sexta-feira, junho 11, 2021

NOTAS SOLTAS SOBRE UM CASO INFELIZ

 

O caso dos ativistas russos envergonha-nos e mostra como na Administração Pública (como em toda a sociedade) há idiotas em lugares chaves. É evidente que o caso tem dimensão política e justifica um pedido de desculpas. Foi o que o presidente da CM de Lisboa fez, fê-lo em nome da CM dando a cara pias asneiras dos seus funcionários. 

O presidente da CM deveria ter corrigido a situação muito antes? É óbvio que sim, mas também é óbvio que nem vereadores, nem deputados municipais da oposição podem dizer que nada têm que ver por não terem funções executivas. A verdade é que os políticos das autarquias estão especializados em matérias que dão votos, não é o caso desta. 

Os responsáveis pelos serviços envolvidos nas manifestações deverão ser, em princípio, formados em direito. É incrível como chefes de divisão e diretores de serviços, exercem funções tão críticas e nem sequer repararam que estavam borrando em cima de todos os valores éticos, legais e constitucionais. 

Se sempre que um funcionário comete um erro administrativo o secretário de estado, o ministro, o primeiro-ministro ou o Presidente da República devessem apresentar a demissão, o melhor seria entregar o país aos cuidados do Reino de Espanha. 

Até ao momento só vimos oportunismo e patetices da parte do Carlos Moedas, embirra com bicicletas, tem um outdoor que ninguém entende, convidou todos os virologistas que apareceram na televisão e parece que quer ganhar por falta de comparência, já que basta encontrar uma pedra solta na calçada para exigir a demissão do Medina. 

Quando tinha centenas de milhões para investir, contava com a luxuosa máquina da Comissão Europeias e os muitos lambe cus da nossa sociedade o homem é brilhante. Agora que só conta com ele e com a máquina do PSD, até parece o Diácono Remédios a fazer nudismo na Praia do Meco, despido não tem por onde se pegar.

quarta-feira, junho 09, 2021

A "MADRINHA"

 

 

Não vale a pena entrar no debate em torno da nomeação de um comissário para as comemorações do 25 de abril, desde que existe CHEGA e principalmente depois de o líder do PSD querer ser mais CHEGA do que o André Ventura que quem ousar intervir no debate é facilmente encontrado à direita e À extrema-direita.

Imagino que comemorar o 25 de abril seja uma tarefa tão complexa que só para arquivar o trabalho que foi feito na sua preparação seja necessário mais de um ano e que para se exercer tal tarefa seja necessário uma espécie de ministro a tempo inteiro. Enfim, nem quero imaginar quanto não se gastaria com os dirigentes da Administração Pública se fossem seguidos os mesmos critérios.

O que incomoda mesmo é ver a nomeação da ex-ministra Ana Paula Vitorino para um cargo ode se ganha muito e nada se faz e onde a troco de competência e independência, qualidades que não tem, a senhora vai ganhar uma “pipa de massa”.

Mas o que mais incomoda nesta senhora é que não é a primeira vez que ganha pipas de massa. EM tempos foi notícia um estudo que fez para a CM de Vila Real de Santo António, encomendado por um autarca que arruinou o Município e que merecia desta senhora rasgados elogios e sucessivas visitas ao concelho.

Infelizmente só agora este Município está sob o radar da justiça, porque se o estudo encomendado a esta senhora tivesse passado pelo crivo da justiça de qualquer país europeu, esta senhora já se teria retirado da política. Mas ver uma das personalidades que mais apoio estes autarcas a levar este brinde político não nos pode deixar de incomodar.

segunda-feira, junho 07, 2021

POR UM MESTRADO EM PATETOLOGIA

 


Já que há uma licenciatura em Ciência Política faz todo o sentido que se considere a possibilidade de haver um mestrado em patetologia. A vida política portuguesa é cada vez mais dominada por personagens que atuando dentro que podemos considera racional, estão num nível de mistura de burrice  com alarvice política que é impossível fazer análise política, sem considerar esta variante ou mesmo nova estirpe da estupidez. 

Alguém consegue fazer uma análise política da intervenção de Rui Rio no chamado congresso das direitas,. Que mais não foi do que uma nova versão do Compromisso Portugal, resultante da inoculação com o CHEGA? O que dizer de um líder partidário que vai a um congresso dar lições sobe geometria, tentando dizer que estava ali armado em penetra porque o PSD é de uma direita que não é direita, mas sim de um centro que é esquerda? 

Outro bom exemplo de personalidade que nos obriga a entrar no domínio científico da patetologia é o secretário de Estado da Juventude, que até tem tem uns óculos que parecem ter sido desenhados por especialistas em oftalmopatetologia. Não tenho memória de ouvir uma intervenção deste jotinha intelectual, desde que a pobre criatura chegou ao governo ainda não acertou uma. 

Mas o decano destas figuras políticas que exigem um mestrado especializado é o Eduardo Cabrita, sem dúvida o político mais pateta deste governo. O homem pode ter sido um poderoso apoiante de António Costa, a arrebanhar votos nas direitas em que aquele se livrou do Seguro. Mas é impossível fazer análise política desta personagem sem ferramentas especializadas, do domínio da patetologia.

sábado, junho 05, 2021

ESTAVA ESCRITO NAS ESTRELAS

 Sentem-se num sofá numa daquelas casinhas norueguesas com vista para o fiordes e vejam as celebrações futebolísticas cá do sítio, digam-lhes que depois da festarola junto ao estádio, digam-lhes que o presidente do clube é médico e às tantas da madrugada mandou os jogadores promover mais um grande ajuntamento junto ao Marquês de Pombal.

Agora imaginem o que eles dizem de nós, provavelmente dirão o mesmo que nós já dissemos das manifestações dos holandeses e dos muitos vídeos virais que fizemos circular entre nós. E ainda bem que eles não sabem de tudo, porque não perceberiam a razão porque num lado se põe um concelho dentro de uma cerca sanitária e do outro promove-se o regabofe.

Dizer que foi autorizada a realização de uma  manifestação a uma claque de futebol e que isso não poderia ser impedido por ser um direito constitucional, como se a democracia dependesse do ecrã gigante e das escaramuças de uma claque banida pelo clube é gozar com a nossa inteligência. Então os mesmos que tentaram impedir que os cidadãos se candidatassem às autárquicas estão agora a dizer-nos que que a democracia não sobrevive sem as “manifestações” da Juve Leo?

Não vale a pena virem agora com resquícios da reacção ao Mapa Cor-de-Rosa, porque quem quer promover a imagem de um destino turístico de confiança não pode permitir ou mesmo promover aquilo a que se assistiu.

O ministro dos Negócios Estrangeiros descobriu que não era lá muito inteligente promover espectáculos como aqueles que agora partilhamos nas redes sociais, é pena que o tenha feito tarde, depois de terem arruinado as expectativas do turismo português.

quinta-feira, maio 06, 2021

PERPLEXIDADES

Ouvi o ministro mais pateta deste Governo invocar a proteção civil, dando exemplos de incêndios para justificar a requisição civil do empreendimento, estaria em causa a saúde pública e era necessário a decisão para separar doentes de não doentes. Agora já ninguém fala de pandemia e parece que é um problema de direito a uma habitação digna por parte dos emigrantes. 

Disseram-se que era necessário separar doentes de não doentes, mas reparo que há gente a ser levada p+ara o Zemar sem que estivesse em contacto doméstico com doentes, isto é, foram realojados para mudarem de habitação. 

Em Portugal a justiça tem limites, não podendo desencadear operações a qualquer hora. Parece que o ministro da Administração Interna não tem quaisquer limites e para realojar pessoas que não tinham uma habitação digna pode desencadear operações militares a meio da noite para entrar numa propriedade privada que ele requisitou. 

Numa região de baixa densidade populacional onde há aldeias onde são mais os emigrantes do que os residentes, ninguém tinha reparado na realidade miserável destes emigrantes. Onde estão os militantes locais dos partidos com tantas preocupações sociais, os herdeiros dos que nos disseram que o Alentejo era uma espécie paraiso, onde estão os autarcas. Sejamos, honestos, eram todos coniventes com a exploração dos emigrantes. Porque pimenta no rabo dos outros até nos sabe a refresco. 

Ainda que mal pergunte, quando desaparecer o surto de covid em Odemira os emigrantes abandonarão o Zemar ou esta urbanização vai ser algo parecido ao que suceder com os timorenses do Jamor. Receio que o ministro tenha criado um problema porque tentou resolver outro da forma mais fácil e com fogachos demagógicos para melhorar a sua imagem nas televisões.

quarta-feira, abril 07, 2021

PORREIRISMO DESCONFINADOR

Desta vez o primeiro-ministro e o Presidente da República não tiveram a infeliz ideia de irem para a praia, com um a comer maças na Caparica e o outro a mergulhar na Ericeira. Também não se lembraram de fazer uma romaria a um espetáculo no Campo Pequeno. 

É um grande progresso em relação ao que sucedeu na primeira vaga. Mas não seria má ideia mostrarem aos senhores das esplanadas e aos que acham que a pandemia é uma treta e não respeitam normas, que as regras são para cumprir. A ideia de que as regras só se aplicam quando as coisas dão para o torto é meio caminho andado para mais uma desgraça. 

A maioria dos portugueses cumprem as regras, cabe ao governo mandar aplicar a alei para que os outros também cumpra, E talvez não fosse má ideia adotar regras mais duras para os proprietários das esplanadas que fazem vista grossa aos clientes bandalhos, para que daqui a uns tempos não venham com movimentos de pão e água.