domingo, junho 19, 2016

Semanada

Não se por ter tirado uns dias ou porque os nossos políticos andam com tanta criatividade como o seleccionador nacional, o certo é eu foram dias de pasmaceira. Se não fosse mesmo o tradicional azar dos Távoras que dizem ser sina da nossa selecção candidata ao título europeu.

Dos colégios ninguém fala, os do senhor cardeal levaram as gorjetas desejadas e o movimento morreu, um sinal que deveria ser muito preocupante para a Igreja. Se tendo conseguido os seus objectivos a Igreja calou o movimento amarelo isso permite sugerir que foi a Igreja que oi instigou o manipulou em favor dos seus interesses financeiros. A verdade é que nada justifica que o cardeal que se manifestou tão indignado em defesa ao suposto direito à liberdade de escolha se tenha calado tão depressa quando esse direito foi assegurado na cidade de Fátima. Fica-se com a sensação de que Fátima é território libertado e agora resta-nos esperar que a Assunção Cristas em vez de se candidatar à autarquia de Lisboa se candidate a autarca de Fátima.

Na política a coisa não está melhor e quando o governo negoceia em Bruxelas uma solução para a capitalização da CGD, por cá a direita atira merda para a ventoinha, uma situação complexa na TAP, um despedimento colectivo ou mesmo um grande buraco vnha a calhar. A direita que pediu ajuda à Europa para impedir uma solução parlamentar democrática, é a mesma direita que tem rezado para que venham sanções e agora espera que seja a CGD a dar-lhe crédito para se salvar. Enfim, um nojo esta direita do Passos.

Quanto à selecção amos ver se a montra serviu para vender o João Mário por 80 milhões que não sejam de moeda chinesa, para que o William Carvalho volte ter mercado ou para que o Nani arranje quem o queira fora da Turquia. Quanto ao treinador parece ser como o JJ e tudo faz para apostar nas competições nacionais, depois deste torneio europeu é de esperar que se aproveite a sua experiência e se implemente o futebol sénior. O treinador gosta tanto de cotas que o melhor é ira treinar o INATEL.
  


quinta-feira, junho 16, 2016

CGD (2)

Ricardo Salgado tentou explicar a crise no BES com a crise financeira internacional e tinha  alguma razão, se não fosse a crise desencadeada a partir dos EUA a situação no BES ficaria oculta, pelo menos durante mais algum tempo. Mas o que sucedeu no BES foi o mesmo que assistimos noutros bancos, foi um caso de corrupção, de esquemas mafiosos, de negócios sujos. 

O BPN chegou a ser apresentado no jornal Expresso comop um caso de sucesso, Ricardo Salgado era um Deus na banca portuguesa e era bajulado por políticos e jornalistas, o BANIF era na Madeira o banco do regime, o BCP era apontado como um modelo de sucesso da b anca privada. Cavaco apontava a banca privada como um caso de sucesso.
  
A CGD era o patinho feio ao lado da gestão de excelência na banca privada, mas quando esta ruiu muitos portugueses transferiram as sua poupança para o banco do Estado, era o único porto seguro. A ideia que se tinha era a de que na CGD a gestão tinha em conta a defesa do interesse público, que os créditos eram concedidos com rigor, que os seus gestores defendiam o interesse público.

De repente percebe-se que a CGD perdeu a virgindade, que a ganância tinha atingido as suas chefias, de repente sabemos que há milhares de milhões de euros concedidos sem que tenham tido como contrapartidas garantias válidas. A CGD não foi vítima de qualquer bolha imobiliária, das desgraças de um grupo empresarial associado ao banco ou da crise financeira. A CGD parece ter sido vítima das decisões de concessão de crídito por parte dos seus responsáveis a todos os níveis.

A ideia que tinha era a de que na CGD era tudo mais rigoroso, as taxas de juro eram menos competitivas, os créditos eram concedidos com grandes exigências. Durante muito tempo fui cliente da CGD e nunca senti qualquer simpatia, a CGD não dava nada. Mas de repente sabemos que os administradores, directores de crédito e gestores das suas agências era gente muito generosa, gente que dava crédito primeiro e cuidava dos interesses do banco e do Estado depois, gente muito descuidada a exigir garantias.
  
E digo que são gente generosa porque não quero falar em ganância, em esquemas de prémios fáceis ou mesmo de corrupção. Fala-se muito de alguns administradores e de alguns negócios, mas a verdade é que o forrobodó na CGD pode ter tido uma extensão mais generalizada. Eu conheço um caso que envolve cerca de um milhão de euros e interrogo-me sobre quantos casos como este existirão em todo o país. Interrogo-me também sobre o que terá levado gestores do dinheiro de um banco público a serem tão generosos.
  
É um caso interessante que contarei num terceiro post que dedicarei à CDG, fica para a próxima segunda-feira.

quarta-feira, junho 15, 2016

CGD (1)

Há qualquer coisa de errado nisto do crédito malparado na CGD.

Se alguém rouba um papo-seco no supermercado tem o MP e uma catrefa de juízes e advogados à perna. Nem vale a pena falar da agora famosa carteirista Quina, de Ermesinde, que mal sai à rua é apanhada com as mãos na massa e condenada a prisão com pena suspensa.
  
Mas todos sabemos de alguns grandes credores da CGD, todos sabemos que há muitos outros beneficiários de créditos generosos do banco público e todos sabemos que uma boa parte desse dinheiro não será cobrado, a esta hora e por conta do bolso dos portugueses já o banco constituíu provisões, faz-se a recapitalização da Caixa, vendem-se os créditos à Arrows e o problema fica esquecido.

O dinheiro da Caixa é dinheiro dos contribuintes e o mesmo sucede com o dinheiro dos impostos, aliás, é com o dinheiro dos impostos que será financiada a Caixa para que os seus directores de credito possam voltar a financiar agentes económicos duvidosos. Se o dinheiro da Caixa e dos contribuintes porque motivo é cobrada de forma tão simpática.
  
A AT cobra cada tostão que um pobre contribuintes fique a dever, chegando quase ao ponto de lhe penhorar a alma. Não se compreende que em relação ao dinheiro dos credores que vigarizaram a CGD, muito provavelmente com a ajuda de gestores e funcionários do banco, haja tanta amabilidade. Pior ainda, são os gestores e funcionários generosos que deram os créditos em questão que estão incumbidos de proceder à cobrança. Quem nos garante que não vão ser tão generosos como o foram no momento em que fecharam os olhos à inexistências de garantias para os créditos que concederam?

Se a AT cobra desde as portagens às multas de quem é apanhado com um gato sem licença, porque não cobra as dívidas à CGD? Não haverá uma fora de atribuir a essas dívidas um estatuto equivalente a dívidas fiscais atribuindo à AT a responsabilidade pela sua cobrança?

Amanhã voltarei ao tema da CGD para vos dar a conhecer um caso que conheço e que mostra como não só os grandes tubarões que beneficiam da generosidade dos responsáveis da CGD. Há nos seus balcões gestores que são muito generosos a dar crédito sem garantias.

terça-feira, junho 14, 2016

Merdaxit

NãO entendo a indignação eu por aí vai com o Brexit, ao que parece mesmo depois da Europa os ter tentado comprar com cedências os britânicos dizem “não, obrigado”. Como de costume nestas situações nos poderes europeus reagem com as chantagens do costume e, pior ainda, com ameaças económicas sugerindo aos cidadãos britânicos que ou votam pela permanência ou estão tramados.

Esta Europa tão miserável em que se está tornando tem um único argumento para se manter unida, o dinheiro. Ou se fica ou se tem menos dinheiro, ou se faz oi que o Eurogrupo manda ou se fica sem dinheiro, ou se cumpre o défice ou se pagam multas em dinheiro. Esta Europa tem um único argumento para continuar a existir, ganhar dinheiro.
 
O problema é que são cada vez mais os que nada ganham com uma Europa onde a lei é a do mais forte, onde a competitividade se consegue com injustiça social e com a destruição dos calores que fizeram o que a Europa é hoje.

Os senhores do Eurgrupo inventaram o Grexit, a ideia era expulsar a Grécia, tudo foi feito para minimizar os custos de uma bancarrota grega e só o receio dos custos de uma saída controlada da Grécia aparou as unhas do Eurogrupo. A ideia era expulsar a Grécia e Portugal, dando-lhes o estatuto preferencial, talvez no quadro de um Mediterrâneo com Estados que já não o são.
 

Mas as coisas correram mal os comissários extremistas e em vez de um Grexit e talvez de um Tugaxit têm nas mãos um Brexit. Mas o mais grave é que sem o Reino Unido as saídas da União Europeia passam a designar-se genericamente por Merdaxit. 
  

segunda-feira, junho 13, 2016

Pobres amarelinhos, foram abandonados

Ques coisa tão estranha, os amarelinhos desapareceram! O cardeal esqueceu-se da sua evangelização da liberdade de escolha, a Cristas parece ter metido férias e os seus deputados jé nem se vestem de amarelo, até o traste de Massamá, que foi o primeiro a abandoná-los, anda a pular de causa em causa, a esperança de o país escorregar nalgum buraco.
  
O que é feito da preocupação pelos novos projectos educativos, com os professores que iam ficar desempregados, com o futuro das criancinhas, com os direitos contratuais? De um dia para o outro desapareceram, ainda apareceram disfarçados de branco armados em fascistas à porta de um congresso partidário, mas bastou uma sondagem da Aximage para que tivessem desaparecido.
  
Como a causa não rende votos os líderes da direita que andaram tão empertigados calaram-se, parece que o próprio cardeal deverá ter percebido que não ia ganhar almas para o seu rebanho e fez-se silêncio, o próprio Marcelo parece ter optado por não mostrar o seu optimismo irritante. A luta terá passado para os bastidores, já que a arruaça estava a dar maus resultados há que negociar e conseguir o que se pode.

Para a história ficou um bom exemplo de como se faz política em Portugal, de como as grandes causas podem não valer nada se não renderem votos, de como a coerência e os valores dão facilmente lugar ao puro oportunismo político. Se a sondagem da Aximage tivesse dado um apoio a causa por parte de 50% dos eleitores a Cristas não teria calado, o Passos tudo faria para chamar a si a lidernça desta gloriosa luta e o cadeal já teria dedicado a homilia da cerimónia do casamento das noivas de Santo António ao tema, ainda que na sua diocese a questão nem se coloque.

Mas como a causa não rendem nem almas nem votos os colégios ficaram a falar sozinhos, os papás que paguem os colégios, as ovelhas tresmnalhadas que procurem o rebanho porque os nossos líderes politicos e religiosos têm mais do que fazer. Até porque em em nome da austeridade o melhor é deixar cair os colégios pois não se pode exigir qe se mantenham os cortes dos professores do ensino público para que o governo pague os ordenados dos professores dos colégios.

Enfim, são assim as causas destas direita da treta que se apoderou do CDS e do PSD.


domingo, junho 12, 2016

Semanada

Esta semana ficou marcada por mais um 10 de Junho, desta vez sem a presença do pessoal da Quinta da Coelha a dar ou a receber medalhas, foi uma comemoração sem discursos feito por um Cavaco armado em pensador, deixando o país a resolver as adivinhas saloias. Se não fosse o Passos Coelho o país nem se teria lembrado do passado recente, mas na ausência de Cavaco coube ao líder do PSD a representação da pequenez. Aproveitou o 10 de Junho para dizer que com ele na oposição não havia nada a comemorar.
  
Se o país tinha dúvidas quanto ao desejo secreto de que a Europa se vingue do país em nome da direita isso ficou claro, Passos Coelho deseja que sejam aplicadas penalizações, por isso não se cansa de pedir à Europa que as aplique argumentando com as mudanças políticas decididas pelo governo de António Costa. Passos Coelho quer dizer “estão a ver, a Europa não aceita este governo e as suas decisões”.

Quem não parece ter a mesma abordagem de Passos Coelho é Marcelo Rebelo de Sousa, que não perde uma oportunidade para marcar a sua diferença em relação à liderança do partido de que ele próprio foi presidente. Marcelo sabe que a Europa não vai aplicar sanções e vai querer aparecer como Presidente que deu uma preciosa ajuda para que a Europa não as decidisse.

Quem desapareceu foi a Assunção Cristas, ao que aprece o pessoal dos colégios aproveitou os feriados e esqueceram-se de fazer manifestações. >Enquanto Passos cedo se demarcou do movimento a líder do CDS ficou “agarrada” a um movimento político que a maioria dos portugueses não aceita. Pobre senhora, chegou à liderança do CDS e este partido já está a cair.
  
Razão tinha Portas que decidiu mudar de vida, optou por não andar armado em exilado, como fez Passos Coelho, e deixou a desgraça entregue a uma ambiciosa Cristas que já está a cair aos olhos dos eleitores.

sábado, junho 11, 2016

Miserável

O dia 10 de Junho foi comemorado com normalidade, sem aquela presença aberrante em que se tinha transformado Cavaco Silva, sem discursos dúbios cheios de raspanetes, avisos e ameaças, sem confusões com dias da raça, sem a condecoração de mais um rebanho cavaquista. Tudo teria corrido bem se não fosse a tacanhez do traste de Massamá.

Num país com tanto tempo e tanta história, com tanto para comemorar e para honrar, o traste de Massamá nada viu, para ele a história é ele próprio e aproveitou o 10 de Junho para mias um momento miserável. Se fosse inteligente ter-se-ia escondido, na semana em que Portas vai apoiar a Mota-Engil em mercados onde a competitividade se consegue coim corrupção, com a Maria Luís a pagar as despesas graças à ajuda de uma financeira londrina e com o Gaspar fugido em Washington, Pssos ficou só.
  
Aproveitou o 10 de Junho para dizer que era necessário uma solução política para projectar a sua pinochetada económica. O traste de Masssamá acha que uma maioria parlamentar que não partilha das sua ideias é um problema, dai que diga que é necessária uma solução. Sem essa solução disse ele que nada havia para comemorar a não ser os portugueses que se sacrificaram.
  
Para ele há uns portugueses que se sacrificaram e o esbanjamento de dinheiro com os qe não se sacrificaram, esconde que este governo mais não faz do que cumprir acórdãos constitucionais, mais não faz do que acelerar medidas que ele próprio tinha no seu programa. Para ele os funcionários públicos e os pensionistas, os beneficiários do esbanjamento, não se sacrificaram nem merecem beneficiar do que quer que seja.

Portugal merecia um líder da oposição, menos aldrabão e com um discurso mais honesto, sem ódios em relação a pensionistas ou a funcionários públicos e com uma visão capaz de ultrapassar o seu próprio umbigo.

quinta-feira, junho 09, 2016

Gratidão

Como as opiniões mudam tão depressa neste país, o país onde o rico sem mão é deficiente enquanto o pobre é maneta, Sócrates era corrupto porque trabalhava para uma farmacêutica colaborando na sua internacionalização com negócios na América Latina. Paulo Portas vai para a Mota-Engil colaborar num suposto projecto de internacionalização e Portugal deve ficar-lhe eternamente grato, vai ajudar uma empresa portuguesa e com isso ajuda ao crescimento da economia. 

Até que enfim, depois de promover a recessão de ter para com os corruptos angolanos a condescendência que nunca teve para governos portugueses que não fossem de direita, chegou a hora de Portas ajudar a economia de forma desinteressada e sem olhar a quem está no governo. 
  
A Maria Luís foi ganhar uns milhares numa financeira inglesa e segundo Passos Coelho deveríamos achar que “ela pode sentir-se orgulhosa do seu valor ser reconhecido por uma empresa importante, que atua em mercados externo, e que, normalmente, só recruta gente com prestígio e valor”. Agora é a Assunção cristas que “É positivo que nós possamos ter no país alguém com a experiência de Paulo Portas a ajudar o nosso tecido empresarial e a ajudar a internacionalização da nossa economia”.

Apetece-me dizer “Porra, e o Carvalhão Dias não estava a ajudar a economia portuguesa exportando papel para a Rússia?” E quem roubar no supermercado não estará a promover o crescimento estimulando o consumo?
  
Para os jovens, para os professores esta gente sugeriu a emigração, que fossem em busca de zonas de conforto, os adversários que internacionalizam negócios são corruptos e marqueses, mas quando se trata do Relvas do Portas ou da Maria Luís não só enchem o bandulho, tirando a barriga de misérias, como ainda lhes devemos manifestar uma grande gratidão pela preciosa ajuda que nos dão.


Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia

    Maria Luís Albuquerque

Compreeende-se que Maria Luís Albuquerque queira aparecer o mais possível, agora que é evidente a estratégia de se transformar no passos Coelho de saias. Mas é preciso etr muita lata para fazer acusações a este governo no que se refere às sanções, quando se sabe que estas só podem ter como fundamento o défice pelo qual ela foi responsável.

«O atual Governo não fez o esforço necessário junto da Comissão Europeia para defender o resultado justificado [o défice] de 2015”, diz Maria Luís Albuquerque, num artigo de opinião, com o título “O défice de 2015 e as sanções a Portugal”, publicado no “Jornal de Negócios” esta quarta-feira.

A ex-ministra das Finanças do governo de Passos Coelho admite que a questão das sanções merece uma posição unânime do Parlamento perante Bruxelas, tal como já tinha dito ao Expresso, mas essa situação também “não deixa de evidenciar as profundas diferenças que nos [partidos políticos] separam”.» [Expresso]

 É uma pena que não tenham passado mais anos



      
 O veto às barrigas de aluguer
   
«Em concreto, o CNECV quer ver garantidos, desde logo, “os termos da revogação do consentimento, e as suas consequências”, “a previsão de disposições contratuais para o caso da ocorrência de malformações ou doenças fetais e de eventual interrupção da gravidez” e “a não imposição de restrições de comportamentos à gestante de substituição”.

Depois de sublinhar que a votação no Parlamento não correspondeu à divisão puramente partidária – o PSD, por exemplo, dividiu-se e viu 24 dos seus 89 deputados votarem ao lado do PS e do BE, incluindo o seu líder, Passos Coelho – Marcelo devolve o diploma sem promulgação. “Entendo dever a Assembleia da República ter a oportunidade de ponderar, uma vez mais, se quer acolher as condições preconizadas pelo Conselho Nacional de Ética e para as Ciências da Vida, agora não consagradas ou mesmo afastadas”, diz, citando mesmo a declaração de voto do PCP, que votou contra o diploma, no mesmo sentido.

Também sobre o alargamento das técnicas de Procriação Medicamente Assistida a todas as mulheres, Marcelo recorre ao parecer (positivo) da CNECV, agora para sustentar a sua promulgação. Mas também aqui deixa claras as suas dúvidas sobre “a protecção dos direitos da criança”, em concreto sobre a proibição de a criança gerada por esta via vir a conhecer o pai.» [Público]
   
Parecer:

Algumas das dúvidas colocadas fazem  sentido e é certo que a ausência de respostas na lei não im pede que os problemas surjam no futuro. A questão está em saber se deverão ser os tribunais a resolver os problemas com base na lei comum, levando a que os processos se arrastem durante anos, com todos os custos que isso representa, principalmente para as crianças, ou se deve ser o legislador a clarificar as respostas na lei. Tal como está parece que se fazem primeiro os filhos e depois logo se vê como se resolvem os problemas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»
  
 O espião que passa recibos
   
«O advogado do espião português, do Serviço de Informações de Segurança (SIS), detido pela Polícia Judiciária em final de Maio por suspeitas de estar a vender segredos da NATO, admite que o cliente recebeu um pagamento do cidadão russo com quem se encontrou em Roma, mas insiste que nada tem a ver com espionagem e garante mesmo que o agente português passou recibo.

Ao fim da tarde desta terça-feira, o espião foi presente ao juiz Ivo Rosa, do Tribunal Central de Instrução Criminal, mas o interrogatório durou menos de duas horas. A assessora de imprensa da Procuradoria-Geral da República, Sandra Duarte, confirmou ao PÚBLICO que o arguido foi ouvido e adiantou que as medidas de coacção só serão conhecidas esta quarta-feira.» [Público]
   
Parecer:

Esperemos que os investigadores não tenham tido mais olhos do que barriga porque isto de panhar um espião ao serviço dos russos é um grande espectáculo internacional que toda a gente gostaria de dar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um grande esforço para se confiar na justiça.»

 O Brasil
   
«A crise política no Brasil agravou-se ainda mais esta terça-feira, com um pedido inédito do procurador-geral para a detenção do antigo Presidente da República José Sarney, do actual líder do Senado e de um senador e ex-ministro, todos do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, do Presidente interino Michel Temer.

Em causa estão gravações feitas pelo ex-presidente da empresa Transpetro (uma transportadora de petróleo subsidiária da Petrobras), Sérgio Machado, em que os três foram apanhados a tentar atrapalhar as investigações sobre o mega-esquema de corrupção na Petrobras, conhecido como Lava Jato.

O jornal O Globo avança que o pedido de detenção do ex-Presidente José Sarney, do líder do Senado, Renan Calheiros, e do senador Romero Jucá foi feito "há pelo menos uma semana" pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal — a notícia só foi conhecida esta terça-feira e o processo está a ser analisado pelo juiz Teori Zavascki.» [Público]
   
Parecer:

Quando a suspensão da Dilma terminar é bem provável que nem o presidente interino, nem nenhum dos seus apoiantes e membros do governo vão estar cá fora para rir.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 O "Patino", partido do Tino?
   
«O candidato das últimas eleições presidenciais Vitorino Silva, conhecido por “Tino de Rans”, vai formar um partido político e referendar o seu nome numa viagem de 24 horas pelo país no próximo dia 10 de junho.

A sigla do partido será sempre PA, relativa a “Povo Acordado” ou a “Partido Ânimo”, uma escolha que o antigo candidato à presidência da República vai deixar a quem deposite um voto numa urna que vai levar – num carrinho de mão – do Algarve a Trás-os-Montes em pleno Dia de Portugal e das Comunidades.

“Vou percorrer 18 distritos num só dia”, garantiu Vitorino Silva à agência Lusa, lamentando que se resumam a Portugal continental, mas ressalvando que a votação poderá ser feita também na internet.» [Observador]
   
Parecer:

O rapaz faz render a "fama".
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Comissão Europeia mete-se onde não é chamada
   
«O comissário europeu para os Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, considerou esta quarta-feira que será "extremamente difícil" para a União Europeia "trabalhar com uma administração Trump", se o provável candidato republicano às presidenciais norte-americanas ganhar as eleições em novembro.

"A Comissão Europeia não tomou posição" em relação à candidata à nomeação democrata Hillary Clinton e a Donald Trump, disse Moscovici, numa entrevista a meios de comunicação social franceses.

Mas questionado sobre se Bruxelas têm preferência por algum dos dois, o comissário europeu respondeu: "Sim, porque quando vejo Donald Trump, vejo a figura de um populista, vejo declarações que são criticadas por membros do Partido Republicano - e não pouco importantes, creio que o presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, disse que ele tinha feito declarações racistas ao falar de um juiz de origem mexicana -, vejo propostas que são antieuropeias, vejo propostas protecionistas".» [DN]
   
Parecer:

Goste-se ou não de Trump esta posição da Comissão é inaceitável e revela que na Europa Há gente que ainda não sabe o que é a democracia. O comissário ideiota parece não perceber que as eleições americanas não são o referendo na Escócia ou o Brexit e que não há um único americano que preste atenção às suas patacoadas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o senhor comissário ter tento na língua.»