quinta-feira, agosto 28, 2014

O engraçadinho

O governo faz um orçamento rectificativo e usa o acórdão do TC para encobrir o descontrolo na despesa que vai muito mais além do que o impacto financeiro da decisão do TC e “come” o aumento significativo das receitas do IVA.

O governo faz um orçamento rectificativo em duas fases para melhor manipular a informação e disfarçar o evidente desconforto do CDS e de Paulo Portas que chama a si o papel de salvador da economia.
  
O governo esconde-se durante dois dias e manda a “bela” Cristas visitar umas estufas de flores onde garante que não faltará dinheiro para a comparticipação nacional nos programas comunitários, levantando uma questão que ninguém tinha levantado, até porque essa comparticipação pode ser menor do que era no passado.
  
O governo faz passar a ideia de não será necessário um aumento de impostos graças à redução das despesas com o desemprego e ao aumento da receita fiscal, fazendo passar a falsa ideia de que a economia cresce acima do previsto e está sendo criado emprego, ideias contrariadas pela revisão em baixa do crescimento económico previsto no próprio orçamento rectificativo.
  
Qualquer líder da oposição teria aqui várias oportunidades para fazer oposição:  

  • Questionando a solidez de uma coligação em que o desconforto ficou evidente depois das inconfidências de Marques Mendes e do oportunismo de Paulo Portas que estando em Moçambique “tranquilizou” os portugueses assegurando que estaria no Conselho de Ministros a tempo de defender a economia.  
  • Denunciando a quebra do crescimento económico apesar dos bons resultados da turismo e confrontando o governo com os resultados da balança comercial que desmontam a tese de que graças ao ajustamento já não estaríamos consumindo acima das possibilidades, registando-se um milagre económico graças às exportações.  
  • Chamando a atenção para a contradição do OE rectificativo que ao mesmo tempo de revês em baixa o crescimento económico prevê uma redução do desemprego, uma prova de que em vez de criar emprego este governo usa os instrumentos à sua disposição para varrer desempregados para debaixo do tapete.

 Mas Seguro é um líder da oposição muito fraco, inconsistente e mal preparado, em vez de criticar o governo com seriedade opta por uma graçola, sugere que este é o governo dos orçamentos rectificativos. Isto é, Seguro nada diz.
  
Seguro prefere a graçola sem grande imaginação ou, muito simplesmente, não está preparado para dizer algo consistente? Parece que a resposta tem mais a ver com a falta de preparação e de formação do líder do PS, no mesmo dia em que deu uma entrevista ao DE dando ares de saber umas coisitas e depois de atacar Costa de lhe copiar as ideias, Seguro é incapaz de ter um discurso digno de confiança, refugiando-se em gracinhas de gosto duvidoso. 
  
Seguro teve mais uma oportunidade de ajudar o país fazendo críticas construtivas e sugerindo alternativas merecedoras de confiança. Em vez disso escondeu a sua falta de preparação atrás de uma graçola que um qualquer assessor lhe soprou ao ouvido.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Pilrito-das-praias (Calidris alba), Praia do cabeço, Castro Marim
  
 Jumento do dia
    
António José Seguro

O senhor que nos disse que poderíamos estar tranquilos quanto ao BES e que só promete o que vai cumprir já veio prometer que não aumentaria os impostos o que significa que conta com os cortes abusivos dos vencimentos. Parece que Seguro quer passar a ideia de que sabe o que quer de forma infantil, propondo medidas orçamentais avulso mais preocupado em aparecer nos noticiários do que com a situação financeira de um futuro governo.

«António José Seguro, líder do Partido Socialista (PS), garante que não vai aumentar os impostos caso seja eleito primeiro-ministro. “Não vou aumentar nem o IRS, nem o IVA e o IRC será mantido na próxima legislatura de acordo com a reforma que foi feita”, disse o líder do PS em entrevista ao Diário Económico. Pode ter de fazer ajustes no IVA de forma a tornar o imposto mais justo e coerente, mas não pode garantir que vai baixar os impostos. “Não faço promessas dessas. Prefiro jogar pelo seguro.” Promete, no entanto, que vai lutar para recuperar o rendimento dos portugueses.» [Observador]

   
   
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quarta-feira, agosto 27, 2014

Os tiques de Seguro

A necessidade sentida por alguns políticos de mostrarem uma determinada imagem de si próprios leva-os a recorrer a pequenos truques que acabam por parecer tiques, o que nalguns casos resulta numa mistura de ideias dos seus gestores de imagem com aquilo que os próprios políticas julgam ser o que lhes fica bem como grandes políticos que querem parecer ser. Se em políticos com um percurso de muitos anos de exposição este é um fenómeno pouco frequente, em políticos feitos à pressa é um problema recorrente.
  
Cavaco teve aulas de dicção e se a Bobone lhe tivesse ensinado a comer bolo-rei teria evitado uma das suas imagens mais duradouras. Um político parecido com Cavaco é, curiosamente, José António Seguro. Se Cavaco apaeceu quae de repente, o ainda líder do PS tem muitos anos de política,mas tem um pequeno problema, durante esses anos Seguro protegeu a sua imagem não aparecendo, escondendo-se na fila de trás, agora precisa de dizer aos portugueses o que é, mesmo que esse “o que é” seja muito diferente da do Seguro que realmente é. Enquanto vamos tentando perceber se Seguro é mesmo alguém ou se não passa de uma invenção de mau gosto. Vale por isso a pena estudar-lhe os tiques.

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O eu, eu, eu...
  
Tal como Cavaco o líder do PS gosta muito de falar na primeira pessoa, eu disse, eu sugeri, eu defendi, eu propus, leva esse papel tanto a sério que tudo o que alguém do PS ou mesmo algum independente que tenha participado nos Novo s Rumos tenha dito é património intelectual de António José Seguro. É por isso que António Costa nunca disse nada que Seguro tenha dito, a não ser que repita o que Passos Coelho disse

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O provinciano virtuoso

Curiosamente, Seguro tem mais alguns tiques muito semelhantes a Cavaco, dois políticos unidos e separados pelo provincianismo, o primeiro é um provinciano que veste de betinho para se armar em provinciano por oposição às elites pecaminosas da capital. Cavaco é um provinciano que tudo faz para não parecer porque foge da imagem de montanheiro que ele próprio é como o diabo foge da cruz.
  
Se Cavaco gosta de se afirmar como alguém de Lisboa com origens não conspurcadas, Seguro vai mais longe e até parece que aderiu à reforma agrária da Cristas, tira a gravata, veste umas jeans e confunde a imagem de betinho com a de alguém da provícia que regressa às suas origens. É um tique muito típico em alguns políticos portugueses e que que deu bons resultados com Salazar e com Cavaco. Por oposição a políticos supostamente elitistas como Soares e Costa, Seguro afirma-se como o provinciando queainda não foi conspurcado pelos vícios da capital.

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O político responsável

Seguro tenta escapar à imagem de prirralho das associações de estudantes assumindo a do político responsável, um tique que se tem acentuado nos últimos tempos e de que Passos Coelho se tem servido para tirar partido em seu proveito. Veja-se o que sucedeu com a escolha do comissário europeu, Cavaco convidou Seguro para discutir o tema, o líder do PS entrou para a reunião sugerindo que ia escolher o comissário e saiu inchado afirmando que tinha estado a discutir o portfólio dos dossiers. Por fim foi escolhido o Moedinhas e ainda hoje não se sabe se o comissário português vai tratar da multiplicação de minhocas europeias ou das migrações das borboletas.

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O grande líder
  
É uma das imagens mais estereotipadas da política, para a história ficou o banho de Mao no Yantsé ou as muitas imagens do líder da China com belas paisagens omo fundo ou a famosa imagem de Miterrand nos cartazes de uma campanha eleitoral onde aparece com uma aldeia como imagem de fundo e a frase “La fore tranquille”.
  
Seguro usa e abusa deste expediente e deve ser um inferno para os jornalistas pois revela uma grande preocupação com os enquandramento das suas imagens. Ainda recentemente a Visão fez-lhe uma entrevista e Seguro lá apareceu com uma imagem da planície vista em Penamacor. Seuro coleciona mesmo imagens tipo Miterrand a todos os lados onde vai, tentando colar-se a uma imagem que levou o líder do PSF à presidência francesa. 
 
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A vítima

É talvez o lado santanista de José Seguro, o antigo líder do PSD e candidato a candidato presidencial explorou a imagem do mártir cristão fazendo passar a ideia de que que era um Jesus da vida política portuguesa. Neste capítulo Santana Lopes tem em Seguro um digno sucessor e desta vez o autor das facadas nas costas e da tentativa de matar a criança ainda no berço é António Costa.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Mértola
  
 Jumento do dia
    
Abreu Bilhim, presidente da CRESAP

Em relação aos concursos que acompanhei teria adivinhado quem seriam os dirigentes ainda antes da abertura do concurso, o que diz muito sobre a natureza destes concursos inúteis.

«A Provedoria de Justiça censurou a comissão criada pelo Governo para selecionar altos dirigentes na função pública, acusando mesmo de usar critérios “arbitrários” e “conceitos indeterminados” nos concursos.

Depois de receber e analisar “diversas queixas” contra as práticas adotadas pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CRESAP) na escolha de dirigentes para cargos de topo da função pública, a Provedoria de Justiça considerou que “não existe fundamento para [a CRESAP] recusar o acesso aos documentos” solicitados pelos concorrentes queixosos e enviou um parecer àquele organismo onde solicita que sejam feitas algumas alterações ao regulamento e aos procedimentos atualmente aplicados.» [Observador]

 Imagens do grande líder

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O grande líder dando toques na bola

 Demasiado tarde?

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A pergunta é o título de uma notícia do Expresso e quem a lê fica a pensar que a orientação editorial do Expresso e dos órgãos de comunicação social do grupo Impresa nunca se sentiu confortável com as políticas de austeridade. Mas não este não é o grupo de Paulo Ferreira, Francisco Pinto Balsemão, Marques Mendes e muitos outros activos militantes da mesma política que criticam implicitamente no título deste artigo, atirando as culpas das suas opções para o presidente do BCE?

      
 E sanções à Grã-Bretanha?
   
«O assassino de negro por trás do jornalista americano que ia ser degolado foi identificado como um jovem londrino. Já se sabia há muito que a guerra síria atraiu centenas de muçulmanos de segunda geração, sobretudo britânicos, franceses e belgas. Abdel Bary, de 23 anos, o tal da cara escondida e faca estendida, foi um discípulo do pregador radical Anjem Choudary. Era em Londres que Choudary, além das tresloucadas ideias místicas que destilava com o direito inalienável que as tolices vagas devem ter, também ensinava o que se segue: "Todas as mulheres, muçulmanas ou não, devem usar uma burca", "quem beber álcool deve levar 40 chibatadas em público"..., - discursos de ódio que levaram ao pescoço de James Foley. E é assim que a Europa, há década e meia amedrontada com o perigo do radicalismo islâmico a vir, acordou com a triste compensação de também ela exportar tarados. Foi no Iraque que o londrino Bary degolou e os seus compatriotas, que vieram para a jihad, prostituem as camponesas que não são da seita. Se a Grã-Bretanha não se soube defender de dentro, tem a obrigação de não corromper o mundo com as suas facilidades. Qualquer jihadista voltando à Inglaterra é sujeito a um inquérito ligeiro, após o que pode viajar para onde quiser sem dizer água vai às autoridades. Por exemplo, ir visitar Anjem Choudary à casa mimosa em que vive, em Ilford, no Nordeste de Londres com a sua família e as ideias de sempre.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 PSP multa para comprar carros novos
   
«O Governo reservou quase dois milhões de euros arrecadados com as multas a automobilistas para a compra de novas viaturas destinadas à PSP e à GNR. O investimento previsto para aquele fim e que era para 2013 e 2014 de 14 milhões de euros passa assim para 16 milhões.

A reserva das verbas, em parte canalizadas para a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANS) e a partir dela depois distribuídas, foi formalizada num despacho do Ministério da Administração Interna recentemente publicado em Diário da República. A tutela justifica a decisão com “o reforço do combate à sinistralidade rodoviária e à reorganização em curso nas forças de segurança”. E especifica que “as verbas destinam-se à aquisição de viaturas pela GNR e pela PSP”. O montante é dividido em partes iguais para cada polícia.» [Público]
   
Parecer:

Um dia multará para melhorar as mordomias no comando.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

   
   
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terça-feira, agosto 26, 2014

2014, o ano da borra

Nos planos de Gaspar e Passos Coelho o ano de 2014 seria o do milagre económico, foi por isso que concentraram tudo o que de brutal lhes ocorreu no primeiro ano deste malfadado governo. Nos primeiros dois anos de governo era proibido falar em crescimento, o país iria ser reformatado contra a vontade de um povo enganado em eleições e assustado com três funcionários menores da troika que cá vinham de vez em quando dizer umas baboseiras 

Podaram a economia destruindo sectores que consideravam inúteis, considervam que de a boa economia beneficiaria do exclusivo da seiva, era o tempo em que um tal Cavaco falava muito da aposta em produtos transacionáveis, logo ele que destruiu sectores como a agricultura e a pesca e apostou fortemente num crescimento dos serviços. 
  
Dispensaram uma geração de quadros qualificados, a primeira e a melhor geração de jovens formados nas universidades com que o país contava, o crescimento a curto prazo dispensava estes jovens pois a aposta era na competitividade das empresas que produzem bens com baixos níveis de valor acrescentado. Não só empurraram de forma activa uma geração para a emigração como desvalorizaram e desinvestiram nas escolas e universidades, uma aposta em mão-de-obra pouco qualificada dispensava um sistema de ensino de qualidade e mesmo uma boa formação profissional.
  
Para os novos economistas o progresso resultaria da combinação de quatro factores: um sistema financeiro fortalecido, um Estado mínimo e sem quadros qualificados, mão-de-obra barata e exportação de bens baratos e sem grande valor acrescentado. Tudo batia certo, em quatro anos destruía-se o Estado, salvava-se a banca, destruía-se o resultado de 30 anos de democracia e ainda se conseguia uma ilusão de milagre económica exportando peúgas e cuecas.
  
Mas tudo correu mal, a destruição do anterior modelo laboral não trouxe um único investimento, a banca continua a sofrer as consequências do oportunismo e da má gestão, as exportações deixaram de crescer e apesar dos cortes nos vencimentos não se controlou o aumento da despesa. O fenómeno económico não aconteceu.
  
Este Passos Coelho lembra uma anedota já aqui contada, a do compadre que foi dar uma volta num avião de acrobacias, quando acabou o passei contou a sua experiência ao piloto: “quando subiu já sabia que me ia mijar, quando desceu borrei-me todo, do que eu não esperava era qu depois desse uma volta e me caísse tudo em cima”. Passos Coelho também não esperava que a merda lhe caísse em cima antes das eleições de 2015 e ainda por cima estava menos avisado do que o nosso compadre pois percebe-se agora que nem sequer sabia o que estava fazia. E ao contrário do que sucedeu na anedota Passos nem terá a oportunidade de contar o que lhe aconteceu ao piloto, há muito que Vítor Gaspar fugiu do país com medo do povo que ajudou a tramar.  

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Mastro de fragata do Tejo
  
 Jumento do dia
    
Paulo Portas, o santo protector da economia

Os portugueses podem estar descansados, Paulo Portas está muito longe, em Moçambique, mas na terça-feira está no conselho de ministros para defender a economia.

«O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, garantiu esta segunda-feira que estará presente no Conselho de Ministros de terça-feira, onde será discutido o Orçamento Retificativo, defendendo ser preciso proteger o crescimento e a confiança na economia.

Paulo Portas – que está em Maputo para se encontrar com o Presidente e alguns membros do Governo moçambicanos e participar na abertura da 50.ª Feira Internacional local – escusou-se a dizer que medidas vai apresentar para o Orçamento Retificativo, mas sublinhou manter a convicção nas políticas que tem defendido.

“O que lhe posso dizer é que estarei amanhã [terça-feira] no Conselho de Ministros, é esse o meu dever — que eu cumpro com gosto — e que tenho defendido que é muito importante que nós tenhamos políticas que protejam o crescimento e a confiança na nossa economia porque é isso que gera esperança nos nossos cidadãos”, afirmou em declarações à agência Lusa.» [Observador]

 O grande líder em imagens

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O grande líder na vindima

 Será gozo

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O mínimo que se pode dizer da publicidade do Novo BES é que os seus responsáveis, um cruzamento entre o PSD e o velho BES com procriação assistida em Belém, estão gozando com os trabalhadores e clientes do velho BES que ainda se aguentam neste banco estatal. Toda a gente ouviu Vítor Bento sugerir que não garante que mantém todos os empregados e balcões, toda a gente já leu na comunicação social que os outros bancos, agora promovidos a salvadores, exigem uma reestruturação. Mas estes senhores usam a imagem dos empregados e os balcões para relançarem a sua imagem. Mais cinimos e oportunismo é impossível.

Esta bela borboleta vá dar lugar a uma lagarta das feias.

 Bardarbunga

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Já imaginaram o que seria de nós se o nosso famoso Bardamerda fosse um vulcão? Bem, por aquilo que se está assistindo na governação deste país até parece que o nosso Bardamerda já começou a expelir gases para a atmosfera.
  
 Cresce o apoio à candidatura de Seguro

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 Alguns aspetos da reforma do IRS
   
«É normal e aceitável que em qualquer (re)estruturação de um código fiscal, surjam críticas quanto à bondade de todas as soluções encontradas e, por maioria de razão, tratando-se da tributação em IRS.

Deve lembrar-se, porém, que esta Comissão de Reforma, porque mandatada com três objetivos bem definidos, viu desde logo limitada a sua liberdade de ação. Também o vetor implícito do "deficit orçamental" foi igualmente limitador, bem como o reduzido período de tempo que lhe foi concedido.

Por tudo isto, e sem pretender isentar a Comissão de Reforma de críticas relativamente a alguns aspetos menos claros, é de justiça que se faça este enquadramento prévio.

Passando, em concreto, às opções que em meu entender são questionáveis – e só falarei de algumas destas e não das reconhecidamente louváveis – apraz-me referir os seguintes aspetos:

No âmbito da Categoria A – Rendimentos do trabalho dependente, não está e também não se aproveitou para deixar claro como se efetua o enquadramento da parte não sujeita a tributação, nos casos em que o valor da indemnização por despedimento inclui anos de serviço como mero trabalhador e como administrador ou gerente na mesma empresa, quando cessa funções nesta última qualidade.

Na Categoria B - Rendimentos empresariais ou profissionais, também não se aproveitou para clarificar se os "lucros" imputados aos sócios por sociedades de transparência fiscal, que têm a natureza de rendimentos líquidos desta categoria B, estão ou não sujeitos a retenção como rendimentos desta categoria. Ainda no âmbito desta categoria de rendimentos, foi aditada uma alínea n) ao n.º 1 do artigo 4.º, que leva à qualificação como atividade comercial ou industrial a de arrendamento de bens imóveis. Porém, em meu entender, deveria constar do corpo do artigo 3.º, designadamente no n.º 2, um recorte normativo a considerar o arrendamento de bens imóveis, com caráter de habitualidade e com fixação de um número mínimo de imóveis suscetíveis de arrendamento autónomo, sob pena de alguma iniquidade e da alteração poder vir a gerar um aumento da conflitualidade.

Na Categoria F – Rendimentos prediais, a tributação é feita, em regra, por via da tributação autónoma, sem prejuízo da opção pelo englobamento. Seria justo, mesmo com tributação autónoma, não serem excluídos os prejuízos de anos anteriores – o mesmo se diga para rendimentos da categoria G, tributados autonomamente, – não se justificando também a interpretação da AT/DSIRS ao não considerar as deduções à coleta pessoais e outras, quando sejam declarados apenas rendimentos sujeitos a tributação autónoma, perdendo-se a pessoalização do imposto.   

No âmbito da Categoria G e mais propriamente quanto às mais-valias resultantes da alienação de imóveis urbanos, a que se refere o artigo 10.º, n.º 5, gostaria de abordar dois aspetos que considero fundamentais: 1.º – Da redação dada ao artigo 10.º, n.º 5 e suas alíneas, que tem sido objeto de contencioso e de Jurisprudência dos Tribunais Superiores, não se aproveitou a oportunidade para clarificar em que circunstâncias há lugar a reinvestimento do valor da realização, quando a aquisição da nova habitação precede a alienação da primitiva, quer no caso de esta se adquirir a pronto pagamento ou com recurso ao crédito bancário. Ver, por todos, o Acórdão do STA n.º 892/08, de 11/fev. 2.º – Na alínea a) do n.º 6 deste mesmo artigo 10.º, é também exigido para efeitos de exclusão tributária das mais-valias resultantes da alienação, que o adquirente da nova habitação a afete à sua habitação (própria e permanente) ou do seu agregado familiar no prazo de 12 meses – é o requisito objetivo da "habitatio" mas também deveria exigir-se, cumulativamente, mais uma vez para evitar contencioso fiscal, que o adquirente procedesse à participação à AT da nova habitação no mesmo prazo, como, aliás, decorre do disposto no n.º 9 do artigo 46.º do IMI, como pressuposto da isenção neste último imposto. 

Outros dois capítulos problemáticos são o das taxas gerais do artigo 68.º e das deduções à coleta.

Quanto ao primeiro, foi pena que não tenha sido dado um sinal de desagravamento na tabela das taxas gerais e Taxa adicional, mesmo considerando os constrangimentos orçamentais.

Quanto às deduções fixas à coleta, personalizantes ou por encargos com saúde, etc., deveriam ser indexadas ao salário mínimo nacional e, por outro lado, possibilitar a opção pelos valores efetivamente suportados.

No que respeita às Garantias dos contribuintes prevista no artigo 140.º, norma que foi louvavelmente simplificada e uniformizada, julgo que seria de acrescentar na parte final do n.º 1, a seguir a CPPT …"e demais legislação aplicável".

Quanto ao Regime das Retenções, integradas no CIRS - o que é igualmente louvável – não vislumbrei qualquer possibilidade de retenção, por opção, por taxas superiores às constantes das respetivas Tabelas no caso de rendimentos das categorias A e H e também a possibilidade de os detentores de rendimentos da categoria B poderem optar por taxa superior à de 25%.

Não posso deixar também de fazer uma breve referência às alterações propostas no âmbito da tributação indireta constante do Anexo II do anteprojecto, exigindo maior clarificação. Gostaria, finalmente, de deixar também um ligeiro apontamento sobre a não consagração – talvez através do aditamento do um artigo ao CIRS – de um Capítulo em que ficasse definido todo o regime de tributação dos não residentes, que seria útil para todos – aplicadores da lei e investidores.» [Jornal de Negócios]
   
Autor:

José Rodrigo Castro.

      
 Agora?
   
«O Governo prepara-se para congelar as despesas de funcionamento dos ministérios e reduzir os cortes nos gastos com o pessoal. Depois de, no domingo, Pedro Passos Coelho ter garantido que o Orçamento Retificativo não contempla matéria de natureza fiscal, o Diário Económico avança que o Ministério das Finanças se prepara para reduzir e congelar várias despesas que estavam previstas para este ano, para garantir que não vão ser precisas medidas de natureza fiscal nos últimos três meses deste ano, atingindo-se mesmo asssim o objetivo de 4% do défice acordado com Bruxelas.

Na última semana o Observador noticiou que o Ministério das Finanças já tinha as contas ao impacto das medidas consideradas inconstitucionais pelo TC, mas ainda estava a apurar o valor completo dos restantes desvios na despesa identificados pelas Finanças em vários setores. Segundo uma fonte do Governo, há vários casos de desvios de menor expressão que exigiram esforços redobrados, estando Maria Luís Albuquerque a verificar, serviço a serviço, que despesas não estavam ainda comprometidas, podendo ser congeladas até 2015.» [Observador]
   
Parecer:

A ministra das Finanças estava contando com os cortes nos vencimentos dos funcionários públicos para financiar as gorduras do Estado e desta forma ir dando uma ajudinha aos indicadores económicos, preparando desta forma uma campanha pré-eleitoral para as legislativas. Mas teve azar, o TC cortou-lhe nos trocos e os seus serviços foram incompetentes e gastaram mais do que deviam.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aos juízes do TC como se sentem fazendo figura de ursos pois a sua decisão apenas serve para a ministra aumentar as gorduras do Estado e não para cumprir o Pacto de Estabilidade ou o que quer que seja.»
  
 Seguro está escaldado
   
«O secretário-geral do PS, António José Seguro, alertou esta segunda-feira que com o Governo PSD/CDS-PP “todo o cuidado é pouco” e “carregar” os portugueses com mais impostos “é o pior que poder acontecer”.

“Aquilo que é muito importante, em primeiro lugar, é esperar por aquilo que este Governo vai decidir, porque com este Governo todo o cuidado é pouco, é mesmo muito pouco todo o cuidado que devemos ter em relação a este Governo”, disse.» [Observador]
   
Parecer:

Quando deixava passar orçamentos ou não queria que os deputados do PS recorressem ao TC não era preciso ter cuidado com este governo?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se com pena do pobre homem.»

 "Uma entidade de fora" diz o imbecil
   
«Para o social-democrata Duarte Pacheco, os dados apresentados pela Direção-Geral do Orçamento, que revelaram o agravamento do défice em 389 milhões de euros, "não são uma novidade" isto porque a decisão do Tribunal Constitucional em repor a totalidade dos salários sem nenhum corte teria consequências e esta não foi "uma decisão do Governo, mas de uma entidade de fora", disse.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

E é este senhor deputado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  

   
   
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