segunda-feira, janeiro 18, 2021

JUMENTO DO DIA

 


   
António Costa, primeiro-ministro


Parece que o primeiro-ministro descobriu, através do rastreio da localização dos telemóveis que nos dias da semana apenas se reduziu em 30% o movimentos de telemóveis. O que António Costa não explicou é como poderia reduzir esses movimentos quando os estudantes representam 20% da população e que muitos destes são levados às escolas pelos pais? 

António Costa tenta confinar sem confinar, primeiro inventou a meia dose de confinamento, agora criou regras mais precisas para que essa meia dose, com medidas que merecem gargalhadas. Um bom exemplo disso é a presença em jardins, é possível ir ao jardim, mas não se pode permanecer. Isto é, vou passear duas oras para um jardim, mas se não me sentar num banco isso significa que não permaneci. Pois é o perigo de contágio está nos que se sentam e não nos que fazem corrida e passa a meio metro dos outros, mandando perdigotos em todas as direções. 

No fim destas medidas ridículas vem a conclusão de que tudo depende de nós próprios, isto é, se alguma coisa correr mal a culpa é dos portugueses. Na primeira onde arranjaram-se heróis e personalidades do ano, na segunda e terceira vagas arranjam-se culpados. Em vez de medidas a sério arranjam-se culpados e inventam-se sobressaltos cívicos.


domingo, janeiro 17, 2021

JUMENTO DO DIA: Eduardo Cabrita, o ministro à prova de bala

 

Em plena pandemia, quando Portugal lidera o mundo em matéria de contágios é deprimente ver um ministro da Administração Interna falar com tanta tranquilidade, ao lado de filas gigantes de gente que queria votar antecipadamente. Todos sabemos que este ministro0 deveria ter deixado o Governo  no caso das golas, mantendo-se no lugar porque parece que ser homem do António Costa o transforma num governante à prova de bala. 

Esta gente não sabe fazer contas, não sabe quantas mesas de voo seriam necessárias para que as pessoas votassem em segurança? Já não basta a meia dose de confinamente, para inglês ver pois daqui a uns dias saberemos o preço do Natal à portuguesa e deste confinamento de faz de conta.

domingo, dezembro 27, 2020

MAS QUE GRANDE BASTONÁRIO….

Toda a gente sabe que o bastonário não está exercendo a sua profissão e todos sabemos que a sede da Ordem está em Lisboa. Então como justifica ter ido ao Porto, ao Hospital de Santo António para ser um dos portugueses a serem vacinados? 

A desculpa revela o oportunismo, o homem esclareceu que não estava ali como bastonário mas como médico e sendo médico ligado aos transplantes, pertencia ao grupo prioritário e é um dever de cidadania ser vacinado. 

Estava ali como médio? A fazer o quê, a dar consultas externas, na urgência ou a fazer algum transplante? 

A verdade é que o senhor bastonário usou o seu estatuto de médico para ser um dos primeiros portugueses a ser vacinado. E como a vacina não vai dar para todos os que trabalham nos hospitais, a verdade é que o que o bastonário fez foi dar “um golpe na bicha”. Uma vergonha.

quarta-feira, dezembro 23, 2020

UMA TORRE MUITO FEIA

Todos os dias são abatidas manadas de bovinos, rebanhos de cabras, bandos e bandos de frangos e de perus ou varas de porcos. Só que nenhum dos proprietários dos animais se aproveitaram e cobraram o direito de matar os animais a tiro, numa orgia desumana que nem em tempos medievais o mundo assistiu. 

Aquilo que sucedeu na Torre Bela foi uma orgia de morte e qualquer um dos idiotas que lá estiveram com os melhores e mais caros trajes de falsos caçadores mataria com o mesmo prazer um veado ou uma vitela, da mesma forma que se sentem tão grandes caçadores quando mata uma perdiz selvagem ou atira sobre uma perdiz de aviário. 

O argumento dos caçadores, de que controlam a caça, que defendem o ambiente ou ajudam a repovoar a vida selvagem, não passa de bazófia dos dirigentes de associações ou de caçadores finos como o Sousa Tavares. A verdade é que substituem espécimes selvagens por “frangos” e não raras vezes atiram sobre tudo o que corre ou voa, à falta de melhor até se divertem a atirar a sinais de trânsito. 

Mas há uma segunda dimensão desta hipocrisia, é a transformação de uma exploração agrícola para produzir energia supostamente limpa. Isto é, em vez de os terrenos serem avaliados segundo as suas aptidões agrícolas, a sua biodiversidade ou importância para a manutenção da biodiversidade, semeiam-se parques de energia fotovoltaica por todos os cantos. 

É a hipocrisia das energias limpas, a mesma hipocrisia que para promover o biodiesel substituiu florestas por campos de soja ou de milho, destruindo florestas e terrenos com aptidões agrícolas para alimentar a bazófia ambientalistas de políticos da treta..

terça-feira, dezembro 15, 2020

QUANDO MUITOS ESTAVAM DESATETOS

Eduardo Cabrita diz que no caso do SEF, foi o primeiro a agir, quando muitos estavam desatentos? Certamente que agiu, é para isso que é ministro, ganha como ministro, tem poderes de ministro e beneficia de todas a comodidades do cargo. 

Mas que é que não agiu? Quem é que tinha poderes para agir e não agiu, o primeiro-ministro, a diretora já despachada da forma habitual, o Presidente da oposição, os da oposição, o cidadão comum que não aprecia a forma como o ministro agiu? 

De dia para dia a situação de Eduardo Cabrita é cada vez mais difícil e o óbvio começa a ser cada vez mais óbvio.

quinta-feira, dezembro 10, 2020

UM BOTÃO DE PÂNICO?

 



O que é necessário para que em Portugal se considere que há responsabilidade política e um ministro decida pedir a demissão antes que alguém o exija? 

Pela postura de ministros como Eduardo Cabrita fica-se com a sensação de que confunde responsabilidade política com responsabilidade criminal, isto é, este ministro só poderia a demissão no momento em que a GNR lhe batesse à porta com um mandato de prisão, isto é, para este tipo de gente confunde-se responsabilidade criminal, como não sou, não mandou nem foi ele que matou não tem nada que ver com o caso a não ser porque, por mero acaso, é ministro da Administração Interna. 

Mas, como é costume, o boi da piranha já foi atirado ao rio, quando as piranhas estiverem de barriga cheia a manda já pode ir tranquilamente para o prado do outro lado do rio. Quando se deu o caso atirou-se a bola para canto, tudo estava na justiça e por justiça entende-se fazer esquecer o caso. Entretanto a justiça fez a sua parte e as coisas não estão bem,  atira-se a diretora para o rio e assunto resolvido. 

Mas esqueceram-se de que mataram alguém que em pleno século XXI e num país onde o discurso oficial defende, com razão, de que precisamos da mão de obra dos emigrantes, veio a Portugal em busca de trabalho. Veio a um país da EU, ainda por cima um país que sabe muito bem o que são abusos policiais e torturas, um país governado por uma esquerda que faz bem em não se cansar de lembrar o fascismo. 

Ainda por cima esse cidadão tinha esposa e dois filhos, mesmo assim esqueceram-se de que há Skype, jornalistas e tradutores. De um dia para o outro soubemos o suficiente para nos envergonharmos ainda mais. Um Estado tortura por prazer, mata e nem sequer se dá ao trabalho de pagar a trasladação do corpo da vítima. Sim o Estado, o homem foi morto em instalações onde se devia sentir seguro, estava ao cuidado de agentes policiais com formação, chefias e governo, num edifício onde está a bandeira portuguesa hasteada. 

E o que faz o ministro? Atira a diretora do SEF para a fogueira, diz que o Provedor de Justiça lá decidirá quanto é que vale a vida do cidadão (incluirá a tortura na fatura?) e fica tranquilo porque na sala da tortura passa a haver um botão de pânico, a partir de agora os torturados pedem um intervalo aos algozes, para tocarem o botão de pânico. Imagino que o Aeroporto passará a ter um grande cartaz informando: se lhe derem uma carga de porrada peça por gentileza que lhe digam onde está o botânico de pânico. Enfim, um grande progresso, já que até agora só havia o Livro Amarelo. 

É uma pena que além de um botão de pânico não possamos contar com um botão de ejeção, porque a esta hora já o teria carregado e estaríamos livres deste ministro. 

Esperemos que em vez de ser demitido não se lembrem de propor o Eduardo Cabrita para Nobel da Paz, por ter inventado o botão de pânico.