segunda-feira, dezembro 18, 2017

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Hugo Soares

Não há qualquer novidade no apoio de Hugo Soares a Pedro Santana Lopes, a equipa de Passos Coelho vê no senhor das trapalhadas as melhor marioneta para perder as eleições daqui a dois anos e a decisão do líder parlamentar do PSD só peca por tardia. Só se pode entender este atraso porque o líder parlamentar do PSD poderá ter preferido dar tempo para escolher um candidato vencedor ou está convencido de que o seu apoio é tão importante que devia ser gerido a maximizar o impacto.

«O sábado de Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, foi em cheio. Começou com Marcelo Rebelo de Sousa, na inauguração do presépio ao vivo de Priscos, de manhã ("parece que vem o Papa", descreve), e terminou já noite cerrada, em Braga, ao lado de Pedro Santana Lopes, num encontro com militantes da distrital que [Hugo] também lídera.

"Foi um dia em que estive com o Presidente da República, com o futuro Presidente da República - porque acredito que ele vai recandidatar-se e ganhar - e com o futuro primeiro-ministro", disse Hugo Soares ao PÚBLICO, horas antes de manifestar publicamente o apoio a Santana.

"Não tenho dúvidas de que a seguir à eleição do PSD, qualquer que seja vencedor ele estará mais bem preparado e será mais responsável do que o actual primeiro-ministro. O PSD pode orgulhar-se de ter dois excelentes candidatos. Mas na vida temos de fazer opções e eu não ficava bem com a minha consciência se não dissesse em quem votarei", assume Hugo Soares, para concluir: "Apoio o dr. Pedro Santana Lopes".

Um dos motivos invocados pelo líder da bancada do PSD para não ficar em silêncio é o facto de Santana "ter deixado a sua cómoda posição de senador" para se voltar a dedicar ao partido. Mais que isso, Hugo Soares não diz. "Não vou fazer aquilo que muitos querem que faça, que para depois explorarem as diferenças entre os candidatos. Limito-me a dizer em quem voto, desde logo pelas responsabilidades acrescidas que tenho depois do dia 14 de Janeiro".» [Público]



 Catarina Martins e as sardinhas

Catarina  Martins foi ao Algarve mandar postas de pescada sobre a pesca da sardinha, teorizou sobre tecnologias, sobre pesca sustentável e sobre pagar a pesacadores pra poderem contuinuar a serem pescadores mesmo sem nada para pescar. Esta Catarina faz milagres.


 Jerónimo de Sousa e a Fitch

Até parece que Jerónimo de Sousa ficou irritado porque a Fitch deixou de considerar a dívida soberana portuguesa na classificação de lixo, para o líder comunista o que importa e quem manda é o povo. Pois é, o povo manda mas quem mais deveria ficar contente com a Fitch é precisamente o líder do PCP. é uma hipocrisia ver quem mais defende défices públicos não ter  a mais pequena consideração pelos juros que temos de pagar.

Jerónimo de Sousa acredita mesmo que aumenta o défice, não paga a dívida e no dia seguinte consegue mais dinheiro para voltar a aumentar o défice e deixar de pagar? O mais grave é que todo o PCP acredita mesmo neste tese.




domingo, dezembro 17, 2017

SEMANADA

Como sobreviverá Marcelo Rebelo de Sousa se em 2018 não ocorrer nenhuma desgraça ao país, vai aproveitar-se dos mortos na estrada, promover um funeral coletivo e redefinir as prioridades nacionais, exigindo ao governo que numa semana elabore um programa para combater a sinistralidade. Já se percebeu que Marcelo se está especializando na conversão das desgraças em afetos, agora que já não rende antecipar as boas previsões. Marcelo parece não querer deixar de ter o poder de decidir quem sobre e quem desce nas sondagens e usa os seus comentários diários para contrariar tudo o que António Costa, não hesitando em retirar frases do contexto para prejudicar a imagem do governo.

Passou mais uma semana de campanha para as direitas do PSD, mais uma semana em que à falta de ideias o grande debate no PSD centra-se a realização de debates televisivos. A única novidade foi o apoio a Santana Lopes por parte do líder parlamentar do PSD, sinal de que o deputado preferiu ter dados seguros sobre eventuais resultados antes de correr o risco de apoiar o candidato errado. Mas como Hugo Soares não prima pela inteligência é bem provável que se trame, até porque a simpatia de Santana Lopes para com Passos Coelho morrerá no dia em que o novo líder do PSD for eleito.

Graças à Raríssimas desapareceram todos os problemas e até as vítima dos incêndios, a oposição já não se preocupa com Tancos, Pedrógão ou os incêndios de Outubro, mais um pouco e até o Marcelo iria passar o Natal com a Paula.

UMAS NO CRAVO E OUTRA NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas

Que senhora tão bondosa, nunca o país conheceu alguém com tanta bondade, graças a ela as vítimas sobreviventes e familiares das vítimas mortais vão ter casa e receber indemnizações. Agora até quer levar o Pai Natal a toda a gente.

«A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, apelou esta sexta-feira ao primeiro-ministro que, nesta época natalícia, “ao menos pague os 70 mil euros” de indemnizações aos familiares das vítimas dos incêndios do Verão.

“Há quantas semanas é que nós ouvimos falar dos 70 mil euros? Ainda não chegaram a ninguém. Nem sequer é lançar um desafio, é convidar o primeiro-ministro, pedir ao primeiro-ministro, nesta época, que ao menos pague os 70 mil euros e pague já, e depois faça a conta do restante, mas ao menos que pague já os 70 mil euros”, apelou Assunção Cristas.


A líder centrista defendeu que, “seis meses volvidos, é estranho que as pessoas que perderam os seus familiares ainda não tenham visto a indemnização mínima, pelo menos”, e disse que com António Costa tudo “é sempre tirado a ferros, sempre difícil, quase que a contragosto, quando o país está unido na solidariedade em torno destas pessoas”.

“Pague-se já o que se puder pagar e apure-se a seguir o que tem de ser apurado e calculado para cada uma das pessoas e para uma das famílias”, desafiou, contrariando a afirmação do chefe de Governo de que 2017 foi um ano saboroso.» [Observador]

 A culpa foi da Ana





A Ana tem as costas largas, foi a primeira tempestade com direito a nome e leva logo com todas as culpas. Como não temos furacões dignos desse nome, os nossos jornalistas fazem notícias com pequenas borrascas e até inventam desastres. A Visão atribui à Ana a culpa pela cratera aberta em, mas vale a pena ler a prosa:

Uma cratera com vinte metros, na sequência do rebentamento de uma conduta de água, mostrou-se este domingo, dia de alerta máximo, em São Pedro de Moel, a demonstrar aop país como as tempestades com nome- como esta Ana, que inaugurou a série inaugural que aí vem - são as que fazem mossa a sério.»

Isto é, a cratera foi aberta pelo rebentamento da conduta, mas quem fez mossa foi a tempestade que só chegou quase um ida depois!

E ninguém reparou nos prédios construídos em cima de dunas com a calçada em cima da areia, sem qualquer trabalho de consolidação. Foi um milagre, mais uns metros cúbicos de água e as vivendas teriam caído no buraco. Depois a culpa é do Estado, não de quem construiu em cima de dunas sem o mais pequeno cuidado. Aliás, ainda cheguei a ouvir um desses construtores de vivendas em cima de dunas queixar-se do atraso no socorro.

      
 Que grandes amigas
   
«Manuela Duarte Neves, coordenadora do Departamento Jurídico da Raríssimas, terá deixado um prejuízo de 144 mil euros na Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM) quando exerceu nesta instituição o cargo de secretária-geral. Depois da sua saída compulsiva, em 2015, juntou-se à Raríssimas, tornando-se o braço direito da fundadora da IPSS, Paula Brito e Costa.

A notícia é avançada pelo Jornal de Notícias, que refere uma denúncia da diretora financeira da SPEM, Susana Protásio. Enquanto secretária-geral da instituição, Manuela Duarte Neves, que também era vice-presidente da SPEM, terá pedido a uma farmacêutica que financiasse o doutoramento de uma amiga, que era atriz, e terá ainda pedido avenças a uma empresa de advogados para a qual colaborava.

Além disto, a atual coordenadora jurídica da Raríssimas, que foi ainda adjunta do Governo PSD/CDS entre 2002 e 2004, recebia um ordenado de 2232 euros, apesar de a Direção da SPEM apenas ter aprovado um vencimento de 1300 euros.» [Observador]
   
Parecer:

Esta Paula tem umas amigas invejáveis e de uma grande fidelidade, já tinha ficado com a impressão de que esta rapariga deseja "algo".
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»


 PSD preocupado com os sem-abrigo
   
«O PSD criticou neste sábado o facto de a Câmara Municipal de Lisboa não ter activado o plano de contingência para a população sem-abrigo depois de a Protecção Civil ter alertado na sexta-feira para o frio e vento intenso. Em resposta ao PÚBLICO, a Câmara de Lisboa esclarece que o plano só é activado na cidade “quando se registam, pelo menos durante dois dias seguidos, temperaturas com três ou menos graus”.

“Até ao presente momento, no concelho de Lisboa, ainda não se registaram temperaturas de três ou menos graus, nem se prevêem esses valores para os próximos dias”, disse fonte da Câmara Municipal de Lisboa ao PÚBLICO. “Obviamente, e como acontece sempre, o plano será accionado sempre que se registem essas condições de grande adversidade atmosférica”, acrescentou ainda.» [Público]
   
Parecer:

Mais vale tarde do que nunca.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Agradeça-se a boa influência a Marcelo.»

sábado, dezembro 16, 2017

A INVEJA

A inveja, vulgo dor de cotovelo ou dor de corno, é uma doença tão nacional quanto a dos pezinhos e ao contrário da gripe que tem a sua época e a respetiva vacina, para esta epidemia não há nem épocas nem medidas preventivas. E quando se esperava pela chagada da gripe, com o velhinhos já todos vacinados, eis que somos atingidos por mais uma das nossas típicas pandemias de dor de corno.

Como não podia deixar de ser, o presidente de todos nós incarna como poucos as qualidades e males nacionais. Quando se antecipava ao Centeno e ao próprio INE, divulgando previsões de crescimento muito acima do inicialmente esperado, não promovia excesso de perspetivas, nem mesmo era um grande otimista. Agora, que o crescimento económico á não parece ser estimulado pelos beijinhos e abraços presidenciais Marcelo é um pessimista.

Isto de ter um ministro com mais prestígio internacional do que o conseguido com a fotografia do abraço à velhinha publicada na Time é uma chatice. Ter um ministro a quem se leu as mensagens privadas e agora não poder voltar a fazê-lo, porque a Europa morreria à gargalhada se soubesse que o Lobo Xavier foi mostrar os SMS da senhora Merkel ao seu amigo Marcelo é uma chatice. O melhor é usar os incêndios para meter o Costa e o Centeno na linha.

Outra bela manifestação da dor de corno nacional foi terem descoberto que em Portugal um vestido de luxo custa 200 euros, algo que deve estar a intrigar as grandes casas de moda de Paris, como é que uma senhora portuguesa que tratam por doutora, se veste com uns trapos de 200 euros e vai pavonear-se ao lado da Letícia. Então a Kate Middleton veste vestidos de “luxo” da Sara e a pindérica que vendia jornais numa avenida secundária de Lisboa é que se veste com luxo mais barato do que camarão de aquacultura vendido no Pingo Doce?

Não pode ser, ainda por cima tem o desplante de empregar o marido e o filho pagando-lhe essa barbaridade corrupta de 1000 euros brutos. Há mesmo que acabar com a vaidade da senhora, tirar-lhe o Dr, o BMW e os vestidos de 200 € e meter no lugar dela alguém de boas famílias, mais ao estilo da senhora do Banco alimentar, educadinha e temente a Deus, sem a mania de andar de braço dado com governantes na praia de Copacabana.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Rui Rio e Pedro Santana Lopes, a desgraça que se segue

Os debates televisivos tanto podem dar uma vitória como resultar num desastre, quem está ou sente que está em vantagem nada tem a ganhar com debates televisivos, quem se julga em vantagem neste tipo de ação desafia o rival para debates. Rui Rio está convencido de que pode ganhar sem debates, Sanata Lopes julga-se uma vedeta televisiva e tenta resolver a questão através de debates televisivos.

O resultado é o que está à vista, em vez de debaterem ideias andam a debater a organização dos debates e não conseguem chegar a qualquer acordo. Já desistiram de ganhar com debate de ideias, cada candidato tenta agora derrotar o outro pondo-o na posição de cobarde com medo de debates.

E deste espetáculo deprimente vai sair o candidato do PSD a primeiro-ministro, isso se Passos Coelho não mudar de ideias e regressar antes das legislativas.

«O primeiro frente-a-frente entre Pedro Santana Lopes e Rui Rio foi cancelado. O embate estava agendado para sábado à noite, na TVI24, mas o braço de ferro em relação ao número e modelo de debates acabou por levar o antigo primeiro-ministro e ex-provedor da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa a roer a corda.

Os detalhes da cisão são contados pelo jornal Público, esta sexta-feira. De acordo com aquela publicação, Pedro Santana Lopes terá telefonado a Constança Cunha e Sá a manifestar o interesse em participar no programa Poder Laranja, que a jornalista conduz aos sábados à noite.

Nesse mesmo telefonema, a jornalista da TVI perguntou a Santana Lopes se aceitava que Rui Rio também participasse. O ex-primeiro-ministro acedeu e Constança Cunha e Sá telefonou ao antigo presidente da Câmara do Porto, que aceitou o convite. Estava tudo preparado para o primeiro debate entre os dois.

Tudo se complicaria depois. Na quarta-feira à noite, a candidatura de Rui Rio enviou um comunicado às redações, em que fechava o calendário de debates. “Ficaram, então, definidos e fechados os dois debates acordados: um a realizar na RTP [a 4 de Janeiro] e o outro na TVI” — que seria este frente a frente na TVI24.» [Observador]

 Funcionários do BdP em negócios de ações

Há muitos funcionários públicos que em consequência das suas funções estão proibidos de exercer determinadas atividades empresariais, é o caso, por exemplo, dos funcionários do fisco e das alfândengas. Fará algum sentido que altos quadros do BdP possam negociar na bolsa de valores quando no exercício das suas funções têm acesso a informação privilegiada?

o MP acusou formalmente um quadro do BdP por ter vendida de forma apressada ações do BES, evitando as menos-valias. O que faria um qualquer cidadão se estivesse no lugar desse funcionário, perdia todo o dinheiro em nome da isenção, não venderia as ações mesmo sabendo que iam ser desvalorizadas' Também se pode questionar o que levou esse funcionário a investir nessas ações no mês de julho, acreditou que seria encontrada uma solução e teria grandes lucros com ações vendidas ao desbarato?

 Portugal devia ter dois presidentes

Um para dar muitos beijinhos e abraços a velhinhas, para ir a todos os desastres, incuindo acidentes de automóvel, para servir jantares nas cantinas sociais ou para passar as noites com os sem-brigo. O outro era para o país de quem nunca partiu a perna, de quem não foi vítima ede nenhuma calamidade e que quer ser otimista e acreditar no progresso, sem intrigas e pequenos golpes baixos.

      
 Temos pena
   
«Quando as taxas de juro Euribor voltarem a subir, serão as famílias que contraíram um empréstimo a taxa variável e que têm rendimentos mais baixos aquelas que estarão expostas a impactos mais negativos, alerta o Banco de Portugal.

No Boletim Económico publicado esta sexta-feira, a autoridade monetária tenta antecipar um dos principais desafios que deverá enfrentar a economia portuguesa nos próximos anos: o provável regresso à normalidade da política monetária do Banco Central Europeu, o que terá como resultado a subida das taxas de juro de curto prazo que servem de indexante à maioria do crédito suportado pelos portugueses.

O banco central calcula, em particular, qual o efeito do aumento de um ponto percentual na taxa de juro de curto prazo sobre o rendimento dos portugueses por via, quer da alteração nas condições oferecidas nos depósitos a prazo, quer das condições dos empréstimos com taxa variável.» [Público]
   
Parecer:

Quem arrisca endividando-se para além do razoável deve aguentar as consequências quando os ciclos se invertem.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Demite-se por falta de dinheiro para se ser honesto
   
«A situação está a melhorar, mas tem sido “uma batalha terrível” combater o problema das infecções associadas aos cuidados de saúde em Portugal, afirma Paulo André Fernandes, o anterior director do Programa de Prevenção e Controlo de Infecções e de Resistência aos Antimicrobianos que se demitiu em Julho passado, ao fim de um ano à frente do programa.

O médico, que dirige os cuidados intensivos do Hospital do Barreiro, decidiu sair por considerar que os recursos que tinha não eram suficientes para garantir “um trabalho honesto”. Ao longo do tempo em que permaneceu à frente deste programa prioritário da Direcção-Geral da Saúde diz que “batalhou” para obter mais recursos, sem sucesso. Por isso, decidiu dar oportunidade a outros para que tentassem fazer “esse milagre”. “As pessoas não têm ideia do que se passa nos hospitais”, afirma.

Os problemas começam logo dentro das instituições, por falta de recursos, enfatiza. Há, frisa, muitos hospitais e centros de saúde que não cumprem as normas definidas em 2013 — que estipulam que médicos e enfermeiros dediquem um determinado número de horas semanais às comissões de controlo da infecção.» [Público]
   
Parecer:

Talvez o ministro da Saúde devesse fazer um comentário.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Questione-se o ministro e pergunte-se se a despesa resultante de uma mudança desnecessária do INFARMED não seria uma preciosa ajuda.»

 Quem parte e reparte...
   
«O Ministério Público acusou um funcionário do Banco de Portugal pelo crime de abuso de informação, num caso ligado à venda de acções do BES e ao conhecimento antecipado do plano de contingência para o banco, divulgou o MP esta sexta-feira.

Segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), ficou suficientemente indiciado que, depois de, em Julho de 2014, aquele funcionário do Banco de Portugal ter adquirido acções do BES, tomou conhecimento, na tarde do dia 31 do mesmo mês, de que iria fazer parte da equipa que iria preparar um plano de contingência para esse banco.

"Munido de tal informação, que conjugou com as demais informações públicas, concluiu que as acções do BES iriam sofrer forte desvalorização, pelo que procedeu, na manhã do dia 1 de Agosto de 2014, à venda de todas as acções dessa instituição bancária de que era detentor. Tal conduta permitiu-lhe evitar sofrer menos-valias correspondentes à totalidade do dinheiro que despendera para adquirir as referidas acções", diz a acusação.» [Público]
   
Parecer:

Seria interessante se esse funcionário explicasse o que o levou a investir nas ações do BES quando o banco já estava em grandes dificuldades.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Questione-se o governador sobre se não faria sentido proibir os seus funcionários de fazer determinados tipos de negócios.»

 Porcalhotos!
   
«Apesar da adesão das unidades de saúde à monitorização das práticas de higiene das mãos ter vindo a aumentar de forma gradual, mais de um quarto dos profissionais de saúde não aderem à higiene das mãos, tendo em conta que, em 2016, a taxa de adesão dos profissionais à higiene das mãos foi de 73%.

Ainda em 2016 iniciou-se a monitorização do uso de luvas pelos profissionais de saúde nas diversas unidades de saúde, à qual aderiram 74 instituições, das quais 39% correspondem a hospitais públicos.» [DN]
   
Parecer:

Daqui a pouco estamos a meio do século XXI!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se essa gente lavar-se.»

sexta-feira, dezembro 15, 2017

UM PAÍS CHEIO DE AMOR PARA DAR

O país tem assistido a uma imensa vaga de amor e não me estou a referir aos cerca de três milhões de beijinhos de 2 milhões de abraços que Marcelo já deu fora de Cascais, desde que é Presidente. As ONG, fundações e missões dos mais variados tipos multiplicam-se como cogumelos. É a Popota, é a Maria Cavaco Silva, a Casa do Gil, a fundação do Figo, a missão sorriso, a comida para o cão e para o gato, o banco alimentar, não há ida ao super que não sejamos confrontados com amor caridoso.

Tudo serve de motivo para apelar à caridade nacional, as vítimas de todos os desastres, os cães, os gatos de rua, os pobres, os desempregados, os deficientes. A generosidade coletiva é tanta que até os ladrões de Tancos decidiram devolver o que roubaram e ainda mandaram uns caixotes a mais para ajudar a tropa.

Podemos ser egoístas na hora de aumentar o salário mínimo, podemos ser forretas a pagar impostos, mas na hora de comprarmos enlatados com lucro do super mais o IVA somos campeões. Os nossos políticos não nos ficam atrás, quando estão na oposição sentem impulsos cívicos e sem tempo ocupado para a governação oferecem-.se para gerir essa imensidão de boas obras.

Não admira que com tanto amor, depois de termos comprado tantas Popotas, de ter enchidos tantos sacos de plástico, tenhamos o direito de organizar um imenso auto de fé e queimar a maldita da Raríssimas no Terreiro do Paço. Aliás, não somos apenas campeões em caridade, também adoramos as perseguições, os autos de fé e as fogueiras.