domingo, abril 27, 2014

Semanada

O pai veio de África e achou o país sujo, o filho veio da empresa do Ângelo Correia e acha as manifestações do 25 de Abril bafientas, por isso juntou-se a alguns jovens mais extremistas do PPD e comemorou o 25 de Abril com um almoço de apoiantes. Foi a cereja em cima do bolo de umas comemorações oficialonas a quem ninguém ligou depois da pensionista ter sido malcriada. Das comemorações bafientas de Belém nem o discurso do consensual Cavaco prestou, era tudo velho , aquilo que na cozinha portuguesa se designa por roupa velha.
  
Mais preocupada em comemorar um 25 de Abril que sempre odiou a direita usou as suas energias discutindo a propriedade da data, ao que parece o golpe de Estado não foi obra nem pertence aos militares, dizem os oportunistas da direita que nesse dia apoiam o regime que é propriedade de todo o povo, logo também é deles e de todos os que odeiam o 25 de Abril mas que por oportunismo ou cobardia nunca o assumiram, a não ser em privado, enfim, fascismos privados, democracias públicas.
  
A nossa direita anda tão democrática e nacionalista que até a nossa Santinha da Horta Seca já usa alguns sapatos portugueses, esse calçado que até chegar ao governo achava que era para gente chunga. 
 
 

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Paulo Rangel

Esta coisa pequenina e peluda que em tempos concorreu à liderança do PSD contra Passos e com o apoio de Manuela Ferreira Leite, está-se revelando uma miniatura de rottweiler e em vez de debate político está fazendo uma campanha à base de dentadas nos calcanhares dos adversários.

Tanto quanto se sabe ninguém lhe recusou qualquer debate até porque como se viu nos debates da campanha para a liderança do PSD este artista nem sequer é grande coisa. O que o candidato da Aliança está fazendo é jogo sujo e ainda sem sequer se ter colocado a hipóteses de debate já está fazendo falsas acusações.

Será que esta coisa pequena e farfalhuda imita o chefe e anda sentado em cima de livros, talvez algum sobre os métodos de propaganda de Goebels? Só assim se compreende que faça falsas acusações e se aproveite do marasmo do fim de semana para ganhar audiência e poder fazer ataques sem resposta.

«O cabeça de lista da 'Aliança Portugal' (PSD/CDS-PP) desafiou hoje o cabeça de lista do PS a não ter "medo" de discutir questões europeias, acusando-o de não comparecer em debates marcados ou de, "à última hora", fazer-se substituir.

"A grande pergunta é: onde está Francisco Assis?" - questionou o cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP, Paulo Rangel, em declarações à Lusa.

"Faço um desafio, que Francisco Assis apareça e aceite fazer debates. Queremos debater questões europeias. Não sabemos se tem receio ou medo, mas talvez seja receio das questões europeias", declarou.» [DN]

 
 O 25 de Abril é de todos os portugueses

E principalmente dos que no dia 24 apoiavam o regime e dias depois eram democratas desde que nasceram.
 
      
 O melro vale sempre mais que ideias feitas
   
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Melro no Campo das Cebolas, Lisboa

«Quando era declamado há cem anos nos serões de província, o longo poema "O Melro", de Guerra Junqueiro, se não levava o público a ressonar, levava-o a pensar que o protagonista era o velho e malvado padre-cura. Era o padre quem comandava os versos, avaro dos seus campos de trigo onde o melro vinha debicar sementes, surdo ao cantar melodioso dos machos e vingativo a ponto de fechar numa gaiola toda a prole de um ninho só para afogar a alegria do pássaro. Nos últimos versos, o melro luta e morre e o padre, arrependido, deita fora a Bíblia... - este final tão óbvio, vindo do autor de A Velhice do Padre Eterno, confundia o poema com mais um panfleto de Guerra Junqueiro contra a Igreja Católica. E essa interpretação, que o autor queria, varreu o melro para mero personagem secundário. Ora, foi notícia ontem, ser Turdus melura, melro ou tordo, é mais do que morrer como tordos no fim de poemas chatos. Pelo contrário, ele pode simbolizar uma esperança surpreendente. O jornal Functional Ecology, da British Ecological Society, publicou o primeiro estudo sobre pássaros que nidificam na região de Chernobyl, depois do desastre nuclear de 1986. E não, os melros não se transformaram em monstros, mas em melros melhores! Os cientistas não têm explicação para os níveis tão altos de glutationa, um antioxidante que faz os melros vender saúde em cima de radiações... Isto ainda vai ser catalogado como milagre e Junqueiro vai dar voltas no túmulo.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
      
 O que cheirou a bafio no 25 de Abril
   
«De todas as comemorações do 25 de Abril, a única que verdadeiramente cheirou a bafio foi o almoço que o primeiro-ministro ofereceu, não se sabe em que qualidade, a alguns militantes da JSD e a simpatizantes do Governo em meia dúzia de associações juvenis, escolhidas a dedo e cognominados de “líderes de vários movimentos estudantis e juvenis”.

A lista incluiu associações académicas de Coimbra, Lisboa e Algarve, muitas das quais estiveram na vanguarda da defesa da praxe, o Corpo Nacional de Escutas, a Conexão Lusófona e as associações Synergia, Zunzum, Sport Club Operário de Cem Soldos, Suão e Moju. Não se sabe qual a sua representatividade, a começar pela capacidade de representarem a “juventude”, e os sites desses “movimentos” revelam bem a dependência dos apoios das organizações de juventude estatais, como o Instituto Português do Desporto e Juventude, cujo membro da tutela esteve presente, e autarquias ligadas ao PSD. Não me recordo de ver algum dos blogues governamentais mais assanhados contra tudo o que sejam ajudas de Estado protestarem. Que se saiba no almoço não houve qualquer reivindicação ou protesto. Estes “jovens” portam-se bem.

Passos Coelho, que deve ter do bafio um conceito muito especial, usou uma metáfora hortícola para falar da "liberdade e a democracia [que] têm de ser regadas com muito cuidado todos os dias". De novo, usou a dicotomia menos inocente que há nos nossos dias, a dos jovens e dos velhos, que esteve presente nas suas palavras: “O que peço é a esses que não têm com que comparar que não deixem de acreditar na capacidade de todos os dias fortalecer o espirito da liberdade e da democracia, sem a qual a nossa sociedade fica com menos futuro".

Fazer de conta que o Governo actua essencialmente para os jovens ou em nome dos jovens, presente no perverso conceito de “justiça geracional” – sacrifiquem-se duramente os avós e os pais, em nome do benefício hipotético dos filhos e dos netos – é um dos leitmotivs da propaganda governamental e o almoço “comemorativo” do 25 de Abril serviu para isso. Os velhos estão na rua a manifestar-se, os jovens em fila ordenada para os cumprimentos ao primeiro-ministro. O passado “bafiento” comemora o 25 de Abril defendendo egoisticamente as suas “regalias” e roubando aos mais jovens o futuro. O futuro zangado foi sentar-se à mesa do primeiro-ministro com um disciplinado guardanapo.

Comparadas com este solene e composto almoço de fato e gravata, até as comemorações do 25 de Abril na Assembleia foram um verdadeiro elixir de juventude e muito mais arejadas. Houve discursos melhores do que o costume, não houve fantochadas para épater os jornalistas como um célebre discurso de Aguiar Branco citando Lenine e Rosa Luxemburgo a partir da Wikipedia e cheio de erros, e, mesmo do lado governamental, discursos como o do representante do CDS, Filipe Lobo de Ávila, foi moderado e digno. A presidente da Assembleia fez um discurso teórico, mas certeiro sobre a democracia, mais reflexivo do que costuma ouvir-se naquela casa, e o Presidente começou bem e acabou mal, enredado nos seus próprios demónios. O PS conseguir ser a nulidade mais completa, com uma retórica sem convicção nem substância.

Depois há a rua. Umas dezenas de militantes da extrema-direita manifestaram-se junto da Assembleia, mas as televisões (que eu vi) fugiram de os mostrar em directo numa clara violação do direito à informação. Eu não gosto do que eles dizem e pensam, mas não compreendo por que razão não têm direito a serem tratados como notícia. Não me venham com o argumento de que eram poucos, porque o número escasso de pessoas que já vi em protestos locais da CGTP e mesmo manifestantes singulares nas galerias da Assembleia têm muitas vezes um longo tratamento noticioso e com destaque.

O resto da rua foi uma enorme manifestação que mobilizou centenas de milhares de pessoas em dois dias de protestos, em Lisboa, no Porto, um pouco por todo o país. Fizeram-no num dia que permitia um fim-de-semana mais prolongado e, na zona Sul do país, com um sol esplêndido para ir para a praia. No Norte do país, no Porto em particular, debaixo de chuva. As manifestações não foram vencidas pelo conforto e isso mostra militância.

Há um único fio condutor de todas estas manifestações e é inequívoco: são protestos contra o Governo e o Presidente da República, são protestos contra a situação. E embora houvesse alguma organização, são resultado de uma disposição genuína e espontânea, em que os partidos e sindicatos têm papel diferente do habitual. Não estão lá por serem do PCP, do BE, da CGTP, do PS, do PSD e da UGT que são contra o Governo, não estão lá por serem do “Que se lixe a troika”, ou da complicada e múltipla fauna de grupos e grupúsculos de protesto, de género, de single issue, da cultura, etc., etc. Estão lá por causa do 25 de Abril revisto e ampliado dos dias de hoje, estão lá porque a data já longínqua os ajuda a mobilizarem-se no presente. Dá-lhes músicas como a Grândola, poemas como os da Sophia e do Ary dos Santos, imagens como as dos “rapazes dos tanques” nas fotos de Alfredo Cunha, de Gageiro ou de Miranda Castela, histórias de proveito e exemplo, de resistência e coragem, figuras e ícones, ou seja, dá-lhes uma identidade que vem do passado para o presente.» [Público]
   
Autor:

Pacheco Pereira.
   
   
 Como o governo combate a emigração jovem
   
«No espaço de um ano, cerca de 65 mil alunos ficaram sem a disciplina de Inglês como Atividade de Enriquecimento Curricular (AEC), facultativa, no 1.º Ciclo do Ensino Básico.
  
A explicação, para a Associação Portuguesa dos Professores de Inglês (APPI), reside no facto de muitas autarquias terem cortado nas AEC, fruto das dificuldades financeiras que atravessam. Segundo dados da Direção-Geral de Estatística da Educação e Ciência, a queda foi mais acentuada nos 1.º e 2.º anos de escolaridade.» [DN]
   
Parecer:

O ideal seria mesmo nem saberem falar português, assim não emigravam e o país tinha muitos trabalhadores adequados ao modelo de crescimento do bafiento, um modelo de gente pobre.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao bafiento.»
  
 FMI é chauvinista em relação à economia portuguesa
   
«O economista António Nogueira Leite acusou o Fundo Monetário Internacional (FMI) de estar a ter uma posição “chauvinista em relação aos portugueses e à economia portuguesa.” Em entrevista à Antena 1, Nogueira Leite afirmou que “todo o discurso de Subir Lall passa por considerar que o país tem que ser uma espécie de Índia europeia ou Vietname europeu.” 

O economista deixou claro que tem uma visão diferente do FMI e refere que é necessário fazer noutros sectores o que se tem feito na indústria do calçado ou no têxtil. “Acho que as pessoas que pensam num cenário de evolução mais positivo para a economia portuguesa olham para questões de qualificação e de diferenciação... enfim, tentar fazer num conjunto muito mais amplo de sectores aquilo que se tem feito em sectores como o calçado ou têxtil.”» [i]
   
Parecer:

Não é nada que já não tenha sido dito aqui.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»
     

   
   
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sábado, abril 26, 2014

É a dialéctica ó estúpido!

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Aos que insistem em não conhecer a história sugiro que vejam as estátuas de Lisboa

Quem prende a água que corre
É por si próprio enganado;
O ribeirinho não morre,
Vai correr por outro lado.

António Aleixo, poeta da minha terra

Muitos insistem em pensar que na história há grandes vitórias finais e não deixa de ser curioso que isso suceda numa época em que todas as ideologias são desmentidas. Ninguém na Europa e muito menos em Portugal acreditaria que o nosso muito bem sucedido merceeiro holandês seria hoje um capitalista de sucesso numa Polónia governada à direita e aliada subserviente da Alemanha. E muito menos acreditariam se lhes fosse dito que uma boa parte da fortuna desse senhor resultou de um bom aproveitamento das mudanças sociais apoiadas pelos comunistas portugueses, bem como pelos podres cujo desenvolvimento foi permitido pela democracia.
  
Passos Coelho está destruindo o modelo social construído desde 1974 para repor a estrutura de classes sociais anterior a 1974, um filho da classe média colonial, muito provavelmente educado numa visão ultraconservadora da democracia portuguesa e no ódio às consequências históricas do 25 de Abril está vingando os seus, mas esquece que de um dia para o outro tudo se pode inverter. Mas, essa gente que sonhava com um imenso império colonial em pleno século XXI não percebe que pretende um modelo social e económico incompatível com o actual nível cultural e académico dos portugueses. Os resultados estão à vista, uma boa parte dos nossos jovens partiram, vão partir, sonham partir ou têm a intenção de o vir a fazer, dantes partiam da miséria e da repressão, agora partem em busca de melhor e onde existam menos imbecis.
  
O mesmo Ulrich que hoje diz que "eles aguentam" tem uma boa parte da fortuna acumulada  escondida e ao abrigo de uma qualquer off shore, não vá o diabo tecê-las. O empregado bancário da família Eduardo dos Santos sabe muito bem que de um dia para o outro tudo se pode inverter. Todos os que imaginam que os modelos económicos e sociais evoluem no sentido daquilo que pensam ser o paraíso estão enganados e o mais grave é que persistem em enganar-se a si próprios.
  
Veja-se a Ucrânia e uma boa parte do Leste, há poucos anos era um paraíso na terra segundo a perspectiva dos comunistas portugueses, hoje é um viveiro de neo-nazis e economias capitalistas bem mais violentas do que as da Europa Ocidental. Quanto mais se força uma sociedade a ir num caminho diferente daquele que seria o escolhido pelo povo maior e mais violenta será a inversão dessa aberração. De nada serve criar falsos paraísos que ninguém desejou.
  
Do cimo da sua santa ignorância Passos Coelho está convencido de que é um visionário, faz o que quer agora e daqui a uns anos verá estátuas suas por todo o lado em sinal de gratidão pela sua obra. Cavaco Silva também fez dos seus mandatos uma maratona de inaugurações à custa das ajudas comunitárias conseguidas por Mário Soares nas negociações de adesão e hoje é um autêntico morto vivo, um zombie do século XX que já morreu politicamente mas alguém se esqueceu de o enterrar na luxuosa Quinta da Coelha.
  
A direita está usando a Troika para fazer chantagem sobre os portugueses e tem a sensação de vitória, de que a democracia é uma farsa e a Constituição não existe. Está enganada e isso só prova que insiste em ser burra, mais tarde ou mais cedo a história seguirá o seu curso  e como cantava Zeca Afonso aprenderá que “o povo é quem mais ordena”. O que Passos Coelho está fazendo não é destruir o 25 de Abril mas sim criar todas as condições para que aconteça outro. Como lhe diria um velho marxista mais empedernido "é a dialéctica ó estúpido!".

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Grafitti, Lisboa
  
 Fotos enviadas pelos visitantes d'O Jumento

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Cravo em Lisboa neste 25 de Abril (P. Santos)
  
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Praça da República em Ovar, este 25 de Abril (M. Henrique)

 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

O discurso de Cavaco foi pobre, banal, intelectualmente fraco, desprovido de inteligência política e será esquecido em menos de 24 hora. Cavaco não disse nada que mereça registo, se as comemorações do 25 de Abril tivessem sido feitas numa missa de acção de graças pela inspiração que Deus tem dado a Passos Coelho este discurso serviria perfeitamente para homilia. Aliás a imagem que melhor caracteriza esta presidência é a do sacristão a quem cabe abrir e fechar a igreja e ajudar na missa.

Como seria de esperar o discurso tinha de ter o seu momento cavaquista, o selo de um presidente que nunca foi nem será capaz de o ser dos portugueses mas sim dos militantes e simpatizantes do seu partido. Falando do 25 de Abril não referiu os militares de Abril entretanto já falecidos ou as vítimas das balas da PIDE no dia 25 de Abril, das vítimas mortais do terrorismo da direita do ELP, dos perseguidos pelos independentistas da MAdeira e dos Açores hoje integrados no PPD. Foi lembrar-se do arraial do cerco ao parlamento, mostrando que é incapaz de enterrar os velhos machados de guerra..
 
"É difícil compreender que agentes políticos responsáveis não consigam alcançar entendimentos"

Quem o diz é alguém que exerceu o cargo durante uma década e durante todo esse tempo não procurou qualquer entendimento seja com quem for e designava as instituição da República por forças de obstrução. Pior, o seu poder começiou exactamente por destruir o consenso entre o PSD e o PSD, levando ao derrube de um governo maioritário por um governo minoritário, por si chefiado e que aproveitou para adoptar medidas populistas, como a (nacionalista) revalorização do escudo que conduziu o país à bancarrota e a um pedido de ajuda ao FMI.

"... se privilegia o insulto e a difamação, o imediatismo e a superficialidade"

Quem escreveu o discruso a Cavaco tentou limpar o que ele disse oralmente escolhendo outras palavras, desapareceu a palavra crispação ou politiqueira o que se percebe muito bem, eram adjectivos que assentavam que nem uma luva a comportamentos e declarações do passado. Quem agora fala de insulto é o mesmo presidente que deu cobertura à actuação do seu braço-direito Fernando Lima que em colaboração com um jornalista do Público montou uma conspiração contra um governo democrático sugerindo que escutava o Palácio de Belém.

"Existe uma insatisfação crescente com o funcionamento do nosso sistema político"

Aqui Cavaco tem alguma razão, os seus amigos iam afundando o sisetma financeiro, os seus parceiros de governo são hoje riquíssimos e até ele foi acusado de fazer negócios muito originais com as acções da SLN ou com trocas imobiliárias vantajosas. Como se pode esperar que o povo tenha consideração por estes políticos?

"Ou persistimos numa visão de curto prazo, olhando para aquilo que nos divide, ou pensamos Portugal numa perspectiva de futuro, partindo daquilo que nos une"

Pois, foi precisamente isto que Cavaco Silva fez quando era primeiro-ministro, usou o dinheiro do FSE para promover a formação profissional, apostou nas ciências e nas universidades, investiu na ciência. É fácil seguir esta orientação de Cavaco SIlva, basta fazer o que ele fez enquanto primeiro-ministro.
 
"É tempo de abandonarmos a política de vistas curtas, ditada pelo tacitismo e pelos interesses de ocasião"

Quem agora parece querer atingir a oposição falando de taticismo e de interesses de ocasião, alinhando com o discurso governamental, foi o mesmo que ignorou as mais elementares regras da democracia e tentou "comprar" o apoio do PS à política do actual governo a troco de eleições em que aquele partido poderia chegar ao poder. Cavaco devia explicar aos portugueses o que entende por taticismo.

"É difícil compreender que numa democracia consolidada agentes políticos responsáveis não consigam alcançar entendimentos sobre questões essenciais para o nosso futuro coletivo"

O que é difícil de entender não é isso, é o facto de um presidente de uma democracia não entender que há posições irreconciliáveis e é para isso que servem as eleições, a democracia não é a ditadura da unanimidade imposta por agentes presidenciais ao maior partido da oposição.

"Diversos sinais apontam para um aumento das assimetrias que podem pôr em causa a coesão do país, como as desigualdades na distribuição do rendimento, as situações de pobreza, a desertificação de vastas parcelas do interior ou as acentuadas disparidades entre o litoral e o interior."

Sinais? Parece que Cavaco tem um problema grave de glaucoma político. Não são os objectivos do governo que apoia e são as políticas que ele quer que sejam consensuais.

 Cheiro a bafio

E qual será o cheiro dos livros sobre Salazar que ele aconchega debaixo da sua bunda durante as viagens oficiais?
 
 Manobras e batalhas navais

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Sempre que Paulo Portas dá sinais de divergência em relação a Passos Coelho surgem notícias sobre submarinos, desta vez o conflito estalou em torno de uma eventual descida do IRS e Paulo Portas foi ouvido como testemunha num processo que leva mais tempo e dinheiro aos contribuintes do que uma viagem de circunavegação no velhinho submarino NRP Barracuda, na imagem.

às vezes fica-se com a impressão de que entre Portas e Passos em vez de haver luta política há uma batalha campal. O problema é que nesta batalha que decorre na piscina do Palácio de São Bento enquanto Paulo Portas atinge o porta-aviões com disparos de very lights recebe em troca torpedos sob a forma de supositórios.

Será que é a esta crispação e falta de consenso que Cavaco Silva se refere qnos seus sucessivos discursos e intervenções públicas?

 Speed Flying au Mont-Blanc

 
 Sugestão a Passos Coelho

E porque não concessionar o Zoo de Lisboa a privados? Se dá prejuízo compensam-se os privados oferecendo-lhes os deputados da maioria como compensação, sempre podiam dar uns números de circo como aqueles a que já nos habituaram.
 
 25 de Abril

O povo esteve na rua, os jornalistas foram à festa da Çãozinha.
 
 Não havia mais ninguém para a capa o 25 de Abril?

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 Agora já não gozam com o Magalhães
   
«Um ato cultural na Venezuela assinalou na quinta-feira a cifra de um milhão de computadores portáteis Canaima (nome local do Magalhães) montados ao abrigo dos acordos de cooperação celebrados entre Lisboa e Caracas

O ato teve como propósito assinalar também o Dia Internacional dos Meninos, Meninas e Jovens em Tecnologias de Informação e Comunicação, uma iniciativa da União Internacional de Telecomunicações e que contou com a presença dos ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação, Manuel Fernández, e da Educação, Héctor Pérez.» [DN]
   
Parecer:

A sorte do Magalhães é ser um produto de uma empresa privada, não teria escapado ao ódio de Passos a tudo o que seja obra de Sócrates.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     
 Russos gozam com destroyer americano?
   
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SU-24

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Destroyer Donald Cook
  
«Na semana passada, foi discutido ativamente na internet russa um comunicado de como um bombardeiro da frente russo Su-24 equipado com um o sistema de neutralização radioeletrônica de última geração paralisou no mar Negro o mais sofisticado sistema americano de combate Aegis a bordo do destroier Donald Cook.

O destroier participava das manobras americano-romenas.

“Destaque-se que a entrada de navios militares americanos neste espaço aquático contraria a convenção sobre o caráter e os prazos de permanência no mar Negro de embarcações de guerra dos países não banhados por este mar”, diz Pavel Zolotarev, perito em assuntos políticos.

A Rússia, por seu lado, enviou um avião desarmado Su-24 para sobrevoar o destroier americano.

O Aegis ainda de longe teria interceptado a aproximação do avião dando alerta de combate. Tudo decorria como de hábito, tendo os radares calculado a distância até o alvo. Mas de repente todos as telas se apagaram. O Aegis deixou de funcionar e os mísseis não receberam a indicação do alvo. Entretanto, o SU-24 sobrevoou a coberta do destroier, fez uma virada de combate e imitou um ataque de mísseis. Depois fez uma volta e repetiu durante 12 vezes consecutivas a manobra.

Após o incidente, o Donald Cook entrou com urgência num porto da Romênia.» [Gazeta Russa]


   
   
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