quinta-feira, janeiro 26, 2017

A estratégia imbecil

O BE, o PCP e os Veres, incomodados com as sondagens, procuram afirmar-se explorando o voto parlamentar em matérias onde discordam do PS e julgam poder vir a ganhar votos. Já o fizeram com a CGD, voltaram a fazê-lo com o salário mínimo, poderão fazê-lo noutras matérias como a PPP. 

Desorientado e sem estratégia, quando já tinha desistido de uma crise política, Passos descobriu um novo filão. Não importam os valores do seu partido ou o facto de estar montando no parlamento a geringonça que contestou no governo. O partido vitorioso consegue agora protagonismo graças às oportunidades que lhe são dadas pelo BE e pelo PCP. A geringonça governamental era ilegítima e porque incluía gente perigosa era igualmente condenável. Mas a geringonça parlamentar que visa apenas impedir que o governo funcione já serve.

O BE teve uma vitória gloriosa na CGD, com a ajuda do PSD derrubou um presidente da CGD sem vínculos partidários, para lá meter a Opus Dei na pessoa de um ex-ministro de Passos Coelho, precisamente um daqueles que mais contas tinha no cartório da austeridade. Mas da mesma forma que a direita esquece o seu apego à concertação social, também o BE fez vista grossa no momento em que celebrou a designação de Paulo Macedo, agora também um dos seus.

EM pouco tempo o PCP e o BE conseguiram afirmar a sua identidade, não importa que estivesse em causa o salário mínimo ou que tivessem promovido a CGD a Opus CGD, uma vitória é sempre uma vitória e merece aplausos no parlamento perante o gozo dos deputados da direita, a grande pare da maioria parlamentar que votou essas gloriosas vitórias da esquerda conservadora.

O PSD também está convencido que é participando nas gloriosas cruzadas da esquerda conservadora que consegue sobreviver, conseguindo votos. Poderei estar muito enganado, mas esta é a estratégia mais imbecil por parte dos dois extremos do parlamento, a esquerda conservadora e a direita mais trauliteira que São Bento já começou. Só um imbecil acredita que os eleitores do PS ficam a gradados por ver o PSD juntar-se à CGTP contra a concertação social. Mais imbecis ainda terão de ser os eleitores do BE e do PCP para festejarem a escolha de Paulo Macedo para a CD.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas

Assunção Cristas quer crescer à custa de Medina, só isso explica uma reunião que não é mais do que uma reunião da treta. Em vez de conviver com o cidadão anda metida em lares de idosos e agora quer discutir ideias com o autarca de Lisboa. Se calhar vai quer discutir o que é melhor paa os velhotes, se caldo verde ou sopa de espinafres.

«A candidata à Câmara de Lisboa e presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, pediu esta quarta-feira uma reunião ao autarca da capital, Fernando Medina (PS), para debaterem “temas relevantes para a cidade”, como habitação, mobilidade e apoio a idosos.

O pedido de reunião efetuado por Assunção Cristas a Fernando Medina foi revelado à Lusa por fonte oficial do CDS-PP. De acordo com a mesma fonte, o pedido foi formalizado por correio eletrónico e os temas a tratar resultam das visitas efetuadas por Assunção Cristas no âmbito da pré-campanha para as eleições autárquicas deste ano.» [Observador]

 Estarão a gozar

Há quase uma década que o país carece de investimento e há cinco anos que é quase nulo, mas foi necessária a palhaçada miserável do salário mínimo para que todos os partidos e até os sindicatos se sentissem impelidos a propor medidas de incentivo ao investimento. Até a Catarina MArtins já parece uma especialista na atracção de investidores.

Estarão a gozar com o país ou é só impressão minha?

      
 E a China aproveita
   
«Um especialista do Instituto de Estudos Internacionais da China (CIIS), um grupo de analistas ligado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, considerou hoje que a China poderá juntar-se ao Acordo de Associação Transpacífico (TPP).

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira a saída do TPP, que foi sempre visto em Pequim como uma estratégia de Washington para contrariar a ascensão económica e comercial da China.

"Se houver novas negociações sobre o TPP, não creio que haja nenhum obstáculo que impeça a China de participar", afirmou Teng Jianqun, diretor do Departamento de Estudos Americanos do CIIS, num encontro com jornalistas em Pequim.» [DN]
   
Parecer:

Veremos como ficará o mundo reorganizado depois do proteccionismo da trampa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 O xerife de Washington
   
«O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou na terça-feira enviar agentes federais se Chicago não conseguir controlar a criminalidade na terceira maior cidade norte-americana.

O republicano, que fez da lei e ordem um tema chave na sua campanha presidencial, citou as estatísticas de homicídio noticiadas pelo Chicago Tribune.

"Se Chicago não resolver a horrível 'carnificina' que está a acontecer, com 228 tiroteios em 2017 e 42 mortos (mais 24% em relação a 2016), vou enviar os 'Feds' (agentes federais)", disse Trump através da sua conta de Twitter.» [DN]
   
Parecer:

O populismo chega à segurança interna, o homem que defende a liberalização no uso das armas quer agora ser campeão no combate aos tiroteios.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Real cede ao islamismo rico
   
«O emblema do Real Madrid vai ser modificado em em alguns países do Médio Oriente: a cruz situada sobre a coroa desaparece. O grupo Marka, que assinou acordo com o clube espanhol para produzir, distribuir e vender os artigos do Real nos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Kwait, Bahrein e Omã, anunciou que a medida tem por objetivo não ferir suscetibildades de âmbito cultural.

O vice-presidente da Marka afirmou à agência Reuters que o Real Madrid tem duas versões dos seus produtos para o mercado do Médio Oriente e que a empresa iria usar a coroa sem a cruz cristã. "Temos de ser sensíveis em relação a outras regiões do Golfo que são sensíveis a produtos que têm a cruz", afirmou Khaled al-Mheiri, o administrador da empresa que também é proprietário de um café do Real Madrid no Dubai.» [DN]
   
Parecer:

Uma vergonha, nunca respeitaram os adeptos espanhóis ou de outras nacionalidades que não são cristãos, mas a troco de dinheiro vendem-se aos fundamentalistas ricos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 UK first
   
«A primeira-ministra britânica garantiu esta quarta-feira, 25 de Janeiro, que os acordos comerciais que vier a negociar com os Estados Unidos vão colocar os interesses e os valores do Reino Unido em "primeiro". Uma posição que aparentemente conflitua com a da nova administração norte-americana, que também prometeu colocar os EUA em primeiro plano na negociação com países estrangeiros. 

"Perseguiremos um acordo comercial com os EUA que melhore o comércio entre os nossos dois países e que traga prosperidade e crescimento a este país. (...) E posso assegurar (...) que ao fazer isso porei os interesses e os valores do Reino Unido primeiro," afirmou Theresa May no parlamento britânico, citada pela Reuters.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Enfim, não passam de um saco de gatos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Santander é contra nacionalização do Novo Banco
   
«O Santander Totta conseguiu aumentar os lucros em mais de 35% no ano passado, aproximando-se dos 400 milhões de euros. O resultado, que foi apresentado esta quarta-feira em conferência de imprensa, valeu-se do crescimento de 31% da margem financeira, no aumento de 16% das receitas com comissões e num aumento da margem comercial (28%). Em resposta às questões dos jornalistas, o presidente-executivo Vieira Monteiro mostrou-se “claramente contra” a nacionalização do Novo Banco.

“A nossa posição é clara. Somos contra a nacionalização”, disse Vieira Monteiro, durante a apresentação dos resultados do Santander Totta relativos a 2016, ano em que registou lucros de 395,5 milhões de euros. O presidente do banco, que integra o grupo espanhol Santander, previu que a nacionalização do Novo Banco pode causar “alguma distorção na concorrência”. » [Observador]
   
Parecer:

Alguém devia explicar ao presidente local do Santander que a nacionalização ou não do Novo Banco é uma questão nacional, não cabendo aos representantes locais de interesses strangeiros meterem-se no assunto. Além disso, todos sabemos que para o Santander quantos menos concorentes existirem melhor para os prémios dos seus gestores.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao senhor que fique calado.»

quarta-feira, janeiro 25, 2017

As virgens ideológicas da economia

Parece que aos partidos que se gostam de afirmar de uma forma mais ideológica não basta uma classificação dos cidadãos em função do seu estatuto social, também há empresas boas e más ou empresas melhores do que outras. 

Apesar de muitos anos de esforços para implementar economias sem empresas a verdade é que tal não foi conseguido, o mercado sobreviveu e muitos países comunistas acabaram por ceder à necessidade de empresas. O caso mais recente sucedeu em Cuba e a regra é chamar a esse processo de “abertura”, transformando o insucesso em simpatia.

Não admira que o PCP tenha vindo a juntar à classe operária e intelectuais uma terceira classe ideologicamente aceitáveis. A classe operária é uma espécie de ala das virgens, uma classe que ainda não foi conspurcada pelos vícios do dinheiro e por isso é a única que nos levará ao paraíso, dela sairão os sacerdotes mais aptos a ler e aplicar a escrituras. Depois vêm os intelectuais progressistas e por fim os empresários que por serem pequenos ainda conseguem passar pelo buraco da agulha.

Também a direita, em particular, o CDS tem a sua classe empresarial que exibe como modelo de virtudes, são as instituições que funcionam naquilo que agora designam por “economia social”. Nos últimos anos também se deu algum protagonismo às empresas familiares e até foi inventada uma associação empresaria, que foi muito activa enquanto durou a austeridade.

O outro lado da realidade nada tem que ver com a pureza ideológica, as micro-empresas são, muito provavelmente as que mais fogem aos impostos, que mais alimentam a economia paralela e que mais escravizam os trabalhadores. Por detrás da bondade cristã da economia social está muito trabalhão voluntário em nome da caridade e trabalhadores a serem remunerados de forma miserável.

A verdade é que o merceeiro da minha rua pratica margens absurdas, não entrega um tostão de IVA e socorre-se de trabalhadores que não legaliza. Sucede com o merceeiro e com quase todos os micro-empresários do meu bairro, portugueses, nepaleses, paquistaneses ou chineses. Os micro-empresários estão longe da pureza ideológica que a esquerda conservadora sugere. Da mesma forma anda por aí muita alma caridosa que não passam de canalhas.

Mas, independentemente do que os ideólogos alardeiam, a verdade aquilo de que o país precisa mais é de muitas grandes empresas, de grandes investimentos, de empresas que exportam e não de virgens ideológicas da economia.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Sampaio da Nóvoa. ex-candidato presidencial

O mundo está mesmo de pernas para o ar, quem diria um ano depois que a Maria João Avilez e o João Miguel Tavares atacariam Marcelo por este apoiar o Costa e seria o Sampaio da Nóvoa a vir a público apoiar Passos?

Enfim um ano depois Sampaio da Nóvoa veio a público mostrar uma qualidade que não evidenciou durante a campanha presidencial, o sentido de humor, a sa declaração merece a maior gargalhada do ano e até mesmo Passos Coelho deve estar a rir.

«Durante a campanha para as eleições presidenciais, Sampaio da Nóvoa pensava que quando Marcelo Rebelo de Sousa chegasse ao poder havia o “risco” de este se aproximar mais do PSD e CDS, negligenciando o Governo minoritário liderado por António Costa. Mas às vezes os exercícios de futurologia saem errados. “Hoje acho que se acontece nalgum momento é no sentido contrário”, reconhece.

Em entrevista ao “Público” esta terça-feira, Nóvoa confessa-se surpreendido com o primeiro ano de Marcelo… e empático com Pedro Passos Coelho. “Um líder da oposição tem de ser tratado com a mesma dignidade de um primeiro-ministro”, diz.

Para o ex-candidato presidencial, no último ano, houve momentos em que “não se sentiu” uma “equidistância” do Presidente para com os partidos políticos. E Passos Coelho saiu prejudicado, aponta.» [Expresso]

 Está aberta a caça a Marcelo



«O problema da entrevista de Marcelo Rebelo de Sousa à SIC é muito simples: se ele tivesse trocado de cabeça com o primeiro-ministro, ninguém teria dado pela diferença. António Costa poderia ter dito, sem retirar uma vírgula, tudo aquilo que o Presidente da República disse sobre o crescimento, sobre os bancos, sobre a dívida, sobre o défice, sobre a inflação, sobre a TSU, sobre a estabilidade, sobre a situação económica e sobre a situação política. Não houve uma única palavra proferida por Marcelo que se estranhasse na boca de António Costa, e até o único vestígio de crítica ao governo – a insuficiência do crescimento – já foi admitido pelo primeiro-ministro. Donde, a grande questão sobre a sua primeira pequena entrevista é esta: por que aceita Marcelo desempenhar o papel de ventríloquo de António Costa?» [João Miguel Tavares]

O nervosismo da direita leva os seus ideólogos a pressionar Marcelo. Está na hora de forçar Marcelo a dar uma ajudinha e a seguir ao JMT vamos ter outros artigos no mesmo sentido, principalmente para os lados do Oservador.

 O mérito de Marcelo

O mérito de Marcelo não está em ter apoiado António Costa, está sim em ter acreditado nele. Foi Marcelo que geriu as contas do Estado, que reduziu o défice. que conseguiu ficar muito abaixo do défice de 3% delvendo rendimentos que Passos cortou à margem da lei.

O país deve muito a Marcelo e uma boa parte dessa dívida resulta do facto de ter acreditado em António Costa, em vez de acreditar na estratégia destrutiva de Passos Coelho.

 Oxalá que o Brexit se confirme

o Reino Unido nuca esteve 100% envolvido com o projecto europeu, mediu a sua aprticipação sempre na perspectiva dos seus próprios benefícios, nunca avaliou o mérito da UE tendo em consideração o interesse de toda a Europa. Muitos conselhos europeus foram longas maratonas negociais face à chantagem permanente da saída do Reino Unido.

O Reino Unido está melhor fora da União Europeia, agora pode sonhar com o seu império, com as suas antigas colónias, com o domínio do mundo. A extrema-direita que assalto o Partido Conservador pode juntar-se a Trump na tentativa de dividir os blocos comerciais, da Ásia à Europa, numa tentativa de obter os ganhos que perderam  com a perda de competitvidade.

Oxalá que o Brexit se confirme e a Europa se livre do Reino Unido, essa nobreza convencida que aprendeu a comer com faca e garfo com os portugueses. No projecto europeu só fazem falta os países que lá estão e querem estar, partilhando um projecto, com todos os seus custos e benefícios. A lógica egoísta do Reino Unido, agora personifica  numa Theresa Mae, que é a versão de saias do Trump são contrárias ao projecto europeu e aos valores da Europa.

      
 Erro informático, diz ele
   
«Depois de a versão espanhola ter sido suspensa do site oficial da Casa Branca, precisamente um dia depois da tomada de posse de Donald Trump, agora é o próprio que garante que a situação vai ser resolvida. E a culpa, essa, atribuiu-a a um erro informático.

Além de reverter alguns acordos e projetos feitos no mandato de Barack Obama como foi o caso da eliminação do serviço de saúde Obamacare, Donald Trump parecia querer também eliminar ‘detalhes’, quando, no dia seguinte à sua tomada de posse no cargo de Presidente dos EUA, a versão de leitura do site oficial da Casa Branca em castelhano desapareceu, ficando apenas a versão original – o inglês.

Parece, no entanto, que tudo não passou de um erro informático e a garantia de que o problema ia ser resolvido partiu do porta-voz do agora Presidente empossado, Sean Spicer. O facto de a página de informações em castelhano ter estado encerrado não se deve a quaisquer motivos políticos, mas sim a erros informáticos estando já, inclusive, uma equipa de informáticos a trabalhar para resolver o mais rápido possível a situação.» [Observador]
   
Parecer:

Digamos que Trump fez xixi nas calças.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Cantinas sociais são caras
   
«Está pronto o relatório de avaliação às cantinas sociais pedido pela secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim. Indica que não se distribuem de acordo com critérios de carência económica, que o número de refeições é excessivo nuns sítios e deficitário noutros, que não há controlo. E recomenda que aquela medida de emergência alimentar termine.

A avaliação — coordenada pelo Gabinete da Secretária de Estado, elaborada por técnicos da Direcção-Geral de Segurança Social, do Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social e do Instituto de Segurança Social — faz-se em três momentos. É como se os técnicos olhassem para três radiografias: Outubro de 2014, Abril de 2015 e Novembro de 2015.

No relatório — a que o PÚBLICO só parcialmente teve acesso e que seguiu nesta segunda-feira para Assembleia da República, ficando disponível nesta terça — sobressai a divergência entre a distribuição territorial das cantinas sociais e a distribuição territorial de população em situação de carência económica (rendimento mensal de valor igual ou inferior à pensão social, isto é, 201,53 euros).» [Público]
   
Parecer:

Mas deve ser um bom negócio para a "economia social".
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 A anedota do dia
   
«Para o PSD, o chumbo da redução da Taxa Social Única (TSU) para os patrões incluída no acordo de concertação social é uma forma de libertar as empresas da “chantagem do Governo” e de “libertar a concertação social” de “constrangimentos políticos”.

“Ao não apoiar o Governo nesta chantagem reiterada sobre os parceiros sociais, o PSD contribui para libertar a concertação destes constrangimentos políticos e ainda para permitir que decisões futuras sobre o SMN [salário mínimo nacional] sejam realizadas em respeito pela negociação com os parceiros e sem necessidade de procurar medidas de compensação”, lê-se numa carta enviada a várias associações patronais e citada pelo Jornal de Negócios.» [Público]
   
Parecer:

É para rir este argumento peregrino da libertação dos patrões.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»

 O que receia a Catarina
   
«Nem tudo foram rosas no último ano na relação entre o Bloco de Esquerda e o PS, houve até “alguns momentos delicados”, mas não há motivos para António Costa convocar eleições antecipadas. Seria um “tremendo erro”, avisa Catarina Martins, líder do BE, esta terça-feira, na segunda parte da entrevista ao “Público”. As palavras de Francisco Assis, eurodeputado do PS, não condizem com a realidade: a maioria não está paralisada e eleições antecipadas não são a solução, frisa Catarina Martins.

Os quatro anos de legislatura para o Governo, pelo que depender do BE, são para cumprir. Primeiro, porque há pontos do acordo das esquerdas ainda por cumprir; segundo, porque o BE tem ainda outros temas em carteira em que gostaria de fazer alterações. “Queremos muito voltar a ter novos escalões em IRS, queremos muito que os serviços públicos tenham condições para funcionar, queremos muito reativar a contratação coletiva. Há tanto por fazer ainda”, diz a líder dos bloquistas.» [Expresso]
   
Parecer:

É a primeira vez na sua história que o BE se manifesta contra eleições antecipadas, porque será?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Que pachorra
   



«Marcelo Rebelo de Sousa, eleito Presidente da República há um ano, assinalou hoje a data com um almoço com seis ex-adversários e falou por Skype com a eurodeputada Marisa Matias, que não pôde estar presente.

O chefe de Estado recebeu no Palácio de Belém os ex-candidatos presidenciais António Sampaio da Nóvoa, Maria de Belém Roseira, Paulo de Morais, Henrique Neto, Jorge Sequeira e Vitorino Silva, conhecido como Tino de Rans, durante cerca de uma hora e meia. No final do almoço, tiraram uma fotografia de grupo, na varanda do palácio.» [DN]
   
Parecer:

Pagava para lá estar, ainda que a ausência da menina da voz grossa tenha sido uma perda irreparável.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Prepare-se candidatura para daqui a quatro anos, sempre se ganha um almoço em Belém.»

terça-feira, janeiro 24, 2017

E depois falam mal do populismo

O debate sobre a TSU está servindo para que o país perceba como os partidos usam os interesses nacionais em função das suas agendas políticas. A falta de seriedade e o desinteresse em elação às consequências é evidente, são estes os políticos que tanto falam contra o populismo que quase convidam os eleitores a escolher o primeiro populista. Pensar que em Portugal a escolha de um populista é impossível é ignorar que Marinho e Pinto poderia estar neste momento no governo.

O PSD decidiu provar que a geringonça tem falhas juntando-se aos que no passado eram perigosos extremistas e por isso deveriam estar excluídos de soluções governativas, essa convicção era tão forte que para as contas de uma maioria parlamentar os seus deputados nem existiam. Mas para ganhar algum oxigénio político Passos Coelho não hesitou e ignorar os seus valores, aderindo às posições da esquerda conservadora.

Assunção Cristas aproveitou para tirar o tapete a Passos Coelho, mas como não podia apoiar Costa decidiu procurar alternativas. Juntou o útil ao agradável, propõe uma baixa da TSU e como os seus amigos da “economia social” não pagam IRC sugere uma ajudinha ao sector, onde conta com muitos votos. Para quem faz campanha em lares e corredores das Santas Casas um subsidiozinho era bem pago.

Parece que o PCP e o BE já aderiram às ideias de Cristas e um dia destes ainda vamos ver a associação das empresas familiares juntar-se à CGTP para um pacto social alternativo. BE, PCP e CDS defendem agora uma redução da sobretaxa, uns porque nunca gostaram dela, outros porque querem aumentar os lucros desses empresários exemplares qe são os micro-empresários, uma espécie de nova classe operária progressista.

Atrapalhado por não ter alternativa e depois de semanas sem saber como explicar a sua decisão, Passos Coelho veio desenterrar a reforma do IRC, escondendo que esta era a obra prima da desvalorização fiscal do trabalho, sendo financiada pela sobretaxa do IRS. Isto é, o que estava em causa era um pequeno aumento do salário mínimo e em vez disso, toda a direita mais a esquerda conservadora uniu-se para defender menos impostos sobre os lucros dos patrões. 

O absurdo é tão grande que apetece votar num qualquer Trump e dar uma vassourada nas Catarinas e na Assunções, nos Arménios, Louçãs, Jerónimos e Coelhos.

Imbecis

Enquanto Trump se entretém a destruir os alicerces do normativo do comércio mundial, pondo fim a longos processos negociais, destruindo as bases da economia mundial, numa tentativa desesperada de ganhar vantagens competitivas em relação a todos os países que tenham ganho competitividade em relação aos EUA, desde o Canadá ao México, da Alemanha à China, os políticos portugueses vão-se coçando com pouco mais de 1% de TSU.

Até o líder da CGTP, que nunca assinou nem assinará qualquer acordo seja com quem for, j´+a dita regras, falando alto para dizer que quem arranjou o problema que o resolva. Quem o ouve fica com a impressão de que a redução da TSU foi para entregar aos patrões, a sua oposição a um aumento do salário mínimo é bem maior do que a demonstrou face ao golpe da TSU de Vítor Gaspar. Nessa altura o PCP e a CGTP foram os últimos a juntar-se às manifestações de rua, fizeram-no quando perceberam que o movimento já era um sucesso.

Enquanto Trump se prepara para reunir com a primeira-ministra britânica, tendo como agenda a desintegração da EU a pequena Catarina Martins anuncia com orgulho que todos devemos estar preparados para a saída do Euro, como se as consequências daí resultantes fossem agradáveis para os trabalhadores. 

Passos Coelho afirma o seu apego à social-democracia, ainda que na sua boa a social democracia seja algo que ainda ninguém percebeu, tanto quanto se sabe, a sua experiência económica foi mais uma pinochetada económica do que uma política com alguma preocupação social. Mas o seu apego à social-democracia não é afirmado em defesa do país, mas antes para justificar o injustificável, a sua adesão a uma geringonça. Agora temos uma geringonça para o que une o PS ao BE e ao PCP, e uma geringonça para as medidas que juntam o BE e o PCP ao PSD.

Isto é um país de imbecis, arriscam a estabilidade política, fragilizam o país face ao exterior, e criam condições para um segundo resgate num quadro financeiro internacional, por causa de uma treta de 1%. Sejamos honestos, a Catarina Martins, o Jerónimo de Sousa, o Arménio e o Passos Coelho estão-se c… para os trabalhadores que ganham salários miseráveis. Em vez disso, estão usando a pobreza para os seus joguinhos políticos miseráveis e imbecis.

O PCP e o Arménio odeia a concertação porque mais vale um tostão ganho com a gloriosa CGTP do que um euro com um acordo de concertação. Passos Coelho acha que tudo vale para chegar ao poder, já jogou uma vez e ganhou e com a troika governou à margem da lei. A Catarina Martins não tem nada a ver com a concertação, sindicatos ou autarquias é coisa para que os eleitores não escolhem o BE, portando está nisto só pelo espectáculo, para alguma coisa é artista. A Assunção diz que mora noutra freguesia e nada tem a ver com o assunto.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Pedro Portugal gaspar, Inspector-Geral da ASAE

A informação alarmante da DECO segundo a qual a carne picada vendida pela esmagadora maioria dos talhos é de qualidade duvidosa, apresentando aditivos proibidos e, nalguns casos, apresentando a presença de bactérias perigosas, não põe em causa apenas os talghos, questiona também o que andará a fazer a ASAE.

Se quase nenhum talho respeitava as normas poderemos pensar se no sector não haverá um ambiente de impunidade e isso põe em causa a credibilidade da ASAE, destruindo a confiança nesta instituição.

«Em declarações à Lusa, o inspetor-geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, disse desconhecer ainda o estudo da Deco, mas considerou que é um bom contributo para a defesa do consumidor e que o vai remeter para o conselho científico da ASAE.

"Analisaremos o estudo e remeteremos para o Conselho Científico e, se necessário for, tomaremos medidas de fiscalização suplementar", afirmou o responsável.

Pedro Portugal Gaspar considerou também que esta é uma matéria "já sinalizada" pela ASAE e que tem sido muito acompanhada pelas autoridades.» [Notícias ao Minuto]

 A orfandade da direita

A senhora Merkel é cada vez menos parecida ao seu ministro das Finanças, a Tété do n.º 10 está tal qual a neta do Le Pen, o Trump é parvo todos os dias.

Não deve ser fácil para uma direita portuguesa que costuma ir buscar os seus referências lá fora, porque os domésticos, desde o Salazar ao Cavaco, nunca foram grande coisa, ter de engolir estes novos líderes. Uma direita que se afirma liberal tem como padrinhos os campeões do proteccionismo, defensores da UE enfrenta agora padrinhos que a desejam destruir.

Com  Trump na Casa Branca e a Tété no n.º 10 a direita portuguesa ficou órfão e ouvir Passos Coelho afirmar o seu projecto de social-democracia só dá vontade de rir, por este andar até o ministro das finanças do Pinochet era uma referência da social-democracia.

      
 Águas de jurisdição portuguesa?
   
«Uma esquadra russa passou em águas nacionais, durante este fim-de-semana, informa a Marinha em comunicado. De acordo com a informação disponível no site desta entidade, foram mobilizados quatro navios para acompanhar os seis navios de guerra que compõem esta força aeronaval. Em Novembro de 2016, a Força Aérea Portuguesa (FAP) tinha interceptado dois bombardeiros russos que entraram no espaço aéreo de responsabilidade portuguesa.

A esquadra russa entrou na Zona Económica Exclusiva (ZEE) portuguesa às 19h da passada sexta-feira, e começou por ser acompanhada por duas lanchas de fiscalização baseadas no Algarve e pelo navio patrulha oceânico Figueira da Foz. Depois disso, já na costa ocidental juntou-se a fragata Bartolomeu Dias que também acompanhou a frota russa até à saída da ZEE portuguesa, no limite Norte da fronteira.» [Público]
   
Parecer:

Esta gente desconhece que as "águas nacionais" são apenas 12 milhas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Trump imbecil
   
«A versão em espanhol da página na Internet da Casa Branca foi encerrada com a chegada do novo inquilino, Donald Trump.

Agora, quando se tenta aceder à página, encontra-se a mensagem “lamentamos, a página que procura já não existe”, mas em inglês.

A versão em espanhol dessa página foi criada pela primeira vez nos meses seguintes à chegada ao poder do agora ex-Presidente Barack Obama, e até alguns dias antes da tomada de posse de Trump tinha um blogue dedicado a temas de interesse da comunidade hispânica.» []
   
Parecer:

O ódio de Trump é contra tudo o que fale espanhol.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»


 A G3 vai ser substituida
   
«Décadas após serem anunciados e cancelados os concursos para substituir a velha espingarda G3, estima-se novo prazo para um processo agora conduzido através da NATO: o final do ano, com as primeiras armas a chegarem em 2018.

A informação foi dada nesta semana pelo ministro da Defesa: se continuarem a ser cumpridos os prazos, é seguro que "até final de 2017 praticamente tenhamos o concurso concluído", disse Azeredo Lopes, o que "significa quase uma revolução, considerando o tempo extraordinário que demorou" o processo para Portugal deixar de ter o exército europeu com a arma mais antiga nos teatros de operações.» [DN]
   
Parecer:

Uma arma que consegue ser a imagem de uma guerra colonial e do 25 de Abril
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Registe-se.»

 Corre tudo mal a Passos
   
«É maior quebra do ano passado, com uma diminuição de 72,611 mil pessoas desempregadas face a dezembro do ano anterior.

Os dados divulgados hoje pelo IEFP mostram a descida do desemprego nos homens (-14,9%) e nas mulheres (-11,4%), nos jovens (-20,1%) e nos adultos (-12,1%).  O recuo do desemprego “fez-se sentir em todos os níveis de instrução”, refere a nota mensal do organismo.» [Jornal Económico]
   
Parecer:

O que o vai safando é andar à boleia da Catarina Martins.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»

 PSD em forma
   


«O número de novos militantes que aderiu aos partidos depois das eleições legislativas de 2015 é maior no PSD do que nos PS, CDS e Bloco de Esquerda juntos. Os números são citados pelo Diário de Notícias com base nos dados revelados pelos partidos com assento parlamentar.

Os números datam a adesões entre as eleições legislativas de Outubro de 2015 até este mês de Janeiro de 2017. No total, o PSD conquistou 8144 adesões, o que corresponde a mais de o dobro dos novos militantes socialistas: 3019. Seguem-se então o CDS (com 2910 adesões) e o BE (com 1693).» [Público]
   
Parecer:

Grande liderança! O Rui Rio vai ver-se "à rasca" para ganhar a um Passos que voltou a ter muitos jotas do seu lado.

PS: a imagem escolhida pelo editor do Público diz tudo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 As contas de Jerónimo
   
«"Não tenho grande jeito para ser comentador de entrevistas de outros. Recusamos qualquer concepção de nacionalização temporária porque isso inevitavelmente levaria à ideia de socializar os prejuízos e, depois, entregar 'em limpo' os lucros ao capital financeiro", afirmou.

O líder comunista realçou que a instituição resultante do extinto Banco Espírito Santo é "o terceiro maior banco do país" e podia continuar a ter um "papel importantíssimo no financiamento das Pequenas e Médias Empresas e famílias".» [Jornal de Negócios]   
Parecer:

O mínimo que se pode dizer da aritmética de Jerónimo de Sousa é que é estranha, independentemente de poder ou não ter razão quanto a uma solução de futuro para o BES.

Dizer que vender a bom preço depois de se evitar uma venda com elevados prejuízos é socializar os prejuízos é baralhar todas as contas. Socializar o prejuízo seria vender o BES a investidores que fazem ofertas partindo do princípio de que Portugal está obrigado a vender.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «mande-se uma calculadora a Jerónimo.»

 Anedota desportiva
   
«Lazar Markovic é o mais recente reforço do Hull City, treinado pelo português Marco Silva.

O clube inglês anunciou esta segunda-feira o empréstimo do extremo do Liverpool até final da época.


Foi com muita expectativa que o jovem extremo de 22 anos chegou a Alvalade no passado verão, mas a verdade é que acabou por não vingar no emblema leonino.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Seria divertido se o jogador voltasse a jogar bem, mas com marco Silva.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sriva-se a vingança de MArco Silva bem fria.»

segunda-feira, janeiro 23, 2017

Lembram-se?

O grande mérito de Marcelo Rebelo de Sousa foi conseguir que o país se esquecesse tão rapidamente do seu antecessor, um político especialista em maiorias absolutas que entre governo e presidência esteve à frente deste pobre país quase 20 anos, começou com um a intervenção do FMI provocada por uma revalorização populista do escudo e acaba com uma segunda intervenção, desta vez de uma troika, muito desejada por ele próprio, que não se cansou de pedir obediência aos mercados e às agências de notação.

Lembram-se de quando a Dona Cavaco Silva acompanhava uma reportagem televisiva e teve de interromper porque a rainha de Espanha acabava de lhe ligar? Pois, já ninguém se lembra, da mesma forma que já nos esquecemos da chupadela de Cavaco Silva na mão da rainha Letícia. 

Cavaco viveu marcado por alguma ciumeira em relação à família Soares e se deste se dizia ser um rei republicano, Cavaco não se cansava de ter tiques de família real. Para a história ficou uma fotografia ridícula de toda a família no jardim do palácio, como se aquilo fosse o quintal da luxuosa Quinta da Coelho. A foto era ridícula, carregaram um grande sofá para o jardim e lá estava toda a família, desde os soberanos até aos netos.

Já ninguém se lembra mas houve um tempo em que todos os dias o palácio produzia notícias fornecidas pelas “fontes de Belém”. Quando as coisas corriam bem a notícia espalhava-se, quando algo corria mal e isso sucedeu repetidas vezes, Cavaco vinha dizer que só ele falava em nome da presidência. Recentemente o seu assessor de imprensa assumiu ser a famosa fonte de Belém.

Também estamos esquecidos de uma personagem que se assumia como um institucionalista mas que se esquecia frequentemente da principal instituição cuja defesa lhe estava entregue, a Constituição. Era um institucionalista que dava cobertura a manobras golpistas como sucedeu em plena campanha eleitoral, com as famosas e ridículas escutas a Belém. Aliás, com “fontes de Belém” a serem notícia todos os dias, não se percebe muito bem o que havia a escutar em Belém, para além da receita dos carapaus alimados da “rainha”.

Pois, já estamos esquecidos, já não nos lembramos dos discursos a avisar ou a dizer que tinha avisado, dos ataques a políticos rivais em artigos do Expresso sem assumir frontalmente as alcunhas que atribuía, dos jipes cheios de processos, dos discursos dramáticos em véspera de férias. É injusto avaliar Marcelo pelo facto de ter feito esquecer o seu antecessor, mas a verdade é que já se respira melhor neste país.

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Sérgio Sousa Pinto

Se Sérgio Sousa Pinto tivesse manifestado uma opinião contrária ao aumento do salário mínimo através de uma redução da TSU compreender-se.ia o facto de agora questionar o governo. Se tivesse questionado o governo quando o BE e o PCP manifestaram a intenção de levar a questão ao parlamento teria autoridade para agora questionar o governo. Mas Sérgio Sousa Pinto não fez nada disto, apenas sentiu vontade de tomar posição impelido por Passos Coelho.

«Sérgio Sousa Pinto reagiu logo pela manhã ao que Pedro Nuno Santos dissera no dia anterior sobre o PS nunca mais precisar da direita para governar. Para o deputado Sousa Pinto esta afirmação “não encontra apoio no passado nem no presente” do partido. E não está sozinho, Francisco Assis que considera que as palavras do governante e dirigente do PS estão “ao nível do apparatchik estalinista de segunda categoria“. E entretanto, Pedro Nuno Santos já deu resposta aos dois.

Os ânimos socialistas subiram na última semana, depois de Assis ter dado uma entrevista a apontar para os riscos que diz ver na estabilidade política e a falar mesmo nas vantagens de eleições antecipadas. As palavras de Pedro Nuno Santos vieram em reação a estas e, desde aí, o choque em cadeia entre os socialistas ainda não parou. Este sábado Assis voltou à carga no Expresso, chamando à posição de Pedro Nuno Santos “esquizofrenia política no seu mais elevado grau”. E logo pela manhã, na sua conta de facebook, Sérgio Sousa Pinto, sem meias palavras, defendeu que “a cultura do PS, e a sua contribuição maior para a democracia portuguesa, foi a denúncia desta mundividência maniqueísta, saída da vulgata marxista, segundo a qual existe um lado certo da história, onde estaríamos solidamente instalados e acolitados por compagnons de route com projectos afins“.» [Observador]

 Trabalhador exemplar

Passos Coelho, que sempre foi conhecido como alguém que gosta muito de trabalhar, justificou uma parte da austeridade com o pressuposto de que os portugueses eram gandulos, por isso cortou nos feriados, nas férias e no horário de trabalho.

Agora recorre aos fins de semana para ter o protagonismo que as suas ideias não conseguem ter quando a comunicação social tem mais do que fazer. É por isso que este destacado trabalhador quase não se vê nos dias de trabalho e anda armado em trabalhador aos sábados e domingos.


 Novo prazo para o Caso Marquês?

É óbvio, agora vão precisar de investigar o Ricardo, o cão, o gato, a vizinha, os vizinhos, os primos e todos os que constem nas bases de dados do fiscal de Braga.


domingo, janeiro 22, 2017

Semanada

Não é nenhuma novidade a eleição do imbecil por um país supostamente culto, a novidade está no facto de isso suceder no século XXI. No século XX há vários casos e o que mais se assemelha a Trump seja Mussolini, o agora e por enquanto presidente dos EUA tem muitas semelhanças com o Il Duce, principalmente na fanfarronice. Mussolini acabou pendurado de cabeça para baixo, veremos como vai acabar Trump .

Parece que Francisco Assis voltou a sentir apetites de leitão assado, depois de muitos meses retirado e após várias aproximações à liderança do PS eis que ganhou novo fôlego, graças à posição do PSD no caso da TSU, até parece que quando Passos se constipa quem tosse é o Assis. Resta agora saber qual a percentagem de eleitores e de futuros eleitores do PS que Assis considera seus. Há pelo menos um que Assis ganhou, Alegre parece ter aderido ao leitão assado, depois de um longo percurso de oposição ao PS pela esquerda, parece que deu agora um trambolhão para a direita. Enfim, o que é preciso é que falem de nós.

Ao fim de anos e com o fim do prazo à vista o fiscal dos impostos que conduz o Caso Marquês (com a vida que leva até se poderia que o Marquês é o procurador que faz seu o trabalho do fiscal de Braga) eis que, finalmente, conseguiram saber de onde veio o dinheiro do Carlos que é do Sócrates. Adivinhem de quem veio, como não poderia deixar de ser veio do Ricardo Salgado, por sinal um velho amigo do sindicato dos procuradores. O mundo tem destas coisas.