domingo, dezembro 10, 2017

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Pedro Santana Lopes

Santana Lopes anima as suas hostes, ele vai ganhar as eleições, a maioria parlamenrtar vai desfazer-se e o PPD chega ao governo, melhor seria impossível

«O candidato à presidência do PSD Pedro Santana Lopes disse “acreditar cada vez menos” que a legislatura se cumpra, acusando os partidos que sustentam o Governo de estarem preocupados com a “sobrevivência no poder seja a que custo for”.

Na Trofa, para uma sessão de esclarecimento, o antigo primeiro-ministro e candidato a líder do PSD salientou que “nunca” viu uma coligação como aquela que possibilitou uma solução de Governo à esquerda “onde se ofendem tanto uns aos outros”.

Confrontado com a exigência da líder do BE, Catarina Martins, feita na quinta-feira em Braga, para que o Governo “ponha na mesa” a renegociação da dívida, Pedro Santana Lopes afirmou que esse caminho seria “contraproducente” e que Portugal tem é que provar que cumpre os seus compromissos.

“Devo dizer-lhe que eu nunca vi uma coligação assim, onde se ofendem tanto uns aos outros. Dizer o que diz a líder do BE sobre o Partido Socialista é grave, que é por em causa a honra e integridade dos membros do Governo e isso, com toda a franqueza, ninguém gosta de ouvir”, afirmou Santana Lopes, referindo-se à acusação de Catarina Martins que afirmou que o PS é “permeável” aos interesses económicos.

“Há ali um conceito de relacionamento entre estes dois partidos que me faz confusão e que me leva a convencer-me cada vez mais de que a preocupação é a sobrevivência no poder seja a que custo for mas isso não dura muito tempo”, disse.

Segundo o candidato à liderança do PSD, “normalmente a desagregação, quando é assim, é mais rápida do que as pessoas pensam, apesar de o PPD/PSD não ter interesse rigorosamente nenhum em que a legislatura não cumpra o prazo previsto”.» [Jornal Económico]

      
 O ÚLTIMO URSO PARDO DE PORTUGAL
   
«Foi no segundo dia do mês de Dezembro de 1843, com o espírito de Natal já instalado na comunidade serrana e o frio entorpecedor a prometer a chegada de neve e fome, que uma multidão subiu à serra da Mourela, no Gerês, e até ao sítio do Sapateiro. Aí dispersaram e percorreram todo o vale do ribeiro do rio Mau até encontrarem num bosque denso o corpulento urso-pardo que procuravam. Mataram-no e transportaram o seu cadáver para a vila de Montalegre. A notícia da sua morte não ficou por Trás-os-Montes e percorreu todo o país graças à pena de um escriba, que redigiu uma breve nota publicada na Revista Universal Lisbonense a 21 de Dezembro desse mesmo ano. E agora Miguel Brandão Pimenta e Paulo Caetano evocam esse acontecimento como a “última matança”, no livro Urso-pardo em Portugal – Crónica de uma Extinção, publicado em Novembro em versão bilingue (português e inglês) pela editora Bizâncio.

Os dados arqueológicos indicam que o urso-pardo é uma espécie originária da Ásia, onde é conhecida há 450 mil anos. Há 300 mil terá coexistido com outra espécie de urso, o urso-das-cavernas, um habitante mais antigo das montanhas europeias que, menos apto a enfrentar um período glaciar, acabou por sucumbir. Agora, o urso-pardo (Ursus arctus), que num passado distante vagueou por quase toda a Europa, é aquele que tem maior distribuição geográfica entre todos os membros vivos da família dos ursídeos (que, para além de ursos, também inclui pandas). Reconhece-se pelo seu aspecto pesado, cauda e patas curtas, uma cabeça grande com olhos pequenos e frontais e pequenas orelhas arredondadas. A pelagem tanto pode ser de um dourado-claro como de um castanho-escuro. E o seu peso e dimensões variam conforme a região, identificando-se diferenças notáveis de urso para urso até entre a mesma população.A eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo trará “consequências inevitáveis” para a condução do Ministério das Finanças em Lisboa. Esta é a leitura feita pelo Presidente da República que, segundo o Jornal Expresso, está preocupado com o impacto que a dupla missão terá na equipa das Finanças, sobretudo na preparação do próximo Orçamento do Estado. Este processo será marcado pelo ambiente pré-eleitoral e por um crescendo nas reivindicações por parte dos sindicatos, funcionários públicos e parceiros à esquerda.» [Público]
   
Parecer:

Temos uma tradição muito pobre no capítulo do respeito pela natureza.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

sábado, dezembro 09, 2017

ELEITORALISMO

Não há memória de um Presidente da República ter dito tantas vezes que ia analisar um OE com o maior cuidado como o fez Marcelo rebelo de Sousa, dava a impressão de estarmos perante um professor da primária avisando que desta vez ia corrigir a aritmética dos TPC. Quem lhe ouvia este aviso repetido com ar de ameaça que seria cumprida até poderia ficar com a impressão que nunca um presidente o tinha feito.

Agora que Marcelo devia estar cumprindo a sua ameaça, reunindo todos os sesu assessores e conselheiros, juntando inclusive os especialistas na divulgação de segredos e dos SMS dos amigos, Marcelo surpreende e fala já sobre o OE para 2019, um bom sial, significa que já esgotou os temas e que não ocorreu nenhuma desgraça ao país.

Ainda que o resultado de tanto comentário seja o fato de muito do que Marcelo diz já entrar por um ouvido e sair pelo outro, o receio de que o OE para 2019 seja “eleitoralista” é mais do que uma mera declaração de quem não tem mais nada para dizer. É sabido que Portugal tem cumprido escrupulosamente as regras orçamentais decorrentes da participação no Euro, só isso explica a escolha de Centeno para presidir ao Eurogrupo. Então o que incomoda Marcelo.

É grave que num regime democrático um residente da República sugira a mais de um ano de distância que um OE que cumpre todas as regras seja eleitoralista, como se governar a pensar nos votos dos eleitores seja algo de irregular e pecaminoso em democracia. Em democracia governa quem tem mais votos e disputar a concordância dos cidadãos, esperando que eles a manifestem nas eleições nada tem de grave ou de pecaminoso.


Se um partido concorreu com um programa, se o programa de governo corresponde à promessas eleitorais e que so OE traduz a concretização do que foi proposto onde está o eleitoralismo que tanto incomoda Marcelo Rebelo de Sousa. Alguém tem de explicar que os únicos orçamentos que não eram eleitoralistas eram os de Salazar.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Marcelo Rebelo de Sousa

Este Presidente (ainda com letra grande) é o mesmo que há um par de meses parece ter feito um julgamento privativo de Mário Centeno, tendo mesmo chamado a Belém o seu conselheiro Lobo Xavier, a crer na comunicação social para lhe mostrar as mensagens SMS privadas de Mário Centeno? Isto é, Marcelo está muito preocupado porque o tal ministro que poderia ser achincalhado pelo seu conselheiro poderá agora ter menos tempo para o país.

Nãio etsará Marcelo rebelo de Sousa mais preocupado com o protagonismo internacional de Mário Centeno, o que condicionará a linguagem de um Presidente da República, que não se cansou de dizer que iria analisar o OE com muito cuidado, isso umas semanas depois de falar em eleitoralismo.

Sejamos honestos, com todo este protagonismo do ministro das Finanças ninguém vai sugerir que o crescimento da economia é motivado pelos likes, afetos, beijinhos, jantares dos pobres e abracinhops do Presidente. O Marcelo da Linha de Cascais ganha imagem no meio rural português, enquanto o provinciano Mário Centeno ganha destaque internacional, reduzindo o primeiro à sua verdadeira dimensão.

Um bom exemplo das dificuldades de Marcelo lidar com esta situação está no afto de ainda hoje ter feito comentários em relação ao OE para ... 2019. Isto é, ainda não promulgou o de 2018, ainda nada se disse sobre 2019 e depois de tantas ameaças de análise pormenorizada e atenta do OE acabado de aprovar, já lança a sugestão de que o OE de 2019 pode ser eleitoralista.

Parece que sem incêndios e sem jantares de sem-abrigos o Presidente da República tem de inventar temas e o melhor que encontrou foi um em que pode dizer umas patacoadas que aprece serem dirigidas a Centeno.

«A eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo trará “consequências inevitáveis” para a condução do Ministério das Finanças em Lisboa. Esta é a leitura feita pelo Presidente da República que, segundo o Jornal Expresso, está preocupado com o impacto que a dupla missão terá na equipa das Finanças, sobretudo na preparação do próximo Orçamento do Estado. Este processo será marcado pelo ambiente pré-eleitoral e por um crescendo nas reivindicações por parte dos sindicatos, funcionários públicos e parceiros à esquerda.» [Observador]

sexta-feira, dezembro 08, 2017

GERIR RECURSOS ESCASSOS

Fará sentido gastar dinheiro e energia política para levar por diante decisões como a de transferir o INFARMED para o Porto? Com tantos problemas que o país enfrenta pode-se dar ao luxo de gastar dinheiro e perigar a qualidade de um importante organismo público em nome de uma suposta regionalização, passando organismos de um grande centro urbano para outro grande centro urbano?

O grande problema do país é criar riqueza e redistribuir essa riqueza social e regionalmente de forma mais justa e equilibrada. Os problemas do subdesenvolvimento, quer se manifestem na qualidade dos serviços de saúde, na má gestão das florestas ou na fuga da população do interior para a emigração não se resolvem transferindo muitos INFARJMED. O desenvolvimento mede-se pela criação da riqueza e pela forma como esta se distribui e não pela distribuição equitativa e regionalista da pobreza.

O país tem granes problemas, sempre os teve e apesar do salto brutal de modernização, persistem em ter muito por fazer. Atribuir o problema do interior ao litoral ou sugerir que o interior é prejudicado sistematicamente é ignorar a nossa história. Não foram as cidades do litoral que destruirão o meio rural, muito antes de estes fenómenos merecerem debates públicos já as nossas aldeias tinham sido envelhecidas. Primeiro com a partida de muitos jovens para a guerra colonial e mesmo para a colonização, mais tarde e apesar de se ter de fugir ao salto, pela emigração em massa para o estrangeiro.

É verdade que muitas vilas e cidades do interior não conseguem fixar os jovens que são qualificados pelo sistema de ensino. Mas também é verdade que numa boa parte das nossas vilas e cidades os nossos autarcas exemplares instituíram modelos de “democracia” de  fazer inveja à Coreia do Norte. Os nossos autarcas querem poder e as eleições são mais facilmente ganhas com ignorância, pobreza e dependência de subsídios. Pensar que o regionalismo é um modelo de virtudes que tudo resolverá é mais um complexo dos políticos nascidos nas cidades e promovidos a dirigentes partidários com os votos arregimentados pelos caciques das nossas autarquias.

Nem é preciso sair de Lisboa para se conhecer uma realidade muito duvidosa, as juntas de freguesia da capital são poderosas máquinas especializa-as na subsidio dependência e na manipulação de votos a troco de jantares e excursões. 

Os recursos são escassos, a agenda política demasiado preenchida para que em vez de discutirmos como desenvolver, perdermos o tempo a decidir como se distribui o pouco que temos.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Zeca Mendonça

Parece que Marcelo rebelo de Sousa vai mudar a sua relação com a comunicação social e leva para Belém o homem do PSD especializado em pontapés.

Enfim, parece que último pontapé do Zeca foi no traseiro do próximo líder do PSD, que seria o 17 a beneficiar a proteção das suas caneladas.

«O histórico assessor de imprensa do PSD José Mendonça vai deixar as funções de diretor do gabinete de imprensa dos sociais-democratas para reforçar a equipa de assessoria do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

José Luís Mendonça Nunes, conhecido por 'Zeca Mendonça', é funcionário do PSD desde 1974, tendo começado como segurança, e está no gabinete de imprensa deste partido há 40 anos, desde 1977.

Como assessor de imprensa, trabalhou com 16 presidentes do PSD - ou 17, caso se conte com Leonardo Ribeiro de Almeida, que presidiu à Comissão Política quando Francisco Sá Carneiro liderava o partido e era primeiro-ministro.» [Expresso]



 Decadência

A corrida à liderança do PSD é um espetáculo quase decadente, um mau filme para maiores de 18 anos, os artistas principais são maus, os artistas secundários são ainda piores, o enredo é desinteressante, as representações são desajeitadas, nada se aproveita. Mesmo quando as corridas à liderança do PSD não prometiam grande coisa eram animadas, desta vez nem isso sucede.

Santana Lopes é aquilo que sempre foi, mas já não é novidade, já não tem chama, está velho, decadente, pesado e sem ideias. Começou a corrida armado em herdeiro de Passos Coelho para, depois de um almoço gentilmente cedido por Marcelo, começar com tiques de imitador. Se o original nunca foi grande coisa a imitação roça o ridículo.

Ver Santana Lopes passeando pelo eucaliptal queimado para as televisões filmagem, ou atravessar todo o Algarve para ser notícia que foi a Mértola ver a única militante do PSD naquela localidade ou ainda assistir à cena em que um Santana com dois ou três acompanhantes vendo uma quarta parte de um rancho folclórico dançando para as câmaras, só pode dar vontade de rir.


Mais vontade de rir dá ouvir Rui Rio vir defender um novo 25 de Abril, mas tendo o cuidado de acrescentar que é um 25 de Abril civil, não vá alguém pensar que o coitado está pensando num tiroteio. E um novo 25 de Abril para quê? A explicação foram umas quantas baboseiras.
      
 nada mau para um primeiro-ministro "ilegítimo"   

«Um “esquerdista de sucesso” e uma das personalidades que estão “a moldar, agitar e fazer mexer a Europa”. É assim que a edição europeia da publicação americana Politico caracteriza António Costa, colocando-o na nona posição, numa lista de 28 personalidades influentes para 2018. O primeiro-ministro de Portugal é descrito pelo jornal online, especialista em assuntos internacionais, como um socialista bem-sucedido, o que é reflectido como sendo “coisa rara na Europa de hoje.”

Segundo o Politico, ao contrário de outros socialistas que acabaram por ser penalizados pela associação aos tempos de crise, António Costa apresentou-se como alguém capaz de gerar a mudança e “mudar a página da austeridade”, conseguindo nesse processo seduzir os investidores estrangeiros e também os parceiros de Portugal na zona euro, revelando-se um “duro lutador político escondido atrás de um pronto sorriso de campanha”.» [Público]
   
Parecer:

Quem se deve estar a roer é o traste de Massamá.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento à criatura.»
  
 É desta que o Gaspar acerta nas previsões
   
«O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou a rever em alta as suas previsões de crescimento da economia portuguesa para este ano e o próximo e tem agora as mesmas projecções que o Governo português. Embora haja ainda obstáculos a ultrapassar - com a dívida pública no topo da lista de prioridades -, a situação melhorou e o Fundo parece estar a afrouxar a vigilância.

Há pouco mais de um ano, o FMI esperava que Portugal crescesse uns desapontantes 1% e 1,1% em 2017 e 2018. Hoje, prevê 2,6% e 2,2%, respectivamente. Uma diferença da noite para o dia, que alinha as previsões do Fundo com aquelas que o Governo inscreveu no Orçamento do Estado para este ano e acompanha uma mudança de perspectiva da instituição sobre o país.

"As perspectivas de curto-prazo para Portugal continuam favoráveis, apoiadas numa recuperação do investimento e na continuação do crescimento das exportações e do consumo privado. Os objectivos orçamentais para 2017 e 2018 parecem estar ao alcance e os spreads das obrigações caíram substancialmente, ao mesmo tempo que a estabilidade e a confiança no sistema bancário melhoraram, à medida que os bancos reforçaram o capital", pode ler-se no mais recente comunicado de final da missão de avaliação pós-programa de ajustamento, publicado esta tarde.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

parece que o Vítor Gaspar vai finalmente acertar nas suas contas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 STJ ameaça
   
«O Supremo Tribunal de Justiça ameaça avançar em breve para a execução da pena de prisão de Duarte Lima, condenado a seis anos de prisão por burla ao BPN, caso o ex-deputado e líder parlamentar do PSD não pare de enviar requerimentos a tentar um novo recurso no processo, avança esta quinta-feira a TVI24.

“A insistência do requerente [Duarte Lima] parece indiciar que busca evitar, ou protelar no máximo, o cumprimento do julgado na parte penal”, lê-se num despacho do vice-presidente do Supremo Tribunal de Justiça datado de 11 de outubro, citado pela estação televisiva.

“Justificará (…) eventual extração de traslado para cumprimento de (…) condenação penal”, lê-se também.» [Observador]
   
Parecer:

faria mais sentido cumprir do que ameaçar. Pobre príncipe do cavaquismo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quinta-feira, dezembro 07, 2017

TEMOS UM PROBLEMA COM A ÁGUA

Há muito que Portugal tem um problema chamado água. Durante décadas a importância da água foi ignorada, foi considerado um recurso gratuito e que poderia ser usado ou destruído sem regras e sem limites, de vez em quando o Alentejo queixava-se de sede, mas os alentejanos são poucos e pesavam pouco nos partidos do poder, durante duas décadas foi ignorado pró Cavaco Silva, apesar de em meados dos anos 80 ter enfrentado uma seca que levou a região a receber ajuda alimentar.

Durante décadas indústrias como as celuloses, os curtumes ou a pecuária usaram os rios e ribeiras como se fossem esgotos a céu aberto, o imenso oceano acabaria por tudo limpar. Onde não havia águia em abundância cultivava-se em sequeiro, onde esta chovia generosamente usava-se sem cuidado e penas era retida para produção de energia elétrica.

Agora que a excitação presidencial anda em níveis mais suportáveis e compatíveis com alguma reflexão séria dos problemas nacionais, é preciso dizer que Portugal tem um problema grave com este recurso. Usa-o de forma descuidada, não promove a sua retenção e redistribuição. Mas acima de tudo tem um problema de falta de visão coletiva, porque não é possível falar de florestas, de desenvolvimento do interior, da agricultura, do ambiente e das florestas sem falar da água. Nenhum destes problemas pode ser analisado ou resolvido isoladamente e todos passam pela água.

A agricultura, as populações, o equilíbrio ecológico, a instalação de indústrias carece de água em qualidade, quantidade e a preços aceitáveis, falar de fixação de populações, de investimento, de agricultura e florestação ignorando a importância e o custo da água evidência falta de inteligência no debate. Não há prioridades isoladas em todos aqueles capítulos, e muito menos prioridades absolutas definidas nas televisões em cima de acontecimentos mais ou menos dramáticos.

É necessário reter a água, avaliar os seus stocks e prever a necessidade de promover a sua redistribuição desenvolvendo uma rede de transvases que assegure segurança no seu abastecimento. É preciso levar a sério o combate à poluição e condenar proporcionalmente as indústrias poluidoras, que devem suportar os custos económicos e ambientais, que ascendem a valores muito superiores às multas que lhes são aplicadas.


É preciso ter água em quantidade, com segurança, com qualidade e com preços aceitáveis e a seca que o país enfrenta mostra que os recursos disponíveis são escassos e incompatíveis com níveis adequados do interior. Uma boa parte da seca atual não se explica apenas pela escassez da água, mas também pela sua procura crescente, consequência do desenvolvimento económico ao longo de décadas, durante as quais se ignorou este problema.

UMAS DO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Catarina Martins

Alguém devia dizer a Catarina Martins, de quem com maldade se poderia dizer que é a versão política da banana da Madeira, que uma República das bananas é aquela onde se decidem impostos à mesa do café, sem qualquer avaliação do impacto, sem qualquer reflexão e sem medir as consequências, só no pressuposto populista de que vai incidir sobre os maus.

«Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, voltou a puxar neste debate quinzenal o desentendimento entre BE e PS – os socialistas votaram a favor da proposta bloquista para taxar as energias renováveis mas acabaram por recuar, pedindo nova votação na norma.

"Ouvi dizer que não se podem mudar regras contratuais a meio. O anterior Governo alterou os contratos das eólicas a meio e, como disse e bem o ministro [da economia] Manuel Caldeira Cabral, [o que era uma renda] ficou renda e meia", lembrou a líder bloquista.

Catarina Martins acusou o Governo de alterar contratos em vigência, mas apenas a favor das empresas: "Pode sempre aterar contratos em nome das empresas (...) de energia, que têm feito tudo o que querem com os contratos. Uma república das bananas é aquela que faz os contratos sempre à medida dos grandes interesses económicos."

Costa, que já momentos antes tinha respondido ao líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, sobre a mesma questão, declarou que "aquilo que justifica a existência do estado de Direito" é que este "exerce-se no estrito cumprimento da Constituição e da lei", mesmo quando é "difícil cumprir".» [Expresso]

 Ainda que ma pergunte

Porque será que é elogiável Louçã ser conselheiro do BdP e tão condenável Centeno ser presidente do Eurogrupo? Tanto quanto me lembro, o BdP teve mais envolvimento na política do governo, até lá meteu um dos governantes mais sacanas, enquanto carlos Costa foi um dos mais firmes defensores do extremismo de Passos Coelho.

Aposto que se o Louçã fosse o próximo presidente do Eurogrupo o BE diria maravilhas da escolha. 

      
 "Foi Cavaco Silva que inventou o kuduro e a kizomba"
   
«Ainda estou em choque, depois de ter lido no seu livro que o responsável pelo desenvolvimento do kuduro se chama Aníbal Cavaco Silva. Isto tem de ser explicado.

Foi quase esse o título do livro: Cavaco Silva inventou o kuduro. Depois sugeri Cavaco Silva inventou a kizomba, que é um bocadinho mais real. O Zeferino, como é um louco...

... Zeferino Coelho, editor da Caminho?

...sim, ele queria esse título, mais do que eu, inclusive. Tenho vindo a defender a teoria de que a explosão das várias músicas africanas, principalmente a kizomba, deve-se muito às políticas do governo Cavaco Silva, com a erradicação das barracas. Embora não seja uma política dele.

Foi no momento em que estava no governo?

Exato. E depois o boom dos centros comerciais. Quando cheguei a Lisboa, em 1995, havia bairros de barracas e uma segregação natural. Uma pessoa junta-se com as pessoas com quem tem mais afinidade. Havia o bairro dos ciganos, o dos cabo-verdianos e havia alguns angolanos. Com o PER [Programa Especial de Realojamento] as pessoas foram viver para o mesmo bairro e até para o mesmo prédio. É óbvio que não foi pacífico sempre mas as pessoas começaram a conviver, os miúdos começaram a ir para a escola juntos. Não me canso de me espantar quando na linha de Sintra ou na linha de Cascais, quando visito as escolas secundárias, vejo todos os miúdos - brancos, negros, ciganos, às riscas - a falar crioulo, como se fosse uma segunda língua, um código deles. Esse fenómeno só se deu depois desse tipo de políticas.» [DN]
   
Parecer:

Que bela invenção.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Esqueceram-se de avaliar o impacto económico do Brexit
   
«O ministro britânico para o 'Brexit', David Davis, admitiu hoje na Câmara dos Comuns que o executivo não fez uma avaliação formal do impacto da saída do Reino Unido da União Europeia (UE) na economia nacional.

Davis, que falava numa comissão da câmara baixa do parlamento britânico, disse que o Reino Unido deve estar preparado para "uma mudança paradigmática" na forma como a economia funciona, a um nível equiparável ao da crise financeira de 2008.

"Não foi feita uma avaliação sistemática do impacto", disse Davis, antes uma "análise por setores" que não é "um prognóstico" sobre o que se vai passar na economia britânica após a saída da UE, prevista para 29 de março de 2019.» [DN]
   
Parecer:

O governo do Reino Unido no seu melhor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quarta-feira, dezembro 06, 2017

AS EMPRESAS FORAM MESMO ESQUECIDAS NO ORÇAMENTO?

Durante anos as empresas beneficiaram de uma transferência de rendimentos retirados aos trabalhadores das mais diversas formas, Sem qualquer contrapartida e beneficiando de um ambiente de ditadura gerido por Passos Coelho, as empresas viram descer o IRC compensado pelo aumento do IRS, beneficiaram de muitos dias de trabalho em férias e feriados retirados aos trabalhadores sem que tenha sido feita qualquer compensação.

Nesse tempo o Orçamento era um instrumento do Estado, ninguém via nele uma forma de adar mais a uns do que a outros. Só que as empresas habituaram-se de tal forma a esta generosidade que deram como adquirido que os orçamentos do Estado servem para dar às empresas e ou aos trabalhadores. Agora acham que porque há uma descida do IRS que foi brutalmente aumentado também têm direito a beneficiar da generosidade, sabendo-se que a generosidade feita através dos impostos sobre as empresas só pode ser financiada pelos rendimentos do trabalho.

Isto é, quando as empresas querem que o orçamento também pense nelas estão dizendo que sofrem da síndroma da abstinência e querem que o Estado continue a financiá-las com os impostos sobre os rendimentos do trabalho. Quando Passos Coelho era primeiro-ministro ninguém ouviu o camarada Saraiva queixar-se, agora é sempre a mesma ladainha, que o OE ignorou as empresas. Os senhores afinal já não são liberais como dizem, na hora das benesses estatais defendem uma maior intervenção do Estado, só que tem de ser um intervencionismo mais à moda de Passos Coelho.

Só que o problema do camarada Saraiva não é apenas a sua militância na prática do pecado da gula, o pobre senhor da CIP também revela vistas curtas. Se não fosse isso perceberia que são as empresas que também beneficiam do aumento dos rendimentos dos mais pobres e, em particular, dos que em Portugal trabalham a troco de um salário mínimo que não garante que uma família fique acima do limiar da pobreza.

O camarada Saraiva é mesmo um cegueta, está convencido de que as empresas ganham mais em recessão e em ambiente de crise, graças á generosidade de um qualquer Passos Coelho, do que com crescimento económico, com um sistema financeiro mais estável, com as agências de notação a tornar a dívida soberana mais barata e em paz social. O camarada Saraiva não evoluiu nada ao longo de uma vida, quem quadrado nasce tarde ou nunca se arredonda.

Ou será que o camarada Saraiva sabe mesmo fazer as contas, a forma como enriqueceu parece apontar nesse sentido, e quer ganhar a dobrar? O senhor Saraiva quer ganhar com a estabilidade social, com o reequilíbrio do sistema financeiro e com o aumento do consumo. Mas não quer dar nada, não quer sacrifícios, porque na opinião deste camarada muito original sacrifício é coisa para os trabalhadores, digamos que como já estão habituados não se estragam duas casas de família. Cá por mim que a escola do camarada Saraiva em vez do PCP foi alguma sacristia e gosta particularmente daquela parte do Pai Nosso que reza "venha a mim o vosso reino".
 

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Maria Luís Albuquerque

É um lugar comum dizer que há silêncios ensurdecedores, é o que se pode disser do "desapareciemnto" de Maria Luís Albuquerque, logo esta deputada e ex-ministra que, como é sabido, tem sempre comentários na ponta da língua, principalmente quando o assunto é o seu forte, a  aritmética.

Depois de várias personalidades sugerirem que ela devia dividir o cargo de presidente do Eurogrupo com Mário Centeno, seu discípulo e continuador da sua obra austeritária, era normal que a senhora viesse agradecer em público os elogios que recebeu. Mas parece que a Maria Luís opta pelo silêncio, em vez de ir dar uma das suas entrevistas ao Jorge Ferreira. É uma pena, as suas intervenções têm sempre um grande impacto.

      
 O sorriso de parvo de Centeno
   
«O terrível Wolfgang Schäuble chamou a Centeno “o Ronaldo do Eurogrupo”. O nome é traiçoeiro, há três enormes Ronaldos: o nosso Cristiano, o Ronaldo, o Fenómeno, e o Ronaldinho Gaúcho. Qual, então? Ilustres analistas nacionais perceberam logo que o alemão não elogiava os dotes de ministro de Centeno e, se o comparava com alguém da bola, só podia ser com Ronaldinho Gaúcho. Por causa da dentuça comum. Um bom ministro das Finanças, como sabemos, nota-se pelo falar lennntooo, nunca pelo sorriso de parvo. Mas, sendo nós gente educada, nunca ninguém fez saber a Mário Centeno que ele tinha sorriso de parvo. Passos Coelho, da primeira vez que o ouviu no Parlamento, ficou com os ombros numa tremideira de riso contido pelo sorriso parvo do outro, mas lá se aguentou. E foi então que uma notícia absurda, mais que fake news, surgiu: Centeno era candidato a presidente do Eurogrupo!!! José Gomes Ferreira topou o desconchavo: “Sendo que este assunto só é notícia em Portugal porque é que só o governo fala disto?” Não liguem à falta de lógica, mas reparem no legítimo desprezo pelo sorriso parvo. » [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 Estratégia inteleigente
   
«Pablo Llarena, juiz do Supremo Tribunal espanhol, suspendeu o mandado internacional de captura contra o ex-presidente do governo da Catalunha, Carles Puigdemont, e os quatro membros do seu executivo que se encontram na Bélgica, Antonio Comín, Lluís Puig, Meritxell Serret e Clara Ponsatí. Em Espanha, contudo, mantém-se em vigor a ordem de prisão. 

Segundo Llarena, os crimes de que são acusados (sedição, rebelião e desvio de fundos) são de natureza "plurisubjectiva" e devem ter uma resposta "uniformizada" - ou seja, a Justiça espanhola não quer abrir a porta a que a Bélgica limite os delitos pelos quais podem ser julgados. » [Público]
   
Parecer:

É óbvio que o dirigente do terceiro partido da Catalunha tem mais exposição mediática armado em exilado em Bruxelas ou alvo de uma deportação, do que se puder regressar para Barcelona pelo seu pé.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sporria-se.»
  
  
 Cristas sem ideias
   
«A despedida é de proximidade – “Com um beijinho, Assunção” – e foi esse o tom que a líder do CDS-PP quis imprimir à carta que dirigiu a todos os portugueses. Assunção Cristas pede que lhe enviem ideias e preocupações sobre o país, como forma de preparar o programa do partido para as legislativas.

Na carta a que o PÚBLICO teve acesso, Assunção Cristas dirige-se directamente aos eleitores. “Sabemos que as pessoas sentem muitas vezes um distanciamento da política, mas eu acredito na proximidade, por isso lanço o convite para conversar comigo, para me fazer chegar as suas ideias e as suas preocupações”, lê-se no texto que a líder do CDS quer entregar aos portugueses pela sua própria mão ou através dos militantes do CDS. 

A iniciativa é semelhante à que Assunção Cristas lançou, em Fevereiro deste ano, como candidata à Câmara de Lisboa. Também nessa altura pedia aos eleitores para lhe enviarem opiniões e ideias. “Acredito que o futuro do nosso país se faz com a opinião de todos, e gostaria muito de poder contar com a sua opinião e com as suas ideias. É também consigo que podemos encontrar boas soluções”, escreveu na nova missiva, desta vez dirigida a todos os portugueses e na qual os desafia a enviarem opiniões e propostas por email, carta ou através do site do CDS. “Deste lado, estarei com toda a atenção a ler o seu contributo”, promete a líder centrista.» [Público]
   
Parecer:

pela forma como Assunção Cristas faz oposição em vez de ideia devia pedir aos seus simpatizantes adjetivos e palavrões para se dirigir a António Costa. Assim, fica-se a perceber que mna hora de chamar nomes ao primeiro-ministro tem boas solução, o problema é quando chega o momento de ter ideias para o país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 A queda da menina bonita de Angola
   
«A revolta dos cerca de 100 funcionários da Cruz Vermelha de Angola (CVA), agora sem salários há 10 meses, levanta interrogações sobre o curso de um processo instaurado à empresária Isabel dos Santos, presidente da organização, por suspeita de fuga ao fisco na importação de bens que estarão ao serviço da sua operadora de telefonia móvel, a Unitel.

Aberto pela Direcção Nacional da Polícia Económica, que passou para a tutela do Serviço de Investigação Criminal (SIC), o processo é assente em suspeitas de que a antiga administradora da Sonangol terá usado a Cruz Vermelha, que beneficia de isenção fiscal, para adquirir meios como viaturas, material informático e geradores para a sua empresa.» [Voa]
   
Parecer:

Está a dar um trambolhão dos grandes.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Mais uma corrida ao tacho
   
«O mandato de Eduardo Catroga como chairman da EDP termina no final deste mês e já é certo que o antigo ministro está de saída. A informação, que é veiculada pelo jornal “ECO” esta terça-feira, terá sido apurada junto de fontes próximas dos acionistas da companhia elétrica.

Esta saída terá por base a transposição de uma diretiva comunitária em 2015, que obriga a um presidente independente dos acionistas em empresas com um modelo de governação dualista – com um conselho geral e um conselho de administração executiva. Por acumular já quatro mandatos seguidos na EDP –dois dos quais como presidente –, Catroga perdeu o estatuto de independente e não poderá continuar como chairman.

Apesar do antigo ministro das Finanças não continuar como presidente do conselho da EDP, dentro da elétrica há quem admita que possa manter-se como membro, em representação dos chineses da China Three Gorges. Neste momento, o seu sucessor está ainda por escolher.

Segundo várias fontes, escreve o matutino, há dois candidatos fortes ao lugar: Luís Amado, ex-ministro e atual vice-presidente do Conselho Geral e de Supervisão, e Diogo Lacerda Machado, advogado, antigo membro deste Conselho Geral da EDP, também conhecido como o melhor amigo do primeiro-ministro António Costa.» [Expresso]
   
Parecer:

Outra vez o Luís Amado?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

terça-feira, dezembro 05, 2017

TANTA HIPOCRISIA

Discordo de todos os que dizem que a escolha de Mário Centeno para o Eurogrupo não traz vantagens para o país, em menos de 24 horas já todos percebemos quanta hipocrisia existe na nossa vida política. Perante o incómodo contam-se pelos dedos os que conseguiram escapar á hipocrisia no momento de comentar.

Começo pela esquerda e, dentro desta, pelo Bloco de Esquerda. Há uns meses atrás o BE festejou a ida de Louçã para conselheiro do Banco de Portugal, não importou que Louçã fosse para o ninho das vespas, o maior apoiante das medidas de austeridade mais duras e, em particular daquelas que faziam parte da agenda pessoal de Passos Coelho e não constavam no memorando, a nomeação de Loução era uma lança em África. Se Louçã fosse convidado para presidir ao Eurogrupo recusaria o convite e o BE diria cobras e lagartos ou viria dizer que era a oportunidade de mudar a Europa. Talvez não fosse má ideia se a Catarina perguntasse ao Aléxis Tsípras em quem e porquê votou o seu ministro na reunião do Eurogrupo.

O PCP parece dar a impressão de que a ida de Centeno para o Eurogrupo é mais um retrocesso histórico por nos colocar mais longe de uma adesão ao COMECON. O PCP não está apenas mais ortodoxo, ao mesmo tempo que recua no tempo no plano ideológico começa a confundir a história e a pensar em 2017 como se estivesse em 1975. Da leitura da posição do PCP ficou a impressão de que quanto pior melhor, o ideal é que tivesse sido escolhido um ultra que fizesse a vida negra à Geringonça. Parece que para o PCP acha que as boas conquistas são apenas as que obrigam, a grandiosas lutas e sacrifícios.

O PS reagiu como se tivesse assumido a liderança da mudança da Europa, ainda antes da votação já o seu líder falava em mudança no Euro junto dos seus parceiros europeus. É bom ter Centeno na liderança do Eurogrupo mas pensar que é ele que vai mudar o que quer que seja é puro lirismo. Centeno não foi escolhido para mudar a zona Euro, foi escolhido porque a zona Euro já está a mudar, começou a mudar com a intervenção do BCE nos mercados e mudou mais quando a Europa percebeu que a resposta à crise da dívida soberana foi um desastre. Centeno poderá ajudar a Europa rica a perceber que tem mais a ganhar com o progresso do sul e aceitar uma reforma do Euro que proteja as economias mais vulneráveis de crises financeiras.

A direita parece não ter percebido ainda que falhou, que uma crise política prolongada em 2016, para manter Passos e a sua agenda política no governo conduziria forçosamente a um segundo resgate. Considerar a escolha de Centeno como um prémio atribuído ex aequo equivale a dizer que numa prova de quatrocentos metros barreiras o tempo da equipa vencedora deve-se tanto ao primeiro atleta de deu um trambolhão como ao que depois recuperou o tempo perdido.

Em relação a Marcelo, pela forma como abordou o tema e festejou o resultado resta-me esperar que não convoque o Centeno mais o presidente da FPF para os condecorar com a medalha de mérito desportivo.