PERSONALIDADE 'O JUMENTO' DO DIA
ALMIRANTE HENRIQUE GOUVEIA E MELO
Há muito que esta distinção diária não era atribuída, mas
poucas vezes foi tão merecida como hoje, o almirante das vacinas já teria
merecido ser o Jumento das Eleições Presidenciais, pelo que a distinção chega
com algum atraso e sem a dimensão merecida.
Este “filho da escola” formado no curso de Marinha da Escola
Naval que um dia se fez filmar junto de um quadro com alguns números, sendo
promovido a grande especialista em logística e dizem que graça a ele o COVID
foi derrotado, ainda que por aqui tenhamos muitas dúvidas, desconfiamos que a
verdadeira vacina que imunizou uma boa parte dos portugueses foi a variante
sul-africana daquele vídeo.
Se tivesse ficado calado desde que se apresentou como
candidato o homem poderia ter ganho as eleições na primeira volta, mas a partir
do momento em que falou percebeu-se que parecia mais um sargento cantineiro do
que um almirante e cada vez que abriu a boca perdeu votos.
Agora, parece não ter entendido que “pela boca morreu o
almirante candidato” e em vez de ficar calado decidiu dizer uns disparates,
ultrapassando o Ventura pela direita, ainda que pareça que pretende piscar o
olho ao PS.
O mínimo que se esperava de um candidato derrotado seria o
silêncio, pelo menos durante um par de semanas, mas o homem tem medo de
desaparecer e nem esperou cinco dias. Enfim, ainda não percebeu que é um
cadáver político à espera de melhor tempo para lhe ser feito o merecido
funeral.
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«O ex-candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo considera que o Governo falhou na organização da resposta às populações afetadas pelo mau tempo e defende que a ministra da Administração Interna deveria pedir a exoneração. A posição é expressa num artigo de opinião publicado esta terça-feira no jornal Público.
No texto, intitulado “Estado do improviso”, Gouveia e Melo aponta falhas no planeamento, nos avisos antecipados, na comunicação do risco e no aconselhamento à população. Para o antigo chefe do Estado-Maior da Armada, o “Estado falhou” e o Governo, enquanto responsável político pela resposta, terá de retirar consequências do sucedido.
O autor sustenta que o primeiro-ministro deve avaliar se a ministra da Administração Interna reúne condições para se manter no cargo, considerando adequado que esta apresente a sua exoneração “a bem do Governo e do país”.
Gouveia e Melo defende ainda uma profunda reforma da Proteção Civil, com maior profissionalização e libertação de influências políticas, e propõe a criação de uma estrutura de crise sob dependência direta do primeiro-ministro, capaz de coordenar todos os ministérios em situações de desastre. Entre as medidas sugeridas estão também a ativação de mecanismos de financiamento comunitário e a criação de um plano de reconstrução regional.» [24 Horas]




