quinta-feira, maio 06, 2021

PERPLEXIDADES

Ouvi o ministro mais pateta deste Governo invocar a proteção civil, dando exemplos de incêndios para justificar a requisição civil do empreendimento, estaria em causa a saúde pública e era necessário a decisão para separar doentes de não doentes. Agora já ninguém fala de pandemia e parece que é um problema de direito a uma habitação digna por parte dos emigrantes. 

Disseram-se que era necessário separar doentes de não doentes, mas reparo que há gente a ser levada p+ara o Zemar sem que estivesse em contacto doméstico com doentes, isto é, foram realojados para mudarem de habitação. 

Em Portugal a justiça tem limites, não podendo desencadear operações a qualquer hora. Parece que o ministro da Administração Interna não tem quaisquer limites e para realojar pessoas que não tinham uma habitação digna pode desencadear operações militares a meio da noite para entrar numa propriedade privada que ele requisitou. 

Numa região de baixa densidade populacional onde há aldeias onde são mais os emigrantes do que os residentes, ninguém tinha reparado na realidade miserável destes emigrantes. Onde estão os militantes locais dos partidos com tantas preocupações sociais, os herdeiros dos que nos disseram que o Alentejo era uma espécie paraiso, onde estão os autarcas. Sejamos, honestos, eram todos coniventes com a exploração dos emigrantes. Porque pimenta no rabo dos outros até nos sabe a refresco. 

Ainda que mal pergunte, quando desaparecer o surto de covid em Odemira os emigrantes abandonarão o Zemar ou esta urbanização vai ser algo parecido ao que suceder com os timorenses do Jamor. Receio que o ministro tenha criado um problema porque tentou resolver outro da forma mais fácil e com fogachos demagógicos para melhorar a sua imagem nas televisões.

quarta-feira, abril 07, 2021

PORREIRISMO DESCONFINADOR

Desta vez o primeiro-ministro e o Presidente da República não tiveram a infeliz ideia de irem para a praia, com um a comer maças na Caparica e o outro a mergulhar na Ericeira. Também não se lembraram de fazer uma romaria a um espetáculo no Campo Pequeno. 

É um grande progresso em relação ao que sucedeu na primeira vaga. Mas não seria má ideia mostrarem aos senhores das esplanadas e aos que acham que a pandemia é uma treta e não respeitam normas, que as regras são para cumprir. A ideia de que as regras só se aplicam quando as coisas dão para o torto é meio caminho andado para mais uma desgraça. 

A maioria dos portugueses cumprem as regras, cabe ao governo mandar aplicar a alei para que os outros também cumpra, E talvez não fosse má ideia adotar regras mais duras para os proprietários das esplanadas que fazem vista grossa aos clientes bandalhos, para que daqui a uns tempos não venham com movimentos de pão e água.

quinta-feira, abril 01, 2021

DESAFIO


Parece que é oficial, António Costa recuou na ideia de mandar os diplomas para o Tribunal Constitucional e desafiou Marcelo rebelo de Sousa para um combate de MMA a realizar-se no Ringue do Clube de Excursionistas do Bairro do Rego.
Se António Costa ganhar o Marcelo passa a respeitar e a fazer respeitar a Constituição como estava combinado desde que esta entrou em vigor. Se perder, Marcelo Rebelo de Sousa pode presidir respeitando apenas o Código da Estada, estando ainda autorizado a não respeitar as regras da velocidade, do respeito pelos traços contínuo e ainda as regras de circulação nas rotundas.

MAUS TEMPOS PARA A CONSTITUIÇÃO



Ao dizer que é o direito que serve a política e não a política que serve o direito, o Presidente da República está dizendo que é legítimo que seja ignorada a Constituição da República se ele gostar da medida política. Este argumento tanto pode servir para justificar as medidas que ele entendeu deixar passar, como para viabilizar um qualquer golpe de estado.

Até aqui tínhamos uma Constituição com regras conhecidas e um Tribunal Constitucional, agora tens um Presidente da República que em vez de cumprir e fazer cumprir a Constituição, chamam a si o poder de decidir quando é que o “direito serve a política” passando a ter o poder de ignorar a Constituição.

Deixamos de ter um Presidente que está obrigado a cumprir e fazer cumprir a Constituição, tal como jurou quando tomou posse. Agora temos um Presidente que se sente acima da Constituição e acha que tem poderes para decidir que leis devem ou não estar sujeitas à Constituição.

Mas também não foi o único a transforma r a Constituição numa espécie de “penico” do regime. O PCP que costuma achar que é um mais fiel interprete da Constituição, defendeu algo parecido, que as medidas correspondiam ao cumprimento da Constituição e por isso pouco importa que a lei seja inconstitucional. Os fins justificam os meios e tal como Deus escreve direito por linhas tortas, o PCP aplica a Constituição através de leis inconstitucionais.

Enfim, ao menos ainda todos respeitamos o Código da Estrada.

quinta-feira, fevereiro 11, 2021

O DISCURSO

Se votei no candidato Marcelo confiante em que era o que melhor defenderia a democracia, não me arrependi. No seu primeiro discurso importante depois das eleições Marcelo rebelo de Sousa disse o que eu esperava ouvir de um presidente fiel à Constituição e valores democráticos que defendo. 

Os candidatos a salvadores foram dispensados, o que precisamos não é de vacinas contra a democracia mas sim de vacina contra a covid-19. Goste-se ou não de Marcelo, a verdade é que arrumou com os apelos a esquemas duvidosos. Era o que eu esperava dele e por isso não me desiludiu. 

Depois da intervenção do primeiro-ministro, o Presidente da República fez o que um líder de uma república democrática deve fazer, ser fiel á Constituição, assumir-se como representante de todos e ser solidário com o Governo. 

PS: sobre a senhora bastonária não me pronuncio, é uma pessoas menor que conheço de vista do Sem Espinhas, na Praia do Cabeço, onde terá comido muito bem por conta dos seus colegas. Sobre ela e sobre as personagens com quem anda pró aquelas bandas só tenho a dizer que às vezes a minha praia preferida é mal frequentada.

segunda-feira, fevereiro 08, 2021

UMA GRANDE CAMPANHA DE VACINAÇÃO



 

Vacinar milhões de pessoas com vacinas que são transportadas e conservadas com recurso a temperaturas negativas extremas, vacinar lares, pessoal médico e grupos prioritários ao mesmo tempo que o país luta contra uma terceira vaga imparável, mobilizar os recursos humanos dos centros de saúde para a vacinação quando estes centros têm de compensar a incapacidade por parte dos hospitais de responder a muitas situações. 

Fazer tudo isto hierarquizando os cidadãos, sabendo-se que as bases de dados não estavam preparadas para esta tarefa, que os recursos administrativos na saúde são escassos, que muitos doentes de risco são “desconhecidos” no SNS por não terem médico de família, analisar todos os pedidos vindo de cidadãos considerados nos grupos prioritários que não estão registados nos centros de saúde. 

Fazer tudo isto, ajustando as prioridades redefinidas para acorrer a grupos inicialmente esquecidos, num ambiente se suspeição e com gente como a Ordem dos Médicos a promover petições depois de terem feito as suas propostas. Decidir sobe a atribuição da vacina a milhares de cidadãos idosos ou com morbilidades, sabendo que ao mais pequeno engano pode ocorrer uma denúncia e um pequeno descuido conduz à suspeição e ao risco de enfrentar uma acusação por parte do MP. 

Nos dias que passam não deve ser fácil trabalhar na saúde, num dia o pessoal dos centros de saúde e dos hospitais são heróis, no outro são vilões porque um médico de medicina interna com 70 anos foi vacinado “indevidamente” porque alguém se enganou na ficha e escreveu que era cirurgião, um escândalo que levou a uma heroica demissão do senhor das vacinas. 

Fazer tudo isto trabalhando horas a fio por um país que os tem tratado tão mal, que com o Paulo Macedo como ministro iam sendo reduzidos financeiramente a domésticas. Gente que não cobra as horas extraordinárias que faz num contexto de guerra, que recebem ordenados miseráveis, com médicos especialistas que ganham menos do que muitas empregadas domésticas bem sucedidas. 

É verdade que vimos muitas situações oportunistas, desde bois sem escrúpulos a senhores misericordiosos sem limites no oportunismo. Mas é importante que estes velhacos não nos façam esquecer o esforço feito por muitos milhares de pessoas do SNS, que a troco de quase nada e muitas vezes a vacinarem outras pessoas quando os próprios não foram vacinados e mesmo assim não deixam de mostrar um sorriso no rosto. 

É verdade que somos um país cheios de velhacos, que à primeira oportunidade vão para o CHEGA ou outra coisa qualquer falar mal do país, mas também é verdade que são muitos mais os que estão dando o seu melhor por uma campanha de vacinação que nunca poderia ser exemplar, mas que apesar da falta de recursos e dos oportunistas do costume, não fica atrás de nenhum país.

quinta-feira, fevereiro 04, 2021

JUMENTO DO DIA

 


   
Francisco George

A gestão de Francisco George à frente da Cruz Vermelha está para o Hospital da Cruz Vermelha como a filoxera esteve para as vinhas do douro, a situação chegou a um ponto em que a gestão do hospital foi entregue à Santa Casa. Mandaria o bom senso que este senhor tivesse algum pudor em relação a tudo o que se relacione com aquela unidade hospitalar. 

Mas não, o homem parece ter alguma pedra no sapato e à primeira oportunidade atacou. Fê-lo de forma pouco digna, pondo em causa a honorabilidade dos seus responsáveis, invocando informadores pessoais par dizer que houve vários casos de vacinas indevidamente dadas a quem não tinha direito a ela. Sobre isso esperemos que a auditoria do ministério da Saúde esclareça e vamos ver se o senhor se retrata se vier a provar-se que os seus bufos são tão incompetentes como ele foi na gestão daquele hospital. 

Tudo isto é muito ridículo e miserável, o médico que foi vacinado é um internista com 70 anos, um médico com uma especialidade preciosa nos tempos que correm, com tanta falta de gente com habilitações para trabalhar em unidades de cuidados intensivos. Neste caso há uma violação das regras, mas também há incompetência de quem as redigiu, como se explica que um internista com 70 anos não possa ser vacinado e nos lares das misericórdia só os gatos é que não são vacinados, porque só os cães é que têm sido contagiados? 

Por fim, sugiro que seja atribuída ao Francisco George, depois deste senhor se gabar de não ter sido vacinado apesar de lhe terem oferecido tal possibilidade só posso sugerir que seja promovido a herói, não só por se ter recusado, mas por não dizer quem são os seus amigos que ele não denunciam e andam a oferecer vacinas a quem não tem direito a elas.


[tsf]

UM ARTISTA PORTUGUÊS

Sem culpa nenhuma o governo está a passar um mau bocado por causa do oportunismo de gente menor do aparelho social e aos oportunistas desse buraco negro que é a famosa “economia social”, um mundo de virtudes e de gente com lugar garantido no céu. E se os bois ou os bondosos são com muita frequência exemplares menos recomendáveis, quando se misturam, como vimos em Reguengos, transformam-se em velhacos refinados. 

António Costa ou a ministra da Saúde têm responsabilidades? É evidente que têm, deviam ter-se lembrado de António Guterres e declarado bem alto “no vaccines for de bois”. Era certo e sabido que sem qualquer vigilância a campanha de vacinação se poderia transformar num imenso regabofe. 

Infelizmente não só houve o devido cuidado como quando se tornou público o primeiro caso, o do autarca de Montemor, em vez de ter havido uma reação isenta e dura, assistimos a um secretário de Estado da Saúde tentar dar cobertura ao seu colega de partido. Foi preciso o governo ver a informação inundada de casos sucessivos, alguns, como o das vacinas ao pessoal da pastelaria do Porto, a roçar o ridículo. 

Quem foi o responsável por tudo isto? Foi quem avisado para os riscos de fraude pela OMS andou a distribuir vacinas como distribui papo-secos, o país gastou fortunas com grandes escoltas armadas, receando que algum gangue roubasse as vacinas para vender as seringas no “Casal Ventoso”,esquecendo que nestes casos os ladrões são outros. 

O responsável da task force nem se preveniu nem deu as instruções mais elementares, o que fazer às vacinas que sobrassem, foi preciso ver o governo que o nomeou estar a ser queimado na praça pública, por causa da sua incompetência para ser ultrapassado pela DGS, que deu as instruções que ele se esqueceu de dar. 

Era mais do que óbvio que o homem tinha sido um erro de casting e que foi mais eficaz para conseguir apoios para o CHEGA do que a campanha do Ventura nas presidenciais, talvez por isso tenha misturado política partidária com discursos institucionais, numa tentativa de conseguir apoios na guerra de barricadas com o CHEGA. 

Um caso menor e pouco grave no Hospital da Cruz Vermelha, a que ele preside designado pela Santa Casa, permitiu-lhe sair por cima. Com uma jogada manhosa fez uma limpeza na direção clínica do hospital e saiu por cima, sendo agora apresentado como exemplo de dignidade, obviamente colocou o lugar à disposição e, como se esperava, em poucos minutos foi mantido no lugar. Com esta jogada saiu airosamente, lavou a incompetência e deixou o governo à beira de uma crise. 

Enfim, um artista português. O primeiro-ministro e a ministra que confiaram na sua competência levam bordoada na opinião pública e o responsável por isto tudo, não assumiu as responsabilidades pela sua competência e sai como modelo de dignidade, por causa de uma única vacina ministrada a uma médica. Não teria sido mais digno se tivesse pedido a demissão por causa das vacinas ministradas na pastelaria ou ao autarca de Reguengos?

PS: Curiosamente, o BE que costuma ser muito lesto a pedir demissões, desta vez deu umas cambalhotas oratórias, mas não pediu a demissão do responsável.

terça-feira, fevereiro 02, 2021

JUMENTO DO DIA

 


   
Eduardo Cabrita, ministro da AI à prova de bala e de demissão

Ao contrário do que seria de esperar nai vou sugerir a demissão de Eduardo Cabrita, não porque consideremos que desta vez o homem tenha cometido algo de grave que mereça a condenação política, já que a contratação da ex-diretora do SEF é lago do domínio da estupidez esse em Portugal considerarmos a estupidez um motivo de demissão, teremos de devolver Portugal aos Filipes, neste caso ao Filipe VI. 

Já se percebeu que Eduardo Cabrita é à prova de demissão, a sua posição governamental é tão firme e hirta que ainda vamos ver o Ventura tomar posse como primeiro-ministro e o Cabrita recite na Administração Interna. Além disso, com António Costa a ética republicana é o Código Penal e em vez de debate político deve haver debate instrutório nos termos do Código de Processo Penal. 

Isto começa a ser ridículo demais paria ser verdade, a senhor “ofereceu-se” para ser demitida e assim salvar o ministro. Meia dúzia de dias depois os ministro recompensa-a, convencido de que os portugueses são lorpas e nem vão reparar. É preciso ser muito estúpido. 


«Aex-diretora nacional do SEF, Cristina Gatões, demitida a 9 de dezembro passado, seis dias antes da audição no Parlamento onde iria responder sobre a sua atuação no caso do homicídio de Ihor Homeniuk, foi chamada pelo seu sucessor no cargo, tenente-general Botelho Miguel, para o assessorar e para integrar um grupo de trabalho que vai reestruturar os vistos gold.

Num despacho interno de 28 de janeiro, a que o DN teve acesso, o ex-comandante-geral da GNR - que o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, escolheu para liderar a reestruturação do SEF - nomeia Cristina Gatões para integrar um grupo de trabalho que "vai analisar soluções que assegurem maior eficácia e eficiência no âmbito da permanência em Portugal dos titulares de residência para atividade de investimento".» [DN]

MUITA LATA

O que mais me impressiona no caso das vacinas desviadas por oportunistas é a grande lata dessa gente, comportam-se como oportunistas, muito provavelmente estão cometendo crimes, mas acham que estão fazendo uma grande coisa e ainda se gabam de já terem levado a vacina nas páginas do Facebook. 

Este gesto típico de parolos dos aparelhos partidários, diz muito sobre a forma como esta gente vê o país, muito provavelmente estavam convencidos de que divulgando a ficha das vacinas, como fizeram alguns autarcas, estavam a dar provas de grande coragem. 

O oportunista que num hospital do norte mandou vacinar a mulher, dizendo que era médica quando se sabe que é doméstica, bem como a filha que é médica sem estar a exercer a profissão nalgum hospital, deu uma boa desculpa depois de reunir com o advogado, que depois de estarem imunizadas iriam ser voluntárias! 

Quem também se desculpou com o estatuto do voluntariado foi a autarca de Portimão, disse a senhora que dava duas horas por dia de voluntariado, no covidário instalado num pavilhão. EM seu apoio veio o hospital, confirmar a preocupação, de que a obrigaram a ser vacinada por causa da idade, só não explicam a razão por aceitarem uma voluntária que pela idade seria uma pessoa de risco. Onde está o respeito pelas normas da DGS? 

O que a senhora de Portimão não explicou, é como se sente sabendo que há milhares de bombeiros voluntários a apoiar doentes com covid-19, que nem sequer foram considerados uma prioridade no primeiro plano da vacinação. 

Não sei se o mais grave é esta gente das autarquias e do mundo da economia social comportar-se de forma tão miserável, se é a sua perceção de impunidade e da péssima opinião que parecem ter da inteligência dos portugueses. 

Gostei de ouvir o secretário de Estado da Saúde dizer que não abordava casos concretos, defendendo que essas situações eram condenáveis. Pois, parece que este senhor levou alguns dias a perceber onde estava metido, já que quando confrontado com o primeiro caso, o do autarca de Reguengos disse um bom par de patacoadas, tentando defender esse traste de uma fomra que revelava desprezo pela nossa inteligência. Dizia o Home que sendo o autarca presidente da fundação provavelmente teria direito à vacina. Este senhor não se recorda de há alguns meses, quando se deu o escândalo do lar de Reguengos, terem argumentado que o autarca apenas era presidente da fundação proprietária do lar por inerência…

segunda-feira, fevereiro 01, 2021

UM SILÊNCIO DE REVOLTA

A pouca vergonha a que estamos a assistir com os sucessivos casos de oportunismo na utilização indevida de vacinas. É mais um exemplo degradante da promiscuidade que por aí vai. Tudo começou com o autarca de Reguengos, o tal que quando se viu acusado por aquilo que se passou no lar da sua terra, desculpou-se porque era presidente da fundação proprietária do lar por inferência. Mas agora já lhe deu jeito e parece que as responsabilidades no lar eram tais que teve de se vacinar e a pouca vergonha é tanta que até se gabou disso no Facebook. Mas como era um camarada do partido o secretário de Estado deu cambalhotas verbais, justificando de forma miserável aquilo que é inaceitável e inexplicável. 

Tenho visto tanta patetice e incompetência que me remeto ao silêncio, um silêncio de vergonha, mas também de revolta. Aqueles que há poucos dias andara a teorizar sobre o crescimento do CHEGA e que adoram as novas barricadas virtuais, onde são anti-fascistas com excesso de coragem, deviam meditar sobre quantos votos já terá ganho a extrema-direita por conta do oportunismos dos bois e dos senhores da “economia social”. 

O que sentirão os que estando no primeiro grupo de prioridades nas vacinas não sabem quando vão ser vacinados? O que dirão os que pagam a saúde do seu bolso e por não terem médico de família é muito provável que fiquem de fora? Será que estão cheios de vontade de votar no PS nas próximas eleições? 

Parece que o governo e o PS ainda não perceberam as consequências políticas do espetáculo a que estamos a assistir. Assisto a tudo isto com frustração e tristeza porque quase meio século de democracia ainda não chega para que não nos comportemos como gente de uma república das bananas. 

É por isso que quase não me apetece intervier, porque depois de anos a fazê-lo fico com a sensação de que apenas ajudei boys oportunistas a subir na vida. Ás vezes sinto que enquanto lutamos por uma democracia plena, muito boa gente dos aparelhos partidários do PSD e do PS só por ali andam porque são os partidos que mais lhes rende e que em nada se diferenciam dos militantes do CHEGA.

sexta-feira, janeiro 22, 2021

JUMENTO DO DIA

 

   
ANTÓNIO SALES
Secretário de Estado da Saúde

 Há uns meses atrás, quando se deu o escândalo do lar de Reguengos e o autarca local foi acusado por ser o presidente da fundação proprietária do lar, logo se lembraram de dizer e4m sua defesa que era presidente da fundação por inerência, dessa forma não poderia ser associado ao que se passava. 

Quando vejo um secretário de Estado da Saúde dizer com aquele ar cândido de menino da catequeses, que se o traste de Reguengos é presidente da administração da fundação a que pertence o lar, talvez se justifique a vacina do senhor, sinto-me a ser gozado, pior, sinto que este senhor para proteger alguém do seu partido faz de nós burros. 

Segundo a lógica deste governante todos os presidentes das Misericórdias, bem como todos os vogais da direção destas entidades, podem ser vacinados, desde que tenham lares. 

É evidente que o secretário de Estado sabe muito bem que isto foi um abuso oportunista, da mesma forma que sabe o que então se disse sobre o presidente da Fundação de Reguengos, até porque, como se deve recordar, esse processo nem está encerrado. Por isso, este governante teria feito melhor figura se tivesse ficado calado, em vez de encobrir ou tentar encobrir o comportamento oportunista do seu camarada.


segunda-feira, janeiro 18, 2021

JUMENTO DO DIA

 


   
António Costa, primeiro-ministro


Parece que o primeiro-ministro descobriu, através do rastreio da localização dos telemóveis que nos dias da semana apenas se reduziu em 30% o movimentos de telemóveis. O que António Costa não explicou é como poderia reduzir esses movimentos quando os estudantes representam 20% da população e que muitos destes são levados às escolas pelos pais? 

António Costa tenta confinar sem confinar, primeiro inventou a meia dose de confinamento, agora criou regras mais precisas para que essa meia dose, com medidas que merecem gargalhadas. Um bom exemplo disso é a presença em jardins, é possível ir ao jardim, mas não se pode permanecer. Isto é, vou passear duas oras para um jardim, mas se não me sentar num banco isso significa que não permaneci. Pois é o perigo de contágio está nos que se sentam e não nos que fazem corrida e passa a meio metro dos outros, mandando perdigotos em todas as direções. 

No fim destas medidas ridículas vem a conclusão de que tudo depende de nós próprios, isto é, se alguma coisa correr mal a culpa é dos portugueses. Na primeira onde arranjaram-se heróis e personalidades do ano, na segunda e terceira vagas arranjam-se culpados. Em vez de medidas a sério arranjam-se culpados e inventam-se sobressaltos cívicos.


domingo, janeiro 17, 2021

JUMENTO DO DIA: Eduardo Cabrita, o ministro à prova de bala

 

Em plena pandemia, quando Portugal lidera o mundo em matéria de contágios é deprimente ver um ministro da Administração Interna falar com tanta tranquilidade, ao lado de filas gigantes de gente que queria votar antecipadamente. Todos sabemos que este ministro0 deveria ter deixado o Governo  no caso das golas, mantendo-se no lugar porque parece que ser homem do António Costa o transforma num governante à prova de bala. 

Esta gente não sabe fazer contas, não sabe quantas mesas de voo seriam necessárias para que as pessoas votassem em segurança? Já não basta a meia dose de confinamente, para inglês ver pois daqui a uns dias saberemos o preço do Natal à portuguesa e deste confinamento de faz de conta.