sexta-feira, dezembro 22, 2017

NUNCA HOUVE TANTAS BOAS ALMAS

Os pobrezinhos, as crianças, os idosos, os sem-abrigo portugueses estão cheios de sorte, de repente percebemos que neste país há uma boa alma por metro quadrado, gente que vive para ajudar os outros, que cria instituições, que gere os dinheiros do Estado bem melhor do que os gestores que são funcionários. 

É uma espécie de paraíso na terra, um mundo de imensa bondade, de gente fina exemplar, de políticos dedicados. A economia social, ou, como alguns preferem designar, o terceiro setor é uma espécie de antecâmara do Céu, cheio de gente bondosa com lugar cativo no paraíso. Vivem para os outros, empregam-se nas IPSS para servir os outros, inventam IPSS para servirem os outros, uns fazem-no por amor a Deus, ou por impulso cívico.

Quanto a nomes seguem a veia criativa nacional, que sempre arranjou bons nomes para tudo, até para os navios negreiros a nossa criatividade não tinha limites, chamavam-se Amável Donzela, Boa Intenção, Brinquedo dos Meninos, Caridade, Feliz Destino, Feliz Dias a Pobrezinhos, Regeneradora. Nas IPSS até se repetem os nomes, há muitas Mão Amiga, desde o lar de crianças da IUR até uma IPSS de Vila Real de Santo António fundada como o patrocínio de uma deputada do PS, mas sobre a qual o PSD lançou uma OPA. 

Os nossos pobrezinhos e todos os que sofrem são uns sortudos, não lhes falta donativos empresariais, voluntários, políticos disponíveis para cargos não remunerados, especialistas a oferecerem-se para ganhar avenças, gente que dá o seu melhor. Padres, bispos, patriarcas, primeiras-damas, esposas dos donos das televisões, tudo gente voluntária e cheia de amor para dar, com sorte até são servidos por um Presidente que de caminho ainda lhes endireita o nariz do desenho, por estar muito virado para a esquerda.

Portugal não se pode queixar de ser pobre porque pode ser um dos países mais pobres da Europa, mas não faz mal, com tanta boa alma é certamente o país onde os pobres são mais felizes, até duvido que com tanta mordomia e afeto queiram deixar de ser pobres. O que seriam dos pobres se um dia enriquecessem e deixassem de contar com todo este amor?

Portanto, nesta época natalícia devemos agradecer a toda essa gente bondosa que distribui afetos, atribui subsídios, oferece-se para servir jantares, que todos os dias se metamorfoseia em bondosas e graciosas borboletas, uma espécie de fadas rainhas que voam sobre a pobreza distribuindo graças, abraços, subsídios e sopas quentes.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Manuel Champalimaud, patrão incompetente dos CTT

Independentemente de tudo o que se possa dizer sobre as mudanças tecnológicas do mundo de hoje e sobre as suas consequência na rentabilidade de parte dos negócios dos CTT, a verdade é que no caso desta empresa estamos perante uma situação de incompetência. Uma coisa é o negócio ter menos lucros e porque tem menos atividades há recursos humanos em excesso, outra é explicar como é que sem falta de pessoal e de meios e com menos trabalho para fazer as cartas chegam cada vez mais atrasadas.

Todos os portugueses sabem da degradação dos correios, todos pressentem que desde que os novos accionistas dos CTT sonharam ser banqueiros o negócio do correio tem vindo a ser desprezado. as cartas chegam com atraso e aquilo que se passa com as entregas das encomendadas postais, a maioria das quais provenientes do estrangeiro roça o vergonhoso, diria mesmo que não só viola o contrato de concessão como desrespeita a Convenção Postal Universal.

É por isso que os accionistas dos CTT deveriam questionar-se sobre a competência dos administradores que escolheram em vez de fazerem ameaças e chantagem sobre o país  e sobre os trabalhadores da empresas. Os incompetentes não são os trabalhadores, são sim os administradores e os gestores que escolheram e são esses que deviam estar sob a ameaça de despedimento.

«Para Manuel Champalimaud, não há dúvidas: os CTT “têm de acompanhar a evolução do mercado, ser mais competitivos e ganhar eficiência, reduzindo os custos nas áreas que estão em queda e investindo nas áreas de maior desenvolvimento”.

Numa referência ao plano de reestruturação apresentado ontem, e que implica a redução de postos de trabalho, o empresário e maior accionista dos CTT (com 10,46%) diz estar “consciente que este sacrifício será limitado e deve-se apenas à sustentabilidade da empresa”, afirmando ter o “maior carinho e respeito pelos colaboradores”.

Através de um depoimento escrito enviado ao PÚBLICO, Manuel Champalimaud sustenta que, “se a decisão do Governo for acabar com esta concessão [dos CTT, tal como já defendeu o Bloco de Esquerda] nessa altura entra a concorrência estrangeira, a marca depressa desaparecerá e o quadro de pessoal aí sim, será muito sacrificado”.

Ao mesmo tempo, o fundador da Gestmin, holding familiar através da qual foi comprando acções dos Correios, afirma-se “convicto do papel fundamental dos CTT para Portugal”. Os CTT, diz, são uma das “principais marcas nacionais e estamos empenhados em defender o valor da marca e a sua importância para Portugal”.» [Público]

 Ano Novo, ministros novos

Este governo tem ministros bem sucedidos, ministros coxos e ministros que ainda não se percebeu se sabem andar, a verdade é que a credibilidade resulta mais de contributos e competências individuais do que do coletivo. É bom que um governo resista com todos os seus ministros até ao fim da legislatura, mas quando há situações de fragilidade a remodelação governamental deve ser equacionada, sob pena de ser feita como tem vindo a acontecer, com atraso nas substituições, em função dos acontecimentos e a conta-gotas.

 Imagens inconvenientes



 E ainda está em boa idade para vir a ser Presidente...



 Advogado

Faço um sacrifício de ler do princípio ao fim um artigo escrito por Santana Lopes, mas quando cheguei ao fim dei por muito bem recompensado ao ficar a rir à gargalhada, é que Pedro Santana Lopes assina como advogado! A última vez que ouvi falar dele enquanto advogado foi quando li algures que ele ganhava uns tostões como assessor jurídico (imagine-se!) da autarquia de Pedro Santana Lopes.

      
 Isto não é a Santa Casa. Ou é?
   
«Há um ano, Santana Lopes deu uma entrevista à revista Sábado com uma confissão: ele, enquanto provedor da Santa Casa, equacionou juntar-se ao Montepio para comprar uma participação no… Novo Banco. A ideia era “assegurar que determinados centros de decisão ficavam em mãos nacionais, pelo menos em parte”, dizia Santana, garantindo que nunca concretizaria nenhuma opção desse tipo, como é evidente, sem comunicar” à tutela.

A Santa Casa não entrou no Novo Banco (o projecto, disse-nos Santana, “não passou dos preliminares”). Mas abriu a porta para entrar no próprio Montepio Geral. Enquanto ainda era provedor, Santana Lopes não se cansou de defender a ideia, chegando a ironizar com os que o criticavam por isso (“antes, quem tivesse a possibilidade de se tornar acionista de um banco era considerado detentor de um privilégio e era meio caminho andado para aumentar a fortuna. Agora não, entrar num banco é um acto de loucura”, escreveu em Junho no Negócios).

Nesse mês, ainda longe da derrocada autárquica do PSD, Santana garantia numa entrevista ao PÚBLICO que ninguém o obrigaria a fazer o que não queria. Dois dias depois, porém, assinava um protocolo com o Montepio, obrigando-se a estudar as condições desse negócio. O Negócios fazia as contas: “A Santa Casa terá de mobilizar 135 milhões de euros para ficar com 10% da Caixa Económica Montepio Geral”. 

Passaram uns meses, Santana já não é a Santa Casa - é candidato à liderança do PSD. O processo, que ele próprio assumiu que estava a ser negociado pelo seu adjunto (hoje seu sucessor) manteve-se em cima da mesa. Mas Santana começou a estranhar. Primeiro, dizendo na RTP que não percebia os 200 milhões de euros de que se falava, “no máximo poderiam estar em causa 50 milhões”. E há dois dias, num comunicado, dizendo que foi o Governo e o Banco de Portugal que lhe pediram “uma decisão”, o que o levou na altura a pedir uma auditoria - e a manter Marcelo “informado”.

Ontem, no debate quinzenal, António Costa fez de Santana Lopes o seu escudo, para se defender das críticas do próprio PSD sobre a entrada da Santa Casa no Montepio. Bastou-lhe citar o comunicado, dizer que foi o ex-provedor quem lhe perguntou “se havia incoveniente” e contar o início da história: o interesse de Santana em entrar no Novo Banco. 

Não sabemos, em verdade, quem pediu o quê a quem. Mas a Costa, o escudo bastou: o Governo continua sem explicar como a Santa Casa já sabe quanto vai investir, quantos lugares vai ter na administração, sem que exista sequer a auditoria prometida. Ou sem que existam outros parceiros sociais, como definia o protocolo assinado. Diz que isto anda tudo ligado, não sei. O que parece é que isto é a Santa Casa.» [Editorial do Público]
   
Autor:

David Diniz.

      
 Somos prendas do Pai Natal
   
«“Amor em tempos de festa” é o título do comunicado de imprensa sobre o estudo publicado nesta quinta-feira na revista Scientific Reports onde uma equipa de investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) e da Universidade de Indiana, nos EUA, esclarece algumas questões sobre os padrões de reprodução humana. O artigo científico tem um título menos apelativo mas mais esclarecedor sobre as conclusões desta investigação: “Os ciclos de reprodução humana são guiados pela cultura e coincidem com estados de espírito colectivos”. Ou seja, em Setembro nascem mais bebés nos países do hemisfério Norte. Porquê? Porque passaram nove meses desde as épocas festivas do Natal e passagem de ano e o seu, agora cientificamente provado, espírito fértil.

Uma investigação a 10% das publicações públicas feitas no Twitter, entre 2010 e 2014, e de pesquisas online em 130 países que incluíam termos relativos a sexo, feitas entre 2014 a 2014, afasta uma explicação biológica para o pico de nascimentos registados em Setembro e substitui a raiz deste fenómeno por questões sociais.

“Analisámos 10% de todos os tweets no mundo durante o período de Setembro de 2010 a Fevereiro de 2014. Durante este período, o Twitter registou em média 500 milhões de tweets por dia. Isto resulta em mais de 80 mil milhões de tweets analisados por nós”, precisa ao PÚBLICO Luís Rocha, investigador do IGC que se encontra a trabalhar também na Universidade do Indiana. No trabalho, adianta ainda o cientista, a equipa  “não seguiu contas de utilizadores específicos, mas sim 10% do volume total de tweets que o próprio Twitter disponibilizou aleatoriamente ao nosso grupo”.» [Público]
   
Parecer:

No meu caso é em cheio.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Cavaco recebeu a boa moeda
   
«O candidato à liderança do PSD Rui Rio esteve reunido esta terça-feira com o ex-Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, numa audiência que foi pedida por Rui Rio para a “troca de ideias e a partilha de algumas reflexões sobre a atual situação do país”.

De acordo com a campanha de Rui Rio, o candidato terá reunido com Cavaco Silva esta tarde em Lisboa, numa reunião que decorreu à porta fechada, e sobre a qual Rui Rio diz que foi “muito produtiva e encorajadora para o futuro”.» [Observador]
   
Parecer:

A má moeda almoçou com Marcelo, a boa moeda é recebida por Cavaco.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 E viva a classe operária
   
«Os trabalhadores da Autoeuropa aprovaram na quarta-feira, nos plenários realizados, uma proposta para uma greve de dois dias, em 2 e 3 fevereiro, disse o coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT), Fernando Gonçalves, esta quinta-feira à Lusa.

“Durante os plenários, houve um trabalhador que apresentou uma proposta de greve. Em seis plenários houve um que votou contra e cinco votaram a favor”, disse o coordenador da CT.» [Observador]
   
Parecer:

Ou estou muito enganado ou um dia  destes os  gloriosos operários da Autoeuropa estão nos bancos dos jardins a jogar à sueca com os da Lisnave.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Nunca um OE teve tantos problemas de parto
   
«O Presidente da República disse esta quinta-feira, em Oeiras, que vai analisar o Orçamento do Estado para 2018 (OE2018) e depois decidirá sobre a sua promulgação e como comunicará essa decisão aos portugueses.

"Não sei ainda, porque são testemunhas do que estive a fazer e tenho depois de receber os chefes militares, logo a seguir ao almoço, o Governo, [e] audiência com o senhor primeiro-ministro. Veremos depois qual é o momento para tomar uma decisão sobre o Orçamento", comentou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Chefe de Estado, que falava após uma visita ao Centro de Apoio Social de Oeiras, do Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA), disse que ainda não analisou o documento do Governo, aprovado pela Assembleia da República, com os votos contra do PSD e do CDS-PP.» [Expresso]
   
Parecer:

Este poderia ser o OE mais tranquilo, mas com Marcelo tudo tem de ser transformado num espectáculo em que ele é o artista principal. Cavaco levava os diplomas num jipe, Marcelo leva-os numa roulote de um circo.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se com condescendência.»

quinta-feira, dezembro 21, 2017

A DIFAMAÇÃO DO ESTADO

Há décadas que os portugueses são matraqueados quase diariamente por uma imensidão de liberais de pacotilha, que a gestão do Estado é incompetente, que os privados fazem melhor, que as IPSS chegam onde o Estado não consegue, que os do Estado são despesa pública. Se o Estado é mau os políticos são ainda piores, são corruptos, mandriões, más pessoas, incompetentes, manhosos, cínicos oportunistas.

No privado são excelentes gestores, nas IPSS só há boas almas, o pessoal da imensidão de organizações da democracia representativa, desde os administradores dos condomínios às comissões disto e daquilo, são cidadãos exemplares. A coberto deste processo difamatório vão subtraindo funções ao Estado, privatiza-se tudo o que pode dar lucro, retira-se poder aos órgão eleitos para dar a organizações obscuras. 

A EDP, A REN, os CTT, a PT e muitas empresas que eram públicas a~so hoje geridas de forma exemplar, só não privatizaram as águas e as praias porque ainda não tiveram oportunidade, mas lá virá o dia. A economia social é hoje um setor poderoso e por aquilo que se tem visto até já planeia meter-se na banca.

Santana Lopes é um bom exemplo do virtuosismo do setor social, como empresário falhou e Cavaco arranjou-lhe emprego para pagar as despesas, nomeou-se secretário de Estado, mais tarde desvalorizou-o e promoveu-o a má moeda, mas a personagem sobreviveu, depois foi para o governo e o país riu á gargalhada, passou uns tempos na Santa Casa e é ele próprio que diz que já não é a desgraça do passado, foi um milagre.

Milagres como o de Santana Lopes são vários e nestes dias assistimos a mais um desses milagres nos CTT, há cada vez menos cartas e há carteiros a mais, mas parece que as cartas chegam mais tarde do que quando eram transportadas por carroças puxadas a cavalo. O Presidente dos CTT privados culpa a falta de cartas, mas não explica a razão de tanta incompetência nos CTT.

Os exemplos são muitos, aos poucos o país vai percebendo que criou um monstro, uma imensidão da economia entregue a gente de esquemas, a poderes ocultos, a organizações opacas, a seitas meio secretas, tudo em nome da incompetência do Estado. São negócios que escapam ao fisco e à lei, ai da ASAE se entra numa cantina e apreende produtos, penduram o seu presidente como o fizeram no passado. EM décadas tudo se tem passado no maior dos segredos.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRDURA



 Jumento do Dia

   
Assunção Cristas

Raras vezes as circunstâncias deram tantas oportunidades para a oposição atacar um governo e no caso do CDS nunca este partido teve quase o exclusivo da liderança da oposição sem deputados, lideranças e líderes parlamentares do PSD tão fraquinhos como os que tem tido durante esta legislatura. Era uma oportunidade única para Assunção Cristas se afirmar.

mas a líder do CDS não tem sabido ter a inteligência para aproveitar a oportunidade, como fez na campanha das autárquicas. Tem optado por uma oposição oportunista, agressiva e com base em graçolas, Cristas nem percebe que mais vale ter graça do que ser engraçada.

O resultado é desastroso, em pouco tempo Cristas dizimou o capital que amealhou nas autárquicas, permitiu que toda a gente no PSD a trate como o seu apêndice preferido e nos debates parlamentares põe-se a jeito para levar porrada de forma repetitiva. É pena.

 solução brilhante nos CTT

Os administradores incompetentes dos CTT encontraram a solução para que as cartas voltem a chegar a tempo e horas, cortar nos trabalhadores, no número e nos vencimentos. Os CTT estão a transformar-se num case study de incompetência, com o correio a chegar tarde e a más horas e com os atrasos nas encomendas postar a ultrapassar o vergonhoso. EM vez de se demitirem os administradores impuseram a si próprio um corte de vencimentos, julgando que assim dão o exemplo e ganham o direito de cortar os vencimentos de todos.

A demissão da administração dos CTT é uma inevitabilidade e só resta saber se sucede ants ou depois de uma intervenção do Estado, já que o serviço prestado pela empresa é miserável, não fazendo prever nada de bom em relação a todos os negócios, incluindo o do banco.

      
 Ainda tinha dúvidas?
   
«Passos agradeceu ao líder parlamentar, Hugo Soares, pelo vídeo com que o 'presenteou' antes da sua intervenção e que, ao longo de dez minutos, recorda momentos da sua presidência, desde A sua eleição em 2010, à chegada ao cargo de primeiro-ministro e, depois, na oposição, com depoimentos de muitos dos deputados da bancada social-democrata.

"Estará quase a fazer oito anos que terei estado como presidente do PSD e isso é realmente imenso tempo, pelo que a decisão que anunciei há não muito me parece cada vez mais acertada. Há uma altura para tudo e o caminho que percorremos fecha um ciclo e abrirá um outro ciclo, no qual tenho a certeza de que o país estará no centro da ação do PSD e dos seus militantes e dirigentes", afirmou.

Passos desejou ainda que este novo ciclo tenha "um suporte eleitoral significativo", que permita ao PSD regressar ao poder. "O país não precisa do PSD apenas quando há resgate e as coisas correm mal, também precisa da força reformista do PSD", afirmou.» [Expresso]
   
Parecer:

Pela forma como fala parece que a sua demissão resultou de uma iniciativa espontânea.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

quarta-feira, dezembro 20, 2017

ESPANTO

Quando ouço o que se vai dizendo sobre os roubos de crianças por parte dos donos da seita da IURD sinto espanto, não pela forma como essa gente gozou com este país ou pelo desprezo com que muitas almas estão ignorando o assunto, mas porque os acontecimentos não sucederam na idade média ou no tempo da outra senhora, mas sim há uma dúzia de anos, já em pleno século XXI.

Os crimes prescreveram e as crianças já cresceram e são adultos, havendo mesmo situações de morte, mas a verdade é que aconteceu quando supostamente o país já era moderno e numa época em que é inaceitável que tal tenha sucedido. Fez bem a Procuradora-Geral da República em querer perceber como tudo sucedeu, note-se que as vedetas do sistema judicial da época ainda por cá andam, o mesmo se podendo dizer das personalidades políticas que costumam operar no “mercado político” da segurança social.

Como é que é possível que muitas crianças cujos interesses são supostamente representados e protegidos pelo Ministério Público envolvidos em processos que envolve tantas almas bondosas foram exportadas com mais facilidade do que se fossem, gado. Por aquilo que tenho ouvido foi bem mais fácil roubar crianças e exportá-las para o RU, EUA e Brasil do que se tivessem roubado uma vitela e a quisessem exportar para os mesmos destinos.

Se alguém roubar uma vitela o roubo é imediatamente investigado, o transporte por estrada obriga à apresentação de documentos, a exportação pressupõe declarações aduaneiras e controlos veterinários, sucedendo o mesmo quando o animal chegar ao país de destino. No caso destas crianças foi tudo fácil, muito mais fácil do que levar um quilo de chouriços.

Não vale a pena tentar passar a ideia de que as leias mudaram , que as instituições são mais eficazes ou que agora há mais sensibilidade, nada mudou assim tanto nos últimos doze anos, a não ser na evolução tecnológica, em tudo o resto a caca e as pessoas que fazem essa caca são as mesmas.

É por isso que é lamentável que as instituições oficiais insistam em assobiar para o ar ou digam que é ao MP que cabe investigar, quando sabemos que nesta data pouco ou nada há a investigar, numa perspetiva de perseguição criminal. Mas há muito a investigar para se perceber se eram as leis eram insuficientes ou permeáveis, se eram as instituições que não funcionavam, se houve corrupção generalizada ou se os poderes da IURD chegam ao Estado e aos tribunais. Todas as instituições têm a obrigação de dizer aos portugueses como é que tudo foi possível para termos a certeza de que tal não se repete.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Fernando Medina, autarca de Lisboa

Não é todos os dias que um autarca é promovido a vedeta política porque o Tribunal Constitucional declarou inconstitucional e ainda menos porque o autarca chamou a si o poder de criar impostos, algo que nem mesmo o governo pode.

Talvez não fosse má ideia se Fernando Medina lesse a Constituição e tivesse mais cuidado na hora de inventar mais uma taxa.

«O Tribunal Constitucional considera a Taxa Municipal de Proteção Civil de Lisboa inconstitucional. Foi o provedor de Justiça, José de Faria Costa, que enviou em março para o TC um pedido de fiscalização de constitucionalidade das normas que criam a taxa, lançada ainda com António Costa na presidência da câmara.

O atual presidente da Câmara, Fernando Medina, vai realizar uma conferência de imprensa hoje às 14.00, a propósito do chumbo do TC. O autarca tem defendido que a continuidade da taxa é essencial para a melhoria do serviço prestado nos domínios da proteção civil, do combate aos incêndios e da garantia da segurança de pessoas e bens.» [DN]

 Incêndios, Tancos e Raríssimas

De dia para dia o CDS e o PSD assumem-se cada vez mais como partidos de falsa oposições já que nada opoem às medidas do governo, em vez de fazerem oposição preferem anda nos caixotes do lixo da imprensa em busca de matéria para terem protagonismo televisivo nas comissões parlamentares. Para isso parece contarem com a ajuda da TVI, com cujos jornalistas parece trocarem documentos e combinarem as perguntas a fazer aos ministros, como pareceu acontecer com Vieira da Silva.

      
 Não ter medo da IURD
   
«“Largas dezenas de ações contra a TVI.” É assim que a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) promete responder à investigação da estação televisiva que revela um alegado esquema de tráfico de crianças a partir de um lar ilegal em Lisboa operado pela igreja. O objetivo é simples: inundar os tribunais um pouco por todo o país — e, no caso de Portugal, por toda a União Europeia — de pequenos processos movidos por fiéis e pastores, alegando danos morais e obrigando a estação a um esforço enorme (acompanhado de gastos significativos) para se conseguir defender em múltiplos julgamentos.

A estratégia não é nova: já foi usada pelo menos três vezes contra meios de comunicação social no Brasil. O caso mais mediático foi contra a Folha de São Paulo, em 2008. Perante um artigo que expunha o vasto património empresarial da igreja fundada em 1977 pelo hoje multimilionário brasileiro Edir Macedo, a IURD decidiu mobilizar pastores e fiéis em praticamente todos os estados do Brasil, para que avançassem com ações por danos morais contra o jornal.» [Observador]
   
Parecer:

Se a IURD, uma verdadeira multinacional do crime organizado, usar os mecanismos da democracia para destruir a liberdade de imprensa, reagindo dessa forma às reportagens da TVI deve haver uma resposta global em defesa da justiça e da democracia. É tempo de se deixar de ter medo desses falsos bispos criminosos da IURD.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Responda-se à IURD.»

 Ironia do destino
   
«A ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues foi avaliada com ‘Inadequado’ como professora do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, no período 2014-16. 

A ex-governante teve negativa porque não inseriu toda a produção científica desenvolvida, alegando problemas de saúde. Lurdes Rodrigues apelou e pediu uma avaliação qualitativa, que foi recusada por ter sido entregue fora do prazo. 
Fez uma exposição à Comissão Permanente do Conselho Científico, que validou o chumbo. 

"A avaliação de desempenho não é, nem pode transformar-se, num mero processo burocrático e administrativo", defende na exposição, a que o CM teve acesso, argumentos também utilizados pelos professores quando ela impôs novo modelo de avaliação em 2008.» [CM]
   
Parecer:

A  ex-ministra da Educação que se notabilizou por ter introduzido a avaliação de professores chumba na sua própria avaliação enquanto professora.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Não saberão a tabuada
   
«O Tribunal de Contas (TC) detetou, numa auditoria, erros nos cálculos do valor das pensões atribuídas em 2016. A notícia é avançada esta terça-feira pelo Correio da Manhã, que adianta que o número de pensionistas penalizados é superior ao dos que são beneficiados pelos erros, citando o Parecer sobre a Conta Geral do Estado de 2016 que foi entregue pelo TC no parlamento.

De acordo com a mesma fonte, o TC analisou 125 processos de pensões de velhice e invalidez, numa amostra que considerou representativa, e detetou "irregularidades" em 44 processos, ou seja, 35% do universo em análise. Devido a erros de naturezas várias, 31 pensões tinham valores inferiores ao que era devido e outras 13 eram pagas em valor superior.

O Instituto de Segurança Social garantiu ao Tribunal de Contas, segundo o CM, que a generalidade das situações foi corrigida "face à nova informação disponível".» [DN]
   
Parecer:

Alguém devia oferecer calculadoras ao pessoal que calcula as pensões.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Quem disse que os gestores privados são mais competentes?
   
«Os CTT, liderados por Francisco Lacerda, anunciaram hoje ao mercado uma reorientação estratégica abrangente, que inclui desde redução operacional até à contenção com gastos salariais e com fornecedores. 

Na componente salarial, os Correios comunicaram "25% de redução da remuneração fixa do presidente do conselho de administração e do presidente executivo e 15% de redução para os restantes membros executivos e não executivos do conselho de administração em 2018 (versus os níveis actuais)". 

Adicionalmente, na mesma apresentação divulgada aos investidores, é anunciado que "não haverá lugar a remuneração variável para a comissão executiva referente a 2018 (nem em 2017)".

No que diz respeito aos restantes trabalhadores, ficam limitados os aumentos salariais "não obrigatórios para os colaboradores em 2018". Os Correios contam actualmente com pouco mais de 7000 trabalhadores, que também sofrerão uma "forte redução da remuneração variável (...) referente a 2017". » [Público]
   
Parecer:

Os CTT estão a transformar-se numa vergonha para o setor privado da economia portuguesa, a qualidade cai abruptamente, os prazos são desrespeitados, o serviço é mau, nas encomendas postais é uma vergonha e depois de tudo o isto os lucros descem, mais incompetência é impossível.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Questione-se o contrato de serviço público.»

 Temos um partido liberal
   
«O Tribunal Constitucional autorizou o pedido de constituição do partido Iniciativa Liberal, informa um acórdão divulgado nesta terça-feira pelo Palácio Ratton, que formaliza, assim, o 22.º partido político português.

O acórdão diz não existir qualquer obstáculo de ordem constitucional ou legal à formação do partido político designado Iniciativa Liberal, depois de os signatários terem corrigido aspectos dos estatutos.

O TC tinha apontado, anteriormente, a violação da lei dos partidos políticos em que o Iniciativa Liberal estava a incorrer ao prever que os membros do conselho de jurisdição fossem também membros do órgão de direcção política, o conselho nacional. Os signatários do Iniciativa Liberal corrigiram esta matéria, que violava o "estatuto de independência e imparcialidade" que deve assistir aos membros de um órgão jurisdicional.» [Público]
   
Parecer:

No país da mentiras partidárias onde a extrema-esquerda é bloco e a direita social-democrata, veremos se temos algo de genuíno.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

terça-feira, dezembro 19, 2017

ARMÉNIO CARLOS JÁ É O DONO DA AUTOEUROPA?

Li e voltei a ler, precisava de ter a certeza de que o Arménio Carlos teria escrito o que era notícia, para confirmação fui mesmo ler o artigo original. Para terminar um longo artigo em que se percebe que os trabalhadores da Autoeuropa já foram metidos na linha e devidamente enquadrados pela liderança da CGTP, Arménio Carlos vai mais longe e já se considera uma espécie de CEO político da Autoeuropa, dando instruções ao governo português e estabelecendo metas para uma empresa alemã.

"A  CGTPO considera que este é o momento certo para discutir uma estratégia de médio e longo prazo para a fábrica".

"Neste sentido, e no momento em que a Volkwagen já chegou a um acordo com o Governo alemão relativamente à substituição de uma parte da produção dos carros com motor a combustão por viaturas com motor elétrico, assim como às condições de condicionamento da circulação dos primeiros e apoios à comercialização dos segundos, é altura de o Governo assegurar as condições necessárias junto da multinacional para que a Autoeuropa seja parte integrante desta nova fase da estratégia produtiva".

Mas qual é a percentagem de capital detido pela CGTP na Autoeuropa para que o seu líder, certamente depois de ouvir as instruções do jerónimo de Sousa, vir considerar que “este é o momento certo para discutir uma estratégia de médio e longo prazo para a fábrica". Mas desde quando é que a CGTP tem por funções ou poderes para discutir o futuro de uma empresa privada, ainda por cima de capitais inteiramente estrangeiros?

E desde quando é que um governo português decide qual o papel de uma sucursal nacional de uma empresa estrangeira na gestão estratégica dessa empresa?

Arménio Carlos escreveu mesmo isto, pensa mesmo isto e isso significa que é assim que ele exige que a Autoeuropa seja gerida e foram estas as instruções que recebeu do líder do PCP. E isto é muito mais poder do que alguma vez um comissário político do PCUS teve dentro de uma empresa da ex-URSS. Arménio Carlos considera que tendo o poder de paralisar a Autoeuropa através do exercício do direito á greve, pode decidir a gestão da empresa como se esse poder fosse equivalente a deter a maioria do capital da empresa.

Estamos perante uma tentativa ridículo de reiniciar uma espécie de PREC através da Autoeuropa. Se o teste resultasse Arménio Carlos passaria a ser uma espécie de super-ministro da indústria nacional, tendo o direito de cogerir todas as empresas onde a CGTP tivesse o poder de as destruir através de paralisação. Talvez o Arménio Carlos possa começar pelo grupo SONAE, este artigo não foi escrito no jornal da CGTP ou no Avante, como seria de esperar, foi no jornal dos maiores capitalistas portugueses, cujo dono morreu ainda recentemente, curiosamente os pares de Arménio Carlos opuseram-se no parlamento contra um voto de pesar pela morte do capitalista Belmiro de Azevedo, o fundador do jornal que é agora a voz do PREC, enfim, é a luta de classes à antiga portuguesa.


UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Miguel Albuquerque, afilhado esquisito de Passos Coelho

Quando a Madeira foi à falência, dando origem ao "desvio colossal" que custou parte dos vencimentos aos funcionários e das pensões dos reformados os senhores da madeira não se queixaram. Agora regressam ao nacionalismo e ao protecionismo contra o sempre odiado continente, sinal de que Miguel Albuquerque, um senhor com um ar muito esquisito, sabe-se lá porquê, está a sentir dificuldades e receia o Cafufo.

Bastou que Passos Coelho, o padrinho do Continente, tenha anunciado a sua retirada, para que Miguel Albuquerque volte a assumir os tiques do seu padrinho Alberto.

«Todas as empresas, tenham ou não sede na Madeira, terão de pagar impostos na região ou ficarão de fora dos concursos para obras públicas. A regra deverá entrar em vigor em breve e foi anunciada pelo vice-presidente do governo, Pedro Calado, durante o debate do orçamento regional que decorre na Assembleia Legislativa até sexta-feira.

A intenção do governo regional, conforme explicou o ‘número dois’ de Miguel Albuquerque, é garantir que os impostos ficam na região mesmo que as empresas tenham sede no continente. Para isso, as empresas, caso queiram trabalhar no arquipélago, serão então obrigadas a preencher o anexo C do modelo 22, o que permite discriminar as receitas obtidas na Madeira. A tributação sobre essas receitas ficará para a região.

Segundo Pedro Calado, a ideia é evitar o que se passa atualmente, a situação que considera ser uma injustiça. “Conheço muitos empresários e empresas que trabalham na Madeira e não pagam qualquer imposto na região. Isto sim, é que é uma falsidade para com todos os madeirenses”. Se a situação é injusta, a verdade é que o governo tem já uma solução, também anunciada pelo vice-presidente.

“Todas as obras, todos os concursos públicos que o governo regional fizer, seja que empresa for, seja da Madeira ou do continente, se não paga impostos na Madeira, não trabalha na Madeira. Se quiserem trabalhar na Madeira têm de pagar impostos na Madeira, têm de preencher o anexo C”. Pedro Calado fez ainda questão de defender os empresários madeirenses, que esses pagam os impostos na região. Foi também uma resposta à acusação do deputado independente Gil Canha de que os empreiteiros terão facilidade em fazer desaparecer as receitas para paraísos fiscais.

A questão também tinha uma outra leitura política já que Pedro Calado, recém-chegado ao governo de Miguel Albuquerque, foi administrador do maior grupo de construção da Madeira, o grupo AFA. A resposta foi o anúncio da medida que, daqui para a frente, irá excluir todas as empresas que não paguem impostos na região dos concursos públicos. De acordo com a Lei das Finanças Regionais, todos impostos cobrados nas regiões são receitas próprias e a nova regra vai nesse sentido.» [Expresso]

 Dois vestidos de luxo de 200€, um BMW alugado e camarões

O país quase parou por causa de dois “vestidos de luxo” de 200€, um renting de um BMW e um par de quilos de camarões comprados no El Corte Inglês. Temos assistido a uma vaga de indignação porque uma instituição criada para cuidas de umas criancinhas com que ninguém se preocupava estava a ser gerida de forma tão oportunista.

Agora que ninguém me está a ler, deixem-me dizer-lhes que oxalá que todos os hospitais e demais instituições públicas e mesmo privadas deste país fossem brilhantemente geridas e a corrupção ao longo de anos se tivesse resumido a dois empregos para familiares a 10ooo€ brutos, um par de vestidos, uns quilos de camarões e um rating de um carro um pouco mais carito. Já nem falo nos investimentos em estradas e outras infraestruturas, porque para tanta corrupção não haveria nem vestidos a 200€, nem camarões que chegassem.

Mas não são os vestidos da Paulo que me incomodam, nem mesmo as criancinhas com que todos estão muito preocupados, agora que alguém lhes proporcionou conforto e cuidados que não tinham. O que me deixa incomodado foi ter havido uma denúncia de um esquema de fraude envolvendo fuga ao fisco em larga escala e branqueamento de capitais e ninguém está preocupado.

Foi denunciado que montantes muito avultados de donativos poderiam ter sido desviados para um esquema de fuga ao fisco e branqueamento de capitais, mas ninguém se incomodou. De acordo com um relatório de uma empresa de auditoria altamente credível, a KPMG, montantes avultados de donativos que não estariam a ser entregues diretamente ao destinatários, mas apresentados como donativos de empresas que não os tinham dado. 

Este esquema não é antigo, ali para os lados de Gaia, onde tudo isto terá sucedido já houve um senhor muito poderoso que era conhecido por ganhar muitos prémios de lotaria, isto é, comprava prémios a quem os ganhasse e dessa forma branqueava o dinheiro. Tal como os sortudos de outros tempos a Raríssimas não perdia dinheiro, só que algumas empresas poderiam alimentar sacos azuis fazendo de conta que tinham sido elas a doar os donativos e, ao mesmo tempo, ainda conseguiriam avultados benefícios fiscais.

O esquema é tão elementar que a probabilidade de não ser caso único é muito elevada. A mera denúncia devia levar as autoridades a lançar uma mega operação de auditoria aos donativos envolvendo polícia e fisco. Mas os nossos jornalistas esqueceram-se de perguntar ao fisco e à Procuradoria-Geral da República, estão mais interessados em discutir vestidos da treta e uns quilos de camarões.

Fica-se com a impressão que anda por aí muita gente em queimar a Raríssimas num auto de fé, ignorando o que se pode passar no submundo da poderosa economia social.

 Melhores fotos de natureza da National Geographic



(Público)

 Árvore de Natal na Casa Branca


 Gente cobarde


A Confreira da Marmelada de Odivelas

Conta um comentador que na campanha eleitoral de 2015 a senhora da Raríssimas teve um papel muito ativo no apoio ao PSD, na sua seção de Odivelas, bata procurar no Google para se saber destas atividades, tendo mesmo recebido a  Medalha de Honra, Grau Ouro da Câmara Municipal de Odivelas, por proposta do PSD, até diria que só não terá levado algumas medalhas concedidas por Marcelo porque não deu tempo. além, disso ainda foi, ma mesma ocasião,  etronizada confreira, pela Confraria da Marmelada de Odivelas.Agora recebeu a paga por parte do seu partido.

      
 Pagamos menos juros do que a Itália
   
«As obrigações do tesouro (OT) português voltaram a descer nesta segunda-feira, chegando a um valor que não se via desde Março de 2015, com a taxa de juro implícita no mercado secundário a situar-se nos 1,779% pelas 10h desta segunda-feira, de acordo com os dados da Reuters.

Com esta taxa, Portugal mantém-se ligeiramente abaixo da Itália, algo que foi impulsionado pela decisão da Fitch.

Na sexta-feira à noite, a agência de rating não só tirou Portugal do nível de “lixo” em termos da classificação de investimento, como subiu a nota em dois níveis de uma só vez. Esta manhã, os juros das OT a dez anos chegaram a estar em níveis ainda mais baixos.

No auge da crise, Portugal viu as taxas de juro subirem para dois dígitos, algo que chegou a durar mais de um ano (entre meados de 2011 e 2012).» [Público]
   
Parecer:

Uma boa notícia que temos de ignorar em nome dos sentimentos de Marcelo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Mais um deus comunista
   
«O líder da Coreia do Norte subiu ao Monte Paektu, de onde, na teoria, os homens da sua família recebem o desígnio divino de governar. Durante a escalada o monte esteve envolto num nevão de proporções bíblicas, mas assim que Kim chegou ao topo logo um enorme sol despontou sobre o horizonte. A agência de notícias norte-coreana não tem dúvidas: o líder tem poderes sobrenaturais

Às vezes está debaixo do solo, a examinar, qual génio da física, a preparação do lançamento de mais um míssil balístico. Outras vezes é fotografado ao lado do seus comandantes de mais alta patente, sempre a sorrir, feliz com o sucesso galopante do seu programa nuclear - e com a miséria dos milhões de pessoas que deixam de comer para ele o poder alimentar. Mas desta vez Kim Jong-un não só demonstrou alguma atividade que envolva mexer-se como, diz a agência de notícias norte-coreana KCNA, provou que consegue controlar o clima.

Segundo escreve a KCNA, Kim subiu ao Monte Paektu e, no meio de uma tempestade, o líder fez nascer um sol radioso. "A montanha ancestral de Paektu estava completamente coberta de neve branca mas logo se abriu num regozijo maravilhoso de sol quando o seu grande mestre apareceu. Quando Kim Jong-un chegou ao cume, caminhando sobre camadas densas de gelo, o tempo mudou imediatamente e, no meio dos nevões de dezembro, abriu-se o sol expondo a figura majestosa do líder", escreve a agência.» [Expresso]
   
Parecer:

E idiota.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Jerónimo se já montou um altar na Soeiro Pereira Gomes e a Bernardino Soares se vai mandar construir uma capela em Loures dedicada ao santo da sua devoção.»

 Isabel dos Santos roubou a Sonangol?
   
«Isabel dos Santos terá transferido 57 milhões de euros para uma conta offshore no Dubai, pertencente à  sua empresa privada Esperanza, já depois de ter sido exonerada do cargo de presidente do conselho de administração da petrolífera Sonangol. A revelação é feita pelo site angolano “Club-K” que dá conta da operação que terá sido feita a partir de uma conta da petrolífera estatal no Banco BIC de Portugal. Nova administração da Sonangol quer o dinheiro de volta e já comunicou o caso ao governador do Banco de Portugal.

Segundo a edição de 17 de dezembro do “Club-K”, o novo conselho de administração da Sonangol, liderado por Carlos Saturnino, revela-se empenhado em resgatar  57 milhões de euros que a sua antiga presidente do conselho de administração, Isabel José dos Santos, terá transferido “injustificadamente” para uma conta offshore no Dubai, pertencente à sua holding Esperanza. A operação, diz o site angolano, foi feita a partir de uma conta da petrolífera estatal no Banco BIC de Portugal, dias depois de ela ter sido exonerada pelo novo chefe de estado angolano, João Lourenço.» [JE]
   
Parecer:

Parece que sim e com a colaboração do BIC de Teixeira dos Santos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

segunda-feira, dezembro 18, 2017

HÁ MAIS PORTUGAL PARA ALÉM DE PEDRÓGÃO

Todos sabemos que as comoções trazem mais simpatias, quando alguém da alta sociedade abraça uma pobre velhinha quem fica com os louros da fotografia é o senhor, o pobre funciona como figurante, só está ali para que a comunicação mostre como o senhor é bondoso. Passados minutos o senhor continuará a pavonear-se nas televisões, dele dirão ser um grande coração, cheio de amor para dar. A pobre velhinha cuja fotografia correu mundo será ignorada, minutos depois ninguém a reconhecerá, a sua tragédia será esquecida, as suas dores ignoradas, cumpriu o seu papel de engrandecimento dos que já eram grandes.

Compreende-se que numa sociedade em que os likes são tão importantes para quem tem o poder. São ainda mais importantes para quem não só tem o poder que resultados dos votos, como quer transformar este poder numa arma de destruição política, combinando-o com uma popularidade alcançada a qualquer custo. Compreende-se que não se queira evidenciar os sucessos, pior ainda, recorre-se ao jogo sujo de palavras manhosas para envergonhar os que tiveram sucesso, mesmo sabendo-se que graças a esse sucesso é mais fácil acorrer às vítimas das tragédias.

Alguém honesto diria que ainda bem que apesar das calamidades temos sucesso na economia, que os juros da dívida são mais baixos, que não estejamos à beira de um segundo resgate. Graças a esse sucesso o país pode libertar mais recursos para acorrer às vítimas, pode ajudar uns sem que isso sirva de justificação para tirar o escalpe a outros, sem que isso sirva de argumento para inventar mais um “desvio colossal”. Quem tanto gosta de acorrer às vítimas e cobrar isso sob a forma de popularidade nas sondagens do Expresso deveria estar grato.

Mas há mais uma dimensão que deveria levar algumas personalidades a pensar. As tragédias que assim são tratadas na comunicação social são necessariamente coletivas, mas na verdade cada tragédia é um somatório de tragédias individuais, não há mortes coletivas. Para a família de alguém que morreu num pequeno incêndio a tragédia é tão grande quanto para o familiar de uma vítima dos incêndios de Pedrógão ou dos que ocorreram em Outubro.  Isso é verdade para as vítimas dos incêndios, como o é para as vítimas dos acidentes de viação, dos acidentes no trabalho ou dos naufrágios. Em muitos deles o Estado também falhou, da mesma forma que falhou quando uma vítima de violência doméstica é assassinada apesar de ter feito sucessivas queixas na polícia.

Um país é feito de sucessos e de insucesso, de tragédias de alegrias, de riqueza e de pobreza. Um presidente devia estar grato porque o país tem sucessos apesar dos momentos trágicos que atravessou, um presidente que quer que o país tenha mais capacidade para acorrer às vítimas dos incêndios ou para ajudar os mais pobres deveria estar grato porque esse mesmo país pode aceder a financiamento mais fácil e mais barato, por ter menos défice público podendo libertar recursos para situações imprevisíveis, para continuar a crescer apesar de tudo o que de mau aconteceu em 2017.

É lamentável que o Presidente desta República não pense assim e pareça estar mais interessado na desgraça e na instabilidade, não sei se por lhe dar gozo, por mera inveja ou porque assim se sente mais poderoso. Mas é pena, revela alguma pobreza de espírito.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Hugo Soares

Não há qualquer novidade no apoio de Hugo Soares a Pedro Santana Lopes, a equipa de Passos Coelho vê no senhor das trapalhadas as melhor marioneta para perder as eleições daqui a dois anos e a decisão do líder parlamentar do PSD só peca por tardia. Só se pode entender este atraso porque o líder parlamentar do PSD poderá ter preferido dar tempo para escolher um candidato vencedor ou está convencido de que o seu apoio é tão importante que devia ser gerido a maximizar o impacto.

«O sábado de Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, foi em cheio. Começou com Marcelo Rebelo de Sousa, na inauguração do presépio ao vivo de Priscos, de manhã ("parece que vem o Papa", descreve), e terminou já noite cerrada, em Braga, ao lado de Pedro Santana Lopes, num encontro com militantes da distrital que [Hugo] também lídera.

"Foi um dia em que estive com o Presidente da República, com o futuro Presidente da República - porque acredito que ele vai recandidatar-se e ganhar - e com o futuro primeiro-ministro", disse Hugo Soares ao PÚBLICO, horas antes de manifestar publicamente o apoio a Santana.

"Não tenho dúvidas de que a seguir à eleição do PSD, qualquer que seja vencedor ele estará mais bem preparado e será mais responsável do que o actual primeiro-ministro. O PSD pode orgulhar-se de ter dois excelentes candidatos. Mas na vida temos de fazer opções e eu não ficava bem com a minha consciência se não dissesse em quem votarei", assume Hugo Soares, para concluir: "Apoio o dr. Pedro Santana Lopes".

Um dos motivos invocados pelo líder da bancada do PSD para não ficar em silêncio é o facto de Santana "ter deixado a sua cómoda posição de senador" para se voltar a dedicar ao partido. Mais que isso, Hugo Soares não diz. "Não vou fazer aquilo que muitos querem que faça, que para depois explorarem as diferenças entre os candidatos. Limito-me a dizer em quem voto, desde logo pelas responsabilidades acrescidas que tenho depois do dia 14 de Janeiro".» [Público]



 Catarina Martins e as sardinhas

Catarina  Martins foi ao Algarve mandar postas de pescada sobre a pesca da sardinha, teorizou sobre tecnologias, sobre pesca sustentável e sobre pagar a pesacadores pra poderem contuinuar a serem pescadores mesmo sem nada para pescar. Esta Catarina faz milagres.


 Jerónimo de Sousa e a Fitch

Até parece que Jerónimo de Sousa ficou irritado porque a Fitch deixou de considerar a dívida soberana portuguesa na classificação de lixo, para o líder comunista o que importa e quem manda é o povo. Pois é, o povo manda mas quem mais deveria ficar contente com a Fitch é precisamente o líder do PCP. é uma hipocrisia ver quem mais defende défices públicos não ter  a mais pequena consideração pelos juros que temos de pagar.

Jerónimo de Sousa acredita mesmo que aumenta o défice, não paga a dívida e no dia seguinte consegue mais dinheiro para voltar a aumentar o défice e deixar de pagar? O mais grave é que todo o PCP acredita mesmo neste tese.