quinta-feira, outubro 12, 2023

O RACISMO IMPLÍCITO NA COMUNICAÇÃO SOCIAL


Por vezes interrogo-me se um dos instrumentos de propagação do racismo ou da ideologia da supremacia dos povos do ocidente não será a comunicação social.

Em todas as guerras as crianças são as primeiras vítimas e em guerras onde os alvos principais são os alvos civis morrem centenas e milhares de crianças. No Ocidente explica-se que nas guerras envolvendo países com menos recurso ou onde os inimigos são forças de guerrilha estes escondem-se em alvos civis.

A verdade é que no Iraque ou no Afeganistão as crianças mortas em grande número nunca foram notícia e se isso aconteceu na guerra da Síria foi para notícia a morte de crianças do lado das fações apoiadas pelo Ocidente. Essas crianças são tratadas sumariamente como danos colaterais e nunca entram em estatísticas e, pior do que isso, são ignoradas por entidades internacionais, como o Secretário-Geral da ONU. 

FOTO DO DIA


 
Alfama


quarta-feira, outubro 11, 2023

 


PERSONALIDADE 'O JUMENTO' DO DIA
CARLOS MOEDAS, PRESIDENTE DA CM DE LISBOA

Se é propondo o nome de um bispo para a ponte sobre o Rio Trancão ou tentando elevar o dia 25 de Novembro ao estatuto do dia 25 de Abril que Carlos Moedas tenta afirmar o seu nome a pensar numa candidatura à liderança do PSD e , consequentemente, a primeiro-ministro, está a cometer mais um dos seus erros.

Usar esta bandeira numa questão que sempre foi pacífica parece unir a direita em torno das reivindicações patéticas, mas o que acaba por fazer é transformar o PSD num CHEGA cor de laranja, disputando ao André Ventura as simpatias do eleitorado mais à direita.

Não é uma manobra digna de alguém inteligente, mas sim de um político que se julga espertalhão e usa as datas históricas da pior forma. Por cada voto eu conquista ao CHEGA perde muito mais ao centro e à esquerda.




PS: 

"Nunca na minha vida pensei que um dia fosse ver um partido político, na Europa, justificar o massacre de crianças judias", começa por declarar o embaixador de Israel em Portugal, ao condenar, esta segunda-feira, a posição do PCP face ao ataque sem precedentes do grupo extremista palestiniano Hamas contra Israel.” (Diário de Notícias

Está no direito do embaixador de Israel defender como bem entende as políticas do seu governo, ainda que se esperasse   u, no mínimo, que fosse rigoroso, intelectualmente honesto e não recorrendo ao populismo, usando as crianças de Israel que foram vítimas dos ataques do Hamas, que todos consideramos deplorável, como são deploráveis tudo o que seja desrespeito dos direitos humanos.

Mas o embaixador não se limitou ao seu Twitter, também fez as mesmas declarações, participando numa manifestação em Lisboa. E aí parece que o embaixador se excedeu, tendo confundido uma praça de Lisboa com a Praça de Maidan.. Manifestar-se numa manifestação pública para atacar um partido português é inaceitável e deve ser condenado, seja qual for a posição do partido de ue ele discorda.

Se o embaixador de Israel discordasse de uma posição do Partido Republicano ou do Partido Democrata, dos EUA, também ia para uma praça de Nova Iorque comportar-se da mesma forma? Claro que não, ele faz isso em Portugal porque acha ue somos uma república das bananas.

A propósito, basta ler o comunicado do PCP que ele refere para se perceber que nada do que ele acusa consta nesse comunicado, que, afinal, toma uma posição que muitos europeus e israelitas partilham.





BARDAMERDA PARA O GOVERNO DO REINO UNIDO


 

Ao hastear a bandeira da Palestina não se apoia qualquer forma de barbárie, que  nos dias de hoje não falta dos dois lados do conflito em Israel, onde os beligerantes apenas se distinguem pelo poder militar de que dispõem para a cometer.

Esta bandeira não representa o Hamas, representa um povo, uma nação e um Estado reconhecido pela grande maioria dos governos de todo o mundo.

O governo do Reino Unido bateu no fundo no plano dos princípios ao mandar perseguir judicialmente os que exibem bandeiras da Palestina equiparando-as a bandeiras nazis.

"Braverman ha instado a la Policía a que tenga "la misma consideración ante la presencia de esvásticas en manifestaciones anti-Israel" y que actúe si contemplaciones ante cánticos como "From the river to sea, Palestine will be free" ("Desde el río hasta el mar, Palestina será libre") por estimar que puede entenderse como "la expresión de un violento deseo de ver a Israel borrada del mundo".

La secretaria de Interior, conocida por su retórica anti-inmigración, ha sido criticada directamente por Shami Chakrabarti, miembro de la Cámara de los Lores y abogada especializada en derechos humanos: "Los jefes de Policía saben cuáles son sus poderes y sus deberes, y la politización de su labor en estos tiempos peligrosos no sirve para dar más seguridad a las comunidades vulnerables"." (El Mundo)

Isto é uma vergonha para o Reino Unido, enquanto o parlamento do Canadá,,,, onde reina o Rei Carlos III, presta homenagem a um soldado das Waffen SS, o governo do Reino Unido designa como nazi todo um povo, toda uma nação e um país reconhecido internacionalmente.




FOTO DO DIA

 


Ayamonte

Trata-se de uma imagem banal, mas foi assim ou um pouco mais ao longe que se via Ayamonte desde Vila Real de Santo António. Mas é uma imagem que tem um significado maior para quem teve mãe e avó nascidas em Espanha e ainda maior se disser que estas duas espanholas só puderam ir a Espanha em 1976, depois da morte de Francisco Franco.

Não imagino o que é ver a sua terra desde a porta de casa sem poder lá voltar de 1938 a 1976, sabendo que do outro lado do Guadiana, em Isla Cristina, vila de que ainda se conseguia ver o topo da igreja, estavam irmãos, tios e primos. 

A minha mãe tinha nacionalidade portuguesa, ainda que lhe tenham aportuguesado o nome, alterando o apelido de de Gonzales para Gonçalves e colocando-o antes do apelido do pai, quando em Espanha o último apelido é o materno. No caso da minha avó a situação foi pior, durante 78 anos viveu em Portugal sem um único documento, isto é, sem quaisquer direitos, nunca foi a um centro da saúde e só beneficiou de uma pensão concedida pelo Estado espanhol.

É por estas e por outras, por ser uma espécie de trans, neste caso um transnacional, que detesto o nacionalismo enquanto ideologia, seja o nacionalismo de franco ou qualquer outra forma de nacionalismo extremista, que vai muito além do sentido de nação, sentimento que todos temos ou podemos ter, ainda que isso seja negado a vários povos do mundo, como o palestiniano ou o curdo, para não referir muitos outros que são perseguidos só por se afirmarem serem de nações que outros negam a sua existência.

Infelizmente, essa forma nefasta de nacionalismo egoísta está de regresso e se na Catalunha se ficou por uma crise política, noutras está dando lugar a guerras onde não há regras, onde, como declarou recentemente o ministro da Defesa israelita, povos que são referidos como meros animais, sem direito a qualquer Carta das Nações Unidas, ao respeito de qualquer convenção internacional, nem sequer a queixarem-se de ser vítimas de crimes de guerra. Muito pior do que isso, a comunicação social do nosso país segue este pensamento execrável e não noticia estes crimes de guerra, pior justifica-os como uma vingança legítima.

Este mundo vai de mal a pior, não foi só na Espanha de 1938, o país com mais valas comuns em todo o mundo, infelizmente, as vítimas destas guerras inspiradas num nacionalismo levado a ideologia continuam por todo o lado, em pleno século XXI.

terça-feira, outubro 10, 2023

 

 


PERSONALIDADE 'O JUMENTO' DO DIA
LUÍS MONTENEGRO, LÍDER DO PSD



É muito mau sinal quando um líder partidário sinta a necessidade de afirmar com muitos meses de antecedência que volta a ser candidato à liderança do seu partido, significa que ele próprio sente que a sua competência no exercício do cargo é questionável.

Montenegro não é novo nestas andanças, não só foi o líder parlamentar do PSD durante a liderança de Passos Coelho, como já teve tempo mais do que suficiente para se afirmar como alternativa a António Costa. Muito provavelmente é o líder da oposição que beneficiou de mais erros por parte de um primeiro-ministro, multiplicaram-se os casos judiciais, trapalhadas como o anúncio da localização do novo aeroporto por Pedro Nuno Santos ou a peixeirada ocorrida no Ministério das Infraestruturas.

Nos últimos tempos as situações enfrentadas por António Costa, como o problema da habitação ou o desmoronar das urgências do SNS, poderiam ser suficientes para obter ganhos políticos, já que poem em causa a competência de um governo que foi incapaz de resolver problemas que não só já existiam e estavam diagnosticados e que teve tempo suficiente para antecipar as consequências e adotar medidas que assegurassem um mínimo de resultados em quase oito anos de governação.

Algo está errado, ou é Luís Montenegro que não conseguiu convencer os portugueses de que pode ser uma alternativa de governo ou as suas propostas não convencem os eleitores.





NOTAS BREVES SOBRE O CONFLITO ENTRE ISRAEL E A PALESTINA/FAIXA DE GAZA

Falou-se muito da corrupção na Ucrânia, ainda que o assunto tenha sido tão abafado na nossa comunicação social que é melhor recorrer aos Telegram ucranianos para se ter a dimensão real desse fenómeno. Há muito que se sabia do desvio de armas ocidentais para o mercado negro, já foram vistas armas antitanque suecas nas mãos do traficantes mexicanos, agora sabe-se que muitas das armas do Hamas vieram da Ucrânia, veremos quanto tempo passará para vermos essas armas nas mãos do Estado Islâmico.

Um governante israelita considerou os palestinianos da Faixa de Gaza como animais e aquilo que vemos é que os bombardeamentos israelitas são de uma brutalidade que nem os defensores dos animais aceitariam como legítimos.

Até há poucos dias falava-se muito dos bombardeamentos de alvos civis e da morte de crianças como prova de crimes de guerra. De um dia para o outro deixou de se ouvir falar de tal conceito ou então, os até há pouco defensores dos direitos humanos, da Carta da Nações Unidas, da Convenção de Genebra e das convenções que proíbem a utilização de armas como as bombas de fósforo. Provavelmente consideram que esses princípios não se aplicam a animais.

Israel está destruindo milhares de habitações civis na Faixa de Gaza, sem qualquer aviso humanitário e sabendo que o Hamas não está nesses prédios. O objetivo desses bombardeamentos, onde também estão sendo usadas bombas de fósforo é matar civis, principalmente mulheres e crianças.

A super Mossad falhou ou alguém achou conveniente que isso sucedesse, trocando centenas de vidas de israelitas, por uma oportunidade de salvar um governo dirigido por um político extremista, acusado de corrupção e que enfrentava uma grave crise política.

Israel já teve quase tantas baixas (civis e militares) como as que teve durante a Guerra dos Seis Dias (menos de 1000 baixas). Os super brinquedos militares do Ocidente voltaram a ser destruídos por armas baratas, como drones e RPG. Sinal de que a guerra está a mudar e os exércitos só são invencíveis se recorrerem à brutalidade e ao uso massivo de bombardeamento de populações civis. Os EUA fugiram de pastores de cabras no Afeganistão e agora vemos aviadores de pé descalço destruindo os melhores tanques israelitas, o que até aqui nunca tinha sucedido.

Os EUA descolocaram um dos seus mais poderosos porta-aviões para ajudar o mais poderoso exército do mundo na luta contra pastores de cabras, usando armas pessoais compradas no mercado negro, em particular, no florescente mercado de armas de Kiev.

O que pretende Israel, acabar com o Hamas ou conseguir fazer mais uma conquista territorial, pondo fim à incómoda e preciosa faixa de Gaza? 

FOTO DO DIA

 

"QUE SE LIXE A TROIKA"


Foi no dia 2 de março de 2013 que ocorreu em Lisboa e em muitas cidades a manifestação “que se lixe a Troika”. Depois de muitos portugueses terem visto os seus vencimentos cortados enquanto o horário de trabalho era aumentado arbitrariamente sem qualquer compensação ou negociação, sempre com a Troika a ser usada como espantalho ameaçador.

Curiosamente, a reação só surgiu depois de muita austeridade imposta aos funcionários públicos, quando se deu o golpe da TSU, perante a recusa da redução da TSU para os patrões enquanto era aumentada para os trabalhadores, o que equivalia a impor aos salários do setor privado os cortes já impostos no Estado.

Foi então que Vítor Gaspar, ministro das Finanças de Passos Coelho, que era apresentado como uma versão democrática do Salazar ministro das Finanças do Estado Novo, até tinha uma avozinha na Covilhã o que lhe dava um ar de ruralista, se lembrou de um golpe de magia, já que não aceitavam o golpe na TSU, levam com um corte nas pensões.

Uma medida que nos lembrava um velho anúncio da aguardente da Aldeia Vela, já que não há Aldeia Nova então sirva um pastel de bacalhau.

Os protestos serviram par uma explosão coletiva de sentimentos e na imagem vemos um cartaz em que se grita “não estamos a estudar para emigrar”.

Passaram 10 anos, a Geringonça foi aproveitando a continuação da austeridade e António Costa só não a prolongou mis porque os parceiros de governo se opuseram à devolução dos salários em pequenas prestações disso. A verdade é que a austeridade foi mantida e neste último ano até foi repostas de forma sub-reptícia, com a ajuda da inflação, que se traduziu num aumento de receitas ficais sem se ter de aumentar qualquer taxa de impostos.

Passados dez anos o cartaz faria sentido? Desconfio que agora o cartaz seria outro “Estamos a estudar porque queremos emigrar”.

segunda-feira, outubro 09, 2023

 

 


PERSONALIDADE 'O JUMENTO' DO DIA
AUGUSTO SANTOS SILVA, PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

O presidente da Assembleia da República, ainda que nunca o tenha assumido, foi o primeiro pré-candidato às próximas eleições, tirando partido do estatuto institucional. A forma como procurou criar currículo político de anti-extrema-direita, com os seus conflitos parlamentares com um CHEGA em busca de protagonismo, a presença ativa na comunicação social e a colagem ao Presidente da República dar-lhe-iam uma vantagem em relação a outros candidatos.

Só que, a crer nas sondagens Augusto Santos Silva tem um valor eleitoral que o coloca mais como candidato a uma junta de freguesia da capital, do que à Presidência da República. Apesar das oportunidades que lhe foram dadas pelo André Ventura para brilhar à esquerda e da colagem ao Presidente da República e a presença nas cerimónias institucionais ou o acesso ao protagonismo na comunicação social permitir-lhe-iam conseguir simpatias à direita.

Mas algo parece ter corrido mal e a crer na sondagem do Expresso Augusto Santos Silva é uma “carta fora do baralho”, quase nem parece, se a corrida presidencial fosse a Volta a Portugal em bicicleta pode dizer-se que o presidente da Assembleia da República estaria a entrar no famoso carro vassoura.

Trata-se de um fenómeno político interessantes, porque razão um político com um currículo relativamente grande, com muitos anos em altos cargos, que  nunca foi machado por acusações de incompetência ou de corrupção não consegue a simpatia e confiança dos eleitores? Há um claro problema de empatia com os eleitores e a sua estratégia de autopromoção no cargo de Presidente da Assembleia da República falhou.


«Nomes fora do pódio

Catarina Martins, Mário Centeno, Ana Gomes, Pedro Passos Coelho e Durão Barroso fecham a lista dos eventuais candidatos com mais de 3 pontos. Para encontrarmos o Presidente da Assembleia da República temos que descer à 11ª posição: Augusto Santos Silva tem 2.8 pontos, o que o coloca uma décima abaixo de Rui Rio. Francisco Louçã, André Ventura, Santana Lopes, Paulo Portas, João Cotrim de Figueiredo e João Ferreira são os que parecem ter menos hipóteses de ganhar as eleições presidenciais, que devem ser marcadas para o início de 2026.» [NOTÍCIAS AO MINUTO]



NÃO ESTAVAM À ESPERA?

 




Quando observo a nossa vida política é frequente vir-me à memória a anedota do Ti Zé, que foi convidado para fazer um voo acrobático. Quando aterrou o piloto perguntou-lhe o que tinha a dizer, a que o Ti Zé respondeu:

“Quando o avião subiu já sabia que me ia mijar pelas pernas abaixo. Quando desceu fiquei todo borrado, mas o que não esperava era que a seguir desse a volta e a caca e o xixi me caíssem em cima da cabeça”.

Há alguns anos os governantes e os autarcas, em particular, o de Lisboa, estavam eufóricos com o aumento cada vez maior da afluência de turistas. Com a economia portuguesa a marcar passo as receitas do turismo foram uma benesse inesperada e permitiam apresentar taxas de crescimento económico inesperadas, que seriam usadas no discurso político.

Uma boa parte desta “invasão” de turistas foi alimentada pelo crescimento exponencial dos alojamentos locais, que até nas vendas da churrasqueira do meio bairro se fizeram sentir.

Outro grupo especial de residentes estrangeiros, que afluíram ao nosso país, desta vez graças à política fiscal do governo, foram os idosos de países ricos da Europa que optaram por residir no país, beneficiando de impostos mais baixos, de um clima ameno e dos preços da alimentação mais baixos.

O negócio foi aparentemente tão bom para Portugal que teve impacto nas receitas fiscais de outros países, já que os seus nacionais deixavam de pagar impostos nos países de origem ao abrigo dos acordos de dupla tributação, já que beneficiavam de condições favoráveis em Portugal. Esta situação levou mesmo à revogação do acordo de dupla tributação por parte da Suécia.

Mas, os mesmos governos que esfregaram as mãos de contente, já que as receitas do turismo ajudaram a iludir a realidade da economia portuguesa, dando uma falsa sensação de aumento da competitividade externa, ignoraram o impacto que estes “negócios” teriam noutros domínios da economia e da sociedade, designadamente, na habitação.

Em cidades como Lisboa o mercado de arrendamento foi em grande parte absorvido pelos alojamentos locais, ainda que a estes se deve a recuperação de uma boa parte do parque habitacional degradado. Por outro lado, como sucedeu em muitas localidades do Algarve, os residentes estrangeiros, com melhores rendimentos acabaram por absorver uma boa parte das habitações disponíveis para arrendamento. Ao mesmo tempo, podendo pagar rendas muito superiores, acabaram por inflacionar os preços da habitação.

Estes e outros fenómenos, que os governos se esqueceram de prever, apesar de serem mais do que óbvios, como sucede com a imigração, tiveram como consequência acelerar e ampliar a crise da habitação. Agora o governo reage com espanto à crise na habitação, como se fossem o Ti Zé a dar a voltinha no avião acrobático.

Reagiram de forma desastrada, tentaram asfixiar o mercado dos alojamentos locais e em relação aos residentes estrangeiros ficaram em silêncio, porque sendo estrangeiros uma medida idêntica à adotada para os alojamentos locais teriam repercussões a outros níveis, o que não convém, porque Portugal tem desde Cavaco Silva o complexo do melhor aluno da Europa.

Infelizmente muitos dos nossos governantes são apanhados desprevenidos como o Ti Zé, e passamos a vida a levar com caca e xixi em cima da cabeça.