Pedro Santana Lopes foi a uma conferência de amigos da
direita e no fim, quando questionado sobre se ia sair dali o seu novo partido,
esclareceu que o que pretendia era arejar a política portuguesa. Isto é, para o
enfant terrible que já tem idade para ter juízo ele próprio é uma espécie de ar
fresco e por onde passa vai arejando o ambiente.
Se é com arejamento destes o melhor é perguntar ao Rei de
Espanha se não quer trocar a Catalunha por Portugal, até porque por aqui somos
bem mais simpáticos do que para os lados do Messi. Haja seriedade, Pedro
Santana Lopes não é, nem alguma vez foi um ar fresco para a política portuguesa.
Esteve duas vezes no governo e que me recorde não senti qualquer brisa vinda do
seu lado, lembro-me do Bagão Félix, do Mexia, do Gomes da Silva, de ele ser
secretário de Estado de Cavaco Silva, tudo frescura…
Se Pedro Santana Lopes quer refrescar a política deve fazer
o que fazem as pessoas quando percebem que as novas gerações trazem ideias
novas, projetos mais modernos, maior capacidade de trabalho, mais frescura
mental e melhores valores.
Não consigo encontrar outra forma de Santana Lopes refrescar
a política do que retirando-se, dando lugar a uma geração que vale mais do que
ele demonstrou ao longo da sua vida política e empresarial.