terça-feira, setembro 28, 2010

a carreira gastronómica de Pedro Passos Coelho

Durante as directas do PSD Passo Coelho tinha soluções para todos os problemas do partido e do país graças a grupos de sábios que lhe garantiam que tudo se resolvia, foi o tempo em que serviu aos seus companheiros “Coelho com chocolate”. Logo que ganhou as directas os militantes do PSD reuniram-se em congresso e foram unânimes na escolha de um "Coelho à nossa moda",

Saído do congresso desdobrou-se em entrevistas em que se afirmou diferente da sua antecessora na forma de fazer política, desvalorizou a comissão parlamentar de inquérito à treta da TVI servindo-nos "Coelho abafado". Mas com a inesperada subida nas sondagens começou a questionar se não valeria a pena provocar uma crise política, descobrindo então que o papel desempenhado por Pacheco Pereira na comissão poderia ser-lhe útil, mudou o discurso fazendo depender o futuro das conclusões dessa comissão esperando que a mesma queimasse José Sócrates, foi a hora de comermos um "Coelho no Churrasco".

A comissão falhou e logo de seguida o país foi surpreendido com a crise na Grécia e o ataque especulativo ao euro, com as agências de rating a aproveitar a situação para promover um aumento exponencial dos juros exigidos à dívida soberana, sem oportunidade de crise política à vista Pedro Passos Coelho optou por chamar a si o papel de ajudante de salvador da Pátria, assinou o PEC, pediu desculpa aos seus simpatizantes e lá fomos deglutir um "Coelho aromatizado".

Assinado o PEC era a hora de o concretizar, começando com as SCUT uma ideia brilhante de António Guterres que pôs uns portugueses a pagarem as suas portagens e as dos outros. Aí Passos Coelho deu o dito por não dito, passou a usar o princípio segundo o qual "ou há moralidade ou comem todos" e defendeu que ou pagavam todos ou não pagavam nenhuns. Enredado em contradições serviu um "Coelho frito" acompanhado de um projecto de revisão constitucional a que se seguiram sondagens que o davam em queda livre e levaram os seus apoiantes a uma indigestão.

Não compreendendo porque os portugueses não conseguiam ver o brilhantismo das suas ideias brilhantes ideias inconstitucionais chegou à conclusão que o mal não poderia ser dele, nem das mentes que o apoiam, gente sábia com Ângelo Correia ou Paulo Teixeira Pinto, só podia haver uma explicação para tanta incompreensão, estavam intoxicados porque em vez de lhes servirem "Coelho aromatizado" alguém os enganou com um "Coelho à chefe" cozinhado por José Sócrates.

Pelo meio a Telefónica espanhola tentou comprar a "Vivo" sem perguntar se a queriam vender e Pedro Passos Coelho achou que era o momento para ir a Espanha mostrar aos nossos vizinhas de que se ele fosse primeiro-ministro até lhes vendia as Ilhas Berlengas, para lhes garantir como somos simpáticos serviu-lhes um "Coelho à Valenciana".

Alguém lhe disse que ainda ia a tempo de dissolver o parlamento antes de Cavaco Silva ficar prisioneiro das eleições presidenciais passou a defender que o OE que estava previsto para daqui a uns tempos fosse antecipado para data anterior a 9 de Setembro e ou era um "Coelho à nossa moda" ou iriam para eleições onde seria servido "Coelho com molho de tomate".

A tentativa falhou e Passos Coelho ficou a comer sozinho, enredado numa estratégia cheia de contradições e hoje foi ao Palácio de Belém onde lhe terá sido servido um "Coelho com vinho tinto" que o deixará suficientemente atordoado para se esquecer de tudo o que disse e defendeu e deixar passar um orçamento com tudo o que ele não queria. Mas dificilmente saberemos qual terá sido o pato presidencial ainda que possamos imaginar Cavaco Silva a dizer-lhe "vá menino, coma a Sopa de Coelho". Certo certo, é que os seus apoiantes mais íntimos vão queixar-se de que me Belém o líder comeu "Coelho com molho Vilão".

Por este andar vamos acabar por ter de comer "Coelho assado no forno".

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Santiago do Cacém

IMAGEM DO DIA

"Falta o meu..." (imagem de A. Cabral)

JUMENTO DO DIA

Fernando Nobre, candidato presidencial

Finalmente percebi qual o entendimento que Fernando Nobre tem das funções presidenciais, ao governo cabe governar enquanto fizer o que o presidente aceita, caso contrário o PR dá um murro na mesa, discursa o país, reúne o Conselho de Estado e dissolve a AR. Enfim, é um Hugo Chávez na versão semipresidencialista.

«“O actual Presidente da República tem promulgado todos os orçamentos que nos conduziram ao ponto a que chegámos, promulgou inclusive a adjudicação da obra da primeira empreitada do TGV até ao Poceirão”, afirmou Fernando Nobre. O candidato a Belém questionou-se: “De que é que serve termos um Presidente da República que é formado em Economia e Finanças?”.

Apesar de a elaboração de orçamentos e do lançamento de obras públicas serem poderes executivos, Nobre argumentou que o Presidente da República “tem poderes suficientes para, na altura certa dizer, ‘agora assim já não se joga mais, intervenho convoco a Assembleia da República, faço uma intervenção ao país, convoco o meu Conselho de Estado, para dizer agora chegou, por aí já não vamos mais’”. “Temos estado a permitir que o Estado se esteja a endividar a um tal ponto que, se fosse uma família portuguesa, já estava em falência e já não teria a mínima oportunidade de obter crédito na banca”, afirmou.

Para o também presidente da Assistência Médica Internacional (AMI), “mais do que chegar a um consenso” sobre o Orçamento do Estado para 2011 é importante que esse seja um “orçamento com qualidade”, e de “rigor”, “que não penaliza os mais fracos”. “Se o Instituto Nacional de Estatística diz que 18 por cenato da população do nosso país está em situação de pobreza, no dia em que o Estado já não estiver apto a suportar os apoios e os subsídios que tem suportado até hoje e que já começou a cortar, a pobreza estrutural no nosso país poderá atingir 40 a 41 por cento”, sustentou.» [Público]

JUSTIÇA TEM DE FAZER POR ELA PRÓPRIA

«O Conselho Superior da Magistratura instaurou processos disciplinares a oito juízes por alegada falta de produtividade. Uma medida que só mereceria elogios, não fosse o mesmo Conselho Superior da Magistratura ter promovido dois destes juízes a auxiliares do Tribunal da Relação antes da conclusão das averiguações.

Se os processos são um sinal concreto e exemplar de combate à morosidade da justiça, as promoções são um desastre. Não só destroem qualquer esperança de que estes inquéritos disciplinares venham a traduzir-se numa melhoria significativa do sistema judicial, como voltam a sublinhar o que de pior se aponta à hierarquia da justiça, ou seja, a prática continuada de impunidade e desorganização interna. » [DN]

Parecer:

Editorial do DN.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

OCDE RECOMENDA CORTES NOS BENEFÍCIOS E AUMENTO E IMPOSTOS

«Portugal tem de se preparar para cortar nas deduções e benefícios fiscais. É a principal conclusão do relatório apresentado hoje pela OCDE.

O documento, avançado pelo Diário Económico, assume que "o Governo deveria ir mais longe no corte das despesas fiscais". As deduções fiscais em causa serão despesas com a educação, saúde e habitação.» [DN]

Parecer:

Parece que os economistas da OCDE discordam do economista Nogueira Leite.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao economista Nogueira Leite.»

CAVACO COMEÇA POR OUVIR PCP E BE

«Terça-feira entre as 10 horas e o meio-dia o Chefe de Estado receberá, em audições de uma hora, os Verdes, PCP e Bloco de Esquerda. Na quarta-feira o CDS será recebido às 10 horas, o PSD às 11 horas e o PS ao meio-dia.

Estes encontros decorrem numa altura em que Governo e PSD dão sinais de ruptura nas negociações em torno do Orçamento do Estado. Depois do ministro das Finanças ter confirmado que haverá um novo aumento de impostos já no próximo ano, Passos Coelho garantiu que o PSD não viabilizará um Orçamento que reforce a carga fiscal sobre os portugueses.» [DE]

Parecer:

É para os deixar logo despachados.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

SECRETÁRIO-GERAL DA OCDE DIZ QUE JUROS COBRADOS A PORTUGAL SÃO INJUSTOS

«Angel Gurría, que se encontra em Portugal para apresentar um relatório sobre Portugal, afirmou ser “injusto” as taxas de juro cobradas depois de ter lançado “reformas de primeiro plano” antes e durante a crise, no mercado de trabalho e a nível orçamental.» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Não foi isso o que Passos Coelho disse.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao líder do PSD.»

OCDE RECOMENDA SUBIDA DO IVA E DO IMI

«A OCDE recomendou hoje, segunda-feira, a Portugal uma subida do IVA e do IMI, de forma a alcançar uma consolidação orçamental "credível", que restabeleça a confiança dos consumidores.

Para a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o Governo deve estar preparado para subir novamente os impostos, concentrando-se naqueles que menos distorcem o crescimento", tal como o IVA e os impostos sobre o património predial (IMI).» [Jornal de Negócios]

Parecer:

Tudo aquilo a que se opõe o PSD.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Registe-se.»

PASSOS COELHO REUNE COM ECONOMISTAS

«O presidente do PSD, Pedro passos Coelho, reúne amanhã com um grupo de cerca de 20 economistas com os quais vai analisar a crise financeira portuguesa.

Entre os presentes vão estar alguns dos nomes dos mais conhecidos economistas portugueses. Abel Mateus, João Salgueiro, Medina Carreira, João Duque, António Nogueira Leite, Mira Amaral e Manuel Vilares são alguns dos nomes que já confirmaram a sua presença no encontro. Alberto Castro, próximo do PS, não estará presente mas enviará uma mensagem.» [Público]

Parecer:

Dois comentários, o primeiro para sugerir a Pedro Passos Coelho que veja a televisão pode ouvir todos estes economistas repetirem o mesmo todos os dias e pouparia na sala do hotel, o segundo para constatar que há um economista que é mais importante pois pertence à espécie exótica dos que "estão próximos do PS", é tão valioso que não podendo ir manda uma intervenção.

A verdade é que para além dos do costume são poucos a quererem dar a cara.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

AGORA SÃO OS GALEGOS?

«Dirigentes de associações que representam cerca de 40 mil empresas do Norte de Portugal e da Galiza admitiram hoje, em Viana do Castelo, avançar para os tribunais para impedir a introdução de portagens na SCUT Litoral Norte.

Segundo José Manuel Alvariño, presidente da Confederação Empresarial de Pontevedra (CEP), em causa está o facto de não ser possível pagar as portagens com dinheiro, o que, em seu entender, poderá violar as regras comunitárias.

"Com o euro, pode-se pagar seja o que for em todos os países que aderiram à moeda única. Agora, querem impedir-me de usar o euro para pagar portagens em Portugal. Para circular, tenho de comprar não sei o quê", criticou o empresário.» [Expresso]

Parecer:

Ao que isto chegou, pagam portagens na Galiza e querem borlas em Portugal.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Responda-se aos senhores recorrendo a uma famosa expressão do falecido almirante Pinheiro de Azevedo.»

NO 'GENERATION Y'

O post "Em nenhuma parte, porém em todas":

«São duas da tarde no Departamento de Imigração e Estrangeiros (DIE) na Rua 17 entre J com K. Dezenas de pessoas aguardam por uma permissão de saída do país, essa autorização de viagem que chamam de “carta branca”, seria ainda melhor dizer “salvo-conduto”, “a carta de liberdade” ou a “ordem de soltura”. As paredes estão descascadas e um anúncio de “cuidado, perigo de queda” exibi-se numa parede da enorme casa do Vedado. Várias mulheres - que já esqueceram de sorrir e serem amáveis – vestem seus uniformes militares e advertem o público que deve esperar disciplinadamente. De vez em quando gritam um nome e o convocado regressa minutos depois com o rosto jubiloso ou com uma contida cara de tacho.

Finalmente me chamam para anunciar a oitava negativa de viagem em apenas três anos. Especialistas em despojar-nos do que poderíamos viver, experimentar e conhecer fora das nossas fronteiras, os funcionários do DIE me comunicam que não estou “autorizada a viajar no momento”. Com esse curto não – dito quase com deleite – perdi a possibilidade de estar no 60º aniversário do Instituto de Imprensa Internacional e na apresentação de Internet para o Nobel da Paz em Nova Iorque. Um selo no meu prontuário e me vi obrigada a falar por via telefônica nas atividades de Torino Capital européia dos jovens, e a me comunicar com a editora Brûle para que lance Cuba Libre em Montreal sem a minha presença. O absurdo migratório se interpôs entre meus olhos e as estantes repletas da Feira do Livro de Frankfurt, entre minhas mãos e essa compilação de textos que irão à luz no Festival de Literatura de não ficção na Polônia. Já não chegarei à Feira de Jornalismo de Ferrara nem à apresentação do documentário em Jequié, Brasil; muito menos poderei participar do Congresso de Mulheres Liderando o Milênio, com sede em Valencia, e tampouco em Cuneo, durante o evento Scrittori in Cita. Minha voz não será escutada na LASA, de onde enviaram uma representação oficial e a aparição do meu livro Gestão e Desenvolvimento com WordPress terei que desfrutá-la a distância.

Tudo isso me tiraram. Contudo, me deixam - como se fosse um castigo – junto da matéria prima fundamental de onde saem meus artigos, em contato com essa realidade da qual não me perdoaria estar ausente.»

NO "CÂMARA CORPORATIVA"

O post "dos benefícios de natureza fiscal":

OKTOBERFEST 2010

HAIM ZASLAVSKI

MTV

segunda-feira, setembro 27, 2010

O orçamento presidencial

Cavaco está interessado em ajudar o país como prometeu quando se candidatou a presidente, José Sócrates tem a oportunidade de dar o protagonismo ao (candidato a) Presidente da República ganhando crédito para as alfinetadas que terá de dar em Cavaco como prova irrefutável de apoio a Manuel Alegre, Pedro Passos Coelho pode limpar os pontos negativos que somou durante o debate em torno do orçamento, estão reunidas as condições para fazer aprovar um orçamento presidencial. De fora fica o PCP que anda entretido a organizar manifestações e o Bloco de Esquerda que só se lembrou que é um partido político com assento parlamentar no momento em que o PSD sugeriu ao PS que fosse negociar com Louçã.

Sócrates sai a ganhar com Cavaco Silva a assumir o discurso da necessidade de medidas que contribuam para uma redução significativa do défice e Pedro Passos Coelho aproveita a oportunidade de recuperar alguma credibilidade junto de Cavaco Silva que ultimamente mostrou por várias vezes pouca consideração pelo líder do PSD.

Em pré-campanha não assumida para as presidências o talvez candidato Cavaco soma pontos frente a Manuel Alegre que parece estar mais interessado nas carpas do Rio Águeda do que nessa chatice do défice orçamental. Cavaco tem a oportunidade de dar a cara pela situação difícil do país num momento em que as receitas da esquerda conservadora, muito ao gosto de Manuel Alegre, estão excluídas pela actuação dos investidores no mercado. O défice público é muito ao gosto da esquerda, o problema é quando se pagam mais de 6% de juros e pode abrir a porta às receitas do FMI.

É mais fácil a Cavaco Silva juntar o PSD ao PS num acordo orçamental por ele patrocinado, do que Alegre reunir Louçã e Sócrates ao pequeno-almoço. Na próxima campanha presidencial Cavaco Silva poderá dizer que foi capaz de dialogar tanto com os partidos que apoiam a sua candidatura, como com o maior partido que apoia Manuel Alegre. Alegre que andou anos a dizer que queria unir a esquerda é incapaz de convencer Louçã a apoiar qualquer medida proposta pelo PS, a não ser que também esteja inscrita no seu programa.

O resultado é aquele que se vê, Cavaco dá a cara pela superação da crise financeira enquanto Manuel Alegre desaparece pois sabe que nem pode afirmar o seu discurso do género “os défices são porreiros”, nem é capaz de unir os seus apoiantes em torno de um único objectivo nacional.

O orçamento que vai ser aprovado será um orçamento presidencial, será o orçamento que garantirá a estabilidade política durante o ano em que se realizarão eleições presidenciais. De pouco servirá a Alegre o argumento de que não dissolverá o parlamento, Cavaco lembrar-lhe-á que Sócrates ameaçou que não governaria sem orçamento e se tal não sucedeu a ele o deve. Cavaco poderá ainda acrescentar que é capaz de unir o país em torno dos problemas, enquanto Alegre é incapaz de unir os seus apoiantes em torno do que quer que seja.

Umas no cravo e outras na ferradura

FOTO JUMENTO

Casa do Carvalhal, Alcácer do Sal

IMAGENS DOS VISITANTES D'O JUMENTO

Moinho (imagem de A. Cabral)

A MENTIRA DO DIA D'O JUMENTO

Depois das pisadelas e caneladas que já levou de José Sócrates ao ponto de os eleitores começarem a desconfiar de que não sabe dançar, Pedro Passos Coelho recusa-se a dançar outra vez o tango com o primeiro-ministro. Depois de descobrir que com Sócrates em vez de dançar o tango levou uma tanga decidiu que só voltaria a ensaiar passos de dança com o seu velho instrutor, limitando-se agora a seguir os passos dados por Ângelo Correia, seguindo rigorosamente as suas sugestões e instruções.

JUMENTO DO DIA

Francisco Louçã

Depois de o PSD ter sugerido á Sócrates que negociasse o OE com o Bloco de Esquerda vem Francisco Louçã queixar-se de que o governo não fala com o bloco. Depois de o BE se ter aliado sistematicamente à direita, chegando ao ridículo de apoiar a suspensão do código contributivo, para não referir o trabalho sujo que os bloquistas fizeram na comissão parlamentar de inquérito ver Francisco Louçã armado em virgem ofendida só pode dar vontade de rir.

«O coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, disse hoje, domingo, que "o Governo não fala com o Bloco", questionado sobre a possibilidade de um entendimento com o executivo quanto ao Orçamento para 2011.

Em conferência de imprensa, na sede nacional do Bloco de Esquerda, em Lisboa, Louçã acrescentou que discutirá o Orçamento para 2011 "pelos seus méritos", assinalando que recusa um novo aumento de impostos.» [JN]

1089 QUEREM SER FILHOS DE ANA PAULA MARQUES?

(Facebook)

ANÁLISE POLÍTICA À CARLOS GARDEL

«Num mundo que muda tão depressa (vão ver que o presidente do Real Madrid ainda vem a Lisboa contratar Carlos Queiroz para os dois próximos jogos), a última novidade é o tango de um parceiro só. O par José Sócrates e Passos Coelho já era. Dizia- -se que eram tão parecidos, a imagem um do outro - se um era o tango, outro era o seu Gotan Project - e, afinal, não deu. O que é natural, pois o tango nasceu à volta do rio de la Plata e o que mais nos falta é isso, 'plata'. Nada como a falta de dinheiro para desfazer pares de tango e de PECs. Agora, como em todos os divórcios, chovem as acusações. Dançar com ele outra vez? "Só com testemunhas", diz Passos Coelho. Quer dizer, talvez voltemos a ver Sócrates e Passos bailando, mas só com Cavaco no bandoneón. Os 'pasos' serão os clássicos do tango, 'caminata sincopada', 'cambios de dirección', 'giro de izquierda y derecha', mas as músicas serão inevitavelmente Adiós Muchachos ou, mais sugestivamente, Caminito, porque não é para durar muito. Entretanto, a pontuação, como nos festivais da canção, será de estrangeiros. Cá dentro, e tirando os salões, será uma tanguédia, misto de tango e de tragédia.» [DN]

Parecer:

Por Ferreira Fernandes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Afixe-se.»

SOARES ELOGIA CAVACO SILVA

«Gente Que Conta - entrevista com Mário Soares. "Não vivemos só de défice e de endividamento externo. Essas são duas coisas importantes, mas nós temos de ter em consideração outros aspectos, como a governabilidade. E para haver governabilidade é preciso que as pessoas estejam minimamente satisfeitas. Se pusermos em causa a coesão nacional, como aliás o Presidente da República ainda agora chamou a atenção, nós entramos, aí sim, numa situação realmente difícil. Espero que não, porque pode haver violência, pode haver manifestações terríveis".

Mário Soares era primeiro-ministro das duas vezes em que o Fundo Monetário Internacional foi chamado para ajudar a pôr em ordem as finanças de Portugal (1977 e 1983). Hoje, ele pensa, pelo menos diz, que o País está em condições de evitar a terceira intervenção exterior em pouco mais de 30 anos. Acredita que José Sócrates e Pedro Passos Coelho ainda podem, e devem, firmar um acordo quanto ao Orçamento para 2011 - que tem, segundo ele, de atacar o despesismo mas preservar a essência do Estado social. Das presidenciais ainda não fala, mas é significativo que chame a atenção para as "sensatas" palavras de Cavaco Silva…» [DN]

Parecer:

Por este andar Manuel Alegre vai ter menos votos do que Otelo.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Manuel Alegre se tem pescado muito.»

DURÃO BARROSO PORPÕE FORMALMENTE O VISTO DOS PROJECTOS DE ORÇAMENTO

«A medida mais polémica no espectro político português é a que obriga os Estados Membros a submeter os projectos de orçamento no seio da União antes de serem apresentados aos parlamentos nacionais.

E enquanto o líder parlamentar do PS, Francisco Assis, considerou, na altura, que o reforço da "concertação ao nível das políticas económicas, orçamentais e fiscais a nível europeu", expressa no escrutínio de Bruxelas aos orçamentos nacionais", decorre dos compromissos europeus assumidos por Portugal, Miguel Macedo, líder parlamentar do PSD, apoiou genericamente a medida mas apenas como "mecanismo de coordenação económica".» [DN]

Parecer:

Isto significa que os parlamentos irão aprovar, reprovar ou alterar orçamentos que já foram aprovados em Bruxelas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

FAO PREOCUPADA COM OS PREÇOS DOS ALIMENTOS

«A Organização da Alimentação e da Agricultura (FAO) das Nações Unidas realizou em Roma uma reunião intergovernamental de emergência para discutir o aumento súbito dos preços mundiais de alimentos. Estiveram presentes peritos de 75 países, que consideraram existir "ameaça importante" para a segurança alimentar, mas não indicações de "crise iminente".

Teme-se a escassez de alimentos em países vulneráveis, à semelhança do que aconteceu em Moçambique, onde subidas no custo do pão e de outros bens essenciais causaram motins, no início do mês, com 13 mortos.» [DN]

Parecer:

Por cá nem o ministro da Agricultura parece estar preocupado com o assunto.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

PSD PREOCUPADO COM AS SONDAGENS

«Sobretudo no PSD, esta pressão convive com o incómodo causado pelo que alguns destacados militantes do partido dizem ser "a jogada de mestre" de Sócrates para "encostar" o principal opositor à parede e envolvê-lo na crise económica e financeira do País. E até "culpabilizá-lo por um agravamento da situação nos mercados internacionais", frisou ao DN uma fonte social-democrata.

Na opinião destes militantes, Passos nunca deveria ter deixado o primeiro-ministro obrigá-lo a tomar uma decisão sobre as "negociações prévias do OE" antes de ver satisfeita a exigência sobre a execução orçamental de 2010, que está a correr mal ao Governo. "Foi um golpe o Governo vir acusar o líder do PSD de prejudicar o País ao não querer dialogar previamente com o Executivo." Há quem recorde que o factor decisivo para a subida em flecha de Passos Coelho nas sondagens, em Maio e Junho, foi precisamente a ideia de que era um líder responsável, que colocava o País à frente dos interesses eleitorais do PSD. "O Governo conseguiu agora beliscar essa imagem", afirma um destacado social-democrata. Admite, no entanto, que só não é decisivo para virar a situação a favor do Governo e de Sócrates "porque a situação do País é tão grave que os estragos vão sentir-se ainda com mais força na vida dos portugueses".» [DN]

Parecer:

É curioso como as vozes do PSD só se preocupam com as sondagens no momento da avaliação da crise em torno do orçamento.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Informe-se o PSD que a legislatura tem quatro anos.»

ESTÁ A ESTALAR O VERNIZ NO PSD

No 'Albergue Espanhol'

WALMONT

QUEER LISBOA