sábado, março 24, 2018

PEDRÓGÃO É IRREPETÍVEL?

A dúvida que se coloca neste dia nacional da limpeza das matas é se limpas as matas tudo teria ocorrido de forma diferente em Pedrógão ou nas localidades atingidas pelos incêndios de outubro, se todas as outras condições se repetissem. Infelizmente os incêndios são como os jogos de futebol, prognósticos só depois dos jogos. É fácil dizer o que se deveria ter feito depois de muitos meses a estudar o assunto.

Só que os incêndios não ocorrem nas condições e locais onde esperamos e muito menos segundo modelos de treino. Podem ocorrer em locais onde os recursos da GNR e dos bombeiros são escassos, junto a praias fluviais muito concorridas, onde as estradas têm eucaliptos juntos às bermas, nos dias mais quentes do ano e depois de meses de seca. 

Se as condições em que ocorreram os incêndios de Pedrógão voltarem a ocorrer um grande incêndio pode ter consequências semelhantes ao de junho passado. A limpeza do mato não impedirá a rápida progressão do incêndio, como o vento a passar o fogo de copa para copa, de vale para vale, o número de vítima dependerá de uma multiplicidade de fatores casuísticos. Se ocorrer uma debandada de turistas e residentes como ocorreu em Pedrógão e as estradas tiverem características idênticas, há uma elevada probabilidade de tudo se repeti.

Há acidentes que podem ser previstos e cuja resposta adequada pode ser treinada, mas também há circunstâncias que nos ultrapassam. Quando ocorreu o maremoto na Ásia era primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, que prometeu um sistema de alerta e prevenção. Já depois disso assistimos a um grande maremoto no Japão e se tal vier a ocorrer na nossa costa nada impedirá o desastre. 

A oposição aproveita-se da desgraça, o Presidente fez mais uma das suas campanhas televisivas, o governo adota as medidas que pode, alguns familiares das vítimas aproveitam o oportunismo de uma líder política para tentarem uma carreira política, mas a verdade é que o incêndio de Pedrógão poderia repetir-se. Talvez com as casas menos vulneráveis, com as populações avisadas para as consequência do pânico e com algumas estradas com as beiras mais limpas. 

Mas nem os sábios dos relatórios são capazes de prever as consequências, não há modelo matemático que possa prever a evolução de um incêndio alimentado por ventos quase ciclónicos e com direções erráticas, da mesma forma que o comportamento das populações é imprevisível. Exigir dos bombeiros, dos políticas e dos governantes uma ação eficaz também os australianos e os californianos gostariam de se capazes.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Pedro Santana Lopes

O mínimo que se pode dizer de Santana Lopes é que com aliados como ele ninguém precisa de adversários políticos. Depois de no passado se ter queixado das facadas que levou e de terem tentado matar a criança na incubadora, parece que agora é ele que dá as facadas e quer matar a nova liderança do PSD ainda no berço.

«Pedro Santana Lopes diz que não dá explicações a ninguém sobre os seus comentários políticos e contraria a versão da conversa entre ambos divulgada na manhã desta quinta-feira por Rui Rio sobre a “inauguração da liderança” do partido. “Foi ele que me ligou ontem ao meio-dia, num telefonema simpático”, revela Santana ao Observador. “Eu tinha uma chamada não atendida dele. Mas já não fui a tempo, liguei em seguida e tivemos uma conversa cordial, como sempre”. Segundo Santana, o líder do PSD telefonou-lhe para dizer que concordava com as críticas feitas por si no comentário aos membros da direção do partido que, nos jornais, pressionaram a demissão de Feliciano Barreiras Duarte. Mas desmente que, durante a conversa, tivesse dito que inaugurar a liderança era uma referência à oposição interna.

"Disse-lhe que esperava agora que ele criasse as condições para começar a fazer o trabalho de oposição que os militantes esperam. Não falei em oposição interna. Disse: ‘Espero que possas começar a fazer o trabalho que queres fazer, que inaugures a liderança. Agora tens condições para começares a trabalhar’. Deve ter havido uma má interpretação qualquer das palavras”.

Na manhã desta quinta-feira, em Bruxelas, antes de entrar para a cimeira do PPE, Rui Rio foi confrontado pelos jornalistas com o comentário de Santana sobre a necessidade de o presidente do partido “inaugurar a liderança” do PSD e respondeu:

"A crítica não era exatamente para a direção nacional. É para quem internamente está mais apostado em destruir do que a ajudar a construir. Interpretei assim e o próprio já teve a oportunidade de me explicar que era essa a ideia que queria transmitir”, revelou Rui Rio."» [Observador]

      
 Veteranos da treta
   
«Um grupo de antigos estudantes de Coimbra juntou-se para defender o “espírito democrático” da academia e exigir respeito pelo referendo que determinou o fim da garraiada. Entre os 118 subscritores do texto intitulado “Carta Aberta pela Preservação da Tradição” estão ex-dirigentes estudantis bem como ex-elementos de órgãos de gestão de diversas faculdades.

O documento foi enviado ao PÚBLICO na sequência da decisão do Conselho de Veteranos (CV) da Universidade de Coimbra, que inverteu a escolha da larga maioria dos estudantes nas urnas. 27 Membros do CV decidiram na noite de quarta-feira manter a realização do evento tauromáquico, depois de 70,7% dos estudantes ter votado a sua abolição. No referendo participaram 5638 alunos.

Na carta, os antigos estudantes apelam a que o Conselho de Veteranos respeite o referendo e “reconheça o seu resultado como vinculativo”, bem como sugerem que sejam tomadas “todas as acções legalmente aceites” para que o nome ou recursos da universidade e da Associação Académica de Coimbra, não sejam utilizados neste evento.

O repto também é lançado às autarquias de Coimbra e da Figueira da Foz (onde tem lugar a garraiada), para que “não compactuem com este ataque a uma decisão democrática” e não colaborem “com a realização deste eventual acontecimento tauromáquico”.

O referendo em que os estudantes decidiram acabar com a garraiada teve lugar a 13 de Março e foi proposto pelo Conselho Geral da Queima das Fitas, entidade responsável pela organização da festividade e na qual estão representados o Conselho de Veteranos, a direcção-geral da AAC e os representantes dos conselhos cultural e desportivo da AAC. Teve um carácter consultivo.» [Público]
   
Parecer:

Tenham mas é juízo.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Mandem os veteranos da treta à bardamerda.»
  
 Enquanto não ganha o país Cristas vai perdendo o partido
   
«A advogada Isabel Menéres Campos, que esta quinta-feira à noite foi eleita presidente da concelhia do CDS do Porto com uma candidatura anti-sistema, apontou como primeira medida "convidar a lista adversária para a concretização de um projeto que una o partido".

"Manifesto satisfação pela forma como decorreu o ato eleitoral. Há mais de 20 anos que não se via uma mobilização desta envergadura e as nossas primeiras medidas passarão por convidar os membros da outra lista para colaborarem no nosso projeto. Queremos unir o partido, em particular o CDS do Porto", disse à agência Lusa.

A advogada e professora universitária, que era vogal da comissão política concelhia que desempenhou funções até ao ato eleitoral que decorreu na quinta-feira, liderava a lista B, enquanto a lista A era encabeçada pela vereadora da câmara do Porto, Catarina Araújo. Ou seja, a lista associada à direção do partido, que integrava o secretário-geral adjunto no Norte, Manuel Gonçalves, e tinha como mandatária a vice do CDS Cecília Meireles perdeu.» [Expresso]
   
Parecer:

Parece que a líder do CDS é incapaz de manter o partido unido.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 É agora que as matas vão ficar limpinhas!
   
«Assim, já amanhã, o primeiro-ministro António Costa e mais de duas dezenas de membros do Governo irão participar em ações de limpeza florestal em vários distritos do país de norte a sul.

“Assumindo a limpeza das florestas como uma prioridade para o sucesso da estratégia de prevenção e combate aos incêndios, o Governo procura, desta forma, mobilizar o País para esta importante causa nacional, colaborando diretamente no esforço que está a ser desenvolvido pelos municípios, empresas e cidadãos para reduzir o risco de incêndio”, pode ler-se numa nota do Governo difundida ontem ao final do dia.

Assim sendo, o primeiro-ministro e membros do Governo das várias áreas governativas irão deslocar-se a várias regiões do Minho ao Algarve, para participarem num conjunto de iniciativas organizadas em parceria com a Associação Nacional dos Municípios Portugueses. Estão previstas ações no terreno de limpeza de mato e ainda a apresentação de planos e projetos no âmbito da prevenção.» [Expresso]
   
Parecer:

A limpeza das matas está a transformar-se numa paranóia nacional.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Aguarde-se por umais um ano seco seguido de um verão quente para ver se esta limpeza tem resultados.»

 Liberdade de expressão censurada
   
«Numa carta dirigida aos militantes do seu partido, e reproduzida na íntegra pelo jornal digital espanhol "eldiario.es", Rovira explica os motivos que a levaram a tomar esta decisão. "Hoje empreendo um caminho duro, um caminho que, infelizmente, tantos outros que nos precedem tiveram que empreender. O caminho do exílio".

A independentista catalã desabafa que "não se sentia livre" e que sentia a sua "liberdade de expressão censurada" devido às constantes "ameaças judiciais arbitrárias" pelo que opta pela "única forma de recuperar a minha voz política": o exílio.» [Expresso]
   
Parecer:

Durante os últimos anos quase era crime falar espanhol na Catalunha, nem os estrangeiros se escapavam à antipatia quando tentavam expressar-se em espanhol, já que catalão não é prrpriamnte uma língua que se fale no estrangeiro, a não ser por Guardiola. Nas empresas todos os que vinham de Madrid trabalhar na Catalunha eram maltratados. Quem promoveu este ambiente e depois de meses em que se passava a ideia de uma quase unanimidade em torno da independência e de um referendo com resultados esmagadores dizem agora que não podem expressar as suas opiniões em Espanha?
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

sexta-feira, março 23, 2018

NUNCA É TARDE PARA SE SENTIR VERGONHA

A vida prega-nos destas partidas, passamos décadas a conviver e a tropeçar na miséria, chegamos aos 7o anos e eis que vemos o que nunca vimos, depois de milhares de comentários e análises, depois de quatro anos a empobrecer ainda mais os que já eram os mais pobres, eis que surge uma luz, certamente vinda do divino, e vimos o que nunca vimos.

Mas nunca é tarde para vermos que o mundo não é só aquele que conhecíamos nos jantares dos banqueiros, nos almoços do Gigi, das festas da Quinta Patino ou da Quinta da Marinha, o nosso mundo, este nosso Portugal é um país com muita miséria, com muita gente sem recursos, com muita gente mal remunerada. É um país onde um grande partido garantia que seria o fim do mundo se os que ganham a miséria do ordenado mínimo recebessem mais uma dúzia de euros.

A miséria é fotograficamente bonita, temos excelentes imagens da miséria quotidiana dignas de prémios fotográficos e até alguns romances que todos lemos, quem não apreciou as imagens dos emigrantes em Santa Apolónia ou dos pescadores da Póvoa, filmes como Aniki Bóbó ou muitos outros do velho cinema português? Mas a vida não são realizações fotográficas ou cinematográficas e aquela miséria com que passámos a vida a cruzar-nos era mesmo real, não eram encenações televisivas, a fome, as barracas, os filhos tirados aos pobres, tudo isso era real e sempre cá esteve para que sentíssemos vergonha.

Mas mesmo que muita gente não se tivesse sentido envergonhada no passado e só agora tenha reparado na miséria que ainda subsiste, já muita coisa acabou, já quase nos lembramos dos imensos bairros da lata que existiam em Lisboa, alguns bem no centro da cidade como as barracas na zona de Chelas, uma verdadeira cidade dentro da cidade. Felizmente há quem sinta vergonha há muitas décadas e, sendo gente de direita ou de esquerda, sempre combateram a miséria, recusando uma vida de futilidades palacianas.

Também é verdade que o combate à miséria deve ser penado no quadro das políticas governamentais, é a diferença entre empregar o Catroga na EDP e aumentar o IVA na eletricidade e nos bens básicos ou aumentar as prestações sociais e o ordenado mínimo. É a diferebça entre defender a escola pública para apostar na valorização profissional ou investir na privada e reduzir a pública a albergues de crianças mais pobres. 

Há quem nunca acabe de descobrir a miséria e até tenha a brilhante ideia de exigir políticas ao governo. Até apetece perguntar a algumas pessoas onde estiveram nos últimos setenta anos. Ainda bem que nem todos andam distraídos e há muito que combatem a miséria, mesmo sem crise de caridade, sem visões cristãs da sociedade e sem preocupações com agendas e ambições políticas pessoais.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Rui Rio, secretário-geral do PSD

Rui Rio parece não saber que quando se mexe na caca a coisa cheira ainda mais mal, que se saiba o seu secretário-geral foi criativo na elaboração do seu currículo e isso vai contra todos os valores que se espera de alguém com responsabilidades políticas. O massacre só sucedeu porque Rui Rio e o próprio Nanito julgaram que a coisa passava com desculpas da treta e tentaram iludir os portugueses.

Rui Rio errou e não pode agora tentar branquear uma situação cujos dados são conhecidos de todos. Depois de todos os erros esta intervenção foi mais um erro, acrescentando-se aos muitos que Rui Rio já cometeu desde que ganhou as eleições a Santana Lopes. A  verdade que o Caso Nanito desprestigiou a sua liderança, desprestigia o seu grupo parlamentar e desprestigia o próprio parlamento. É pena que depois de ter dito que nos ia dar um banho de ética o líder do PSD não entenda isto ou faça que não entende.

«Rui Rio está em Bruxelas a participar na sua primeira cimeira do Partido Popular Europeu (PPE) e, ao fim de cinco dias de silêncio, comentou a demissão do secretário-geral Feliciano Barreiras Duarte. Disse não ser politicamente correto dizer que o caso que levou à demissão foi “um massacre, um exagero”, mas que “não será preciso muito tempo para as pessoas perceberem que houve uma desproporção brutal“. E afirmou: “O tempo é o melhor conselheiro”.

“Dizer isto neste momento pode não ser politicamente correto, mas não vai ser preciso muito tempo para as pessoas perceberem”, insistiu, aproveitando para deixar uma crítica à “sociedade”, que está a ser alvo de “uma transformação negativa”: “Costuma-se dizer que ninguém está imune a polémicas, que quem não deve não teme, mas agora mesmo quem não deve tem de temer“, disse.» [Observador]

 O relatório dos incêndios

Por aquilo que ouvi dos nossos sábios os incêndios podiam ter sido facilmente previstos e combatidos. Corremos um sério risco de os nossos sábios em incêndios serem contratados pelo governador da Califórnia ou pelo governo da Austrália, regiões onde se registam incêndios de grandes dimensões que muitas vezes fogem ao controlo. O país devia antecipar-se e contratá-los para coordenarem o combate aos incêndios.

      
 Azar
   
«O primeiro-ministro de Espanha, Mariano Rajoy, suspendeu a visita oficial que deveria realizar este fim de semana a Angola para ficar em Madrid a acompanhar a situação política na Catalunha.

Fonte do executivo espanhol disse à agência Lusa que Rajoy suspendeu a viagem depois dos últimos acontecimentos na Catalunha, com os independentistas, em maioria no parlamento regional, a tentarem eleger um presidente do Governo Catalão que está a ser investigado pela justiça por suspeitas de delitos de rebelião e sedição.» [Observador]
   
Parecer:

O pessoal de Angola vai ter de convidar outro.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se e proponha-se a Angola que convide o Puidgmont.»
  
 Os sábios dos incêndios usaram dados falsos
   
«O ex-secretário de Estado da Administração Interna Jorge Gomes criticou esta quinta-feira a Comissão Técnica Independente aos incêndios de outubro por ausência de direito ao contraditório e apontou a existência de dados “falsos” sobre meios de combate disponíveis.

Jorge Gomes, atual deputado socialista e que se demitiu do Governo na sequência dos incêndios de 15 e 16 de outubro, em conferência de imprensa, acusou o ex-segundo comandante operacional (CONAC) da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o tenente coronel Albino Tavares, de ter transmitido aos elementos da Comissão Técnica Independente informações “falsas”.

De acordo com Jorge Gomes, a Comissão Técnica Independente “não fez o contraditório” das posições assumidas pelo tenente coronel Albino Tavares, que na altura dos fogos de outubro desempenhava as funções de primeiro CONAC em regime de substituição. “O Estado e o Governo jamais retiraram meios quando são necessários. Nada do que aconteceu foi por falta de meios, tudo o que aconteceu foi porque não havia forma de conter a dimensão [dos fogos]. Arderem dez mil campos de futebol numa hora, era essa a progressão do incêndio e não há meios aéreos e humanos, não há recursos nenhuns que consigam suster incêndios desses”, sustentou.» [Observador]
   
Parecer:

É uma questão a esclarecer.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»

 E sabem quem são?
   
«O Reino Unido vai apelar aos líderes europeus, na reunião do Conselho Europeu desta quinta e sexta-feira, para expulsarem os agentes de inteligência russos radicados nos seus respetivos países, com vista ao desmantelamento da rede de Putin espalhada pela Europa. Em causa está o envenenamento do ex-espião russo Sergueï Skrip e da filha, em Salisbury, Reino Unido, no início do mês, com recurso a um agente nervoso que pode ser fatal.

De acordo com o The Guardian, a primeira-ministra britânica vai expor a situação aos líderes da União Europeia no jantar desta quinta-feira, à margem da cimeira que decorre em Bruxelas até sexta-feira. “O desafio da Rússia é uma questão que vai perdurar durante anos. Enquanto democracia europeia, o Reino Unido vai permanecer ombro com ombro com a União Europeia e  Nato para responder a este tipo de desafios e ameaças”, dirá a primeira-ministra, segundo aquele jornal britânico.» [Observador]
   
Parecer:

parece que a primeira-ministra quer disfarçar o Brexit com um Putinix.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Trapalhada porquê?
   
«Os proprietários lisboetas que têm imóveis arrendados e que deduziram, em sede de IRS, o valor relativo à taxa de proteção civil vão agora ter de corrigir as declarações de IRS. Quem o disse foi o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, num esclarecimento enviado à Associação Lisbonense de Proprietários. A informação foi confirmada ao Observador num esclarecimento enviado pelas Finanças: senhorios têm 30 dias para corrigir declaração de IRS.

De acordo com uma publicação da Associação Lisbonense de Proprietários no Facebook, o secretário de Estado terá dito que “as declarações de rendimentos têm de ser rectificadas num prazo de 30 dias, mas a partir de uma data que, em verdade, não é possível aferir qual é”. A associação fala mesmo numa “trapalhada fiscal” referindo-se a todo o processo que envolve a devolução do valor da taxa municipal cobrada em Lisboa.» [Observador]
   
Parecer:

Se souberam deduzir também hão-de saber adicionar!
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 O abraço da Cristas
   
«Assunção Cristas levantou-se do seu lugar na frente da bancada e foi cumprimentar com um abraço Filipe Lobo d’ Ávila que estava sentado na terceira fila, momentos depois de o deputado e seu opositor interno ter anunciado ao plenário que deixaria o Parlamento. Renuncia ao mandato parlamentar, mas não deixa a vida política, declarou o democrata-cristão. Quanto ao futuro no CDS, Filipe Lobo d’Ávila deixa uma porta aberta: “Só Deus sabe”.

Depois de ter anunciado que sairia do Parlamento, durante o congresso do CDS de 10 e 11 de Março, o deputado fez nesta quarta-feira uma espécie de despedida no plenário. “Saio do Parlamento, mas não deixo a vida política, não abandono o meu partido”, disse na intervenção em que lembrou os cargos políticos que ocupou. Foi alto quadro do Ministério da Justiça – passando por três governos sucessivos –, onde disse ter sido “possível fazer diferente”, em áreas como os julgados de paz, e foi secretário de Estado da Administração Interna do então ministro Miguel Macedo. Fez parte de uma equipa que disse não esquecer nem querer “esquecer”. Sem se referir à actual liderança de Assunção Cristas, Filipe Lobo d’Ávila recordou que foi porta-voz “num partido liderado por Paulo Portas”, o que foi “uma escola de vida”, de uma “exigência única”.

Nos últimos dois congressos, Filipe Lobo d´Ávila liderou listas ao Conselho Nacional alternativas à da direcção de Cristas. Ao fim de 16 de vida pública, o ainda deputado declarou que continua “livre” e que continua a ter “espírito crítico”, mas não detalhou os motivos da sua saída, que se concretiza esta sexta-feira. O nome que se segue na lista é Raul Almeida, que é um dos críticos de Assunção Cristas, e que está a ponderar se tem “condições políticas” para exercer o mandato de deputado.» [Público]
   
Parecer:

Grande abraçadora!
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 E os outros dispensam abraços
   
«Raul Almeida, crítico da liderança de Assunção Cristas, não aceitou ir para o Parlamento em substituição de Filipe Lobo d’Ávila por considerar que não tem condições políticas. O nome que se segue na lista é o de Orísia Roque, que também não aceitou. Quem irá assumir o mandato é o nome seguinte – João Gonçalves Pereira, vereador em Lisboa, apurou o PÚBLICO.

“Não vou porque não há razão nenhuma para que as condições que o Filipe Lobo d’Ávila não teve eu as tivesse em termos de liberdade”, afirmou ao PÚBLICO Raul Almeida, que é o porta-voz da lista alternativa à da direcção do CDS ao Conselho Nacional e que, por duas vezes, foi liderada por Filipe Lobo d’ Ávila em congresso.  

Raul Almeida, que já foi deputado, elogia o líder parlamentar Nuno Magalhães – “o processo correu muito bem e foi tratado com lisura” – mas considera que isso “não é suficiente” para aceitar integrar a bancada do CDS que é “um dos meios da direcção política do partido”.» [Público]
   
Parecer:

A Cristas que se cuide, se falhar nas legislativas vai ter um pequeno problema.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Vingança
   
«O CDS-PP anunciou esta quinta-feira que "tudo fará" para travar a "vingança sobre os contribuintes" proprietários de imóveis em Lisboa de alterarem a suas declarações de IRS devido à devolução da taxa de Proteção Civil, declarada inconstitucional.

"Se por acaso, passar pela cabeça do Governo manter esta ideia, o CDS tudo fará no parlamento e, se necessário for, através de uma iniciativa legislativa, para que o PS, que na Câmara de Lisboa cobrou uma taxa inconstitucional, e o PS no Governo, que quer, numa espécie de vingança sobre os contribuintes que receberam de volta aquilo que nunca deviam ter pago, obrigá-los a retificar essas declarações de IRS", disse João Almeida.

Em causa está uma informação prestada pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais à Associação Lisbonense de Proprietários, segundo a qual quem tem imóveis arrendados e que deduziu, em sede de IRS, o valor relativo à taxa de proteção civil, terá de corrigir as declarações de IRS, conforme foi avançado pelo jornal online Observador.» [Expresso]
   
Parecer:

Se os proprietários deduzem o que pagam é natural que tenham de declarar o que recebem, a posição do CDS é miserável e oportunista. parece que a Cristas quer ganhar ao PSD da forma mais baixa.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 Mas o Lobo Xavier não disse que estava tudo bem
   
«Os assessores jurídicos de Cristiano Ronaldo, responsáveis pela gestão financeira do craque português, também vão ser constituídos arguidos pelo Ministério Público espanhol no caso de fuga aos impostos que CR7 enfrenta, revela o “Jogo” esta quinta-feira.

Esta foi a instrução dada pela juíza do tribunal de Madrid, repetindo uma decisão já tomada anteriormente quando o caso de fuga ao Fisco por Lionel Messi estava a ser avaliado. Os assessores de CR7 serão chamados a depor em breve.

Cristiano Ronaldo, desde o primeiro momento, alegou que sempre deu instruções para que “tudo fosse pago” às finanças espanholas.» [Expresso]
   
Parecer:

Parece que o lobo Xavier anda muito calado.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Solicite-se esclarecimento ao fiscalista.»

 Santana ainda sonha
   
«Santana Lopes continua a ter dúvidas que o Governo minoritário de António Costa, apoiado pelo Bloco de Esquerda e o PCP, chegue ao fim da atual legislatura. Para tal, poderão contribuir os dissensos entre PS e comunistas no que toca à legislação laboral e ao Orçamento de Estado para 2019, aponta o social-democrata, num texto de opinião publicado no “Jornal de Negócios” esta quinta-feira.

“Há quem acredite e há quem não acredite que a atual legislatura chegará ao termo constitucionalmente previsto, ou seja, que cumprirá os quatro anos. Sou dos que tem dúvidas, e sempre disse que a questão da legislação laboral poderia ser mais determinante para uma eventual antecipação desse termo do que o Orçamento de 2019”, começa por explicar Santana Lopes.» [Expresso]
   
Parecer:

O homem sempre foi um sonhador.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Acorde-se o senhor.»

quinta-feira, março 22, 2018

A HORA DOS MEDÍOCRES

Esgotado o filão da homossexualidade Sócrates foi massacrado por causa de uma cadeira do curso ou porque assinou projetos de construção civil de qualidade estética muito duvidosa. Foram dedicados milhares de páginas e notícias na televisão ao tema, como se esse fosse o maior problema do país, até o MP investigou a importante cadeira de inglês técnico. Agora, anos depois, sabemos que os que acabaram com as Novas Oportunidades e que tanto se indignaram com o curso e o caráter de Sócrates são promovidos a catedráticos, conseguem cursos à pressa e depois de andarem 11 anos a tirar um curso com média de 11 numa universidade da segunda divisão afirmam-se investigadores em grandes universidades americanas.

Há um surto se sarampo e porque muita gente se esqueceu ou recusou a vacina há duas ou mais décadas atrás, a doença regista algumas dezenas de casos, em consequência de um surto ocorrido na Europa, onde se registam milhares de doentes. De imediato três valorosos deputados se apressam a questionar o governo e até o Montenegro acusa o governo de responsabilidades, como se algum governo pudesse ser acusado.

Os nossos briosos jornalistas andam a vasculhar no seu espólio fotográfico, em busca de fotografias da bancada presidencial do Estádio da Luz, identificando personalidades públicas que certamente beneficiaram de convites, já que para essa bancada não são vendidos bilhetes. À falte de problemas revistas como a Visão andam a vender exemplares à custa deste expediente miserável.

À conta de uma falsa notícia que alguém plantou na comunicação social o MP desencadeia uma megaoperação de buscas no ministério das Finanças, lançando-se a notícia de que o recém-eleito presidente do Eurogrupo ter-se-ia corrompido a troco de um bilhete de futebol.

São quatro exemplos da mesquinhez, da falta de grandeza e da miséria humana de algumas personagens da justiça, da política e do jornalismo que estão promovendo o apodrecimento da democracia portuguesa, sucedendo na vida política um espetáculo tão deprimente e degradante como aquele a que assistimos no mundo do futebol. Não admira que alguém se gabe perante um Presidente do seu recorde de três filhos em três meses, dois dos quais concebidos com a ajuda do express mail.

Tal como na bola se tentam ganhar títulos a qualquer custo e de preferência fora do campo, na política quase não se discutem os problemas e usam-se desde os doentes com sarampo às vítimas de incêndios e manobras de agit prop. Vivemos um momento de pouca grandeza, com os medíocres a tomar conta do país.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Eduardo Cabrita, ministro desde há um par de meses

Quando um ministro comenta um relatório só tem a fazer uma coisa a fazer, comentar um relatório e isso implica comentar o que ele tem de bom e o que tem de mau, a recusa é inaceitável, revela fraqueza e pouca coragem. Nem há dois governos, nem dois ministros, a ministra da Administração Interna pode ter saído mas o ministério e o governo são os mesmos.

Eduardo Cabrita não fala em nome dele ou da ex-ministra, fala em nome do seu ministério e do seu governo, nada mudaria, se os fatos tivessem ocorrido anteriormente, mesmo assim representaria o ministério, ainda que fosse mais fácil. Os ministros servem para assumir as responsabilidades, tomar posições e dar a cara.

Desta vez esperava-se de Cabrita a mesma coragem que teve quando suspendeu uma análise de imprensa que mandou investigar mal saiu a notícia de que alá se fazia uma referência a este modesto palheiro. Era desse corajoso e tão frontal ministro que o país estava e está à espera nas situações menos fáceis.

«É quarta-feira, mas o ministro diz que não vai "fazer a táctica de segunda-feira", como fazem os comentadores de futebol que avaliam os jogos de fim-de-semana, e analisar o que já aconteceu, antes de ter assumido a pasta. O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, recusou por várias vezes fazer uma avaliação do que falhou a nível superior, nomeadamente no Governo, que recusou várias vezes reforços de meios pedidos pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, tal como escreveu o PÚBLICO na edição desta quarta-feira.

Numa declaração à imprensa, o ministro referiu por várias vezes o que já está a ser feito pelo Governo, na sequência dos incêndios do ano passado, e admite que o executivo pode "revisitar" as "experiências" com base numa análise mais profunda do relatório da Comissão Técnica Independente, que foi ontem entregue. Apesar de momentos antes o Presidente da República ter admitido que poderia aprovar alterações a leis já aprovadas, dando a entender que estava a falar da lei que obriga à limpeza das florestas bastante criticada no relatório, o ministro não foi mais longe do que prometer que vai "revisitar" e "aprofundar" a leitura deste relatório. "Teremos oportunidade de nos próximos dias aprofundar a reflexão sobre este relatório e já na próxima semana iniciar o debate sobre este tema", disse em respostas aos jornalistas.

Na sua declaração, Eduardo Cabrita disse que o Governo vai ser muito "exigente com as obrigações que estão na lei". Em causa está o facto de um dos incêndios, o maior que teve início na Lousã, ter sido identificada a falha com a queda de uma linha de telecomunicações. Questionado sobre esse assunto, Cabrita respondeu: "Não somos juízes. (...) Todas as entidades devem agir" em conformidade com a lei "relativamente a essa entidade e a outras entidades concessionárias do serviço público".» [Público]

      
 Partidas do destino
   
«A comissão científica do Departamento de Direito da Universidade Autónoma de Lisboa reuniu na terça-feira sobre o “caso Feliciano” e decidiu criar um grupo de trabalho para analisar os documentos relativos a Berkeley e outras eventuais falhas no currículo entregue pelo aluno. O administrador da UAL Reginaldo Rodrigues de Almeida, responsável pela administração escolar, explicou ao Observador que “o grupo de trabalho tem por objetivo elaborar um parecer sobre se o doutorando mantém as mesmas condições ou se é convidado a fazer a parte escolar“. O grupo terá, entre outras verificações, de avaliar se o estatuto de “visiting scholar” — que efetivamente o aluno não tem — terá sido preponderante para Feliciano dispensar a frequência de aulas de doutoramento.

O grupo de trabalho tem, segundo deliberou a comissão científica, até 18 de abril para emitir um parecer e devolver a questão à comissão científica do departamento de Direito, que irá fazer uma proposta de decisão. Três dias depois, a 21, será a vez de o Conselho Científico da Universidade tomar a “decisão final”. Nesse dia, Feliciano Barreiras Duarte saberá se terá de voltar a sentar-se numa sala de aula como aluno.» [Observador]
   
Parecer:

Pobre Nanito.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 A culpa será mesmo do Estado
   
«O dono do complexo Hospitais Senhor do Bonfim (HSB), em Vila do Conde, admite fechar aquele que é o maior hospital privado do país. Em declarações ao Negócios, Manuel Agonia confessa andar “vermelho de vergonha” por não conseguir pagar os salários que deve aos cerca de 350 funcionários, que não recebem desde janeiro — e não têm garantias de vir a receber. Para isso, diz Agonia, é necessário que o Estado salde uma dívida para com o HSB e que se consiga garantir a entrada de um investidor. Sem isso, fecha “o hospital em abril”, garante.

Agonia afirma que os salários dos trabalhadores estão dependentes da regularização da situação do pagamento de uma “dívida de mais de 500 mil euros que o Serviço Nacional de Saúde tem por liquidar há mais de um ano”. De acordo com o Negócios, a dívida é relativa a serviços prestados pelo HSB ao Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde, que ainda não teve luz verde para os saldar.» [Observador]
   
Parecer:

Uma dívida de 500 mil euros não pode explicar tudo, a começar pela incapacidade do hospital obter financiamento junto da banca.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.

 Temos campeão
   
«Um sobreiro português sagrou-se campeão da Europa esta quarta-feira – Dia Internacional das Florestas. O Sobreiro Assobiador da aldeia de Águas de Moura, no concelho de Palmela, foi distinguido com o título de Árvore Europeia de 2018 numa competição que envolveu mais 12 árvores de diferentes países europeus. A distinção foi anunciada numa cerimónia no Parlamento Europeu, em Bruxelas, depois de uma votação online que decorreu em Fevereiro e contou com cerca de 200 mil votos. Em segundo e terceiro lugar ficaram ulmeiros espanhóis com e um carvalho russo, respectivamente.

“Ficámos muito contentes. Acho que é muito importante para a floresta portuguesa e para o sobreiro, que é o nosso símbolo”, reage à vitória Nuno Calado, engenheiro florestal e secretário-geral da UNAC – União da Floresta Mediterrânea, responsável pela participação portuguesa. “Espero que este prémio alerte para a importância da floresta portuguesa e para os sistemas agro-florestais, como o sobreiro e o montado, porque são muito importantes para o Sul de Portugal.” Ao todo, a árvore portuguesa teve 26.606 votos. O engenheiro florestal, que esteve na cerimónia em Bruxelas, conta que virá para Portugal um troféu feito com madeira de diferentes espécies, que será entregue à Câmara Municipal de Palmela. Ficará um ano em Portugal e, para ano, será passado ao novo vencedor.» [Público]
   
Parecer:

Como diria Marcelo quando queremos somos os melhores, até os sobreiros.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Soldados muito sensíveis
   
«Ahed Tamimi, a adolescente palestiniana acusada em tribunal por ter dado uma estalada a um soldado israelita em Dezembro, deverá ficar presa oito meses.

Segundo o diário israelita Ha’aretz, Ahed Tamimi terá decidido aceitar um acordo proposto pela autoridade militar israelita.

Como parte do acordo, Ahed Tamimi deverá declarar-se culpada de quatro crimes de agressão e incitamento, incluindo uma estalada a um soldado, que foi filmada. São menos crimes do que os 12 inicialmente previstos.» [Público]
   
Parecer:

Uma vergonha.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»

 Enquanto uns sofrem...
   
«A Polícia Judiciária apreendeu mais de 400 mil euros numa investigação que levou à detenção, na terça-feira, de um chefe de divisão da Câmara de Pedrógão Grande, suspeito de vários crimes de peculato e de falsificação de documentos.

Além do chefe de divisão, o caso envolve uma contabilista e uma tesoureira desta autarquia do distrito de Leiria, também suspeitas da prática de "vários crimes de peculato e de falsificação de documentos", disse fonte da PJ. Uma das funcionárias foi constituída arguida. O quadro superior da Câmara de Pedrógão namora com uma das suspeitas. 

"Não temos ainda um valor final apurado [do dinheiro desviado da autarquia], mas nas diligências de terça-feira apreendemos, em numerário, um valor superior a 80 mil euros", sendo que, juntamente com o saldo bancário, foram apreendidos "mais de 400 mil euros", acrescentou a mesma fonte. Quanto ao valor final do dinheiro desviado, ainda não foi apurado, podendo ser superior ou inferior a este montante. Mas será sempre um valor elevado. » [Público]
   
Parecer:

E ninguém deu pela falta de tanto dinheiro?
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Aguarde-se.»

 Acabaram-se as jantaradas
   
«A nova legislação era já conhecida nas suas linhas essenciais desde o final do ano passado; mas ganhou agora o estatuto de lei com a publicação, esta quarta-feira, em Diário da República, do novo Regulamento de Cedência de Espaços patrimoniais dependentes da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) para a realização de refeições e cocktails, de eventos culturais, sociais, académicos ou de outra natureza.

O tema, recorde-se, animou o debate público e político em Novembro passado, na sequência da notícia da realização de um jantar no Panteão Nacional com duas centenas de CEO de empresas e startups que tinham participado na Web Summit, em Lisboa.» [Público]
   
Parecer:

Se quiserem jantares façam-nos à luz de velas no Cemitério dos Prazeres.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

quarta-feira, março 21, 2018

O NOVO NACIONALISMO TUGA

O Cristiano protestou porque em Portugal se valorizavam os estrangeiros e se ignoravam os portugueses, as câmaras apontaram para o Presidente e vimos um Marcelo embevecido, o mesmo sorriso ternurento que as câmaras mostraram na Georgina quando o seu apaixonado se gabou de mais um dos seus estonteantes recordes, que tinha feito três filhos em três meses.

Graças à bola o país vive momentos de grande exaltação nacionalista, o próprio Presidente já nos disse, a propósito do título europeu, que quando queremos somos os melhores, ainda que não tenha explicado porque não queremos ser os melhores em muitos outros domínios. Ai de quem duvide desta, como das muitas outras opiniões de Marcelo ou se lembre de questionar os muitos recordes de Ronaldo. Não importa se somos dos últimos em tanta coisa, somos os melhores no futebol, que se lixem os recordes olímpicos, ficamos sastifeitos com os recordes ronaldianos e ficamos todos com aquele ar de Georgina extasiada.

Além de sermos os melhores sempre que nos dá na gana, uma qualidade que temos desde que fomos inoculados com os genes do Viriato, também temos de nos por a pau com os estrangeiros, as nossas mulheres são mais bonitas, os nossos trabalhadores mais dedicados, os nossos estudantes mais inteligentes, a nossa pele mais branquinha. A única exceção neste cuidado que devemos ter com os estrangeiros está na preferência dos nossos futebolistas de trabalharem no estrangeiro, de se escaparem aos impostos no estrangeiro, de arranjarem mulheres estrangeiras.

Dantes o regime dizia que o vinho dava de comer a um milhão de portugueses e os que se lhe opunham acusavam o futebol de um dos três efes do regime, a que se juntava Fátima e o Fado. Agora já só falta os pastorinhos virem para Santa Engrácia para que os três efes estejam juntos, o vinho já não alimenta um milhão, mas é o futebol que embebeda os 10 milhões. Não admira que em vez de elogiar o vinho o regime promova o nacionalismo da bola com condecorações e comendas a toda a hora.

Os recordes são os do Ronaldo, o nacionalismo tem como referências o senhor engenheiro, o Ederzito e todos os que nasceram com esse dom bem mais importante do que a inteligência, o jeito para dar chutos na bola. É o novo nacionalismo com que alguns acham que vão levar Portugal para a frente, mesmo que de forma pouco subtil e no meio de patacoadas se promova a xenofobia na presença de um Marcelo com ar de Georgina.

UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Adão Silva, Ricardo Baptista Leite e Luís Vales, deputados

O que terá um pequeno surto de sarampo de importância política para que três deputados questionem um governo? É óbvio que estes deputados sabem dos problemas nos hospitais através das notícias e mesmo assim não as sabem ler. Será que vão concluir que o surto do sarampo resulta das cativações ordenadas por Mário Centeno ou do atraso no pagamento de alguma encomenda de vacinas?


Haja seriedade, o que não falta neste país são problemas p+ara os deputados questionar o governo, este tipo de perguntas revela apenas a tentação do golpe baixo em que o PSD de Passos Coelho ficou viciado. Enfim, esperemos que um dia destes Rui Rio leve os deputados ao balneário onde é dado o tal banho de ética de que falou.

«O PSD pediu hoje esclarecimentos ao Governo sobre as medidas de contingência que estão a ser tomadas sobre o surto de sarampo, dados sobre a vacinação e se pondera adotar "novas medidas" para combater a doença.

"Desde o passado dia 9 de março, ocorreram já mais de cinco dezenas de casos de sarampo em Portugal, um dos quais numa criança, sendo de admitir que esse número possa ainda aumentar", referem os sociais-democratas, numa pergunta que deu hoje entrada na Assembleia da República.

Salientando que se trata do "terceiro surto de sarampo" em Portugal, apenas no espaço de um ano, os sociais-democratas consideram essencial "obter do atual Governo um esclarecimento cabal sobre as medidas que estão a ser tomadas para prevenir o alastramento desta doença e, bem assim, para controlar e eliminar o surto presentemente em curso".» [DN]

 O Nanito ainda é deputado?

Depois de  tudo o que se soube e disse Feliciano Barreiras Duarte já deveria ter percebido que só é deputado para efeitos de vencimento. A sua presença é incómoda e funciona como um ativo tóxico do grupo parlamentar, depois de ter feito intriga contra tudo e todos, de subir à base de mudanças de casaca e, por fim, depois de ter ajudado a enterrar Rui Rio com o seu brilhante currículo académico, o melhor que tem a fazer é esconder-se na última fila e tudo fazer para que não reparem nele.

 Jornalismo duvidoso



O que tem Teodora Cardoso com o processo na IGF para que a sua fotografia documente a notícia?

      
 No melhor pano cai a nódoa
   
«A Polícia Judiciária constituiu hoje dois arguidos numa operação que pretende acabar com "a ação concertada de funcionários [das Finanças] que acediam de forma ilegítima" a informação privada e confidencial de terceiros.

Em comunicado, a PJ refere que foram realizadas duas buscas domiciliárias e efetuadas pesquisas informáticas aos postos de trabalho dos funcionários suspeitos, que acediam a elementos confidenciais na rede informática da Inspeção-Geral de Finanças.» [DN]
   
Parecer:

Parece que não é só no Facebook que se assiste  a um regabofe no uso da informação.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

terça-feira, março 20, 2018

A UNIVERSIDADE DA ZONA J

É incrível como nos últimos anos cairão mais políticos por questões ligadas ao currículo académico do que por qualquer outro motivo e todos eles vindos das escolas das J. Esta mania dos currículos nem é nova, nem nasceu na política, na Administração Pública há verdadeiros construtores de currículos.

Dantes a mania era a do sotor ou do sô engenheiro, para a história ficam as cadeiras tiradas ao abrigo da lei militar, o que permitiu a muito português concluir as licenciaturas em metade do tempo. Esta mania das licenciaturas levou à criação de muitas universidades da treta, que ajudaram muita gente a enriquecer. Não faltou quem se lembrasse de que tinha um curso de engenheiro técnico a meio e recorresse às privadas para o concluir à pressa.

Nas jotas admiram-se os grande currículos académicos, os títulos universitários e, em especial, tudo o que cheire a universidade americana. Como já não há cão nem gato que não seja licenciado e com Bolonha os mestrados já nem conta, agora os jotas querem mais, querem carreiras de investigadores e doutoramentos.

As universidades privadas aproveitam e modestos licenciados que demoraram mais de uma década a tirar uma licenciatura com média de 11, são promovidos a mestres com classificações de 18, com base em currículos onde se consideram partidos com o título “Viva Scolari”, publicados numa importante revista académica chamada “Ripa na Rapaqueca”.

Como tivemos um engenheiro famoso com média de 10 e um grande professor de paleontologia que se licenciou já na meia idade, temos agora um grande argumento para que surjam mestres e doutores sem terem lido um livro. O caso mais emblemático deste processo é o de Passos Coelho, de quem s´p se sabia que queria ter uma carreira de cantor e que aproveitava as viagens para ler sobre Salazar.

Os casos de Miguel relvas, de Passos Coelho e do Nanito barreiras Duarte parecem saídos das Novas Oportunidades, aplicaram à carreira universitária os princípios do modelo de formação profissional que tanto gozaram e que eliminaram mal chegaram ao poder. Os que impediram um pedreiro de ter o nono ano de escolaridade com base nos conhecimentos adquiridos com experiência ou formação profissional, chegam agora a doutores e mestres usando o mesmo esquema.

Os mesmos que tantato falavam em meritocracia e que tanto admiram os currículos universitários, estão agora a destruir a credibilidade da universidade portuguesa, recorrendo às cunhas políticas e à mentira para serem promovidos a doutores e mesmo a catedráticos. É a Universidade da Zona J. Para terem currículos invejáveis não se importam de destruir a credibilidade das nossas universidades e dos diplomas do que lá estudam, bem como da classe política que deviam honrar.


UMAS NO CRAVO E OUTRAS NA FERRADURA



 Jumento do Dia

   
Rui Rio, o Skip do banho de ética

A forma como Rui Rio tratou o seu grupo parlamentar, começando pelo episódio triste do ex-líder parlamentar, passando pelas sugestões de que meteria o partido na linha e acabando com a escolha de Fernando Negrão foi uma verdadeira entrada de leão. O problema é que depois do prometido banho de ética o líder do PSD parece ter levado uma banhada de falta de ética.

Rio ainda esperou que Feliciano se escapasse, o próprio secretário-geral, que se tem a si próprio em grande conta, imaginou que os papalvos acabariam por se sentirem culpados por o terem criticado em relação ao currículo. Mas convenhamos que seria um exagero um modesto licenciado da UAL, com uma média de 11 tirada em 11 anos de licenciatura, mal falando inglês e com uma vasta obra de livrinhos sobre o Bombarral, ter o elevado estatuto de investigador numa grande universidade norte-americana, isto depois de ter conseguido um mestrado em cujo currículo constava que tinha escrito um artigo com o título “Obrigado, Scolari”, publicado na “Revista Ripa na rapaqueca”. Como disse o pequeno Marques Mendes foi uma saloice, mas convenhamos que uma saloice com uma grande dose de criatividade. Não me admiraria que na próxima versão do seu currículo Feliciano Barreiras Duarte, também conhecido por "Nanito" ou "Patolas", se declarasse consultor  jurídico internacional da NASA.

Rui Rio é agora vítima de si próprio e depois de ter estado uma semana à espera que os portugueses acreditassem nas explicações imbecis de Feliciano, deu-nos mais uma banhada de falta de ética, em vez de assumir os prejuízos mandou um vice tirar o tapete ao seu secretário-geral, forçando-o a pedir a demissão entre o jogo do Benfica e o jogo do Sporting, demissão que aceitou ainda antes dos descontos do último jogo.

Digamos que tudo foi feio e como se isto não bastasse aquele que teve uma entrada de leão depende agora dos críticos, daqueles que maltratou e ameaçou para fazer passar no Conselho Nacional um substituto de Feliciano, isto é, vai ter de escolher alguém para um cargo de grande confiança aceitando indicar uma personalidade aceite pelos críticos, que poderão decidir tratar o cão com o pêlo do próprio cão. Rio teve uma entrada de leão e uma saída de sendeiro. Enfim, a uma semana pouco digna segue-se um processo com pouca dignidade.

«O PSD deverá anunciar nas próximas horas quem irá substituir Feliciano Barreiras Duarte como secretário-geral do partido. A escolha, que estará fechada esta segunda-feira, não deverá recair sobre um incondicional de Rui Rio. Ou seja, estarão fora de jogo os primeiros nomes que circularam na comunicação social - o deputado Adão Silva e o membro da Comissão Política Nacional Maló de Abreu, ambos amigos pessoais de Rio há muitos anos e seus apoiantes de primeira hora.» [Expresso]

 Champalimaud

Gostei de ver os jornalistas fazerem perguntas a Marcelo sobre o que pensaria o milionário da Geringonça e muitas outras coisas, com o Presidente a responder como se fosse o porta-voz do falecido.

      
 Centeno, o mau da fita
   
«Está excluída qualquer hipótese de haver aumentos salariais para os funcionários públicos em 2019, garantiu ao PÚBLICO um membro do Governo, explicando que o próximo Orçamento do Estado continuará a ser de contenção uma vez que “não haverá mais dinheiro” para que se abram os cordões à bolsa.

Os aumentos aos funcionários públicos já foram exigidos pelos parceiros de aliança parlamentar do Governo, bem como pelos sindicatos. Por seu lado, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, alertou para o risco de eleitoralismo em matéria orçamental no ano em que se realizam eleições europeias (Maio) e legislativas (Outubro). Uma preocupação de Marcelo a que o Governo está atento. “A memória de 2009 impede-o. José Sócrates aumentou função pública em ano eleitoral e em plena crise. Além de que seria visto como puro eleitoralismo”, argumenta o governante.

Os funcionários públicos beneficiarão assim no OE2019, apenas da “concretização da fase seguinte do descongelamento das carreiras”, cujos compromissos foram assumidos o ano passado, lembra o membro do Governo. O executivo pretende também concretizar as “fases seguintes das reformas antecipadas sem penalização para as longas carreiras contributivas sem penalizações”.» [Público]
   
Parecer:

António Costa aprece estar a permitir que Mário Centeno seja o mau da fita, uma espécie de lobo mau, se algo corre menos bem por falta de dinheiro a culpa é do Centeno. Desde  que a direita se aproveitou das cativações que até os colegas de governo, como o Adalberto, sempre que estão em dificuldades dizem que a culpa é do Centeno.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Ferreira Fernandes, diretor editorial do DN
   
«Depois de a notícia ter sido adiantada pelo comentador e ex-líder do PSD Luís Marques Mendes na noite de domingo, na SIC, a comissão executiva da Global Notícias confirmou esta segunda-feira de manhã que os jornalistas José Ferreira Fernandes e Catarina Carvalho vão ser nomeados para as funções de director editorial e directora executiva do Diário de Notícias (DN). O primeiro é actualmente cronista do jornal, a segunda é directora da Notícias Magazine, a revista distribuída ao domingo com o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias.

Em comunicado interno a que o PÚBLICO teve acesso, a comissão executiva do grupo adianta que a restante equipa que acompanhava até aqui Paulo Baldaia será “convidada a fazer parte da nova direcção”, ou seja, aparentemente, Paulo Tavares permanecerá como director adjunto e Joana Petiz e Leonídio Ferreira mantêm os cargos de subdirectores.» [Público]
   
Parecer:

Se for tão bom a dirigir o jornal como é a pensar, opinar e escrever o DN está de parabéns e vai melhorar muito.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

 Pena envergonhada
   
«O Ministério Público pediu nesta segunda-feira pena suspensa para o ex-ministro da Administração Interna Miguel Macedo e para a maioria dos restantes arguidos do caso dos vistos gold.

Considerando provados a esmagadora maioria dos crimes pelos quais os suspeitos estão acusados, o procurador José Niza apenas pediu pena de cadeia efectiva para aquele que é considerado a figura central de todo o caso, o ex-presidente do Instituto dos Registos e Notariado António Figueiredo, e ainda para o empresário Jaime Gomes, amigo de Miguel Macedo.

Durante as alegações finais do julgamento, a decorrer no Campus da Justiça, em Lisboa, o representante do Ministério Público recordou como na véspera da detenção dos suspeitos, a 12 de Novembro de 2014, Jaime Gomes é apanhado nas escutas da Polícia Judiciária a dizer a Lalanda de Castro, ex-patrão de José Sócrates e também arguido deste processo, que quer arranjar maneira de o então presidente da Câmara de Lisboa António Costa receber um investidor chinês interessado em desenvolver um projecto imobiliário nos terrenos da antiga Feira Popular. O investidor chinês pretendia não se submeter à hasta pública prevista pela Câmara de Lisboa.» [Público]
   
Parecer:

Digamos que ficariam mal na foto se não pedissem nada.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pela sentença.»

 Um político de primeira água
   
«Ao entrar na sua terra, o Bombarral, Feliciano Barreiras Duarte — hoje com 52 anos — dava ordens ao motorista para ligar as sirenes do carro oficial. O ‘Nanito’ ou ‘Patolas’, alcunha pela qual foi conhecido na JSD, trabalhou muito para o partido e para a região até ali chegar, mas conseguiu: entrou na sua terra como governante, como secretário de Estado do Governo de Durão Barroso. “Assim a minha mãe sabe que estou a chegar”, contou na brincadeira a um dos amigos. A história é narrada por conterrâneos, colegas de partido e amigos que o classificam como “bom pai“, “bom marido”, “bom amigo”, “político trabalhador”,”estudioso“, mas todos são quase unânimes a apontar um “defeito”: a “vaidade“. Já era assim antes de se saber que insuflou o currículo e que deu uma morada incorreta, as recentes polémicas que o atiraram ao tapete. O secretário-geral do PSD liderado por Rui Rio demitiu-se este domingo.

Foi João Carlos, o irmão mais velho, que o puxou para a política, num percurso quase sempre feito a dois. No distrito de Leiria, os “manos Bennetton” — como eram conhecidos por aparecerem sempre impecavelmente vestidos nas reuniões da jota — dinamizaram a JSD no distrito a partir do Bombarral. Na época, João Carlos era o “mais simpático”, Feliciano o “mais nariz empinado”. Os irmãos têm apenas dois anos de diferença. O primeiro seria deputado mais cedo, mas acabou por afastar-se da política nacional. Ficou “o Feliciano”, como representante do clã Barreiras Duarte no PSD.» [Observador]
   
Parecer:

Vale a pena conhecer o Nanito e a forma como ascendeu na política.
   
Despacho do Diretor-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»