sexta-feira, outubro 03, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


 photo _Sagres_zps9edf04d5.jpg

Pormenor do armamento do navio-escola Sagres
  
 Jumento do dia
    
Marinho e Pinto

O PCP e o BE já desempenhavam as funções de provedores da esquerda, cabendo-lhes a emissão de certificados de pureza de esquerda. Agora há um novo provedor na política portuguesa, um provedor da honestidade a quem cabe decidir quem é mais ou menos honesto, foi esse o papel que Marinho e Pinto deverá ter considerado ser o seu depois de Deus lhe ter aparecido á porta de um banco em Estrasburgo solicitando os seus serviços.

Marinho e Pinto quer tacho, tem uma ambição desmedida, nada sabe sobre o que propor a não ser na justiça, mas achas-e o político designado por Deus para limpar a política portuguesa.

«António Marinho e Pinto, eurodeputado eleito pelo Movimento Partido da Terra (MPT) e que vai lançar no domingo um novo partido, o Partido Democrático Republicano (PDR), acusa António Costa de ser “um eucalipto” pois “secou” toda a oposição que lhe aparece.

O ex-bastonário da Ordem dos Advogados referia-se a Helena Roseta e José Sá Fernandes, que começaram por ser vereadores da oposição na Câmara de Lisboa, liderada por António Costa, e que acabaram por fazer acordo com o presidente.

Em entrevista à Antena 1, Marinho e Pinto defende que “o PCP tem que ir para o Governo, porque é muito cómodo esta situação”. E acusa ainda o PCP e o BE de se terem entendido com a direita para derrubar Sócrates e terem permitido “trazer para o poder a direita mais selvagem que houve em Portugal”.

Sobre António José Seguro, que perdeu as eleições primárias para a escolha do candidato a primeiro-ministro do PS para António Costa, Marinho diz que “dava mais garantias de honestidade política que os atuais dirigentes do PS, porque Costa vai ter de pagar um preço muito caro pelo Exército de clientes que tinha à sua volta”.» [Observador]

 Contas trocadas

António José Seguro foi ao longo de três anos um abono de família quer para a direita, quer para a esquerda conservadora, juntou-se à direita para se afirmar diabolizando Sócrates e abdicando de tudo o que foi feito, nem sequer o que foi bem feito pois não lhe convinha. Passos conhece Seguro e os seus fracos, aproveitou-se disso e fez gato sapato do líder do maior partido da oposição. A esquerda conservadora aproveitou e com o BE em desintegração acelerada o PCP ganhou uma força que não tinha há décadas.

Tal como sucede nos momentos mais críticos da vida política portuguesa a direita e a esquerda conservadora voltaram a estar de acordo, o melhor seria Seguro vencer as directas. À direita ouviram-se algumas vozes manifestando esse desejo, até porque muita gente de direita vai dar graças a Deus quando se ver livre de Passos Coelho, é o caso, por exemplo, de um Marcelo Rebelo de Sousa que o ainda líder do PSD tratou por cata-vento. A esquerda conservadora manteve-se em silêncio, lá se foi ouvindo Jerónimo de Sousa com a sua pen que assegura que à sua esquerda são todos de direita e pouco mais.

No fundo todos pensavam ganhar qualquer coisa com as directas, era ponto assente que o processo eleitoral ia dividir o PS e havia quem assegurasse que os recursos e processos judiciais viriam a seguir. Se ganhasse o PS a direita e a esquerda conservadora dividiriam uma parte importante do eleitorado deste partido, à direita o PSD disfarçava a queda e à esquerda o PCP crescia com os votos do PS, ao mesmo tempo que canibalizava o BE.

O pobre do Marinho Pinto é que não resistiu aos luxos de Estrasburgo, sentiu a necessidade de promover o seu populismo no Parlamento Europeu e disparou contra os vencimentos dos deputados, só que na hora de explicar a razão porque insiste em ficar a fazer de deputado fantoche ficou engasgado, os dezoito mil fazem-lhe jeito. Lá fez o seu partido à pressa mas o seu populismo está em queda e quando chegar a Lisboa já muitos dos votos que contava apanhar se tornaram uma miragem. É bem mais lucrativo ser populista contra uma oposição fraca.

 O gajo dos cinco milhões a primeiro-ministro

Sejamos liberais e pragmáticos, se há um gajo que recebeu 5 milhões dos submarinos, não fez nada e ninguém sabe quem foi, e temos outro gajo que se fartou de trabalhar, viajou em turística e só recebeu despesas de representação qual o que de ser escolhido para primeiro ministro? O caro e que ninguém sabe quem foi o o gajo que recebeu gorjetas e toda a gente sabe?

A resposta é óbvia, segundo os padrões de exigência da nossa direita em matéria de competência o mais apto a ser primeiro-ministro é o gajo que recebeu os cinco milhões.

O país agradece a Ricardo Salgado que diga quem foi pois precisamos dele para o lugar de Passos Coelho? Chega de incompetentes remediados de Massamá.

 O governo estar a ficar paranóico

Primeiro foi Passos Coelho a sugerir que teriam sido grandes interesses a desenterrar a memória das suas relações com a Tecnoforma. Agora foi a ministra a disfarçar a sua incompetência acusando interesses das consequências de decisões que foram sua. O governo está a precisar urgentemente de uma consulta de psiquiatria. Só não recomendo que falem com o ministro Opus Macedo pois o Paulinho das missas também não parecia estar bem quando insinuou que as greves dos enfermeiros são como as greves do Metro. Este governo anda anda e mete baixa.
  
 Os seguristas seguram-se

Os seguristas, os tais rapazes muito honestos, venderam-se a troco de lugares de deputado.

 2014 Nanjing Youth Olympic


      
 A moda dos correspondentes de café
   
«Um jornal, The Telegraph, contando um assunto dos nossos dias. A 24 de setembro desapareceu uma moça de Bristol, Inglaterra. Yusra Hussien, de 15 anos, embarcou com uma amiga de 17 para a Turquia e já terão passado a fronteira para a Síria. Ontem, a mãe de Yusra, Safiya Hussien, disse, olhando as câmaras:" Yusra, por favor, por favor, por favor, nós sentimos tanto a tua falta. Os teus irmãos e a tua irmã têm tantas saudades, tantas. Por favor - olha para mim..." Eis um testemunho, que é aquilo que os jornais têm como uma das suas funções trazer-nos. Não a treta de "Ângela, a noiva portuguesa da jihad" que vai ao cibercafé da Casa dos Segredos do Estado Islâmico e manda-nos: "Irmãs, não hesitem. Sinto-me tão bem como se tivesse sempre vivido aqui, sinto-me em casa. Insha"Allah, Alá irá reunir-nos a todos em breve." E de um jornalista que de joelhos foi degolado, escreve: "Ele não era mais do que um soldado americano que mata o nosso povo." E que graceja, mostrando a sua bolsa: "Sempre me perguntei o que uma mulher tem dentro da bolsa: bem, tenho uma pistola de 9 mm..." E estas imbecilidades recolhem-se sem confrontar a imbecil que as diz com a sua imbecilidade. E polvilha-se isto com um título idiota e a foto dos olhos lindos de Ângela. E deixa-se esta tolice a marinar no online do Expresso. Um dia, uma Augusta, de 15 anos, de Sintra, parte encandeada por Ângela. E ganhamos outra correspondente de cibercafé.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 Quem será a sexta pessoa?
   
«Durante a reunião do Conselho Superior realizada a 7 de novembro de 2013, Ricardo Salgado, então presidente da comissão executiva do Banco Espírito Santo, fez uma confissão relacionada com o negócio da compra dos submarinos. “Deram-nos cinco a nós e eles [os administradores da Escom] guardaram 15″, respondeu, quando questionado por um dos membros sobre como tinha sido “esse assunto do recebimento da comissão da Escom”. Mas esta não foi a única revelação da reunião.

De acordo com o i, antes que os restantes membros do Conselho Superior — António Ricciardi, Manuel Fernando Espírito Santo, José Manuel Espírito Santo Silva (filho de Maria do Carmo Moniz Galvão) e Mário Mosqueira do Amaral — tivessem oportunidade de questionar Salgado sobre o porquê de três administradores da Escom receberem 15 milhões de euros, Salgado antecipou-se:

“E vocês têm todo o direito de perguntar: mas como é que aqueles três tipos [Helder Bataglia, presidente da Escom, Pedro Ferreira Neto e Luís Horta e Costa] receberam 15 milhões? A informação que temos é que há uma parte que não é para eles. Não sei se é ou não é. Como hoje em dia só vejo aldrabões à nossa volta… Os tipos garantem que há uma parte que teve de ser entregue a alguém em determinado dia“.

As palavras de Ricardo Salgado reforçam a tese do Ministério Público: o montante pago à Escom, empresa do GES, é “desproporcional” ao trabalho prestado e a empresa terá servido de intermediária de eventuais pagamentos ilícitos. De acordo com a investigação do i, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) desconfia que os destinatários dos cerca de 30 milhões de euros terão sido “titulares de cargos políticos” que moveram influências para que o consórcio alemão German Submarine Consortium ganhasse o concurso dos submarinos.» [Observador]
   
Parecer:

Se fosse no tempo de um governo do PS era fácil perceber de quem o MP gostaria de desconfiar, mas assim é uma chatice, a direita é toda muito honesta....
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 A Webrand
   
«Porto. Manhã de sexta, 19. O BMW X6 de Cristina Ferreira está estacionado junto ao consulado-geral de Angola, na zona da Boavista. Quem a conhece, não se espanta. Nos últimos dias ganhara consistência a informação de que a verdadeira dona da WeBrand marcara uma viagem para si e para o marido no final do mês, tendo como destino Luanda, e ali estava a aparente confirmação. As notícias sobre as investigações à agência, a Luís Filipe Menezes e às campanhas eleitorais do PSD terão acelerado as diligências. Se Cristina vai manter os hábitos de outrora não se sabe.

Mas se o fizer, é certo que o fará em executiva, nunca menos.

Nos anos de ouro da WeBrand assim foi: marido, família, amigos, viajavam a expensas da empresa, sem cuidar de miudezas. No final de 2009, ano de três eleições contratadas com o PSD, atingiu o zénite: a WeBrand ganhara muito dinheiro com o partido, distribuíra prémios por funcionários e Cristina decidira passar o ano em Nova Iorque com um pequeno grupo familiar e amigo. O local eleito foi o Hotel Carlyle, um cinco estrelas na famosa Madison Avenue, onde a estadia para duas pessoas por uma semana rondou os 5 mil euros. O pequeno-almoço por casal, pago à parte, superou os 1600 euros. ?A cereja no topo do bolo terá sido, segundo antigos colaboradores da agência, a viagem panorâmica de helicóptero para apreciar as vistas sobre Manhattan.» [Visão]
   
Parecer:

Vale a pena ler.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a leitura do artigo da Visão.»

 O Super Cola 3
   
«António Costa e Álvaro Beleza encontraram-se na quarta-feira e selaram o acordo: lista única ao congresso e um terço dos lugares para os seguristas. “Há condições para que o PS se una”, confirma Álvaro Beleza ao Observador.

“Houve um entendimento para que o partido se una e apresente uma lista única no congresso que vai unir todas as sensibilidades, mantendo aquela que é a tradição do partido”, explicou aquele que é designado entre os apoiantes de António José Seguro como uma espécie de ‘coordenador da tendência de Seguro’.

Nas primárias de domingo, Costa teve cerca de 70% dos votos e, portanto, fica com cerca de dois terços dos lugares nos órgãos do partido. O mesmo se passará já com a direção do grupo parlamentar, que será conhecida esta quinta-feira e sexta-feira votada. Atualmente, dos 13 membros, mais de metade são de Costa.» [Observador]
   
Parecer:

O homem andou meses a dividir o PS, agora anda armado em Super- Cola 3.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 E agora Passos?
   
«Portugal está entre os dez países da União Europeia (UE) com menos justiça social, ocupando a 20ª posição no ranking dos 28 Estados-membros, no qual a Suécia aparece em primeiro lugar e a Grécia em último. O ranking foi publicado num estudo da fundação alemã Bertelsmann, que comparou vários indicadores estatísticos de cada país da UE, concluindo que, nos últimos anos, a injustiça social tem vindo a aumentar em geral.

O que os dados mostram em relação a Portugal é que a nossa posição no índice de justiça social subiu entre 2008 e 2011 (de 5,11 para 5,15). Só que desde 2011 o nível tem vindo a descer, registando em 2014 um valor mais baixo (5,03) do que em 2008 - ano em que a fundação alemã foi criada e calculou pela primeira vez este índice. Pior do que Portugal estão Roménia, Bulgária, Hungria, Letónia ou Itália, além da Grécia. No extremo oposto, o estudo coloca Suécia, Finlândia, Dinamarca e Holanda. 

"Esta deterioração foi certamente intensificada pelas políticas rígidas de austeridade implementadas no decurso da crise, assim como as reformas estruturais aplicadas no sentido da estabilização económica e orçamental", conclui o estudo em relação à perda de justiça social na UE. Apesar de ser sublinhada a existência de alguns sinais de recuperação económica, os autores lembram que a austeridade teve um impacto negativo nos sistemas de segurança social e em áreas como a educação ou a investigação, devido aos cortes.» [Expresso]
   
Parecer:

Passos Coelho tentou ao longo destes três anos criar uma classe de descamisados que servissem de tropa de choque para as sua políticas, foi esta a lógica de muitos cortes que apenas atingiram a classe média e que permitiu ao governo sugerir que estava corrigindo injustiças. Agora os dados dizem que o governo falhou.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Lambretas se não estará na hora de se demitir.»

 Declarado o estado de sítio na justiça
   
«O Conselho de Ministros aprovou nesta quinta-feira um projecto de decreto-lei que permite suspender prazos processuais nos tribunais para evitar prescrições que podiam resultar dos atrasos provocados pela paralisação quase total da plataforma informática Citius.

“Está prevista a suspensão de prazos processuais”, esclareceu Luís Marques Guedes, ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, em conferência de imprensa. “Os actos processuais que não tenham sido praticados desde 26 de Agosto [data a partir da qual começaram os constrangimentos] e enquanto durarem esses constrangimentos” serão suspensos. Com este decreto-lei “fica clarificado” que esses constrangimentos “relevam para o que já está previsto na lei, os impedimentos objectivos” com efeitos suspensivos. 

O objectivo do diploma é garantir que “nenhum acto processual deixará de ser praticado em virtude dos constrangimentos” verificados com a plataforma Citius. E também definir que os constrangimentos de acesso à plataforma verificados constituem “um impedimento” como os já definidos na lei, “para que não haja dúvidas de que se aplica as regras que já previstas”, explicou quando confrontado com as dúvidas de constitucionalidade de um diploma deste tipo pela Associação Sindical de Juízes Portugueses (ASJP) que considerou na quarta-feira que o diploma devia ser aprovado pelo Parlamento, uma vez que “a reforma judiciária resultou da discussão na Assembleia da República”. » [Público]
   
Parecer:

Nem na sequência do 25 de Abril foi adoptada uma medida destas, estamos perante uma situação de colapso do sistema judicial e a ministra idiota é mantida no lugar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se à ministra da Justiça que faça um esforço para ter uma hora de lucidez para que possa ter o bom sendo de se demitir.»

   
   
 photo Luc-Coiffait-5_zps5384fe9c.jpg

 photo Luc-Coiffait-4_zps1d27f82b.jpg

 photo Luc-Coiffait-2_zpsd468c21d.jpg

 photo Luc-Coiffait-3_zps87a533c4.jpg

 photo Luc-Coiffait-1_zpse5d591f5.jpg
  

quinta-feira, outubro 02, 2014

Halloween tuga

Já não são só as crianças que americanizam o nosso Dia de Todos os Santos e brincam ao Halloween, com direito a doces e brincadeiras, também os nossos políticos de direita decidiram transformar a nossa vida política num verdadeiro espectáculo de mortos-vivos, este Halloween não se limita uma noite, é como na antiga Feira Popular, ao lado da barraca dos tiros há uma barraca permanente chamada Portugal onde o espectáculo é permanente.
  
Diz-se que era uma máxima de Salazar que terá aconselhado um jovem político ambicioso dizendo-lhe que se quisesse ser um político de sucesso que se fizesse morto. Há por aí muita gente que usa esta a estratégia de nada fazer e de desaparecer para melhorar a sua imagem. Basta consultarmos as sondagens de opinião para vermos que os políticos que menos fazem os que são melhor vistos pelos eleitores.
  
Não me admiraria mesmo nada que se perguntarem aos portugueses qual é o melhor secretário de Estado deste governo, de entre os poucos que são conhecidos, a escolha ia para o Lomba, foi nomeado, deu a barracada dos brienfings e desde então parece que o Maduro o meteu em coma induzido até ao fim do mandato.
  
Aliás, neste momento até se fica com a impressão de que uma boa parte dos políticos de direita estão quase todos em coma induzido, se não fossem os coitados do Marques Mendes e do Marcelo Rebelo de Sousa a terem de fazer pela vida nas televisões, dir-se-ia que teriam ido todos para o Brasil.
  
A justiça está parada como se isto fosse a Comuna de Paris e onde está a ministra? Desapareceu, só se deixou ver com aquele ar de noite mal passada quando foi obrigada a ir ao parlamento. O mesmo sucede com o Crato que deve ter decidido retirar-se para aprender a tabuada. O Opus Macedo anda desaparecido desde os mortos de Évora e só reapareceu para dizer umas baboseiras sobre a greve dos enfermeiros. O Passos Coelho lá vai aparecendo de vez em quando porque é obrigado e se alguém se cruzar com o Cavaco não se admire que ele apareça vestido para o Halloween.
  
O único que em vez de brincar ao Halloween parece ter-se dedicado a brinquedos é o Aguiar-Branco, prefere dedicar-se aos brinquedos telecomandados e enquanto os seus colegas se fazem de mortos aparece a atirar drones e a comandar bóias de salvação
  
Portugal está sem governo, os ministros despareceram, uns porque têm medo de enfrentar as consequências das suas asneiras, outros porque não querem que alguém pense que também recebiam despesas de representação da ONG da Tecnoforma, outros porque acham que o governo está sendo vítima de uma epidemia de incompetência não querem que se pense que foram contaminados. No meio de todo este cemitério improvisado lá está a campa de um Cavaco Silva que se esconde, não vá alguém lembrar-se de que é a mãe das Tecnoformas e da incompetência.
  
Quando foi a última vez que viu a ministra Cristas? Há umas semanas atrás apareceu numa estufa de flores, provavelmente estava vendo se havia flores para tanto funeral simulado, só o Paulo porta está em regime de enterro há tanto tempo que não há florista que chegue para as suas cerimónias fúnebres.
  
O espectáculo que esta direita dá ao país começa a ser degradante, barracadas na justiça, aselhices no ensino, mortes desnecessárias na saúde, aumentos temporários e miseráveis do salário mínimo.

Umas no cravo e outras na ferradura



  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva 

Há alturas que nem a um presidente convém aparecer em público não vá ser contagiado pelo ébola que contamina a vida política portuguesa. A justiça desmorona-se, o Crato faz asneiras atrás de asneiras, o grilo falante da Troika foi para Bruxelas armado em anti-troika, o salário mínimo é aumentado por um ano após o qual pode voltar a descer, o maior partido da oposição muda de liderança, mas Cavaco está tão desaparecido como quase todo o governo.

Compreende-se a ausência, não aparecendo não tem de falar, não tem de se pronunciar sobre situações incómodas, não tem de responder a perguntas difíceis, não será chamado a pronunciar-se sobre a implosão dos tribunais, não ouvirá falar do BES. É para isto que servem os presidentes, para fugirem quando fazem falta.

 O Benfica é o Mija na Escada?

Só um treinador de um Mija na Escada vai jogar na Liga dos Campeões e está muito preocupado com o próximo jogo com o Arouca.

 Gozar com os pobres, com o país e com a inteligência

O governo aumentou o salário mínimo a título temporário e só até ao fim do ano eleitoral. Foi isto que o bardamerda da UGT aceitou para participar na encenação vergonhosa da concertação social. Agora já só falta vir o Cavaco elogiar a paz social do país com o mesmo ar com que declarou mais um inocente.
   
 Seguristas exemplares

Os mesmos que difamaram Costa insinuando os negócios dão agora o rabinho e cinco tostões para não serem esquecidos por António Costa na hora de o PS chegar ao poder. Uma vergonha.

 Governo cobarde

Maduro, Paula, Paulo Macedo, Pires de Lima, Paulo Portas, Assunção Cristas, são apenas alguns dos nomes dos governantes que andam mais desaparecidos do que durante as férias de Agosto, nomes a que não podemos deixar de acrescentar o do próprio Cavaco Silva que desde que foi de férias só apareceu para ilibar Passos Coelho.

O desastre na justiça, a confusão nas escolas, as dúvidas sobre se Passos era mesmo remediado são alguns dos factos que levam alguns ministros a desaparecerem, como se o país estivesse a sofrer uma epidemia de ébola e os nossos governantes quisessem evitar o contágio. Aparecem o menos possível em público e a não ser o ministro da Administração Interna que parece ser o único com alguma credibilidade e o Aguiar-branco que costuma arranjar uns brinquedos telecomandados para distrair o pessoal, todos os outros evitam aparecer em público e quando o fazem evitam fazêlo ao lado de peçonhas como o primeiro-ministro, ou os incompetentes da Justiça e da Educação.

      
 A impunidade dos Espírito Santo
   
«Depois de darmos a história que publicamos aqui ao lado como confirmada, só me ocorreu uma palavra: “ganância”. Não é só de Ricardo Salgado, mas sim de praticamente toda uma família de banqueiros. São todos os ramos que se fazem representar no Conselho Superior do Grupo Espírito Santo. Todos terão recebido uma comissão de um milhão de euros pelo negócio de compra dos submarinos por parte do Estado português.

O trabalho de Sílvia Caneco demonstra que a família Espírito Santo não pára de nos surpreender – a nós, os os comuns mortais. Já tínhamos assistido a uma guerra familiar em plena praça pública, à derrocada do banco da família e à falência de sociedades fundamentais do Grupo Espírito Santo (GES). Mas ainda não sabíamos que a família Espírito Santo tinha recebido alegadas “comissões” do negócio dos submarinos. E muito menos que discute de forma aberta, e em reuniões de um órgão institucional do grupo, o alegado pagamento de “comissões” que empresas do GES alegadamente fizeram aos administradores da casa mãe. São 5 milhões de euros que Ricardo Salgado, então presidente executivo do BES, confirmou várias vezes naquele dia 7 de Novembro de 2013 que foram pagos aos cinco ramos da família Espírito Santo, liderados por Ricardo Salgado, José Manuel Espírito Santo (ao qual pertence Ricardo Abecassis), Moniz Galvão (representado por Manuel Fernando Espírito Santo), comandante António Ricciardi e Pedro Mosqueira do Amaral.

A primeira pergunta é simples: porquê? A que título estes banqueiros têm direito a receber uma comissão por um negócio do qual uma empresa do seu grupo foi consultora? A que propósito é criada uma rede obscura de circulação de dinheiro para pagar 5 milhões de euros aos ramos da família Espírito Santo? E qual a necessidade de uma “comissão” sobre um negócio com o Estado português com os dividendos e os salários principescos que receberam anualmente do GES e do BES? Que necessidade tinham? Uma coisa é certa: as comissões que foram pagas pela Escom muito dificilmente terão justificação legal. Trata-se de receitas que constituem património da Escom e que não podem ser utilizadas desta forma. Ajustiça ditará. O Departamento Central de Investigação e Acção Penal tem aqui mais uma excelente oportunidade e um desafio para desenvolver as investigações ao BEsgate.

Ricardo Salgado já tinha dado provas do seu relativismo moral com a história da prenda dos 14 milhões de euros que recebeu do seu cliente José Guilherme. Tentou desvalorizar o óbvio: o presidente executivo de um banco não pode receber prendas ou promover consultorias a clientes. Com o trabalho de investigação que o i hoje revela também se comprova que Ricardo Salgado geriu a família ao longo dos últimos 30 anos com mão de ferro e com base na regra “não sabe, não pergunte”, ao mesmo que tempo que adoçicava a boca dos restantes familiares com generosos pagamentos de dividendos a cada ramo ou de alegadas “comissões”, como a dos submarinos, divididas por todos. O facto de assuntos como as “comissões” dos submarinos serem discutidos e aprovados pelo Conselho Superior do GES revela igualmente que afinal a estratégia de Ricardo Salgado pode ter fundamento. Afinal todos sabiam o que Salgado fazia?» [i]

      
 Banqueiros ou mafia siciliana
   
«Os cinco clãs da família Espírito Santo que tinham representação no Conselho Superior do Grupo Espírito Santo (GES) receberam, em 2004, cinco dos cerca de 30 milhões de euros que foram pagos à Escom por serviços de consultoria na venda de dois submarinos a Portugal — precisamente pelo consórcio alemão que ganhou a adjudicação nesse ano.

De acordo com o jornal i, foi a 7 de novembro de 2013, durante a reunião do Conselho Superior onde José Maria Ricciardi contestou abertamente a liderança de Ricardo Salgado. Foi nessa reunião que Salgado fez uma confissão relacionada com o negócio da compra dos submarinos. “Deram-nos cinco a nós e eles [os administradores da Escom] guardaram 15″, respondeu, quando questionado por um dos membros sobre como tinha sido “esse assunto do recebimento da comissão da Escom”. Nenhum dos membros do antigo Conselho Superior contactados pelo i quis prestar declarações.

A reconstituição da reunião feita pelo i mostra que a questão dos pagamentos só veio à tona porque Ricardo Salgado terá exigido a Manuel Fernando Espírito Santo, representante do ramo Moniz Galvão, a assinatura numa carta que, por sua vez, tivesse as assinaturas dos representantes da família que tinham direito de voto no Conselho Superior do GES. Para Ricardo Salgado era “fundamental” a existência de uma carta com a “assinatura dos cinco”, porque quando o processo judicial fosse arquivado, ele seria “tornado público”.

“Se não assinas a carta, assumes a responsabilidade de te estares a afastar da coesão dos fundadores”, terá dito Salgado, explicando que a carta pretendia ser “um ato de gestão que institucionalizasse a decisão” tomada na altura da compra dos submarinos. Perante a insistência de Salgado, Manuel Fernando acabou por assinar a carta. “Eu assumo a responsabilidade”.

A transferência dos cinco milhões de euros foi feita, em parcelas iguais, através da Escom, empresa do grupo GES, para as contas pessoais de cada um dos representantes da família na Suíça e noutros países estrangeiros. O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) detetou essas transferências para a Suíça e solicitou a quebra do sigilo bancário de modo a aceder à identidade das pessoas que receberam a transferência. Ricardo Salgado e os restantes membros da família já tinham essa informação, daí a importância da existência de uma carta que tornasse legítimos os valores pagos pela Escom.» [Observador]
   
Parecer:

A divina família tem mais semelhanças com as famílias de mafiosos sicilianos do que com uma família de banqueiros.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 A "Commissione" dos Espírito Santo
   
«A decisão foi tomada depois de o Estado sair do capital do banco e de Ricardo Salgado se ter tornado, aos 47 anos, o mais jovem membro da família a assumir o cargo de presidente executivo do BES. Os Espírito Santo queriam promover o diálogo e que todas as decisões importantes relacionadas com o grupo fossem tomadas por consenso e sob um manto de confidencialidade. Foi com esses objectivos que, em 1991, criaram o Conselho Superior do GES e, em Junho de 1993, o regulamentaram.

“O Conselho Superior tem por missão zelar, de forma permanente, pela preservação e realização dos interesses do Grupo Espírito Santo e das actividades das sociedades que o compõem”, diz o regulamento do Conselho Superior assinado em Maio de 2011, e a que o i teve acesso. O decano do clã, António Ricciardi, apresentou-o assim: “O órgão com a missão de colegialmente decidir superiormente em relação a qualquer actividade do grupo.” Salgado elogiou a capacidade de diálogo que o órgão promovia: “O grupo discute até à exaustão e só quando todos estão de acordo a decisão é tomada.”

No órgão de cúpula da família estavam representados cinco clãs. Todos eles com o mesmo poder de voto e todos eles accionistas da Espírito Santo Control, a sociedade-mãe do conjunto de empresas que formam o Grupo Espírito Santo. Mário Mosqueira do Amaral era o único que não pertencia à família, mas era tratado como se pertencesse. António Ricciardi, pai de José Maria Ricciardi, presidia ao Conselho. Além dele e de Mosqueira do Amaral, o grupo era constituído por Ricardo Salgado, José Manuel Espírito Santo Silva e Manuel Fernando Espírito Santo, representante de Maria do Carmo Moniz Galvão Espírito Santo. A estrutura viria a crescer em 2012, quando os cinco ramos da família decidiram abrir o órgão a novos elementos. Cada um podia designar até dois representantes.» [i]
   
Parecer:

Tucco como na mafia sicialiana, até tinham a sua commissione
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»

 A incompetente contra-ataca 
   
«O Ministério da Justiça garantiu esta terça-feira que prepara um projeto legislativo de forma suspender os prazos judiciais já que o sistema informático da Justiça está bloqueado há um mês.
  
Este anúncio foi feito dias depois de o Conselho Superior da Magistratura e do Ministério Público terem feito este um apelo - em forma de deliberação nas respetivas sessões plenárias - à ministra da Justiça.
  
Num comunicado enviado às redações, o Ministério da Justiça garante, na comarca dos Açores, o Citius já está a funcionar em pleno. Em jeito de balanço, o gabinete de Paula Teixeira da Cruz defende que foi dado início o processo de levantamento das comarcas. "A comarca dos Açores foi a primeira a ficar disponível para tratamento informático de todos os processos. Seguir-se-á o levantamento das restantes 22 comarcas, isoladamente ou em grupos, em função da sua dimensão", diz a nota.» [DN]
   
Parecer:

A maluquinha chegou a informar que os problemas do Citius estariam resolvidos antes do fim da manhã no dia em que a bandalhice judiciária entrou em vigor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se a incompetente.»
  

quarta-feira, outubro 01, 2014

5000

Não entendo o porquê de tanta preocupação em relação aos 5000 euros mensais que supostamente terão sido pagos ao Passos Coelho e estou ainda menos preocupado se os recebeu antes ou depois de ter sido deputado em regime de exclusividade, nada disso altera a minha opinião sobre a honestidade da personagem e muito menos sobre o seu brilhantismo intelectual. Mas se o homem se vendeu a troco de 5000 euros terei de ficar muito preocupado com o meu país não por termos corruptos mas porque até os corruptos são tão fracos que se vendem a troco de alcagoitas. Nem nos países mais pobres do mundo temos corruptos tão baratos.

Há aqui qualquer coisa de errado, o Ricardo Salgado quase nem sai do gabinete e ganha uma gorjeta de quinze milhões de euros que também não declarou pois terá entendido que eram despesas de representação. E o pobre coitado, aliás, remedidao Passos Coelho corre desde sete e Meca e Vale de Santarém, dá meia volta ao mundo em classe turística, com os ditos mais apertados do que um mil-folhas, fazendo diplomacia económica em nome da EU e a favor da Tecnoforma só a troco de uns pirolitos no avião e do cartão de milhas na TAP? Pois, é por essa e por outras que o pobre do Passos em vez de ter uma quinta na Comporta vai para casa emprestada na Manta Rota e viagem num Renault velho enquanto a segurança pessoal viaja num BMW série M! Começo a perceber a indignação do Marinho Pinto por receber 18 mil dele em Estrasburgo. Isto até parece aquela amiga que era amante do padre que quandno a sua parceira aparecia com casacos de vison se queixava de levar só santinhos.
 
Acho que isto é um país de pindéricos e a coisa está tão mal que em vez de se indignarem porque o país é governado por alguém que poderá só ter ganho 5000 mensais na Tecnoforma, todos devíamos reflectir sobre se o país estará bem entregue a alguém que só teria ganho despesas de representação. Compreendo agora que Moedinhas se comporte como uma das putas de uma velha anedota que retrata este país na perfeição. Quando apanhado numa rusga ao bordel um compadre ficou surpreendido com a justificação dada pelas suas acompanhantes ao s polícias, uma era manicura e a outra cabeleireira, o espanto foi tanto que exclamou “querem ver que a puta sou eu?”.
 
 Pois foi mais ou menos o que o nosso amigo Moedas fez, não contente com os 5000 de ministro foi para Bruxelas ganhar muito mais, deixando a Maria Luís por cá a pagar o empréstimo da casa com o ordenado cortado de ministra  e quando questionado sobre o passado, ele que era conhecido no PSD como o “grilo falante da troika”  respondeu que nada tinha que ver com a troika ou com os seus vícios, ele era apenas uma depiladora e é por isso que nem 5000 ganhava.
 
Ali para os lados do PS também anda um grande putedo, senhor Alfredo! Há uns dias tinha de apagar  comentários em que diziam cobras e lagartos do Costa, todos os que simpatizavam com ele eram aplicados de corruptos. O Costa ganhou, o Seguro despareceu e agora não há ninguém que não tenha sido um admirador do Costa desde que ele nasceu, quanto mais durante a sua candidatura. Ninguém quer disputar a liderança do PS ao Costa e todos o declaram como o seu líder. Pois é, querem ver que neste bordel que é a política portuguesa a puta aqui é este humilde Jumento?
 
Mas já que estamos com as mãos na massa e mesmo sem ajuda do aritmético Crato para nos ajudar a multiplicar putas com políticos ou políticos com percentagens, para já não falar em alentejanês da puta de reforma do mapa judiciário que por aí vai, a verdade é que em o problema não é Passos poder ter recebido 5000 ou a vergonha de termos políticos tão mal pagos, se o mal fosse esse e a puta fosse só uma até se justificava pagar muito mais. O problema é que em Portugal há mais Tecnoformas do que putas e com tanta galderice não há país que aguente.
 
Agora lembro-me da anedota do industrial do norte que passeava no seu carro com “bolante” de pau acompanhado pela esposa ao cruzar-se com uma rapariga disse-lhe “bês, aquela é a amante do Zé”, ao que ela, orgulhosa, respondeu “a tua é bem melhor do que a do Zé!”. Já basta de indicadores miseráveis para este país e só um doido acredita que um país onde os corruptos só ganham 5000 euros consiga sair da cepa torta e qualquer tuga orgulhoso não vai querer apresentar-se por esse mundo fora com corruptos tão pelintras.
 
 Se queremos ter corruptos competentes e com classe teremos de dar mais prioridade ao que se paga aos corruptos e menos ao que se paga de salário mínimo. Seria uma desgraça se depois dos jovens, das crianças e dos velhos os corruptos também fossem obrigados a emigrar. Se queremos partir sem termos os corruptos atrás para o resto da vida o melhor é pagar-lhes condignamente!

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


 photo _Santa-MArta_zpse1d8c84b.jpg

Hospital (Convento) de Santa Marta, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Carlos Moedas

Há indivíduos sem nenhuma vergonha no focinho e este Carlos Moedas parece ser um deles, uma invenção dos amigos da troika cujas cuecas ainda cheira a troikismo que até tresandam e vai para o Parlamento Europeu inventar divergências, ele que nestes três anos tem sido um dos ideólogos do extremismo de direita na política económica, ele que foi para o governo pela mão do falecido Borges.

O homem da Goldman que foi o quarto membro da troika fez uma apresentação na linha do bacoco português a roçar o miserável, foi contar a história do pobrezinho que descobriu a Europa com o programa Erasmus. Coitadinho do Moedas que vai ganhar uma pipa de massa enquanto o Passos lixou a Luís Albuquerque que com a treta do grande dossier ficou cá à espera de ser despedida e ter de pagar os quatrocentos e tal mil euros com o seu modesto vencimento cheio de cortes que ela própria se empenhou em aplicar.

«O comissário indigitado por Portugal para a futura Comissão Europeia, Carlos Moedas, a quem foi atribuída a pasta da Investigação, Ciência e Inovação, esteve esta manhã em audição perante o Parlamento Europeu, em Bruxelas.

O ex-secretário de Estado fez um discurso muito pessoal no Parlamento Europeu, dizendo que um dos pontos de viragem na sua vida foi o seu ano de Erasmus. Falou em português, francês e inglês, lembrando que nasceu numa zona pobre do país e que ascendeu na vida através das oportunidades dadas pela Europa.

Questionado pela eurodeputada Marisa Matias sobre o seu papel na implemetação do programa da troika, Carlos Moedas disse que esteve “muitas vezes” em desacordo com a troika e que concorda em muitos pontos com o relatório do Parlamento Europeu sobre o papel da troika nos países intervencionados.» [Observador]

 O partido do Núncio

às vezes fica-se com a sensação de que além do CDS e do PSD há na coligação da direita um terceiro partido, o partido do Núncio. O secretário de Estado parece correr em pista própria, gere a sua própria agenda política e fiscal, não hesita em lançar dados que sustentem porpostas que estão em contradição com as da ministra, e gere uma agenda mediática que ocupa uma grande parte da capacidade de comunicação do governo.

Veja-se o que se está passando esta semana, o governo e os seus partidos encolheram-se com a eleição de António Costa, o único ministro que se pronunciou foi um patético Aguiar Brando que estava a brincar aos barcos telecomandados com a forma de bóias. Um dia depois o Núncio tirou mais uma da cartola e lançou a ideia de os velhotes entrarem nas declarações do IRS.

Não se sabe se é proposta sua, se consta no relatório do grupo de trabalho, se já foi aprovada pela ministra ou se consta no projecto do orçamento. Simplesmente apareceu nos jornais e todos se esqueceram do Passos, do Costa, da senhora com a cara inchada e dos erros de aritmética do catedrático de matemática. Não é a primeira vez que Núncio o faz, tem sido useiro e vezeiro em usar a reforma do IRS para gerir a comunicação social em seu favor, num dia é a CIP que vai reunir e depois elogia o Núncio, a seguir é aquele economista gorducho do Porto, a reforma parece ser um verdadeiro milagre dos pãezinhos em matéria de comunicação social, é mesmo de fazer inveja ao Opus Macedo nos seus tempos de DGCI.

O Portas que se cuide, este Núncio vai mesmo longe.

 Que chatice

Em vez de se lembrar do Passos o Vasco foi lembrar-se do Passos, o que agora dava jeito eram umas suspeitas sobre Sócrates, nem que tivessem mais de vinte anos, enquanto o Ministério Pública não chegasse à conclusão de que qualquer crime estava prescrito até o papa Francisco ficava sob escuta.

 Uma pequena dúvida

Porque razão anda tanta gente a perguntar a António Costa porque não abandona a CML porque vai liderar o PS e ninguém pergunta a Passos Coelho qual o motivo que o impede de largar o cargo de primeiro-ministro sendo líder do PSD? Provavelmente a liderança do PS ocupará mais o Costa do que a ONG ocupava o Passos.

      
 A tramóia acabou em glória
   
«Eis uma bela ironia do destino que ainda não foi devidamente salientada: António Costa venceu António José Seguro na noite de domingo com a mesma percentagem com que Seguro tinha vencido Francisco Assis em Julho de 2011: 68% contra 32%. E, no entanto, o entusiasmo que rodeou cada uma dessas vitórias não poderia ser mais díspar. É o milagre das primárias: aquilo a que tantos fizeram cara de enjoado – “oh, horror, ataques pessoais!” – conseguiu, de facto, dar gravidade ao confronto político, atrair a atenção de todos e oferecer à contagem dos votos um clima de noite eleitoral.

Só por isso, Costa deveria ter enviado flores e beijinhos a Seguro. Se é certo que as primárias nasceram para o desgastar e atrasar o processo de sucessão, a verdade é que Seguro acabou por lhe prestar um enorme favor. O varapau com que se quis defender de Costa foi o bastão que o entronizou. Sem primárias, jamais ele teria ganho tamanha legitimidade. Seguro venceu em 2011 com menos de 24 mil votos. Costa venceu no domingo com quase 120 mil. Cinco vezes mais. Nós, comentadores, adoramos dizer que tudo o que se passa na política portuguesa do século XXI já se passava na do século XIX. Não é assim: as primárias do PS deram uma nova esperança a um sistema envelhecido e cianótico.

A partir do momento em que o PS conseguiu 250 mil inscritos e 175 mil votantes, o objectivo principal foi atingido: mobilizar um elevado número de simpatizantes para uma eleição partidária. Muitos dirão: não foi assim tanta gente. Eu digo: só podem estar a gozar. O processo era inédito, foi desencadeado à pressa e construído em cima do joelho de Jorge Coelho (bom joelho – aguentou excelentemente o peso da responsabilidade). Se houve um milhão de pessoas a votar no PS nas últimas europeias, como é que mobilizar um quarto desse número para umas primárias pode ser desvalorizado? Não pode. E o efeito deste feito é imediato: moralização automática do sistema, na medida em que pagar quotas a militantes falecidos ou que se acumulam às dúzias num T1 da Reboleira passou a ser mau negócio.

Há quem lacrimeje: terrível processo, que desvaloriza ainda mais os partidos e fulaniza a política. Mas eu gostaria de saber em que altura da História, portuguesa ou mundial, os partidos políticos foram mais valorizados do que as pessoas que os dirigiam. A política é, sempre foi e sempre será uma actividade fulanizada. É por isso que António José Seguro levou uma sova no domingo, apesar da indistinção de programas eleitorais. E por amor de Deus: ao fim de 40 anos de Bloco Central e de políticas públicas onde é impossível fazer distinções ideológicas entre PS e PSD, já é tempo de perceber que os governos se diferenciam, sobretudo, pelas características pessoais dos seus líderes, muito mais do que por quaisquer programas eleitorais – que, dez vezes em cada nove, são sepultados no caixote do lixo ao lado da mesa de mogno onde o seu autor jura cumprir o dever que lhe foi confiado.

Eu não quero com isto dizer que os programas não devam contar para nada. Claro que devem, e cada vez mais. Aliás, se António Costa ainda sonha com uma maioria absoluta, lançar cravos e escrevinhar uma Agenda para a Década não chega – o que a malta quer ver é a agenda para 2016. Mas, por ser o melhor socialista disponível no mercado, a enorme vitória de Costa só pode ser uma boa notícia para o país. Veja-se o meu caso: com Seguro, eu seria obrigado a votar PSD. Agora, pelo menos, já me posso dar ao supremo luxo de votar em ninguém.» [Público]
   
Autor:

João Miguel Tavares.

      
 A carta do Vasco
   
«“Cara Sra. Procuradora Geral da República

Depois de ler a entrevista de Fernando Madeira, ex-dono da Tecnoforma, à revista Sábado, venho por este meio denunciar alguns dados que serão certamente relevantes para as investigações que o Ministério Público está a fazer, nomeadamente sobre a ligação de Pedro Passos Coelho à Tecnoforma entre 1997 e 2001.

Na altura, o sr. Passos Coelho foi efetivamente pago para presidir ao Centro Português para a Cooperação, a ONG criada pela Tecnoforma para conseguir projectos de formação profissional financiados por entidades públicas como a Comissão Europeia. Todos os meses, durante cerca de 3 anos, o Sr. Passos Coelho, que era deputado em exclusividade do PSD em exclusividade de funções, recebeu mensalmente mil contos (cerca de 5 mil euros) através de pagamentos em cheque e sobretudo de transferências bancárias.

O pagamento foi acertado entre ele e o Sr. Fernando Madeira, com a intermediação do advogado João Luís Gonçalves, ex-Secretário Geral da JSD (quando Passos Coelho era o líder dos jotinhas) e também um dos directores do CPP presidido por Passos Coelho. O advogado João Luís também era pago mensalmente com 500 contos (2500 euros) para fazer parte do Centro Português de Cooperação.

Os pagamentos mensais ao sr. Passos Coelho foram concretizados através das contas bancárias da empresa Tecnoforma e da empresa Liana (que pertencia ao então grupo Tecnoforma), cujas contas bancárias estavam sedeadas nos bancos Totta & Açores (hoje banco Totta Santander), BCI (Banco de Comércio e Indústria) e BCP, para a conta conjunta d Passos Coelho que estava aberto no banco Totta & Açores (Totta Santander), na dependência de Almada, na A. D. Nuno Álvares Pereira nº 80 (Pragal), onde ainda hoje se encontra.

No total, o sr. Passos Coelho recebeu dezenas de milhares de euros sem que tivesse alguma vez descontado ou declarado o que quer que seja às Finanças. O dinheiro saiu sempre da Tecnoforma / Liana, mas desconheço como é que isso foi justificado internamente nas contas das empresas.

Julgo, no entanto, que será fácil ao Ministério Público conseguir esses dados através da identificação das respectivas movimentações financeiras das referidas contas bancárias e do cruzamento desses dados com os relatórios e contas da Tecnoforma e do próprio Centro Português para a Cooperação.

A contabilidade da Tecnoforma e do Centro Português para a Cooperação estava a cargo do contabilista Dr. José Duro.

Sem mais espero que se faça justiça para o bem da nossa sociedade.

Vasco”» [Observador]
   
Parecer:

A verdade é que a carta do Vasco tem um discurso mais coerente do que o do primeiro-ministro. Agora resta saber se o Vasco disse tudo ou se ainda vai surpreender com mais algumas informação. Wnfim, força, força Vasco! Nós seremos a tua muralha de aço.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 A  Procuradora- Geral tem razões para festejar
   
«Segundo o Público, a investigação envolvendo Passos Coelho terá sido uma das mais rápidas investigações criminais da história de Portugal. De fora ficou a contabilidade de outras entidades além da Tecnoforma, bem como um antigo dirigente da JSD, contemporâneo da presidência de Passos Coelho na juventude partidária.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Nunca se tinha visto um MP tão célere e tão empenhado em inocentar um político. A história do MP vai ter duas fases AT e DT, antes da Tecnoforma e depois da Tecnoforma, dantes tudo era lento, cheio de fugas, com viagens a Londres e questionários para Pequim, depois tudo é célere, todos são inocentes. Digamos que é uma homenagem a Sócrates, é a inocência na hora.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada e mande-se uma garrafa de espumante à senhora Procuradora-Geral.»

 Os amigos são para as ocasiões
   
«A Presidente da Assembleia da República recusou pedir ao primeiro-ministro mais documentação sobre o caso Tecnoforma. Assunção Esteves quer que o pedido formal, formulado inicialmente pelo PCP, tenha mais força que um requerimento de um partido e exige que seja o plenário a dar-lhe essa legitimidade.

O caso Tecnoforma está assim preso pelas formalidades. De acordo com o líder parlamentar do PCP, João Oliveira, a interpretação tanto de Assunção Esteves como da maioria PSD/CDS na reunião desta terça-feira da conferência de líderes foi a de que era necessário um “impulso processual” para que fosse feito o pedido a Passos Coelho. Depois da recusa, o PCP admite agora apresentar um projeto de deliberação para que seja votado em plenário pelos deputados e assim tenha mais força.

Os comunistas queriam saber duas coisas: porque não declarou Passos Coelho no registo de interesses enquanto deputado o trabalho que desenvolveu enquanto presidente do Centro Português para a Cooperação e, em segundo lugar, quanto recebeu do Centro e em que condições, disse João Oliveira.» [Observador]
   
Parecer:

Em vez de andara proteger o padrinho que numa segunda escolha a promoveu a presidente do parlamento esta senhora já devia ter demitido o Albino.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a exigência.»

 Acabou-se o recreio
   
«Ferro Rodrigues aceitou o convite de António Costa para ser o próximo líder parlamentar do Partido Socialista, avança a TVI 24. O convite surge na sequência do pedido de demissão de Alberto Martins desse cargo, depois de António José Seguro, o candidato apoiado por Martins, ter perdido as eleições primárias do passado domingo.

Ferro Rodrigues e António Costa trocam agora de papéis. Quando Ferro foi líder do PS escolheu António Costa para líder parlamentar. Agora, o ex-secretário-geral vai liderar os destinos da bancada até às eleições legislativas do próximo ano.

Fontes socialistas contactadas pelo Observador acentuam não só o “peso político” de ter um ex-secretário-geral à frente da bancada, quando António Costa não é deputado, como também lembram que nesta altura é importante ter alguém a comandar os deputados que tenham formação económica.» [Observador]
   
Parecer:

Uma boa escolha e muito preocupante para a direita.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

 Temos Bloco
   
«Um Bloco de Esquerda mais combativo e irreverente, distanciado do "eixo do tratado orçamental". Eis o projeto político da moção "Bloco Plural, fator de viragem" liderada por Pedro Filipe Soares, apresentada em conferência de imprensa, esta tarde em Lisboa.» [Expresso]
   
Parecer:

Gostei dessa do "eixo do tratado orçamental", parece aquelas senhoras que em vez de passarem junto ao bordel optam polo outro lado da rua, o rapaz não quer nada com gente duvidosa e vai formar governo sozinho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Mais um PRD dos oportunistas
   
«O PDR arranca oficialmente numa reunião no próximo domingo, dia 5 de Outubro, em Coimbra. O partido liderado por Antonio Marinho Pinto tem um núcleo fundador onde se destacam o ex-socialista Eurico Figueiredo e o Fernando Condesso, que abandonou a militância histórica no PSD para se juntar ao novo movimento. A carta de princípios, a que o Expresso teve acesso, já começou a ser enviada a alguns dos participantes da reunião do próximo domingo.» [Expresso]
   
Parecer:

Este Marinho é um bocado convencido e ambicioso, saiu melhor do que a encomenda.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

   
   
 photo Karin-Eberhard-2_zps036e8746.jpg

 photo Karin-Eberhard-3_zpsbe2f7c09.jpg

 photo Karin-Eberhard-5_zpsfd949265.jpg

 photo Karin-Eberhard-1_zps9fad51a9.jpg

 photo Karin-Eberhard-4_zpsd4eabe3d.jpg