleccionadas, foram convidadas, o processo foi desenvolvido pela Autoridade Nacional, as conclusões virão do inquérito" [Padeiro de Arouca]

É incrível como um governo faz um excelente trabalho, consegue até projetar o nome do seu ministro das Finanças ao ponto deste ser presidente do Eurogrupo e um possível diretor-geral do FMI e no fim aparecem meia dúzia de pilha-galinha fazerem negócios de tostões. É incrível como um país enfrenta uma grave crise no meio rural com os fogos, tendo de enterrar muitas dezenas de cidadãos e sabe-se que alguns dos que deviam estar dando o máximo para evitar que a situação se repita andam, afinal, a escolher empresas do pessoal de Arouca para aproveitar a situação para uns pequenos negócios.

Há ministros e secretários de Estado a dar o melhor, há milhares de agentes do Estado, desde polícias a médicos, dando tudo pelos cidadãos, há gente que se dedica à causa públcia por motivações políticas ou por opção profissional e que dedicam a vida ao Estado, muitas vezes mal remunerados e sem reconhecimento público. Depois há uns inúteis que se metem nos aparelhos dos partidos do poder, tecendo teias mafiosas para que na hora do poder tirem o maior proveito pessoal possível.

No topo destas hierarquia manhosas estão alguns barões dos partidos que têm uma preferência muito especial por algumas pastas. De entre elas a mais desejada é a da Administração Interna, porque tem a tutela de importantes serviços do Estado como a DG da Administração Local ou a Inspeção-Geral da Administração Local.

Desde a primeira hora que se percebeu a atrapalhação de um ministro que tentou intimidar os jornalistas com declarações pacóvias. O ministro deve ter pensado que tinha assustado toda a gente e só depois percebeu que tinha que ordenar um dos inquéritos usuais. Antes disso o país ainda teve de rir à gargalhada, um desses idiotas de Arouca lembrou de dar a explicação mais ridículas ao tentar justificar o dobro de um preço com o argumento de que estando em causa uma grande quantidade duplicavam os custos, enfim, o poliester é uma matéria-prima tão cara que o aumento da procura duplicou o preço no mercado de Xangai!

Como era lógico tinha de se arranjar um culpado de serviço e o país ficou a saber que um dos especialistas em proteção civil era um padeiro. Talvez o homem trabalhe com fornos de lenha e saiba muito de incêndios, mas pelos vistos é graças a ele que o seu secretário de Estado pode dizer que não sabe nadinha de nada. Promoveu-se o padeiro a "membro do governo" e mandaram-no assar nos fornos da padaria.

Desde quando o assessores deixaram de ser criados dos governantes para serem "membros do governo"? É óbvio que o secretário de Estado sabe tudo o que se passa em Arouca e ainda antes do ministro investigar o material de que são feitos os microfones dos jornalistas já devia ter sido devolvido a Arouca, talvez haja lugar para ele na padaria, pode não saber nada de empresas mas depressa aprende a fazer papo-secos.

E o ministro Cabrita escolheu a seita de Arouca para um dois dossiers mais sensíveis, tendo padeiros a servir de assessores? Imagine-se se o Mário Centeno tivesse arranjado calceteiros para negociar a dívida soberana. 

É tempo de o PSD e do PS fazerem uma limpeza profunda dos seus aparelhos partidários, pondo fim a esta mania de encher os corredores governamentais com "padeiros de Arouca"!

domingo, julho 28, 2019

O GOVERNO TEM NESTE MINISTRO MATERIAL INFLAMÁVEL


A forma como o ministro da Administração Interna reagiu às perguntas dos jornalistas em relação às golas revela alguma incompetência pessoal, para não referir a forma desastrada e arrogante com que o ministro falou.

Não seria necessária muita inteligência para explicar aos jornalistas a diferença entre explosivo e inflamável. Não seria difícil de explicar que para que o material começasse a arder seria necessário muito mais calor e chamas do que uma simples fagulha e nesse caso a questão dos materiais coloca-se não só nas golas mas também em toda a indumentárias. Enfim, se os bombeiros estivessem impedidos de usar materiais inflamáveis teriam de se deslocar a pé e em vez de mangueiras teriam de voltar a usar os tradicionais baldes em chapa de alumínio.

Mas em vez de explicar isto o ministro fez lembrar os tempos de deputado, na célebre cena de disputa do microfone do parlamento com o então SEAF Paulo Núncio. O ministro reagiu de forma disparatada e levou demasiado tempo a perceber que a resposta imediata teria sido um inquérito. Para ajudar à festa veio o secretário de Estado da Proteção Civil atirara as culpas para baixo, isto é anuncia-se um inquérito e ainda antes de quaisquer conclusões já se sacode a águia do capote.

É evidente que as golas estão longe de ser um caso, se existe um caso foi o ministro que o criou.

segunda-feira, julho 22, 2019

AINDA NINGUÉM SE SUICIDOU?


A direita portuguesa já não consegue esconder a incompetência, estupidez e pequenez de algumas das suas personagens. Após os incêndios de Pedrogão os portugueses assistiram a um Passos Coelho a anunciar mortos e feridos na sequência de suicídios ou tentativa de suicídios.

Depressa se percebeu que era mentira e para memória ficou um ex primeiro-ministro miserável que perante a desgraça teve mais olhos do que barriga e não hesitou em inventar para tirar proveito da desgraça. Mas a direita não aprendeu a lição e sempre quando se aproxima o verão percebe-se o nervosismo deles, sem argumentos políticos e incompetentes para preparar uma alternativa apostam tudo nos desastres naturais. Apostam tanto que um dia destes ainda vamos ver algum dirigente local armado em incendiário.

Desta vez foi o autarca de Mação,. Não apareceu na televisão para se manifestar preocupado com o seu concelho, para dizer o que fez como responsável local da proteção civil, ou o que pretendia fazer para ajudar os seus concidadãos. Vestiu o colete à pressa e foi procurar as televisões para partidarizar os incêndios que destroem os bens dos cidadãos do seu concelho.

É difícil ser mais miserável.

sábado, julho 20, 2019

PASSOS COELHO, CHEGOU A HORA DE IRES AO CASTIGO!



Todos sabemos como Passos Coelho sempre foi um homem de palavra, o agora catedrático sempre cumpriu com a sua palavra e não teremos dúvidas de na hora de votar nas próximas eleições legislativas votará num dos partidos da esquerda. Foi essa a promessa que assumiu no dia 1 de março, numa entrevista dada à SIC na qualidade de presidente do PSD.

É bom recordar que nesse tempo Passos Coelho estava tranquilamente no cargo de presidente do PSD, certo de que o diabo viria em setembro sob a forma de segundo resgate e com eleições antecipadas ele regressaria a São Bento para salvar o país com o seu brilhantismo inteletual e competência. O diabo não veio e o governo conseguiu verificar as premissas colocadas por Passos Coelho para que viesse a votar na esquerda.

Aliás, o governo conseguiu muito mais do que ele exigiu para dar o seu voto, apesar do trabalho de diabetes como os bastonários dos médicos ou dos enfermeiro, para não falar do enjoativo Mário Nogueira, o país está muito melhor do que qualquer político deste país, a não ser aquele Centeno de quem o Passo riu até às lágrimas na primeira ida do ministro das Finanças ao Parlamento.

Com estes resultados Passos Coelho tem mais do que a obrigação de votar num partido da geringonça, se ele fosse consequente já se tinha ido inscrever no centro de trabalho do PCP de Massamá ou estaria inscrito no próximo acampamento de verão do Bloco de Esquerda, onde o iríamos ver a dançar o vira com uma das manas Mortágua, de preferência com a Mariana, que é a mais engraçadinha. Se optar pelo PCP ainda vai a tempo de retomar a sua carreira falhada de tenor e talvez consiga atuar na próxima Festa do Avante.

quinta-feira, julho 18, 2019

OS NOVOS ECONOMISTAS


Quem ouviu Rui Rio apresentar o seu programa fiscal fica com a impressão de que a política económica se resume a uma questão de impostos, tira-se daqui, mete-se ali e a economia cresce milagrosamente e ao crescer gera mais impostos do que antes se cobrava e tudo resolvido, nada mais fácil. Se alguém um pouco mais chato questiona se o crescimento resulta de investimento tecnológico o problema resolve-se, arranja-se um benefício fiscal que favoreça o investimento tecnológico.

Os fiscalistas, normalmente formados em direito e convencidos de que têm vocação para economistas têm soluções para todos os males da economia. Com a crise financeira, que obrigou a que num espaço muito curto se cortassem despesas e fossem geradas receitas, criou-se a ilusão de que a solução de todos os males estaria na política fiscal.

Não importa se os recursos humanos disponíveis no mercado de trabalho são escassos e não correspondem â procura, não interessa se o crescimento consegue-se à custa da venda de bitoques ou da exportação de mercadorias com elevado valor acrescentado. Apenas interessa se as receitas fiscais crescem com a ilusão de diminui a carga fiscal sobre as empresas, depois a mão invisível faz o resto. A política económica fica reduzida à política fiscal e este deve ser desenhada para uma boa gestão da máquina que cobra impostos.

De fora fica uma infinidade de questões que no seu conjunto formam uma política económica e que vão desde as políticas ambientais à política de preços, da concorrência à política industrial, da saúde ao mercado laboral. Tudo isso são coisas sem interesse ou meras despesas públicas, a política económica faz-se apenas com IRC, IRS, IVA e IMI.

Não admira que poucos dias depois de ter apresentado a política fiscal que nos resolveria todos os males, Rui Rio apresentou as suas propostas ambientais, parecendo que eram neutras do ponto de vista da economia. Isto é, um dos grandes motores da economia nesta primeira metade do século XXI ficou reduzido a um par de medidas simpáticas destinadas a conquistar os votos dos que estão mais preocupado com as questões ambientais, mas sem grandes preocupações económicas.

Quase aposto que Rui Rio nada vai dizer sobre políticas industriais, vai reduzir a política de transportes à linha verde do Metro de Lisboa ou ao problema da UBER e dos camionistas de matérias perigosas e quanto ao mercado de trabalho vai ignorar as questões do ensino e da saúde, reduzindo-as a um problema de relação entre aumentos salariais e crescimento económico.

Enfim,. Por este andar ainda vamos ter um TOC em prémio Nobel da Economia.

quarta-feira, julho 17, 2019

DESVAIRADOS


O pobre do Rui Rio não sabe o que propor, o Santana Lopes há muito o abandonou, os vice-presidentes que escolheu parece terem-no abandonado, o Morais Sarmento não se deixa ver. É evidente que o PSD já quase não existe e o CDS parece ter fechado para obras, até colocaram um outdoor apenas com um fundo azul informando os clientes de que estarão a preparar o futuro.

Não admira que estejam a surgir freelancers a fazem oposição com o que podem. O bastonário da Ordem dos Médicos está promovendo uma campanha itinerante junto de todos os hospitais do país, promovendo uma imagem desastrosa do SNS, uma verdadeira campanha publicitária a favor dos hospitais privados.

Se na campanha de Passos Coelho o centro das atenções foram as escolas privadas, aprece que desta vez tudo se faz para destruir o SNS, levando a que os dinheiro públicos sejam canalizados para o setor privado. Depois de uma greve cirúrgica de enfermeiros financiada de forma duvidosas e que apenas resultou na transferência de doentes para os hospitais privados, parece que agora se assiste a um verdadeiro assalto ao SNS. O próprio Rui Rio apressou-se a dizer o que querem, que o SNS seja um serviço de encomendas ao setor privado.

Quem anda um pouco em baixo é a conhecida militante da extrema-direita chique do catedrático Passos Coelho, algo que se compreende, a rapariga tudo faz para impedir uma sindicância à sua Ordem, talvez por recear por eventuais rabos-de-palha, Agora encomendou uns pareceres a que atribuiu o estatuto de acórdãos do Constitucional, achando que os pode usar para desrespeitar a lei.

Depois das greves dos enfermeiros e do professores esta gente deveria ter parado para refletir, pelos resultados das eleições europeias poderiam ter reparado que esta estratégia de fazer a vida dos portugueses num inferno, na esperança destes se virarem contra o governo não deu qualquer resultado, até o PCP pagou caro o uso e abuso de um Mário Nogueira que já ninguém consegue ouvir.

A Fátima Bonifácio, lá do cimo da sua inteligência, achou que ela é que ia resolver o problema, a solução era virar os portugueses contra pretos, emigrantes e ciganos, o racismo e o medo é que iriam ajudar Rui Rio e Cristas. Decidiu lançar o mais execrável manifesto racista e xenófobo, tão execrável que deu mais uma machadada na direita. 

A verdade é que depois do que Passos Coelho fez aos portugueses e a instituições como o SNS, estas estratégias viram-se mais contra a direita do que contra o governo e os resultados das sondagens mostram isso. Palermas e incompetentes… por este andar é a direita que fica em estado de coma e nem os donos dos hospitais privados a salvam.

segunda-feira, julho 15, 2019

A MINISTRA DO FAROLIM

Reprodução de um Post do blogue "Largo da Forca":



Com tanto bom porto onde ir mostrar a sua competência a ministra do Mar escolheu VRSA para dar o seu pobre contributo ao PS, mas não veio fazer nada, não veio ver nada, não veio inaugurar nada, veio almoçar, muito provavelmente com o pouco que resta na tesouraria da autarquia, talvez alguns trocos adiantados pela ESSE ou com as taxas dos feirantes do carrosséis.

Mas o que trouxe a distinta ministra mais o seu fiel escudeiro José Apolinário, uma espécie de cangalhada partidária formação nas jotas e que até hoje tem vivido do erário público por conta dos algarvios que votaram no PS, terão vindo fazer a terra tão distante, deixando os assuntos urgentes dos seus gabinetes e num dia de semana, gastando o dinheiro dos contribuintes com tão longa e cansativa viagem?

Desta vez não veio cumprimentar o seu aluno Luís Gomes, de quem disse recentemente que tinha ultrapassado a mestre, também não veio entregar qualquer estudo que a autarquia tenha encomendado à sua empresa. Veio fazer uma visita técnica e de caminho inaugurou uma grande obra pela qual o concelho lhe vai ficar eternamente grato, ele mais a sua protegida da autarquia pior gerida e mais falida do país. Isso mesmo, a ministra veio a VRSA de propósito para inaugurar um farolim. Um dia destes vou convidar o primeiro ministro a vir à minha casa inaugurar as novas pilhas do telecomando da televisão!

A ministra e a autarca ficaram bem na fotografia, a simetria é perfeita e compreende-se tanta simpatia por parte da ministra em relação a uma autarca que muito recentemente e depois de se ter reunido em Lisboa com os responsáveis do FAM declarou em sessão de câmara o seguinte:

“Relativamente a esta questão da SGU e do FAM, na semana passada estivemos lá, pedimos novamente a estes senhores que se deslocassem cá,  estão a ter uma grande pressão do PS para não nos ajudar, é importante também ouvirem isto, o governo está a ter uma grande pressão sobre estes senhores para que não nos seja facilitada a ajuda, isso era importante que os vereadores do PS conseguissem também dar uma ajuda neste sentido e se possível até, eu sei que já receberam várias cartas, o FAM disse que já receberam para responder dos vereadores, para responder a determinadas questões,  portanto, convidei-os novamente para virem cá e ter uma reunião convosco, até seria importante e perceber a volta que isto dá em termos políticos e como é importante muitas vezes ajudar umas câmaras e não ajudar outras.”  [Podcast da reunião de 2/04 minuto 35] 


Será que a ministra veio pedir desculpa à autarca pelas pressões do primeiro-ministro para prejudicar Vila Real de Santo António? 

Como parece ter dedicado a viagem à navegabilidade do Guadiana teria sido uma excelente oportunidade para inaugurar ou pelo menos Visitar o Centro de Interpretação do Guadiana, um projeto apresentado em Bruxelas para sacar umas centenas de milhares de euros de fundos comunitários, com que reconstrução a Alfândega, para depois entregarem o edifício a uma empresa privada, para aí instalar um bar e uma sala de fumo para charutos. Enfim, uma das muitas treta do nosso município, nada que a ministra estranhe pois recentemente o país ficou a saber que a própria tinha vindo-a a VRSA sacar 

Compreende-se que a ministra goste tanto dos autarcas do PSD que há muitos se entretèm a arruinar o concelho com estudos da treta:

“A Transnetwork, empresa criada em 2011 pela então deputada Ana Paula Vitorino, celebrou dois contratos por ajuste directo, em 2015 e 2017, com a Câmara de Vila Real de Santo António (VRSA). O primeiro só foi parcialmente cumprido e parcialmente pago. O segundo deu origem a três documentos, um dos quais se limita a reproduzir o relatório entregue dois anos antes. No total, a empresa da ministra facturou 55.820 euros ao município e à sua sociedade de gestão urbana (VRSA-SGU).

Luís Gomes, o anterior presidente da câmara e ex-líder do PSD Algarve, foi aluno de Ana Paula Vitorino no Instituto Superior Técnico, nos anos 90, e foi ele quem convidou a Transnetwork a trabalhar para a autarquia no final de 2014. Antes disso, explica o ex-autarca, a sua antiga professora já tinha prestado alguns serviços ao município por volta de 2010.” [Público]


Compreende-se que durante esta legislatura esta ministra venha tantas vezes a VRSA, para exibir-se ao lado dos autarcas locais, dando-lhes uma preciosa ajuda, aliás, como sucede com gente do ministério do seu marido. Um dia destes ainda se vão lembrar de fazer um mini conselho de ministros familiar nos Paços do Concelho da nossa terra.

As relações de Ana Paula Vitorino até deverão ser muito anteriores a este governo, Luís gomes o agora cantor cubano  da botinhas brancas contou com o elogio do governo de Sócrates para o seu grandioso projeto do Dubai à beira do Guadiana. É desse tempo um famoso vídeo da autarquia pago a peso de ouro à empresa de comunicação Duda Portugal, pertencente a um tal Duda que conduziu as campanhas de Lula da Silva.


Curiosamente, é desse tempo um grande projeto turístico em Cacela, o resort de luxo que teria por nome “quinta da Gafa Resort”, um projeto que traria um investimento 306 milhões de euros a fazer pela famosa Odebrecht! É uma pena que a ministra não tenha aproveitado a vinda em VRSA e em vez de ir dar uns tropeções na ponta do molho, não tenha aproveitado para visitar as maravilhas arquitetónicas e industriais lançadas pelo seu pupilo.

Até poderia ter ido ver a reparação do segundo cais que anunciou aquando da sua visita realizada em 2018, quando cá veio ver o resultado de outra grandiosa obra, a reparação do cais da alfândega. Mas ainda antes, em 2016, a zelosa ministra já tinha vindo para estas bandas.

Mas a mais divertida e inútil das visitas desta distinta ministra ocorreu em 2016, veio cá a convite do então autarca e seu aluno para se inteirar dos grandiosos projetos que iam ser lançados ou já estava em fase de lançamento. Eram 150 milhões de euros e envolviam um “conjunto de investimentos previstos para a requalificação da frente ribeirinha da cidade”.

«Depois de uma forte aposta na requalificação do seu centro histórico, a estratégia da autarquia passa agora pela abertura da cidade à economia do mar, potenciando não só a criação de um cluster vocacionado para a inovação e para a construção naval, mas também a exploração das suas potencialidades turísticas»,

Dizia o então presidente da autarquia e aluno brilhante da senhora ministra. Noventa milhões para o Passeio de Santo António, a reabilitação do porto comercial, a requalificação do Jardim Sul, a requalificação das antigas estruturas industriais e a recuperação da muralha. Incluía ainda a construção de um porto de recreio, a criação de uma unidade hoteleira, a conversão das antigas zonas industriais em habitação e a implementação de uma zona verde no passeio ribeirinho e mais a construção da futura marina da zona da Ponta da Areia, junto à foz do Rio Guadiana.

Enfim, e com tanta obra que lhe foi apresentada em 2016, numa viagem feita de propósito, mais uma vez na companhia do seu fiel escudeiro e cacique político do Algarve, veio fazer uma visita técnica e inaugurar uma ninharia de um farolim? A ministra não parece ter a noção do ridículo.

Mas há um projeto que na ocasião lhe foi apresentado que deve ser recordado:

“Destas iniciativas faz parte a reabilitação do antigo porto comercial de VRSA, uma área de 7 hectares para onde está prevista a construção de duas unidades hoteleiras, um centro de congressos e uma clínica. A intervenção está avaliada em 20 milhões de euros e contempla a recuperação da zona da muralha (passeio ribeirinho) e do cais de embarque da cidade.”  [CM VRSA]

Este projeto é muito interessante e valse a pena ser recordado porque tinha sido lançado pela DOCAPESCA, durante o governo de Passos Coelho. Acontece que, coincidência da coincidências, uns dias depois da notícia do Público sobre o estudo pago a peso de outro pelo concelho mais arruinado deste país à deputada mais bem sucedida do parlamento, a DOCAPESCA emitiu um comunicado muito discreto onde se anunciava que o projeto tinha sido abandonado. Antes disso já a empresa a concessionária tinha sido apanhada nas malhas dos Panamá Papers.

Mais uma daquelas coincidência, quem é que Passos Coelho tinha colocado à frente da DOCAPESCA? Pois, numa escolha em que certamente o Luís Gomes não esteve envolvido, o presidente escolhido por Passos Coelho para esta grande empresa tinha sido nada mais, nada menos o fiel escudeiro, esse grande gestor empresarial que se dá pelo nome de José Apolinário. Líder da jota, autarca, escudeiro da ministra, secretário de Estado e gestor, um homem muito polivalente.

É com esta tralha que António Costa pretende conquistar os votos dos algarvios e, em particular, dos vila-realenses? Esperemos que não faça escolhas desastrosas como esta em muitos distritos, sob pena de comprometer os resultados. É triste assistirmos a tudo isto e muito mais na terra do melhor ministro deste governo, é de ir a vómitos vermos gente que não vale nada a pavonear-se pelo Algarve à custa do trabalho e valor alheios. Talvez por isso os militantes algarvios do PS só muito em cima da hora foram informado que a vedeta no encontro de Portimão era a ministra mais o seu fiel escudeiro.


Por fim, queremos dedicar à senhora ministra o último videoclip do seu aluno, até pode dar um momento de dança no intervalo do próximo mini conselho de ministros d~familiar: