quinta-feira, dezembro 16, 2021

TCHARAN, ÉS OS ÚLTIMO EXCÊNTRICO DA JUSTIÇA PORTUGUESA!

 


Lembro-me do tempo em que nos anos 80 um vizinho ganhou a taluda do Natal, era um recorde de 100.000 contos. Anos depois quando o prémio do Totoloto chegou ao recorde dos 700.c0ntos dizia-me um amigo que não saberia o que fazer a tanto dinheiro. Quando o Euromilhões foi sorteado pela primeira vez o país parou para saber onde iria sair tão grande fortuna.

São coisas que me vieram à cabeça quando soube que o Manuel Pinho Só poderia voltar a tomar a bica numa esplanada se depositasse 6.000.000  no tribunal, por decisão do grande juiz Carlos Alexandre. Dei comigo a sentir alívio por o dinheiro ficar mesmo depositado. Imaginem o que sucederia se os ministros pudessem usar o dinheiro tal como podem usar as viaturas de luxo que são apreendidas à ordem dos tribunais. Um dia destes ainda alguém seria atropelado nalguma autoestrada por uma pilha de notas de 50 ...

Enfim, de sermos atropelados por uma pilha de notas estamos livres. Do que não nos livramos é da dúvida sobre até onde é que irá o limite das cauções decididas pelo ilustre juiz. Um dia destes ainda alguém rouba um papo-seco no LIDL e como caução para ficar em liberdade o perigoso gatuno vai ser obrigado a depositar o equivalente a uma moagem.

A partir de agora cada vez que algum arguido for presente ao juiz de instrução vitalício vamos ter todas as televisões ansiosas, não por saber se o arguido vai dormir a casa, mas sim pelo montante de caução que lhe vai ser exigido. Ao ritmo com que o juiz acrescenta milhões não tardará muito para que o país fique mais paralisado do que durante o último episódio da telenovela “Gabriela, cravo e canela”. Será que a caução é maior ou menor do que o prémio do Euromilhões.


A partir daí passaremos a ter arguidos designados por excêntricos criados de um dia para o outro pelo Carlos Alexandre.


sábado, dezembro 04, 2021

PRESUNÇÃO E ÁGUA BENTA...


Este rapaz disse um dia que se fosse necessário candidatar-se-ia a líder do PSD. Nesse tempo era candidato à Câmara de Loures e, como é sabido, teve um grande resultado contra um tal Bernardino de quem pouco se sabe, para além da sua admiração pelo sucesso social da Coreia do Norte.

Curiosamente on homem ameaçava candidatar-se contra Rui Rio. Optou pelo voto fácil da extrema-direita e de um dia para o outro deixou de ser social-democrata para pasar a ser da extrema-direita.

Enfim, presunção e água benta cada um toma a que quer.

terça-feira, novembro 30, 2021

UM PRESIDENTE POUCO CORAJOSO



Quando questionado sobre um eventual perdão judicial a Rendeiro, o Presidente da República esquivou-se a dizer um “sim” ou um “não”, escondeu-se atrás de prazos e formalismo.

Agora, devolveu mais uma vez um diploma ao Parlamento, evitando a frontalidade de um veto pessoal, escondendo a sua opinião atrás de formalismos.

É uma pena que o Presidente da República não seja um pouco mais corajoso, no seu cargo precisamos de um capitão da equipa e não de um bom jogador que sempre que pode quer ficar no banco para evitar lesões.

segunda-feira, novembro 29, 2021

O MAFARRICO OMICRON


 

No ano passado foi dito aos portugueses que se fossemos bem comportadinhos levaríamos como prenda de Natal a liberdade de o gozar sem restrições. Fizemos umas aneiritas, mas mesmo assim fomos premiados com uma imensa bondade por parte dos responsáveis políticos e não nos enfartámos de filhoses, como andámos quilómetros no famoso “quando o comboio apita”.

O problema é que se as filhoses não resultaram em caganeira, por causa do mafarrico muitos fomos parar aos hospitais, que tiveram de usar as ambulâncias como quartos covid. A explicação oficial foi a de que a culpa foi da variante delta do mafarrico, a tal variante que nos levou a reagir aos ingleses, que nos fecharam as portas, ao estilo do mapa-cor-de-rosa. Que não fazIa sentido, que o mafarrico delta ainda não estava por cá.

Parece que agora a história se repete, graças à vacinação já podemos a empanturrar-nos em filhoses e a embarcar nos famosos comboios da meia-noite. E desta vez já há um culpado, o mafarrico omicron.

quarta-feira, novembro 24, 2021

PATACOADAS


A ministra da Saúde tem toda. Razão, se os médicos do SNS fossem tão resilientes como o ministro Eduardo Cabrita, formar-se-iam filas de médicos à entrada da Caixa Geral de Aposentações a exigir que a idade limite para se trabalhar no Estado passasse a ser de 90 anos.

Quando as coisas correram bem e os profissionais de saúde deram o seu melhor a ministra desdobrou-se em homenagens, mas agora que não pode proibir os médicos de saírem do Estado recorrendo aos poderes o Estado de Emergência e é confrontada com uma realidade que nos obriga a questionar a competência dos responsáveis políticos pela saúde, a ministra comete uma asneira colossal.

Sugerir que um profissional que muda de emprego saindo do Estado é pouco resiliente, o que linguagem comum quer dizer que são cobardes é algo que não se esperaria de alguém com responsabilidades políticas.

Agora sabemos que o modelo de profissional e de político é o resiliente Eduardo Cabrita, para não referir alguns ministros que deveriam criar uma AMA, Associação dos Ministros Anónimos. É o caso, por exemplo, da ministra da Saúde, desde que nos primeiros dias da pandemia que declarou que a pandemia seria um bom negócio para Portugal, porque iríamos exportar muitos suínos para a China, que esta senhora nunca mais foi vista.

Com patacoadas destas o PS arrisca-se a ter uma grande surpresa nas próximas eleições legislativas.

sexta-feira, novembro 12, 2021

PAULO RANGEL

 


Há políticos de que gosto e políticos de que não gosto, Rangel está numa categoria diferente, não passou nos psicotécnicos para ser avaliado como politico. Desde que esta criatura apareceu na política, uma espécie de almondega vinha do CDS, nunca consegui levá-lo a sério.

Felizmente o homem tem-se em maior conta do que a que resulta da minha avaliação e nunca desistiu de chegar ao topo da vida política. Por isso, chegada a hora e empurrado por aqueles que sabem que não é o momento apropriado para o assalto ao poder, vulgo pote, decidiu avançar. 

É um daqueles ciclistas que fogem do pelotão ms ninguém leva a sério, Rangel sente-se neste papel e encetou a sua fuga, apostou num golpe de sorte. Melhor, em dois golpes de sorte, já que se conseguir descolar de Rio ainda terá de ultrapassar Costa, que já vai a meio da montanha.

Em tempos alguém que conhecia bem um dos mais vaidosos ministros de Cavaco Silva, contou-me que o homem fazia belos discursos com base em artigos de revistas estrangeiras, de onde ia retirando ideias, dados e citações. Quando ouço Rangel discursar imagino-o, na note anterior, a folhear revistas estrangeiras, documentos do Parlamento Europeu e livros de notas, de lápis enfiado na orelha.

Por mais que este canário cante irei sempre desconfiar que debaixo da gaiola está um gravador.